sábado, 14 de dezembro de 2013

Deficiente auditiva, criança se inspira na atleta Natália, do Praia Clube

Há quatro meses no programa da Confederação Brasileira, Daniella, de 10 anos, ganha o apoio da central, que está há 18 anos no vôlei, e tem a mesma deficiência.

Por GloboEsporte.com Rio de Janeiro

A pequena Daniella se inspira na jogadora do
Praia Clube, Natália (Foto: Arquivo pessoal)
Uma menina de apenas 10 anos tem se inspirado no exemplo de Natália Martins, do Praia Clube, em busca do sucesso no vôlei. Integrante do núcleo de Niterói do VivaVôlei, programa social da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), Daniella Maciel Tavares pratica o esporte há quatro meses, e sofre a mesma deficiência auditiva que a central da equipe de Uberlândia (MG).

Daniella só escuta com o aparelho auditivo e conta com o apoio dos pais, Ézio e Joyce, para se desenvolver no vôlei. Segundo a mãe, a jovem gosta muito de esportes e a adaptação no programa social não poderia ser melhor.

- Nós três caminhamos na praia de Icaraí, em Niterói, e um dia mostrei as crianças do VivaVôlei. Ela se interessou e quis fazer uma aula. Procurei a professora para explicar a situação e a Daniella foi muito bem aceita no programa. Nós ficamos muito felizes. A Daniella adora esporte de um modo geral. Sempre caminha na praia com a gente, pula corda, anda de bicicleta, enfim, gosta de esporte e do vôlei, então, mais ainda. Ela fica empolgada com as aulas e está completamente enturmada e, inclusive, ensina os sinais para as outras meninas. É uma diversão para ela - disse Joyce.

Responsável pela iniciação de Daniella no vôlei, a professora Márcia Neri incentivou a participação da menina desde o início. Para transmitir os exercícios, ela adotou um método especial.

- Quando a mãe me procurou, teve uma preocupação natural, mas não houve nenhum tipo de rejeição por parte das outras crianças. Pelo contrário. Os colegas a receberam muito bem, todos gostam muito dela e é impressionante a rapidez com que ela pega as atividades. A demonstra e ela entende perfeitamente. A Daniella é muito esforçada, olha e observa os movimentos o tempo todo e faz tudo corretamente. Ela participa normalmente das aulas - explicou Márcia Neri.

                                                                                                                                                                 (Foto: Caroline Aleixo/GLOBOESPORTE.COM)
     Natalia Martins, central do Praia Clube, é inspiração para criança

Apoio de Natália

Se Daniella conta com apoio dos pais e da professora, a situação não poderia ser diferente em relação a Natália Martins. A central, que completou 29 anos na última quarta-feira, começou no vôlei aos 11. Na atual temporada, ela completa 10 anos de participações em Superligas, de volta a cidade onde deu os primeiros passos, e dá força para a menina seguir adiante.

- A Daniella não pode desistir por causa da deficiência auditiva. Eu enfrentei, sim, algumas dificuldades, mas nunca pensei em desistir e, se ela tem realmente o sonho de seguir adiante no vôlei, tem que persistir. O esporte sempre me deu muitas alegrias, passou a ser a minha vida, e sou muito feliz e realizada no vôlei. Desejo que ela trilhe esse mesmo caminho que eu, sabendo que Deus tem um plano para ela na vida do esporte. É necessário que ela creia e insista até o fim, que a vitória virá - concluiu a central do Praia Clube.



Fonte: http://globoesporte.globo.com/ -"Matéria postada em caráter informativo"

Direitos da Pessoa com Deficiência é tema de palestra da OAB Nacional

                                                                                                                                                                      (Foto: Eugenio Novaes - CFOAB )
      Tênio (em pé, à direita) lembra que as leis precisam de efetividade

Brasília - Durante o I Fórum Internacional de Direitos Humanos, que acontece até amanhã (13) na capital federal, uma das atividades autogestionadas desta quinta-feira (12) foi o painel “Evolução dos Direitos da Pessoa com Deficiência”, proposto e conduzido pela Comissão Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Conselho Federal da OAB.

O presidente da comissão, Tênio do Prado, iniciou os trabalhos do painel falando sobre a dignidade da pessoa com deficiência. “No Brasil, temos várias leis e atos normativos versando sobre a pessoa com deficiência. Mas o assunto veio, de fato, a ser agregado ao ordenamento jurídico com a Constituição Federal de 1988. E leis como a de Acessibilidade, por exemplo, vieram posteriormente. A legislação para nos resguardar é ampla, o que falta é efetividade na aplicação dos dispositivos legais”, protestou.

Tênio lembra que, apesar do atraso histórico, os direitos das pessoas com deficiência começaram a avançar no Brasil. “A lei que garante aposentadoria especial pelo Regime Geral da Previdência é uma grande vitória. Reduz o tempo de contribuição de pessoas nessas condições, pois entende que não se trata de um modismo, mas (a deficiência) é algo milenar, que só agora começa a estar no centro das atenções. A própria longevidade das pessoas que têm alguma deficiência é mais reduzida”, elucida.

Para ele, a sensibilização de órgãos e da sociedade civil organizada é essencial. “Não basta olharmos para aqueles que nasceram com alguma deficiência. Há também os que têm a mobilidade reduzida ou interrompida temporariamente, como gestantes e obesos. É preciso uma adequação de várias frentes, como a comunicação, o ambiente e a aceitação”, lembrou.

Antonio Rodrigo Machado de Sousa, membro da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB, acredita que os direitos humanos ganharam contornos inovadores nos últimos anos no Brasil. “O respeito e a solidariedade devem estar acima de tudo. Boa parte da sociedade não entende as necessidades e as demandas da pessoa com deficiência. Não conseguem se enxergar no outro, respeitar o diferente. Isso tudo passa por uma cultura formada a partir da privatização do poder político, que é algo que a OAB condena de todas as formas”, encerrou.

Fonte: http://www.oab.org.br/ "Matéria postada em caráter informativo"

Saúde de Itaporanga discute acessibilidade

Em evento, que faz parte do Projeto Saúde Acessível e que terá continuidade em 2014, o objetivo é preparar e orientar os profissionais de saúde a melhor receber e atender pessoas com deficiência.

da Redação

A Prefeitura de Itaporanga D’Ajuda, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, realizou nesta quarta-feira (11), na Sala Multiuso da Secretaria da Saúde, palestra sobre saúde bucal e acessibilidade na saúde como parte integrante do Projeto Saúde Acessível, idealizado pela Secretaria da Saúde. A palestra contou com a participação de dentistas e equipes de saúde bucal e de atendimento especializado à pessoa com deficiência.

O evento, que faz parte do Projeto Saúde Acessível e que terá continuidade em 2014, tem por objetivo preparar e orientar os profissionais de saúde, desde o atendimento primário às consultas de saúde, acolhendo e recebendo adequadamente as pessoas com deficiência que buscam os serviços no município de Itaporanga.

De acordo com a secretária municipal da Saúde, Elisônia Lisboa, a intenção é capacitar profissionais de saúde para fazer cumprir o direito à acessibilidade.

“Queremos capacitar os profissionais, a pequeno e médio prazo, para fazer cumprir o direito à acessibilidade e assim garantir o direito pleno à saúde dos usuários. Estamos preparando nossos profissionais para melhor atender a população deficiente com muito mais qualidade”, salienta Elisônia.

Para a especialista em Educação Inclusiva, Daniela Hora, diretora administrativa da Secretaria da Saúde, o projeto é de fundamental importância para facilitar o acesso das pessoas com deficiência aos serviços de saúde.

“A intenção da prefeita Gracinha e da secretária da Saúde é capacitar todos os profissionais de saúde, para juntos, melhorarmos a qualidade da assistência e humanizar a saúde em Itaporanga. A acessibilidade está em alta e Itaporanga é o primeiro município de Sergipe a investir no profissional e em capacitação. Pretendemos transformar Itaporanga em referência no estado”, observa Daniela.

O Plano Municipal de Cuidado da Pessoa com Deficiência foi aprovado pelo Conselho Municipal de Saúde de Itaporanga e enviado à Secretaria Estadual da Saúde.

Fonte: Universo Político -"Matéria postada em caráter informativo"

Alunos com deficiência contam com transporte escolar acessível

Projeto do "Plano Viver sem Limite DF" beneficia estudantes da rede pública de ensino

Fernanda Louise, da Casa Civil


BRASÍLIA (12/12/13) - O estudante Antônio Felipe da Silva, 20 anos, tem deficiência física e intelectual e não mora perto da escola, mas vai à aula todos os dias sem dificuldades. Ele é um dos beneficiados pelo projeto "Transporte Escolar Acessível", do programa "Caminho da Escola", que visa suprir a demanda por condução adaptada para que a frequência nas salas de aula de alunos com deficiência aumente. Pelo menos dois mil alunos – todos da rede pública de ensino – são beneficiados com o serviço atualmente no DF.

Além de Felipe, outros 19 estudantes são transportados diariamente para o Centro de Ensino Especial 1, em Sobradinho, por um micro-ônibus que chegou no mês passado. A viagem, antes feita por uma van, ficou mais rápida e confortável, segundo Felipe. "Gosto de vir à escola todos os dias, sem falta, e agora é melhor porque é mais fácil subir", conta, referindo-se à plataforma elevatória, que facilita a acomodação da cadeira de rodas.

O "Caminho da Escola" existe na capital do país há cerca de dois anos e oferece soluções de transporte escolar para alunos da educação básica. Com base no programa, o "Plano Viver sem Limite DF" estabeleceu o projeto "Transporte Escolar Acessível", que garante que parte dos veículos seja adaptada. Com a exigência, mais de 30 conduções acessíveis foram adquiridas.

"A política de adequar os transportes públicos para pessoas com deficiência já existe. A exigência do 'Viver sem Limite' foi estabelecida para acelerar essa adaptação", explicou o coordenador do Departamento de Educação Inclusiva da Secretaria de Educação, Antônio Leitão.

Para a cabeleireira e mãe de Antônio Felipe, Marlene Pereira, 42 anos, o transporte entre a casa e a escola é essencial para que o filho continue a treinar a coordenação motora.

"Coloquei o Felipe na escola desde pequeno porque quero que ele aprenda muito e não perca o que já estudou, mas não posso levar todo dia, é muito difícil. Com a van já era bom, agora ficou melhor ainda com esse elevador que levanta a cadeira de rodas", contou.

VEÍCULOS - Os veículos foram adquiridos com financiamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), do GDF e do Ministério da Educação, e são gerenciados pela Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB).

A estrutura é composta por plataforma elevatória; áreas para cadeira de rodas com ocupante e/ou cão guia; poltronas com cinto de segurança subabdominal; sistema de comunicação para alunos com deficiência visual ou auditiva; e comunicação visual interna e externa, com linguagem específica e sinalização tátil.

O "Plano Viver sem Limite DF" foi elaborado pelo Grupo de Articulação e Monitoramento da Política Pública para as Pessoas com Deficiência, que é coordenado pela Casa Civil e pela Sejus. Tem como objetivo qualificar as políticas públicas de inclusão para garantir a integração de programas e ações que proporcionem, de forma equitativa, os direitos das pessoas com deficiência.


Fonte: http://www.df.gov.br/  - "Matéria postada em caráter informativo"

'Dó para nós é só uma nota musical', diz regente de coral de cegos

Grupo faz parte de projeto do Lar e Escola Santa Luzia de Bauru, SP.
Regente também tem deficiência visual e ensina a turma desde março.

Alan Schneider - Do G1 Bauru e Marília

   Coral se apresenta na entidade nesta sexta-feira, no dia de Santa Luzia (Foto: Alan Schneider / G1)

Fiéis da igreja católica celebram nesta sexta-feira (13), o dia de Santa Luzia, considerada a protetora dos olhos e intercessora pela cura de doenças relacionadas à visão. É comemorado também em 13 de dezembro o Dia Nacional do Cego. Em Bauru (SP), um coral de alunos com deficiência visual preparou canções natalinas que serão apresentadas durante a comemoração da data no Lar e Escola Santa Luzia.

Na regência está o professor Estevam Rogério da Silva, de 36 anos, formado em música pela Universidade do Sagrado Coração (USC) de Bauru. Ele, que já nasceu sem enxergar, foi convidado para retomar o coral do Lar e Escola Santa Luzia. “Houve a oportunidade de detalhar um pouco mais os arranjos, trabalhar com outra roupagem a questão do coral. É uma proposta pedagógica e inclusiva. Até porque temos pessoas com deficiências múltiplas no coral. E o principal intuito que falo para eles é levar alegria para as pessoas. Não queremos que a pessoa olhe para a gente e tenham dó. 'Dó', para o deficiente visual, é só nota musical”, diz o regente.

    O  regente Estevam nasceu com a deficiência visual(Foto: Alan Schneider / G1)

O G1 conheceu o projeto da entidade, que teve início em março deste ano. A entidade atende pouco mais de 40 pessoas e o coral tem a participação de quase metade dos alunos com deficiência visual. São iniciantes na arte de cantar de todas as faixas etárias. Para a presidente da entidade, Nilce Regina Capasso Canavesi, o coral é a realização de um sonho.

CLICK AQUI  PARA VER OS VÍDEOS.


“Sempre gostei muito de música. E a falta da visão sempre aumenta o interesse pelo som. Achamos que não ia ter muita adesão, mas todo mundo quer entrar no coral. Está sendo a realização de um sonho antigo”, enfatizou. A regência do coral de cegos, claro, não tem gestos e nem a batuta nas apresentações e nos ensaios. “A dinâmica, o andamento e a expressão são combinados no ensaio. Na hora a gente estala os dedos para começar. E se alguma coisa ficar fora de controle, eu falo com eles”, explica Estevam.

O repertório do coral é praticamente com o gênero da Música Popular Brasileira. Mas, para o final deste ano, eles incluíram algumas canções especiais da época, como “Então é Natal" e "Marcas do que se foi". (Assista as canções nos dois vídeos ao lado)

De acordo com o regente, a pessoa com deficiência visual é como outra qualquer em relação à percepção dos sons. “Muita gente acha que o deficiente visual tem um ouvido mais aguçado. Isso não é verdade. O que acontece é o deficiente visual acaba tendo que perceber as coisas por outros sentidos. No som também é assim: existem pessoas com deficiência visual que desafinam até para bater palmas. É uma pessoa como qualquer outra. Se você começar a treinar o seu ouvido ele vai ficar apurado”, explica.

Focado na inclusão social, a possibilidade de profissionalização do coral ainda é distante, mas não impossível. “Caminhamos para evoluir cada vez mais. Já temos o coral com arranjos em três vozes. O avanço é cada vez maior”, avisa Estevam.

Por meio da voz e, claro, da música, os alunos transmitem emoção e dedicação. Entre os integrantes do coral estão Ana Lucia, de 36 anos, Braz, de 61, Cristiano, de 38, Josiane, de 21, Lucas, de 20, e Inah Arruda Ferreira, de 93 anos. Com uma vontade de viver de dar inveja, ela é considerada uma das mais ativas da entidade. O que demonstra que para ser feliz não é preciso enxergar o mundo com os olhos. “Logo que entrei no lar já pedi para entrar no coral. Não tenho voz bonita, mas procuro faz bonito. Quero aprender tudo ao mesmo tempo porque tenho pouco tempo de vida. Adoro estar no coral”, completa.

     Coral do Lar Escola Santa Luzia ensaiou canções natalinas (Foto: Alan Schneider / G1)

Fonte:http://g1.globo.com/ - "Matéria postada em caráter informativo"

Assembléia Legislativa derruba veto e mães de filhos deficientes terão mais 120 dias licença-maternidade

Dois vetos foram derrubados durante a sessão desta terça-feira (10) para beneficiar a população mato-grossense. Ambos de autoria da deputada Luciane Bezerra (PSB), o primeiro a ser derrubado foi o veto 102/11 aposto ao projeto de lei complementar nº 15/11, adita o § 6º ao Art. 235, da Lei Complementar nº 04, de 15.10.90, para que o período de 180 dias, concernente à licença maternidade, seja prorrogado por mais 120 dias, quando existir casos de recém-nascidos com deficiência visual, auditiva, mental, motora ou com má formação congênita, e dá outras providências.

O segundo foi o veto parcial 83/11 aposto ao projeto de lei nº 141/11, que dispõe sobre a Política Estadual de Cirurgia Plástica e Reparadora em pacientes vítimas de queimaduras, e dá outras providências.

Foto: site Anjos Notícias.
Os parlamentares também apreciaram projetos de leis e requerimentos. O deputado José Riva (PSD) pediu celeridade na votação do Projeto de lei Complementar n° 32/2013 referente à Mensagem nº 53/2013, que dispõe sobre o reajuste salarial dos Profissionais do Sistema Penitenciário do Estado de Mato Grosso, e dá outras providências.

Ao acatar o pedido, o presidente da Casa de Leis, deputado Romoaldo Junior (PMDB) também solicitou a inclusão do PLC 88/13 aposto à Mensagem 88/13, que reestrutura a Carreira dos Profissionais da Área Instrumental do Governo do Estado de Mato Grosso e dá outras providências, durante a sessão nesta terça-feira (10). Essa proposta teve pedido de vistas feito pelo deputado Alexandre Cesar (PT).

Deputado Emanuel Pinheiro (PR) apresentou 10 emendas ao Projeto de Lei Complementar 40/13 que reestrutura o MT Saúde. Garantiu que as propostas ampliam o debate sobre a lei com objetivo de fortalecer o plano de saúde dos servidores públicos estaduais. O PLC foi aposto à Mensagem 68/13 encaminhado pelo Poder Executivo para apreciação. Ele altera dispositivos da Lei Complementar nº 127, de 11 de julho de 2003 e cria cargos em comissão para a estrutura organizacional do Mato Grosso Saúde, e dá outras providências.

O deputado José Domingos (PSD) voltou a alertar sobre as péssimas condições da MT-100. Disse que o fato é inaceitável diante do montante arrecado através dos impostos. Também reconheceu o empenho do prefeito de Alto Araguaia, Maia Neto na luta por melhorias dessa via. “Quero pedir apoio para que a MT-100 seja recuperada”. Líder do governo na Casa, deputado J. Barreto (PR) informou que já há encaminhamentos para a viabilização de recursos para a restauração dessa rodovia.

Um ano após a retirada das famílias da Gleba Suiá-Missú foi lembrado hoje pelo deputado Sebastião Rezende (PR). Lamentou o drama que elas vivem pela falta de amparo por parte do governo. “Onde está o cuidado com aquelas pessoas que foram jogadas em outra área sem a devida estrutura para recomeçar a vida. Muitos casos de suicídios e depressão já foram registrados”.

Fonte:http://sempreincluidosoficial.blogspot.com.br/ - "Matéria postada em caráter informativo"

Mulher doa córnea após ter olho arrancado pelo filho em Londrina

A mulher que teve o olho arrancado pelo filho na última semana na zona leste de Londrina doou a cornéa para um paciente que estava na fila de espera pelo transplante.
Nileide Vieira - O Diário

Crédito: Arquivo/Eliandro Piva
Na tarde desta sexta-feira (13), Maria de Lourdes Dechechi, 47 anos, contou à reportagem que está bem. Já em casa e de repouso, ela agora passa por um período de adaptação à nova vida. "É como se fosse uma cirurgia. Preciso ficar de repouso absoluto. Dores não sinto porque tenho colírios anestésicos", disse.

Ela disse que ao ser informada pela equipe médica que não teria condições de ter o olho reimplantado preferiu optar pela doação. "Quando cheguei no hospital, achei que meu olho estava cortado. Imagine? Quando me falaram que o globo ocular estava intacto falei que faria a doação. A gente tem uma ilusão que o corpo é da gente e não sabemos os planos que Deus tem para nós", comentou.

O filho dela, um jovem de 19 anos, tem um tipo raro de autismo e passa por tratamento. Ele está internado numa clínica. "Meu filho não é drogado, não é viciado e nem alcoólatra. É uma pessoa que tem problema neurológico sério, que toma medicações e de vez em quando entra em surto", afirmou a mulher, que ainda busca ajuda do Ministério Público (MP) para garantir ajuda para o tratamento do filho.

O médico oftalmologista Noboru Yagui explicou que a córnea é um tipo de órgão que não pode ser reimplantado. "A lesão arrebentou todos os nervos ópticos e não seria possível religá-los", disse. O tipo de transplante entre vivos é raro. "Normalmente não existe, aconteceu esse acidente, a paciente doou e a córnea foi reaproveitada", afirmou.

Fonte: http://cgn.uol.com.br/ -  "Matéria postada em caráter informativo"

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

USP Legal ajuda a superar barreiras impostas às pessoas com deficiência

                                                                                                                       Foto: Marcos Santos / USP Imagens
Foto: Marcos Santos / USP Imagens
Os obstáculos que as pessoas com deficiência têm que enfrentar na Universidade não se restringem ao aspecto físico – como a ausência de rampas e elevadores. Eles envolvem também questões pedagógicas e atitudinais indispensáveis para o exercício de seus direitos que, embora garantidos por lei, ainda são pouco observados. Com essa preocupação, a USP criou em 2001 uma Comissão Permanente conhecida como Programa USP Legal, iniciativa pioneira que acompanhou um momento histórico de luta pelo direito das pessoas com deficiência. Atualmente o Programa integra o Núcleo dos Direitos da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária.


Segundo a coordenadora executiva do Programa e professora da Escola Politécnica (Poli) da USP, Lucia Vilela Leite Filgueiras, não há mais sentido em haver barreiras para essas pessoas considerando o que existe de tecnologia hoje. “A deficiência é menos do indivíduo que da sociedade”, afirma. O USP Legal trabalha, assim, no estabelecimento de políticas e ações para assegurar que os espaços, equipamentos e procedimentos na Universidade sejam acessíveis aos alunos, servidores e docentes com deficiência em todos os campi.
Foto: Marcos Santos / USP Imagens
Foto: Marcos Santos / USP Imagens
O grupo que compõe o programa é formado por pessoas de várias áreas de formação, como psicologia, arquitetura, tecnologia da informação, além de representantes das prefeituras dos campi. Essa comissão atua em cinco frentes, cada uma compreendendo um aspecto da deficiência que precisa ser considerado no enfrentamento das barreiras: a acessibilidade física, a comunicação (principalmente em espaços digitais), as relações de ensino e trabalho, a cultura e a informação à sociedade. Além do “trabalho de formiguinha”, feito dia a dia com professores e gestores, a coordenadora do Programa conta que o principal objetivo é transformar estas ações em políticas. “A política regulamenta aqueles espaços onde a lei ainda é omissa, e onde o procedimento das pessoas faz com que haja o desrespeito à lei”, afirma Lucia Filgueiras.
A política regulamenta aqueles espaços onde a lei ainda é omissa, e onde o procedimento das pessoas faz com que haja o desrespeito à lei.
De acordo com os dados do USP Legal, há cerca de 200 alunos com deficiência na graduação. No entanto, estima-se que o número seja maior, pois existem pessoas que optam por não declarar sua condição, tanto por medo da discriminação como por já conviverem bem com a deficiência e não necessitarem de apoio complementar. O número de pessoas com deficiência no campus cresce ainda mais ao se considerar a pós-graduação e a extensão (que não estão quantificados), além do público que frequenta os diversos espaços e serviços da USP, como o Hospital Universitário (HU).

Ações

Foto: Marcos Santos / USP Imagens
Foto: Marcos Santos / USP Imagens
Ao se matricular na USP, o aluno responde a um questionário no qual pode declarar se tem alguma deficiência ou necessidade educacional especial. Com esta informação, é possível, entre outras medidas, direcionar recursos para a adequação do espaço físico que este estudante irá frequentar. Nesse caso, o trabalho do USP Legal é, fundamentalmente, de mediação entre a demanda identificada e os responsáveis por responder a elas, já que o Programa não executa as obras em si.
Outra ação que o USP Legal realiza é a orientação da unidade e seus docentes sobre como lidar com as diversas situações que envolvem a vida acadêmica e fazer um acompanhamento do aluno, de acordo com suas necessidades. Uma pessoa com baixa visão, por exemplo, não consegue enxergar a lousa se o professor escreve com uma letra muito pequena ou com uma cor de giz de pouco contraste. “Fazemos reuniões com os professores interessados, explicando como agir em diversas situações. Temos também cartilhas para orientar sobre as aulas em relação a cada tipo de deficiência”, conta Lucia.
Os parâmetros seguidos e disseminados pelo USP Legal seguem as determinações legais e os princípios do chamado desenho universal, ou seja, a concepção de produtos e ambientes de que possam ser utilizados por todas as pessoas, sem necessidade de adaptação. Um exemplo disso são os livros didáticos em formato Daisy, que conjuga texto, áudio e audiodescrição das imagens (Leia mais em Parceria transforma clássicos da literatura em audiolivros). O desenho universal permite que uma mesma acomodação atenda a diversos tipos de deficiência, bem como as necessidades educacionais especiais, como é o caso da dislexia e dos transtornos de déficit de atenção e hiperatividade.
Projetos e perspectivas
portal20131211_1
Em 2012, no evento de inauguração do Núcleo dos Direitos, foi feito um trabalho experimental com o objetivo de  tornar o evento acessível. A transmissão pelo IPTV foi feita em quatro canais: da forma tradicional (áudio e vídeo),  em língua de sinais, audiodescrição e transcrição simultânea. O USP Legal deve lançar, em breve, sua cartilha  orientando a organização de eventos acessíveis.

Atualmente, a equipe do USP Legal trabalha no desenvolvimento de um sistema de informação onde serão  cadastrados todos os equipamentos urbanos de acessibilidade na universidade. Ele estará integrado ao Sistema Atlas, banco de dados com as características do espaço físico da USP, como salas, rede de esgoto, placas, cestos de  lixo e sistemas de iluminação. “Estamos criando uma camada de acessibilidade neste sistema. A intenção é  conseguir saber o que cada prédio possui em termos de acessibilidade”, adianta a coordenadora do Programa. Segundo Lucia, esse sistema torna possível fazer uma inspeção periódica nos equipamentos e mapear o que ainda  precisa ser adequado.
Para a coordenadora do Programa, ainda há muito trabalho pela frente, mas há boas perspectivas. “Tudo ainda é muito incipiente, mas há boa vontade e sabemos o que precisa ser feito. Nosso trabalho agora é sistematizar as ações e apresentar nossas propostas de política aos órgãos dirigentes”, conta. 

Click AQUI e Veja Mais Fotos. 

Fonte:http://www5.usp.br/ -  "Matéria postada em caráter informativo"                                       

Comissão aprova projeto sobre adoção de criança com deficiência

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou projeto que estabelece prioridade na tramitação de processos de adoção quando a criança ou adolescente tiver deficiência ou doença crônica.

Segundo a autora do PLC 83/2013, deputada Nilda Gondim (PMDB-PB), “isso não significa ultrapassar etapas ou flexibilizar procedimentos”. Ela destaca que “o Conselho Nacional de Justiça tem se mostrado favorável a que essas causas judiciais tenham prioridade de tramitação”.

O relator na CDH, Paulo Paim (PT-RS), lembrou que crianças com deficiência ou com doenças crônicas somam cerca de 10% das 80 mil que estão nos abrigos à espera da adoção. A CDH aprovou regime de urgência para o projeto, que já pode ir a Plenário.

Outra proposta de alteração no ECA aprovada pela comissão foi o PLC 58/2013, do Executivo, que assegura a convivência familiar, por meio de visitas periódicas, a filhos cujo pai ou mãe esteja preso. O projeto também estabelece que a condenação criminal não implica automaticamente a destituição do poder familiar. Isto só aconteceria em caso de crime doloso praticado contra o próprio filho e punível com reclusão.

O relator na CDH foi Eduardo Suplicy (PT-SP). O projeto já havia passado pela CCJ e agora vai a Plenário.

Fonte:http://www12.senado.gov.br/  - "Matéria postada em caráter informativo"

Menino chinês que teve olhos arrancados recebe próteses


Guo Bin, 6, exibe um papel com o texto "Obrigado" ao lado dos pais nesta quarta-feira (11) no hospital C-Mer Dennis Lam Eye, em Shenzhen (China). Guo teve os olhos arrancados em 24 de agosto por uma mulher, que seria sua tia e que o atraiu para uma área isolada em Shanxi.

Ele recebeu alta nesta quinta-feira (12) após receber olhos de prótese, que têm aparência normal, mas que não recuperam sua visão Hospital C-Mer Dennis Lam Eye/AFP


Fonte: http://noticias.bol.uol.com.br/  - "Matéria postada em caráter informativo"

Em 2012, verificou-se um aumento de 1,54 % no número de pessoas declaradas como deficientes-PCD, representando um acréscimo de cinco mil empregos.

Ministério do Trabalho e Emprego, responsável pela RAIS - Relação Anual de Informações Sociais

da Redação

Com esse resultado, soma-se 330,3 mil vínculos declaradas como PCD, o que corresponde a 0,70% do total dos vínculos empregatícios, sinalizando uma relativa estabilidade, quando comparado com o resultado registrado em 2011 (0,70%).

2. Do total de 330,3 mil empregos, 214,7 mil eram do gênero masculino e 115,6 mil do feminino, o que indica uma proporção de 65,00% do total de Deficientes para o Homem e de 35,00% para a Mulher, apontando uma ligeira queda da participação dos Homens PCD, quando comparado com os resultados de 2011 (65,74).

3. Quanto aos tipos de deficiência, houve predominância do gênero Masculino em todas elas, variando de 63,88% para as PCD auditivos a 71,03% para as PCD Intelectuais (Mentais).

4. Os dados da RAIS por Grau de Instrução e Tipo de Deficiência revelam que o Ensino Médio Completo concentra o maior número de vínculos empregatícios de todas as modalidades, à semelhança do total dos vínculos.

5. Entre os cinco tipos de deficiência, o menor número de vínculos empregatícios ocorre na categoria dos Analfabetos.

Mais dados podem ser consultados clicando aqui.

Fonte: Fórum da Inclusão  - "Matéria postada em caráter informativo"

Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Visual

Projeto da Laramara contribui para a inclusão de pessoas com deficiência visual na sociedade
No dia 13 de dezembro, celebra-se o Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Visual e da luta por sua inclusão social. Entre os problemas enfrentados diariamente por pessoas que possuem problemas de visão está a falta de acessibilidade, inclusive nas vias públicas e nos transportes urbanos. Mesmo em São Paulo, a terceira maior cidade do mundo, os investimentos em políticas públicas para promover o direito constitucional de ir e vir são modestos e caminham lentamente.
Nos últimos anos, foram realizadas algumas adaptações na cidade, como faixas táteis nos pisos, com textura e cor diferenciadas, além de informações acompanhadas dos signos em Braille, mas a promoção da acessibilidade ainda engatinha em São Paulo. Para atenuar as dificuldades, as instituições filantrópicas, como a Laramara – Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual exercem papel fundamental disseminando estratégias para promover a independência dessas pessoas.
Em seus 22 anos, a Laramara desenvolve ações específicas para a participação efetiva das pessoas com deficiência visual na sociedade. No projeto Atendimento Educacional Especializado (AEE), os usuários da instituição aprendem técnicas e procedimentos para caminhar com autonomia e independência pela cidade, unindo autoconhecimento e domínio espaço corporal, utilizados em ambientes internos e externos e no transporte público. Essas intervenções seguem uma rotina semanal, quinzenal ou mensal, de acordo com as necessidades dos grupos orientados.
“A liberdade de ir e vir, além de constitucional, é um direito fundamental de todo ser humano. Apesar dos pequenos avanços, muito deve ser feito quanto à aplicação do conceito de acessibilidade universal que, de fato, favoreça a mobilidade das pessoas e o uso de equipamentos por todas elas não só na cidade de São Paulo, mas em todo o país", informa o professor de orientação e mobilidade da Laramara João Felippe.
"No Atendimento Educacional Especializado, as pessoas com deficiência visual e seus familiares são fortalecidos para exercerem o papel preponderante de protagonistas nas ações transformadoras que resultem em uma sociedade acessível e inclusiva”,  ressalta Felippe .
O Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Visual é uma data importante para a reflexão sobre as necessidades especificas dos 6,5 milhões de brasileiros com problemas visuais congênitos ou adquiridos e as ações para promover sua inclusão social.
Sobre a Laramara
Laramara é uma das mais atuantes instituições especializadas em deficiência visual e um centro de referência na América Latina. Realiza atendimento socioeducativo especializado, com ações complementares e atividades específicas essenciais à aprendizagem e desenvolvimento das pessoas com deficiência visual e com deficiências associadas. As atividades são realizadas em grupos, organizados por faixa etária e os usuários dispõem ainda de atendimentos específicos de Braille, Soroban, Desenvolvimento da Eficiência Visual (Baixa Visão) e Orientação e Mobilidade. Disponibiliza recursos humanos para apoio à inclusão social, colabora para o aperfeiçoamento e a capacitação de profissionais e divulga suas experiências e aquisições para todo o Brasil, por meio de 30 recursos instrucionais produzidos por sua equipe, como livros, manuais e DVD's, contribuindo para que todas as crianças brasileiras possam ser educadas e beneficiadas. Laramara trouxe para o Brasil a fabricação da máquina Braille e da bengala, indispensáveis para a educação e a autonomia da pessoa cega. Buscando a inclusão profissional de jovens e adultos com deficiência visual, ampliou seu projeto socioeducativo, incluindo a preparação para o mundo do trabalho e vem desenvolvendo um programa especial para os jovens maiores de 17 anos. Laramara, desde sua fundação, acredita no valor do brincar e do brinquedo para a interação com a criança e para facilitar o desenvolvimento infantil; defende o direito da criança com deficiência visual a um aprendizado alegre e prazeroso, com brincadeiras e otimismo e continua cada vez mais unida em torno deste ideal. O trabalho de Laramara que, em 2013 completou 22 anos, atua efetivamente no estado de São Paulo e procura colaborar também para a inclusão das pessoas com deficiência visual em todo o Brasil.
Fonte: Henrique Malveis - pauta2@tacla.net - "Matéria postada em caráter informativo"

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Vereadora cadeirante é impedida de assistir sessões no Congresso por falta de acessibilidade

Parlamentares de Mogi-Mirim (SP) visitam as Casas e ninguém conseguiu resolver o problema para que ela chegasse às galerias.

Dayane Amaro Costa (Crédito: divulgação)
Dayane Amaro Costa
(Crédito: divulgação)



Ouvir

Fonte: http://cbn.globoradio.globo.com/ - "Matéria postada em caráter informativo"

Medicamento elimina espasmos em doentes com paralisia cerebral

Cerca de 20 mil doentes em Portugal sofrem de paralisia cerebral, uma doença que provoca grandes limitações físicas, desde dificuldades em andar até aos casos mais graves, em que o doente fica numa situação de total dependência de terceiros. A paralisia cerebral provoca espasmos nos doentes, movimentos involuntários que em algumas situações são tão fortes que os obrigam mesmo a estarem amarrados na cadeira de rodas para não saltarem. Um medicamento, baclofeno, administrado através de uma bomba colocada por baixo da pele da barriga, elimina os espasmos, ajuda à marcha e permite aos doentes menos graves fazerem uma vida normal. No Hospital de São José, em Lisboa, alguns doentes de paralisia cerebral recebem esse tratamento, avança o Correio da Manhã.

O medicamento baclofeno é difundido por uma bomba através de um cateter, não visível, que entra junto à espinal-medula e vai fornecer o medicamento de forma constante.

O repreenchimento da bomba com o remédio é feito em períodos que variam consoante as necessidades terapêuticas do doente, podendo ser feito em média a cada dois a três meses. O equipamento tem uma bateria que se esgota ao fim de seis anos, sendo substituída nessa altura.

José Brás, neurocirurgião do Hospital de São José, explica ao CM que já se submeteram àquela terapia, nos últimos anos, entre "50 e 60 doentes" com paralisia cerebral. Anualmente, o Hospital de São José recebe em média cinco novos doentes para serem submetidos àquele tratamento.

A terapêutica com o remédio baclofeno é também utilizada, além dos doentes de paralisia cerebral, em pacientes que sofreram traumatismos vertebro-medulares e que ficaram paraplégicos ou tetraplégicos. Estes doentes sofrem de espasmos que podem ser, por vezes, muito fortes.

Custos elevados com terapia

O tratamento com o medicamento baclofeno, administrado através de uma bomba, representa um custo elevado para o hospital. Cada bomba custa cerca de 15 mil euros, e uma ampola com o medicamento ascende a 150 euros.

Alguns doentes precisam de duas ampolas em cada repreenchimento da bomba. A terapia acaba com os espasmos e permite aos doentes fazerem uma vida normal.

Prematuros estão em risco

Todos os anos, surgem em Portugal 200 novos casos de paralisia cerebral, uma doença motora de origem cerebral. A patologia pode ocorrer na gravidez, durante o parto ou até aos cinco anos. A prematuridade é uma das causas da doença.

"Agora tenho equilíbrio"

Joana Ribeiro, de 23 anos, sofre de paralisia cerebral mas faz uma "vida completamente normal" desde que iniciou a terapia com o medicamento baclofeno há seis anos. "Licenciei-me em Gestão de Empresas e trabalho num escritório", conta ao CM Joana Ribeiro, momentos após o repreenchimento da bomba com o remédio, no Hospital de São José, em Lisboa.

O tratamento veio facilitar muito o seu dia a dia. "Agora tenho equilíbrio. Antes caía muitas vezes, desequilibrava-me ao mínimo toque e não tinha estabilidade com as diferenças de temperatura. Tinha muita dificuldade para não cair depois de sair da cama", salienta Joana Ribeiro.

O medicamento ajuda na elasticidade do corpo, permite ao doente abrir mais as pernas e facilitar a marcha. "Antes andava mais torta, mas agora consigo entrar e sair dos transportes públicos com mais facilidade", conclui Joana Ribeiro.

Fonte:http://www.rcmpharma.com/ - "Matéria postada em caráter informativo"

Uma Cidade Maravilhosa deficiente em Cidadania

Siro Darlan*

A ONU escolheu o dia 3 de dezembro como o dia internacional do deficiente físico. É considerada deficiência física qualquer limitação no aspecto físico das pessoas. Estima-se, portanto, que haja 1 bilhão de deficientes no planeta, e no Brasil 24% da população, ou 45,6 milhões de brasileiros.

Uma das obrigações primordiais do poder público em respeito á Constituição é assegurar a dignidade da pessoa humana. A acessibilidade e mobilidade não é um problema de lei, já que elas existem, mas da decisão política dos administradores de cumpri-las e garantir que as pessoas diferentes tenham direitos iguais. As pessoas com deficiência devem ser inseridas em todos os contextos, uma vez que está ultrapassado o tempo em que as pessoas diferentes eram isoladas da sociedade.

O Rio de Janeiro, que se prepara para sediar os grandes eventos esportivos com a presença de cera de 4 mil atletas paraolímpicos, ainda se constitui num verdadeiro desafio para os deficientes físicos, particularmente no que se refere à acessibilidade. Com cerca de 486 mil pessoas com algum tipo de deficiência motora no município, 91% dos domicílios urbanos sequer possuem rampas para cadeirantes.

Uma cidade que vive à base da “ordem pública” não dá conta de outros problemas para as pessoas com deficiência, como carros estacionados em calçadas, árvores impedindo a passagem, presença de lixo e bancas de ambulantes, desníveis nas calçadas, buracos, diferentes obstáculos (fradinhos, canteiros, postes) que dificultam o percurso dos cadeirantes. Além de vagas destinadas exclusivamente a deficientes, que são ocupadas indevidamente.

O governo federal Plano Viver Sem Limites, dentre outras providências, abriu espaço para a participação das pessoas com deficiência na cidadania, dirigindo-se aos Conselhos Tutelares, Ministério Público, Centro de Referência de Assistência Social (Cras) para corrigir possíveis omissões no cumprimento de objetivos legais. O referido PVSL procura dar condições aos deficientes para que se integrem à sociedade buscando a superação de barreiras sociais e econômicas e fortalecendo sua autonomia, criando, também, facilidades para que se insiram no mercado de trabalho através de programas de qualificação profissional.

A Cidade Olímpica, para ser efetivamente Maravilhosa, precisa avançar muito no respeito à cidadania dos diferentes cidadãos.

*Siro Darlan Oliveira, desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, é membro da Associação Juízes para a democracia. - sdarlan@tjrj.jus.br

Fonte:http://www.jb.com.br/  -"Matéria postada em caráter informativo"

Governador entrega 115 ônibus para o transporte de alunos com deficiência

Agência Estadual

O governador Beto Richa entregou hoje, em Curitiba, mais um lote de novos ônibus para transporte de alunos das escolas especiais dos Paraná. São 115 veículos, que beneficiarão cerca de três mil alunos de Apaes e outras instituições em vários municípios e regiões. A entrega foi feita no Palácio Iguaçu, junto com o vice-governador e secretário da Educação, Flávio Arns.

Em julho, o governo já havia repassado 67 veículos para as prefeituras usarem para o transporte de estudantes com deficiência. Com esse novo lote, chega a 182 o número de novos veículos para transporte de alunos de escolas especiais. Todos os veículos são novos, com plataformas elevadas e cada um conta com uma cadeira de rodas.

Fonte: http://www.diariodoscampos.com.br/ - "Matéria postada em caráter informativo"

BB reduz juros de linha de crédito para deficientes físicos

Empréstimo que permite financiar cadeiras de rodas, serviços de adaptação de veículos, órteses, próteses, etc. fica mais barato.

Foram reduzidas as taxas de juros praticadas no BB Crédito Acessibilidade, linha de crédito do   Banco do Brasil destinada ao financiamento de bens e serviços de tecnologia para deficientes físicos. As taxas passaram de 0,57% ao mês para 0,41% (de 7% para 5% ao ano) ao mês para clientes com renda de até cinco salários mínimos, e de 0,64% ao mês para 0,45% ao mês (de 8% para 5,5% ao ano) para clientes com renda entre cinco e dez salários mínimos.

Para efeito de comparação, as taxas das linhas de crédito pessoal, segundo informações do Banco Central, variam entre 3,06% a 4,80% ao mês -ou 43,51% e 75,91% ao ano -, entre os bancos grandes (dados referentes a setembro de 2013).

Até 100% do valor do bem ou serviço pode ser financiado e o limite do empréstimo é de 30 mil reais por pessoa. As parcelas são debitadas da conta corrente do cliente, que pode quitar o empréstimo em prazos que variam de 4 a 60 meses, sendo que a primeira prestação pode ser paga em até 59 dias.

O banco ressalta que o empréstimo é feito tanto para clientes que queiram comprar os equipamentos para uso próprio, quanto para correntistas que queiram comprar os bens para outra pessoa.

Em 2013, os empréstimos da modalidade totalizaram 65 milhões de reais (crescimento de mais de 300% em relação a 2012), que foram destinados a mais de 14 mil clientes.

O Banco do Brasil passou a disponibilizar o BB Crédito Acessibilidade em fevereiro de 2012, depois que o Governo Federal lançou o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência - Viver Sem Limite, em novembro de 2011.

Podem ser financiados pelo BB Crédito Acessibilidade: cadeiras de rodas, serviços de adaptação de veículos, órteses, próteses, dentre outros.

Mais informações sobre como contratar o crédito e a lista completa de produtos financiáveis pode ser consultada no site do BB.

Fonte: http://vidamaislivre.com.br/ "Matéria postada em caráter informativo"

Educação aprova alfabetização em braile nas escolas

O substitutivo do deputado Izalci inclui a exigência da alfabetização em braile na LDB, e não em instrumento autônomo.

Da Reportagem - RCA Colaboração - Lidyane Barros

Arquivo/ Leonardo Prado
A Comissão de Educação aprovou projeto de lei (PL 444/11) que assegura a alfabetização de alunos, nas escolas públicas e privadas, pelo sistema de leitura em braile.

A proposta, do deputado Walter Tosta (PMN-MG), altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB 9.394/96) para garantir que alunos com deficiência visual tenham acesso à alfabetização e ao letramento em braile.

Walter Tosta propõe a adequação do sistema de ensino nacional para atender às necessidades de alunos com deficiência visual. Para isso, as instituições de ensino deverão qualificar seus profissionais para receber e alfabetizar esses alunos.

O relator do projeto, deputado Izalci (PSDB-DF), assinala que é obrigação do Estado oferecer a alfabetização de pessoas com deficiência visual. "Apresentei um substitutivo ao projeto para reforçar ainda mais a intenção da lei. Essa lei vem exatamente garantir a esses alunos o apoio do Estado, como obrigação, inclusive das instituições privadas também, de oferecer aos educandos com deficiência visual a alfabetização e a leitura em braile."

O substitutivo do parlamentar inclui a exigência da alfabetização em braile na LDB, que rege os sistemas educacionais e a oferta de educação especial, e não em instrumento autônomo, como propõe o substitutivo da Comissão de Seguridade Social e Família, que já aprovou o projeto.

Desenvolvimento cognitivo
Segundo a assessora de Serviços de Apoio à Inclusão da Fundação Dorina Nowill para Cegos, Eliana Cunha Lima, a alfabetização pelo sistema em braile é fundamental para o desenvolvimento cognitivo das crianças.

"Essa aprovação vem contribuir e muito para as pessoas com deficiência visual, pois ratifica a importância do aprendizado do sistema braile para as pessoas cegas ou com baixa visão profunda. O aprendizado do sistema braile é fundamental para o desenvolvimento do cognitivo e de aprendizagem e alfabetização das crianças. Algo que na idade adulta vai contribuir bastante, mais é opcional. Podemos dizer, com certeza, que o sistema braile equivale ao aprendizado em tinta e papel que as crianças enxergam e realizam."

Ainda de acordo com Eliana Cunha, a capacitação dos profissionais para atuar com os alunos deficientes é menos complexo do que se imagina. Ela afirma que em 20 horas de treinamento é possível habilitar professores e profissionais para que acompanhe alunos com deficiência visual dentro de sala de aula.

Tramitação
A proposta que obriga a alfabetização de alunos pelo sistema de leitura em braile segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo.

Íntegra da proposta: PL-444/2011

Fonte: http://www2.camara.leg.br/ -"Matéria postada em caráter informativo"


quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Qual o real propósito da educação?

Por Carla Codeço

Imagem: Chave de ouro encaixada numa peça de
quebra cabeças também dourada que completa
o painel de quebra cabeças.
Muitos são favoráveis à Educação Inclusiva até que a conversa chega ao temido ENEM. Então, como se fosse uma questão de escolha, pais preferem que seus filhos fiquem resguardados de outros com deficiência que podem fazer o “nível” da turma cair e escolas não querem correr o risco de ficar em má posição no ranking das que mais aprovam. Como se fosse possível optar. Como se fosse uma escolha do melhor xampu para o seu tipo de cabelo. Mas não. É uma questão muito mais profunda. É questão de direitos humanos.

Amedrontadas pelo fantasma ENEM, escolas convidam alunos não brilhantes a se retirar ao final do Ensino Fundamental. Pais questionam se, ao término da escolaridade, seu filho, brilhante aluno, terá o mesmo certificado que o outro que tem deficiência intelectual.

Mas o que acontece? Como chegamos até aqui? Em que momento passamos a ver a escola como uma certificadora de pessoas? Um lugar onde se consome conhecimento? Será que o fato de uma criança aprender a calcular raiz quadrada a torna com mais direitos que outra que consegue absorver apenas a matemática básica? A escola classifica cidadãos em primeira e segunda categorias?

Nossa constituição é bem clara quando em seu Artigo 205, registra: “A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho (grifo nosso).” A Lei de diretrizes e Bases (LDB) corrobora em seu Art. 2º “A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana (grifo nosso), tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.”

É urgente que todos nós repensemos. É isso mesmo que queremos para nossos filhos? Fazer com que se tornem peças a se encaixar na engrenagem da grande indústria social? Que cidadãos teremos ao final? Certamente não teremos pessoas motivadas o suficiente para empreender e correr atrás de seus próprios sonhos.

Não apenas as crianças precisam ser educadas de forma a potencializarem o respeito ao outro, seu lado humano, seus valores, como os pais precisam rever suas convicções. A escola enquanto lugar de formação e constituída necessariamente por um coletivo de educadores pode ir além de apenas formar alunos, pode colaborar para que a comunidade escolar cresça junto, promovendo não apenas o crescimento humano de seus alunos, mas também o de suas famílias.

Adultos que não tiveram a oportunidade de conviver em idade escolar com crianças com algum tipo de deficiência não tiveram a oportunidade de ativar a chave da mudança. Não tiveram oportunidade de pesar e rever o que realmente tem valor quando pensamos e tratamos de pessoas.

A palavra Inclusiva, usada em seguida da palavra educação, só está aí para nos lembrar que um pequeno grupo está segregado, sem direito a pertencer. Quando todos estiverem conscientes do real propósito da educação, a palavra Inclusiva não será mais necessária.

Fonte: Para Todos  - "Matéria postada em caráter informativo"