sábado, 4 de janeiro de 2014

ALZHEIMER - Estudo comprova ajuda da Vitamina E na melhora de quadros iniciais

Vitamina E ajuda a frear avanço da demência, diz estudo.

imagem - fotografia colorida de cápsulas, de cor amarela, típicas da vitamina E, que é encontrada na alimentação com ovos, nozes e óleos, divulgação BBC)
                  Suplementos (Arquivo/PA)

Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos sugere que uma dose diária de vitamina E pode ajudar pessoas com demência.
No estudo, os cientistas do hospital Minneapolis VA Health Care System, da cidade de Mineápolis (norte dos EUA), descobriram que pessoas que apresentavam quadros leves a moderados do Mal de Alzheimer e que tomaram altas doses de vitamina E apresentaram uma desaceleração do declínio causado pela doença em comparação às pessoas que receberam placebo.
A melhoria foi constatada em atividades do cotidiano como realizar tarefas de higiene pessoal, participar de uma conversa ou se vestir. Além de conseguir realizar essas tarefas por mais tempo, os pacientes que tomaram a vitamina precisaram de menos ajuda de cuidadores.
Por outro lado, a pesquisa não demonstrou uma melhoria ou desaceleração em um efeito crucial do Alzheimer, a perda de memória.

GRUPOS

O estudo, realizado por pouco mais de dois anos, envolveu 613 pacientes com Alzheimer em estágio inicial ou moderado, com em média 79 anos e em sua maioria homens.
Eles foram dividos em grupos que receberam ou uma dose diária de vitamina E, ou uma dose do remédio para demência conhecido como memantina, ou uma combinação de vitamina E e memantina, ou ainda um placebo.
Os pesquisadores descobriram que os participantes que receberam a vitamina E tinham um declínio funcional mais lento do que os que recebiam o placebo. A taxa anual de declínio de funções foi reduzida em 19%.
"Não é um milagre ou, obviamente, uma cura", disse o líder da pesquisa, Maurice Dysken."O melhor que conseguimos neste momento é diminuir a taxa de avanço da doença."
Os resultados da pesquisa foram divulgados na publicação especializada Journal of the American Medical Association (Jama).

CONSULTA AO MÉDICO

Doug Brown, diretor de pesquisa e desenvolvimento da organização britânica Alzheimer Society, que dá apoio a pessoas com demência, analisou a pesquisa americana e afirmou que os tratamentos que podem ajudar as pessoas com demência a realizarem tarefas cotidianas são muito importantes para aumentar o tempo e a qualidade de vida das pessoas com o problema.
Mas, Brown acrescentou que é preciso fazer mais pesquisas para verificar se a vitamina E tem mesmo benefícios para as pessoas que sofrem com algum tipo de demência e se é seguro tomar uma dose tão alta diariamente.
"É de importância vital que as pessoas sempre procurem aconselhamento do médico antes de começar a tomar estes suplementos", disse.
"Neste caso, a dosagem de vitamina E tomada pelos participantes (da pesquisa) foi muito mais alta do que a dose diária recomendada e foi a um nível que pode ser significativamente prejudicial para alguns."
Eric Karran, diretor de pesquisas da organização britânica Alzheimer Research UK, que financia estudos sobre a demência, destaca que a nova pesquisa não indicou uma melhora na memória ou na habilidade intelectual dos pacientes que tomaram a vitamina.
Para Karran, ainda é muito cedo para recomendar a vitamina E como tratamento.
"Até que as descobertas desta pesquisa tenham sido reproduzidas, nós não aconselharemos as pessoas a tomar doses altas de suplementos de vitamina E para tentar evitar ou tratar Alzheimer."
"Se as pessoas estão preocupadas com o consumo de vitaminas ou com a dieta, elas devem consultar um médico", disse.

Fonte:http://infonoticiasdefnet.blogspot.com.br/   http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/01/140101_vitamina_e_demencia_fn.shtml

Menino tem rara doença que faz com que sua pele pareça a de uma cobra

Garoto Rohim sofre de rara doença genética chamada ictiose lamelar, que faz com que sua pele forme escamas e ele tenha restrição de movimentos e coceira intensa. Vivendo em uma aldeia pobre, sua aparência causou uma série de boatos supersticiosos entre a população local, até que o diagnóstico de seu distúrbio por uma equipe médica trouxe um novo rumo para sua vida.



Fonte:bol.uol.com.br

Governo federal lança política nacional voltada à saúde da população carcerária

FLÁVIA FOREQUE DE BRASÍLIA.

Dez anos após a criação de um plano para a saúde de presos do sistema penitenciário, o governo federal lançou uma "política nacional de atenção integral" à saúde da população carcerária.

A nova ação é definida em portaria, publicada nesta sexta-feira (3), assinada pelos ministros Alexandre Padilha (Saúde) e José Eduardo Cardozo (Justiça) e acontece no momento em que condenados no processo do mensalão, como José Dirceu e Delúbio Soares, cumprem regime semiaberto –José Genoino está em prisão domiciliar provisória por problemas cardíacos.

De acordo com o texto, os Estados que aderirem à nova política receberão, "a título de incentivo", recursos da União para colocarem as medidas em prática. A estimativa é de que o Ministério da Saúde desembolse R$ 48 milhões com a ação neste ano.

Em 2013, o valor foi de R$ 13 milhões. Segundo Marden Soares, coordenador da área de saúde prisional do ministério, o crescimento do montante se deve principalmente ao reajuste dos valores pagos às equipes de saúde e à ampliação do atendimento.

O plano lançado em 2003 tinha como foco presos do sistema penitenciário. Agora, as medidas atingem toda a população carcerária.

Entre elas estão, por exemplo, "executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica" e "adaptar unidades prisionais para atender às pessoas com deficiência, idosas e com doenças crônicas".

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, já indicou que não deve estender o benefício além dos 90 dias já concedidos.

O Ministério da Saúde afirmou que não há relação entre o processo do mensalão e a criação da política. Segundo Soares, a ação vem sendo debatida desde 2012.

"É um tempo lógico de funcionamento das rotinas. Toda política pública precisa passar por negociações e contribuições. Ela surgiu da construção coletiva e foi legitimada", afirmou.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

'Nature' inclui projeto de Nicolelis em lista de possíveis avanços de 2014

Pesquisa de brasileiro pretende fazer paraplégico dar chute inicial na Copa. Exoesqueleto é desenvolvido por grupo de cem cientistas.

O Projeto Andar de Novo, liderado pelo neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, foi citado na edição da revista “Nature” desta quinta-feira (2) como um dos estudos que merecem ser acompanhados de perto em 2014. A lista conta com dez trabalhos em andamento.

O brasileiro, que atua na Universidade Duke, na Carolina do Norte, Estados Unidos, lidera o desenvolvimento do exoesqueleto, equipamento que pretende fazer um jovem paraplégico dar o pontapé inicial da Copa do Mundo de 2014.

A expectativa é que o equipamento possa ser conectado diretamente ao cérebro do paciente, que então controlaria as partes mecânicas como se fossem membros de seu próprio corpo. Dessa forma, seria possível que um paraplégico chutasse uma bola.

Cerca de cem cientistas americanos, europeus e brasileiros trabalham no Projeto Andar de novo (Walk Again Project, em inglês), uma parceria entre a Universidade Duke e instituições de Lausanne (na Suíça), Berlim e Munique (ambas na Alemanha), Natal e São Paulo.

'Interface cérebro-máquina'
A técnica faz parte de uma linha de pesquisa conhecida como "interface cérebro-máquina", com a qual Nicolelis já obteve resultados internacionalmente relevantes. Em um dos mais importantes, o neurocientista fez com que macacos não só controlassem uma mão virtual, como também sentissem uma espécie de tato quando exerciam a atividade.

Desde novembro, alguns candidatos a usar o traje fazem exercícios e preparação específica em São Paulo, na Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), onde funcionará um laboratório dirigido por Nicolelis.

O pesquisador explicou anteriormente que pequenos experimentos já foram feitos com humanos, com partes do equipamento.

De olho no espaço e no clima
A lista da “Nature” destaca ainda o projeto da Agência Espacial Europeia (ESA), que deve despertar a sonda Rosetta neste mês, dez anos após o equipamento ser lançado ao espaço. Rosetta tentará pousar no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko e o robô irá recolher amostras e registrar imagens quando o corpo celeste se aproximar do Sol, em 2015.

A divulgação dos novos relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, o IPCC, também foram destacados na publicação científica. Dois documentos, um que trata sobre o impacto da mudança climática nos países e outro que divulga o que deve ser feito pelos governos para reduzir os danos, devem ser divulgados a partir de março.

O primeiro relatório, chamado de "Sumário para os Formuladores de Políticas", foi divulgado em setembro e informava que há mais de 95% (extremamente provável) de chance de que o homem tenha causado mais de metade da elevação média de temperatura registrada entre 1951 e 2010, que está na faixa entre 0,5 a 1,3 grau - a edição anterior falava em mais de 90%.

A “Nature” também cita pesquisas que buscam a cura para o vírus HIV, desenvolvimento de medicamentos para curar o câncer, regeneração de células-tronco e criação de novas formas de energia renovável.

Mulher supera deficiência na mão e se torna designer de sobrancelhas

'Nunca me vi como uma deficiente', diz Bia Monteiro.
Profissional também trabalha como depiladora há 10 anos, no Acre.

Em pouco mais 12 anos de profissão, a acreana Bia Monteiro, de 38 anos, fez nome em Rio Branco como depiladora e designer de sobrancelhas.

A deficiência na mão direita, ocasionada por uma má formação fetal, não a impediu de realizar nenhum de seus sonhos, nem de conquistar aos poucos a confiança de mais de 200 clientes fixas que hoje atende em seu salão.

E ela garante que o número só cresce mesmo sem o auxílio de divulgação. "A propaganda está na cara das clientes. Alguém chega e pergunta 'sua sobrancelha está linda, quem fez?' É assim que funciona, no 'boca a boca'. O importante é fazer o trabalho com amor e dedicação", afirma.

Tudo começou sem grandes pretensões com um curso de depilação no Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial do Acre (Senac). Na época, Bia trabalhava como secretária em uma escola particular da capital e começou atendendo em domicílio, até que em 2002 conseguiu montar o próprio salão de depilação.

O que era um meio de ganhar um dinheiro extra, acabou se tornando a principal fonte de renda da família da profissional, casada há sete anos e mãe de um filho de seis anos. "O que eu ganhava na escola deixava guardado no banco. Com o salão eu comprei um carro e construí minha casa. Até que eu pedi demissão e passei a me dedicar somente a isso".

Foi também por acaso que ela se tornou designer de sobrancelhas. Ela conta que foi incentivada por uma amiga que trabalhava no ramo. "No começo eu relutei. Achava que a sobrancelha era uma coisa muito pessoal. Tinha medo de errar. Mas fui observando, vendo vídeos, me atualizando e hoje muitas mulheres vêm de outros estados fazer comigo", conta.


Preconceito
Mas encontrar o caminho profissional não foi fácil. O preconceito foi o principal obstáculo enfrentado por Bia.  "Meu primeiro emprego foi em loja de roupa de uma amiga. Se ela não fosse minha conhecida, eu não conseguiria por causa da deficiência", comenta.

Ela relata que anteriormente deixou de ser admitida em uma loja de cosméticos. "A gerente veio conversar comigo dizendo que para trabalhar lá as vendedoras precisavam deixar a mão muito à mostra, com as unhas pintadas, e por isso eu não poderia. Infelizmente passei por outras situações em que ficou claro que para algumas pessoas a estética é mais importante que a competência. Isso me deixava triste. Mas nunca baixei a cabeça".

Para adquirir a habilitação de motorista em 2004, Bia diz ter passado por humilhações. Mesmo tendo feito a autoescola durante o período necessário, a então diretoria do Detran/AC se negou a dar entrada no processo.

"Me disseram que eu nem deveria ter começado, porque eu era incapaz de dirigir um carro normal. Eu fui atrás dos meus direitos na Defensoria Pública, exigi uma banca médica para me avaliar e provei que eu podia, como qualquer outra pessoa".

Na infância, Bia também teve que lidar com o bullying. Na escola, ela confessa que ia parar na diretoria pelo menos uma vez por semana. "Sempre zombavam de mim. Me chamavam de 'mãozinha', inventavam outros apelidos.

E eu nunca aguentei calada. Mas não acredito que isso tenha me afetado tanto. Só acho que precisei me tornar alguém mais duro para aprender a me defender desde cedo", confessa.

Mas mesmo tendo enfrentado tantos obstáculos na vida, ela resiste em ser vista como um exemplo de superação.

"Para ser superação, é preciso haver um trauma. E eu nunca me vi como uma deficiente. Eu acho que quando Deus permite que uma pessoa nasça com um problema físico, Ele também permite que essa pessoa desenvolva outras habilidades especiais. Uma coisa compensa a outra. O importante é não se ver como coitadinho e seguir em frente", conclui.

Governo de São Paulo cria Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência


Na manhã desta sexta-feira, 03 de janeiro, será assinado no Palácio dos Bandeirantes, pelo Governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, o Decreto que cria a 1ª Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência, que será instalada no Departamento de Polícia Judiciária da Capital – DECAP. Sua implantação será realizada pelas Secretarias de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e de Segurança Pública.
 
Entre as atribuições da Delegacia Modelo estão os serviços de prevenção e repressão de crimes contra a pessoa com deficiência, recebimento, concentração e difusão de dados e denúncias sobre crimes e atos de violência contra a pessoa com deficiência.
 
Será desenvolvida também, em parceria com a Academia de Polícia, o treinamento permanente de policiais civis para o atendimento das pessoas com deficiência nas demais unidades policiais.
 
Para execução das atribuições, a Delegacia Modelo contará com Centro de Serviços de Apoio, composto por equipe multidisciplinar delimitada pelas Secretarias de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e de Segurança Pública de São Paulo.
 
SERVIÇO
Assinatura do Decreto que cria a 1ª Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência
Data: 03 de janeiro
Horário: 10h30
Local: Palácio dos Bandeirantes
Endereço: Avenida Morumbi, 4500 – Morumbi – São Paulo/SP

Primeiro torneio de golfe de cadeirantes do Brasil

Foto: Divulgação
Foto; Divulgação
O Projeto Esporte e Lazer Adaptativo de São José dos Campos, interior de São Paulo, realiza durante o XVI Torneio Aberto de Golfe Associação Esportiva São José o primeiro torneio de golfe de cadeirantes para lesionados medulares do Brasil.


O torneio acontecerá no dia 10 de agosto com disputa de long drive e approach. A disputa faz parte do projeto de inclusão do golfe, desde o final do ano passado, como mais um esporte oferecido aos portadores de deficiências.
O projeto existe há três anos e atua em vários esportes, como canoagem (kaiak), handbike (bicicletas impulsionadas pelas mãos) e treinamento funcional (treinamento físico específico para as atividades que lhe são próprias), sempre levando cadeirantes a praticarem esses esportes.

Foto: Divulgação
O projeto resolveu somar forças e convidou a profissional de educação física Juracy Barros, especialista em treinamento específico para golfistas pela Titleist Performance Institute , para ajudar na criação e desenvolvimento do Projeto E.L.A Esporte Lazer Adaptativo Golf Brasil – Desafiando o Campo sobre Rodas.

“Nossos atletas recebem atendimento especializado na parte técnica e física para o esporte sobre coordenação do professor Artur Hashimoto, idealizador do Programa de Treinamento Físico Funcional para Cadeirantes da Core360”, diz Juracy Barros.

“Este será o primeiro torneio entre nossos golfistas cadeirantes, completando assim nosso objetivo de inclusão social através do esporte em especial o golfe, este esporte apaixonante que nos faz sonhar também com sua inclusão nas paraolimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro” comenta animada Juracy Barros.

Irmãos criam 'Copa do Mundo' para crianças cadeirantes

DE SÃO PAULO

Dois irmãos gaúchos, da cidade de Novo Hamburgo, criaram um campeonato de futebol especial para crianças da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) de Porto Alegre, o Bota do Mundo.

"O Bota do Mundo é a Copa do Mundo para crianças que nunca chutaram uma bola de futebol na vida", explica Daniel Mattos, publicitário e cofundador do projeto.

Para participar do torneio, Daniel e o irmão Diego convidaram 16 crianças cadeirantes e 16 ídolos dos clubes Grêmio e Internacional. Eles formaram duplas representando os países que disputarão o Mundial deste ano no Brasil.

O Bota do Mundo foi inspirado na iniciativa de um pai mineiro que, para realizar o sonho de seu filho, que não tinha movimentos nas pernas, criou uma bota especial para que os dois se tornassem um jogador só e, assim, disputassem partidas com os coleguinhas de escola do garoto.

"Entramos em contato com esse pai e o convidamos para fazer algo maior, que atinja mais crianças, com um campo de futebol de verdade, vestiários e torcidas", conta Daniel.

Em um clima lúdico, as 16 duplas disputaram um campeonato de pênaltis no Estádio do Vale, do E. C. Novo Hamburgo, em dezembro.

"O momento mais emocionante desse dia foi quando uma criança, que estava competindo e preocupada se ia fazer o melhor chute ou não, chutou, e o goleiro defendeu. O mestre de cerimônias saiu correndo e falou: "E aí, o que tu acha que aconteceu?", relembra Daniel.

O jogador mirim respondeu: "Tentei tudo que eu pude ali, tentei com o meu ajudante que falou para chutar na esquerda, tentei chutar na direita e pensei que ele [goleiro] ia na esquerda. Mas não consegui fazer o gol da vitória".

"A razão pela qual nós trabalhamos é deixar essas crianças felizes", afirma o cofundador Diego.

MALUCOS E DO BEM

O campeonato das crianças nasceu de um projeto de impacto social criado em março de 2013 por Daniel e Diego, o Smile Flame. "Ele existe para criar projetos com impacto positivo na sociedade por meio da felicidade. Em outras palavras, a gente faz projetos malucos e do bem", diz o publicitário.


Tudo começou com a ideia de realizar um campeonato de skate dentro de um asilo. "Levamos skatistas para um asilo e tentamos integrá-los com os velhinhos", conta Diego. Depois disso vieram várias ações, como cortes de cabelos e entrega de perucas coloridas para crianças que estão em tratamento contra o câncer e uma corrida só para cadeirantes.

Daniel destaca os ganhos que ele e seu irmão tiveram quando começaram a atuar na área de impacto social. "Não existem concorrentes, todos que fazem algo legal são nossos parceiros. Acreditamos que o mundo precisa de mais ações como essas."

"Fazemos questão de espalhar a felicidade por mais lugares, de forma divertida e descontraída, e, no final das contas, há esse grande impacto para crianças e adultos", afirma.




Jovem com doença incurável vira símbolo da defesa de testes em animais na Itália

Caterina Simonsen passou a receber ameaças e insultos na internet após agradecer médicos por permanecer viva.

Reprodução/Facebook

Uma estudante de veterinária se tornou o principal símbolo na Itália pela defesa do uso de animais em testes medicinais após ter sido vítima de uma série de ataques e ameaças de morte de internautas que defendem o contrário.


Caterina Simonsen, de 25 anos, virou alvo de mensagens de ódio quando, no dia 21 de dezembro de 2013, postou uma mensagem em uma página do Facebook onde agradecia e apoiava a realização de testes em animais. Ela credita a esses testes o fato de ter conseguido sobreviver por mais um ano na luta contra quatro doenças pulmonares genéticas que enfrenta desde criança. Segundo a jovem, sem a pesquisa, ela teria morrido aos nove anos. “Vocês me proporcionaram um futuro”, agradeceu ela aos médicos, a quem considera seus melhores amigos.

Ao todo, Caterina recebeu 30 ameaças de morte e cerca de 500 insultos, que estão sendo investigados pela polícia local.

O caso gerou repercussão nacional, fazendo com que ela ganhasse muitos apoiadores, que iniciaram a campanha #Io Sto com Caterina (ou #Eu estou com Caterina), incluindo influentes políticos italianos, como o líder da centro-esquerda Matteo Renzi, do PD (Partido Democrático).

Caterina, nascida em Pádua (nordeste da Itália) e que estuda na Universidade de Bolonha (centro), é obrigada a usar, durante a maior parte de seu dia, tubos de respiração que diluem o muco em seus pulmões, e passou cerca de metade de sua vida internada em hospitais. 

Como se mostrou imune aos efeitos dos tratamentos, ela se tornou uma cobaia humana, com uma série de equipes médicas buscando maneiras de ajudá-la a viver mais tempo. Aos 18 anos, os médicos disseram que ela não podia ser curada.

No último sábado (28/12), uma semana depois de ter sido criticada e ameaçada, teve de voltar ao hospital em razão de uma grave infecção. A família acredita que o stress pelo qual ela foi submetida desde que se manifestou nas redes sociais contribuiu para a piora de seu quadro clínico. Ela passou 12 semanas de 2013 no hospital e 24 semanas em terapia intensiva, um ano considerado bom por ela se comparado aos anteriores.

“Desta vez é um pouco mais sério que o habitual. Os médicos me disseram que terei de passar o Ano Novo no hospital”, disse Caterina ao jornal La Repubblica, em entrevista onde revelou que uma bactéria conseguiu imunidade aos tratamentos mais recentes. “Eles estão usando o antibiótico mais poderoso do que o habitual , a minha guerra com a bactéria está em pleno andamento”, disse ela por  telefone. Na quarta-feira (1º/01) ela disse que se sente melhor e aguarda uma data para colocar um novo catéter, com o qual poderá voltar para casa em cerca de uma semana.

O caso

Tudo começou quando Caterina escreveu, no dia 21 de dezembro, uma mensagem de apoio na página “A Favore Della Sperimentazione Animale” (ou “A favor da experimentação com animais”, em português). Não demorou para que ela começasse a receber uma enxurrada de mensagens de ódio, ameaças e insultos, tanto naquele post como em outros subsequentes da página. "Você pode morrer amanhã, eu não sacrificaria meu peixe de aquário por você", respondeu a internauta identificada apenas como Giovanna. Outro escreveu : "Se você tivesse morrido quando criança, ninguém teria dado a mínima”.

Posteriormente, Caterina chegou a lançar um vídeo pelo La Repubblica explicando as dificuldades de seu dia a dia. No entanto, nem isso chegou a sensibilizar os defensores de animais, que questionaram se valia a pena viver desse jeito e se a vida de um humano é mais valiosa do que as dos animais: "Isso é o melhor que você tem, Caterina? Tenha uma boa vida então. Eu preferiria não viver se minha vida dependesse do sofrimento dos outros ou tomar milhões de vidas só porque a vida de outro vale menos do que a minha. Vergonha!”, escreveu uma internauta.

Resposta

Além de ter de ressaltar não está envolvida em lobbies da indústria farmacêutica ou de grupos políticos, Caterina promete resistir: "Animalistas nazistas não vão me parar. Estou lutando por minha vida", disse a estudante.

"Estou viva graças à medicina. Acordo todos os dias por causa da medicina. Tenho 25 anos graças a pesquisas genuínas que incluem experiências em animais. Graças à medicina e aos animais que foram sacrificados por ela eu posso estar sentada aqui", escreveu, em uma segunda mensagem no último dia 30.

Sobre seus detratores, ela afirma que se tratam, na maioria, de “ignorantes, mas não no sentido de imbecilidade, mas pela forma que ignoram a realidade, as leis e a medicina”. Ela lembrou que até mesmo alguns dos animais que os ativistas defendem muitas vezes dependem de medicamentos testados em outros para sobreviver. 

(*) com informações do site Daily Beast e do jornal italiano La Repubblica.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Prefeitura lança 70 medidas para melhorar acessibilidade em SP

JAIRO MARQUES DE SÃO PAULO

Imagem internet/ilustrativa
Prevendo medidas de melhorias urbanas, atenção à saúde, acesso à educação, à cultura e ao esporte, além de ações voltadas ao trabalho e à cidadania, a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria da Pessoa com Deficiência do município, está anunciando 70 medidas para ampliar a inclusão na cidade.


O pacote levou três meses para ficar pronto e envolve trabalho de 20 secretariais.


"Várias medidas foram elaboradas para se encontrarem com o plano de metas gerais da prefeitura, mas com um olhar para a inclusão e para acessibilidade. Dessa forma, acredito que haverá grande esforço para cumpri-las", diz a secretária municipal da Pessoa com Deficiência, Marianne Pinotti.

Dentre as ações previstas, para serem efetivadas até o final de 2016, estão reforma e adequação com acessibilidade de 850 mil m2 de calçadas, a instalação de 150 semáforos sonoros, tornar 100% da frota de ônibus acessível.  

Também consta no roll de medidas a criação de um serviço municipal de treinamento de cães-guia, 1.300 moradias exclusivas para quem tem alguma deficiência e capacitação de professores para a educação inclusiva.

Ainda não foi fechado o cálculo de quanto será necessário investir para que as 70 metas sejam cumpridas. O número deverá ser divulgado apenas em março de 2014.

Parte dos recursos para o plano "São Paulo Mais Inclusiva" vão sair do programa federal "Viver sem Limites" e outra parte do orçamento da própria prefeitura.

Um grupo de pessoas das secretarias de Governo, Planejamento e da Pessoa com Deficiência vai monitorar o andamento do plano.

Fonte: folha.uol.com.br  - Imagem internet/ilustrativa

Time da NBA contrata garoto de 8 anos vítima de doença grave

UOL Esporte

    Créditos: Reprodução/Twitter
   Untitled

Memphis Grizzlies anunciou a contratação de um garoto de 8 anos durante o draft (processo de escolha de jogadores para a próxima temporada). Charvis Brewer foi o escolhido pelo time que disputa a NBA, segundo o site americano “Total Pro Sports”. Ele sofre de uma paralisia cerebral.
A contratação é uma campanha em parceria com uma ONG, a Make A Wish Foundation. Brewer foi anunciado em entrevista coletiva, como mais um jogador da equipe. Ele irá conviver com os atletas profissionais, segundo informou o time.
O pai do garoto prevê que os demais jogadores irão sofrer com as cobranças do novo colega.
“Se eles fizeram um erro, ele vai chamar a atenção. Ele dirá para os jogadores irem para tras, para a direita. Acho que o técnico não sabe no que está se metendo. Meu filho vai ligar para ele para comentar substituições e mudar esquemas de jogo”, brincou o pai de  Brewer.