quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

CONHEÇA A FANTÁSTICA LUVA PARA TETRAPLÉGICOS

Carolina é Estudante de engenharia industrial, na Universidade de Diego portales no Chile.


 Luva Multi


Essa SUPER dica vi no blog Tetraplégicos Online e não poderia deixar de compartilha-la, e já virou meu objeto de desejo e consumo para 2015.
A luva foi feita pela Carolina, uma estudante de designer industrial chilena
“Eu quero que conheçam um produto de minha autoria para ajudar todas as pessoas com tetraplegia que não podem mover os dedos, com lesões c4-c5-c6-c7-c8, reabilitados ou em processo de reabilitação, que poderão ser mais autônomos através deste produto.
Eu os convido a votar para neste produto para que possa ser lançado e ajudar todas as
pessoas com este tipo de lesão.” (Carol no socialab.com)

O Que é essa Luva?

Multi é uma luva que simula a força e a pinça para segurar objetos do cotidiano ( o que para nós é muito difícil), de modo que as pessoas com alta lesão medular (tetraplegia) podem ter maior autonomia e executar novamente atividades como a escrita, comer ou escovar dentes, por si só.
Tetraplegia/Quadriplegia é uma condição causada por uma lesão cervical (8 primeiros ossos e nervos) da coluna, deixando geralmente os 4 membros do corpo com paralisia e sem mobilidade, a depender do grau de dano/nível da lesão. (no meu caso c6/c7)
A maioria das pessoas com tetraplegia não podem mover os dedos, incapazes de pegar um lápis, escovar os dentes ou assinar um documento, e portanto são dependentes em todas as atividades da vida diária.
Desenho original e patenteado por: Carolina Chavez Ferone
“A Multi apenas nos auxilia reforçando movimentos perdidos, através da luva, lançada especialmente para este segmento da população, concede aos tetraplégicos uma maior autonomia possível em suas vidas diárias.”
Já entrei em contato com a Carol e a Multi, estou no aguardo, qualquer novidade posto aqui! afinal o sonho de todo “tetra” é ficar “para” e tecnologias que possibilitem isso são sempre bem-vindas!
Eu utilizo uma luva de treino confeccionada e projetada por minhas maravilhosas fisioterapeutas da clínica Cuidar (minha segunda casa):

Feliz Ano Novo

A diretoria da APNEN, deseja a todos os nossos leitores, seguidores, voluntários, amigos, colaboradores, patrocinadores, simpatizantes um FELIZ 2015, com muita paz, saúde e prosperidade.




Grande abraço.

Carlos Raugust.

Após acidente, cadeirante cuida da casa e da filha e quer velejar em 2015.

Leandro de Oliveira dirige, faz tarefas do lar e realiza tratamento para andar. Ex-agente penitenciário perdeu os movimentos das pernas após acidente.

Felipe Truda Do G1 RS

Com cadeira de rodas, Leandro cozinha para ele e para a filha Lívia (Foto: Felipe Truda/G1)
Com cadeira de rodas, Leandro cozinha para ele e para a filha Lívia (Foto: Felipe Truda/G1)

Em uma casa no bairro Camaquã, na Zona Sul de Porto Alegre, Leandro Rosa de Oliveira acorda todos os dias cedo para levar a filha Lívia, de quatro anos, à creche de carro. Após voltar, põe roupas para lavar na máquina, varre a casa e prepara o almoço. A rotina parece simples, não fosse um detalhe: o homem, agente penitenciário aposentado por invalidez, não caminha há mais de quatro dos 32 anos de vida, devido a um acidente de trânsito em 2011. Sentado em sua cadeira de rodas na sala de estar da residência, Leandro lembra a importância de realizar tarefas normalmente para sua reabilitação.
Leandro ao lado da filha Lívia. Ao fundo, o andador usado pelo cadeirante (Foto: Felipe Truda/G1)Leandro ao lado da filha Lívia. Ao fundo, o andador
usado pelo cadeirante (Foto: Felipe Truda/G1)
"Peço para pessoas com deficiência não deixarem os outros trazerem tudo nas mãos, porque é algo que facilita. É cômodo você estar em casa e receber o almoço, o copo d’água nas mãos. E cada coisa que você deixa fazerem, por mais simples que seja, o corpo deixa de se movimentar e você freia sua reabilitação. Digo para o pessoal não desistir e sempre buscar um recurso, buscar um profissional da área, porque a vida não termina. A vida só termina para quem quer", afirma.
Para 2015, o cadeirante tem mais uma meta: voltar a velejar. Ele já havia praticado a vela adaptada por meio de uma iniciativa gratuita realizada no Iate Clube Guaíba, na Zona Sul de Porto Alegre. "Eles têm fisioterapeutas à disposição e uma equipe para te locomover e te colocar nas velas e depois saem contigo, com colete salva-vidas e tudo", conta empolgado.
O acidente aconteceu em 2011, quando Leandro ainda trabalhava na Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), tendo como tarefa investigar possíveis delitos cometidos dentro de prisões em todo o estado. Ele viajava de carro com um colega na BR-290 em Alegrete, na Fronteira Oeste, quando o veículo, a 150 km/h, colidiu com uma carreta. O motorista morreu, e ele foi auxiliado por um agricultor que passava pelo local e atendido às pressas por um médico argentino que havia parado na estrada. O condutor da carreta chegou a ficar hospitalizado, mas se salvou. "Só sei disso porque ele relatou. Eu não lembro, porque a pancada na cabeça me deu traumatismo e apagou umas duas horas de memória", conta.
Rampa foi colocada no pátio para Leandro entrar em casa (Foto: Felipe Truda/G1)Rampa foi colocada no pátio para Leandro entrar em casa (Foto: Felipe Truda/G1)
Após o acidente, Leandro ouviu dos médicos que não poderia mais caminhar. Foi submetido a uma cirurgia "apenas para poder sentar". O golpe só não foi mais duro que a reação da filha ao vê-lo no hospital. "O que mais me doeu foi quando ela chegava ao hospital bebê, no colo dos outros, olhava pra mim e não queria chegar perto. Eu estava com aparelhos ligados ao meu corpo e ela não me reconhecia".
Após sair do hospital, Leandro foi encaminhado para o Centro de Reabilitação de Porto Alegre (Cerepal) e, posteriormente, para a AACD, entidade que atende portadores de deficiência. "Lá eu tive meus 11 meses de muita descoberta e evolução. Comecei a ver que um cadeirante poderia seguir a vida normalmente", contou.
Graças a tratamento, Leandro conseguiu usar o andador (Foto: Felipe Truda/G1)Graças a tratamento, Leandro conseguiu usar o
andador (Foto: Felipe Truda/G1)
Em meio à reabilitação, se separou da ex-mulher. O cadeirante, no entanto, garante que o fim do relacionamento não foi consequência do acidente. "O casamento já não ia bem mesmo", diz. Da união que fora interrompida, surgiu a grande motivação para seguir em frente. A guarda da pequena Lívia é compartilhada, mas Leandro aproveita o tempo livre para tomar conta da filha, que dorme ora com o pai, ora com a mãe.
Enquanto o pai supera as limitações para tomar conta da filha, a pequena Lívia retribui ajudando em tarefas simples, desde recolher prendedores de roupa que caem pelo chão até carregar o carrinho de compras. "E ai de mim se não deixar. Já me senti constrangido em supermercados, pois ela pega o carrinho da minha mão e vai levando. O pessoal fica me olhando e eu digo que, se eu tirar o carrinho dela, arrumo briga. Ela vai empurrando até pesar. Quando pesa, me entrega. Ela é um anjo".
A força de vontade é tanta que Leandro já contrariou uma projeção dos médicos. Após ouvir que nunca se levantaria da cadeira de rodas, ele foi procurado por uma especialista em reabilitação de pacientes com lesão medular. Cerca de um ano depois de dar início ao tratamento, ele já caminha com a ajuda de um andador.
"Ainda uso bastante a cadeira, pelo fato de cozinhar, pois se eu chego perto do fogão com o andador, corro o risco de cair e me queimar. Mas eu saía sempre em meu carro adaptado com a cadeira. Hoje não, eu saio com o andador, porque eu chego nas casas e consigo ir ao banheiro, e chegar a outros cômodos, pois muitas casas são limitadas para cadeira. Hoje dou valor por poder estar no andador", afirma.
Observado por Lívia, Leandro mostra como dirige no carro adaptado (Foto: Felipe Truda/G1)Observado por Lívia, Leandro mostra como dirige
no carro adaptado (Foto: Felipe Truda/G1)
Se a pequena Lívia faz com que Leandro se sinta motivado a dar sequência à sua reabilitação, a fé em Deus é o principal alicerce ao qual ele se apoia. Em meio a tantas tarefas, não deixa de ler a Bíblia. Uma vez por semana, participa de cultos e grupos de estudo religiosos. A crença no cristianismo já existia, mas se fortaleceu quando o ex-agente penitenciário ainda estava no leito do hospital após o acidente e um homem foi falar com ele, para pregar a religião evangélica. Em meio à conversa, Leandro descobriu que se tratava de um velho conhecido. Os dois serviram juntos ao Exército em 2001 em Bagé, na Região da Campanha. Para ele, não foi uma simples coincidência. "A partir dali eu decidi entregar a minha vida para o Senhor".
Em meio a tantos afazeres, Leandro ainda encontra tempo para defender sua classe. Ele explica que, ao se aposentar por invalidez devido a um acidente de trabalho, obteve o direito de receber um salário equivalente à maior remuneração que poderia alcançar se a carreira não tivesse sido abreviada. Como era da categoria A, a primeira após o funcionário ingressar na Susepe, receberia o valor da categoria E, a última a ser atingida.
Porém, uma lei que vigora desde maio de 2013 não prevê este benefício, o que reduziu a remuneração de Leandro. "Cada um dos poucos aposentados por invalidez da Susepe ficou recebendo de acordo com a classe em que estava. Eu sou o mais prejudicado, porque meu salário ficou como se eu recém tivesse ingressado no estado", argumenta.
Leandro praticou vela adaptada no Iate Clube Guaíba (Foto: Arquivo pessoal)Leandro praticou vela adaptada no Iate
Clube Guaíba (Foto: Arquivo pessoal)
Mas se acomodar não é da índole de Leandro, que fez contato com o Sindicato dos Servidores Penitenciários do Rio Grande do Sul (Amapergs) e com os demais aposentados na mesma situação que ele para tentar reverter a situação. Há duas semanas, pouco antes do recesso parlamentar, esteve na Assembleia Legislativa para acompanhar uma sessão que poderia terminar com a aprovação de uma emenda prevendo a volta do benefício. Apesar de não ter tido sucesso na empreitada, ouviu de deputados governistas e oposicionistas – papéis que se inverterão a partir da posse de José Ivo Sartori (PMDB) em janeiro – o compromisso com sua causa.
Sendo nas galerias da Assembleia Legislativa, em um barco à vela, no caminho da creche da filha ou na cozinha da própria casa, Leandro ensina uma lição não apenas para os cadeirantes, mas para os seres humanos: é preciso superar obstáculos para sentir-se vivo.
Fonte: g1.globo.com

Conselhos deficientes

por; ANDREI BASTOS

Foto de Andrei Bastos
foto de andrei nastos apoiado na muleta
No início de 2014, um grupo muito representativo do movimento das pessoas com deficiência cariocas me propôs concorrer à presidência do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Rio de Janeiro (Comdef-Rio) com o seu apoio. Vencemos as eleições.


Totalmente por fora das idiossincrasias da máquina burocrática do governo municipal, me lancei à nova tarefa com o entusiasmo que teima em não me abandonar. Não que eu não tivesse consciência do estado de subalternidade e pequenez do Conselho, mendigando orçamento anual de trinta mil reais, em situação de um ridículo perverso, e cuja existência paritária vinha servindo apenas para satisfazer egos equivocados de gestores públicos. Acredito que por isso mesmo fui convocado, pois não me ajusto a conjunturas com tais características.

Já presidindo o Comdef-Rio, participei de diversos eventos reunindo outros conselhos municipais do país e cheguei à conclusão de que a anulação política não é característica exclusiva do conselho carioca, se configurando como desavergonhada “política pública” de quase todas as prefeituras, deixando a maioria dos conselhos como meros elementos figurativos, sem expressão na formulação ou implementação de políticas públicas verdadeiras para as pessoas com deficiência.

Ora, governos conscientes de seu verdadeiro papel devem trabalhar para o bem comum, e como tal devem sempre fortalecer a sociedade civil organizada, que é a origem legítima de muitas ações governamentais que atendem à sociedade e a seu avanço civilizatório.

Mas não existem prefeituras comandadas por governantes conscientes de seu verdadeiro papel, ao menos nas questões referentes às pessoas com deficiência, senão como exceções, raras, cujos conselhos fiquei conhecendo por citações elogiosas de militantes históricos ou por estarem no Encontro Regional de Conselhos de Direitos da Pessoa com Deficiência – Região Sudeste, realizado em maio pelo Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade) em São Paulo, que possibilitou em oficinas temáticas “a construção coletiva de estratégias para a ampliação e o fortalecimento de conselhos municipais e estaduais de defesa de direitos das pessoas com deficiência”.


Embora o encontro da região sudeste tenha concluído que cada conselho deveria procurar a configuração mais adequada à sua realidade de atuação, ficou evidente que ao menos nos grandes centros urbanos o formato paritário mais resulta em parasitário, sem rejeição dos poderes executivos hospedeiros, que tornam “seus” conselhos reféns dos seus interesses equivocados. Este é o caso do Rio de Janeiro.


O movimento brasileiro de luta pelos direitos da pessoa com deficiência tem consciência de que ainda falta muito a ser conquistado no combate ao preconceito e à discriminação e, particularmente, nas políticas públicas que cerceiam a emancipação social das pessoas com deficiência. Se os conselhos de defesa de direitos existem para realizar controle e fiscalização sociais, como poderão fazê-lo sem autonomia e peso político?

A conclusão óbvia para se atribuir autonomia e peso político aos conselhos é de que eles devem ser tripartites, trazendo para suas composições instituições de grande expertise e projeção social, independentes, como Ordem dos Advogados do Brasil, Ministério Público, Conselhos de Arquitetura e Urbanismo, Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia, Conselhos de Medicina etc., assim como se estabelecerem com independência financeira, com fundos próprios. Dessa forma, será possível eliminar o paradoxo de conselhos que deveriam defender os direitos da pessoa com deficiência serem deficientes.

Andrei Bastos é presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Rio de Janeiro


Fontes: O Globo, Opinião - www.inclusive.org.br

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Após ser atropelada por motorista bêbada, modelo tem a perna amputada

Carlos Eduardo Cherem Do UOL, em Belo Horizonte

Modelo Paola Antonini Franca Costa, 20, que teve a
perna amputada após ser atropelada
Modelo Paola Antonini Franca Costa, 20, que teve a perna amputada após ser atropelada
A modelo Paola Antonini Franca Costa, 20, que foi atropelada por uma motorista bêbada no sábado (27), em Belo Horizonte (MG), teve de amputar a perna logo após o acidente. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (29), pelo Hospital João 23, para onde Paola foi levada após o acidente.


O atropelamento ocorreu na avenida Raja Gabaglia, no Luxemburgo, quando a modelo colocava malas em um carro com qual ela iria viajar com o namorado.

De acordo com a assessoria do hospital, os médicos optaram pela amputação transtibial, um pouco abaixo do joelho.
A modelo agora se recupera no Hospital Felício Rocho, no Barro Preto, onde deu entrada nesta segunda-feira (29). De acordo com assessoria do Hospital Felício Rocho, a família da modelo não autorizou a divulgação de informações sobre o seu estado de saúde.

De acordo com a PM (Polícia Militar), o Fiat Bravo de Paola Costa foi atingido pelo Fiat 500 conduzido por Diandra Lamounier Morais de Melo, 24, que passou pelo teste do bafômetro.

O exame constatou 0,53 miligramas de álcool por litro de ar expelido dos pulmões, valor considerado crime de trânsito. Ela foi multada por não portar a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e pagou fiança de R$ 1.500. Ela foi liberada e vai responder a processo, que será conduzido pela Polícia Civil.

Paola e o namorado passariam o final do ano em Búzios (RJ). O carro que a atingiu, chegou em alta velocidade e perdeu o controle em uma curva, prensando a perna esquerda da modelo.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Idosa cai de avião ao desembarcar com cadeira de rodas no Paraná.

Quando começou a descer a escada, a cadeira despencou.
Ela quebrou uma costela, sofreu edema pulmonar e traumatismo no abdômen.


Uma passageira de 79 anos sofreu um acidente quando descia do avião em uma cadeira de rodas no Aeroporto de Maringá, no Paraná. No dia de Natal, Valdereza de Almeida saiu de Campo Grande com a filha e o neto, para uma viagem de férias em Salvador. Durante a conexão em Maringá, a aposentada precisou de uma cadeira de rodas para descer do avião. Quando começou a descer a escada, a cadeira despencou.
Click AQUI  para ver o vídeo:
“A cadeira estava atrelada a uma esteira, mas não estava presa, a trava de segurança estava solta. No primeiro degrau lá em cima, na escada, a cadeira cedeu e desceu bruscamente. Ela ficou pendurada pelo cinto de segurança da cadeira de rodas”, explica a filha Elaine Figueira.
As fotos tiradas pela família mostram a aposentada sendo atendida pelos bombeiros no saguão do aeroporto. Ela quebrou uma costela, sofreu edema pulmonar e traumatismo no abdômen. Ficou internada no hospital por um dia e recebeu alta ontem (26).
De acordo com a família, Valdereza vai ter que ficar 60 a 90 dias de repouso, por orientação médica. A família acredita que o acidente só não foi mais grave porque o neto Humberto Figueira conseguiu segurar a cadeira. “Coloquei meu corpo na frente da cadeira que tava pra descer e consegui levantar”. Valdereza diz que se não fosse o neto, ela teria morrido. “Se não fosse ele, eu teria despencado”.
Por conta do acidente, a viagem de férias da família foi cancelada, um prejuízo de R$ 10 mil. “Ali, naquele momento, havia uma trava de segurança para ser travada e isso não foi feito por parte do agente da Gol, que estava prestando atendimento de necessidade especial, o próprio nome já diz. Daí a gente percebe que a gente fica totalmente sozinho, num momento como esse”, desabafa a filha.
A Agência Nacional de Aviação Civil determina que a assistência diferenciada durante a viagem deve começar no check-in. Todas as medidas devem ser tomadas para garantir a integridade física e moral das pessoas com necessidades especiais.
De acordo com o Procon, a responsabilidade pelo acidente é da companhia aérea, que deve arcar com todos os prejuízos dos passageiros. “O consumidor tem por direito toda a assistência material. Além disso, tem direito da ampla reparação de outros danos materiais, que eventualmente ele tenha sofrido, e os danos morais”, alerta o diretor do Procon João Luiz Regiane.
A Anac disse que vai notificar a companhia aérea Gol, que tem sete dias para explicar o acidente da aposentada. A Gol lamentou o ocorrido e afirmou que a cliente tem recebido toda a assistência necessária.
Fonte: g1.globo.com

Balcão alto demais vale indenização para atriz na Grã-Bretanha.

A atriz Kiruna Stamell disse ter se sentido humilhada quando funcionários do correio improvisaram escada com caixas de papelão.



Medindo apenas um metro de altura, a atriz britânica Kiruna Stamell, ganhou na justiça uma indenização do Royal Mail, o correio da Grã-Bretanha, depois de processar a empresa por discriminação.

Stamell, que tem uma carreira razoavelmente bem-sucedida, com papéis no teatro e na TV, tomou a decisão depois de não conseguir alcançar o teclado da máquina de cartões de débito e crédito durante uma visita a uma filial dos correios em Londres.

O dispositvo estava afixado numa haste junto ao guichê, alto demais para que Stamell, que sofre de nanismo, alcançasse.
Na ocasião, funcionários tentaram facilitar o acesso pedindo que a atriz subisse numa caixa de papelão.

Acesso

Na ação judicial, o advogado da atriz, Chris Fry, acusou o Royal Mail de não fazer ajustes necessários para melhorar a acessibilidade para deficientes físicos.
A empresa fez um acordo com a atriz fora do tribunal e prometeu instalar um equipamento que permita o movimento das máquinas. O valor da indenização não foi divulgado.

"Kiruna levantou uma questão de grande significância num momento em que a Grã-Bretanha ainda tem milhares de locais públicos com barreiras que dificultam a vida das pessoas com deficiências", afirmou o advogado.

Segundo estatísticas do governo, 11,9 milhões de britânicos, cerca de 20% da população, vivem com alguma deficiência.

Ao comentar o caso, Stamell diz ter se sentido humilhada pelos correios.

"Tudo o que queria era digitar minha senha na máquina para mandar uma carta, assim como todo mundo. Foi algo humilhante, pois havia mais gente na agência e o uso das caixas de papelão foi embaraçoso", queixou-se.

Além da indenização, o Royal Mail se desculpou publicamente pelo caso e agradeceu à atriz por ter "mostrado um problema".

"Estamos melhorando o tempo todo nosso relacionamento com o consumidor. Vamos ouvi-los e, como mostramos no caso de Kiuna, tomar uma providência", disse Mark Davies, diretor de comunicação institucional da empresa.

Na semana passada, a agência governamental DisabledGo, que fiscaliza o acesso para deficientes, descreveu como "terrível" o acesso nos principais locais públicos da Grã-Bretanha ao anunciar um estudo que levou em conta mais de 30 mil estabelecimentos.

O estudo revelou que 20% das lojas britânicas não têm acesso para cadeirantes e que 75% dos restaurantes não contam com serviços para deficientes visuais.

Uma reprodução da câmera de segurança da agência dos correios mostra que a atriz não tinha condições de alcançar máquina de cartões


Schumacher ainda tem "longa luta" pela frente, diz porta-voz.

Acidente de Schumacher está prestes a completar um ano.

                                                                                                                                                           Foto: Mark Horsburgh / Reuters


Michael Schumacher tem à frente uma "longa luta" pela recuperação, no momento em que o primeiro aniversário de seu acidente de esqui se aproxima, disse a empresária do ex-piloto da Fórmula 1 neste domingo. Suas declarações lançam dúvidas sobre uma matéria de jornal segundo a qual o alemão estava tendo evolução em seu processo cognitivo. 
"Nós precisamos de um longo tempo. Será um longo tempo e uma luta difícil", disse Sabine Kehm pelo telefone. "Ele está evoluindo de forma apropriada, se considerarmos a severidade da situação", acrescentou, reiterando um comunicado que emitiu há cerca de um mês. 
Schumacher sofreu lesões graves na cabeça após acidente de esqui em Meribel, nos Alpes Franceses, em 29 de dezembro de 2013. Ele deixou o coma induzido em junho, e saiu do hospital em setembro.
Em entrevista ao Le Parisien neste domingo, Philippe Streiff, outro ex-piloto da F1, disse que Schumacher "ainda precisa recuperar a fala", mas que estaria "todavia começando a reconhecer as pessoas próximas a ele".
Streiff, descrito pelo jornal como um amigo de longa data do alemão, disse que colheu a informação a partir de contatos com a esposa de Schumacher, a alemã Corinne, e com o cirurgião dele, Gerard Saillant, que ele conheceu por conta de um acidente em uma corrida em 1989. 
Ele ainda declarou que Schumacher, que fará 46 anos no próximo dia 3 de janeiro, tinha movimentos "muito limitados", mas que estava tentando sentar de forma correta, e que "no longo prazo ele pode esperar um dia andar com muletas."
Kehm, a empresária, afirmou que Streiff não é um amigo próximo de Schumacher e que suas alegações de que teria conversado com Corinne e com o cirurgião "não são verdadeiras."
"Eu não confirmo isso (a matéria)", disse Kehm. "Só posso confirmar que não sei de onde o senhor Streiff tirou essa informação, pois ele não tem contato conosco."
Schumacher, que venceu 91 corridas de Fórmula 1, abandonou a categoria em 2013 após uma passagem decepcionante de três anos pela Mercedes. Antes, ele havia se aposentado na Ferrari em 2006.




Blog da APNEN, registra 1.000.000 de acessos.



Gostaria muito de agradecer nossos leitores, simpatizantes, amigos, nossa diretoria, por esta meta atingida, é muito gratificante para a APNEN poder prestar este trabalho, postando matérias e notícias  diariamente.



Muito obrigado pelo carinho.

Carlos Alberto Raugust


domingo, 28 de dezembro de 2014

Novos métodos transformam ensino de matemática para alunos com deficiência.

Abordagem personalizada, sensibilização e mobilização da família contribuem para o desenvolvimento e aprimoramento da disciplina.

por Portal Brasil

Divulgação/EBC

Para melhorar o ensino destinado a esse público-alvo primeiro passo é garantir o acesso à informação
Para melhorar o ensino destinado a esse público-alvo primeiro passo é garantir o acesso à informação.

Os desafios do ensino de matemática para pessoas com deficiência é um dos temas que permeiam as pesquisas realizadas pela professora Edna Zuffi no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos.
Abordagem personalizada, sensibilização e mobilização da família são palavras-chaves nesse contexto, segundo a professora, que colabora em dois laboratórios no Instituto: o de Ensino de Matemática (LEM) e o de Educação Matemática (LEMa), coordenados pela professora Miriam Utsumi.
De acordo com a legislação vigente no País, são consideradas pessoas com deficiência aquelas que possuem um distúrbio de caráter permanente. Encaixam-se nessa definição as pessoas com Síndrome de Down e com deficiências físicas como cegueira, surdez, paralisia cerebral, paraplegia, entre outras.
Há, ainda, os alunos superdotados (com altas habilidades) e os portadores de Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD), que afetam as habilidades de socialização, de comunicação e de interpretação do outro, como, por exemplo, os autistas, que demandam atenção especial.
Para aprimorar o ensino destinado a esse público-alvo, a professora do ICMC destaca que o primeiro passo é garantir o acesso à informação: “O professor deve conhecer o que a lei garante, o que o governo oferece e onde conseguir materiais, como recursos computacionais, softwares, materiais em braile, com cores diferenciadas, transcrições em áudio, etc.”
Legislação
Em 2001, o Conselho Nacional de Educação (CNE) estabeleceu uma resolução que obriga as escolas de ensino regular a aceitarem alunos, independentemente de serem pessoas com deficiência.
Desde então, aumentou a demanda por professores qualificados para atender essa nova realidade. Edna explica que, como a lei é recente, a grande maioria dos professores ainda estão despreparados e falta infraestrutura (como recursos, salas apropriadas e profissionais de apoio) na maior parte das instituições de ensino.
 A professora destaca que há treinamento sendo oferecido pelo Ministério da Educação, mas que seu alcance ainda precisa ser ampliado. 
Da abordagem à sensibilização
Desde 2012, os alunos do ICMC, do curso de Licenciatura em Matemática, podem se matricular em uma disciplina optativa focada em preparar o futuro professor para desenvolver o conteúdo escolar de matemática com os alunos com deficiência. A disciplina 'Ensino de Matemática para Alunos com Necessidades Especiais' busca ensinar algumas ferramentas específicas.
“O futuro professor de matemática que optar por cursar essa disciplina não será um especialista, porém terá noção e visão da inclusão do ensino de matemática para esses alunos com necessidades especiais”, esclarece Edna.
Ao cursar a disciplina, os futuros professores têm a oportunidade de examinar a literatura e legislação disponíveis sobre a temática da inclusão escolar e relacioná-la a questões específicas do ensino e aprendizagem de matemática nos níveis fundamental e médio.
Métodos
Entre os assuntos abordados está a necessidade de que o professor desenvolva a habilidade de agir de acordo com as características individuais desses alunos. “O método de ensino que será utilizado pelo professor dependerá da forma como o aluno consegue interagir e o trabalho pode se tornar mais difícil quando falamos de pessoas com mais de um transtorno”, pontua a professora.
A pesquisadora do ICMC relata que, muitas vezes, por não saber lidar com a pessoa com deficiência, o professor acaba não desenvolvendo a atividade pedagógica que deveria ser realizada e deixa esse aluno apenas cumprindo uma tarefa de forma não direcionada como, por exemplo, pintar ou desenhar sem um propósito.
Além disso, ela destaca que é preciso desenvolver a capacidade de sensibilização dos professores: “Trabalhar apenas com conteúdo matemático, muitas vezes não é o melhor caminho. O professor deve ser sensível para analisar as condições intelectuais de cada estudante, independentemente da sua idade, para compreender o que é possível ser realizado  e ampliar os ganhos no desenvolvimento da autonomia do aluno”.
Apoio familiar
Outro fator importante na hora de ensinar matemática às pessoas com deficiência é a participação da família. “A família deve acompanhar e participar do desenvolvimento da criança porque, isoladamente, o professor não consegue identificar a necessidade do estudante”, reforça a pesquisadora.
Ainda segundo a professora, umas das grandes dificuldades do profissional é que, às vezes, nem o núcleo familiar tem o diagnóstico exato do distúrbio que afeta o aluno. 
Nesses casos, é ainda mais difícil para o professor realizar seu trabalho e a relação estreita com esse núcleo se torna mais fundamental, para que seja dada continuidade ao trabalho de desenvolvimento da criança ou adolescente, também fora da sala de aula.