sábado, 18 de janeiro de 2014

IMREA abre vagas para Residência Multiprofissional em Reabilitação de Pessoas com Deficiência Física Incapacitante

Imagem Internet/Ilustrativa
IMREA HCFMUSP oferta 24 vagas com bolsas para a Residência Multiprofissional



Até 24 de janeiro, ficam abertas as inscrições para o preenchimento de 24 vagas com bolsas de estudo para o Programa de Residência Multiprofissional em Reabilitação de Pessoas com Deficiência Física Incapacitante.
 
Podem inscrever-se no processo seletivo candidatos graduados ou que estejam cursando o último semestre do curso de graduação nas áreas de: Serviço Social, Psicologia, Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia, Enfermagem, Nutrição e Educação Física.
 
O Programa de Residência Multidisciplinar em Reabilitação de Pessoas com Deficiência Física Incapacitante do Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - IMREA HCFMUSP, caracteriza-se pela interdisciplinaridade com foco na reabilitação de pessoas com deficiência física incapacitante e objetiva proporcionar a melhoria da qualidade de vida, a participação na sociedade e a capacitação da pessoa com deficiência para o exercício de seus direitos de cidadania.
 
As inscrições podem ser feitas pessoalmente no Serviço de Cultura e Extensão Universitária da FMUSP ou pelo site:
 
Acesse o Edital completo:

Fonte: pessoacomdeficiencia.sp.gov.br - Imagem Internet/Ilustrativa

Comissão aprova dispensa de carência para aposentadoria de pessoas com doenças degenerativas




Relatora, Mara Gabrilli apresentou substitutivo com alterações na proposta inicial. Dependentes passarão a fazer jus à pensão por morte.

A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados aprovou proposta que dispensa os portadores de hepatopatia, doenças neuromusculares degenerativas e hipertensão pulmonar de cumprirem o período de carência para a concessão de auxílio-doença e de aposentadoria por invalidez. O texto aprovado altera a Lei de Planos de Benefícios da Previdência Social (8.213/91). O período de carência corresponde ao número mínimo de contribuições mensais (12) necessárias para que o beneficiário tenha direito ao benefício.

A relatora na comissão, deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), optou por um substitutivo para englobar os objetivos não só do projeto de lei principal (PL 3086/12, do Senado), mas de todos os textos apensados: PLs 8013/10, 388/11, 479/11 e 5378/09. A proposta principal prevê apenas a dispensa de carência para os portadores de esclerose lateral amiotrófica (ELA) e de hepatopatia (enfermidade crônica no fígado).

“Com o intuito de incluir também a hipertensão pulmonar e todas as doenças neuromusculares degenerativas, cujas características de estigma, deformação e deficiência merecem tratamento particularizado, propomos a aprovação de um substitutivo”, explicou Gabrilli.

Doenças degenerativas
A relatora chamou a atenção para o fato de que as doenças neuromusculares degenerativas, entre as quais a ELA e a doença de Huntington, compreendem um conjunto de mais de 40 enfermidades, muitas de origem genética e que afetam de forma progressiva e implacável a vida e a independência dos cidadãos para a realização de tarefas cotidianas.

Ao justificar a inclusão da hipertensão pulmonar, Gabrilli afirmou que a doença sobrecarrega o coração e pode causar cansaço e desmaios. “Em casos bastante graves, pode haver a necessidade de internação e ainda de transplante pulmonar e até do coração”, ressaltou a relatora.

A parlamentar incluiu ainda, no substitutivo, dispositivo que equipara o filho portador de moléstia grave ao inválido, com o objetivo de protegê-lo nos casos em que o segurado falecer. Assim, os dependentes passariam a fazer jus à pensão por morte.

Dispensas atuais
Atualmente, já são dispensados de carência para auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez pessoas afetadas pelas seguintes enfermidades:
- tuberculose ativa;
- hanseníase;
- alienação mental;
- neoplasia maligna;
- cegueira;
- paralisia irreversível e incapacitante;
- cardiopatia grave;
- mal de Parkinson;
- espondiloartrose anquilosante;
- nefropatia grave;
- estado avançado da doença de Paget (osteíte deformante);
- síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids);
- contaminação por radiação; e
- hepatopatia grave.

Tramitação
A proposta ainda será analisa, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fontes: Agência Câmara - josemariodantas.blogspot.com.br

Obras de acessibilidade recebem R$ 98 milhões em investimentos pelo Turismo Acessível

Além dos investimentos, o Ministério do Turismo realiza ações para mostrar aos empresários do setor a importância de ter instalações adequadas para atender pessoas com necessidades especiais
Obras de infraestrutura em acessibilidade recebem R$ 98 milhões em investimentos pelo Programa Turismo Acessível. O objetivo é garantir que as pessoas com necessidades especiais tenham acesso a serviços, prédios e equipamentos turísticos com segurança e autonomia.
O programa incentiva a preparação de profissionais para atender pessoas com deficiência e apoia obras acessíveis de infraestrutura turística, com recursos ou orientações. Além dos investimentos, o Ministério do Turismo realiza ações para mostrar aos empresários do setor a importância de ter instalações adequadas para atender pessoas com necessidades especiais.
Confira reportagem da TV NBr sobre o tema. 
Fontes: TV NBr - copa2014

Eleitores com deficiência devem solicitar seção especial para votar

             Eleitores com deficiência devem solicitar seção especial para votar

Os eleitores que necessitam de atendimento especial em decorrência de alguma deficiência ou mobilidade reduzida devem informar à Justiça Eleitoral, até o dia 7 de maio, que precisam de um local adaptado para votar. Nas eleições de 2010, 17.904 seções eleitorais foram adaptadas para os eleitores com deficiência em todo o Brasil. Para 2014, a expectativa é que esse número cresça. 

Em todo o Brasil, a Justiça Eleitoral tem o registro de 378.806 eleitores com deficiência e, diante disso, trabalha para promover o acesso, amplo e irrestrito, com segurança e autonomia desses eleitores ao processo eleitoral. Os procedimentos que devem ser adotados para atender da melhor forma esse público especial estão previstos na Resolução TSE nº 21.008, aprovada em 2002. O texto determina que os locais de votação para os deficientes tenham fácil acesso, com estacionamento próximo e instalações que atendam às normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Nas últimas eleições gerais, em 2010, o TSE especificou ainda mais as garantias asseguradas aos eleitores com deficiência por meio da Resolução TSE nº 23.218. Um exemplo é a possibilidade, prevista no artigo 51, de o eleitor ser acompanhado por uma pessoa de sua confiança para votar, ainda que não o tenha requerido antecipadamente ao juiz eleitoral. A pessoa que prestar o auxílio poderá, além de entrar na cabine de votação junto com o eleitor, digitar os números na urna.

Além disso, a Justiça Eleitoral desenvolveu sistema de áudio, teclado em braile e a marca de identificação da tecla 5 na urna eletrônica como recursos auxiliares aos deficientes visuais. Há, ainda, uma orientação para que os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) busquem parcerias para incentivar o cadastramento de mesários e colaboradores com conhecimento em Libras, a Língua Brasileira de Sinais.

A ampliação de um melhor atendimento aos eleitores com deficiência foi impulsionada pela Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, assinada em 2007 em Nova York, nos Estados Unidos. O texto assinado foi ratificado pelo Congresso Nacional e passou a integrar o rol dos direitos e garantias individuais inscritos na Constituição Federal de 1988.

O objetivo da convenção é dar aos portadores de deficiência a participação efetiva na vida política e pública, incluindo o direito e a oportunidade de votarem e serem votados. Para tanto, os estados signatários devem adotar procedimentos, instalações, materiais e equipamentos para votação apropriados, acessíveis e de fácil compreensão e uso.

Como solicitar uma seção especial?

Para requerer a transferência do local de votação para uma seção especial, basta comparecer a qualquer cartório eleitoral munido do título de eleitor e documentos pessoais e informar o tipo de atendimento que necessita até o dia 7 de maio. Os eleitores que não conseguirem solicitar a seção dentro do prazo, ainda poderão comunicar ao juiz eleitoral sobre suas restrições e necessidades até 90 dias antes das eleições. O requerimento deverá ser feito por escrito para que a Justiça Eleitoral providencie os meios e recursos para facilitar o exercício do voto. Se ainda assim o eleitor não tiver como comunicar suas necessidades, no dia da eleição, ele deve informar ao mesário sobre sua condição para que o auxílio adequado seja providenciado.


Fontes: TSE - rondoniavip.com.br

BB inclui projetos arquitetônicos para pessoas com deficiência

Avanço em itens de financiamento demonstram como medidas simples podem melhorar a vida de pessoas com deficiência.

da Redação

Imagem Internet/Ilustrativa

A linha de crédito do BB Acessibilidade, modalidade de financiamento de bens e serviços de tecnologia assistiva para pessoas com deficiência, está com novos itens financiáveis disponíveis. 

Divulgada pela Portaria Interministerial Nº 604, de 24 de dezembro de 2013, a novidade abrange projetos arquitetônicos, reforma e material de construção, com o objetivo de adaptação de imóvel residencial para o segmento.


O secretário nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Antonio José Ferreira, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), considerou que o avanço nos itens de financiamento demonstram como medidas simples dentro das políticas públicas podem melhorar a vida de pessoas com deficiência.

“O governo federal está atento para aprimorar todas as ações que estão sendo desenvolvidas em todo o País por meio do Plano Nacional da Pessoa com Deficiência – Viver sem Limite. Se, por um lado, o governo passou a conceder residências inclusivas por meio do programa Minha Casa Minha Vida, não podemos esquecer das pessoas com deficiência que já possuem onde morar, mas que necessitam adaptar os seu espaços para ter a igualdade do conforto e praticidade que todo mundo tem nas suas casas”, destacou o secretário.

O valor máximo de financiamento de cada item é limitado a R$ 15 mil para projetos arquitetônicos, R$ 10 mil para serviços de mão de obra e R$ 15 mil para material de construção. Para os itens relacionados à adaptação de imóvel residencial para acessibilidade, será necessária a apresentação de documentação diferenciada e documento modelo de regularidade da obra, conforme disponível na Instrução Normativa 560.

A portaria inclui ainda cadeira elevadora para domicílios, cadeira de rodas anfíbia, cadeira de roda escaladora, coletes ortopédicos, cama hospitalar, entre outros.

Taxas de juros mais baixas 
Outra novidade apresentada pelo Banco do Brasil, em 4 de dezembro de 2013, foi a redução das taxas de juros. Os clientes com renda de até cinco salários mínimos e que antes conseguiam empréstimos com taxa de 0,57% ao mês, atualmente pagam 0,41%, uma queda de 7% para 5% ao ano. Para as pessoas com renda entre 5 de 10 salários, a redução foi de 0,64 ao mês para 0,45%. Uma baixa de 8% para 5,5% ao ano.

A linha BB Crédito Acessibilidade já liberou mais de R$ 86 milhões para a aquisição de produtos de Tecnologia Assistiva em todo o País. No total, mais de 15 mil itens já foram financiados por meio do programa. O BB Crédito Acessibilidade faz parte das ações do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Viver sem Limite.

Fontes:Governo do Brasil - saci.org.br - Imagem Internet/Ilustrativa

Técnica da antecipação para diminuir ansiedade de crianças autistas

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Crianças com autismo possuem um modo particular de processar informações: diante de um fato novo, elas buscam em sua mente alguma imagem correspondente a ele. Se já tiverem se deparado em este fato anteriormente, ao menos uma imagem será encontrada, e elas ficarão tranquilas porque sabem que estão diante de algo pelo qual já passaram antes.


Caso a situação seja nova, entretanto, não encontrarão nenhuma imagem em suas mentes, e por ficarão ansiosas e incomodadas. Uma forma de evitar que o desconforto surja é oferecer-lhes imagens daquilo que elas ainda não conhecem para seu repertório mental. Trata-se de uma forma de antecipar a novidade, para que quando ela ocorra de fato a criança já esteja familiarizada e preparada para lidar com ela.
O recurso da antecipação pode ser usado quando a criança passará por alguma mudança de ambiente, seja por motivo de viagem, visita a parentes e amigos, ou mesmo troca de residência ou de escola.
Mostrar a ela uma fotografia do local, explicando com detalhes o que acontecerá lá – se chegará de carro ou a pé, se tocará a campainha, quem irá atender, o que fará ao entrar no local, as pessoas que deverá encontrar – é também uma forma de explicar-lhe qual é o comportamento esperado dela.
A estratégia pode ser bastante útil na escola, sobretudo naquelas onde as crianças tendem a fazer cada atividade em uma sala diferente, o que pode confundir e perturbar a criança com autismo. Para facilitar e otimizar seu tempo, o professor pode utilizar sinais e senhas em vez de descrever detalhadamente uma imagem. Um exemplo dessa tática é habituar-se a mostrar à criança um cartão com a cor da sala – ou da porta, de uma cortina –  onde será desenvolvida a atividade a seguir, por exemplo, antes de levá-la ao local.
Ações rotineiras, mas que não fazem parte do dia-a-dia da criança, como cortar os cabelos em um salão, também podem ser mais tranquilas quando se usa a antecipação. A criança pode ficar incomodada com o ruído do salão ou mesmo com a sensação dos cabelos caindo ao seu redor. Mostrar a ela fotografias de cabelos, tesouras, ou, de preferência, do próprio salão, durante alguns dias antes, ajudará a lembrá-la que o único objetivo daquela visita é ganhar um novo corte de cabelos, o que diminuirá sua ansiedade em relação ao que acontece ao seu redor.
Fontes: Desafiando el autismo - meunomenai.com

Release para a Imprensa: Transtorno do Espectro Autista (TEA) enfrenta estigma e falta de profissionais qualificados no atendimento



Transtorno do Espectro Autista (TEA) enfrenta estigma e falta de profissionais qualificados no atendimento.

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) tem sido crescente e atinge atualmente uma em cada 88 crianças nascidas nos EUA. Com diversas variações na forma de se apresentar e tratamento baseado em estratégias específicas para cada indivíduo, o Autismo pode ser incapacitante se não for diagnosticado a tempo e tratado adequadamente por profissionais especializados, mas ainda há uma enorme defasagem de profissionais especializados para atender essa população.
Incidência é maior que HIV, câncer e diabetes infantil somados
Em função do largo espectro dentro do qual se manifesta, o autismo afeta aproximadamente uma em cada 88 crianças, segundo cálculos recentes do Center for Desease Control (CDC), dos EUA.
De acordo com Celso Goyos, psicólogo e pesquisador da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) esta incidência é altíssima e representa número maior de casos do que aqueles de HIV positivo, câncer e diabetes infantil somados.
O crescente aumento da incidência deve-se às especificações mais detalhadas dos sinais da síndrome, à sua divulgação, e à capacitação dos profissionais responsáveis para reconhecê-los. “Embora não haja cálculos estatísticos para o Brasil como um todo, é razoável supor que a incidência seja muito próxima da internacional”, explica Goyos que é coordenador do Laboratório de Aprendizagem Humana, Multimidia Interativa e Ensino Informatizado (Lahmiei), da UFSCar.
A falta de conhecimento e especialização quanto ao tratamento vêm motivando o grupo de Goyos a trabalhar na divulgação e treinamento especializado para profissionais de todas as áreas com interesse no Autismo.
Família sem acompanhamento pode se desestruturar
Goyos lembra ainda que os índices são assustadores porque, além do transtorno do autismo afetar aproximadamente uma em cada cinco famílias, cada caso pode ser o responsável pela desorganização e desestruturação do ambiente familiar.

“O diagnóstico pode demorar meses ou até anos para ser concluído. Durante este período perdura a mais absoluta e angustiante incerteza sobre a vida da criança, dos pais, e da família”, diz o pesquisador que também é Editor-Chefe doInternational Journal of Behavior Analysis Applied to Autism (IJOBAS).
Outros problemas se somam a isso como, por exemplo:
  • - A criança com autismo exige, em grande parte dos casos, atenção e cuidados intensos continuadamente em 100% do seu estado de vigília;
  • - Há poucos serviços especializados e de qualidade disponíveis;
  • - Há carência de profissionais em número suficiente qualificados para ocupar todos os espaços necessários para intervenções satisfatórias, na família, na escola, e na comunidade como um todo.
  • - Não há programas de ensino especializados e em número suficiente para capacitar profissionais da área de saúde e de educação;
  • - Também não há programas que capacitem os pais e familiares;
  • - Pela intensidade da atenção necessária, muitas vezes os próprios pais se dedicam ao trabalho de cuidadores, e isso pode significar o início da ruptura da organização familiar.
Sintomas
Os sinais do autismo encontram-se situados em três áreas amplas e relacionadas:
  • na esfera do desenvolvimento da linguagem, que se manifesta com atraso, ou com grandes deficiências, tais como déficits na fala e na compreensão da fala, fala repetitiva (ecolalia) e fora de contexto;
  • na esfera do envolvimento social, se manifesta através da ausência do contato com outras pessoas, mesmo do contato visual e físico – a criança não busca nem reage a contatos com outras pessoas – ou do consequente isolamento social;
  • há ainda excesso de comportamentos repetitivos, não-funcionais, estereotipados – tais como, movimentos com as mãos e braços, ou movimentos pendulares do tronco – ou mesmo auto-abusivos.
Mas é importante lembrar:
  • Cada criança se apresenta com uma combinação diferente dos sinais, caracterizando-se como única em tipo e em necessidades;
  • A forma da criança reagir frente a brinquedos corriqueiros para a criança da mesma idade pode dizer muito a respeito de sinais do autismo;
  • Crianças somente com autismo apresentam aparência física normal, na maior parte das vezes;
  • Crianças que sistematicamente evitam contatos visuais, contatos físicos e sociais com outras crianças e adultos podem manifestar outros sinais do TEA;
  • Crianças que interagem somente consigo mesmas e nunca com outras crianças ou adultos, podem apresentar outros sinais do TEA;
A Análise do Comportamento Aplicada ao Autismo é a melhor estratégia de abordagem
Embora não haja cura para o autismo, há tratamento, e este tratamento pode ser bastante eficaz e fazer uma diferença brutal para a criança, família, escola e comunidade, afirma Goyos.
Dentre as mais variadas formas de tratamento, diversos estudos científicos apontam que as mais eficazes são as intervenções baseadas na Análise Aplicada do Comportamento (ABA), também conhecidas popularmente como “terapia ABA”.
As intervenções ABA são especialmente eficazes se:
  • - forem aplicadas logo após os primeiros sinais e as primeiras suspeitas de diagnóstico;
  • - acontecerem de maneira intensiva: entre 20 a 40 horas por semana;
  • - sejam planejadas para um período mínimo entre dois a três anos.
  • - sejam realizadas por profissionais especializados.
Uma das medidas mais importantes na atuação com relação ao autismo é a capacitação dos profissionais que têm contato direto com esta população – psicólogos, terapeutas, médicos, professores, pais e demais cuidadores – no sentido de identificarem os sinais do transtorno e de introduzirem intervenções baseadas na Análise do Comportamento, também conhecida popularmente como “terapia ABA.
Capacitação de profissionais
No Brasil, apesar da alta demanda, as pesquisas do Transtorno do Espectro Autista e a rede de tratamento ainda são iniciativas isoladas.
Na perspectiva de mudança dessa realidade, o Lahmiei/UFSCar abriu inscrições para o curso de pós-graduação lato sensu “Análise do Comportamento Aplicada (ABA) ao Autismo”, que será realizado a partir de março de 2014, com duração de 2 anos.
“O curso envolve aulas teóricas e práticas. Vai desde a caracterização dos indivíduos ao tratamento de comportamentos auto-lesivos e repetitivos”, explica Celso Goyos, pesquisador, professor e coordenador do LAHMIEI.

O diploma da pós é reconhecido pelo MEC e as aulas são presenciais, aos sábados, a cada quinze dias. Inscrições até 10 de fevereiro de 2014 no site www.lahmiei.ufscar.br.
MAIS INFORMAÇÕES

Contato com imprensa: (11) 948-646-519 (a/c Adriana Cohen)

Língua ou linguagem?

por Ana Cláudia França.

As línguas de sinais são línguas, assim como é o português, inglês ou espanhol. E a linguística e neurolinguística já vem comprovando isso há algum tempo.

Em 1960 se deu o primeiro passo importante para o reconhecimento da Língua de Sinais como uma língua dotada de estrutura gramatical pelo trabalho de William Stokoe, que publicou Sign Language Structure, que Oliver Sacks considera o “primeiro caso de atenção séria e científica dada ao sistema de comunicação visual dos surdos americanos”.

Sacks relata também experiências conduzidas pela professora Úrsula Bellugi, durante a década de 1970, sobre a estrutura das línguas de sinais. Beluggi constatou que a língua de sinais se processa no hemisfério esquerdo do cérebro, utilizando as mesmas vias neurais necessárias ao processamento da fala gramatical, portanto, usuários da língua de sinais, embora possuam uma língua de natureza visual-espacial, apresentam a mesma constituição cerebral que usuários de línguas orais.

Os estudos científicos são recentes mas sabe-se que, como as línguas orais, a língua de sinais é constituída por mecanismos fonológicos, semânticos, sintáticos e morfológicos, tendo como principal característica seu caráter visual-espacial.Ou seja: línguas de sinais são tão complexas quanto línguas orais.

Basta saber o alfabeto?
De jeito nenhum. O alfabeto manual, também conhecido como alfabeto datilológico, é muito utilizado para comunicar nomes próprios ou palavras que ainda não possuem sinal correspondente, mas para uma comunicação efetiva é preciso aprender muitos outros sinais e estruturas gramaticais. Além de estudo teórico, aprender Libras, como qualquer língua, requer também muita prática. Conhecer o alfabeto é apenas o primeiro passo.



Na língua de sinais, cada pessoa tem um sinal correspondente, para que não seja sempre necessário indicar o nome todo pelo alfabeto manual. Quando um surdo se apresenta, é bem comum que diga seu nome e seu sinal. Se você ainda não tem, quando conhecer um surdo ou um grupo de surdos, poderá ser “batizado” com um sinal.

Os significados dos sinais são óbvios?
Não. Pelo menos não todos. Existem tantos sinais icônicos (que fazem alusão a imagem do que representam), quanto arbitrários (que não mantêm semelhança com o que representam).
Mesmo os sinais icônicos não são necessariamente evidentes. Para quem não conhece a língua, entender uma conversa em Libras, geralmente é bastante difícil.

Cada país tem sua língua de sinais
É bastante comum a suposição de que todas as línguas de sinais são iguais ou que se deveria criar uma língua de sinais internacional. Mas assim como cada país tem seu idioma, tem também sua língua de sinais.

No filme Babel, dirigido por Alejandro González Iñarritu, por exemplo, a personagem Chieko, interpretada pela atriz Rinko Kikuchi se comunica pela Língua de Sinais Japonesa. Rinko foi indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante pelo papel desempenhado em Babel. Chieko é uma garota surda com dificuldades de se relacionar, deslocada em um mundo muitas vezes inacessível. Apesar das diferenças linguísticas, as barreiras culturais e sociais são recorrentes nos mais variados países.

Embora existam propostas de línguas universais (como o Esperanto e o Gestuno), sabe-se que línguas são manifestações vivas e culturais, modificam-se com o tempo, acompanham a história e os contextos sociais e culturais de um determinado grupo. Sempre haverão apropriações e transformações, assim como diversidade de uso.

Diversidade dentro de um mesmo país
O caráter linguístico da língua de sinais também é reconhecido pela ocorrência de regionalismos, variações locais, sotaques, gírias, da mesma maneira que ocorre com as línguas orais.

Fonte: site Papo de Homem - sempreincluidosoficial. 

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

BRASILEIRO INICIA VIAGEM DE NORTE A SUL DO PAÍS EMPURRANDO CADEIRA DE RODAS

José de Castro, conhecido como Zé do Pedal, com a cadeira de rodas que vai empurrar durante a viagem (Foto: Zé do Pedal/Arquivo pessoal)
Em seu Gol 1986, o fotógrafo mineiro José de Castro partiu, nesta quarta-feira (15), para uma viagem que vai da cidade de Viçosa (MG), onde mora, até Uiramutã, em Roraima. Os mais de 5 mil km de distância e de 10 a 15 dias de duração prevista podem parecer muito, mas estão longe de ser o maior desafio da sua jornada.
O objetivo de José é atravessar o Brasil de Norte a Sul caminhando e empurrando uma cadeira de rodas. Serão 10.700 km ao longo de 20 estados, entre o Monte Caburaí, em RR, e o Chuí , no RS – considerados os extremos do Brasil. A viagem deve durar cerca de um ano.
Conhecido como Zé do Pedal, o fotógrafo tem longa experiência em aventuras mundo afora. Desde a década de 1980, já deu a volta ao mundo de bicicleta, atravessou o Japão em um velocípede e a América Latina de moto, navegou o Rio São Francisco de pedalinho e foi da França à África do Sul em um kart a pedal. No ano passado, sua história foi transformada em documentário pelos diretores Bruno Lima e Fabricio Menicucci.
Agora, aos 56 anos, Zé do Pedal decidiu colocar em prática a viagem pelo Brasil que planejou há cinco anos, batizada de “Extremas Fronteiras Barreiras Extremas: Cruzada pela Acessibilidade”. Como em aventuras anteriores, elegeu uma causa social para divulgar ao longo do caminho: desta vez, a acessibilidade.
Desde aos anos 80, Zé do Pedal já deu a volta ao mundo de bicicleta, atravessou o Japão em um velocípede e a América Latina de moto, navegou o Rio São Francisco de pedalinho e foi da França à África do Sul em um kart a pedal
Zé não tem nenhuma deficiência motora. Ele conta que se sensibilizou pelo tema em 2008, quando estava percorrendo o Caminho de Santiago, na Espanha e na França, e viu uma cadeirante com dificuldades para se locomover.
“Ela falava: ‘No puedo’ [não consigo]. Estava tentando subir uma rampa que tinha um degrauzinho. Para mim, subir aquele passeio era a coisa mais normal do mundo, mas para ela era um grande desafio. Comecei a imaginar as dificuldades que os cadeirantes enfrentam na minha cidade, no meu estado, no meu país”, diz.

No acostamento, na terra e na selva

Brasileiro que pretende viajar empurrando uma cadeiraZé do Pedal com os voluntários Adilson e Vinicíus, que vão acompanhá-lo durante a viagem como equipe de apoio (Foto: Zé do Pedal/Arquivo pessoal)

Zé do Pedal planeja começar sua caminhada a partir do Monte Caburaí no dia 3 de fevereiro. Ele pretende percorrer, em média, 25 km por dia. Irá com mais dois voluntários que vão acompanha-lo no carro, onde ficarão guardados os suprimentos da viagem. Entre eles, uma barraca de camping, um fogareiro para cozinhar, alimentos, roupas e equipamentos eletrônicos.
A VIAGEM DE ZÉ DO PEDAL

Distância: 10.700 km

Percurso: RR, AM, PR, MA, PI, CE, RN, PB, PE, AL, SE, BA, GO, DF, MG, RJ, SP, PR, SC, RS (20 estados)

Duração prevista: 1 ano
A ideia é dormir na barraca colocada no alto do carro (que tem o teto adaptado para isso) ou em hotéis que já ofereceram quartos para ele e sua equipe. Zé também conta que nesse tipo de viagem costuma ser convidado por moradores para ficar em suas casas. “À medida que a viagem vai acontecendo, as pessoas vão oferecendo”, diz.

A cadeira de rodas é de um modelo comum, sem nenhuma adaptação. Ele vai empurrá-la pelo acostamento das estradas.

O roteiro inclui capitais como Manaus, Belém, Salvador, Natal, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba. 

Ele acredita que a parte mais difícil do trajeto ocorrerá logo no princípio, quando vai pegar mais de 100 km de estradas de terra. Também calcula que terá que fazer mais esforço no trecho que passa pela Amazônia. “Como 10% da viagem vai ser cruzando a selva, devo enfrentar bastante calor e umidade, além do risco de malária, dengue e febre amarela”, diz.

Vacinada contra a febre amarela, a equipe está levando meio litro de repelente para se proteger dos mosquitos e um litro de protetor solar.

Projeto de lei
Para divulgar a causa da acessibilidade, Zé do Pedal afirma que vai fazer entregar ao prefeito e ao presidente da câmara de todas as cidades por onde passar um projeto de lei para a criação de um Conselho Municipal dos Direitos das Pessoas Deficientes.

Também quer coletar assinaturas para que a criação desses conselhos seja exigida por lei e fazer palestras para crianças em escolas.

Zé quer ainda fotografar pelo caminho as barreiras arquitetônicas que dificultam a locomoção de pessoas com deficiência pelo país. Por último, pretende arrecadas fundos para doar cadeiras de rodas para quem precisa.

Ele conta que conseguiu patrocínio apenas para a parte inicial da viagem, mas afirma que vai até o fim. “Uso essa minha vontade de conhecer lugares para levar uma mensagem e fazer a minha parte para deixar o mundo melhor”, completa. A viagem vai ser relatada em seu blog.

Projeto organiza desfile para pessoas com deficiência

Da Agência Brasil - Edição: José Romildo
Brasília- O projeto Fashion Inclusivo organizou, hoje (11), desfile de moda em passarela de pessoas com deficiência, no Fórum Mundial de Direitos Humanos, que ocorre no Centro Internacional de Convenções, em Brasília. O projeto conta com mais de 50 crianças e jovens de baixa renda portadores de síndrome de Down, paralisia cerebral, baixa visão, cegueira, autismo e cadeirantes.
O Fashion Inclusivo é um projeto do Centro de Ensino Especial de Sobradinho - DF. O projeto surgiu em 2010 com os alunos da escola. Após o primeiro evento, os integrantes foram convidados para participar de um segundo desfile e, com isso, os convites não pararam de chegar. “O projeto visa trabalhar com a autoestima dessas crianças e jovens, além de refletir um melhor resultado na vida acadêmica”, disse a coordenadora do Fashion Inclusivo, Angela Ferreira. 
A dona de casa Zênia Divina, 48 anos trouxe seu filho para desfilar no evento. “O desfile abriu as portas para o meu filho: ele é uma criança que tem autismo e não conseguia conviver em um ambiente com barulho. Hoje ele convive naturalmente,” disse.
Divina também conta que, quem conhecia a criança antes do projeto, hoje quase não o reconhece dado o desenvolvimento físico e intelectual proporcionado pelo desfile. “A moda é para todos”, disse a artesã Maria Inês de Bona, 44 anos, ao ressaltar a importância do desfile para todos, independentemente de ter síndrome de Down ou usar cadeira de rosa.

 

O que melhorou e o que piorou a nova lei de aposentadoria para deficientes


deficiente
As leis brasileiras já sofreram muitas alterações com o passar dos anos, e a constituição, que já foi rasgada por importantes presidentes que passaram pelo controle do país, também já foi reescrita mais vezes do que lembranças podem guardar. As leis existentes para aposentadoria e assuntos relacionados costumam criar bastante polêmica, principalmente para quem está iniciando processos de entrada do pedido da aposentadoria.


No caso de pessoas com deficiência, as dificuldades podem ser ainda maiores.

Há pouco tempo, a lei de aposentadoria para deficientes era pouco diferenciada da lei geral para os demais brasileiros. Hoje, a lei para os trabalhadores deficientes sofreu alterações consideráveis, divulgadas no final de 2013 pela presidente Dilma Rousseff.

A nova regulamentação possibilita que haja diferentes modalidades de aposentaria para pessoas com deficiência considerando seu campo de trabalho, seu tempo de exposição a produtos químicos ou nocivos à saúde, tempo de trabalho rural, e tempo de deficiência.

De acordo com a nova lei, será necessário prezar pela comprovação da deficiência através de documentos médicos e demais fontes. As deficiências também serão analisadas de acordo com sua gravidade. Porém, essa gradação ainda não foi divulgada, e só será sancionada após a criação de uma nova portaria que ainda será aprovada com o auxílio de uma câmara.

Quanto tempo o deficiente deverá esperar?


deficienteA lei complementar à já existente lei de aposentadoria para deficientes assegura os direitos da lei para pessoas que tenham uma deficiência há, no mínimo, dois anos.

O tempo estipulado para que um portador de deficiência solicite sua aposentaria diminuiu, sendo que o benefício pode ser solicitado com um período de vinte anos de contribuição no caso da mulher, e vinte e cinco anos no caso do homem.

Em deficiências consideradas moderadas, a exigência é de 29 anos para os homens e 24 anos de contribuição no caso das mulheres.

E, então, nas deficiências consideradas leves, será estipulado um período de 33 anos de contribuição para os homens e 28 de contribuição por parte dos homens com deficiência leve.

A idade também poderá ser um item a ser considerado na solicitação pelo benefício da aposentadoria, no caso dos deficientes. Homens que já tiverem alcançado os 60 anos e mulheres que já tiverem 55 anos poderão fazer a solicitação se já tiverem um histórico de, no mínimo, 15 anos de contribuição.


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Tipos de aposentadoria

As modalidades de aposentadoria para pessoas com deficiência também terão a consideração do local de moradia das pessoas com deficiência, assim como também haverá a análise das condições de vida, locomoção e outros fatores que poderão influenciar o tipo de aposentadoria que será recebido por cada pessoa desse grupo.

A aposentadoria especial é uma modalidade que considera os trabalhadores deficientes que trabalharam durante determinado período sob exposição de agentes químicos, físicos ou biológicos que possam ter sido nocivos à saúde do trabalhador.


A aposentadoria por idade urbana para o deficiente será concedida para trabalhadores a partir de 65 anos (homens) e 60 anos (mulheres) – para os contribuintes que executaram trabalhos urbanos.

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A idade rural também é um aspecto que pode ser utilizado na solicitação de aposentadoria para um deficiente, considerando os trabalhadores urbanos que tiverem 60 anos (homens) e 55 anos (mulheres).

O tempo de contribuição previdenciária será considerado para os trabalhadores com deficiência que puderem comprovar a carência e o tempo mínimo de contribuição de acordo com as leis do trabalhador brasileiras.

Além de divulgar as novas leis e condições para aposentadoria de pessoas com deficiência no Brasil, também foi anunciado o Programa Viver Sem Limite, que prevê ações específicas para o público de pessoas com deficiência, e contará com um investimento considerável por parte do governo da presidente Dilma.

Mãe cria série fotográfica em parceria com a filha que tem Síndrome de Down

                                      
Emer Gillespie é uma artista irlandesa, que vive no Reino Unido, que tem como pilares do seu trabalho investigar as questões em torno da maternidade, estruturas familiares alternativas, um olhar novo sobre projetos colaborativos e de natureza pessoal. No entanto, um de seus projetos sobressalta, pela delicadeza e desprendimento. Trata-se do ensaio: “Picture you, Picture me”, que ainda está em andamento.

Está em andamento pois trata-se do retrato exploratório feito em colaboração com sua filha Loisha, que tem Síndrome de Down, e desde 2008 está aprendendo e refinando sua capacidade de controlar a câmera e mostrando sua mãe em ações do cotidiano. A mãe também retrata o cotidiano da filha, e da parceria surgiu então essa adorável série fotográfica.

“Fotografia, por sua natureza, como um meio visual, mostra apenas a superfície do que são relações complexas e as realidades são subjetivas. Há um desejo de examinar e documentar as relações sutis na vida familiar contemporânea, re-imaginado-as. Como um observador participante, essas imagens são o meu próprio exame da aparência e da existência, percepção e pensamento através da exploração visual da minha família moderna.” Diz Emer em seu site. E é isso que vemos nesse sensível ensaio, veja algumas imagens:

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Projeto obriga carros de autoescola a ter adaptação


Projeto obriga carros de autoescola a ter adaptação
A deputada estadual Rejane Dias (PT), apresentou projeto na Assembleia Legislativa, que obriga a adaptação de carros de autoescola para cadeirantes. O projeto visa beneficiar  pessoas com deficiência e mobilidade reduzida no Estado do Piauí. A proposta está em tramitação nas comissões técnicas do legislativo estadual. A parlamentar explicou que “a adaptação consiste nos comandos manuais, alavanca de controle de freio e acelerador,

além de caixa de câmbio automático”. No parágrafo único do artigo 2º  prevê que os Centros de Formação de Condutores deverão ministrar aulas para os deficientes que apresentar documento completo, inclusive o laudo pericial, depois de análise das condições físicas para conduzir veículos adaptados. 

Os Centros de Formação de Condutores terão prazo de 180 dias para se adaptar. No artigo 7º o projeto determina que todas as escolas somente receberão o alvará de fornecimento, se possuir veículos adaptados. A exigência do veículo adaptado não deverá acarretar qualquer acréscimo no preço do serviço aos usuários com deficiência. Uma das principais mudanças nesses veículos é a embreagem automática, para facilitar a pilotagem. As deficiências físicas variam, e algumas montadoras adicionaram botão de partida do motor e freio de mão eletrônico para as pessoas que perderam a força motora na mão. Atualmente somente o Detran tem veículo adaptado para cadeirante. 

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

TECNOLOGIA ASSISTIVA TERÁ REDE NACIONAL DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO

O Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Viver sem Limite - passa a contar com uma Rede Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento em Tecnologia Assistiva. 
                        
                                                                                                Imagem Internet/Ilustrativa
                                     

A portaria, assinada pelo ministro Marco Antonio Raupp terça-feira (03/12), no Palácio do Planalto, prevê a instituição de um sistema composto por 90 núcleos de pesquisa ligados a 54 instituições, entre elas, universidades e institutos de ciência, tecnologia e educação. O documento faz parte de uma série de ações anunciadas pelo governo federal pelo Dia Internacional de Luta das Pessoas com Deficiência.
De acordo com o secretário de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secis/MCTI), Oswaldo Duarte Filho, hoje são 29 núcleos de tecnologia assistiva. Com a criação da rede, serão 90, o que aumentará a capacidade de desenvolvimento de produtos. “Já com os 29 tínhamos 50 produtos desenvolvidos, com mais universidades e pesquisadores o resultado será ainda melhor”, disse.
O Plano Viver sem Limite foi lançado pela presidenta Dilma Rousseff em 17 de novembro de 2011 (Decreto Nº 7.612), e tem por objetivo promover programas e ações voltados ao exercício dos direitos das pessoas com deficiência, mediante a articulação e integração de diversas políticas públicas. O MCTI integra a iniciativa por meio da Secis.
Está ligado ao ministério o Centro Nacional de Referência em Tecnologia Assistiva (CNRTA), responsável por articular a rede atual de núcleos, voltada para o desenvolvimento de bens e serviços tecnológicos. O CNRTA funciona nas instalações do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), unidade do MCTI em Campinas (SP).   
Exposição - Durante a solenidade, foi inaugurada a exposição “Acesso para Todos”, que tem apoio do ministério e traz uma mostra de produtos de tecnologia assistiva desenvolvidos ou certificados pelo CTI, pelo Instituto Nacional de Tecnologia (INT), pela Universidade Federal do ABC (Ufabc), pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e pelo Ministério da Educação (MEC).
Entre as novidades apresentadas, estão cadeiras de rodas de última geração, equipamentos para desportistas paraolímpicos, roupas especiais, mural eletrônico, catálogo virtual e peças qualificadas pelo CTI para uso de pessoas com deficiência na rede de ensino (como máquinas de escrever, mouses adaptados e material pedagógico), além de painéis que relatam as iniciativas desenvolvidas na área desde 2005.
Após visitar a mostra, Raupp falou sobre a importância do trabalho feito pela pasta nesta área. “Temos orgulho de participar desse esforço. Essas tecnologias podem ajudar nos processos de inclusão dos cidadãos com deficiência na sociedade brasileira, criando oportunidades para que eles participem do processo de desenvolvimento do país”, disse. “É também uma oportunidade de mostrarmos como a ciência, a tecnologia e a inovação podem dar grandes contribuições à sociedade”.
Inclusão - Para a presidenta Dilma, com o Viver sem Limite, o Estado cumpre o seu dever constitucional de oferecer condições às pessoas com deficiência. “Temos de valorizar todas as ações que removam barreiras, impedimentos e limites. Que tenham de fato consideração com as pessoas e que percebam que é possível, necessário, e absolutamente importante para cada um de nós que essas pessoas vivam sem limites”.
Na avaliação do coordenador de educação inclusiva de Secretaria de Educação do Distrito Federal, Antônio Leitão, a tecnologia é "a melhor porta para a liberdade das pessoas com deficiência para que elas realmente vivam sem limites”.
Antônio Leitão, que é cego, conta que usa celular, relógio e computador adaptados. “Posso me considerar uma pessoa muito mais preparada. As pessoas precisam e merecem ter oportunidade de acesso aos bens sociais e, através da tecnologia assistiva, isso é garantido para quem tem deficiência”.

Fontes: MCTI - assistiva.org.br - Imagem Internet/Ilustrativa