sábado, 1 de fevereiro de 2014

Allianz Parque quer ter um dos melhores projetos de acessibilidade.

Por Gabriela Chabatura - iG São Paulo 
Construtora promete 1.405 lugares a portadores de necessidades especiais e apresenta principais benefícios da acessibilidade da Arena na manhã desta sexta-feira.

Allianz Parque tem 80% das obras concluídas

Thiago Fatichi/ Divulgação

Enquanto o Palmeiras e a WTorre não decidem a quem pertence a comercialização das cadeiras do Allianz Parque, as obras do futuro estádio continuam. Com cerca de 80% delas concluídas, a Arena vai ganhando forma e promete excelência também em  questão de acessibilidade.

Ao menos é o que garante a construtora, que realizará uma visita no local na manhã desta sexta-feira para divulgar os principais acessos e áreas destinadas aos PNE (Portadores de Necessidades Especiais).

Organizado pela própria WTorre, o encontro terá as presenças de ao menos dois torcedores com necessidades especiais, Gilberto Frachetta, presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, e representantes da empresa.



Diferentemente do antigo Palestra Itália, a promessa é que todos os torcedores possam usufruir do Allianz Parque, seja ele PNE ou não. Os acessos especiais irão desde o estacionamento do estádio com vagas específicas, assentos reservados, até bilheterias especiais. As adaptações ultrapassam as exigências da norma brasileira e também da Fifa, entidade máxima do futebol.
Leandro Moreira, de 29 anos, é portador de necessidade especial e relembra as dificuldades que enfrentou no antigo estádio. “Olha, eu ia muito ao Palestra Itália. Primeiro na arquibancada, e depois no camarote que era disponibilizado para os portadores de necessidades especiais. O lugar ficava embaixo das cabines de imprensa, bem ao lado do camarote da Federação Paulista de Futebol, e era pequeno. Tínhamos de dividir o camarote com pessoas sem nenhuma limitação, que detinham algumas cadeiras. Isso, às vezes, era constrangedor, principalmente para os cadeirantes, que precisavam ficar em suas cadeiras e, muitas vezes, não viam o jogo quando lotava”, disse o palmeirense ao iG Esporte.
De acordo com os números da construtora, a Arena possui rampas de acesso, 66 banheiros acessíveis e exclusivos em todos os pavimentos, 396 espaços para cadeirantes, 754 assentos para pessoas com mobilidade reduzida, 255 cadeiras para obesos e 49 vagas para PNE, além de 15 elevadores e 26 escadas rolantes – que começaram a ser instaladas nesta semana.
"O elevador era arcaico, nada moderno mesmo. Era uma tortura utilizá-lo. Às vezes, ficávamos minutos esperando a cabine esvaziar. Os auxiliares tinham que se desdobrar para dar conta de todos. Era um cadeirante por vez descendo, tendo de dividir o mesmo espaço com jornalistas, sócios, diretores", completou Leandro. 
iG visitou as obras do Allianz Parque, acompanhou a evolução e mostra tudo na Galeria de Fotos acima. Confira.
Comentário" É necessário esclarecer que o termo correto ao se referir a alguém com deficiência é pessoa com deficiência e não “pessoa portadora de deficiência”. Essa revisão do termo “portador” para pessoa com deficiência já havia ganhado muita força em 2006, com a promulgação da Declaração dos Direitos Humanos Fundamentais das Pessoas com deficiência da Organização das Nações Unidas ratificada no Brasil em 2008. Por fim, no dia 03 de novembro de 2010 foi publicada a Portaria n. 2.344 da Secretária de Direitos Humanos da Presidência da República que regularizou oficialmente as terminologias legais aplicadas as leis sobre a matéria, instituindo legalmente o termo Pessoas com Deficiência abolindo de vez o termo portador de deficiência. " de Eduardo Martins de Miranda, Advogado - OAB/BA 36.757


DISPOSITIVO AUXILIA PESSOAS COM LESÃO MEDULAR


O equipamento, que é turco e tem cerca de 30cm por 60cm, dispensa o uso da cadeira de rodas convencional.

da Redação

É um aparelho que dispensa o uso de cadeira de rodas convencionais. Ele até vira uma cadeira, mas a maior parte do tempo a pessoa fica em pé e dá mais mobilidade. É um equipamento motorizado, que adere ao corpo da pessoa e pode abaixá-la em qualquer altura, sentada, para alcançar locais abaixo, sentar em uma cadeira, enfim. É um equipamento turco, tem cerca de 30 cm por 60 cm.

Vídeo em inglês: http://www.wimp.com/newdevice/



Fontes: saci.org.br - assistiva.org.br 

"Matéria postada em caráter informativo"

Aplicativo - Startup cria tecnologia que ajuda deficientes a se comunicar

Grupo de jovens foi um dos vencedores da Maratona de Negócios da Campus Party 2013 e conta com apoio do Sebrae para pôr projeto em prática.

Marcelo Araújo

Brasília - Um aplicativo criado por quatro jovens de São Paulo está mudando a vida de pessoas com deficiência na voz. Disponível para tablets, smartphones e computadores, o Que Fala transforma frases selecionadas pelo usuário em mensagens de voz, permitindo ao usuário comunicar-se diretamente com seu interlocutor. O grupo de empreendedores foi um dos que venceu a edição de 2013 da Maratona de Negócios da Campus Party, iniciativa que conta com a presença do Sebrae para apoiar o surgimento de startups inovadoras.
O Que Fala funciona por meio de pranchas digitais, que substituem as de papel geralmente usadas em hospitais e clínicas. A tecnologia se baseia na chamada Comunicação Suplementar e Alternativa (CSA). Conforme as características de cada usuário, como idade, sexo e hábitos, é possível personificar as mensagens. A partir daí, consegue-se usar o aplicativo em lugares como lojas, restaurantes e consultórios.
O engenheiro elétrico Rodrigo Bronzeri é um dos quatro sócios da empresa Métodos Soluções Inteligentes, responsável pelo Que Fala. A startup já reúne uma carteira com 180 clientes, além do governo de São Paulo, que fornece o software a pacientes do Instituto de Reabilitação Lucy Montoro.
Rodrigo conta que há alguns anos o empreendimento começou a se voltar para soluções de acessibilidade. Na Campus Party, eles apresentaram uma ideia chamada Voo do Dragão, um dispositivo para identificar espaços públicos e privados adaptados a portadores de necessidades especiais. “Por uma facilidade maior de colocar em prática o Que Fala, deixamos o Voo do Dragão em espera, mas queremos levar esse projeto adiante. Por isso, buscamos o apoio de investidores”, afirma.
Como prêmio por serem vitoriosos na Maratona de Negócios da Campus Party, os quatro jovens ganharam consultorias do Sebrae. “Esse apoio foi fundamental para estruturar nossa startup e solucionar certas carências. Ajudou-nos a definir nosso público, que não são os pacientes, mas familiares e instituições que os assistem”, conta.
Outra sócia da startup, Juliana Remorini, terapeuta ocupacional, começou a participar do Sebraetec, programa do Sebrae que oferece consultorias em inovação e tecnologia, com até 80% de subsídio. Incentiva o empresário a lidar com diversas ferramentas para tornar seu negócio mais competitivo, como design de ambientes, uso de logomarcas, propriedade intelectual e acesso a fornecedores de equipamentos. “Ouvimos falar muito bem do Sebraetec e acreditamos que vai nos ajudar a dar passos mais largos”, prevê Rodrigo.
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Saem Regras Para Perícia Na Aposentadoria Especial Para Pessoas Com Deficiência

A regulamentação foi publicada nesta quinta-feira no Diário Oficial
O Governo publicou nesta quinta-feira (dia 30 de janeiro) no Diário Oficial as novas regras para aposentadoria especial para pessoas com deficiência. A Portaria Interministerial nº 01 contém os requisitos que devem ser observados na avaliação do segurado do INSS para determinar os graus de deficiência (leve, moderada ou grave), e também quando teve início a deficiência e se houve alteração do grau ao longo dos anos.
“Com a regulamentação feita pela portaria, o perito médico do INSS terá como avaliar com regras mais claras, que não estavam previstas na lei, a deficiência do segurado e a data de início da deficiência”, explica o advogado previdenciário Theodoro Vicente Agostinho, membro da Comissão de Seguridade da OAB de São Paulo.
O advogado previdenciário Sérgio Henrique Salvador, professor do Instituto Brasileiro de Estudos Previdenciários (IBEP), conta que se houver diferentes graus de deficiência, o segurado poderá fazer a conversão para períodos iguais. “A portaria estabelece ainda o prazo de dois anos para identificação e avaliação dos deficientes para concessão de aposentadoria. Este prazo é super importante porque o segurado terá uma previsão de quando vai se aposentar e, se não concordar com o resultado da perícia médica, poderá discutir o assunto na Justiça.
Regulamentação
A Lei Complementar 142 foi criada para regulamentar o parágrafo 1º do artigo 201 da Constituição Federal e prevê que os segurados portadores de deficiência possam se aposentar mais cedo, dependendo do grau de sua deficiência, que foi subdividida em leve, moderada e grave. O advogado previdenciário Sérgio Henrique Salvador, professor do Instituto Brasileiro de Estudos Previdenciários (IBEP), explica que a nova lei foi sancionada 8 de maio deste ano, mas só entrou em vigor seis meses após sua publicação no Diário Oficial da União (DOU).
Para ter direito à aposentadoria especial, o trabalhador terá de comprovar a existência de deficiência física, auditiva, intelectual ou sensorial e o seu grau de acometimento. O advogado Sérgio Henrique Salvador explica que os incisos I, II e III do artigo 3º da nova lei estabelecem que o segurado portador de deficiência poderá requerer a aposentadoria por tempo de contribuição. Neste caso, se a deficiência for grave, o benefício será concedido com 25 anos de contribuição, se homem, e com 20 anos, se mulher. Se a deficiência for moderada, a aposentadoria será concedida aos 29 anos de contribuição para homens e 24 anos para mulheres. Já se a deficiência for leve, o segurado terá direito ao benefício com 33 anos de contribuição, se homem, e 28 anos, se mulher. “Na prática, a lei prevê que quanto maior o grau de deficiência menor será o tempo de contribuição e não há exigência de idade mínima”, explica Salvador.
O novo dispositivo, segundo Theodoro Vicente Agostinho, prevê ainda aposentadoria por idade. O benefício está assegurado no inciso IV do artigo 3º. “Neste caso, o benefício será concedido independentemente do grau de deficiência, desde que comprovado os 60 anos de idade para homens e 55 anos para mulher”, ressalta Agostinho. Ele lembra ainda que para a concessão da aposentadoria por idade será preciso que o segurado tenha cumprido carência mínima de 15 anos, além da existência da deficiência por igual período.
· Fontes para entrevista:

· Theodoro Vicente Agostinho – Mestre em Direito das Relações Sociais pela PUC de SP; especialista em Direito Previdenciário pela Escola Paulista de Direito (EPD) e membro da Comissão de Seguridade Social da OAB de SP e professor dos cursos de pós-graduação em Direito Previdenciário do Complexo Educacional Damásio de Jesus.
· Sérgio Henrique Salvador – Especialista em Direito Previdenciário pela Escola Paulista de Direito (EPD). Especialista em Processo Civil pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP) Professor do Instituto Brasileiro de Estudos Previdenciários (IBEP); Professor Titular de Direito Previdenciário, Processo Civil e Teoria Geral do Processo da FEPI – Centro Universitário de Itajubá.

Amil é condenada a pagar remédio para câncer de mama a todos os clientes

Do UOL, em São Paulo
A Amil foi condenada pela Justiça de São Paulo a pagar um remédio para tratamento do câncer de mama a todos os clientes que tiverem indicação de uso do medicamento.

A operadora terá que garantir o fornecimento do Faslodex, remédio indicado para pacientes com câncer de mama metastático --quando o câncer já se espalhou para outras partes do corpo.

A sentença proferida pelo juiz Sergio da Costa Leite, da 33ª Vara Cível de São Paulo, obriga o plano a "autorizar o fornecimento sempre que indicado como adequado pelo médico que atende o segurado."

A decisão liminar do Tribunal de Justiça de São Paulo, proferida na segunda-feira (27), foi motivada após a operadora se negar a cobrir o tratamento para uma paciente, que acabou morrendo em decorrência da doença.

Em nota, a operadora disse que não vai se pronunciar sobre o caso por enquanto. "A Amil não comenta decisões Judiciais em processos nos quais ainda caiba recurso", informou em nota.

Operadora pode pagar multas que variam de R$ 5.000 a R$ 20.000

A Amil tem 30 dias para retirar dos novos contratos a cláusula que nega a cobertura do remédio, sob pena de multa de R$ 5.000 por contrato.

A operadora tem, ainda, que desconsiderar a cláusula nos contratos antigos, que afirmavam não haver cobertura para o fornecimento do Faslodex.

Se descumprir a norma, a empresa terá de pagar R$ 20 mil relacionado a cada segurado que venha a ter a cobertura negada.

A Amil terá que garantir o fornecimento a qualquer um dos 4,7 milhões de correntistas do plano de saúde.

Amil foi condenada a pagar R$ 1 milhão por negar cobertura a cliente

O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou a Amil, em junho de 2013, a pagar uma indenização de R$ 1 milhão por ter, repetidas vezes, negado cobertura médica a pacientes em casos de emergência ou urgência.

A indenização por dano social tem caráter punitivo, e o valor deve ser revertido para o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. O consumidor que moveu a ação receberá R$ 50 mil por danos morais. Ele tinha sofrido um infarto.

Em primeiro grau, a ação foi julgada procedente com a fixação de indenização por danos morais no valor de R$ 5.000. As duas partes recorreram. A seguradora afirmou que o atendimento foi recusado porque o período de carência de 24 meses, estabelecido no contrato, deveria ser respeitado. O consumidor pediu para aumentar a indenização para 200 salários mínimos.


Nova cirurgia reconstrói de uma vez a mama, o mamilo e a auréola após câncer

Na Espanha

Um hospital da Espanha lançou um sistema de reconstrução mamária integral que, em uma única cirurgia de extirpação de um tumor, permite reconstruir a mama, o mamilo e a auréola.
Os responsáveis do Hospital do Bellvitge, em Barcelona, apresentaram nesta quinta-feira (30) a nova técnica, com a qual já foram operados 22 pacientes, que minimiza as consequências de uma intervenção por câncer de mama e que publicada na revista referência mundial em cirurgia plástica, Plastic and Reconstructive Surgery.

O cirurgião plástico do Hospital de Bellvitge Joaquim Muñoz explicou que a nova técnica é aplicada em pacientes em que o autotrasplante de tecido não é recomendável, seja por estarem abaixo do peso ou serem fumantes, por exemplo.

Entre 25% e 35% das mulheres com câncer de mama precisam fazer mastectomia total para fazer a extirpação do tumor maligno.

Até agora, a reconstrução do mamilo e da auréola era feita em um intervalo de três meses a um ano depois da primeira cirurgia.

A cirurgia é feita utilizando uma endoscopia para extrair o músculo grande dorsal para ser transplantado no "recheio" da mama extirpada.

A função desse músculo é ser uma espécie de sutiã natural com o mesmo tecido da paciente, assim como proteger a prótese mamária que dá o volume ao peito reconstruído.

Finalmente, com uma pequena ilha de pele circular das costas se procede à reconstrução do mamilo e da auréola, remodelando a pele.

Outra vantagem dessa técnica inovadora é a possibilidade de uma rápida incorporação a outro tratamento complementar que possa ser aplicado, como radioterapia ou quimioterapia.

Muñoz lembrou que mais de 90% das pacientes com câncer de mama superam a doença, "mas o objetivo é minimizar as consequências e garantir a melhoria da qualidade de vida das pacientes".

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

ICBC afirma que deficientes estão caluniando a instituição

A missão do ICBC é oferecer ferramentas para que todos os atendidos sejam cidadãos capazes de ter uma vida independente e saudável.
Sandro Neves
  


Deficientes visuais do Instituto dos Cegos do Brasil Central (ICBC) criam polêmica com o regimento do internato. O ICBC esclarece que o Estatuto Social da entidade não prevê mais a existência do regime de internato para deficientes visuais que possuem família e recebem benefícios.

A responsável pelo marketing do ICBC, Milene Borges, explana que o término do internato foi anunciado há cerca de dois anos e que ficou estabelecido que os internos que não têm família ou mesmo condições de seguirem com suas vidas de forma independente poderiam permanecer no Instituto. “O regime de internato continua para aqueles que realmente dependem da acolhida do ICBC. Nosso objetivo não é deixar ninguém desamparado, mas, sim, ajudar realmente aqueles que necessitam de amparo, proteção e cuidados. A missão do Instituto é oferecer ferramentas para que todos os atendidos sejam cidadãos capazes de ter uma vida independente e saudável”, elucidou.

Borges lembra que foram realizados dois estudos psicossociais para traçar o perfil econômico e social/familiar de cada um dos internos, através de entrevistas com cada assistido em regime de internato e outro pela Promotoria e pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds). “De acordo com a conclusão dos documentos, alguns internos são independentes para atividades da vida diária, têm família, alguns têm bens, trabalham e outros recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC). O ICBC sempre pautou seu trabalho na formação integral do deficiente visual como cidadão pronto para sua inserção social e familiar. A missão foi cumprida em relação a todos os que foram assistidos em regime de internato até o dia 31 de dezembro de 2013”, pontuou.

Milene esclarece que, com base na análise dos Estudos Psicossociais feitos pela Diretoria e Conselhos, a Instituição continuará amparando os outros nove internos, dentre eles: cinco idosos, um portador de grave cardiopatia e um incapaz, sendo que estes não têm pais, filhos e a maioria foi abandonada pela família na Instituição há mais de 50 anos e, por último, dois menores até que completem a maioridade civil.

Eleição em 2014 será mais acessível para deficientes visuais

TSE vai adaptar as urnas com sistema de áudio para diminuir abstenção de deficiente por falta de acessibilidade.
por Portal Brasil

Imagem Internet/Ilustrativa

As pessoas com deficiência visual de todo o país contarão com um novo recurso de acessibilidade nas próximas eleições. O Superior Tribunal Eleitoral (TSE) vai modificar o software de votação das urnas eletrônicas implantando um sinal sonoro com a indicação do número escolhido pelo eleitor que necessitar da tecnologia. Com a mudança, as máquinas estarão aptas a liberar o áudio aos eleitores possibilitando maior autonomia para a escolha do candidato.

Conforme a presidente da Comissão de Acessibilidade do TRE, Magda Andrade, não vai haver motivo, em outubro, para que os votantes em condição de baixa visibilidade ou cegueira deixem de ir às urnas.
“O que acontece é que muitas pessoas não avisam o cartório eleitoral e acabam deixando de votar. Mas a partir de agora, o mesário poderá digitar um código que vai liberar o áudio na urna, que se encerrará logo após a confirmação do voto”, garante.
O secretário nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Antonio José Ferreira, da Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), avalia a adaptação das urnas como uma conquista importante da política nacional para as pessoas com deficiência.
“Esta é a diretriz do desenho universal que objetivamos, para que não só os equipamentos de votação, mas tudo o que nos cerca, seja desenvolvido paraservir a todos, que não sejam necessários outros dispositivos de apoio ou um equipamento específico. Um grande passo para o exercício da cidadania epara a participação política plena das pessoas com deficiência”, afirmou.
A nova medida tende a solucionar o problema da abstenção das pessoas com deficiência que deixaram de votar em outras eleições por conta da falta de acessibilidade enfrentada na hora da votação.
A Secretaria de Tecnologia de Informação do TSE segue implantando a tecnologia nas urnas de todo o Brasil. A decisão foi tomada pela Corte no fim do ano passado, após uma solicitação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do estado de São Paulo.
Fonte: sdh.gov.br - Imagem Internet/Ilustrativa

Portaria aprova instrumento de classificação da pessoa com deficiência

Análise será feita por meio de 41 atividades divididas em domínios como sensorial, comunicação, cuidados pessoais, educação, trabalho e socialização.

por Portal Brasil

Imagem Internet/Ilustrativa

Foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (30), portaria interministerial que define a forma de avaliação da pessoa com deficiência segurada da Previdência Social (e seu grau de deficiência), além do impedimento de longo prazo para os efeitos do Decreto nº 3.048, que regulamenta o benefício.

A avaliação será realizada com base no conceito de funcionalidade disposto na Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde - CIF, da Organização Mundial de Saúde e mediante a aplicação do Índice de Funcionalidade Brasileiro Aplicado para Fins de Aposentadoria (IF-BrA).
O instrumento se resume em uma seleção de 41 atividades divididas em sete domínios (sensorial, comunicação, mobilidade, cuidados pessoais, vida doméstica, educação, trabalho e vida econômica, socialização e vida comunitária).
Na avaliação, também serão identificadas as barreiras externas a partir de fatores como produtos e tecnologia, ambiente natural e mudanças ambientais feitas pelo ser humano, apoio e relacionamentos, atitudes, serviços, sistemas e políticas.
No final, será feita a elaboração da Matriz do Índice de Funcionalidade Brasileiro, composta por uma planilha que associa a pontuação para cada atividade à identificação das barreiras externas, e registra a soma dessa pontuação.  A pontuação total mínima é de 2.050 é a máxima é de 8.200.
A publicação é um complemento da lei assinada no dia 3 de dezembro de 2013 que reduz o tempo para aposentadoria de pessoas com deficiência e foi editada em conjunto pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, pelos Ministérios da Previdência Social, da Fazenda, do Planejamento, Orçamento e Gestão e pela Advocacia-Geral da União.
Segundo o texto, compete à perícia própria do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), avaliar o segurado e fixar a data provável do início da deficiência e o respectivo grau, assim como identificar a ocorrência de variação no grau de deficiência e indicar os respectivos períodos em cada grau.
Classificação da Deficiência em Grave, Moderada e Leve
  • Deficiência Grave quando a pontuação for menor ou igual a 5.739.
  • Deficiência Moderada quando a pontuação total for maior ou igual a 5.740 e menor ou igual a 6.354.
  • Deficiência Leve quando a pontuação total for maior ou igual a 6.355 e menor ou igual a 7.584.
  • Pontuação Insuficiente para Concessão do Benefício quando a pontuação for maior ou igual a 7.585.
Fonte: portal.in.gov.br - Imagem Internet/Ilustrativa

Filho de Eduardo Campos nasce com síndrome de Down



Eduardo Campos segura o filho Miguel (Aluisio Moreira/Divulgação)
Eduardo Campos segura o filho Miguel (Aluisio Moreira/Divulgação)
O filho do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), foi diagnosticado com Síndrome de Down. Miguel nasceu na tarde desta terça-feira, no Recife. O pré-candidato à Presidência da República divulgou a informação no Facebook nesta quarta-feira: “Hoje, os médicos confirmaram o que já estava pré-diagnosticado há algum tempo. Miguel, entre outras características que o fazem muito especial, chegou com a Síndrome de Down. Seja bem-vindo, querido Miguel. Como disse seu irmão, você chegou na família certa! Agora, todos nós vamos crescer com muito amor, sempre ao seu lado”. A nota foi assinada por Campos, a mulher e seus quatro filhos.
Fontes: Revista Veja - deficienteciente.com.br

Lais pode ter que respirar por aparelhos para sempre, segundo médicos

Do UOL, em São Paulo


(Foto: Mauro Horita)












O hospital em que a atleta brasileira Laís Souza está internada, em Salt Lake City (Estados Unidos), divulgou informações sobre o estado da brasileira nesta quinta-feira por meio de uma coletiva de imprensa. Os médicos disseram que a atleta poderá ter de continuar usando aparelhos pelo resto da vida.

Responsáveis pelo caso, Holly Ledyard e Andrew Dailey, doutores do Hospital Universitário de Utah, e Antonio Marttos, médico do COB, explicaram que as duas cirurgias pelas quais Lais passou nesta quinta foram bem sucedidas. Ela foi submetida a procedimentos de traqueostomia e gastrostomia, para respirar melhor e para alimentar-se por sonda, respectivamente.
Apesar de reiterarem que ainda é muito cedo para fazer prognósticos a longo prazo e que Lais ainda está em uma fase crítica de recuperação, os médicos admitiram que há a possibilidade de a atleta ter que continuar com o auxílio dos aparelhos para sempre.
No momento, a ex-ginasta, que segue sem movimentar os braços e as pernas, não consegue se comunicar por meio de fala, mas tanto o hospital quanto o Comitê Olímpico Brasileiro providenciaram um tablet com sensores de olhar para que ela consiga pedir coisas. Um terapeuta ocupacional vai ajudá-la nesse processo de adaptação.
De acordo com informações do canal Sportv, os médicos colocarão nos próximos dias fios no diafragma dela para que os fios soltem choques e ajudem o pulmão dela a respirar. 

VACINA E NOVO MEDICAMENTO – DUAS ESPERANÇAS PARA QUEM POSSUI ESCLEROSE MÚLTIPLA

ONG que luta pelos diretos de pessoas que possuem a doença avalia positivamente as descobertas mais recentes a respeito de novos tratamentos.

Dois mil e treze foi um ano de boas perspectivas para as pessoas que possuem Esclerose Múltipla (EM) e que lutam por novos tratamentos, mais modernos e humanizados. Um estudo publicado na revista científica Neurology mostrou que a vacina BCG, comumente utilizada contra tuberculose, pode ajudar a bloquear a evolução dos sintomas da EM. Como o distúrbio ataca o sistema imunológico, a vacina ajudaria a fortalecer a imunidade, diminuindo as chances de o indivíduo apresentar o quadro clássico da doença. A diretora de Comunicação e porta-voz da Associação de Portadores de Esclerose Múltipla de Santa Maria e Região (APEMSMAR), Márcia Denardin, avalia positivamente a descoberta.

“Achamos que todas as pesquisas são superimportantes, e estamos esperançosos quanto aos novos tratamentos que estão sendo descobertos e disponibilizados”, diz. A diretora da ONG ressalta, no entanto, que a vacina, embora seja uma possibilidade, ainda está em fase de estudos e que já há tratamentos mais tranquilos e seguros na administração, como é o caso dos medicamentos orais. Ela se refere à outra esperança dos pacientes com Esclerose Múltipla: a inclusão do Fingolimode no Sistema Público de Saúde. O fármaco já é utilizado em mais de 35 países, possui aprovação da ANVISA e encontra respaldo científico sobre sua eficácia, em relação aos tratamentos utilizados atualmente.

A Esclerose Múltipla uma doença neurológia, crônica e autoimune, de causas desconhecidas. Afeta mais de 25 mil pessoas no Brasil e 2,5 milhões de pessoas no mundo. A principal incidência é em jovens. Na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, a proporção de casos é de 28 para cada cem mil habitantes, acima da média nacional, segundo dados do Ministério da Saúde.


Sobre a APEMSMAR: A Associação de Portadores de Esclerose Múltipla de Santa Maria e Região (APEMSMAR) é uma ONG que defende os direitos dos portadores de Esclerose Múltipla. A ONG, idealizada pelo também paciente Antônio Luzardo há mais de quinze anos, promove diversas ações para pacientes e familiares, como encontros para a troca de ideias sobre o dia a dia da doença, atividades de reabilitação com fisioterapeuta, terapia ocupacional e assistência social. Os encontros são realizados todas as terças-feiras, às 09h30, no Prédio de Clínicas da UNIFRA (prédio 17), sala 506, localizado na Rua dos Andradas, nº 1250, em Santa Maria/RS. Mais informações sobre a Apemsmar podem ser obtidas pelo site www.apemsmar.blogspot.com.br, https://www.facebook.com/apemsmar.esclerosemultipla ou pelos telefones (55) 9931-4996 e (55) 3347-0549.

Fonte: APEMSMAR por e-mail.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Acessibilidade: indústria turística deve observar o potencial do mercado, diz especialista

Ricardo Shimosakai (foto) ministra palestras em diversos locais para que o trade invista em melhores condições ao público com mobilidade reduzida     

                 Ricardo Shimosakai ministra palestras em diversos locais para que o trade invista em melhores condições ao público com mobilidade reduzida

 A próxima edição do Brasilturis Jornal irá discutir um tema importante para a indústria turística brasileira. Acessibilidade – além de ser um direito de todo o cidadão – possui um potencial de mercado cada vez mais maior, conforme indica o entrevistado Ricardo Shimosakai, especialista no assunto.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010 apontaram que mais de 45 milhões de brasileiros declararam possuir algum tipo de deficiência, número que representa cerca de 25% da população do País. Contudo, mesmo com o alto índice, o especialista diz que o profissional do mercado turístico brasileiro tem receio de investir no segmento. “Apesar de ainda não ter uma pesquisa oficial em relação ao cenário econômico acessível no Brasil, nos Estados Unidos adultos com deficiência movimentam mais de 14 bilhões de dólares por ano. Londres, por meio de um trabalho focalizado no ano das Paraolimpíadas, movimentou em 2012 mais de 3,2 bilhões de dólares”, afirma.
Em 2011, Shimosakai perdeu o movimento das pernas após ser baleado num sequestro relâmpago em São Paulo. Desde então, investe para que a indústria turística invista cada vez mais no segmento. “Ainda há muita coisa a se fazer. Os locais mais estruturados estão geralmente em grandes cidades, ou então em destinos como Bonito (MS), que apesar de um porte menor, está bem estruturada em relação ao turismo”, afirma. “Brasileiros com deficiência estão viajando cada vez mais, e num crescimento significativo, e cada vez mais exigentes por qualidade. O problema é que nesse perfil a procura por destinos internacionais tem sido a melhor escolha”.
O profissional ainda ponderou que a indústria deveria enxergar a pessoa com deficiência como um público consumidor, e então um grande alvo potencial para realizar investimentos. Segundo ele,  as iniciativas ainda são feitas muito baseadas em obrigações ou caridades.
A matéria sobre acessibilidade, que conta a história de Ricardo Shimosakai, estará disponível na edição da 1° quinzena de fevereiro do Brasilturis Jornal


Fontes: Brasilturis - turismoadaptado.wordpress.com

Perícias para concessão de aposentadoria especial a deficiente começam dia 3, mas médicos do INSS ainda não foram treinados

Como os peritos não foram treinados para fazer o exame comprobatório de que o segurado faz jus ao pagamento, o processo de concessão de aposentadorias pode atrasar.

da Redação


Imagem Internet/Ilustrativa

O processo de concessão de aposentadorias do INSS a pessoas com deficiência — cujas perícias deveriam começar a ser feitas na próxima segunda-feira, dia 3 — poderá atrasar. O decreto que regulamenta da Lei Complementar 142/2013 — publicado em dezembro e que reduz o tempo de contribuição ao INSS desses segurados em até dez anos (para o benefício por contribuição) e a idade mínima em cinco anos (no caso de requerimento de aposentadoria por idade) — determinava que o atendimento começasse no início de fevereiro. Mas, até hoje, os peritos não foram treinados para fazer o exame comprobatório de que o segurado faz jus ao pagamento, segundo representantes dos médicos. 


Para Francisco Eduardo Alves, editor do blog perito.med e diretor do Sindicato Nacional dos Peritos, os primeiros atendimentos deveriam remarcados pelo INSS: 
— Não há formulário, sistema nem objetivos do questionamento a serem apurados ainda. A ausência de treinamento impede a perícia. 

Segundo ele, o problema poderia ser evitado, se o instituto tivesse se preparado:
— A perícia não vai analisar nada enquanto não for homologado um modelo justo e legal de avaliação desses casos. O perito não pode tirar da cabeça o que tem que fazer. E o INSS não tem poder legal de obrigá-lo a fazer algo para o qual se sente impedido.

Procurado, o instituto informou que “os profissionais estão sendo treinados com as regras atualmente disponíveis”, mas admitiu que ainda aguarda a publicação de portaria com as regras definitivas para a avaliação, ainda sem previsão. O INSS garantiu, porém, que o atendimento administrativo de quem agendou o serviço começará no dia 3, e ninguém será prejudicado.

Fontes: O Globo - saci -  Imagem Internet/Ilustrativa