sábado, 15 de fevereiro de 2014

Cid Gomes inaugura Centro de Profissionalização para Pessoas com Deficiência


   Cid Gomes inaugura Centro de Profissionalização para Pessoas com Deficiência
   Cid Gomes inaugura Centro de Profissionalização para Pessoas com Deficiência

O Centro de Profissionalização Inclusiva para Pessoas com Deficiência (CEPID), no bairro das Goiabeiras, será inaugurado nesta sexta-feira (14) em solenidade que vai reunir o governador Cid Gomes, o secretário do Trabalho e Desenvolvimento Social, Josbertini Clementino, e o ministro do Trabalho, Manoel Dias.
O evento está marcado para às 10 horas. O Centro possui uma estrutura completa para formação profissional, intermediação e inserção no mercado de trabalho desse segmento, que representa quase 28% da população cearense.
Capacidade e cursos
O novo centro é o maior do Norte e Nordeste e tem capacidade para atender 1.200 jovens e adultos. O equipamento dispõe de salas de aulas e laboratórios adaptados para capacitação nas áreas de informática, telemarketing, hotelaria, comércio e serviços administrativos, confecção e moda inclusiva, bem como cursos de Libras, formação de Audiodescritores e Braille e dispõe também de unidade de atendimento do Sine/CE na própria unidade.
Estrutura
Além de completa infraestrutura para atendimento das pessoas com deficiência, como academia de baixo impacto, auditório, piscina e quadra poliesportiva acessíveis para paraesportistas de diversas modalidades: natação, basquete, futsal e tênis de mesa; e salas de convivência com cafeteria.
Censo
Dados do último Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que cerca de 2,3 milhões de cearenses apresentam alguma deficiência, seja ela física, auditiva, visual, mental ou múltipla. Um contingente de pessoas com direitos de inserção no cotidiano, no dia a dia das cidades, na vida, mas ainda privados de participar mais intensamente do mundo que nos cerca, um mundo cada vez mais dinâmico e cheio de atividades, oportunidades e desafios.
E ainda
Desse total, 963,4 mil ocupam algum posto de trabalho, formalizado ou não. Entre as ocupações com maior presença dessa população estão àquelas ligadas principalmente ao setor industrial e de serviços, entre elas: o trabalhador polivalente de calçados e alimentador de linha de produção, bem como o auxiliar de escritório e assistente administrativos. Atualmente, o Ceará conta com 931.584 pessoas com deficiência visual; 307.593, auditiva; 132.527, Cognitiva e 462.316, com algumas deficiências físicas.
Serviço: Inauguração do Centro de Profissionalização para Pessoas com Deficiência
Data: 14 de fevereiro (sexta-feira)
Horário: 10 horas
Local: Av. Senador Roberto Kennedy, 128, Planalto Goiabeiras – Barra do Ceará
Fonte: politicacomk

Acessibilidade em São Paulo: adaptações são discriminatórias, afirma especialista

Arquiteta Karen Lima Biz e Deputada Mara Gabrilli apontam problemas da cidade para receber pessoas com deficiência na Copa do Mundo.

da Redação

Imagem Internet/Ilustrativa
São PauloSite externo. ainda está longe de tornar-se uma cidade acessível a deficientes ou pessoas com mobilidade reduzida e garantir a esse público a total inclusão na sociedade. Pelo menos é essa a opinião das especialistas no assunto Mara Gabrilli, deputada federal pelo PSDB/SPSite externo., e Karen Lima Biz, arquiteta do escritório Diretório da Arquitetura. Em conversa com o Yahoo Esporte Interativo, elas explicaram por que a capital paulista tem tantos problemas no tocante à acessibilidade.

Segundo a deputada Mara Gabrilli, São Paulo não está pronta para sediar uma Copa do Mundo e promover o total acesso de torcedores e moradores deficientes físicos porque o transporte e a infraestrutura urbana ainda são muito precários. Ela, que ficou tetraplégica após sofrer um acidente, foi vereadora, esteve à frente da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida na Prefeitura de São Paulo entre 2005 e 2007 e conhece bem as carências da cidade. "Somente 500 dos 35 mil quilômetros de calçadas são acessíveis e apenas 70% do transporte público tem acessibilidade. Muita gente vai ficar sem condição de ir e vir", prevê a deputada.

Gabrilli afirma que, no período em que foi secretária da pessoa com deficiência, o número de ônibus acessíveis na cidade cresceu de 300 para 3 mil. Ela lamenta que as gestões posteriores diminuíram o ritmo de ação, motivo pelo qual São Paulo ainda não conta com uma frota 100% acessível. Ainda assim, comemora o fato da acessibilidade fazer parte da agenda da Prefeitura atualmente.

A arquiteta Karen Lima Biz defende que os projetos de acessibilidade devem ir além das adaptações, pois estas não deixam de ser discriminatórias. O ideal, para ela, é que o desenho seja destinado a todas as pessoas. "O desenho universal é um meio que proporciona a concretização da inclusão, fortalecendo a aceitação das diferenças individuais e da valorização da diversidade humana, além de proporcionar a equiparação de oportunidades, com igualdade no meio físico e cultural", explica Karen.

Muito além da cadeira de rodas
A deputada faz questão de lembrar que pessoa com deficiência não é sinônimo de cadeirante. "As pessoas surdas ainda são muito excluídas dentro dos programas da cidade, porque pouquíssimos espaços estão preparados para atender a esse público. Temos hoje a Central de Libras, que foi um projeto de lei meu enquanto vereadora, mas que ainda não contempla a cidade inteira e não tem a qualidade necessária para resolver o problema da comunicação dos surdos", explica. Quanto aos deficientes visuais, Gabrilli critica a falta de sinalização e de formas de comunicação especiais, como aviso sonoro nos ônibus ou calçadas com piso podo tátil.

Já Karen destaca que a mobilidade reduzida não precisa necessariamente ser uma condição permanente e que todos estão sujeitos a isso. "A acessibilidade é pensada apenas em que tem deficiência permanente, mas ela deve ser garantida a todos que tenham alguma restrição de mobilidade, como uma mãe com carrinho de bebê, uma pessoa que se acidentou e momentaneamente encontra-se de muletas ou cadeira de rodas etc."

Descaso e Conscientização 
As duas entrevistadas comemoram o surgimento de leis e normas que exigem ambientes acessíveis às pessoas com deficiência. A arquiteta, porém, chama a atenção para uma grave consequência: "apesar de se seguir leis e normas que estabelecem diretrizes para garantir a acessibilidade, a preocupação se restringe ao cumprimento da lei, e o que vai além dela é ignorado". Decorrem desta situação as adaptações mal feitas e o desrespeito às vagas de estacionamento reservadas a deficientes, por exemplo.

A conversa com Mara Gabrilli também é encerrada com uma constatação negativa. Ao pedir que aponte em quais áreas São Paulo ainda precisa avançar para que se torne uma cidade acessível às pessoas com deficiência, ela é taxativa: em todas. "Na educação, na saúde (em que o atendimento é praticamente miserável), no transporte, no esporte, na cultura, na assistência social, no trabalho, na infraestrutura", listou a parlamentar. São Paulo é uma cidade deficiente e ainda tem um longo caminho a percorrer em busca das condições ideais de acessibilidade.

Poder Público 
Por meio de sua assessoria de imprensa, a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED) Site externo.informou que, até junho deste ano, está prevista a reforma de 90 mil m² de passeios públicos nas chamadas rotas acessíveis, que incluem pontos turísticos e o acesso à Arena São Paulo. Foi articulado, junto ao Ministério do Turismo, o repasse de R$ 20 milhões para esta obra. Além disso, a SMPED está em tratativas junto à Secretaria de Transportes para utilização do Serviço Atende e de táxis acessíveis no transporte de passageiros com deficiência durante a Copa do Mundo.
Por fim, a SMPED também atua na formação de voluntários para atender ao público que apresenta deficiência física durante a Copa do Mundo, trabalha para facilitar a participação de candidatos com deficiência na seleção dos voluntários e irá inaugurar, até a Copa do Mundo, a Central de Interpretação de Libras - CIL, cujo objetivo é garantir o atendimento de qualidade às pessoas com deficiência auditiva.

Fontes: Vida Mais Livre - saci.org -  Imagem Internet/Ilustrativa

Deficientes físicos reclamam de falta de estrutura no Aeroporto

Passageiros que possuem deficiência física estão com dificuldade de embarcar e desembarcar no Aeroporto Internacional Maestro Wilson Fonseca, em Santarém, oeste do Pará. Segundo eles, o equipamento que transporta o cadeirante até a aeronave, não é adequado.

O administrador Ildo Peifher tem deficiência física e precisa viajar de avião com frequência. Ele conta que os problemas começam na sala de embarque. “Lá o espaço é estreito, é pequeno, então no período que tem mais de um voo ao mesmo tempo, se tiver mais de um cadeirante, a gente fica limitado”.

Apesar da Agência Nacional de Avião Civil (ANAC) determinar que as companhias aéreas priorizem o atendimento, não falta exemplo de quem se sentiu desrespeitado no aeroporto.

Na semana passada, uma santarena de 36 anos precisou viajar a Belém para dar continuidade a um tratamento contra o câncer. Devido estar debilitada, no saguão do aeroporto ofereceram a ela uma cadeira de rodas para facilitar o acesso ao avião. Na escadaria próximo a aeronave, a cadeira de rodas comum foi trocada por uma cadeira de rodas mecânica. Segundo o pai da mulher, no momento em que ela era erguida, um parafuso soltou da cadeira, e ela caiu.

O pai da jovem questiona a ausência de estrutura para o transporte de passageiros. “Infelizmente o nosso aeroporto é desprovido disso, nem a empresa, e nem a Infraero [Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária]  prestou os devidos socorros a ela. Ao ser deslocado para o atendimento do médico que era passageiro, e estava no avião, ele exigiu uma maca, uma ambulância para conduzi-la até o hospital de referência, no caso o regional. Foi feito, mas em péssimas condições. Não tinha como prender a maca na ambulância foi preciso os funcionários irem segurando até o hospital, como se fosse mercadoria”, enfatizou o professor Ivan Sadeck. Após o acidente, a família registrou Boletim de Ocorrência. Segundo o pai, eles devem procurar orientação do Ministério Público.

Em nota, a Infraero informou que atualmente, no Aeroporto de Santarém, a responsabilidade pelo embarque e desembarque de passageiros, inclusive a disponibilidade dos equipamentos para esse procedimento é da própria companhia aérea, mas a resolução nº 280 da ANAC, de julho de 2013 define novos procedimentos relativos à acessibilidade de passageiros com deficiência ou mobilidade reduzida ao transporte aéreo. Nessa resolução, é esclarecida que dentro de um planejamento definido pelo número de passageiros embarcados/desembarcados caberá ao operador do aeroporto, no caso de Santarém, a Infraero, a responsabilidade de prover equipamentos para embarque e desembarque. Pela programação, a Infraero passa a ser responsável por esses serviços no aeroporto de Santarém a partir de 2015.

A TAM, companhia aérea em que a mulher sofreu o acidente, informou que cumpre com a resolução nº 280 da ANAC que dispõe sobre os procedimentos relativos à acessibilidade de passageiros com necessidades de assistência especial e utiliza produtos certificados, como cadeiras motorizadas que permitem o acesso adequado desses passageiros às aeronaves. A companhia lamentou o ocorrido e esclareceu que seguiu os procedimentos e prestou toda a assistência necessária à passageira. 

Fontes: site G1.com Santarém - sempreincluidosoficial 

Preenchidas 87,6% das vagas para pessoas com deficiência

Pelo oitavo ano, as metalúrgicas da região de Osasco se confirmam como pioneiras no país em relação a contratação de pessoas com deficiências.

Cristiane Alves

Imagem Internet/Ilustrativa

O índice de contratações atingiu a marca de 87,6%, de acordo com a 8ª Pesquisa: Trabalhadores com Deficiência no Setor Metalúrgico de Osasco e Região, divulgada na manhã desta quarta-feira, 12, pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região.

O estudo é resultado da parceria entre Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região e Gerência Regional do Trabalho e tem como base os questionários respondidos por 109 empresas metalúrgicas, nos quais elas relataram qual o número de trabalhadores com deficiência contratados, em dezembro de 2013.

A pesquisa mostra que 48,5% das metalúrgicas chegam a ultrapassar a cota. Há setores da metalurgia que ultrapassam as exigências legais, como as autopeças, com 100,3%, e fundição, com 114,3%.

Em 2012, o índice de contratações era de 82,4%. A pesquisa também aponta a preferência por contratação de pessoas com deficiências físicas, que são 44,7% dos contratados. Em segundo lugar, ficam as pessoas com deficiência auditiva, com 30,3%, seguida pelos visuais, 9,4%. As pessoas com deficiências múltipla e intelectual somam 4,8%.

Mesmo sendo poucas, a contratação de pessoas com deficiência intelectual acontece em setores chaves das empresas, como controle de qualidade e embalagem. “São empresas sabem aproveitar muito bem a presença dessas pessoas no seu processo de trabalho, colocando-as no seu cartão de visitas que é o controle de qualidade e a embalagem”, ressalta Carlos Aparício Clemente, vice-presidente do Sindicato e coordenador do Espaço da Cidadania.

Em relação ao estudo anterior, diminuíram os casos de empresas que se negavam a cumprir a lei. Em 2012, para cada 5 empresas que cumpria, uma tinha essa postura. Em 2013, a relação passou a ser de uma em cada 13.

Compareceram ao lançamento pessoas com deficiências, representantes de entidades especializadas; empresas contratantes; o deputado estadual Marcos Martins (PT), a consultora do Pronatec, Raquel Pacagnella; o coordenador estadual do Programa de Inclusão da Superintendência Regional do Trabalho, José Carlos do Carmo; e os auditores fiscais Adelino Costa e Ronaldo Freixeda, da Gerência Regional do Trabalho de Osasco.

13 anos de luta pela inclusão – A divulgação da pesquisa marca o 13º aniversário do Espaço da Cidadania, ação social apoiada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região, que realiza palestras, oficinas, pesquisas, organiza publicações e outras atividades voltadas a sensibilização social para a inclusão de pessoas com deficiências no mercado de trabalho.

Foi com a persistência do Sindicato que a Gerência passou a fiscalizar o cumprimento da Lei de Cotas, a partir de 2001, o que desencadeou o processo gradativo de convencimento e de sensibilização dos empresários do setor metalúrgico da região.

Fontes:Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região - saci.org - Imagem Internet/Ilustrativa

Britânica com 'ossos de vidro' atinge objetivo de ser mãe após 200 fraturas

Uma mulher que sofreu mais de 200 fraturas ósseas na vida, por ter uma doença rara, conseguiu realizar o sonho de virar mãe.

       Marie-Ann Andrews. Foto: BBC
       Marie-Ann Andrews decidiu na adolescência que queria ser mãe

Marie-Ann Andrews, da cidade britânica de Milton Keynes, tem um mal conhecido como "doença do osso de vidro" ou osteogénese imperfeita.

A osteogénese imperfeita impediu que ela crescesse mais que 1,2 metro, já que seus ossos estavam sempre quebrando. Seu irmão mais novo sofria da mesma doença. Ele morreu aos 9 anos de idade, após uma queda acidental.
Ela disse que quando estava na adolescência decidiu que pararia de sentir pena de si mesma e escreveu uma lista de metas.
Com o tempo, ela conseguiu atingir todas as metas que perseguiu – inclusive a de ser mãe.

'Fazer o melhor que posso'

"Eu podia desistir de tudo, ou tentar fazer o melhor que posso com o corpo que tenho. É como eu encaro as coisas", diz.
"Quando eu era criança, eu tinha a mesma aparência das demais. Foi apenas quando comecei a crescer mais rapidamente que os ossos começaram a quebrar, e fiquei mais deformada, e fiquei com uma aparência diferente."
Havia 50% de chances de seu filho, Mark, herdar a doença da mãe, mas a criança de dez meses de idade ainda não apresentou nenhum sintoma. Seu marido não tem a doença.
"Com dez meses, ele já consegue erguer o corpo sozinho. Eu não consigo levantá-lo sozinha, e acho que ele sabe disso. Ele sabe que há coisas que a mãe dele não consegue fazer."
A mãe de Marie-Ann Andrews morreu há mais de um ano, e a britânica precisou contratar uma assistente para ajudar a família com as tarefas do dia a dia.
Fonte: bbc.co.uk

Mostra criada para cegos transforma monumentos em peças sensoriais

  

A mostra "Maravilhas", destinada a deficientes visuais, será aberta ao público de Campinas (SP) a partir desta quinta-feira (13) na Entrada das Pedras do Parque D. Pedro Shopping. A exposição, da artista plástica Simone Kestelman, conta com 11 peças sensoriais que interpretam monumentos históricos brasileiros e paisagens naturais. A entrada é gratuita e a visitação pode ser feita das 10h às 22h até 26 de fevereiro.

As esculturas tridimensionais são produzidas com vidro em tamanhos que variam de 50 centímetros a 1,20 m. Também há nas peças a audiodescrição gravada para ser ouvida com fones de ouvido. As 11 obras de arte representam o Pão de Açúcar, o Memorial Roberto Silveira, os Lençóis Maranhenses, o Palácio da Alvorada, o Museu de Arte de São Paulo (Masp), o Teatro Popular de Niterói, a Igreja da Pampulha, o Copan, a Oca, o Museu Oscar Niemeyer e o Auditório do Ibirapuera.

Serviço
O quê: Exposição “Maravilhas”
Quando: 13 a 26 de fevereiro. De segunda a sábado das 10h às 22h, domingos, das 12h às 20h.
Onde: Parque Dom Pedro Shopping
Endereço: Avenida Guilherme Campos, 500, Jardim Santa Genebra
Entrada: Gratuita

Fontes: site G1.com Campinas e região - sempreincluidosoficial

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Modelo em cadeira de rodas 'desfila' em Nova Iorque

                                                                                                  © Dorota Kaminska/Women's eNews         Modelo em cadeira de rodas 'desfila' em Nova Iorque

Pela primeira vez na história, uma modelo em cadeira de rodas 'desfilou' na passarela da prestigiada New York Fashion Week, a semana de moda de Nova Iorque, nos EUA, e um dos mais importantes eventos da área a nível internacional. 
 
Danielle Sheypuk, que em 2012 recebeu o título de "Miss Cadeira de Rodas" de Nova Iorque, foi convidada pela estilista Carrie Hammer para participar no seu desfile no primeiro dia da semana de moda nova-iorquina, que arrancou na passada quarta-feira, transformando-a na primeira modelo em cadeira de rodas a 'desfilar' no evento. 
 
Em entrevista ao portal noticioso feminino Womens' eNews, que destacou a história, Carrie Hammer explicou que o objetivo da presença de Sheypuk foi conseguir um desfile "com exemplos de vida e não top models". 
 
"É muito importante para mim que as mulheres tenham uma imagem positiva do seu corpo e se sintam poderosas na vida e no trabalho. A minha linha faz vestidos para servir às mulheres, não vestidos em que as mulheres tenham de se encaixar", afirmou. 



Um exemplo para mulheres na mesma situação
 
Danielle Sheypuk depende da cadeira de rodas para se deslocar desde os dois anos de idade. É psicóloga clínica, mas sempre sentiu grande interesse em relação ao design de moda, dando de caras com uma dura realidade: a falta de modelos que fossem inspirações autênticas.
 
"As pessoas com deficiência são um mercado pouco explorado em termos de moda. Lemos revistas, fazemos compras, mas nada é nunca dirigido a nós", realçou a modelo. "Estas pessoas precisam de ver este tipo de coisa. Aumenta-lhes a autoestima. Fá-las pensar: 'se ela o está a fazer, eu também consigo fazê-lo. O que importa a minha cadeira de rodas?'", acrescentou. 
 
De acordo com a estilista que promoveu o desfile, a reação do público foi muito positiva. Já Sheypuk admitiu que foi uma honra estar na passarela e disse ter-se sentido natural e confiante. "Fui apenas outra modelo num desfile e isso era exatamente o que eu desejava", concluiu. 
 
Esta não foi a primeira nem será a última vez que a psicóloga clínica faz trabalhos de modelo e participa em iniciativas destinadas a aumentar a confiança de outras pessoas na mesma situação. 
 
Atualmente, Danielle Sheypuk está também envolvida no 'Raw Beauty Project', projeto que conta com a colaboração de fotógrafos de alto prestígio convidados a fotografar mulheres com deficiência em poses sensuais e cujos resultados, que podem ser vistos online, serão exibidos numa galeria de Manhattan na Primavera. 

Fonte: boasnoticias

Ministério Público apurará falta de acessibilidade em prédios

O Ministério Público (MP) do Estado de São Paulo instaurou um inquérito civil para apurar a falta de acessibilidade a pessoas deficientes em 48% dos prédios públicos municipais de Sorocaba.



O autor da medida, o promotor de Justiça curador de Direitos Humanos, Jorge Alberto de Oliveira Marum, utilizou como base uma reportagem publicada em setembro do ano passado pelo jornal Cruzeiro do Sul, demonstrando que 147 dos 322 próprios municipais ainda não tiveram seus acessos e demais estruturas adaptados. O promotor ainda requisita que a Prefeitura firme um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o MP, se responsabilizando a implementar a acessibilidade nos prédios em um "prazo razoável". Em resposta encaminhada a Marum, no dia 3 deste mês, a administração municipal relata que está criando projetos de adaptações nos locais citados. 

O promotor de Justiça relata que já sabia que alguns prédios públicos municipais não ofereciam aparatos que garantam a acessibilidade total de deficientes, já que ele tratava desses casos individualmente. "Chegava ao meu conhecimento que um lugar ou outro não oferecia, mas aí a reportagem mostrou que é um número muito significativo, o que me motivou a tratar do assunto de forma coletiva", diz. 

A matéria citada por Marum, publicada no dia 26 de setembro de 2013, utilizou-se de informações prestadas pela Prefeitura à Câmara, em resposta a um requerimento encaminhado pelo vereador José Crespo (DEM). No total são 147 os próprios municipais que não passaram por adaptações necessárias para garantir o acesso de cadeirantes e deficientes visuais, por exemplo. Entre esses imóveis estão 10 centros de saúde e 5 centros esportivos, além de 53 Centros de Educação Infantil (CEIs) e 24 escolas. 

Para explicar os motivos legais de seu inquérito, o promotor citou três leis, duas federais (7.853/89 e 10.098/2000) e uma estadual (11.263/2002), que ressaltam a obrigação de o Poder Público assegurar o acesso de pessoas deficientes aos próprios, sejam eles municipais, estaduais ou federais. Todas elas preveem que sejam eliminados obstáculos que dificultem o direito de ir e vir dessas pessoas, no sentido de promover a elas a ampla acessibilidade a esses locais. 

Marum requisitou no inquérito que a Prefeitura se comprometa a firmar um TAC, garantindo que a acessibilidade dos prédios seja discutida entre as secretarias envolvidas. "É uma questão que depende de vários fatores, como em relação ao orçamento e da possibilidade de a Prefeitura implantar os projetos. Mas é algo que precisa ser resolvido e o importante é que a Prefeitura mostrou a intenção de resolver", revela. Porém, caso os projetos de acessibilidade nos prédios públicos não sejam colocados em prática, o promotor pode abrir uma ação civil pública contra a Prefeitura. 

Prefeitura 
Em resposta aos questionamentos enviados pelo promotor Marum, a Prefeitura encaminhou algumas informações sobre a acessibilidade dos prédios públicos. A administração municipal alega que "está sim implementando a acessibilidade nos prédios públicos que ainda não atendem a essa necessidade". Para justificar isso, o Poder Público mostrou uma lista de unidades municipais que já possuem projetos de adaptações, como 15 CEIs e 13 escolas. "Quanto aos prédios sem projeto, informamos que já está sendo realizada a confecção de projetos e posterior implantação dos mesmos", ressalta. A Prefeitura foi questionada ontem sobre o inquérito, mas não se manifestou até o fechamento desta edição. 

Baixa acessibilidade 
Além de não oferecer acessibilidade nos prédios públicos municipais, uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que faz parte do Censo 2010, mostra Sorocaba como uma das cidades menos acessíveis do País. Segundo o IBGE, apenas 3,7% dos 175 mil domicílios urbanos de Sorocaba contam com calçadas com rampas de acesso para pessoas com deficiência em suas quadras ou quarteirões. O índice está abaixo da média nacional, que é de 4,7%. Jaguaribara, no Ceará, é a cidade mais acessível, com 75,5% de rampas. No Estado de São Paulo, a cidade de Santa Cruz da Esperança é a que tem mais rampas para cadeirantes, com 61,2%. 

Conforme o IBGE, os dados obtidos são referentes à existência de pelo menos uma rampa em cada uma das quatro quadras que compõem um quarteirão, ou seja, se faltou uma rampa em um quarteirão, não foi contabilizado como acessível. Também o levantamento do órgão não analisa a qualidade da calçada. 


Fontes: Site Cruzeiro do Sul por André Moraes - sempreincluidosoficial

PTI apoia pesquisa para a construção de tabela periódica para deficientes visuais

Um projeto que permitirá que deficientes visuais aprendam os elementos da tabela periódica está sendo desenvolvido por estudantes da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus de Toledo. A proposta, que conta com o apoio do Parque Tecnológico Itaipu (PTI), por meio do fomento de bolsas de pesquisa, consiste na elaboração de um material resinado para que o aluno com necessidades especiais possa tocar e ter melhor compreensão sobre os elementos periódicos.

Por  CBN Foz

           alunas-pti
        Alunas preparando o material com a máquina Perkins (braille)

De acordo com o professor Marcos Freitas de Moraes, coordenador da pesquisa “Ensino da Química: a Distribuição Eletrônica e a Tabela Periódica para Alunos com Deficiência Visual”, a ideia surgiu em 2008 durante um curso sobre inclusão oferecido pelo Programa Institucional de Ações Relativas às Pessoas com Necessidades Especiais (PEE), na Unioeste, campus de Cascavel. “Infelizmente o projeto foi interrompido em 2009, mas voltou em 2013, devido ao interesse de uma das acadêmicas envolvidas na pesquisa”, explicou.
 
Em maio de 2013 a equipe, composta por cinco acadêmicos do curso de Química da Unioeste, retomou as atividades. O projeto foi um dos contemplados no edital de apoio à pesquisa, lançado em 2013 pelo PTI em parceria com a Fundação Araucária, e receberá um recurso de R$ 72.980,00. Esse valor é destinado para o pagamento das cinco bolsas de iniciação científica dos acadêmicos e para a aquisição de equipamentos e materiais para a construção do protótipo.
 
A primeira ação realizada foi uma palestra com Luzia Alves da Silva, coordenadora do Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas Cegas e com Visão Reduzida de Cascavel. A ação apresentou o projeto à Universidade e esclareceu sobre dificuldades de trabalhar com alunos que possuem deficiência visual.

O grupo também realizou uma reunião com a diretoria e os professores do Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos (CEEBEJA), local escolhido para desenvolver o trabalho com os alunos que possuem deficiência visual. “Nessa etapa, realizamos e discutimos um plano de ensino, para a abordagem dos alunos e formas didáticas para a introdução da tabela periódica”, disse Moraes.

Agora, os pesquisadores deram início à construção do material resinado para a tabela periódica, que será montada como um quebra-cabeça, dividida entre os diversos elementos. Posteriormente, o material será apresentado aos alunos.

O apoio recebido do PTI, por meio do financiamento das bolsas de pesquisa, foi considerado fundamental para o desenvolvimento da pesquisa. "Este trabalho não seria colocado em prática se não fosse pelo apoio e incentivo do PTI. As bolsas de pesquisa têm grande importância dentro de um projeto, pois auxiliam nos gastos individuais e pagamentos de assinatura de revistas especializadas e indexadas. Com isto, o PTI colabora com o crescimento individual e na formação de qualidade das acadêmicas que participam do nosso projeto", afirmou o docente.

 Ações semelhantes
O material resinado tem mais resistência e é considerado prático para a manipulação em comparação com os livros escritos em braile. O Instituto Benjamin Constant, localizado no Rio de Janeiro, oferece materiais didáticos em braile feitos com o material. “No Instituto são encontrados livros com ilustrações, tabelas periódicas e materiais não somente da área da química, mas de todas as outras, facilitando a introdução e compreensão dos assuntos abordados durante a vida escolar”, reforçou o professor.

Para o docente, esses materiais servem como recursos importantes para a atividade escolar. “Alunos que precisam de uma atenção especial muitas vezes deixam de aprender por falta de materiais didáticos e/ou por falta de preparo dos professores em trabalhar com estudantes que possuem algumas necessidades especiais”, disse.

Moraes destaca que, normalmente, a formação do professor não conta com o aprendizado da educação especial, o que resulta em dificuldades para lidar com essas situações. Ele cita o próprio exemplo: “tive uma aluna com problema degenerativo na visão. Notava que ela olhava para o quadro mas não entendia, tinha que sentar ao seu lado e fazer um acompanhamento pessoal e, com isso, a turma começava a se dissipar”.
 
“A prática nos leva à experiência. Com o tempo fui corrigindo minhas falhas e fazia com que ela participasse bem mais das aulas”, complementou.
 
Apoio à pesquisa
Além desse projeto, outros 10 grupos de pesquisa foram contemplados pelo edital lançado pelo PTI e pela Fundação Araucária. São quatro grupos de Toledo, três de Foz do Iguaçu e um de Palotina, de Medianeira, de Guarapuava e de Curitiba.
 
O PTI também oferece linhas de financiamento à pesquisa em diversas modalidades e para diferentes públicos, que já beneficiaram mais de mil pesquisadores. O apoio pode ser concedido a acadêmicos e pesquisadores de todas as instituições de ensino superior, públicas e privadas, do Paraná.


Para participar das linhas de fomento, os interessados devem estar atentos à divulgação dos editais, publicados no site do PTI (www.pti.org.br/oportunidades). Dúvidas referentes aos Editais poderão ser esclarecidas pela equipe do programa de C&T pelos telefones 3576-7092 ou 3576-7093, ou pelo e-mail: ptict@pti.org.br.

Fonte: cbnfoz

Tecnologia israelense permite folhear livro sem usar as mãos

O aplicativo “Sesame Reader” permite aos usuários ler e folhear e-books com o simples movimento de sua cabeça, sem utilizar as mãos.



A empresa israelense Sesame Enable criou uma tecnologia para dar às pessoas com deficiência a oportunidade de ler, jogar, pesquisar na Internet e fazer chamadas sem a necessidade de toque na tela. O aplicativo “Sesame Reader” permite aos usuários ler e folhear e-books com o simples movimento de sua cabeça, sem utilizar as mãos. Mova-se para a direita e vire a página, mova-se para a esquerda e retorne à página anterior.
A tecnologia também pode ser usada por qualquer pessoa que precisa ler um livro em pé, por exemplo, em um ônibus lotado, ou ainda virando as páginas de seu livro de receitas durante o cozimento sem sujá-lo ou virar a página em sua folha de música sem ter que parar de jogar. É especial, sobretudo para as pessoas que gostam de ler, mas sofreram um acidente e estão impedidas de folhear as páginas.
Já um outro aplicativo, o “Sesame Enable”, desenvolvido pela empresa, assume o controle de todo o telefone, proporcionando aos usuários a capacidade de controlá-lo apenas com o movimento da cabeça. Para discar um número ou digitar em um teclado, os usuários devem calibrar seu rosto com o dispositivo rastreador. Um cursor aparece na tela e o usuário pode clicar em um botão colocando o cursor sobre o botão e segurando.
Equipes dos centros de reabilitação já fizeram pedidos à empresa Sesame Enable para personalizar aplicativos para seus pacientes. Por exemplo: desenvolver em um aplicativo de comunicação para alguém que não é mais capaz de utilizar a linguagem de sinais para se expressar, permitindo que a pessoa utilize apenas o movimento de sua cabeça para falar palavras e frases.
A empresa Sesame Enable recebeu recentemente uma doação de US$ 200.000 do Gabinete do Cientista-Chefe de Israel.

Volta às aulas

Imagem Internet/Ilustrativa

O ano letivo já começou e, para algumas crianças, esta é a primeira vez que elas vão para a escola. É neste período de novidades e descobertas que muitos pais e professores notam nos alunos algumas deficiências, como a falha na visão. 

Entretanto, segundo alerta a fonoaudióloga Vanessa Fonseca Gardini, da clínica Pró-Ouvir Siemens Audiologia, de Sorocaba (SP), além da visão, mais comum de se notar, os responsáveis também devem ficar atentos aos sinais da perda auditiva na infância. "A deficiência auditiva deve ser detectada o mais cedo possível, para diminuir os prejuízos no desenvolvimento da criança, evitando dificuldades de aprendizado ou distanciamento social", explica. 

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) dão conta de que a deficiência auditiva é o mais frequente déficit sensorial da população, afetando mais de 250 milhões de pessoas no mundo e acometendo cerca de 10% das crianças em idade escolar. "É uma das deficiências mais sérias e muitas vezes só é identificada tardiamente", aponta a especialista.

A perda auditiva na primeira fase da infância prejudica o desenvolvimento da fala, a capacidade de aprendizado e a interação social da criança. "O isolamento social é encarado por muitos como timidez, porém, este pode ser um sinal importante de dificuldade na audição", esclarece Vanessa. 

Ao nascerem, os bebês são submetidos ao teste da orelhinha, exame obrigatório nas maternidades e hospitais públicos e privados de todo o país, que detecta possíveis falhas na audição dos recém-nascidos. Entretanto, em alguns casos, a surdez também pode se manifestar nas crianças mais velhas. Essa falha, detalha a profissional, pode ocorrer pelo mau uso de hastes flexíveis (conhecidos como cotonetes) ou como sequela de doenças mal curadas, tais como: otites e sinusites crônicas, sarampo, coqueluche, caxumba, meningite ou, ainda, ruídos muito altos perto do ouvido, pancada violenta próximo à orelha e a introdução de objetos no ouvido. "Muitas crianças possuem falhas de audição ocasionadas por otites recorrentes. Em alguns casos, no verão, a inflamação está diretamente relacionada à presença de água no ouvido, proveniente de piscina ou mar. A solução para este problema é simples, mas, muitas vezes, desconhecida. Já existem no mercado tampões de ouvido que evitam a entrada da água, desenvolvidos de acordo com o tamanho do ouvido. 

Para detectar falhas na audição dos pequenos, orienta Dr. Vanessa, os pais devem ficar atentos ao volume da televisão ou do rádio que a criança ouve, se ela senta à frente da televisão quando o volume do mesmo encontra-se agradável a todos, se pede para repetir as palavras, se tem trocas articulatórias (fala errado ou troca as letrinhas), se fica desatenta e queixa-se de dificuldades em ouvir ou obstrução dos ouvidos. "Na presença de um destes sintomas, os pais devem encaminhar a criança a um fonoaudiólogo para a realização de um teste audiométrico, que constatará se há algo errado na audição e, se houver, qual o nível da perda auditiva", diz Vanessa.

Meu filho tem deficiência auditiva. E agora?
O pequeno Brian, de 8 anos, possui déficit de audição e há, aproximadamente, um ano, passou a usar aparelho auditivo. De acordo com a mãe, Priscila Pompeu, o problema de Brian resultou de uma infecção de ouvido recorrente. "O ouvido vazava pus e os médicos chegaram a colocar um pequeno tubo para drenar. Porém, o corpo expelia o tubo e recorremos à cirurgia", relembra. O tempo foi passando e as otites persistiam. Após diversas visitas a vários médicos e os mais variados tratamentos, foi constatado que Brian era alérgico e que as constantes otites ocorriam devido a este problema. "Encontramos a causa das constantes infecções no ouvido, mas a audição dele já estava afetada. Ele estava com apenas 60% da audição e o pediatra nos encaminhou à fonoaudióloga para a colocação de um aparelho auditivo. Fiquei muito assustada, imaginando que ele poderia sofre bullying dos amiguinhos", recorda a mãe. 

Vanessa conta que essa reação dos pais é normal e recorrente. Porém, com o avanço da tecnologia, os aparelhos auditivos estão cada vez mais modernos, discretos e atualizados com as necessidades de cada paciente. "Aquele aparelho antigo, grande, que ficava apitando ficou no passado. Atualmente, os aparelhos são quase imperceptíveis e podem ser programados para atender com precisão as necessidades auditivas de cada paciente, seja ele adulto ou criança", destaca. Existem, inclusive, aparelhos infantis que podem ser produzidos na cor escolhida pela criança, além de receberem adesivos divertidos. Há, também, um dispositivo especial que permite que o professor fale lá à frente, na sala de aula, e a criança escute, perfeitamente, diretamente de seu aparelho auditivo, de onde quer que esteja.

Ao contrário do imaginado pela mãe, Brian ficou encantado com o aparelho auditivo e se habituou, rapidamente, com a novidade. "O irmão gêmeo ficou até enciumado por não usar aparelho", ri a mãe. 

Assim como Brian, diversas crianças utilizam aparelhos auditivos e levam uma vida normal. "Não há nenhuma razão para uma criança com problemas auditivos ter a infância prejudicada. Os novos aparelhos já estão adaptados para resistirem à dinâmica delas, bem como proporcionar uma excelente qualidade de vida", finaliza Vanessa.

Fontes: Comunicação Pró-Ouvir Siemens) - sentidos.uol.com


Facebook: mãe reúne 1,6 mi de curtidas em aniversário de filho deficiente



Do UOL, em São Paulo
                                                                                                                                                                         Reprodução/Facebook
    Página criada para celebrar aniversário de Colin atingiu 1,6 mi de curtidas em 11 dias
Página criada para celebrar aniversário de Colin atingiu 1,6 mi de curtidas em 11 dias

Colin Cunningham é um menino deficiente de Michigan, EUA, que completa 11 anos no próximo dia 9 de março. O que ele não sabe, no entanto, é que sua mãe criou uma página no Facebook, chamada "Happy Birthday Colin", para desejá-lo feliz aniversário. Em apenas 11 dias, a iniciativa já tem 1,6 milhão de curtidas.

Quando sua mãe, Jennifer Cunningham, perguntou se ele gostaria de uma festa de aniversário, a resposta foi "não há por que fazer uma festa, eu não tenho amigos", de acordo com um relato da mãe na página. Esse tipo comportamento acontece porque Colin possuiria Síndrome de Asperger. A doença causa dificuldades de interação com outras pessoas e provoca isolamento.

Colin Cunningham possui Síndrome de Asperger e tem dificuldades de relacionamento

No primeiro post na página, a Jennifer explica a situação. "Criei essa página para o meu incrível filho, que está prestes a completar 11 anos no dia 9 de março. Devido à sua deficiência , as habilidades sociais não são fáceis para ele e as outras crianças não gostam dele", disse.

O menino, inclusive, se vê obrigado a lanchar sozinho todos os dias na escola onde estuda, pois os colegas não o aceitam nas mesas do refeitório, segundo a mãe.
O relato sobre as dificuldades de Colin termina com um convite para os usuários se engajarem com a ideia. "Então pensei se eu poderia criar uma página onde as pessoas mandariam pensamentos positivos e palavras de encorajamento, que seriam melhores do que qualquer festa de aniversário. Por favor, me ajude a fazer meu filho se sentir especial em seu dia", escreveu Jennifer.
O presente se espalhou pelo mundo e a página passou a receber recados de diversos países. É possível encontrar, inclusive, brasileiros escrevendo recados de feliz aniversário para o menino.
Os usuários do Facebook também compartilharam histórias parecidas com a dele, em que pessoas com a mesma deficiência conseguiram lidar com seus problemas. O departamento de polícia da cidade de Rosenberg, no Texas (EUA), enviou um vídeo saudando Colin.
A popularidade fez com que a mãe também disponibilizasse uma caixa postal, para que as pessoas possam enviar cartões de feliz aniversário pelo correio. Não demorou muito até que ela realmente recebesse as cartas – que precisaram ficar escondidas, já que a surpresa só será revelada no dia do aniversário.
  • Jennifer Cunningham segura cartas que desejam feliz aniversário ao seu filho

Projeto prevê adequação das provas dos concursos públicos aos deficientes visuais

   

O projeto apresentado pela deputada Angela Albino (PCdoB) assegura às pessoas com deficiências visuais a opção de realizar as provas dos concursos públicos através de meios alternativos como o Sistema Braille, ou ainda outras modalidades como provas com caracteres ampliados, com o auxílio de computador ou de um ledor.

A proposta abrange os concursos para o provimento de cargos e empregos públicos na administração direta e indireta de Santa Catarina e pretende servir de motivação aos demais concursos e processos seletivos.
Para a deputada Angela Albino, “a inclusão das pessoas portadoras de deficiência depende do seu reconhecimento como cidadão com direitos específicos. Desta maneira é possível contribuir para a inclusão social e para a construção de uma sociedade sem preconceitos”, completou.
O PL 2/2014 foi lido na primeira sessão de 2014 da Assembleia Legislativa, iniciando assim sua tramitação pelas comissões da Casa. Na ocasião, o militante dos direitos dos deficientes, Marcelo Werner, que contribuiu na elaboração do projeto, esteve no gabinete da deputada Angela Albino e saudou a iniciativa. Para o ex-vereador de Itajaí, que é deficiente visual, o projeto atende uma reivindicação antiga desta parcela da sociedade.

Fontes: Assembleia Legislativa-SC/Blog Eu vou passar - sempreincluidosoficial

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Igualdade - Pessoas com doenças raras terão política de atendimento

Iniciativa visa reduzir a mortalidade, promover a acessibilidade e ações intersetoriais que atendam pessoas com doenças raras.

por Portal Brasil

O Ministério da Saúde acaba de criar uma Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras. Com a iniciativa, que tem suas diretrizes no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), o órgão institui também incentivos financeiros de custeio.
Matéria publicada no Diário Oficial da União
Será considerada doença rara aquela que afeta até 65 pessoas em cada 100 mil indivíduos, ou seja, 1,3 pessoas para cada 2 mil.
O objetivo da ação é reduzir a mortalidade, contribuir para a redução da morbimortalidade e das manifestações secundárias e a melhoria da qualidade de vida das pessoas, por meio de ações de promoção, prevenção, detecção precoce, tratamento oportuno, redução de incapacidade e cuidados paliativos.
Caberá à Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras garantir a universalidade, a integralidade e a equidade das ações e serviços de saúde em relação às pessoas com doenças raras, e estabelecer as diretrizes de cuidado.
A Política também vai garantir às pessoas com doenças raras, em tempo oportuno, acesso aos meios diagnósticos e terapêuticos disponíveis conforme suas necessidades.
Com a iniciativa, a ideia é promover a acessibilidade das pessoas com doenças raras a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos, bem como a educação permanente de profissionais de saúde, por meio de atividades que visem à aquisição e ao aprimoramento de conhecimentos, habilidades e atitudes para a atenção à pessoa com doença rara.
Com a Política, o governo pretende também promover ações intersetoriais, buscando-se parcerias que propiciem o desenvolvimento das ações de promoção da saúde e ofertas de cuidado com ações que visem à habilitação/reabilitação das pessoas com doenças raras, além de medidas assistivas para os casos que as exijam.

A instituição da Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (12) e já está em vigor.