sábado, 22 de fevereiro de 2014

Senai investe na Inclusão Social.



Portadores de deficiência terão mais espaço no mercado.
Foto: Everton Amaro FESP

A unidade do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) Almirante Tamandaré, em São Bernardo, começa a desenvolver projeto para aproximar a escola técnica às empresas e garantir a inserção dos alunos portadores de deficiência no mercado de trabalho. A oficialização do projeto está prevista para maio.


José Heroíno de Souza, diretor da unidade, diz que o Senai será ponte entre as entidades desenvolvedoras de atividades específicas para portadores de deficiência e as empresas. "Vamos identificar os setores que viabilizam a entrada destes alunos e garantir a capacitação", explica Souza.
O diretor afirma que as barreiras são poucas para estes alunos, pois já presenciou a formação de um aluno deficiente visual no curso de mecânica de automóveis e de um deficiente auditivo na operação de processos industriais. "Os limites variam de acordo com o estudante e a empresa que o contrata. Capacidade todos eles têm", aponta. Em 2014, a unidade identificou o maior número de estudantes deficientes desde 2011. São 54 alunos matriculados em cursos voltados à administração, logística e gestão empresarial.
Souza também comemora a grande procura pelo curso Técnico em Qualidade, iniciado no segundo semestre de 2013. "Tivemos 15 alunos para cada uma das 32 vagas por turma e alguns dos alunos já conseguiram ingressar na área em empresas da região", afirma.
São Caetano
Em São Caetano, o Mestrado Profissional de Manufatura Digital, novidade em todo o Estado, estava previsto para iniciar as atividades na nova unidade do Senai na cidade, mas foi reprovado na primeira análise do MEC (Ministério da educação). O projeto será reestruturado e a quantidade de doutores para atuar na unidade será ampliada.

O novo prédio da unidade Engenheiro Armando de Arruda Pereira, em São Caetano, será inaugurado em breve. Atualmente, na rua Niterói, a escola passará a funcionar na rua Santo André, onde o número de alunos passará dos 6 mil para 12 mil matriculados.

Deficientes físicos reclamam de falta de estrutura no Aeroporto

Falta equipamento adequado para transporte até o avião.
Passageiros que utilizam cadeira de rodas são carregados até a aeronave.


Do G1 Santarém


Passageiros que possuem deficiência física estão com dificuldade de embarcar e desembarcar no Aeroporto Internacional Maestro Wilson Fonseca, em Santarém, oeste do Pará. Segundo eles, o equipamento que transporta o cadeirante até a aeronave, não é adequado.

Click AQUI para ver o vídeo.

O administrador Ildo Peifher tem deficiência física e precisa viajar de avião com frequência. Ele conta que os problemas começam na sala de embarque. “Lá o espaço é estreito, é pequeno, então no período que tem mais de um voo ao mesmo tempo, se tiver mais de um cadeirante, a gente fica limitado”.

Apesar da Agência Nacional de Avião Civil (ANAC) determinar que as companhias aéreas priorizem o atendimento, não falta exemplo de quem se sentiu desrespeitado no aeroporto.

Na semana passada, uma santarena de 36 anos precisou viajar a Belém para dar continuidade a um tratamento contra o câncer. Devido estar debilitada, no saguão do aeroporto ofereceram a ela uma cadeira de rodas para facilitar o acesso ao avião. Na escadaria  próximo a aeronave, a cadeira de rodas comum foi trocada por uma cadeira de rodas mecânica. Segundo o pai da mulher, no momento em que ela era erguida, um parafuso soltou da cadeira, e ela caiu.

O pai da jovem questiona a ausência de estrutura para o transporte de passageiros. “Infelizmente o nosso aeroporto é desprovido disso, nem a empresa, e nem a Infraero [Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária]  prestou os devidos socorros a ela. Ao ser deslocado para o atendimento do médico que era passageiro, e estava no avião, ele exigiu uma maca, uma ambulância para conduzi-la até o hospital de referência, no caso o regional. Foi feito, mas em péssimas condições. Não tinha como prender a maca na ambulância foi preciso os funcionários irem segurando até o hospital, como se fosse mercadoria”, enfatizou o professor Ivan Sadeck.

Após o acidente, a família registrou Boletim de Ocorrência. Segundo o pai, eles devem procurar orientação do Ministério Público.

Infraero diz que responsabilidade é de companhia

Em nota, a Infraero informou que atualmente, no Aeroporto de Santarém, a responsabilidade pelo embarque e desembarque de passageiros, inclusive a disponibilidade dos equipamentos para esse procedimento é da própria companhia aérea. 

Resolução derruba

A resolução nº 280 da ANAC, de julho de 2013 define novos procedimentos relativos à acessibilidade de passageiros com deficiência ou mobilidade reduzida ao transporte aéreo. Nessa resolução, é esclarecida que dentro de um planejamento definido pelo número de passageiros embarcados e desembarcados caberá ao operador do aeroporto, no caso de Santarém, à Infraero, a responsabilidade de prover equipamentos para embarque e desembarque. Pela programação, a Infraero passa a ser responsável por esses serviços no aeroporto de Santarém a partir de 2015.

A TAM, companhia aérea em que a mulher sofreu o acidente, informou que cumpre com a resolução nº 280 da ANAC que dispõe sobre os procedimentos relativos à acessibilidade de passageiros com necessidades de assistência especial e utiliza produtos certificados, como cadeiras motorizadas que permitem o acesso adequado desses passageiros às aeronaves. A companhia lamentou o ocorrido e esclareceu que seguiu os procedimentos e prestou toda a assistência necessária à passageira.



Escolas particulares cobram taxa extra por acompanhantes

Ministério Público de MG e OAB dizem que medida fere a Constituição Federal.

Johnatan Castro

AG
Determinação. Segundo a OAB, a Constituição Federal Opaco Exige como Escolas Localidade: Não recusem Alunos

Como se já não bastasse o desafio de criar um filho com deficiência, os pais dessas crianças enfrentam um outro obstáculo. Escolas particulares de Belo Horizonte querem transferir para os pais desses estudantes o custo dos acompanhantes – indicados para serem tutores de crianças com necessidades especiais durante o período escolar.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a Ordem dos Advogados do Brasil no Estado (OAB-MG) afirmam que a prática é ilegal, enquanto o Sindicato das Escolas Particulares de Minas (Sinepe) defende que muitos colégios iriam à falência em apenas um ano, caso custeassem sozinhos os acompanhantes.

Em meio ao impasse, pais de deficientes buscam na Justiça o direito de ter o serviço fornecido de maneira gratuita. A reportagem identificou pelo menos cinco escolas que fazem a cobrança. No entanto, os pais preferem não criticar as instituições abertamente por medo de represálias e de processos.

Esse é o caso de uma professora de 32 anos que tem um filho de 3 anos com dificuldades de linguagem e concentração em uma escola da região Nordeste da capital. Desde outubro do ano passado, ela tenta que a unidade arque com as despesas do acompanhante, que receberá pelo menos um salário mínimo por mês.

“No momento da rematrícula, fui informada de que, para ele continuar, precisaria de um acompanhante. Eu não tenho condição de pagar”, disse a mãe, que já se reuniu diversas vezes com a direção da escola e agora recebe apoio do MPMG para garantir o benefício. Por acreditar no projeto pedagógico da instituição, ela preferiu não mudar o filho de colégio. O órgão estadual recomendou que a escola pague pelo acompanhante e, agora, estuda ajuizar uma Ação Civil Pública contra a unidade.

A mãe de um filho autista de 4 anos enfrenta o mesmo problema em uma escola particular da região Centro-Sul. Ela conta que, ao se recusar a pagar pelo acompanhante, a escola pressiona pela saída da criança. “Batemos o pé e falamos que não deixaríamos a escola, e eles disseram que precisaria de acompanhantes. Quero lutar, até mesmo por outras famílias”, destacou. A direção da escola se ofereceu para escolher o acompanhante, a um custo de quase R$ 1.450 por mês.

Legislação. Enquanto as escolas dizem não ter dinheiro para pagar pelos acompanhantes, a Constituição Federal prevê que todas as instituições sigam a Política Nacional de Educação que, por sua vez, prevê que esse tipo de serviço seja fornecido pela própria escola.

“Temos um respaldo legal que é a nossa lei maior, a Constituição. Estamos com dificuldades em relação à educação inclusiva no Brasil, e esse problema tem se repetido todos os anos”, afirma a presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da OAB-MG, Ana Lúcia de Oliveira, ressaltando as altas mensalidades cobradas por colégios particulares.

Ela destacou a importância de os pais de alunos com deficiência buscarem ajuda caso se deparem com o problema. Caso não tenham condições de pagar um advogado, é possível buscar apoio no MPMG ou na Defensoria Pública. “Existem muitos casos de preconceito que ainda ficam escondidos. É importante denunciar”.

Discrição 

Conselho. A representante da OAB aconselha que pais não denigram a imagem das escolas em público, já que as ações poderão ser usadas contra eles. Ela recomenda discrição nas redes sociais.

Saiba mais sobre o problema 

Matrícula.
 Em dezembro de 2013, reportagem de O TEMPO mostrou que escolas particulares da capital estavam se recusando a receber matrículas de crianças autistas, o que é crime e pode gerar até três meses de prisão.

São Paulo. O Ministério Público de São Paulo apura denúncia sobre escolas particulares que teriam cobrado de pais com filhos que têm síndrome de Down taxas superiores na matrícula e na mensalidade.

Projeto de Lei. Tramita na Assembleia de Minas um projeto de lei que proíbe a cobrança de valores adicionais de estudantes com síndrome de Down, autismo ou outras síndromes. O projeto é do deputado Fred Costa.

Monitores qualificados ajudam a desenvolver crianças deficientes 
Caso a necessidade de um acompanhante seja diagnosticada para uma criança com alguma deficiência, como autismo ou síndrome de Down, é importante que a recomendação de ter um acompanhante seja seguida para garantir o desenvolvimento escolar do aluno.

“As salas normalmente são grandes, com mais alunos, e a criança precisa de atenção individualizada”, explica a psicóloga Denise Martins Ferreira.

A servidora pública Jaqueline Moreira, 52, pagou por seis meses um acompanhante para a filha de 8 anos, que tem síndrome de Down, mas não viu resultado.

“Depois de dois meses, eles me chamaram lá pra falar que eu precisaria contratar uma auxiliar pedagógica para depois da escola, para fazer reforço”, conta. A mãe transferiu a menina para uma escola municipal.

Conade discute acessibilidade nas eleições de 2014 com o ao TSE

Assessoria de Comunicação Social

  CONADE discute Acessibilidade NAS Eleições de 2014 com o AO TSE
A visita ao presidente Marco Aurélio Melo inicia um diálogo entre as duas entidades em torno do andamento do Programa de Acessibilidade da Justiça Eleitoral


Representantes do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade) estiveram na tarde desta terça-feira (18) na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A visita ao presidente Marco Aurélio Melo inicia um diálogo entre as duas entidades em torno do andamento do Programa de Acessibilidade da Justiça Eleitoral, criado pela Resolução 23.381/2012. Além de conhecer o estágio atual das ações, a comissão do Conade quer auxiliar na garantia de mais avanços em acessibilidade para as pessoas com deficiência de todo o Brasil nas eleições de 5 de outubro de 2014.
As sugestões do Conade incluem medidas que vão desde a acessibilidade arquitetônica às relacionadas à comunicação. “Queremos ajudar o TSE na efetivação do Programa de Acessibilidade da Justiça Eleitoral, de forma que a organização das eleições permita a equiparação de oportunidade dos eleitores com deficiência em relação aos demais nas eleições deste ano”, explicou o conselheiro Waldir Macieira, que é vice-presidente da Associação Nacional do Ministério Público de Defesa dos Direitos dos Idosos e Pessoas com Deficiência (Ampid).
Entre as medidas de caráter comunicacional, o Conade sugere que a propaganda eleitoral gratuita e os debates televisivos contenham a audiodescrição e a inclusão da janela de LIBRAS, com um tradutor da Língua Brasileira de Sinais, para que as pessoas cegas e surdas, respectivamente, conheçam as propostas dos candidatos da mesma forma que as pessoas sem deficiência. Nas mídias impressas, o Conade pleiteia ainda a obrigatoriedade de fornecimento também em Braille, sob demanda, do conteúdo da propaganda impressa. Além da superação do paradigma da “seção eleitoral especial”, de maneira que todas as seções eleitorais garantam plena acessibilidade às pessoas com deficiência, conforme determina o artigo 29 da Convenção Sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.
Ao final do encontro, ficou definida uma nova audiência em data ainda a definir para a discussão das propostas que serão encaminhadas ao ministro Marco Aurélio Melo.
Conade é um órgão colegiado criado para acompanhar e avaliar o desenvolvimento de uma política nacional para inclusão da pessoa com deficiência e das políticas setoriais de educação, saúde, trabalho, assistência social, transporte, cultura, turismo, desporto, lazer e política urbana dirigidos a esse grupo social. O Conselho, que integra a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), é formado por 19 membros governamentais e 19 membros da sociedade civil, nos quais estão representadas as diversas áreas da deficiência: auditiva, intelectual, visual, física e deficiências múltiplas, além de certas patologias.
Conheça a Resolução 23.381
Fonte: sdh.gov.br

Pelo terceiro ano consecutivo, uma parceria entre o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC/Centrinho) da Universidade de São Paulo (USP) e a Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB), também da USP, está beneficiando pacientes de várias regiões do Brasil que nasceram com fissura labiopalatina.

Imagem Internet/Ilustrativa

Pelo terceiro ano consecutivo, uma parceria entre o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC/Centrinho) da Universidade de São Paulo (USP) e a Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB), também da USP, está beneficiando pacientes de várias regiões do Brasil que nasceram com fissura labiopalatina. Na quinta-feira, 20 de fevereiro, no jardim interno do Hospital, chegou ao fim mais uma edição do Programa de Fonoterapia Intensiva, com a solenidade de encerramento do módulo realizado em fevereiro. 


Oferecido pelo Centrinho-USP em conjunto com o Departamento de Fonoaudiologia da FOB, por meio da disciplina "Clínica de Anomalias Craniofaciais - Estágio Supervisionado", esta edição contou com a participação de 13 pacientes do Hospital e dez cuidadores, provenientes dos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás e Rondônia.

Durante três semanas, foram oferecidas quatro terapias diárias de segunda a sexta-feira e duas aos sábados, num total estimado de mais de 850 sessões, com quase 70 para cada paciente. "Em programas em que a fonoterapia é oferecida uma vez por semana, o paciente faz no máximo 52 terapias no ano", compara uma das docentes responsáveis, Jeniffer de Cássia Rillo Dutka.

"Além da possibilidade dos pacientes receberem um tratamento de fala de altíssimo nível, o ensino integrando alunos de graduação, pós-graduação e residentes proporciona ainda a geração de pesquisas e o preparo de futuros profissionais da área de Fonoaudiologia para atender pacientes com anomalias craniofaciais", destaca a outra professora responsável, Maria Inês Pegoraro-Krook.

O Programa envolveu 27 alunos de graduação da FOB, 11 de Pós-Graduação do Centrinho-USP e da FOB, duas fonoaudiólogas da área de Prótese de Palato do Hospital, uma fonoaudióloga do Curso de Fonoaudiologia da FOB e as duas docentes responsáveis pela disciplina. A iniciativa teve apoio ainda de diversos setores do Centrinho-USP, como o Serviço de Educação e Terapia Ocupacional, Laboratório de Fonética, Fonoaudiologia, Serviço Social, Psicologia, Otorrinolaringologia, Departamento Hospitalar, Agendamento, Arquivo de Prontuários e Caso Novo.

"Foi uma verdadeira força-tarefa em prol do ensino de qualidade, da pesquisa e, principalmente, de um tratamento fonoaudiológico inédito e com resultados satisfatórios e duradouros", completa Maria Inês Pegoraro-Krook. "É um Programa muito importante, pois favorece tanto os nossos pacientes, que têm a oportunidade de obter progressos significativos na fala num curto período de tempo, quanto os alunos e residentes, por meio da vivência e da prática num centro especializado", finaliza Regina Amantini, superintendente do Centrinho-USP.

Em números: 
- O Programa de Fonoterapia Intensiva do Centrinho-USP é oferecido desde 2003;
- Desde 2012, conta com a participação de alunos de graduação da FOB-USP;
- Em três semanas, é realizado um número de sessões equivalente a um ano;
- Ao todo, mais de 100 pacientes de todo o país já foram beneficiados.

Fontes: Assessoria de imprensa Centrinho-USP - sentidos - Imagem Internet/Ilustrativa



Mulher para carro em rodovia e clama por ajuda para salvar bebê nos EUA

Pamela Rauseo estava com sobrinho de 5 meses, que parou de respirar.
Motoristas pararam para ajudar; bebê foi levado para hospital e passa bem.

Do G1, em São Paulo

  Pamela Rauseo tenta fazer seu sobrinho de 5 meses voltar a respirar no meio de rodovia nos EUA (Foto: The Miami Herald, Al Diaz/AP)
Pamela Rauseo tenta fazer seu sobrinho de 5 meses voltar a respirar no meio de rodovia nos EUA (Foto: The Miami Herald, Al Diaz/AP)

Uma americana de 37 anos parou o carro que dirigia em uma rodovia na Flórida, nos Estados Unidos, e passou a clamar por ajuda após seu sobrinho de cinco meses passar mal.

O bebê, Sebastian de la Cruz, que nasceu prematuro e com dificuldades respiratórias, começou a ficar roxo – deixando sua tia, Pamela Rauseo, em pânico.

“Isso me alertou, porque o carro estava parado no trânsito, e ele estava um pouco resfriado, eu sabia que ele estava congestionado, então fiquei muito preocupada”, disse Pamela à CNN.

“Eu parei à esquerda, pulei para o banco de trás, e ele estava apagado. Ele estava dormindo, e eu o toquei para estimulá-lo. Ele não respondeu, então eu o tirei da cadeirinha, e ele estava completamente mole e ficando roxo. Eu tentei ligar para a emergência, mas estava muito nervosa, minhas mãos não funcionavam.”

Pamela então gritou por ajuda, e alguns motoristas pararam. Lucila Godoy foi uma das primeiras. “Eu estava na pista do meio. Do nada a vi, ela estava gritando, segurando um bebê. Eu apenas parei meu carro, pulei para fora e perguntei o que estava acontecendo, então nós começamos a trabalhar juntas”, contou.

Lucila havia feito um curso de massagem cardiorrespiratório quando estava grávida de seu filho, que também se chama Sebastian. “Eu nem pensei, apenas segurei o bebê como seguro meu filho.”

Lucila deixou seu próprio filho sozinho em seu carro para ajudar Pamela. O fotógrafo Al Diaz, do jornal “Miami Herald”, correu pelos carros para alertar a polícia sobre o que acontecia antes de fotografar a cena.

“Um carro parou à minha frente, comecei a ouvir gritos, e uma mulher saiu com um bebê nos braços pedindo ajuda”, contou o fotógrafo, que contou ter buscado ajuda e apenas após ver que outras pessoas chegaram para auxiliar começou a documentar o que estava acontecendo.
Em seguida chegou o policial Amauris Bastidas, que assumiu a massagem no bebê e conseguiu fazer com que ele voltasse a respirar. Uma equipe de emergência levou o menino até o hospital, onde ele permanecia internado nesta sexta-feira (21).

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O policial Amauris Bastidas ajuda a socorrer o bebê de cinco meses Sebastian de la Cruz, que parou de respirar enquanto era levado de carro por sua tia em uma estrada na Califórnia (Foto: The Miami Herald, Al Diaz/AP)O policial Amauris Bastidas ajuda a socorrer o bebê de cinco meses Sebastian de la Cruz, que parou de respirar enquanto era levado de carro por sua tia em uma estrada na Flórida (Foto: The Miami Herald, Al Diaz/AP)

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Acessibilidade agora é obrigação

Qualquer construção, ampliação ou reforma de condomínios deve obrigatoriamente atender aos regulamentos de acessibilidade previstos em lei, de acordo com o artigo 18 do Decreto Federal 5.296/04.

da Redação

Imagem Internet/Ilustrativa
Permitir o acesso de pessoas com dificuldade de locomoção nas dependências do condomínio não é apenas uma cortesia, é uma obrigação legal que todos os prédios devem obedecer.

A obrigatoriedade atinge a todas as áreas comuns do prédio, segundo o arquiteto e especialista em acessibilidade Eduardo Ronchetti. “Todas as áreas que tiverem uso comum devem estar livres de barreiras e obstáculos que impeçam o acesso e o uso de todas as pessoas, inclusive as pessoas com deficiência”, afirma. Dessa forma, as obrigatoriedades de acessibilidade em condomínios partem das calçadas e se estendem a todas as demais áreas fora dos apartamentos, incluindo corredores, áreas de lazer, os banheiros de uso comum e a garagem.

“A acessibilidade só não é obrigatória no interior de cada apartamento, entretanto, como hoje em dia a população está vivendo mais, é aconselhável adaptar o interior e preparar o espaço para um idoso”, conta Adriana de Almeida Prado, coordenadora da Comissão de Estudo de Acessibilidade a Edificações e ao Meio, vinculada ao Comitê Brasileiro de Acessibilidade ABNT/CB-40. Além disso, segundo Adriana, a acessibilidade valoriza imóvel.

Para realizar as adaptações, devem ser levados em conta todos os moradores do condomínio, isso porque os novos benefícios servem não só para deficientes e cadeirantes, mas também para grávidas, idosos, crianças e obesos.

Também é preciso obedecer as normas técnicas definidas para garantir que as alterações sejam efetivas e evitar gastos inúteis. É importante contratar pessoal especializado, para ter a real noção dos custos de adaptação desde o início e não se surpreender no meio das obras com os custos.

Fontes: diariosp.com.br - saci - Imagem Internet/Ilustrativa

Paulo Paim teme retrocesso na integração de deficientes ao mercado de trabalho

O senador Paulo Paim (PT-RS) está preocupado com três projetos que flexibilizam a lei que define cotas para contratação de pessoas com deficiência por empresas com mais de cem empregados.

Da Redação

 Senador Paulo Paim/foto site:http://www.senadorpaim.com.br/

A cota de deficientes corresponde de 2 a 5% do número de trabalhadores da empresa, explicou o senador.


Uma das propostas permite que, no cômputo do número de pessoas com deficiência contratadas, a empresa possa levar em conta os aprendizes deficientes.

Outra dá às empresas o direito de escolher entre a contratação de pessoas com deficiência ou patrocinar atletas paralímpicos. Por fim, uma terceira proposta prevê a aplicação de multa às empresas que não cumprirem a Lei de Cotas.

Para Paulo Paim, essas propostas vão na contramão da tendência atual de integrar as pessoas, sejam deficientes ou não.

De acordo com o DataSenado, são 320 mil trabalhadores com deficiência atualmente. Esse número é 11,5% maior do que o registrado em 2010, disse ele.

- É preciso elaborar políticas públicas que visem à formação técnica e à qualificação de pessoas com deficiência para o trabalho. Mas isso não nos deve deixar esquecer que a maior barreira enfrentada pela pessoa com deficiência no acesso ao mundo do trabalho ainda é o preconceito. É a associação feita entre deficiência e incapacidade – afirmou o senador.

Fonte: JusBrasil

Idosos e deficientes: Papa Francisco indica os caminhos para a inclusão

“Envelhecimento e deficiência” é o tema da Assembleia Geral da Pontifícia Academia para a Vida, que está em andamento nesses dias no Vaticano.

Por Rádio Vaticano


1_0_774872Chegar à terceira idade é uma vitória, mas muitas vezes esta fase da vida pode ter implicações sobre a capacidade física e intelectual das pessoas – implicações que podem alterar a vida e a autonomia do idoso, aumentando os desafios para o indivíduo, a família que o circunda, e também para a Igreja e a sociedade.

É por isso que Pontifícia Academia para a Vida, que está completando 20 anos, dedica sua Assembleia a este tema, para aproximar ciência e fé a serviço de todos os que estão empenhados na gestão das problemáticas do envelhecimento e da deficiência.

Para uma análise global, a questão terá várias abordagens, como por exemplo o problema cultural e social do idoso deficiente, as doenças que podem levar à invalidez e a atenção especial que a Igreja dispensa aos idosos doentes e deficientes.

O workshop desta quinta-feira prevê um painel sobre os instrumentos jurídicos internacionais e políticas nacionais em defesa do idoso – tema que será apresentado por Mons. Osvaldo Neves de Almeida, que trabalha na Secretaria de Estado.

Brasileiro que cresceu na Argentina, Mons. Osvaldo recorda que as Nações Unidas aprovaram uma convenção sobre os direitos das pessoas deficientes, que entrou em vigor em 2008. A finalidade deste documento é evitar a discriminação social das pessoas com qualquer tipo de deficiência e conceder a elas os títulos jurídicos necessários para defender seus direitos.

O texto traz uma lista de obrigações às quais os governos e a sociedade em geral devem respeitar para assegurar esses direitos e legítimos interesses. Todavia, a Santa Sé não ratificou o documento porque foram introduzidos dois artigos (23 e 25) que são contrários à ética e à moralidade.

Sua não adesão, todavia, não implica um julgamento moral negativo ao conjunto de normas jurídicas de proteção dos descapacitados, que já a Santa Sé aplicava antes mesmo que a convenção existisse, como nos explica Mons. Osvaldo. Ele ressalta que para além de normas jurídicas, os cidadãos têm obrigações morais para com os deficientes e o gestos do Papa Francisco nos indicam a direção a seguir.




A inclusão vai acontecer na medida em que possamos romper com a pressuposição e com a vergonha!

artigo de Alex Garcia.

Alex Garcia*

Imagem Internet/Ilustrativa

Diminuir o estigma favorece a inclusão? Como fazer para a inclusão acontecer? Estas são as duas perguntas que mais respondi nestes últimos anos em minhas palestras, Brasil e em vários países do mundo. Foram tantas as vezes que decidi escrever uma breve reflexão sobre isso. Pode ser que esta reflexão complique mais a situação, mas, a complexidade não está na reflexão e sim no tema inclusão que é de fato espinhoso.


Diminuir o estigma favorece a inclusão?

Sim! Diminuir o estigma favorece a inclusão, mas, na verdade não seria atacar o estigma diretamente. Devemos atacar o que constrói o estigma, ou seja, a pressuposição e a vergonha. A pressuposição e a vergonha são poderosas ferramentas de controle social. Vivemos numa sociedade em que a relação de poder está instalada e por conseqüência a tendência ao controle é enorme e quase uma regra. Nessa relação de poder as pessoas "precisam" controlar outras para justamente manter o poder e para isso usam as ferramentas de controle - pressuposição (pensamento antecipado) e a vergonha.

Essa pergunta: Diminuir o estigma favorece a inclusão? Tem a mesma essência da pergunta que respondo em todas as partes do mundo: Como fazer para a inclusão acontecer? E sempre respondo: A inclusão vai acontecer na medida em que possamos romper com a pressuposição e com a vergonha!

A pressuposição, para mim, depois de ser aplicada sobre a identidade de uma pessoa, por muito tempo, então, solidifica o que chamamos de estigma, uma marca. Exemplo de como a pressuposição afeta a identidade: As pessoas, em geral, ao avistarem uma pessoa cega na rua pensam: - Um cego coitado não enxerga! Em geral, ao avistarem uma pessoa cadeirante na rua pensam: - Coitado não pode caminhar! E isso, em geral, acontece com todas as pessoas com deficiência. Então: Porque sempre "coitado". E assim passa os anos. Sempre a identidade sendo regada pelo "coitado". E depois de muitos anos o que temos? Ora, temos mais um cego coitado, mais um cadeirante coitado, mais uma pessoa com deficiência coitada. Vou ser um coitado porque todos me vêem como coitado! Fim. A pressuposição venceu. A ferramenta de controle cumpriu com seu dever. O Poder - precavido - aniquilou a possibilidade de esta pessoa ser alguém que poderia "perturbar".

É nesta linha reflexiva que digo: - Temos um bilhão de pessoas com deficiência no mundo, somos a maior minoria mundial, mas muito poucas com soberania. A "esmagadora" maioria vive sua identidade pressuposta, com nada de poderes nas relações de poder, ou seja, vivem controladas.

E a vergonha?

A vergonha para mim é a mais terrível ferramenta de controle. Terrível porque age na ignorância social e do ser humano em confundir "culpa e vergonha". E onde está esta confusão? Em geral as pessoas sentem vergonha sem serem culpadas. Não são culpadas, mas sentem vergonha e aqui está o poder-controle da ferramenta vergonha.

Nas minhas palestras pergunto para as pessoas:
- Você sente vergonha?
As pessoas respondem:
- Sim eu sinto.

E eu novamente pergunto:
De que você sente vergonha?
As pessoas - depois de olharem para todos os lados e ficarem vermnelhas - respondem:
- De muitas coisas, mas na verdade não sei bem.

Como podem observar as pessoas não tem certeza da culpa. A vergonha como ferramenta de controle age justamente nesta incerteza. Para mim está claro e provado - depois de vivenciar diversas culturas e comportamentos - que as pessoas com deficiência mais desenvolvidas são aquelas que têm bem claro "culpa" e "não culpa". Elas apenas sentem vergonha se são culpadas. Se não são culpadas elas não sentem vergonha.

A pressuposição e a vergonha: na corrente do interesse

A pressuposição e a vergonha à medida que subalternizam pessoas com deficiência, também dão poderes a elas. É o que chamo de "na corrente do interesse". O Poder na grande maioria das vezes escolhe pessoas com deficiência pontuais e subalternas para receberem cargos, status e prestígio, mas, esta escolha serve justamente para manter o controle. Todos sabem que nos dias atuais essa prática é comum. Muitos de nossos "líderes" são assim. O Poder dá o "Poder" para aqueles que não vão ser agentes, para aqueles que não vão "ferir" as relações de poder, ou seja, aqueles que não vão "quebrar" a corrente.

O que acabamos de refletir é definitivamente espinhoso. É justamente este tema que debato em minhas palestras. Este tema é tão espinhoso que não conheço no mundo outra pessoa a abordá-lo tão abertamente em congressos além de mim. Debater este tema - pressuposição-vergonha-poder-subalternidade - é sim, acertar diretamente na "ferida" da essencia humana e social. Quem tem disposição em abordar este tema deve estar ciente de que estará atingindo a "normalidade", o "poder".

Saudações

*Alex García é Surdocego. Presidente da Agapasm. Coordenador do Núcleo Regional Rio Grande do Sul do Instituto Baresi. Escritor. Especialista em Educação Especial. Vencedor II Prêmio Sentidos. Rotariano Honorário - Rotary Club de São Luiz Gonzaga-RS. Líder Internacional para o Emprego de Pessoas com Deficiência Professional Program on International Leadership, Employment, and Disability (I-LEAD) Mobility International USA / MIUSA. Membro da World Federation of Deafblind - WFDB. Colunista da Revista REAÇÃO e do Portal Planeta Educação. Consultor da Rede Educativa Mundial - REDEM. Consultor Instituto Inclusão Brasil

Fonte: agapasm - Imagem Internet/Ilustrativa

Secretaria realiza capacitação para a Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência

    

Começou nesta semana (17) na Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo o Curso de Capacitação para a 1ª Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência. Ele faz parte do Programa de Prevenção e Combate à violência contra Pessoas com Deficiência.

É a primeira delegacia especializada criada no Estado para esse público, que conta com 9 milhões no Estado de São Paulo e mais de 45 milhões no Brasil, segundo o censo 2010 do IBGE. Já existem as Delegacias da Mulher e a do Idoso.

O curso, com a duração de duas semanas, segue na Academia de Polícia (ACADEPOL) no campus da Cidade Universitária- USP. A capacitação aborda o Programa de Prevenção e Combate, os Direitos e história do movimento social da pessoa com deficiência. Também serão abordados casos, a explicação dos tipos de deficiência, debates a respeito da tipificação da violência contra pessoas com deficiência, rede de proteção social, funcionamento de uma delegacia policial e do acesso à Justiça, comunicação e tecnologia assistiva, com demonstração prática e técnicas de abordagem. Ainda haverá uma oficina com noções de Libras.

O curso de capacitação serve como base para que as equipes que atuarão na Delegacia especial entendam as particularidades das pessoas com deficiência. Elas trabalharão na parte técnica da Delegacia de Polícia. O curso é fechado, destinado exclusivamente para esse público. A capacitação é gratuita.

A unidade vai prestar apoio prático às outras delegacias da cidade, além de oferecer orientação e consultoria às demais delegacias do Estado. Entre as atribuições da Delegacia estão os serviços de prevenção e repressão de crimes contra a pessoa com deficiência, recebimento, concentração e difusão de dados e denúncias de crimes e atos de violência contra a pessoa com deficiência.

Os participantes do Curso são psicólogos, assistentes sociais, funcionários da segurança pública, equipe policial, coordenadores da equipe de apoio, intérprete de Libras, técnico de informática, entre outros. A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo coordena o processo de capacitação, juntamente com a Secretaria de Segurança Pública, além da Secretaria de Desenvolvimento Social.


Biblioteca Pública oferece curso para ler e escrever em braile

braile
O Curso de Escrita em Braile, oferecido permanentemente pela Biblioteca Pública do Paraná, segue até 5 de abril — este módulo teve início dia 1.º de fevereiro. Destinado a professores, pedagogos e público em geral, o curso tem 30 horas, é realizado durante 10 sábados, das 9 horas às 12 horas e tem 15 vagas, no momento, todas preenchidas.

“Há um interesse permanente da comunidade. Por isso, a BPP viabiliza o curso continuamente”, afirma a coordenadora da Seção Braile, Cleomira Burdzinski.


Quem participa do curso, ministrado pelo professor Anastácio Panfilo Braga, aprende a ler e a escrever em braile. “É importa ressaltar que esse curso é destinado a quem enxerga, e não a cegos, que passam por outro curso para o aprendizado do braile”, observa Cleomira. As inscrições são gratuitas e o próximo curso tem início no dia 12 de abril. 

Serviço:
Curso de Escrita em Braile
30 horas, durante 10 sábados, das 9h às 12 horas
15 vagas, com inscrição gratuita
Início da próxima turma: 12 de abril
Mais informações (41): 3221-4985
Biblioteca Pública do Paraná
R. Cândido Lopes, 133
Curitiba — PR

Anel digital lê livros para deficientes visuais

O anel foi desenvolvido por pesquisadores do Media Lab do MIT, além da ler em voz alta, ele é capaz de traduzir textos.


por:   de 

                                                                                                                                                                                        Divulgação/MIT
        Imagem do FingerReader em funcionamento
        Imagem do FingerReader em funcionamento

São Paulo – Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachussets, o MIT, criaram um anel que lê textos para deficientes visuais. O dispositivo deve ser de grande valia na ausência de material escrito em braile.

Chamado de FingerReader (Dedo Leitor), o anel deve ser usado de maneira que sua câmera fique virada para o papel. Ele percebe a movimentação do dedo e escaneia todo o espaço por onde o dedo se mover. A análise é feita em tempo real. Assim que o anel lê uma palavra, ela é anunciada em voz alta.

O aparelho ainda é um protótipo. A voz que faz a leitura não é muito fluida e o FingerReader em si é um pouco grande demais. Mas para uma primeira versão, ele está em um nível bem avançado. O dispositivo, muito inovador, entra na categoria de computação vestível.

O anel ainda auxilia o usuário com vibrações. Quando percebe que o final de uma linha está se aproximando ou quando o usuários começa a sair da linha, ele emite pequenas vibrações para avisar.

Segundo os pesquisadores do Media Lab do MIT, ele também funciona para a realização de traduções de textos.

Click AQUI  para ver o vídeo:



COM PERSEVERANÇA E AJUDA DE 'JOLIE', PARAPLÉGICO VENCE DIFICULDADE PARA SER PAI

Domênico, dez meses, é fruto do sonho e da inventividade do paradesportista Evandro Bonocchi, 37, e sua mulher, Fabíola

A atriz Angelina Jolie não sabe, mas foi inspiração para que um paraplégico de São José dos Campos (SP) realizasse o sonho de ser pai.

Na vida do paradesportista Evandro Bonocchi, 37, que tornou-se deficiente após um acidente automobilístico, em 2005, Jolie é o nome dado a um aparelho massageador "milagroso", que teve participação direta na concepção de Domênico, de dez meses.

Após o acidente, especialistas disseram que seria impossível que Bonocchi tivesse um filho sem intervenção médica. Os tratamentos, porém, eram muito caros.

Mas, inspirado em um livro que relatava a experiência de paternidade de um cadeirante com características semelhantes às suas, ele resolveu insistir no sonho.

Com um aparelho massageador para as costas, ele e a mulher, Fabíola Teixeira, 38, conseguiram a estimulação necessária para obter ejaculações. O casal bolou então uma logística caseira para coletar a "sementinha" do futuro papai e implantá-la na futura mamãe.

No começo de 2010, Fabíola engravidou, mas perdeu o bebê três meses depois, por causas naturais. "Resolvemos continuar tentando", diz ele.

Em 17 de outubro do ano passado, com 3,4 kg, Domênico nasceu, de cesariana. Ele adapta-se ao papai cadeirante "com muita naturalidade" e é totalmente saudável.

"Ser pai é uma emoção constante incrível. Sinto o maior amor possível, pois é o amor a uma parte de mim."