sábado, 1 de março de 2014

"Fizeram mal para mim, descontei em alguém", diz homem que empurrou mulher no metrô em SP

do BOL, em São Paulo
                                                                                                                                                        Luiz Carlos Murauskas/Folhapress
 28.fev.2014 - Polícia prende suspeito de empurrar uma passageira contra um trem em SP
 Polícia prende suspeito de empurrar uma passageira contra um trem em SP

Alessandro Souza Xavier, de 34 anos, confessou ter empurrado a passageira que perdeu um braço após cair nos trilhos do metrô depois ser preso na manhã desta sexta em um sítio em Extrema (MG) e trazido, logo em seguida, para o DHPP (departamento de homicídios) em SP. De acordo com a Folha de S.Paulo, o homem também disse à polícia ser o autor de outros dez ataques ocorridos em MG.

Alessandro foi identificado por familiares e pela polícia por meio das imagens das câmeras do metrô da Sé, local onde o suspeito teria empurrado Maria Conceição de Oliveira, de 27 anos na última terça (25).

O suspeito chegou ao DHPP nesta manhã e explicou que queria se vingar da sociedade: "Fizeram mal para mim e eu descontei em alguém", completou.

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Ainda de acordo com a Folha de S. Paulo, o homem falou com os jornalistas que cercavam a entrada do departamento de homicídios em São Paulo. "O mundo é da Babilônia. Vocês [imprensa] são sujos, eu não. Vocês destruíram os valores da família mostrando imagens de prostituição na TV. Vocês não seguem a Bíblia, eu sigo", completou.

Segundo a polícia, Maria Conceição foi escolhida aleatoriamente pelo agressor enquanto aguardava o trem. Ela continua internada após ter o braço amputado.

Familiares disseram que Alessandro Souza Xavier sofre de esquizofrenia e tem surtos psicóticos com frequência. Ele passa por tratamento há 12 anos e a família disse que não conseguia mais lidar com Alessandro.

Segundo o delegado Osvaldo Nico Gonçalves, a prisão do suspeito já foi acatada pela Justiça e ele será indiciado por tentativa de homicídio. A polícia diz que pedirá para que Alessandro seja internado em um hospital psiquiátrico.

Fonte: noticias.bol.uol -  (Com informações da Folha de S.Paulo)


Quase mil pacientes com deficiência física aguardam na fila por órteses e próteses em SC

foto: Divulgação
foto: Divulgação
O Centro Catarinense de Reabilitação (CCR), referência no tratamento de deficientes físicos, tem o registro de 591 pacientes aguardando na fila por órteses e outros 386 que esperam por próteses não cirúrgicas.

Os equipamentos, utilizados respectivamente na recuperação e substituição de partes do corpo humano, são produzidos na única oficina ortopédica de Santa Catarina que funciona dentro do CCR, que busca atender as necessidades dos pacientes do Sistema Único de Saúde no estado.
Em média, 30 órteses e 30 próteses são fabricadas por mês, número insuficiente para atender as demandas dos novos pacientes e a revisão dos equipamentos utilizados pelos pacientes em tratamento.
Os dados foram apresentados aos deputados da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa durante visita realizada ao CCR, na manhã desta quarta-feira (26).
O centro de reabilitação funciona em Florianópolis desde 1969 e atende pacientes de todas as regiões. A denúncia sobre o grande número de pacientes na fila do CCR chegou aos deputados por meio de um documento do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conede/SC).
Problemas estruturais e principalmente a falta de mão-de-obra técnica especializada contribuem para que a fila de espera por órteses e próteses cresça no estado. A solução apontada pelos técnicos do CCR seria a aquisição de um software que faria a leitura tridimensional do paciente para a projeção da peça.
Empresas terceirizadas credenciadas e licitadas pelo SUS fabricariam os membros mecânicos que apenas seriam ajustados na oficina ortopédica do CCR. “Poderíamos acabar com a fila em menos de um ano”, afirmou o médico ortopedista Juliano Manozzo, que coordena a oficina no CCR.
Outro agravante é a capacitação de profissionais. Não há cursos técnicos no Brasil e apenas no último ano o Ministério da Saúde começou a estruturar o currículo do curso.
“Hoje, a Abotec (Associação Brasileira de Ortopedia Técnica) exige a participação em sete capacitações que custam dois, três, sete mil reais; além da experiência mínima de cinco anos em oficina, para a habilitação técnica”, criticou a chefe da oficina do CCR, Denise Lopes Oliveira.
Atendimento em rede
O Centro Catarinense de Reabilitação foi credenciado pelo Ministério da Saúde, em julho do ano passado, para o tratamento de pacientes com deficiência física e mental, dentro da Rede de Proteção das Pessoas com Deficiências. Jaqueline Reginatto, que coordena esta rede em Santa Catarina, explicou que o estado terá nove centros de atendimento – um em cada região.
“Pedimos também a liberação para mais uma oficina ortopédica. Mas, pelo tamanho da população, o Ministério da Saúde não liberou”, disse Jaqueline.
O deputado Volnei Morastoni (PT), presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, acredita que o atendimento em rede proposto pelo governo federal e em implantação no estado deve dar conta da demanda.
“Com o modelo de atendimento em rede, vislumbramos um novo momento, também com os novos centros de reabilitação. Precisamos ampliar a velocidade de atendimento para diminuirmos as filas. Com esse novo modelo isso será possível”, acredita o deputado. Os centros regionais ainda não têm data para iniciar o atendimento. E não previsão para uma nova oficina ortopédica.
Problemas em rede
Os dirigentes do CCR criticam as primeiras instâncias do tratamento. Fisioterapias inadequadas ou ineficientes e coitos (partes que recebem as próteses) mal preparados pelos cirurgiões dificultam a continuidade da recuperação.
“Se tivéssemos condições de zerar a fila hoje, apenas 30% dos pacientes poderiam receber as próteses”, acusou o ortopedista Juliano Manozzo.
O deputado Sargento Amauri Soares (PSOL) acompanhou a visita ao CCR e se disse perplexo com a falta de qualificação e cursos técnicos na área de fabricação ortopédica. “Fiquei triste ao descobrir que uma associação de empresas privadas controla a formação técnica no Brasil. Isso indica o nível de engessamento do sistema público de saúde em nosso país”, disse Soares.
O deputado Serafim Venzon (PSDB) também participou da visita, ao lado do vice-presidente do Conede/SC, José Augusto Meier, e de representantes do SindSaúde. A Comissão de Saúde do Parlamento deve produzir um relatório da visita ao CCR e cobrar providências da Secretaria Estadual de Saúde. 

Faltam auxiliares para alunos com deficiência em salas de aula

Dos 462 estudantes deficientes que frequentavam as escolas, creches e salas de atendimento especializado no ano passado, 140 contavam com o apoio de 68 auxiliares de classes.

Sabrina Souza - sabrina.souza@ jcruzeiro.com.br  - programa de estágio Supervisão: Rosimeire Silva


Desde o início do ano, cerca de mil crianças com deficiência física ou mental foram matriculadas na rede municipal de ensino de Sorocaba, número que representa um aumento de 116% no atendimento a esses alunos em relação à 2013. Dos 462 estudantes deficientes que frequentavam as escolas, creches e salas de atendimento especializado no ano passado, 140 contavam com o apoio de 68 auxiliares de classes especializados - casos de crianças que não possuem total autonomia para desenvolver as atividades escolares. Apesar do aumento da demanda de alunos com esse perfil, o quadro de 68 auxiliares foi mantido no início desse ano letivo, o que tem provocado a falta de profissionais na rede. 


Uma das unidades que iniciou o ano letivo de 2014 sem os auxiliares é a Escola Municipal Quinzinho de Barros, na Vila Hortência. "Logo no primeiro dia de aula fomos informados que a Prefeitura tinha cortado os auxiliares", conta o corretor de imóveis Marcos Antônio Martins Pereira, pai de uma aluna com deficiência, matriculada no terceiro ano do ensino fundamental. "Fico preocupado com o aprendizado da minha filha, porque os professores não dão conta de cuidar da sala inteira, ainda mais se tratando de uma criança especial", afirma. A filha de Marcos estuda com outras cinco crianças com deficiência, sendo que uma delas usa cadeira de rodas. 

A mesma situação atinge a Escola Municipal Maria Ignês Figueiredo, no Mineirão, onde estudam pelo menos dez crianças com deficiência. Uma delas é o filho da dona de casa Cíntia de Oliveira. "Meu filho tem nove anos e ainda não sabe ler nem escrever, e essa situação só vai piorar sem a presença dos auxiliares", comenta ela sobre o aluno com paralisia cerebral. Também nesta unidade, a falta ocorre desde o início do ano letivo e o aviso foi feito pela própria diretoria. "Quando matriculei o Igor aqui já foi uma luta para conseguir auxiliar na classe dele e agora eles tiram sem dar nenhuma satisfação", reclama. 

Readequação do quadro 

O secretário municipal de Educação, José Simões de Almeida Júnior, informou que o quadro de auxiliares de classe especializados que atuam na rede municipal será readequado até o fim de março. Segundo ele, a contratação de mais profissionais deverá também suprir a necessidade de todas as unidades de ensino, já que algumas delas, que já contavam com o apoio dos auxiliares no ano passado, começaram suas aulas sem a presença desses funcionários. O secretário alega que isso ocorreu por conta da chama "realocação", através da qual o auxiliar escolhe se irá continuar trabalhando na mesma unidade ou se prefere ser transferido para outra. "O número de auxiliares não diminuiu, porém algumas escolas estão sem porque eles podem escolher onde querem exercer suas atividades", explica. 

Simões esclarece que o problema enfrentado por algumas unidades só poderá ser resolvido com a contratação dos novos profissionais, cujo número exato depende ainda de uma análise de quantos alunos com deficiência - dos mil matriculados - apresentam a necessidade de apoio de auxiliares. "Estamos trabalhando nisso há mais de 15 dias e pedimos paciência aos pais, pois até o fim de março a situação estará normalizada", diz. "Além disso, o atendimento feito pelos auxiliares não é individualizado, e isso também precisa ser levado em conta para as próximas contratações", ressalta. Depois da contratação, esses profissionais deverão ainda passar por treinamento voltado ao atendimento aos alunos especiais. 

Aluno educador do aluno 

Além do emprego de novos auxiliares de classe, o secretário afirma trabalhar ainda em outro projeto voltado aos alunos com deficiência. "Serão mais de cem profissionais que estamos chamando de aluno educador do estudante com necessidade especial e que se efetivará por meio de uma parceria com o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE)". Esse processo deverá ser concluído até o meio do ano, data em que o secretário espera normalizar o atendimento em toda a rede municipal. 

Fonte: cruzeirodosul

Não contratação de deficientes gera 280 ações contra empresas no Piauí

Ministério do Trabalho e Emprego diz que Lei está sendo desrespeitada.
Segundo diretora do Sine, a situação ocorre com frequência.


Do G1 PI

A norma que obriga empresas a contratarem pessoas com deficiência não esta sendo cumprida adequadamente em Teresina. Atualmente, existem 280 procedimentos do tipo registradas no Ministério do Trabalho na capital. Segundo a procuradora do trabalho Maria Elena, algumas empresas se recusam a contratar deficientes mesmo com o risco de multa. Ainda de acordo com ela, a dificuldade é equivalente ao grau da deficiência.

“As empresas não podem fazer isso. A lei é genérica e estabelece um percentual sobre o número total de empregados. A norma não especifica deficiências mais graves ou mais leves, como também não exigem grau de qualificação. O que é certo, é que ela vale para todas as pessoas com deficiência”, afirmou.

A diretora do Sistema Nacional de Empregos (Sine) no Piauí, Betânia Rios, confirmou que a situação ocorre com frequência. “O deficiente sai do Sine com uma carta de encaminhamento do Ministério do Trabalho para se dirigir a empresa e ser contratado. Contudo, chegando no local a empresa exige que o ele tenha um menor grau de deficiência, mesmo sem poder fazer isso”, relatou.

O desempregado Francisco José Junior contou que já sentiu na pele a descriminação praticada pelas empresas teresinenses, na hora de contratar deficientes. “Na hora do processo, alegaram que eu não tinha qualificação suficiente para o cargo, mesmo já possuindo experiência na área. Os empresários não tem o pensamento de nos inserir no mercado de trabalho, a intenção deles é apenas o lucro”, disse.

Vendas de carros aumentam 50% em Bauru após nova lei para deficientes

Valor de um veículo, por exemplo, por cair de R$ 46 mil para R$ 35 mil.
Primeiro passo para conseguir o benefício é pedir ao médico um laudo.


Do G1 Bauru e Marília

A legislação foi ampliada desde o ano passado para os benefícios a portadores de deficiências físicas e alguns tipos de enfermidades no momento de comprar um carro. As isenções de impostos, antes previstas somente para os condutores, agora foram estendidas para os que também não dirigem e dependem de outras para se locomover. Por conta da lei, só uma concessionária de Bauru (SP) aumentou as vendas em quase 50%.
O valor de um veículo, por exemplo, com câmbio automático, que na tabela sai por quase R$ 46 mil, pode ser chegar com os descontos nos impostos, ele pode sair por até R$ 35 mil. A lista de pessoas que têm o direito de comprar um veículo mais barato é extensa. Deficientes físicos, pessoas que sofrem de artrite reumatoide, artrose, que sofreram Acidente Vascular Cerebral e quem teve câncer de mama são algumas das doenças. “Anteriormente, um cliente não condutor, uma pessoa que é incapaz de dirigir o veículo, quando a pessoa tem que dirigir por ela, essa pessoa não tinha isenção total de ICMS, somente de IPI”, informou o vendedor, Rodrigo Segura.
Com documentos nas mãos, Carlos Alberto Laureano espera na Ciretran a vez para ser atendido por um médico perito. Há oito anos ele sofreu um acidente de moto e teve parte da perna esquerda amputada. Agora, ele busca um benefício a que tem direito para poder comprar um veículo zero quilômetro, de até R$ 70 mil, com isenções dos impostos. “Quem conseguir ter um dinheirinho para dar entrada e conseguir pagar parcela, tem que correr atrás da isenção porque é bom”, disse.
Carros podem ter isenções em vários impostos (Foto: Reprodução/TV TEM)Carros podem ter isenções em vários impostos
(Foto: Reprodução/TV TEM)
O primeiro passo para conseguir o benefício é pedir ao médico um laudo com a Classificação Internacional de Doenças da Enfermidade e as restrições que elas provocam. Caso seja o condutor deve procurar uma autoescola especializada para obter a troca da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
No entanto, ela só será emitida após a realização de exames médicos, psicotécnico e prático. Um processo que pode demorar alguns meses. “É um processo um pouco burocrático, mas é simples. Existe assistência jurídica que faz esse processo e, em torno de sessenta a noventa dias, o cliente consegue comprar o seu carro”, avisou o gerente Júlio de Souza.

A comerciante Elisabete Portoni tem um filho tetraplégico. No porta-malas do carro mal cabe a cadeira de rodas. Ela já providenciou os papeis e aguarda que a parte burocrática seja resolvida para adquirir a compra de um carro maior para transportar o filho. “Cabe, no máximo, a cadeira. Precisaria comprar um carro maior pra a gente acertar direitinho porque eu ando muito com ele para as terapias, escola e pra tudo”, disse a comerciante, Elisabete Portoni.

Pessoas com deficiências que não dirigem têm direito às isenções (Foto: Reprodução/TV TEM)Pessoas com deficiências que não dirigem têm direito às isenções (Foto: Reprodução/TV TEM)Fonte:g1.globo.com

Mãe recorre à Justiça para matricular filho que não enxerga em escola particular

João Victor, que está na sexta série e também estuda piano, teve nessa quarta seu primeiro dia de aula.

Jefferson da Fonseca Coutinho - Estado de Minas

Os gêmeos e aspirantes a músicos João e Ana Vitória: batalha
começou depois que instituição em que estudavam
encerrou as atividades.
Os gêmeos e aspirantes a músicos João e Ana Vitória: batalha começou depois que instituição em que estudavam encerrou as atividades (Beto Magalhães/EM/D.A Press)
Viúva, com dois bebês gêmeos, Viviane Souza Alvim, na época com 30 anos, foi à luta na fé e no braço para superar o acidente de automóvel que lhe arrancou o marido. No colo, João Victor e Ana Vitória, nascidos prematuros, com 6 meses. A menina não teve complicações. Já o irmão, com descolamento da retina, perdeu a visão. Tempos de batalha, de força e de união da família. Hoje aos 11 anos, os dois pequenos seguem sendo “orgulho e razão de viver” de Viviane. Ana Vitória, além do sexto ano do ensino fundamental, estuda violino. João, na mesma série, se dedica ao piano. Depois de nova jornada de sufoco enfrentada pela mãe, diarista, ele está em fase de adaptação, após finalmente conseguir se matricular em uma nova escola e participar, nessa quarta-feira, do primeiro dia de aula.


Com cópias de documentos em mãos – entre eles uma liminar –, Viviane se mostra revoltada com as dificuldades encontradas para levar João Victor de volta à sala de aula, desde o fim do ano passado. A via-crúcis começou em dezembro, com o fechamento da instituição de ensino particular em que os gêmeos estudavam. Segundo a mãe, havia a garantia de que todos os alunos tinham matrícula assegurada no Colégio Batista Mineiro. “Estavam cientes da deficiência do João Victor. Fiz o pré-cadastro dos dois, que foi aceito, e quando fui fazer a matrícula, disseram que apenas a Ana Vitória estava garantida. A alegação deles foi de que ele não tinha ido bem em uma avaliação de matemática”, diz. Em nota, a instituição de ensino argumentou que não teria condições adequadas para promover o desenvolvimento do aluno.

No dia 3, com Ana Vitória de volta às aulas e João Victor ainda fora da escola, Viviane procurou o auxílio da Defensoria Pública. Dois dias depois, de acordo com a diarista, os defensores foram comunicados de nova negativa por parte da escola. A luta prosseguiu e, no dia 12, Viviane obteve liminar favorável à matrícula. “Ainda procurei dar à escola o prazo para que fosse comunicada e só fui fazer a matrícula na sexta-feira, dia 21, pela manhã. Lá, ouvi mais uma vez que eles não iriam aceitar meu filho. Meu João foi negado três vezes”, revolta-se.

Diante da nova recusa, Viviane foi até a delegacia do Bairro Floresta, na Região Leste de Belo Horizonte, e fez boletim de ocorrência. Ela afirma que só depois disso, na parte da tarde, às 17h23 – de acordo com o e-mail apresentado por ela – o colégio a convocou, enfim, para fazer a matrícula de João Victor. Porém, o desgaste foi tanto que, depois de conversar com o filho, Viviane decidiu buscar outra instituição. “Entendi que meu filho não seria bem-vindo naquela escola.” 

Mas ela está decidida a levar o assunto adiante na Justiça. “Vou fazer de tudo para que nenhum deficiente passe pelo que meu filho passou”, afirma. Na sala de casa, antes de trazer dois copos d’água para os visitantes e tocar Beethoven no teclado, João pede para falar. “Vou me formar advogado e juiz e vou voltar a essa escola e perguntar: ‘Lembram-se de mim?’”.

Dificuldade

Procurado pelo Estado de Minas, o Colégio Batista Mineiro se manifestou apenas por meio de nota, na qual afirma que “ao longo de seus 96 anos, tem atuado e cumprido a sua missão educacional de forma responsável e cuidadosa. Para isso, intervém e acompanha o desenvolvimento de todos os seus alunos.” A escola nega que recuse estudantes portadores de deficiência: “Nos casos daqueles que possuem necessidades educacionais especiais, a instituição estabelece permanente diálogo com as famílias e os educadores da escola. Adotamos uma política de inclusão educacional responsável.” Em relação a João Victor, o colégio argumenta que teria dificuldade de atender às necessidades do aluno, mas que mesmo assim se dispôs a aceitar a matrícula. “Informamos para a mãe as limitações da instituição para oferecer, neste momento, as condições necessárias e essenciais ao desenvolvimento adequado do seu filho. Contudo, na última sexta-feira (21/2/2014), a mãe foi contatada para comparecer à escola e efetivar a matrícula”, conclui o texto.

Fonte: em.com.br

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Analgésico indicado para grávidas pode prejudicar cérebro do bebê

Giuliana Reginatto Estadão Conteúdo, em São Paulo
                                                                                                                                               Getty Images
     Quanto maior o tempo durante o qual o paracetamol foi tomado (nos segundo e terceiro trimestres da gestação), mais forte a associação com o TDAH
Quanto maior o tempo durante o qual o paracetamol foi tomado (nos segundo e terceiro trimestres da gestação), mais forte a associação com o TDAH.

Estudo científico publicado na revista de pediatria do Jornal da Associação Médica Americana (Jama) questiona a segurança do paracetamol (acetaminofeno), presente em muitos analgésicos comuns, para mulheres grávidas. Seu uso na gestação poderia afetar o cérebro do bebê em formação.


É a primeira vez que a substância, comercializada em medicamentos desde a década de 1950 e indicada frequentemente para gestantes, aparece relacionada a um risco aumentado de transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) em crianças cujas mães fizeram uso do remédio durante a gestação.

O relatório é assinado por pesquisadores da Escola de Saúde Pública Fielding, da Universidade da Califórnia (UCLA), e por cientistas da Universidade de Aharus, na Dinamarca. O estudo levou em conta 64.322 mães e filhos que haviam participado de um levantamento entre 1996 e 2002. Mais da metade dessas mulheres tomou paracetamol ao menos uma vez na gravidez.

Os pesquisadores descobriram que as mulheres grávidas que tomaram o medicamento tiveram um risco 37% maior de ter filhos com uma forma severa de TDAH (transtorno hiperquinético), em comparação com as mulheres grávidas que não usaram o analgésico. Além disso, as que foram medicadas tiveram 29% mais probabilidades de ter filhos aos quais foram prescritos remédios para o TDAH e 13% mais risco de ter filhos com sintomas similares aos do TDAH aos 7 anos.

Quanto maior o tempo durante o qual o paracetamol foi tomado (nos segundo e terceiro trimestres da gestação), mais forte a associação com o TDAH. O risco de transtorno hiperquinético subiu mais de 50% em crianças cujas mães tinham usado a medicação por mais de 20 semanas na gravidez.



Três anos passaram e o que aconteceu?

*Por Tancy Costa

Desde 2009, estou com meu radar ligado quando escuto a palavra acessibilidade, inclusão e deficiência. O interesse surgiu de outras palavras que são muito caras para mim: igualdade, justiça, cidadania e direitos humanos. Tudo isso veio em parte no meu DNA, esse olhar para o outro foi herdado por minha mãe. O olhar já existia dentro de mim, contudo foi desenvolvido nas escolas em que estudei, principalmente no Ensino Médio. Parece que existia um “chamado” em mim, que eu tinha um compromisso social enquanto ser humano que sou.

Fico feliz quando alguém alguém vê alguma novidade sobre inclusão e vem conversar comigo ou puxa um papo sobre o assunto. Nesses três anos algumas coisas mudaram em minha vida, criamos o blog, entrei no mestrado, realizei minha pesquisa relacionando deficiência e mídia e a defendi. Aqui no blog, também já passamos por várias fases no blog.

Tivemos mais presentes nas redes sociais, no começo éramos três, mas o Luís Daniel resolveu nos deixar por motivos pessoais e profissionais. Ganhamos novos colunistas, pessoas que nos ajudam a continuar e escrevem sobre temas específicos.  O que me faz continuar são os comentários e emails que recebemos. Muitas vezes nossos outros projetos pessoais acabam nos desmotivando a continuar aqui.
Mas depois de ter estudado com mais profundidade como as pessoas com deficiência se sentiam representadas nas principais revistas brasileiras, percebi que ainda é necessário outras fontes (blogs, sites, revistas) especializadas tragam uma representação mais inclusiva. O tema tem conseguido permeabilidade na sociedade, cada vez mais emissoras de tv, revistas e portais da internet têm dado espaço para falar sobre deficiência.
Por outro lado, uma reflexão feita, em minha banca de mestrado, pela professora Dr. Rosana Lima foi importante. Ela refletia que a inclusão só acontecerá quando a pessoa com deficiência for fonte não somente para tratar do tema, mas para tratar de qualquer tema. Sim, o blog continua a cumprir seu papel enquanto as pessoas com deficiência tiverem voz, não só para falar desse assunto como de outros importantes para qualquer cidadão. 

Mulher nascida no ES é reconhecida como a mais idosa com síndrome de Down

Flávia Bernades Do UOL, em Vitória (ES)
                                                                                                                                                                                    Arquivo Pessoal
Na foto, Dona Olga Gums, a pessoa mais idosa com síndrome de Down do país, ao lado das sobrinhas-netas Pollyana Hoffmamm Gums (de rosa) e Ana Paula Hoffmamm
Na foto, Dona Olga Gums, a pessoa mais idosa com síndrome de Down do país, ao lado das sobrinhas-netas Pollyana Hoffmamm Gums (de rosa) e Ana Paula Hoffmamm

Olga Gums, de 77 anos, é a brasileira com síndrome de Down mais idosa do país. O recorde foi divulgado nesta quarta-feira (26) pela RankBrasil, que registra recordes brasileiros há mais de 14 anos. Ela superou Maria de Nazaré, reconhecida em 2010, aos 67 anos.

Nascida no dia 27 de maio de 1936, em Santa Maria de Jetibá, na região serrana do Espírito Santo, Olga Gums mora atualmente em um sítio no distrito de Aparecidinha, no município de Santa Tereza, na mesma região, e leva uma vida saudável e alegre, segundo sua sobrinha-neta Pollyana Hoffmamm Gums, filha de um dos sobrinhos de Olga.

Com dez anos a mais do que a antiga recordista, o segredo da vitalidade de Olga Gums, segundo a sobrinha, é a boa alimentação e a vida tranquila que leva. Durante o dia, Olga toca gaita, passa boa parte do tempo em sua cadeira de balanço localizada na varanda da casa, reza e recebe visitas. "Ela adora abraçar e beijar, é muito alegre. Quem a visita não deixa de trazer um pão doce da padaria, ela adora!", conta.

Quanto à saúde de ferro, a sobrinha garante que qualquer limitação se dá mais pela idade do que pela síndrome.  Enquanto fazia os últimos exames médicos para a realização de uma cirurgia de catarata até os médicos se surpreenderam com sua vitalidade. De acordo com a família, nem o exame do coração, nem o de sangue apontaram qualquer anomalia.

Segundo Pollyana, o único problema de saúde da tia-avó foi a catarata que a deixou cega de um olho, o outro conseguiu ser salvo após uma cirurgia que transcorreu tranquilamente. Conseguindo enxergar, a senhora identificou sua foto em um jornal local, entregue pela família.


"Fizemos de tudo para que ela fosse reconhecida. Eu vi que existia esse recorde no site do RankBrasil e me informei sobre como inscrevê-la. Chegamos a procurar apoio dos órgãos públicos, mas não tivemos sucesso. Foi então que amigos e familiares se mobilizaram para providenciar todos os papéis,  pagar as taxas da papelada e, finalmente, enviar tudo para o reconhecimento. Mostramos a foto dela no jornal local e ela sorriu", diz a sobrinha-neta.

Segundo Pollyana, a tia nasceu no município mais pomerano do país e é filha de pais pomeranos que vieram morar no Espírito Santo e se instalaram na região. Por isso, não fala português. "Ela  nasceu aqui, mas só fala pomerano, como muitos. Tudo que é preciso falar em português é traduzido pela minha tia Sofia Gums que é sobrinha dela e é  também quem cuida e mora com ela".

Caçula entre 11 irmãos, Olga irá comemorar 78 anos em maio deste ano e deverá viver muitos anos, garantem os familiares. A expectativa de vida das pessoas com Síndrome de Down até 1990 era de 50 anos.

"O recorde foi uma conquista batalhada exclusivamente pela família, infelizmente os deficientes ainda sofrem preconceito na atualidade, mas para nós é uma felicidade muito grande ter um membro familiar reconhecido. Ela é amada independente de qualquer cromossomo a mais. É tratada com muito respeito e carinho e devolve em dobro com sua alegria", afirma a sobrinha.

Pomeranos

A Pomerânia é uma província com 30.235 km localizada na costa do mar Báltico, ao norte da Polônia e da Alemanha. A língua pomerana, segundo a Prefeitura de Santa Maria de Jetibá veio com os imigrantes e é falada em cinco Estados do Brasil, tanto por adultos como por jovens e crianças.

Em 2009, o pomerano completará 150 anos de presença em solo espírito-santense. Estima-se que ali esta língua seja falada por cerca de 120 mil pessoas. No Espírito Santo, as comunidades pomeranas estão situadas numa faixa que se estende do sul até o norte do Estado, a partir de municípios da região serrana, desde Domingos Martins, passando por Santa Maria de Jetibá, Colatina, chegando a Vila Pavão, ao norte.  

O povo, além de sua cultura e costumes, é conhecido no Estado por cultivar alimentos orgânicos, sem qualquer utilização de venenos agrícolas.




Paraplegia exige conjunto de intervenções para ser melhor estudada

A complexidade da paraplegia é o principal motivo da dificuldade de aplicação prática de tratamentos.

Por Carolina Shimoda (carol.shimodab@gmail.com)

As pesquisas de tratamento da paraplegia estão em constante andamento. A elas são somados esforços dos mais variados campos da ciência. Em agosto de 2013, o professor César Prado, da Faculdade de Medicina Veterinária (FMV) da USP, iniciou um tratamento de três meses para cães paraplégicos baseado na aplicação de células-tronco, seguida de eletroacupuntura.

Esse tipo de pesquisa, segundo ele mesmo enfatiza, tem pontos em comum com o tratamento para humanos, mostrando um possível caminho para avanços nessa área. “Pode-se, sim, fazer um paralelo com a paraplegia em humanos, pois ambos são acometidos pela mesma doença, a hérnia de disco”.

    Foto:       Mundo Animal
    A pesquisa feita em cães paraplégicos tem pontos em comum com o tratamento para humanos. 

Mesmo assim, o professor ressalta o cuidado que se deve ter ao analisar os resultados nos cães para criar as expectativas de aplicação em humanos. “Há algumas diferenças em como o processo ocorre nos cães e nos humanos. Além disso, uma diferença importante é que os cães são quadrúpedes, e a forma como a gravidade atua é diferente em nós, bípedes”.

A professora Michele Schultz, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, também conta sobre a necessidade de cautela ao se tentar transpor resultados alcançados em animais de laboratórios para a prática clínica. “Apesar de haver muitas similaridades entre os sistemas biológicos, muitos tratamentos testados em roedores foram parcialmente ou não eficazes em primatas não humanos e humanos”, exemplifica ela.

No geral, as paraplegias reversíveis podem ser curadas completa ou parcialmente, com a recuperação de funções. A dificuldade de se estabelecer tratamentos mais efetivos até hoje vem da complexidade do funcionamento do sistema nervoso central, já que a maioria dos casos de paraplegia vêm em decorrência de lesões na medula espinhal. Como enfatiza Schultz, esse sistema é formado por células que funcionam de forma integrada e intrincada, tornando a execução das funções mais complexa. Além disso, em uma situação de lesão, há várias respostas celulares, fazendo com que o avanço de propostas terapêuticas não seja mais ágil.

    Foto: Techinsider
A dificuldade para tratamentos mais efetivos na paraplegia vem da complexidade do sistema nervoso

“Particularmente, acredito que haverá necessidade de um conjunto de intervenções para que se consiga chegar a algum grau de recuperação funcional”, analisa Schultz. Segundo ela, os avanços tecnológicos permitem que se entenda o funcionamento do sistema nervoso e, consequentemente, faz com que se pense em tratamentos mais eficazes, desde intervenções não farmacológicas até transplantes celulares. Paralelamente, a tecnologia também viabiliza os tratamentos assistivos, que usam próteses robóticas, por exemplo. Entretanto, tais aparatos não tratam a causa da paralisia, apenas recuperam as funções motoras da pessoa. Já que não recuperam o dano ao sistema nervoso, déficits como falta de sensibilidade, por exemplo, não seriam abrangidos pelos dispositivos.

A reversibilidade das plegias depende de muitos fatores, tais como as condições do indivíduo no momento da lesão, o tempo de início do tratamento e o tipo de tratamento, além do fator causal. Para a determinação do prognóstico se serão reversíveis ou não, é necessária uma análise muito complexa.

Nos casos de paralisia reversível, o tratamento é da doença que a provocou. Ele deve ser feito o quanto antes, porque, muitas vezes, uma paraplegia reversível pode acabar transformando-se em outra, irreversível. Alguns casos provocados por tumores, hérnias de disco, deslocamentos ou fraturas vertebrais, por exemplo, podem exigir que a pessoa faça uma cirurgia.

O que é paraplegia?
A paraplegia ocorre quando as vias motoras e sensitivas da medula espinhal são interrompidas. As causas mais comuns dessas interrupções são acidentes automobilísticos e mergulhos em águas não muito profundas, mas existe também uma forma de paraplegia espástica infantil. Essa doença congênita surge devido a lesões do córtex cerebral que acontecem durante o parto, hemorragias cerebrais ou por causa de alterações no desenvolvimento cerebral.

    Foto: D&P Injury Lawyers
   A paraplegia ocorre quando as vias motoras e sensitivas da medula espinhal são interrompidas. 

Classifica-se a paralisia em completa ou incompleta. No primeiro caso, a pessoa perde todo movimento dos membros inferiores e não há função ou sensação muscular. Os membros deixam de receber e enviar qualquer tipo de estímulo nervoso e é comum que seja perdido também o controle das funções fisiológicas nas áreas afetadas. Já no segundo tipo, a pessoa ainda mantém alguns movimentos dos membros inferiores, mas perde a força necessária para que ela ande.

A área corporal afetada varia de acordo com a lesão. Quanto mais elevada for a contusão na coluna (na região dorsal ou lombar), maior a área corporal afetada.

Diferenças entre paraplegia, tetraplegia e quadriplegia
As situações que levam à lesão da medula espinhal, tais como acidentes automobilísticos, podem causar tanto a paraplegia quanto a tetraplegia. A diferença básica entre as duas paralisias é que a paraplegia afeta apenas os membros inferiores, enquanto a tetraplegia atinge tanto os membros superiores quanto os inferiores. O que justifica essa diferença é a altura da vértebra lesionada. A tetraplegia é causada pelo dano na região superior da medula, normalmente entre a primeira e a sétima vértebras cervicais (região do pescoço), enquanto a paraplegia é ocasionada por lesões na região do tronco.

    Infográfico: Jornalismo Júnior

Assim como a tetraplegia, a quadriplegia também afeta os quatro membros. O que diferencia ambas é o fator que causa as paralisias, bem como a intensidade delas. Enquanto a tetraplegia é resultado de uma lesão medular, a quadriplegia é produto de uma lesão no encéfalo, sendo sintoma de distúrbios neurológicos sérios, envolvendo danos cerebrais ou na medula. Pode ocorrer em hemorragias cerebrais, no caso de traumas, e em desordens da coagulação, mutações vasculares inatas, quando o sangramento atinge o tronco encefálico e rompe-se um vaso cerebral. Também pode ser ocasionada por intervenções cirúrgicas mal sucedidas.

A outra diferença é que a intensidade da paralisia na quadriplegia é maior, reduzindo-se drasticamente a mobilidade da pessoa ou paralisando-a completamente, o que pode tornar até mesmo o ato de respirar muito mais difícil.

Aplicativo ajuda deficientes a andar em ambientes fechados

Projeto foi inspirado em um história da mitologia grega e criado na Itália.



A vida de um deficiente visual não é fácil e num mundo cheio de telas pode parecer que tudo fica pior, mas na verdade existem centenas de aplicativos para smartphones que ajudam o acesso de deficientes visuais a todos os tipos de informações muito mais facilmente do que seria possível sem a tecnologia. Entre esses aplicativos e recursos podemos citar os livros em áudio, apps que reconhecem cores e utilizam a voz de uma assistente virtual, entre vários outros recursos de usabilidade que estão presentes em smartphones e tablets. Existem até mesmo aplicativos que dão instruções de direção, igual ao GPS, mas para os deficientes visuais nem todos cumprem a proposta tão bem como eles precisam. E além disso, sistemas de GPS não funcionam em ambientes fechados como casas e lojas.

Porém um solução criada por Pierluigi Gallo e pela Universidade de Palermo na Itália oferece ajuda na navegação em qualquer tipo de ambiente fechado e que não tem nenhum tipo de distração de áudio ou a necessidade de GPS. A ideia é surpreendentemente simples e se baseou na história da mitologia grega entre Ariadne e Teseu.

No mito, Teseu se oferece para matar Minotauro, que vive em um labirinto na ilha de Creta. Para ajudá-lo, Ariadne lhe dá uma espada e um novelo de linha para que ele solte o fio pelo caminho e depois de matar o monstro, consiga retornar do labirinto.

A ideia do pessoal da Universidade de Palermo se aproxima da história e o aplicativo é chamado de Arianna, o nome Italiano para Ariadne e que também é uma abreviação para pAth Recognition for Indoor Assisted NavigatioN with Augmented perception. A ideia deles é fazer o mapeamento de uma rota por uma casa ou prédio utilizando fita adesiva colorida no chão.

Em um ambiente mapeado, o usuário aponta a câmera do celular para o chão e põe o dedo sobre a tela, o usuário precisa fazer um movimento com a câmera e então ele escaneia o caminho. Enquanto isso o aplicativo analisa os quadros produzidos pela câmera e detecta a linha conforme ela se move na tela. QR Codes colocados no chão podem dar ao usuário outras informações, como a localização de lugares como banheiros, bebedouros de água, lojas e assim por diante.

Eles já testaram o projeto em dezembro e disseram que funciona muito bem, porém já planejam algumas novidades para o futuro. Uma das ideias é usar linhas de infravermelho, que não são visíveis, mas que podem ser detectadas pelas câmeras dos smartphones. E esta sensibilidade ao infravermelho é atualmente um recurso sub-utilizados na maioria dos smartphones, como eles próprios apontam.

Eles não disseram quando a ideia estará disponível nas lojas de aplicativos, nem quanto irá custar. A adoção desse tipo de recurso pode ser muito barata devido a larga adoção de smartphones e aparelhos disponíveis em várias faixas de preço. Além do aplicativo é necessário colocar as linhas em lojas e ambientes de uso comum, mas certamente não será algo caro.

Texto reprduzido do site Mobilexpert (http://mobilexpert.com.br)


Fonte: correio.rac.com.br

Conselho da RMC discute ações para deficientes

iG Paulista -  Da redação | igpaulista@rac.com.br

       Foto: Divulgação
     
     A reunião marcou o retorno das atividades do Parlamento Metropolitano

Representantes das 19 cidades na RMC (Região Metropolitana de Campinas), debateram no último dia 21, na Câmara de Artur Nogueira, sobre problemas de acessibilidade e empregos para deficiente na região. A reunião marcou o retorno das atividades do Parlamento Metropolitano no semestre, sob a coordenação do presidente da Câmara de Valinhos, vereador Lorival Messias de Oliveira (PROS).

Para falar sobre o mercado de trabalho na região esteve presente a coordenadora do Programa estadual de Apoio à Pessoa com Deficiência (PADEF), Marinalva Cruz, que apresentou dados de empregabilidade das cidades que integram o Parlamento, bem como, os principais entraves enfrentados pelas pessoas com deficiência na busca pela colocação.

De acordo com a especialista, o PADEF foi criado em 1995 com o objetivo ajudar as pessoas com deficiência a conseguirem uma colocação no mercado de trabalho. Isso é feito por meio da inscrição dos candidatos no sistema online de intermediação de mão de obra, cursos de qualificação profissional, orientação e eventos que visem ampliar e garantir a inclusão no mercado. “O PADEF já ajudou 12 mil pessoas a encontrarem um emprego”, destacou.

Segundo dados do projeto, apenas 0,9% da população empregada na Região Metropolitana de Campinas possui algum tipo de deficiência, percentual pouco acima da média nacional que é de 0,7%. “A contratação só deixa de acontecer por falta de informação ou acessibilidade no local. Não podemos olhar a pessoa com deficiência apenas pelo que ela não pode fazer, mas sim pelo que ela pode fazer. É necessário dar condições para que as pessoas desenvolvam as atividades”, explicou.

Temas como Acessibilidade e Mobilidade Urbana fizeram parte das discussões a partir das explanações do presidente do Conselho Estadual para Assuntos da Pessoa com Deficiência, Ronilson Silva.

Segundo Silva, a acessibilidade ainda está focada nos grandes centros, ao passo que os municípios menores, deixam de cumprir os requisitos previstos em lei e que envolvem critérios da ABNT. 

Silva também pediu empenho dos vereadores para fiscalizarem as frotas de ônibus que prestam serviços na RMC, que devem estar totalmente adaptadas para receber a pessoa com deficiência.

O Decreto Lei nº 8.145/2013 que trata da Aposentadoria Especial para a Pessoa com a Deficiência foi detalhado pelo presidente do conselho que disse serem necessárias algumas mudanças para atender integralmente a pessoa com deficiência. “Esta legislação é um grande avanço, mas ela ainda não trata da deficiência em sua totalidade. Hoje só é analisada a capacidade de o requerente exercer a profissão”.

Por fim, o presidente do Conselho entregou a todos os vereadores uma cartilha com conceitos, terminologias utilizadas, legislação sobre o tema e propostas de projetos a serem apresentadas nas câmaras municipais para que a RMC seja referência na inclusão. 



quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Limite é para os fracos: conheça o paraplégico que é inspiração no Base Jumping

Em 2004, um acidente trágico de base jumping tirou o movimento das pernas de Lonnie Bissonnette. O canadense de 47 anos se preparava para completar o seu salto 1100, quando os cabos que ligam o esportista ao paraquedas se enroscaram no seu pé e ele caiu de uma altura de 150 metros a 113 quilômetros por hora.
Por Mathias Brotero em parceria com a Kanui

Lonnie Bissonnette foi o primeiro e único cadeirante a praticar base jumping.
Lonnie Bissonnette foi o primeiro e único cadeirante a praticar base jumping.
O mestre dos saltos poderia ter parado por ai. Mas se o fizesse, não teria dado essa lição de vida a todos que acreditavam no fim de um atleta.

Já dizia Charles Darwin que “Quem sobrevive não é o mais forte ou o mais inteligente, e sim aquele que se adapta melhor às mudanças”. Depois de um ano sem poder andar, Lonnie decidiu que iria saltar mais uma vez, só que de cadeira de rodas. Mesmo sendo desaconselhado pelos médicos, Bissonnette não podia deixar aquele episódio transformar sua vida saudável e hiperativa, em uma sedentária e monótona.

Hoje Lonnie Bissonnette é o primeiro e único cadeirante e praticante de base jumping. O canadense ainda deixa claro que não vai parar por ai. Ele pretende ser o primeiro cadeirante paraplégico a praticar wingsuit base jumping.

Essa fantástica história serve para nos ensinar que devemos sempre aproveitar o máximo que a vida tem a nos oferecer. Se algo nos aborrece, por menor ou maior que seja, temos que de alguma forma extrair esse sentimento da nossa alma e substituí-lo por algo que vai nos trazer felicidade. Lonnie Bissonnette é o maior exemplo disso. Como diz um antigo provérbio chinês, “Fracassar não é cair, é recusar-se a levantar”.


Fonte: Catraca Livre - deficienteciente