sábado, 15 de março de 2014

Para ministra, Convenção de Haia deve mudar em caso de disputa de filho com deficiência

Anderson Vieira
Agência Senado

                 
                      Maria do Rosário: há 148 casode crianças trazidas do exterior e 23 de menores levados daqui

A ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, defendeu, nesta quarta-feira (12), uma atualização da Convenção de Haia para garantir tratamento diferenciado a crianças comdeficiências mentais ou intelectuais em casode disputa da guarda pelos pais. A ministra participou de audiência interativa das comissões de Relações Exteriores e de Direitos Humanos sobre o documento internacional assinado em 1980, que trata dos aspectos civis da subtração internacional de menores e do combate ao sequestro de crianças por um dos pais, por meio da cooperação entre autoridades.
Maria do Rosário explicou que, quando há divergências entre pais de nacionalidades diferentes, aConvenção usa o princípio da residência habitual. Ou seja, a competência para a solução do conflito é do país onde a criança vive habitualmente, com exceção dos casoem que haja violência de uma das partes. Ela entende que deve haver exceção também para os casodecrianças com deficiência mental ou intelectual.
 Uma criança com deficiência tem direitos específicos. Qual a pátria da criança com deficiência? Uma criança especial que se relaciona principalmente com sua genitora e é levada para outro país, perde sua pátria – opinou. Segundo a ministra, há atualmente no Brasil 148 casodecrianças trazidas do exterior para o Brasil e apenas 23 casode menores levados daqui para fora. A diferença, segundo ela, deve-se ao fato de o Brasil adotar procedimento mais rígido para a saída do território nacional.
– Nenhum menor embarca em qualquer viagem internacional sem autorização expressa deambos os genitores, o que não ocorre em outras nações. De fora para cá, basta um passaporte e anuência de um dos pais – comparou.
Síndrome de Down
Os parlamentares ouviram o depoimento da brasileira Eliana Rodrigues, que teve a filha de 12 anos levada para a Alemanha pelo ex-marido em 2012. disputa começou quando ela veio parao Brasil e decidiu se separar do marido alemão, alegando violência doméstica e abuso sexual contra a filha que tem Síndrome de Down. No Brasil, ela conseguiu ficar com a adolescente; mas, logo depois, o pai ingressou com uma ação na Justiça em São Paulo e obteve o direito de levar a adolescente de volta à Europa num processo, que, segundo Eliana, durou apenas 40 dias.
A brasileira reclama que teve o direito de defesa cerceado e defendeu a aprovação de um projeto para impedir que uma criança no centro de uma disputa internacional seja levada para o exterior somente com a decisão de um juiz de primeiro grau. Na opinião dela, nenhum menor poderia deixar o Brasil sem o posicionamento do Supremo Tribunal Federal (STF).
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) é um dos que apoiam a luta de Eliana Rodrigues para trazer a filha de volta. Emocionado, ele leu a carta de uma outra mãe brasileira, Maria Célia Vargas, que passou por problema semelhante e obteve sucesso na missão de rever o filho. O garoto foi levado pelo pai para a França e ela só o reencontrou 14 anos depois de muita luta.
Suplicy também defendeu a necessidade do posicionamento de um tribunal superior para que crianças disputadas pelos pais possam deixar o país.
Representação parlamentar
Para o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), o depoimento de Eliana Rodrigues reforça a necessidade de o Congresso ter representantes específicos para os brasileiros que vivem no exterior. Para isso, defendeu a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição 05/2005.
– O Itamaraty faz trabalho técnico, administrativo e jurídico, mas não político. Há mais brasileiros no exterior do que no Distrito Federal e ou em vários estados, sem ninguém que os represente aqui. Outros países já fazem isso e podemos seguir este exemplo – afirmou.
No fim da audiência, a senadora Ana Rita (PT-ES), presidente da CDH, informou que a comissão vai apoiar a aprovação da PEC e pedir informações a órgãos competentes brasileiros e alemães sobre o caso Eliana Rodrigues. Além disso, a senadora informou que pretende realizar outra audiência pública, desta vez para tratar da adoção internacional de crianças.

Cadeira movida a energia solar permite que deficientes entrem no mar na Grécia

Com a cadeira, os deficientes  físicos possam entrar e sair da praia sozinhos.

Redação CicloVivo 

      Com a cadeira, os deficientes físicos possam entrar e sair da praia sozinhos.

Uma equipe de cientistas criou uma cadeira especial na Grécia para que os deficientes físicos possam entrar e sair da praia sozinhos. O aparelho é tão interessante que virou tema de documentário.

Chamado de Seatrac, o dispositivo possui patente europeia e americana. É uma alternativa para a falta de infraestrutura do país em receber a população e até mesmo os turistas que também querem desfrutar das praias.

Já foi vendido para diversos municípios que instalaram o equipamento nas praias gregas. Entretanto, uma matéria na Reuters relata a falta de apoio das autoridades locais para apoiar a implantação do projeto nas cidades, uma vez que é preciso construir uma rampa do calçadão até água.

Além disso, há falta de respeito da própria população que bloqueia a passagem com veículos, utiliza as rampas como trampolim de mergulho ou rouba os painéis solares instalados. O engenheiro Ignatios Fotiou, um dos inventores do Seatrac, afirmou que a falta de apoio era semelhante à "construção de um apartamento de cobertura sem um edifício embaixo dele".
Além de Fotiou, o aparelho foi desenvolvido por Nikos Logothetis e Gerasimos Fessian. A invenção do trio ganhou fama com a competição do Vimeo em que foram inscritos mini documentários sobre inovações que podem ajudar as pessoas a viverem com mais qualidade de vida.

Assista ao documentário click AQUI.

Fonte:ciclovivo


Jovem vítima de estupro morre após atear fogo em si mesma durante protesto

Um tribunal retirou as acusações contra autores do crime, o que provocou o protesto.

AFP


Amina Bibi, de 18 anos, jogou gasolina em si mesma em frente a uma delegacia - Reuters

Uma adolescente paquistanesa morreu nesta sexta-feira (14) depois de atear fogo em si mesma após um tribunal retirar as acusações contra quatro homens acusados de estuprá-la, informou a polícia.
O incidente ocorreu no distrito de Muzaffargarh, na província de Punjab, onde o estupro coletivo em 2002 de Mukhtar Mai, uma mulher analfabeta, foi manchete em todo o mundo.
Amina Bibi, de 18 anos, jogou gasolina e ateou fogo no próprio corpo na quinta-feira em frente a uma delegacia de polícia na cidade de Beet Meer Hazar, segundo a polícia.
Redes de televisão paquistanesas transmitiram imagens terríveis que mostravam a autoimolação e as tentativas desesperadas dos pedestres de apagar as chamas.
A jovem foi levada a um hospital público próximo, onde os médicos tentaram salvá-la, mas ela sucumbiu aos ferimentos na manhã desta sexta-feira, explicou a polícia.
A jovem foi supostamente estuprada por quatro homens, incluindo um membro de sua família, em janeiro, e reportou o incidente à polícia.
No entanto, um tribunal local de Muzaffargarh arquivou o caso na quinta-feira, depois que um relatório da polícia afirmou que Amina não havia sido estuprada, levando a adolescente a tomar esta medida desesperada.
"Nadir, o principal acusado no caso, era um parente da vítima e eles tiveram uma briga familiar", informou o oficial de polícia Chaudhry Asghar Ali à AFP.
"O caso foi investigado duas vezes e os investigadores descobriram que a vítima não havia sido estuprada", acrescentou.
A Suprema Corte do Paquistão exigiu nesta sexta-feira uma explicação sobre o incidente, ordenando que os chefes da polícia da província e do distrito compareçam pessoalmente ao Tribunal.
A Corte ordenou que a polícia envie um relatório explicando como o caso foi investigado e as razões pelas quais os homens acusados foram inocentados.
A porta-voz do chefe da polícia de Punjab informou que uma equipe de investigação foi enviada à região para analisar o caso.
"Enviamos uma equipe de investigação à área e suspendemos os funcionários da polícia que eram os responsáveis pelo caso", declarou Nabeela Ghazanfar, porta-voz do chefe da polícia de Punjab.
A Comissão de Direitos Humanos do Paquistão, independente, exigiu que o governo aja para garantir que os criminosos sejam levados à justiça.
"O sacrifício desta adolescente expôs as provações que as vítimas de estupro no país enfrentam quando tentam levar seus algozes à justiça", afirmou o grupo.
"É de conhecimento comum que apenas as vítimas de estupro corajosas no Paquistão levam o assunto à polícia ou ao tribunal", acrescentou.
A violência física e sexual contra mulheres é generalizada no Paquistão, um país muçulmano patriarcal e conservador.
Um dos casos mais famosos de crimes sexuais contra mulheres, o estupro de Mukhtar Mai, em 2002, e sua sobrevivência, a transformaram em um ícone internacional dos direitos das mulheres.
 Copyright AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados

Nova Odessa tem 1º Festival Paralímpico em março



No dia 27 de março acontece o 1º Festival Paralímpico de Nova Odessa, das 8h às 12h30, no Ginásio de Esportes do Jardim Santa Rosa, localizado na Rua Joaquim Bassora, sem número, no Jardim Santa Rosa. 

O evento será realizado pela Prefeitura de Nova Odessa, através da Secretaria de Esportes com apoio da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), Apnen (Associação dos Portadores de Necessidades Especiais de Nova Odessa) e a Apadano (Associação dos Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos de Nova Odessa). O projeto do evento teve como base uma iniciativa do vereador Celso Gomes Aprígio, o Celso da Concrenova (PSDB).

“O nosso objetivo com este festival é integrar as pessoas deficientes das três entidades do nosso município e através deles, mostrar que o esporte é acessível a todos”, explicou o secretário de Esportes, Angelo Roberto Réstio, o Nenê Réstio.

“No ano passado, eu fiz um requerimento ao prefeito para criação de um campeonato paralímpico em Nova Odessa e ele respondeu positivamente. Então, em reunião com as três entidades do município que atendem os deficientes, decidimos mudar o evento para um festival. Fizemos isso pois nossa intenção era estimular a inclusão e não a competição”, declarou o vereador.

O evento deve reunir aproximadamente 40 atletas, sendo que todos os participantes receberão medalha de mérito. Algumas das modalidades que estarão presentes no festival são tênis de campo, judô, corrida, corrida/cadeirante e pelota.

“Esse festival só vai acontecer devido ao apoio das entidades, a iniciativa do vereador Celso e os conselhos e apoio do Prefeito Bill. O Festival Paralímpico vai promover a inclusão em Nova Odessa e também a valorização do esporte. Por isso, eu convido toda a população para que venha prestigiar esse grande evento”, convidou Nenê Réstio. 

Programação:

8:00 – Chegada dos atletas/alunos (Entidades)

8:15 – Solenidade de abertura

8:45 – Demonstração Tênis

9:00 – Provas de Pista
50 mts – corrida
50 mts – marcha atlética (Sind. Down) – demonstração

9:30 – LANCHE

10:00 – Provas de Campo
Peso
Pelota
Disco
Dardo

11:00 – Volei sentado/adaptado

11:30 às 12:30 – Premiação/encerramento

Diretoria de Comunicação




Menino de 8 anos mobiliza campanha de doação à Laramara

“Eles não podem ver, mas podem sentir o amor que você compartilhou”. Essa foi a frase que Alejandro Cuan Tichauer, de apenas 8 anos, usou para agradecer cerca de 160 pessoas que se sensibilizaram com sua campanha de doação à Laramara – Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual. Ao todo, o menino arrecadou mais de R$ 5.000,00.
A saga de Alejandro começou depois que ele conheceu as dificuldades das pessoas com deficiência visual, durante uma palestra com especialistas da Laramara, em sua escola no bairro do Itaim Bibi, em São Paulo. Sua ideia inicial era arrecadar dinheiro para comprar uma Máquina Braille.
Segundo Bety Tichauer, mãe de Alejandro, o menino escreveu várias cartas para mobilizar vizinhos, amigos de seus pais e da escola para conseguir comprar o equipamento. “Ele sempre foi uma criança engajada em ajudar outras pessoas. É um orgulho saber que ele conseguiu fazer a diferença”, comenta.
Com o dinheiro, foi possível comprar 2 Máquinas Braille e 25 bengalas, que serão doadas no dia 15/3, sábado, às 9h, no auditório da Laramara (rua Conselheiro Brotero, 338 – Barra Funda), a pessoas carentes atendidas pela instituição.
Sobre a Laramara:

A Laramara é uma das mais atuantes instituições especializadas em deficiência visual e um centro de referência na América Latina. Realiza atendimento socioeducativo especializado, com ações complementares e atividades específicas essenciais à aprendizagem e desenvolvimento das pessoas com deficiência visual e com deficiências associadas. As atividades são realizadas em grupos, organizados por faixa etária e os usuários dispõem ainda de atendimentos específicos de Braille, Soroban, Desenvolvimento da Eficiência Visual (Baixa Visão) e Orientação e Mobilidade. Disponibiliza recursos humanos para apoio à inclusão social, colabora para o aperfeiçoamento e a capacitação de profissionais e divulga suas experiências e aquisições para todo o Brasil, por meio de 30 recursos instrucionais produzidos por sua equipe, como livros, manuais e DVD's, contribuindo para que todas as crianças brasileiras possam ser educadas e beneficiadas. Laramara trouxe para o Brasil a fabricação da máquina Braille e da bengala, indispensáveis para a educação e a autonomia da pessoa cega. Buscando a inclusão profissional de jovens e adultos com deficiência visual, ampliou seu projeto socioeducativo, incluindo a preparação para o mundo do trabalho e vem desenvolvendo um programa especial para os jovens maiores de 17 anos. 
Fonte: Matéria recebida por e-mail de: Tacla Consultoria de Comunicação

NOVA ODESSA - Acessa São Paulo tem novo posto

francisco lima neto - nova odessa

foto: http://www.novaodessa.sp.gov.br/

O prefeito de Nova Odessa, Benjamim Vieira de Souza , o Bill (PSDB), e o secretário de Estado de Gestão Pública, Davi Zaia, inauguraram posto do programa Acessa São Paulo no Jardim São Jorge. O objetivo é incentivar a inclusão digital e oferecer à população acesso gratuito à Internet.


Os usuários que efetuarem o cadastro vão poder fazer pesquisas, além de participar de diversas atividades como elaboração de currículo, oficinas de digitação; Internet nível I; montagem e manutenção de computadores; artesanato; informática nível I; introdução ao Linux; lógica de programação; libras nível I; inglês e espanhol nível II.

Foram instalados dez computadores com sistema operacional 4.0 - que permite o uso por deficientes visuais -, e Internet com velocidade de 2 Mb (megabytes). O prédio está adaptado para garantir o acesso das pessoas com deficiência, segundo a prefeitura. O posto terá um monitor.

Os horários para utilização dos computadores são de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. É necessário fazer cadastro gratuito e cumprir algumas regras.


sexta-feira, 14 de março de 2014

Pessoas com deficiência atendidas pela prefeitura ganham viagem para a praia

Pessoas com deficiência atendidas pela Prefeitura de Dourados através do Centro de Convivência da Pessoa com Deficiência “Dorcelina Folador”, viajam nesta quinta-feira para a praia de São Vicente (SP). A partida será na sede da unidade, às 13h.
Praia do Itararé - São Vicente - foto: alan azevedo 

são vicenteEles retornam na manhã de segunda-feira (17). Além de conhecer a praia, o grupo fará visitas a pontos turísticos da cidade, que tem importante valor histórico, já que foi a primeira fundada pelos portugueses no país. Os ensinamentos do local serão trabalhados com os frequentadores do centro de convivência durante todo o ano.
A viagem é custeada pela prefeitura, que vai ceder transporte, hospedagem e alimentação. Ao todo, serão 42 viajantes entre pessoas com deficiência e acompanhantes.
“Nós fizemos uma pesquisa sobre o que eles gostariam para se sentir mais felizes e muitos disseram que tinham o sonho de conhecer a praia, então a prefeitura providenciou isso. É uma forma de elevar a auto estima deles”, afirmou a coordenadora do centro, Luiza Mara Rodrigues.
O centro Dorcelina Folador atende pessoas com deficiência de famílias em situação de vulnerabilidade social. No local elas recebem atendimento social, esportivo, cursos de artesanato e de qualificação profissional. A unidade mantida pela prefeitura ainda é referência em encaminhamento para o mercado de trabalho.
Os interessados em fazer parte das atividades do centro, podem procurar a unidade para inscrição. O Centro Dorcelina Folador fica na Rua dos Caiuás, 955, na Vila Rosa. É possível ainda entrar em contato por e-mail, através do ccpc.semas@dourados.ms.gov.br. O telefone é o 3411-7726.

Rondonópolis é referência em avaliação para alunos com deficiência

Embora entrem no censo escolar, não constam nos índices oficiais de educação dos municípios, estados e União.


Prefeitura Municipal de Rondonópolis


Imagem Internet/Ilustrativa
As escolas têm o grande desafio de tratar crianças deficientes como as demais praticando a política de inclusão. Muitas crianças frequentam as salas de aula regulares e salas recursos no contra turno durante todo o ano, mas via de regra não são avaliadas como as demais, são tratadas como diferentes numa proposta nacional de educação para todos. Embora entrem no censo escolar, não constam nos índices oficiais de educação dos municípios, estados e União.

A Secretaria Municipal de Educação de Rondonópolis (Semed) tem adotado ações que vão além das comuns na maioria dos municípios, implantou o sistema de avaliação adaptada para os alunos deficientes e chegou a meta de 100% dos alunos das fases finais dos Ciclos participando do processo de avaliação aplicado no município, o SAEM (Sistema de Avaliação do Ensino Municipal).

A proposta de que todos os alunos nas fases finais sejam avaliados obedece à política adotada pela atual gestora da Pasta, secretária Ana Carla Muniz, que entende que diante dos números apresentados podem ser formuladas intervenções para a melhoria da educação no município. Os dados de todos os alunos são compilados juntamente com as habilidades sondadas para que os professores saibam exatamente o que deve ser reforçado nas próximas atividades e se detenham para analisar, estudar e apresentar ações para superação dos problemas. Os dados sobre os alunos deficientes seguem a mesma sistemática, embora não sejam ainda levados em consideração na média da nota geral. Para se chegar a esta proposta o trabalho foi árduo e necessitou de equipe especializada.

A avaliação feita para alunos deficientes é a mesma aplicada nas demais crianças, mas adaptada à deficiência do aluno que muitas vezes precisa de uma ajudante, um mediador, para resolvê-la. Em 2013, 31 alunos com deficiência participaram da avaliação, 13 conseguiram resolver a prova sozinhos e 19 necessitaram de um mediador. O sistema de avaliação já é referência no Estado e será apresentado em reunião ampliada na Capital para tratar de políticas públicas de inclusão e posteriormente será enviado para o Ministério da Educação (MEC).

O processo para inclusão dos alunos com deficiência no SAEM de Rondonópolis (MT) demanda trabalho, custo e uma equipe especializada para adaptar a prova de forma que possa ser resolvida por alunos surdos, com baixa visão, com deficiência física, e Transtorno de Epectro Autista. Enquanto a avaliação normal possui 13 páginas e é impressa em preto e branco, a adaptada possui 31 páginas, sendo que cada página contém apenas uma questão, escrita em caixa alta (todas as letras maiúsculas), com entrelinha maior e ilustrada com imagens coloridas.

O recurso da ilustração é essencial para que o aluno com deficiência entenda melhor a questão. Este é o aspecto mais difícil na adaptação da avaliação, assegura a fonoaudióloga Ana Néri Garcia Fanaia Rodrigues. “É necessário que a ilustração seja compatível com o texto, seja simples, limpa, para melhorar a compreensão da questão e não poluir visualmente a página, que tem que propiciar uma leitura global e objetiva para o aluno”.

Ana Néri é uma das integrantes da equipe de adaptação composta também pela pedagoga com habilitação em Deficiência Intelectual Ariane Lima Martin e o psicólogo Bruno Gonçalves. A equipe fica responsável por toda adaptação da prova que requer um olhar diferenciado com a proposta de tornar fácil a resolução da mesma.

A proposta é que a criança tenha facilidade na hora de resolver as questões. E a maioria das crianças consegue fazê-la, sendo necessária a presença de um mediador somente para alunos que possuam deficiência intelectual ou que não consigam escrever. Nestes casos, o professor mediador é capacitado e preferencialmente acompanha um aluno que não seja seu.

A gerente da Divisão de Avaliação e Monitoramento de Indicadores, Vilma Ineis Fernandes Silva, destaca que as avaliações são extremamente importantes no processo educacional, porque geram indicadores que analisados mostram quais as áreas e conteúdos que merecem atenção especial da equipe e dos educadores, para que sejam feitas intervenções pedagógicas que melhorem a aprendizagem dos alunos. Como exemplo cita a avaliação da 3ª fase do 1º Ciclo em que são avaliadas oito habilidades de Matemática, nove de Língua Portuguesa e cinco de Ciências. Diferente do que acontece em nível nacional as questões de Ciências no município não foram aplicadas por amostragem, mas para todos os alunos.

Após a aplicação da avaliação, há a correção, tabulação de dados, aferição dos índices. Depois de pronto o processo, os dados são enviados para as escolas para serem analisados e para que cada equipe pedagógica formule o planejamento para a superação das habilidades pouco desenvolvidas. No final do processo a escola tem em mãos uma espécie de mapa para organizar as melhores propostas para a melhoria do ensino por turmas ou individual.

O processo é o mesmo para os alunos com deficiência, eles contam com professores capacitados para o atendimento e acompanhamento diário. Mesmo sem fazerem parte dos dados oficiais, o sistema os integra na avaliação e na compilação de dados de forma que as habilidades deles tenham a mesma atenção que dos demais alunos, sempre com o objetivo de garantir avanços no processo ensino-aprendizagem.

Fonte: midianews.com.br - Imagem Internet/Ilustrativa

Homem arrisca a própria vida e perde os dois braços para salvar amigo

O Sr. José tentou ajudar o vizinho, que tinha caído do telhado depois de levar um choque elétrico. Ao tentar afastar a barra de metal que estava próxima ao acidentado, também foi eletrocutado.
Os dois sobreviveram, mas José perdeu os dois braços e ficou com marcas de queimadura pelo corpo. Conheça essa história de heroísmo.

Veja abaixo o vídeo.


Fonte: R7

Lais Souza agradece fãs e posa para foto com médicos

A atleta Lais Souza completou nesta quinta-feira uma semana de tratamento na Unidade de Reabilitação do hospital Jackson Memorial, nos Estados Unidos. Lais chegou a posar para fotos em uma cadeira de rodas elétrica e agradeceu o apoio dos fãs. Ela sofreu um grave acidente dias antes das Olimpíadas de Inverno e ficou de fora da competição.

Redação SRZD


Lais Souza posa com médicos. Foto: Divulgação
"Primeiramente gostaria de agradecer a torcida e o carinho de todos que estão rezando por mim. Estou me sentindo melhor e preparada para encarar o que vem pela frente. Continuem torcendo. Beijos", disse em comunicado do Comitê Olímpico Brasileiro (COB).
Lais está acompanhada dos médicos Barth Green e Antonio Marttos Jr., do COB. De acordo com eles, ela está totalmente focada em seu tratamento. A atleta realiza uma rotina intensa e diária de fisioterapia motora, ocupacional e respiratória, além de receber tratamento pisicológico.
O acidente de Lais aconteceu no dia 27 de janeiro, quando ela esquiava num treino para os Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi. Na descida da montanha, se chocou com uma árvore, teve um trauma severo na terceira vértebra cervical e precisou ser submetida a uma cirurgia para fazer o realinhamento.


Lais Souza. Foto: Divulgação

Cadeirante de 72 anos realiza o sonho de saltar de paraglider

Idosa saltou do Morro do Voturuá, em São Vicente, SP.
Família e amigos acompanharam o voo de Maria Aparecida.


Do G1 Santos
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Maria Aparecida convenceu família a deixá-la saltar de paraglider (Foto: Reprodução / TV Tribuna)Maria Aparecida convenceu família a deixá-la saltar de paraglider (Foto: Reprodução / TV Tribuna)


Uma senhora de 72 anos de idade convenceu a família toda e amigos a subirem o Morro do Voturuá, em São Vicente, no litoral de São Paulo, para realizar um sonho: saltar de paraglider.
O sonho da aposentada Maria Aparecida Silva era ficar no céu, livre e suspensa apenas pela força do vento. O fato de Maria Aparecida não poder andar e ter 72 anos poderia ser um empecilho, mas não pra ela. “Meu sonho era esse, há muitos anos eu estava pedindo isso, mas ninguém fazia por mim, com medo”, diz a aposentada.
Voo foi realizado em São Vicente, SP (Foto: Reprodução / TV Tribuna)Voo foi realizado em São Vicente, SP
(Foto: Reprodução / TV Tribuna)
Com tanta vontade, Cida acabou recebendo o apoio da família, que acompanhou cada etapa do momento tão importante para ela. “Por isso que eu estou indo ao lado dela, por esse sonho dela, só por isso, porque o coração está muito apertado”, comenta a filha Cássia Alvarez.
Há quase 200 metros de altura, no alto do Morro do Voturuá, a ansiedade estava estampada nos rostos de todos que foram acompanhá-la. Mas Cida era uma alegria só quando ela estava prestes a conquista o ar. “É maravilhoso, eu não vejo a hora”, diz Cida.
É o sonho de uma vida realizado em poucos minutos. Pode passar o tempo que for, ela guardará para sempre na memória. “Foi um espetáculo, eu nunca tinha passado por uma coisa tão gostosa”, finaliza a idosa.


Curso de Libras fomenta inclusão social em sala de aula



A coordenadoria de Educação Inclusiva da Secretaria de Estado da Educação e Cultura (Seduc) deu início esta semana ao curso de Língua Brasileira de Sinais (Libras). Ao todo, 62 pessoas estão inscritas nos níveis iniciante, intermediário e avançado. A capacitação é aberta a professores da rede pública de ensino e comunidade em geral.

A técnica do ensino especial do município de Miracema, Camila Brito Costa, vem todos os dias a Palmas para assistir às aulas. O que a motiva a fazer o curso é a necessidade de atender bem aos alunos. “A gente fica com o coração apertado quando tem algum aluno com surdez e não é possível fazer nem a comunicação básica. Venho de segunda à quinta, não é fácil, mas sei como o curso é importante e como vou poder ajudar, também, os professores, porque nós temos muitos alunos desse perfil na rede pública de Miracema”, explicou.

Há cinco anos trabalhando na Educação Especial da rede estadual de ensino, Maísa Basílio da Silva também se inscreveu no curso. Para ela, as aulas vão ajudar na convivência com os alunos. “Lá na escola Frederico Pedreira Neto, nosso objetivo é ajudar com a convivência, comportamento, higienização, reforço escolar. Então, a comunicação é essencial. Eu já estou familiarizada com a Língua, consigo até intermediar conversas entre professores e alunos, mas sei que ainda tenho muito a aprender”, afirmou. Conforme os níveis, o aluno aprende desde a teoria da Língua à tradução e interpretação de textos. Com a ajuda da professora e intérprete Claudia Arantes, o professor João Mendes, que é surdo, e há 19 anos ensina a Língua de Sinais, ressalta que o grande desafio é compreender o processo de aprendizado dos alunos, e isso é possível com o incentivo dele.

A duração do curso de Libras é de três meses; e a cada semestre, novas inscrições são abertas. O curso é gratuito e aberto à comunidade em geral. Mais informações pelos telefones 3218-6118 e 3218-6103. 

Fontes:Surgiu.com - sempreincluidosoficial

B Touch: evolução na tecnologia de aparelhos celulares para deficientes visuais

Por Jaime Pargan

                                                                                                                              Foto: divulgação
           

A tecnologia deve ser muito mais que uma forma de consumo. E, no mercado acirrado de celulares, o fato é que existe um deles que é muito bacana para os deficientes visuais. Até porque, como forma certa de se agir, o mundo está cada vez mais pautado nos direitos humanos e na inclusão, de modo que todos os públicos devem ser agraciados.

Sendo assim, visando ampliar a comunicação dos cegos com seus amigos, familiares, ambiente de trabalho, entre outras, é que foi criado o B Touch. Esse aparelho, que é de simples manejo, possui uma tela tátil que facilita o processo e que possui mecanismos que fazem o deficiente visual se comunicar com mais facilidade.

Há, na estrutura do celular, um sistema que permite o reconhecimento de voz de seu dono. Seja bem como for, a questão é que ainda não sabemos se esse produto será feito em grande escala, o que seria um grande avanço para o mundo da tecnologia e para a ajuda para os deficientes visuais, melhorando assim sua qualidade de vida.

Uma curiosidade que vale a pena comentar é que esse aparelho digital foi inventado pelo designer chinês Zhenwei You. E, mais do que isso, o bacana é que, ao passar o aparelho celular sobre um livro, o mesmo traduz o livro em braile, oferecendo assim várias possibilidades de leituras para os clientes e donos do B Touch.

Na internet, por sua vez, há vídeos que mostram o funcionamento e a dinâmica do celular para cegos que, aos poucos, procura ganhar ainda mais terreno no mercado mundial de celulares.

Esse é, sem dúvida alguma, um grande aliado para os deficientes visuais que, verdade seja dita, há muito estavam desamparados em termos de celulares e dispositivos moveis então criados exclusivamente para suas necessidades e demandas. Agora só nos resta esperar para ver se mais esta novidade irá surpreender um público cada vez mais exigente por tecnologia.

Fonte: celularonline

quinta-feira, 13 de março de 2014

Reatech 2014 -Feira Internacional de Reabilitação, Inclusão, Acessibilidade e Esporte Adaptado.

Reatech. XIII Feira Internacional de Reabilitação, Inclusão, Acessibilidade e Esporte Adaptado.       

        

Imagem Internet/Ilustrativa

Câmara aprova cuidador nas escolas para alunos com deficiência

Deputado Eduardo Barbosa - Imagem Internet/Ilustrativa


A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (12), em caráter conclusivo, medida que obriga as escolas regulares a oferecer cuidador específico para alunos portadores de necessidades especiais, se for verificado que o aluno precisa de atendimento individualizado. A iniciativa está prevista no Projeto de Lei 8014/10, do deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG), que agora será analisado pelo Senado.
A legislação brasileira incentiva a inclusão dos portadores de deficiência no ensino regular, deixando o ensino especial para aqueles com características específicas. Por isso, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9394/96) prevê o serviço de apoio especializado aos alunos portadores de deficiência matriculados nas escolas regulares. O projeto inclui explicitamente o cuidador como parte desse suporte, desde que necessário.
Segundo o projeto, o cuidador acompanhará o estudante de maneira mais individualizada no ambiente escolar para facilitar sua mobilidade e auxiliar nas necessidades pessoais e na realização de tarefas.

Íntegra da proposta:


Fonte: camara.leg.br - Imagem Internet/Ilustrativa

Droga em testes pode dar a cegos capacidade de ‘ver’ luz

Os testes mostraram que, ao injetar o Denaq nos olhos de camundongos cegos, os cientistas restauraram parcialmente a visão dos animais.



Foto: Getty Images
 Foto: Getty Images
Um medicamento ainda em fase de testes poderá dar a cegos a capacidade de perceber a luz. Estruturas da retina conhecidas como cones e bastonetes são responsáveis pela reação à luz, mas estas estruturas podem ser afetadas e destruídas por doenças.
Um estudo dos pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley sugere que uma droga poderá dar a estas células no olho o poder de responder rapidamente à luz.
O olho é formado por camadas que incluem os bastonetes e cones. Outras camadas mantêm os bastonetes e cones vivos, além de passar os sinais elétricos produzidos pelas células sensíveis à luz para o cérebro.
Os cientistas se concentraram em um tipo de neurônio presente no olho, as células ganglionares da retina.
Eles desenvolveram um composto químico, chamado Denaq, que muda de forma em resposta à luz. Esta mudança de forma altera a química da célula nervosa e o resultado são sinais elétricos enviados ao cérebro. O estudo foi publicado na revista especializada Neuron.
Até certo ponto
Os testes mostraram que, ao injetar o Denaq nos olhos de camundongos cegos, os cientistas restauraram parcialmente a visão dos animais. Ocorreram mudanças no comportamento mas não foi possível determinar o quanto os camundongos estavam enxergando.
O efeito da droga acabou rapidamente, mas os camundongos ainda conseguiam detectar a luz uma semana depois da aplicação.
"São necessários mais testes em mamíferos maiores para avaliar a segurança do Denaq no curto e no longo prazo. Serão necessários vários anos, mas se a segurança puder ser estabelecida, estes compostos poderão finalmente ser úteis para restaurar a sensibilidade à luz em humanos cegos", disse Richard Kramer, um dos pesquisadores.
"Ainda precisamos ver o quão perto vão chegar de restabelecer a visão normal", acrescentou.
Os cientistas esperam que a droga possa, no futuro, ajudar no tratamento de doenças como a retinite pigmentosa e degeneração macular relacionada à idade.
Para Astrid Limb, do Instituto de Oftalmologia do University College de Londres, o conceito do Denaq "é muito interessante, poder estimular as células que restam" na retina. "Mas, ainda é preciso muito trabalho antes de esta pesquisa ser aplicada em humanos", afirmou. De acordo com ela, a duração do efeito da droga é outra questão que precisa ser resolvida.
A pesquisa dos cientistas da Universidade da Califórnia em Berkeley é mais uma de uma série de estudos que visa restaurar a visão em casos de cegueira, junto com pesquisas com células-tronco e manipulação de DNA para corrigir problemas genéticos que levem à perda da visão.
Fonte: saude.terra