sábado, 29 de março de 2014

1º Festival Paralímpico de Nova Odessa

Ex-atleta paraolímpico campeão em Atenas visita festival em Nova Odessa.



CLICK para ver AQUI  o vídeo do Jornal da VTV



Fonte: jornaldavtv


Projetos aprovados em Sorocaba-SP beneficiam pessoas com deficiências

Medidas valem para comércio e parques

Carlos Araújo - carlos.araujo@jcruzeiro.com.br

A Câmara Municipal de Sorocaba aprovou ontem os projetos de lei 416/2013, do vereador José Apolo da Silva (PSB), e 458/2013, do vereador Fernando Dini (PMDB), que tratam de benefícios para pessoas com deficiência.

O projeto de lei 416/2013 determina a instalação de provadores acessíveis às pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. A medida vale para todos os estabelecimentos que comercializam roupas, vestuários, indumentárias ou similares. Uma emenda, também aprovada, incluiu nestes casos os pontos comerciais que tenham mais de 50 metros quadrados. Esses locais terão que adequar, no mínimo, um de seus provadores para torná-lo acessível a pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. Quando voltar ao plenário para a segunda e definitiva votação, uma emenda deverá ser apresentada dando prazo de até 90 dias para os estabelecimentos se adequarem à proposta.

Em sua justificativa ao projeto, Apolo diz que grande parte dos provadores não atende às dificuldades de muitas pessoas. "Em nossa cidade há um crescente número de estabelecimentos comerciais de roupas, shopping centers, etc., no entanto, dificilmente se vê provadores adaptados para deficientes", explica o vereador.
  
Playground inclusivo

O projeto de lei 458/2013 obriga todos os playgrounds de parques e outros espaços de uso público a oferecerem playground inclusivo. "Entende-se por playground inclusivo os brinquedos que podem ser usados concomitantemente por crianças com e sem deficiência, promovendo não somente a acessibilidade mas também a integração", explica o texto do projeto. De acordo com a proposta de Dini, os brinquedos deverão ter design inclusivo e atenderem deficiência física, visual, auditiva, intelectual ou múltipla. O objetivo é que as crianças possam se divertir com o máximo de autonomia e integração.

O assunto tem o amparo da lei federal 10.098/2000 que, em seu artigo 1º, determina que cabe ao Estado a promoção da acessibilidade das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida nos espaços públicos. A medida também é respaldada pelo artigo 7º da Convenção Sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

Dini informou que outras cidades já adotam o playground inclusivo. Como exemplo, citou a capital de São Paulo, onde equipamentos com esse perfil foram inaugurados no Parque Ibirapuera. "Integração, é isso que precisa ser oferecido aos portadores de deficiências, pois essas pessoas precisam de autonomia para exercerem as atividades simples, que para a maioria das pessoas passam bem despercebidas, com a correria do dia-a-dia", explicou Dini.

Fonte: cruzeirodosul

Menina que nasceu sem nervos auditivos aprende a falar após ganhar ouvido biônico25

BBC

Evie Small, que nasceu com surdez profunda
BBC
Evie Small, que nasceu com surdez profunda
Emilly Small conta que dizia diariamente à filha pequena Evie que a amava, ao longo de 22 meses, mas a criança jamais ouviu a voz da mãe. Evie nasceu com surdez profunda, mas só aos 16 meses de idade é que testes revelaram que ela não contava com o nervo auditivo, o que significava que sua única chance de vir a escutar só se daria com um implante de tronco encefálico, um tipo de ouvido biônico capaz de restaurar a audição em casos extremos de surdez.


A bebê de 23 meses de idade sofre de espectro óculo-aurículo vertebral, uma condição muita rara e sem cura que afeta os olhos, ouvidos e a espinha.
Os pais da criança, Emily e David Small, de Horndean, no condado de Hampshire, na Grã-Bretanha, só dispunham de 19 meses para realizar o implante ou encarar a perspectiva de que sua filha não poderia ouvir pelo resto de sua vida. O procedimento precisava ser realizado antes de a criança alcançar seu segundo aniversário, porque os caminhos no cérebro começam a se fechar a partir dessa idade.
Em princípio, o casal foi aconselhado a submeter sua filha a um implante coclear - um dispositivo eletrônico, que conta com uma parte externa, formada por um microfone e um microprocessador de fala e um transmissor, e uma parte interna, com receptor e um estimulador que visa acionar o nervo auditivo.
O problema é que para Evie o aparelho não teria efeito, uma vez que ela não possui nervos auditivos. ''Isso significava que um implante cochlear não era uma opção, já que não havia por onde o som trafegar. Seria como ter um par de fones de ouvido e um aparelho de som, mas não ter um plug onde conectá-los.'', relembra David Small, em referência à ausência de nervos auditivos da filha.

Única opção

Se os pais de Evie, que têm outros quatro filhos, quisessem que sua filha passasse a ouvir, um implante auditivo de tronco cerebral ou tronco encefálico, seria a única opção. Este tipo de implante se vale de uma prótese que pretende restaurar a audição de pessoas cuja surdez impede a realização de um implante coclear. Na ausência do nervo, a alternativa passa a ser o estímulo direto do nervo auditivo que fica no tronco cerebral.
Os pais de Evie pretendiam operar a criança na Grã-Bretanha, onde apenas duas cirurgias desse tipo foram realizadas, mas uma equipe de especialistas capaz de realizar o procedimento só poderia ser formada após as autoridades do setor de saúde locais terem obtido financiamento, o que tardaria meses. Após terem realizado pesquisas na intenet, o casal descobriu o professor Vittorio Colletti, um especialista de Verona, na Itália, que realizou com êxito mais de 90 cirurgias de implante de tronco encefálico.

De acordo com o pai da pequena Evie, ''só mesmo dois especialistas em todo o mundo são capazes de implantar um ouvido biônico. O professor Colletti é o principal profissional do setor''.

Quando o casal recebeu a notícia de que a operação custaria 40 mil euros (cerca de R$ 81 mil) eles montaram um fundo intitulado Help for Hearing (Ajuda para Escutar), para angariar a quantia. David Small contou ter recebido um cheque de uma pessoa de 93 anos que disse saber o que era ser surdo e uma contribuição de um doador anônimo que deu mil libras (cerca de R$ 3,2 mil).
Com a cirurgia, realizada em Verona no dia 25 de junho, Evie teve 12 eletrodos inseridos em seu tronco cerebral, que alimenta um microfone situado fora de seu crânio e que transforma sons em sinais eletrônicos que são transmitidos para o cérebro.

'Mamãe'

Apenas duas semanas após o dispositivo estar funcionando, Evie já era capaz de dizer sua primeira palavra, ''mamãe'. ''Foi de partir o coração ouvi-la falar sua primeira palavra, é algo impossível de verbalizar'', contou Emily, de 37 anos, a mãe de Eve.
Ela agora é capaz de ouvir uma vasta gama de frequências e está realizando fonoaudiologia. De acordo com seus pais, ela passou a ser capaz de ouvir tudo, inclusive palavras, com clareza.
O autor da cirurgia disse ao casal que dentro de cinco anos a menina será capaz de falar ao telefone. Ela terá de seguir realizando fonoaudiologia até os cinco ou seis anos de idade.

Os pais de Evie dizem que darão continuidade a iniciativas para angariar fundos para auxiliar crianças com problemas auditivios ou totalmente incapazes de ouvir.



Britânica de 40 anos ouve sons pela primeira vez após receber implante

Do UOL Em São Paulo

Um vídeo ( Click AQUI para ver o vídeo)que mostra o momento em que uma britânica de 40 anos ouve sons pela primeira vez ganhou enorme repercussão no YouTube e nas redes sociais esta semana. Joanne Milne, de Gateshead, na Inglaterra, nasceu surda devido à síndrome de Usher, e ganhou o sentido da audição graças a um implante coclear, também chamado "ouvido biônico", uma tecnologia que tem revolucionado a vida de mais de 100 mil pessoas em todo o mundo.
síndrome de Usher é uma doença genética que provoca surdez e cegueira. Em certos pacientes, a perda é tão profunda que os aparelhos auditivos não ajudam. O implante coclear é um aparelho eletrônico computadorizado que substitui o ouvido de pessoas com surdez total ou quase total.

Morre mulher mais idosa do Brasil com síndrome de Down

Flávia Bernardes Do UOL, em Vitória (ES)

                                                                                                                                                                                                      Arquivo Pessoal
Na foto, Dona Olga Gums posa ao lado das sobrinhas-netas Pollyana Hoffmamm Gums (de rosa) e Ana Paula Hoffmamm
Na foto, Dona Olga Gums posa ao lado das sobrinhas-netas Pollyana Hoffmamm Gums (de rosa) e Ana Paula Hoffmamm


Morreu nesta terça-feira (25) a recordista de idade entre pessoas com síndrome de Down no país. Olga Gums, moradora de Santa Teresa, no Espírito Santo. Caçula entre 11 irmãos, ela completaria 78 anos em maio deste ano. Segundo a sobrinha-neta Pollyana Hoffmamm Gums, Olga sofreu uma queda ao tentar se apoiar em uma mesa e acabou fraturando o fêmur.


 A morte, entretanto, ocorreu após duas paradas cardíacas sofridas depois da cirurgia feita na Clínica dos Acidentados de Vitória, na Capital do Espírito Santo. Olga Gums chegou a aguardar seis dias por um atendimento especializado no Hospital Madre Regina Protmann, em Santa Teresa, no Espírito Santo, onde foi diagnosticada com a fratura.

"Demos entrada no dia 16 e ela foi internada. Lá disseram que iriam cadastrá-la para uma transferência, porém, após dias de espera e agonia, descobrimos que o cadastro foi preenchido com erros e chegamos a perder uma vaga em um hospital de Vitória. Só no dia 21 conseguimos a transferência para a Clínica dos Acidentados de Vitória, na Capital do Estado. Lá ela foi operada e chegou a retornar para o quarto falante e sorridente, mas infelizmente não resistiu", lamentou Pollyana Hoffmamm Gums.
Segundo o relato, após retornar ao quarto, Olga teve uma queda de pressão e foi internada na UTI, onde sofreu duas paradas cardíacas. "Ela chegou a ser reanimada, mas no outro dia veio a segunda parada cardíaca e ela não resistiu. Estamos muito abalados e sem acreditar no que está acontecendo. O troféu do RankBrasil chegou no mesmo dia de sua morte, ela nem chegou a ver", contou Pollyana.


De acordo com a família, a espera pela cirurgia submeteu Olga a dores muito fortes que a deixaram agitada. "Ela chegou a ser amarrada e, com isso, ficou muito tempo na mesma posição criando feridas pelo corpo. Foi muito difícil esperar tanto tempo pela cirurgia e agora sofrer com essa perda. Estamos muito tristes", lamentou Pollyana.

Após a morte, ressalta a sobrinha-neta, a luta é pela última homenagem à recordista. De acordo com a família, o corpo está no Departamento Médico Legal (DML), em Vitória, cujos funcionários se encontram em estado de greve desde o dia 23 de março. Desta forma, a família não sabe quando o velório será realizado.

"Era uma pessoa tão forte, nunca precisou de remédios, de exames ou médicos. E por algum motivo veio a morrer sem ao menos dar a oportunidade de nos despedirmos. Ainda não acredito que levaram a minha Olga. Acho que a ficha só vai cair quando vê-la no caixão. Muito triste tudo isso", finalizou a sobrinha-neta.

Olga Gums, de 77 anos, teve seu recorde divulgado no último dia 26 de fevereiro pela RankBrasil, que registra recordes brasileiros há mais de 14 anos. Ela superou Maria de Nazaré, reconhecida em 2010, aos 67 anos. Nascida no dia 27 de maio de 1936, em Santa Maria de Jetibá, na região serrana do Espírito Santo, Olga Gums morava em um sítio no distrito de Aparecidinha, no município de Santa Tereza.

Fonte:noticias.uol


Rodando o mundo fazendo o que gosta: conheça Wheelz, o cadeirante skatista

Por Mathias Brotero em parceria com a Kanui

Todos nós, pelo menos uma vez na vida, já nos deparamos com algumas barreiras. Algumas maiores que outras, mas todas de alguma forma, difíceis de serem superadas. Da mesma forma que um skatista acerta aquela manobra que estava tentando há muito tempo, alguém do outro lado do planeta está superandooutra barreira – tão ou mais desafiadora.
Essa é literalmente a história de Aaron “Wheelz” Fotheringham. O americano de 22 anos sofre de uma doença na espinha chamada spina bífida, que o obriga a andar em uma cadeira de rodas desde criança. Porém, Aaron sempre foi chegado aos carrinhos, e depois que seu irmão lhe mostrou que era possível andar com uma cadeira de rodas em rampas de skate, o rapaz nunca mais parou.
Tornou-se o primeiro cadeirante a dar um backflip aos 14 anos de idade e quatro anos depois, um duplo backflip. Em 2010, Wheelz começou a andar pelo Nitro Circus Live Tour, onde deu backflipsem uma rampa de 50 pés.
O atleta diz que não considera o treino uma obrigação, mas sim uma diversão. Ele ainda aconselha todos a tentarem, mas frisa que é necessário sempre estar bem equipado, pois já se machucou diversas vezes. Aaron treina em superfícies mais leves antes de ir propriamente para a rampa. O rapaz é puro talento, e um exemplo de determinação.

CELEBRIDADES ADEREM À CAUSA DOS PACIENTES DE ESCLEROSE MÚLTIPLA

Principal luta é pela inclusão de tratamento oral na lista do SUS

Quem está por dentro da causa sabe. Há muitos anos ONGs e associações de classe como a APEMSMAR (Associação dos Portadores de Esclerose Múltipla de Santa Maria e Região) lutam pela melhoria na qualidade de vida dos pacientes de Esclerose Múltipla. São trinta mil vozes clamando pela incorporação de novas formas de tratamento. A principal reivindicação? A inclusão de um medicamento oral na lista do SUS, mais eficaz e mais confortável do que o utilizado atualmente, tendo em vista que o tratamento hoje é realizado, principalmente, por meio de injeções.

Apesar das dificuldades, a batalha soma vitórias importantes. Há um coro a favor da mobilização, cheio de vozes profissionais, afinadas. Tudo começou com o Sambô. O grupo abraçou a causa: não raro divulga mensagens de apoio nas suas redes sociais e dedicou uma música aos pacientes de EM (“Um Dia de Sol”). Márcia Denardin, que é diretora de Comunicação e porta-voz da APEMSMAR, vai aos shows da banda, levanta faixas, é parceira do grupo. Recentemente, outro músico de prestígio aderiu à causa: o cantor Daniel. Ele gravou um vídeo de apoio à mobilização que pode ser conferido no link http://youtu.be/h59n10v00yI.




Além desses apoios de peso, há uma petição pública que já soma mais de 19 mil assinaturas. Qualquer pessoa pode assinar a petição. É rápido e pode fazer toda a diferença. O endereço é:http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N30636
E o coro a favor do manifesto só aumenta...


APEMSMAR – Informações à Imprensa
Ecco Press Comunicação
11 5543-0039  | 11 9 8326-8408
Cíntia Ferreira
Carina Viana
Renata Garcia Bernardes


Fonte: matéria enviada por e-mail por Ecco Press Comunicação

sexta-feira, 28 de março de 2014

Deficientes auditivos - dificuldades para determinados trabalhos

Candidato surdo não recebe indenização de empresa por ausência de intérprete de libras em seleção de vaga.



Empresa que abre processo seletivo para portadores de deficiência e não disponibiliza intérprete da Língua Brasileira de Sinais (libras), não pratica ato ilícito se o candidato declara ler, falar e escrever o português. Não cabe mais recurso da decisão da 6ª Câmara do TRT-SC, que confirma a sentença de 1º grau.

Na ação trabalhista, a candidata pedia a condenação da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi) por danos morais, alegando ter sido prejudicada na prova escrita. Ela é surda e argumentou que, ao final do teste, sequer entendeu que tinha sido reprovada. Em sua defesa, a empresa diz que a autora não pediu a assistência e que na sua inscrição informou ser surda oralizada, com habilidades de leitura, escrita e fala na língua portuguesa, o que não se verificou pelo resultado do exame. A juíza Rosana Basilone Leite Furlani, da 5ª Vara do Trabalho de Florianópolis, entendeu que, pelo desconhecimento da Cassi, não ficou caracterizado dolo ou culpa que pudesse levar à sua condenação.

Um perito foi convocado para atuar como testemunha técnica e auxiliar do juízo, fazendo a tradução do depoimento da estudante. Ele tem contato com a língua de sinais há oito anos, é graduado em libras pela Ufsc e atua como intérprete e tradutor. O especialista explicou para a juíza Rosana, que instruiu o processo, que a maior dificuldade da inclusão do surdo é o fato de ele se comunicar por meio de uma língua diferente.

A língua de sinais é basicamente visual, não há a sintaxe da língua escrita, esclareceu o perito. O surdo pode ler os textos escritos em português, mas entende na língua visual, de forma truncada, porque as estruturas dessas línguas são diferentes. Para facilitar o entendimento, ele cita um exemplo: em português se diz “eu vou à casa de João”, e na língua de sinais se diz “João casa eu ir”. Também complica o fato de não haver orientação formal para que os surdos informem que precisam de um intérprete.

No acórdão, os desembargadores destacaram a importância da matéria, consequência dos movimentos de inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Eles também concordaram que os depoimentos, principalmente o do perito, deixam evidentes as barreiras sociais e técnicas que o surdo tem que transpor.

Mas, também para os magistrados, a Cassi não praticou ato ilícito passível de reparação porque, até o comparecimento da autora para o exame, não tinha conhecimento das suas limitações com a língua portuguesa. Além disso, a necessidade de dispor de um intérprete deveria ter sido informada.

“Ainda que assim não fosse, não vejo que a demandante foi prejudicada, porque a sua presença não alteraria a qualidade da escrita e do conteúdo do texto por ela elaborado, os quais, consideradas as dificuldades mencionadas anteriormente, não a tornariam apta a realizar as atividades inerentes ao cargo almejado – feitura de relatórios e envio de e-mails, não se podendo cogitar da contratação e permanência de um intérprete para possibilitar o exercício das atividades laborais diárias”, diz o acórdão redigido pelo desembargador-relator Gracio Ricardo Barboza Petrone.


Fontes:Tribunal Regional do Trabalho 12ª Região Santa Catarina - diferenteeficientedeficiente

Acessibilidade e cidadania são tema de discussão em Eldorado, na sexta, 28

Evento acontecerá em Eldorado, no interior de São Paulo a partir das 8h.

  Imagem Internet/Ilustrativa

Nesta sexta-feira, 28 de março, acontece em Eldorado, interior de São Paulo, o “Seminário de Acessibilidade e Cidadania” promovido pelo município de Eldorado, com o apoio do Conselho Estadual para Assuntos da Pessoa com Deficiência de São Paulo – CEAPcD e da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência.



O encontro conta com a participação do presidente do Conselho, Ronilson Aparecido Silva e visa discutir as tendências mundiais, políticas públicas e desenho universal. O objetivo principal é fortalecer o turismo inclusivo, além de desenvolver ações participativas e apoiar programas existentes relacionados à pessoa com deficiência.

As inscrições para o evento são gratuitas e ficam abertas até 27 de março. Inscrições e mais informações: www.eldorado.sp.gov.br/acessibilidade

SERVIÇO
“Seminário de Acessibilidade e Cidadania”
Data: 28 de março de 2014
Horário: das 08h00 às 19h00
Local: Auditório da Fazenda Catre
Endereço: Rodovia SP 193 – Itaipava – Eldorado – SP

Mais: acessibilidade2014@gmail.com e/ou (13) 3871-1552/6101

Fonte:pessoacomdeficiencia.sp.gov.br - Imagem Internet/Ilustrativa

Célia lança projeto esportivo para portadores de deficiência

   
Inclusão social. Estas palavras definiram a abertura do projeto de inclusão social “Esportes Sem Limites”, na tarde desta sexta-feira (24) no Ginásio Municipal João Paulo II, no Centro de Arapiraca.

O projeto inclui atividades de vôlei sentado, bocha, basquete adaptado para cadeirantes, natação, atletismo, entre outras modalidades que serão ofertadas para o público portador de deficiência física e mental.

Para dar início a solenidade de lançamento, o coro da Escola Municipal Crispiniano Ferreira de Brito cantou de forma falada e através da Língua Brasileira de Sinais (Libras) os hinos do Brasil e de Arapiraca.

Além da prefeita Célia Rocha (PTB), estiveram presentes na solenidade o vice Yale Fernandes (PMDB), os secretários Municipais de Educação, Ana Valéria; de Esportes, Daniel Rocha; Esporte, Nelson Filho; do subsecretário de Limpeza e Iluminação Pública, Diogo Cajueiro; a presidente do Conselho Tutelar, Gilvanete Davino, o presidente da Pestallozi de Arapiraca, Cristiano Alves; e do presidente da Associação dos Deficientes Físicos do Município de Arapiraca, Adriano Targino.

A deputada Federal Rosinha da Adefal (PT do B), compareceu a solenidade para parabenizar a iniciativa da Prefeitura de Arapiraca em criar um projeto tão significativo dentro de todo o Estado de Alagoas, e aproveitou o ensejo para homenagear a prefeita Célia Rocha, pelo belo início de gestão que está sendo feito no município.

“Não é a toa que Arapiraca tem se destacado tanto nacionalmente. Projetos como esse só fazem com que o município apareça cada vez mais tanto em Alagoas, quanto no Brasil. E a prefeita Célia Rocha tem uma grande parcela de participação nisso, ela que pra mim é uma pessoa de referência e que no período em que lutavamos juntas em Brasília, tanto me incentivou. O município e seus profissionais estão de parabéns”, afirmou a deputada que de forma carinhosa vem abraçando o programa.

Empolgada, a prefeita Célia Rocha afirmou que muito ainda será feito para que Arapiraca se torne uma cidade destaque não apenas na construção civil e no mercado comercial, mas sim pelo processo de inclusão social e acessibilidade dos deficientes físicos.

“Nessa gestão, o comprometimento está além do que vocês imaginam. Nós iremos nos tornar uma cidade acessível com oportunidade de convivência para todos. A nossa meta é fazer com que os deficientes físicos apareçam e possam ir para as ruas praticar esportes. E quando isso acontecer, tenham certeza de que nós teremos um sonho realizado”, exaltou a prefeita.


A secretária de Educação, Ana Valéria, parabenizou a todos os profissionais envolvidos no projeto, e aproveitou o momento para convidar os demais alunos da rede municipal que seja portadora de alguma necessidade especial, para fazer parte do Esporte Sem Limites.

“É com muito carinho que eu convido a todos os alunos portadores de deficiência física para fazer parte desse projeto de inclusão social, pois, a partir deste incentivo, nós iremos fazer muito mais”, apontou Ana Valéria.

Entusiasmado, o atleta do vôlei adaptado para deficientes, Donizete Barbosa dos Santos, se mostrou agradecido pela forma em que a prefeita Célia Rocha está tratando o público portador de deficiência.

“É um projeto bonito e que serve de exemplo para todas as cidades do Brasil. Nos sentimos privilegiados com o incentivo, porém, ainda há muito mais a ser feito, e com certeza nós podemos contar com o apoio da Prefeitura de Arapiraca”, concluiu o atleta.

Municípios recebem incentivo para implementar Plano Municipal de Acessibilidade


A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo iniciou campanha junto aos municípios paulistas para subsidiar implementação de iniciativas voltadas à acessibilidade e mobilidade urbana. Para tanto, está enviando aos gestores municipais um modelo de Plano Municipal de Acessibilidade.

 
A campanha toma por base a Política Nacional de Mobilidade Urbana, Lei federal nº 12.587, de janeiro de 2012, bem como a legislação vigente sobre acessibilidade, mais especificamente as leis federais n° 10.048 e 10.098, de 2000, e o Decreto federal nº 5.296, de 2004, encaminhamos, em anexo, modelo de Plano Municipal de Acessibilidade.
 
O modelo de Plano Municipal de Acessibilidade aborda as questões fundamentais referentes ao tema, cabendo aos gestores municipais detalhar os pontos apresentados e, principalmente, traçar um plano de metas para o acompanhamento das ações a serem empreendidas.
 
Acessibilidade e mobilidade urbana é também tema deste ano da Caravana da Inclusão, Acessibilidade e Cidadania.


Conselho estuda padronização de praças e calçadas

Objetivo é garantir acessibilidade a portadores de deficiência; administrações ainda vão definir aplicação de recursos.

CLAUDETE CAMPOS - E RODRIGO PEREIRA - REGIÃO

Prefeitos de Cosmópolis, Dr. Antonio, e de Sumaré,
Cristina Carrara, e Ester Viana, da Agemcamp,
durante a reunião/ Divulgação.

Prefeitos das cidades da RMC (Região Metropolitana de Campinas) iniciaram as discussões para padronizar as calçadas e praças e permitir a acessibilidade às pessoas com deficiência.

O assunto foi tratado em reunião do Conselho de Desenvolvimento, formado pelos prefeitos, em Cosmópolis, ontem de manhã. Ontem foram apresentados modelos de calçadas e praças pela EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) com pisos táteis para orientar pessoas com deficiência.


Segundo a diretora-executiva da Agemcamp (Agência Metropolitana de Campinas), Ester Viana, os prefeitos estudam aplicar recursos nesta área. Na próxima reunião será discutida a forma de financiamento.

quinta-feira, 27 de março de 2014

1º Festival Paralípico de Nova Odessa, foi um sucesso!!!

Não poderia ter sido melhor o 1º Festival Paralímpico de Nova Odessa, a iniciativa do evento, foi do Vereador Celso Aprígio de Nova Odessa, em parceria com a APNEN, APADANO e a APAE, com o apoio da Prefeitura e a Secretaria Municipal de Esportes de Nova Odessa foi possível realizar esse evento.

O evento aconteceu nesta quinta-feira (27/03) no Ginásio de esportes do Jardim Santa rosa., e contou com trita e cinco atletas de várias modalidades esportivas, Tênis de quadra, vólei adaptado, lancamento de bolota, de dardo, marcha atleta, corrida 50mts, e corrida com cadeira de rodas. 

O evento em sí, não era em caráter de competição, mais sim em caráter de demostração. do que as pessoas com deficiência podem fazer, o que eles necessitam é de "OPORTUNIDADE", onde foi possível mostrarmos isto hoje.



Parabelizamos a todos os atletas, aos professores, voluntários, presidentes das entidades, prefeitura, secretarias de esportes de Nova Ndessa e Sumaré por este grandioso evento.

APNEN de Nova Odessa.

Fut7 Paralímpico: Expressinho faz história e goleia equipe sem deficiência

Por: Raphael Caminha – caminharaphael@gmail.com

foto: CRVG - Em Todos os Esportes
Expressinho do FUT7 PC faz história na Liga Carioca
O futebol de 7 PC (paralisia cerebral) do Vasco segue se preparando para a temporada, na qual tem como grande objetivo alcançar a conquista do Campeonato Brasileiro e do Torneio Rio-São Paulo. Para que isso aconteça, o time de São Januário está disputando campeonatos contra equipes convencionais (sem deficiência).

No último final de semana, o Vasco estreou na Liga Carioca da 3ª Divisão com duas equipes, uma com o nome de Vasco da Gama puro, e o outro foi apelidado de Expressinho, por conter atletas com menos experiência e idade.
Mas foi o Expressinho que iniciou o campeonato vencendo.Em partida contra o Jardim Gramacho, o Expressinho da Colina simplesmente massacrou a equipe da Baixada Fluminense pelo placar de 8 a 0, e alcançou um feito histórico vencendo uma equipe sem deficiência. Mesmo com a fragilidade do adversário, foi uma prova da força do futebol de 7 paralímpico do Vasco.
Já o time principal foi derrotado pelo Unidos F.C. pelo placar de 4 a 3. Em um jogo bastante disputado, o Vasco teve a chance da vitória, mas que infelizmente não veio para São Januário. Apesar do resultado ruim, a equipe demonstrou que tem condições de disputar igual a igual contra times sem deficiência.
O treinador Rodrigo Terra comemorou os resultados: “Isso tudo com muita chuva, mas valeu pela entrega dos times. Vamos em busca do título” comemorou.
Fonte: Blog CRVG - Em Todos os Esportes / SuperVasco

Cobrança de taxa ilegal para alunos com Down se mantém em escolas

Apesar de a legislação proibir taxas extras para a contratação de professores auxiliares de crianças com deficiência, algumas escolas do DF insistem no abuso. A prática que foi denunciada pelo Correio  Braziliense em 2012.

Exclusão - 5 bonecos de papel fazem roda enquanto um boneco fica de fora.
Não bastasse a dificuldade em conseguir matricular filhos com síndrome de Down, os pais passam também por problemas no próprio relacionamento com as escolas. Além dos obstáculos pedagógicos, ainda há muitas instituições de ensino pelo país que insistem em cobrar uma taxa extra — quase uma segunda mensalidade — para aceitar a matrícula de um aluno com Down ou com qualquer outra deficiência. Entidades de pais e associações de defesa das pessoas com deficiência denunciam que a prática é comum e não significa, necessariamente, melhor qualidade na prestação do serviço.


Em maio de 2012, o Correio mostrou que escolas da rede privada cobravam um adicional para manter um acompanhante de crianças com deficiência. À época, a reportagem mostrou que um professor auxiliar custava, em média, R$ 600, se sugerido pela instituição; e R$ 1 mil, se contratado por fora. Apesar de o Distrito Federal ter se tornado, em março do ano passado, a primeira (e, até hoje, a única) unidade da Federação a ter uma lei específica para proibir a cobrança de taxas extras em mensalidades de crianças com deficiência, pais e ONGs contam que a prática ainda não se extinguiu.

Leia mais notícias em Brasil
Tatiana Mares Guia, 46 anos, é mãe de duas crianças especiais. Augusto, 13 anos, tem síndrome de Down. O mais novo, Guilherme, 10 anos, não recebeu diagnóstico para a deficiência que provoca dificuldades para andar e falar. Os dois frequentam a mesma escola desde pequenos. Há três anos, ela não banca mais os tutores que acompanham as crianças. “Eu me dispus a pagar metade do salário dos estagiários de pedagogia que ficavam com meus filhos. Agora, a escola arca sozinha pelos mesmos serviços, sem prejuízo para as crianças”, conta. Para ela, é importante que os meninos tenham um professor auxiliar diariamente, principalmente o caçula, que precisa de ajuda para comer e ir ao banheiro. Mas ela é enfática: “Cobrança de taxa extra é ilegal. As escolas têm que lutar contra o sistema, não contra os pais”, diz. Uma alternativa, na visão dela, seria pedir isenção ou redução de impostos, mas jamais cobrar dos pais.

Denunciar é preciso
A escola de Augusto e Guilherme recebe crianças da educação infantil e da primeira fase do ensino fundamental. No próximo ano, Tatiana vai ter que matricular Augusto em outra unidade. “Estou histérica há dois anos. Dos 13 anos em diante é uma selva. Temo ter que pagar para alguém educar os meninos dentro de casa. E aí, o conceito da inclusão vai todo por água abaixo”, se preocupa.

Pelo menos, no que diz respeito à legislação, não há mais brechas. A promotora de Defesa da Educação (Proeduc), Márcia Pereira da Rocha, explica que a recomendação emitida em dezembro do ano passado é bastante esclarecedora. “Agora, é a vez de o cidadão denunciar casos de irregularidades. Um contrato com uma taxa dessas é nulo. Os pais têm a missão de se informar para não se submeterem a esses acertos”, enfatiza a promotora.

A gafe de Renan e o choro de Romário
Em cerimônia, ontem, no plenário do Senado para comemorar o Dia Internacional da Síndrome de Down, o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), cometeu uma gafe ao classificar a síndrome de Down como uma doença. Depois, Renan responsabilizou sua assessoria pela informação equivocada. “Queria pedir desculpas a todos, em nome da nossa assessoria, por ter, equivocadamente, chamado Down de doença.” Na mesma sessão, o deputado Romário (PSB-RJ), pai uma menina com a síndrome, chorou ao falar da relação com a filha. “Sou um cara melhor, sou um cara mais humano, sou um cara que aprendeu a respeitar algumas coisas que — não que as desrespeitasse — passavam despercebidas na minha vida.”

NÚMEROS DA INCLUSÃO NO BRASIL
Escolas especiais — 2.062
Públicas — 328
Privadas — 1.734

Alunos nas escolas especiais — 199.656
Escolas especiais públicas — 58.225
Escolas especiais privadas — 141.431

Alunos nas escolas regulares — 620.777
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INTEGRALIDADE: Assistência à saúde focada na singularidade dos idosos e pessoas com deficiência.

texto de Wiliam Machado.

Wiliam Machado
Do ponto de vista jurídico-institucional, a integralidade é definida como um conjunto articulado de ações e serviços de saúde, preventivos e curativos, individuais e coletivos nos diversos níveis de complexidade do sistema. Um termo que tem sido usado de forma corrente como referência à diretriz da atenção integral - deve ter sua leitura combinada com o princípio da igualdade da assistência.

Muitas têm sido as dificuldades alegadas pelos profissionais de saúde no concernente à aplicação da dimensão teórico-conceitual da integralidade às suas práticas cotidianas do cuidado e assistência à saúde. Nesse sentido, mais uma vez, os grandes prejudicados são os usuários das políticas públicas de saúde, considerando que esses profissionais não assumem que seus conhecimentos e práticas, isoladamente, não são suficientes para atender a diversidade que envolve as necessidades de cuidados e assistência integral dessa clientela.

Tomado como exemplo as equipes profissionais que atuam na Atenção Primária à Saúde (APS), consoante com os modelos do Estratégias Saúde da Família (ESF), programas oficiais do Sistema Único de Saúde – SUS, considerados portas de entrada das pessoas que buscam atendimentos de saúde em diversas especialidades, o que se percebe são gargalos e barreiras que impossibilitam a efetivação da integralidade. A descontinuidade das ações dessas equipes e a desarticulação com os demais segmentos da suposta rede de assistência, mostram o quanto precisamos amadurecer como sociedade organizada, onde cada cidadão tenha consciência de seus deveres e direitos.

A aplicação do princípio da integralidade implica reconhecer, em primeiro lugar, que as redes de serviços de saúde devem operar de forma articulada segundo os mesmos princípios e as mesmas diretrizes no sentido de oferecer as ações de promoção, de prevenção, de cura e de reabilitação de doenças de acordo com as necessidades de saúde individuais e coletivas da população e, em segundo lugar, que as intervenções de um sistema de saúde sobre o processo saúde-doença conformam uma totalidade que engloba os sujeitos do sistema de saúde e suas inter-relações com os ambientes natural e social.

A organização atual dos programas e políticas de saúde na conjuntura do SUS prioriza o sentido de gestão articulada, através da qual a atuação de cada profissional elimine barreiras e promova eficácia das ações nas diversas unidades de assistência à saúde nas comunidades. Embora a integralidade subentenda ênfase o trabalho em rede, ainda encontramos intransponíveis barreiras atitudinais, decorrentes de omissões desde o planejamento dos programas, como ocorre na Rede Cegonhas, por não contemplar estratégias voltadas para oferta de pré-natal para gestantes surdas, cadeirantes, ou mulheres com algum tipo de deficiência.

Da mesma forma, longe do princípio da integralidade estão as ações programáticas da Rede de Cuidados da Pessoa com Deficiência, pela falta de enquadramento e comprometimento de importantes representantes dessa engrenagem. A omissão dos gestores hospitalares na organização dessa rede, esclarecendo como são planejadas altas de pessoas com lesão neurológica, ou de vitimas de acidentes de trânsito com sequelas neurológicas, ortopédicas e/ou traumatológicas, esquecendo-se de que essas pessoas são potenciais usuárias dos programas de reabilitação física, faz com se perca precioso tempo fora desses programas para cicatrização de úlceras de pressão, frequentemente adquiridas nos ambientes hospitalares.

Na dinâmica era dos avanços e inovações tecnológicas, ainda precisamos aprender que deveres devem preceder direitos, para que ninguém que trabalhe no setor público ou privado se julgue isento de cumprir o que lhes seja de competência, posto que são atitudes que implicam em prejuízos a outrem, por menor que possa parecer. O cotidiano das equipes do ESF, Brasil afora, reproduz frustradas tentativas dos gestores de saúde da esfera municipal, fazerem com que membros dessas equipes interajam com os de outros setores no compartilhamento de informações essenciais ao cuidado e assistência integral da pessoas da sua comunidade ou área de abrangência. Agindo como se não tivessem nenhuma relação com os demais setores da rede de saúde, perpetuam padrão de sistema marginal característico dos fracassados programas públicos outrora implantados.

Por fim, cabe acrescentar que a integralidade da atenção se apresenta como um importante dispositivo instituinte do processo de trabalho em saúde, com vistas a uma produção do cuidado eficaz, humanizada e, portanto, efetivamente centrada nas necessidades dos usuários individuais e coletivos dos serviços de saúde. De acordo com a Constituição de 1988, "a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doenças e outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação". Antes da institucionalização do SUS, o acesso aos serviços e às ações de saúde só estava garantido aos contribuintes do sistema previdenciário. Neste sentido, a Constituição assegura legalmente a atenção à saúde como direito de cidadania a todo o povo brasileiro.

Como agentes sociais politizados, brasileiros, temos o dever de cobrar melhores padrões dos serviços de assistência à saúde disponíveis na rede pública e privada, sob pena de que a herança a ser oferecida as futuras gerações seja marcadas negativamente pelas mesmas barreiras que ora temos de enfrentar. Consciência cidadã não se compra no varejo, constitui-se fruto de conquistas diárias, sementes que germinarão para alimentar os que ainda passarão por esses mesmos caminhos.

30 de março é o Dia Mundial do Transtorno Bipolar

No dia 30 de março de 2014, será o lançamento do ano inaugural do Dia Mundial do Transtorno Bipolar | WBD. Esta data é o dia do aniversário do pintor Vincent Van Gogh, que foi postumamente diagnosticado como sendo, provavelmente, portador do transtorno bipolar.

World Bipoolar Day - march 30
A visão do Dia Mundial do Transtorno Bipolar é chamar a consciência mundial para transtornos bipolares e eliminar o estigma social. Por meio da colaboração internacional, o objetivo do Dia Mundial Bipolar é levar a informação a população mundial sobre os transtornos bipolares para educar e melhorar a sensibilidade para a doença.


Transtorno bipolar é uma doença mental que representa um desafio significativo para os portadores, profissionais de saúde, familiares e nossas comunidades.

Enquanto a crescente aceitação do transtorno bipolar como uma condição médica, como diabetes e doenças do coração, vem sendo reconhecido por algumas partes do mundo, infelizmente o estigma associado à doença ainda é uma barreira aos cuidados e continua a impedir o diagnóstico precoce e o tratamento eficaz. A fim de resolver essa disparidade na forma como o transtorno bipolar é visto em diferentes partes do mundo, a Asian Network of Bipolar Disorder (ANBD), a Fundação Internacional Bipolar (IBPF) e a Internacional Society for Bipolar Disordes Bipolar (ISBD) se reuniram para trabalhar sobre o conceito de estabelecer o Dia do Transtorno Bipolar no bipolar no mundo.

Willem Nolen, atual presidente da ISBD, compartilha o seu entusiasmo sobre esta iniciativa:

“Quando o Asian Network of Bipolar Disorder | ANBD surgiu com a ideia, e se aproximou da Internacional Society for Bipolar Disordes Bipolar | ISBD, que imediatamente decidiu que devíamos apoiar ativamente. A iniciativa ajuda a alcançar os nossos objetivos de melhorar a vida de pacientes bipolares e seus familiares. Nós imediatamente convidamos a Internacional Foundation Bipolar | IBPF para participar da iniciativa e está animada para trabalhar com grande grupo de organizações afins. Estou confiante de que o Dia Mundial do Transtorno Bipolar vai crescer nos próximos anos e ajudará a reduzir o estigma.”

Muffy Walker, fundador e presidente da IBPF, disse o seguinte quando perguntado por que ela se sentiu importante estar envolvido com WBD,
“Como Martin Luther King disse uma vez, eu tenho um sonho que um dia nossas nações se levantará e criará todos os homens iguais. E eu tenho um sonho que meu filho, que viveu a maior parte de sua vida com o transtorno bipolar, vão um dia viver em uma nação onde não serão julgados pela sua doença, mas sim pelo conteúdo de seu caráter. Eu acredito que o Dia Mundial do Transtorno Bipolar vai ajudar a transformar o meu sonho em realidade. “
Manuel Sanchez de Carmona, ISBD presidente eleito, acredita que
“WBD é uma excelente oportunidade para nós [membros] ISBD para chegar aos pacientes, famílias e grupos de apoio e de convidá-los a trabalhar juntos neste projeto global para sensibilizar e conscientizar sobre os distúrbios bipolares. WBD é uma plataforma para pensar global e agir local – a nossa visão será alcançada com um esforço local motivado e forte “.

Estima-se que a prevalência global de do transtorno bipolar seja entre 1 e 2%, sendo citado que podem ser tão elevado quanto 5% e, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, é a 6 principal causa de incapacidade em todo o mundo. A fim de resolver este problema global, precisamos de uma solução global. Com o apoio de especialistas de renome de todo o mundo, grupos como ANBD, IBPF e ISBD estão apoiando os esforços para investigar as causas biológicas, metas de tratamento da toxicodependência, melhores tratamentos, melhores métodos de diagnóstico, dos componentes genéticos da doença e estratégias para a qualidade de vida com transtorno bipolar e isso é apenas o começo. Colaborações entre grupos de pesquisa e advocacia estão continuamente em crescimento, e WBD é uma homenagem para o sucesso desta estratégia.

Christine Saenz, portador de bipolaridade e blogueiro, explica,
“Estou muito animado com este projeto e sua mensagem. É tão importante para educar o mundo e para lutar contra o estigma que está associado com a doença mental. A Bipolaridade não tem que ser assustadora. Eu sou uma pessoas bipolar. Sou como todos os outros. Com o plano de tratamento eficaz, eu sou capaz de viver uma vida estável e feliz. “

A ABRATA apoia esta iniciativa mundial e encorajamos a cada um de vocês, voluntários, portadores e familiares, à medida que esta data se aproxima, para divulgar/compartilhar a data – 30 de março – Dia Mundial do Transtorno Bipolar.


São Paulo assina convênios que beneficiam 556 cidades

     


Cerimônia de assinatura dos convênios foi nesta segunda, 24, no Palácio dos Bandeirantes. R$ 519,3 milhões foram repassados por 17 secretarias do Governo paulista
As mais de 550 cidades foram beneficiadas nesta segunda-feira, 24, a partir de convênios assinados com o Governo de São Paulo. No total, o governador Geraldo Alckmin liberou R$ 519,3 milhões em 1.622 convênios. O repasse dos recursos ocorre por 17 secretarias, entre as quais a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

As secretarias envolvidas são: Agricultura e Abastecimento, Casa Militar, Cultura, Desenvolvimento Social, Direitos da Pessoa com Deficiência, Educação, Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Esporte, Lazer e Juventude, Habitação, Meio Ambiente, Planejamento e Desenvolvimento Regional, Saneamento e Recursos Hídricos, Gestão Pública, Logística e Transportes, Saúde, Segurança Pública e Turismo.
A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência assinou convênios que irão garantir acessibilidade nas calçadas do município de Catanduva; além de entrega de
veículos adaptados à cidade de Apiaí; ao Instituto Qualivida, de Itatiba; à APAE de Caieiras; e ao município de Jaguariúna. Também será beneficiada com equipamentos pedagógicos a Adefia – Associação dos Deficientes Físicos de Areiopolis, totalizando repasse de R$ 672 mil.

O maior valor (R$ 119 milhões) será repassado pela Secretaria da Habitação. Foram assinados 137 convênios com 118 cidades, que envolvem o PEM (Programa Especial de Melhorias), para obras de equipamentos sociais e de infraestrutura urbana, e a construção de unidades habitacionais para 1.135 famílias pela CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano).

Na área da educação infantil, a Secretaria da Educação assinou 60 convênios com 50 cidades para a construção de unidades da Creche Escola. Mais de 8 mil crianças serão beneficiadas com o repasse de R$ 106,6 milhões.
A Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Regional vai repassar R$ 106,1 milhões a 255 municípios, por meio de 417 convênios. Os recursos serão utilizados em melhorias nas cidades com obras de reurbanização, iluminação, revitalização e aquisição de equipamentos para os municípios.

A saúde receberá investimentos de R$ 16 milhões. São 121 convênios com 81 municípios. O repasse da Secretaria da Saúde irá para despesas de custeio e novos investimentos.
Veja os repasses das demais secretarias:
Secretaria do Turismo: R$ 48,1 milhões
Secretaria da Agricultura e Abastecimento: R$ 31,6 milhões
Secretaria de Meio Ambiente: R$ 26,6 milhões
Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos: R$ 23,3 milhões
Secretaria de Desenvolvimento Social: R$ 17,9 milhões
Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude: R$ 11,4 milhões
Secretaria de Logística e Transportes: R$ 5 milhões
Secretaria da Casa Militar: R$ 3,5 milhões
Secretaria da Cultura: R$ 2,7 milhões
Secretaria de Segurança: R$ 1 milhão
Secretaria de Gestão Pública: R$ 713 mil
Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia: R$ 150 mil

Fonte: pessoacomdeficiencia.sp.gov.br - com informações complementares da Casa Civil, Governo de SP

quarta-feira, 26 de março de 2014

Deficiente visual faz vídeo para mostrar problemas de locomoção

Redação

 

Se transitar nas ruas de Cianorte é um risco, andar pelas calçadas não é diferente. E no caso do estudante de Educação Física Thiago Eidi Hayashi o desafio é ainda maior. Ele tem pouco mais de 5% da visão. Em 2013 a Tribuna de Cianorte o encontrou andando na rua, porque o espaço reservado para a calçada, na região do Fórum de Cianorte, estava intransitável. Após a matéria, o local foi remodelado, facilitando o acesso de todos.
Mas nem tudo são flores, no caminho de Thiago e de quem insiste em caminhar pelos passeios públicos. Inconformado com tanta falta de respeito Thiago resolveu mostrar para os internautas o que ele encontra diariamente pelo caminho, que deveria ser de livre acesso. “Eu fiz o primeiro vídeo, segurando o celular na mão e mostrando como é o meu percurso de casa até a faculdade”, conta.  Sua ideia é gravar vídeos diários e com isso estimular alguma mudança de comportamento.
Entre a casa de Thiago e a Unipar, ele encontrou buracos, carros e cadeiras em cima das calçadas, muitas delas com desníveis de mais de 50 centímetros, ausência de faixa de pedestre e de rampas nos canteiros centrais, tampas de bueiros quebradas, tapumes de construções tomando conta das calçadas, entre outros. Bem próximo de sua casa, em um terreno baldio, os moradores depositaram sofás e vidros onde seria o passeio, tomado pelo mato.
“Será que é o meu primo quem possui uma 'deficiência' vencendo dia após dias os desafios que a mobilidade impõe ou no caso ele é eficiente e nós os deficientes do sistema, da política, das leis e da falta de bom senso?”, questionou Lud Hayashi.
Click AQUI  para ver o vídeo.