sábado, 12 de abril de 2014

Primeiro game para deficientes visuais

por; Fernando Tôrres

Descrição da imagem: logotipo do jogo com fundo cinza em letras pretas escrito: Blindside.BlindSide, um áudio game no qual você dependerá apenas da sua audição para conseguir sobreviver em um mundo apocalíptico infestado de criaturas devoradoras de pessoas. A trama gira em torno de um grande suspense. Já pensou se um dia você acordasse sem conseguir enxergar absolutamente nada e seu planeta estivesse sofrendo um ataque de monstros, o que você faria?

BlindSide é um jogo de terror que foge do convencional. Estamos acostumados a games que promovem a imersão no clima do jogo através de muitos efeitos visuais e gráficos realistas, acompanhados de efeitos sonoros que casam com tais elementos, contudo, neste jogo, o usuário só tem o áudio como referência para se movimentar em um cenário em três dimensões, sem qualquer tipo de imagem que dê alguma referência de onde se encontram os obstáculos, para onde ir ou onde estão os inimigos.
Neste game você encarna um personagem chamado Case, um professor assistente que acorda completamente cego, sem entender o que está acontecendo, acreditando que a região onde mora está tendo um apagão, ele tenta acender luzes e lanternas, mas, percebe que o problema não é com a eletricidade, mas sim com seus olhos e com a visão de todos os habitantes do planeta.
Percebendo sua cegueira e sem saber o que está acontecendo no mundo ao seu redor, Case precisará enfrentar a sua nova condição e tentar guiar a si e a sua namorada Dawn pela cidade destruída, até descobrir que a Terra fora devastada por monstros devoradores de humanos. Agora ele terá que sobreviver e tentar deixar sua amada a salvo.
Desenvolvido pela dupla Aaron Rasmussem e Michael T. Astolfi, tal ideia de desenvolver este tipo de game surgiu a partir de uma experiência vivida por Rasmussem que, durante o segundo grau, sofreu um acidente durante uma aula de química que o deixou temporariamente cego devido a uma lesão em suas córneas provocada pela explosão no laboratório. Com o tempo Aaron foi recuperando a visão e alguns anos depois, em 2012, esta fatalidade foi a motivação para o lançamento de um game que também pudesse ser aproveitado por pessoas com deficiência visual.
De acordo com o estudo realizado pela Organização Mundial da Saúde em 2011, existem cerca de 285 milhões de deficientes visuais em todo o mundo, sendo 39 milhões completamente cegos. Através destes números podemos concluir que existe um grande número de pessoas que poderão desfrutar de BlindSide, pessoas estas que possuem dificuldade para encontrar jogos interessantes para se divertirem. Tal iniciativa foi tão bem recebida que o game ganhou o prêmio de inovação no festival Games for Change, que reconhece jogos que promovem algum tipo de impacto social.
Contudo, apesar de aparentemente um jogo para cegos ou pessoas com baixa visão, BlindSide também pode ser jogado por gamers que enxergam, oferecendo uma nova forma de entretenimento que se propõe ser mais desafiadora e ir além das expectativas dos jogadores mais exigentes.
Embora pareça fácil a primeira vista, BlindSide não é tão simples. Quem não está habituado a se localizar sem o auxílio da visão pode sentir um pouco de dificuldade para encontrar o caminho certo seguindo pelo áudio. Com mais de 1000 sons diferentes, o jogador precisará ter muita concentração para identificar de onde o som está vindo e mapear em sua mente o caminho percorrido para determinar por onde passou e por onde pode ir. Para este jogo aconselha-se o uso de fones de ouvido para que o jogador consiga identificar melhor de onde estão partindo os sons do game.
Para cada plataforma o jogo possui uma mecânica diferente, em dispositivos móveis o jogador precisará usar seus próprios movimentos para que o personagem se mova no game também, enquanto na versão para computador o usuário controla os movimentos de Case através das setas ou das teclas referentes as letras A, S, D e W.
Mesmo com o jogo tendo sido desenvolvido para ser difícil e desafiador, o usuário não fica totalmente desamparado. No início do game há um tutorial que ajuda o jogador a se mover no mundo em 3D de BlindSide, ensinando-o a identificar os sons de quando o personagem bate em uma parede, em uma mesa ou encontra uma janela, tudo isso para tornar a experiência de jogo menos complicada. Vale lembrar que o game está em inglês, caso o jogador não tenha familiaridade com a língua, pode ficar um pouco difícil de entender as instruções e os diálogos disponíveis.
Para as pessoas que enxergam ainda existe uma espécie de “cola”, para ajudá-las a se movimentar melhor pelo cenário, na tela aparecem setas que indicam o lugar para onde o jogador precisa ir para se salvar, contudo, tal recurso acaba interferindo na proposta inicial do jogo, sendo mais interessante e divertido aventurar-se às cegas e sem ajuda, para ter uma experiência plena de jogo.
BlindSide está disponível para iOS, PC e Mac. Durante o período em que o projeto esteve no Kickstarter, seus desenvolvedores afirmaram que o game também estaria disponível para o sistema Android, entretanto, até o momento o jogo não está na Play Store.
Fontes: Tech Mundo - sempreincluidos.com.br

Exoesqueleto robótico para Copa dá primeiros passos sozinho

O objetivo do cientista é usar o equipamento para fazer uma criança tetraplégica dar o chute inicial da Copa do Mundo de 2014.

        Reprodução/Facebook
      Exoesqueleto robótico de Nicolelis dá seus primeiros passos
      Exoesqueleto robótico de Nicolelis dá seus primeiros passos: pontapé feito com uma perna robótica será capaz de mostrar que o Brasil é mais do que o país do futebol.

Nessa segunda-feira (07), o neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis publicou em sua página do Facebook um vídeo em que seu exoesqueleto robótico dá seus primeiros passos.
O objetivo do cientista é usar o equipamento para fazer uma criança tetraplégica dar o chute inicial da Copa do Mundo de 2014.
O exoesqueleto robótico deu seus seis primeiros passos sem a presença de uma pessoa durante o vídeo. Essa foi a primeira vez que Nicolelis mostrou o exoesqueleto andando sozinho. Clique aqui para ver o vídeo.
“Muitos disseram que a missão era impossível. Mas a 66 dias da abertura da Copa, exoesqueleto do Projeto Andar de Novo dá os primeiros 6 passos no chão. Acompanhe nesse videoclipe o momento histórico”, disse na publicação do vídeo.
Walk Again Project – Nicolelis, um dos 20 maiores cientistas do mundo pela revista Scientific American, trabalha com uma equipe de 170 pesquisadores internacionais no projeto Walk Again Project (Andar de novo, em tradução para o português).
A equipe tem pesquisadores da Universidade de Duke, nos EUA, e do Instituto de Neurociências em Natal, dirigido por ele.
Diversas experiências foram feitas com macacos e com um corpo artificial. Elas mostram como a robótica pode ser uma grande aliada de pessoas com deficiência física em busca de movimentos até então impossíveis.
O exoesqueleto pode ser conectado ao cérebro do paciente, que então controlaria o equipamento como se fosse parte de seu próprio corpo. A técnica faz parte de uma linha de pesquisa conhecida como interface cérebro-máquina, em que Nicolelis já teve resultados relevantes.
Recentemente, Nicolelis também divulgou outro vídeo em que um paciente controlava o exoesqueleto robótico. Segundo o cientista, oito pacientes que fazem parte do projeto já estão aptos a controlar os movimentos do exoesqueleto com ajuda da atividade elétrica cerebral.
Quando um jovem tetraplégico conseguir dar o primeiro chute da Copa do Mundo, Nicolelis acredita que vai provar para o mundo algo muito importante. O pontapé feito com uma perna robótica será capaz de mostrar que o Brasil é mais do que o país do futebol.

Deficientes visuais denunciam maus tratos

Paulo Souza Madeiro relata dois constrangimentos que passou em coletivos de Marabá.

(Foto: MICHEL GARCIA)
Deficientes visuais denunciam maus tratos (Foto:  MICHEL GARCIA)

Dificuldades para conseguir laudos médicos e até mesmo para andar de coletivo urbano sem pagar passagem são problemas que têm tirado o sossego e mexido com a dignidade de deficientes visuais em Marabá, sudeste do Estado.
Quem denuncia é Nacélio Souza, presidente da Associação dos Deficientes Visuais de Marabá (Adevismar), que tem 35 associados. Ele conta que as pessoas cegas não conseguem passe livre, nem VT Card para transporte coletivo, ou laudo médico para ter direito a cota em concursos públicos.
Nesse caso isso ocorre porque o município, segundo ele, cancelou convênio que existia desde 2010 com uma clínica particular que fornecia os laudos, mas hoje não atende mais. Para conseguir o documento, os interessados precisam pagar consultas que variam entre R$ 200e R$ 300, valor considerado alto, até porque a maioria dos deficientes visuais (pra não dizer quase todos) não tem emprego.
Porém, esse não é o maior problema dessa parcela da sociedade. Paulo Souza Madeiro, que também é cego, relatou que tem passado por constrangimento no transporte coletivo e, por duas vezes, teve de ouvir palavras de baixo calão proferidas por um motorista de ônibus, que o chamou de “palhaço” e de “safado”, simplesmente porque ele fez valer o direito de não pagar passagem.
RESPOSTAS
No caso dos exames de vista para emissão de laudo médico, o próprio secretário municipal de Saúde, Nagib Mutran Neto, disse que o município teve problemas porque o último profissional credenciado para fazer o trabalho não deu continuidade ao acordo com a Prefeitura. Nagibinho afirma que já conseguiu resolver o impasse, com ajuda do Ministério Público, e garantiu que os deficientes visuais podem procurar a Secretaria de Saúde para dar entrada nos laudos.
Com relação ao transporte coletivo urbano, a situação é um pouco mais complicada. As empresas ainda não se posicionaram sobre as denúncias. A Adevismar já identificou os veículos em que isso ocorreu (por meio de placa e de numeração) e afirma que vai procurar o Ministério Público para denunciar o caso.
(DOL, com informações de Chagas Filho)

Em cadeira de rodas José Jorge atravessa o Brasil em defesa da acessibilidade

           Foto: Elisa maia
           José Jorge, na Assembleia Legislativa do AM/Foto: Elisa maia
           José Jorge, na Assembleia Legislativa do AM

Uma pessoa saudável, sem dificuldades de locomoção, que decidiu atravessar o país sentado em uma cadeira de rodas, impulsionada por ele mesmo, para chamar atenção para as dificuldades enfrentadas pelos portadores de deficiências físicas. Esse é o perfil do mineiro José Jorge Souza Castro, que desde fevereiro deste ano está “empurrando” sua cadeira de rodas desde a cidade de Caburaí, em Roraima, e pretende chegar a Chuí, no Rio Grande do Sul, e esteve na Assembleia Legislativa na manhã desta quinta-feira (10), a convite do deputado Marco Antônio Chico Preto (PMN).

José Jorge foi à tribuna falar sobre um dos principais problemas que aflige a pessoa com deficiência que são as barreiras arquitetônicas. “Diversos são os tipos de barreiras arquitetônicas, como, as escadas, elevadores muito estreitos e portas, buracos no passeio, casas de banho mal equipadas, transportes públicos mal preparados, entre outros”, exemplificou.

Para ele, acessibilidade significa não apenas permitir que pessoas com deficiências ou mobilidade reduzida participem de atividades que incluem o uso de produtos, e informação, mas a inclusão e extensão do uso destes por todas as parcelas presentes em uma determinada população. “Contudo, raros são os lugares onde se pode dizer que estão de acordo com essas necessidades em relação ao meio”, disse, acrescentando que o que se vê é um profundo desrespeito por parte do Poder Público às pessoas com deficiência.

Eu não quero ser atleta

Não queria fazer natação, ping-pong, corrida, como as pessoas que a mídia mostra, só queria me movimentar pra ganhar qualidade de vida e perder peso.

Marcela Cálamo Vaz Silva*

Imagem;http://personaljota.blogspot.com.br/ 
Cadeirante desde os seis anos, fiz fisioterapia no período de reabilitação e uns poucos meses em casa. A vida seguiu e deixei essa coisa de fisioterapia pra lá.

A vida seguiu mais adiante, minhas atividades físicas passaram a ser as mesmas de qualquer pessoa que cuida de casa, filhos, marido. Não posso dizer que vivia uma vida sedentária, pois vivia atrás de filhos, subindo e descendo as rampas de minha casa, no entanto, não era exatamente uma atividade física. Tarefas rotineiras, cansativas, mas de poucos benefícios.

Numa das voltas da vida, saí da casa onde morava pra morar num condomínio. Morando no térreo, num apartamento menor do que a casa, mais fácil de limpar, arrumar, fui me sentindo preguiçosa, sedentária. E veio, pela primeira vez, a ideia de procurar alguém que me ajudasse a sair desse sedentarismo, um personal trainer.

Eu não queria ser atleta. Não queria fazer natação, ping-pong, corrida, como as pessoas que a mídia mostra, só queria me movimentar pra ganhar qualidade de vida e perder peso.

Como mágica, Jailson apareceu. Ele postou na comunidade do condomínio no Facebook que dava aulas de treinamento funcional para cadeirantes. Eu nunca tinha ouvido falar nisso, mas entrei em contato imediatamente. Eu seria sua primeira aluna, aprenderíamos juntos. Foi então que minha vida começou a mudar...

Começamos, em agosto, a treinar com elásticos, bola, pesinhos etc, testando força, equilíbrio, agilidade. No começo tudo era difícil, mas fui vencendo as etapas. Saímos da sala de ginástica e passamos a usar a pista de bocha. Começamos com os circuitos com exercícios variados. Corridas rápidas, paradas bruscas (reativei a rodinha anti-tombo), rodar de ré, contornar cones, enfim, atividades que fazem parte de meu dia a dia, mas nem percebo. 

No Natal, uma surpresa: sem perceber estava usando as duas mãos ao mesmo tempo, com braços erguidos sem apoio, pra fazer um doce. Comecei a observar meus ganhos: lavar a cabeça com as duas mãos, me abaixar para pegar algo do chão e levantar quase sem apoio, fazer movimentos com o tronco que jamais fiz, aumento de força e outros mais.

Continuamos em frente, fazendo treinos com circuitos de exercícios variados, corridas contra o tempo, exercícios com corda, com Jailson sempre impondo um novo desafio com dificuldade e intensidade crescentes.

Penso em tantos outros cadeirantes que, assim como eu, não querem ser atletas, mas sentem necessidade de se movimentar, de ter ajuda de um profissional mas não acham um “Jailson” ou não têm espaço adequado ao exercício.. Penso em quantos “Jailsons” têm qualificação, vontade de praticar seus conhecimentos, mas não acham uma “Marcela” para treinar. 

E penso, enfim, que eu, cadeirante há mais de 40 anos, que só queria perder uns quilos, achando que minha condição física era estática, surpreendo-me a cada evolução e torço para que mais e mais pessoas descubram o treinamento funcional e surpreendam-se também.

* Marcela Cálamo Vaz - 47 anos é mãe de dois meninos, Ricardo (15 anos) e Luís Felipe(9anos), autora do livro infantil "Rodas, pra que te quero!" e professora particular. Mantém o blog Maré (tchela.blogspot.com).

Herói de ônibus incendiado no Maranhão tem alta

Estadão Conteúdo

Márcio Rony da Cruz Nunes, de 37 anos, ficou com 75% do corpo queimado depois de resgatar três pessoas de uma família em um ônibus incendiado em São Luís, no Maranhão.

Weimer Carvalho/Folhapress
05.abr.2014 - Márcio Rony da Cruz Nunes, de 37 anos, ficou com 75% do corpo queimado depois de resgatar três pessoas de uma família em um ônibus incendiado em São Luís, no Maranhão
Goiânia - Após a última consulta com os médicos em Goiânia, no final da tarde desta sexta-feira, 11, o entregador Márcio Ronny da Cruz, 37 anos, está pronto para retornar ao Maranhão no final de semana. Ele passou por 14 cirurgias para minimizar as queimaduras que sofreu ao salvar três pessoas em um ônibus incendiado, fruto de um ataque criminoso comandado de dentro de presídios maranhenses, no dia 3 de janeiro deste ano, em São Luís.


"Na hora não pensei duas vezes. Ouvi os gritos, apaguei o fogo do meu corpo (se molhando em uma poça de lama) e retornei ao ônibus. Não tenho arrependimento nenhum. Espero que sirva de exemplo", reforçou.

Entre as vítimas estava a menina Ana Clara Santos Souza, de 6 anos, a quem o trabalhador se abraçou tentando abafar o fogo. Com 90% do corpo queimado, a criança não resistiu. As outras vítimas eram a mãe e uma irmã de Ana Clara. Márcio sofreu queimaduras em 72% do corpo. Ele foi transferido para Goiânia, onde há centros de referência no atendimento a queimados.

Mesmo ainda se restabelecendo, utilizando roupas especiais que cobrem o corpo todo, Márcio visitou esta semana o Hospital Geral de Goiânia, onde chegou primeiro e foi internado na UTI, passando por três cirurgias na unidade, antes de ser transferido para o Hospital de Queimaduras de Goiânia, onde ocorreram as demais cirurgias. Ele foi agradecer as equipes de médicos e enfermeiros da unidade pública.

A família aguarda que o governo do Maranhão envie as passagens aéreas para que Márcio possa retornar a São Luís. Ele terá de voltar a Goiânia uma vez por mês para a manutenção do tratamento. A sobrevivência do trabalhador, esposa e cinco filhos, também dependerá do governo do Maranhão, porque ele estima no mínimo oito meses de repouso, conforme tem sido a orientação médica. "Vivemos do meu trabalho", conclui.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Surfista sem braço, que teve sua vida retratada em filme, ganha campeonato mundial pela primeira vez

Deu na Revista Marie Claire


Cerca de 11 anos após perder o braço esquerdo durante um ataque de tubarão, a surfista norte-americana Bethany Hamilton continua inspirando vidas. Aos 24 anos, a jovem - que teve sua história retratada no filme "Coragem de Viver" - acaba de se tornar campeã de um dos principais campeonatos de surfe do mundo, o "Surf- N -Sea Pipeline Women Pro".


Esta foi a primeira vitória de Bethany em 10 anos. Desde o acidente, a havaiana tem treinado muito para voltar às competições. Conseguiu fazer um dos mais incríveis retornos já vistos na história do surfe e do esporte mundial.

Para um veículo da área após a vitória. "Na minha primeira bateria eu nem estava esperando muito, mas sempre mantive meu olhar atento, porque aqui nunca sabe... Foi uma agradável surpresa"!

De acordo com o site Huffington Post,  Pipeline é uma das ondas mais temidas do mundo. Faz com que até mesmo os melhores surfistas da atualidade, como Kelly Slater, se tornem novatos.

 

Plano Nacional de Educação: encerrando as discussões sobre a meta 4?

Nos dias 08 e 09 de abril ocorrerão as últimas discussões sobre o Plano Nacional de Educação (PNE) na comissão especial. A expectativa é que o relatório seja votado na comissão ainda nessa semana. Entenda melhor os inúmeros pontos abordados por essa Lei em relação à meta 4, que trata da educação especial/inclusiva.

O processo de construção do PNE (2011-2020) iniciou-se em 2009/2010, dentro da Conferência Nacional de Educação (Conae), que mobilizou cerca de 3,5 milhões de brasileiras e brasileiros, contando com a participação de 450 mil delegadas e delegados nas etapas municipal, estadual e nacional. O documento final 1 representou as aspirações de todas e todos.

A partir desse documento, o Ministério da Educação enviou à Câmara dos Deputados, em 20/12/2010, uma proposta de Lei 2 que, ao chegar à essa casa legislativa, recebeu o número PL 8035 de 2010. Nessa proposta, a meta 4 foi apresentada da seguinte forma:

Universalizar, para a população de 4 a 17 anos, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede regular de ensino.”

A proposta acima sintetiza de forma clara e objetiva o propósito da educação inclusiva. Outros pontos relevantes como financiamento, atendimento educacional especializado, acessibilidade etc. constavam das seis estratégias para essa meta.

Após intensos debates e uma tramitação de quase dois anos, em 25/10/2012, a Câmara enviou ao Senado o seguinte texto:

“Universalizar, para a população de 4 (quatro) a 17 (dezessete) anos, o atendimento escolar aos(às) alunos(as) com deficiência, transtornos  globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, preferencialmente na rede regular de ensino, garantindo o atendimento educacional especializado em salas de recursos multifuncionais, classes, escolas ou serviços especializados, públicos ou comunitários, nas formas complementar e suplementar, em escolas ou serviços especializados, públicos ou conveniados.”

Nesse texto houve a reinserção do termo “preferencialmente”, que tem uma longa e intensa discussão3dentro da área de educação inclusiva. É importante apontar que isso representa um retrocesso, na medida em que possibilita a continuidade de um ensino segregado, fora da rede regular de ensino.

Chegando ao Senado, essa lei recebe o número PLC 103 de 2012 4 e passa por novas discussões. Ao final desse processo, temos o seguinte texto

“Universalizar, para a população de 4 (quatro) a 17 (dezessete) anos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, o acesso à educação básica e ao atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino, com a garantia de sistema educacional inclusivo, de salas de recursos multifuncionais, classes, escolas ou serviços especializados, públicos ou conveniados, nos termos do artigo 208, inciso III, da Constituição Federal, e do artigo 24 da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, aprovada por meio do Decreto Legislativo nº 186, de 9 de julho de 2008, com status de emenda constitucional, e promulgada pelo Decreto nº 6.949, de 25 de agosto de 2009, e nos termos do art. 8º do Decreto nº 7.611, de 17 de novembro de 2011, que dispõe sobre a educação especial, o atendimento educacional especializado e dá outras providências.” 



O primeiro ponto que chama a atenção é a inserção de legislação para justificar apenas uma meta, sendo que nas demais não há qualquer menção desse tipo. Analisando as leis inseridas, fica evidente o exagero, pois apesar dos legisladores quererem especificar alguns termos utilizados nessa meta, a utilização da Constituição Federal e da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que faz parte da nossa Constituição, é desnecessária, pois toda lei deve estar em concordância com a carta magna e seus apêndices. Já em relação ao decreto 7611/11, não há sentido em subordinar uma lei a um decreto. Caso haja qualquer discordância ou discrepância entre ambos, o primeiro deverá ser readequado. Desta forma, aproximadamente metade do texto se mostra excessivo e não traz um melhor entendimento da própria meta.

Nessa nova redação é importante salientar um avanço: a inclusão da expressão “sistema educacional inclusivo”, que aparece também na Convenção. Em contrapartida, o significado não é desenvolvido e, como fica junto a outro serviço, sua relevância fica prejudicada.

Devido a questões regimentais, nesse momento, os deputados que participam da comissão especial que analisa o PNE só poderão optar pelo texto da Câmara ou do Senado, sem a possibilidade de realizar qualquer alteração. Diante disso, o texto da Câmara é o melhor. Ressalva-se, entretanto, que a redação do Ministério da Educação, citada anteriormente, está mais alinhada com a perspectiva inclusiva, a Constituição Federal e as discussões realizadas na Conae.

Tudo indica que as discussões sobre a meta 4 permanecerão durante a vigência do plano, dada a insuficiência do texto que será aprovado, seja de autoria da Câmara ou do Senado.
 

 Para um melhor entendimento dessa discussão, colocamos a seguir o link para uma cartilha da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, cujo título é “O acesso de pessoas com deficiência às classes e escolas comuns da rede regular de ensino” e trás um comentário na página 8 sobre o termo “preferencialmente”. http://pfdc.pgr.mpf.mp.br/atuacao-e-conteudos-de-apoio/publicacoes/pessoa-com-deficiencia/manual_acesso_pessoas_com_deficiencia.pdfSite externo.
Luiz Henrique de Paula Conceição é graduado em Psicologia (USP) e mestrando em Psicologia (USP). Atua no Instituto Rodrigo Mendes como pesquisador e coordenador do programa de formação em educação inclusiva.
©Instituto Rodrigo Mendes. Licença Creative Commons BY-NC-ND 2.5.Site externo. A cópia, distribuição e transmissão dessa obra são livres, sob as seguintes condições: Você deve creditar a obra como de autoria de Luiz Henrique de Paula Conceição e licenciada pelo Instituto Rodrigo Mendes e DIVERSA (www.diversa.org.brSite externo.).

Brasil possui cerca de 250 mil casos de Parkinson

Sem cura, a base do tratamento para manter a qualidade de vida do paciente envolve medicamentos, fisioterapia e fonoaudiologia. De acordo com o neurologista João Carlos Papaterra Limongi, a cirurgia é um recurso que deve ser avaliado caso a caso

Ana Paula Alencar
No dia 11 de abril, comemora-se o Dia Internacional do Parkinsoniano. A data foi escolhida em homenagem ao aniversário do médico inglês James Parkinson, que nasceu em 1817. O aumento da expectativa média de vida da população brasileira tem feito crescer o número de portadores de Parkinson. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a esperança de vida ao nascer no Brasil subiu para 74,6 anos em 2012. A doença, que afeta principalmente idosos acima de 65 anos, atinge cerca de 250 mil pessoas somente no país.

O médico João Carlos Papaterra Limongi, doutor em Neurologia pela Faculdade de Medicina da USP, escreveu o livro Conhecendo melhor a doença de Parkinson (168 pp., R$ 49,40), da Plexus Editora, para ajudar a entender como funciona o mecanismo da doença. São informações complementares, que esclarecem as mudanças que a enfermidade ocasiona, auxiliando tanto o portador quanto a sua família.

“A doença de Parkinson ainda não tem cura. O mais indicado para manter a qualidade de vida do paciente ainda é o tratamento com medicamento, fisioterapia e fonoaudiologia”, afirma dr. Limongi. A cirurgia, segundo o médico, é um recurso que deve ser avaliado caso a caso.

O Parkinson é uma doença neurológica degenerativa, caracterizada pela diminuição dos neurônios produtores de dopamina, substância que permite a comunicação entre células nervosas. A manifestação característica da enfermidade é a lentidão dos movimentos. Outros sintomas são enrijecimento dos músculos, tremores, dificuldade de caminhar, desequilíbrio com quedas, dificuldade de falar e engolir.

No livro, Limongi procura ajudar os pacientes a entender e aceitar as mudanças que os sintomas da doença provocam em seu corpo. Também é dirigido às famílias, que assistem a transformações cada vez mais evidentes do paciente e necessitam de esclarecimento para suas dúvidas e angústias.

Segundo o médico, é muito difícil para pacientes e familiares se defrontar com o diagnóstico da doença. Além disso, a medicina ainda desconhece os obstáculos e as evoluções no contexto da doença.

O livro, escrito em linguagem simples, inclui informações sobre a doença em si, exposição ilustrada de exercícios físicos, recomendações para melhorar o desempenho no falar e orientações sobre alimentação adequada.

O autor 
João Carlos Papaterra Limongi é doutor em Neurologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Participa do grupo de Distúrbios do Movimento do Departamento de Neurologia do Hospital das Clínicas – USP, além de auxiliar fundações que desenvolvem pesquisas sobre a Doença de Parkinson.

Título: Conhecendo melhor a doença de Parkinson – Uma abordagem multidisciplinar com orientações práticas para o dia-a-dia
Autor: João Carlos Papaterra Limongi
Editora: Plexus
Preço: R$ 49,40
Páginas: 168
ISBN: 85-85689-55-2
Atendimento ao consumidor: 11-3865-9890
Site: www.plexus.com.br

Fontes: Plexus Editora - saci.org.br

UnB lança software para auxiliar ensino de autistas

     
Na foto acima, os estudantes Alexandre Silva dos Santos e Eduardo Andreotti da Silva, que desenvolveram o projeto como trabalho de conclusão de curso. “Estudando em uma universidade pública a gente tem que desenvolver soluções de utilidade pública”, defende Eduardo.

Quebrar barreiras para a inclusão é o que pretendem os criadores do software Aproximar, que será lançado nesta quarta-feira (9), às 14h30, no auditório da Reitoria. O programa de apoio educacional promove o ensino de gestos sociais a autistas, como o aceno e o positivo. Desenvolvido pelo Projeto Participar, o software deve ser utilizado como suporte para a integração de estudantes com o transtorno nos processos de interação social, e pode ser utilizado em escolas que possuem programas de inclusão de todo o país.

O software foi criado para o grupo de autistas denominado clássico. “São os autistas com maior grau de comprometimento”, explica a pedagoga e chefe do Núcleo de Transtorno Global do Desenvolvimento da Secretaria de Estado de Educação do DF, Maraísa Borges Pereira. De acordo com a pedagoga, que também atua no Projeto Participar, a demanda veio em resposta ao alto número de estudantes autistas, inseridos em escolas especializadas, que não conseguiam ser integrados em escolas inclusivas. “Não existia nenhuma ferramenta tecnológica para atender o ensino de gestos sociais aos autistas clássicos”, aponta a professora.

Apesar de o lançamento oficial estar programado para esta quarta-feira, o software já passou por processo de validação realizado por professores de escolas públicas do Distrito Federal. “O Aproximar é muito positivo, porque traz as tecnologias mais recentes para auxiliar o professor dentro da sala de aula”, avalia o professor Rudan Pereira de Souza. Ele trabalha no Centro de Ensino Especial 01 de Taguatinga com estudantes que possuem o transtorno do espectro autista.


Na foto acima, os estudantes Alexandre Silva dos Santos e Eduardo Andreotti da Silva, que desenvolveram o projeto como trabalho de conclusão de curso. “Estudando em uma universidade pública a gente tem que desenvolver soluções de utilidade pública”, defende Eduardo.

Desempenho
O Aproximar é um aplicativo desktop que não necessita de conexão com a internet para ser executado. Ele funciona a partir de um sensor de movimentos chamado Kinect, que permite ao usuário interagir com o computador. O software é composto por um sistema de reprodução de vídeos, separados em duas categorias: de tarefa e motivacionais.

Ao longo das atividades, os vídeos dão os comandos que devem ser reproduzidos pelo usuário. São sete gestos sociais: mandar beijo, fazer sim e não com a cabeça, levar as mãos à cabeça, fazer sinal de positivo, bater palmas e dar tchau. O sensor avalia se a atividade foi realmente executada e dispara um vídeo de motivação para o usuário. “A intenção é trabalhar como uma brincadeira de imitar em frente ao espelho”, explica Alexandre Silva dos Santos, um dos desenvolvedores do projeto.

Criação
O software levou cerca de 12 meses até chegar a fase de lançamento, e envolveu todos da equipe do Projeto Participar. A pedagoga Maraísa Borges foi quem apresentou a demanda da Secretaria de Educação do DF aos demais integrantes do grupo e desenvolveu as bases pedagógicas do projeto. A jornalista Neuza Meller, diretora da UnBTV, respondeu pela produção e edição de imagens que compõem o software.

Já o professor Wilson Veneziano, do Departamento de Ciência da Computação, coordenou o viés tecnológico do programa, elaborado pelos estudantes Alexandre Silva dos Santos e Eduardo Andreotti da Silva, que desenvolveram o projeto como trabalho de conclusão de curso. “Estudando em uma universidade pública a gente tem que desenvolver soluções de utilidade pública”, defende Eduardo.

O projeto também contou com a atuação de professores de duas escolas da Secretaria de Educação do DF, que colaboraram na construção e validação do software. Uma das escolas, de atendimento especial, trouxe ao projeto o parâmetro de atuação no caso de estudantes com características mais severas do autismo. A segunda escola, inclusiva, acrescentou a variável de autistas com menor comprometimento comportamental e cognitivo. “Alunos de várias classes especiais participaram do processo de validação”, conta Maraísa.

Outros projetos
Além do Aproximar, o Projeto Participar já desenvolveu outros três softwares educacionais para o auxílio à inclusão: os programas Participar I e II e o Somar, para ensino de matemática aplicada ao cotidiano de portadores de deficiência intelectual, que deve ser lançado em agosto deste ano.

Fontes: EBC - inclusive.org.br

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Dispositivo elétrico devolve movimentos a homens paraplégicos

Os pacientes Andrew Meas, Dustin Shillcox, Kent Stephenson e Rob Summers foram submetidos a um tratamento com estimulação elétrica para recuperarem suas funções motoras (Louisville University)

Pesquisadores anunciaram nesta terça-feira que quatro homens que haviam perdido a função motora do tórax para baixo há anos recuperaram a capacidade de realizar alguns movimentos voluntários. Isso foi possível após médicos terem implantado um dispositivo de estimulação elétrica na medula espinhal dos pacientes que imita os sinais transmitidos pelo cérebro para iniciar algum movimento.

Embora esses indivíduos não tenham voltado a andar, os especialistas consideram que o feito oferece esperança para o tratamento de pessoas que sofreram paralisia e que ouviram de especialistas que nada poderia ser feito para que os movimentos fossem recuperados.

O caso dos pacientes foi relatado em um artigo publicado no periódico Brain. Os pesquisadores responsáveis pelos testes com o dispositivo elétrico são das universidades de Louisville e da Califórnia em Los Angeles (UCLA), nos Estados Unidos, e do Instituto de Fisiologia Pavlov, na Rússia.

Estudo inicial  A pesquisa se baseou em um estudo publicado em 2011 que relatava o caso do ex-jogador de baseball Rob Summers. Ele perdeu os movimentos do tórax para baixo após sofrer um acidente de carro em 2006, mas recuperou parte de suas funções motoras com o implante desse mesmo dispositivo elétrico. A comunidade científica recebeu esses resultados com cautela, considerando que eles precisariam ser replicados em mais pacientes.

O novo trabalho detalhou os efeitos da intervenção em outros três pacientes — os americanos Kent Stephenson, Andrew Meas e Dustin Shillcox —, além de relatar novos testas realizados no ex-jogador.

Todos os quatro pacientes eram classificados como portadores de dor crônica e de deficiência física por lesão medular, e haviam perdido os movimentos há pelo menos dois anos antes da intervenção. Dois deles também apresentavam uma lesão sensorial completa – ou seja, perderam não só os movimentos, mas também a sensibilidade nos membros lesionados — e acreditava-se que não havia chance de eles se recuperarem.

De acordo com os pesquisadores, os pacientes foram capazes de recuperar alguns movimentos voluntários imediatamente após o implante e a ativação do dispositivo, um resultado considerado “muito surpreendente” pelos especialistas. “Devido à estimulação, agora eles conseguem mover voluntariamente os seus quadris, tornozelos e dedos do pé. Isso é inovador e oferece uma nova perspectiva de que a medula espinhal, mesmo após lesões graves, tem um grande potencial de recuperação”, diz Claudia Angeli, professora do Centro de Pesquisa em Lesões da Medula Espinhal da Universidade de Louisville (KSCIRC, sigla em inglês) e uma das autoras do estudo.

A pesquisa também mostrou que o tratamento ofereceu outros tipos de benefícios à saúde dos pacientes, como aumento da massa muscular, controle da pressão arterial e redução de episódios de fadiga muscular.

 
Técnica O dispositivo implantado nos pacientes emite uma corrente elétrica com frequências diferentes em locais específicos da medula espinhal responsáveis por controlar o movimento dos quadris, joelhos, tornozelos e dedos do pé. De acordo com o estudo, conforme os testes foram sendo realizados, os participantes se tornaram capazes de realizar movimentos voluntários cada vez com menos estimulações. Para os autores, isso demonstra a habilidade que a medula tem em aprender e melhorar funções do sistema nervoso. “A crença de que nenhuma recuperação é possível na paralisia completa acaba de ser desafiada”, diz Susan Harkema, diretora do KSCIRC e responsável pelo primeiro estudo sobre o caso do ex-jogador de baseball Rob Summers.

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Fontes: Veja.com.br - fernandazago.com.br

Empresários produzem roda com sistema de marcha para cadeirantes

Existem mais de 26 milhões de brasileiros com deficiência física ou motora.
Empresa pretende aumentar a produção para tentar reduzir preço final.



O Brasil tem mais de 26 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência física ou motora. É um mercado grande e carente de produtos específicos. Foi atenta a este público que a Easy Mob desenvolveu uma cadeira de rodas com sistema de marchas. A empresa levou três anos para lançar o produto no mercado.

A roda tem um sistema de engrenagem que permite ao usuário mudar a marcha, para reduzir o esforço de subir ou descer uma rampa, e tem também um sistema de segurança, que evita acidades num terreno irregular.

Não é fácil para um cadeirante se movimentar numa cidade como São Paulo, com calçadas estreitas, buracos, entre outros obstáculos.

“É isso o que mais dificulta para os cadeirantes e, principalmente, para quem tem menos mobilidade isso dificulta mais ainda, porque você tem que fazer mais força, nem todo mundo está disponível para estar ajudando. Mas a gente vai levando a vida desse jeito, né”, comenta o atleta paraolímpico Rony Stony.

Tecnologia brasileira
O empresário Ricardo Jacob enxergou a oportunidade quando comprou a patente de uma roda com marcha para cadeirantes.

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“Eu achei que era uma oportunidade de negócio porque não tinha nada semelhante no Brasil, e segundo o que me entusiasmou foi o fato de ser uma tecnologia totalmente brasileira, desenvolvida aqui”, explica.

Ricardo e seu filho Danilo investiram R$ 100 mil na reforma de um galpão, compra de peças e testes. A marcha é parecida com a de uma bicicleta.

“A mágica é o sistema embutido no cubo de engrenagens. Numa roda convencional, não existe e o aro gira com a roda. Com o nosso sistema engatado, o aro é desacoplado da roda, passa pelo sistema de engrenagens, que reduz o esforço em 50%”, explica Renaud Deneubourg, diretor do projeto.

A roda também tem um sistema de freio que impede a cadeira de voltar durante uma subida. “Tem um sistema embutido no cubo da roda, que evita o retrocesso da roda numa rampa”, diz Renaud.

Para o consumidor final, o par de rodas custa R$ 2,8 mil, mais caro que muitas cadeiras completas. O motivo é a produção pequena, que encarece o custo fixo por unidade. Hoje a empresa faz 20 pares de rodas e fatura cerca de R$ 60 mil por mês.

“Esse custo, eu admito, que é alto no começo, para o cadeirante em si. Mas a nossa ideia é, com o volume, ter uma economia de escala e, assim, poder baixar o preço do produto”, afirma Danilo Jacob.

A fábrica fornece a roda com marcha para lojas no Brasil, como a da fisioterapeuta Luciana Visibeli Marques. Ela vende quatro pares por mês.

“As musculaturas de ombro, de cotovelo, de punho, de polegar, de tronco, são musculaturas que, ao longo do tempo, vão sendo lesionadas, e esse tipo de marcha facilita a locomoção dessas pessoas, prevenindo o risco dessas lesões”, comenta a fisioterapeuta.

Willye Alves da Silva também é cliente do empresário Ricado Jacob. Willye levou um tiro durante um assalto em 2010, e ficou paraplégico. “A vida muda em todos os sentidos, tanto na cadeira de rodas, quanto no dia a dia. Agora, para usar a cadeira de rodas em São Paulo é um pouco difícil”, diz.

Durante dois anos, ele usou cadeira tradicional, mas, em 2013, Willye comprou a roda com marcha. O produto deixa o toque mais suave, segundo ele, e evita que a cadeira empine em uma ladeira, por exemplo. Na descida, a marcha atua como um freio motor. Com esforço mínimo, é possível controlar a velocidade da cadeira.

A empresa também já começou a fazer contatos para exportar o produto. “Para isso, fizemos patente mundial na China, Japão, Europa e Estados Unidos, justamente para que a gente tenha um tempo para poder entrar nesses novos mercados”, explica Ricardo.

CONTATOS:
EASY MOB
Contato: Denise Malickas (Analista de Maketing)
Rua Dr. Luiz Magliano, 1986 – conj. 727 – Vila Andrade
São Paulo/SP – CEP: 05711-0011
Telefone: (11) 2105-3491
Site: www.easymob.com.br
E-mail: sac@easymob.com.br

ITA ASSISTIVA
Contato: Luciana Visibeli (Empresária)
Rua Flávio Fongaro, 447 – Jardim do Mar
São Bernardo do Campo/SP – CEP: 09726-430
Telefone: (11) 2758-5667/ (11) 2758- 5672
Site: www.itaassistiva.com.br
E-mail: luciana@itaassistiva.com.br