sábado, 19 de abril de 2014

Foi lançado o 1ªPartido Político voltado para a pessoa com deficiência no Brasil

Pais(Partido pela Acessibilidade e Inclusão Social)


No dia 11/04 partido pela Acessibilidade e Inclusão Social iniciou a coleta de assinaturas. O lançamento nacional do partido ocorreu dia 11 de Abril (sexta-feira) as 10h00 na Assembleia Legislativa de São Paulo. Mais de 45milhões de brasileiros (23,9% da população)* tem alguma deficiência, porém são poucas as políticas públicas voltadas para eles. Mas para tornar inclusão social uma realidade no Brasil, um grupo de políticos fundou o PAIS, Partido pela Acessibilidade e Inclusão Social, o único partido brasileiro que tem como bandeira principal a luta pela acessibilidade e real inclusão da pessoa com deficiência na sociedade. No dia 11/04 PAIS, que é presidido por Luiz Carlos de Lima (Lee de Lima), registrou a legenda no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A data também marcou o inicio a busca pelas 500 mil assinaturas (0,5% dos votos dados na última eleição) para seu registro definitivo. Cumpridas ainda outras formalidades, o partido começa agora a Coleta de Assinaturas que você pode Baixar aqui nesse Site e nas páginas Oficias do Partido. Visite e conheça mais sobre o PAIS no facebook: https://www.facebook.com/PaiPartidoPelaAcessibilidade





 Conheça o Lee – Presidente do PAIS Nascido em 22 de Abril de 1972 Luiz Carlos de Lima, mais conhecido como Lee de Lima filho do ex-vereador de Itapevi Levi de Lima. Se apaixonou por política ainda criança aos 10 anos de idade em 1982 quando seu pai foi candidato pela 1ª vez. Em 4 de Julho de 1996, indo ao trabalho, Lee sofreu um grave acidente de carro que lhe tornou cadeirante. Atualmente, além de presidente do PAIS, Lee é presidente da Ong Instituto ADL.

Com o seu apoio vamos conseguir as 500 mil assinaturas necessárias: 

Click aqui para baixar a ficha de assinatura:

Como seria a vida sem paralisia cerebral?



Como seria a vida sem paralisia cerebral?Por Luiz Alexandre Souza Ventura (Jornalista/Estadão)
Daniel de Castro Gonçalves é jornalista e documentarista, tem 30 anos e nasceu com paralisia cerebral Após descobrir sua vocação, decidiu combinar as duas experiências profissional e pessoal.
“Certa vez, um amigo me perguntou se eu já tinha imaginado a minha vida sem a paralisia cerebral. Respondi que era impossível dizer como seria e que provavelmente não teria sido tão divertido”.

Quando entrou na faculdade de Comunicação Social da PUC-Rio, Daniel queria ser jornalista esportivo, mas um estágio, no meio do curso, mudou suas metas. “Na TV PUC-Rio editei pela primeira vez. Achava que era impossível ser repórter, que jamais me escolheriam e por isso optei pela vaga  de editor. Descobri que levava jeito pra essa coisa de cortar e colar imagens e texto”.
No mesmo ano, ele montou o programa ‘Do seu próprio jeito’ e afirma ter percebido que tinha facilidade para ouvir e extrair boas histórias das pessoas. “Se não me enquadrava no ‘padrão’ de repórter, ainda sem saber, dava meus primeiros passos como documentarista”.
Atualmente, Daniel é sócio em uma produtora audiovisual, a SeuFilme, e prepara o primeiro longa metragem, ‘Como Seria?’.
Neste trabalho, ele responde a pergunta do título. “Teria sido mais fácil começar a andar. Poderia ter sido goleiro. Correria. Saltaria. Subiria em árvores. Andaria de skate. Faria um monte de outras coisas que toda criança faz. Mas não seria eu. Não teria feito papel de minhoca numa peça teatral no colégio. Não teria sido o centro das atenções quando cheguei com uma máquina de escrever elétrica em sala de aula. Não conheceria meus terapeutas. Não saberia como é gostosa a sensação de fazer determinado movimento pela primeira vez. Possivelmente não escalaria. Não seria jornalista, editor, cinéfilo e nem documentarista”.
Ainda em produção, o filme deve ficar pronto em 2016. “Estamos terminando de escrever o projeto para podermos ir atrás de possíveis patrocinadores”, diz Daniel.

Fontes: Estadão - deficienteciente.com.br

Mãe de dois cadeirantes e um bebê enfrenta difícil rotina nos ônibus de Belo Horizonte



Maria José chega à AMR e se desdobra para empurrar Caio e VítorA dona de casa Maria José impressiona pela coragem. De casa até o hospital onde os filhos recebem tratamentos, ela pega 4 ônibus e vence preconceitos
No jogo da vida, são muitas as histórias e os desafios. Alguns deles parecem pesados demais e, para quem olha de fora, até impossíveis de lidar. Seus protagonistas são sinônimo de lições. Inspiram e ensinam, como a dona de casa Maria José Almeida Santos Ribeiro, de 30 anos, mãe de Caio Francisco Almeida Menes e Vítor Ribeiro Menes, dois meninos cadeirantes, de 7 e 2 anos e meio, e de Paulo Alexandre, um bebê sem problemas de saúde, de 4 meses. Empurra com habilidade as duas cadeiras de rodas por Belo Horizonte afora, sobe e desde de ônibus, sem jamais perder o sorriso. Serenidade e dignidade ocupam o semblante dessa mulher, representante de um contingente de guerreiros anônimos que, no papel de pais e filhos, travam uma batalha diária pela vida e contra o preconceito. Nessa luta, a vitória vem em forma de amor e de esperança e, andando lado a lado, buscam a cura e dias de mais alento.
Faça chuva ou sol, lá está ela, de terça a sexta-feira, pronta para enfrentar o longo caminho do Bairro Tancredo Neves, em Ribeirão das Neves, na região metropolitana, divisa com BH, até o Bairro Mangabeiras, na sede da Associação Mineira de Reabilitação (AMR). Terça e quinta há atendimento para os dois filhos. Nas quartas e sextas é um ou outro. Paulo Alexandre, que ainda mama no peito, vai junto e, se ninguém se dispõe a acompanhá-la, empurra as cadeiras e porta o neném no canguru. Em dias de chuva, como quando foi acompanha pelo Estado de Minas, conta com a ajuda da sogra para ficar com a criança.
No tratamento, o pequeno Vítor se esforça para ficar de pé e andar um dia
Andar com as cadeiras não é fácil, um verdadeiro jogo de equilibrismo e de criatividade. No ônibus, uma vai atachada ao cinto de segurança, na área reservada a cadeirantes, e a outra, amarrada a um banco, com uma faixa de velcro especial. O impossível se torna natural, com direito a várias adaptações. Pendurada nas cadeiras, sacolas e mochila com lanches, marmitas nos dias em que a correria não permite almoçar em casa, roscas fresquinhas para vender, capa de chuva para cobrir os meninos, sombrinha e o que mais for necessário.
Uma campainha é o adereço final. De um lado, botão. De outro, uma sirene vermelha, do tipo bem barulhenta. “Isso é para quando os motoristas quiserem nos deixar para trás depois de todos os passageiros subirem no ônibus. Eu aperto e todo mundo escuta e não o deixa arrancar. Facilita também para andar na rua, pois as pessoas fingem que não veem e, por isso, não abrem passagem. Em dias de chuva é muito útil”, relata.
Caio tem ajuda de psicopedagoga para fazer os deveres da escola
Esconde as histórias por trás de toda essa destreza. Foi uma sequência de provações desde as vésperas do nascimento de Caio, em 18 de janeiro de 2007. Ela conta que tinha sete meses de gravidez quando a bolsa estourou e, durante os três dias nos quais tentou atendimento, a equipe do centro de saúde a mandou de volta para casa. Por fim, decidiu ir ao Hospital Odilon Behrens, onde os médicos prepararam uma cesariana de emergência: o bebê tinha os batimentos cardíacos fracos e a mãe estava em estágio de pré-eclampsia. Dias depois, no Centro de Terapia Intensiva (CTI), Caio teve uma parada cardíaca e ficou cinco segundos desacordado. Maria José acredita que a demora no atendimento pode ter levado à paralisia cerebral, que o jogou na cadeira de rodas. “O médico falou que não era nada e foi tomar um café”, relata.
Na segunda gestação, Maria teve a síndrome da transfusão feto-fetal. Um feto recebe mais sangue que o outro, assim um se torna doador e produz pouco líquido amniótico e o outro receptor, com líquido em excesso. O resultado são bebês de tamanho desproporcional, sendo o doador normalmente pequeno e o receptor, grande. Ao detectar a complicação, o médico fez uma microcirurgia para retirar mais de 4 litros de líquido amniótico. Dois dias depois, a bolsa rompeu. Um dos bebês morreu. Sobreviveu Vítor, prematuro de 6 meses e peso de 750 gramas. O obstetra, de um plano de saúde, fez um parto normal e retirou a criança com a ajuda do fórceps. O menino teve traumatismo craniano. Três meses depois, numa avaliação na AMR, foi diagnosticado que ele também iria para uma cadeira de rodas. “O meu mundo desabou. Eu percebia que algo estava errado, mas quis fechar os olhos e enxergar apenas com o coração, na esperança de os médicos dizerem que estava tudo bem.”
Na volta para casa, conta com ajuda para pôr Caio e Vítor no ônibus
A CURA DO PAI
O terceiro filho, Paulo Alexandre, nasceu em dezembro do ano passado, com 4,1 quilos. Foi concebido como tentativa de curar o pai, o auxiliar de produção Adair Menes, de 35 anos. Durante todo o pré-natal, a ideia era colher o sangue do cordão umbilical, rico em células-tronco, para, no futuro, aproveitar os avanços da medicina para o marido, surdo desde os 11 anos de idade depois de contrair uma meningite, ter a chance de voltar a escutar. Mas o obstetra não deu andamento ao processo e, por falha Médica ou falta de orientação adequada, o casal não pode levar o sonho adiante. “Meu marido ficou muito revoltado, mas agora se conformou”, diz.
Em meio a essa decepção, veio a alegria. Paulo é perfeito, grande e esbanja saúde ao longo de seus 4 meses. “Agora é que eu estou entendendo o que é ser mãe. Peguei o Caio nos braços pela primeira vez quando ele tinha 2 meses e o Vítor, quando tinha 3 meses e parecia um bebê que ainda ia nascer”, lembra. “Diferentemente dos outros, o Paulo já rola e dá gargalhadas. Faz sozinho, sem precisar de estímulos. Apesar de toda dificuldade, a vida me surpreende a cada dia.”
Já no coletivo, ela alimenta os filhos depois de um dia de terapias
A vitória dos pequenos
A vida termina tarde e começa cedo na casa de Maria José. Ela dorme por volta da meia noite e, às 4h30, no máximo, está de pé para fazer as roscas que vende a outras mães e funcionários da AMR e dar conta do resto da casa. Leva Caio para a escola, busca e segue rumo à AMR. Na associação, os meninos têm acompanhamento em diversas áreas. Na fonoaudiologia, Vítor aprendeu a mastigar e a engolir. Agora, trabalha também a comunicação. A fala se aprimora a cada dia. Na fisioterapia, os movimentos para estimulá-lo a ficar de pé são a esperança de que o pequeno guerreiro andará um dia. Em outra sala, com auxílio de uma psicopedagoga, Caio, aluno do 2º ano do ensino fundamental, desenvolve a coordenação motora e mostra com orgulho que já sabe escrever.
Foram esses tratamentos que, há um ano e três meses, o fizeram andar. Entretanto, por causa do corpo ainda frágil e dos ossos deslocados, Maria José prefere não forçá-lo a caminhar e, por isso, o menino continua na cadeira de rodas. Mas deve andar definitivamente depois de uma cirurgia que fará nos próximos meses no quadril, joelhos e tornozelos. A partir daí, a mãe levará os filhos à AMR todos os dias.
Não será simples, mas a expectativa é grande. A vitória do Caio é um desafio à vida e, hoje, ela se orgulha de jamais ter desistido. “Quando ele nasceu, a médica do hospital me perguntou por que eu não desligava os aparelhos, já que ele tinha poucas chances de sobreviver e, se isso ocorresse, seria um vegetal”. “Essa foi só a primeira vez. Estou acostumada com as críticas e a ouvir piadinhas por ter um terceiro filho com dois na cadeira de rodas. Mas acho que nós também temos o direito de sermos felizes.”
No ambiente onde a esperança é a chave-mestra de diversas mães que passam anos na rotina de tratamento dos filhos deficientes, Maria José tem sempre um sorriso sincero estampado no rosto. “Tive suporte psicológico na AMR, mas ainda bate o desespero, principalmente quando motoristas e cobradores me desrespeitam”, relata.
No início do mês, quando o Estado de Minas acompanhou um dia de sua rotina, ela viveu mais um desses episódios corriqueiros, de motoristas arrancarem depois de os outros passageiros entrarem, passarem direto pelo ponto, pedirem para esperar outro ônibus ou, simplesmente, não a deixarem entrar com as duas cadeiras. Sem contar quando se depara com coletivos que não são equipados com elevadores ou com equipamentos estragados – não são raros os cobradores que se recusam a ajudá-la a subir com as cadeiras.
É preciso perseverança, pois quando está com os dois meninos, pega quatro ônibus de casa até a AMR: do bairro ao Centro; depois, a linha 104 até a Avenida Afonso Pena; de lá, o 4103 até o Parque das Mangabeiras e, por fim, outro da mesma linha para descer em frente à AMR – ele só passa na Rua Professor Otávio Coelho de Magalhães quando sai do parque em direção ao Bairro Aparecida.
No dia em que o EM a acompanhou, ela chegou atrasada à AMR. Isso porque um motorista se recusou a parar e o condutor do ônibus seguinte não queria transportá-los. “A cobradora me disse que tomaria multa da BHTrans se levasse as duas cadeiras. Eu lhe respondi que não poderia deixar um dos meninos para trás . E perguntei se ela é mãe ou avó, pedindo que se colocasse no meu lugar. Ela começou a chorar”, conta. Maria lamenta a falta de solidariedade e de compreensão e quase sempre conta com a ajuda de passageiros para ajudá-la a erguer as cadeiras.
Na semana anterior, outro episódio de desespero. Depois de subir Caio, o condutor arrancou, deixando para trás ela e Vítor na calçada. “A mamãe começou a gritar e a correr, batendo no ônibus e gritando: ‘Meu menino, meu menino’. Tive muito medo. Ele não pode fazer isso, mas faz”, relata Caio. Quando o desespero bate, são os filhos que a consolam: “Às vezes, tenho vontade de nem sair de casa. Aí, vem o Caio, não fala nada, só me dá um beijo. Meu humor muda. Sei que se eu não fizer esse esforço todo, lá na frente eles vão me cobrar”.
No final doa dia, Maria José, a leoa que cuida das crias, ainda sorri
A esperança que não deixa desistir
Maria José também tem deficiência auditiva, moderada, e usa, há 17 anos, a mesma prótese para ouvir. Nessa época, com a perspectiva de melhorar a fala e cuidar da saúde, se mudou com a família de Capelinha, no Vale do Jequitinhonha, para BH. Medo das dificuldades não tem. Aliás, só não trabalha agora pelos motivos óbvios. Começou cedo, aos 9 anos de idade, como babá. As últimas crianças de quem cuidou eram trigêmeas, trabalho interrompido para outra nobre tarefa: ser mãe. Conta com a ajuda do marido, o companheiro no cuidado com os meninos.
Caio quer fazer da música sua grande descoberta. Aproveita a musicoterapia na AMR para aprender a tocar. A mãe também o inscreveu na Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, onde ele espera ser chamado para aprender violoncelo e violino. Vítor veio ao mundo ser o companheiro do irmão. Tem na palavra “Caio” uma de suas prediletas. Vê o esforço do mais velho e, como mania de caçula, quer imitá-lo também a andar. Maria José segue serena, com uma dignidade de impressionar. E na luta para conseguir comprar roupas para as crianças e manter o estoque de fraldas em dia. Leoa cuidando da cria. Mulher que sabe de seus direitos e luta por eles. Batalhadora nata, com esperança à frente de tudo. (JO)
AMRA Associação Mineira de Reabilitação (AMR) atua desde 1964 no acompanhamento de crianças e adolescentes carentes com deficiência física. É uma organização filantrópica, sem fins lucrativos, que atende atualmente cerca de 500 pacientes, com paralisia cerebral e outras síndromes. Ampara também os familiares, por meio de projetos de inclusão escolar, esportiva e social. A AMR está localizada na Rua Professor Otávio Coelho de Magalhães, 111, no Bairro Mangabeiras.
Fontes:http://www.em.com.br/ - deficienteciente.com.br

POR UMA VIDA DE CHANCES E NÃO SÓ COBRANÇAS...


Bom  minha vida nunca foi fácil,e ficou mais difícil ao sofrer esse  acidente .


Tive  também a falta de sorte de ficar tetraplégica ,pois bem eu quando percebi  que meus braços começaram a se mover eu entrei em uma batalha de muita fé e foco ,pra melhorar ,me exercito todos os dias  ,fiz e faço cursos on line ...Compro cadernos de caligrafia e treino a escrita todo dia,sou estudante de Direito.

Só não consigo passar pelo ‘’crivo’’ social ,constantemente tenho que provar que consigo digitar sozinha,que consigo escrever.Ás vezes ouço  meus amigos falarem :’’- Fulana é muito gostosa...E vejo que ,tenho que mostrar muito de mim para conquistar alguém..

E  penso e será que falam assim de mim? em relação aos homens(exceto devotees) ,tenho também que provar que  sou mulher ,que sinto prazer  que posso dar prazer...

Quando digo que posso ter filho, nossa vejo o espanto nos semblantes...

Você pensa que fujo da luta? Não eu sempre estou lutando sempre respondendo aos questionamentos sempre avante ...até  que eu consiga chegar ao posto que é só meu...

EU PRECISO DE UMA CHANCE!!!!!!!!!!

Papa lava pés de 12 pessoas com deficiência

       

O Papa Francisco oficiou nesta quinta-feira (17) a missa de Quinta-Feira Santa, que relembra a última ceia, e, reproduzindo Jesus, lavou os pés de 12 pessoas, nesta ocasião pessoas com deficiência da fundação italiana Don Carlo Gnocchi, entre elas um muçulmano.

A cerimônia "In Coena Domini" aconteceu no Centro Santa Maria da Providência, no bairro da periferia romana de Casal de Marmo, ao qual o papa argentino chegou por volta das 17h15 locais (12h15 de Brasília) para presidir sua segunda Quinta-Feira Santa desde que foi eleito sucessor de Bento XVI em março do ano passado.

O pontífice foi recebido por vários curiosos, aos quais se dirigiu para apertar suas mãos e beijar e abençoar as crianças. Já no púlpito do templo, Francisco pronunciou uma homilia improvisada na qual explicou que o gesto de Cristo de lavar os pés dos 12 apóstolos representa a imagem de "um Deus que se fez servo".

Francisco explicou que Jesus fez um trabalho de escravos, que tem sua remota origem na obrigação destes de lavar os pés de seus amos antes de entrarem em casa para não sujar o chão.

"Agora eu farei este gesto, mas todos nós, em nosso coração, pensemos nos outros, no amor que Jesus nos diz que temos que ter para com os outros, em como podemos serví-los melhor, porque assim Jesus o quis", afirmou.

Foi então que Francisco lavou os pés destas 12 pessoas de idades que variam de 16 a 86 anos. O mais jovem era Osvaldinho, de 16 anos, procedente de Cabo Verde e tetraplégico desde que, em agosto do ano passado, lesionou a coluna vertebral ao mergulhar no mar em uma área rasa. A mais idosa era Angélica, de 86 anos e que está em reabilitação desde o ano passado, quando caiu e fraturou a prótese de quadril que utilizava.

Outra pessoa que teve os pés lavados pelo pontífice foi Hamed, de 75 anos, um muçulmano procedente da Líbia e que sofre de graves lesões neurológicas desde que sofreu um grave acidente de carro.

Francisco não foi o primeiro papa a visitar um centro desta Fundação. Antecessores como Pio XII, João XXIII, Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI também acolheram ou visitaram seus integrantes.

Com a cerimônia da Quinta-Feira Santa, é lembrada a Última Ceia e a oração de Cristo no Jardim do Getsêmani, que esteve sucedida por sua detenção e posterior calvário.

No ano passado, durante sua primeira Semana Santa como papa, Francisco optou por lavar os pés de 12 jovens reclusos em um centro de reabilitação de menores de Roma.

Francisco oficiou também nesta quinta no Vaticano a Missa Crismal, que marca o começo do Tríduo Pascal. Nesta sexta (18), o papa vai oficiar a missa da Paixão do Senhor, na capela papal da Basílica de São Pedro, e à noite presidirá, no Coliseu de Roma, a tradicional Via-Sacra.



sexta-feira, 18 de abril de 2014

Comissão aprova lei para desconto em torpedos enviados por pessoas com deficiência auditiva

A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática aprovou projeto (PL 3554/12, do Senado) que assegura desconto nos planos de mensagem de texto por celular para pessoas com deficiência de audição ou fala. Hoje, as operadoras já são obrigadas a oferecer esses planos especiais, mas a determinação é feita por meio de resolução da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O projeto torna essa medida expressa em lei.

O relator do projeto na comissão, deputado Rogério Peninha Mendonça (PMDB-SC), disse que a resolução não tem garantido o direito para essa população. "As pessoas que têm procurado esse tipo de atendimento, não conseguem. Por lei, aí sim, [as operadoras] teriam que obrigatoriamente atender a essas pessoas."

O parlamentar modificou o texto original do projeto para determinar que o custo desse desconto seja coberto por recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust). Ele afirmou que, com isso, ficará garantido o financiamento do benefício.

Comunicação

deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP) chamou a atenção para a importância que o serviço de torpedos tem para os deficientes de fala e audição, que só podem se comunicar a distância por escrito. Ela também defendeu que seja facilitado o acesso dessa parcela da população à internet.
 

O sindicato que reúne as operadoras de celular informa que já são oferecidos planos especiais às pessoas com deficiência de audição ou fala, desde que sejam apresentados um exame audiométrico ou a carteirinha de uma associação de surdos.

Tramitação

A proposta tramita em caráter conclusivo e foi aprovada pela Comissão de Ciência e Tecnologia em março passado. O projeto já passou pela Comissão de Seguridade Social e Família e ainda precisa ser votado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
 
Se for aprovado o texto modificado pela Câmara dos Deputados, o projeto volta ao Senado para nova análise.


Neuralstem Lesão Medular haste de experiência celular Aprovado para começar na Universidade da Califórnia, San Diego

NSI-566 a ser testado em pacientes com lesão medular crônica

                                 

Rockville, Maryland , 16 abril de 2014 / PRNewswire / - Neuralstem, Inc. (NYSE Amex: CUR) anunciou que o Conselho de Revisão Institucional da Universidade da Califórnia, San Diego , Faculdade de Medicina aprovou a Fase I de segurança para julgamento tratar lesão da medula espinhal crônica (CSCI), com suas células-tronco NSI-566. O julgamento NSI-566/cSCI Fase I vai se inscrever pacientes com trauma torácico medular (T2-T12) que têm um American Spinal Injury Association (AIS) A nível da deficiência, entre um e dois anos após a lesão. AIS A deficiência, que é a paralisia completa, refere-se a um paciente sem função motora ou sensorial nos segmentos relevantes a e abaixo da lesão. O julgamento, que já tem a aprovação do FDA, e tem uma meta de conclusão de um ano, estará sob a direção de investigador principal (PI) Joseph Ciacci , MD, UC San Diego School of Medicine e neurocirurgião do Sistema de Saúde UC San Diego. Grande parte do trabalho pré-clínico com as NSI-566 células em lesões da medula espinhal foi realizado na Universidade da Califórnia San Diego School of Medicine por Martin Marsala , MD, professor do Departamento de Anestesiologia, que será outro pesquisador do estudo.

"Movendo as nossas células da medula espinhal em testes em humanos para uma segunda indicação em os EUA é um passo importante para a empresa", disse Karl Johe PhD, Presidente do Conselho de Neuralstem e Diretor Científico."Demonstrou-se que a via de administração é cirúrgico seguro e robusto, que as células sobrevivem transplante e são biologicamente activos em pacientes, e que ambas as células e a cirurgia são bem tolerados e seguros em animais, que têm mostrado convincente. de prova de princípio de retorno da função significativa. Com 30 cirurgias de coluna de sucesso concluídas em nossas provações ALS, nós sentimos que estamos prontos para lidar com lesão medular e está animado para começar este estudo inovador. Gostaríamos de agradecer e reconhecer o apoio de nossos colaboradores na UCSD, sem os quais este estudo não seria possível. "

Em um estudo de revisão por pares, publicado na revista Stem Cell Research e terapia, em maio, de 2013, ratos transplantados com NSI-566 células-tronco, três dias após a lesão medular em L3 (lombar 3), apresentaram melhora ao longo de várias medidas da função motora e uma redução da espasticidade. O estudo demonstrou que a enxertia intraspinal de NSI-566 células durante a fase aguda de uma lesão medular pode representar um tratamento seguro e eficaz que melhora motora pós-lesão e déficits sensoriais.

Em um estudo peer-reviewed separado, publicado na revista, CELL, em agosto de 2012, os ratos com medula espinhal transeccionados cirurgicamente transplantados com NSI-566 células-tronco do Neuralstem, recuperado função locomotora significativa, recuperando o movimento em todas as articulações dos membros inferiores. Além disso, as células transformadas em neurônios que cresceram um número "notável" de axônios que se estendiam por distâncias muito longas "," ponte acima e abaixo do ponto de rompimento. Esses neurônios também apareceu para fazer a conectividade sináptica recíproco com os ratos anfitrião neurônios da medula espinhal na massa cinzenta para diversos segmentos abaixo da lesão.

Os pacientes que desejam saber mais sobre o julgamento deve contatar o escritório do diretor do investigador: 619-471-0798.
Sobre Crônica Lesão Medular
Existem mais de 10.000 novas lesões na medula espinhal (SIC) em os EUA a cada ano. Na hora de um levantamento recente feito pela Fundação Christopher e Dana Reeve, havia cerca de 840 mil pessoas que vivem com SCI crônica, que refere-se a pacientes nos quais a paralisia persiste e se torna permanente. De acordo com o Spinal Cord Injury Association Nacional, 85% dos pacientes com LM que sobrevivem as primeiras 24 horas ainda estão vivos 10 anos depois.
Sobre Neuralstem
A tecnologia patenteada da Neuralstem permite a produção de células estaminais neurais do cérebro e da medula espinhal em quantidades comerciais, e a capacidade para controlar a diferenciação destas células constitutivamente em neurónios maduros humanos fisiologicamente relevantes e células gliais. NSI-566 terapia de células-tronco derivadas da medula espinhal de Neuralstem está na Fase II dos ensaios clínicos para a esclerose lateral amiotrófica (ALS), muitas vezes referida como de Lou Gehrig doença. Neuralstem foi premiado designação estatuto órfão pela FDA para sua terapia celular ALS.

Além de ALS, a empresa também tem como alvo as principais condições do sistema nervoso central com a sua plataforma de terapia celular NSI-566, incluindo a lesão medular e acidente vascular cerebral isquêmico. A empresa recebeu a aprovação da FDA para iniciar um estudo de segurança de Fase I em lesão medular crônica.

Neuralstem também mantém a capacidade de gerar linhagens estáveis ​​de células-tronco neurais humanas adequadas para o rastreio sistemático de bibliotecas químicas de grande porte. Através desta tecnologia triagem proprietária, Neuralstem descobriu e patenteou compostos que podem estimular a capacidade do cérebro para gerar neurônios, possivelmente reverter patologias associadas a certas condições do sistema nervoso central. A empresa completou um ensaio de Fase I de segurança avaliando NSI-189, seu primeiro candidato neurogênica produto de molécula pequena, para o tratamento do transtorno depressivo maior (MDD). Indicações adicionais podem incluir traumatismo crânio-encefálico (TCE), a doença de Alzheimer e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).

Para mais informações, por favor visite www.neuralstem.com ou Siga-nos no Twitter , Facebook e LinkedIn
Declaração de advertência sobre Informações
Prospectivas:                                                           
Este comunicado à imprensa pode conter declarações prospectivas feitas de acordo com as "porto seguro" disposições do Private Securities Litigation Reform Act de 1995. Os investidores são alertados que tais declarações prospectivas contidas neste press release sobre possíveis aplicações de tecnologias de Neuralstem constituem forward- declarações prospectivas que envolvem riscos e incertezas, incluindo, sem limitação, os riscos inerentes ao desenvolvimento e comercialização de produtos potenciais, incerteza dos resultados de ensaios clínicos ou aprovações regulatórias ou folgas, a necessidade de capital de futuro, dependência de colaboradores e manutenção dos nossos direitos de propriedade intelectual . Os resultados reais podem diferir materialmente dos resultados previstos nessas declarações prospectivas. Informações adicionais sobre os fatores potenciais que podem afetar nossos resultados e outros riscos e incertezas são detalhados de tempos em tempos nos relatórios periódicos da Neuralstem, incluindo o relatório anual no Formulário 10-K para o ano encerrado em 31 de dezembro de 2013 .
Fonte: Neuralstem, Inc.- prnewswire.com

Artrite Reumatoide e o Açúcar

Três motivos para você consumir açúcar com moderação
Aumento e estímulo da atividade inflamatória
Riscos de diabetes
Sobrepeso e sobrecarga articula
              

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O açúcar, não é uma das causas da artrite reumatoide, açúcar e artrite não estão relacionados diretamente, porém, o açúcar tem papel importante na atividade inflamatória e no ganho de sobrepeso em pessoas com artrite reumatoide.

Pessoas com artrite reumatoide, ou outras doenças reumáticas inflamatórias, podem experimentar aumento na intensidade da dor quando consomem altas doses de açúcar.

O açúcar traz como conseqüência à manutenção do estado inflamatório prolongado em doenças autoimune como a artrite reumatoide ou a diabetes, isso prejudica a regulação da homeostase (equilíbrio interno), promovendo defeitos estruturais nas nossas células, que entende isso como uma toxina no nosso organismo que conseqüentemente estimulam o processo inflamatório. Sendo a artrite reumatoide uma doença reumática inflamatória, logo, o consumo de açúcar influencia o processo inflamatório ou pelo menos, ajuda a manter uma crise, aumentando a dor e dificultando o controle da doença. Por isso, é recomendado que pessoas com artrite reumatoide, venham consumir moderadamente o açúcar refinado, buscando alternativas de substituição por açucares naturais e adoçantes.

Artrite Reumatoide, corticóide e a predisposição a diabetes
Outro risco do açúcar na artrite reumatoide está relacionado com o uso de corticóide.

Estudos comprovam que pessoas com artrite reumatoide usuárias de medicamentos corticóide aumentam a predisposição a desenvolver diabetes permanente, essa predisposição pode ser modificada com adotando uma dieta com controle do açúcar.

Pessoas que estão usando corticóides, em doses acima diárias continuas e geralmente em doses maiores que 20 mg/dia, tem uma grande possibilidade de desenvolver o diabetes transitório, que é causado pelo corticóide, esse tipo de diabetes, tende a desaparecer quando a dose do corticóide for diminuída ou retirada, porém, quando a pessoa em uso de corticóide, tem o costumo de consumir açucares e doces, conseqüentemente pode desenvolver um diabetes crônicos, portanto, é preciso controlar rigorosamente o consumo de açúcar quando estamos em uso de corticóides.

Eu quando estava usando doses altas de corticóides, tive diabetes transitórias, algumas vezes tive que fazer uso de insulina e por alguns bons meses eu tive que tomar medicamentos diários em comprimido para controlar o diabetes, e nessa época se eu comia um docinho, passava mal horrores e tinha que fazer o Dextro (glicemia capilar, exame rápido de diabetes), sempre que isso acontecia, a glicose no sangue estava super alta e tinha que tomar insulina. Mas passou, com a retirada do corticóide, não tive mais diabetes. Porém, infelizmente muitas pessoas que apresentam diabetes transitório-medicamentosa, desenvolvem diabetes crônica, e quase sempre isso pode estar relacionado a uma predisposição genética e a falta de controle na alimentação.

Aumento do peso e maior sobrecarga articular
Consumir grandes quantidades de alimentos açucarados pode contribuir para o ganho de peso, por isso a ingestão de açúcar na artrite reumatoide, somado aos efeitos colaterais do corticóide, podem influenciar diretamente o ganho de peso e a chegada do sobrepeso, que irá causar sobrecarga articular e menor vida útil para as articulações do joelho, quadril, tornozelo e a própria coluna. E isso, leva a intensificação da dor e diminuição da qualidade de vida.
A Organização Mundial de Saúde recomenda que um adulto deve ingerir, no máximo, 50 gramas de açúcar por dia (o equivalente a dez colheres de chá ou dez pacotinhos de 5 g, distribuídos em todos os alimentos).

A restrição do açúcar não é recomendado, o adequado é controlar o consumo, procurando consumir açucares naturais presentes nas frutas, evitando refrigerantes e doces, troque sobremesas com doces por frutas, vale a pena trocar o açúcar por adoçantes.

Texto publicado em minha coluna “RecomeçAR no Portal Reumatoguia”
http://www.reumatoguia.com.br/interna.php?id=1734&cat=13&menu=2613

Cão que perdeu as quatro patas anda e pula normalmente graças a próteses

Segundo veterinários, é cada vez mais comum uso de próteses em cães.

O cão Naki'o, sem raça definida, foi encontrado por um casal do estado do Nebraska, nos Estados Unidos, com as patas e o rabo presos no gelo. As quatro patas tiveram de ser amputadas. Mas um veterinário especializado nesse tipo de caso desenvolveu quatro próteses para o cachorro. Hoje ele corre e pula como qualquer outro cão.

"No início, Naki'o era cauteloso e reservado. Seis meses depois de tudo isso acontecer, ele se tornou apenas um cara divertido que gosta de socializar", diz Martin Kaufmann, sócio de uma clínica veterinária especializada em próteses e órteses chamada OrthoPets.

Agora, Naki'o vive com o casal que o encontrou. Mais veterinários estão usando cadeiras de roda, órteses e próteses para melhorar a vida dos cachorros que perderam membros devido a deformidades, infecções ou acidentes, segundo especialistas.  

Esse movimento é impulsionado por donos de bichos que são persistentes nos cuidados com seus animais de estimação e não ficam desencorajados pelos custos de equipar seus cães com deficiência com esse tipo de equipamento. Ao mesmo tempo, os Estados Unidos têm visto um grande avanço tecnológico nessa área, estimulado pelo número de soldados americanos que voltam feridos da guerra. Os veterinários estão adaptando essas tecnologias para satisfazer as exigências cada vez maiores dos donos de animais.

 
"Há tantas coisas que podemos fazer para resolver problemas mecânicos. Se você tem partes quebradas, podemos substituí-las", diz Kaufmann. O custo da maior parte dos equipamentos varia de US$ 150 a US$ 2 mil, mas podem custar mais, segundo o veterinário. Só a clínica de Kaufmann atende cerca de 2 mil animais por ano.

Fontes:  G1 - nandoacesso.blogspot

Em debate: Os desafios da inclusão escolar

Por Jéssica Moreira

com a colaboração de Ana Basílio
Para que a inclusão aconteça, a sociedade e a escola precisam reconhecer que todos são diferentes. Esta é a conclusão que chega a pedagoga e especialista em inclusão escolar pela Universidade de Campinas (Unicamp), Maria Teresa Mantoan, que defende a abertura da escola regular a todos os alunos, principalmente àqueles com algum tipo de deficiência.
mariateresemantoan divulgacao unicamp
Maria Teresa Mantoan/ Unicamp
Para a professora, o Brasil vem avançando no que diz respeito às políticas de pessoas com deficiência, mas a escola ainda está baseada em moldes conservadores, que seleciona os alunos e trabalha apenas com os que atendem às suas expectativas. “Os maiores desafios que encontramos em uma instituição como a escola ou em uma sociedade que não avançou no sentido da inclusão, é repensar as suas próprias regras, o próprio modo de atuar a partir de práticas naturalmente excludentes, que consideram as diferenças em alguns e não em todos.”
Mantoan defende que o atendimento especializado não deve, de forma alguma, substituir o papel da escola na formação do indivíduo deficiente e que a saída seria uma parceria entre essas instituições e as escolas, de maneira a supri-los de um atendimento clínico, quando necessário.
Confira na íntegra!
Centro de Referências em Educação Integral: Nos últimos cinco anos, pelo menos, o Censo Escolar vem apontando um aumento de alunos com deficiência em escolas regulares. Além da inclusão, porém, é importante que haja equidade e que a escola garanta a permanência e aprendizado deste estudante. Diante deste contexto, a professora acredita que o Brasil vem avançando na inclusão qualificada destes estudantes?
Maria Teresa Mantoan: É evidente que em educação sempre temos muitos desafios porque é um trabalho que nós vamos construindo sempre, atualizando e aperfeiçoando. Entendo que a inclusão venceu muitos desafios considerados intransponíveis, até porque a nossa escola ainda é muito conservadora, que seleciona os alunos, trabalha com apenas aqueles que atendem as suas expectativas.
Independentemente da resistência das escolas e professores, os pais, as comunidades em si e muitas escolas já entenderam o que significa uma escola pra todos, inclusive o próprio sistema brasileiro de educação, que luta em função desse objetivo, para que todo mundo esteja na educação regular e que não haja criança fora dela porque esta foi encaminhada para uma instituição à margem, como as escolas especiais.
Educação Integral: Dessa forma, quais são os maiores desafios para que a inclusão dessas crianças e adolescentes aconteça efetivamente?
Mantoan: O movimento inclusivo implica na transformação da sociedade e suas instituições para que reconheçam a diferença de todos e não de alguns e que acolha a todos nesta diferença. Então, os maiores desafios que encontramos em uma instituição como a escola ou em uma sociedade que não avançou no sentido da inclusão, é o de repensar as suas próprias regras, o próprio modo de atuar, suas práticas naturalmente excludentes, que consideram que as diferenças existem em alguns e não em todos.
A partir de um modelo virtual abstrato, seleciona-se os alunos que estão aptos e aqueles que não estão para acessar, frequentar, vencer e ter sucesso na escola. Essa é a maior dificuldade de se fazer uma transformação não só das atitudes e modo de pensar, mas também no resultado disso, ou seja, das práticas institucionais. O verdadeiro papel da inclusão não é só o de  modificar as relações. As organizações devem reconhecer o direito de todos de serem diferentes e não cuidar dos diferentes de forma à parte.
Centro de Referências em Educação Integral: A Lei de Diretrizes e Bases, em seu capítulo V já aponta a questão da “educação especial”, entendendo esta modalidade de ensino oferecida a educandos com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e superdotação. Como a escola deve estar preparada para cada uma dessas especificidades? E como a política brasileira de inclusão entende e olha para elas?
Maria Teresa Mantoan: Para lidar com a educação especial, hoje, é preciso conhecer a Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva, que é de 2008. A partir desse ano, a educação especial no sistema educacional brasileiro não substitui mais a escola comum para seu público-alvo, alunos com deficiência, superdotação, com autismo, transtornos globais de desenvolvimento geral, entre outros.
A escola especializada não é mais substitutiva da escola comum para esses alunos, ela é complementar à formação. Isso significa que vai atender esses estudantes em um serviço que se chama atendimento educacional especializado no período oposto às aulas regulares.
Esse atendimento é feito por uma professora de educação especial, que não é especializada em uma das deficiências, mas que é uma pessoa que vai estudar todo e qualquer caso que se apresente e procurar parcerias intersetoriais e com especialistas pra estabelecer um plano de ação individualizado. No entanto, este plano não serve para ensinar a esses estudantes o conteúdo regular, mas sim para ensinar a usarem recursos, equipamentos, linguagens que ele não aprende na escola comum, por não fazer parte do conteúdo previsto no ensino comum.
São conteúdos como: aprender a usar uma lupa, uma bengala, ampliador de tela, Libras -Língua Brasileira de Sinais (que hoje deve ser aprendida na sala de aula mesmo), português como segunda língua, aprender a usar comunicação aumentativa complementar, como, por exemplo, figuras para se comunicar. São conteúdos da educação especial que vão dar a esses alunos possibilidade de, dentro do possível, ter autonomia para permanecer na sala e ter sucesso na aprendizagem.
A educação especial deixou de ser substitutiva da educação comum e passou a ser complementar, mas complementar à formação do aluno. Uma coisa importante é que a Educação Especial não se reduz ao ensino básico, mas atravessa todos os níveis de ensino, para garantir o acesso, permanência e sucesso de todos no seu processo educativo.
Centro de Referências em Educação Integral: Existem brechas nas legislações vigentes para que a escola negue a matrícula a um estudante com algum tipo de deficiência ou superdotação?
Maria Teresa Mantoan: Pela Constituição Federal Brasileira não pode, de jeito nenhum, mas uma brecha foi aberta, a das escolas privadas, desobrigando-as de oferecer atendimento educacional especializado. Os movimentos estão clamando, mas é muito difícil, muito complicada essa situação, porque uma escola particular que não oferece atendimento especializado vai dizer ao pai  que ‘‘se quiser, vai ter que pagar um professor para ficar ao lado dele o tempo todo”, o que não é o atendimento educacional especializado’, pois o especializado é aquele oferecido para além do regular, no contraturno.
O fato das escolas particulares não precisarem oferecer educação inclusiva foi um grande passo atrás, uma grande derrota para os que lutam pela inclusão, pois estas fazem parte do sistema brasileiro de educação.
Centro de Referências em Educação Integral:  Quando a escola deve recorrer a uma instituição especializada? Deve ser de apoio ou uma substituição à unidade regular?
Maria Teresa Mantoan: A escola não deve recorrer às instituições especializadas.
O atendimento clínico, como serviço social, psicologia, fonoaudiologia, fisioterapia, deve ser prestado sempre que necessário, mas como um plano de ação que a educação especial prevê a essa criança.

Mas eles não querem esse tipo de solução, sabe o porquê? Porque isso não traz dinheiro para a instituição, nem alunos, já que nem todos vão precisar desse atendimento. Agora, na escola vai todo mundo. Você acha que a APAE briga pela inclusão porque ela quer atender seus alunos? Não, porque aqueles que se sustentam a partir dela, como alguns deputados, por exemplo, perderão o poder. A coisa mais triste é fazer uso da desinformação de pais que não são suficientemente instruídos a respeito da exclusão, e mantê-los nessa condição por conta de votos, poder.
Centro de Referências em Educação Integral:  O Plano Nacional de Educação, em tramitação no Congresso Nacional desde 2010, traz em sua meta 4 a universalização do atendimento do ensino regular aos estudantes de 4 a 17 anos com algum tipo de deficiência. A redação aprovada na Câmara dos Deputados em junho de 2012 dava ênfase no atendimento feito a esses estudantes por meio da rede de ensino regular. Já a redação aprovada em novembro de 2013 no Senado Federal mudou, trazendo a opção dos serviços especializados – públicos ou conveniados. O que está em jogo nesse debate?
Maria Teresa Mantoan: A mudança na redação do PNE deixa à mostra interesses políticos. Vejo um corporativismo de grupos que não estão ligados à educação querendo garantir currais eleitorais, a partir de posições conservadoras que dão mais votos. Isso desconfigura o movimento político da Conferência Nacional de Educação (Conae), que redigiu o plano nacional e agora está à mercê dessas cabeças todas que coroamos e colocamos lá dentro.
Em relação à educação, tem que ser um projeto supra partidário, que não esteja na mão de político nenhum. Deve ser uma política como a que foi estabelecida pela Conae, feita da base, por educadores, pais, pessoas conscientes e movimentos sociais e a educação deveria caminhar sem ser submetida a política vigente, ou mesmo a qualquer tipo de ala partidária. Isso seria um grande avanço em nosso país mas, quem tem peito de fazer isso de verdade?
Centro de Referências em Educação Integral: Dentro das políticas públicas, destaca-se o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – o “Viver sem limites”. O que esse programa significa em termos de avanços para a área educacional?
Maria Teresa Mantoan: Na área educacional, ele foi o plano que tirou o atendimento especializado das escolas e luta a favor da meta 4 do PNE do jeito que os deputados querem. A antiga ministra da casa civil, Gleise Hoffmann, foi a grande “desestruradora” da meta 4 porque ela quer votos das pessoas que querem a exclusão.
A meta 4 e outras mudanças que o Plano Viver sem Limites oferece desincumbem as escolas e a sociedade de pensar na diferença de cada um, mas ainda mantém a ideia de que as diferenças estão em alguns, e isso é sempre um retrocesso. Enquanto isso não for resolvido, sempre vamos ter um grupo excluído.
A política trabalha nessa diversidade, essa diversidade de fazer grupinhos a partir de determinadas características. Projetos como esse vão contra a Política Nacional de Educação e contra a inclusão porque são feitos para algumas pessoas e não para todos. Eles não acreditam no meio desafiador como um ideal para o desenvolvimento de qualquer pessoa; acreditam nos caminhos protegidos e restritivos.
Algumas pessoas consideradas diferentes vão ter uma condição melhor para seu desenvolvimento e isso se traduz em outras construções da sociedade. É o caso, por exemplo, da paraolimpíada que faz a maior diferenciação pela deficiência, ou seja, é discriminação nata, ela nasceu como discriminadora. Se essas pessoas estivessem em uma Olimpíada normal, elas iriam competir pela habilidade que têm e isso implicaria em uma mudança na estrutura original do evento. Agora fazer uma Olimpíada à parte não modifica; é exatamente o que acontece com a educação.
Você faz um servicinho à parte para o outro. É bem mais fácil, mas não tem evolução, não tem mudança, não mexe com o que está feito. Inclusão é ‘estar com’ não é ‘estar junto’. Estar junto é fácil, não muda nada, nem você nem o Outro. O ‘estar com’ implica em uma troca.