sábado, 26 de abril de 2014

População pode opinar e contribuir com o Plano São Paulo Mais Inclusiva

O site possui recursos de acessibilidade para pessoas com deficiências visual e auditiva.

da Redação
Lançado na última Reatech (10 a 13 de abril), o site da Minuta Participativa do Plano Municipal de Ações Articuladas para Pessoas com Deficiência - São Paulo Mais Inclusiva permite a qualquer pessoa conhecer e opinar sobre as 70 ações que integram o plano.

“Queremos que toda a população interessada no assunto nos ajude a aprimorar o São Paulo Mais Inclusiva. É com a participação popular que faremos uma cidade mais acessível a todos”, comenta a secretária municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marianne Pinotti. 

Fontes: - Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida - saci.org.br

Eliane Aquino articula ações com entidades que atuam na área da Deficiência

Eliane Aquino articula ações com entidades que atuam na área da DeficiênciaA secretária de Estado da Inclusão, Assistência e do Desenvolvimento Social, Eliane Aquino, se reuniu nesta quinta-feira, 24, com gestores de entidades que atendem a pessoas com deficiência para articular e mobilizar estratégias de qualificação dos serviços prestados a esse público. A reunião reuniu representantes do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, do Fórum Supera Sergipe e do Centro de Integração Raio de Sol, que também atuam com foco nesse público.

Durante esse primeiro encontro, a secretária de Inclusão, Eliane Aquino, reforçou o compromisso do Governo do Estado em continuar desenvolvendo ações contínuas em prol do avanço na execução das políticas públicas destinadas às pessoas com deficiência e destacou a importância de estreitar, cada vez mais, o diálogo entre o Poder Público, a sociedade civil organizada e os profissionais que atuam diretamente junto à esse público.

“Para que esse planejamento de melhoria na organização do atendimento seja efetivado, e com qualidade, é necessária uma reunião mais ampla, com gestores de outras entidades do Estado e também das prefeituras municipais. Assim poderemos construir uma maior unidade, alinhar e fortalecer as ações desenvolvidas em todo o estado”, ressaltou a secretária reforçando a importância da articulação com ações da Saúde e da Educação.

Eliane destacou ainda que o Governo do Estado, por meio da Seides, possui recursos financeiros para fortalecer e apoiar essas iniciativas, mas que, para isso, é preciso contar com um empenho ainda maior dos dirigentes das entidades no sentido de que possam atender a todos os requisitos legais para que possam ser firmados convênios.

“Com certeza, esse apoio da Seides é de muito importante para as entidades. Esse é um momento histórico. Vamos aproveitar essa oportunidade e nos reunirmos com os representantes das entidades, bem como sua equipe técnica, para que possamos ampliar nossa trabalho no cuidado especial com esse público”, reforçou Carolina Carvalho, presidente do Fórum Supera Sergipe.

De acordo com a presidente do Conselho Estadual da Pessoa com Deficiência, Jane Mare Rocha, a atenção destinada àqueles que possuem algum tipo de deficiência foi ampliada nos últimos anos e que o processo de mudança está em curso e vem mostrando ótimos resultados, mesmo que ainda existam desafios a serem superados pelas entidades que atuam nesse setor.

“Essa reunião vem como uma ferramenta essencial para fortalecer e valorizar ainda mais o desenvolvimento do trabalho de assistência ao deficiente, enquanto criança, adolescente, jovem, adulto ou idoso. Ele precisa se sentir, de fato, reconhecido e valorizado para que esse processo seja bem sucedido e continuado. Nesse aspecto, as famílias deles e a sociedade precisam participar e colaborar mais”, concluiu.

Encaminhamentos – As dirigentes levarão à proposta do Governo de Sergipe, por meio da Seides, aos representantes das entidades que atuam para a promoção e garantia dos Direitos da Pessoa com Deficiência para que possam apresentar iniciativas que, atendendo a todos os requisitos legais, possam ser apoiadas financeiramente.

Projetos aumentam punição para violência sexual contra crianças com deficiência

O vereador Oliveira Lega lembrou ainda que na Câmara, alguns projetos atualmente em análise pretendem aumentar as penas para crimes contra crianças com deficiência.

da Redação
O vereador Oliveira Lega (DEM) disse que a mudança do Código Penal (Decreto-lei) já estabelece uma pena maior quando a violência sexual atinge pessoas com deficiência. O parlamentar lembrou que o estupro, por exemplo, tem pena de reclusão de 6 a 10 anos, aumentando para de 8 a 15 anos nos casos de menores e de pessoas com deficiência mental ou que não possam oferecer resistência.

Lega lembrou ainda que na Câmara, alguns projetos atualmente em análise pretendem aumentar as penas para crimes contra crianças com deficiência. Segundo o parlamentar o Projeto de Lei, da deputada Nilda Gondim (PMDB), modifica o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA – Lei) para aumentar as penas para crimes ou infrações administrativas cometidas contra crianças ou adolescentes com deficiência. Lega disse que os crimes como entregar filho a terceiro mediante recompensa ou filmar cena de sexo envolvendo criança ou adolescente, as penas serão aumentadas em 1/3. Para as infrações administrativas, como deixar de comunicar às autoridades suspeita de maus-tratos contra criança ou adolescente, a pena será acrescida em 1/4 das já previstas para os jovens sem deficiência.

Outra proposta em tramitação para aumentar a punição aos infratores é o Projeto de Lei, que cria a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Ao finalizar o parlamentar disse que o texto equipara os autistas, para todos os efeitos legais, às pessoas com deficiência.

A relatora do projeto na Comissão de Seguridade Social e Família, deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), o texto original para tipificar como crime qualquer forma de castigo corporal, ofensa psicológica ou tratamento degradante imposto à criança ou ao adolescente com deficiência física, sensorial, intelectual ou mental, como forma de correção, disciplina e educação. O crime será punível com detenção de seis meses a dois anos.

Já o Projeto de Lei 4207/12, do deputado Romário (PSB-RJ), aumenta a pena para quem cometer abuso ou violência sexual contra crianças com deficiência. “É preciso que o agressor seja impedido de continuar praticando esse crime hediondo e silencioso”, diz o parlamentar.

Capacitados para o sexo

Por Jerónimo Andreu, no  El Pais

Francesco Granja recebe as visitas na cama apertando um controle que abre a porta da sua casa. Mora num luminoso apartamento da Vila Olímpica de Barcelona adaptado para sua tetraplegia causada por um acidente de carro há 20 anos, quando voltava de uma reunião. Costuma se locomover numa cadeira de rodas, mas hoje umas feridas o detêm. Ao seu lado estão María Clemente, psicóloga especializada em neurorreabilitação, e Eva, assistente sexual, dois pilares fundamentais de Tandem Team, a associação sem fins lucrativos presidida por Granja, dedicada à assistência sexual para portadores de deficiência por meio de voluntários.

      A pessoa citada, deitada e sorrindo
Francesc Granja, presidente da Associação de Atenção Sexual a Portadores de Deficiência. / Massimiliano Minocri

Os três acompanham um debate que se gerou espontaneamente em torno de outros dois visitantes no quarto de Francesc. É preciso tomar cuidado para não se apaixonar? Felipe e Lau conversam (ambos nomes fictícios). Felipe sofre de paraplegia de terceira e quarta vértebra. Lau é a assistente que ele conheceu por meio de Tandem, e defende com paixão que os encontros devem ser sinceros, nunca uma ficção sentimental:
- Tenho namorado, mas durante o tempo que estou com um usuário, ele se converte no homem da minha vida.

- Não se deve ter medo – concorda Felipe – Você pode se apaixonar porque está muito necessitado, mas também da padeira ou de qualquer pessoa que te trate bem. Aqui os dois sabemos onde estamos.

- Mas é preciso se entregar, porque é uma questão de amor, que para mim é o fundamental.
- Em todo caso – intervém María – se detectamos pessoas dependentes psicologicamente as aconselhamos a não recorrer a um assistente porque podem acabar se magoando.

Lau, de 38 anos, estudou enfermagem e veterinária. Ela faz oficinas de tantra e, quando uma amiga lhe falou de Francesc e do seu projeto, exclamou: “Isso é para mim”. Seu perfil encaixava com o do assistente que procura a associação: experiência sóciossanitária, sem motivações econômicas e com uma concepção da sexualidade não apenas genital… A entrevistaram sobre os limites que ela fixava com relação às práticas sexuais e às famílias dos portadores de deficiências – alguns assistentes os estabelecem para amputações, determinadas complicações higiênicas ou características físicas impactantes, como as da acondroplasia (ananismo) – e ela respondeu que não estabelecia nenhum, que dependeria do momento e da pessoa, “como em qualquer relação”.

Uns dias depois, Felipe e Lau se encontraram para tomar um café. Simpatizaram um com o outro e combinaram um encontro mais íntimo. Felipe, com 42 anos, desde que está em cadeiras de rodas, havia tido uma relação mas não funcionou, e uma outra vez, se relacionou com uma prostituta: “A moça vinha com contador e isso para alguém com os meus problemas não funciona”. Sua experiência com Lau o revitalizou: “Você lembra de sentimentos que achava que estavam mortos”.

Ele é um dos 45 usuários da associação, constituída em outubro de 2013. Da mesma maneira que há mais demanda masculina, também se oferecem mais voluntários varões, embora, depois de descartar 50%, os 15 com que estão trabalhando formam um time equilibrado de homens e mulheres. Além disso, trabalham com diferentes tendências sexuais. “Precisamente com o primeiro usuário, tivemos uma surpresa”, sorri Francesc.

Ele tampouco cobra por colocar em contato assistentes e usuários, e recomenda que, em caso de haver alguma compensação financeira entre eles, que não ultrapasse os 75 euros (240 reais). “Costuma ser de uns 50 euros (160 reais) porque é preciso se deslocar até a casa do usuário, estacionar, comer fora…”, explica Eva. “Mas muitas vezes não cobramos, não é a motivação”. A associação se mantém por enquanto com as doações de Francesc (que é professor de Esade e recebe uma pensão) e com o trabalho voluntário de María. “Aspiramos ter um mínimo de ingressos para manter a estrutura”, explicam.

María Clemente (à direta), psicóloga especializada em neurorreabilitação, e Eva, assistente sexual de Tandem Team. / Foto: Massimiliano Minocri
A iniciativa gerou expectativa no coletivo. “Consideravam-nos, os portadores de deficiências, como anjinhos assexuados, mas não é assim”, diz Francesc. Há muito existem assistentes e prostitutas que trabalham nessa área, mas escondido. Enquanto isso, na Europa o debate foi se tornando público. O país que chegou mais longe em termos de regulamentação foi a Suíça, embora com um modelo que muitos consideram intervencionista, com encontros mensais e assistentes com diploma universitário para isso. Na Bélgica, onde funciona a associação que Tandem toma como modelo, a área se move numa “alegalidade” (fora da lei, mas não contra a lei) muito compreensiva. De uma forma ou de outra, na Dinamarca, Suécia, Holanda e Alemanha, a assistência se pratica. E na França, embora no ano passado um Comitê Nacional de Ética tenha aconselhado o governo que não a legalizasse, a controvérsia continua, graças, em parte, ao sucesso do file Intocáveis.

“Existem diferentes modelos”, explicam Sánchez e María Honrubia, mas o fundamental é revelar que o problema existe”. Sánchez, enfermeira com máster em sexologia, e Honrubia, psicóloga, presidem a Associação Nacional de Saúde Sexual e Deficiência (Anssyd), que no último dia 14 de março organizou juntamente com outra associação (Sex Asistent) o primeiro curso na Espanha de acompanhamento e assistência sexual. Custava 100 euros e se dirigia a “interessados em se formar e exercer um trabalho profissional relacionado à assistência sexual”. Teve 15 inscritos, de fisioterapeutas a profissionais do sexo. “A formação é muito prática, esclarecendo em que consiste o serviço: que podem se deparar com uma pessoa que usa um coletor, com problemas mentais, como reagir diante de uma subida da pressão…”, conta Sánchez.

Por razões de confidencialidade, a Anssyd não permitiu que EL PAÍS assistisse a uma das aulas. A associação reconhece que o curso pode ser controverso. “Existe um vazio legal a respeito e sua proximidade da prostituição. Mas em 50% dos casos não há coito. Muitos usuários querem ver um corpo nu ou acariciá-lo. Isso é uma experiência alucinante. Inclusive há deficientes cognitivos que só querem afeto físico; e, por lei, isso não pode ser dado por um cuidador normal”, explica Honrubia.

O caminho até essas jornadas foi duro. “Levamos 25 anos como docentes”, contam, “e só agora começamos a ser reconhecidos”. Durante duas décadas as duas profissionais suportaram a desconfiança de colegas que não acreditavam no objeto das suas pesquisas. Mas nesses anos se estabeleceu a Convenção dos Direitos das Pessoas Portadoras de Deficiência (ONU, 2006) e a Lei Orgânica da Saúde Sexual e Reprodutiva e de Interrupção Voluntária da Gravidez, de 2010 (popularmente reduzida a lei do aborto de Zapatero), que estabelecia a necessidade de se formar profissionais, o que deu impulso a proliferação de associações pelos direitos sexuais dos portadores de deficiências. Todas essas iniciativas foram varridas pela crise.

“Existe um mito segundo o qual se você fala da sexualidade, a desperta”, conta Sánchez. “Mas o desejo está ali, silenciado. Você não imagina quanto sofrimento existe escondido”. Eles não exageram: pessoas que não quiseram ter seus nomes publicados narram histórias duras: 20 anos de um casamento sem sexo que se mantém por causa dos filhos, pais que masturbam doentes mentais…

Não parece que, por enquanto, irão surgir soluções simples a essas barreiras. As primeiras vivem nos limites da lei. Em um apartamento de Barcelona, Lau se despede de Felipe com beijos e abraços.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Música faz idosa com parkinson voltar a caminhar e dançar

Do UOL Em São Paulo

    Reprodução/Daily Mail
   A britânica Christine Reeve (à esquerda), que sofre de Parkinson, e a fisioterapeuta Fiona Lindop
   A britânica Christine Reeve (à esquerda), que sofre de Parkinson, e a fisioterapeuta Fiona Lindop

A britânica Christine Reeve, 73 anos, sofre de parkinson há oito anos. Só recentemente, no entanto, ela descobriu que é capaz de andar e até dançar com naturalidade ao ouvir certos tipos de música - algo que ela achava que nunca mais seria capaz de fazer. A principal delas é "Tiger Feet", do Mud, um clássico dos anos 70. 
A descoberta ocorreu quando ela comentou com o fisioterapeuta que queria ouvir um pouco de música durante a atividade e ele lhe arranjou um I-Pod com músicas dançantes. Os especialistas ficaram surpresos com o progresso que a paciente apresentou com a música. 
Ela começou com "Tiger Feet", mas descobriu que outras músicas em ritmo de marcha produziam o mesmo efeito, como "Bad Moon Rising", do Creedence Clearwater Revival, McNamara's Band, de Bing Crosby. Segundo Christine, a batida faz com que ela tenha controle sobre seu corpo.
A fisioterapeuta Fiona Lindop, da equipe de parkinson do Derby's London Road Community Hospital, ficou tão impressionada com os efeitos da música sobre a paciente que está tentando obter recursos para um estudo sobre o tema.
Depois de presenciar o caso de Christine, ela passou a testar o uso de música com outros pacientes e obteve diferentes resultados.
Já se sabia que o uso do metrônomo (aparelho que ajuda músicos a manter o ritmo durante o estudo) é útil para pacientes com Parkinson. Mas o estudo tentará comprovar que a música pode ser ainda mais eficaz, não só para melhorar os movimentos dos pacientes, mas também sintomas como insônia, dificuldade de engolir e demência.
O mal de Parkinson é uma doença neurológica incurável e os sintomas incluem tremores, rigidez e lentidão nos movimentos. Também pode causar fadiga, dor e depressão.
(Com Daily Mail)

Laboratório do RS desenvolve mão biônica que pode substituir a humana

O laboratório da Faculdade de Engenharia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) está desenvolvendo uma mão biônica que pode substituir funções da mão humana. A prótese pode revolucionar a vida de uma pessoa amputada, garantem os idealizadores. Ela consegue, por exemplo, captar sinais elétricos do corpo, permitindo a movimentação dos dedos.

O equipamento, no entanto, é apenas um dos projetos que estão sendo desenvolvidos na universidade. A maioria dos robôs e máquinas construídos no local já saíram do papel em outros países, mas dificilmente chegam até a população em função do alto custo. Por isso, surgiu um novo desafio.

O coordenador do Laboratório de Excelência em Eletricidade, Automação e Sistemas Embarcados em Alta Confiabilidade da PUCRS, Fabian Vargas, explica que o objetivo é fortalecer o desenvolvimento de tecnologias nacionais. “Isso provoca a redução de custos, a inovação e agrega valor nesse tipo de produto”, afirma.

O professor de engenharia da PUCRS Anderson Terroso conta que este tipo de prótese produzida já existe no mercado e que o grande problema é o custo. “Estamos propondo algo de baixo custo. A impressão da mão não sai mais do que R$ 300 e os motores não vão passar de R$ 500”, diz. No mercado, o material poderia custar até R$ 20 mil. “É algo para atender as pessoas que não têm condições e fazer a inclusão delas”, acrescenta.

O projeto da mão biônica feita no Rio Grande do Sul vai além. A ideia é construir uma máquina para ensinar a linguagem de sinais a deficientes auditivos, mas isso ainda está apenas no papel. O objeto também foi utilizado para construir um robô pianista. Vargas conta que um dos objetivos é utilizar a invenção para ensinar música a crianças deficientes visuais.

Os robôs também poderiam ser utilizados para acessar áreas perigosas e de alto risco para os seres humanos. No laboratório, já foi criado um veículo de operação remota com este objetivo. Já existem máquinas semelhantes a esta no mercado, mas por um custo 100 vezes maior.

O engenheiro eletricista Rodrigo Carpe diz que o veículo foi construído pelo custo de R$ 1,5 mil. “Este preço é para o protótipo. Se fosse produzido em série o custo seria ainda menor”, afirma. Um aparelho com as mesmas funções chega ao mercado com o custo de R$ 20 mil atualmente, segundo ele. O robô é feito para se inserir principalmente em inspeções industriais, usinas, desastres naturais, zonas de conflito e guerra.

Algumas escolas já estimulam o despertar dos interesses dos alunos pela robótica desde cedo. Os alunos de uma escola de Ensino Médio, em Porto Alegre, participaram de aulas sobre o tema e já venceram quatro vezes uma competição de robôs escolares nos Estados Unidos. “Este ano a competição consistia em lançar bolas nos gols”, mostra o estudante Kin Max Gusmão, de 15 anos.

Os estudantes tiveram a oportunidade de conhecer de perto os projetos da PUCRS. “Eu sempre tive interesse por ciências em geral e por isso comecei a fazer aulas de robótica. Passei a gostar ainda mais”, diz o estudante Pablo Gonçalves.

Fontes: G1 - assistivaitsbrasil

Com doença degenerativa, aluno cria teclado virtual e conclui mestrado

Claudio Luciano Dusik apresentou dissertação na terça (26) na UFRGS.
No trabalho, apresentou o Mousekey, programa que o auxilia a escrever.

Orgulhosa, a mãe de Claudio sempre garantiu educação e saúde ao filho
Superação é rotina na vida de Claudio Luciano Dusik, 36 anos. Nascido em Esteio, na Região Metropolitana de Porto Alegrex, foi diagnosticado ainda quando criança com uma doença degenerativa. Passo a passo, venceu obstáculos até concluir com nota máxima, nesta terça-feira (26), o mestrado em educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sulx. Em sua dissertação, mostrou como estudou e desenvolveu ao longo da graduação um teclado virtual, o Mousekey, que auxilia pessoas com limitação a escrever e se comunicar.

Claudio tem atrofia muscular espinhal (AME), doença que deforma o corpo e limita os movimentos. As impossibilidades causadas pelo transtorno, no entanto, nunca foram barreira para ele desistir. Desde cedo, a mãe Elisa Arnoldo acreditou na capacidade do filho de vencer os obstáculos e, praticamente, implorou para que escolas o aceitassem. “Com apenas cinco anos entrei em uma classe de primeira série e consegui me alfabetizar”, contou Claudio durante a banca, sentado em uma cadeira de rodas adaptada.

Teclado usa movimentos do mouse para formar sílabas e palavras
Sem acessibilidade, ele passava os intervalos sozinho na sala de aula, pois estudava no primeiro andar e não conseguia descer as escadas para se juntar aos colegas. Ele lembra que só começou a ser aceito e a socializar com os estudantes na 3ª série. “Um professor criou um projeto chamado ‘ajudante do dia’. Foi ali que comecei a ter contato com as outras crianças. Eles me levavam para o pátio e adaptavam as brincadeiras para mim”, lembra, com naturalidade. Na amarelinha, Claudio ajudava a atirar as pedras. Já na corda, os amigos empurravam a cadeira de rodas, assim como no pega-pega. “O pega-pega era a minha brincadeira preferida. Eles me empurravam e muitas vezes caía. Não sabia se chorava pelos machucados ou de felicidade”, disse, arrancando risos de mais de 50 pessoas, entre conhecidos e desconhecidos, que assistiam a sua defesa.

Desenganado desde bebê, a previsão era de 14 anos de vida. As impossibilidades aos poucos foram se transformando em possibilidades para Claudio. Com o avanço da doença durante a graduação de psicologia e a perda do movimento das mãos, sentiu a necessidade de desenvolver algo onde pudesse continuar a escrever textos. Foi dali que surgiu a ideia do Mousekey. “Nos intervalos das aulas, ia para a biblioteca estudar informática”, relembrou. Com apoio da família, desenvolveu o teclado, que funciona principalmente pelo movimento do mouse e cliques, detalha o alfabeto, sílabas, pronomes e sílabas acentuadas.

Já no mestrado de educação, teve a oportunidade de estudar outros recursos e conhecer pessoas que, assim como ele, também enfrentavam dificuldades no aprendizado. Em um grupo de pesquisa com cinco deficientes físicos garantiu o entendimento dos recursos necessários para a melhoria do aplicativo. “A escrita vai além do contexto escolar. Ela entra no contexto social da pessoa. Estes sujeitos querem também participar da vida em comunidade e terem produtividade”, explicou. “Foi emocionante conhecer estas pessoas. E não somente vi que estava ajudando, mas também percebi que, por muito pouco, não estava ali trancado também. Tenho um orgulho enorme”, emocionou-se.

Dusik tem doença generativa
Atualmente, atua como funcionário da Secretaria de Educação e, agora mestre da área, quer continuar na carreira de professor. Na UFRGSx, auxilia alunos no curso de Educação à Distância e divide a rotina entre o trabalho e os estudos. Nos próximos meses irá apresentar a dissertação em um congresso de acessibilidade no México, ao lado da orientadora, a doutora em educação Lucila Maria Costi.

A mãe Elisa é só elogios. “Tenho seis filhos. Uma delas morreu no ano passado e a outra tem a mesma doença que o Claudio. Estou muito orgulhosa e sempre busquei todos os recursos para eles, seja na saúde ou na educação”, disse ao G1.

Em Esteiox, um grupo de amigos se reuniu para assistir ao vivo, em um telão, a banca de Claudio. Para o futuro, planeja patentear o produto e especializar-se ainda mais em um doutorado. “Quero escrever p-o-s-s-í-v-e-l nas histórias de prováveis impossíveis”, finalizou a apresentação garantindo aplausos, em pé, dos admiradores.

Fontes: G1 RS - assistivaitsbrasil

Juiz manda prefeitura cumprir lei da acessibilidade em Campo Grande

DA REDAÇÃO 

O juiz em atuação na 4ª Vara de Fazenda Pública e de Registros Públicos, Alexandre Ito, acatou pedido do Ministério Público Estadual (MPE), determinando que o Município de Campo Grande cumpra a lei de acessibilidade vigente, para garantir e facilitar o acesso nos edifícios abertos ao público às pessoas com deficiência. Além disso, o município terá que comprovar mensalmente, por meio de relatórios disponibilizados no seu portal da internet, uma vistoria por dia útil, sob pena de multa mensal de 2.000 Uferms. De acordo com o MPE, a legislação não vem sendo cumprida, inclusive em relação à obrigação de facilitar o acesso nos órgãos abertos ao público, cujo prazo máximo de adaptação foi de trinta meses, a contar da publicação da lei, no ano de 1999. O Ministério Público alega que, com o fim do prazo, a Secretaria Municipal competente deveria tomar as providências previstas, regulamentando a fiscalização e autuando nas áreas que não cumpram com as normas de acessibilidade. Porém, passados mais de dez anos, a acessibilidade em Campo Grande continua insatisfatória.
Além disso, conforme o MPE, informações da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur) revelam que, apenas 62 estabelecimentos estão em termo de compromisso de adequação, o que demonstra que o ritmo de fiscalização é lento, não havendo um cronograma de execução das vistorias ou um plano de atuação. Por isso, o orgão ministerial pediu a antecipação dos efeitos da tutela, indicando diversos locais que contam com reclamação pendente, bem como para que, durante o prazo de seis meses, sejam encaminhados os relatórios mensais dos resultados obtidos. O Município apresentou contestação, alegando que nunca houve omissão. Afirmou ainda que a Semadur elaborou o relatório detalhado das medidas implantadas pelo município desde a edição da lei. Então, pediu o afastamento da multa diária de 2.000 Uferms.
O juiz observou que “a acessibilidade não se resume na possibilidade de se entrar em determinado local ou veículo, mas na capacidade de se deslocar pela cidade mediante a utilização dos vários meios de transportes existentes. Trata-se de garantir mobilidade às pessoas com deficiência, a fim de evitar que sejam criadas barreiras para que estas pessoas possam usufruir todos os seus direitos”.
Ainda conforme os autos, o magistrado verificou que a atuação do Poder Público, confirmadas com as inúmeras reclamações citadas pelo Ministério Público, comprovaram que a fiscalização promovida pela Semadur era insuficiente para o cumprimento da legislação. Por fim, o juiz concluiu que “a pretensão do Ministério Público merece acolhimento, devendo ser mantida a obrigação do ente municipal em realizar as vistorias necessárias para garantir o direito à acessibilidade”. 

MS tem 111 deficientes na fila para tirar carteira de habilitação no Detran

Órgão não quis se pronunciar sobre funcionamento da fila e demora. Atualmente, estado possui cinco carros adaptados para aulas e exames.

Da Redação
Os deficientes enfrentam anos de espera para tentar conseguir a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em Mato Grosso do Sul. A fila tem cerca de 100 pessoas que não conseguem o documento porque o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS) tem apenas um veículo adaptado para fazer os testes.
Com dificuldade de locomoção na parte direita do corpo, o auxiliar administrativo Michael Aliendres iniciou o processo para conseguir a CNH no fim de 2010. Ele tem a solicitação de aulas, a Licença Aprendizagem de Direção Veicular (LADV), mas nada das aulas práticas até agora.
O Detran informou que Aliendres está na 30ª posição na fila de espera. O órgão não quis se pronunciar sobre o funcionamento da fila de espera e o motivo da demora.

CARRO ADAPTADO

Para conseguir dirigir, o candidato portador de deficiência precisa ter aulas em um carro adaptado, mas o Detran tem apenas um veículo para atender uma demanda de motoristas de Campo Grande e do interior do estado.
Em Mato Grosso do Sul, atualmente cinco carros adaptados para deficientes são utilizados. Um é do Detran e os outros quatro são de autoescolas particulares. No interior, apenas uma autoescola de Dourados oferece o serviço.
Segundo o diretor de ensino Douglas Parizotto, os carros devem ter uma série de equipamentos. O principal item é o uso dos comandos do painel no controle central.
O custo para emissão de uma CNH para deficientes é o mesmo que de qualquer outra pessoa, cerca de R$ 2 mil. A estudante Ana Carla Barbosa está habilitada a dirigir, mas passou três anos na fila do Detran e não conseguiu as aulas gratuitas oferecida pelo órgão.
(*)Com informação de G1 MS

Atendimento às pessoas com deficiência nos aeroportos da Copa é prioridade na Infraero

Ambulift, elevador portátil que sobe até a porta do avião para o desembarque de passageiro com mobilidade reduzida.
Funcionários da Infraero estão recebendo capacitação especial para atender as pessoas com deficiência e mobilidade reduzida que passarão pelos aeroportos da Rede durante a Copa do Mundo. Técnicas como desobstrução de obstáculos, cumprimento e respeito às normas e leis, além de trato adequado a cada deficiência são ensinadas aos empregados que demonstram aptidão. A previsão é que até o Mundial 675 pessoas sejam capacitadas.


Os alunos passam por experiências sensoriais e de mobilidade, fazendo o uso de vendas, cadeiras de rodas, muletas e bengalas. “O objetivo é que os funcionários vivenciem o dia-a-dia de uma pessoa com deficiência, visitando as instalações dos aeroportos”, explica Rosângela Lopes, umas das precursoras do curso na Infraero.

A capacitação tem o foco na aviação civil e contempla também o respeito e a diversidade, conforme a Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU). Além de disseminar as técnicas, a Infraero identifica e seleciona os funcionários com aptidões didáticas e com interesse para atuarem nos aeroportos, atendendo pessoas com deficiência. Os candidatos, por sua vez, tornam-se multiplicadores e instrutores da prática. O projeto atual teve início em 2013 e conta com 16 instrutores formados.

Segundo a coordenadora de Desenvolvimento de Equipes Operacionais, Rassibe Cura, o conteúdo é voltado para um atendimento diferenciado de excelência e nasceu com o objetivo de sensibilizar os funcionários que lidam com este público, visando a aperfeiçoar a qualidade do nível de acessibilidade. “Os participantes são conscientizados, para que entendam a importância que a empresa dá ao tema. Depois aprendem como aplicar as técnicas de atendimento prioritário no interior da infraestrutura do aeroporto”, explica.

O projeto visa a atender, prioritariamente, aos aeroportos localizados nas cidades que sediarão grandes eventos como os Jogos Olímpicos, Paraolimpíadas, além do Mundial de futebol. Os terminais de Salvador, Manaus, Fortaleza, Natal, Recife, Campo Grande, Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro (Santos Dumont e Galeão), São Paulo (Congonhas), e Belo Horizonte (Confins e Pampulha) receberão os cursos.

Preferencial – Até a Copa, 28 cursos de atendimento à pessoa com deficiência serão realizados. Desde 2007, 16.762 pessoas já foram capacitadas e 3.600 receberam treinamento em Língua Brasileira de Sinais (Libras). A Infraero é pioneira neste tipo de capacitação na área de aviação civil.

Além disso, a empresa desenvolve uma série de outras ações voltadas para o bom atendimento e conforto das pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. Instituições voltadas para pessoas com deficiência podem divulgar suas atividades nos aeroportos, com a realização de exposições e apresentações artísticas. Outra ação é o apoio às campanhas internas, como a da “Multa Moral”, com o objetivo de conscientizar motoristas para a correta utilização das vagas preferenciais.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Nota de Falecimento “Daia Perazzo”

por 

Daia1No último dia, 18 de Abril, faleceu a pequena Daia Perazzo, ela tinha 25 anos, diagnóstico de Artrite Reumatoide, quadro de anemia crônica e estava há 5 meses sem receber o medicamento Leflunomida (ARAVA), com justificativa de falta do medicamento pela CEDEMEX de Campina Grande/PB. Por volta do dia 10 de Abril, devido à intensificação do quadro de anemia, ela precisou receber transfusão sanguínea, recebeu 2 bolsas de sangue e no dia seguinte evoluiu com intenso desconforto abdominal, foi internada, a dor que era abdominal passou a ser acompanhada por dificuldade respiratória, fez novos exames e foi constatado que estava com água no pulmão (derrame pleural), em pouco tempo evoluiu para insuficiência respiratória e foi entubada (passou a respirar com ajuda de aparelhos), desenvolveu então, um quadro de insuficiência renal, passou por um dia de diálise e faleceu em plena sexta-feira santa.

Lamento profundamente o falecimento da Daia Perazzo, a artrite reumatoide é uma doença que não tem a devida atenção do Ministério da Saúde, quanto aos fatores de mortalidade, a pessoa com artrite reumatoide não morre pela dor da AR, mas sim, pelas complicações que podem aparecer durante a vida com a AR. A Daia teve seu direito de acesso a medicamentos de alto custo cerceado pela Secretaria de Saúde da Paraíba, por algum motivo, ela ficou sem receber o Leflunomida, dando oportunidade para a Artrite Reumatoide entrar em atividade e como conseqüência, o quadro de anemia foi piorado, não podemos dizer que a Daia faleceu por falta do medicamento Leflunomida (ARAVA), mas, é fato, ela ficou sem o medicamento por negligência no fornecimento e nós pacientes ficamos indignados, se ela tivesse recebendo o Arava, quem sabe essa história teria outro destino.
“Um amor companheiro” Noivo Erivelton Maciel e Daia Perazzo (arquivo pessoal)
Expresso meus sinceros sentimentos aos familiares, em especial ao noivo, Erivelton Maciel, que mesmo vivendo o momento de extremo luto, fez questão de me procurar e compartilhar a sua dor, a Daia Perazzo era membro do Grupo EncontrAR desde Fevereiro de 2014, Erivelton representou para a Daia o “Amor Companheiro”, como eu sempre repito “Se é amor é companheiro”, Erivelton esteve com a Daia em todos os seus bons e maus momentos, viveu com ela as crises da doença, as dores, as dificuldade de andar, a fadiga e esteve ao lado dela até a hora de sua morte. Erivelton deu a Daia, o melhor remédio que existe, o “Amor Companheiro”. Forças querido, você foi importante pra ela e deu o seu melhor para fazê-la feliz.
À Secretaria de Saúde do Governo de Estado da Paraíba, nossa revolta e indignação! A saúde é dever do estado e direito do cidadão, esse direito da Daia Perazzo foi cerceado!
Triste, muito triste!
Anemia na Artrite Reumatoide  A anemia pode estar presente em algumas pessoas com artrite reumatoide, quase sempre a anemia que acompanha a artrite reumatoide é mais intensa com a doença em atividade, podendo apresentar melhora da anemia a artrite reumatoide controlada.
Click AQUI para ver o vídeo de homenagem dos amigos:

Kemp divulga direito da pessoa deficiente no transporte aéreo

Muitos desconhecem, mas o transporte aéreo de pessoas com necessidades especiais com o objetivo de tratamento médico tem benefícios assegurados pela legislação.


O deputado Pedro Kemp (PT), 2º secretário da Assembleia Legislativa, usou a tribuna da sessão plenária de ontem (22) e ressaltou a importância de maior divulgação da determinação da Anac (Agência Nacional da Aviação Civil), que normatiza o atendimento especial a esse público.


A Resolução 009, de 5 de junho de 2007, da Anac, aprovou a Noac (Norma Operacional da Aviação Civil), que dispõe sobre o acesso ao transporte aéreo de passageiros com necessidade e assistência especial. A norma garante à pessoa com deficiência o direito a um acompanhante que, por sua vez, terá desconto de, no mínimo, 80% da tarifa da passagem. O acompanhante deverá viajar na mesma classe e em um assento ao lado da pessoa portadora de deficiência.

O parlamentar citou uma situação ocorrida em Campo Grande, quando a mãe de uma criança com Síndrome de Down foi indenizada por danos morais ao ter o direito ao desconto recusado pela empresa aérea. O fato aconteceu logo após a Anac apresentar a Resolução, há 7 anos. “Ela necessitava levar a filha para uma cirurgia em São Paulo e, ao ter conhecimento da norma, exigiu o desconto mas a empresa se negou a concedê-lo. Ela então recorreu à Justiça e ganhou a ação sendo indenizada em dez mil reais”, relatou Kemp, que lamentou a forma como a empresa conduziu o caso.

“A resolução é de extrema importância e as empresas estão sujeitas à fiscalização”, ressaltou o deputado. De acordo com ele, há casos em que é imprescindível o embarque de acompanhantes para garantir a assistência a deficientes, como é o caso de pessoas portadoras da Síndrome de Down. “As pessoas devem fazer valer esse direito como fez essa mãe. Infelizmente, ela precisou recorrer à Justiça, foram anos de luta”, disse.

Para Kemp, é necessário maior divulgação da Resolução da Anac para que o direito ao acompanhante e ao desconto sejam garantidos sem necessidade de ações judiciais. “É um direito que vem facilitar a vida de muitas famílias, principalmente as de baixa renda, que já têm que enfrentar despesas com hospedagens e com o tratamento”, afirmou.

O abatimento na tarifa é garantido aos acompanhantes de portadores de deficiência, idosos com mais de 60 anos, gestantes, lactantes e portadores de Síndrome de Down. Os acompanhantes devem reivindicar o desconto nas tarifas com antecedência e justificar o fato por meio de formulários e laudos médicos.

Fontes: O PROGRESSO - nandoacesso.blogspot.com.br

Menino cadeirante supera limitações e descobre paixão pelo taekwondo

Cadeira de rodas e defeito congênito não impedem Luigi Palumbo, de cinco anos, de aprender os golpes básicos. Família incentiva garoto a levar vida normal

Por Campo Grande

Duas vezes por semana, o pequeno Luigi Palumbo, de cinco anos, encontra os coleguinhas na academia de artes marciais em Campo Grande para praticar o taekwondo, seu esporte preferido. A turma aprende os movimentos básicos da modalidade e se diverte com as brincadeiras propostas pelo mestre. Luigi é alegre e esperto como as outras crianças, mas a condição de cadeirante faz dele um exemplo de superação. É por meio do esporte que a família procura dar ao menino uma vida perfeitamente normal.
Luigi Palumbo pratica com o mestre de taekwondo, Tiago Brandão (Foto: Hélder Rafael)Luigi Palumbo pratica com o mestre de taekwondo, Tiago Brandão (Foto: Hélder Rafael)


Luigi nasceu com má formação do tubo neural na espinha dorsal, o que impede o movimento dos membros inferiores. Esse defeito congênito é chamado de mielomeningocele. Logo que entrou para a vida escolar, o menino recebeu incentivo dos pais para praticar esportes e adotar um estilo de vida saudável. Luigi chegou a iniciar no karatê, mas depois que mudou de colégio, conheceu o taekwondo por indicação de uma colega de classe, que também fazia aulas. 


- Nós o incentivamos porque, além de ser uma atividade física, o esporte é um meio de inclusão. Aqui ele é bem recebido pelos colegas, todos o adoram. Ele participa das aulas em iguais condições. Tudo isso trouxe reflexos no aspecto físico e emocional do menino, fez com que ele interagisse mais com todo mundo - conta o pai, o advogado César Palumbo Fernandes.

Embora o taekwondo seja uma modalidade que envolva chutes, isso não impede que Luigi aprenda os conceitos básicos e possa, inclusive, alcançar a faixa preta, como explica o mestre Tiago Brandão, faixa preta 4º Dan (veja no vídeo ao lado a rotina do menino na academia).


- Vi que ele tem bastante interesse e vontade de aprender. Sempre chega animado para as aulas. O importante é que ele faça algo que se sinta bem. Futuramente ele pode até se tornar um mestre, caso queira continuar se dedicando ao esporte.

A academia que Luigi frequenta, na região central da cidade, atende cerca de 100 crianças e adolescentes. O mestre Tiago Brandão tem graduação em Educação Física e ênfase no ensino adaptado para deficientes físicos, o que deu tranquilidade à família do menino.

Nos treinos, Luigi acompanha a turma em todas as atividades, desde a reverência às bandeiras do Brasil e da Coreia do Sul - como é tradição ao entrar ou sair do dojô - até a prática dos golpes de ataque e defesa. E se a hora é de brincar de pega-pega, por exemplo, Luigi também participa. Quando os colegas tentam ajudá-lo empurrando a cadeira a todo instante, os monitores orientam que é melhor para o menino que ele se locomova sozinho.

Menino brinca normalmente com os colegas no dojô (Foto: Hélder Rafael)Luigi brinca normalmente com os colegas no dojô (Foto: Hélder Rafael)
- É bacana que os outros também aprendem a conviver com ele - diz o mestre Brandão.


Luigi frequenta as aulas há pouco mais de um mês. Desde que fez os primeiros testes, se apaixonou e não larga o kimono. Até já ganhou medalha de segundo lugar em um festival por equipes. Perguntado sobre o que pretendia ser quando crescer, adivinha o que ele respondeu?

- Quero ser mestre - diz Luigi.

Incentivo dos pais é o que não vai faltar para o menino.

- A família entende que o esporte é fundamental para qualquer criança, e nós o incentivamos muito. Acho que ele deve ter sempre uma vida esportiva ativa, mas também gostaríamos que ele focasse na formação intelectual. Se o Luigi decidir ser um atleta profissional, vai ser fantástico - diz o pai.

Mosaico Luigi Palumbo taekwondo (Foto: Editoria de Arte/GloboEsporte.com)



Fonte:globoesporte.globo.com

O cotidiano escolar pelo avesso: sobre laços, amarras e nós no processo de inclusão

Confira a tese de doutorado em Psicologia, realizada por Solange Aparecida Emílio.

Solange Aparecida Emílio

O presente trabalho pretende mostrar o "avesso" do cotidiano escolar e lançar reflexões sobre as amarras, os laços e nós necessários e/ou inevitáveis para o processo de inclusão de indivíduos significativamente diferentes. Ele surgiu a partir de algumas inquietações vivenciadas por sua autora ao perceber que existe a inclusão defendida pelos teóricos e almejada, mas há também aquela que tem acontecido nas escolas que se denominam inclusivas. Entre ambas, pode-se encontrar uma grande distância. Nos textos sobre o assunto, muitos silêncios, principalmente sobre o que não dá certo e o que necessita ser repensado. Assim, muitas perguntas continuam a se fazer necessárias e com o intuito de responder a algumas delas, a autora ingressou como psicóloga e pesquisadora no contexto de uma escola regular de ensino infantil, fundamental e médio, que estava empenhada em realizar a inclusão responsável e criteriosa de alunos com necessidades educacionais especiais. Participou do contexto por mais de três anos, tendo como principais objetivos verificar as implicações grupais e institucionais da inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais e as aproximações e afastamentos entre a inclusão desejável e a possível, além das contribuições do profissional de psicologia para este processo. Apoiada pela abordagem qualitativa, que considera a relação dinâmica entre o mundo objetivo e a subjetividade do pesquisador, retomou os registros e recordações dos acontecimentos presenciados durante sua participação no contexto e elaborou vinhetas do cotidiano escolar, que condensaram situações ocorridas com pessoas e em momentos diferentes. Então, a partir da releitura das vinhetas, levantou os temas que mais se destacaram, tais como: o pertencimento, a abordagem às diferenças, os ruídos familiares, os encaminhamentos e diagnósticos e as questões institucionais. Finalmente, buscou ampliar as discussões, lançando reflexões acerca dos vínculos presentes no processo de inclusão e, com isso, abordando o que está para além da questão legal, "de direito". Procurou, também, abarcar o que há de incorreções, o que é feio, o que é oposto, o que se encontra silenciado nos textos, o que muitas vezes não é admitido, o que está sempre inacabado, mas que parece ser fundamental para pensar e viabilizar uma inclusão "de fato", pois esta não se encontra pronta ou se encerra em si mesma, mas faz parte de um processo vivo e em transformação.


Convênio com Time São Paulo é renovado e equipe de 2014 é apresentada

       


Na manhã desta quarta-feira, 16 de abril, aconteceu no Parque Fontes do Ipiranga – PEFI, local que será sede do Centro Paraolímpico Brasileiro, a apresentação oficial do Time São Paulo Paralímpico 2014 e a renovação do convênio entre a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro – CPB.

Participaram da cerimônia, a Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Dra. Linamara Rizzo Battistella e o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons, além da Secretária Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marianne Pinotti. Toda a equipe do time São Paulo estava presente e o nadador medalhista Daniel Dias foi convidado a ser o porta-voz dos atletas.

Também esteve presente o Misael Conrado, ex-atleta e vice-presidente do CPB, que foi surpreendido pela Secretária com uma homenagem: ganhou o título de “Personalidade Inclusiva do Ano de 2013”.

O Time São Paulo Paralímpico é um projeto que conta com 35 atletas de alta performance das modalidades paralímpicas individuais: atletismo, bocha, canoagem, judô, natação, remo, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas e vela adaptada. A proposta inicial é que o apoio do Governo do Estado de São Paulo se estendesse até as Paralimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Mas a Secretária de Estado Dra. Linamara trouxe uma boa notícia: “2016 não termina em 2016”. Isso significa que o apoio ao Time São Paulo poderá se estender à frente.

Criado em novembro de 2011, o Time São Paulo Paralímpico oferece suporte ao desenvolvimento esportivo de atletas de alto nível vinculados ao estado de São Paulo. O convênio entre a Secretaria e o CPB prevê ajuda de custo para atletas e treinadores, suporte para aquisição de materiais esportivos e cobertura com viagens em competições.

A Secretária destacou enfaticamente que a importância do Time São Paulo para o paradesporto vai além das medalhas e vitórias conquistadas. “Vocês têm um importante papel na sociedade, têm o dever de cidadania e de dar o exemplo, de resgatar o espírito de confiança que nasce do orgulho de ser brasileiro. Vocês têm a responsabilidade de devolver aos brasileiros a confiança no país. Vocês já não carregam o nome de batismo, carregam a bandeira do Brasil e do Estado de São Paulo.”

Ela enfatizou que a atitude também fora das competições deve ser observada pelos atletas. “O atleta deve se precaver de comportamentos que envolvam bebidas ou brigas, pois isso não é condizente com sua condição de exemplo aos jovens brasileiros. A perseverança e a disciplina devem ser exemplo para todos”, destacou.

“Estamos ajudando a construir bons exemplos que vão iluminar a vida dos jovens e vão mostrar a eles esse espírito que rege o Time São Paulo: perseverança, disciplina e vontade de fazer a diferença”, sublinhou Dra. Linamara. “O lema deve ser inspirador para todos os jovens brasileiros, vocês tem uma responsabilidade muito maior do que ganhar medalhas”, finalizou.

O presidente do CPB, Andrew Parsons, após anunciar que “em três meses vamos apresentar um programa pós-carreira aos atletas”, afirmou que a parceria entre o governo do Estado de São Paulo e o CPB é “a maior parceria do mundo, a que mais rendeu resultados concretos, que foi além do discurso e do papel”.

O atleta Daniel Dias, medalhista campeão das últimas Paralimpíadas, destacou que o apoio do governo do Estado de São Paulo traz tranquilidade ao Time, que não precisa ter outra preocupação além de treinar e competir. “Hoje vemos como o time são Paulo cresceu e que podemos confiar. Nós queremos ser grandes atletas e, mais que isso, ser grandes pessoas, campeãs também na vida”.

Na ocasião foi apresentada a atual etapa das obras do Centro Paraolímpico Brasileiro, que terá sede no Parque Fontes do Ipiranga (Pefi), em São Paulo, com previsão de conclusão no segundo semestre de 2015. Cerca de 700 funcionários trabalham no local, número que pode alcançar 1.200 até o próximo ano. O Centro servirá para treinamentos, competições e intercâmbios de atletas e seleções além de preparação física; cursos para técnicos, árbitros, gestores e profissionais do esporte.
 
ATLETAS DO TIME SÃO PAULO PARALÍMPICO 2014

 
Atletismo:
Claudiney Batista dos Santos
Daniel Mendes da Silva
Francisco Jefferson de Lima
Jerusa Geber dos Santos
Odair Ferreira dos Santos
Shirlene Santos de Souza Coelho
Silvania Costa de Oliveira
Terezinha Aparecida Guilhermina
Veronica Silva Hipólito
Yohansson do Nascimento Ferreira
 
Bocha:
Bruna Satie Yamazaki
Dirceu Jose Pinto
Eliseu dos Santos
Maciel Sousa Santos
 
Canoagem:
Fernando Fernandes de Pádua
Luis Carlos Cardoso da Silva
 
Judô:
Antônio Tenório da Silva
Daniele Bernardes Milan
Lucia da Silva Teixeira
 
Natação: 
Andre Brasil Esteves
Carlos Alonso Farrenberg
Daniel de Faria Dias
Matheus Henrique da Silva
Talisson Henrique Glock
Vanilton Antonio do Nascimento Filho
 
Remo:
Claudia Cicero dos Santos
 
Tênis de Mesa:
Bruna Alexandre da Costa
Carlos  Alberto Carbinatti Junior
Joyce Fernanda de Oliveira
Paulo Sergio Salmin Filho
 
Tênis em Cadeira de Rodas:
Mauricio Pomme
Natalia Mayara Azevedo da Costa
 
Vela Adaptada:
Bruno Landgraf das Neves
Marinalva de Almeida
 
Atletas–Guia do Time São Paulo Paralímpico 2014 (que acompanham os atletas cegos)
Carlos Antonio dos Santos
Guilherme Soares de Santana
Heitor de Oliveira Sales
Luiz Henrique Barboza da Silva
Wendel de Sousa Silva
Eriton de Aquino


Fonte:pessoacomdeficiencia.sp.gov.br