sábado, 10 de maio de 2014

As próteses mecânicas mais estilosas que você já viu

As capas produzidas pela Bespoke Innovations, impressas em 3D, são personalizadas de acordo com o gosto do cliente.

                  

As próteses de pernas feitas em metal fino ou fibra de carbono sempre deram conta do recado e continuam sendo muito úteis a quem precisa delas. O que o designer Scott Summit se questionou é por que elas não poderiam ser mais bonitas, como toda tecnologia que adquirimos, que costumam levar em conta também o design.

Sendo assim, ele e o médico Kenneth Trauner fundaram a Bespoke Innovations em São Francisco, nos Estados Unidos, em 2010. A empresa é especializada no desenvolvimento de capas impressas em 3D para próteses de pernas. Para fazer o produto, a startup faz uma análise tridimensional para capturar o formato exato de cada prótese e, com a forma mapeada, impõe personalidade às capas.

Assim, alguém com uma tatuagem pode solicitar uma capa esculpida que combine com o desenho, por exemplo. As capas custam, em média, US$ 4 mil.

O negócio cresceu e chamou a atenção da 3D Systems, empresa especializada em impressão 3D, que comprou a Bespoke em 2012.

Veja alguns exemplos:

Summit se baseou nas tattoos de um dos seus clientes para criar sua prótese com os mesmos desenhos reproduzidos em impressão 3D.

Jim sofreu um acidente de moto e perdeu uma das pernas. O tema serviu de inspiração para o design final.

Impressão 3D com textura similar às rendas artesanais.

Você pode saber mais no site do estúdio Bespoke Innovations. Ou assistir ao seu depoimento no TED no vídeo abaixo (em inglês):

Click AQUI para ver o vídeo:

Fonte: Pequenas Empresas e Grandes Negócios e Blog Deficiente Ciente - fernandazago.com.br

‘Afilhada’ de Bebeto, repórter surda rouba cena e cai nas graças de Felipão

        

Clarissa Guerretta roubou a cena na convocação dos 23 jogadores que vão defender o Brasil na Copa do Mundo. Deficiente auditiva, a repórter questionou o técnico Luiz Felipe Scolari com o auxílio da intérprete de libras Andreza Macedo. A cena chamou atenção dos presentes na última quarta-feira e revelou o trabalho da “afilhada” do tetracampeão Bebeto.

A profissional não tem parentesco com o ex-jogador e integrante do COL (Comitê Organizador Local). Entretanto, foi o ex-camisa 7 da seleção que a ajudou a fazer sua primeira pergunta em uma entrevista. Foi em 23 de março, na inauguração da nova Granja Comary, que Clarissa iniciou o trabalho na cobertura da seleção brasileira pela TV INES – WebTV ligada ao Instituto Nacional de Educação de Surdos.

“O Bebeto me ajudou muito. Ele conhece o Instituto e diversos deficientes auditivos. Já fez algumas atuações importantes lá também. Tive a oportunidade de perguntar e começar a ter um espaço desde aquele dia. Sou a primeira surda a participar de uma coletiva para a Copa do Mundo. Tenho uma intérprete fundamental no meu trabalho. Sem ela, não seria possível”, explicou Clarissa, com auxílio da profissional.

Guerretta cativou os presentes e caiu nas graças do técnico Felipão pela atitude e carisma. Ao perceber a deficiência auditiva da repórter, o técnico da seleção sorriu e reagiu de maneira positiva, se mostrando surpreso e encantando com a cena fora da realidade em outras convocações.

Até mesmo o presidente da CBF, José Maria Marin, foi conquistado, mesmo que de longe, por Clarissa. Enquanto a repórter perguntava, o mandatário sorria e comentava com os membros da mesa sobre a presença da moça.

Questionada pela reportagem do UOL Esporte sobre as principais dificuldades para exercer o trabalho, a profissional respondeu ao lado de Andreza Macedo.

“Uso as mãos para me comunicar e não sou páreo para tantos microfones (risos). Ainda falta acessibilidade ao deficiente auditivo, mas as pessoas percebem que sou surda e me fornecem o espaço necessário aos poucos. É como outro idioma. Não fico nervosa na hora de perguntar. Imagino como se todos fossem alunos em uma sala. Vou continuar. Uma emissora aberta para os surdos é o meu grande sonho. Espero realizá-lo um dia”.

Além da intérprete Andreza Macedo, a repórter Clarissa Guerretta conta com o apoio do diretor Márcio Salim e da produtora Meri Mércia. Inclusive, a última explicou o desafio de divulgar uma WebTV feita por surdos e ouvintes em libras com legendas descritivas e locução.

“O retorno está sendo positivo. Achamos que teríamos problemas, mas tem sido melhor do que o esperado. A barreira da comunicação não é o fator mais difícil. O problema é fortalecer o projeto e estudamos a melhor forma de fazê-lo. Mas a receptividade das pessoas e o carinho com o trabalho nos emociona e dá força para seguir em frente”, encerrou Mércia.

Jô Nunes – Mãe Coragem

De Adriana Lage, uma homenagem para todas as Mães Coragem!

Adriana Lage

Nesse mês de maio, vou compartilhar com meus leitores a história de uma mãe que conheci no ano passado e que me encantou. Impossível não admirar e se encantar com Jô Nunes. Moradora de São Paulo, mãe de dois filhos, uncionária pública, Jô vai nos contar um pouco sobre uma doença rara chamada Síndrome de Williams e sobre sua saudosa filha Jéssica. Vale a pena dar uma olhada no site da Associação Brasileira da Síndrome de Williams (www.swbrasil.org.br/) e se emocionar com os depoimentos.

Adriana: Como você se apresentaria? Quem é Jô Nunes?
Jô Nunes: Uma pessoa comum como qualquer outra que luta, pensando em políticas públicas para as pessoas com deficiência.

Adriana: Quais qualidades mais admira em você? 
Jô Nunes: Ser uma pessoa teimosa e determinada.

Adriana: Como a Síndrome de Williams cruzou seu caminho? Quais os principais desafios enfrentados por vocês? 
Jô Nunes: Há 24 anos atrás tive uma filha com SW, embora só fui saber o que ela tinha aos 7 anos. Minha filha era um ser maravilhoso, com um encanto e doçura jamais visto, era muito inteligente e determinada. Ela morreu nova, mas acredito que tenha aproveitado bem sua passagem por esse mundo. Ela faleceu aos 19 anos. Enfrentamos muitos desafios. Cada desafio superado nos fortalecia mais: luta pelo diagnóstico, luta por um tratamento, por uma escola, pela independência, por uma inclusão social , mercado de trabalho...

Adriana: Tive a oportunidade de assistir a três palestras em um evento da ABSW no ano passado. Fiquei encantada com a simpatia e doçura das crianças e adolescentes com a síndrome. Como explicaria para um leigo o que é a Síndrome de Williams? Quais as características mais marcantes?
Jô Nunes: A síndrome de Williams-Beuren (SWB) é uma doença genética que foi descrita por Williams e colaboradores médicos, na Nova Zelândia em 1961, e por Beuren e equipe em 1962, na Alemanha. Os principais achados clínicos da SWB consistem em fácies característico, cardiopatia congênita, atraso de desenvolvimento neuropsicomotor, deficiência mental leve a moderado, déficit de crescimento, anormalidades oculares (principalmente estrabismo) anormalidades renais e urinárias, anormalidades esqueléticas, personalidade alegre e amigável. Ocasionalmente, as crianças afetadas apresentam hipercalcemia (níveis elevados de cálcio no sangue) na lactância. As anomalias cardiovasculares ocorrem em 80% dos afetados. A estenose aórtica supravalvar é o defeito cardíaco mais frequente ocorrendo em 64% dos pacientes. Na SWB pode ocorrer hipertensão arterial na infância. A incidência estimada da SWB é de 1: 13 700 a 1: 25 000 crianças nascidas vivas, sem predomínio de sexo, cor ou região geográfica. Na grande maioria das famílias a ocorrência é esporádica, ou seja ambos os pais são normais. No entanto, existem raros casos familiais descritos e nesses casos, a herança é autossômica dominante (um dos progenitores é afetado). Atualmente, a SWB é considerada uma síndrome de deleção de genes contíguos (perda de vários genes) da região 7q11.23, lócus do gene da elastina (situado no braço longo do cromossomo 7). Mais de 15 genes já foram identificados nessa região e os pesquisadores estão tentando determinar o papel de cada um deles nas manifestações da SWB.
Existe tratamento clínico para as alterações oculares, cardiovasculares, renais e urinárias, além de reabilitação com fisioterapia, fonoaudiologia e estimulação psicomotora global. No entanto, não há cura para a condição.

Adriana: No evento que participei, teve um momento no qual as crianças/adolescentes com SW deram seus depoimentos. Super emocionante. Não estava em uma fase boa da minha vida, mas foi difícil segurar as lágrimas quando, por exemplo, uma criança fez uma declaração de amor pra sua mãe e quando uma fisioterapeuta, que participa ativamente das evoluções do seu irmão SW, comentou sobre a alegria que transborda em cada conquista por menor que ela seja. Como vc vê a inclusão das pessoas com SW no Brasil?
Jô Nunes: Uma escada que cada dia subimos lentamente os degraus.

Adriana: Existe muito preconceito?
Jô Nunes: Sim, como com qualquer pessoa com qualquer padrão de anormalidade.
Adriana: Tivemos grandes avanços nessa área?
Jô Nunes: Sim! Hoje, a SW é muito estudada. Já tivemos mais de 67 estudos, hoje temos exames e tratamento. Ainda falta muita coisa. Tem que ser implantada a política nacional para doenças raras.

Adriana: Recentemente, foi lançado seu livro Mãe Coragem – Convivendo com a Síndrome de Williams. Fale um pouco sobre ele.
Jô Nunes: O livro já foi lançado. Já consegui vender mais de 500 livros. Segue o enredo: “A obra é um depoimento emocionado e verdadeiro de Jô Nunes, fundadora e presidente de honra da Associação Brasileira da Síndrome de Williams – ABSW, contando a trajetória de luta em prol do diagnóstico e inclusão de sua filha Jéssica Nunes Herculano, que nasceu com Síndrome de Williams, uma doença rara, em uma época onde essa síndrome genética ainda não era conhecida no Brasil. A obstinação de Jô Nunes, fez com que ela abraçasse uma linda missão de vida, para conseguir oferecer qualidade de vida à filha. Como Jô relata sempre: “Tenho certeza que este livro vai poder ajudar muitos familiares de pessoas com Síndrome de Williams e profissionais, e assim, a minha história vai parar de se repetir, porque a cada família que atendo eu vejo a minha própria vida.”

Adriana: Onde podemos encontrá-lo?
Jô Nunes: Pelo telefone 11 9952112 74 e/ou nos links abaixo:
www.facebook.com/maecoragemsw?fref=ts e www.asabeca.com.br/detalhes.php?prod=6807&friurl=_-MAE-CORAGEM--Jo-Nunes--Cristina-Loddi-_&kb=217#.U2VrWdJDvEl

Adriana: Como surgiu a ABSW?
Jô Nunes: No início, pensávamos que éramos pais únicos de filhos diferentes e, sozinhos, tentávamos compreender o universo de nossos filhos. Nos encontrando em corredores de hospitais, a vida nos colocou frente a frente. De repente, a única certeza que tínhamos era que não estávamos mais sozinhos; passamos a trocar experiências – nem mesmo a distância foi barreira para fundarmos a ABSW.

Adriana: Vocês atendem crianças de todo o Brasil?
Jô Nunes: O Papel da ABSW não é ter serviços e sim fazer com que cada um seja atendido nos serviços existentes. Atendemos pessoas de toda América latina. A gente tenta achar os serviços nas regiões e, quando não achamos, acabamos trazendo para São Paulo.

Adriana: Como a Associação se mantém?
Jô Nunes: A ABSW conta com o apoio de pais, amigos e simpatizantes, bingos, brechós, almoços beneficentes, doações e outros.

Adriana: De onde vem tanta força e energia?
Jô Nunes: Nesta vida, nada acontece por acaso e sei que, antes de nós iniciarmos esta missão, nossos destinos estavam traçados. Hoje, eu entendo perfeitamente, luto para não ver a minha história se repetir, cuido do meu legado de 1.500 filhos.

Adriana: Qual mensagem deixaria aos leitores da Rede Saci?
Jô Nunes: Vou deixar a mensagem da Jéssica:
“Me magoa muito me lembrar dos professores que não me aceitaram, mas de uma coisa eu tenho certeza: eles perderam a única oportunidade de morar no meu coração, todos as pessoas que acreditaram em mim tem um lugar especial no meu coração” (Jéssica Nunes Herculano).

Agradeço à Jô Nunes por compartilhar conosco um pedacinho dessa história tão linda e motivadora. As últimas semanas foram tumultuadas e ainda não comprei meu exemplar. Assim que voltar das férias, irei adquiri-lo. Desejo à Jô que mantenha sempre essa garra e brilho no olhar para cuidar de seus inúmeros filhos. Um Feliz Dia das Mães para todos esses seres iluminados que agregam valor a nossa vida e iluminam nossos passos. Um abraço especial para minha mãe, para a Jô Nunes, Simone, Lidiane, Sílvia e a todas as mulheres que, realmente, levam a sério essa nobre missão!

MÃE... 
São três letras apenas,
As desse nome bendito:
Três letrinhas, nada mais...
E nelas cabe o infinito
E palavra tão pequena-confessam mesmo os ateus-
És do tamanho do céu
E apenas menor do que Deus!
Mario Quintana


Homenagem ao dia das mães pela superação da mulher com deficiência visual

Secretaria de Gênero da ONCB prepara vídeo emocionante com depoimentos de mães com deficiência visual

Secretaria de Gênero da ONCB

Em homenagem ao Dia das Mães, a Secretaria de Gênero da Organização Nacional de Cegos do Brasil - ONCB teve a iniciativa de produzir um vídeo que mostra a força, a coragem e a superação da mulher com deficiência visual no papel de mãe.

Foram depoimentos de mães com deficiência visual das cinco regiões do país, com histórias de vida admiráveis que vale a pena conhecer! 

Click AQUI e veja o vídeo.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Jovem deficiente ganha 'mão' feita com impressora 3D; prótese custa US$ 10

Do UOL, em São Paulo
  • Jim Young/Reuters
    Kylie Wicker, 9, testa sua mão protética produzida com impressora 3D; peça custou US$ 10
    Kylie Wicker, 9, testa sua mão protética produzida com impressora 3D; peça custou US$ 10
A estudante Kylie Wicker, 9, ganhou recentemente uma mão protética fabricada por uma impressora 3D. A máquina de US$ 2.000 (cerca de R$ 4.400) havia sido doada para um colégio, e o molde foi baixado da internet. Com isso, diz a rede "ABC", a prótese da garota que nasceu sem os dedos da mão esquerda custará US$ 10 (cerca de R$ 22).
Jeromy and Sharon Wicker, os pais de Kylie, já haviam tentado comprar um aparelho parecido, mas era muito caro - o modelo da impressora 3D utilizado pela garota tem um sistema de fios, que abrem e fecham os dedos de acordo com os movimentos da mão.

Como o convênio só cobria 80% do valor, eles decidiram esperar até que a garota crescesse, para adquirir uma prótese definitiva. Segundo o site "Business Insider", uma peça dessas pode custar US$ 50 mil (cerca de R$ 110,6 mil). 

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Impressoras 3D são "fábricas de objetos"; veja o que é possível criar com elas129 fotos

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A estudante Kylie Wicker, 9, testa sua mão protética criada em impressora 3D. O custo da peça será de US$ 10, enquanto uma prótese parecida pode chegar a US$ 50 mil (cerca de R$ 110,6 mil). Alunos do colégio Boylan (Illinois, EUA) baixaram o projeto da internet e o produziram com a impressora doada, avaliada em US$ 2.000 (cerca de R$ 4.400) Leia maisJim Young/Reuters
A situação se agravou no começo deste ano, quando a garota virou alvo de piadas na escola por causa de sua deficiência física. Jeromy, então, encontrou na internet o vídeo de um pai que usou uma impressora 3D para fazer a prótese de seu filho – o garoto tinha um problema semelhante ao de Kylie.
Depois, ele procurou no Google impressoras 3D em sua região e descobriu que os alunos do colégio Boylan haviam recebido uma máquina como doação - a família mora em Rockford (Illinois, EUA). "Mandei um e-mail para a escola e eles me escreveram alguns dias depois, dizendo que já estavam trabalhando nisso", contou o pai à rede "ABC".
O professor Bud May, responsável pelas aulas que envolvem a impressora 3D, disse que não sabia nada sobre próteses feitas com essa tecnologia. "Encontrei as instruções online. Perguntei à classe se eles estavam interessados [em ajudar] e tive um 'sim' unânime", contou.
O projeto foi baixado do site Robohand e sofreu algumas alterações, para que se encaixasse na mão de Kylie. Como a garota terá duas próteses, uma rosa e uma roxa, o total gasto no projeto será de US$ 20 (cerca de R$ 44,2). As peças foram entregues no começo de maio.

"Ela não para de falar nisso. Foi algo importante para os alunos também. Quantas pessoas podem dizer que criaram uma mão para uma garota? Foi ótimo para todos", disse Sharon, a mãe de Kylie, à "ABC". A escolar agora planeja ajudar outras crianças com problemas físicos parecidos.  

Click  AQUI para ver o vídeo:

OMS decreta emergência sanitária por causa de poliomielite

Ação acontece após a detecção de casos da doença em mais de 10 países nos últimos seis meses.

Foto de um menino tomando vacina contra a poliomelite
A Organização Mundial de Saúde (OMS)Site externo. decretou nesta segunda-feira emergência sanitária mundial devido ao aumento dos contágios por poliomielite nos últimos seis meses. No período, foram detectados casos em mais de dez países.


A decisão foi tomada depois de várias reuniões do Comitê de Emergência da OMS, formado por especialistas no assunto, que recomendaram a declaração do estado de emergência porque os contágios podem representar uma ameaça a todo o mundo.
"Depois de discussões e deliberação sobre as informações fornecidas e no contexto da iniciativa global de erradicação da polio, o comitê entendeu que a propagação da polio em 2014 constitui um 'evento extraordinário' e um risco de saúde pública para outros Estados, para os quais uma resposta internacional coordenada é essencial", informou a OMS.
Para a organização, se essa situação não for administrada, a proliferação da doença poderá significar a falha da erradicação da poliomelite no mundo, uma das doenças mais sérias que podem ser prevenidas por meio de vacinação.
De acordo com dados da OMS, 60% dos casos de polio foram resultado de contaminação por poliovírus selvagem, facilitada pela proliferação por adultos em viagens. Constatou-se que, em 2014,  já houve a proliferação do vírus em três dos dez países contaminados - na Ásia Central (do Paquistão para o Afeganistão), no Oriente Médio (da Síria para o Iraque) e na África Central (de Camarões para a Guiné Equatorial).
"As consequências de mais proliferação internacional são particularmente agudas atualmente, dada a grande quantidade de Estados livres da polio, porém frágeis por conflitos que comprometeram severamente a rotina dos serviços de imunização e que têm alto risco de recontaminação. Esses países teriam extrema dificuldade em organizar uma resposta caso o vírus selvagem seja reintroduzido", segundo a OMS.
Os dez países em que a organização considera que há contaminação por poliomielite são: Paquistão, Camarões, Síria, Afeganistão, Guiné Equatorial, Etiópia, Iraque, Israel, Somália e Nigéria.

Pessoa com deficiência tem isenção de IPVA mesmo sem dirigir automóvel

A decisão liminar é da 8ª Vara de Fazenda Pública da Capital de São Paulo.

Foto do logotipo do IPVA
O princípio constitucional da igualdade deve assegurar proteção especial às pessoas com deficiência.

Com esse entendimento, uma mulher tetraplégica conseguiu isenção do pagamento de Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) em São PauloSite externo.. A decisão liminar é da 8ª Vara de Fazenda Pública da Capital. Em março, em um caso parecido, um homem cego conseguiu isenção do imposto, em Osasco, após o defensor Wladimyr Alves Bittencourt argumentar que a Lei estadual 13.296/2008 cria tratamento discriminatório entre pessoas com deficiências diversas, por excluir as dos tipos sensoriais, intelectuais e mentais.

A mulher, tetraplégica em decorrência de uma cirurgia para retirada de um tumor medular cervical, comprou um carro para que sua mãe a levasse para compromissos médicos. O veículo já atendia as características necessárias para o transporte e não precisou ser adaptado.
A autora conseguiu isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS), mas o benefício não foi estendido para o IPVA porque a legislação estadual somente autoriza a concessão às pessoas portadoras de deficiência que conduzem o próprio veículo.
A defensora Renata Flores Tibyriçá, responsável pela ação, alegou que a lei estadual que isenta de IPVA veículos adaptados para serem conduzidos por pessoas com deficiência fere a Constituição e a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.
“Não é por outra razão que existem diversas decisões de nossos tribunais concedendo a isenção do IPVA e ICMS para aquisição de carro adaptado para deficiente que não seja condutor, desde que o transporte seja para seu benefício, por ser a medida mais justa e a correta interpretação da lei”, afirmou. Com informações da Assessoria de Imprensa da Defensoria Pública de SP.

Professor escondeu deficiência para estudar quando criança

Daniel Ribas vê lado positivo na pós-graduação de EAD; outros alunos com deficiência reclamam de falta de acessibilidade.


Foto de Daniel Ribas
Em 1977, o deficiente visual Daniel Ribas fingiu ter visão perfeita para frequentar o colégio do irmão mais novo. Sua mãe pensava que havia chegado a hora dele ingressar no ensino fundamental. Afinal, já tinha nove anos, e tudo o que sabia havia aprendido em uma escola de braile, onde também eram ensinados conteúdos de matemática e português.

A mentira durou três dias. O diretor do colégio na época se recusou a manter o estudante na instituição depois que a deficiência visual de Daniel foi descoberta por uma professora, ao perceber que ele não entendia nem escrevia no caderno o que era exposto no quadro.
“Nasci em uma época em que o estudante tinha de se adaptar à escola, e não o contrário”, diz o hoje professor de Língua Portuguesa da rede estadual de São Paulo. “Quando descobriram que eu era cego, o diretor queria me mandar embora, dizendo que ‘aquilo não era escola de braile’”. A solução foi ser matriculado em outra escola, com classes especiais. “Lá eu tinha uma professora de braile, mas eu já estava muito adiantado em relação a outros alunos. Acabei voltando para a escola do meu irmão”.
A partir desse ano conturbado, Daniel frequentou somente classes regulares. As dificuldades, no entanto, não desapareceram. No ensino médio, sofreu com o preconceito das escolas que não queriam aceitá-lo por sua deficiência visual. “A dificuldade é o novo. A verdade é que os colégios tinham medo, por nunca terem tido alunos assim”.
A adaptação às escolas de que fala acontecia quando elaborava “seus próprios livros” - pedindo para alguém gravar a leitura em fita cassete - ou quando estudava em casa com as gravações das aulas. “Algumas vezes eu assimilava melhor o conteúdo que os colegas, por ouvir bastante a matéria. E os colegas também vinham me pedir para escutar as aulas”, lembra.
Aos nove anos, Daniel quis se aproximar - do irmão, dos estudos, da escola regular. Contudo, no tempo em que o aluno se adaptava à escola, como ele mesmo diz, nunca encontrou igualdade no acesso ao ensino.
Hoje, aos 46 anos, o professor optou pela distância. Está cursando especialização em Educação Especial Inclusiva em EAD, na Universidade Estadual Paulista (Unesp)Site externo.. Na pós-graduação, acredita que encontrou um local onde seu desempenho pode ser idêntico ao de qualquer outro colega.
Daniel conta que a maior mudança foi dispor de uma equipe que oferece apoio diante de qualquer dificuldade na plataforma de ensino. Os profissionais podem ser contatados via Skype, fórum ou email, de acordo com a preferência do estudante. Isso minimizaria os problemas, que geralmente são links ou imagens inacessíveis pelo seu leitor de tela - programa que descreve em áudio os elementos da página, desde que o site esteja adequado ao seu acesso.
Com todo material de que precisa disponível em versão digital, Daniel não precisa mais buscar livros impressos na biblioteca nem pedir para alguém que o leia, como frequentemente acontecia durante sua graduação. Outra experiência positiva citada pelo estudante foi um quiz. A partir da descrição do jogo pelo leitor e da exposição das alternativas, o aluno responde as questões em um documento e envia o arquivo por email à coordenação.
Apesar dos avanços testemunhados por Daniel nas últimas décadas, ainda há muitos relatos negativos de universitários em relação à acessibilidade, o que compromete a realização de seus estudos a distância sem percalços. 

30 de maio 2014 - em Americana - Dia da Inclusão no Trabalho, neste evento voltado às pessoas reabilitadas e com deficiência. Ajude a divulgar!

CONVITE participação e apoio na ação!


O PAT Americana realizará no "DIA D" (30 de maio) o serviço de intermediação de mão de obra entre as empresas e o trabalhador, o advogado do PAT oferecerá neste dia orientação trabalhista, uma psicóloga está orientando como preparar um bom currículo e demais orientações que nossos parceiros poderão oferecer as Pessoas com Deficiência e aos reabilitados do INSS. (Todos os serviços serão gratuítos).

Confirmaram participação na ação até o momento o INSS, a APAE, DDPaula agência de emprego, TA - Transportadora Americana, NET Serviços Digitais, Dresser-Rand do Brasil e CIAD - Centro Interdisciplinar de Atenção ao Deficiente orgão complementar da PUC/Campinas.

Iniciaremos o atendimento às 08:00 horas com previsão de término às 15:00 horas, temos condições de atender entre 10 e 12 empresas ao longo deste período de acordo com a necessidade de cada uma. Colocaremos a disposição seis guichês de atendimento individual para cada empresa presente no evento, além de duas salas para processo de seleção e entrevista se necessário.

Nos dias que antecedem o evento (26; 27 e 28), será necessário que as empresas que participarão da ação entrem em contato com a equipe de captação de vagas do PAT Americana (Renata ou Rose) para cadastrar as vagas para as pessoas com deficiência.

O PAT Americana fica na Rua Dom Pedro II, Nº 25 - Centro da cidade. Telefone: (19) 3461.0289.

Obrigado pelo apoio e contamos com a sua participação.

Ed Carlo Michelin
Secretaria de Relações do Trabalho
PAT Americana
(19) 3461.0289

Pacientes com doenças raras terão acompanhamento a distância

Ministério da Saúde incluirá na assistência a esses pacientes o acompanhamento por especialistas pela internet, telefone e videoconferência.

Por Aline Valcarenghi

Brasília – O Ministério da Saúde incluirá na assistência a pacientes com doenças raras o acompanhamento por especialistas que atuam nos principais centros de referência do país pela internet, por telefone e por videoconferência. Profissionais de saúde da Atenção Básica vão poder usar a ferramenta Telessaúde, que permite a troca de dados e orientações com especialistas sem sair dos postos de atendimento e em tempo real. Segundo a pasta, a implementação ocorre até o final do primeiro semestre de 2014 e deve auxiliar no conhecimento sobre sinais e sintomas das cerca de 8 mil doenças raras, que afetam aproximadamente 15 milhões de brasileiros.

A medida faz parte da política de atenção às doenças raras, criada no mês passado. Hoje o Telessaúde é usado para auxiliar no atendimento a pacientes com hipertensão, diabetes e outras doenças crônicas. É uma ferramenta que utiliza a internet , telefone e videoconferência como ferramentas para trocar informações entre profissionais a distância. Atualmente, o programa funciona em mais de 3 mil municípios, com mais de 5 mil pontos em todo o país.

Dentro do processo de implementação da Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras, o Ministério da Saúde publicará nova portaria neste mês que atualiza e define as regras para o aconselhamento genético, que vai poder ser feito por equipe multiprofissional habilitada. Quando se tratar de diagnóstico médico, tratamento clínico e medicamentoso, será obrigatória a presença de um médico geneticista. É obrigatória também a elaboração de laudo pelo profissional que faz o aconselhamento genético e que ele seja anexado ao prontuário do paciente.

Entre as mudanças trazidas pela nova política está a organização da rede de atendimento para diagnóstico e tratamento para as doenças raras, que passam a ser estruturadas em eixos e classificados de acordo com suas características. Também foram incorporados 15 novos exames de diagnóstico em doenças raras, além da oferta do aconselhamento genético no Sistema Único de Saúde (SUS) e o repasse de recursos para custeio das equipes de saúde dos serviços especializados. De acordo com o Ministério da Saúde, atualmente, existem mais de 240 serviços para promover ações de diagnóstico e assistência completa, com a oferta de tratamento adequado e internação nos casos recomendados.
Fontes: Agência Brasil - fernandazago.com.br

Para ajudar filho tetraplégico, mãe cria ONG;

Arquivo Pessoal

A vida da administradora de empresas Nena Gonzalez, 58 anos, transformou-se completamente depois que Ricardo, seu filho mais novo, sofreu um grave acidente de carro aos 15 e perdeu os movimentos dos membros inferiores e superiores.

Ela parou de trabalhar e começou a se dedicar em tempo integral ao rapaz, hoje com 32. "No começo, não tinha nem ideia do que significava rompimento medular. Tive de estudar o assunto. Logo após o acidente, Ricardo dependia de mim para tudo. Hoje, ele já está reintegrado à sociedade."

Tanto que, atualmente, Ricardo ajuda outras pessoas a superarem as limitações da falta de movimentos. Ele criou o programa "Praia para Todos", que disseminou o conceito de acessibilidade nas praias de todo o país, e um campeonato mundial de futebol em cadeira de rodas elétrica.

Desenvolve seus projetos com o apoio da ONG criada pela mãe, a Novo Ser. "A ONG foi maravilhosa para mim. Fiz de um momento difícil a chave para uma grande mudança, que me deixou ainda mais realizada"

quinta-feira, 8 de maio de 2014

SOLIDARIEDADE // Torcedor tetraplégico vítima de violência no Arruda em 2007 precisa de ajuda


                           Imagem: TV Jornal            
                           

A mãe de um torcedor que ficou tetraplégico após ser vítima de violência no estádio do Arruda em 2007 precisa de ajuda. Veronaldo Silvino da Silva, 28 anos, sofreu um afundamento no crânio após levar uma pedrada na cabeça quando estava na fila da bilheteria para um jogo do Santa Cruz, no Arruda, na Zona Norte do Recife. Desde então, o jovem vive em uma cama, em estado vegetativo, sob os cuidados da mãe, em Peixinhos, Olinda, no Grande Recife.

O que mantém a família são dois salários mínimos, que custeiam, principalmente, medicamentos, procedimento de limpeza e comida de Veronaldo. Um dos salários é a aposentadoria dele, enquanto o outro é pago pela Federação Pernambucana de Futebol (FPF). A mãe do jovem diz que não possui assistência médica e que não consegue atendimento eficaz no posto de saúde local.

Se você quiser ajudar Veronaldo com doações ou de alguma outra forma que achar melhor, é só se comunicar com a mãe do rapaz pelo telefone 8691-7807.

Veja o vídeo click AQUI

8 sinais de que você pode estar com depressão

Doença, que atinge cerca de 10% dos brasileiros, é caracterizada por conjunto de sintomas que vão desde tristeza duradoura até problemas para dormir.


A depressão afeta 350 milhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), e é mais prevalente entre mulheres. No Brasil, cerca de uma em cada dez pessoas sofre com o problema. Embora seja uma doença comum, a moléstia carrega estigmas que dificultam seu diagnóstico precoce e a adesão ao tratamento adequado.

O primeiro deles está no fato de a depressão ser um transtorno mental. "Percebemos que o preconceito com as doenças mentais faz com que muitos pacientes, principalmente os homens, demorem a aceitar que têm o problema e a procurar um médico, atrasando o tratamento", diz Rodrigo Martins Leite, psiquiatra e coordenador dos ambulatórios do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP.

Limite Além do preconceito com os transtornos mentais, a dificuldade de interpretar os sintomas faz com que uma pessoa demore a procurar ajuda. Os sinais podem ser confundidos com sentimentos naturais do ser humano, como tristeza, indiferença e desânimo. Esses sentimentos passam a configurar um quadro de depressão clínica quando a variação do humor começa a afetar negativamente vários aspectos da vida do paciente — da produtividade no trabalho e nos estudos às relações com outros indivíduos, passando pela qualidade do sono e a disposição física para realizar as atividades do dia a dia.

"Muitas vezes é difícil diferenciar a tristeza comum da depressão. O humor das pessoas nunca é constante, sempre vai existir uma variação. Uma situação negativa pode desencadear tristeza, luto. Isso é diferente da depressão clínica, que é uma síndrome que vem acompanhada por outros sintomas", explica Mara Fonseca Maranhão, psiquiatra da Unifesp e do Hospital Albert Einstein.

Definição Os critérios atuais para diagnóstico da depressão — estipulados por entidades médicas como a OMS e a Associação Americana de Psiquiatria — determinam que, para ser detectada com a doença, uma pessoa deve apresentar ao menos cinco sintomas do transtorno. Entre eles, um deve ser obrigatoriamente o humor deprimido (tristeza, desânimo e pensamentos negativos) ou a perda de interesse por coisas que antes eram prazerosas ao paciente. Os outros sintomas podem incluir alterações no sono, no apetite ou no peso, cansaço e falta de concentração, por exemplo.

Segundo o psiquiatra Rodrigo Leite, os critérios dizem que esse conjunto de sintomas deve ser apresentado pelo paciente na maior parte do dia, todos os dias e durante pelo menos duas semanas para que seja considerado como sinais de depressão. Por isso, estar atento a sintomas como esses — e a duração deles — é importante para que uma pessoa procure um médico e saiba se precisa ser submetida a um tratamento.

Doença do corpo  As causas exatas que levam à depressão ainda não são completamente conhecidas. "Sabe-se que situações como problemas financeiros ou conjugais, desemprego e perda de um ente querido alteram estruturas cerebrais que são sensíveis a hormônios relacionados ao stress, especialmente ao cortisol. Com isso, há um desequilíbrio no cérebro que desencadeia os sintomas depressivos", explica Leite.

Apesar disso, a depressão não é uma doença apenas do cérebro – e levar esse fato em consideração é essencial para o sucesso do tratamento. "As pessoas precisam saber que, diferentemente do que se pensava antes, a depressão não afeta apenas o cérebro, e o tratamento não depende exclusivamente de antidepressivos. Hoje, sabemos que essa é uma doença de todo o organismo", diz Rodrigo Leite.

De acordo com o psiquiatra, cada vez mais a ciência mostra que a doença está relacionada a problemas como baixa imunidade, alterações dos batimentos cardíacos e acúmulo de placas de gordura no sangue. Ou seja, a depressão é também um fator de risco a doenças como as cardíacas, incluindo infarto e aterosclerose. "Ainda não está claro de que forma a depressão leva a essas condições, mas sabemos que a relação existe", diz Leite.

Por esse motivo, o tratamento da depressão não deve incluir apenas antidepressivos. "Pessoas com depressão também precisam evitar hábitos como sedentarismo, tabagismo e má alimentação, que predispõem mais ainda uma pessoa a doenças cardiovasculares. Os pacientes devem saber que mudar esses hábitos é tão importante no tratamento quando os medicamentos."

Os psiquiatras alertam que as pessoas, assim que notarem que apresentam sintomas depressivos — e que eles são duradouros —, devem consultar um médico. "O tratamento contra a depressão com antidepressivos, psicoterapia e mudanças de estilo de vida é eficaz, principalmente se for iniciado precocemente", diz Mara Maranhão.

Oito sintomas causados pela depressão

Alteração do humor

O principal sintoma da depressão é o humor deprimido, que pode envolver sentimentos como tristeza, indiferença e desânimo. Todos esses sentimentos são naturais do ser humano e nem sempre são sinônimo de depressão, mas, se somados a outros sintomas da doença e persistirem na maior parte do dia por ao menos duas semanas, podem configurar um quadro de depressão clínica. “O humor deprimido faz com que a pessoa passe a enxergar o mundo e a si mesma de forma negativa e infeliz. Mesmo se acontece algo de bom em sua vida, ela vai dar mais atenção ao aspecto ruim do evento. Com isso, o paciente tende a se sentir incapaz e sua autoestima diminui”, diz o psiquiatra Rodrigo Leite, do Instituto de Psiquiatria da USP.

Desinteresse por coisas prazerosas

Perder o interesse por atividades que antes eram prazerosas é outro sintoma importante da depressão. O desinteresse pode acontecer em diferentes aspectos da vida do indivíduo, como no âmbito familiar, profissional e sexual, além de atividades de lazer, por exemplo. “O paciente também pode abrir mão de projetos por achar que eles já não valem mais o esforço, deixar de conquistar novos objetivos ou de aproveitar oportunidades que podem surgir em sua vida”, diz o psiquiatra Rodrigo Leite.

Problemas relacionados ao sono

Pessoas com depressão podem passar a dormir durante mais ou menos tempo do que o de costume. É comum que apresentem problemas como acordar no meio da noite e ter dificuldade para voltar a dormir ou sonolência excessiva durante a noite ou o dia. 

Mudanças no apetite

Pessoas com depressão podem apresentar uma perda ou aumento do apetite — passando a consumir muito açúcar ou carboidrato, por exemplo. Segundo o psiquiatra Rodrigo Leite, não está claro o motivo pelo qual isso acontece, mas sabe-se que, somado a outros sintomas da doença, a alteração do apetite que persiste por no mínimo duas semanas aumenta as chances de um paciente ser diagnosticado com depressão.

Perda ou ganho de peso

Mudanças significativas de peso podem ser uma consequência da alteração do apetite provocada pela depressão — por isso, são consideradas como um dos sintomas da doença. 

Falta de concentração

Em muitos casos, a depressão também pode prejudicar a capacidade de concentração, raciocínio e tomada de decisões. Com isso, o indivíduo perde o rendimento no trabalho ou nos estudos. Segundo a psiquiatra Mara Maranhão, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a depressão pode impedir que o paciente trabalhe ou estude, ou então faz com que ele precise se esforçar muito para conseguir concluir determinada atividade.

Cansaço

Diminuição de energia, cansaço frequente e fadiga são comuns em pessoas com depressão, mesmo quando elas não realizaram esforço físico. "O indivíduo pode queixar-se, por exemplo, de que se lavar e se vestir pela manhã é algo exaustivo e pode levar o dobro do tempo habitual", segundo o capítulo sobre depressão do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), feito pela Associação Americana de Psiquiatria.

Pensamentos recorrentes sobre morte

Em casos mais graves, pessoas com depressão podem apresentar pensamentos recorrentes sobre morte, ideação suicida ou até tentativas de suicídio. A frequência e intensidade dessas ideias podem mudar de acordo com cada paciente. "As motivações para o suicídio podem incluir desejo de desistir diante de um obstáculo tido como insuperável ou intenso desejo de acabar com um estado emocional muito doloroso", de acordo com o DSM-5.


Fontes: Estadão -  Vivian Carrer Elias - gislenedaviramos.blogspot.com.br