sábado, 24 de maio de 2014

Já ouviu falar do Cão-Ouvinte?

Cão-ouvinte é um tipo específico de cão, para assistência, especificamente selecionado e treinado para ajudar os surdos, ou deficientes auditivos, alertando o seu manipulador de sons importantes, tais como campainhas, alarmes de incêndio, toque de telefones, ou alarme de relógio. Eles também podem trabalhar fora de casa, alertando para sons tais como a sirenes, empilhadores, aproximação de pessoas por trás do surdo, e o chamamento do nome do manipulador.

Formação

Os cães que podem tornar-se cão-ouvinte são testados quanto a bom temperamento, boa reatividade e vontade de trabalhar. Após a aprovação inicial e rastreio, eles são treinados em obediência básica e expostos a coisas que irão enfrentar em público, como elevadores, carrinhos de compras, e diferentes tipos de pessoas. Somente após esse período de socialização eles são treinados em alerta sonoro.

Cães-ouvinte podem ser treinados profissionalmente em menos de três meses, embora muitos sejam treinados para mais perto de um ano. Geralmente, a formação envolve treinar o cachorro para reconhecer um determinado som e, em seguida, fisicamente alerta, conduzir o seu manipulador à fonte. Eles também podem ser ensinados conduzir o manipulador afastando-se de um som, como no caso de um alarme de incêndio. Enquanto muitos cães-ouvinte são treinados profissionalmente, há um número crescente de surdos que se comprometem a formar os seus próprios cães.


Fontes: Wikipedia/Cão Obediente. - fernandazago.com.br

Autismo pode ter relação com bactéria do intestino e fezes


Novo estudo mostra relação entre micro-organismo do intestino e a doença.


DO TERRA NOTICIAS

Divulgação




Em nova pesquisa traz mais evidências para a relação entre bactérias intestinais e autismo, segundo o Huffington Post.

Um estudo da Arizona State University, nos Estados Unidos, descobriu que os micro-organismos do órgão podem ser diferentes em crianças com autismo e sem. 

Mais especificamente, os cientistas descobriram que as concentrações fecais de alguns metabólitos - que são substâncias químicas produzidas pelas bactérias - não são as mesmas em crianças autistas e não autistas. 

Causas do autismo seriam genéticas e ambientais, diz estudo

Os pesquisadores examinaram 56 metabólitos diferentes nas fezes das crianças e identificaram sete com concentrações diferentes.

"A maioria deles pode ter um papel no cérebro, funcionando como neurotransmissores ou controlando as sínteses", diz o pesquisador Dae-Wook Kang. "Nós suspeitamos que os micróbios intestinais podem alterar os níveis de metabólitos relacionados a neurotransmições, afetando a comunicação entre o cérebro e o intestino e/ou alterando as funções cerebrais."

O estudo analisou 21 crianças sem autismo e 23 crianças autistas.

Roda com amortecimento promete viagem sem solavancos para utilizadores cadeira de rodas


A roda, por exemplo, quando foi inventada, veio para resolver uma questão essencial para a humanidade (tanto naquela época, como agora), que era “como transportar pessoas e objetos de um jeito mais fácil e mas rápido?”. Esse mecanismo obviamente passou por incontáveis “atualizações” desde que foi concebido, apesar de sua função essencialmente parecer a mesma.


Mas, se para mim, para você e para outras milhares de pessoas, não há nada de errada, ou pelo menos nada a ser melhorado na roda, o mesmo não vale para o agricultor israelense Gilad Lobo. Ele quebrou a pélvis em 2008 e decidiu que sua cadeira de rodas não iria o impedir de continuar trabalhando na colheita. Por isso, resolveu transformá-la em uma espécie de burro de carga.

Até aí, tudo bem. O problema aconteceu quando ele resolveu colocar essa ideia em prática. Atravessar o terreno irregular com a cadeira de rodas estava causando muitas dores, porque a cadeira não tem nenhum mecanismo de absorção de impacto – que estava indo todo para o corpo dele. Então o que ele fez? Trabalhou para desenvolver uma cadeira de rodas com um design mais adequado às suas atividades. Algo mais off-road.

Ele experimentou soluções baseadas em equipamentos agrícolas e, em seguida, levou suas ideias absolutamente geniais para Tel Aviv, onde conseguiu ajuda para transformar seus rascunhos em um projeto patenteado que recebeu o nome de “SoftWheel” (algo como “roda macia”, em tradução livre).


Em projetos de tradicionais cadeiras de rodas, até 30% da energia gasta é perdida porque falta a suspensão, deixando apenas 70-80% da energia colocada na cadeira para a propulsão. Isso cria passeios desconfortáveis ​​e deixa seus usuários cansados​​ e com inconvenientes dores nas costas – o que não acontece quando se usa a SoftWheel.

A roda com amortecimento aborda este problema com a sua “tecnologia simétrica e seletiva”, que usa três cilindros de compressão para absorver choques dentro da roda antes de serem transferidos para o cadeirante. O objetivo é fazer com que o centro da roda essencialmente flutue no ar enquanto a cadeira é levantada. Isso significa que os pilotos podem percorrer escadas e calçadas quase tão facilmente quanto deslizar por uma rampa, pois o mecanismo da SoftWheel permite que as rodas suportem o peso das forças. “Uma vez que você elimina a instabilidade, pode fazer milagres”, disse Daniel Barel, CEO da empresa fabricante da SoftWheel.
Outras aplicações

Apesar de ser uma nova tecnologia, a SoftWheel também é compatível com versões anteriores de cadeiras de rodas e tem aplicações em outras categorias de produtos, como bicicletas. “Nós compramos bicicletas novas e em 10 minutos colocamos SoftWheels nelas”, afirmou Barel. Este aspecto modular do projeto também faz com que a troca de rodas seja relativamente simples, um fato que tem atraído o interesse de setores industriais e aeronáuticos. 


E não para por aí. A Daimler, montadora automobilística alemã, convidou Barel para falar em uma de suas reuniões de inovação, já que a SoftWheel tem despertado um grande interesse em virtude das possibilidades que abre para melhorar produtos que vão de carros a guindastes.

Barel acredita que seu produto poderia ser aplicado também em trens, aviões e basicamente em qualquer coisa que tenha uma roda.
Uma questão de tempo

Como toda grande inovação, essa também levará um tempo até ser completamente disseminada e incorporada em nossas vidas. Calcula-se que aplicações mais avançadas podem levar uma década ou mais para serem desenvolvidas, mas a equipe SoftWheel promete que no quesito cadeiras de roda e bicicletas, o tempo para implementação será bem mais ágil e acontecerá antes do que a gente imagina.

Embora as inovações da SoftWheel sejam totalmente mecânicas, seus usuários serão capazes de ajustar a firmeza do passeio, como já é o caso em alguns carros esportivos, bem como travar a roda ou a velocidade, através de um smartphone.
Não é uma reinvenção

Apesar de representar uma grande inovação, a SoftWheel não conta com avanços fundamentais em ciência material ou física. As peças são comuns, apenas organizadas de uma forma diferente. É inteligente, prático e soluciona problemas de longa data, mas não é a reinvenção da roda.

A SoftWheel já tem uma configuração de linha de produção completa em Israel e outra na Europa. Os planos são começar a vender suas rodas para cadeiras de rodas já no 4º trimestre de 2014, com preços que devem girar em torno de US$ 2.000 o par (aproximadamente R$ 4.430,00). [Wired]

Click AQUI para ver o vídeo.

Busca por voz do Google é disponibilizada a todos os que usam Chrome


O «Ok, Google» já tinha chegado aos desktops, mas estava disponível apenas para quem usa a versão de testes do navegador. Agora qualquer um pode fazer buscas com o navegador sem usar o teclado.


A versão mais recente do Chrome permite isso, tanto em Windows quanto em Macs e computadores com Linux. Basta abrir um separador no navegador ou o motor de busca da empresa e dizer «ok, Google» que o sistema passa a prestar atenção ao que você precisa.

É possível fazer pesquisas, ligar um timer ou criar lembretes, por exemplo. Tudo por voz.

Por enquanto a novidade só funciona em inglês, por isso é necessário configurar o Chrome para reconhecer o idioma norte-americano. O Google não informa se pretende implementar o recurso em português.

Fontes: Diário Digital - tetraplegicos.blogspot.com.br

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Caminhada de paraplégico na Copa é só primeiro passo, diz Nicolelis

Cientista comanda equipe de cientistas do projeto ‘Andar de Novo’. Segundo Nicolelis, exoesqueleto será aperfeiçoado depois da Copa.

Colocar um paciente paraplégico para caminhar dentro de campo e dar o pontapé inicial da Copa do Mundo no Brasil será apenas o primeiro passo de um projeto que continuará a ser desenvolvido, com o objetivo de ajudar pessoas com paralisia a andar novamente, afirmou o neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis em entrevista à Reuters.
Nesta quinta-feira (22), o cientista divulgou em seu Facebook um vídeo, que mostra novo teste com o exoesqueleto, no qual um voluntário dá 12 passos. Veja o vídeo.
À frente de uma equipe de 156 cientistas de 25 países, Nicolelis está concentrado na reta final para a demonstração na abertura do Mundial, em 12 de junho, quando um paciente paraplégico caminhará pelo campo da Arena Corinthians usando uma estrutura robótica chamada de exoesqueleto e dará o pontapé inicial da partida entre Brasil e Croácia.
“A demonstração da Copa é simbólica… Não é ciência. A ciência nós fizemos aqui (no laboratório). Está sendo feita aqui… É quase que um presente do Brasil para a humanidade, mas é só o começo, é um primeiro passo, literalmente”, disse o neurocientista em entrevista à Reuters no laboratório instalado desde novembro na zona sul de São Paulo.
“O intuito, a longo prazo, de toda a rede Walk Again pelo mundo afora, é criar tecnologias que possam ser usadas pelos pacientes. Não só o exoesqueleto, existem outras tecnologias em que estamos trabalhando”, acrescentou. Todos os oito pacientes que participam do projeto já caminharam com o exoesqueleto, usando comandos cerebrais.
Eles também passaram pelo que Nicolelis chama de “treinamento cerebral” num sofisticado simulador em que os pacientes comandam os movimentos de um avatar na tela e recebem, por meio de sensores táteis, a sensação de estarem caminhando.
Para realmente deixá-los preparados para o ambiente da abertura do Mundial, o som ambiente é o de uma barulhenta torcida. Entre as torcidas ruidosas escolhidas pela equipe de Nicolelis estão a alemã e a turca.
Nicolelis posa com exoesqueleto em laboratório. (Foto: Reuters/Paulo Whitaker)
Nicolelis posa com exoesqueleto em laboratório. (Foto: Reuters/Paulo Whitaker)
“(A ideia) é fazer o cérebro imaginar que as pernas funcionam de novo”, explica o cientista sobre o simulador, que foi testado, inclusive, pelo ex-atacante da seleção brasileira Ronaldo, numa visita que fez ao laboratório de Nicolelis.
Após este treinamento cerebral, os pacientes passaram a usar o exoesqueleto, ferramenta que permitirá não apenas que eles andem novamente usando os comandos cerebrais, mas também que sintam a sensação de caminhar, graças a uma “pele artificial” coberta por sensores, que vai revestir o aparelho.
E a equipe de Nicolelis já mira melhorias no exoesqueleto, como a redução do peso dos atuais 70 quilos para 50 quilos, já antes da abertura da Copa, e num prazo um pouco maior, a inclusão de braços no aparelho para que ele também seja usado por pacientes tetraplégicos.
O projeto Walk Again (Andar de Novo) teve sua ciência básica – experimentos em animais, por exemplo – financiada pelo National Institutes of Health (NIH), órgão do governo dos Estados Unidos que é a maior agência de pesquisa biomédica do mundo. A fase clínica, que está sendo feita no Brasil, tem financiamento de 34 milhões de reais da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa de fomento à pesquisa ligada ao Ministério de Ciência e Tecnologia.
Mais fácil o Palmeiras ser campeão
Formado em medicina pela USP e professor da Universidade Duke, nos Estados Unidos, Nicolelis é frequentemente apontado como favorito para se tornar o primeiro brasileiro a vencer o Prêmio Nobel. Perguntado sobre a possibilidade, o palmeirense roxo que não tirou o boné do alviverde em nenhum momento da entrevista, faz graça.
“É certamente bem mais fácil o Palmeiras ser campeão”, ri, antes de dar de ombros para a premiação sueca. “Existe um certo fetiche por prêmios no Brasil, é parte, num certo sentido, do nosso complexo de vira-lata, que saiu do futebol, mas não saiu de vários aspectos da nossa cultura”, comentou o cientista, que tem em Santos Dumont uma grande inspiração.
“Cientistas que eu conheci na minha carreira que não ganharam o Prêmio Nobel, fenomenais, nunca perderam o sono da noite, porque eles sabem que a contribuição deles vai entrar para a história, a despeito do que um grupo de pessoas decida na Suécia.”
O neurocientista, que mostra seu patriotismo com uma bandeira do Brasil sempre ao lado do exoesqueleto e com fotos da seleção brasileira espalhadas pelo laboratório, manifesta confiança na realização da Copa e vê um “pessimismo exacerbado” vigente hoje no país.
Reclama ainda do fato de que algumas pessoas “jogaram contra” seu projeto no Brasil, e atribui o fato à uma “polarização” que o país vive sem, no entanto, entrar em detalhes.
Nicolelis, de 53 anos, guarda ainda um grande segredo: usará ou não o inseparável boné do Palmeiras diante de 68 mil torcedores na Arena Corinthians, estádio do maior rival do alviverde?
“Essa é a pergunta mais importante de todo projeto. É a pergunta que aterroriza o meu pai corintiano”, brinca. “Vou deixar em segredo isso, até o momento final.”

Aumentam casos de automutilação em jovens

                            Aumentam casos de automutilação em jovens

O pedopsiquiatra Fernando Santos alertou hoje para o aumento de casos de automutilação e alertou para a necessidade de os profissionais estejam atentos aos seus sinais, mesmo quando não forem a principal razão da consulta.
O tema da automutilação vai ser abordado sábado nas conferências do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil (CADIn) sobre "Adolescência e Transição para a Vida Adulta", na qual participa Fernando Santos.
Este psiquiatra da infância e da adolescência considera que têm aumentado as queixas e consultas por causa desta prática que pode pôr em risco a vida, nomeadamente pela forma como a lesão é feita.
Os antebraços, as coxas e o abdómen são os locais em que os jovens e adolescentes mais se cortam, por serem "sítios que, embora se fácil acesso, se podem esconder e tapar".
O especialista sublinhou que estes sítios criam características que podem funcionar como sinais indicadores, tais como a roupa que tapa o corpo, mesmo no verão, e a recusa em ir à praia.
Segundo Fernando Santos, a automutilação é "um acto solitário, embora estejam descritas situações potenciadas por grupos".
De uma maneira geral, adiantou, o recurso à automutilação visa lidar com situações que os jovens atravessam: ansiedades, frustrações, grandes instabilidades.
"A pessoa corta-se para canalizar o pensamento para a dor física, pois nessa altura o desconforto emocional desaparece", disse.
O pedopsiquiatra sublinha que quem se auto mutila tem "determinadas características em termos emocionais", sendo habitualmente pessoas com tendência para o isolamento". 
Sobre as razões para o aumento de jovens que recorrem a esta prática, o especialista disse não ser  possível associar, para já, à crise, pelo menos de uma forma directa.
"Indirectamente, há mais instabilidade a nível familiar, existe mais instabilidade na sociedade. Mas a pessoa precisa de ter determinadas características para ter esse comportamento, independentemente desse estímulo que possa haver na sociedade".
O especialista defende uma especial atenção para os quadros de automutilação, mesmo que esta não seja a principal razão da consulta.
"Devemos incluir uma pesquisa dessa situação para saber se há alguma coisa que indicie esta prática", disse.
Lusa/SOL
Fonte:sol.pt

Jovem alemão de 23 anos tem 'buracos' na bochecha que deixam dentes à mostra

O alemão Joel Miggler tem 23 anos, a língua dividida em duas partes e várias tatuagens. No entanto, o que mais chama atenção no seu corpo é um 'buraco' aberto de cada lado do rosto, na área da bochecha.

                                         Reprodução/Facebook

Conhecido nas redes sociais como Bodymoded Punky, o jovem começou a fazer modificações pelo corpo aos 13 anos, quando alargou a orelha. Desde então, Miggler já conta com 25 perfurações de variadas formas e tamanhos.
 
Na bochecha, Miggler tem uma abertura de 3,6 centímetros. O seu objetivo é chegar a 4 centímetros. Para comer sopa, por exemplo, ele conta que fecha os 'buracos' com outro tipo de alargador, os chamados 'plugs'. "Eu posso comer e beber como uma pessoa normal", contou o alemão em entrevista ao Daily Telegraph.
 
O jovem disse ainda que não liga para o que as pessoas pensam com relação ao seu corpo. Para ele, a arte de se modificar é viciante. "Não tenho planos de parar tão cedo", declarou.

O alemão Joel Miggler tem 23 anos, a língua dividida em duas partes e várias tatuagens. No entanto, o que mais chama atenção no seu corpo é um 'buraco' aberto de cada lado do rosto, na área da bochecha.

(Com informações do Daily Telegraph)

Aposentada por invalidez, cadeirante vive momento como modelo

A distrofia muscular progressiva, em vez de abalar a jovem, dá forças para seguir em frente, em busca da realização dos sonhos.
Por Roberta Tavares 
                                  Cadeirante atua como modelo em Fortaleza (FOTO: Arquivo pessoal)
                                  Cadeirante atua como modelo em Fortaleza (FOTO: Arquivo pessoal)
Às vezes o reflexo no espelho não parece suficiente para nos ajudar a entender que somos bonitos. Elogios de conhecidos também parecem suspeitos. É preciso, de vez em quando, “caminhar” sozinho até que essa busca acabe. Prova disso, é a história da cearense Simoni Dionísio, de 35 anos, que resolveu se candidatar a uma vaga em uma agência de modelos em Fortaleza. Ela é cadeirante e tem distrofia muscular progressiva.
De clique em clique, entendeu que beleza é um estado de espírito. A doença degenerativa, em vez de abalar a jovem, dá forças para seguir em frente, em busca da realização dos sonhos. Segundo disse, sua atuação como modelo é uma forma de quebrar o preconceito e não de ganhar dinheiro. “É mais uma ocupação, uma vontade de mostrar ao mundo o que somos. Quero divulgar a deficiência com outra visão. No Ceará, esse tabu de não haver moda inclusiva está próximo de ser quebrado”.
Simoni foi impulsionada a se inscrever na agência graças à participação de modelos cadeirantes em eventos como o São Paulo Fashion Week. “Eu vi que a beleza não está só em quem anda”. A estreia da cearense nas passarelas será em 7 de junho. Ao lado de mais de 200 modelos, apenas ela estará na cadeira de rodas, com um sorriso no rosto. O evento acontece a partir das 19h, na Fera Fashion Models.
Além da atuação na agência de modelos, Simoni também participa, desde 2002, da Companhia de Dança Sobre Rodas, no Bairro Aldeota. “Lá eu aprendi a conviver com mais pessoas deficientes, superar meus limites e ser feliz com as minhas limitações”.
Doença degenerativa
A doença de Simoni é genética e se desenvolve desde a adolescência. Aos 14 anos, percebeu o problema. A falta de forças nos músculos do corpo dificultava que a sustentação em pé. “Eu caia muito. As vezes andava e levantava uma perna mais do que a outra. Com as quedas, eu cortava os lábios e machucava as pernas”, lembra.
Somente aos 20 anos foi diagnosticada com distrofia muscular. De acordo com ela, a primeiro sentimento foi de revolta. Ficava se perguntando o motivo de ter sido “escolhida”. Quando engravidou, parou de andar por medo de cair e prejudicar a saúde da bebê. “Travei total, por medo. Não tinha quem me fizesse andar. Eu era telefonista e consegui licença para me aposentar por invalidez”.
A filha de Simoni, chamada Lorena, já tem seis anos, e desde esse tempo, a modelo parou de andar por completo. Ela comemora por ainda poder ficar em pé sozinha, tomar banho sentada em uma cadeira e conseguir se maquiar. Mesmo não conseguindo se locomover sem a ajuda de outras pessoas. O momento que vive atualmente é o de aceitação. “Tem pessoas lutando contra o câncer, tem pessoas que têm problemas bem mais difíceis de resolver do que o meu. Então eu não aceito viver reclamando, tenho que viver, ser feliz e alegrar as pessoas”, comenta. “A distrofia é progressiva, não sei o dia de amanhã. Continuarei aqui até quando Deus disser que acabou”, finaliza.
Premiação
A história de Simoni foi uma das vencedoras do prêmio “Pode Contar a sua história” da Nordestv, que é exibido de segunda a sexta-feira, às 10h40, canal 27 da TV aberta. “Eu enviei a minha história e ganhei uma TV e uma festinha aqui em casa”, comemora. A ideia da modelo é vender o aparelho para contribuir na compra de uma cadeira de rodas motorizada, que custa cerca de R$ 6,5 mil. “Como estou sem força nas mãos, preciso de pessoas que empurrem a minha cadeira, mas nem sempre estão disponíveis”, reflete.
Além de Simoni, o programa ainda vai premiar outras duas pessoas. Para participar, basta entrar no site da Nordestv ou enviar uma carta para a emissora (Avenida Engenheiro Santana Júnior, 2977, Cocó) contando a sua história.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Love Story| Danielle & Taylor

Ontem minha teacher querida me enviou o link dessa Love Story que foi publicada no Blog Razões para Acreditar,  e como nós por aqui amamos histórias de amor, resolvemos compartilhar com vocês!! As fotos foram feitas por Tim Dodd que é amigo do casal!!

                    

E agora para fechar com chave de ouro, um trecho do filme de casamento deles:


Não foi acidente e tudo continua...

Postado por 

    

Estar sentada em uma cadeira de rodas sem motivo aparente causa espanto as pessoas. Cadeirante é sinônimo de acidente, seja de carro ou moto, mas também existe a minoria por alguma má formação, distrofia e lá vem doenças incuráveis que atravessam nosso sangue, carne sem pedir licença e temos que ter muita sabedoria para poder lidar com esses "tipinhos". Se alguém te perguntar qual  a pior situação: Ter uma doença progressiva que aos poucos teu corpo vai perdendo os movimentos , ou quem sofre um acidente  que por consequência as duas situações vamos parar sentada em uma cadeira de rodas? Não saberia responder por base que cada pessoa é uma pessoa que vai saber dar a volta por cima naquele momento. O acidente é um motivo que não está nos seus planos, você está na sua vida normal, faculdade, trabalho, academia, filhos(as) , parceiro (a) e tudo vai por água abaixo, você muda de uma hora pra outra e todos seus planos parecem que estão fora do seu alcance, mas tudo na vida tem solução, você só precisa de algumas adaptações, porque a cadeira de rodas vai te levar muito mais longe que um dia você possa imaginar. Perdas todo mundo tem, mas temos que transformar essas perdas em ganhos. Estar em uma cadeira não significa doença, nem  está estagnado, tudo flui, e um dia a gente encontra o nosso caminho. É um processo lento e demorado, mas todos nós, cadeirantes ou não estamos em busca de alguma coisa. Algo que nos tire o chão, a nossa intensa busca pelo "Grande Talvez" das nossas vidas. Esqueçam o "se e quando" e se concentrem no agora, porque a vida passa rápida e constante demais e quado a gente vê, já passou, e o que fizemos dela. Escrevemos  livros, plantamos árvores e fizemos filhos, mas a vida não resume nesses três componentes. Então trate de arrancar o Band-Aid. Dói, mas pelo menos acaba de uma vez e ficamos aliviados.  As duas situações nos deixam atordoados, complicados, e até chorosos, mas o importante é saber aceitar o fato que você está cadeirante naquele momento, e existe muitas coisas piores que está ali, até me arrisco falar que o fato de ser cadeirante tem suas vantagens. Haha Bom, a progressiva te prepara para uma vida mais aceitável se é que essa palavra possa existir no vocabulário de uma pessoa que nasce com uma progressiva. Isso é estranho, maluco, de um dia para o outro suas forças acabam, você está sem mais nada, e no outro momento você está feliz, são relances de alegria e tristeza nessa transformação de andante, muletante para cadeirante. Essas três palavras são tão inaceitáveis que até o próprio corretor de texto não aceita. Sabe aquele risco vermelhinho sublinhado, então elas estão assim, nesse exato momento. Mas como adultos equilibrados, estamos aqui aceitando a vida do jeito que ela se apresentou para nós. Só não aceito a arrogância das pessoas, as perguntas idiotas, o preconceito, falta de rampas, falta de acesso, só não aceito quem fala que não gosta de livros, não aceito quem não se arrisca a mudar, mudar a cor, a forma de ser e pensar, não aceito quem não aceita as outras pessoas com sua pluralidade. Porque a vida é esse misto de coisas que vai e vem, sonhos, conquistas, amores e vidas entrelaçadas, nunca se sabe o que vai acontecer amanhã, por favor não reclame, as coisas fluem de um jeito torto, que nem imaginamos, pessoas chegam, outras saem de cena. E assim o ritmo louco e frenético da vida segue.

Agora, pare e pense, dance, como vai sua vida?

Fonte:muletascorderosa.blogspot.com.br

Deficientes visuais contarão com guia turístico em braille



Os deficientes visuais passarão a contar com um guia todo em braille que descreve as belezas pernambucanas. Intitulado de “Pernambuco de 1 a 8 dias”, o panfleto será distribuido pela Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), ainda esta semana. Nele, é possível conhecer pontos turísticos de 24 municípios pernambucanos, entre Recife, Itamaracá, Caruaru, Petrolina e outros locais.

O guia abrange sugestões de passeios de todas as regiões, incluindo igrejas, museus, teatros e praças. Segundo a Empetur, o estado de Pernambuco foi o pioneiro em todo país a criar um material turístico voltado para os cegos. A publicação também estará disponível nos Centros de Atendimento ao Turista (CATs).


Habib's proíbe entrada de criança com Síndrome de Down em parquinho

Uma mãe indignada publicou uma denúncia em seu perfil do Facebook sobre o preconceito que seu filho de 9 anos, que tem Síndrome de Down, teria sofrido no restaurante Habib's da Avenida Jacu-Pêssego, na Zona Leste de São Paulo. Só agora, em fevereiro, o restaurante deu uma resposta à mãe da criança.

Bruno Sette

Flávio Cabral, de 9 anos, foi impedido de entrar num brinquedo do Habib's de Itaquera, na Zona Leste de São Paulo | Foto: Reprodução de internet
Após um dia num parque em Itaquera, Marília Cabral, de 48 anos, que mora em Santo André, na Região Metropolitana de São Paulo, foi ao restaurante com a família, no dia 26 de outubro, quando o filho, Flávio, foi impedido de entrar nos brinquedos junto com outras crianças.

"Depois do parque, levamos as crianças para lanchar no Habib's. Pedimos os lanches e enquanto esperávamos, as crianças foram para os brinquedos. Meu marido ficou tomando conta delas, quando o ouvi meio alterado e fui ver o que tinha acontecido. Ele me disse que as funcionárias não queriam deixar o Flávio entrar na piscina de bolinha nem no navio", contou Marília ao SRZD.
A mãe pediu para falar com a gerência logo em seguida. "Pedi para chamarem o gerente e veio um senhor chamado Cícero. Perguntei com toda educação por que meu filho não podia entrar nos brinquedos. Ele respondeu que era 'por causa desse problema que ele tem', ou seja, por ele ser down". Após o ocorrido, Marília, nervosa, prometeu entrar com uma ação judicial contra o restaurante. "Quando disse isso, ele ironizou. Respondi que quem tinha problema era ele, que não estava preparado para ser gerente", disse a mãe.
Marília disse que foi uma funcionária do Habib's - que pediu para não ser identificada por medo de ser demitida - quem passou o endereço e o nome do gerente para que ela pudesse processar o restaurante. "Liguei para a polícia várias vezes e não consegui. Chegando em Santo André, encontramos as delegacias fechadas. Fui à do Centro e me disseram que eu só poderia prestar queixa na delegacia mais perto da minha casa, só que lá não abre nos finais de semana", disse.
Como segunda-feira, dia 28 de outubro, foi dia do Servidor Público, Marília só conseguiu ir à delegacia de Santo André no dia 29. Além disso, acionou uma advogada para cuidar do caso.
Marília Cabral e o filho Flávio | Foto: Reprodução de internet
Segundo a mãe da criança, o Habib's só entrou em contato com ela na última sexta-feira, dia 14. "Ofereceram cinco jantares que eu quisesse e prometeram dar uns brinquedinhos para o meu filho", relatou Marília, indignada. "Eu disse que só aceitaria se não tivesse vergonha na cara. Depois disso, resolvi desabafar, porque já estou cansada de ver meu filho depressivo, roendo as unhas, triste. "A justiça no Brasil é muito lenta", concluiu.

No dia 17 de fevereiro, Marília publicou em sua conta do Facebook uma denúncia sobre o ocorrido. A nota já conta com mais de 49 mil compartilhamentos e mais de 15 mil curtidas. Foi quando o caso ganhou repercussão na rede social. "Postei em forma de desabafo, não sabia que ia repercutir desse jeito".
Habib's emite comunicado
Em nota enviada ao SRZD, a assessoria de imprensa do Habib's informa que, na ocasião, coube à gerência da loja fazer um alerta à consumidora sobre os procedimentos de segurança relativos aos brinquedos, o que inclui os cuidados com pessoas com deficiência. Após receberem as orientações, os pais autorizaram e acompanharam o uso dos brinquedos pela criança.
O procedimento, de acordo com a assessoria, seguiu diretriz NBR 15926-4 da ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas - a qual indica que cabe ao operador orientar sobre o uso do brinquedo caso a saúde e segurança do cliente sejam colocadas em risco. O Habib’s considerou o caso como resolvido no local.

Publicação da mãe de Flávio no Facebook | Foto: Reprodução de internet

Dilma sanciona lei que torna crime hediondo o abuso sexual infantil

Bruna Borges Do UOL, em Brasília

                                                 Imagem Internet
                                     

A presidente Dilma Rousseff (PT) sancionou nesta quarta-feira (21) o projeto de lei aprovado pelo Congresso que torna crime hediondo o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes. A cerimônia de sanção contou com a presença da apresentadora de TV Xuxa Meneghel e a ministra Ideli Salvatti (Direitos Humanos).
Antes da cerimônia de sanção, a presidente recebeu Xuxa e o cantor Sérgio Reis m seu gabinete, além dos criadores do aplicativo de denúncias "Proteja Brasil", lançado pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) na última segunda (19). Segundo Ideli, eles debateram os mecanismos de denúncia como a central "Disque 100" e a importância da aprovação da lei.
"É uma alteração importante. A lei endurece a pena de quem pratica esse tipo de violação. Agora não tem fiança, não tem progressão, não tem indulto. Essa nova lei pode inibir crimes de violência sexual", defendeu Ideli após a cerimonia de sanção.
A ministra também afirmou que o governo federal vai propor uma parceria com o Poder Judiciário para que em cada cidade sede da Copa tenha um juiz especializado para atuar nesses casos de exploração sexual infantil.
"É inafiançável agora, não tem mais conversa. Fez, vai ter que pagar e por muito tempo", comentou Xuxa sobre a aprovação da lei.
Dilma tinha até o dia 2 de junho para sancionar a nova lei. No entanto, a presidente optou por aproveitar a Semana Nacional do Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infantil, entre 18 e 23 de maio, para sancionar a lei.
"A partir de hoje o Brasil passa a contar c/ um forte instrumento legal na luta contra a exploração sexual de crianças e adolescentes. Sancionei a lei que faz dessa prática um crime hediondo, impondo sentenças mais duras. Essa lei fortalece nossa batalha contra um crime que fere nossas crianças e envergonha o país", disse Dilma no Twitter.
Uma série de ações contra o abuso sexual infantil estão ocorrendo em todo país. Hoje a Polícia Federal deflagrou uma operação contra a pornografia infantil na internet. Durante a ação foram presas cinco pessoas.

Crime hediondo

O condenado por crime hediondo tem de cumprir um período maior no regime fechado para pedir a progressão a outro regime de cumprimento de pena. É necessário o cumprimento de, no mínimo, 2/5 do total da pena aplicada se o for réu primário; e de 3/5, se reincidente.
Quem for pego praticando sexo ou "ato libidinoso" com um menor de 18 e maior de 14 anos configurando prostituição também pode ser enquadrado na nova lei. O proprietário, o gerente flagrados explorando a prática de prostituição também podem ser condenados pelo crime.
Pela lei brasileira são considerados crimes hediondos latrocínio (roubo seguido de morte), estupro, estupro de vulnerável, extorsão mediante sequestro, entre outros.
Fonte:noticias.uol.com.br  -  Imagem Internet