sábado, 7 de junho de 2014

Brasil disputa mundiais paralímpicos em três modalidades neste mês

Lancepress!
No mês da Copa do Mundo, o esporte paralímpico brasileiro terá um calendário movimentado.
A equipe brasileira disputará três Mundiais: de vôlei sentado, basquete em cadeira de rodas e goalball.
O vôlei sentado abre a maratona de disputas do mês, com o Campeonato Mundial na
Polônia, de 15 a 21 de junho, e contará com as equipes masculina e feminina.

Em Londres-2012, ambas as equipes terminaram os Jogos na quinta colocação.
Os homens estreiam contra a Croácia e as mulheres, contra a Holanda.

No Mundial de basquete em cadeira de rodas, será a vez da equipe feminina tentar o título.
A competição começa no dia 20 de junho, no Canadá. Em Londres, as brasileiras terminaram
na nona colocação e estreiam contra a Grã-Bretanha.

Por fim, homens e mulheres do Brasil também estarão representados no Mundial de Goalball, na Finlândia.
Entre os dias 30 de junho e 5 de julho, o país tentará firmar-se como potência da modalidade.

Nos Jogos Paralímpicos, o time masculino ficou com a medalha de prata. Agora, a equipe abre a sua
participação contra a Bélgica. No feminino, as brasileiras estreiam contra as australianas.





Um milagre como legado?

Anuncia a mídia que o pontapé inicial da Copa do Mundo terá como protagonista um paraplégico vestido num robô, o exoesqueleto. Há algum tempo quero escrever a respeito. E, agora, com a proximidade do “espetáculo”, o desejo vira obrigação.

Luiz Portinho

Primeiro porque a grande mídia não concedeu, no período de 5 anos para produção do robô, nenhum espaço ou oportunidade para que o Movimento das Pessoas com Deficiência (PCDs) desse sua opinião e o seu ponto de vista a respeito (“nada sobre nós sem nós”). Segundo porque ele envolve milhões de reais em investimentos públicos. Terceiro porque a “geringonça” a qual se denomina de exoesqueleto toma por base uma técnica que, nas palavras do neurocientista Sérgio Neuenschwander, “não está madura” e padece de consistentes dúvidas em relação às possibilidades de evolução científica. Não bastasse tudo isso, como bem anotou o Professor Humberto Lippo, o ato promoverá verdadeira satanização da cadeira de rodas (reforçando a atual concepção/paradigma de objeto de prisão ou de confinamento).

Não tenham dúvidas que no dia 13 de junho, ao sair às ruas, cadeirantes serão interpelados pelo povo e indagados e instados a buscar a “ajuda” do exoesqueleto para solução de seu problema (a cadeira de rodas). E isso não será novidade. Basta o programa Fantástico veicular reportagem sobre algum “experimento” que propicia milagres no domingo para que na segunda-feira o cadeirante tenha de se justificar, “gastando pólvora com chimango”, por estar ali triste e sentado e ainda não estar caminhando e feliz.

Cadeira de rodas é tristeza. Caminhar é felicidade. É esse o paradigma vigente em nossa sociedade com relação as PCDs. E é esse paradigma que será reforçado com o trágico espetáculo do exoesqueleto na abertura do Mundial.

No dia 13 de junho, ao sair às ruas e tropeçar nos buracos das calçadas inacessíveis, aguardar por horas na parada de ônibus pela chegada de um carro adaptado (que no mais das vezes chega com o elevador estragado/emperrado), tentar estacionar numa vaga reservada, ingressar numa escola, ginásio, restaurante, loja ou estádio e esbarrar em barreiras arquitetônicas e culturais, certamente o cadeirante será interpelado pelo primeiro transeunte do porque de ainda não estar andando com o exoesqueleto.

Os doze palcos do Mundial, os Estádios, não foram concebidos de forma a acolher as PCDs com dignidade e respeito – a segregação em reservados ainda é paradigma para arquitetos de renome. A mídia noticiou com timidez e não fomentou o debate. Secretário de Turismo do Rio de Janeiro disse que PCDs não são o público alvo do Mundial. E o Ministério Público, de forma vergonhosa, transacionou e colocou em segundo plano o respeito à Lei 10.098 e ao Decreto 5296.

As instituições, os poderes constituídos, as corporações e a própria população continua a trabalhar a questão da acessibilidade e os temas que envolvem as PCDs de forma distorcida; os equivocados paradigmas contaminam todas as ações (que são poucas). Precisamos alterar esses paradigmas e toda iniciativa ou evento que os reforce deve ser veemente repudiada, especialmente pelo Movimento das PCDs.

Em 13 de junho haverá apenas o pontapé inicial do Mundial que resolve todos os problemas do paraplégico/tetraplégico (a satanizada cadeira de rodas). Não haverá nota explicativa ao pontapé informando os milhões investidos, se tratar de tecnologia incipiente e experimental e muito menos o valor inacessível da engenhoca ao público consumidor. Ficará apenas o pontapé do paraplégico, o milagre – o legado.

Justo ele, a maior herança de uma Copa do Mundo – como ouvimos isso nos últimos anos, não O tal de legado. Pois o grande legado às pessoas com deficiência não deveria ser a promessa de um milagre. Mais uma vez perdemos oportunidade ímpar de colocar a causa da acessibilidade na pauta de prioridades de nossa sociedade.

Concurso para professores municipais tem 176 vagas para pessoas com deficiência

Estão abertas as inscrições para 3.514 vagas para professores municipais de São Paulo.

da Redação
Estão abertas as inscrições para 3.514 vagas para professores municipais de São Paulo. Destas, 176 oportunidades (5%) são destinadas para pessoas com deficiência. As vagas são para Professor de Educação Infantil e Professor do Ensino Fundamental I.

Candidatos com deficiência terão acesso a provas adaptadas como em Braille, letra ampliada, software de leitura de tela, intérprete de libras ou a necessidade de ledores. A aplicação das provas está prevista para o dia 27 de julho.

As inscrições podem ser feitas até o dia 19 de junho por meio do link: www.ibfc.org.br e candidatos com deficiência poderão se inscrever também no Posto do IBFC, que fica na Rua São Joaquim, 320, das 10h às 16h.

A remuneração inicial da carreira vai de R$ 1.862,50 a R$ 2.250,00 além de outros benefícios , com carga horária de 30 horas semanais. Após o ingresso na rede, o professor poderá optar pela Jornada Especial Integral de Formação(40 horas/aula semanais).

Golfinhos adestrados melhoram vida de crianças deficientes em Cuba

Golfinho estimula habilidades de crianças com deficiências variadas.
Mais de 400 crianças com necessidades especiais participam de terapia.

                                 

Javier González, um menino de 10 anos que tem os movimentos limitados por causa de uma paralisia cerebral, costuma brincar semanalmente com os golfinhos Xinana e Coral, personagens centrais de um tratamento que melhorou a qualidade de vida do menor.
O canto mágico de Xinana e Coral - duas fêmeas com mais de dois metros - recebe as crianças no tanque do Aquário Nacional de Cuba, abrindo uma sessão na qual os pequenos tocam, beijam, jogam bola e alimentam os cetáceos, com a orientação dos treinadores Yenia Expósito e Adrián Calderón.
Os mamíferos marinhos respondem, movendo os focinhos em sinal de aprovação e as nadadeiras peitorais como se aplaudissem, ou fazendo piruetas na água, o que provoca gargalhadas nas crianças que recebem o tratamento, inclusive Javier.
"Javier tinha muita dificuldade para caminhar quando chegou aqui e agora caminha, faz exercício", explicou à AFP Amelia Vera, da equipe de Educação Ambiental do Aquário, situado às margens do mar em Havana.
"Estes tratamentos o ajudaram muitíssimo a melhorar a coordenação motora grossa, a coordenação motora fina, o aprendizado, aa linguagem e as relações humanas", disse Vera.
As crianças são portadoras de deficiências distintas, como o autismo e a síndrome de Down, e há quatro anos vão ao Aquário toda quinta-feira para uma sessão gratuita de "golfinhoterapia" ou terapia com golfinhos adestrados, com 40 minutos de duração.
Essas rotinas são parte das "Terapias educativas ambientais associadas aos mamíferos marinhos", iniciadas em 1997, explicou a vice-diretora do Aquário, Maria de Los Ángeles Serrano.
Serrano destaca que no total "400 crianças com necessidades educativas especiais" participaram destas terapias, que são um "complemento" do ensino que recebem nas escolas especiais - há 421 na ilha - e as ajudam a melhorar sua qualidade de vida.
"Trabalhamos a socialização, que as crianças se divirtam, que sejam felizes" e também "com exercícios psicomotores, que os ajudam a ganhar muito em força muscular", acrescenta Serrano.
Mas "o primeiro que dizemos aos familiares é que isto não é um milagre (...), nem o Aquário é um centro de restauração neurológica", adverte.
Com jogos e exercícios, os especialistas desenvolvem habilidades nas crianças, que conseguem compensar uma deficiência irreversível como a de Javier, que apesar de seus "avanços consideráveis", nunca conseguirá andar ou falar como uma criança sadia, diz sua professora, Dunia Baños.
O Aquário, que contra com 2.500 exemplares de 300 espécies marinhas, incluindo oito golfinhos adestrados, põe todo este arsenal à disposição das terapias.
"Estas terapias não são apenas com golfinhos, incluem as tartarugas, os peixes, leões marinhos, a água, as pedras, a areia, o ar, o sol. Todo o entorno favorece atividades distintas com as crianças e sua melhora", diz Vera.
O tratamento começa em uma aula do Aquário, onde Vera fala às crianças sobre os golfinhos, mostra imagens e pede que elas desenhem a silhueta do animal. Em seguida, as convida a brincar com eles no tanque.
"Não é que o golfinho cure, simplesmente é um estímulo para que a criança realize determinada atividade", explica Expósito, que é treinadora há 18 anos.
As emoções no tanque chegam ao clímax quando Javier é ajudado por um treinador a subir em uma prancha de surfe e desliza na água, puxado por Xinana e Coral.
Os dois golfinhos também são astros do show aquático oferecido no Aquário, visitado anualmente por milhares de cubanos e turistas.
Cada especialista tem experiências inesquecíveis para contar sobre as crianças portadoras de deficiência. Yolanda Alfonso diz que viveu a mais impressionante enquanto trabalhava com um menino paraplégico de 11 anos.
"Um dia, depois de alguns anos de treinamento, o deixamos sozinho na plataforma dos golfinhos e este menino ficou de pé sozinho e caminhou pela primeira vez na vida", lembra, emocionada, Yolanda, a primeira mulher a se tornar treinadora de golfinhos em Cuba e pioneira nos tratamentos no Aquário.
Fontes: G1 - somarvida.com.br

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Mãe de jovem com Down recorre ao MP e consegue matricular filha na BA

Adolescente começa as aulas nesta segunda-feira (4), em Salvador.
Após passar por 7 escolas, mãe recorreu à Justiça e matriculou menina.


Do G1 BA


Daniela Ribeiro, mãe de uma adolescente de 13 anos com Síndrome de Down, conseguiu matricular a filha em uma escola particular de Salvador. A menina começa o ano letivo de 2013 nesta segunda-feira (4). Segundo a mãe da garota, ela tentou a matrícula em sete escolas da capital baiana.
Segundo a Lei da Inclusão, os colégios são obrigados a acolher os alunos especiais, mas Daniela precisou recorrer ao Ministério Público e ao Conselho Estadual de Educação, para conseguir uma vaga.
"Desde outubro, a gente está em busca de uma escola para Giovana e pasmem: as escolas negam a matrícula só porque ela tem Síndrome de Down. Nós passamos por 7 escolas, que negaram a matrícula e duas aceitaram. Escolhemos ficar em uma que também não foi muito fácil, porque a princípio a escola tinha aceitado, depois ela voltou atrás dizendo que a cota de inclusão já estava completa e aí eu não aceitei. Eu briguei, eu gritei, eu esperneei e agora ela vai começar as aulas", disse a mãe.
"Eu estou me sentido feliz porque vou conhecer colegas novos, amigos novos e professores novos", disse a garota.
"Tivemos que denunciar no Ministério Público as escolas, no Conselho de Educação da Bahia também e estamos tentando ver na Justiça. Pode parecer uma coisa corriqueira para todos os pais, levar os filhos  para escola, mas para mim, vai ter um sabor de vitória”, explicou a mãe.

Conselho pede intervenção do MP em comércios sem acessibilidade

João Miguel afirma que o Conselho tentou entrar em acordo com os comerciantes, mas não conseguiu.

Tatiana Santos

TATIANA SANTOS/DEFATO
O Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência de Itabira (CMPDI) pediu intervenção do Ministério Público para notificar estabelecimentos comerciais que não oferecem condições de acessibilidade.
 
O Conselho havia pedido ações paliativas que auxiliassem na autonomia das pessoas com dificuldade de locomoção, mas segundo o vice-presidente do CMPDI, João Miguel de Abreu, poucos comerciantes atenderam. Com a intervenção do MP, os lojistas terão de elaborar um projeto de acessibilidade, com prazo a cumprir.
 
Os direitos exigidos são rampas, portas mais largas, banheiros acessíveis, piso tátil para deficientes visuais, corrimão e caixas especiais para pagamento. Na reunião ordinária da entidade, no mês de maio, foi deliberado que as notificações serão feitas. Algumas já estão em andamento.
 
De acordo com João Miguel, muitas solicitações foram feitas durante vários anos, mas até agora nada foi feito. “Desta vez, nós [Conselho e MP] fechamos uma parceria para notificar a todos”, disse.
 
João informou que se um acordo tivesse sido firmado com o conselho antes, todos seriam atendidos. Em Itabira, há aproximadamente 220 portadores de necessidades especiais que circulam diariamente pela cidade. O CMPDI tem o amparo legal do Conselho Estadual e Nacional da Pessoa com Deficiência. “Deficientes são gente. Somos consumidores também, mas nunca fomos ouvidos”, desabafou o vice-presidente.

Alunos com deficiência criam réplicas de taça da Copa: 'Será do Brasil'

Estudantes da Apae construíram réplicas com latas de achocolatado. 
Alunos têm deficiência intelectual e projeto 'Copa' tem função de inclusão.

Henrique Mendes Do G1 BA

Alunos da Apae montam réplicas da taça da Copa do Mundo (Foto: Henrique Mendes / G1)
Alunos da Apae montam réplicas da taça da Copa do Mundo (Foto: Henrique Mendes / G1)
Às vésperas do maior evento do futebol mundial, um time formado por cerca de 15 professores e 45 alunos já está em campo com o "Projeto Copa do Mundo", em Salvador. Integrados à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), espaço filantrópico que presta assistência às pessoas com deficiência intelectual, a equipe está desenvolvendo desde maio deste ano réplicas da taça do torneio da Fifa, como também pinturas de bandeiras das seleções e arquétipos em tamanho real de jogadores.
Auxiliados pelos professores, os alunos são os grandes artilheiros do projeto. Juntos, "eles mostram que a deficiência intelectual não é um inibidor da criatividade", afirma uma das pedagogas da instituição, Joselita Damasceno. Cientes disso, os educadores que integram a unidade de profissionalização, no bairro do Comércio, começaram a desenvolver, em fevereiro deste ano, o projeto e inseriram os alunos em pesquisas relacionadas às histórias das seleções, como também dos países e continentes onde estão inclusos.
"Mergulhamos no projeto. Fico até emocionada quando falo", diz Joselita Damasceno ao avaliar a adesão dos alunos às ideias propostas. Por meio dos trabalhos, ela explica que os estudantes foram divididos em três turmas com atividades distintas. A primeira ficou responsável por desenvolver 20 réplicas da taça da Copa; a segunda ficou com a função de pintar bandeiras das 32 seleções que irão participar dos jogos; a terceira foi designada a criar arquétipos de jogadores das 10 seleções que irão mandar jogos, em Salvador. 
"Estou emocionada com o trabalho", diz a pedagoga Joselita   (Foto: Henrique Mendes / G1)"Estou emocionada com o trabalho", diz pedagoga
Joselita Damasceno (Foto: Henrique Mendes/G1)
A criação da réplica da taça, segundo Joselita Damasceno, foi norteada pela noção de reciclagem. Durante os estudos para o desenvolvimento do projeto, ela detalha que os professores identificaram que uma lata de achocolatado poderia ajudar os alunos na elaboração do objeto. Os estudantes entenderam e têm executado a ideia.
Na prática, detalha a pedagoga, o eixo da réplica é lata de achocolatado. A base de sustentação é formada pela tampa do próprio produto. Já no topo do objeto fica uma bola de isopor. No percurso de construção, os produtos são colados e, em seguida, passam por uma técnica de papietagem, onde o produto é coberto por pedaços de papel. Com as etapas concluídas, a taça é pintada até que atinja a tonalidade mais próxima da oficial.
"Aqui eles desenvolvem ações de integração, envolvimento e descoberta. Eles não tinham noção do efeito final", avalia a pedagoga ao revelar a surpresa dos estudantes. Jéssica de Oliveira, de 21 anos, é uma das alunas da instituição que mostra empolgação com descobertas apreendidas durante os trabalhos.
"A gente pega a lata e começa a montar a taça. Depois a gente começa a pintar. Eu amo pintar. Isso tudo é muito importante", disse a estudante.  Ao lado dela, o colega Ramon Portela, de 19 anos, aproveitou para falar do entusiasmo não só com o projeto, mas também com a seleção brasileira. "Eu assisto a todos os jogos. Neymar e Hulk são os melhores jogadores. O Brasil vai ganhar", afirma.
Arquétipos de jogadores também foram montados por alunos (Foto: Henrique Mendes / G1)Arquétipos de jogadores também foram montados
por alunos (Foto: Henrique Mendes / G1)
O clima de confiança percorre as demais turmas que integram o "Projeto Copa do Mundo". Na sala onde são feitas as pinturas das bandeiras, a professora Terezinha Barbosa, que atua na Apae desde 1991, fala sobre a mobilização dos estudantes. "Eles se uniram para o projeto. Quando se fala em Brasil, em seleção, eles se animam", afirmou.
Na sala onde os alunos montam os arquétipos de jogadores, a professora Rita de Cássia Sampaio Almeida, que está há dois anos na instituição, também já fala sobre o clima de festa. "Eles estão entusiasmados. Sem contar que junto com as pesquisas sobre as seleções, elas estão aprendendo um pouco sobre os países e continentes", relatou.  Na turma da professora Rita, o estudante Maurício Santos, de 20 anos, concluiu com entusiasmo. "A taça será do Brasil. Vamos vencer".
Todas as criações dos alunos serão expostas na instituição no próximo dia 11 de junho, quando alunos e professores entram em um período de recesso de um mês. A exposição será integrada aos festejos juninos da Apae.
Alunos pintam bandeiras e entram no clima da Copa: 'Vamos Vencer' (Foto: Henrique Mendes / G1)Alunos pintam bandeiras e entram no clima da Copa: 'Vamos vencer' (Foto: Henrique Mendes / G1)Fonte:g1.globo.com

Ebola tem taxa de mortalidade de 90%; entenda a doença

                                      Reprodução


Mais de 200 pessoas morreram vítimas de um subtipo altamente contagioso do vírus Ebola na Guiné, tornando este um dos surtos mais letais da doença, informou a Organização Mundial da Saúde.

Click AQUI para ver o vídeo.

Fonte:videos.bol.uol.com.br

Nova técnica dá esperança a pacientes com lesão na medula

Camila Maciel Da Agência Brasil


Getty Images/Huntstock"Uma condição crônica, irreversível, incurável". Era assim que o neurologista Acary Bulle, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), explicava aos alunos do curso de medicina a situação dos pacientes com lesão na medula espinhal. Agora, a descrição da doença começa a mudar. Um novo método cirúrgico está ajudando pacientes com paraplegia ou tetraplegia a recuperar movimentos e funções perdidos pelo trauma medular. Feita por laparoscopia e implantação de neuroestimuladores, a técnica aplicada desde 2012 por uma equipe multidisciplinar do Hospital São Paulo, da Unifesp, beneficiou quatro pacientes no processo de reabilitação.

A cirurgia consiste em implantar um neuroestimulador na região abdominal que vai se ligar, por meio de eletrodos, aos nervos femorais, que controlam o músculo quadríceps da coxa; aos nervos ciáticos, que controlam os pés e o quadril, e ao nervo pudendo, responsável pelo controle da urina e das fezes. O ginecologista Nucelio Lemos, que trouxe a técnica para o Brasil, explica que a neuroestimulação dos nervos existe desde a década de 1980. A novidade é o local de implante dos eletrodos. "Em vez de colocá-los na coluna, implantamos os eletrodos após a formação dos nervos, possibilitando respostas mais específicas aos estímulos elétricos".

Apenas quatro países (Suíça, Áustria, Alemanha e França) têm profissionais habilitados a fazer o procedimento. De acordo com Lemos, pouco mais de 100 pessoas foram operadas no mundo. Algumas delas, inclusive, voltaram a andar com a ajuda de muletas. "Um paciente da Suíça, hoje, anda 1,5 quilômetro e, quando ele desliga o neuroestimulador, caminha 30 metros, porque ele ganhou esse controle", relatou Lemos, que fez estágio no país. O método não está disponível pelo Sistema Único de Saúde. O custo das quatro operações, que fica em torno de R$ 300 mil cada, foi pago pelos planos de saúde dos pacientes.

O estudante Francisco Moreira, 25 anos, foi operado em dezembro do ano passado. O jovem é o primeiro caso de tetraplegia que se beneficiou da técnica no país. Ele tem uma lesão medular grave causada por um acidente com esqui há cinco anos. Francisco apresentava dificuldades para elevar os cotovelos acima dos ombros, mãos em garra e incontinência urinária. "Mudou a minha sensibilidade, na sola do pé, sinto a descarga do peso. O toque, quando estou com a meia dobrada dentro do sapato, sinto", relatou. Agora, ele mantém a coluna ereta sem necessidade de apoio nas costas e consegue dormir a noite inteira sem precisar utilizar a sonda para retirar a urina.

Francisco usa um aparelho externo, uma espécie de controle remoto, para ativar determinados eletrodos e estimular áreas de acordo com os movimentos que deseja. "O aparelho tem várias programações. Uma delas é a opção repouso, que é para quando não estou fazendo nenhuma atividade", disse. Ele explica que o aparelho fica ligado para evitar os espasmos e esfincteres contraídos (músculos que controlam fezes e urina). O tratamento envolve também um processo de reabilitação intensa com fisioterapia. São necessárias pelo menos dez horas semanais de exercícios intensos para ganho da massa muscular e coordenação.

O sucesso da neuropelveologia, como a especialidade foi nomeada, depende da gravidade e do tempo da lesão. "Quanto mais precoce, maior o ganho. Apesar de não conseguimos achar os usos clínicos seguros para as células tronco, sabemos que elas existem no organismo. Logo após o trauma, elas estão mais presentes e é por isso que tem mais ganhos", explicou. O paciente com maior tempo de lesão, operado no Brasil, tinha 11 anos do acidente e também apresentou resultados. A especialidade foi desenvolvida a partir de 2003 pelo médico francês Marc Possover, radicada na Suíça.


quinta-feira, 5 de junho de 2014

Discriminação de pessoas com HIV passa a ser crime

Demissão, Recusa de INSCRIÇÃO los Escola, segregação e negação de Tratamento de Saúde estao empreendedorismo como Condutas incluidas na lei sancionada Ontem, JA los vigor, Que preve pena de 1 a 4 anos de Prisão

Parecer de Aloysio manteve todas as Hipóteses de Caracterização Fazer crime
 Foto: José Cruz
A discriminação contra PESSOAS COM HIV podera resultar EM Prisão de Um a Quatro Anos. O novo crime FOI sancionado Ontem Pela presidente Dilma Rousseff um e Entrou los de vigor com a Publicação da Lei 12.984/2014 nenhuma Diário Oficial da União. A lei caracteriza Como discriminação Condutas Como recusar INSCRIÇÃO Escola em, Negar Emprego, demitir, segregar nenhum Ambiente escolar UO de Trabalho, recusar Tratamento de Saúde e Divulgar a Condição de Pessoa com HIV com intuito de ofender.
A tipificação da exoneração UO demissão Chegou um excluída serviços Pela Câmara, mas when uma proposal Voltou AO Senado, Neste Ano, FOI Aprovado o Parecer Contrário de Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), o Opaco manteve Todas como Hipóteses de Caracterização fazer crime.
A tipificação do crime de fazer discriminação de PESSOAS COM HIV FOI proposal originalmente los 2,003 Pela entao senadora Serys Slhessarenko (PLS 51/2003).

Vídeo – A reação deste menino autista contra o bullying nos deixou sem palavras

Uma das coisas mais difíceis de se fazer quando você sofre bullying é enfrentá-lo. Pior ainda é enfrentá-lo sem que o problema se agrave.

da Redação

E é exatamente isso o que torna a atitude de Jake mais extraordinária. Jake é um jovem autista que se defendeu dos valentões da sua classe ao desabafar durante uma das aulas de educação física. A atitude corajosa foi filmada como parte do projeto “The Bully Project”, uma campanha de ação social que pretende acabar com o bullying.



“Hum”, disse ele um pouco trêmulo, tentando se manter centrado. “Eu… Não acho que vocês realmente me enxergam como uma pessoa. Eu acho que vocês me veem como um grande alvo. Vocês estão sempre me deixando fora de tudo… Nunca prestam atenção em mim ou em qualquer coisa que eu digo.”
“Eu quero tentar ser amigo de vocês, mas vocês não tentam ser meus amigos”, continuou. “E isso me faz sentir muito… Mal.”

Em entrevista ao Upworth, Jake disse que, desde o dia da gravação do vídeo, as coisas passaram a rolar muito melhor:

“O bullying tem causado um grande impacto na minha vida, mas depois que o vídeo foi gravado eu fiz muitos amigos… Às outras crianças autistas, eu aconselho que, se vocês estão sendo intimidadas, tentem pedir para que parem e não reaja. Se isso não funcionar, recorra a um adulto. Pode parecer difícil, porque nós não conseguimos lidar com tanto estresse assim como outras crianças que não têm autismo, mas você vai conseguir passar por cima disso e se tornará uma pessoa ainda mais incrível – na verdade, você já é!”

Medicina ainda longe de solucionar o trauma da paralisia

Como nenhuma tecnologia desenvolvida conseguiu regenerar os neurônios perdidos por lesão medular, reabilitação tenta intensificar estímulos neurais e motores.
Por Aldrin Jonathan

Diretor do  Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – IMREA HC FMUSP
Diretor do Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – IMREA HC FMUSP
O Dia dos Namorados promete ser diferente neste ano. Para o dia 12 de junho, está marcado o jogo inicial da Copa do Mundo de Futebol e possivelmente a paixão interpessoal cederá espaço ao sentimento pelo esporte que foi criado em terras britânicas. Boa parte do País estará com os olhos voltados para o Itaquerão, estádio do Sport Clube Corinthians Paulista, em São Paulo, para ver a bola rolando entre Brasil e Croácia. Isso todo mundo sabe, entretanto o marco não é apenas futebolístico, dando início ao segundo mundial em terras brasileiras, depois de 64 anos, mas apresenta uma inovação científica que futuramente poderá mudar a vida de portadores de necessidades especiais, auxiliando nos processos de reabilitação de lesados medulares.
Está prevista uma demonstração pública de exoesqueleto controlado por estímulos neurais que, pelo menos em expectativa, auxiliará um jovem paraplégico a dar o pontapé inicial da partida. A tecnologia faz parte da pesquisa Andar de Novo, liderada pelo pesquisador brasileiro Miguel Nicolelis, da Universidade de Duke (Estados Unidos) e que se baseia no estudo da interface cérebro-máquina. A roupagem metálica, conectada ao cérebro do paciente, é controlada por meio de estímulos nervosos advindos da região cerebral e possibilitará que o paraplégico ande e dê um chute na bola.
A lesão medular se caracteriza por trauma na estrutura neurológica no canal medular, localizado na coluna vertebral. A medula é uma continuação do sistema nervoso central, que tem o cérebro como prolongamento inicial. Pessoas com lesão medular possuem graves limitações motoras e sensoriais, o que, por consequência, estimula patologias secundárias, como diabetes, sedentarismo e quadro de osteoporose, bem como doenças cardiovasculares, decorrentes da falta de movimento. Segundo dados do IBGE de 2010, 5% da população declara ter deficiência motora, o que corresponde a cerca de 10,5 milhões de brasileiros.
Histórico
Estudos e a assistência no tratamento de reabilitação da pessoa com lesão medular só se iniciaram a partir da Segunda Guerra Mundial. A guerra deixou muitos homens em idade produtiva com dependência motora e este cenário contribuiu para que a medicina passasse a visar a reinserção e inclusão dessas pessoas na sociedade. No Brasil, a preocupação com a reabilitação das pessoas com lesão medular é bastante recente, iniciada na década de 50 para viabilizar o tratamento de poliomielite. Ao mesmo tempo, foram construídas faculdades de fisioterapia e terapia ocupacional e desenvolvidas áreas ligadas à reabilitação.
De acordo com dados do Ministério da Saúde que constam das Diretrizes de Atenção à Pessoa com Lesão Medular, a incidência de novos casos no Brasil é de 40 por milhão de habitantes a cada ano, ou seja, cerca de 6 a 8 mil. Destes, 80% das vítimas são homens e 60% se encontram entre os 10 e 30 anos de idade. Grande parte das lesões é causada por violências exteriores, como acidentes automobilísticos ou de trânsito, quedas de altura, mergulhos em águas rasas e ferimentos com arma de fogo. O trauma interfere na comunicação cérebro e corpo e impede a transmissão de estímulos sensoriais, no que se refere à sensação de dor e temperatura, e neurofisiológicos, como a regulação de suor e urina.
Tecnologia
Diante deste cenário, pesquisas na área de reabilitação tentam aumentar a expectativa e a qualidade de vida dessa população. A maioria das pessoas que sofrem traumas medulares acaba ficando dependente de cadeira de rodas. Atualmente os processos de reabilitação se baseiam na tentativa de melhorar aspectos físicos possíveis dos lesados. Para o pesquisador do Laboratório de Engenharia Biomédica da Escola Politécnica, André Fabio Kohn, os conhecimentos relacionados à medula espinhal e ao cérebro ainda são muito escassos, devido à “complexidade” e “grande mistério” do sistema neurológico humano. “Para o estudo do cérebro existem milhões de anos pela frente”, brinca. “É o grande desafio de estudo. Se a medula espinhal humana não fosse tão misteriosa, possivelmente as tecnologias seriam melhores”, completa.
Paciente com paraplegia durante treinamento da marchautilizando a tecnologia de Estimulação Elétrica Neuromuscular
Paciente com paraplegia durante treinamento da marcha
utilizando a tecnologia de Estimulação Elétrica Neuromuscular

Atualmente há três eixos de pesquisa que estudam a possibilidade de intervenções externas em pacientes paraplégicos e tetraplégicos, explica o diretor clínico da Rede de Reabilitação Lucy Montoro, Daniel Rúbio de Souza. A primeira linha de pesquisa visa à construção de órteses ou exoesqueletos mecânicos. Essa linha tenta associar corpo e máquina, sendo possível ao lesado medular controlar o aparelho por dispositivos acoplados ao sistema ou por estímulos neurais. “Não há um nível prático para a aplicação das órteses. Já acontece a disponibilização no mercado em mais de um modelo, mas ainda são instrumentos gigantes e pesados. No entanto, é a área que está caminhando mais rapidamente”, avalia.
A segunda linha pesquisa a possibilidade de regeneração neural por meio dos estudos com célula-tronco. O objetivo é fazer com que esse tipo celular se transforme em um neurônio e recupere a função motora perdida com o trauma. “Em humanos nenhuma dessas técnicas até hoje obteve sucesso”, comenta Souza, embora apresente resultados promissores em animais.
A terceira linha de estudo destina-se a pacientes com trauma medular incompleto, ou seja, não tiveram perda total do movimento abaixo do nível de lesão. Como ainda não há nenhuma técnica eficaz de regeneração neural total ou parcial de pacientes com limitação de locomoção, muitas pesquisas tentam encontrar outras formas de estimulação do sistema nervoso para proporcionar a realização de determinados movimentos.
Paciente é auxiliado por aparelhorobótico na realização da marcha bípede
Paciente é auxiliado por aparelho
robótico na realização da marcha bípede
Cada eixo de estudo possui inúmeras áreas específicas. Cientistas do mundo todo tentam compreender o funcionamento do cérebro e da medula, no entanto muita coisa ainda é ignorada. O pesquisador André Kohn acredita que a interdisciplinaridade é importante na criação de novas tecnologias, no entanto o Brasil estaria atrasado em relação ao desenvolvimento dessas pesquisas. “Talvez no futuro, com conhecimento mais apurado, seja possível construir tecnologias mais fáceis de serem usadas. Para isso deveria haver um financiamento adequado, uma prioridade. O País ainda está um pouco longe de onde poderia estar”, diz.
Perspectivas
“A tecnologia, a engenharia, particularmente a eletrônica, é essencial na inovação e no avanço da medicina, sem isso não há avanço”, avalia Alberto Cliquet Júnior, do Departamento de Engenharia Elétrica e de Computação da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC).
Há 25 anos o pesquisador se dedica ao estudo de reabilitação de pacientes com lesão medular e recentemente desenvolve trabalho que utiliza a tecnologia de Estimulação Elétrica Neuromuscular, no Laboratório de Biocibernética e Engenharia de Reabilitação (Labciber), com aplicação no Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A inovação permite a estimulação do sistema nervoso do paciente por meio da geração de impulsos elétricos de baixa intensidade, processados via arco-reflexo, aplicados sobre eletrodos que são colocados sobre a superfície da pele.
O objetivo é estimular a marcha bípede de pacientes com lesão medular incompleta, com enervação cerebral intacta. Após um tempo de tratamento, os pacientes conseguem gerar sensações e atos voluntários. Por semana, o hospital atende cem pacientes e cerca de 10 mil ao ano, encaminhados pelas Diretorias Regionais de Saúde. Os resultados indicam que os movimentos realizados pelos pacientes no tratamento, como a marcha bípede, melhoram a função cardiovascular e a reversão da osteoporose.
De acordo com o pesquisador, um paciente com trauma medular perde na tíbia, ou nos ossos longos em geral, 40% da massa óssea em um ano e meio após a lesão. “Uma mulher na pós-menopausa perde 20% disso, ou seja, o lesado medular perde em um ano o dobro do que a mulher perde ao longo da vida”, diz. Para ele, essas complicações associadas às consequências à saúde acometidas pelo trauma ainda viabilizam óbitos por lesão medular, principalmente por aqueles que não têm acesso às tecnologias. “A ocorrência de óbitos existe até hoje, e se deve à falta de acesso do paciente a serviços de atendimento.”
Entraves
“Temos ainda um déficit no número de programas de reabilitação oferecidos em relação ao número de pacientes”, avalia Daniel de Souza. Para o diretor clínico do Instituto Lucy Montoro, as equipes cirúrgicas e de pronto-socorro ainda não estão familiarizadas com os cuidados que deveriam oferecer aos lesados medulares. “Na fase inicial do tratamento, ainda não há uma preocupação para que os pacientes sejam encaminhados o mais breve possível para a reabilitação. A equipe que está atendendo esse paciente, mesmo que não tenha nada a ver com a reabilitação, é responsável por ele ser incluído no programa de reabilitação”, critica.
De acordo com o professor, muitos pacientes não recebem orientações de como prosseguir o tratamento e chegam às clínicas de reabilitação com diversos problemas. “O lesado vai para um hospital periférico e fica esperando atendimento. Se ele ficar muito tempo aguardando em cima de uma maca, ele pode ter uma ferida, que pode se formar em duas horas. Muitas vezes os pacientes ficam três dias para serem transferidos para um hospital no qual passarão por cirurgia de coluna”, avalia.
Em relação às pesquisas, muitas requerem implantes de aparelhos capazes de detectar informações dos comandos emitidos da coluna ou do cérebro, ou mesmo capazes de estimular a região neural, no entanto essas práticas são invasivas e prejudiciais aos pacientes. “Tem toda uma história de implantes para pacientes com lesão medular, injeção de estimuladores, que até os anos 2000 não foram bem-sucedidos em função de falha na tecnologia. (…) Ao longo dos anos houve acidentes que levaram inclusive à morte de pacientes”, explica Cliquet.
Sem um direcionamento claro dos inúmeros estudos na área, os institutos de reabilitação, como a Rede Lucy Montoro, ligada ao Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas de São Paulo, apostam em tecnologias complementares à terapia convencional. É o caso da robótica, que vem auxiliando nos processos de estimulação de movimentos para pacientes.
De acordo com Daniel de Souza, diretor clínico da Rede, para um paciente que tem possibilidade de andar é mais eficaz estimular a sua caminhada numa esteira, com auxílio de terapeutas, do que deixá-lo tentar andar sozinho. “A robótica vai conseguir dar uma qualidade de estímulo melhor do que o terapeuta. No futuro que eu imagino, o terapeuta será mais um planejador do que alguém que vai trabalhar com as mãos. Acho que vamos caminhar para isso”, completa.
Box
Até o momento, os pacientes são encaminhados para as clínicas de reabilitação por meio das Unidades Básicas do Sistema Único de Saúde. Na Rede de Reabilitação Lucy Montoro, os programas para lesado medular dependem do tipo de trauma, paraplegia ou tetraplegia. Em média duram de 6 a 8 meses, dependendo do caso.

Fonte:usp.br

Ignorar aviso em vagas destinadas à deficientes gera transtornos e multa

Estacionar em desacordo com a sinalização é infração de trânsito.
Rio-pretense colou cartaz embaixo de placas para 'avisar' motoristas.

Do G1 Rio Preto e Araçatuba

É muito comum encontrarmos motoristas parados, sem necessidade, em vagas especiais para deficientes físicos em São José do Rio Preto (SP). Sempre há uma desculpa, a maioria diz que é só um minutinho.

O que para alguns motoristas são só uns minutinhos para o deficiente que tem vaga garantida por lei é o início de um transtorno. Como muitos têm a mobilidade reduzida fica difícil estacionar longe de onde se pretende ir.

A médica Miriam Mari Martins sabe muito bem o que é isso. Ela tem dificuldades para andar e precisa da vaga especial sempre que sai de casa.  Em frente o consultório dela o estacionamento nem sempre é respeitado. “Atrapalha agente, para que tenhamos uma vida comum, já que não somos tão comuns assim. Onde tem vaga para deficiente, o minutinho de cada um vira o dia todo”, comenta.

Muita gente esquece que estacionar em local em desacordo com a sinalização é uma infração de trânsito, com punição de multa e pontos na carteira. “é uma infração leve, com três pontos na carteira e R$ 53 de multa. Mas, o veiculo é removido mediante guincho no PAT”, explica o tenente da Polícia Militar Ederson Pinha.

Em Marília (SP), o Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Deficiente chamou a atenção de motoristas ao colocar várias cadeiras de rodas nas vagas rotativas comuns de estacionamento, no centro da cidade. A ideia quis conscientizar, já que os deficientes, muitas vezes encontram veículos de pessoas sem necessidades especiais parados em locais reservados.

Foi depois de ver essa campanha que o consultor Fernando Sérgio Ferreira teve a ideia de colocar uma mensagem abaixo de uma placa que reserva uma vaga especial. Para ele, o simples gesto é uma maneira de dar um puxão de orelha em quem não se importa com o próximo.

Rio-pretense colou cartaz em placa na frente de sua casa (Foto: Reprodução / TV TEM)
Rio-pretense colou cartaz em placa na frente de sua casa (Foto: Reprodução / TV TEM)
O estacionamento fica bem ao lado da casa dele. Todos os dias, Fernando acompanha as dificuldades de quem precisa parar ali. “Às vezes tem um ou dois veículos não autorizados e as pessoas não estão nem aí, elas se esquecem do problema dos outros, que é muito mais grave”,

Os motoristas com deficiência física precisam de um cartão próprio para estacionar nas vagas especais. Eles devem procurar a Secretaria de Trânsito, Transportes e Segurança ou o Poupatempo pra fazer esse cartão. É preciso apresentar laudo médico comprovando a deficiência.