sábado, 14 de junho de 2014

Para ampliar acessibilidade, Gol testa atendimento em libras

O Estado de S.Paulo

Cliente poderá falar com atendentes da companhia aérea em tempo real usando terminais especiais em
aeroportos


Marina Gazzoni

FELIPE RAU/ESTADÃO


Intérprete.
Tradução instantânea de libras é feita por vídeo

A Gol iniciou na semana passada um projeto piloto para melhorar o atendimento a deficientes auditivos. A empresa instalou dois terminais nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos que permitem ao usuário se comunicar com os atendentes da Gol usando a Língua Brasileira de Sinais (Libras). A meta da empresa é colocar a plataforma em pelo menos dez aeroportos até o fim do ano.

Por meio do terminal, o usuário pode se conectar por vídeo a uma central de
tradução. Um intérprete fluente em Libras traduzirá as palavras do passageiro
para um funcionário da Gol no aeroporto, em tempo real. No momento, a Gol mantém seis atendentes que dominam a língua de sinais. O serviço está disponível de segunda a sexta, das7hàs19h, e aos sábados entre 7h e 13h.

A equipe de callcenter é terceirizada, formada por colaboradores da Amigos
Metroviários dos Excepcionais (AME), uma instituição sem fins lucrativos que da consultoria a empresas sobre projetos de acessibilidade.

A iniciativa faz parte de um projeto da Gol para aprimorar o atendimento a
pessoas com necessidades especiais, disse o diretor de operações aeroportuárias da empresa, André Lima. “Fizemos estudos no fim do ano passado e entendemos que precisamos de soluções que permitam que esse passageiro tenha mais autossuficiência.”

No ano passado, dos 36 milhões de passageiros transportados pela Gol, cerca de 1 milhão informaram ter necessidades especiais. Dentro desse grupo, há cerca de 15 mil passageiros surdos. Segundo dados do IBGE,cercade2milhõesdepessoasnoBrasilsãosurdasoutêm grave deficiência auditiva.

A Gol vai testar como os passageiros interagem com o terminal em junho e julho.

Até o fim do ano, a empresa oferecerá o atendimento em libras nos principais
aeroportos – Santos Dumont, Galeão, Brasília, Confins, Porto Alegre, Curitiba,
Fortaleza, Recife e Salvador, além dos aeroportos de Congonhas e Guarulhos.

Dificuldades. A presidente da Associação dos Deficientes Auditivos-Visuais e
Deficientes Auditivos (Adavida), Aparecida de Fátima Negresiolo, não consegue citar uma empresa que preste atualmente atendimento adequado para o cliente surdo.“Algumas empresas oferecem um número de telefone específico para atender deficientes auditivos, mas, na prática, isso não vem funcionando bem”, diz. Um dos pleitos das ONGs que lutam pela inclusão social da população surda é a contratação de intérpretes em libras em locais públicos.

A Caixa Econômica Federal é uma das empresas com projetos mais avançados nesta área. O banco começou a treinar os funcionários para atendimento em libras em 2008 e atualmentepossuicercade4miltrabalhadores que compreendem a linguagem de sinais. O banco também oferece atendimento específico na sua central de atendimento para esse público. Só em 2013, o banco recebeu 69,6 mil ligações neste canal.

● Atendimento especial
1 milhão de passageiros da Gol em 2013
tinham necessidades especiais


15 mil eram surdos

Acessibilidades da Cidade do Rock

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Foi uma experiência única, com muito público, e que esperam, repetível – em que música e diversão se fundiram como nunca antes tinham visto.
Da observação e passeio pela cidade do Rock verificaram o seguinte em relação às condições de acessibilidade:
1. Estacionamento reservado
- Existência de estacionamento reservado para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida (com dístico), mesmo em frente à entrada principal;
- Os acompanhantes das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, cujo veículo não possuísse dístico, só podiam aceder à entrada principal da Cidade do Rock para tomada e largada de passageiros.
2. Voluntários
- Uma equipa de cerca de 50 voluntários – 33 da SCML e 15 do Rock in Rio – estiveram disponíveis para dar assistência aos festivaleiros com deficiência ou com mobilidade reduzida;
- Os voluntários disponibilizaram apoio, tanto ao nível da alimentação/bebidas, como noutras necessidades emergentes.
3. Shuttle da Santa Casa
- Cedência de transportes de ida e volta para as pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida;
- O serviço era gratuito e funcionava de meia em meia hora a partir do Centro de Apoio Social de Lisboa, no número 64 da Rua do Açúcar;
- A chegada deste transporte era feita no estacionamento para indivíduos com deficiência ou com mobilidade reduzida, junto à entrada reservada para este efeito, no pórtico principal.
4. Interior do recinto do Rock in Rio
- Existência de duas plataformas da SCML com acesso para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida (PMR), uma junto ao Palco Mundo e outra junto ao Palco Vodafone, onde um acompanhante/PMR podia permanecer;
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- Todas as pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida tinham também acesso a uma fila prioritária na Roda Gigante, no entanto, apesar do percurso ser acessível até à roda, a entrada para esta só era possível com a ajuda de voluntários ou pessoas amigas;
- Transporte disponível dentro do recinto em carrinhos de golfe, exclusivos para pessoas com mobilidade reduzida (exceto em cadeira de rodas). O ponto de partida fazia-se no pórtico da entrada principal do recinto;
- Transporte disponível dentro do recinto em shuttle adaptado e exclusivo para pessoas em cadeira de rodas e o ponto de encontro era junto do hospital;
- Duas casas de banho acessíveis incorporadas nas plataformas;
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Fonte:lisboainacessivel.wordpress.com

Medidas da cadeira de rodas

As medidas da NBR 9050 só servem para cadeiras dobráveis
Taí um tema que pode dar muito prejuízo e dor de cabeça: medidas de uma cadeira de rodas. Ao comprar uma cadeira, você deve ter em mente que ela será a extensão do seu corpo. Portanto deve encaixar perfeitamente em você. Quanto mais justa ao corpo, sem apertar, melhor. O ideal é que não tenha nenhum espaço entre o corpo e a lateral da cadeira. Mas é fundamental que não esteja apertando. Como a gente não tem a sensibilidade normal, tem que ser no visual mesmo, e fazendo o teste, enfiando o dedo na lateral não deve ser difícil retirar. 

Medidas do formulário de compra da TiLite
Para definir as medidas ideais para sua cadeira de rodas, você deve consultar um fisioterapeuta com experiência nessa área. As medidas são separadas por segmento, sendo tronco, pernas e braços, o fisioterapeuta faz todas as medidas. Na norma NBR 9050 há algumas medidas padrão utilizadas em cadeiras de rodas dobráveis ou em X, estas da primeira figura. Elas servem para ter uma ideia de quantas medidas estão envolvidas em uma cadeira de rodas, e olha que faltam ali as medidas de ângulos, como do encosto e do apoio de pés, estes que constam do formulário de compra da cadeira TiLite, na figura acima.

Mesmo seguindo todas as medidas de um fisioterapeuta experiente, uma recomendação que sempre dou: faça test drive. Em um test drive é possível determinar também as melhores medidas de ângulo, caso não esteja familiarizado. O negócio é experimentar cadeiras com ângulos diferentes e identificar qual é mais confortável. Não varia tanto quanto parece, há ângulos pré determinados.

 A melhor opção para testar cadeiras hoje em dia é a Reatech, a feira de tecnologia assistiva, apesar de não ter sido lá essas coisas neste ano... Mas ainda é uma opção, e como acontece só uma vez por ano, a alternativa no resto do ano é visitar uma grande loja que venda cadeiras. Aqui em Belo Horizonte, assim como na maior parte dos estados brasileiros, não há uma loja com vários modelos em exposição para testar. A solução é partir para São Paulo ou Rio de Janeiro para ir a uma loja. Vale a pena pagar a passagem de avião para testar uma cadeira de rodas.

Um dos piores erros ao comprar uma cadeira de rodas é errar na largura. As outras medidas geralmente são customizáveis, mas a largura não tem jeito. Se a pessoa insistir em usar uma cadeira maior ou menor do que o ideal na largura, vai ficar dançando nela (e estragando ainda mais a coluna) ou ficará apertado o dia todo, o que pode gerar escaras com o tempo.

Portanto, fica a dica: não vacile nas medidas. Faça test drive. Senão as consequências podem ser cruéis.

Após 'ignorar' exoesqueleto, diretor de câmeras da transmissão é demitido

Yahoo Esporte Interativo
Exoesqueleto
Transmissão praticamente ignorou chute inicial com exoesqueleto


Um dos momentos mais esperados da abertura da Copa, o chute inicial com um deficiente usando o exoesqueleto foi praticamente ignorado pela transmissão oficial. No momento, as imagens recuperadas mostravam a chegada do ônibus do Brasil à Arena Corinthians. Por conta disso, o diretor de câmeras responsável pelo controle das imagens foi demitido.


O pontapé apareceu para o público por apenas alguns segundos e sem ser ao vivo. O fato de o momento ter sido transmitido apenas com imagens recuperadas repercutiu de maneira negativa entre os telespectadores, que reclamaram bastante nas redes sociais. 

A função do exoesqueleto, ou robô, é fazer o que o sistema nervoso do seu usuário perdeu a capacidade de executar: transmitir os comandos de "mova-se" do cérebro até as pernas, utilizando, no lugar da medula espinhal, um sistema de "interface cérebro-máquina" (ICM) capaz de decodificar a atividade elétrica dos neurônios e traduzi-la em sinais eletrônicos digitais, compreensíveis a um robô.

Resultado: o cérebro dá a ordem, o computador faz a ligação, e quem se move é o robô - levando a pessoa "de carona" com ele. Uma tecnologia que, segundo Nicolelis, promete transformar as atuais cadeiras de rodas em "peças de museu".

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Novo implante ajuda a prevenir perda de visão em diabéticos

MONIQUE OLIVEIRA DE SÃO PAULO


Um implante biodegradável capaz de liberar uma medicação dentro do olho de forma gradual, por até seis meses, chegou recentemente ao Brasil e pode ajudar a combater a perda de visão entre pacientes diabéticos.

O dispositivo contém dexametasona, um medicamento anti-inflamatório da classe dos corticosteroides que é capaz de combater o edema macular, acúmulo de líquido na mácula (parte central da retina, na parte posterior do olho).

O edema macular é uma complicação grave entre diabéticos e pode levar à perda da visão. Normalmente, ocorre entre os pacientes que não têm bom controle da glicemia. Isso porque as variações de açúcar no sangue inflamam os vasos sanguíneos, que ficam mais permeáveis. Assim, podem ocorrer vazamentos de líquido para o exterior dos vasos.

O diabetes é a principal causa de cegueira entre adultos de 20 a 65 anos. No Brasil, existem 6 milhões de pessoas com baixa visão e 582 mil cegos, segundo o último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Editoria de Arte/Folhapress

Hoje, o tratamento para o edema macular é feito com laser e injeções bimestrais. Os medicamentos injetados, porém, são menos potentes que a dexametasona, segundo especialistas.
"A substância não é usada nas injeções convencionais porque sua ação é muito rápida, de horas", diz Paulo Augusto Mello, oftalmologista e consultor da Allergan, que fabrica o Ozurdex, nome comercial do implante.

"Seriam necessárias muitas injeções."
A principal vantagem do implante, segundo Mello, é a sua tecnologia, que permite o uso por até seis meses do medicamento sem a necessidade de uma nova aplicação.

A implantação do dispositivo ocorre sem cortes, no consultório, com uma injeção que contém o pequeno implante. O paciente toma anestesia local e todo o procedimento dura cerca de 30 minutos. Não é preciso retirar o implante, já que o organismo absorve o material.

"Esse tipo de implante é o futuro do tratamento de doenças oculares", afirma André Marcelo Vieira Gomes, presidente da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo. "A tendência é que haja mais terapias do gênero."

O dispositivo já foi liberado nos Estados Unidos e na Europa e, segundo os estudos que levaram à sua aprovação, também é eficaz contra a uveíte não infecciosa (inflamação da úvea, camada média do olho).

riscos
O implante, porém, não está isento de riscos, que envolvem infecções e o aumento da pressão intraocular. Esse aumento da pressão pode lesionar o nervo óptico, estrutura que transmite os sinais do olho para o cérebro.

"Outro risco é o surgimento de cataratas", afirma Rubens Belfort Júnior, professor do departamento de oftalmologia da Unifesp. Mas, de acordo com Paulo Augusto Mello, os riscos são mínimos e podem ser previstos.

Cada aplicação do Ozurdex custa R$ 3.267,94 e não tem a cobertura por planos de saúde. Não há previsão de chegada ao SUS. 


 

Globo 'ignora' chute de deficiente com exoesqueleto em transmissão

No momento, a transmissão mostrava imagens recuperadas da chegada do ônibus da Seleção.

Yahoo Esporte Interativo

Exoesqueleto Reprodução/Twitter
Exoesqueleto

Um dos momentos mais esperados da abertura da Copa do Mundo, o chute do deficiente utilizando exoesqueleto não foi transmitido pela Rede Globo, emissora oficial do torneio no Brasil. No momento, a transmissão mostrava imagens recuperadas da chegada do ônibus da Seleção à Arena Corinthians.

A função do exoesqueleto, ou robô, é fazer o que o sistema nervoso do seu usuário perdeu a capacidade de executar: transmitir os comandos de "mova-se" do cérebro até as pernas, utilizando, no lugar da medula espinhal, um sistema de "interface cérebro-máquina" (ICM) capaz de decodificar a atividade elétrica dos neurônios e traduzi-la em sinais eletrônicos digitais, compreensíveis a um robô.

Resultado: o cérebro dá a ordem, o computador faz a ligação, e quem se move é o robô - levando a pessoa "de carona" com ele. Uma tecnologia que, segundo Nicolelis, promete transformar as atuais cadeiras de rodas em "peças de museu".

Através dessa tecnologia, o deficiente conseguiu fazer com que sua perna obedecesse os comandos do cérebro e chutasse a bola.

Com Estadão Conteúdo.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Sobreviventes de câncer que fizeram mastectomia posam de biquíni para ensaio fotográfico

Fotos fazem parte de uma coleção de roupas de banho específica para mulheres que retiraram os seios.
O trauma sofrido por mulheres que retiraram os seios na batalha contra o câncer foi transformando em um ensaio fotográfico que mostra a beleza das sobreviventes da doença. As imagens fazem parte de uma campanha organizada por um grupo de estilistas que criaram roupas de banho para mulheres que fizeram mastectomia.
Mulheres que passaram por mastectomia posam para ensaio de fotos (Foto: Divulgação / Marie Claire)
Mulheres que passaram por mastectomia posam para ensaio de fotos (Foto: Divulgação / Marie Claire)
“Nós queremos incitar a autoimagem positiva das mulheres que passaram pela cirurgia, mostrando que você pode ser completa, bela e sexy, mesmo sem um seio ou dois”, falou uma das fundadoras do site  Monikini 2.0 ao “Huffington Post”.
A coleção tem peças mais ousadas, como biquínis, e outras mais discretas, que cobrem  o corpo, como maiôs. Porém, há algumas que deixam à mostra a região do colo, bem no local em que foi feito o procedimento cirúrgico.
A coleção tem peças mais ousadas como biquínis (Foto: Divulgação / Marie Claire)
A coleção tem peças mais ousadas como biquínis (Foto: Divulgação / Marie Claire)
“Eu não quero me esconder, não quero parar de nadar, não quero passar por intensas cirurgias plásticas e não quero ser forçada a usar próteses desconfortáveis na praia”, afirmou uma das criadoras do projeto, Elina Halttunen, que inclusive posa para uma das fotos.
“Quero ser livre e ativa como era antes do câncer e o Monokini 2.0 me dá a chance de fazer exatamente isso”, concluiu.
Corajosas, mulheres mostram seus corpos para ensaio que exibe a cicatriz da cirurgia (Foto: Divulgação / Marie Claire)
Corajosas, mulheres mostram seus corpos para ensaio que exibe a cicatriz da cirurgia (Foto: Divulgação / Marie Claire)



Aplicativo chama atenção de surdos a situações de emergência

Hearing Aide foi desenvolvido pela Grey para a Singapore Association for the Deaf.

É inegável que muitos aplicativos têm a possibilidade de fazer uma diferença enorme na vida das pessoas. Em parceria com a Singapore Association for the Deaf, a Grey de Cingapura desenvolveu o Hearing Aide, um app que chama a atenção de deficientes auditivos a situações de emergência, como sirenes de ambulâncias, polícia e bombeiros, alarme de incêndio e detector de fumaça.

O Hearing Aide processa sons ambientais e transforma em notificações visuais e vibrações, que duram aproximadamente 20 segundos. Além dos alertas originais, é possível customizar outros alarmes, criando um banco de dados com notificações que seriam importantes para o usuário.

O aplicativo está disponível para Android na Google Play.

Click AQUI e veja o vídeo:


Como você pode contribuir com a acessibilidade de pessoas surdas

Como é se relacionar com uma pessoa surda? Não importa se você é um familiar próximo ou distante, se é amigo ou colega, entender o universo da surdez traz benefícios tanto para pessoas ouvintes quanto surdas.

Para ouvintes, porque ampliam seu entendimento sobre as possibilidades e capacidades humanas, que além de diversas, apresentam potenciais incríveis. E para pessoas surdas, porque assim é possível contribuir para uma melhor comunicação com ouvintes, ampliando principalmente o acesso a informação e a igualdade de direitos.

Um amigo meu, alguns meses depois de terminar o curso intermediário de Libras, teve a oportunidade de ajudar um casal de surdos que tentava com dificuldade comprar um lanche na rodoviária de Curitiba.

A pessoa que os atendia havia simplesmente desistido de compreendê-los, mas meu amigo que já tinha um nível de comunicação básico acabou intervindo e conseguiu mediar a situação, o casal conseguiu o que queria e ficaram muito agradecidos e meu amigo por sua vez foi pegar o ônibus feliz da vida, achando que o curso de Libras não poderia ter valido mais a pena!

Já escrevi aqui sobre a Libras, a Língua de Sinais Brasileira, que é um dos pontos fundamentais ao se tratar da comunicação com pessoas surdas.

Eu tenho um irmão surdo e posso dizer que, além da Libras, aprendi muito nesta experiência. O Dudu se comunica exclusivamente pela língua de sinais, ou seja, não faz leitura labial ou oralização do português. O fato do Dudu ser surdo influenciou muito na maneira como eu percebo a vida, tenho a impressão que me tornei, pela nossa relação, mais sensível a diversidade de experiências humanas.

No caso das pessoas surdas, as barreiras de comunicação ainda são inúmeras. Em grande parte devido a aspectos sociais e culturais, mas há muita beleza e potencialidade na diferença. E acredito que com educação e políticas públicas adequadas, as possibilidades de igualdade na diversidade se ampliam consideravelmente.

Bem, ter uma pessoa surda na família pode ser difícil. Mas acredite, bem mais difícil é para ela ter somente ouvintes na sua família.

E você, como pode ajudar a mudar este contexto?

As sugestões a seguir dependem muito da sua proximidade (amigo, familiar ou colega de trabalho) e da idade em que a pessoa surda se encontra. Mas todas servem para qualquer relação entre pessoas surdas e ouvintes.

1. Aprenda Libras! Saber se comunicar (mesmo que em um nível básico) pela língua materna da comunidade surda é muito importante. Se a pessoa surda for um familiar, torna-se ainda mais fundamental conhecer a Libras para estreitar os laços, trocar ideias, aprender e ensinar, compartilhar a vida.

2. Procure instituições especializadas. No caso de crianças, escolas que considerem o uso e o ensino tanto da Libras quanto do Português. Recursos didáticos, ambientes de aprendizado, dentre tantos outros aspectos da educação, precisam estar em conformidade com as especificidades da surdez. Nestas instituições é importante observar se pessoas surdas ocupam os mais variados cargos como professores, gestores ou servidores. Se quase todos forem ouvintes, a falta de referência de um adulto surdo pode levar a criança surda a se considerar menos capaz.

3. Em escolas, universidades, palestras e eventos, solicite sempre a presença de um Tradutor e Intérprete da Língua de Sinais. É um direito garantido por lei.

4. Estimule a participação da pessoa surda em grupos de surdos. Existem grupos esportivos, religiosos, dentre tantos outros, aonde a Libras é a primeira língua falada e a maioria dos integrantes é surdo. Nestes grupos é possível que a pessoa surda consiga aperfeiçoar sua comunicação em sinais, troque conhecimento e conheça outras pessoas que são surdas como ela! Esta convivência entre falantes da mesma língua faz toda diferença para o desenvolvimento, autoestima e integração social da pessoa surda.

5. Informe-se sobre os direitos garantidos por lei à pessoas surdas. Embora os efeitos na prática ainda não aconteçam de maneira efetiva, o Brasil, nos últimos anos, teve avanços significativos no campo das políticas públicas voltadas à inclusão social. Destacam-se a Lei n. 10.436 de 2002, que reconhece a Língua Brasileira de Sinais como meio oficial e legal de comunicação e expressão; o Decreto Federal 5626/2005, que regulamenta a lei 10.436 e Lei n. 12.319 de 2010, que trouxe a regulamentação da profissão de tradutores e intérpretes da língua brasileira de sinais. A Lei n. 10.098 de 2000, embora utilize o termo “deficiente auditivo” e seja mais abrangente, também estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade.

6. Procure materiais e recursos que tenham incorporados a língua de sinais. Embora não tanto quanto é necessário, existem atualmente livros, jogos, filmes e recursos didáticos que incluem a Libras. Estes materiais são muito importantes e benéficos porque frequentemente apresentam representações positivas acerca da surdez, associam Libras e Português e podem ainda aproximar surdos e ouvintes.

7. Considere sempre a experiência da pessoa surda. Se for desenvolver qualquer projeto que tenha como pressupostos acessibilidade e inclusão, procure saber como uma pessoa surda se sente em relação a sua proposta, quais são as possíveis barreiras e sugestões. Sendo ouvintes, nunca saberemos realmente como é ser surdo.

Aonde aprender Libras?
Fontes: site Papo de Homem por Ana Claudia França. - fernandazago.com.br

Jovens com deficiência são foco de reunião sobre desenvolvimento inclusivo

Centenas de ativistas e representantes de governos reunidos na sede da ONU para identificar maneiras de garantir os direitos humanos das pessoas com deficiência.

Leda Letra

A sede da ONU está recebendo a sétima sessão da Conferência dos Estados-parte da Convenção sobre Direitos das Pessoas com Deficiência. O evento segue até quinta-feira com a participação de centenas de ativistas e de representantes de governos. 

A meta é identificar maneiras práticas de respeitar os direitos, necessidades e preocupações de todas as pessoas com algum tipo de deficiência, em especial os jovens.

Envolvimento
Para o secretário-geral da ONU, é importante garantir que a nova agenda global de desenvolvimento não deixe para trás "um bilhão de pessoas com deficiência". A agenda pós-2015 está sendo definida, com foco no desenvolvimento sustentável.

Ban Ki-moon destacou a necessidade de envolver essas pessoas diretamente na implementação das metas para o desenvolvimento sustentável, já que elas sofrem com barreiras físicas, sociais e econômicas que impedem sua participação efetiva na sociedade.

Recursos
Além disso, Ban lembrou que falta acesso igualitário a recursos básicos, como educação, saúde e emprego, o que prejudica muitos jovens com deficiência de atingir todo o seu potencial. 

São 147 países que fazem parte da Convenção sobre Direitos das Pessoas com Deficiência. No último ano, o secretário-geral escolheu o ex-vice-presidente do Equador, Lenín Voltaire Moreno, para ser o enviado especial para Deficiência e Acessibilidade.

Fontes:unmultimedia.org - saci.org.br

Casal cria parque adaptado para crianças com deficiência

Deficiência nenhuma pode ser motivo para os pequenos deixarem de se divertir e aprender. Este é o lema de Rudi Fischer, o fundador do primeiro parque adaptado de São Paulo.


Daniella De Caprio, Karina Fusco e Katia Geiling / Edição: MdeMulher - Conteúdo ANAMARIA

Na foto, Viviane Brinca com o filho Joaquim. "Ver o Quim brincando e aprendendo é muito gratificante. Cada coisa que ele faz tem um significado enorme para mim", ela diz.
Foto: Alinne Tosha

Brincar é muito mais que um passatempo ou uma maneira de distrair a criança enquanto os adultos resolvem assuntos de adultos. Brincar ajuda os pequenos a conhecer o mundo, os próprios limites e até a resolver conflitos - quem na infância nunca teve que pedir desculpas a um amigo depois daquela bolada mais forte durante a queimada? Enfim, é uma das melhores formas de se preparar para a vida de gente grande que todos enfrentamos um dia.
É por isso que está lá no Estatuto da Criança e do Adolescente: toda criança tem o direito de brincar - e isso, claro, inclui os quase 30 milhões que têm algum tipo de deficiência no Brasil.
Pensando nessa turminha enorme, um executivo de São Paulo resolveu criar na cidade o primeiro parque adaptado para crianças especiais. A linda iniciativa foi uma maneira que Rudi Fischer e a mulher, Claudia Fischer, encontraram para lidar com a dor de perder a filha, Ana Laura, de 3 anos num acidente de carro.

O espaço do projeto, que recebeu o nome Anna Laura Parques para Todos, foi construído na unidade da AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente) do bairro da Mooca, conta com 15 brinquedos, entre escorregadores adaptados e balanços que acomodam cadeira de rodas. E o melhor: a proposta logo deve chegar a outras cidades (acompanhe as novidades no site annalaura.org.br). "Espaços como esse proporcionam novas experiências às crianças especiais e nos dão a possibilidade de vê-las sorrindo. Isso compensa qualquer tristeza", afirma Fischer.
Saiba como são alguns brinquedos do parque adaptado:
· Espelho vermelho: permite que uma criança que não possa virar o pescoço e olhar para os lados consiga se enxergar de todos os ângulos.
· Cama elástica: até as que não conseguem ficar em pé podem brincar. Melhora a flexibilidade dos pequenos.
· Trepa-trepa: fortalece os músculos dos braços, ótimo para crianças que usam cadeira de rodas.