sábado, 28 de junho de 2014

Seleção Brasileira de atletismo encerra participação em competição em Berlim com 37 medalhas

A Seleção Brasileira de atletismo paralímpico encerrou a sua participação na etapa de Berlim do Grand Prix IPC Athletics com a conquista de 37 medalhas – 20 de ouro, 12 de prata e 5 de bronze. A competição disputada na capital alemã é a principal meta da temporada pelos planos da comissão técnica nacional. E o resultado foi satisfatório.                                
                     

A etapa alemã, disputada de sexta a domingo, foi a oitava do principal circuito da modalidade paralímpica. Anteriormente, foram disputados em Dubai (EAU), Pequim (CHN), São Paulo (BRA), Arizona (EUA), Nottwil (SUI), Grosseto (ITA) e Tunis (TUN). Haverá ainda, no dia 25 de agosto, a final do Grand Prix, em Birmingham, na Inglaterra. Por se tratar de um meeting tradicional – esteve em sua 39ª edição -, Berlim contou com a presença de quase todos os países que se destacam no atletismo mundial. Cerca de 560 atletas estavam inscritos, de 35 diferentes nacionalidades.

“Saímos muito satisfeitos, pois estabelecemos metas e os atletas as cumpriram. Havia grandes adversários por lá, da Inglaterra, Alemanha, Japão, Estados Unidos. Foi uma competição de altíssimo nível técnico. Mesmo com o frio que fez na Alemanha, conseguimos bons resultados”, afirmou Ciro Winckler, técnico-chefe da Seleção Brasileira, citando a temperatura de até 12° C, apesar do início de verão na Europa.
A despeito da “chuva de medalhas” protagonizada pela delegação nacional, uma atleta chamou a atenção. Verônica Hipólito conquistou três medalhas de ouro – nos 100m, 200m e 400m, todas pela classe T38, para paralisados cerebrais. Sobretudo a vitória nos 100m a satisfez, já que bateu a sua algoz do Mundial de Lyon-2013. Na França, Verônica ficara com a prata ao ser superada pela britânica Sophie Hahn. Em Berlim, contudo, a brasileira ficou com a medalha de ouro ao registrar 13s12, a apenas oito centésimos do recorde mundial de Hahn (13s04).
Após intenso treinamento voltado a esta disputa, o time brasileiro já volta as suas atenções para outra competição. Entre os dias 2 e 3 de agosto, ocorrerá a primeira etapa nacional do Circuito Caixa Loterias de atletismo, em São Paulo. “Todos os atletas agora terão como meta manter a boa performance nesta etapa nacional, em agosto. Atingimos os objetivos em Berlim, mas precisamos redobrar o trabalho agora”, concluiu Ciro Winckler.


Fifa diz que vendeu quase 20 mil ingressos para deficientes e apresenta sistema para cegos em 4 estádios

Arena Pantanal oferece espaços para cadeira de rodas intercalados com assentos fixos, em altura mais elevada para facilitar a visualização.

                          

Dois dias depois da partida entre Argentina e Bósnia-Herzegovina e na véspera do confronto decisivo entre Espanha e Chile, os detalhes do plano do Maracanã para receber jogos da Copa do Mundo-2014 ainda são discutidos. Em entrevista coletiva sobre acessibilidade na manhã desta terça-feira, no próprio estádio, a Fifa anunciou que já vendeu quase 20 mil ingressos para deficientes físicos ou obesos, e detalhou algumas adaptações realizadas para receber pessoas com necessidades especiais.

“O número de compra desse tipo de ingresso foi muito alto, e ainda temos alguns ingressos para serem vendidos. Lançamos um apelo para quem está interessado. Ainda há 1.487 ingressos para as três categorias em algumas partidas, não para todas, é claro. Encorajamos pessoas com deficiência, obesos, ou de cadeira de rodas e mobilidade limitada, a comprar. 19.533 ingresos já foram vendidos”, anunciou o chefe de Responsabilidade Social da Fifa, Federico Addiechi.

Segundo a Fifa, 1% da capacidade dos estádios têm sido disponibilizada para deficientes em todos os jogos do Mundial. Entre as adaptações para receber as pessoas com necessidades especiais, a entidade citou assentos, banheiros, estacionamentos e “faixas” especiais, além de passarelas e voluntários treinados na assistência a cadeirantes.

A maior novidade contempla, particularmente, os cegos ou pessoas com visão prejudicada: um serviço de comentário descritivo das partidas, disponibilizado apenas no Maracanã, na Arena Corinthians, no Mineirão e no Mané Garrincha. Convidado especial do evento desta terça-feira, o campeão paralímpico e bicampeão mundial de futebol de cegos Anderson Dias elogiou o sistema, que experimentou na partida da Argentina.

“Ver o jogo com uma maior descrição, saber como os lances ocorreram, é de muita valia. A gente sempre briga, sempre solicita, e a Fifa disponibilizou essa acessibilidade. Esperamos muito, muito mesmo que passando a Copa esse legado continue, possa ser levado a outros lugares, para que todos os cegos tenham como assistir e se sentir incluídos”, afirmou Dias.

Além da narração do que está ocorrendo em campo, semelhante ao que é feito nas transmissões de rádio, o sistema dá os detalhes do que está ocorrendo dentro do estádio, desde a vestimenta dos técnicos até o comportamento da torcida, além de informações de serviço. A ideia, segundo a Fifa, é incluir o deficiente na experiência de estar no estádio.

“No começo da partida a narração passa uma mensagem total sobre o público, quem está ali, onde está cheio, onde está vazio, como o público está vestido, se as pessoas estão com cara pintada. No domingo destacamos que o técnico da Argentina estava de terno, arrumado, e o da Bósnia estava de agasalho. Damos inclusive informações de serviço, onde se localizam os banheiros, para a pessoa se locomover com mais facilidade no estádio, além de informações de segurança, comida. É uma prestação de serviço o mais completa possível para quem está dentro do estádio. E além disso, claro, narramos o que está acontecendo em campo. É muito rico, uma experiência completa”, afirmou Joyce Cook, diretora do Centro de Acesso ao Futebol na Europa.


Professores discutem educação inclusiva de deficientes visuais

Encontro reuniu profissionais da rede pública estadual.
Professores precisam de cursos de capacitação, diz diretora do CAP.


Cassio Albuquerque Do G1 AP

                                 Professores debateram sobre situação da educação a deficientes visuais (Foto: Cassio Albuquerque/G1)
                   Professores debateram sobre educação de deficientes visuais (Foto: Cassio Albuquerque/G1)Professores da rede estadual do Amapá trabalham para a garantia da inclusão e qualidade do ensino nas escolas públicas para alunos com deficiência visual. Nesta quarta-feira (25), num encontro com profissionais da Educação foi debatido o assunto.
A diretora do Centro de Atendimento Pedagógico ao Deficiente Visual (CAP), Zenaide Picanço, disse que mesmo com as leis que garantam a inclusão do estudante com deficiência visual nas instituições, muitas escolas precisam se adaptar para receber a demanda de alunos. “O corpo técnico das instituições precisa se capacitar para atender às necessidades desses alunos e fornecer os recursos necessários para que eles tenham um aprendizado com qualidade”, avaliou.

                                Professor João de Jesus nasceu com baixa visão (Foto: Cassio Albuquerque/G1)
                                Professor João de Jesus nasceu com baixa visão (Foto: Cassio Albuquerque/G1)
A professora Rosilene Machado trabalha há 16 anos na área e diz que ainda existe muito preconceito a ser vencido. “Os deficientes visuais ainda são injustiçados na questão de acessibilidade. Para muitos alunos nessa condição, o desafio maior é vencer o preconceito. Felizmente, temos trabalhado muito para reverter esse quadro e os resultados estão sendo satisfatórios”, disse.

O professor João de Jesus, de 33 anos, nasceu com baixa visão e acha importante que existam programas de complementação do ensino especial fora da escola. “O que percebemos é que muitos alunos com deficiência chegam ao ensino médio com conhecimento limitado sobre o uso de equipamentos que ajudam no aprendizado. Se isso fosse feito na iniciação escolar o rendimento desses estudantes seria bem melhor”, opinou.

Além dos debates, os participantes do encontro tiveram orientações de técnicos do CAP e conheceram os esportes voltados para a pessoa com deficiência visual.

Dilma sanciona Plano Nacional de Educação sem vetos

Com informações da Agência Brasil

PNE
A presidenta Dilma Rousseff sancionou, sem vetos, o Plano Nacional de Educação (PNE). O plano tramitou por quase quatro anos no Congresso até a aprovação e estabelece 20 metas para serem cumpridas ao longo dos próximos dez anos. As metas vão desde a educação infantil até o ensino superior, passam pela gestão e pelo financiamento do setor e pela formação dos profissionais. O texto sancionado pela presidenta já foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União do dia (26).


O PNE estabelece meta mínima de investimento em educação de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) no quinto ano de vigência e de 10% no décimo ano. Atualmente, são investidos 6,4% do PIB, segundo o Ministério da Educação.

O ministro da pasta, Henrique Paim, disse que está contando com os recursos dosroyalties do petróleo e do Fundo Social do pré-sal para cumprir as metas estabelecidas, mas reconheceu que o governo terá que fazer um grande esforço. “Como temos dez anos, precisamos fazer uma grande discussão, verificar exatamente as fontes que nós temos e ver no que é preciso avançar. É óbvio que a União terá que fazer um grande esforço, mas sabemos também que os estados e municípios terão que fazer também um grande esforço, um esforço conjunto tanto no cumprimento das metas como no financiamento”, disse hoje (26) em entrevista coletiva sobre a sanção do PNE.

Um ponto que desagradou o governo durante as discussões no Congresso e que foi mantido no texto foi a obrigatoriedade de a União complementar recursos de estados e municípios, se estes não investirem o suficiente para cumprir padrões de qualidade determinados no Custo Aluno Qualidade (CAQ). Sobre o CAQ, o ministro ponderou que primeiro será preciso fazer um grande debate com a participação de governo, estados, municípios e entidades da área de educação para definir como calcular o índice.

Entidades que atuam no setor educacional reivindicavam o veto de dois trechos do PNE. Em carta à presidenta Dilma Rousseff, pediram que fosse excluída a bonificação às escolas que melhorarem o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e a destinação de parte dos 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para programas desenvolvidos em parceria com instituições privadas.

Com a possibilidade de destinação dos recursos também para parcerias com instituições privadas, entram na conta programas como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o Programa Universidade para Todos (ProUni). O texto originalmente aprovado pela Câmara previa que a parcela do PIB fosse destinada apenas para a educação pública.

O ministro defendeu esse ponto e disse que, se não houver parceria com instituições privadas, será difícil avançar. Paim acrescentou que é também uma forma de garantir gratuidade a todos. “São recursos públicos investidos e devemos ter garantia de acesso a todos. Se forneço ProUni, Fies e Ciência sem Fronteiras – ações que tem subsídio ou gratuidade envolvidos – então, estamos gerando oportunidades educacionais”, disse.

Além do financiamento, o plano assegura a formação, remuneração e carreira dos professores, consideradas questões centrais para o cumprimento das demais metas. Pelo texto, até o sexto ano de vigência, os salários dos professores da educação básica deverá ser equiparado ao rendimento médio dos demais profissionais com escolaridade equivalente. Além disso, em dez anos, 50% desses professores deverão ter pós-graduação. Todos deverão ter acesso à formação continuada.

O texto ainda institui avaliações a cada dois anos para acompanhamento da implementação das metas dos PNE. O ministro Paim, disse que o MEC vai anunciar, em breve, um sistema para acompanhamento do plano e também de medidas para dar suporte aos estados e municípios na construção dos planos de educação.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Homem paralisado consegue mover a mão com a "força do pensamento"

Um microchip foi instalado em seu cérebro para tornar o feito possível.

  

Um americano de 23 anos foi capaz de mover um membro paralisado com a força do pensamento. Para isso, ele passou por uma cirurgia na qual um chip foi instalado em seu cérebro. Combinada com eletrodos, a tecnologia permitiu que ele movimentasse o braço paralisado.

O feito dá esperança a milhões de vítimas de acidentes e de infartos que sofrem com paralisia.

A tecnologia responsável foi criada na Universidade Estadual de Ohio e está sendo chamada de "Neurobridge" (algo como "Ponte neural"). Ela é capaz de "ler" os pensamentos do paciente e subsituir sinais que não são mais transmitidos pelo sistema nervoso danificado da pessoa.

O chip tem 0,15 polegada e possui 96 eletrodos. Fica localizado em uma espécie de ponte (parecida com uma entrada USB) na cabeça de Burkhart. Quando conectada a um computador, essa entrada envia sinais para o sistema que, então, os redireciona para equipamentos localizados no braço. Os eletrodos no braço são ativados e estimulam os músculos de acordo com os sinais do cérebro. Ou seja, o comando cerebral é o mesmo, ele só passa por um caminho com mais etapas.

Os movimentos realizados nesse primeiro teste excederam as expectativas dos cientistas. Eles acreditavam que o paciente poderia mover apenas um dedo, mas ele já foi capaz de fechar a mão em um punho.



Laís Souza recebe alta após quatro meses e seguirá tratamento em casa

Lais Souza seguirá Seu Tratamento em Casa. 

(Foto: Reprodução)

Laís Souza DEU UMA Mais Notícia boa para o Mundo esportivo. Alem do Fim do coma fazer ex-Piloto Alemão Michael Schumacher, uma esquiadora recebeu Alta do Jackson Memorial Hospital, EM Miami (EUA), apos Quatro Meses, e podera Prosseguir o Tratamento em casa Há, na MESMA Cidade. Ela se acidentou gravemente no dia 27 de janeiro dEste Ano, EM Salt Lake City, when se preparava par disputar OS Jogos de Inverno los Sochi (RUS). Como consequencia, sofreu golos hum trauma na Terceira Vértebra da Coluna cervical e Perdeu OS Movimentos.


- A Laís seguirá los Miami, EM UM apartamento custeado Pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), JA Que VEM Sendo submetida a Protocolos de Tratamentos experimentais. Ela ficou internada Durante Quatro Meses e Sair do e hospitalar Mais UMA conquista - afirmou Antônio Marttos Júnior, Médico brasileiro da Universidade de Miami Opaco coordena o Tratamento.

Embora houvesse testemunhas Localidade: Não há local, uma Suspeita de Opaco E ELA tenha se chocado com a UMA Árvore. Na Olimpíada, uma ex-ginasta não competiria Esqui Estilo Livre. A atleta Chegou ATÉ MESMO a correr Risco de morte. Por ISSO Tudo, ELA Localidade: Não escondeu a Satisfação POR voltar parágrafo Casa DEPOIS que periodo sombrio Que viveu.

- Hum Alivio Sair do Hospital, POIs eu JÁ estava Lá HÁ Muito ritmo de Liberdade de Informação. Vir parágrafo Muito Casa significa, como, POR Exemplo, Poder comer uma comida Feita Pela Minha mae, amigos MEUS receber, Poder passear e Sentir o sol. Agradeço TODO o Apoio Que tenho Recebido e como Orações, o Opaco TEM Sido de grande importancia parágrafo MIM - Disse.

O Processo de Recuperação Da Brasileira Vem ocorrendo EAo poucos. Apos um Internação, EM março, ELA Voltou a Respirar e se Alimentar SEM uma Ajuda de Aparelhos e retomou OS Movimentos do Braço Direito, de Além de mostrar Sensibilidade los OUTRAS contraditório do Corpo.

Torcedor que seria cadeirante se levanta durante partida da COPA no Maracanã

A analista de produtos Mariana Cesário filmou e compartilhou o vídeo no Facebook que mostra a pessoa em uma cadeira de rodas sem qualquer indício de ter problemas de mobilidade.


Fontes: CBN  - nandoacesso.blogspot.com.br

Tatiana Rolim

Tatiana Rolim


Por:blog do cadeirante
O post de hoje é sobre a Tatiana Rolim, uma das autoras do livro Maria de Rodas, sobre a maternidade de cadeirantes, e autora do livro Meu Andar Sobre Rodas. Tatiana é um grande exemplo de mulher guerreira e atuante, tem muito para nos contar e se dispôs a falar sobre o universo feminino e tirar dúvidas das meninas aqui no blog. Bem vinda Tatiana!


Uma breve apresentação:
Tem horas que fico escolhendo palavras para sintetizar um extenso resumo do que tenho construído minha vida e quando me deparo vejo muitas linhas, muitos parágrafos para descrição de tudo que tenho me tornado nos últimos anos: psicóloga, escritora, consultora em inclusão, autora de livros, capítulos, parceira em blogs, palestrante, mãe e empresária. Mas nem por isto tudo deixo de ser quem realmente sou, uma mulher sonhada, batalhadora que acredita no valor do respeito ao próximo, que acredita na amizade e sobretudo no amor e na família, e tem fé.

Porque você é cadeirante e desde quando?
Às vezes me perguntam se eu não me canso de responder isto. Não, não me canso, porque para cada pergunta e cada forma como é questionada tenho uma resposta. Lembro-me que há 20 anos a mesma pergunta era sempre num tom ofensivo, invasivo, preconceituoso e eu nem bem terminava de responder a pergunta e a pessoa que já tinha uma cara de dó, de coitada, estas coisas da época, que hoje apesar de alguns anos parece que melhorou muito tanto da forma como perguntam como da forma de respondo. Não espaço para cara de dó, piedade e coitadismo. Há uma resposta do olhar da pessoa, de compreensão e respeito, ate porque praticamente quase todo mundo tem um deficiente na família e isto parece mais óbvio quando se pergunta, e já espera a resposta como sendo uma fatalidade, um acidente e não uma maldição como era no passado.
Assim, resumidamente, eu sou cadeirante há 20 anos quando fui atropelada por um caminhão na minha cidade, em Franco da Rocha, na época a empresa TRanscava não me ajudou com nenhum real e diante do processo todo quase inverte a situação. Mas nem por isto deixei de lutar e sobreviver apesar das sequelas. Tenho lesão medular, tive um traumatismo craniano leve, e uma dilaceração no braço direito que foi reconstruído com inúmeros enxertos, hoje sou totalmente independente, ando sobre rodas, como digo no meu primeiro livro: Meu Andar Sobre Rodas.

Que trabalhos você desenvolve atualmente?
Para chegar no atualmente não posso omitir meu passado, iniciei logo depois do meu acidente alguns trabalhos na fundação Casa e também atendia algumas empresas desde 1980 sobre como contratar pessoas com deficiência, com palestras de sensibilização ou apoio no recrutamento e seleção. De lá para cá retomei alguns trabalho com moda inclusiva que fazia antes do acidente com apoio da produtora Fátima Latarulla, isto foi abrindo alguns caminhos que me levaram a conduzir a tocha olímpica de Atenas no Brasil, disto criei uma bonequinha da inclusão e segui outros planos de estudos na área de reabilitação, onde atuei por 10 anos como psicóloga num centro de reabilitação. Fui me consolidando na área clínico com estudos, pos graduações ,especializações da área etc, E mantinha os trabalhos de consultoria e palestras ate que com o nascimento da minha filha optei pelo empreendorismo e assim nasceu a TRinclusao que é uma consultoria para palestras, treinamento, desenvolvimento e vagas para pessoas com deficiência. Matenho a rotina intensa do trabalho na TRinclusao, onde tenho uma sócia que não é pessoa com deficiência e ama oque faz e com isto mantenho meus trabalhos literários, já escrevi outro livro Maria de Rodas, falando da maternidade, gestação e a espera da minha filha. O livro nasceu quando engravidei e em paginas após paginas tinha um livro pronto e convidei mais meninas para a realização do projeto, que graças a elas tomou um rumo nacional. Atualmente escrevo mais 3 livros, e espero conclui-los brevemente e desde na conto com a presença dos colegas do blog, heim. O assunto?? É segredo, vão ter que me acompanhar por aqui...

Quais os principais desafios que você enfrenta?
Apesar de tanto trabalho, a minha vida é igual a de qualquer pessoa com deficiência, em especial que more na periferia de SP, morei alguns anos em sp, onde algumas barreiras eram minimizadas pelo fácil acesso ao metrô, a calçadas menos esburacadas da Av Paulista, mas nem por isto plenamente acessível. Estou de volta a minha terra, em Franco da Rocha depois de 13 anos fora da cidade. E enfrento as mesmas dificuldades da vida de uma pessoa com deficiência. Ônibus sem elevadores ou quando tem elevador não tem manutenção ou quando tem manutenção não tem treinamento para o funcionário, quando tem tudo isto o funcionário é mal educado e assim vai. Recentemente tive uma situação ao ir no supermercado da região: SAITO supermercado, o guichê especial para cliente especial simplesmente o carrinho de compras não passa no vão do caixa. Quem era especial mesmo??? Nem a compra né. Dai tem todo aquele transtorno, meu carrinho nem o carrinho de ninguém passa la, e o povo da gestão sem nenhum preparo, você explica , pede, expõe o problema e a pessoa acha que você esta pedindo um favor. Isto sem dúvidas é desgastante. Sou da era que brigávamos para ter um ônibus acessível, uma calçada rebaixada e agora que temos muito destas conquistas temos que brigar pelo direito ao uso, pelo respeito aos locais reservados e la vai um montão de historias assim ....
Por outro lado, enquanto consultora enfrento as dificuldades de mostrar ao cliente que todas as pessoas com deficiências tem os mesmos direitos a vagas de emprego, e isto tem sido um grande desafio, mas tenho certeza que vamos chegar num grau de sucesso, atingir uma proximidade com a oportunidade de igualdade reconhecida ...

Como você vê as questões da inclusão no Brasil? 
É como disse anteriormente, péssimos tempos eram os 10,15, 20 anos que não existiam ônibus adaptados, calçadas acessíveis. Lembro de um vez que eu estava na Avenida Ibirapuera, isso tem uns 18 anos atrás e eu nunca tinha andado de ônibus com elevador. Então, quando eu vi, não perdi a oportunidade, dei sinal e o melhor, ele parou!! Foi incrível, o elevador funcionou, então eu não puder perder a viagem nem sabia para onde ele ia e segui viagem, fui parar no final do terminal Santo Amaro, e para voltar não tinha ônibus adaptado, claro. Hoje vejo a facilidade com que as pessoas podem se locomover sem perder tanto tempo de espera do carro/ônibus, fazer seu trajeto de quase três horas para passar no ponto e levar uma pessoa com deficiência ao seu trajeto. Isto sem dúvidas são ganhos que merecem esta oportunidade de serem citadas aqui no blog, especialmente porque ao meu ver temos outro regresso com isto. Tem pessoas que não querem enfrentar os desafios de hoje para ir em busca de trabalho. Eu gastava cerca de três horas para sair de casa (Franco da Rocha), pegar um ônibus, um trem, um metrô, outro ônibus para um trajeto de quilômetros de distância para trabalhar e estudar. Hoje, quando ligamos da TRinclusao para oferecer vagas para pessoas com deficiência, tem gente que aponta inúmeras dificuldades. Daí reflito: Dificuldade?? O que era então brigar com um motorista de ônibus que não aceitava conduzir cadeirante? E a pessoa diz, eu tenho uma deficiência (um braço a menos) e não aceita ir trabalhar longe de casa... Parece que estamos evoluindo por um caminho e retrocedendo por outro, do comportamento humano, não só pessoas sem deficiência que ocupam vagas reservadas mas também de uma determinada camada da categoria da pessoa com deficiência

Fale um pouco sobre o desafio de ser mãe cadeirante.
Inúmeros, enquanto mãe e mulher separada numa sociedade como a nossa;mas as delicias são tantas que as barreiras se tornam pequenas. Naturalmente que a falta de acessibilidade se torna uma barreira quando por exemplo tive que acompanhar consultas ao pediatra e não pude ir porque o consultório era no piso superior e o cidadão não descia por se julgar estudado demais ate ser denunciado e fazer seu papel profissional de igual pra igual, ou quando certo domingo num parque destes de cidade pequena, fui com minha filha num parquinho, num circo e cai com a cadeira de rodas porque tinha um fio exposto no chão que poderia ter derrubado qualquer um. Ahh, estas coisas são chatas. Mas eu sou atrapalhada mesmo, cairia mesmo que estivesse andando , sabe, mas não custa né, ajeitar o fio considerando a segurança das pessoas. Fora isto o desafio tem sido diário na educação, nos valores diante de uma sociedade da geração funkie sem coca cola.

Como você vislumbra o futuro para as pessoas com deficiência?
Certamente não com robocops como a ciência exibiu a pouco tempo na copa. Eles servirão para outras coisas, terá sua finalidade de alguma forma. Imagino uma sociedade aonde as pessoas poderão ser respeitadas pela sua classe, pela sua cor, pela sua deficiência, assim como quando o garotinho entrou segurando na mão de um dos jogadores usando suas muletinhas mas tinha o cadarço desamarrado e o jogador abaixou-se e arramou. Isto é respeito, é diversidade.

Deixe um recado para todas as pessoas com deficiência.
Bora em frente que tem muita coisa para ser conquistada, emprego, inclusão, amor, acessibilidade , mas não se luta sozinho, temos que ter pessoas que ergam a bandeira da missão e o valor da inclusão.
Tenho super orgulho de ter uma leitora que hoje é uma militante da causa, Claudinha Borge e assim vao nascendo e se criando novos militantes, na minha apesar do pouco recurso de mídia já tínhamos gente bem engajada na causa e hj sou fruto daquela geração e vou deixando caminhos para os próximos, embora eu ainda tenha mais uns 10,20 anos de trabalho por nós pessoas com deficiência 

Tatiana Rolim
Para envio de currículos e vagas de emprego em SP: currículo.trinclusao@gmail.com
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"Trabalhamos com palestras, treinamentos e a Inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho valorizando suas competências!"

Devido à Copa, pais devem redobrar atenção para vacinação contra paralisia infantil

O calendário nacional de vacinação de 2014 prevê para o dia 13 de setembro o início da campanha nacional de vacinação contra a poliomielite.

Marcos Vinícius da Silva

Imagem Internet/Ilustrativa
O calendário nacional de vacinação de 2014 prevê para o dia 13 de setembro o início da campanha nacional de vacinação contra a poliomielite. A campanha, que tradicionalmente ocorria de forma tranquila e que sempre teve uma adesão significativa da população, este ano terá que entrar em cena com uma luz de alerta ligada.

A circulação de turistas do mundo no Brasil por conta da Copa do Mundo e o alerta da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre a reemergência da paralisia infantil em alguns países são motivos mais do que suficientes para que o Brasil redobre a atenção com a vacinação desta vez.

Em relação ao Mundial, estima-se que 3,7 milhões de turistas, entre brasileiros e estrangeiros, estejam circulando pelo país durante o evento. Isso significa ter, em um único mês, o equivalente a 60% dos turistas que visitam o Brasil em um ano inteiro.

Além disso, já há a previsão de que, como aconteceu com a África do Sul, o país passe a atrair mais turistas no pós-Copa, entre 300 mil e 500 mil a mais por ano. Na prática, do ponto de vista da saúde pública, isso significa mais vírus circulando e a necessidade de se atentar mais às medidas preventivas.

No caso da paralisia infantil, existem hoje dez países que apresentam risco de exportação do vírus da pólio na sua versão selvagem: Camarões, Síria, Paquistão, Afeganistão, Guiné Equatorial, Etiópia, Iraque, Israel, Somália e Nigéria.

Paralisia infantil é uma doença muito séria e seu ressurgimento no mundo precisa impulsionar um comportamento cada vez mais maduro e responsável dos pais Marcos Vinicius da Silva, Coordenador do Centro de Referência em Imunobiológicos Especiais do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, sobre novos casos de poliomielite no mundo

Fora isso, os pais brasileiros também não podem se esquecer de que a OMS publicou no início de maio uma declaração de emergência pública de importância internacional, que recomendava a vacinação em massa para todos os seus países-membros.

Na época, a organização justificou a recomendação com base no registro de 62 casos de paralisia infantil no mundo. A OMS recomendou também que qualquer pessoa que viaje a essas áreas tome a vacina, independente de ser Sabin (em gotas com vírus atenuados) ou Salk (injetável com o vírus morto), exceto em casos de contraindicação.

No Brasil, desde 1990 não são registrados casos de poliomielite, e em 1994 o país recebeu a certificação de área livre da circulação do polivírus selvagem, emitido pela Organização Pan-Americana de Saúde.

Obviamente, diante do novo cenário construído para 2014, esta certificação, apesar de importante, não garante a proteção necessária à nossa população.
Não podemos cometer o tolo erro de expormos nossas crianças à paralisia depois de anos de um trabalho de combate muito bem sucedido que protegeu a saúde de várias gerações de brasileiros 

Marcos Vinicius da Silva, Coordenador do Centro de Referência em Imunobiológicos Especiais do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, alertando pais sobre a importância da vacinação 

Paralisia infantil é uma doença muito séria, e seu ressurgimento no mundo precisa impulsionar um comportamento cada vez mais maduro e responsável dos pais. Quem já vacinava os filhos deve redobrar a atenção ao calendário.

Quem faz parte do tímido movimento antivacina, que questiona seus efeitos colaterais, deve se informar melhor. O risco de a vacina (no caso a Sabin) provocar a poliomielite é remoto: a estimativa é de que aconteça um caso a cada 1 milhão de doses aplicadas.

Há um consenso entre os melhores infectologistas do mundo sobre a eficiência da vacina, o que não deve ser ignorado.

O três tipos de vírus atacam as crianças, justamente por elas ainda não terem imunidade contra a doença. A paralisia não está erradicada no mundo e é um erro nos acomodarmos.

Não podemos cometer o tolo deslize de expor nossas crianças e adultos à paralisia, depois de anos de um trabalho de combate muito bem sucedido que protegeu a saúde de várias gerações de brasileiros.

Fontes: UOL - saci.org.br - Imagem Internet/Ilustrativa

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Embarques e desembarques do Brasil aos Estados Unidos

por; Frederico Rios
Colaboração: Maria Alice Furrer
Fotos: 22 e 23/05/2014 (ida) e 04 e 05/06/2014 (volta)

Há algumas semanas, tive a felicidade de conhecer a terra do “Tio Sam”, juntamente com meus pais e a Maria Alice.

Durante a viagem, que começou em Campo Grande (MS) e terminou em Nova Iorque, resolvemos registrar nossos embarques e desembarques nos aeroportos e dividirmos essa experiência com vocês, mostrando um pouco da minha realidade como cadeirante.

Antes das fotos, vamos à norma técnica que trata sobre a acessibilidade da pessoa com deficiência no transporte aéreo comercial, a NBR 14273/1999. Essa norma tem como objetivo estabelecer os padrões e critérios que visam proporcionar às pessoas com deficiência condições adequadas e seguras de acessibilidade autônoma ao aeroporto e às aeronaves das empresas de transporte aéreo público regular, regional e suplementar.

Essa norma técnica trata de várias especificações, mas neste post vamos nos atentar apenas aos embarques e desembarques.

É válido lembrar que em 2013 a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) publicou as novas regras sobre o acesso ao transporte aéreo de Passageiros com Necessidade de Assistência Especial (PNAE). O novo regulamento (Resolução nº. 280/2013) sobre os procedimentos relativos à acessibilidade foi submetido ao processo de audiência pública em 2012, com sessões presenciais em setembro, em Brasília, e em outubro, em São Paulo (Portal ANAC).

A ida…

Aeroporto Internacional de Campo Grande - embarque


fotoApós os trâmites para acessarmos a sala de embarque, nos apresentamos no portão indicado. Em seguida, ao iniciar o embarque, um funcionário da companhia me conduziu até a aeronave.

Geralmente o embarque das prioridades (pessoas com deficiência, gestantes, idosos, crianças desacompanhadas e outros) é realizado antes dos demais passageiros. Já no desembarque o procedimento é o inverso, ou seja, as prioridades desembarcam por último.

fotoNo Aeroporto Internacional de Campo Grande não há ambulift ou passarela telescópica (finger), os quais servem para conduzir os passageiros até o avião sem precisar subir ou descer escadas.

A NBR 14273/1999 afirma que, em caso de problema no funcionamento ou inexistência do sistema de elevação, a pessoa com deficiência deve ser transportada até a porta da aeronave por intermédio de funcionários treinados para esta atividade, de modo confortável e seguro. No caso desse aeroporto, notamos que não houve um treinamento específico para que os funcionários embarquem ou desembarquem os passageiros com conforto e segurança.

Aeroporto Internacional de Guarulhos – desembarque

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Chegando em Guarulhos, o desembarque foi feito por ambulifit, um veículo com sistema de elevação da cabine para realizar embarques e desembarques de pessoas com dificuldade de locomoção.

Por questões de segurança, um funcionário do aeroporto fixa as cadeiras de rodas e afivela os cintos de segurança aos cadeirantes. Assim, o ambulifit pode realizar o transporte sem oferecer grandes riscos aos passageiros.

Um funcionário do Aeroporto de Guarulhos nos informou que haviam três ambulifts disponíveis no local, sendo dois deles adquiridos recentemente. Entretanto, pelo volume de passageiros do aeroporto, esse número de albulifts ainda é insuficiente, como nos relatou o mesmo funcionário.


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A plataforma elevatória do ambulifit desce até o solo para que os cadeirantes possam desembarcar, contando sempre com o auxílio de um funcionário treinado. Sem o auxílio adequado, o uso desse equipamento torna-se arriscado.
Aeroporto Internacional de Guarulhos – embarque
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Ainda em Guarulhos, para embarcar na aeronave que nos levou até o destino final (Nova Iorque), o funcionário da companhia aérea também nos acompanhou, dessa vez pela passarela telescópica (finger). Essa passarela liga a sala de embarque até a aeronave.

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Como a aeronave era de grande porte, foi necessário percorrer um corredor estreito para chegarmos ao assento demarcado. Para isso, foi preciso utilizar uma cadeira de rodas da companhia aérea própria para essa finalidade, justamente por possuir medidas menores e permitir a passagem pelo corredor do avião.

Os funcionários, designados pela própria empresa, foram os responsáveis por me transferir para a cadeira menor.


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A imagem acima nos dá uma noção de como o uso dessa cadeira é desconfortável. Assim, um treinamento adequado aos funcionários é imprescindível para alertá-los quanto ao posicionamento correto da pessoa, os diferentes níveis de comprometimentos motores e o próprio manuseio do equipamento, que são detalhes importantes para garantir a segurança do passageiro. Por mais que o trajeto da porta da aeronave até o assento seja relativamente curto, existe a possibilidade de ocorrer quedas ou lesões no caso má realização do procedimento.

Aeroporto Internacional John F. Kennedy em Nova Iorque – desembarque 

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No aeroporto em Nova Iorque, apenas um funcionário da companhia se prontificou a nos auxiliar. Dessa forma, meus próprios “companheiros” de viagem tiveram de me ajudar nas transferências.

O desembarque foi tranquilo, realizado por finger, e o funcionário da companhia nos acompanhou até o setor de retirada de bagagens (as quais, por sinal, foram parar em Buenos Aires!).

A volta…

Aeroporto Internacional John F. Kennedy em Nova Iorque – embarque 


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Logo após o check-in, um funcionário da companhia nos acompanhou até a sala de embarque.


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Para realizar o embarque, novamente acompanhados, seguimos por uma passarela telescópica (finger) até a porta da aeronave. Dessa vez, meu embarque e os das prioridades foram feitos por último.

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Novamente utilizei uma cadeira de rodas com medidas estreitas para realizar o embarque, permitindo minha passagem pelo corredor do avião.
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Esta imagem mostra os funcionários da companhia me conduzindo pelo corredor da aeronave até o meu assento.

Aeroporto Internacional de Guarulhos – desembarque


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Após o pouso em Guarulhos, fomos auxiliados pelos funcionários da empresa aérea. Entretanto, não conseguimos registrar meu deslocamento do assento até a porta da aeronave, pois nossa “fotógrafa” (Maria Alice) teve de ajudar os funcionários, já que o apoio de pé da cadeira estava com problemas e minhas pernas tiveram de ser seguradas durante o percurso.

Um funcionário nos auxiliou desde a saída do finger até o saguão do aeroporto, passando pela retirada de bagagens e alfândega.

Aeroporto Internacional de Guarulhos – embarque
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Em Guarulhos, recebemos auxílio somente após o embarque de todos os outros passageiros, pois a empresa alegou que não havíamos solicitado ajuda. Entretanto, solicitamos sim auxílio no momento do check-in. Prova disso é que minha cadeira de rodas estava devidamente sinalizada com a etiqueta da companhia.
Aeroporto Internacional de Campo Grande – desembarque

fotoEm Campo Grande, o desembarque foi feito por dois funcionários da companhia, que utilizaram uma cadeira própria para descer e subir escadas. Trata-se de uma cadeira motorizada onde, no lugar de rodas, há uma espécie de esteira. Muitas pessoas se sentem inseguras ao utilizar esse equipamento, principalmente as mais ansiosas ou com pouco controle de tronco. No entanto, para o meu caso, acho mais seguro utilizá-la do que ser carregado nos braços.

Finalmente em casa!

Uma viagem longa como essa é cansativa para qualquer pessoa, porém muito mais desgastante para quem tem dificuldades de se locomover. Um cadeirante, por exemplo, precisa de muita disposição, paciência e planejamento para realizar qualquer viagem de avião, seja a trabalho ou a passeio.

Os exemplos desse post ilustram muito bem a realidade dos aeroportos, principalmente a dos brasileiros. Alguns até possuem estruturas adequadas, mas muitas vezes são insuficientes, como é o caso de Guarulhos. Outros, como o aeroporto de Campo Grande, não possuem praticamente nenhuma estrutura para atender pessoas com dificuldades de locomoção. Exemplos como esses podem ser encontrados em todo Brasil.

Contudo, acredito que um item merece maior atenção e é determinante para melhorar o atendimento às pessoas com deficiência nos aeroportos, inclusive no exterior: “treinamento!”. Penso que funcionários de aeroportos e companhias aéreas bem preparados podem diminuir e muito o “sofrimento” desse público, minimizando inclusive os transtornos gerados pelas falhas estruturais dos aeroportos.

O que é educação de qualidade?

Qualidade, associada à educação, é entendida e trabalhada de muitas maneiras. Texto traduzido pelo Portal Aprendiz discute (com muita qualidade) estas questões.

Por Rosa Maria Torres, no  Portal Aprendiz

Régua
Qualidade, associada à educação, é entendida e trabalhada de muitas maneiras. A maior parte da população opina (muitas vezes induzida pelo governo, empresa privada ou por opiniões alheias) desconhecendo a abundante pesquisa e os acalorados debates sérios que acontecem há várias décadas na América Latina e no mundo.


As famílias e os políticos tendem a se ater ao que está logo à vista: a infraestrutura. Assumem – equivocadamente – que se o prédio é moderno, a educação no seu interior é boa. E, ao contrário: se o lugar é precário ou a educação se faz ao ar livre, presumem – erroneamente – que a educação é má.

Ultimamente, as tecnologias são cobiçadas: ter computadores e internet na escola é sinônimo de modernidade (ainda que usem pouco ou mal) e de emprego no futuro. Não obstante, se pode fazer uma educação péssima em meio aos aparatos eletrônicos e uma educação excelente sem cabos, mais próxima das pessoas e da natureza. A Finlândia é um exemplo de um modelo escolar com um perfil tecnológico baixo.

A avaliação está na moda. Muitos creem que quanto mais avaliação – de alunos, docentes, estabelecimentos etc. – melhor. Isso não é necessariamente assim. Existem muitas avaliações mal pensadas e mal feitas, cujos resultados não revelam nada de significativo e nem levam a reparos. A culpa sempre é colocada nos avaliados, nunca nos avaliadores. A avaliação distrai do importante: a aprendizagem. Ao tirar o prazer da leitura e do estudo, põe uma tensão enorme nos alunos, professores e escolas, fomenta a competição e o engano. Estudar para uma prova não é aprender.

Também é difundida a ideia de que a educação pública é ruim e a privada boa. Há, no entanto, péssima educação privada (mesmo se é muito cara) e boa educação pública. Muitos – pobres e ricos – dizem que é boa a escola que oferece uma segunda língua prestigiosa. Ainda assim, o importante é que os alunos aprendam primeiro em sua própria língua. Isso é um direito e elemento essencial de uma educação de qualidade.

Para os pobres, muitas vezes, a qualidade da escola passa simplesmente por uma comida segura por dia, um professor ou uma professora que não falte, que não maltrate muito e que, oxalá, ao menos entenda a língua dos alunos.
Costuma haver grande distância entre realidades e percepções: na América Latina essa distância é enorme. Há excessiva satisfação com uma educação de má qualidade e baixos resultados de aprendizagem. Quanto menor o nível educacional, mais satisfeitas e mais conformadas as pessoas estarão com o sistema escolar. Por isso, não cabe confiar na opinião como critério para identificar a qualidade da educação.

Muitos poucos se preocupam e se ocupam do mais importante que é como se ensina; o que e como se aprende; o que, como e para que se avalia. O afeto, o interesse, o amor pela leitura, o gosto de aprender e a ausência de medo são ingredientes indispensáveis para uma educação de qualidade em qualquer idade.

Avançar na direção de uma educação de qualidade implica, justamente, que a cidadania se informe melhor a fim de saber por que e como reivindicá-la.


* Rosa Maria Torres é pedagoga, linguista, ativista social e assessora internacional em temas ligados à educação. Foi ministra da Educação e Culturas do Equador. Escreve periodicamente no blog Otra Educación. Siga no Twitter: @rosamariatorres