sábado, 19 de julho de 2014

A lição vale para todos nós.

Superação sobre rodas: a história da cadeirante que conheceu Amsterdã sozinha.

            Cadeirante Fabíola Pedroso em um dos pontos turísticos de Amsterdã
           Cadeirante Fabíola Pedroso em um dos pontos turísticos de Amsterdã

Fabíola Pedroso, de 28 anos, é um exemplo para muitas pessoas. Cadeirante, ela não deixa de fazer tudo o que as meninas de sua idade fazem. E entre essas atividades está viajar. No ano passado, ela combinou de ir para Amsterdã com uma amiga. Chegando ao destino, sua companheira de viagem mudou de planos e resolveu ficar com um menino que morava lá. Fabi se viu sozinha em um país desconhecido, sem falar inglês fluentemente. Ela poderia ter pego as malas e voltado mas, encarou a aventura sobre rodas, se encontrou com muita gente e conheceu uma cidade maravilhosa.
Veja o depoimento na íntegra:
"A arrumar a mala e sair por aí. Mesmo sendo cadeirante, me aventuro em vários cantos do Brasil para aproveitar novos destinos, conhecer novos lugares e pessoas. Em junho do ano passado, decidi que era hora de ganhar o mundo e fazer minha primeira viagem internacional. Comecei a pesquisar lugares que me ofereciam independência e hotéis adaptados para me hospedar – o que foi uma tarefa fácil se tratando de Europa.
Conversando com uma amiga de longa data, ela me disse que estava indo na mesma época para a Holanda e que seria divertido se fossemos juntas. Achei ótimo, já que não dominava muito o inglês e ter uma companhia na minha primeira viagem internacional seria incrível. Planejamos tudo juntas: cotamos passagens, hotéis e listamos alguns lugares que queríamos ver. Estava tudo pronto, preparado e pago.
Na ida ela me surpreendeu e contou que o motivo principal de sua viagem era encontrar uma pessoa de que ela gostava e queria ver. Bem, chegamos em Amsterdã e o cara já estava esperando a gente no aeroporto e nos levou até a cidade dele que ficava no interior. Chegando na casa dele, minha amiga disse: Ficarei aqui! Mas e tudo que tínhamos combinado e reservado? Fora que a casa dele cheia de escadas e sem acessibilidade, o que ia me impossibilitar de sair quando eu quisesse , sem contar que era uma casa de estranhos – ele morava com mais pessoas – e eu queria ficar no hostel.
Hora de respirar e seguir em frente
Passada a discussão que a gente teve, eu queria ir embora e ela queria ficar, achava aquilo a pior traição do mundo, não estava acreditando que aquilo estava acontecendo comigo! Não passava pela minha cabeça que a viagem tão sonhada estava se tornando um pesadelo, não queria ficar sozinha, tinha medo, mas em um estalo me enchi de coragem – que eu não tinha - peguei minhas coisas um mapa e disse: me acompanha pelo menos até o trem, e fui rumo ao hostel, que era perto da estação, pendurei a mala na cadeira e fui.
Chegando no hostel, a minha vontade era voltar para casa, tentei remarcar a passagem, mas o valor não compensava, a sensação de viajar 12 horas perdidas também me irritava, tinha que tentar, afinal estava lá.
Eu já me achava corajosa por ter atravessado o mundo e estar em um lugar totalmente novo, mas encarar esse novo país em uma cadeira de rodas e sem dominar a língua, confesso, me bateu um desespero. Mas, meu pensamento era que eu não podia desistir e simplesmente voltar para casa no 2° dia de viagem. A decisão foi ficar e conhecer o que eu pretendia.
O hostel que eu estava era bem bagunçado e, sem a acompanhante no quarto, teria que me mudar. Sentei na frente do computador D-E-S-E-S-P-E-R-A-D-A e achei outro hotel que me oferecia adaptações necessárias e me mudei. Já pensando como faria a mudança com mala e cuia para o outro hotel, conheci um casal de  brasileiros que me ajudaram na mudança. Além disso, eles ficaram comigo por dois dias. Passeamos juntos e conhecemos alguns pontos turísticos como o bar de gelo, o museu do sexo e alguns bares da cidade.
A virada pelo Facebook
Após eles irem embora, fiquei com a sensação que ainda não tinha conhecido quase nada e que precisava de outras pessoas que me mostrassem mais do país. Mas quem? Foi aí que tive uma ideia brilhante: procurar, por meio de uma rede social, brasileiros que estivessem na Holanda e pudessem me acompanhar pelo menos em alguns lugares. Fiz uma postagem em um grupo de discussão dizendo que estava sozinha, que era cadeirante e que queria companhia para passear. E não é que deu certo? Em 10 minutos de postagem muitos brasileiros começaram a aparecer se oferecendo para me encontrar!
A partir daí comecei uma viagem diferente daquela que havia planejado no Brasil. Não ia mais conhecer apenas pontos turísticos, mas a Holanda como é para os holandeses – ou brasileiros que vivem como holandeses. Conheci uma brasileira com filhos que passeou comigo à tarde na feira de flores, nos museus e no moinho de vento – o único que ainda existe por lá, acredite. Outra brasileira, que já morava há 25 anos em Amsterdã, me levou a cafés tradicionais e bares incríveis, onde eu experimentei os melhores drinks e cervejas que eles produzem. Fizemos piquenique à beira de um dos canais, passeios de barcos e andamos em alguns dos diversos parques. Outro brasileiro, me mostrou a vida noturna e as melhores baladas. Ele também me levou para conhecer a Bélgica, fizemos um tour rápido, participamos da rave mais louca que eu já estive. E claro, não deixei de conhecer gringos pelas ruas, nas baladas e estabelecimentos que visitei.
O que ficou depois de tudo
Acabei tendo uma experiência maravilhosa e muito mais rica do que esperava. Descobri que nenhuma viagem sai como o planejado, por mais que você seja organizado. Não tive a felicidade de ir com uma pessoa que estava realmente comigo nessa trip, mas por sorte ou, talvez, por uma ideia genial. Pude ter os momentos mais legais, viver histórias malucas e fazer novos amigos, que estavam comigo e admiravam a minha coragem de estar lá. E para uma coisa serviu essa experiência: ter a certeza que eu me viro em qualquer lugar do mundo, que vale a pena enfrentar meus medos e me desafiar. Procurar meios de encontrar pessoas e não ter medo de se perder é essencial. Se eu tivesse desistido nas primeiras 3 horas após a discussão com minha amiga, jamais teria visto a melhor visão que já tive, encontrar o hotel sozinha!
Viciada em viagens que sou, já estou planejando outro destino para conhecer que vou sozinha de novo aqui do Brasil, mas encontrarei com uma amiga que prometeu não me deixar sozinha nem um segundo –e se deixar, também, sei que, agora, consigo passar por tudo!"

Deputada Mara Gabrilli apresenta primeira versão do texto da Lei Brasileira da Inclusão, antigo Estatuto da Pessoa com Deficiência

Deputada Mara Gabrilli apresenta primeira versão do texto da Lei Brasileira da Inclusão, antigo Estatuto da Pessoa com Deficiência.

Relatora do antigo Estatuto da Pessoa com Deficiência, agora Lei Brasileira da Inclusão, a Deputada Federal Mara Gabrilli (PSDB/SP) divulgou a primeira versão do texto final. A proposta ficou em consulta pública no portal e-democracia durante seis meses.

De acordo com Mara Gabrilli, para chegar ao texto, que é a primeira versão do trabalho do gabinete da parlamentar, foram realizadas audiências púbicas por todo o Brasil e a população pode sugerir alterações ao projeto, tanto presencialmente, quanto pelo Facebook e também por e-mail. No total, segundo Mara, cerca de mil sugestões foram recebidas de todos os cantos do país.


A Deputada compartilha com o público o resultado do trabalho e espera a opinião de todos para que o projeto finalmente possa ser colocado em votação na Câmara dos Deputados, em Brasília.


Acesse o link com a redação do projeto:http://migre.me/kuqCO

Por Gustavo Carvalho (gustavo@andef.org.br) com informações da Site da Deputada Mara Gabrilli


Cientistas ficam sem cérebros para pesquisas sobre Alzheimer

Cientistas estão precisando de mais tecido cerebral, que permite estudar melhor algumas doenças mentais.

Kristen Hallam, da 

                                                                                                                                                                             Matt Cardy/Getty Images
          Mulher olha um cérebro em uma exposição em Briston, na Inglaterra
          Mulher olha um cérebro humano: demanda dos pesquisadores por tecidos cerebrais está aumentando

Londres - Os cientistas têm pouco cérebro.

Não que eles não sejam inteligentes. É que eles precisam de mais tecido cerebral, que permite estudar e entender melhor -- e talvez algum dia tratar -- doenças mentais, assim como lesões na cabeça.
À medida que os diagnósticos de demência aumentam, que mais atletas sofrem concussões e que mais soldados retornam das guerras com lesões, a pressão para encontrar tratamentos adquiriu uma nova urgência.
A demanda dos pesquisadores por tecidos cerebrais está aumentando e os bancos de cérebros estão trabalhando para incentivar as doações.
Embora seja mais fácil convencer os doadores que têm doenças neurológicas e que querem ajudar a encontrar curas, seus cérebros precisam ser comparados em estudos com os de pessoas saudáveis -- e os bancos precisam de mais exemplares dos dois tipos.
“Nunca é o suficiente”, disse Thor Stein, professor assistente da Universidade de Boston que estuda o mal de Alzheimer e encefalopatia traumática crônica, conhecida por afetar boxeadores e outros com repetidos traumas cerebrais.
“Em termos de oferta de cérebros estamos sempre no vermelho”.
Estudando células cerebrais os cientistas descobriram deficiências na dopamina química no cérebro de pacientes com Parkinson, o que levou a uma terapia que amplia os níveis e melhora o controle motor.
Foi assim também que eles descobriram as placas cerebrais em portadores de Alzheimer, que agora são foco do desenvolvimento de medicamentos.
Os médicos estão reunidos nesta semana em Copenhague para discutir a pesquisa mais recente sobre a doença que rouba a memória.
“Examinar os cérebros de pessoas com uma doença é como examinar a cena de um crime”, disse David Dexter, diretor científico do Banco de Cérebros de Parkinson do Imperial College de Londres no Reino Unido.
“Sem banco de cérebros não vamos curar o Alzheimer nem o Parkinson”.
Escassez de cérebro
No Reino Unido, apenas 730 britânicos doaram seus cérebros para pesquisa no ano passado. A base potencial era muito maior: cerca de 60.000 mortes foram diretamente relacionadas à demência a cada ano no Reino Unido.
Não há estatísticas sobre as doações de cérebros nos EUA, embora os pesquisadores digam que o número está muito aquém do total necessário para acompanhar a demanda.
Existe uma relutância em se desprender de um órgão que sempre foi visto como a morada da alma.
O Departamento de Defesa dos EUA criou um banco de cérebros no ano passado para ajudar os pesquisadores a explorarem as lesões dos soldados após seu retorno ao país.
Meses depois, o Instituto Nacional de Saúde dos EUA estabeleceu uma rede de compartilhamento de tecidos para acelerar a pesquisa sobre esquizofrenia e esclerose múltipla.
Uma doação pode render até 250 blocos de tecidos para uso em projetos de pesquisa, segundo o banco de Parkinson do Reino Unido.
O principal problema para os bancos de cérebros é a falta de doações de exemplares sem sinais de doenças. Apenas 10 por cento das doações vêm de pessoas saudáveis.
“Todos os bancos de cérebros que eu conheço enfrentam problemas de escassez de cérebros saudáveis”, disse Daniel Perl, que gerencia o Banco de Cérebros do Departamento de Defesa. Dexter é mais direto: “Esses 10 por cento estão realmente sustentando as pesquisas”.
Em alguns casos há preocupações religiosas, desencadeadas pela crença de que o corpo de uma pessoa precisa permanecer intacto após a morte para garantir a vida após a morte.
Há um tipo diferente de pós-vida para os doadores, disse Steve Gentleman, professor de neuropatologias do Imperial College que trabalha com Dexter no banco de cérebros de mal de Parkinson. “Se você doa, você vive para sempre”, disse ele.

Programa do CPqD 'Qualificar para Incluir' aposta na inclusão

Projeto dá novas perspectivas a 60 alunos com deficiência e que se formaram em TI.

        Foto dos Alunos em frente aos Canudos (Certificados)
Turma do Programa Qualificar para Incluir, do CPqD, observa diplomas que foram entregues durante a cerimônia de formatura do curso de tecnologia da informação e comunicação.

Quando Rosilene Freire da Silva sofreu um AVC hemorrágico, que deixou o lado esquerdo do seu corpo comprometido, pensou que estaria condenada a uma vida dependendo de terceiros. “Eu sempre fui muito independente, e de repente agora não poderia mais exercer a minha profissão. Não sabia o que faria da vida”, lembra. Quatro anos depois, ela se converteu em um símbolo de superação e esperança — acabou de se formar em um curso de tecnologia da informação e comunicação (TIC) pelo CPqD e já ganhou uma bolsa de estudos para cursar publicidade. “Depois que comecei a estudar, minha vida mudou. Agora eu terei duas profissões”, contou.


Jeferson Vargas, Renato Carvalho, Ana Paula Cardoso e Raimundo da Silva, assim como Rosilene, redescobriram o sentido da vida estudando TI no Programa Qualificar para Incluir (PQI), do CPqD. Eles são alguns dos 60 alunos que se formaram nesta sexta-feira (13) na 4ª edição do programa, que tem como objetivo oferecer qualificação gratuita para pessoas com deficiências.


Todos são exemplo do poder transformador do conhecimento e do trabalho. “Depois do acidente achei que iria me aposentar, que não poderia fazer mais nada. Esse curso mudou a minha visão da vida”, narrou o empresário Raimundo Silva. Ele conta que voltou a sonhar e quer mais. “Quero aprender mais e trabalhar na área”, afirmou.


O mesmo aconteceu com Ana Paula Cardoso, de apenas 17 anos. Os dias de irritabilidade e ansiedade ficaram no passado. “Antes eu não sabia o que queria da vida, era muito ansiosa e não tinha objetivos”, conta. Agora, Ana tem planos bem definidos: começa um novo curso, dessa vez de programação web, para conseguir um trabalho na área de TI.


O coordenador do programa, Daniel Francisco da Silva, explica que mais que formar pessoas aptas a trabalhar no mercado de TI, o programa tem um poder transformador sobre os alunos. “Quando começaram o curso, muitos eram super tímidos e tinham uma autoestima baixa. A vida deles muda muito”, contou.


Segundo Silva, os formandos saem aptos a disputar, em pé de igualdade, uma vaga no mercado de TI. “Eles estão muito bem preparados para encarar o mercado”, disse.


Durante os 14 meses de treinamento, os alunos não aprenderam apenas técnicas, mas também disciplinas relacionadas à conduta corporativa, técnicas de oratória e atendimento ao cliente. A próxima turma, composta por 80 alunos, inicia as aulas no dia 7 de outubro.

Recolocação
Patrocinado por grandes empresas, muitas vezes os alunos do programa acabam sendo contratados antes mesmo de finalizar o curso. O presidente do CPqD, Hélio Graciosa, ressalta que o sucesso do curso não é mérito do CPqD ou dos parceiros, mas que depende de cada um dos alunos. “O sucesso se deve principalmente ao esforço, dedicação e compromisso das pessoas que fizeram o curso. O programa é uma oportunidade e as pessoas têm que aproveitá-la”, afirmou.


sexta-feira, 18 de julho de 2014

Brasil busca a inédita medalha no Mundial de Tiro Esportivo Paralímpico, em Suhl, Alemanha

                     tiromundial
Garletti está inscrito em cinco provas

Em contagem regressiva para a estreia no Mundial de Tiro Esportivo Paralímpico, competição que será disputada a partir desta sexta-feira, 18, até 26 de julho, na cidade de Suhl, Alemanha, a delegação brasileira está otimista para fazer história no certame internacional e garantir a primeira medalha do país.
Para realizar o objetivo traçado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), 11 atletas conseguiram índices para o Mundial. Quatro deles detêm marcas que os deixam próximos de subir ao pódio na Alemanha. O gaúcho Geraldo Von Rosenthal, que compete na terça-feira, 22, foi campeão na etapa da Copa do Mundo de Bangkok, na Tailândia, no ano passado, na Pistola Sport (alvo fica a 25 metros de distância). Esta foi a primeira medalha do Brasil em uma Copa do Mundo da modalidade.
O paulista Carlos Garletti é outro destaque. Inscrito em cinco provas individuais na carabina, ele carrega a experiência de ter participado de duas edições dos Jogos Paralímpicos (Pequim-2008 e Londres-2012). Os cariocas Débora Campos e Ricardo Costa conquistaram bons resultados recentemente e podem surpreender.
O coordenador técnico do Tiro Esportivo, Fernando Cardoso, observa uma evolução constante nas competições. Ele espera que os atletas deem sequência ao bom trabalho em Suhl. “Há uma concorrência saudável entre os atletas da Seleção Brasileira, onde todos querem se superar. Isso faz com que nossos atiradores melhorem a pontuação nas competições”, explica.
Cardoso ressalta que a qualidade dos atletas aumenta em razão dos encontros da Seleção nas semanas de treinamento. Neste ano, eles se reuniram quatro vezes no Rio de Janeiro, duas vezes em Curitiba e uma em Brasília. “Os atletas ficam uma semana imersos, com treinos de manhã, à tarde e à noite. Eles ainda fazem a parte física e vão para a fisioterapia. E os técnicos têm a oportunidade de passar os conteúdos, exigir e estipular metas a serem atingidas”, disse o dirigente.
A cerimônia de abertura da competição será nesta sexta-feira, 18, no Schießsportzentrum Suhl (SSZ). No dia 19, sábado, começam as primeiras disputas. Quatro brasileiros participarão da prova de Carabina de Ar: Benedito Silva, Carlos Garletti, Geremias Soares e Helcio Perilo.
DELEGAÇÃO BRASILEIRA NO MUNDIAL DE TIRO ESPORTIVO PARALÍMPICO
ALEXANDRE AUGUSTO GALGANI
Local de nascimento: Americana (SP)
BEATRIZ DIAS DA CUNHA
Local de nascimento: Barretos (SP)
BENEDITO SANTANA DA SILVA
Local de nascimento: Paranaíba (MS)
CARLOS HENRIQUE PROCOPIAK GARLETTI
Local de nascimento: São Caetano do Sul (SP)
DEBORA DA SILVA RODRIGUES CAMPOS
Local de nascimento: Itaboraí (RJ)
GERALDO VON ROSENTHAL
Local de nascimento: Campo Bom (RS)
GEREMIAS PEREIRA SOARES
Local de nascimento: Curitiba (PR)
HELCIO LUIZ JAIME GOMES PERILO
Local de nascimento: Palmeiras de Goiás (GO)
KAROLINE LUIZA DOS SANTOS PODLASINSKI
Local de nascimento: Porto Alegre (RS)
RICARDO AUGUSTO GOMES DA COSTA
Local de nascimento: Rio de Janeiro (RJ)
SERGIO ADRIANO VIDA
Local de nascimento: Curitiba (PR)
Assessoria de Imprensa do Comitê Paralímpico Brasileiro em Suhl
Rafael Moura (rafael.moura@cpb.org.br / 61 8161 9271 – disponível no WhatsApp)

CPB abre inscrições para cidades interessadas em sediar etapas do Circuito Caixa Loterias em 2015

Cidades interessadas precisam preencher requisitos para receber as competições.


                     circuitofoto

O Circuito Caixa Loterias já está com o calendário de 2015 praticamente pronto. A competição é a principal de natação, atletismo e halterofilismo paralímpicos do Brasil e já está com as datas das sete fases – quatro regionais e três nacionais – confirmadas. Falta, agora, definir as cidades que serão sedes de cada uma dessas etapas.
As candidaturas estão abertas e os municípios interessados em receber uma das fases do Circuito têm até 1º de setembro para oficializar a intenção junto ao Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). O anúncio dos lugares selecionados está previsto para 1º de novembro, após período de análise da documentação e de visitas técnicas.
Para se candidatar, a cidade precisa preencher alguns requisitos. Locais de prova, qualidade de equipamentos esportivos, rede hoteleira local e até aeroportos são observados para que uma cidade seja escolhida. Todas as informações necessárias às sedes candidatas estão no Caderno de Encargos (anexo).
Uma comissão julgadora – formada por membros da Diretoria Executiva e responsáveis pelo Circuito Loterias Caixa Brasil e por integrantes do Departamento Técnico do CPB – avaliará e decidirá qual a melhor proposta enviada para cada fase do evento. Haverá a possibilidade da realização em locais diferentes das propostas.
O Circuito Caixa Loterias nasceu em 2005 e possui um calendário anual. Atualmente, as quatro fases regionais reúnem, aproximadamente, quatro mil competidores de natação, atletismo e halterofilismo. Todos eles em busca de índices para competir nas etapas nacionais. Neste novo ciclo olímpico, o Circuito Caixa Loterias ganhou uma importância ainda maior. As fases regionais e nacionais são o primeiro passo para os atletas brasileiros que sonham em representar o país nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016.
Em 2014, foram realizadas etapas regionais em Uberlândia, Natal, São Paulo e Rio de Janeiro. As nacionais serão em São Paulo (duas vezes), de 1º a 3 de agosto e de 11 a 14 de setembro, e Fortaleza, de 13 a 16 de novembro.
Fases regionais
1ª regional Norte/Nordeste – 27 de fevereiro a 01 de março
2ª regional São Paulo – 27 a 29 de março
3ª regional Rio/Sul – 15 a 17 de maio
4ª regional – Centro/Leste – 29 a 31 de maio
Fases nacionais
1ª nacional – 3 a 5 de julho
2ª nacional – 11 a 13 de setembro
3ª nacional – 06 a 08 de novembro
Comunicação CPB – (imprensa@cpb.org.br)
Daniel Brito
Ezequiel Trancoso (estagiário)
Ivo Felipe
Nádia Medeiros
Rafael Moura
Thiago Rizerio

Academia especializada em idosos faz sucesso em Manhattan

Responsável pelo estabelecimento trabalha para recuperar o equilíbrio, a mobilidade e a força dessa população.

por Louie Lazar

  Academia especializada em idosos faz sucesso em Manhattan Chang W. Lee/NYTNS
 Idosas treinam na academia de Martin Luther King Addo Foto: Chang W. Lee / NYTNS

Com seus enormes músculos saltando da camiseta justa, Martin Luther King Addo instruía uma de suas clientes mais dedicadas durante um exercício de agachamento em sua pequena academia em Manhattan. —Você consegue, Shirley—, afirmou.

Shirley Friedman, uma senhora de 90 anos e cabelos grisalhos, mudou para outro aparelho, dobrando os joelhos para uma série de exercícios.

— Eu nunca tinha feito essas coisas, mas ele me dá a confiança de que vou conseguir se tentar—, afirmou Friedman em seguida. — Ele não é um impostor. Entende?—.

Addo, que criou seus músculos usando o galho de uma mangueira como barra e blocos de concreto como pesos, venceu duas vezes o prêmio Mr. Gana de fisiculturismo. Há anos, seu físico bem definido, os bíceps do tamanho de bolas de boliche e o sorriso constante o deixaram famoso em sua terra natal, na África Ocidental. Atualmente, Addo usa seus grandes músculos e sua experiência para ajudar idosos enfraquecidos, como Friedman, a recuperarem o equilíbrio, a mobilidade e a força.

Ele trabalha na academia que abriu no ano passado nas Southbridge Towers, prédio residencial em Lower Manhattan onde vivem muitos idosos. As paredes são decoradas com pôsteres de Addo sem camisa, exibindo os músculos. — Pergunte-me como construir um alicerce firme como pedra—, diz um dos cartazes, onde aparece vestindo shorts mínimos.

Recentemente, Mary Killoran, de 86 anos, levantava uma bola com alça. Killoran, transcritora médica aposentada, vive sozinha desde 1971 em um apartamento com vista para o East River. Há alguns anos sofreu uma queda brusca e passou a usar um andador.

Addo, de 44 anos, ensinou exercícios para o equilíbrio e técnicas de alongamento. Com o tempo, ela recuperou o equilíbrio e pode trocar o andador por uma bengala.

Agora, ela bebe um shake de proteínas todas as manhãs e vai e volta do World Trade Center a pé - duas vezes ao dia. Ela faz exercícios três vezes por semana, mas para na academia até nos dias de folga para cumprimentar Addo. Ele a ajuda a — ser mais alegre, porque não precisamos ser deprimidos —, afirmou.

Addo também afirma que os idosos lhe dão energia. Criado em uma tribo ashanti, Addo sempre ouviu dizer que melhorar a vida dos idosos era a maior das virtudes. — Elas me lembram de minhas avós e minhas tias—, afirmou.

A vida de Addo se transformou quando era adolescente em meados dos anos 1980 e assistiu "Comando Para Matar", com Arnold Schwarzenegger. Ele vivia com a avó no vilarejo de Asafo, na região oeste de Gana, e assistiu, absolutamente encantado, à cena de Schwarzenegger empurrando carros e carregando troncos de árvore sobre os ombros. Addo decidiu naquele momento que dedicaria sua vida para se transformar em Schwarzenegger.

Ele estudava revistas americanas de musculação e construiu uma academia no quintal da tia. Aos 24 anos de idade, Addo era gigantesco, como um boneco ashanti do He-Man em carne e osso, e sabia que — finalmente tinha os músculos — para entrar em competições de fisiculturismo.

Em 1995 e 1996, venceu o título de Mr. Gana e se tornou uma celebridade nacional, aparecendo em comerciais de TV. Ele mostrava os músculos sempre que estava em público, fazendo as meninas sorrirem, afirmou Samuel Kissiedu, antigo repórter esportivo em Gana. — Todo mundo fala sobre sua força, sobre seu poder —, contou Kissiedu.

Mas o sonho de Addo era viver na América, — a terra de ouro das grandes oportunidades —, conforme ele diz, e seguir os passos de Schwarzenegger. Em 1999, Addo chegou a Nova York. Recebeu a certificação de personal trainer e trabalhou em academias como a Equinox e a Gold's Gym. Durante todo esse tempo, seu objetivo era abrir a própria academia, afirmou Camille Agro, antiga cliente da Dolphin Fitness que se tornou amiga de Addo.

Agro vivia nas Southbridge Towers, uma cooperativa de classe média que oferece aulas gratuitas de ioga e bordado. Addo começou a dar aulas semanais no local e se tornou muito popular, especialmente entre as mulheres mais velhas (uma sessão individual de uma hora custa 60 dólares, e as assinaturas mensais custam 30).

Há alguns anos, uma loja no andar térreo ficou vaga, e Addo não perdeu a oportunidade de alugá-la.

Ele anunciou a abertura da academia pela página que criou no Facebook. — Deus seja louvado —, escreveu. Addo pendurou placas de suas conquistas como fisiculturista nas paredes e emoldurou uma foto de Schwarzenegger como governador, usando terno e gravata.

Em pouco tempo, a academia — se tornou sua segunda casa—, contou Agro.

Addo vê seu trabalho como mais que apenas melhorar a forma física de pessoas idosas. Ele instalou um computador para eles usarem e organizou uma festa de fim de ano e um passeio até um restaurante ganense no Brooklyn. Os clientes de Addo tem idades e físicos diferentes, mas em geral é composto por mulheres idosas. Uma delas é Elizabeth Birnbaum, de 72 anos, bibliotecária aposentada que adora os discursos motivacionais de Addo sobre a conexão entre a saúde física e a mental. Outra delas é Diane Harris Brown, de 66 anos, que vai às aulas de segunda-feira e sofre do Mal de Parkinson.

Outra aluna é Carmen de Lemos-Chiarandini, de 77 anos, pesquisadora e professora associada aposentada, que caiu três vezes em dois meses, antes de fazer as aulas de Addo. Depois de dois meses cuidando do equilíbrio e da postura, ela já conseguia se levantar da cadeira sem usar as mãos. Desde então, não voltou a cair.

Mas Friedman deve ser sua cliente mais fiel. Ela faz aulas particulares duas vezes por semana, faz uma aula de treinamento em suspensão e afirma com orgulho que também participa "do acampamento".

Ela vive sozinha em um apartamento de um quarto na esquina da academia. Nascida no Brooklyn, trabalhou como tecnóloga médica em um hospital de Manhattan e se mudou para as Southbridge Towers logo que foram inauguradas no início dos anos 1970.

Ela tinha dificuldades para movimentar o ombro desde que foi assaltada há duas décadas e um homem puxou a bolsa de seu ombro, machucando o manguito rotador (ela contou que correu atrás do assaltante até o metrô; mais tarde, um funcionário devolveu sua bolsa e Friedman enviou uma recompensa para ele pelo correio).

Ela achava que era "velha demais" para ir à academia. Mas Addo a deixou confortável, e depois de alguns meses de alongamentos, massagens e treinamento de suspensão, os movimentos de seu ombro melhoraram consideravelmente, afirmou.

No dia do aniversário de 90 anos de Friedman, em março, Addo terminou as aulas mais cedo para todos comemorarem. Cerca de 25 pessoas, incluindo muitas mulheres da geração de Friedman, se reuniram enquanto ela assoprava as velinhas de um bolo trazido por Addo.

Com o tempo, Addo deseja abrir mais academias e começar a atuar, assim como Schwarzenegger. Nos últimos tempos, todos têm falado de seus braços na academia, que passaram de muito grandes para colossais. Addo confirmou que está treinando para o concurso de Mr. Universo da Associação Nacional de Fisiculturistas Amadores do ano que vem.

Pete Molinelli, oficial de justiça que vive nas Southbridge Towers, afirmou que os idosos do prédio — sempre ficavam trancados —. Até que Addo chegou.

— De uma hora para a outra, o bairro está cheio de gente nova—, afirmou Molinelli. — Mas, na verdade, elas sempre estiveram por aqui. Foi Addo quem as fez sair de casa—.

Fontes: http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticia/2014/06/academia-especializada-em-idosos-faz-sucesso-em-manhattan - diferenteeficientedeficiente.blogspot.com.br

Neurociência e robótica caminham para melhorar vida de pessoas com paralisia

Projetos milionários em diferentes países se propõem a superar um dos maiores desafios da ciência.

Quando o paraplégico Juliano Pinto deu o pontapé inicial da Copa no último dia 12 de junho, o mundo pôde vislumbrar o ritmo acelerado com que a neurociência e a robótica estão se unindo nas pesquisas que buscam melhorar a qualidade de vida de pessoas com diversos tipos de paralisias e dificuldades de mobilidade.

De um lado, neurocientistas como o brasileiro Miguel Nicolelis — pesquisador da Universidade Duke, nos EUA, e responsável pelo projeto Andar de Novo, que resultou no chute histórico à beira do gramado do estádio do Itaquerão — avançam cada vez mais rápido no desenvolvimento de métodos que permitem controlar diversos tipos de equipamentos apenas com a força da mente. Mas de outro, engenheiros e especialistas ainda lutam para superar os obstáculos na construção de exoesqueletos leves, práticos e baratos que possam sair dos laboratórios e hospitais e tornar uma realidade para o maior número de pessoas possível a capacidade de realizar ações como o pontapé pioneiro de Juliano.

— Neste momento, o grande desafio é criar um sistema que tenha autonomia fora do laboratório, e aí o principal problema não é da neurociência e das interfaces cérebro-máquina, mas da robótica — avalia Nicolelis. — Infelizmente, a robótica que temos de verdade não é a que vemos nos filmes. Os robôs de Hollywood não existem, são simples marionetes ou criações digitais. Do ponto de vista da neurociência, robôs e exoesqueletos controlados pela mente não são mais uma ficção, mas ainda estamos limitados pelo que a robótica pode fazer.

Isso não quer dizer que a robótica não esteja também dando os primeiros passos para tirar os exoesqueletos da ficção e levá-los às ruas. No fim de junho, menos de três semanas após a demonstração de Nicolelis na abertura da Copa, a FDA, agência americana que regula alimentos e medicamentos, deu sinal verde para comercialização nos EUA de um exoesqueleto desenhado para permitir que pessoas paraplégicas andem. Produzido pela empresa israelense ReWalk Robotics, fruto de mais de dez anos de pesquisa e desenvolvimento, o equipamento é o primeiro do tipo a ser oferecido ao público em geral.

Mas, assim como seus principais concorrentes ainda restritos às clínicas de reabilitação, o exoesqueleto ReWalk é caro, pesado, desajeitado e tem autonomia limitada. Na Europa, onde já estava disponível desde 2012, o produto é vendido por cerca de US$ 70 mil. Além disso, para usar o dispositivo o paciente deve poder mover mãos, braços, ombros e a parte superior do corpo e estar em boas condições físicas para enviar os comandos que fazem o exoesqueleto levantar, caminhar, virar e sentar-se, e recorrer a muletas para manter o equilíbrio.

Dispositivo já é alugado no Japão

Em linha semelhante à do ReWalk, está o sistema japonês HAL (sigla em inglês para “assistência híbrida aos membros”). Produzido pela empresa Cyberdyne, foi inicialmente projetado para aumentar a força nas pernas de pessoas com problemas de mobilidade ou que necessitam carregar peso por longas distâncias. Nestas primeiras versões, a veste robótica dependia da captação de impulsos nervosos enviados do cérebro para as pernas para ser acionada, o que impedia seu uso por paraplégicos. Mas, com a instalação de controles manuais, isso se tornou possível. A Cyberdyne, no entanto, oferece o produto apenas no Japão e só por meio de aluguel, a um custo aproximado de R$ 12 mil a título de “taxa de instalação” e com mensalidades que variam entre cerca de R$ 3,5 mil e R$ 4,1 mil, dependendo da duração do contrato.

Outra novidade neste campo, que só será tornada pública na próxima semana, na Itália, vem do laboratório da Universidade da Califórnia em Berkeley. O projeto, liderado por Homayoon Kazerooni, também fundador da empresa Ekso Bionics, busca justamente desenvolver um exoesqueleto para os membros inferiores de paraplégicos que seja o mais leve, simples e barato possível, algo que pese em torno de dez quilos, custe por volta de US$ 20 mil e possa ser usado sob as roupas. Como Kazerooni é um dos pioneiros e mais respeitados pesquisadores da área, é grande a expectativa pela sua apresentação.

— Muitos paraplégicos não têm condições de pagar US$ 100 mil — justifica. — Nosso trabalho como engenheiros é fazer algo que as pessoas possam usar. E é mais complicado construir um Honda do que um Porsche. Não é difícil acrescentar cada vez mais sensores e maquinário. A questão é saber que desempenho se pode obter com o mínimo possível.

Métodos menos invasivos se sofisticam 

Enquanto isso, os neurocientistas caminham para dar aos usuários dos exoesqueletos do futuro um controle cada vez mais preciso e confiável dos movimentos apenas com a força do pensamento. Atualmente, os métodos não invasivos, como a espécie de touca com eletrodos usada por Juliano no chute inaugural da Copa, conseguem captar com alto índice de acerto, acima de 90%, comandos suficientes para operar um sistema semiautônomo que, por exemplo, traduza a ordem para andar em movimentos alternados das pernas e dos pés. Já os métodos invasivos, como o implante de chips no cérebro, podem ler uma gama maior de pensamentos, permitindo a realização de tarefas mais complexas e delicadas, como fazer um braço robótico agarrar um copo e trazê-lo ao alcance da boca.

— Esse campo está avançando tão rápido que está excedendo as próprias expectativas da comunidade científica — comenta Bin He, professor da faculdade de Ciências e Engenharia da Universidade de Minnesota, onde trabalha no desenvolvimento de interfaces cérebro-máquina. — O que era considerado impossível há dois anos hoje é realidade.

Aprovado o projeto do deputado Miki que institui a Semana de Apoio às pessoas com Doenças Raras

Aprovado o projeto do deputado Miki que institui a Semana de Apoio às pessoas com Doenças Raras
Gisele Ortolan - MTE 9777 - 11:03 - 16/07/2014 - Foto: Marcelo Bertani
Foi aprovado pelo Parlamento gaúcho o PL 260/2013, de autoria do deputado estadual Miki Breier (PSB), que institui a semana de apoio às pessoas com doenças raras e seus familiares.
De acordo com o deputado, o objetivo é incentivar a reflexão e conscientização sobre o tema, ampliando as informações para a superação de preconceitos, em busca de uma atuação afirmativa do Estado e da sociedade civil.
A semana de apoio às pessoas com doenças raras e seus familiares será realizada na última semana do mês de fevereiro. Miki assinalou que a aprovação do PL é fruto da importante mobilização das diversas associações que, articuladas, venceram o trâmite na casa e conquistaram o apoio de todos os Parlamentares ao projeto.
O período também deve servir para estimular a capacitação de profissionais e aprofundar o conhecimento sobre as doenças raras. “Implementar uma constante reflexão e possibilitar que se possa fazer ciência e produzir conhecimento sobre doenças raras é, também, função do Estado”, argumenta.
Segundo estimativas, calcula-se que, no mundo, existam de 5 a 7 mil doenças raras, que afetam de 6 a 8% da população. Em nível médico, existem poucos estudos sobre doenças raras. Miki lembra que estes pacientes sofrem duplamente, pela dificuldade de diagnóstico e pelo preconceito social que muitas destas doenças geram.
As doenças raras caracterizam-se pela ampla diversidade de distúrbios e sintomas que apresentam e variam não só de doença para doença, mas também de doente para doente. “O fenômeno das doenças raras é recente. Há pouco tempo, os sistemas de saúde e as políticas públicas as ignoravam largamente. Elas precisam fazer parte do referencial de doenças a serem encaradas como política pública”, afirma o deputado.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Inclusão do Deficiente Visual na Astronomia

Grupo construiu planetário especial com principais estrelas dos dois hemisférios.


O Grupo de Amadores de Astronomia de Ilha Solteira “Prof. Mário Schenberg” – GAAIS do Departamento de Física e Química da Unesp naquela cidade tem se dedicado muito para a divulgação dessa ciência fascinante que é a Astronomia e tem também como o objetivo levar mais cultura e conhecimento a população da região.


Com esse objetivo, o grupo, credenciado no CNPQ, vem investindo esforços e conhecimento para que pessoas que apresentam deficiências visuais (DV) possam aprender alguns conceitos sobre o assunto e adquirir uma melhor ideia de como é o céu noturno (inicialmente, já estamos trabalhando em cima do céu diurno), com seus bilhões e bilhões de estrelas e constelações visto por uma pessoa sem deficiência visual.

Para atender essa proposta, um projeto de construção de um planetário especial foi executado por membros do GAAIS e colaboradores. Esse planetário foi dividido em duas partes, ou seja, foram construídos dois hemisférios, o norte e o sul, contendo algumas das principais estrelas (total de 565 estrelas) que formam as constelações austrais, boreais e do zodíaco (total de 72 constelações).

Com a metodologia adotada, espera-se que o DV tenha uma ideia menos abstrata sobre a distribuição das estrelas na abobada celeste, magnitude aparente, localização dos astros entre outros conceitos. Dentro das informações que temos até o momento, essa está sendo uma iniciativa completamente inovadora na região e, possivelmente no país.

“Portanto, está ai uma excelente oportunidade para os DVs vislumbrarem novos horizontes e para nós do GAAIS atender melhor e possibilitar a inclusão do mesmo em mais uma área anteriormente a anos-luz de distância e agora, possivelmente, a alguns passos de todos”, diz Cláudio L. Carvalho, coordenador do GAAIS e professor do Departamento de Física e Química da Unesp de Ilha Solteira.

Informações

carvalho@dfq.feis.unesp.br
(18) 3743-1058
……………………………………………………………………………………..
Unesp – Universidade Estadual Paulista
Assessoria de Comunicação e Imprensa – (11) 5627-0329/0566/0330
Twitter: @unespreitoria – Facebook: www.facebook.com/UnespReitoria

Fontes: Site da Unesp – Universidade Estadual Paulista e Blog Sempre Incluídos - fernandazago.com.br

Mineira comove internautas com vídeo com a mãe que tem Alzheimer

Uma rotineira conversa entre filha e mãe está comovendo internautas e já se tornou um sucesso nas redes sociais. O papo era mais um dos realizados toda noite entre a aposentada Ana Heloisa Caldas Arnaut, 55, e a mãe dela Anna Izabel Arnaut, 93, que tem a doença de Alzheimer – patologia que causa perda das funções cognitivas, como memória, orientação, linguagem e atenção – há 11 anos. Na conversa, registrada em vídeo, a mãe não se lembra quem é a filha, mas faz vários elogios a ela.
Por Natália Oliveira
Filha faz sucesso com vídeos em que mostram cotidiano com a mãe que tem Alzheimer.
Filha faz sucesso  com vídeos em que mostram cotidiano com a mãe que tem Alzheimer.
“Eu faço os vídeos para registrar os meus momentos com a minhã mãe e quando ela não tiver mais aqui eu me lembrar do que vivi com ela”, contou Ana Heloisa. O vídeo foi postado no perfil no Facebook de Ana Heloisa e começou a ser compartilhado pelos amigos dela – em pouco tempo, tornou-se uma sensação na internet. Em apenas um mês foram mais de 330 mil compartilhamentos.
“Eu não esperava que o sucesso fosse ser tanto, eu postei o vídeo mais para os amigos, mas fiquei muito surpresa e alegre com o sucesso”, destaca Ana Heloisa. O sucesso foi tanto que a aposentada resolveu criar uma página na rede social para divulgar outros vídeos e histórias com a mãe. No canal do Youtube já são vários registros de conversa com a mãe e homenagens a ela.
Confira o vídeo:

No Facebook ela criou a página “Alzheimer – Minha mãe tem”, que já teve mais de 130 mil curtidas. Na rede social, mãe e filha recebem o carinho dos internautas. Na página, Ana Heloisa posta uma série de acontecimentos dela com a mãe, a história das duas e também várias dicas para as pessoas que passam pela mesma doença. São dicas que passam pela alimentação, banho e de como lidar com a doença.
“Estou recebendo um retorno muito positivo dos seguidores, tem gente passando energias positivas e muita gente que enfrenta o mesmo problema me agradecendo pela ajuda. Acaba se tornando uma troca de experiências”, concluiu a aposentada. Mãe e filha moram em Belo Horizonte.
Clique aqui para conferir a página das duas no Facebook.
Fontes: OTempo.com.br - deficienteciente.com.br