sábado, 9 de agosto de 2014

Mãe cria série fotográfica retratando sua filha com síndrome de down


Depois de receber a notícia de que a filha tinha Síndrome de Down, a fotógrafa Sian Davey  teve uma reação de desespero e rejeição por ter tido um bebê “imperfeito”. Davey sentia ansiedade e despreparo para lidar com a situação. Seus anseios estavam afetando a relação com a pequena e penetrando seus sonhos.


“Um dia, sonhei que Alice estava enrolada em um cobertor e eu tinha esquecido tudo sobre ela. Eu desembrulhei o pacote apertado para alimentá-la e descobri que ela estava coberta por um líquido branco – um fluído de negligência. E, ainda assim, eu era incapaz de alimentá-la e incapaz de responder às suas necessidades básicas”.

Depois de ter tido este sonho, a mãe percebeu que Alice estava sentindo sua rejeição e viu que a responsabilidade  de criar e dar amor incondicional à menina estava em suas mãos. “Eu tive que escavar profundamente meus próprios preconceitos e fazer brilhar uma luz sobre eles. O resultado foi que caí de amor pela minha filha”.

Para demonstrar que nasceu dentro dela mesma o amor de mãe, e que passou por cima dos limites de rejeição, preconceito, desespero e estereótipos impostos por uma sociedade que vira os olhos para a “normalidade” cravejada, Sian Davey fez uma série de fotos intitulada “Looking for Alice”.

As imagens retratam sua aproximação com Alice e o amor incondicional que se constituiu entre mãe e filha.





Fonte:fernandazago.com.br

Secretária da Pessoa com Deficiência vai ao Butantã para encontro com a população

Marianne Pinotti, secretária municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, esteve na Subprefeitura do Butantã para ouvir as principais necessidades da população e apresentar as ações da Prefeitura.

da Redação

Marianne Pinotti (Foto: Reprodução -http://diariodenoticias.com.br/)

A secretária municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marianne Pinotti, esteve nesta terça-feira (05/08) na Subprefeitura do Butantã para um encontro com os munícipes da região e ouvir deles as principais necessidades locais, assim como sugestões sobre a atuação da Prefeitura. Esteve presente também o subprefeito designado, Aloísio Pinheiro, e o secretário adjunto municipal da Pessoa com Deficiência, Tuca Munhoz. O evento no Butantã é parte de uma série de encontros dos secretários municipais com a população e está programada para chegar a todas as subprefeituras da cidade.


“Não há como pensar em políticas públicas sem um olhar para o território. Em uma cidade complexa como São Paulo, cada região tem uma realidade diferente da outra e, portanto, as necessidades nem sempre são as mesmas”, comentou Marianne Pinotti. Em seguida, a secretária apresentou os principais investimentos da Prefeitura de São Paulo no ano de 2013 e ressaltou o programa de metas desta gestão. “Estamos em um governo participativo que possui um programa de metas construído com forte colaboração popular”.

Marianne Pinotti seguiu sua fala detalhando a política municipal para as pessoas com deficiência, concretizada no Plano São Paulo Mais Inclusiva. “Reunimos 20 secretarias municipais e estabelecemos 70 ações fundamentais para assegurar a qualidade de vida desta grande faixa da população. Não temos que pensar nas pessoas com deficiência como um grupo apartado dos demais. Estamos trabalhando para garantir que os programas executados pelos diversos órgãos da administração atendam a todos”, comentou a secretária, que aproveitou a oportunidade para lembrar que a população pode, inclusive, opinar até o dia 31 de agosto sobre cada uma das ações que integram o Plano São Paulo Mais Inclusiva. A participação é feita pelo site www.saopaulomaisinclusiva.prefeitura.sp.gov.br.

Ao final da explanação, o público presente pôde fazer suas considerações e apresentar as suas demandas. Entre as principais questões levantadas, estavam os problemas de mobilidade urbana com o transporte público e as calçadas. Sobre a falta de acessibilidade em estações de Metrô e da CPTM, a secretária se comprometeu em buscar um diálogo com o Governo do Estado, responsável pela administração dos serviços. Em relação às calçadas e aos ônibus, Marianne Pinotti falou sobre a meta do prefeito Haddad de reformar 850 mil m² de passeios públicos nas chamadas rotas acessíveis. “Já temos 50 mil m² prontos, e até o final do ano teremos obras iniciadas em 100 mil m². O problema é complexo e depende também do cidadão manter a sua calçada conforme as normas legais. A nossa frota de ônibus já está com 71% dos veículos acessíveis e o compromisso do prefeito é chegar a 100% até o final desta gestão”, concluiu.

Todas as perguntas, considerações de demandas levantadas foram registradas e as que não puderam ser atendidas no encontro serão respondidas pelos técnicos da Prefeitura.

Fontes: Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida  - saci.org.br - (Foto: Reprodução -http://diariodenoticias.com.br/)

Pesquisa da EEFE desenvolve compreensão da dinâmica do futsal em deficientes intelectuais

Por Fernanda Drumond - fernanda.drumond@usp.br 

    

Uma pesquisa, desenvolvida na Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP, em parceria com o Centro de Práticas Esportivas (Cepeusp) da mesma Universidade, propõe uma intervenção esportiva, a partir da modalidade futsal, com deficientes intelectuais para desenvolvimento do lazer, cognição sociabilidade.

A tese de mestrado de Érica Roberta Joaquim, intitulada Ensino de futsal para pessoas com deficiência intelectual, teve como objetivo delinear um programa de educação para a modalidade voltado a esse público, centrado em uma metodologia de abordagem de uma perspectiva tática de ensino e aprendizagem. Além disso, durante o projeto, foi possível verificar os efeitos da proposta no desempenho das ações de jogo dessas pessoas.

No Cepeusp já existiam aulas de futebol para esse público que aconteciam no campo. O programa foi transformado em futsal, devido ao número de pessoas que compareciam às aulas, e passou a ser vinculado à dissertação de mestrado de Érica.

Com a adoção do futsal, a experiência de jogo pode ser executada fielmente ao formal, o que tornou possível a análise metodológica para uma pesquisa acadêmica. A pesquisadora afirma que o ideal lúdico da partida é importante para a motivação dos alunos, o que influenciou a exclusão das práticas repetitivas de fundamentos das aulas.

A dinâmica do jogo, que envolve posicionamento, situações de pressão, ação e reação, pressupõe grande compreensão do jogador  para que jogue melhor, habilidade diminuída em deficientes intelectuais. A intervenção foi capaz de desenvolver essa lacuna, já que não primou pelos aspectos técnicos e manteve seu enfoque no desenvolvimento da tomada de decisão em distintos momentos no contexto da partida.

A resposta do time
A avaliação foi feita através de filmagens antes e depois da intervenção. Ao todo, participaram 11 alunos adultos, entre os quais 8 apresentaram melhora significativa nas ações de jogo. 2 que não progrediram, não caíram de rendimento, e eram os que haviam obtido o mais alto desempenho na primeira avaliação.

Para diagnosticar o funcionamento do programa, foram determinadas algumas atitudes que possuem o aspecto tático mais aflorado. Por exemplo, se o jogador oferece linha de passe — recua para auxiliar seu colegas. Se pede a bola quando está desmarcado, como passa a bola, entre outras ações que envolvam compreensão dinâmica do jogo.
 
Segundo Érica, “o programa é uma possibilidade para o deficiente intelectual gostar da atividade, o que é bom não só para evitar problemas de saúde secundários, mas também como uma prática de lazer agradável com atribuição de responsabilidades, o que poucos possuem casa”.

Candidatos à utilização de cão-guia

SDH/PR abre inscrição para pessoas com deficiência visualinteressadas em receber cães-guia formados nos Institutos Federais.

                                  Imagem Internet
                                 Link para o Sítio Web da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) lança a Chamada Pública para a criação do Cadastro Nacional de Candidatos à Utilização de Cães-Guia, aberto para pessoas com deficiência visual que têm interesse na utilização destes animais. O formulário já está disponível para a inscrição de candidatos das 0h desta quinta-feira (7) até às 23h59 do próximo dia 17 de agosto, por meio do endereço eletrônicohttp://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=16439 .

A inscrição servirá para a criação de uma lista de candidatos que poderão adquirir um cão-guia nos processos de seleção realizados pelos Centros de Formação de Treinadores e Instrutores de Cães-Guia via editais. Além do IFC-Camboriú, já em atividade, outros seis já estão em construção nos municípios de Alegre (ES), Muzambinho (MG), Urutaí (GO), Limoeiro do Norte (CE), São Cristóvão (SE) e Manaus (AM).
Estão aptos a realizar a inscrição candidatos com cegueira ou baixa visão, no termos do art. 2º, I do Decreto nº 5.904/2006; a partir de 18 anos e que possuam condições físicas, psicológicas e financeiras para manter um cão-guia como tecnologia assistiva.
Acesse a íntegra da Chamada Pública

Fonte:pessoacomdeficiencia.gov.br -   Imagem Internet



Magistrado cego relata dificuldades com o PJe ao presidente interino do STF

Ricardo Tadeu Marques entre os ministros do STF
Lançado em 2011 como forma de facilitar e agilizar o acesso à Justiça, o Processo Judicial Eletrônico (PJe) tem se mostrado um problema para as pessoas com deficiência, em especial os deficientes visuais. Ao invés de auxiliá-los a acessar a Justiça, usuários informam que a mudança trouxe novas dificuldades.


O tema foi tratado em audiência realizada hoje entre o presidente em exercício do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, e o desembargador Ricardo Tadeu Marques da Fonseca, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 9ª Região, único desembargador do Brasil deficiente visual. Em pauta estava a implementação de mudanças no PJe a fim melhorar sua acessibilidade.

“O PJe apresenta problemas, mas no que diz respeito às pessoas com deficiência ele é absolutamente hostil”, afirma o desembargador. Segundo ele, as pessoas com deficiência visual ou mesmo física ou auditiva utilizam-se de programas de computador que possibilitam sua atuação. No caso dos cegos, há programas de voz que falam o que está na tela, e com isso eles podem trabalhar normalmente. O problema é que o sistema do processo eletrônico “trava” se o usuário estiver utilizando algum programa de assistência para pessoas com deficiência.

“Em um primeiro momento, quando se anunciou a generalização do PJe, houve grande expectativa. Mas a frustração foi terrível”, afirma. Segundo o desembargador, há 1.800 advogados com deficiência visual inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que não poderão trabalhar caso o Pje seja o único meio de acesso à Justiça.

Soluções
O desembargador preside comissão do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), que tem por finalidade fazer o PJe acessível. Por esse meio, foi desenvolvido um sistema que viabiliza o acesso às pessoas com deficiência visual. “O sistema está em fase experimental, mas é muito promissor, por isso procurei o ministro Lewandowski, a fim de marcar uma nova audiência para tratar do assunto oficialmente”, afirma.

O desembargador observa que a Recomendação 27 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de 2009, estabelece que os tribunais devem trabalhar priorizando os interesses das pessoas com deficiência para tornar o Judiciário acessível. Para ele, não se trata, no caso da acessibilidade do PJe, de um problema normativo, mas de colocar em prática a determinação do próprio CNJ.

Convenção de Nova York
A comissão brasileira que participou da elaboração da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, publicada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2006, contou com a participação do prórpio desembargador Ricardo Tadeu Marques da Fonseca. Ele também trabalhou no Congresso Nacional pela ratificação do tratado, que foi o primeiro tratado internacional a ser ratificado no Brasil com status constitucional, nos termos do parágrafo 3º do artigo 5º da Constituição Federal, incluído pela Emenda Constitucional nº 45/2004.

De acordo com Marques da Fonseca, essa convenção diz, em seu artigo 13, que o Poder Judiciário deve ser totalmente acessível ao deficiente, e estabelece, em seu artigo 2º, que é discriminatória também a recusa de adaptação. “Onde ocorre recusa de adaptação ocorre discriminação. É preciso que o CNJ atente para isso e dê cumprimento à Recomendação 27, para que se adapte e não crie um cenário de discriminação contra jurisdicionados e profissionais do direito”, afirma.

História
Marques da Fonseca é o primeiro juiz cego do Brasil e o segundo no mundo. Estudou na faculdade de direito da Universidade de São Paulo (USP), onde também fez mestrado, e tem doutorado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Em 1991, tomou posse como procurador do trabalho, aprovado em concurso público em sexto lugar. Foi empossado no TRT da 9ª Região em 2009, onde entrou pelo quinto constitucional.

Petições impressas
Em janeiro, o ministro Ricardo Lewandowski deferiu liminar no Mandado de Segurança (MS) 32751, a fim de garantir à advogada cega Deborah Maria Prates Barbosa, inscrita na Ordem dos Advogados do Brasil seccional do Rio de Janeiro (OAB-RJ), a possibilidade de apresentar petições, em papel, até que os sites do Poder Judiciário tornem-se completamente acessíveis em relação ao Processo Judicial Eletrônico (PJe). A advogada impetrou o MS em seu próprio favor, a fim de restaurar seu direito de exercer a advocacia com liberdade e independência.



Fontes: No STF Notícias - inclusive.org.br

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Britânica que só consegue mexer os olhos termina faculdade de história

A britânica Dawn Faizey Webster, 42, está se formando em história antiga pela Open University (Universidade Aberta, em tradução livre) após seis anos de curso  — feito que já seria motivo de orgulho para sua família. Para realizar esse desejo, Dawn enfrentou sua precária condição física: ela consegue mexer apenas os músculos dos olhos.
Dawn Faizey Webster e o computador que transforma o movimento dos olhos em texto. Foto: www.dailymail.co.uk
Dawn Faizey Webster e o computador que transforma o movimento dos olhos em texto. Foto: www.dailymail.co.uk
Dawn sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) em 2003 e, como sequela, teve paralisia total de quase todos os músculos do corpo, exceto os dos olhos. Além de piscar os olhos, ela também consegue fazer pequenos movimentos com a cabeça – a condição é conhecida como síndrome do encarceramento.

Sem poder falar ou se mover, Dawn começou a fazer faculdade em 2008.

A graduação foi realizada com a ajuda de um laptop que transforma o movimento dos olhos de Dawn em texto. Com o equipamento, ela consegue escrever até 50 palavras por hora. Nesse ritmo, provas que demorariam cerca de três horas chegaram a durar três semanas.

Para escrever no laptop, ela empurra os botões fixados em ambos os lados da cabeça para mover o cursor na tela e pisca para registrar as letras. Segundo Dawn, o computador foi sua “tábua de salvação”.

Dawn contou ao tabloide britânico “Daily Mail” que ficou muito feliz e orgulhosa por ter conseguido o diploma e alcançado seu objetivo. “Quando eu tive meu acidente vascular cerebral, eu percebi que não seria capaz de fazer qualquer coisa física. Então, decidi usar a coisa que não tinha sido afetada, que foi o meu cérebro”, afirmou.

Além de sua graduação, a mulher também escreveu sua autobiografia e, agora, pretende fazer mestrado em história da arte.

Dawn teve o AVC duas semanas após o nascimento de seu filho, Alexander. Os problemas começaram ainda na gravidez, quando ela foi diagnosticada com pré-eclâmpsia, doença associada à hipertensão da gestante. Atualmente, Alexander tem 11 anos.

*Com informações do Daily Mail.
Fontes: UOL - deficienteciente.com.br

Deficientes auditivos aprendem a lutar jiu-jítsu em Cachoeiro, ES

Aulas contam com um intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras).
Projeto é destinado a comunidade local.


Do G1 ES

    Projeto atende 15 deficientes auditivos de Cachoeiro de Itapemirim (Foto: Divulgação/ Sedu)
 Projeto atende 15 deficientes auditivos de Cachoeiro de Itapemirim (Foto: Divulgação/ Sedu)
Quinze deficientes auditivos de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, estão fazendo aulas de jiu-jítsu, através do projeto “A Arte Suave de Cachoeiro”, desenvolvido pelo Centro de Atendimento ao Surdo (CAS) do município. A ação tem por finalidade promover a inclusão por meio do esporte, atuando como uma ferramenta de interação social. As aulas são abertas para a comunidade local e os interessados devem ir até o CAS, levando documentos pessoais e comprovante de residência.

As aulas, voltadas para crianças, adolescentes, jovens e adultos, contam com um intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras), dando aos estudantes a oportunidade de aprenderem sobre o histórico do jiu-jitsu, golpes básicos, regras, entre outras técnicas da modalidade esportiva.

O mestre de jiu-jítsu, Edson Lázaro, acredita que projeto formará campeões dentro e fora do tatame, pois valores como disciplina, humildade, respeito e educação serão passados aos participantes. “Jiu-jítsu é um esporte que visa totalmente a técnica e a eficiência sobre seu adversário, estimulando o raciocínio rápido e a inteligência na hora de momentos difíceis no combate, um verdadeiro xadrez humano”, explicou o mestre.
    
Os interessados em participar do projeto “A Arte Suave de Cachoeiro” devem procurar o CAS das 9h às 17h, horário de funcionamento semanal da instituição, e apresentar documentos pessoais e comprovante de residência. Menores de idade só poderão participar mediante a autorização de pais ou responsáveis.

OMS declara epidemia de ebola emergência sanitária internacional

Países afetados terão que vigiar fronteiras, aeroportos e portos.
A OMS também pediu ajuda à comunidade internacional.


Do G1, em São Paulo

    Diretora-geral da OMS, Margaret Chan. (Foto: Alain Grosclaude / AFP Photo)
 Diretora-geral da OMS, Margaret Chan. (Foto: Alain Grosclaude / AFP Photo)
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou nesta sexta-feira (8) a epidemia de ebola no oeste da África uma emergência pública sanitária internacional.
Com isso, os países onde ocorre a epidemia vão ter que fazer, entre outras medidas, exames para detectar o vírus em aeroportos, portos e postos de fronteira, em todas as pessoas que apresentarem febre e outros sintomas semelhantes aos do ebola.
A OMS pediu à comunidade internacional que ajude, de maneira urgente, aos países afetados pelo ebola.
“Este é um claro chamamento à solidariedade internacional com os países afetados que não têm capacidade para enfrentar um surto deste tamanho e desta complexidade”, disse a diretora-geral do organismo, Margaret Chan.
A África Ocidental enfrenta o maior surto do vírus ebola já registrado desde a descoberta da doença, em 1976. Segundo a OMS, trata-se da maior epidemia de febre hemorrágica em termos de pessoas afetadas, número de mortos e extensão geográfica.
O último balanço do organização, divulgado em 6 de agosto, informa que já são 932 mortos e mais de 1.700 casos da doença registrados.
O surto atual começou na República de Guiné em março deste ano, e se espalhou para os países vizinhos Serra LeoaLibéria e, mais recentemente, Nigéria.

Cego, contador de 60 anos e mãe e filho fazem exame da OAB no RN

Mais de 1.600 candidatos fazem Exame da Ordem neste domingo no RN.
No estado, provas são feitas em Natal (UFRN) e Mossoró (West Shopping).


Maiara Cruz Especial para o G1 RN

   Marcos Antônio da Silva é presidente do Instituto de Educação e Reabilitação de Cegos do Rio Grande do Norte (Foto: Maiara Cruz/G1)
Marcos Antônio da Silva é presidente do Instituto de Educação e Reabilitação de Cegos do Rio Grande do Norte (Foto: Maiara Cruz/G1)
Marcos Antônio da Silva tem 52 anos e não enxerga desde a infância. A falta de visão, no entanto, não é obstáculo para ele tentar conseguir o registro da Ordem dos Advogados do Brasil. Presidente do Instituto de Educação e Reabilitação de Cegos do Rio Grande do Norte (IERC/RN), ele é um dos 1.686 inscritos no estado para o XIV Exame de Ordem Unificado que acontece neste domingo (3). No RN, as provas da 1ª fase são aplicadas em Natal e Mossoró. Os aprovados participam da 2ª fase no dia 14 de setembro.

Segundo a assessoria de comunicação da OAB no RN, a prova de Marcos Antônio é lida por inteiro por uma fiscal e gravada do início ao fim para provar que não há interferência de ninguém. Quem também tenta aprovação, mas pela quarta vez, é Gildo Azevedo. Ele tem 60 anos e é formado em Contabilidade. “Sou contador, mas também quero ser advogado. Tenho afinidade com o curso de Direito”, disse ele.
O sonho de se tornar advogado é dobrado na família Protásio. Elisa, de 53 anos, é funcionária pública graduada. Ela e o filho Reinaldo foram juntos à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), onde ambos fazem o exame. “Meu filho também fez o curso de Direito, então alimentou ainda mais o meu sonho”, disse ela. “É um prazer imenso fazer a prova junto com minha mãe. Ela é uma pessoa muito esforçada e sempre me espelhei nela”, acrescentou o filho.

DF: Sem acesso à educação

Por Carla Rodrigues no Jornal de Brasília

Inclusive - sala de aula vazia.
A rede pública de ensino do Distrito Federal está com déficit de pelo menos 500 monitores para alunos com necessidades especiais. Hoje, 523 profissionais atendem 6,6 mil estudantes com deficiência, distribuídos nas 654 escolas da região. A denúncia foi feita por pais que não conseguem matricular os filhos por conta da ausência de profissionais.


Este é o caso de Júlio César Santos Costa, 37 anos,morador de Sobradinho II. Seu filho, de sete anos, teve o desenvolvimento cognitivo afetado após um afogamento e, agora, está em casa, sem poder estudar, por causa da falta de monitores na escola mais próxima de sua residência.

Desesperado, Júlio buscou a ajuda da Regional de Ensino e da Secretaria de Educação. Segundo ele, nenhuma das instituições teria encontrado uma solução para o problema.

“A resposta deles é nula. O absurdo chegou ao ponto da Secretaria de Educação me dizer que eles não podem fazer nada. Como não? Se eles não podem, quem pode? Meu filho precisa estudar. É um direito dele, um direito de cidadão.

Ele tem que ir para a escola e eu não consigo matriculá-lo”, desabafa o pai.
O Sindicato dos professores confirma a baixa quantidade de monitores.

“O número de monitores é insuficiente e isso prejudica a aprendizagem dos alunos”, afirmou um dos representantes da entidade, Samuel Fernandes.

“A Secretaria de Educação precisa lançar um novo edital para contratação desses profissionais. Tem muitas escolas que estão sem. Só o professor não consegue dar conta dessa demanda”, diz.

LEGISLAÇÃO
O Ministério da Educação determina que todas as escolas inclusivas tenham monitores. No DF, segundo a Secretaria de Educação, as 654 unidades de ensino espalhadas na região atendem alunos com necessidades especiais. De acordo com a pasta, “o órgão atende 100% da demanda da Educação Básica, incluindo a modalidade Educação Especial, no processo de Telematrícula.

Caso alguma família perca o prazo, ela deve se dirigir à Coordenação Regional de Ensino da região desejada para verificar a disponibilidade por vaga”.

Segundo a determinação vigente, os monitores devem acompanhar as crianças deficientes em sala de aula, auxiliá- las durante a refeição, levá-las ao banheiro e cuidar da higiene desses alunos. A lei, porém, não determina o número de profissionais por aluno. Os monitores precisam ser aprovados em concurso público, como já aconteceu no DF, com aprovação de mais 1 mil pessoas.

654 escolas do DF recebem alunos com necessidades especiais
Pai afirma que luta por um direito do filho
Para Júlio César, alguma medida em prol de seu filho precisa ser tomada.
“Eu não quero mais do que o direito dele. Já fiz tudo que estava ao meu alcance. Minha esposa até conseguiu emprego numa creche para tentar levá-lo junto. Mas a creche cuida dele, não ensina”, diz.

Quem acompanha a penitência do pai, revela ainda que os órgãos são displiscentes com a história do pequeno Júnior. “O governo simplesmente não oferece a possibilidade de solução para as pessoas. É uma situação difícil atrás da outra.

O pai já procurou até a Secretaria de Educação, que não dá uma resposta”, critica Darley César de Jesus, 43 anos, pastor conhecido por promover ações sociais no DF.

A Secretaria de Educação afirma que “o estudante com necessidade especial deve ser encaminhado para a escola mais próxima a sua residência ou local de trabalho, de acordo com a opção do responsável.

Isso se a solicitação de matrícula for efetuada no período correto (outubro do ano anterior). Caso seja solicitada fora do prazo, será encaminhado para onde houver vagas”.

Saiba mais
» A educação especial deve oferecer atendimento educacional especializado aos estudantes com deficiência intelectual, auditiva, visual, física, transtorno global do desenvolvimento (TGD), deficiência múltipla, e altas habilidades/superdotação, surdocegueira.

» Segundo a Secretaria de Educação, esses estudantes são matriculados em turmas do Ensino Regular ou, em decorrência de suas necessidades, em caráter temporário, em turmas de atendimento exclusivo ou ainda nos Centros de Ensino Especial, além de outras formas de atendimento.

» A educação especial é oferecida em classes comuns do Ensino Regular, salas de recurso, itinerância, classes especiais, classes de integração inversa, nos centros de Ensino Especial (CEEs), no Centro de Ensino Especial de Deficiência Visual (CEEDV), no Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual (CAP), no Programa de Educação Profissional Especial, no Centro de Iniciação Desportiva (CID Paraolímpico), entre outros.

“A resposta deles é nula. O absurdo chegou ao ponto da Secretaria de Educação me dizer que eles não podem fazer nada. Como não? Se eles não podem, quem pode? Meu filho precisa estudar. É um direito dele.”Júlio César Santos 37 anos, com filho Júnior

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Schumacher se comunica com família através dos movimentos dos olhos

Lausanne, Suíça

  

Michael Schumacher vem apresentando melhoras satisfatórias. A informação foi noticiada nesta segunda-feira pelo inglês "Mirror". De acordo com a publicação, o heptacampeão da Fórmula 1 tem usado os movimentos dos olhos para responder questões feitas pela esposa, Corinna Schumacher. O ex-piloto, porém, ainda precisa de cuidados médicos contínuos para se recuperar das graves lesões sofridas após um acidente enquanto esquiava nos Alpes franceses, em 29 de dezembro de 2013.

Durante a recuperação, Schumacher tem recebido grande apoio dos atuais pilotos da Fórmula 1. Entre eles Jenson Button e Lewis Hamilton, que escreveram cartas para o alemão. Hamilton escreveu:

Querido Michael. Você está sempre em minhas orações. Orações de esperança de que você passe por esse momento difícil. Você já conseguiu tanto, dando tanto. Que Deus possa cuidar de você e mostrar-lhe o caminho de volta para sua família, fãs e amigos - disse Hamilton em sua carta.

Jenson também escreveu sua mensagem para Schumacher.

- Quando eu penso em Michael Schumacher penso em duas coisas. O primeiro é de uma das minhas primeiras lembranças de estar na Fórmula 1, em Melbourne, e ver o vermelho Ferrari de Michael na minha frente, espalhando as folhas enquanto dirigia sob as árvores. Mesmo em 2000, ele era já uma lenda. A segunda coisa que eu penso sobre isso é o carro vermelho familiar serpenteando sobre meus espelhos. Michael era um piloto tão formidável, implacavelmente competitivo - frisou Jenson na mensagem ao ídolo.


De acordo com a imprensa suíça, os médicos esperam que Schumacher esteja em uma cadeira de rodas especial nas próximas semanas, quando ele poderia controlar os movimentos da máquina com sua boca. A mídia da Croácia diz que os médicos Darko Chudy e Vedran Deletis estariam desenvolvendo um microchip que poderia ajudar o ex-piloto a andar e falar novamente após o longo coma.


Rotina é ainda mais desafiadora para mulheres com deficiência

Ser mulher, por si só, é bastante trabalhoso, afinal é preciso se desdobrar em diversas funções no trabalho, em casa, com os filhos, nos estudos, entre outras atividades.                     

                             

Para as mulheres que possuem algum tipo de deficiência, a rotina é ainda mais desafiadora, já que, além de dar conta de tudo o que uma mulher costuma fazer, ainda precisam lidar diariamente com dificuldades de acessibilidade e com manifestações de preconceito.

Quem enfrenta estes problemas, mas mesmo assim não deixa de ter uma vida ativa é a atleta paralímpica de esgrima e diretora de esportes da Associação dos Deficientes Físicos do Paraná (ADFP), Janaína Aguilera, 25. Paraplégica há oito anos, após um acidente de carro que provocou uma lesão em sua medula, ela precisou se adaptar às limitações do seu corpo para poder voltar às atividades que uma jovem faz diariamente. “Eu era adolescente na época do acidente e por ter tido um excelente suporte durante minha reabilitação, consegui ter uma juventude normal. Mas isto infelizmente, não acontece com todas as pessoas”, avalia.

A jovem trabalha, faz faculdade e ainda mantêm suas atividades sociais - como sair com os amigos, frequentar shows, barzinhos e eventos culturais -, mas conta que apesar de bem resolvida, ainda sofre em algumas situações. “Já passei por problemas como dificuldade de acessibilidade em vários locais, preconceito e também enfrentei situações constrangedoras relacionadas à falta de preparo de algumas pessoas que trabalham com o público, como alguns cobradores e motoristas que ainda não são capacitados no trato com a pessoa com deficiência e no manejo do elevador instalado nos ônibus da cidade”, lamenta.


Para ela, o que falta é humanização. “As pessoas olham o tempo todo para a pessoa com deficiência, elas não estão acostumadas com quem é diferente. Por isso, não desisto de estar nos lugares, para naturalizar a questão e tentar de alguma forma, deixar um mundo melhor para quem está por vir”.


Defensora de seus direitos
 

Protagonista de uma história parecida com a de Janaína, a Secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Curitiba, Mirella Prosdocimo, é um exemplo de luta em prol das pessoas com deficiência. Ela também sofreu um acidente de carro aos 17 anos, mas no seu caso, a lesão na altura do pescoço paralisou os movimentos de pernas e braços, deixando Mirella tetraplégica.

Ela conta que antes do acidente não tinha nenhum contato com pessoas com deficiência e sua visão sobre a situação era igual a de muita gente que só acompanha o assunto à distância. “Eu achava que quem tinha alguma deficiência era uma “pessoa coitadinha”, totalmente incapacitada. Era uma visão errada e preconceituosa, que ainda é comum entre as pessoas”, diz.

Desde o acidente, há 23 anos, Mirella passou por diversas situações que envolveram isolamento social, dependência da família, aceitação e reabilitação, a redescoberta de seus potenciais e de sua autoestima na época da faculdade, até chegar a condição atual de mulher bem sucedida e defensora de seus direitos. “Levei cerca de 10 anos para voltar a ser protagonista da minha vida. Quando voltei a estudar percebi que era capaz de produzir, fazer amigos e namorar”.

Ela acredita que o preconceito e falta de informação ainda são as piores barreiras enfrentadas por deficientes físicos, cegos, surdos ou com outros tipos de problema. “As pessoas geralmente não sabem como lidar com o deficiente. Ainda é comum alguém estender as mãos para me cumprimentar. Mas ao invés de ficar constrangida a pessoa poderia simplesmente pedir desculpas e me dar um beijo no rosto, lidando com a situação com normalidade”, explica.

De acordo com Mirella, uma saída para melhorar a convivência entre as pessoas é ensinar as crianças a lidar com os deficientes com naturalidade, chegando perto, perguntando e conhecendo. “Ter esta preocupação é importante, afinal, todos, ao envelhecer, poderão enfrentar algum tipo de dificuldade e limitação”, diz.

Especialista em inclusão, Mirella assumiu a Secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência em janeiro do ano passado e trabalha para promover ações educativas e de conscientização, com objetivo de trazer mais inclusão para os deficientes e capacitação para os agentes públicos. “Temos projetos em andamento em relação ao transporte de deficientes como o Ônibus Acesso, aumento da frota de táxis adaptados, adaptação dos espaços culturais da cidade e ações que melhorem as condições de empregabilidade dos deficientes, entre outros projetos”, apresenta.


Prática de esportes

Para ajudar outras pessoas com deficiência física durante o processo de reabilitação, o departamento de esportes da Associação dos Deficientes Físicos do Paraná (ADFP) oferece práticas de fisioterapia e de modalidades esportivas, entre elas o tênis de mesa, que possui vários atletas premiados e a esgrima em cadeira de rodas, esporte em que Janaína Aguilera é a número 1 no ranking brasileiro. Atualmente a ADFP conta com 50 atletas em cinco modalidades esportivas. “Para quem está em fase de reabilitação, o esporte é muito importante. Ele fortalece o corpo e faz com que a pessoa tenha capacidade de superar obstáculos, para enfrentar as atividades diárias, além de promover a socialização e a troca entre as pessoas”, explica Janaína. 



1ª Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência

Primeira unidade policial do país dedicada exclusivamente à pessoa com deficiência, a delegacia atende casos de discriminação e outros crimes em que a presença de deficiência caracterize agravante.

da Redação

Imagem Internet/Ilustrativa

Foi criada a 1ª Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo, que conta com policiais treinados e equipe de apoio multidisciplinar para atender a este público. A unidade foi criada para que a pessoa com qualquer tipo de deficiência encontre auxílio e acolhimento, podendo denunciar crimes dos quais for vitima ou testemunha.


Primeira unidade policial do país dedicada exclusivamente à pessoa com deficiência, a delegacia atende casos de discriminação e outros crimes em que a presença de deficiência caracterize agravante, tornando a vítima mais vulnerável. Também reúne informações sobre esse tipo de violência para elaborar estudos e estratégias de prevenção.

A atuação da nova delegacia não se restringe ao trabalho policial, mas também orienta sobre direitos e encaminha as vítimas para serviços de proteção social. Para isso, conta com um Centro de Apoio integrado por assistentes sociais, psicólogos, intérpretes de Libras (Língua Brasileira de Sinais), cientista social e um técnico especializado em tecnologias assistivas, com equipamentos e recursos que facilitam o acesso a informações para pessoas com deficiência visual.

A delegacia oferece suporte remoto ou presencial a outros distritos policiais e os profissionais realizam visitas domiciliares e acompanham as vítimas encaminhadas a outros serviços. Toda a equipe da delegacia – policiais e equipe de apoio – passou por um treinamento de três semanas, recebendo informações de especialistas sobre o universo da deficiência.

O Centro de Apoio é gerido pela Organização Social Casa de Isabel, que há vinte anos atua no enfrentamento à violência contra mulheres, crianças e adolescentes na periferia paulistana e também foi responsável por administrar a primeira experiência pública de residências inclusivas para jovens com deficiência intelectual na cidade.

A 1ª Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência está aberta de segunda a sexta-feira, de 09h às 18h, à rua Líbero Badaró, 39 – 10º andar, com entrada preferencial para cadeirantes pela rua São Francisco, 24. – Centro.
Outra novidade é que também é possível efetuar um primeiro atendimento pelo e-mailpcdcasadeisabel@gmail.com , pelos telefones 3291.6776 e 3291.6920 ou pelo Skype apoio_dppd.

Contamos com o seu apoio e parceria e estamos à disposição para atendê-los.

Fonte:saci.org.br - Imagem Internet/Ilustrativa