sábado, 30 de agosto de 2014

Lembra dele? Irmã publica foto do ator Flávio Silvino

Flávio Silvino faz raríssima aparição e posa para foto ao lado da irmã, a cantora Isabela Silvino. Ator vive longe da vida pública e interrompeu a carreira televisiva - exceto uma participação há 14 anos - após sofrer grave acidente de carro.

Por CARAS Digital 
 
 Flávio Silvio com a irmã, Isabela (Reprodução / Instragam)

Quem era adolescente nos anos 90 certamente se lembra do vampiro Matosão, personagem da novela global Vamp, de 1991, interpretado pelo ator Flávio Silvino. Filho do comediante Paulo Silvino, o galã teve sua carreira televisiva interrrompida após sofrer um acidente de carro que o deixou em coma durante três meses e meio, em 1993.
Depois do acidente, Flávio só voltou à TV sete anos depois, uma única vez, em uma participação com o personagem Paulo Soriano, na novela Laços de Família, exibida no ano 2000, mas deixou saudade nos fãs.
Recentemente, sua irmã, a cantora Isabela Silvino, resolveu abrir uma exceção na reservadíssima vida que Flávio leva nos últimos anos e matar a saudade dos admiradores do rapaz, publicando uma raríssima foto com ele em seu Instagram.
"Olha ele aí...", comentou, na legenda da imagem em que ele aparece sorridente ao lado dela. 

Anão grava documentário com câmera escondida para mostrar o preconceito que sofre diariamente

   

Tudo o que é diferente chama a atenção, mas quando se trata de pessoas, é preciso saber o limite da curiosidade. O norte-americano Jonathan Novick tem 22 anos e possui um tipo de nanismo, o que faz com que ele seja muito menor do que qualquer outra pessoa. Sim, ele é um anão. E embora chame a atenção das pessoas no dia a dia, passa por situações que não são nada agradáveis.

Para mostrar como é a vida de um anão, Jonathan Novick, que atualmente mora em Nova York, usou uma pequena câmera acoplada ao corpo, que o permitiu gravar momentos de seu dia e como as pessoas o tratam. No vídeo, é possível ver diversas pessoas o xingando, dando risadas e até mesmo tirando fotos, como se ele fosse algum tipo de aberração.

Além de ter a chance de ver o mundo como alguém que tem nanismo, o vídeo traz palavras tocantes de Novick. “A próxima vez que você encontrar alguém diferente de você, pense sobre como é seu dia a dia. Pense sobre todos os eventos que o levaram até lá e pense sobre seu dia – e sobre qual parte de seu dia você gostaria de estar”.

Dá uma olhada nos registros de Novick no vídeo abaixo:


documentario-anao

documentario-anao2

documentario-anao3

documentario-anao4

documentario-anao5

documentario-anao6

documentario-anao7

documentario-anao8


Conheça o homem que empurrou um amigo cadeirante pelos 800km do Caminho de Santiago, na Espanha

   

Se percorrer os Caminhos de Santiago, que levam à cidade espanhola de Santiago de Compostela, já é uma grande conquista para muitos, Patrick Gray deve estar se sentindo realmente vitorioso. Ele acompanhou seu amigo de infância, Justin Skeesuck, por cerca de 800 km. O detalhe é que Justin é cadeirante e Patrick o empurrou durante todo o percurso.

A viagem começou na França e durou seis semanas. A experiência foi capturada em fotos e vídeos por uma equipe e a ideia da dupla é transformar a jornada em um documentário chamado I’ll Push You (“Eu te empurro”, em português).

Justin perdeu o movimento dos braços e pernas após sofrer um acidente de carro aos 16 anos. A batida fez com que ele desenvolvesse uma doença autoimune que o privou da coordenação motora. A partir de então, ele viaja pelo mundo dando palestras sobre acessibilidade e o documentário, segundo a dupla, tem o objetivo de servir de inspiração para outros deficientes, provando que, apesar das dificuldades, é possível ter uma vida normal e até mesmo encarar desafios como este.


Homem empurra amigo cadeirante pelo Caminho de Santiago

Homem empurra amigo cadeirante pelo Caminho de Santiago

Homem empurra amigo cadeirante pelo Caminho de Santiago

Homem empurra amigo cadeirante pelo Caminho de Santiago

ll-push-youe5

Homem empurra amigo cadeirante pelo Caminho de Santiago

Homem empurra amigo cadeirante pelo Caminho de Santiago

Homem empurra amigo cadeirante pelo Caminho de Santiago

Homem empurra amigo cadeirante pelo Caminho de Santiago

Homem empurra amigo cadeirante pelo Caminho de Santiago

Homem empurra amigo cadeirante pelo Caminho de Santiago

Todas as fotos © I’ll Push You


sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Diretora do grupo Escola de Gente, Cláudia Werneck, fala sobre inclusão ...

Vejam abaixo o vídeo:



Fonte:luciene4267.blogspot.com.br

Secretaria pede ampliação de direitos para deficientes no Ciência Sem Fronteiras

Das 60 mil bolsas já concedidas, apenas 216 pertencem a estudantes com necessidades especiais segundo o Capes.

POR 

 Aline e a mãe, Rosemary. Estudante não vai entrar na Justiça e diz que confia numa solução Foto: Arquivo Pessoal
Aline e a mãe, Rosemary. Estudante não vai entrar na Justiça e diz que confia numa solução - Arquivo Pessoal



RIO — A Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República pediu ontem à Capes, órgão responsável pela concessão de bolsas do programa Ciência sem Fronteiras, que altere os termos dos próximos editais a fim de cumprir os direitos de candidatos com deficiência. A medida foi tomada depois que a estudante mineira Aline Castro, portadora de uma doença muscular degenerativa, teve negada a bolsa de acompanhante para sua mãe. Aline é incapaz de realizar sozinha algumas tarefas básicas do dia a dia, como tomar banho ou escovar os dentes. O caso foi revelado ontem pelo GLOBO. Ainda ontem, segundo a família, a Capes entrou em contato prometendo que a situação será resolvida.

Até hoje, os editais do processo seletivo do Ciência sem Fronteiras não previam os procedimentos a serem tomados em casos de bolsistas que requeiram atendimento especial. No entanto, Aline indicou que tinha atrofia muscular progressiva tipo 2 ao preencher o Common Application, formulário básico do Institute of International Education (IIE), instituição que mantém parceria de intercâmbios com o CsF.

Depois de concedida a bolsa, a estudante teve recusado o pedido para levar a mãe, Rosemary, que afirmou ter conversado com um membro da Diretoria de Relações Internacionais da Capes. Na ocasião, ela teria ouvido que o órgão não poderia estender o benefício sob o risco de abrir precedentes para outros casos semelhantes. Ontem, a própria diretora de Relações Internacionais da Capes, Denise Neddermeyer, ligou para a família pedindo desculpas oficiais pelo episódio. Foi ela quem disse que a Capes resolverá o problema.

Em entrevista ao GLOBO, o secretário Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Antonio José Ferreira, disse que o órgão entrou em contato com a Capes para pedir a inclusão textual de cláusula que contemple os direitos legais das pessoas com deficiência nos próximos editais.
Entrei em contato com a Capes para pleitear que isso não ocorra mais — afirmou. — Vamos tentar garantir essa previsão já nos próximos editais, em caso de necessidade dos estudantes.

‘Não é maldade’, diz secretário

Indagado sobre a falta de regras específicas para pessoas com deficiência nos editais do Ciência sem Fronteiras, Ferreira afirmou que as “as adaptações vão surgindo conforme a necessidade”.
Infelizmente, isso faz parte de uma cultura nossa, que temos que ir quebrando aos poucos. As empresas e os órgãos governamentais só pensam na questão quando ela está posta. Não posso dizer que é maldade ou falta de propriedade, mas pode ser que nunca tenha havido um caso como esse antes disse o secretário, que tem deficiência visual.

  
   Ferreira. Secretário - Divulgação / Mariana Leal

A Capes já havia informado ao GLOBO que, “considerando a excepcionalidade do caso, já está em contato com a universidade e as instituições parceiras para responder esta questão”. Mas em nenhum momento respondeu se pretende abrir para todos os estudantes com deficiência a possibilidade de solicitar bolsa para acompanhantes. Em nota, o órgão disse apenas que “em nenhum momento se pronunciou oficialmente contrária à solicitação da estudante”. E afirmou que, em seus registros e nos do CNPq, há 216 estudantes com deficiência (de um total de cerca de 60 mil).

Desde ontem, Aline já recebeu ligações de cerca de 15 advogados e até de uma promotora do Ministério Público Federal, todos oferecendo ajuda para o caso. Semanas antes, a família havia tentando acionar a Justiça, mas esbarrou nos altos honorários cobrados por escritórios de advocacia, que chegavam a R$ 5 mil.

Diante do telefonema da diretora de Relações Internacionais da Capes, Aline afirmou que vai esperar alguma solução do órgão, sem entrar na Justiça. Ela já agendou ida ao Rio de Janeiro na próxima semana para retirar o visto de estudante no Consulado dos EUA na cidade.

Eu espero de coração que tudo se resolva — diz Aline. — Confio, tenho que confiar nisso. Fico muito feliz em saber também que meu caso poderá ajudar outras pessoas.

Convenção garante direito
Mesmo não previsto nos editais do CsF, o direito é garantido pela Convenção Internacional sobre os Direitos de Pessoas com Deficiências de 2009, da qual o Brasil é signatário. Além disso, desde 2011, a concessão de benefícios a acompanhantes é regulamentada pelo decreto federal 7.613/11 para servidores públicos federais. Uma junta médica avaliaria a necessidade da extensão do benefício.

É esse mesmo o modelo que o secretário Antonio Ferreira defende para o CsF:
Após avaliação médica, se ficar constatado que o candidato precisa de um acompanhante, o governo federal proveria essa demanda.



Médico com doença do ‘desafio do balde de gelo’ dá aula só com olhos

Sem controle sobre músculos,Vanderlei Corradini leciona à distância. Esclerose lateral amiotrófica afeta neurônios responsáveis por movimentos.
O médico Vanderlei Corradini Simões de Lima, de 53 anos, já não tem mais controle sobre os músculos do corpo. Diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica (ELA) em 2010, ele sofreu a paralisação progressiva dos membros. A exceção são os olhos. É com eles que ele se comunica com os alunos da disciplina de Fisiologia Médica da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), instituição em que atua como professor convidado. Lima vive em São Sebastião do Paraíso, em Minas Gerais.
A ELA é a doença rara que motivou o desafio do balde de gelo, campanha que desafia personalidades a jogarem um balde de água gelada na cabeça para chamar a atenção sobre o problema.
As pessoas podem aceitar o desafio ou fazer uma doação para uma instituição ligada à ELA, ou ainda fazer as duas coisas.
De caráter progressivo, a ELA afeta os neurônios responsáveis pelos movimentos do corpo e causa a perda do controle muscular. A doença não interfere na capacidade cognitiva do indivíduo.
Nos Estados Unidos, onde a campanha foi criada pela ALS Association, associação americana que financia pesquisas dedicadas a encontrar uma cura para a doença e também serviços para pacientes, as arrecadações chegaram a US$ 88,5 milhões até a última terça-feira (26).
No Brasil, as três principais associações dedicadas ao apoio de pacientes com ELA arrecadaram, juntas, quase R$ 200 mil em doações em apenas uma semana.
“Acredito que esse fenômeno tem mais importância de nos tornar visíveis, já que as estatísticas insistem em nossa invisibilidade. Quanto à arrecadação de fundos, é um pontapé inicial em uma situação tão complexa”, diz Lima.
Comunicação
Desde quando perdeu os movimentos, Lima tem duas estratégias para se comunicar com o mundo externo. Em uma delas, um acompanhante mostra a ele um quadro com as letras do alfabeto dispostas em três linhas. Lima pisca para indicar em que linha está a letra desejada. Em seguida, a pessoa começa a ler as letras daquela linha e ele pisca na letra que quer usar. Dessa forma, formam-se as palavras e as frases.
Médico Vanderlei, de São Sebastião do Paraíso, MG (Foto: Luciano Tolentino / EPTV)
Médico Vanderlei, de São Sebastião do Paraíso, MG (Foto: Luciano Tolentino / EPTV)
Outra estratégia envolve uma ferramenta capaz de detectar os movimentos do globo ocular, que passam a controlar o mouse virtual de um computador.
Foram esses mecanismos que permitiram que ele escrevesse um livro, chamado “Eu e elas”, e que fosse convidado a ministrar uma disciplina, como professor convidado, na UFJF. O convite partiu da fisioterapeuta Carla Malaguti, que leciona a disciplina de fisiologia médica na instituição. Ela conta que já o conhecia e que sabia que tinha muito conhecimento acumulado nos 27 anos de prática em cirurgia geral e endoscopia digestiva.
“Falei para ele que, na disciplina, discuto casos à distância com os alunos e que precisava de um professor convidado para me ajudar. Ele adorou porque, com a doença, não pôde mais exercer a medicina, mas pôde manter a profissão como professor”, diz Carla.
A professora conta que a disciplina envolve a discussão de casos reais de pacientes com doenças degenerativas, como a ELA. “Foi muito bom para os alunos porque eles tinham contato com um caso real e também com alguém que entende, como médico, os aspectos todos das doenças”, observa.
Em entrevista por e-mail, Lima diz que sempre gostou de se envolver com a comunidade científica. “No momento que os primeiros sintomas apareceram, ministrava aulas no curso de endoscopia digestiva na pós-graduação da Faculdade de Medicina da Suprema. Quando recebi o convite, fiquei imaginando uma forma de ser útil. Assim, aproveitando minha experiência de 27 anos de medicina assistencialista, participo dos fóruns de discussão de casos clínicos online através da plataforma Moodle [ferramenta de ensino à distância], abordando aspectos psicobiossociais dos casos discutidos e respondendo às questões dos alunos.” Atualmente, além de dar aulas, ele prepara seu segundo livro: “Médico de pijamas e suas estórias”.
Diagnóstico
Vanderlei começou a perceber os primeiros sinais da doença quando passou a ter câimbras e diminuição da força muscular da mão esquerda. “Pelo fato de ser médico, eu mesmo fiz o diagnóstico clínico e, após a confirmação, preparei minha vida e minha família para tudo que iria enfrentar.”
Depois do primeiro sintoma, a doença evoluiu para paralisa do resto do corpo e da deglutição e respiração. “Nessa situação, é fundamental a aceitação. Para isso é preciso ter a convicção de que desempenhou seu papel com honradez e com a máxima perfeição que conseguiu impor e assim se atinge a sensação de ter vivido na sua plenitude e com êxito.”
Fontes: Mariana Lenharo, G1 - www.deficienteciente.com.br

No AC, jovem faz rifa para comprar cadeira de rodas para irmão deficiente

Gustavo Ferreira de Menezes tem paralisia cerebral.
‘A felicidade dele é a minha, por isso quero conseguir esse dinheiro’, diz.


Tácita Muniz Do G1 AC

Gustavo cadeirante (Foto: Tácita Muniz/G1)
  Gustavo passa a maior do dia deitado em um colchão    (Foto: Tácita Muniz/G1)

Aos seis meses de vida, Gustavo Ferreira de Menezes, que completa 11 anos nesta quarta-feira (27), teve uma infecção no ouvido que lhe ocasionou uma encefalite. Com o passar dos anos, a infecção se agravou, as convulsões ficaram mais frequentes e o garoto foi diagnosticado com paralisia cerebral. A partir daí, a irmã mais velha de Gustavo, Jéssica Ingrede Ferreira da Silva, de 23 anos, passou a ajudar a mãe na luta para a qualidade de vida do irmão. No começo do mês, ela decidiu fazer uma rifa de uma cesta de chocolate, para tentar arrecadar ao menos R$ 4 mil para a compra de uma cadeira de rodas adaptada para Gustavo.
“Ele está precisando da cadeira, mas não temos como arcar com o preço. Fizemos o orçamento e fica entre R$ 3.500 a R$ 4 mil, então pensamos em algo que pudéssemos oferecer para as pessoas e não simplesmente pedir. Daí surgiu a ideia da rifa de uma cesta de chocolate, que é algo que todo mundo gosta”, explica Jéssica.
A estudante de pedagogia da Universidade Federal do Acre (Ufac) conta que o menino já ganhou uma cadeira de rodas comum, mas que, no caso de Gustavo, a cadeira precisa ser adaptada, pois ele tem muitos espasmos e acaba se machucando. “Na cadeira que não é adaptada, ele não consegue ficar sentado, precisamos de uma que ele possa ficar bem acomodado”.
A mãe de Gustavo, Ivaneide Ferreira Matos, de 40 anos, é manicure, mas hoje se dedica única e exclusivamente para o filho. “Ele é muito acostumado com braço, temos que levá-lo para todo lugar no colo. A cadeira sob medida é feita especialmente para ele, pegam peso, altura, posição do pescoço. Na cadeira comum, ele se machuca demais”, destaca.
Apesar da doença, o garoto consegue se comunicar com alguns gestos. Soltar beijo é o sinal de que ele concorda com algo. “Quando ele quer dizer sim, ele solta beijo”, conta a irmã. Entretanto, quando algo não agrada o menino, ele responde negativamente com a língua para fora.
Gustavo cadeirante  (Foto: Jéssica Ingrede/ Arquivo pessoal )Gustavo desenvolveu a paralisia aos seis meses de vida (Foto: Jéssica Ingrede/ Arquivo pessoal )
A ansiedade de Gustavo pode ser vista, quando alguém lhe pergunta se ele quer passear. Rapidamente, ele sorri como quem quisesse se movimentar e sair do colchão, onde passa grande parte do dia para que não se machuque durante os espasmos frequentes em decorrência da paralisia.
“Ele passa grande parte do dia deitado, porque quando saímos não aguentamos ficar com ele no braço o tempo todo. Ele pesa muito. E é fato que ele precisa sair, passear e se divertir como qualquer criança. Ele entende tudo que a gente fala, então um passeio em uma praça, que para nós é tão comum, para ele, que nunca sai de casa, tem outro sabor”, destaca.
O sonho de Jéssica, parece simples e comum para qualquer um que escuta, mas que se torna impossível para Gustavo, que depende de apoio para um simples passeio. O garoto nunca foi ao shopping de Rio Branco. E quando o assunto é esse passeio em especial, ele se agita ainda mais.
“A felicidade dele é a minha, por isso quero tanto conquistar o dinheiro necessário para comprar essa cadeira. Quero levá-lo para passear e ir ao shopping, que ele tanto quer conhecer. Não quero limitá-lo, ele tem que desbravar o mundo”, diz emocionada.
Gustavo faz tratamento no Dom Bosco. Tem acompanhamento com fonoaudiólogo, faz fisioterapia, estimulação precoce e terapia ocupacional  por três vezes na semana. Ele teve o acompanhamento médico desde 7 meses, quando a família começou a perceber as sequelas da encefalite. Além disso, tem acompanhamento de médicos de São Paulo (SP) que visitam o paciente de três em três meses.
Gustavo cadeirante (Foto: Jéssica Ingrede/ Arquivo pessoal)Jéssica passou um mês afastada da faculdade
para cuidar do irmão
(Foto: Jéssica Ingrede/ Arquivo pessoal)
“Eu sempre acreditei que meu irmão sairia vivo”
No ano passado, entre outubro e novembro, Gustavo teve que ficar internado no Hospital da Criança devido a uma pneumonia que se agravou. Foram quase dois meses no hospital, quando ele chegou a pesar 15 quilos. A luta de Gustavo pela vida foi publicada no Facebook de Jéssica, que se afastou dos estudos durante um mês para se dedicar à recuperação do irmão.
“Foram dias terríveis e pesados. Acho que foi a única vez que não vi meu irmão sorrir. Você pode imaginar a dor de ver alguém que você ama entre a vida e a morte? Minha mãe ficou muito abalada, então eu tive que segurar a peteca. As enfermeiras me falavam que se despediam como se não fossem vê-lo no dia seguinte, mas eu sempre acreditei que meu irmão sairia vivo dali”, conta.
O sorteio das rifas será realizado no dia 12 de outubro, Dia Das Crianças. A divulgação das vendas é fortalecida por meio das redes sociais. Cada rifa custa R$ 3, na compra de duas, o preço baixa para R$ 2,50 cada. O ganhador leva uma cesta de chocolate Cacau Show no valor de R$ 200. Os interessados em ajudar podem procurar Jéssica, através dos telefones (068) 9964-2393 ou (068) 9232-4814.
Entenda a paralisia cerebral
O neurologista Leonardo Diel explica que a paralisia cerebral vem em decorrência, geralmente, de uma meningite na fase infantil, mais recorrente entre os 4 a 6 meses de vida. Logo após, a criança passa a apresentar um quadro de não desenvolvimento mental. "As paralisias, se você for se aprofundar e buscar na história, sempre têm um histórico de meningite ou também pode ser ligada a genética, ainda não se definiu muito isso entre os especialistas. Sempre se desenvolve entre 4 a 6 meses de vida e a criança para de emitir sons, de tentar se comunicar e acaba tendo um retardo mental", explica.

O tratamento para esse tipo de paralisia, segundo o especialista, é feito com fisioterapia e também com anticonvulsivo, mas que são muitos caros e não são disponibilizados em redes públicas. "Esses remédios são caríssimos, servem de apoio, mas o ideal é que se faça fisioterapia porque as musculaturas são bem duras e precisam ficar relaxadas", destaca.
A cadeira que Jéssica quer dar para o irmão, segundo o médico, é feita com base nas medidas do paciente e possui um apoio acolchoado para a cabeça. Além disso, evita que o cadeirante se machuque devido aos frequentes espasmos.  "É uma cadeira toda diferenciada, pode até fixar na perna da pessoa para que seja transportada, além de possuir um freio manual. É comum esse pedido de cadeira".
Gustavo cadeirante (Foto: Tácita Muniz/G1)Gustavo sorridente mostra a rifa vendida pela irmã (Foto: Tácita Muniz/G1)Fonte:g1.globo.com

Crianças com deficiência e o acesso à educação fundamental no Brasil: inclusão ou integração? Uma análise a partir do direito constitucional

Por Ana Paula Barbosa-Fohrmann, Thiago da Costa Sá Angelica, na Pensar – Revista de Ciências Jurídicas. Vol. 19, n. 1.

Pensar - capa (texto ilegível)
O tratamento dispensado pela sociedade às pessoas com deficiência ao longo da História passou por momentos de extrema intolerância e discriminação que resultou, em muitos casos, na marginalização desses indivíduos em relação às demais pessoas da sociedade. Embora tenhamos avançado no tema, ainda hoje, grande parte das pessoas com deficiência encontram uma série de barreiras que dificultam e, às vezes, até mesmo impedem o pleno exercício de direitos garantidos sem distinção a todos os cidadãos, como é o caso dos direitos à saúde, à educação, ao trabalho e ao transporte, por exemplo. Tal prática contribui para gerar uma relação de desigualdade entre as pessoas com deficiência e os demais indivíduos da sociedade. O alvo deste estudo será o direito à educação, personificado no acesso das pessoas com deficiência ao ensino fundamental no Brasil. Neste sentido, será feita uma análise constitucional que nos permita apontar qual é a maneira constitucionalmente adequada para garantir que o acesso das crianças com deficiência ao ensino fundamental signifique também a não-discriminação e igualdade em relação às demais pessoas de nossa sociedade e a inclusão desses indivíduos à vida em sociedade. Afinal, como deve se dar o acesso das crianças com deficiência ao ensino fundamental: através de escolas e classes especializadas no ensino de pessoas com deficiência ou por meio da inclusão desses alunos no sistema regular de ensino?



Cirurgia vai encurtar o pescoço de adolescente chinês

Do UOL, em São Paulo

                                                                                                                                                                            Reprodução/Daily News
    Fu Wengui, 15, sofre de uma condição rara. Ele possui 10 vértebras em seu pescoço, três a mais do que a maioria dos seres humanos
Fu Wengui, 15, sofre de uma condição rara. Ele possui 10 vértebras em seu pescoço, três a mais do que a maioria dos seres humanos.

Uma entidade beneficente vai pagar pela cirurgia para "encurtar" o pescoço de um adolescente na China.

Fu Wengui, 15, sofre de uma condição rara. Ele possui 10 vértebras em seu pescoço, três a mais do que a maioria dos seres humanos. Isso lhe dá não apenas uma aparência estranha, que fez com que fosse chamado de "girafa" na infância, mas traz consequências como dores na coluna, coloca mais pressão sobre os nervos e faz com que o simples ato de andar seja mais difícil.

Fu Wengui foi diagnosticado com escoliose congênita aos seis anos e sua caixa torácica é bem diferente de outros jovens de sua idade hoje.

Agora, uma organização beneficente anunciou que pagará pelos custos de uma cirurgia para que sejam retiradas as três vértebras a mais do pescoço do garoto. O procedimento será feito pelos médicos do Hospital Chaoyang.

Como se trata de uma cirurgia sem equivalente, os médicos estão desenvolvimento um plano para que a operação e a consequente recuperação do paciente sejam um sucesso.

"Eu espero ter em breve um pescoço normal", disse Fu Wengui a um jornal chinês. Ele admitiu que está cansado de chamar atenção toda vez que sai na rua.


quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Kenguru: Veiculo para pessoas em cadeira de rodas

É pequeno, é conduzido com um volante semelhante ao das motas e apenas tem lugar. A única porta do Kenguru fica na parte de trás para facilitar a entrada do condutor.

                        


O Kenguru é um carro diferente dos que se têm visto até agora. Criado de raiz para se adaptar à necessidade de pessoas com problemas de mobilidade, o veículo destaca-se pela comodidade que garante às pessoas em cadeira de rodas e pelo facto de ser elétrico.

O carro não tem assentos e funciona como um avião de carga - a porta traseira abre-se para que o utilizador possa entrar com a cadeira de rodas sem dificuldades. O volante é semelhante ao de uma mota, o que torna mais acessível o ato da condução.

Uma carga elétrica de oito horas deve ser o suficiente para garantir uma viagem de quase 100 quilómetros, conseguindo atingir o Kenguru uma velocidade máxima de 40 Km/hora.

Pelas características descritas entende-se que o carro não está talhado para grandes viagens, mas pretende antes facilitar nas deslocações curtas. Muitas cidades não estão devidamente adaptadas às pessoas com mobilidade limitada, pelo que uma simples ida ao café pode tornar-se morosa e complicada.

O projeto nasceu na Húngria, mas acabou por mover-se para os EUA como relata oThe Verge. O Kenguru vai entrar em produção até ao final do primeiro semestre de 2015, devendo chegar ao mercado com um preço de 25 mil dólares, perto de 18 mil euros.




Mais informações click AQUI

Fontes: Associação Salvador - tetraplegicos.blogspot.com.br

Audioteca Sal & Luz permite que deficientes visuais possam ler através dos ouvidos

A Audioteca empresta os audiolivros sob a forma de fita K7, CD ou MP3 sem custo para os associados com deficiência visual.

             

A Audioteca Sal Luz é uma instituição filantrópica, sem fins lucrativos, que produz e empresta livros falados (audiolivros) para pessoas cegas ou com deficiência visual, em todo o território nacional, de forma gratuita.

O projeto da Audioteca Sal & Luz nasceu em 1989, a partir da sensibilidade de um grupo de pessoas da Igreja Presbiteriana Betânia, do Rio de Janeiro. Com foco na inclusão social, o grupo começou distribuir não apenas audiolivros religiosos, mas material didático e literário.

Possui, hoje, mais de 1.700 associados e conta, em seu acervo, com cerca de 2.700 títulos, entre didáticos/profissionalizantes e literatura.

Em 1998, a Audioteca Sal & Luz foi selecionada para concorrer, a nível nacional, ao “Prêmio Paulo Freire – Valorizando o saber e o fazer”, como o melhor projeto de tecnologia educacional alternativa do Estado do Rio de Janeiro.

Em 2001, a Audioteca passou por uma ampliação e ganhou 5 novas cabines para a gravação dos livros, contando , hoje, com um total de nove, o que possibilitou, em 2002, o início da produção digital.

Com grande satisfação, a Audioteca Sal & Luz foi agraciada com o Prêmio Fundação Banco do Brasil Tecnologias Sociais – edição 2003, por ser “uma tecnologia social efetiva: soluciona o problema a que se propôs resolver, tem resultados comprovados e é reaplicável”. Assim, passou a fazer parte do banco de tecnologias sociais, localizado no site cidadania-e.com.br.

Em 2004, teve início o projeto de parcerias para a produção dos livros, estabelecendo um novo e estratégico modelo de trabalho voluntário, levando o projeto para dentro das empresas. O resultado é o maior incentivo ao trabalho voluntário, com o conseqüente aumento da produção, e uma influência bastante saudável no clima organizacional.

Depois de uma vida inteira em abrigos, rapaz com 26 anos é adotado e convive com a nova família em Florianópolis

Ângela Bastos angela.bastos@diario.com.br

  

Sentado no chão do quarto, Josué, 26 anos, monta um quebra-cabeça. A embalagem com o mosaico de um caminhão indica o brinquedo para crianças. Em pé e perto da porta, Maria de Lourdes Apolinário, a Lurdinha, 51 anos, desafia a lógica do senso comum.

Encaixa a história de Josué, que tem diagnóstico clínico de síndrome de Down e rendimento de Deficiência Mental Moderada, à sua vida. Essa alteração genética não impediu que ela entrasse com pedido judicial para adotá-lo. Agora, ela é a mãe dele.

O jovem Josué passou a vida toda em abrigos. Por duas vezes conviveu com famílias interessadas em tê-lo como filho. Mas provavelmente identificado como um "bebê down" foi devolvido.

O caso dessa adoção tardia, que se opõe às preferências da maioria dos interessados por adoção que aguardam por crianças pequenas e saudáveis, está sendo considerado inédito em Santa Catarina.

Existem casos de adoção de adultos. Porém, quase sempre de pessoas que convivem há mais tempo juntas. Do pedido à obtenção da guarda provisória, na Vara da Infância e Juventude, são apenas 10 meses.

Rapidez no processo é consequência de lei sancionada neste ano
O trâmite rápido do processo que aproximou mãe e filho é consequência de uma lei desconhecida por muita gente. Assinada em fevereiro deste ano pela presidente Dilma Rousseff, dá prioridade de tramitação de adoção de crianças e adolescentes com deficiência ou doença crônica.

A autora da proposta, a deputada Nilda Gondim (PMDB-PB), justifica que a medida pretende acelerar o processos de adoção dessas crianças e adolescentes. Mas manterá os critérios estabelecidos em lei. A intenção, esclarece a parlamentar, não é pular etapas ou afrouxar procedimentos. Crianças com deficiência ou com doenças crônicas representam cerca de 10% das crianças que estão em abrigos à espera de adoção no país.

A especificidade do caso chegou ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina, onde Lurdinha trabalha. Quando exercia o cargo de presidente em exercício, o desembargador Torres Marques concedeu à servidora licença de adoção de seis meses. Foi uma concessão excepcional pelo fato de o rapaz ter permanecido em abrigos desde o nascimento e ser incapaz para quase todas as coisas que fazem parte da nova rotina.

"Minha "Minha mamãe" são as primeiras palavras aprendidas com ajuda de fonoaudióloga
A avaliação constou em um estudo social realizado pela Diretoria de Saúde do TJ, o qual apontou que o jovem, após o início da convivência e pelo atendimento em tempo integral dispensado pela adotante, obteve melhora significativa na articulação da fala.

Por falta de estímulos, Josué apresenta atraso no desenvolvimento da linguagem e alteração de órgãos fonoarticulatórios e funções neurovegetativas. Mas, desde que começou a ser acompanhado por uma fonoaudióloga, apresenta melhoras.

_ Minha mamãe _ já diz Josué, quando retorna de atividades como natação ou da oficina de reciclagem de papel onde convive com outros jovens com exigências semelhantes.

Também por isso, ficou justificada a extrema necessidade de afastamento do trabalho da mãe nesta fase inicial da adoção. Especialmente pelo fato de o rapaz nunca ter participado do cotidiano familiar e precisar de orientação e acompanhamento em atividades de rotina.

Em novembro termina o prazo da guarda provisória. Se tudo continuar correndo bem, a guarda definitiva será concedida. Josué passará a se chamar Josué Antônio (em homenagem ao companheiro de Maria de Lourdes, o Toninho) Apolinário e terá oficialmente duas irmãs, Érica e Natália.
Sob o olhar de Lurdinha, continuará a montar o quebra-cabeça mais especial de sua vida.
Servidora pública compartilhou com familiares a decisão de adotar
Maria de Louredes Apolinário, a Lurdinha, é divorciada e mãe biológica de duas jovens. Uma tem 22 e outra 25 anos. Formada em Serviço Social pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), ela exerce o cargo de técnico judiciário uuxiliar no Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

Há nove anos mantém um relacionamento com José Antônio Zortéa, o Toninho, também divorciado, e pai de um casal de filhos. A moça tem 22 e o rapaz 31 anos. Lurdinha e Toninho moram em casas separadas, mas costumam passar o final de semana, viajar e tirar férias juntos.

Lurdinha conta que sempre pensou na possibilidade de adotar. Mas foi a aproximação dos 50 anos e da aposentadoria, que deve sair em dois anos, que a fez amadurecer a ideia. Conversou sobre a intenção com os familiares e explicou que isso poderia ocorrer independente da idade, sexo, cor, situação de saúde da criança ou adolescente.

Recebeu apoio de todos, e reconhece o grande incentivo vindo do seu companheiro. Mesmo assim achou que deveria preparar-se. Buscou ajuda psicológica com uma profissional. Também esteve em encontros organizados pelo Grupo de Estudos  e Apoio à Adoção de Florianópolis, o GEAAF.

Lurdinha e Josué se conheram em um jantar, depois que ele a cumprimentou por três vezes
Setembro de 2012 chegou com uma boa nova para ela. Em um jantar organizado pela Cooperativa Social de Pais e Amigos Portadores de Deficiência (Coepad) conheceu o sorridente Josué.

_ Naquela noite, se mostrando afetivo e educado, ele veio por três vezes até a nossa mesa nos cumprimentar_ recorda.

No começo, ela pensou que o rapaz seria filho de um associado. Até descobrir ser um jovem abrigado no Centro Educacional São Gabriel, instituição mantida pelo Estado, localizada em São José, na Grande Florianópolis.

O centro de acolhimento de alta complexidade atende 20 moradores com idades entre 22 e 50 anos. Todos têm algum tipo de deficiência intelectual ou transtornos de desenvolvimento que exigem cuidados especiais. Muitos chegam para algum tipo de tratamento ou para estudar. Mas acabam abandonados pelas famílias.

Aos poucos, e com autorização judicial, Lurdinha conseguiu se aproximar de Josué. O que começou com visitas ao Centro Educacional foi sendo incrementado com passeios e convívio familiar.

De uma história marcada por abandonos a uma nova vida cercada de afeto

Paralelo a isso, ela buscava também o passado do rapaz. Descobriu que com oito dias de vida ele foi entregue pela mãe para uma família, no Sul de Santa Catarina. A chamada adoção à brasileira, onde a mãe biológica dá o filho para outra pessoa criar, não deu certo.

O menino foi devolvido ao Fórum meses depois. Uma adoção legal chegou a ser feita. Mas foi novamente levado de volta para a Justiça da Infância e Juventude. Provavelmente, por perceberem que se tratava de uma criança com síndrome de down.

O garoto ficou então aos cuidados de uma família protetora. Mas ao completar 12 anos _ quando pela legislação deixa de ser criança _ precisou sair e foi encaminhado ao Centro Educacional São Gabriel até maio deste ano.

Desde então mora com a nova família em um aconchegante apartamento no Centro de Florianópolis. Nesta semana ele ganhou uma festa de aniversário para comemorar os 26 anos. Entre os presentes, um que parece ter gostado muito: uma gaitinha de boca. Ideia da fono, que com isso pretende ajudá-lo a exercitar movimentos que estimulam a fala.

Fontes: Diário Catarinense - www.fernandazago.com.br