sábado, 20 de setembro de 2014

21 de setembro: Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência

Data é celebrada com lentidão em processos para avanços na inclusão social.

Em 21 de setembro é celebrado o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, data marcada para a reflexão sobre os desafios das políticas públicas de atenção aos brasileiros com deficiência. Entre as barreiras enfrentadas está a aprovação da Lei Brasileira de Inclusão, que aguarda votação há quase dez anos e o cumprimento da Lei de Cotas no setor privado.

Os números não são pequenos, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010 revelam que existem cerca de 45,6 milhões de pessoas com deficiência. Em São Paulo, por exemplo, há mais de 2,7 milhões de paulistanos com alguma deficiência, sendo que, em média, 80% têm problemas visuais, como cegueira ou baixa visão.

Segundo João Felippe, especialista em acessibilidade e inclusão social da Laramara – Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual, o Brasil já teve algumas conquistas importantes na área, mas isso ainda é pouco. “O Brasil ainda engatinha em várias esferas, por conta de brechas legais ou do descumprimento da legislação existente, o que compromete a real inclusão das pessoas com deficiência na sociedade”, afirma.

Desde 2006, a população que possui limitações físico-motora, intelectual, visual, auditiva ou múltiplas aguarda a aprovação do PL 7699, que institui a Lei Brasileira de Inclusão - medida não sancionada por entraves políticos, que ainda espera por diversos reajustes para poder assegurar a inclusão social e o pleno exercício dos direitos individuais e coletivos das pessoas com deficiência.

Outra regulamentação importante é a contratação de pessoas com deficiência, que, mesmo prevista na legislação, não é cumprida por muitas empresas privadas, o que compromete a inclusão no mercado de trabalho. E, claro, a falta de fiscalização governamental facilita a discriminação.


“É fundamental a aprovação da Lei Brasileira de Inclusão, a fim de que se garanta o direito a uma vida digna, do nascimento ao envelhecimento da pessoa com deficiência. E também o direito à acessibilidade, no seu mais amplo conceito, para que a pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida possa viver de forma independente e exercer seus direitos de cidadania e de participação social”, finaliza Felippe.  

Pessoas com deficiência poderão ter passe livre no transporte coletivo

                           

O pacote de benefícios consta de proposta de emenda à Constituição do senador Paulo Paim (PT-RS), pronta para ser votada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). O parecer pela aprovação é do senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).

Os argumentos de Paim em favor da proposta (PEC 49/2007) incluem a ampliação da mobilidade das pessoas com deficiência e a correção de uma injustiça social. “Parcela considerável dessa população mora nos centros urbanos, o que torna o transporte público municipal imprescindível na busca de educação, trabalho e serviços de saúde. Entretanto, devido ao peso significativo no transporte no seu orçamento familiar, as pessoas com deficiência veem diminuídas suas oportunidades de deslocamento, normalmente já prejudicadas pela baixa mobilidade que lhes é inerente”, observou Paim.

O relator Rollemberg apontou a relevância social da proposta ao recomendar sua aprovação. “Sem liberdade de ir e vir, esse segmento da população se vê impedido de sair da invisibilidade social para se tornar protagonista de sua história e exercer sua cidadania”, considerou o relator.

A falta de acesso aos serviços de transporte pela carência econômica reforça o estigma da “incapacidade e inaptidão” e afronta o respeito à diversidade humana celebrado pela Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (DLG 186/2009).

Depois de passar pela CCJ, a PEC 49/2007 será submetida a dois turnos de discussão e votação no Plenário do Senado. Idosos também poderão ter o passe ampliado.

Fontes: Agência Senado.  -  www.fernandazago.com.br

Campeões e medalhistas em mundiais em 2014 são recebidos por Dilma Rousseff e a presenteiam com bola autografada

Presidente Dilma Rousseff recebe de Andrew Parsons e Leomon Moreno a bola autografada pelos atletas.

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Os atletas paralímpicos brasileiros que conquistaram medalhas em mundiais em 2014 foram recebidos nesta sexta-feira, 19, no Palácio do Planalto, em Brasília, pela presidente Dilma Rousseff. No encontro, os esportistas de oito modalidades (halterofilismo, vôlei sentado, goalball, judô, remo, canoagem, ciclismo e tênis de mesa) ouviram palavras de incentivo e agradecimento pelo empenho ao representar o país nas maiores competições pelo planeta.
Além da presidente e dos atletas vitoriosos, tanto nos esportes paralímpicos como olímpicos, estavam presentes também o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Andrew Parsons; o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman; o ministro do Esporte, Aldo Rebelo; o secretário nacional de alto rendimento, Ricardo Leyser; e técnicos e representantes de entidades esportivas.
Andrew Parsons aproveitou a oportunidade para agradecer os incentivos que o esporte paralímpico brasileiro tem recebido e reforçar que os esportistas estão respondendo ao apoio com resultados. “Estou me habituando a vir ao Palácio com campeões, já estamos nos sentindo em casa aqui”, brincou. “Vir a essa recepção com a Dilma é a prova que temos condições para trazer os bons resultados. Temos muito a agradecer pelo que está acontecendo no momento, como a construção no nosso Centro de Treinamento, em São Paulo, um legado que chegará antes mesmo dos Jogos Paralímpicos do Rio-2016”, ressaltou.
A presidente da República, por sua vez, retribuiu os agradecimentos. “Tenho orgulho de receber o Andrew e os atletas sistematicamente. Posso dizer que todos têm um lugar especial reservado no Palácio e vou fazer até uma canequinha para cada um para tomarmos um café aqui. Quanto ao CT, é muito bom saber que está sendo construído um local que será uma referência internacional para a prática esportiva. O esporte une pessoas e requer de nós os melhores valores, e é isso que está sendo levantado junto com o Centro de Treinamento”, disse DIlma Rousseff.
Os campeões e medalhistas paralímpicos também presentearam a presidente com uma bola de goalball autografada por todos os atletas presentes na recepção. Quem entregou o brinde foi o campeão e artilheiro do Campeonato Mundial de goalball deste ano, Leomon Moreno. “Entreguei a bola para ela e me comprometi a trazer a medalha de ouro em 2016. Espero voltar aqui no Palácio daqui dois anos como campeão dos Jogos Paralímpicos”, disse.
Comunicação CPB – (imprensa@cpb.org.br)
Ivo Felipe
Nádia Medeiros
Rafael Moura
Thiago Rizerio
Adriano Belmiro (estagiário)

CDH debate direitos das pessoas com deficiência

Da Redação       
                                           Ascom/Banese
                                  

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) promove audiência pública na segunda-feira (22), requerida pela senadora Ana Rita (PT-ES), para debater os avanços e perspectivas após a criação do Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência, comemorado no dia 21 de setembro.
A data foi oficializada em 2005 por meio da Lei 11.133, numa ação do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência (Conade), órgão que avalia o desenvolvimento de uma política nacional de inclusão da pessoa com deficiência nos setores de educação, saúde, trabalho, assistência social, transporte, cultura, turismo, desporto, lazer e política urbana dirigidas a esse grupo social.
O presidente do Conade, Antonio José Ferreira, é um dos participantes do debate. Também foram convidados Ester Pacheco Henriques, presidente da Federação Nacional das Associações Pestalozzi (Fenasp); Janilton Fernandes Lima, advogado da Confederação Nacional do Comércio (CNC); Waldir Macieira da Costa Filho, vice-presidente da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público de Defesa dos Direitos dos Idosos e Pessoas com Deficiência; Dylson Bessa, presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência; Raimundo Nonato Lopes de Sousa, do Ministério da Previdência e Assistência Social; e Wilson Gomiero, representante da Federação Brasileira de Associações Civis de Portadores de Esclerose Múltipla.
A reunião começa às 15h, na sala 2 da Ala Senador Nilo Coelho.

Projetos

No Brasil, 45,6 milhões de pessoas têm algum tipo de deficiência, o que representa quase 24% da população, segundo o Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Entre os projetos que tramitam no Senado para garantir os direitos dessas pessoas se destacam o que assegura a presença de cuidadores nas escolas para assistência aos alunos com deficiência (PLS 228/2014); o que determina aos bancos e operadoras de cartão de crédito a oferta de extratos mensais de conta corrente em braille ou em caracteres ampliados (PLS 349/2012); o que prioriza a ocupação das primeiras poltronas dos aviões (PLS 259/2012); e o que reserva 3% das moradias dos programas sociais (PLS 78/2011).
No ano passado, foi sancionada a Lei Complementar 142, que estabeleceu regras especiais de aposentadoria para pessoas com deficiência. O  texto é o mesmo de substitutivo do senador Lindbergh Farias (PT-RJ), aprovado em 2012,  ao projeto (PLC 40/2010)  apresentado originalmente pelo deputado Leonardo Mattos (PV-MG).
A aposentadoria pelo Regime Geral de Previdência Social (RGPS) será garantida à pessoa com deficiência grave aos 25 anos de contribuição, se homem, e 20 anos, se mulher. Em caso de deficiência moderada, serão exigidos 29 anos, se homem, e 24 anos, se mulher; e em caso de deficiência leve, 33 anos e 28 anos, respectivamente. A regra geral da Previdência é de 35 anos de contribuição para homens e 30 para mulheres.
As pessoas com deficiência também poderão se aposentar aos 60 anos de idade, se homem, e 55 anos, se mulher, para qualquer grau de deficiência, desde que tenham contribuído por pelo menos 15 anos e comprovem a existência da deficiência pelo mesmo período.

Mundial de Bocha adaptada começa nesta segunda-feira, 22, com 11 atletas brasileiros na disputa

Líder do ranking mundial na classe BC2, Maciel Santos é um dos nomes da equipe brasileira.                   

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Começa na próxima segunda-feira, 22, em Pequim, China, o Mundial de Bocha Adaptada. O campeonato é um dos mais importantes da modalidade – junto com os Jogos Paralímpicos – e vai reunir 172 atletas de 31 países. A delegação brasileira é formada por 11 atletas, além de técnicos, fisioterapeutas, médicos, auxiliares e calheiros. O grupo embarcou para a capital chinesa na madrugada de quarta-feira.
No grupo brasileiro estão importantes nomes da modalidade, como os medalhistas em Jogos Paralímpicos Dirceu Pinto e Eliseu Santos, da classe BC4 (atletas com disfunção nos quatro membros de origem não cerebral), e Maciel dos Santos, da BC2 (baixa função nos membros de origem cerebral).
Para o técnico principal da seleção, Darlan Ciesielski, o grupo está muito bem preparado para a competição. Contudo, o treinador reconhece que este é um campeonato muito difícil e que há muitos competidores com grandes chances de serem campeões. “Acompanho os nossos atletas e sei que fizeram uma boa preparação. Mas sabemos também que as seleções da Grã-Bretanha, Portugal e Coreia do Sul sempre levam jogadores muito bons, além da China, que estará em casa”, explicou.
O clima, segundo Ciesielski, é de expectativa entre os atletas. “Já estamos fazendo um trabalho com psicólogo para evitar qualquer crise de ansiedade. Todos eles querem fazer uma boa competição representando o país, mas não queremos que sintam nenhum tipo de pressão para poderem jogar tranquilos”, observou.
O Mundial de Bocha é disputado a cada quatro anos. Em 2010, em Lisboa, a delegação brasileira terminou a competição com duas medalhas de ouro e uma de bronze. Na edição deste ano, Ciesielski acredita que os atletas do Brasil podem ir além. “Mesmo sendo um difícil campeonato, acho que os nossos atletas devem levar quatro medalhas. Eles vão dar o melhor deles para isso”, analisou.
Os jogos começam na segunda-feira, 19, e se estendem até o dia 28. As primeiras disputas serão por equipe e nas duplas. As partidas individuais fecham o Mundial.
Confira a lista completa dos convocados para o Mundial de Bocha 

BC1
José Carlos Chagas de Oliveira – ADEFU-MG
Daniela Aparecida Falotico – SESI-SP

BC2
Luiz Carlos Rodrigues – AETERJ-RJ
Maciel Souza Santos – SMEL/MOGI-SP
Lucas Araújo – ANDEF-RJ

BC3
Antônio Leme – SMEL/MOGI-SP
Anderson Oliveira – SESI-SP
Richardson Almeida dos Santos – ADFP-PR

BC4
Eliseu Santos – TRADEF-SP
Dirceu José Pinto – TRADEF-SP
Marcelo Santos – ADFP-PR

Fernando Leme – calheiro – SMEL/MOGI-SP
Roberto Ferreira – calheiro – SESI-SP
Adriana Rocha – calheira – ADFP-PR
Edinaldo Silva – AETERJ-RJ
Adriano Ramos Pereira – SESI-SP
Vagner Lopes Lima – APBS-SP
Nivaldo Batista Vital – ADEFU-MG

Comissão técnica
Wesley Afonso – fisioterapeuta
Alice Jungstedt – fisioterapeuta
Bruno Madeira – médico
Luiz Carlos Araújo – técnico
Glenio Leite – técnico
Janaina Jerônimo – técnica
Darlan Ciesielski – técnico principal
Márcia Campeão – coordenadora de bocha

Assessoria de Imprensa do Comitê Paralímpico Brasileiro
Ivo Felipe
Nádia Medeiros
Rafael Moura
Thiago Rizerio
Adriano Belmiro (estagiário)

Inclui o teu próximo

Por Andrei Bastos *

Inclusive - inclusão - várias figuras multicoloridas de mãos dadas: um cadeirante, um muito alto, um muito baixo e outros olhando para direções diversas
Eu fui recentemente a um seminário, realizado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, e fiquei preocupado com a defesa firme por parte de promotores e promotoras de Justiça palestrantes de que pessoas com transtornos mentais e outras doenças graves estão contempladas pelas leis que resguardam os direitos dos deficientes, particularmente pela Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da ONU.


Na minha cabeça, sempre esteve presente o mantra de que deficiência não é doença, e eu já tinha decoradas todas as justificativas necessárias de que uma coisa era uma coisa e outra coisa era outra coisa. CID (Classificação Internacional de Doenças) e CIF (Classificação Internacional de Funcionalidade) eram siglas que definiam dois campos distintos para mim.

Ouvindo inquieto na minha cadeira de rodas os promotores defenderem a inclusão de esquizofrênicos e outros doentes no campo das deficiências, tendo direito à minha vaga de estacionamento, à minha prioridade de atendimento e beneficiando-se das minhas isenções tributárias e benefícios sociais, quase entrei em pânico.

Mais do que me parecer uma ideia absurda, esse entendimento da Convenção da ONU revelado pelos promotores de Justiça representou uma ameaça aos “meus” direitos, e comecei a caraminholar para contestar a heresia. Durante minhas caraminholadas, resgatei uma antiga ideia minha de total abrangência da inclusão e me interessei pelo urbanismo inclusivo, que pensa a cidade como boa moradia para todos.

Sempre achei segregador ainda colocar diferentes atributos no balaio comum da deficiência, embora seja um avanço em relação a “portadores de necessidades especiais”. Igualmente, todo órgão público, instituição ou lei com a especificidade da deficiência também segrega, incluindo a própria Convenção da ONU.

Ao considerar a palavra “deficiência” um mal necessário, enquanto der efetividade a políticas afirmativas para quitação da dívida da humanidade com as pessoas com deficiência, comecei a buscar ideias inclusivas de fato. Da consideração dos diferentes atributos (amputado, cego, surdo etc.) bastando a si mesmos à compreensão de que o atendimento das suas necessidades específicas beneficia todas as pessoas, fui mais fundo na natureza da inclusão.

Dominado por essas reflexões e pelas ideias do urbanismo inclusivo, passei a ver com outros olhos a pregação dos promotores de Justiça e até mesmo o famigerado “Estatuto do coitadinho”, do Paulo Paim, que teve seu texto alterado para melhor e hoje se apresenta como Lei Brasileira da Inclusão (um bom nome, mas inadequado se restrita aos deficientes).

Finalmente, busco as ideias da educação inclusiva e compreendo a inclusão no sentido mais amplo, de todas as pessoas – com deficiência ou não, de todas as raças, com qualquer orientação sexual etc. – e incluo no fantástico espectro da diversidade humana as pessoas com transtornos mentais e outras doenças graves – todas as pessoas, enfim –, tocando de leve a ideia de amar o meu próximo.

* Andrei Bastos é presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Rio de Janeiro

Surdocegueira empírica e científica

A capa do livro, com um rosto em perfil e o títuo e nome do autor em destaque
“Mas por que escrever Surdocegueira: empírica e científica? Primeiramente, é claro, por questões estritamente pessoais, pela própria experiência de vida. Em segundo lugar, pela segregação vivida pelas Pessoas Surdocegas ao longo dos tempos. Segregação esta experimentada até mesmo nos modelos especiais de assistência.  “Surdocegueira: Empírica e Científica” vem de encontro à inexistência de políticas públicas e de educação que fomentem assistência adequada a esta população de indivíduos respeitando suas características únicas, específicas e indivisíveis de sua condição. Características estas que há algum tempo já foram reconhecidas, como demonstram os Direitos das Pessoas Surdocegas, Direitos das Crianças Surdocegas e os Direitos dos Pais de Surdocegos e a Declaração de Salamanca e Linhas de Ação. Os primeiros, promulgados em Estocolmo em 1991, durante a IV Conferência Mundial Hellen Keller.


Dessa forma, “Surdocegueira: empírica e científica” irá abordar várias “faces” desta condição, tanto do ponto de vista clínico – patológico quanto sócio – educacional e de desenvolvimento. Com “Surdocegueira empírica e científica” estaremos contribuindo para a estruturação de trabalhos futuros; trabalhos estes que possibilitem aos Surdocegos crescerem em sua própria existência, como também exercer plenamente sua cidadania visando a melhoria de sua qualidade de vida e uma emergente participação e consideração social-humanitária do meio em que estão inseridos

Surdocegueira: empírica e científica pretende ser um movimento de Inclusão Social, desta forma, está disponível em dois formatos. Formato impresso e formato audio-livro, e assim tornar seus fundamentos acessíveis a um maior número de pessoas

A obra contém cinco capítulos, glossário de termos, referências bibliográficas e lista de anexos. Como anexo destaca-se uma PROPOSTA DISPONDO SOBRE SURDOCEGUEIRA, reflexão do autor Alex Garcia e ideal para legisladores, autoridades públicas e defensores de direitos. A obra possui um total de 150 páginas.”


sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Discriminação, Deficiente Visual é Barrada na academia.

Maria Vilma relata a discriminação que sofreu em academia de São Paulo.

Maria Vilma Roberto

                              Imagem Internet/Ilustrativa
                          

Há dois meses, entrei na “ACADEMIA CLUB 109” (Rua Brig. Galvão, 109, próximo ao Metrô Marechal Teodoro – São Paulo/SP), a fim de me matricular.

Na recepção, a atendente informou que o custo médio mensal era de R$ 180,00, com uso livre, mas, para pessoas com deficiência visual, o preço subiria para R$ 700,00, pela necessidade da contratação de um “Personal Trainer”. Além disso, eu só poderia frequentar aulas 2 vezes por semana, em dias e horários fixos.

Ao alegar que eu já havia frequentado outras academias, que a presença de
um “Personal” era desnecessária e isso era uma discriminação, fui informada
que se tratava de uma medida de segurança recomendada pelo sindicato.
Mesmo assim, expliquei novamente que precisaria de orientação para o uso
adequado dos aparelhos e sua disposição, apenas nas primeiras aulas, sem
sucesso!

Sem dúvida, as barreiras atitudinais são ainda o maior entrave para a nossa
plena participação na sociedade, que insiste em nos enxergar pelas nossas
limitações, desconsiderando nossas escolhas.

Agora entendo o termo “pessoa portadora de deficiência”, com o qual muitas
vezes a sociedade me identifica, pois recebo e carrego todas as deficiências
que esta ainda tem para nos reconhecer, respeitar e incluir.


MARIA VILMA ROBERTO 
Pessoa com Deficiência Visual
Setembro de 2014

Fontes: Maria Vilma Roberto  -  saci.org.br Imagem Internet/Ilustrativa

SUS vai oferecer medicamento para autismo em 2015

Ministério da Saúde estima que 19 mil pessoas serão beneficiadas ao ano.

Bem Estar

autismo2015O Ministério da Saúde vai passar a oferecer a partir de 2015 o medicamento Risperidona, que trata os sintomas do autismo.
Em nota divulgada, a pasta afirma que o remédio auxilia na diminuição das crises de irritação, agressividade e agitação, características comuns em pacientes com a síndrome.
O ministério informou ainda que o remédio estará disponível na rede pública no início do próximo ano, sem precisar data, e estima que 19 mil pacientes serão beneficiados.
O autismo é considerado um distúrbio com um amplo espectro de manifestações, desde as crianças, que têm enormes dificuldades de responder aos estímulos, até pessoas que têm problemas de convívio social, mas são extremamente talentosas em áreas específicas. O cérebro deles funciona de forma única, que ainda é um mistério para a ciência.
A síndrome se instala nos três primeiros anos de vida, quando os neurônios que coordenam a comunicação e os relacionamentos sociais deixam de formar as conexões necessárias. Embora o transtorno seja incurável, quando demora para ser reconhecido, esses neurônios não são estimulados na hora certa e a criança perde a chance de aprender.
Estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) sugere que 70 milhões de pessoas no mundo tenham autismo. No Brasil, a estimativa é de dois milhões de pessoas.

21 de setembro: Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência

Data é celebrada com lentidão em processos para inclusão social.

Imagem Internet/Ilustrativa
Em 21 de setembro é celebrado o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, data marcada para a reflexão sobre os desafios das políticas públicas de atenção aos brasileiros com necessidades especiais. Entre as barreiras enfrentadas está a aprovação da Lei Brasileira de Inclusão, que aguarda votação há quase dez anos e o cumprimento da Lei de Cotas no setor privado.

De acordo com João Felippe, especialista em acessibilidade e inclusão social da Laramara – Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual, “apesar de algumas conquistas importantes nos direitos básicos, o Brasil ainda engatinha em várias esferas, seja no âmbito social, educacional, da saúde, do trabalho, do lazer e da acessibilidade como um todo, por conta de brechas legais ou do descumprimento da legislação existente, o que compromete a real inclusão das pessoas com deficiência na sociedade”, afirma.

Desde 2006, a população que possui limitações físico-motora, intelectual, visual, auditiva ou múltiplas aguarda a aprovação do PL 7699, que institui a Lei Brasileira de Inclusão - medida não sancionada por entraves políticos, que ainda espera por diversos reajustes para poder assegurar a inclusão social e o pleno exercício dos direitos individuais e coletivos das pessoas com deficiência.

Outra regulamentação importante é a contratação de pessoas com deficiência, que, mesmo prevista na legislação, não é cumprida por muitas empresas privadas, o que compromete a inclusão no mercado de trabalho. Além disso, a falta de uma fiscalização governamental facilita o descumprimento da medida e também possibilita a discriminação, pois muitas organizações priorizam a contratação de profissionais com deficiência moderada para evitar adaptações em sua estrutura.

“É fundamental a aprovação da Lei Brasileira de Inclusão, a fim de que se garanta o direito a uma vida digna, do nascimento ao envelhecimento da pessoa com deficiência. Que se garanta o direito à habilitação, à reabilitação, à saúde, à educação, à moradia, ao trabalho, à assistência e previdência social, à cultura, ao esporte, ao turismo, ao lazer, ao transporte e à mobilidade urbana. E também o direito à acessibilidade, no seu mais amplo conceito, para que a pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida possa viver de forma independente e exercer seus direitos de cidadania e de participação social”, finaliza Felippe.

Para se ter uma ideia sobre o balanço desse contingente populacional no país, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010 revelam que existem cerca de 45,6 milhões de pessoas com deficiência. Em São Paulo, por exemplo, há mais de 2,7 milhões de paulistanos com alguma deficiência, sendo que, em média, 80% têm problemas visuais, como cegueira ou baixa visão.

A Laramara realiza ações específicas para vencer esses desafios e que contribuem na autonomia e inclusão de pessoas com deficiência visual na sociedade. Em seus 23 anos, a instituição atendeu mais de 10 mil famílias oferecendo atendimentos de forma integral para habilitação e reabilitação, projetos focados no mercado de trabalho, educação, cultura, recreação e lazer.

Sobre a Laramara:

A Laramara é uma das mais atuantes instituições especializadas em deficiência visual e um centro de referência na América Latina no desenvolvimento e na pesquisa na área da deficiência visual. Realiza atendimento especializado nas áreas socioassistencial e socioeducativas com ações complementares e atividades específicas essenciais à aprendizagem e desenvolvimento das pessoas com deficiência visual e com deficiências associadas. As atividades são realizadas em grupos, organizados por faixa etária e os usuários dispõem ainda de atendimentos específicos de Braille, Soroban, Desenvolvimento da Eficiência Visual (Baixa Visão) e Orientação e Mobilidade. Disponibiliza recursos humanos para apoio à inclusão social, colabora para o aperfeiçoamento e a capacitação de profissionais e divulga suas experiências e aquisições para todo o Brasil, por meio de 30 recursos instrucionais produzidos por sua equipe, como livros, manuais e DVD's. Laramara trouxe para o Brasil a fabricação da máquina Braille e da bengala longa, indispensáveis para a educação e a autonomia da pessoa com deficiência visual. Buscando a inclusão profissional de jovens e adultos com deficiência visual, ampliou seu projeto socioeducativo, incluindo a preparação para o mundo do trabalho e vem desenvolvendo um programa especial para os jovens maiores de 17 anos. A Laramara que, em 2014 completou 23 anos, também atua efetivamente no Estado de São Paulo e procura colaborar para a inclusão das pessoas com deficiência visual em todo o Brasil.


Informações para a imprensa:
Tacla Consultoria de Comunicação
Sandra Tacla e Henrique Malveis
Tel.: (11) 3842-4235 ou 98288-0505 

Fonte: www.atribunaregional.com.br Imagem Internet/Ilustrativa

Alunos com deficiência visual vivem experiência sensorial em fábrica de perfume

Estudantes da Fundação Dorina Nowill visitaram a fábrica do Grupo Boticário, em São José dos Pinhais, para sentir fragrâncias e conhecer de perto o processo de produção de perfumes.


  Daniel Castellano / Gazeta do Povo
  Daniel Castellano / Gazeta do Povo / Alunos da Fundação Dorina Nowill tiveram uma experiência sensorial na fábrica do Grupo Boticário
  Alunos da Fundação Dorina Nowill tiveram uma experiência sensorial na fábrica do Grupo BoticárioSete alunos com deficiência visual do curso de Avaliação Olfativa da Fundação Dorina Nowill tiveram uma experiência sensorial nesta quarta-feira (17). Eles visitaram a fábrica do Grupo Boticário, em São José dos Pinhais, e puderam acompanhar todo o processo de produção de perfumes.VÍDEO: veja como foi a visita dos alunos à fábrica
Na visita, eles tocaram nos equipamentos, sentiram as fragrâncias dos perfumes e das matérias-primas e ouviram os barulhos da indústria. A primeira parada do grupo foi no “berçário”, nome dado ao local onde os brotos das flores -- que vêm de Holambra, no interior de São Paulo -- descansam.
“Eles levam de 10 a 15 dias para desabrochar”, conta o coordenador de fragrâncias César Veiga. Cada 3 toneladas de flores gera um quilo do óleo essencial, um dos principais componentes do perfume. “Uma gota dele já é suficiente para a composição do produto e inclusive é capaz de deixar uma casa muito cheirosa”, brinca Veiga.
Uma das alunas que acompanhou a visita foi Elizabeth Ramos Marcondes, 27 anos. “Eu estou adorando. Nós já fomos a outras empresas, mas nunca tivemos a oportunidade de conhecer o processo todo”, conta ela, que tem apenas 10% da visão. Enquanto conversava com a reportagem, ela cheirava e sentia a textura de um lírio utilizado na produção.
Processo
Logo depois do berçário, as flores passam pelo enflourage, processo em que são colocadas sobre uma placa de vidro com gordura, que fica impregnada com o óleo da planta. A gordura, depois de sair do berçário, é enviada para a sala de separação, onde é desassociada do óleo por meio de um aparelho. Na última parte do processo, o óleo passa por um filtro para perder todos os resquícios de gordura e vai para a refrigeração e para a fábrica.
Além de acompanhar o processo de enflourage, os alunos também conheceram a fábrica. Uma das paradas foi o local onde é produzido o perfume Coffee Man. Eles também tiveram uma palestra sobre marketing de produto e tendências do setor de perfume.
Fonte:www.gazetadopovo.com.br

Alunos com deficiência visual de Etecs e Fatecs terão scanners e leitores digitais para estudar

Aparelhos vão facilitar o acompanhamento das aulas e o estudo extraclasse. Aquisição faz parte de política de educação inclusiva do Centro Paula Souza.

Centro Paula Souza
O Centro Paula Souza enviou email com nota informado que estudantes com deficiência visual de Escolas Técnicas (Etecs) e Faculdades de Tecnologia (Fatecs) do Estado terão à disposição leitores de texto digitais, notebooks adaptados, scanners especiais, lupas eletrônicas e máquinas de escrever em Braille. Ao todo, serão distribuídos 67 aparelhos com tecnologia de ponta que facilitam o acompanhamento das aulas e o estudo extraclasse. O Centro Paula Souza, responsável pelas Etecs e Fatecs, investiu R$ 500 mil na compra dos equipamentos, dentro de uma política de educação inclusiva que envolve outras ações.


Foram comprados 16 scanners especiais (ReadEasy Move) e 16 leitores de textos digitais (Victor Reader Stratus) para deficientes visuais totais. Cada estudante recebe um scanner, que digitaliza textos impressos, e um leitor eletrônico para poder ouvir com a qualidade de voz humana diversos tipos de arquivos gravados. Professores das Etecs e Fatecs serão capacitados pela ONG Laramara (Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual).
Também foram adquiridas 3 máquinas de escrever em Braille, 2 notebooks adaptados e 35 lupas eletrônicas que permitem ampliar e capturar textos. Após a conclusão do curso, o material retorna à instituição para o uso de novos alunos.
A aquisição é voltada para a deficiência mais frequente nas unidades do Centro Paula Souza. Dos cerca de 400 alunos com necessidades especiais atendidos, mais de 25% têm problemas de visão. Entre outras ações inclusivas, a instituição também fornece transporte e mobiliário adaptados, tecnologias assistivas, intérprete de libras para acompanhar os alunos nas aulas e professor cuidador para estudantes com paralisia cerebral.

TOM São Paulo - Apresente suas ideias

O objetivo da iniciativa é reunir profissionais de diferentes áreas de tecnologia, reabilitação, pessoas com e sem deficiência, para que desenvolvam soluções práticas para desafios do dia a dia.

da Redação



Imagem Internet/Ilustrativa

A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo realizará, na segunda quinzena de novembro, o evento TOM São Paulo.


O objetivo da iniciativa é reunir, durante três dias, em um único espaço, profissionais de diferentes áreas de tecnologia, reabilitação (engenheiros, médicos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, designers, entre outros profissionais), pessoas com e sem deficiência, para que desenvolvam soluções práticas para desafios do dia a dia.

Serão selecionados 6 desafios/problemas para serem alvo dos trabalhos das equipes multitarefa, nossas parceiras. A ideia é que elas projetem e construam as soluções para pessoas com deficiências física, visual, auditiva e intelectual, durante os três dias de evento.

Para tanto, durante as atividades, serão disponibilizados equipamentos, como notebooks, furadeiras, impressoras 3D, ferramentas em geral (chaves de fenda, parafusos, etc), entre outros, que possibilitem a confecção dos projetos.

Neste contexto, gostaríamos de poder contar com sua colaboração nesta iniciativa, inédita no Brasil, auxiliando-nos a IDENTIFICAR SEIS PROBLEMAS/DESAFIOS encontrados pelas pessoas com deficiência, que possam ser objeto deste projeto.

Ou seja, você nos aponta o problema e no evento de novembro -TOM SÃO PAULO - apresentamos uma solução.

PARTICIPE! Entre em contato com Cid Torquato - Secretário Adjunto - (11) 5212-3736

Fonte:saci.org.br - Imagem Internet/Ilustrativa

Resolução da ONU diz que ebola é 'ameaça à segurança mundial'

O Conselho de Segurança da ONU adotou nesta quinta-feira por unanimidade uma resolução declarando o ebola uma ameaça à paz e a segurança internacionais.
     Médicos cuidam de pacientes com ebola na Libéria / Crédito: AFP
    Segundo ONU, a situação da epidemia do ebola é alarmante e demanda ação imediata.

A resolução pede que todos os países do mundo forneçam assistência urgente aos países afetados pela epidemia, todos no oeste da África.
Ela também pede que todas as restrições impostas às viagens a esses países sejam levantadas, alegando que tais restrições estão prejudicando os esforços para combater a doença.
Até agora, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 2,6 mil pessoas já morreram por causa do vírus. Os países mais atingidos pela epidemia foram Libéria, Serra Leoa, Guiné, Nigéria e Senegal.

'Inédito'

O Conselho de Segurança da ONU se encontrou em uma reunião convocada de última hora para discutir a questão.
Nela, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse que a epidemia do ebola precisa da "atenção mundial de todos" e de uma ação conjunta "inédita".
Segundo a ONU, o número de pessoas infectadas com o ebola dobra a cada três semanas.
Somente nos últimos sete dias, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), foram registrados mais 700 novos casos no oeste da África.
Reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre o ebola / Crédito: EPA
Reunião às pressas do Conselho de Segurança da ONU define mais ações para combater o ebola
Em Serra Leoa, haverá uma paralisação nacional de todos os serviços por três dias em uma tentativa de conter a disseminação do vírus do ebola. As autoridades orientaram as pessoas a ficarem em casas de meia-noite de hoje até o dia 21 de Setembro.
O governo disse que são necessárias medidas extremas para conter o surto. Voluntários estão indo de porta em porta para fazer o teste do vírus nas pessoas e para levar os infectados aos centros de tratamento.
Já para a ONG Médicos Sem Fronteiras, uma medida como essa – de ‘parar’ a cidade e proibir as pessoas de saírem – é uma ação abusiva que pode levar à ocultação de mais casos do ebola.

Xuxa se emociona e canta para garotinho com síndrome rara

Da Redação

                             

Um vídeo que mostra Xuxa cantando Lua de Cristal para um garotinho numa cadeira de rodas viralizou na rede nesta quinta-feira (18). Mas a história por trás dele é tão fofa e emocionante quanto a carinha do menino no filme.
Sete anos atrás, Karolina Cordeiro, a mãe do Pedro, que então estava com dez meses, recebeu a notícia de que ele não viveria mais que dois anos. Os médicos diagnosticaram uma síndrome rara, Aiscardi-Goutiès, que tem apenas 50 casos no mundo. Naquele momento, ela resolveu que faria tudo que estivesse a seu alcance para fazer o filho ter uma vida feliz. “Olhei nos olhos do Pedro e fizemos um trato. Ele ia querer viver bem, acordar e dormir sorrindo, ter uma vida normal. Choramos e dormimos abraçados”, conta a geógrafa de Uberlândia.
Há oito anos, no entanto, o Pedro vem desmentido os médicos. A síndrome o impede de andar e falar, mas nada disso é limite para ele. O menino frequenta uma escola regular e usa o computador com o movimento dos olhos. Ele entende tudo ao seu redor e se comunica com o olhar e com muitos sorrisos.
Em 2012, Karolina resolveu comemorar o Dia das Mães de um jeito diferente. Colocou o Pedro num carrinho especial e correu uma maratona junto com ele. Não pararam mais. E a cada nova corrida é uma fila de gente emocionada querendo conhecer aquele garotinho sorridente e feliz acomodado em seu carrinho.   
Na noite dessa quarta (17), Xuxa esteve em Uberlândia para a inauguração de uma unidade do buffet infantil Casa X (franquia da qual a apresentadora é sócia) e Karolina e Pedro foram convidados para a festa. Quando soube da presença do Pedro, Xuxa pediu para conhecê-lo. “Ela foi muito simples, carinhosa e calma. Olhou nos meus olhos, perguntou o que ele tinha, se estava na escola”, conta Karolina.
“Eu contei para ela que, quando era criança meus pais iam trabalhar e eu ficava assistindo seu programa e sempre me emocionava com as crianças especiais que ela recebia. Nem sonhava que um dia teria um filho especial também. Contei também que cantava para o Pedro Lua de Cristal quando tive o diagnóstico dele para lembrá-lo de que tudo pode ser. Nesse momento, ela ficou em silêncio, depois olhou para ele e começou a cantar a música baixinho”.
Click AQUI para ver o vídeo:
No final, Xuxa tirou um anel de seu dedo, beijou, colocou no dedo de Pedro: “Pedro, você tem muita luz, quero que fique com este anel. Sempre que olhar para ele, você pode se lembrar de mim, também vou sempre me lembrar de você”.
Karolina diz que todos na sala ficaram muito emocionados, que foi um momento muito singelo. “Ela não precisava fazer aquilo, acho que hoje todo mundo é igual, não tenho esse culto à celebridade. Mas foi um momento muito especial para o Pedro e sei que o sorriso dele cativa muita gente”. Ah, Karolina, disso a gente não tem a menor dúvida! 

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Cão-guia salva a vida de seu dono cego nos trilhos do metrô de Nova York

Cecil Williams que é cego, passou mal no metrô de Nova York e foi protegido pelo seu cão-guia Orlando.

por: Ricardo Shimosakai

                    Cecil Williams que é cego, passou mal no metrô de Nova York e foi protegido pelo seu cão-guia Orlando

O deficiente visual Cecil Williams, de 61 anos, estava esperando o metrô em uma estação de Nova York, nos Estados Unidos, na companhia de seu cão-guia, um labrador chamado Orlando. De acordo com a Associated Press, Williams revelou do hospital que não sabe exatamente por que passou mal, mas que estava a caminho do dentista quando tudo aconteceu.
Ao perceber que Williams não estava bem, testemunhas contam que o cão ficou ao lado do homem para evitar que ele caísse nos trilhos. Infelizmente, não houve como prevenir a queda e o cão saltou junto com seu dono na tentativa de trazê-lo de volta para a plataforma.

 “O cachorro estava tentando afastar [Williams] da plataforma, mas os pés dele estavam na beirada, ele estava agitado e o cão latia”, revelou Ana Quinones, uma das testemunhas, ao New York Post. Matthew Martin, outro passageiro que estava presente no momento do acidente, disse que “ele caiu e o cachorro pulou atrás. Ele não foi puxado. O cão estava lambendo ele, tentando fazer com que ele se mexesse”, contou.

Um quase acidente

Orlando ficou sob os cuidados 
da polícia logo após o acidente.                                                                                 
Orlando ficou sob os cuidados da polícia logo após o acidente.Aqueles que acompanhavam a cena viram o trem se aproximando cerca de um minuto depois de Williams e Orlando terem caído nos trilhos. As pessoas gritavam, tentando atrair a atenção dos funcionários da estação. Um dos trabalhadores orientou Williams a ficar no centro dos trilhos, onde era mais fundo.
É nesse momento que a história fica ainda mais tensa.
Williams e Orlando se posicionaram no meio dos trilhos e então o trem começou a frear instantaneamente. Dois vagões passaram sobre o homem e o cão antes que o trem estivesse completamente parado. A boa notícia é que, além de alguns arranhões e escoriações, Williams sobreviveu e nada aconteceu com o cão.
“Definitivamente, ele foi o melhor amigo do homem. Quando o trem estava vindo, o cão não se moveu. O cão foi leal ao seu dono. Ele tentou salvá-lo. (…) Ele arriscou a própria vida para salvar seu dono”, compartilhou Ana Quinones.
Por um final feliz
Infelizmente, Orlando já está próximo de se aposentar de seu nobre trabalho, o que significa que ele não ficará mais ao lado de seu dono. Em janeiro, Williams deve receber um novo cão-guia e Orlando será encaminhado para adoção.
Ainda do hospital, Williams revelou que, por mais que quisesse ficar com Orlando, ele não tem condições de mantê-lo, já que o seguro não cobre os custos de um cão que não está prestando serviços. Mas essa história pode mudar.
Comovidos com a situação, internautas promoveram uma campanha virtual através doIndiegogo para arrecadar fundos para que Williams possa adotar Orlando. Em apenas dois dias, a meta de levantar 50 mil dólares já foi alcançada e a ainda arrecadação segue até o dia 31 de dezembro.
Tudo indica que teremos um belo final feliz.
Fontes: Mega Curioso - turismoadaptado.wordpress.com