sábado, 18 de outubro de 2014

Menino que teve braço amputado em zoo recebe prótese com desenho de tigre

Vrajamany (à esq.) recebe prótese estética que irá usar no lugar do braço direito, amputado após um ataque de tigre.

Eduardo Schiavoni Do UOL, em Americana

Divulgação/Conforpés
Vrajamany (à esq.) recebe prótese estética que irá usar no lugar do braço direito, amputado após um ataque de tigre
O menino Vrajamany Fernandes Rocha, 11, que teve o braço direito amputado após ser atacado por um tigre no zoológico de Cascavel, recebeu na quinta-feira (16), em Sorocaba, a primeira prótese estética que irá usar no lugar do membro.


A prótese é personalizada, a pedido do garoto, com a imagem de um tigre --o mesmo animal que o atacou--, e pesa perto de um quilo.

"Eu achei super legal, ficou da hora. Gostei muito do desenho. Ficou do jeito que eu quis", disse Vrajamany. A família também ficou animada com o resultado. "Ele está superfeliz. O que aconteceu foi uma fatalidade, mas ele está superando bem", disse Luiz Rigomonti, padrasto do menino.

Vrajamany perdeu o braço em 30 de julho, ao brincar com um tigre que estava dentro da jaula. A prótese foi doada por empresário Nelson Nolé, que produz os equipamentos. O desenho, por sua vez, foi feito e também doado pelo tatuador Ricardo Bibiano.
O custo aproximado da prótese é de cerca de R$ 20 mil.

Prótese tem somente fins estéticos, sem proporcionar movimento

O menino esteve em Sorocaba ontem, ao lado da mãe, do irmão e do padrasto, para experimentar a prótese.

De acordo com Nolé, o membro recebeu os ajustes necessários e já foi entregue ao menor. Ele ressalta, entretanto, que a prótese tem apenas fins estéticos.

"Ele terá agora que voltar a Sorocaba a cada seis meses, para fazer os ajustes. A prótese leva em conta a idade dele e precisará ser trocada conforme ele for crescendo, a cada um ano e meio", informou.

O modelo fabricado por Nolé é feito de fibra de carbono com luvas de silicone. Apesar de o cotovelo ser mecânico, podendo ser ajustado em várias posições, a prótese não apresenta nenhum tipo de movimento.

"A prótese cuida do balanço do corpo, que ficou prejudicado depois de o braço ser amputado. Serve unicamente para dar equilíbrio, além de ajudar na autoestima", afirma o empresário.

De acordo com o padrasto de Vrajamany, a situação do enteado é bem melhor do que nas semanas que se seguiram ao acidente.

"Ele tinha a chamada 'dor fantasma', que não deixava com que ele dormisse, mas isso já ficou para trás. Ele também faz terapia duas vezes por semana e acompanhamento com psicólogos. Ele está muito bem", disse Rigomonti.

Ainda segundo o padrasto, o menino já retomou a maioria das atividades e frequenta normalmente a escola. "A única coisa é que, como ele era destro, ainda não consegue escrever direito com a mão esquerda. Mas ele está treinando isso e usa o computador normalmente. Também adora mexer no celular", conta.

Carro torna possível dirigir mesmo sem pernas

Não muito tempo atrás, quando um senhor da República Checa de 67 anos teve as duas pernas amputadas, pensou que nunca mais poderia dirigir. Quase uma época depois, viu sua realidade mudar com seu carro novo, o Elbee – veículo feito especificamente para pessoas em cadeiras de rodas em que a própria cadeira faz as vezes do banco de motorista.
O Elbee foi lançado no início do segundo semestre de 2014 e, por meio de uma porta de controle remoto e rampa, o motorista pode entrar e sair do veículo sem precisar de alguém que o ajude. A cadeira se encaixa seguramente no carro, que mede um pouco mais de 1,30m de largura e se encaixa em espaços de estacionamentos apertados de modo que o motorista tenha acesso direto à calçada pela rampa. E a cadeira de rodas é o próprio assento fazendo com que o condutor seja totalmente independente.
Elbee, um veículo para cadeirantes.
Elbee, um veículo para cadeirantes.
O veículo levou cerca de uma década para ser desenvolvido, atinge até 80 km/h e pesa 400 quilos.  “Estou muito feliz porque ele me dá um novo tipo de independência e liberdade. Eu costumava ter que pedir a minha esposa ou meu filho para me levar aos lugares. Agora, eu posso entrar no meu carro sozinho “, disse o usuário Frantisek Trunda na ocasião do lançamento.
O veículo ainda não tem previsão de chegada ao Brasil e está sendo vendido na Europa por um preço de 15 mil euros (cerca de 45 mil reais), preço de um carro adaptado no site da WebMotors.

Elbee, um veículo para cadeirantes.
Elbee, um veículo para cadeirantes.


Secretaria discute plano para pessoas com deficiência

Plano Municipal foi tema de debate em evento na capital do Mato Grosso do Sul, Campo Grande.

por Portal Brasil
O secretário Nacional da Pessoa com Deficiência, Antonio José Ferreira, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH-PR), participou em Campo Grande (MS), de seminário que teve como objetivo traçar diretrizes para o Plano Municipal da Pessoa com Deficiência da capital sul-mato-grossense. O evento foi promovido pela Coordenadoria de Políticas para Pessoas com Deficiência (Coped) e Secretaria Municipal de Políticas e Ações Sociais e Cidadania (SAS).
Em palestra para aproximadamente 150 pessoas, o secretário abordou a evolução histórica da relação da sociedade com a pessoa com deficiência, remontando a antiguidade, alcançando na sequência, aspectos mais recentes da temática em âmbito mundial e nacional e os significativos avanços após o Brasil ter recepcionado a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU como emenda à Constituição Federal.
“O Programa de Atenção às Pessoas com Deficiência foi consolidado seguindo os princípios da Convenção da ONU. As políticas públicas implementadas pelo Governo Federal tem impactado de forma positiva na vida das pessoas com deficiência possibilitando que essas pessoas tenham vida digna, o alcance de uma sociedade justa, produtiva, igualitária e desenvolvida. Tenho dito sempre o que é bom para as pessoas com deficiência é bom para todos”, disse.
Segundo a técnica do Coped, Telma Nantes de Matos, que tem deficiência visual, a presença do de um representante do Governo Federal é de suma importância para a implementação  das ações e  para efetivação das políticas para as pessoas com deficiência, que já existem. “Nós somos 23,9% da população brasileira, precisamos que o município se envolva com essas políticas para que tenhamos nossos direitos garantidos”, afirmou.
Além de participar do seminário, o secretário se reuniu com o prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte, quando iniciaram tratativas para que o município faça adesão ao Programa de Atenção às Pessoas com deficiência.
O secretário disse que Campo Grande tem ações positivas em prol da pessoa com deficiência. “Campo Grande tem escolas com salas multifuncionais, veículos adaptados para levar estudantes com deficiência para a escola, além do Centro Dia que atende as pessoas com deficiência em estágio de dependência. A adesão ao Programa ampliará ainda mais os benefícios para esse público”, afirmou.


Oficina do Ceir produz primeira prótese para prática de atletismo

Prótese é feita de fibra de carbono com mola específica para esportes.
Ceir busca patrocinadores para que atleta possa participar de competições.

Do G1 PI

 

O fisioterapeuta Wesley Rodrigues, perdeu a perna esquerda em um acidente automobilístico há dois anos, está testando a primeira prótese para corrida produzida pela Oficina Ortopédica do Centro Integrado de Reabilitação (Ceir).  “Estou treinando há duas semanas, buscando fortalecer a musculatura e me adaptando à prótese. Tenho a expectativa de conseguir esta adaptação o mais rápido possível”, afirmou Wesley, dando conta ainda que pretende retomar a prática esportiva com a prótese.

Click AQUI para ver o vídeo:

O fisioterapeuta responsável pela Oficina Ortopédica do Ceir, Paulo André da Silva Ramos, destacou que a prótese é uma inovação e vai melhorar a vida de pacientes amputados. A prótese de Wesley foi adquirida por via de financiamento bancário junto ao Banco do Brasil e é feita de fibra de carbono com mola específica para praticar esportes.

Já o superintendente do Ceir, Aderson Luz, observa que o Centro já trabalha na readaptação de atletas, com a prática de esportes como natação, capoeira e futebol de salão. Ele ressaltou que, no caso de Wesley Rodrigues, o Ceir está em busca de patrocinadores para que o atleta possa participar de competições estaduais e nacionais como paraolímpico.
Somente neste ano de 2014, a Oficina do Ceir produziu e entregou 1.120 próteses, órteses, coletes e goteiras, entre outros meios auxiliares de locomoção.

Luva eletrônica criada por alunos do ITA traduz Libras em som e texto

Projeto foi desenvolvido em aula de engenharia com custo inicial de R$ 600. Equipamento pode facilitar comunicação para os deficientes auditivos.

Do G1 Vale do Paraíba e Região





Estudantes de Engenharia Eletrônica do Instituto de Tecnologia Aeroespacial (ITA) de São José dos Campos, no interior de São Paulo, estão desenvolvendo uma luva eletrônica que pode facilitar a comunicação dos deficientes auditivos. O projeto Quiros consiste em um software que converte os sinais da Língua Brasileira de Sinais (Libras) usada por deficientes auditivos em som e texto.

Click AQUI para ver o vídeo.

O equipamento capta o movimento e o contato entre os dedos por meio de sensores, de acordo com a velocidade de cada gesto e sem utilizar cabos. Os sinais são enviados a um computador que faz a tradução.

“Nosso projeto consiste basicamente em duas partes: uma eletrônica e uma computacional. Com a parte eletrônica, a gente consegue identificar como a mão se localiza no espaço, então, por meio de uma série de sensores a gente envia informações para o computador que entende as informações e interpreta como um gesto”, explica o estudante Daniel Schwalbe Koda.

De acordo com os estudantes que desenvolvem o projeto, o custo inicial foi de R$ 600 e a intenção é que no futuro a tecnologia possa ser adaptada a celulares. “Tivemos que desenvolver todo um sistema de comunicação, protocolo e códigos para que nossa mão conseguisse se comunicar com o computador e, possivelmente, com dispositivos smartphones, no futuro”, afirmou o estudante.

No futuro, os universitários pretendem aprimorar o aparelho que começou a ser criado em uma aula de engenharia e desenvolver a invenção e codificar todos os sinais da linguagem sincronizando com outra luva para ajudar pessoas com deficiência auditiva. “A gente quer usar problemas reais para trazer as ferramentas da engenharia e o ensino da engenharia em problemas aplicados. Isto é estimulante para o aluno, que tem um potencial de desenvolver empreendedorismo também”, disse o professor Anderson Borilli.

Fundação Dorina distribui livros infanto-juvenis impressos em fonte ampliada

Mais de 5 mil instituições em todo o Brasil foram beneficiadas e pessoas com baixa visão terão mais títulos disponíveis para leitura e acesso à cultura.

       Imagem Internet Ilustrativa
            


A Fundação Dorina Nowill para Cegos distribuiu mais um lote do projeto Leitura em Todos os Sentidos, viabilizado por intermédio do Pronac 12 - Programa de inclusão educacional. No escopo do projeto foram distribuídos livros infanto-juvenis em fonte ampliada, ideal para pessoas com baixa visão, que precisam dos livros impressos com letras maiores para ter acesso à leitura. 

Foram impressos 3 mil exemplares dos títulos Vidas Secas, de Graciliano Ramos, O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway, O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry, Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato , e O Grande Desafio, de Pedro Bandeira. Ao todo, mais de 2500 instituições em todo o Brasil foram beneficiadas e irão disponibilizar os títulos recebidos para ações educacionais e consulta em suas bibliotecas, ajudando na construção de uma educação mais acessível e inclusiva. 

Bibliotecas, instituições e organizações que tenham interesse em receber livros nos formatos acessíveis às pessoas com deficiência visual – braille, fonte ampliada, digital acessível Daisy ou áudio, devem enviar um e-mail para leiturainclusiva@fundacaodorina.org.br para que possam fazer o cadastro e começar a receber os materiais. 


Sobre a Fundação Dorina Nowill para Cegos 
A Fundação Dorina Nowill para Cegos atua há 68 anos para facilitar a inclusão de crianças, jovens e adultos cegos e com baixa visão, por meio de serviços gratuitos e especializados de reabilitação, educação especial, clínica de visão subnormal e programas de empregabilidade. A instituição é referência na produção de livros e revistas acessíveis nos formatos braille, falado e Daisy, distribuídos gratuitamente para pessoas com deficiência visual e para mais de 2500 mil escolas, bibliotecas e organizações em todo o Brasil. www.fundacaodorina.org.br




Fonte: saci.org.br -  Imagem Internet Ilustrativa

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência


  Imagem Internet
 

Para solicitar o seu Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência - BPC/LOAS você tem que agendar o seu atendimento. Esse serviço também está disponível na Central de Atendimento, pelo telefone 135, de segunda à sábado, das 07:00 às 22:00, horário de Brasília.

Na impossibilidade de comparecimento no dia e horário, você deve remarcar o seu atendimento por meio da Central de Atendimento 135.
É importante esclarecer que a remarcação pode ser realizada uma única vez e que deve ocorrer antes do horário agendado, pois do contrário será agendado um novo atendimento. Em caso de antecipação da data do atendimento, será mantida a Data de Entrada do Requerimento - DER. Já no caso de prorrogação, a Data de Entrada do Requerimento será a nova data agendada.
Os agendamentos para requerentes menores de 16 anos de idade somente serão efetivados pela Central de Atendimento 135.
Esses são os documentos que deverão ser apresentados no dia do seu atendimento.

Click AQUI para informações sobre a LOAS.

Fique Atento!
Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência - BPC/LOAS corresponde à garantia de um salário mínimo, mensal, à pessoa com deficiência, que comprove não possuir meios de prover a própria manutenção e também não possa ser provida por sua família.
Tem direito ao benefício a pessoa com deficiência que tenha impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas, que produza efeitos pelo prazo mínimo de 2 (dois) anos. 
O requerente deve ser  brasileiro nato ou naturalizado, residente e domiciliado no Brasil, que não receba qualquer outro benefício no âmbito da seguridade social ou de outro regime, nacional ou estrangeiro, inclusive o seguro-desemprego, salvo o da assistência médica e a pensão especial de natureza indenizatória. 
Também pode requerer o indígena com deficiência, que não receba qualquer outro benefício no âmbito da seguridade social ou de outro regime, salvo o da assistência médica. 
Somente possuem direito ao benefício aqueles cuja renda familiar ou grupo familiar mensal per capita seja inferior a ¼ do salário mínimo.

Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência – BPC/ LOAS não pode ser acumulado com: 
  • qualquer Benefício Previdenciário, exceto a Pensão Especial Mensal às vítimas da Hemodiálise de Caruaru, hanseníase, talidomida, Pensão Indenizatória a Cargo da União, Benefício Indenizatório a Cargo da União;
  • Pensão Mensal Vitalícia de Seringueiro;
  • Benefício de qualquer outro regime previdenciário;
  • Seguro-Desemprego.

 Atenção! 
a) é permitida a acumulação do benefício com a remuneração advinda do contrato de aprendizagem pela pessoa com deficiência está limitada ao prazo máximo de dois anos.
b) a condição de acolhimento em instituições de longa permanência, assim entendido como hospital, abrigo ou instituição congênere não prejudica o direito do portador de deficiência ao recebimento do BPC/LOAS.
c) o beneficio assistencial é intransferível e, portanto não gera pensão aos dependentes, além de não receber o abono anual (13º salário) e não estar sujeito a descontos de qualquer natureza. 

d) suspende-se o benefício pelo exercício de atividade remunerada, pela pessoa com deficiência inclusive na condição de microempreendedor individual, desde que comprovada a relação trabalhista ou a atividade empreendedora. 

Condições para o restabelecimento do benefício:
a) a partir do dia imediatamente posterior, conforme o caso, da cessação do contrato de trabalho, da última competência de contribuição previdenciária recolhida como contribuinte individual ou do encerramento do prazo de pagamento do seguro-desemprego; ou
b) a partir da data do protocolo do requerimento do pedido de restabelecimento, quando requerido após noventa dias, conforme o caso, da cessação do contrato de trabalho, da última competência de contribuição previdenciária recolhida como contribuinte individual ou do encerramento do prazo de pagamento do seguro-desemprego.

Notas:
a) Para o restabelecimento do pagamento do benefício não é necessária nova avaliação da deficiência e do grau de impedimento, desde que ocorra dentro de 2 anos da data da suspensão.
b) Na hipótese da suspensão ultrapassar mais de 2(dois), para que o beneficiário venha requerer o BPC/LOAS, deverá ser protocolado novo requerimento e realizar as avaliações necessárias para o reconhecimento do direito.
c) Na hipótese do exercício de atividade remunerada, pela pessoa com deficiência, o prazo para a reavaliação bienal do benefício será suspenso, voltando a correr, se for o caso, a partir do restabelecimento do pagamento do benefício.
d) A pessoa com deficiência contratada na condição de aprendiz poderá acumular o BPC/LOAS e a remuneração do contrato de aprendiz com deficiência, e terá seu benefício suspenso somente após o período de dois anos de recebimento concomitante da remuneração e do benefício. (incluído pelo Decreto nº 7.617/2011).

Para efetuar o requerimento, pode ser nomeado um procurador. Consulte também informações sobre representação legal.
O atendimento da Previdência Social é simples, gratuito e dispensa intermediários.

Fonte;agencia.previdencia.gov.br - Imagem Internet

Pedagoga com deficiência visual leciona aulas em braile no Sertão pernambucano

Sirlene Xavier superou obstáculos para conseguir exercer a profissão.
Pais de alunos com deficiência e professores têm aulas com Sirlene.

Do G1 Petrolina

                          

Nesta terça-feira (15) foi celebrado o dia do professor. Em Petrolina, no Sertão pernambucano, a pedagoga Sirlene Xavier é exemplo de superação e dedicação ao ensino. Ela é a única professora com deficiência visual da região e que leciona aulas em braile.
Click AQUI para ver o vídeo
A pedagoga superou inúmeros obstáculos para conseguir exercer a profissão de professora. Ela relata que teve dificuldades com a formadora de estágio. “Por ter dificuldade, eu me planejei acima do normal. A mania de toda pessoa cega é querer dar o melhor. Eu me preparei para trabalhar minhas aulas e naquele tempo a gente trabalhava muito com mimeógrafo, me mimeografava minhas aulas e para minha surpresa e fui aceita pelas crianças, mas tive dificuldades com a formadora”, relata Sirlene.
Sirlene dá aulas em braile em uma turma é composta por pais de alunos que têm deficiência visual e por algumas pessoas que trabalham com deficientes. A coordenadora pedagógica, Silvana Nogueira, além de aluna é colega de trabalho de Sirlene. “Ela é muito exigente e dedicada, responsável e quer ver o resultado do nosso trabalho com os nossos alunos e temos outros professores de outras escolas, alunos da faculdade que fazem o curso junto com a gente”.
Professora com deficiência visual de Petrolina, PE (Foto: Reprodução/TV Grande Rio)Professora com deficiência visual de Petrolina, PE
(Foto: Reprodução/TV Grande Rio)
Para a servidora pública, Márcia de Almeida Bispo, o braile representa um mundo novo. “Eu me interessei de fazer o curso porque trabalho no local que funciona o Conselho de Deficiência e há a necessidade de ter uma pessoa que compreenda o braile”, explica.
Já a vice-diretora da escola, garantiu que houve uma mudança significativa na educação inclusiva da instituição após a chegada da professora.“Na reunião pedagógica, ela sempre coloca pra gente que temos que olhar o todo e não só a deficiência em si, mas ver aquele aluno, pessoa com deficiência de forma geral que é capaz de realizar todas atribuições que uma pessoa normal”.
Além de cursar pedagogia Sirlene fez também três especializações, todas na área de educação. Um dos orgulhos que ela carrega é o de ter conseguido superar os limites. “A gente sabe que é difícil para um pai e uma mãe que tem um filho com deficiência acreditar nele, tirar a ideia de que ele é um doente e que ele acredite nele próprio. E se a familia não apoia, busca um vizinho ou amigo, porque a gente só é o que a gente se põe a fazer”, aconselha a professora.

Rapaz sem membros desafia limites de doença com uma rotina agitada

Portador da Síndrome de Hanhart, David Cesar faz faculdade e joga bola.'Minha energia é indomável', diz o também palestrante de 25 anos.

Thaís Pimentel Do G1 MG



David Cesar, de 25 anos, trabalha, estuda e gosta de bater uma bolinha de vez em quando. Nas horas de folga, ele vai aos jogos do Atlético-MG, seu time do coração, e sai com os amigos. Não é raro ver David nas pistas de boates em Belo Horizonte. Já esteve "enrolado" com algumas garotas, mas, por enquanto, nada de namoro. "Tive uns relacionamentos aí, mas nenhum sério", diz.
Click AQUI para ver o vídeo.
A vida do rapaz é igual a de qualquer outro jovem de 25 anos. A diferença é que ele é portador da Síndrome de Hanhart, uma doença rara que se caracteriza pela ausência completa ou de parte dos braços, pernas ou dedos.
'A superação vem da vontade de viver', diz o estudante David Cesar (Foto: Thaís Pimentel/G1)'A superação vem da vontade de viver', diz
David Cesar (Foto: Thaís Pimentel/G1)
"Eu só percebi que era deficiente físico quando estava na 4ª série. Um aluno que me perguntou: 'Por que você é assim?'. Cheguei com esse dilema em casa, e minha mãe me disse: 'David, vamos conversar?'. Foi aí que caiu a ficha", conta o estudante. Segundo ele, a escola, coordenada por freiras, sempre optou pela inclusão e fazia um trabalho de orientação com as crianças.

Mas aceitar a síndrome não foi fácil. Aos 15 anos, David admite que chegou a se questionar e  começou a pesquisar a doença a fundo. "Adolescência, né? Cheguei em um conflito. Será que eu seria capaz de ter uma namorada? Me perguntei: 'O quê que eu tenho?' Comecei a pesquisar, perguntei para o meu médico e ele disse: 'Você tem Síndrome de Hanhart'. Pesquisei sobre a síndrome e descobri que, na época, só seis pessoas no mundo tinham isso. Eu olhei para o céu e disse: 'Ô Deus, muito obrigado! Eu sou sortudo demais, viu'"(risos).

David consegue caminhar com apenas parte das pernas, mas ele também se locomove com a ajuda de uma cadeira de rodas motorizada. "Eu me viro. Vou de ônibus para o estágio e depois tem faculdade à noite. Meu dia é bem corrido", disse. David está no 8º período do curso de direito e trabalha no Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Autor de Ato Infracional (CIA/BH).
"Primeiro dia de trabalho foi igual bater um pênalti. Quando dei de cara com a tela emstand by com a mensagem 'para efetuar o login aperte crtl+alt+del' foi aquele suspense. Eu aperto ctrl com o meu 'toquinho', o alt com a língua e o del com o nariz. Quando meu chefe viu aquilo ele disse: 'Se consegue fazer octrl+alt+del, consegue fazer tudo'", brinca o estudante. "Mas eu ainda não me encontrei como profissional", desabafa David, que já chegou a trancar o curso de jornalismo. "Adoro rádio. Meu sonho era narrar jogos de futebol", revela.
David pode não ter seguido a carreira nos estúdios, mas já se firmou como palestrante em Belo Horizonte e no interior. Há um ano, ele começou a falar sobre sua experiência em empresas, cursos e igrejas. "Já fiz mais de 50 palestras. Taí uma coisa que me dá prazer de fazer. É através desse trabalho que consigo bancar a faculdade", explica.
Quem o encorajou foi o advogado Marcos Rossi, outro portador da Síndrome de Hanhart. Ele mora em São Paulo, é pai de dois filhos e ainda é surfista. Quem também inspirou David foi o australiano Nick Vujicic, autor de livros como "Uma Vida Sem Limites – Inspiração Para Uma Vida Absurdamente Boa", "Superação" e "Indomável". "Ele veio a Belo Horizonte no ano passado. Assisti a palestra dele. Muito bacana", conta David.
Independência
Atividades simples do cotidiano, como trocar de roupa, poderiam ser obstáculos para David. Porém, ele mesmo diz que não há nada que não consiga fazer. "Eu só preciso de ajuda na hora de fechar o zíper (risos)". David consegue tirar o celular do bolso e atender ligações. Ele ainda nada e sai da piscina com facilidade. 


Façanha mesmo é ser capaz de comer por conta própria. Com a ajuda do "toquinho", David aproxima a colher do prato e a coloca na comida com a ajuda do queixo. Com o maxilar bem próximo, ele "arrasta" a colher com da parte do braço e consegue levar o alimento a boca sem ajuda de ninguém. "Antes eu amarrava a colher no 'toquinho', mas agora já consigo levar a comida na boca sem isso. Uso o maxilar e pronto. Agora estou aprendendo a comer de garfo (risos)", explica. Destrancar a porta de casa também poderia parecer difícil, mas David conta que tira de letra. "Quase não fica gente no apartamento. Eu giro a chave com a boca e entro na boa", conta.
David quer continuar investindo nas palestras e trabalhar em uma ONG no futuro. "A minha história não é de superação porque eu tenho ausência dos membros superiores e inferiores. Eu podia ter uma história de comodismo até. Mas eu acho que a superação, que a vontade de conquistar as coisas, vem da vontade de viver, e é o que eu passo. A minha energia é uma vontade indomável de achar o novo, buscar o que eu não vivi ainda", diz David.
Síndrome de Hanhart
De acordo com o geneticista Sérgio Pena, a Síndrome de Hanhart (que ganhou este nome do cientista que passou a estudar a doença nos anos 50) é um distúrbio do desenvolvimento do feto. A síndrome não é causada por uma herança genética. Estudos indicam que problemas vasculares durante a gravidez estão ligados à doença, porém a medicina ainda não desvendou quais são os fatores que levam a essas alterações. 

A mãe de David Cesar não teve nenhuma complicação deste tipo na gestação, mas enfrentou uma pneumonia. Porém, segundo estudos, isso não teria influencia na aparição da Síndrome de Hanhart.
David Cesar, durante palestra no fim de 2013 (Foto: David Cesar/Arquivo pessoal)David Cesar, durante palestra no fim de 2013 (Foto: David Cesar/Arquivo pessoal)Fonte:g1.globo.com

Cadeirante tetra da Volta das Nações dá exemplo: "deficiente não é coitado"

Jaciel Paulino fez o percurso de 21 km em 1h17m em Campo Grande. Atleta conta que teve poliomielite com um ano e dois meses de idade.

Por Campo Grande


Vencer os 21 km da Volta das Nações pela quarta vez entre os cadeirantes foi só um dos objetivos da participação de Jaciel Paulino, de 41 anos, na prova deste domingo. O atleta de Santos (SP) completou o percurso da sexta edição da meia maratona em 1h17m.

  Jaciel Paulino - Volta das Nações 2014 (Foto: Lucas Lourenço/G1MS)
Jaciel Paulino comemora 4ª vitória na Volta das Nações (Foto: Lucas Lourenço/G1MS)Trago esporte para a vida social. Para treinar, por exemplo, saio de casa e tenho que superar guia sem rampa. Esporte traz deficiente para a realidade. Ou você enfrenta ou vai ficar sentado no sofá a vida toda – relata.

Jaciel conta que teve poliomielite com um ano e dois meses de idade. O esporte entrou na vida do santista com o basquete de cadeira de rodas e, depois, com a corrida de 100 metros.

- Deficiente não é coitado, ele dá resultado, tanto no esporte como no trabalho – afirma.

Jaciel diz que ficou contente com a festa na capital sul-mato-grossense. Sobre o percurso, ele destaca que a altimetria dificultou um pouco em alguns trechos.

- Para cadeirante, tem chão ruim no Parque dos Poderes – completou.

Com tempo de 1h49m, o único concorrente de Jaciel, Carlos Neves de Souza, de 39 anos, ficou em segundo na categoria cadeirante.

Jaciel Paulino - Volta das Nações 2014 (Foto: Lucas Lourenço/G1MS)Santista durante largada da meia maratona (Foto: Lucas Lourenço/G1MS)Fonte.globoesporte.globo.com