sábado, 22 de novembro de 2014

PEC de Mara Gabrilli prevê aposentadoria especial para cuidadores de pessoas com deficiência


Uma Proposta de Emenda à Constituição apresentada dia 12/11 na Câmara dos Deputados pretende incluir os cuidadores e atendentes pessoais de pessoas com deficiência entre os beneficiários com requisitos e critérios diferenciados para aposentadoria, tanto nos regimes próprios dos servidores públicos, quanto no regime geral de previdência social.


A PEC 433/2014 é de autoria da deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP). Para embasar o texto da proposta, a parlamentar utilizou sua própria experiência: tetraplégica há 20 anos por conta de um acidente automobilístico, ela precisa de auxílios 24 horas por dia.

“Sou a prova viva de que ninguém faz nada sozinho. Esses profissionais demonstram uma solidariedade e respeito diante das limitações alheias, representam um verdadeiro compromisso no resgate da dignidade humana e da valorização da pessoa com deficiência. Muitos abdicam de partes importantes de suas próprias vidas, nos campos profissional, afetivo e pessoal, para poder realizar bem essa tarefa”, afirma.

A deputada enaltece o trabalho dos cuidadores. “Muitas vezes, o cuidador não tem hora nem jornada certa de trabalho, pois as necessidades das pessoas com deficiência são prementes e essenciais, muitas vezes relacionadas diretamente com as próprias funções vitais e fisiológicas”, conclui.

Uma vez aprovada a emenda à constituição, os critérios diferenciados ainda precisariam ser regulamentados através de lei complementar, da mesma forma que ocorreu com a aposentadoria da pessoa com deficiência, regulamentada em 2013 pela presidência da República.

Gabrilli também é autora de dois projetos de lei que dizem respeito aos cuidadores. O primeiro, no âmbito da previdência, institui o Serviço de Apoio Especializado para Atividades da Vida Diária, destinado a pessoas com deficiência severa ou doenças raras com grande restrição de movimentos. O segundo, no âmbito da assistência social, cria o auxílio-cuidador, a ser concedido ao segurado que necessitar de cuidador em tempo integral.

Nova tecnologia terapêutica - REALING: plataforma online de treino para pessoas com perturbações de linguagem

          

Muitas pessoas sofrem de dificuldades na fala que consequentemente acarreta dificuldades durante a leitura. Essas 2 dificuldades são também conhecidas como "Pertubações da linguagem".

Essas "Perubações da linguagem"  podem ser causado por vários motivos como por exemplo: Afasia, Alzheimer, entre outros. E quando é encaminhado pelo médico realiza um tratamento completar com um "terapêuta da fala"

Um projeto que tem como objetivo auxiliar no tratamento da terapia da fala promovido por  Rosa Henriques com o nome de REALING  teve o  inicio em Novembro de 2013. 

REALING é uma plataforma online que disponibiliza exercícios de treino para crianças ou adultos com perturbações de leitura (Perturbação da linguagem, Afasia, Alzheimer, entre outros), desde que prescritos pelo Terapeuta da Fala.

O projeto contou com a ajuda de vários apoiantes através do sistema de crowdfunding (financiamento colectivo que consiste na obtenção de capital, em troca de recompensas, para iniciativas de interesse colectivo através da agregação de múltiplas fontes de financiamento, em geral pessoas físicas interessadas na iniciativa, como por exemplo o PPL – http://ppl.com.pt). conseguiu ser financiado através de um site de crowdfunding português.

A primeira versão da plataforma foi lançada no dia 6 de Outubro de 2014.
O REALING permite que o Terapêuta da Fala possa organizar a sua agenda de sessões de terapia, interagir com os seus pacientes, comunicar com eles, ter acesso a um conjunto de ferramentas que complementem o seu trabalho, realizar exercícios nas sessões de terapia, prescrever exercícios para os pacientes realizarem em casa, monitorar e analisar os progressos dos pacientes e os resultados dos exercícios, através de dados e gráficos.

Um dos objetivos é disponibilizar novas funcionalidades, uma das quais o acompanhamento e apoio ao paciente em sessões realizadas em via online (conforme regulamentação em vigor).

Para saber como nasceu esta ideia e como foi inicialmente financiada:

Para acompanhar este projeto através do facebook:

Jovem com Síndrome de Down e sua mãe passam em vestibular para gastronomia

Daniel Leite Do UOL, em São José dos Campos (SP)

                                        Reprodução/TV
                              Jacqueline Rotelli (à dir.) e sua filha Tatiane passaram em gastronomia
                                       Jacqueline Rotelli (à dir.) e sua filha Tatiane passaram em gastronomia

Foi como juntar o útil ao agradável: Jacqueline Rotelli, 47, será caloura no curso de gastronomia junto com a filha Tatiane, 19, no primeiro semestre de 2015.
Como a família tem negócios no ramo, a capacitação no curso tecnólogo, de dois anos, será bem-vinda. Ao mesmo tempo, a mãe ficará mais sossegada -- além de feliz -- em acompanhar a filha que tem Síndrome de Down nas aulas.
Moradoras de Andradas, cidade mineira que fica cerca de 485 km da capital Belo Horizonte, mãe e filha devem percorrer diariamente os 25km entre sua casa e a faculdade, em Espírito Santo do Pinhal, que fica a cerca de 190 km de São Paulo. A nova rotina anima a dupla.

"Quero conhecer novas pessoas, aprender muito e ser desafiada", diz Tatiane. De desafios, Tatiane entende: sempre estudou em escolas regulares e superou os obstáculos a sua inclusão, como o preconceito ou falta de preparo dos professores.

A trajetória sempre teve a participação da família. Quando os Rotelli se mudaram para um sítio na zona rural de Andradas, Jacqueline auxiliou Tatiane nos estudos por mais de quatro anos, sendo sua professora.
O ensino médio foi feito na cidade. E, logo mais, Tatiane participará da festa de formatura, uma "noite mágica", segundo ela, pela qual espera com ansiedade.

Arquivo pessoal
Companheiras: mãe e filha estudavam juntas

Barreiras

As dificuldades se estenderam até no momento de inscrição para os vestibulares. Jacqueline buscou informações com as faculdades e universidades. Segundo ela, a maioria não sabia explicar nem como deveria ser preenchido o campo que identifica deficiências dos candidatos.

"O que nos interessava é que minha filha realmente se sentisse estudante e aluna como todos, e que enfrentasse as mesmas dificuldades no vestibular", afirma Jacqueline. A Unipinhal, instituição em que as duas farão o curso de gastronomia, ofereceu apoio pedagógico à Tatiane e a garota fez a mesma prova que os outros concorrentes.

Na visão da pró-reitora de graduação da Unipinhal, onde as duas estudarão, a entrada de Tatiane pode significar melhorias para a instituição. "Para nós é muito importante um projeto de inclusão. Temos um núcleo de apoio pedagógico, e a Tatiane pode até nos dar parâmetros para rever processos pedagógicos nossos", explica Valéria Torres.

Calouras

Tatiane parece estar mais tranquila que a mãe com a nova fase: ela já pesquisa sobre gastronomia e anota tudo em seus cadernos. A jovem também já tem planos de abrir um restaurante com buffet para realizar casamentos, mas promete seguir ajudando os pais na cachaçaria e chocolateria da família.

Já a mãe admite o nervosismo. "Eu estou apavorada mesmo! Não sei como vai ser me tornar aluna junto com minha filha, se conseguirei acompanhá-la, pois ela está pronta para essa fase e eu já passei desse tempo!", diz Jacqueline.
Segundo o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), no Brasil há 29.034 alunos com algum tipo de deficiência matriculados em cursos de graduação de faculdades públicas (9.406) e privadas (19.628). Desses, 566 possuem deficiência intelectual. 

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Café Memória promove inclusão e convívio social para pessoas com Alzheimer

Por Danilo Mekari no Portal Aprendiz

         Participantes do Café Memória, com a mão levantada.

Não é à toa que o café é uma das bebidas mais consumidas do mundo. Seu efeito estimulante ajuda a despertar, seu aroma dá prazer e o sabor do grão torrado, moído e coado no filtro é insubstituível. Para aumentar ainda mais a adoração por ele, pesquisadores da Universidade John Hopkins (EUA) descobriram, no início de 2014, que o consumo de duas xícaras por dia pode trazer benefícios para a memória.

Popular, a bebida também é a grande aliada de uma iniciativa que proporciona inclusão social e qualidade de vida à pacientes diagnosticados com a perda de memória.

Inspirado em projetos semelhantes de países como França, Estados Unidos e Inglaterra, o Café Memória de Portugal é dedicado a quem sofre de demência e Alzheimer e, ainda, aos seus cuidadores e familiares.

Encontros são realizados mensalmente.
Divulgação

O espaço abriu as portas em abril de 2013 e funciona como um ponto de encontro mensal, onde os participantes compartilham experiências, interagem entre si e realizam atividades lúdicas e estimulantes. Reservado e protegido, o ambiente do Café Memória oferece suporte emocional e informações úteis aos doentes e seus familiares.

Segundo a neuropsicóloga e coordenadora da proposta, Catarina Alvarez, as sessões são procuradas por pessoas que sentem os efeitos do isolamento e do preconceito em seu cotidiano. “Temos uma missão dupla. Por um lado, queremos melhorar a qualidade de vida dessa parcela da população e, por outro, sensibilizar a comunidade perante este tema. Em Portugal, a demência é um estigma social”, observa Catarina.

Estigma social
Durante duas horas, os participantes do Café Memória se apresentam, contam suas histórias e se envolvem em atividades lúdicas que estimulam capacidades cognitivas como memória, raciocínio, linguagem e orientação. “Na última sessão fizemos uma das melhores atividades do Café Memória: um quiz musical. Tocávamos uma música e cada equipe tinha que descobrir o nome dela e quem a cantava. Foi um sucesso”, comemora.

O encontro também recebe convidados das mais diversas áreas que dialogam com a questão da memória, como neurologistas, enfermeiros, nutricionistas e até designers. O Café Memória, como não poderia deixar de ser, sempre termina com uma mesa de café da manhã disposta para incentivar o convívio dos participantes, cuidadores e parentes.

Catarina ressalta a participação de mais de cem voluntários no projeto. “Sem eles não conseguiríamos atingir nossos objetivos.” De acordo com a coordenadora, mais de mil pessoas já estiveram em uma sessão do Café Memória, sendo que 400 frequentam regularmente o espaço.

Porta para o mundo
Ela acredita que o estigma social faz com que os familiares de quem sofre de Alzheimer se fechem em casa e só peçam ajuda quando a doença já está em etapa avançada. “É preciso mostrar que estamos abertos para conversar sobre este tema delicado”, aponta. “Percebemos que muitas pessoas saem mais leves de nosso encontro, com mais força para encarar o dia a dia. Elas sentem que não estão sozinhas, criam estratégias, conversam e falam sobre como lidam com seus problemas. Enfim, elas levam mais carinho, informação e capacidade para casa.”

A neuropsicóloga festeja ainda a ousadia desses encontros terem deixado o ambiente clínico, médico e institucional para se espalharem por cafeterias e restaurantes da cidade, como o Portugália e o Café do Museu de São Roque, em Lisboa. “Isso já é uma forma de lutar contra o preconceito, pois falamos de demência fora do contexto hospitalar. É uma ação necessária para a construção de uma cidade democrática.”

Cuidar Melhor
Realizado graças à parceria entre a Associação Alzheimer Portugal e a Sonae Sierra, o Café Memória é considerado um braço informal e complementar do projeto Cuidar Melhor, que trabalha pela inclusão e promoção dos direitos das pessoas com demência em Portugal.

Hoje, seis espaços promovem o Café Memória mensalmente (três em Lisboa, dois na Grande Lisboa e um no Porto) e, no próximo sábado (22/11), acontece a primeira sessão do Café Memória de Viana do Castelo, das 9h às 11h, no Restaurante Camelo. As sessões são totalmente gratuitas e não é necessário se inscrever com antecedência para participar.

Schumacher está paralisado em uma cadeira de rodas e tem problemas de memória e fala, revela ex-piloto

           

Logo que aconteceu o acidente de Michael Schumacher no fim do ano passado, Philippe Streiff foi visitar o alemão no Centro Hospitalar Universitário de Grénoble, perto de onde o ex-piloto de F1 mora. Paraplégico depois de um acidente em um teste em Jacarepaguá há 25 anos, o francês foi o autor à época de uma das declarações que mais repercutiram a respeito de Schumacher: de que ele poderia ficar paralisado e ter a fala afetada.

Mais de dez meses após aquelas palavras, Streiff voltou a falar. O diagnóstico é praticamente o mesmo, mas impressionante no modo como o francês se expressou de forma direta. "Schumacher está melhor, mas isso é relativo. Ele não fala. Ele está paralisado e em uma cadeira de rodas. Ele tem problemas de memória e de fala", reiterou Streiff em entrevista à rádio Europe 1.

Schumacher sofreu um grave acidente no dia 29 de dezembro de 2013, quando esquiava na estação de Méribel, nos Alpes Franceses. O germânico estava esquiando fora de pista, uma modalidade bastante popular entre atletas mais experientes, quando caiu e bateu a cabeça em pedra.

Nas estações de esqui, máquinas percorrem as pistas para remover pedras e árvores e compactar o gelo. Fora de pista, entretanto, o terreno está em suas condições normais, com neve mais fofa, árvores e pedras.

Após o acidente, Michael foi resgatado de helicóptero e transferido para o Centro Hospitalar Universitário de Grénoble, na França, onde ficou por quase seis meses. Em meados de junho, o ex-piloto foi transferido para o Hospital Universitário de Cantão de Vaud, na Suíça, para dar sequência ao seu processo de recuperação mais próximo da casa da família.


No início de setembro, a assessoria de imprensa de Schumacher afirmou que o quadro do germânico progrediu a um ponto que o permitia ir para casa. Sabine Kehm ressaltou, entretanto, que a transferência não deveria ser entendida como uma “grande mudança em seu estado de saúde”.

Desde então, pouco se soube oficialmente sobre a condição de Michael. A última manifestação da família aconteceu no último dia 13, por ocasião do aniversário de 20 anos da conquista do primeiro título do heptacampeão na F1, mas se limitou a um agradecimento pelo carinho dos fãs.


Virada Inclusiva 2014


Por que realizarmos uma VIRADA INCLUSIVA? Porque além de celebrar o DIA INTERNACIONAL DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA, possibilita que todos possam estar juntos em ações inclusivas entre as pessoas com e sem deficiência, nas ruas, praças, parques, museus e teatros do Estado de São Paulo.


Idealizado e coordenado pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, o evento é gerido pela Abaçai Organização Social de Cultura, conta com uma rede de parceiros e colaboradores voluntários de órgãos públicos, instituições e sociedade civil que realizam diversas atividades culturais esportivas e artísticas em uma grande celebração da diversidade humana. Uma extensa programação gratuita e acessível em todo o Estado de São Paulo.

O Dia internacional da pessoa com deficiência é celebrado no dia 03 de dezembro, a Organização das Nações Unidas (ONU) propôs o tema para 2014: DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: A PROMESSA DA TECNOLOGIA.

Desde 2010, a Virada Inclusiva reúne diversos representantes da sociedade civil organizada, pessoas de todas as classes que em comunhão, celebram esse dia criando uma agenda que seja para todos e que traga em sua essência o tema proposta pela ONU, além de prestar homenagem a um exemplo da humanidade.

A VIRADA INCLUSIVA cresce a cada ano e isso é sinal de que mais pessoas estão aderindo ao movimento pela inclusão da pessoa com deficiência. Isso é fruto do trabalho de todos os nossos parceiros, que acreditaram que seria possível realizar atividades para todas as pessoas, tenham elas uma deficiência ou não.

Chegamos à 5ª edição, com um resultado muito positivo das edições anteriores, que cresce anualmente e com certeza não será diferente nessa edição. Envie sua programação para que todo o Estado de São Paulo saiba como será celebrado esse dia tão importante na história da inclusão da pessoa com deficiência. Fiquem atentos à programação que será realizada nos dias 03, 06 e 07 de dezembro de 2014.


Músculos artificiais prometem melhorar mobilidade de robôs e de incapacitados

Antonio Hermosín

                                                                                                                                                                      Yuya Shino/Reuters
Tasuku Takahashi, 82, um dos usuários da companhia de robôs Cyberdyne (Hybrid Assistive Limb) e cujo corpo ficou paralisado devido a um problema cerebral, tenta se levantar utilixando um exotraje durante treinamento no estúdio da empresa em Tsukuba, ao norte de Tóquio. O Japão possui a maior população de robôs
Tasuku Takahashi, 82, um dos usuários da companhia de robôs Cyberdyne (Hybrid Assistive Limb) e cujo corpo ficou paralisado devido a um problema cerebral, tenta se levantar utilizando um exotraje durante treinamento no estúdio da empresa em Tsukuba, ao norte de Tóquio. O Japão possui a maior população de robôs.


Inspirados pela anatomia humana, um grupo de pesquisadores japoneses criou músculos artificiais mais versáteis e potentes que os motores convencionais usados em robôs, com os quais aspiram revolucionar a robótica e a assistência para incapacitados.

Os novos músculos podem facilitar o desenvolvimento de atividades de grande exigência física, operações de resgate ou carga de mercadorias, assim como a mobilidade de pessoas que sofrem com algum tipo de deficiência motora.

O projeto está sendo desenvolvido no Instituto Tecnológico de Tóquio. É lá que o professor Koichi Suzumori e sua equipe de jovens cientistas trabalham há três anos para aperfeiçoar uma ideia, concebida após o pedido de uma empresa e aprimorada de forma experimental no âmbito acadêmico.

Entre cabos, computadores, ferramentas e objetos de difícil identificação, destaca-se um esqueleto humano. Os ossos de uma das pernas estão cobertos por uma espécie de corda branca, conectada a tubos transparentes.

São os músculos de fibra artificial, compostos por canos de borracha e poliéster entrelaçados, que se expandem ou contraem ao receber ar em alta pressão.

"Exatamente igual ao que ocorre com os músculos humanos quando recebem estímulos nervosos", explicou à Agência Efe o pesquisador.

O princípio pneumático é uma velha ideia já aplicada em dispositivos de grande porte, usado especialmente em máquinas industriais, mas Suzumori garante que a chave de seu projeto é o desenvolvimento de microfibras sintéticas muito finas, flexíveis e rápidas.

Cada filamento tem um diâmetro de 1,8 milímetros e é capaz de suportar 600 gramas. Um feixe de cem filamentos - o equivalente de um dos músculos artificiais - é capaz de levantar até 60 quilos.

O reduzido tamanho e a versatilidade desses dispositivos abrem uma gama de possibilidades ilimitadas, segundo o cientista, que está instalando a tecnologia em várias articulações do esqueleto para provar resultados.

Os robôs mais avançados da atualidade contam com cinco ou seis motores para movimentar cada extremidade inferior do corpo, enquanto uma perna humana está revestida de mais de 50 músculos.

"Isso só para movimentar o joelho, o que permite grande flexibilidade e destreza. Nosso principal objetivo é conseguir uma mobilidade similar", destacou Suzumori.

Entre as potenciais aplicações está a produção de exoesqueletos ou exotrajes mecânicos.

"Seria possível criar 'trajes de músculos' sob medida, muito mais confortáveis que os exoesqueletos robóticos já existentes", afirmou o cientista, que acredita ser possível começar a produção em série dos músculos artificiais a partir do próximo ano.

"Outro futuro uso aplicação é a substituição de articulações humanas, algo ainda muito distante devido à grande complexidade", disse Suzumori, professor na Universidade de Okayama, em Tóquio, desde 2001 e que também trabalhou para a Toshiba.

O projeto ainda tem que superar grandes obstáculos técnicos, como a lentidão dos movimentos do dispositivo, além do tamanho e do peso da bomba de ar necessária para alimentar os músculos, o que prejudica a portabilidade.

De qualquer maneira, Suzumori e sua equipe pretendem ter montado até o fim do ano os 50 músculos capazes de reproduzir os mesmos movimentos de uma perna humana. Esse número será aumentado na sequência para quase 700, o total de músculos do corpo humano.

Pai de bebê que lutava por transplante nos EUA se diz 'humilhado'

Eduardo Schiavoni Do UOL, em Americana (SP)



  • Matheus Souza
    O menino Guilherme Souza da Silva, de sete meses, que morreu sem fazer o transplante para curar síndrome rara
    O menino Guilherme Souza da Silva, de sete meses, que morreu sem fazer o transplante para curar síndrome rara
Pai do garoto Guilherme Souza da Silva, de sete meses, portador de uma doença rara que morreu na terça-feira (18), em Limeira (SP), Émerson Jerônimo da Silva, 30, se disse "humilhado" ao descrever a luta para pagar o transplante que poderia ter salvado a vida de seu filho.
Ele tentava levantar R$ 2,4 milhões para bancar o procedimento nos Estados Unidos. "Temos que ficar aí nos humilhando, fazendo coisas que jamais pensei em fazer na vida. Não vou falar que o modelo de saúde brasileiro possa melhorar, porque não vai melhorar", desabafou, durante o velório da criança.
"Os políticos só querem saber de pegar o dinheiro do povo. Quantos milhões são arrecadados e eles não fazem nada?", questionou.
Portador de síndrome de Berdon, doença rara que afeta o sistema digestivo e urinário, Guilherme recebeu o diagnóstico da doença no dia 15 de setembro, no Hospital das Clínicas da Unicamp. Um transplante de alta complexidade, feito apenas nos Estados Unidos, era a única forma de ter uma chance de sobrevivência.
O calvário da família teve início com o diagnóstico. Com o salário de cerca de R$ 2.000 do pai, que trabalha como líder de seção em uma confecção, mais os R$ 1.500 ganhos pela mãe, Poliana Souza, como vendedora em uma loja de folheados em Limeira, eles sabiam que nunca conseguiriam pagar as contas. "Além da cirurgia em si, seriam pelo menos dois anos de pós-operatório. Saímos de lá desesperados, sem saber direito o que fazer", relatou ele.
Foi aí que começou o que Silva chamou de humilhação. Primeiro eles procuraram o poder público. Prefeito, secretário de Saúde, vereadores, políticos em geral.
Desesperada e sem resposta, a família parava carros e pessoas nas ruas, pedindo recursos, e utilizou a internet para promover a causa. A campanha "Ajude o Guilherme", publicada no Facebook, ganhou o país e o mundo. Artistas colaboraram, peças foram leiloadas e houve rifas, muitas rifas.
Um primo de Silva, feirante, chegou a arrecadar R$ 2.000 com colegas de trabalho. Uma pessoa de Piracicaba, que não se identificar, chegou a fazer dois depósitos que totalizaram R$ 25 mil. "Foi aí que eu vi o quanto o povo brasileiro é solidário. Tanta, mas tanta gente, que eu nunca vi na vida, me ajudou", disse.
Até traficantes foram procurados para ajudar. Uma amiga de amigos da família levou bilhetes da rifa de um celular para os criminosos. "Não quiseram nenhum bilhete da rifa. Quando contei o motivo, deram o dinheiro direto", disse ela, que não quis ser identificada.
Mesmo com doações chegando de todo o país, o dinheiro ainda não era suficiente. Há cerca de uma semana, as doações somavam cerca de R$ 120 mil. Silva então procurou advogados. A grande inspiradora foi a bebê Sofia Lacerda, portadora da mesma síndrome e que conseguiu, na Justiça, que o governo brasileiro pagasse pelo procedimento.
A família chegou a entrar em contato com o médico Rodrigo Vianna, brasileiro que responde pelo setor de transplantes do Jackson Memorial Hospital, em Miami, nos Estados Unidos, onde o procedimento de Sofia será realizado. Teve o aval do especialista para o tratamento. O passo seguinte seria ingressar com a ação.
Advogados foram procurados, mas queria muito dinheiro. "Um deles chegou a me cobrar R$ 100 mil pelo caso. E queria R$ 50 mil adiantados, só para abrir o processo", relatou Silva.
Duas advogadas o procuraram e hoje trabalham no caso, sem cobrar honorários. O processo, no entanto, não é mais para salvar a vida de Guilherme, mas para punir o Estado pela morte dele.
Ainda não decidiram o que fazer com os R$ 120 mil que conseguiram. Talvez doem os recursos a outras crianças que necessitam de tratamentos fora do Brasil.

Fonte:noticias.bol.uol.com.br

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Assistam este vídeo, Um exemplo de vida! Um exemplo de como devemos ser! Muito emocionante!

Relembre Fernandinho cantando e emocionando sua mãe no TeleTon







“Somos Todos Brasileiros” celebrou a inclusão através da arte, música e dança

Evento reuniu cerca de cinco mil pessoas no ginásio do Ibirapuera em São Paulo.

Imagem do postNo último domingo (16) foi realizado, no Ginásio do Ibirapuera, o evento “Somos Todos Brasileiros”; uma proposta para celebrar a diversidade cultural e a inclusão social por meio da arte. Com curadoria do Instituto Unicirco Marcos Frota, o evento com repercussão nacional, nesta 12ª edição, foi uma parceira com a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida e apoio institucional da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da Republica.

Cerca de 5 mil pessoas acompanharam, gratuitamente, uma programação diversificada que incluiu o elenco formado pela Universidade Livre do Circo, Associação de Ballet e Artes para Cegos Fernanda Bianchini, Maestro João Carlos Martins com a Orquestra Filarmônica Bachiana SESI/SP e a banda RC na Veia do baterista Dudu Braga, filho do cantor Roberto Carlos.

O evento contou, também, com a adesão de diversas Secretarias que integram o Plano Municipal de Ações Articuladas São Paulo Mais Inclusiva que prevê, entre outras ações, a realização de eventos culturais que garantam acessibilidade para todas as pessoas com e sem deficiência. Educação, Assistência e Desenvolvimento Social, Promoção da Igualdade Racial, Política para Mulheres, Subprefeituras, entre outras, contribuíram com a mobilização de público; bem como o Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo.

Além da acessibilidade física do local, onde pessoas com deficiência física tiveram espaço reservado em volta do palco, recursos de audiodescrição para cegos e Libras (Língua Brasileira de Sinais) para surdos foram disponibilizados pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida para garantir total inclusão do público.

De acordo com a secretária municipal Marianne Pinotti o encontro de milhares de pessoas comprovou a eficácia de se promover a inclusão através da arte, músicas e dança. “Tudo o que queremos na inclusão é exatamente o que estamos vendo aqui hoje. Pessoas com e sem deficiência juntas, celebrando a vida com alegria e com as mesmas condições”, disse.

Além de Marianne Pinotti, o espetáculo Somos Todos Brasileiros contou com as presenças da primeira dama do município e coordenadora da Política para Primeira Infância, Ana Estela Haddad, e da primeira dama do Estado e presidente do Fundo Social de Solidariedade, Lu Alckmin.

Mais Fotos. Foto 1 - Foto 2 - Foto 3 - Foto 4 - Foto 5 - Foto 6
Crédito das Fotos: Benjamim Lobão / SMPED


MPT cria revista digital interativa para público de baixa visão


Formato da revista, produzida com o uso de tecnologias assistivas, permite que usuários ouçam o conteúdo escrito das reportagens.

Com o objetivo de aproximar cada vez mais pessoas das ações voltadas para a defesa e proteção do trabalhador, o Ministério Público do Trabalho (MPT) em Alagoas apresenta seu novo produto de comunicação, criado com foco na acessibilidade: a Revista Digital Interativa do MPT. O material, produzido com o uso de tecnologias assistivas, permite que pessoas de baixa visão ou que possuem alguma deficiência cognitiva ouçam a descrição de reportagens relacionadas à atuação do MPT.
O projeto foi desenvolvido pelo Analista de Tecnologia da Informação do MPT/AL, Luciano Assis, que fundamentou o trabalho através do conceito de Audiodescrição, um instrumento de acessibilidade que consiste na transcrição clara e objetiva de informações compreendidas visualmente. Na prática, para escutar as reportagens da revista, o leitor deverá clicar apenas em um botão de play, disponível em cada página, para ouvir o áudio das matérias. Em uma das páginas, intitulada “MPT na Mídia”, o usuário também poderá assistir a reportagens da imprensa que destacaram a atuação do MPT.
“A princípio, a criação da revista digital foi pensada para reduzir os custos na impressão de revistas em papel, mas percebi a necessidade de aperfeiçoar o conteúdo e torna-lo diferente das demais publicações. E como o MPT possui uma coordenadoria que tem como foco de atuação a inclusão nos ambientes de trabalho das pessoas com deficiência, a Coordigualdade, pensei em fazer algo que pudesse ser aproveitado com facilidade por esse público”, explicou.
A Revista Digital do MPT está disponível nas versões Digital (apenas leitura), Digital Interativa Assistiva (transcrição de áudios das reportagens) e Digital Interativa Assistiva Completa (transcrição de áudio das reportagens e descrição auditiva das imagens). Os arquivos estão disponíveis gratuitamente para download nas versões Epub (necessário software leitor de Epub 3.0) e PDF Interativo (necessário leitor de PDF) e podem ser visualizados em computadores, tablets e smartphones.
Para fazer o download, basta acessar o site http://www.prt19.mpt.mp.br/informe-se/revista-digital.
Igualdade de oportunidades
O Censo Demográfico de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que mais de 45,6 milhões de brasileiros declararam ter algum tipo de deficiência. De acordo com o estudo, cerca de 35,7 milhões disseram ter deficiência visual e, desse número, 18,8% dos entrevistados afirmaram ter dificuldade para enxergar, mesmo com óculos ou lentes de contato.
A Procuradora-Chefe do Ministério Público do Trabalho em Alagoas, Virgínia Ferreira, apoia a iniciativa e ressalta que a criação da revista interativa foi um passo conquistado em favor da divulgação da proteção ao trabalhador, da atuação institucional e da garantia de acessibilidade plena.

Falta de acessibilidade prejudica deficientes que vivem em Cuiabá

Ausência de trechos para pedestres, calçadas com desníveis, orelhões mal posicionados e bocas de lobos abertas são algumas das falhas.


MAX AGUIAR DA REDAÇÃO
Tony Ribeiro/MidiaNews

Instituto diz que cegos sofrem com buracos e barreiras nas calçadas de Cuiabá


Longe de estar entre as capitais mais populosas do Brasil, Cuiabá, atualmente, com seus quase 600 mil habitantes, precisa melhorar e ouvir opiniões sobre acessibilidade de quem tem um dos cinco sentidos comprometidos, como é o caso de quem tem deficiência visual. 

Ausência de trechos para pedestres, calçadas com desníveis, orelhões mal posicionados e, principalmente, bocas de lobos abertas, tornam o trecho de caminhada para os cegos uma verdadeira maratona. 

Esses obstáculos não são apenas para deficientes visuais, mas também para os cadeirantes, e outros portadores de necessidades físicas. 

Dois exemplos de inacessibilidade foram encontrados pela reportagem, na porta da Associação Mato-grossense dos Cegos (AMC). 
Pelo menos oito obstáculos de madeiras foram instalados na calçada ao lado da instituição e dois bueiros estão com a tampa quebrada, o que contribui para acidentes. 

“Todos os dias, passamos aqui e temos que desviar de buracos. E, agora, essa tampa quebrada e esse monte de obstáculo, na porta da associação e ninguém nos ajuda”, disse o presidente da AMC, Sandro Luiz da Silva. 

Há seis anos a frente da entidade, Sandro contou que, entre os problemas de ruas, avenidas e calçadas de Cuiabá, também está o mau posicionamento de cestas de lixo e também barracas de camelôs. 

Tony Ribeiro/MidiaNews
Vários obstáculos são encontrados pelas ruas e calçadas de Cuiabá
“Não critico os camelôs, que estão ali buscando o pão de cada dia, mas a prefeitura poderia melhor instalá-los nas calçadas e também arrumar a colocação das cestas de lixo e orelhões. Quando passamos, a bengala não conseguimos alcançar os orelhões e dai o prejudicado é nossa testa, pois na maioria das vezes estamos sem acompanhantes”, disse Sandro. 

Proporcionalmente, Cuiabá se equipara a São Paulo, que tem mais de 11, 2 milhões de habitantes e 2, 7 milhões de deficientes, ou Rio de Janeiro, com 6,3 milhões de habitantes e mais de 1,5 milhões de deficientes: nas metrópoles a parcela que possui algum tipo de deficiência representa 25% da população, na Capital de Mato Grosso o índice é de 23%. 

Só a AMC tem 400 deficientes credenciados. Além dessa instituição, Cuiabá também tem o Instituto Cuiabano dos Cegos, que é localizado na região do Coxipó e tem outros 200 cadastrados. 

Em Várzea Grande, a parcela da população que necessita de cuidados especiais também é alta: com 252.596 mil habitantes, o município possui 56.696 mil deficientes, o que representa 22% da população.

Ônibus


Tony Ribeiro/MidiaNews
Falhas nas ruas causam acidentes entre os deficientes
Outra situação reclamada por Sandro é sobre o transporte público em Cuiabá. 

Segundo ele, a alteração proposta pela Secretaria Municipal de Transito e Transporte Urbano (SMTU), de colocar a catraca na porta do ônibus, dificulta a comunicação dos usuários com o motorista. 

“Nós nem fomos consultados. Antes, nós já entravámos nos ônibus e ficávamos ali na frente, tendo uma comunicação melhor com o motorista. Agora, com a catraca na porta, temos que entrar por trás e, às vezes, até nos acidentamos. Se pedissem nossa opinião, iríamos pedir que não fizessem isso. Já tiraram o cobrador, agora querem retirar os bancos da frente”, completou Sandro Luiz. 

A necessidade de uma cidade adaptada é a prerrogativa fundamental para aqueles que desenvolvem deficiências físicas ou intelectuais com o passar dos anos. 

Sandro observou que o poder público, em geral, precisa respeitar os deficientes. 

“Todos prometem, mas, quando eleitos, esquecem. Queremos mais um pouco de respeito. Precisamos de ter nossas necessidades dentro da cidade realizada. Fazendo sem nos perguntar só causam feridas em nossas joelhos e testas, devido aos acidentes”, completou.