sábado, 29 de novembro de 2014

Evento em SP buscará soluções para problemas enfrentados por pessoas com deficiência

TOM São Paulo traz abordagens positivas e inovadoras a questões relacionadas com deficiência.
Foto das informações do eventoEntre os dias 28 e 30 de novembro, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo (SP)Site externo.realizará o TOM São Paulo, com o objetivo de trazer abordagens positivas e inovadoras para questões relacionadas à deficiência. A iniciativa, fechada para convidados, reunirá cerca de 80 profissionais de diferentes áreas de atuação, como engenheiros, médicos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, designers, profissionais de TI e arquitetos, além de pessoas com deficiência que trabalharão buscando soluções para minimizar os desafios enfrentados no dia a dia.
Ao longo do evento, os convidados somarão esforços e expertises para elaborar projetos e protótipos que aperfeiçoem técnicas já existentes ou que criem soluções viáveis e replicáveis para atender as necessidades de pessoas com deficiência. Para isso, os participantes serão divididos em equipes multidisciplinares que deverão desenvolver soluções para seis desafios, que já foram selecionados e apresentados aos convidados.
A seleção foi realizada com base em um levantamento feito com entidades, pessoas com deficiência, profissionais e especialistas. Dessa forma, durante a maratona tecnológica as equipes multidisciplinares trabalharão para encontrar soluções alinhadas às situações apresentadas. Os projetos deverão ser construídos durante os três dias de evento.
Os desafios apresentados foram: calha para bocha adaptada com desenho e material para alta performance; controle para cadeira de rodas motorizada que otimize a usabilidade e integração entre softwares de reconhecimento de voz e de controle de ambientes; aplicativo com Google Maps para consulta sobre acessibilidade e dispositivo que permita pessoa com limitação motora e intelectual tirar fotos e gravar vídeos com autonomia; solução que permita a execução de notas com instrumentos musicais ou aparelhos eletrônicos + brinquedos e tapetes sensoriais para crianças com deficiência visual; display braile de baixo custo, com redução do número de células e interface com sistema touch; acessibilidade em computadores, videogames e outros eletrônicos com interfaces inovadoras.
As soluções serão desenvolvidas em parceira com diferentes instituições como Fundação Vanzolini, Associação Desportiva para Deficientes (ADD), Cavenaghi, a Rede Lucy Montoro, Fundação Educacional Fernandópolis, Mobgraphia, Freedom,  Inovalab,  Laramara,  Mais Diferenças, Senai,  Instituto de Pesquisa Tecnológica, Certi, OttoBock, CTI e os departamentos de Engenharia e Mecatrônica da Poli – USP (Universidade de São Paulo).
O TOM Brasil foi inspirado no projeto TOM Israel  - evento realizado na cidade de Nazaré que, pela primeira vez, acontecerá fora do seu país de origem – e será realizado em São Paulo (SP), nas dependências do Departamento de Engenharia de Produção da Poli -USP.
As conquistas do TOM São Paulo poderão ser acompanhadas pela páginaSite externo. do evento no Facebook.

ATRÁS DE DEFICIÊNCIAS HÁ SEMPRE SERES HUMANOS

Do nascimento ao desencarne, todos somos suscetíveis de sofrer alguma limitação, seja mecânica ou motora, física ou sensorial, ou até mental.

Luiz Carlos Nunes D'Angelo

                                       Imagem Internet/Ilustrativa
                                       

Do nascimento ao desencarne, todos somos suscetíveis de sofrer
alguma limitação, seja mecânica ou motora, física ou sensorial, ou até
mental.

Grande é o número de pessoas com necessidades especiais causadas
por deficiências congênitas ou adquiridas. Só as inaceitáveis práticas
espartanas as descartariam. Todas teem direito e dever de continuar
integradas à Sociedade, interagindo, para viverem dignamente.

Então, deficiência é assunto social, devendo incumbir à Sociedade
tentar superar ou contornar as decorrentes limitações.

Se avanços científicos e tecnológicos ainda não conseguiram evitar
deficiências, teem ao menos proporcionado meios para se superar ou
contornar as decorrentes limitações. Tecnologia torna fáceis as coisas
para quaisquer pessoas; e possíveis para as que tenham alguma
dificuldade.

Preconceito, olhar piedoso, só obscurecem a potencialidade do
Semelhante.

Não tolhas a pessoa deficiente além do que sua deficiência já a
limite.

Mostra-lhe tudo que não esteja a seu alcance; faze-a executar
aquilo que possa; garante-lhe a independência possível.

Colabora com ela, mas também aceita com naturalidade sua
colaboração.

Irmãos deficientes! só conseguireis assumir vossa cidadania ao
dispensardes benesses. Elas vos limitam mais que a vossa deficiência;
resultam apenas de políticas demagógicas, populistas e escapistas.

Não se confunda deficiência com carência!
Lê, relê, medita, pratica e divulga.

Fonte: saci.org.br-  Imagem Internet/Ilustrativa

Sem ajuda, enxadrista cego ganha partida e se destaca nos Abertos

Atleta de Altinópolis usa tabuleiro de xadrez adaptado e chama atenção em competição em Bauru que contou com a participação de atletas renomados.

Por Bauru, SP


Pouco mais de uma hora foi o suficiente para que o enxadrista Crisolon Terto Villas Boas vencesse a partida disputada nesta quarta-feira (26), no segundo dia de competições de xadrez da 78ª edição dos Jogos Abertos do Interior, que acontecem em Bauru. A concentração para a reação diante da jogada do adversário seria uma característica comum da modalidade, não fosse pelo fato de que um dos jogadores é cego.

  Crisolon Terto Villas Boas, enxadrista cego nos Jogos Abertos 2014 (Foto: Ana Carolina Levorato)
Crisolon Terto Villas Boas, enxadrista cego nos Jogos Abertos 2014 (Foto: Ana Carolina Levorato)
– FoCrisolon é mineiro de Belo Horizonte (MG) e faz parte da equipe da cidade de Altinópolis nos Abertos. Em Bauru, o jogador de 54 anos, campeão brasileiro na categoria de deficientes visuais, ganhou a partida válida pela segunda divisão da modalidade contra um competidor da cidade de Francisco Morato. Os Abertos contam com disputas na categoria PcD (Pessoas com Deficiência) em algumas modalidades, mas o xadrez não está incluído.
– Foi uma partida como todas as outras onde é preciso habilidade para saber ganhar o jogo. A deficiência pode ser que me ajude na hora de me concentrar, mas o treino é fundamental – diz o torcedor do Atlético-MG que tem no currículo seis títulos nacionais, além de participações em olimpíadas para deficientes fiscais e campeonatos mundiais.
Rafael Leitão e Henrique Mecking, o Mequinho, nos Jogos Abertos 2014 (Foto: Ana Carolina Levorato)Abertos tem enxadristas renomados, como Rafael Leitão e Henrique Mecking, o Mequinho(Foto:Ana Carolina Levorato)
Ao todo, 23 equipes disputam as provas da modalidade, disputadas em sete rodadas, até este sábado. A competição de xadrez em Bauru conta com enxadristas renomados como Henrique Mecking, o Mequinho, Rafael Leitão e Gilberto Milos.
Para possibilitar que o xadrez seja praticado por deficientes visuais e jogado pelo atleta de Altinópolis, que tem 100% de cegueira, a Federação Internacional de Xadrez (Fide) criou algumas adaptações. O tabuleiro que Crisolon usa possui as casas perfuradas, permitindo que as peças se encaixem no centro de cada uma, além das casas pretas em alto relevo, para se distinguir das brancas. Para diferenciar a cor das peças, existe um detalhe semelhante a um pino em cima das peças brancas, destacando-as das pretas.
Sem ajuda
Durante uma partida, o enxadrista arma seu tabuleiro adaptado ao lado do oficial e apenas narra seu lance ao adversário, que movimenta as peças por ele. Como em toda competição o atleta é obrigado a escrever as jogadas, Crisolon utiliza um gravador para registrar as sequências de seus movimentos.
Xadrez, cego, Jogos abertos 2014 (Foto: Ana Carolina Levorato)Tabuleiro adicional adaptado e gravador são usados pelo enxadrista nos Abertos (Foto: Ana Carolina Levorato)
– Os adversários colaboram, mas não ajudam. A cordialidade é uma das coisas que mais me encanta no xadrez, onde somos rivais apenas durante a partida. O xadrez talvez seja o único esporte em que um deficiente visual consiga, com poucas adaptações, jogar de igual para igual com quem tem a visão normal – comenta Crisolon.
Técnico e amigo de Crisolon há mais de 30 anos, Nelson Castelo Branco afirma que a cara fechada do jogador durante a partida não condiz com a realidade. 
– Ele chegou onde está por ser um curioso e estudioso do xadrez. É preciso deixar claro que ele não é ajudado por ninguém e chega a jogar até mais rápido do que outros enxadristas – diz Nelson.
Normalmente atraindo uma aglomeração de curiosos em torno da mesa onde está jogando, Vilas Boas pretende deixar um importante legado para a próxima geração: o xadrez como fator de inclusão social.
– Nunca sofri discriminação ou preconceito no xadrez, sempre fui muito respeitado por meus colegas de modalidade – ressalta o enxadrista.
Nelson Castelo Branco, técnico de  Crisolon Terto Villas Boas, enxadrista cego, Jogos Abertos 2014 (Foto: Ana Carolina Levorato)Técnico Nelson Castelo Branco observa Crisolon nos Abertos: "Ele joga sem ajuda" (Foto: Ana Carolina Levorato)
Fonte: globoesporte.globo.com

Pronatec vai beneficiar pessoas com deficiência em Sergipe

Internos de centros socioeducativos também serão contemplados.
Programa já beneficiou mais de 7,5 milhões de estudantes.

Do G1 SE

Imagem Internet/Ilustrativa



O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) conta com uma modalidade para beneficiar pessoas com deficiência, adolescentes que cumprem medidas socioeducativas e moradores de rua. Intitulado ‘Pronatec Direitos Humanos’ tece as regras para execução e monitoramento definidas através da portaria da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.


O Pronatec será dividido em três grupos: Pronatec Viver Sem Limite, Pronatec Sinase e Pronatec População de Rua. A qualificação e aperfeiçoamento profissional dos grupos serão feita de acordo com as regras do programa que foram estabelecidas pelo Ministério da Educação, a partir de demandas apresentadas pela SDH.

A atuação será em conjunto com órgãos estaduais, municipais e organizações da sociedade civil, visando identificar demandas e organizar a seleção e a pré-matrícula dos beneficiários.

Fonte: g1.globo.com - Imagem Internet/Ilustrativa

Conheça Ricardinho, o melhor jogador do mundo no futebol de cegos

Jogador gaúcho foi destaque na quarta conquista brasileira no Mundial da modalidade.

por André Baibich

Foto: Márcio Rodrigues / CPB/ MPIX
Conheça Ricardinho, o melhor jogador do mundo no futebol de cegos Márcio Rodrigues/CPB/ MPIX


Aos oito anos de idade, após dois lutando contra um problema na visão, Ricardo Steinmetz Alves ficou cego. Na época, acreditava que era o fim do sonho de ser jogador. Hoje, aos 25, o melhor do mundo do futebol para cegos, recém sagrado campeão mundial pela segunda vez na carreira, utiliza-se da memória visual da infância para fazer os movimentos que o transformam em craque.

— Fora do esporte eu lembro de muita coisa: cores, formato das coisas...Para o futebol, acho que isso me ajudou muito, porque as pessoas sempre me dizem: "parece que tu tá enxergando.." — afirma Ricardinho, atleta da Associação Gaúcha de Futsal para Cegos (Agafuc) e da seleção brasileira, em entrevista a ZH. Ele completa:

— Quando eu comecei a treinar, tinha aquilo bem vivo na minha memória. Mesmo sem enxergar, eu aplicava o mesmo movimento. O jeito de chutar a bola, dar um passe, um drible. Aquilo ficou em mim. Tenho certeza de que todo o atleta cego que já enxergou tem muita vantagem sobre os outros.

Para que Ricardinho chegasse ao patamar de hoje, seu pai teve participação decisiva. Por conta da deficiência do filho, trouxe toda a família de Osório para Porto Alegre. Queria inscrevê-lo no Instituto Santa Luzia, referência no ensino em braile.

Foi lá que o craque reencontrou o futebol. Nas escolinhas do Santa Luzia, logo ficou evidente que Ricardinho estava acima da média. Aos 12, já atuava contra meninos de 15, 16, 17 anos. Com 15, foi convocado pela primeira vez para a seleção brasileira. Um ano depois, em 2006, foi eleito revelação e melhor jogador do Mundial, vencido pela Argentina.

Daí em diante, a carreira decolou. Em 2010, foi campeão mundial pela primeira vez. A essa altura, sua rotina era totalmente dedicada ao futebol. Atualmente, treina em dois turnos, com forte ênfase na preparação física e no aprimoramento técnico:

— Eu me dedico só para o futebol. O negócio está totalmente profissionalizado, com preparação física muito forte, o pessoal está priorizando muito isso. Todo o acompanhamento é bem profissional.

A dedicação de Ricardinho e seus companheiros resultou em mais uma conquista, o Mundial encerrado nesta segunda-feira, em Tóquio, no Japão, com direito a vitória sobre a rival Argentina na final.

— Foi um jogo muito duro. Tem muita rivalidade, sem dúvida. Não teve deslealdade, mas foi muito pegado nas divididas. E aquela catimba do lado deles. Eles procuram sempre um fator adicional, gostam de alguma coisa além do "jogo jogado" — relembra.

Um gol de Jefinho na prorrogação foi suficiente para despachar os hermanos e assegurar a quarta conquista brasileira na competição. Tudo com a participação decisiva de Ricardinho, algo que ele não poderia imaginar quando ficou cego.

— Eu tinha esse sonho de ser jogador quando tinha cinco, seis anos. Na época, eram duas coisas difíceis para mim: perder a visão e pensar que eu não poderia mais jogar futebol. Aconteceu tudo muito rápido na minha vida — surpreende-se.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Artista plástico brasileiro com síndrome de Down expõe na Itália

Aos 19 anos de idade e seis de carreira, o artista plástico brasiliense Lucio Piantino, que tem síndrome de Down, acumula mais uma boa conquista ao seu currículo. O jovem, que expõe desde os 13 anos, foi convidado a mostrar 10 de suas telas na Galleria Nazionale Dell’Umbria, na Itália. A mostra acontece em dezembro e integra a programação da terceira edição do Polimaterico, projeto que tem como foco a acessibilidade das pessoas com deficiência à arte contemporânea.
Lucio está super empolgado com a oportunidade “Gosto muito de frio e sei que lá vai estar no inverno. Quero conhecer gente e provar comidas gostosas”, contou ao jornal “Correio Braziliense”. “Ele não é uma pessoa com síndrome de Down que pinta, mas um pintor que tem síndrome de Down”, explica a mãe, a também artista plástica e escritora Lurdinha Danezy Piantino, 55 anos.
O brasiliense Lucio Piantino expõe na Itália pela primeira vez.
O brasiliense Lucio Piantino expõe na Itália pela primeira vez.
A pintura surgiu na vida de Lucio muito cedo: além de sua mãe, seu pai, Lourenço Bem, e seu avô, Glênio Bianchetti, seguiram o caminho das artes plásticas. Por causa do preconceito contra a síndrome de Down, Lurdinha precisou retirá-lo da escola aos 13 anos e utilizou a pintura para preencher o tempo do filho. O passatempo virou profissão.
Para arrecadar dinheiro para sua viagem até a Itália, Lucio lançou uma campanha na internet. O artista está vendendo rifas e, no dia 20 de dezembro, vai sortear uma de suas telas anunciadas em sua página no Facebook.
O brasiliense Lucio Piantino. Foto: Marcello Casal Jr / ABr
O brasiliense Lucio Piantino Foto: Marcello Casal Jr / ABr
Em 2013, Lucio ganhou também um documentário sobre sua história. “De arteiro a artista” foi exibido no 5º Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência — Assim Vivemos. Desde a infância, Lucio teve cada progresso registrado, em fotos e vídeos, pela mãe. “Eu queria provar, nem sei para quem, que os prognósticos estavam errados”, recorda Lurdinha, sobre sua reação à opinião de médicos sobre a síndrome. “Existe um mito de que as pessoas com deficiência estão condenadas a um atraso de desenvolvimento”, pontua.

Não Pare nas vagas de deficientes! Parou Ganhou!

Cada dia mais a inclusão e o acesso de deficientes físicos a todos os estabelecimentos e lugares públicos é pautada na sociedade. Porém a acessibilidade não é a única dificuldade que eles enfrentam, muitas vezes, até estacionar o carro torna-se um transtorno, quando uma pessoa que não necessita da vaga, destinada à eles, insiste em utilizar o lugar, em um ato ilegal e egoísta.

Seja consciente! Não Pare nas vagas de deficientes!

Veja abaixo o vídeo




Agradecimentos
Trabalho do 8º semestre de Comunicação Social da faculdade ESAMC Sorocaba.






Delegacia para deficiente é criada em e registro de casos aumenta em SP

Em três meses, foram registradas 4.452 queixas de agressões contra pessoas com deficiências, metade dos 8 mil nos 3 anos anteriores.



A primeira delegacia para deficientes do Brasil registrou em três meses mais da metade de queixas registradas em três anos. A procura está maior não é porque o número de ocorrências aumentou, é porque o atendimento melhorou.

Click AQUI para ver o vídeo.

Os Boletins de Ocorrência agora têm um campo específico para registrar quando a pessoa tem um tipo de deficiência. E a delegacia especializada nesse atendimento passou a ter profissionais como interpretes de linguagens de sinais e de braile, psicólogo e assistente social.

Alexandre da Silva prestou informações sobre um carro que ele comprou. Alexandre é surdo, mas não teve problemas para ser entendido. Ele foi à primeira Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que fica na capital do estado. A delegacia foi criada em junho, para combater a violência contra pessoas que, muitas vezes, tem pouca chance de se defender.

Casos como o de Dona Eulália. Ela mora em Anápolis, Goiás, a segunda cidade do país a ter uma delegacia especializada. Depois de um derrame, Dona Eulália ficou com parte do corpo paralisado. Em vez de cuidados, foi agredida e roubada pela própria família.

“Nós já constatamos que a aposentadoria dela tem sido recebida pela mãe e pelas filhas. São três filhas, todas as quatro serão indiciadas pelos crimes de maus tratos e pela apropriação desses proventos”, explica Manoel Vanderic, delegado.

A partir da inauguração da delegacia especializada de São Paulo, os Boletins de Ocorrência do estado passaram a ter um campo para informar se a vítima tem deficiência.

Em três meses, foram registradas 4.452 queixas de agressões contra pessoas com deficiências, metade dos oito mil casos registrados nos três anos anteriores.

Não aconteceu durante esses três meses um aumento exagerado dos casos de violência contra pessoas com deficiência. O que houve foi uma mudança de método, que permitiu à polícia enxergar com mais precisão o tamanho desse problema. E, mais preparados, os policiais podem realizar melhor o seu trabalho.

A delegacia tem intérpretes de Libras, a linguagem de sinais, e de Braile, para atender pessoas cegas. Tem um psicólogo, um assistente social, um psicopedagogo e todos os policiais fizeram um curso sobre os tipos de deficiência e os tipos de violência contra esse grupo.

O trabalho da delegacia e as informações mais precisas sobre os casos de violência vão ajudar a melhorar a política de proteção aos deficientes.

“Primeiro nós vamos entender o fato, contextualizar porque ele acontece, entender esse personagem se ele precisa, em função da vulnerabilidade, ser retirado deste meio, ou se nós podemos tratar essa família, uma família disfuncional que precisa de apoios. Mas nós temos que reconhecer quem são, quantos são e quais as origens desta violência”, afirma Linamara Rizzo Battistella, secretaria estadual de Direitos das Pessoas com Deficiência.

Mais de 46% dos casos atendidos pela delegacia de São Paulo envolve vítimas com deficiência física.

Fonte: g1.globo.com

Será que a diferença cabe dentro da nossa realidade?

Jamais, ao longo da história, ouvimos tantos relatos de pessoas com alguma deficiência que passaram a frequentar escolas, competir no mercado de trabalho, participar de atividades culturais e interagir com a sociedade.

Luciane Molina


Imagem Internet/Ilustrativa

Ainda que timidamente, pessoas com deficiência têm ganhado espaço nas AGENDAS públicas e nos debates cujos focos são a construção de uma sociedade mais inclusiva. Os olhares para esse público, ora recheados de estigmas, ora sustentados pela ideia da superação, colocam-nos em posições extremas, que vão da segregação ao direito de acesso e pertencimento, da superproteção ao isolamento.


Jamais, ao longo da história, ouvimos tantos relatos de pessoas com alguma deficiência que passaram a frequentar escolas, competir no mercado de trabalho, participar de atividades culturais e interagir com a sociedade. Proporcional à crescente aparição dessas pessoas, passamos a conviver com dificuldades estruturais, comunicacionais ou atitudinais, que só vieram confirmar que o desafio da inclusão é um processo do qual toda sociedade deve ser protagonista.

É contraditório, por exemplo, DEFENDER a construção de uma sociedade inclusiva e organizar um espaço para que as deficiências convivam somente entre si, segregando-as em atividades ou ambientes exclusivos para cegos, ou para surdos, ou para cadeirantes e assim por diante. A deficiência não pode servir COMO elemento comum ao estabelecimento de políticas públicas, porque dentro das limitações sensoriais, físicas ou intelectuais temos o traço da individualidade, daquilo que está muito mais relacionado à personalidade do indivíduo do que padronizado por uma deficiência.

Por outro lado, os desafios da inclusão são muito maiores do que construir rampas ou adaptar sanitários. Requerem a compreensão de que fora dos muros de uma instituição existe vida e conviver com a diversidade é compreender no outro muito mais os seus alcances do que os seus limites. É buscar um ponto de equilíbrio que não penda nem para o lado da superproteção nem para o lado da indiferença às necessidades manifestadas pela diversidade. É tirar das gaiolas aqueles que já se sentem acomodados, porque o desafio lhes causa medo. É considerar que o preço da inclusão cabe muito mais no bolso do que o PESO da dúvida de nunca ter tentado.

Uma pessoa cega pode beneficiar-se da leitura em Braille de um cardápio, enquanto outra prefira utilizar a tecnologia assistiva para o acesso ao seu jornal diário ou ainda ouvir o MP3 do seu livro preferido. Uma pessoa surda pode sentir-se confortável fazendo leitura labial, enquanto outra tenha Libras como sua primeira língua. Um aluno com Síndrome de Down pode necessitar de um facilitador em sala de aula, embora a criança com autismo também já tenha esse direito assegurado por lei. Uma pessoa com deficiência física pode ter dificuldade de adentrar a um estabelecimento, enquanto outra não consiga simplesmente transitar em uma calçada estreita e com obstáculos. São mais de 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência no nosso país e que necessitam de um olhar atento e de ações pontuais.

Todas essas particularidades que, num primeiro olhar parecem utópicas, fazem parte do reconhecimento do outro enquanto cidadão. São ações que têm COMO meta a facilidade de acesso aos produtos, ambientes e serviços. É possível pensar em acessibilidade sem que a força da lei seja a única preocupação para essas implementações, porque transformar o nosso entorno é assumir que a diferença também cabe dentro da nossa realidade. Embora nem toda a sociedade domine o conhecimento sobre pessoas com deficiência, devemos encarar que é possível fazer a diferença na VIDA de alguém.

Fontes:  O Lorenense - saci.org.br - Imagem Internet/Ilustrativa

É você quem faz o agora, somos nós quem projetamos o futuro

por Luciane Molina*

O acaso é o instante que o inesperado acontece. Idealizar uma resposta sempre correta para cada desafio é acreditar num mundo previsível e em pessoas cujos padrões definem uma série de comportamentos a serem reproduzidos.

Por mais que eu tivesse idealizado o jornalismo como carreira profissional, o acaso me trouxe o magistério para que eu atuasse diretamente no ensino para pessoas com deficiência visual, área ainda pouco explorada aqui na região. Percebi a importância desse trabalho ainda dentro da faculdade. Tornei-me pedagoga ao mesmo tempo em que precisei usar a arte de comunicar para que a sociedade compreendesse o potencial de uma pessoa com deficiência e a presença desses alunos no ensino regular.

Jamais imaginei que quebrar paradigmas também fosse desconstruir aquele mundinho perfeito, pintado pelas mãos de uma sociedade que se acostumou a tentar corrigir os defeitos e as imperfeições de um quadro ou de uma escultura. O inesperado sempre me trouxe desafios que serviram muito mais pra fortalecer as crenças na educação inclusiva do que para convencer-me de que a melhor opção seria agregar pessoas com seus pares, categorizando-as por deficiências por meio do ensino especial.

Talvez eu tenha provocado uma série de conflitos internos em muitos profissionais; talvez, ainda, eu tenha trazido à tona as fragilidades de um sistema educacional acostumado com um modelo de ensino engessado. O que importa é que para que a educação inclusiva se efetive, de fato, é preciso trabalhar no presente e, acima de tudo, projetar a visão para o futuro. E é pelo futuro da pessoa com deficiência visual que eu tenho trabalhado incansavelmente. 

Com isso, não afirmo minha posição contrária às escolas especiais quando elas agregam valor educativo e interdisciplinar na formação de uma pessoa. No entanto, defendo que o lugar dos alunos cegos ou com baixa visão seja dentro da escola regular no modelo defendido pela educação inclusiva. Inclusiva não apenas no sentido de pertencer, mas, sobretudo, no sentido de participar e de conviver com as diferenças.

A ideia é lidar com a deficiência visual naturalmente. Não há outra opção. Quanto mais se tenta criar especialistas na arte de não enxergar, mais contribuímos para aumentar o abismo entre o real e o possível. É inútil também carregar um manual de instruções de relacionamento numa incansável tentativa de defesa aos olhares curiosos daqueles que não querem ver sua imagem refletida no espelho dessas diferenças. E nesse quesito, as crianças dão mesmo um show à parte. É delas o entendimento mais puro de que as pessoas têm o direito de ser exatamente como são, sem mais nem menos, sem pôr nem tirar. 

Essa simplicidade de pensamento das crianças me encanta, porque a sofisticação do pensamento culto consiste em atribuir valor distintivo entre as pessoas, impedindo o reconhecimento das diferenças.  Deste modo, quando a aceitação e o reconhecimento do outro acontece de forma programada, está a exercitar-se muito mais a tolerância do que a própria inclusão. 

Sou fruto de uma escola regular inclusiva, numa época em que pouco se falava sobre o assunto. Fui aluna, fui colega, fui amiga sem qualquer rótulo de “especial”. Aprendemos juntos a conviver e a reconhecer, na prática, as variedades infinitas de participação, de possibilidades, de interações. Com isso, seria impossível padronizar um modo de agir aplicável a toda e qualquer pessoa; seria incoerência reivindicar tratamento igualitário mediante um manual de instruções, como se fosse permitido conviver, mas sob determinadas condições. 

Tenho a sensação de que antes era mais simples praticar a inclusão; que hoje a hipervalorização das diferenças em detrimento do comum tem provocado uma série de melindres e construído estereótipos. São tatuagens desenhadas para marcar um futuro de quase nenhuma oportunidade. Professores amedrontados cada vez que um aluno cego ou com baixa visão cruzam a porta de suas salas e desequilibram suas práticas confortáveis. É como se a forma não encaixasse no molde e pra isso é preciso esculpir uma nova maneira de encarar a situação.

Digo com convicção que não há o melhor caminho, nem a melhor maneira, nem a melhor prática... O que realmente existe é a certeza de que estamos em movimento e, por isso, somos os principais atores de uma educação inclusiva que está se construindo aos poucos, através do protagonismo da pessoa com deficiência e também através da força desses professores que não delegam para outros a sua tarefa de transformar realidades em possibilidades.

Não existe um mundo só para a pessoa com deficiência, ou um só para quem não tem deficiência. Existe somente um mundo, do qual todos nós fazemos parte. Portanto, todos devem ter as mesmas oportunidades. A inclusão só se faz necessária para algo que está fora. Se há um único mundo para todos, não precisamos incluir ninguém no mundo de ninguém. Basta tão somente se respeitar as diferenças. De cor, sexo, naturalidade, cultura e as limitações naturais de cada pessoa. Viver nesse mundo não é utopia, é algo que devemos exercitar no agora e continuamente. 

* Luciane Molina é pedagoga e cursou especialização em Atendimento Educacional Especializado pela Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho). Pós-graduanda em Tecnologia, Formação de Professores e Sociedade pela Unifei (Universidade Federal de Itajubá). É pessoa com deficiência visual e atua há mais de 13 anos com educação inclusiva, ensino do sistema Braille, da tecnologia assistiva e demais recursos para pessoas cegas ou com baixa visão. Foi vencedora do IV Prêmio Sentidos, em 2011, e do IV Ações Inclusivas, em 2014, ambos pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo (SEDPCD-SP). Atualmente, desenvolve trabalhos de consultoria e formação de professores em todo o Vale do Paraíba e Litoral Norte de SP. Colunista do blog Guia Inclusivo, palestrante e co-autora do livro Educação Digital: a tecnologia a favor da inclusão. 
lumolina@olorenense.com.br


Uma luz que se apaga para sempre no olhar de uma criança

Diagnóstico: adrenoleucodistrofia, uma doença genética degenerativa rara. Nos bastidores, uma mãe de muita fé, que escolhe lutar por seu filho até o fim. E que precisa da sua ajuda nessa batalha!

  
 O pequeno Lincon conta com total apoio da família. Na foto, entre a mãe Elisandra e o irmão Nicolas

Um menino aparentemente saudável, de apenas 8 anos, feliz e apaixonado pela vida, que de repente parou de enxergar.  E não para por aí... Esta é, infelizmente, a triste história do garotinho lorenense Lincon Anderson de Souza, filho da vendedora autônoma Elisandra e do frentista Elisandro, irmão do Nicolas e aluno da Escola Municipal João Paulo I.

A má notícia é que esta é uma história real.  A boa é que você pode ajudar a amenizar o sofrimento de Lincon e sua família, contribuindo com o garotinho da maneira que puder.


A perda da visão

Até um mês e meio atrás, Lincon era considerado um garotinho normal.  Muito amado pelos pais, companheiro do irmão Nicolas, de 10 anos, bom aluno na escola e querido pelos amigos.  Entre as atividades preferidas, estavam andar de bicicleta e brincar de pega-pega ou esconde-esconde na rua, no bairro Cecap, onde mora.

“Comecei a perceber que algo estava errado porque notei que ele estava caindo muito, vivia machucado ou com roxos nas pernas”, conta a mãe, Elisandra. “Foi então que resolvi procurar a psicóloga, aqui no Posto de Saúde do bairro”.  

Em contato com Lincon, a psicóloga orientou Elisandra a levar o filho ao oftalmologista, pois desconfiava que seu problema era de visão.  Já o oftalmo foi incisivo: o menino já estava praticamente cego, com menos de 1% de sua capacidade de visão.  E explicou que eles tinham que procurar um neuropediatra, para determinar a causa daquela perda repentina de visão.

“Ele precisava fazer uma ressonância magnética e uma consulta com um neurologista lá em Taubaté.  Tudo muito caro.  Nossos amigos se mobilizaram e nodia seguinte, já tínhamos o dinheiro para pagar o exame e a consulta médica”, diz a mãe de Lincon.
 

Diagnóstico ruim

O diagnóstico do exame, um dos piores possíveis: imagens cerebrais compatíveis com adrenoleucodistrofia, uma doença genética rara, degenerativa, de evolução progressiva e que não tem cura.

De Taubaté, o menino foi encaminhado para o Hospital São Paulo, onde já foi atendido por uma equipe multidisciplinar.  “Na primeira consulta, numa sala lotada de médicos, eles não acreditavam que o estado geral do Lincon era tão bom, apesar da perda da visão.  Eles diziam que as imagens do exame não condiziam com um garoto que estava tão bem”, conta Elisandra.


Muito amor e fé

Chama a atenção, na casa simples, mas muito limpa e bem arrumada da família, uma coisa em especial: o amor.  A paciência, o carinho e o sofrimento de todos pela situação recente que enfrentam.  Porém, sobretudo, o amor!  E a fé.  “Creio em um milagre, que Deus pode salvar o meu filho”, declara a mãe de Lincon.

Enquanto Elisandra conversava com a reportagem de “O Lorenense”, Lincon ia e voltava do quarto, onde estava sob os cuidados do irmão, para falar com a mãe.  Em uma dessas idas e vindas, ele queria que a mãe o ajudasse a contar quanto tempo faltava para o seu aniversário.  Em 25 de abril de 2015, o garotinho vai completar 9 anos.  E sonha com uma festa!


Próximos passos

Apesar de já ser sabida a causa da cegueira, agora Lincon precisa fazer mais uma bateria de exames para determinar o estágio da doença em seu corpo.  A partir daí, poderá ser determinado o tipo de tratamento que ele vai fazer, para retardar o máximo possível o desenvolvimento da adrenoleucodistrofia.

Também todas as crianças da família de Elisandra (incluindo seu outro filho, Nicolas) terão que passar por triagem, uma vez que a doença é genética.


Como você pode ajudar

De acordo com Elisandra, pelas características da doença, Lincon precisa fazer uma alimentação o mais saudável possível, livre de gorduras.  “Mas como é que você tira de uma criança o seu leite com Nescau, com o qual ela está acostumada a vida inteiro? Como negar ao meu filho uma pizza, um chocolate?”

Por isso, todo alimento mais saudável é bem vindo: leite desnatado, Nescau light, grãos integrais, produtos light, carnes de frango e peixe, pães integrais, sucos de soja, enfim... Porém, essa alimentação custa caro.  Se você puder ajudar, levando para sua família alguns destes alimentos ou uma quantia em dinheiro para que eles possam ser adquiridos, sua contribuição será bem vinda.

Para os exames, a família está se organizando.  “Ele precisa fazer vários exames de sangue.  Esses, a Secretaria de Saúde de Lorena já garantiu que metade deles serão custeados pelo SUS.  O que o SUS não cobre, a Prefeitura vai pagar”, explica Elisandra. “Eles também ofereceram carro pra levar o Lincon pra fazer consultas e exames em São Paulo; ele anda bastante irritado e agitado, características do desenvolvimento da doença”.

“Meu marido não se conforma de ter que precisar de ajuda, até de desconhecidos, neste momento da nossa vida, porque sempre trabalhou para sustentar os nossos filhos”, diz Elisandra.  No entanto, existem ainda vários outros exames que o menino precisará fazer e que a família ainda não sabe, ao certo.  A mãe de Lincon disse que começou a se informar a respeito da doença, mas que já não consegue mais ler tanto a respeito, pois os quadros são assustadores demais.  

“Eu vejo meu filho chorando pelos cantos, dizendo que só queria enxergar... Mas os médicos já avisaram que, de uma hora pra outra, ele pode perder também a voz, a audição... Como é que ele vai se comunicar, me dizer o que ele quer?”, desespera-se a mãe, complementando: “Além de sofrer, ele ainda se preocupa com o nosso sofrimento, se estamos tristes por ele.  E isso me dói ainda mais”.  

Por isso, eles estão recebendo doações em dinheiro: tempo é vida para Lincon.  Pelo SUS, exames podem demorar mais, consultas idem.  Então, tudo que puder ser agilizado, a família quer ter condições para tomar as providências necessárias.  Além do mais, não se sabe ainda quanto será necessário para adquirir medicações, alimentação especial, estadia da família em São Paulo, etc..

Um dos exames que Lincon fará, por exemplo, determinará se ele pode fazer transplante de medula óssea, com chances de conter o avanço da doença, mas sem recuperar o que já foi perdido (a visão).  “Estou preocupada porque ele anda reclamando que as pessoas falam muito baixo.  Não sei se a audição também já está sendo prejudicada.  Precisamos correr contra o tempo”, continua a mãe, em seu relato. 

A esperança e o esforço, neste momento, são no sentido de controlar o avanço da doença. “Nessas horas, aparecem verdadeiros anjos na vida da gente.  Quando achamos que não vamos aguentar, aparecem pessoas para oferecer uma atenção, uma palavra amiga... Outras estão organizando rifas, ações solidárias para nos ajudar... Isso nos dá forças para seguir em frente.  E vou cuidar do meu filho da melhor maneira que eu puder, sempre, porque filho é o coração que bate fora do corpo”, finaliza Elisandra.


Desejo especial

Uma das paixões de Lincon é por animais.  Ele já tem a cachorra Catarina e dois gatos.  Mas eles ficam todos fora de casa.  O que ele quer agora é um cachorrinho pequeno, que não cresça, que possa ser o companheiro dele dentro de casa.

Portanto, se você, que está lendo essa matéria, tiver um filhotinho em casa, que não cresça, e quiser doar, vai fazer um garotinho muito feliz!!!


Apoio na escola

Na Escola Municipal João Paulo I, onde estuda, no bairro Santo Antônio, Lincon e a família têm encontrado muito apoio, de toda a equipe: gestora, vice-gestora, professoras...

Quando está bem, mais calmo, o garotinho vai pra escola. O raciocínio continua ótimo e então ele está conseguindo acompanhar, também graças à dedicação da equipe, que se esforça para atender suas necessidades.


Contatos

Quanto mais gente puder ajudar, maiores são as chances da família oferecer ao pequeno Lincon tudo o que ele precisa.

Para contribuir ou saber mais detalhes desta história, anote aí: o endereço da família é rua Francisco de Paula Reis, 30 – Cecap (rua do meio da Pracinha); telefone: 3152 6024.

Para doações em dinheiro, os dados são os seguintes:
Caixa Econômica Federal
Agência 0319
Conta Poupança 14840-3
Operação Poupança 013
Elisandro José de Souza
CPF: 114087968-56


Sobre a doença

A adrenoleucodistrofia (ALD) é uma enfermidade de origem genética, rara, englobada dentro do grupo das leucodistrofias, responsável por afetar o cromossomo X, sendo esta uma herança ligada ao sexo de caráter recessivo, transmitida pelas mulheres portadoras e que acomete quase que exclusivamente os homens.

Existem diferentes formas da doença. A de Lincon, provavelmente, enquadra-se na forma Clássica ou Infantil.  Esta é a forma mais grave da ALD, sendo apresentada por aproximadamente 35% dos portadores da doença. Manifesta-se entre os 4 a 10 anos de idade, sendo que o tempo de sobrevida gira ao redor dos 10 anos. A sintomatologia apresentada por esses pacientes são: problemas de percepção; disfunção adrenal; perda de memória, da visão, da audição, da fala; problemas nos movimentos de marcha; demência severa.

Os tratamentos para esta afecção são complicados ou ineficientes para sua cura completa. O mais conhecido é o azeite de Lorenzo, que foi desenvolvido pelo pai de um menino portador da doença, história que foi retratada no filme “O óleo de Lorenzo”. Esta terapia consiste em introduzir na dieta dos pacientes um composto de azeites. Existe também a opção do transplante de medula óssea, sendo este ainda o mais eficaz; porém, nem em todos os casos o transplante pode ser realizado. (informações do site Infoescola.com)


Dia Internacional da Pessoa com Deficiência Visual

Instituições filantrópicas se dedicam para transformar a vida de mais de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual com projetos assistenciais.

Da Redação

 Imagem Internet/Ilustrativa
 

No dia 3 de dezembro é comemorado o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência Visual, data criada pela ONU para vencer preconceitos e incentivar o princípio da solidariedade humana. Entre avanços e desafios, instituições filantrópicas, como a Laramara – Associação de Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual, trabalham para construir uma sociedade mais justa e pela luta por direitos sociais.

“O país teve vários avanços em políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência visual, mas ainda temos muitas barreiras a enfrentar, principalmente em alguns direitos básicos, como saúde, acessibilidade e educação. Nosso papel é garantir que esses deveres sejam cumpridos pelo Estado e garantir a participação dos brasileiros com problemas de visão na sociedade”, afirma João Felippe – especialista em acessibilidade da Laramara.

Em seus 23 anos, a Laramara, fundada pela professora Mara Siaulys, virou referência nacional e ganhou reconhecimento internacional por suas ações e projetos assistenciais. Ao todo, a ONG assistiu mais de 10 mil famílias oferecendo atendimentos de forma integral para habilitação e reabilitação com projetos focados no mercado de trabalho, educação, cultura, recreação e lazer. Também foi responsável por trazer a confecção de máquinas de escrever em braille ao Brasil e distribuir gratuitamente muitos desses equipamentos por meio de parcerias com empresas privadas.

“Comemorar o dia 3 de dezembro é imprescindível, mas também é fundamental refletir sobre a importância da inclusão social para que todos percebam que as pessoas com deficiência visual são capazes de realizar qualquer atividade na sociedade, como estudar e trabalhar”, finaliza Felippe.

De acordo com o último Censo do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística estima-se que no Brasil existam mais de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual. Entre os cegos, por exemplo, os motivos principais para tal problema são doenças como catarata, glaucoma e retinopatia diabética.

Fonte: saci.org.br - Imagem Internet/Ilustrativa