sábado, 6 de dezembro de 2014

Avô busca professor há 2 anos em escola do Recife para o neto deficiente

Com uma pilha de papéis nas mãos, Severino mostra que recorreu a todos os órgãos responsáveis para garantir o direito do neto.


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                                                                                                                               Foto: BlogImagem
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Avô de um menino de 13 anos, estudante do 4º ano do ensino fundamental, portador de microencefalia e surdez, Severino Ramos luta há dois anos para conseguir um professor intérprete de Libras para acompanhar o neto na escola Rozemar de Macedo Lima, em Casa Amarela, Zona Norte do Recife. “No dia nacional do deficiente físico, eu não tenho o que comemorar”, lamenta Severino, apesar de fazer confusão com as datas, uma vez que o dia oficial é 11 de outubro.

Severino tem 53 anos, é líder comunitário no Alto Nossa Senhora de Fátima e reside no Morro da Conceição, também em Casa Amarela. Leitor assíduo do Blog de Jamildo, na manhã desta quarta-feira (3), leu a matéria publicada sobre a reunião realizada entre o prefeito Geraldo Julio (PSB) e seu secretariado para fazer um balanço de sua gestão no ano de 2014. A matéria trazia uma aspa em que o prefeito dizia que, na sua avaliação, “ganhamos 2014″. “Não ganhamos”, diz Severino em sua resposta enfática publicada via comentário.

Severino diz que já apelou a todos os órgãos competentes para garantir ao neto portador de necessidades especiais o direito que lhe é garantido constitucionalmente. Com uma pilha de papéis nas mãos, o líder comunitário mostra três ofícios onde a escola solicita junto à secretaria de Educação o profissional habilitado para atender o neto. Até a data de publicação desta matéria, nenhum deles foi atendido.

O avô chegou a ir pessoalmente a várias secretarias da PCR e tentou inclusive falar com Geraldo Julio. Como não obteve sucesso, escreveu uma carta endereçada diretamente ao prefeito onde questiona: “Senhor prefeito, gostaria de saber de V.S.ª se, caso o sr. tivesse um filho com necessidades especiais e na escola em que seu filho estudasse não tivesse professor para ensinar ao mesmo, quais providências o sr. tomaria?”.

Severino também chegou a escrever duas vezes para a PCR através do serviço “Recife Responde”. Como resposta, a secretaria de Educação disse que “está finalizando o edital para concurso de intérprete de Libras, a fim de atender a demanda da rede municipal até o segundo semestre de 2014″. No entanto, no mês de dezembro do referido ano, a situação de Severino e do neto continua a mesma.

Sem saber mais o que fazer e nem a quem recorrer, o avô chegou a cogitar usar o dinheiro da aposentadoria por invalidez recebida pelo neto para pagar o salário de um estagiário que o acompanhe nas aulas: “Nós recebemos R$ 724 da aposentadoria dele. É um dinheiro que usamos para comprar as coisinhas dele, um biscoito, essas coisas. Eu já cheguei a propor tirar R$ 500 desse dinheiro para pagar o salário do estagiário. Infelizmente a diretora disse que não é possível”.

O avô narra ainda que, mesmo sabendo que o neto não pode acompanhar as aulas da mesma forma que os seus colegas “normais”, leva-o todos os dias para a escola: “Ele vai com o caderno ‘limpo’ e volta com o caderno ‘limpo’, é muito triste ver que isso acontece com ele, pois eu acredito que a educação é a base de tudo na vida”.

Resposta da Prefeitura:

Durante a conversa, Severino apresentou cópias dos textos da Declaração Universal dos Direitos da Criança e da Constituição Federal, onde o direito à educação do neto é assegurado. Também tinha nas mãos um folheto da Prefeitura, onde era mostrada uma turma de crianças sorrindo, com lápis e cadernos numa sala de aula da rede municipal e conclui: “Eu queria que o meu neto estivesse sorrindo também”.

A secretaria de Educação da Prefeitura do Recife emitiu nota ao Blog de Jamildo no fim da tarde de quarta-feira, informando que um estagiário do curso de Pedagogia atendeu o neto de Severino entre os meses de abril a setembro de 2014, que o contrato teve fim e que, até o momento, não encontrou outro estagiário para preencher a vaga, pois se trata de um profissional com capacitação muito específica e difícil de encontrar.

Através da nota também é informado que, na unidade de ensino onde o garoto estuda, há três profissionais capacitados para acompanhar alunos que possuem algum tipo de deficiência, mas que todos eles atuam no turno da manhã. Segundo a secretaria, a profissional que trabalha no turno da tarde emite licenças médicas consecutivas e em curtos intervalos de tempo, fato que impossibilita a PCR de contratar outro profissional, uma vez que o posto não fica ‘vago’.

Além disso, a secretaria informa também que a gestão do prefeito Geraldo Julio criou um cargo especial na rede municipal de educação do Recife para dar suporte aos alunos portadores de deficiência física e que, até o fim 2015, profissionais selecionados através de concurso devem começar a atuar nas escolas da cidade.

Educação de crianças com deficiência

Alunos que passaram a frequentar as escolas de ensino regular apresentaram melhor desempenho nas áreas analisadas pela Apae

Aracélia Lúcia Costa


Imagem Internet/Ilustrativa

A criança com atraso no desenvolvimento neuropsicomotor ou com diagnóstico de deficiência intelectual tem garantidos os mesmos direitos que todas as outras crianças, segundo a Doutrina Integral de Proteção, elaborada durante a Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança da ONU (Organização das Nações Unidas) e aprovada no Brasil pelo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). 


Essa premissa aponta para a inclusão de crianças com deficiência na rede regular de ensino público --o que tem ocorrido gradativamente no país. Esse processo, todavia, tem enfrentado algumas barreiras. 

De acordo com informações publicadas no Relatório Mundial sobre a Deficiência, publicado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) em 2001, é sabido que crianças com deficiência têm menor probabilidade de iniciar suas atividades na escola, além de apresentar índices mais baixos de permanência e aprovação escolar. 

Em pesquisa divulgada no relatório, a OMS identificou que "a correlação entre resultados educacionais ruins e a presença de uma deficiência é mais significativa do que a correlação entre resultados educacionais ruins e outras características como, sexo, residência em área rural e situação econômica". 

Mesmo com a legislação determinando que todas as crianças frequentem escolas regulares, há barreiras a serem quebradas. Por exemplo, os recursos limitados ou insuficientes para a garantia da educação para todos, acessibilidade física das escolas, adoção de abordagens pedagógicas flexíveis que respondam às diversas habilidades e necessidades dos estudantes, além de investimento no desenvolvimento dos professores para que deem suporte aos alunos com deficiência. 

Um outro aspecto relevante é que muitas vezes crianças com deficiência são rotuladas, o que traz efeitos negativos para elas: sentimento de rejeição, preconceito e estigmas que não favorecem o desenvolvimento de um ambiente escolar inclusivo. 

As atitudes negativas de professores, alunos sem deficiência e até dos próprios familiares afetam diretamente a possibilidade de construção de um ambiente favorável à educação, expondo os alunos com deficiência a algum tipo violência. 

Garantir a inclusão dessas crianças na educação requer uma mudança não só no sistema escolar mas, principalmente, no ambiente em que estão sendo incluídas. Nesse cenário a família tem um papel fundamental à medida que será o indutor de mudanças. 

Em 2012, a Apae de São Paulo realizou uma pesquisa com alunos que saíram da sua escola especial (fechada em 2009) --alguns foram incluídos em escolas regulares e outros mantidos em escolas especiais por opção das famílias. 

Tal estudo indicou que os alunos que passaram a frequentar as escolas de ensino regular apresentaram melhor desempenho nas áreas analisadas (identidade e autonomia; socialização; comunicação e expressão), comparados com aqueles que continuaram frequentando outras instituições especializadas ou classes especiais da rede estadual. 

Essa experiência fortaleceu nosso posicionamento de que a educação inclusiva é possível desde que haja intervenções no sistema educacional. Neste 3 de dezembro, Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, é preciso refletir para que adotemos estratégias efetivas que garantam esse direito de forma responsável. 

ARACÉLIA LÚCIA COSTA é superintendente da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de São Paulo.

Fontes: Folha de S. Paulo - saci.org.br - Imagem Internet/Ilustrativa

Presidenta Dilma Rousseff assina Decreto do Autismo


     Imagem Internet/Ilustrativa
  

Foi publicado no Diário Oficial desta quarta - feira (3), Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, o Decreto do Autismo. Assinado pela presidenta da República, Dilma Rousseff, o texto atende a uma reivindicação histórica dos movimentos sociais, que pedem ajustes na legislação em vigor, especialmente aquele que trata o autismo como doença.
Logo em seu primeiro artigo, o Decreto 12.764 determina que “a pessoa autista é considerada pessoa com deficiência para todos os efeitos legais”.
O decreto presidencial garante o atendimento da pessoa autista no âmbito Sistema Único de Saúde e define uma série de parâmetros a serem observados pelo governo, como a qualificação do atendimento e a articulação de ações para assistência à saúde adequada das pessoas com espectro autista.
Em atenção ao Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, a ministra dos Direitos Humanos, Ideli Salvatti, lançará duas publicações: a versão comentada da Convenção sobre Pessoas com Deficiência das Nações Unidas e a cartilha Escola para Todos, em parceria com o Movimento Down. A solenidade será realizada na SDH/PR, a partir das 16h, e contará com a presença dos ministros do Turismo, Vinícius Lage, e da Saúde, Arthur Chioro.
Assessoria de Comunicação Social
Fonte: www.pessoacomdeficiencia.gov.br - Imagem Internet/Ilustrativa

Versão comentada da Convenção sobre os Diretos da Pessoa com Deficiência da ONU

Um pilha de livros, onde não se distingue a capa ou título.
A Convenção dos Direitos da Pessoa com Deficiência da ONU, incorporada à Constituição Brasileira com status de emenda, ganha uma versão comentada.


Lançada durante a sessão solene em homenagem ao Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, na manhã desta quarta-feira (3), na Câmara dos Deputados, em Brasília, as 256 páginas reúnem a visão de 43 especialistas sobre os 50 artigos da Convenção, onde são analisadas as barreiras, os desafios e as conquistas do segmento na tentativa de concretizar sua plena cidadania com igualdade de oportunidades, autonomia e liberdade.

A publicação é da SDH/PR, em parceria com o Conselho Federal da OAB e Associação Nacional de Membros do Ministério Público de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Ampid.

O download está disponível em:



sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Cientista brasileiro usa células de dente de leite para fazer neurônio autista se comportar como normal

O biólogo molecular brasileiro Alysson Muotri acaba de finalizar uma pesquisa com resultados promissores sobre o espectro autista. No estudo, que utilizou células extraídas de dente de leite de crianças, Muotri descobriu como fazer o neurônio de um autista clássico se comportar de forma normal.




“Nossa equipe recebeu o dente de leite de uma criança sem autismo e outro de uma criança brasileira com autismo clássico. Então, retiramos as células da popa dos dentes e fizemos elas se diferenciarem em neurônios corticais”, explica o cientista. O córtex é uma região do cérebro importante para o processamento de linguagem e sociabilidade. Por meio de comparação, o pesquisador percebeu que o neurônio da criança com autismo tem alterações morfométricas e funcionais em comparação ao da criança sem autismo.
Após obervar o sequenciamento genético do paciente autista e conhecer as mutações, os pesquisadores descobriram que uma das maneiras de reverter o quadro é com o uso de uma substância chamada hiperforina, encontrada na erva de São João. Essa droga pode ter efeito em pessoas com mutação em um gene específico, o TRPC6. “Na teoria, esses pacientes poderiam se beneficiar tomando o chá da erva de São João. Começamos a fazer esse teste com uma criança autista brasileira com mutação no gene TRPC6, mas o trabalho não está concluído. O que temos é um indicativo de resposta positiva”, diz Muotri.
Quando questionado se existe uma cura para o autismo, o cientista não tem dúvida: “Acredito que sim. Há algum tempo, meus colegas não gostavam de usar o termo ‘cura’, mas isso já não é mais tão tabu assim”. Até o final de 2015, o grupo do pesquisador irá concluir o teste de 55 mil drogas para reverter o autismo.
Fontes: Revista Crescer - .somarvida.com.br

Cadeirante diz que é a 2ª vez que se arrasta para subir em avião

Katya Hemelrijk teve dificuldade para embarcar em voo em Foz do Iguaçu. Em 2008, durante lua de mel, enfrentou o mesmo problema em São Paulo.

Foto de Katya em sua cadeira sorrindo
A cadeirante Katya Hemelrijk, que teve que se arrastar para conseguir embarcar em um voo no Aeroporto de Foz de IguaçuSite externo., disse nesta quarta-feira (3) que não é a primeira vez que precisa subir em uma aeronave desta forma. "Em 2008, aqui em São Paulo, tive que me arrastar também. Imagina, eu indo para minha lua de mel e tendo que passar por isso."

Ela postou um desabafo nas redes sociais nesta segunda-feira (1º) depois que chegou ao destino - ela desembarcou na capital paulista - e disse, em conversa com o site G1, que seu objetivo é melhorar o atendimento a pessoas com deficiência no país.
Katya contou que a GolSite externo., empresa aérea responsável pelo voo, entrou em contato com ela por telefone após o desembarque. "Deixei claro desde o começo que não queria nada deles, que dinheiro, passagem de graça, nada resolve o meu problema. O que eu quero é que eles saibam atender, que precisam melhorar a estrutura", contou.
A coordenadora de comunicação de 38 anos registrou a reclamação em uma rede social. Ela falou sobre os problemas nos equipamentos stair trac ambulift - utilizados para o transporte de pessoas com deficiência até o interior dos aviões.
Apesar da responsável pelo voo ser a Gol, ela não isenta a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero)Site externo., responsável pela administração do aeroporto. "A primeira opção pra embarcar o cadeirante é o ambulift, que é de responsabilidade do aeroporto. E lá eles não tinham nenhum. A stair trac da Gol estava descarregada, mas tinha que ter ambulift", reclama Katya.
Dificuldades
Katya conta que descobriu que teria problemas no momento do check-in. "Eu escutei dois rapazes conversando pelo rádio, dizendo que a stair trac estava desligada, e já fiquei preocupada", disse

"Na hora de embarcar, a mulher falou que o gerente queria conversar comigo. Ele me deu três alternativas: ou eles me subiam no braço, ou me levavam na própria cadeira, com dois me carregando, ou eu teria que esperar o próximo voo, que daria tempo de carregar o aparelho", contou. Ela então negou as três.
Katya optou por se arrastar pela escada por ser o método mais seguro. "Se fosse para alguém me carregar, seria meu marido, mas mesmo assim não é a solução ideal. A escada estava escorregadia com o sereno. E como eu tenho esse problema dos ‘ossos de vidro’, qualquer forma que me peguem, uma forma mais bruta, acaba me machucando", completou.
Com mais de 200 fraturas ao longo da vida, Katya diz que leva uma vida normal, mas não nega as dificuldades. "Eu tenho carro, dirijo, vou e volto para o trabalho sem problema nenhum. Meus melhores amigos são os manobristas, seguranças, eles me ajudam sempre a descer do carro", brinca. "Mas é claro que têm os problemas, que são muitos. O Brasil tem muito para se desenvolver ainda pra chegar perto do que é lá fora", diz.
"Lá fora", Katya diz que o tratamento a cadeirantes é "muito superior". Em viagem à Europa, até pequenos aviões surpreenderam no atendimento. "Eles te ouvem, o treinamento é outro, a cultura é outra. Não tive problema nenhum, nem em teco teco de 10 euros. Eles superam de longe as expectativas em relação ao Brasil", finaliza.
Melhorias
Em nota, a Gol diz lamentar o ocorrido e informou que o stair trac da base de Foz de Iguaçu não estava disponível para uso na manhã de segunda-feira e, por isso, não pôde ser utilizado durante o embarque do voo 1076. “A companhia tentou com as demais empresas conseguir o equipamento, o que também não foi possível, e ofereceu outras alternativas para a cliente, que optou por seguir sem a ajuda dos colaboradores da companhia”, destacou ao dizer ainda que “tomará as medidas necessárias para evitar que casos como este volte a acontecer.”

Já a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), responsável pela administração do aeroporto de Foz do Iguaçu, observou que todas as obras feitas no terminal de passageiros recentemente foram executadas com base em requisitos de acessibilidade e que os procedimentos de embarque e desembarque de passageiros são de responsabilidade das empresas aéreas, "podendo a Infraero oferecer suporte de infraestrutura quando necessário".
A assessoria de imprensa da estatal adiantou ainda que a resolução 280/2013 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) determina que a partir de 2015 a administração dos aeroportos deverá oferecer o equipamento para embarque e desembarque de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. “No momento não há previsão de instalação de pontes de embarque no aeroporto de Foz do Iguaçu. Entretanto, foi concluído o processo de aquisição de 15 ambulifts”, melhoria que deve atender também o terminal da fronteira.
Fontes: G1 - vidamaislivre.com.br

Homem com síndrome rara viaja mais de 15 mil km para confortar menino com mesmo caso

Yahoo Notícias

  Jono Lancaster viajou de Londres a Austrália para confortar menino que sofre da mesma condição
 Jono Lancaster viajou de Londres a Austrália para confortar menino que sofre da mesma condição

Portador de uma rara doença genética, Jono Lancaster, de 30 anos, viajou de Londres a Austrália para confortar um menino de 2 anos que sofre da mesma condição que ele.
O britânico tem a Síndrome de Treacher Collins, que afeta o desenvolvimento dos ossos e tecido do rosto, provocando deformações faciais. A doença, que atinge 1 em cada 50 mil pessoas no mundo, fez com que Jono sofresse muito na vida, como ele conta em seu documentário da BBC, Love Me, Love My Face.
Jono tomou a decisão de viajar para a Austrália após ser contatado pela mãe do pequeno Zackary Walton.
Jono Lancaster e Zackary Walton (Foto: Reprodução Facebook)Jono Lancaster e Zackary Walton (Foto: Reprodução Facebook)
Fonte: br.noticias.yahoo.com


“Quando eu era mais novo, eu teria adorado conhecer alguém que é como eu. Alguém que tenha um emprego, um parceiro e que me dissesse ‘isso são as coisas que você pode fazer, você pode conquistar‘”, disse ele em entrevista a um jornal australiano.

Hoje, o britânico vive com a namorada e é fundador da organização Life for a Kid, que auxilia crianças que sofrem com síndromes e doenças.

Deficientes físicos percorrem 1,5 km a nado em praia de Vila Velha, ES

Ação comemorou Dia Internacional de Pessoas com Deficiências.
Atividade contou com o apoio de guarda-vidas e uma ambulância.

Do G1 ES

   Competidores realizaram percurso de 1,5 km em mar de Vila Velha (Foto: Divulgação/ PMVV)
  Competidores realizaram percurso de 1,5 km em mar de Vila Velha (Foto: Divulgação/ PMVV


Deficientes físicos participaram de uma travessia a nado no mar da Praia da Costa, em Vila Velha, Grande Vitória. A ação, que aconteceu nesta quarta-feira (3), foi realizada para celebrar o Dia Internacional de Pessoas com Deficiência. Com um percurso de 1,5 km, a atividade faz parte do projeto Praia Legal, que possibilita o banho de mar às pessoas com deficiência, e contou com exemplos de vida e de superação.

Um dos participantes que encarou a travessia foi o aposentado Luis Carlos Benedito Oliveira, de 45 anos. Depois de passar 22 anos sem entrar no mar, ele contou que concluir o trajeto foi uma enorme conquista. "Quero ser exemplo para as pessoas que têm limitações como a minha. O lugar delas também é na praia. Eu renasci depois que tive a oportunidade de sair do calçadão e entrar na água, outras pessoas também precisam renascer”, disse.

Outra pessoa que também aderiu à ação foi atleta Averaldo Souza Santos, de 38 anos. Para se locomover, Averaldo precisa utilizar muletas. Por isso, ele e os outros nadadores contaram com a assistência de guarda-vidas, uma equipe da Capitania dos Portos, além de uma ambulância que estava disponível para atender em eventuais necessidades.

Segundo a técnica de referência do Setor das Pessoas com Deficiência de Vila Velha, Joana D’arc Baffa, o objetivo da travessia é provocar uma reflexão e promover uma maior compreensão dos assuntos relacionados à deficiência, mobilizando a defesa da dignidade, dos direitos e do bem estar desse público.

Fonte: g1.globo.com

Cientistas desenvolvem droga que pode consertar danos à medula

BBC

                                                                                                                                                                                               Thinkstock
   

Cientistas americanos dizem ter desenvolvido uma droga que pode incentivar os nervos na medula espinhal a crescer e reparar lesões.

O estudo com ratos, divulgado na publicação científica Nature, permitiu a recuperação parcial de movimentos e controle da bexiga. A droga funciona ao perturbar a "cola pegajosa" que impede que as células nervosas cresçam durante uma lesão.

Mais testes precisam ser feitos em animais maiores antes de testes serem realizados em humanos, mas o grupo Spinal Research (Pesquisa Espinhal, em tradução literal) disse haver um "progresso real".

Danos na medula espinhal interrompem o fluxo constante de sinais elétricos do cérebro para o corpo e podem levar à paralisia abaixo de uma lesão.

A equipe da Escola Universitária de Medicina Case Western Reserve, de Ohio, disse que o tecido de cicatriz formado após uma lesão impede a reparação da medula espinhal, já que proteínas de açúcar liberadas pelo tecido agem como cola.

Case Western Reserve School of Medicine
Testes em ratos feitos por pesquisadores da Escola Universitária de Medicina Case Western Reserve, de Ohio, apontam possível recuperação parcial de movimentos e controle da bexiga

'Incrível'

A equipe injetou um produto químico sob a pele que chegou até a medula espinhal e perturbou a atividade da cola. "Foi incrível", disse o pesquisador Jerry Prata.

"O que pudemos ver foi realmente notável. Alguns (ratos) se recuperaram fantasticamente e tão bem que você dificilmente diria que havia uma lesão".

Nos testes, 21 dos 26 ratos mostraram algum grau de recuperação na capacidade de movimentos ou das funções da bexiga.

Mark Bacon, do grupo Spinal Research, disse: "Acreditamos que a plasticidade é o principal mecanismo responsável pela recuperação espontânea que vimos em pacientes com lesão da medula espinhal, mas é muito limitada".

"Reforçar a plasticidade é, portanto, um dos principais objetivos... Estes dados preliminares sugerem progresso real nesse sentido".



quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Só existe um tipo de deficiência, a atitude negativa.

         Só existe um tipo de deficiência, a atitude negativa.




Acompanhantes Sexuais Diplomadas para Deficientes

 


Eles são enfermeiros, massagistas, terapeutas ou artistas. Têm entre 35 e 55 anos e foram formados para responder às necessidades sexuais de pessoas sofrendo de uma deficiência física. Uma tarefa delicada, sobretudo pelo facto de a sexualidade de deficientes ser geralmente rejeitada pela sociedade e alvo de fortes preconceitos. 

Para responder às necessidades dos novos pacientes, a Associação Sexualidade e Deficiência Pluriels na Suíça francesa (SEHP) acaba de formar seu primeiro grupo de assistentes sexuais diplomados. Em breve, os seis homens e quatro mulheres irão acompanhar os vinte profissionais já activos na Suíça de expressão alemã, quebrando dessa forma um tabu duplo: o da sexualidade e da deficiência física. 

O projecto começou em 2002, quando a organização de apoio Pro Infirmis elaborava um programa educativo nesse sentido. Na época, a novidade havia tido tal impacto mediático, que inúmeros doadores decidiram anular suas doações. A justificativa: muitos qualificavam a assistência sexual para deficientes como uma "forma latente de prostituição". 

A consequência para a Pro Infirmis foi a perda de 400 mil francos em poucos meses e a decorrente decisão de interromper o projecto. Dois anos mais tarde, e seguindo o impulso da sua presidente Aiha Zemp – ela própria deficiente – a FABS decidiu retomar a ideia e inaugurou a primeira formação para assistentes sexuais. Hoje em dia, cinco anos após o lançamento, o balanço feito por Aiha Zemp é largamente positivo, mesmo se críticas ainda são ouvidas. 

Rejeitado nos países católicos, como a Itália, esse trabalho está longe de ser um pioneirismo helvético. Outros países, como a Holanda, Alemanha e Dinamarca, também têm serviços semelhantes. Já nos anos de 1980, eram formadas nos Estados Unidos e no norte da Europa profissionais para apoiar deficientes nos seus desejos sexuais. O trabalho chega mesmo a ser custeado pelos seguros de saúde em alguns países escandinavos. 

"Não temos um catálogo de apresentação", explica Catherine Agthe Diserens, presidente da SEHP. "Cada caso é único e deve ser avaliado separadamente para melhor compreender o que as pessoas que nos procuram necessitam e como podemos ajuda-las a se sentir melhor". Um diálogo que se constrói também através da ajuda de educadores e da família, a partir do momento em que o grau de deficiência o exige. 

Da massagem erótica às carícias, até o strip-tease ou masturbação: o leque proposto é extenso e responde simplesmente às necessidades de uma intimidade geralmente reprimida e mesmo estigmatizada. "Cada assistente oferece com empatia e respeito um pouco de ternura contra uma remuneração que vai de 150 a 200 francos por hora", relata Catherine Agthe Diserens. "Por vezes, o trabalho é simplesmente descobrir o prazer de reencontrar uma funcionalidade perdida após um acidente, enquanto que, em outras circunstâncias, a relação pode ir até uma relação oral ou a penetração." 

"Solicitar a ajuda de assistentes sexuais não é a solução para cada problema, mas isso permite cobrir um vazio, cuja existência até então era negada", lembra Aiha Zemp. 

Ao contrário da prostituição, o acompanhamento sexual de deficientes só pode ser iniciado após um trabalho pontual de educação, orientado pelo respeito ao outro, pela ética e a escuta. "Os assistentes sexuais devem ser pessoas equilibradas, conscientes da sua própria sexualidade e não sentir desconforto com a deficiência. Além disso, eles devem manter outro trabalho a tempo parcial. Também é preciso informar os próximos da sua escolha profissional", detalha Dieserens. 

"É uma experiência transtornadora. Colocamos tudo em questão: nossas ideias, nossa relação com o corpo e outros", revelava Jacques, um assistente sexual que acaba de receber seu diploma, durante uma entrevista à rádio. 

Casado, pais de três crianças, Jacques relata que sua esposa apoiou sua decisão com naturalidade, sobretudo devido aos limites fixados por ele próprio desde o início: "Me dedico ao corpo, à pele, aos órgãos dessas pessoas. Não posso lhes negar massagens, carícias íntimas, mas não chego à penetração. O beijo – e o resto – está reservado a uma só pessoa bem determinada na minha vida." 

A formação dura 18 dias, distribuídos por um ano, e acrescida de uma dezena de horas de trabalho em casa. Os custos chegam a 4.200 francos, o que mostra a motivação dos que escolhem o caminho. 

Apesar do reconhecimento de muitos, a formação continua sendo difícil de explicar à família e até mesmo a si próprio. O fato de que, de um ponto de vista legal, o trabalho de assistente sexual seja assimilado à prostituição e esteja impregnado de uma conotação negativa não facilitam. 

Mas para Aiha Zemp, esses profissionais estão apenas levantando o véu de um universo oculto, feito de desejos rejeitados e perturbações afetivas. Um mundo que deve ser abordado com um olhar diferente, ao se tratar de deficientes físicos. Uma diferença que tem um grande valor para aqueles que, como Jacques, conseguem transpor a deficiência e os temores que muitas vezes ela inspira para começar a escutar a necessidade íntima de ternura. 

Sexo com um (a) deficiente não é sexo com Deficiência


As pessoas “normais” sempre tiveram curiosidades em saber como é o sexo com uma pessoa deficiente. Mesmas aquelas que por preconceito se negam a dizer e aceitar esse fato.


Nas conversas e nos olhares com amigas, percebo que querem perguntar algo, mas deixam passar a chance de saberem. As pessoas “normais” e os deficientes não podem e não devem esquecer que o prazer não está ligado diretamente às posições e sim a satisfação de estar com alguém que se gosta. Sexo por sexo envolve uma gama de situações, tais como: posicional, beleza estética e corporal, curiosidade de sentir como é, etc...

Isso faz parte, se é bom ou ruim só os “personas” é que podem responder.

A realidade é nua e crua tanto para os deficientes quanto para os “normais”: Tem curiosidade e vontade pergunte e faça. Não julguem sem provar. Sabor da fruta só sentimos se provarmos.

Muitos “normais” deixam de conhecer a verdade, porque confundem posições com prazer. É claro que a posição muitas vezes dá um toque de sensualidade, mas na hora do orgasmo, não existe posição, beleza, físico e preconceito. 

Orgasmo é um sentimento de satisfação plena, muitos fazem, poucos sentem de verdade. Os que sentem esse prazer é porque se entregam em alma e não em corpo. O corpo é matéria, então é apenas um instrumento para que as almas possam se encontrarem e elas não têm preconceito.

Fontes: Movimento Superação - blogdoitarcio.blogspot.com.br

PARA ALÉM DO PRECONCEITO - A Convenção, Cidadania e Dignidade

 


IMAGEM PUBLICADA - Um homem, provavelmente indiano, com pernas atrofiadas é empurado por uma jovem, dentro de um rundimentar meio de transporte, qual um carrinho rústico, com uma criança pequena entre as pernas, circulando em uma rua aberta com veículos ao fundo, representando, na minha visão, a maioria das 650 milhões de pessoas com deficiência do mundo globalizado, ou seja 06 de cada 10 pessoas com deficiência são pobres, desfiliados, marginalizados e ainda estigmatizados. Uma foto em P&B de Khaled Satter, difundida pela OMS (Organização Mundial de Saúde) com a finalidade de difundir a CIF (Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde- 2001), que foi premiada em "1º lugar", por mim.

"Ser cidadão, perdoem-me os que cultuam o direito, é ser como o estado, é ser um indivíduo dotado de direitos que lhe permitem não só se defrontar com o estado, mas afrontar o Estado. O indivíduo seria tão forte quanto o estado. O indivíduo completo é aquele que tem a capacidade de entender o mundo, a sua situação e que, se ainda não é cidadão, sabe o que poderiam ser os seus direitos..." (Milton Santos, Cidadania Mutilada in O Preconceito)

O pensador e intelectual Milton Santos nos instiga a afirmação de nossos direitos. Ele interroga em seu texto: "O que é ser cidadão neste país?". E, hoje, quando se comemora o DIA INTERNACIONAL DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA (Onu) temos de buscar uma nova afirmação destes que tiveram por muito tempo sua cidadania mutilada. Eles, muitas vezes fisicamente mutilados, foram considerados, até recentemente, apenas objeto de intervenção, seja do Estado ou da Sociedade civil.

Hoje, quando a sua cidadania, quando reconhecida, permite até um enfrentamento do Estado, é a hora de buscar que direitos devem ser difundidos, educacional e persistentemente, para que sua diferença e diversidade funcional possam realmente estar em processo de inclusão social.

Em recente evento promovido pela RIADIS ( Red Latinoamericana de Organizaciones No Gubernamentales de Personas con Discapacidad y sus Familias ) e Conectas Direitos Humanos, na cidade de São Paulo, acerca da "Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência - Avanços, Desafios e Participação da Sociedade Civil", no mês de novembro, foi construído um importante marco sobre a questão do que podemos, pessoas com e sem deficiência, realizar para que o Artigo 33, acerca da Implementação e Monitoramento da Convenção em nosso país, seja plural, democrático e, principalmente, realize, concretize e implemente o que já está no Decreto Lei 6949/2009, para que os sujeitos com deficiência tornem-se, como diz Milton Santos, "indivíduos completos".

Tenho comigo a convicção de que um dos meios mais importantes, na atual situação econômica, social e política em que se encontram a maioria das pessoas com deficiência, ainda em desfiliação social e pobreza, que, sem dúvida já ultrapassam os 25 milhões de brasileiros e brasileiras do Censo de 2000, é indispensável que também, e em especial hoje, façamos conhecer o Artigo 8 - CONSCIENTIZAÇÃO, da Convenção, que nos diz:

1. Os Estados Partes se comprometem a adotar medidas imediatas, efetivas e apropriadas para:
a) Conscientizar toda a sociedade, inclusive as famílias, sobre as condições das pessoas com deficiência e fomentar o respeito pelos direitos e pela dignidade das pessoas com deficiência;
b) Combater estereótipos, preconceitos e práticas nocivas em relação a pessoas com deficiência, inclusive aqueles relacionados a sexo e idade, em todas as áreas da vida;
c) Promover a conscientização sobre as capacidades e contribuições das pessoas com deficiência.

2. As medidas para esse fim incluem:
a) Lançar e dar continuidade a efetivas campanhas de conscientização públicas, destinadas a:
i) favorecer a atitude receptiva em relação aos direitos das pessoas com deficiência;
ii) Promover a percepção positiva e maior consciência social em relação às pessoas com deficiência;
iii) Promover o reconhecimento das habilidades, dos méritos e das capacidades das pessoas com deficiência e de sua contribuição para o local de trabalho e o mercado laboral;

b) Fomentar em todos os níveis do sistema educacional, incluindo neles todas as crianças desde tenra idade, uma atitude de respeito para com os direitos das pessoas com deficiência;
c) Incentivar todos os órgãos de mídia a retratar as pessoas com deficiência de maneira compatível com o propósito da presente Convenção;
d) Promover programas de formação sobre sensibilização a respeito das pessoas com deficiência e sobre os direitos das pessoas com deficiência.

Estas medidas devem ser um dever de Estado e um direito de todos e todas no Brasil. A Convenção além de ratificada na íntegra tem também seu Protocolo Facultativo, que permite-nos a denúncia de quaisquer violações dos seus artigos. Qualquer pessoa, grupo ou entidade poderá enviar a um Comitê sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (Artigo 34), e nós, enquanto cidadãos e cidadãs, devemos estar alertas para que nossa participação política e social se faça presente no monitoramento da aplicação destas medidas de conscientização.

Para tanto devemos, no Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, potencializar nossos desejos de, micropoliticamente, nos confrontarmos com todas as formas de preconceito e estigmatização a que somos submetidos. Precisamos quebrar, romper e transpor as barreiras invisíveis de velhos paradigmas, enraizadas em instituições que temem a perda de poder e uso das pessoas com deficiência, espaços de segregação ou de institucionalização que se locupletam e dependem dos corpos que serão, biomedicamente, considerados defeituosos. 

É HORA, PORTANTO, DA MÁXIMA VISIBILIZAÇÃO E DE "OCUPAÇÃO PACÍFICA, PORÉM AGUERRIDA" DE TODOS OS ESPAÇOS, SEJAM DA MÍDIA, QUE AINDA DIZ E ESCREVE SOBRE "PORTADORES", DAS ESCOLAS E EDUCADORES QUE CRIAM OBSTÁCULOS À INCLUSÃO ESCOLAR, ASSIM COMO DAS QUE NEGAM AS SINGULARIDADES E DIFERENÇAS NA PLURALIDADE E NO MULTICULTURALISMO QUE DEVE ALICERÇAR A EDUCAÇÃO INCLUSIVA, DAS ENTIDADES ASSISTENCIALISTAS QUE SE APEGAM A ESTEREÓTIPOS, DOS QUE GANHAM DINHEIRO EM NOME DE SUPOSTAS CARIDADES OU APLACAMENTO DE CONSCIÊNCIAS CULPOSAS E REFORÇAM APENAS O MODELO REABILITADOR, DOS QUE SE NEGAM A RECONHECER AS POTENCIALIDADES DE PESSOAS COM DEFICIENCIA NO TRABALHO E NÃO RECONHECEM AS ARTIMANHAS HIPERCAPITALISTAS NO CUMPRIMENTO DE COTAS E DE INSERÇÃO LABORATIVA COM EQUIPARAÇÃO DE OPORTUNIDADES, DE PROFISSIONAIS DE SAÚDE QUE NÃO ENXERGAM PARA ALÉM DOS DITAMES BIOMÉDICOS SOBRE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA E SE RECUSAM A APRENDER OS NOVOS CONCEITOS TRAZIDOS PELA CIF (CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE FUNCIONALIDADE, INCAPACIDADE E SAÚDE - 2001), PARA OS OPERADORES DE DIREITO QUE AINDA PERSISTEM NO DESCONHECIMENTO DA CONVENÇÃO E SUA MUDANÇA DE PARADIGMAS NO DIREITO E PERSISTEM EM UM OLHAR VITIMIZADOR E DESPOTENCIALIZADO DOS SUJEITOS DE DIREITO QUE SÃO AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA... É HORA DE NOSSAS REVOLUÇÕES MOLECULARES PROVOCAREM ESTES INSTITUÍDOS, E, TRANSVERSALIZANDO SEUS TERRITÓRIOS, PROMOVER A CRIAÇÃO RIZOMÁTICA, OU SEJA MULTIPLICADORA E CONTAGIANTE, DE NOVOS PARADIGMAS E NOVAS CARTOGRAFIAS.

Os tempos são da Acessibilidade, da visão Bioética, da Cidadania, da Dignidade e da construção de novos princípios Éticos como alicerces para que ninguém, nenhuma pessoa, nenhum ser humano fique ainda debaixo da mutilação e violação de seus Direitos Humanos. Este ABCDário, se efetivamente realizado, pode ser um dos caminhos para um Outro Mundo Possível, para além dos preconceitos, para além das exclusões, rumo À SOCIEDADE DAS DIFERENÇAS...

Enquanto, passando o dia e ia escrevendo, pensando e repensando, lá na ONU, uma jovem negra, qual Milton Santos, com seu histórico de artrogripose, em sua cadeira de rodas, fazia ressoar a sua música e seu canto, com toda a intensidade do Zimbaue e da África. Ela, Prudence Mabhena, mostra ao mundo como é possível se tornar, mesmo com aparentes ''mutilações'' de seu corpo, muito mais efetivadas em sua cidadania, como podemos, ao soltar nosso canto de protesto e vida, um ''indivíduo completo e surpreendente". Ouçam e se apaixonem.

copyright jorgemarciopereiradeandrade (2010-2011 - favor citar as fontes e os autores em republicação livre na Internet e outros meios de comunicação de massa)

Informações, indicações e Conexões:

CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA - Decreto Legislativo 186/2008 - Decreto 6949/2009
3ª ed- rev - Brasília - Secretaria de Direitos Humanos - Secretaria de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência , 2010.
Na internet -

O Preconceito - Julio Lerner Editor - São Paulo, Imprensa Oficial do Estado - 1996-1997.

A CONVENÇAO SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA COMENTADA - Coordenação de Ana Paula Crosara de Resende e Flavia Maria de Paiva Vital - Brasília: Secretaria Especial dos Direitos Humanos - Corde - 2008.

PRUDENCE MABHENA - MUSIC BY PRUDENCE -
ver/ler/ difundir o texto A Música que Encanta Depende dos Olhos? http://infoativodefnet.blogspot.com/2010/03/musica-que-encanta-depende-dos-olhos.html

Para ouvir e se encantar - VEJA O VIDEO - COM A MUSICA AMAZING GRACE http://www.youtube.com/watch?v=llVp22UuVTg&feature=player_embedded


Artista deficiente de 24 anos pinta muito com os pés e a boca

Por Gabriel Nanbu
Daniel Ferreira, 24 anos, é um cara que teve de aprender a superar expectativas desde o dia em que nasceu, sem os braços, em razão de um tratamento com talidomia que sua mãe teve de fazer durante a gravidez. “Alguns parentes não apostavam uma ficha em mim; me viam como coitadinho”, diz. Acontece que ele não colocou freios em ambição alguma, mandou muito bem na vida e, pintando com os pés e com a boca, tornou-se um artista plástico dos bons.
Daniel, que mora e trabalha na Zona Leste de São Paulo, ganha a vida vendendo seus quadros e emprestando obras para exposições (dá uma olhada na galeria de fotos acima). Ele também dá palestras, pratica natação e dirige seu carro adaptado pelo trânsito insano da capital.
Daniel Ferreira, pintor com a boca e os pés, em seu ateliê, na Zona Leste de São Paulo. Foto: Gabriel Quintão
Daniel Ferreira, pintor com a boca e os pés, em seu ateliê, na Zona Leste de São Paulo.  Foto: Gabriel Quintão
Sobre o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, celebrado na última quarta-feira (3), ele opina: “Infelizmente, ainda precisamos ter dias especiais para lembrarmos das minorias, como os negros, os homossexuais e os deficientes. O Brasil não está preparado em nada para atender às necessidades dos deficientes. Não há acessibilidade. Nem escolas públicas nem privadas têm estrutura. Ainda temos muito pelo que lutar”.
O rapaz fala com propriedade sobre o assunto, já que teve de brigar muito para conseguir estudar em uma escola pública regular, a partir dos sete anos de idade. A diretora argumentava que a instituição estadual não tinha suporte para receber um aluno com necessidades especiais. O pai dele, Francisco, foi quem teve de construir uma carteira especial, sem ajuda do Estado, para que Daniel pudesse escrever com os pés.
Nas aulas de arte, o rapaz tomou gosto pelo desenho e pela pintura, adaptando o que aprendia para fazer com os pés. Aos 10 anos, fez seu primeiro quadro e, aos 17, foi aceito na organização internacional Associação dos Pintores com a Boca e os Pés, por meio da qual ele vende suas obras.
“Nós, deficientes, recebemos mais nãos do que a maioria das pessoas, mas temos de nos impor. Eu tenho sorte por ter uma família que me apoia com unhas e dentes, pessoas que sempre disseram, ‘Você tem de se expor’. A partir do momento em que você se mostra para a sociedade, está sujeito a olhares de dó, de nojo, de preconceito, de rejeição. No entanto, eu me imponho. Você sempre sabe que vai ser difícil e que você vai quebrar a cara, mas vale a pena”.

Menino boliviano cego surpreende mundo do jazz

José Antonio Montano Baina não é um músico de jazz como outro qualquer.

José Antonio Montano Baina é cego, tem apenas 7 anos de idade e toca piano (Foto: BBC)
José Antonio Montano Baina é cego, tem apenas 7
anos de idade e toca piano (Foto: BBC)

Ele é cego, tem apenas 9 anos de idade e toca piano.

O pequeno José é natural da cidade colonial de Torora, na Bolívia.

Ele não é só uma celebridade local, mas também nacional.

O garoto já se apresentou até na Câmara os Deputados da Bolívia.

Ele afirma que concilia a rotina de músico e de apresentações com a de uma criança normal.

José vai à escola primária diariamente, faz seus deveres de casa de inglês e de matemática e comparece às aulas de ginástica.


Ele começou a tocar bateria aos 4 anos e daí passou para o piano.


”Antes, eu não conhecia o jazz. Foi ele que me fez gostar do estilo. Não sei explicar como ele entrou no jazz. É como se ele já tivesse nascido com ele.

Quando ele começou, ele não conseguia mais parar. Ele pode tocar qualquer estilo, mas nunca vai parar de tocar jazz. Éa a paixão dele”, afirma o pai do menino, Roberto Montana.

Assista o vídeo abaixo e veja o quanto esse garoto é talentoso!



Fontes: BBC - www.deficienteciente.com.br