sábado, 13 de dezembro de 2014

Espetáculo circense promove a inclusão social em Sorocaba, SP

Atração fez parte do encerramento da 5ª edição da Semana Inclusiva.
Objetivo do evento também foi de estimular o pleno exercício da cidadania.

Do G1 Sorocaba e Jundiaí



Um espetáculo circense realizado neste domingo (7), em Sorocaba (SP), promoveu a inclusão social e estimulou o pleno exercício da cidadania. A apresentação atraiu famílias inteiras no Sesc de Sorocaba, onde foi realizada a 5ª edição da Semana Inclusiva.
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No palco, dez artistas, parte deles com alguma deficiência. Como foi o caso do bailarino Rafael Barbosa. Desde os 15 anos, ele convive com a síndrome dos ossos de vidro e, atualmente, com 24 anos, se diz aprendiz da vida e fez da cadeira de rodas seu instrumento de transformação. "A gente não pode se limitar, temos que querer sempre mais e eu estou buscando me aperfeiçoar sempre".
A apresentação circense marcou o encerramento da 5ª edição de um projeto importante que mostrou que todos podem ser iguais. Foram vários dias de intensa programação e, com isso, a Semana Inclusiva reafirmou mais uma vez que o limite físico é mero detalhe quando se tem boa vontade e uma sociedade menos preconceituosa.
"Com as atividades que realizamos, artistícas, esportivas e de lazer, nós mostramos que a pessoa com ou sem deficiência podem se incluir", destacou o monitor de esporte do Sesc, Alisson Martins.
Para a diretora da companhia Circodança, Susi Bianchi, é hora de valorizar a eficiência, e mostrar que a diferença existe. "A gente nem fala sobre deficiências. Nós queremos mostrar, na verdade, as eficiências das pessoas. Por que quem não tem uma deficiência, não é verdade". finaliza a diretora.
Evento reuniu neste domingo famílias inteiras no Sesc de Sorocaba (Foto: Reprodução/TV TEM)Evento reuniu neste domingo famílias inteiras no Sesc de Sorocaba (Foto: Reprodução/TV TEM)
Fonte: g1.globo.com

Desafiando limites, bailarinas cegas de SP se destacam em festivais internacionais

O alto rendimento técnico da companhia já a levou para festivais em Nova York e para o encerramento dos Jogos Paralímpicos de Londres, em 2012. Aulas são gratuitas, para qualquer faixa etária.

por Sarah Fernandes, da RBA

Os alunos, que vão dos três anos à terceira idade

São Paulo – A aula começa pontualmente às 14h30, com um grupo de jovens bailarinas clássicas prontas para iniciar a maratona de alongamentos. Aquecidas, começam a sequência de exercícios na barra, depois executam as baterias de saltos e giros. “Não, não. Repete!”, “vamos fazer mais uma vez”, “vocês estão um tempo atrasadas”, corrige a professora, em uma breve demonstração da exigência e da disciplina características do balé. Tudo transcorre como em uma aula tradicional se não fosse por um detalhe: a maioria das bailarinas é cega e aprendeu os passos pelo toque nas professoras.
Elas fazem parte dos 150 bailarinos da Associação Ballet de Cegos Fernanda Bianchini, localizada na Vila Mariana, zona sul da capital paulista. Deles, 60% têm deficiência visual, 30% têm deficiências motoras, auditivas ou intelectuais, e 10% não apresentam deficiências. “Aqui nós trabalhamos a inclusão às avessas. Temos até uma professora de balé cega, que é a única do país. Ela dá aula para crianças que enxergam e que não enxergam”, conta a diretora da associação, Fernanda Bianchini.
Na turma de nível intermediário, três das oito meninas não têm deficiência visual. Uma delas é Giovanna Basso, de 13 anos, que pratica a dança na associação há sete. Enturmada e ambientada, ela ajuda a organizar as filas e a posicionar as colegas na barra. “Uma vez, na escola, uma professora pediu que ela fizesse uma redação sobre algo diferente e eu sugeri que ela escrevesse sobre o balé e sobre suas amigas daqui. E ela me respondeu, muito naturalmente: ‘mas no que elas são diferentes?’”, conta a mãe da bailarina Célia Maria Basso. “Aqui ela aprende valores que eu levaria uma vida para passar, e depois aprendo com ela. É uma grande oportunidade de convivência.”
Todas as aulas são gratuitas. Os alunos, que vão dos 3 anos à terceira idade, não pagam sequer os figurinos das apresentações – e são muitas. As 12 bailarinas da companhia têm agenda cheia, incluídas apresentações em empresas e festivais em diversas cidades do país. O alto rendimento técnico do corpo de baile já as levou para festivais em Nova York e Londres, onde participaram do encerramento dos últimos Jogos Paralímpicos, em 2012.
“Eu já viajei para Salvador (BA) e Maceió (AL) para dançar. O balé clássico me deu oportunidade de fazer coisas que eu nem imaginava”, conta Gisele Aparecida Camillo, de 35 anos, na companhia desde 2010. “Meu sonho sempre foi ser professora de balé, mas ninguém me dava a possibilidade, por causa da minha deficiência, e aqui fui acolhida”, conta. De olho no seu objetivo, ela faz faculdade de Educação Física enquanto pratica a dança. “Hoje eu me sinto muito diferente do que era antes. Não tinha noção do que era uma diagonal, agora consigo visualizar e me apropriar o espaço.”
“Elas melhoram a expressividade, a autoestima, a postura e o equilibro. Se sobem no palco e dançam ballet, conseguem andar na rua com muito mais facilidade. O ballet trouxe uma outra vida para elas, na qual o impossível não existe”, conta Fernanda. “Queremos aplausos pela qualidade do trabalho que fazemos, não pelo fato de serem cegas. Por isso trabalhamos muito o sincronismo no palco. É fato que algumas aprendem mais rápido, outras demoram mais, mas isso é natural em qualquer escola. Independente de ter deficiência ou não, há alunas com mais ou menos facilidade para os giros, por exemplo, ou para o alongamento.”
As melhoras na qualidade de vida são claras para Ana Maria Marques, mãe da bailarina Cintia Marques, de 18 anos, frequentadora da na associação desde os 10. As duas se deslocam às segundas e quartas de Guaianases, no extremo leste da cidade, até a escola, em uma viagem de duas horas. “Ela se sente feliz aqui. Fez amigos e sua autoestima e sua postura melhoraram muito”, conta. Neste mês, Cintia se formou no ensino médio e vai iniciar, no ano que vem, um curso técnico de massoterapia.

O método

A técnica para o ensino de balé clássico é toda baseada no toque e na percepção corporal: os bailarinos tocam o corpo da professora para sentir o movimento e depois tentam repetir. Os saltos são reproduzidos com os alunos deitados no chão, de forma a entenderem qual o movimento das pernas no ar. “Quanto mais concreto é o ensinamento, mais fácil é de o deficiente visual aprender”, conta Fernanda.

Durante as apresentações, um dos desafios é a localização das alunas no palco. Por isso, os movimentos de deslocamento são trabalhados a partir de sons, como o estalar de dedos, batidas com os pés no chão e até pelo chamar do nome. “Treinamos isto desde o ensaio: se o som vem nesse sentido é para lá que você deve seguir”, conta Fernanda. “Uma aluna uma vez caiu do palco porque eu a orientava pedindo para ir para trás, no sentido da parte de trás do palco, ela seguiu para trás de onde estava. A partir daí começamos a passar as coordenadas para qual lado devem virar o corpo. Elas têm um sentido de localização bem diferente do vidente. Frente, atrás, direita, esquerda e diagonal podem ter sentidos muito diversos.”
Com os aprimoramentos, o método pioneiro de ensino de balé para cegos, desenvolvido por Fernanda há quase 20 anos, coleciona histórias de sucesso. Tanto que foi aprofundada e patenteada em sua tese de mestrado em Fisioterapia, em 2005. “Eu dou cursos gratuitos para professores, para que pessoas com deficiência de outras cidades também possam aprender”, conta. “Nunca quis fazer um trabalho só bonito para as pessoas verem. Minha ideia era buscar na ciência e na literatura as respostas para as coisas que acontecem na minha sala de aula.”
“Comecei quando tinha 15 anos, quando meus pais eram voluntários no Instituto de Cegos Padre Chico. Logo na primeira aula eu vi as meninas de calça e cabelo solto e falei que não era assim que se estudava. E elas: ‘mas como é balé?’ Então começaram a me tocar e a descobrir que tipo de roupa estava usando e como eu era. Aquilo foi muito lindo. Nesse momento percebi que precisava primeiro entrar no mundo delas para depois apresentar o meu”, conta. “Foi um dos maiores desafios da minha vida. Na época, nem minhas professoras acreditaram que isso seria possível, mas meus pais me incentivaram, dizendo que é daí que vêm as grandes lições. É um trabalho que me enriquece como ser humano a cada dia.”

Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista

Acaba de ser instituída a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista pelo Decreto 8.368/14.

Fundação Escola do MP-MG

Imagem Internet Ilustrativa



O referido decreto regulamenta a Lei 12.764/12, que tutela os Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Dentre os assuntos tratados, destacam-se:

A pessoa com transtorno do espectro autista é considerada com deficiência para os efeitos legais;

Os direitos e obrigações previstos na Convenção Internacional sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência e seu Protocolo Facultativo, promulgados pelo Decreto nº6.949, de 25 de agosto de 2009, e na legislação pertinente às pessoas com deficiência, são aplicados às pessoas com transtorno do espectro autista 

O direito à saúde no âmbito do SUS, sendo respeitadas as especificidades;

Garantia, através do Ministerio da Saúde de: 
a) o cuidado integral no âmbito da atenção básica, especializada e hospitalar; 
b) a ampliação e o fortalecimento da oferta de serviços de cuidados em saúde bucal das pessoas com espectro autista na atenção básica, especializada e hospitalar; e
c) a qualificação e o fortalecimento da rede de atenção psicossocial e da rede de cuidados de saúde da pessoa com deficiência no atendimento das pessoas com o transtorno do espectro autista, que envolva diagnóstico diferencial, estimulação precoce, habilitação, reabilitação e outros procedimentos definidos pelo projeto terapêutico singular; Ver tópico

Garantia de disponibilidade de medicamentos; 

Adoção de diretrizes clínicas terapêuticas etc. 

Garantia de proteção social à pessoa com transtorno do espectro autista em situações de vulnerabilidade ou risco social ou pessoal, nos termos da  Lei do LOAS. 

É dever do Estado, da família, da comunidade escolar e da sociedade assegurar o direito da pessoa com transtorno do espectro autista à educação, em sistema educacional inclusivo, garantida a transversalidade da educação especial desde a educação infantil até a educação superior, observando a igualdade de oportunidades de acordo com Convenção Internacional sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência.

Havendo comprovada necessidade, será disponibilizado um acompanhante especializado no contexto escolar. 

A recusa escolar eseja aplicação de multa, por meio de processo adminsitrativo, nos termos do caput do art. 7º da Lei nº 12.764, de 2012.

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, juntamente ao Conade, promoverá campanhas de conscientização sobre os direitos das pessoas com transtorno do espectro autista e suas famílias. Ver tópico

Art. 9o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. 
Brasília, 2 de dezembro de 2014; 

Fonte: www.fesmpmg.org.br - Imagem Internet Ilustrativa

Resolução dispõe sobre a Educação Especial nas unidades escolares da rede estadual de ensino

Um dos artigos assegura a todos os alunos, público-alvo da Educação Especial, o direito à matrícula em classes ou turmas do Ensino Fundamental ou Médio, de qualquer modalidade de ensino.

da Redação

Imagem Internet/Ilustrativa



O Secretário da Educação, com fundamento nas disposições dos artigos 58, 59 e 60 da Lei Federal 9.394/96, na Política Nacional de Educação Especial em sua perspectiva da Educação Inclusiva, na Resolução Conjunta SEDPCD/SES/SEE/SEDS/SEERT/ SEELJ/SEC/SEJDC/SEDECT 01/13, no Decreto 60.075/14, alterado pelo Decreto 60.328/14, que observa o disposto na Deliberação CEE 68/07, e considerando:
- o direito do aluno a uma educação de qualidade, igualitária e centrada no respeito à diversidade humana;
- a necessidade de se garantir atendimento a diferentes características, ritmos e estilos de aprendizagem dos alunos, público-alvo da Educação Especial;
- a importância de se assegurar aos alunos, público-alvo da Educação Especial, o Atendimento Pedagógico Especializado - APE, 

Resolve:
Artigo 1º - São considerados, para fins do disposto nesta resolução, como público-alvo da Educação Especial, nas unidades escolares da rede estadual de ensino, os alunos que apresentem:
I - deficiência;
II - transtornos globais do desenvolvimento - TGD;
III - altas habilidades ou superdotação.

Artigo 2º - Fica assegurado a todos os alunos, público-alvo da Educação Especial, o direito à matrícula em classes ou turmas do Ensino Fundamental ou Médio, de qualquer modalidade de ensino.
§ 1º - Aos alunos, público-alvo da Educação Especial, já matriculados na rede estadual de ensino, será assegurado o Atendimento Pedagógico Especializado - APE, com condições de acesso e apoio à aprendizagem, bem como à sua continuidade. 

§ 2º - Os alunos, a que se refere o parágrafo 1º deste artigo, serão encaminhados para o Atendimento Pedagógico Especializado - APE adequado a suas deficiências, ou aos transtornos globais do desenvolvimento, ou, ainda, às altas habilidades/ superdotação que apresentem, após avaliação pedagógica, a ser disciplinada em regulamento específico.

Artigo 3º - O Atendimento Pedagógico Especializado – APE dar-se-á:
I - em Sala de Recursos, definida como ambiente dotado de equipamentos, mobiliários e materiais didáticos, visando ao desenvolvimento de habilidades gerais e/ou específicas, mediante ações de apoio, complementação ou suplementação pedagógica, na seguinte conformidade:
a) com turmas de até 5 (cinco) alunos da própria escola e/ou de diferentes escolas ou de outra rede pública de ensino;
b) com 10 (dez) aulas, para cada turma, atribuídas a professor especializado;
c) com número de alunos por turma definido de acordo com a necessidade de atendimento;
d) com atendimento individual e de caráter transitório a aluno, ou a grupos de alunos, com, no mínimo, 2 (duas) aulas semanais e, no máximo, 3 (três) aulas diárias, por aluno/grupo, na conformidade das necessidades avaliadas, devendo essas aulas ser ministradas em turno diverso ao de frequência do aluno em classe/aulas do ensino regular;
II - em Classe Regida por Professor Especializado - CRPE, em caráter de excepcionalidade, para atendimento a alunos que apresentem deficiência intelectual, com necessidade de apoio permanente/pervasivo, ou deficiências múltiplas e transtornos globais do desenvolvimento, observando-se:
a) a indicação, e apenas nesses casos, da necessidade de atendimento em CRPE, devidamente fundamentada e comprovada em avaliação aplicada por equipe multiprofissional do Núcleo de Apoio Pedagógico Especializado - CAPE, sempre que esgotados os recursos pedagógicos necessários para permanência do aluno em classe comum do ensino regular;
b) a constituição de classe (CRPE) com até 6 (seis) alunos;
c) a preservação do caráter substitutivo e transitório do primeiro ao quinto ano do Ensino Fundamental;
d) a permanência do aluno na CRPE condicionada à emissão de parecer semestral da equipe escolar, conjuntamente com a equipe de Educação Especial da Diretoria de Ensino, e mediante a participação do supervisor de ensino responsável pela unidade escolar, com registros contínuos de acompanhamento e dos instrumentos próprios de avaliação. 

Parágrafo único - Os alunos, de que trata o inciso II deste artigo, à vista dos resultados das avaliações semestrais, poderão ser matriculados em classe comum e em Sala de Recursos, sendo classificados no mesmo ano/série ou em ano/série subsequente.

Artigo 4º - Na ausência de espaço físico adequado para a instalação de Sala de Recursos na unidade escolar e/ou na comprovada inexistência de Sala de Recursos em escola próxima, o Atendimento Pedagógico Especializado - APE dar-se-á por meio de atendimento itinerante, observados os seguintes procedimentos:
I - apresentação de projeto, pela unidade escolar, à Diretoria de Ensino, para atendimento especializado itinerante aos alunos público-alvo da Educação Especial, contendo as seguintes informações:
a) número de alunos a serem atendidos;
b) justificativa para o atendimento;
c) dados completos de cada aluno a ser atendido: nome, RA, série/ano, escola de origem e horário de aulas na classe comum;
d) laudo clínico e/ou pedagógico que justifique o atendimento;
e) plano de atendimento com informações sobre local, horários e recursos disponíveis;
f) parecer favorável do supervisor de ensino responsável pela unidade escolar;
II - atendimento individual e de caráter transitório ao aluno, ou grupos de alunos, em horários programados, na conformidade das necessidades avaliadas, de forma a não exceder a 3(três) aulas diárias, ministradas em turno diverso ao de frequência do aluno em classe comum do ensino regular;
III - carga horária do professor especializado, com mínimo de 2 (duas) e máximo de 8 (oito) aulas semanais por unidade escolar. 

Parágrafo único - A constituição de turmas de Salas de Recursos, de Itinerância e de CRPE deverá observar o atendimento a alunos de uma única área de deficiência, ou de transtornos globais do desenvolvimento, ou de altas habilidades ou superdotação.

Artigo 5º - O Atendimento Pedagógico Especializado – APE de aluno matriculado em escola com funcionamento em período estendido será objeto de regulamentação específica.

Artigo 6º - Constituem-se requisitos que devem constar da solicitação de autorização para oferta de Atendimento Pedagógico Especializado - APE sob a forma de Sala de Recursos:
I - comprovação da existência de demanda, mediante apresentação de:
a) avaliação pedagógica e psicológica, em caso de deficiência intelectual;
b) laudo médico, no caso de deficiências auditiva/surdez, física, visual, surdocegueira, transtornos globais do desenvolvimento e deficiência múltipla e múltipla sensorial;
c) avaliação pedagógica, complementada por avaliação psicológica, quando necessário, em casos de altas habilidades ou superdotação; II - disponibilidade de espaço físico adequado e acessível, em local não segregado, que garanta acesso e integração de todos os alunos ao ambiente escolar. 

Artigo 7º - A autorização para oferta de Atendimento Pedagógico Especializado - APE, sob a forma de Sala de Recursos, na unidade escolar, observadas as exigências constantes do artigo 6º desta resolução, dar-se-á mediante processo devidamente instruído e autuado pela Diretoria de Ensino, a ser encaminhado à Coordenadoria de Gestão da Educação Básica - CGEB, contendo, obrigatoriamente, o que se segue:
I - ofício do Diretor de Escola da unidade escolar ao Dirigente Regional de Ensino, solicitando a autorização e especificando a(s) área(s) de deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades ou superdotação demandadas, bem como, em cada caso, o número de alunos/turmas a serem atendidos;
II - planilha em que constem: nome, RA, série/ano, escola de origem dos alunos a serem atendidos e os respectivos horários de aula na classe/sala comum;
III - fichas dos alunos, obtidas no Sistema de Cadastro de Alunos, com identificação das respectivas necessidades;
IV - parecer do Centro de Informações Educacionais e Gestão da Rede Escolar, por meio do Núcleo de Gestão da Rede Escolar e Matrícula - CIE/NRM, contendo:
a) indicação do espaço físico disponível para ser utilizado no prédio escolar;
b) cópia do croquis do local que sediará o Atendimento Pedagógico Especializado - APE, sob a forma de Sala de Recursos, observada sua não segregação, caráter específico e condições de acessibilidade;
c) análise da demanda, devidamente comprovada;
d) parecer do supervisor de ensino responsável pela unidade escolar;
e) parecer da Equipe de Educação Especial da Diretoria de Ensino;
f) manifestação conclusiva do Dirigente Regional de Ensino. 

Parágrafo único - A criação do Atendimento Pedagógico Especializado - APE, sob a forma de Sala de Recursos, na unidade escolar, somente será considerada autorizada após a Coordenadoria de Gestão da Educação Básica - CGEB exarar parecer favorável, deferindo a solicitação.

Artigo 8º - O docente que atuar no Atendimento Pedagógico Especializado - APE, sob a forma de Sala de Recursos, Itinerância ou CRPE, deverá ter formação na área da necessidade educacional especial, observada, no processo de atribuição de classes/ aulas, a ordem de prioridade na classificação dos docentes, relativamente às respectivas habilitações/qualificações, de acordo com a legislação pertinente.

Artigo 9º - O professor especializado, que atue em Sala de Recursos, Itinerância ou CRPE, responsabilizar-se-á por:
I - atender o aluno, público-alvo da Educação Especial, na conformidade do que estabelece esta resolução;

Fonte: Forum Inclusão - saci.org.br -  Imagem Internet/Ilustrativa

Grupo quer 'atualizar' símbolo de acesso a deficientes

O símbolo que representa uma pessoa em uma cadeira de rodas se tornou um dos ícones mais usados e instantaneamente reconhecidos no mundo para representar deficientes físicos. Em circulação desde 1969, esse "símbolo internacional de acessibilidade" está presente no transporte coletivo, em vagas de estacionamento e em milhões de edifícios.

Da BBC News

Símbolo tradicional e o novo, do grupo Accessible Icon Project
O novo símbolo (dir), do Accessible Icon Project, quer retratar um deficiente mais proativo.

Mas um grupo de designers americanos autodenominado Accessible Icon Project quer, agora, dar a ele um "ar" mais atual - ou mesmo paraolímpico.
Seu novo desenho é baseado no antigo, mas mostra a figura inclinando-se para a frente, ativamente empurrando sua cadeira de rodas.
A ideia por trás disso é que o antigo desenho "tem pernas e braços que parecem mecânicos, sua postura é ereta de forma não natural e seu visual completo torna visível a cadeira de rodas, e não a pessoa", diz o site do grupo.
O novo ícone começou a ser usado como uma espécie de "arte de guerrilha" em um campus universitário em Boston, diz a artista Sara Henson, palestrante na Escola de Design de Rhode Island.
Segundo ela, o desenho é "uma metáfora de autodeterminação" e o antigo símbolo já se tornou praticamente invisível para as pessoas.
O ícone do projeto começou a despertar interesse em diferentes partes do mundo, dos EUA à América Latina e à Índia.
"Estamos ansiosamente de olho no que acontece em Nova York, cidade que disse que implementaria o novo símbolo, mas está atualmente na fase da burocracia", diz Hendron. "Enquanto isso, recebemos (pedidos) de outras cidades, bem como de organizações e instituições."

Dúvida

Mas a adoção do símbolo depende de diversos fatores.
Barry Gray integra o comitê de símbolos gráficos da Organização Internacional de Padronização (ISO, na sigla em inglês). Ele gosta da ideia de Hendron, mas alega que seu significado não está claro.

Estacionamento para deficientes
Ícone tradicional está presente em estacionamentos e edifícios do mundo inteiro

"A ideia do design está relacionada a uma cadeira de rodas em velocidade, mas não estamos tentando criar um símbolo de uma cadeira de corridas", argumenta. "Tenta-se passar a ideia de que o caminho sinalizado é por onde você entra no prédio, e não por onde você vai sair em disparada."
E há outra questão envolvendo o símbolo antigo, e não necessariamente resolvida pelo novo: ele representa um usuário de cadeira de rodas, mas foi criado para simbolizar acesso também para deficientes visuais e outros que não necessariamente usem a cadeira.
A artista visual Caroline Cardus defende que o símbolo global sequer tenha a cadeira. "Se as demais deficiências não estão representadas, a mensagem subliminar é de que, se o local é adaptado para cadeiras de rodas, então os demais podem se virar - e isso não ajuda em nada."
Cardus acha que a acessibilidade talvez possa ser representada por símbolos que incluam a letra "A" - ou a letra pela qual a palavra acessibilidade comece em cada idioma. E sugere que incorpore, por exemplo, cores de fundo para dar informações extras, como se o local tem ou não degraus.

Dificuldades

Gray, por sua vez, diz que há conversas para melhorar a identificação de acessibilidade de um local para, por exemplo, pessoas com deficiências mentais - mas alega que isso é muito difícil de descrever visualmente.
O símbolo de uma orelha, por exemplo, indica a presença de sistemas de auxílio auditivo; e outros símbolos mais específicos de acessibilidade começam a se popularizar. Gray cita, entre eles, o ícone de uma pessoa segurando a mão da outra, que serve para indicar a existência de pontos de ajuda para pessoas com dificuldades cognitivas.
E Hendron admite que há limites para o que pode ser obtido com símbolos gráficos: "Não uso muito saias, mas o ícone de banheiros femininos costuma ser o da mulher de saia. Há um problema nisso? Provavelmente, mas é uma falha que eu aceito porque (o símbolo) me permite identificá-lo rapidamente."
Fonte: www.bbc.co.uk

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Japão desenvolve “robô-guia” para cegos

Assim como o cão-guia, o robô foi desenvolvido para ajudar deficiente visual a se desloca.

                 

A empresa japonesa NSK em parceria com a University of Electro-Communications desenvolveu um “cão-robô” para guiar pessoas com deficiência visual.

O “cachorro” é ativado quando a pessoa pressiona a alça. Com esse sinal, o robô entende que o deficiente está pronto para seguir.

Durante o percurso, o robô fala com a pessoa, com uma voz computadorizada feminina, e dá detalhes sobre o ambiente e obstáculos.

A máquina consegue andar por superfícies planas e também por obstáculos. Ele é capaz, por exemplo, de subir e descer escadas.

A expectativa é que novas versões do equipamento tenham comando de voz e também GPS para uma navegação melhor.

Click AQUI para ver o vídeo.

Fontes: Revista Galileu - Blog Turismo Adaptado - www.fernandazago.com.br

Preso a cama de hospital, homem luta para que sexualidade de deficientes deixe de ser tabu

Um argentino paralisado desde o fim da década de 1950 está lutando pelo fim do tabu relacionado à sexualidade de deficientes no país, em meio a um debate nacional sobre a regularização de acompanhantes sexuais para essas pessoas.


Ignacio de los Reyes BBC Mundo, Buenos Aires

BBC
Norberto Butler está paralisado e vive em hospital há décadas

Norberto Butler, de 57 anos, passou a maior parte da vida em um hospital, vítima de uma epidemia do vírus da poliomielite que atingiu a Argentina no final daquela década. Desde então, ele vive em uma cama.
Depois de anos de luta, Butler conseguiu que a casa-hospital onde vive o transferisse para um quarto individual, o que, segundo ele, significa o primeiro passo para que as pessoas com deficiência explorem a própria sexualidade.
"Conheço centenas de pessoas com deficiência que não resolvem essa questão (do sexo), que não têm relações de nenhum tipo", disse Butler à BBC Mundo.
"Sei da mortificação que muitos sofrem, e este assunto é uma prioridade absoluta, porque se sente no corpo o ardor de não poder canalizar isso, ter relações com uma garota."

Acompanhante

A sexualidade de pessoas com deficiência começa, muito lentamente, a deixar de ser tabu na Argentina e se transforma em motivo de discussões nos meios de comunicação e também em conferências.
Em uma reunião recente na Assembleia Legislativa de Buenos Aires, especialistas, profissionais do sexo e ativistas pediram a regulamentação do cargo de "acompanhante sexual" e, se o pedido for atendido, a Argentina será o primeiro país da América Latina a reconhecer esse trabalho.
"É uma pessoa que, depois de passar por um processo de capacitação, poderá acompanhar homens ou mulheres adultos com deficiência, de forma sexual, afetiva e erótica", disse à BBC Mundo Silvina Peirano, professora de deficiência mental e social e criadora do Sex Assistent, um serviço de formação de assistentes sexuais, assessoramento e acompanhamento criado há anos em Barcelona.
A função não é apenas manter relações sexuais com a pessoa que contrata o serviço. Os acompanhantes também podem prestar assistência a casais de deficientes que querem ter relações acomodando seus corpos e facilitando o contato físico, ajudando a colocar um preservativo, por exemplo.
"Não estamos dizendo que todas as pessoas com deficiência devam ter uma assistência sexual, mas que ela pode ser uma opção enriquecedora e válida para algumas", afirmou Silvina.
Há países em que a figura da assistente sexual está regulada pelo governo e é considerada uma terapia, caso da Suíça.

Cautela

Talvez pelo fato de o assunto estar sendo discutido apenas agora na Argentina, ainda não há muitas críticas para a proposta de reconhecimento do acompanhamento sexual para deficientes.
Mas, em outros países, a ideia foi recebida com cautela pelos que se opõem ao trabalho sexual, em geral, ou pelos religiosos que promovem a abstinência. A proposta também recebeu críticas dos próprios deficientes.
Mik Scarlet é um reconhecido autor britânico que há anos milita para acabar como tabu da sexualidade das pessoas com deficiência na Grã-Bretanha.
Em uma entrevista no ano passado ao jornal The Guardian a respeito do debate sobre a contratação de acompanhantes, Scarlet afirmou que promover este tipo de serviço é como "se o mundo falasse que as pessoas deficientes são tão pouco atraentes que a única forma de elas manterem relações sexuais é pagando".
"Não quero um mundo onde seja mais fácil para as pessoas deficientes visitar profissionais sexuais, quero um mundo que veja os deficientes como seres sexuais e como casais válidos", disse.
Norberto Butler também encara com cautela a proposta, mas vê a assistência sexual como um direito que poderia "preencher um espacinho" para os deficientes que não puderam desenvolver a própria sexualidade. Também acha, porém, que o projeto deve vir acompanhado de outras políticas de inserção profissional e social.
O objetivo, para Butler, é que as pessoas com deficiência tenham as mesmas oportunidades e possam conhecer um potencial parceiro em qualquer outro âmbito que não seja o do hospital ou do acompanhante.

Apoio

BBC
Para Norberto Butler, vários fatores e até pressão da Igreja interferem na discussão da sexualidade
A proposta de regular a função de acompanhante sexual para portadores de deficiência é uma iniciativa apoiada por um grupo de profissionais do sexo argentino que afirma que isso já acontece no país.
"Este tema sempre esteve oculto", disse Georgina Orellano, secretária-geral da Associação de Mulheres Meretrizes da Argentina (AMMAR). "Há dois anos e, principalmente neste último ano, começaram a chegar à organização (...) e-mails de pais e mães, (perguntando) se algumas de nossas companheiras atendiam pessoas com deficiência, buscando ajuda para seus filhos com autismo, síndrome de Down ou deficiência física."
"Há companheiras que trabalham regularmente com eles e os tinham em sua lista de clientes. Assim, demos os telefones (delas) para os pais de deficientes maiores de idade", disse Georgina à BBC Mundo.
Na Argentina não é crime a troca consentida de sexo por dinheiro entre indivíduos maiores de idade.
Atualmente, existem dois projetos de lei que tentam regular o trabalho sexual no país, permitir a criação de cooperativas e dar direitos e garantias às profissionais.

Assexuados

A sexualidade de pessoas com deficiência não é algo muito debatido na Argentina.
"Mas é um dos direitos que não temos, devido à pressão da Igreja, pressão de fatores distintos", afirmou Norberto Butler.
Pouco a pouco, como aconteceu com o reconhecimento dos direitos da comunidade homossexual há alguns anos, a Argentina parece estar começando o debate público sobre a sexualidade dos deficientes.
Mas, para a professora Silvina Peirano, muitos ainda partem da ideia de que os deficientes são seres "solitários e, no pior dos casos, se assume que não existe a sexualidade ou que sua sexualidade é de segunda categoria".
"Promovam, ajudem um deficiente para que ele consiga um trabalho que permita que ele se relacione. Mas não interfiram para o mal na sexualidade do garoto", disse Norberto Butler.

Orientações para pessoas com lesão medular: baixe sua cartilha!


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A cartilha de orientações para pessoas com lesão medular aborda questões nutricionais, dicas de posicionamentos, informações sobre tecnologia assistiva e exercícios para se fazer em casa por indivíduos com lesão na medula espinhal que utilizam cadeira de rodas e querem incorporar atividade física regular na sua rotina diária.
O material foi organizado pelo Instituto Mara Gabrilli e pode ser baixado gratuitamente!
Quer o seu? clica aqui! 
Agradecemos demais a nossa leitora Tessa Dourado, do instagram @espacoterapiaocupacional ,que deixou a dica! 

Fonte: www.reab.me

Orientações sobre sobre sexualidade e deficiência intelectual: baixe seu guia

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Instituto Mara Gabrilli desenvolveu um guia sobre o tema sexualidade na deficiência intelectual. Um tema super importante, a sexualidade ainda é tratada como um enorme tabu que inibe a orientação que deveria ser feita de uma forma natural e saudável. Essa preocupação impulsionou o Instituto a oferecer oferecer orientações a respeito da sexualidade de crianças, jovens e adultos com deficiência intelectual.
Quem baixar o guia irá encontrar informações sobre as etapas do desenvolvimento, enfatizando a necessidade de oferecer orientação e diálogo nas diferentes fases da vida da pessoa com deficiência intelectual.
O material é de super valia porque embora tenha um olhar dedicado a esse público, seu conteúdo se aplica a qualquer pessoa. Ou seja, ele pode ajudar familiares e profissionais a levar a orientação sexual a outros grupos e minimizar medos e dúvidas frequentes.
Ah, espalha a boa notícia do material por aí, muita gente vai se beneficiar!

Fonte: www.reab.me

Projeto pede US$ 30 mil para smartphone para tetraplégicos

Um projeto no Indiegogo está pedindo US$ 30 mil para ajudar tetraplégicos a usarem smartphones. Trata-se do Sesame Phone, um Nexus 5 personalizado que usa o reconhecimento facial dos usuários para poder controlar o celular.
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Foto:  Reprodução
O nome vem do famoso bordão “abra-te, sésamo” que é, por sinal, o mesmo comando usado para desbloquear o smartphone. Após falar “Open Sesame”, o usuário deve esperar o celular reconhecer seu rosto pela câmera frontal e, então, movimentar a cabeça para o mesmo lado que deseja movimentar um cursor. Se ele ficar com a cabeça estabilizada, um menu com diversas opções como “abrir”, “compartilhar”, “selecionar” é exibido. Com isso, é possívell fazer chamadas, enviar mensagens, entrar em redes sociais e até mesmo jogar games como Angry Birds e Candy Crush.

Criado pelo israelense Oded Ben-Dov, o Sesame Phone pode ajudar não só pessoas pessoas tetraplégicas, mas também com outras paralisias. Para isso, Dov contou à Wired que já está trabalhando em adaptações para usuários como os portadores do ELA (esclerose lateral amiotrófica), doença em que a pessoa possui somente os movimentos dos olhos.
Além da campanha de crowfunding, Dov está firmando parcerias com fabricantes de smartphones para integrar o sistema em modelos já existentes e também está incentivando a sua adoção em aplicações. Para isso, um kit SDK para desenvolvedores foi lançado.
Atualmente, o Sesame Phone tem custo de US$ 900 (cerca de R$ 2,3 mil), entretanto, Ben espera diminuir o valor no futuro. A boa notícia é que o usuário pode pagar US$ 450 até 11 de dezembro e pagar os outros US$ 450 somente em abril, quando o smartphone será entregue. A taxa de entrega é US$ 50 para lugares fora do Canadá e Estados Unidos.
A pessoa que desejar contribuir com o projeto pode ainda doar valores entre US$ 1 e US$ 25 mil. Até o fechamento desta nota, mais de US$ 11 mil já haviam sido levantados.



Fonte: Olhar Digital - deficienteciente.com.br

"Mude o impossível": Terezinha e Leomon são eleitos paratletas do ano

Cega mais rápida do mundo e campeão mundial de goalball são os grandes vencedores da noite de gala do esporte paralímpico brasileiro.

Por Rio de Janeiro




“Mude o impossível”. Foi com o lançamento do slogan, apresentação do casal Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert e números musicais do programa “The Voice” que o esporte paralímpico brasileiro teve a sua noite de gala nesta quarta-feira, em um hotel em Copacabana, no Rio de Janeiro. Dos diversos homenageados, os principais vencedores do Prêmio Paralímpicos 2014 foram eleitos pelo voto popular: a cega mais rápida do planeta, Terezinha Guilhermina, e Leomon Moreno, campeão mundial e artilheiro no goalball.
Click AQUI para ver os vídeos:
- Quero agradecer a Deus, a meu guia, parceiro, amigo e olhos, Guilherme Santana, a todos os que votaram em mim, aos meus patrocinadores, ao Comitê Paralímpico Brasileiro, aos indicados e aos não indicados, porque um dia vocês poderão estar aqui - disse Terezinha, vencedora pela terceira vez e que este ano superou Bruna Costa, do tênis de mesa, e Márcia Menezes, do halterofilismo, ambas medalha de bronze em seus respectivos mundiais.
Melhores do ano, Prêmio Paralimpico (Foto: Andre Durão)Aldo Rebelo posa ao lado de Leomom e Terezinha no Prêmio Paralimpico (Foto: Andre Durão)
Vencedor pela primeira vez, Leomon teve o nome anunciado pelo ministro do Esporte, Aldo Rebelo. Ele concorreu com o nadador Daniel Dias, que já havia vencido duas vezes, e Ricardinho, campeão mundial de futebol 5:
- Quero agradecer a todos que votaram. A campanha foi forte. Ao meu técnico, minha mãe, que está representando a minha família, e ao Comitê Paralímpico Brasileiro. E dizer a todos que o goalball ainda vai trazer muitas emoções ao Brasil.
A velocista multicampeã olímpica e mundial Ádria Santos recebeu o prêmio Aldo Micolis, de pioneirismo no esporte paralímpico. Pioneiros também foram Fernando Aranha e André Cintra, primeiros brasileiros a participar de uma Paralimpíada de Inverno, este ano, em Sochi, que também foram homenageados.
Os números musicais ficaram por conta da turma do programa “The Voice”. Lucy Alves abriu a noite tocando o Hino Nacional com sua sanfona, seguida de Sam Alves e Pedro Lima. No final, os três cantaram juntos. Durante a premiação dos melhores de cada um dos 22 esportes paralímpicos, o cerimonial cometeu uma gafe ao premiar Ricardinho, campeão mundial de futebol 5, e exibir no telão Jefinho, autor do gol do título contra a Argentina.
Confira os atletas premiados em cada modalidade:
Atletismo - Claudiney Batista dos Santos
Basquete em cadeira de rodas - Leandro de Miranda
Bocha - Maciel Sousa Santos
Canoagem -Luis Carlos Cardoso da Silva
Ciclismo - Soelito Gohr
Esgrima em cadeira de roda - Jovane Guissone
Futebol de 5 - Ricardo Steinmetz Alves
Futebol de 7 - Jan Francisco Brito da Costa
Goalball - Leomon Moreno da Silva
Halterofilismo - Márcia menezes 
Hipismo - Sérgio Froés Ribeiro de Oliva
Judô - Willians Silva de Araújo
Natação - Daniel Dias
Remo - Josiane Dias de Lima
Rugby em cadeira de rodas - Alexandre Keiji Taniguchi
Tênis de Mesa - Bruna Alexandre
Tênis em cadeira de rodas - Daniel Alves Rodrigues
Tiro com arco - Andrey Muniz de Castro
Tiro esportivo - Débora da Silva Rodrigues Campos
Triatlo - Jorge Camargo Fonseca
Vela adaptada - Mario Czascke
Vôlei sentado - Renato de Oliveira Leite
Atleta revelação - Rafael da Silva Bonfim Vansolin (halterofilismo)
Melhor técnico individual: Luiz Carlos Araújo (bocha)
Melhor técnico nos esportes coletivos: Alessandro Tosim (goalball)
Personalidade paralímpica - Ricardo Leyser (secretario de esporte de alto rendimento do Ministério do Esporte)