sábado, 20 de dezembro de 2014

Concurso elege cadeirante e bailarina como novas musas do Rio

Portadora de doença neurodegenerativa participou da disputa para acabar com preconceito.

   

Em busca de uma “mulher de peito”, o concurso Toplessinrio se propôs a eleger uma nova musa para o Rio de Janeiro. Mas os organizadores trataram de escolher logo duas.  Natache Iamayá foi eleita pelo júri oficial e Karla Klemente pelo voto popular.  Ambas são loiras e adoram praia, e as semelhanças entre as duas terminam por aí.

Natache Iamayá, de 32 anos, escolhida pelo júri, é cadeirante. Desde os 13 anos, a jovem convive com uma doença neurodegenerativa, conhecida como Friedrich, que a obrigou usar cadeira de rodas devido à perda da coordenação motora e o tônus muscular.

No site oficial do evento, Natache contou que decidiu participar do concurso com o objetivo de quebrar o preconceito que existe em relação aos deficientes.  

Fiz trabalhos como modelo cadeirante, e reparei que esse universo é altamente restritivo à deficientes porque sempre buscam meninas e meninos que apresentem os padrões de beleza pré-existentes.

Já Karla Klemente, de 31 anos, é bailarina, coreógrafa e atriz. A loira, que exibe uma barriga tanquinho, foi campeã de curtidas nas redes sociais.  Para manter a boa forma, ela faz aulas de ballet, mat pilates e profilaxia do movimento.

As musas participaram de uma sessão de fotos com a organizadora do concurso Ana Paula Nogueira.

Ana Paula ficou conhecida no protesto a favor do topless organizado na praia de Ipanema em 21 de dezembro de 2013. Ela foi uma das poucas mulheres que tiraram a parte superior do biquíni.  A ideia do concurso Toplessinrio surgiu logo depois desta manifestação. O intuito foi promover a democracia nas praias cariocas.

De acordo com a organização, o concurso teve mais de 50 inscritas. As dez finalistas foram anunciadas no início deste mês. As vencedoras vão ganhar um book profissional e terão o direito de participar de outros eventos.

Natache Iamayá

Natache Iamayá

Karla Klemente


Receita altera regra de isenção de IPI de veículos para taxistas e pessoas com deficiência

A nova determinação altera uma regra anterior, que já tratava dessa isenção.

Foto de uma placa de vaga acessível
O Governo FederalSite externo. mudou regras relativas à aquisição com isenção do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de veículos destinados a taxistas e pessoas com deficiência. A mudança está determinada em instrução normativa da Receita Federal publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (18).


A nova determinação altera uma regra anterior, que já tratava dessa isenção. Foram acrescentados trechos à norma original sobre o tema. Conforme estabelecido a partir de hoje, "o Delegado da DRF (Delegacia da Receita Federal) ou da Derat (Delegacia Especial de Administração Tributária), se deferido o pleito, emitirá autorização em nome do beneficiário para que este adquira o veículo com isenção do IPI".
Ficou estabelecido que essa autorização deverá ser entregue pelo interessado ao distribuidor autorizado e será remetida ao fabricante ou ao estabelecimento equiparado a industrial. O prazo de validade da autorização será de 180 dias.
O estabelecimento industrial ou equiparado a industrial só poderá dar saída aos veículos com isenção depois de verificada a integridade e autenticidade da autorização emitida em nome do beneficiário. Para verificação da autenticidade e integridade da autorização emitida, deverá ser consultada a página de autenticação, anexa à autorização. A autorização será emitida com a utilização de assinatura digital.
Fontes: R7 - www.vidamaislivre.com.br

Lei de táxis acessíveis será alterada para ampliar oferta para pessoas com deficiência.

Legislação atual exige elevador em veículos, que encarecia e dificultava a adaptação. Projeto de lei enviado à Câmara Municipal prevê a retirada da exigência da plataforma elevatória de acesso ao veículo.

                            Foto de um táxi acessível

Para ampliar a oferta do número de táxis acessíveis na cidade de São PauloSite externo. e garantir o atendimento a pessoas com deficiência, em especial, cadeirantes, a Lei Municipal nº 14.401 de maio de 2007, que regrava o funcionamento do serviço, será alterada. Um projeto de lei enviado à Câmara Municipal vai retirar a exigência da plataforma elevatória na extremidade traseira ou lateral do veículo.
“O elevador era caro, pesado, ocupava um espaço grande e isso causava problemas para o taxista se interessar e prestar o serviço. Agora, com uma rampa, desde que isso seja feito com segurança, essas pessoas que tanto precisam de locomoção podem ser atendidas. Esse é um ganho enorme, porque uma cidade como São Paulo não pode ter menos de 100 taxis acessíveis”, afirmou a secretária da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marianne Pinotti.
O equipamento, além de caro para a adaptação, ocupava grande espaço no veículo e até causava constrangimento em pessoas com deficiência. As alterações na lei preservam o direito do usuário com deficiência ou mobilidade reduzida ao embarque, permanência e desembarque em sua própria cadeira de rodas, respeitadas as normas técnicas de segurança e conforto, mas sem necessariamente a instalação de elevador eletrônico. Com isso, o taxista poderá usar uma rampa móvel, por exemplo.
A alteração amplia o interesse e diminui os custos de profissionais que queriam prestar o serviço, mas tinham dificuldades. Atualmente, existem cerca de 100 táxis acessíveis na cidade somente, dentro de quase 30 mil veículos de táxi comum.

Projeto leva deficiente visual para pedalar em Brasília

A ação 'DV na Trilha' também incentiva o deficiente visual a participar de trilhas e competições


   
    Projeto 'DV na Trilha' leva deficientes visuais para pedalar em Brasília.Facebook/Reprodução



O Projeto 'DV na Trilha', ou 'Deficiente na Trilha', é uma ação social realizada voluntários e ciclistas de Brasília com o objetivo de levar deficientes visuais para pedalarem pelas avenidas da capital federal. No caso, o projeto fornece uma bicicleta grande, com dois lugares, chamada de Tandem, onde na frente vai o condutor e atrás o deficiente visual. Este último também ajuda na pedalada, já que o assento traseiro também vem com os pedais. 

Para falar sobre a novidade, o programa Cotidiano conversou com a coordenadora do projeto, Simone Cocenza, que falou aos ouvintes da Rádio Nacional de Brasília como surgiu a ideia para promover a ação e quais os benefícios que o projeto pode trazer para as pessoas que possuem a deficiência visual.
Simone Cocenza explicou que o deficiente visual, que está atrás, é um supervencedor, pois já superou muitas dificuldades. Por outro lado, o condutor é uma pessoa que está doando o seu tempo para fazer uma ação solidária. Segundo ela, desta forma, ambos saem ganhando com a atitude, já que os dois cativam uma amizade e, de quebra, dividem as suas alegrias.
A coordenadora do Projeto 'DV na Trilha' contou, ainda, que o mais interessante da atitude é a possibilidade de os deficientes visuais poderem participar de trilhas e competições. Para ela, competir aumenta a auto-estima e proporciona uma maior qualidade de vida aos ciclistas, principalmente com relação à saúde.
Cocenza destacou que, a partir do projeto, os deficientes visuais estão tendo a oportunidade de fazer as chamadas cicloviagens, onde foram visitados lugares como Pirenópolis, Parati, Rio de Janeiro, entre outras localidades. Além disso, Simone lembrou que as viagens abrem espaço para os ciclistas mostrarem seus talentos. Inclusive, um dos participantes do Projeto 'DV na Trilha' faz parte, atualmente, da Seleção Brasileira Paraolímpica.

 

Deputados aprovam criação do Estatuto da Pessoa com Deficiência

                           deficiente
Foi aprovado na sessão de ontem da Assembleia Legislativa o projeto de lei que cria Estatuto Estadual da Pessoa com Deficiência. De autoria da deputada estadual Rejane Dias (PT), o documento contém a política estadual e todas as leis e direitos destinadas a esse segmento da população. O projeto agora vai para a sanção do governador para começar a vigorar.
“É uma reivindicação antiga e que, agora, se tornou um marco para as pessoas com deficiência no país, pois o Piauí é o segundo Estado a criar uma lei desta natureza.
É a cereja do bolo de meu mandato, que pretendo encerrar tendo cumprido todas as propostas de campanha que fiz”, comemorou Rejane Dias.
Além de uma política estadual permanente, o Estatuto compila uma série de direitos das pessoas com deficiência.
Entre eles: a redução pela metade da jornada de trabalho para quem tem deficiência e para os servidores estaduais e municipais que cuidam de pessoas com deficiência; 20% das vagas em concurso público para as pessoas com deficiência; passe livre, educação, acesso à saúde, entre outros pontos importantes.
O Estatuto Estadual foi discutido durante dois anos por entidades representativas das pessoas com deficiência, como oConselho Estadual da Pessoa com Deficiência (CONED) e órgãos como o Ministério Público e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
As conferências aconteceram em Teresina e mais cinco cidades polo do interior. Os interessados também puderam encaminhar sugestões a críticas pela internet. O documento é baseado no Estatuto Nacional da Pessoa com Deficiência, que ainda encontra-se em discussão.
Fontes: Meio Norte - portalcostanorte.meionorte.com

Internauta flagra cadeirante tendo que rastejar para subir em ônibus no PI

Mulher esperou cerca de duas horas por um veículo com rampa de acesso. Equipamento não funcionou e deficiente física foi obrigada a arrastar-se.

Do G1 PI

Cadeirante teve que se rastejar pela escada do ônibus (Foto: Jimmy Monteiro)Cadeirante teve que se rastejar pela escada do ônibus (Foto: Jimmy Monteiro/Arquivo Pessoal)

O internauta Jimmy Monteiro flagrou nesta quinta-feira (18) a dificuldade de uma mulher com deficiência física para conseguir utilizar o transporte público em Teresina. Segundo ele, a mulher esperou um ônibus com elevador de acesso por cerca de duas horas e quando o veículo finalmente chegou ao ponto, o equipamento não funcionou.
Mulher precisou da ajuda dos outros passageiros (Foto: Jimmy Monteiro)Mulher precisou da ajuda dos outros passageiros
(Foto: Jimmy Monteiro/Arquivo Pessoal)
Segundo Jimmy a situação foi bastante constrangedora, pois a mulher precisou rastejar pelos degraus da escada para conseguir subir no ônibus. O internauta afirmou que o constrangimento da deficiente física foi maior quando ela precisou da ajuda dos outros passageiros para ter acesso ao interior do veículo.

"O coletivo possuía elevador, mas não funcionou. Ela teve que contar com a ajuda de populares para segurar sua cadeira de rodas, enquanto rastejava pelos degraus para embarcar”, contou.

A cadeirante estava no Centro da capital e só depois de muito esforço conseguiu embarcar no ônibus que seguia para o bairro Mário Covas, na Zona Sul de Teresina. O G1 entrou em contato a empresa que faz a linha e o gerente disse que não foi notificado do caso e disponibilizou o telefone para reclamações. O número é o 0800-709-17-77.

Fonte: g1.globo.com

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Paulistano com paralisia cerebral tem mais de 50 livros publicados

Emílio Figueira, 45 anos, tem cinco pós, dois doutorados e mais de50 livros publicados
Emílio Figueira, 45 anos, tem cinco pós, dois doutorados e mais de 50 livros publicados

No meio de tantos problemas, ainda brotam histórias inspiradoras como a de Emílio Figueira. Lembrando o físico britânico Stephen Hawking, que tem uma acentuada limitação motora, Figueira é dono de uma produção intelectual e um currículo extenso. Duas graduações, cinco pós, dois doutorados, 53 livros, mais de 500 textos para jornais e revistas, 87 artigos científicos publicados no Brasil e exterior e uma capacidade de realizar várias atividades paralelas, que podem ser conhecidas em seu site pessoal.

Suas dificuldades de comunicação não o impede de ser uma pessoa expressiva e sorridente. Dono de sua própria filosofia de vida, Emílio diz: “Se uma pessoa nasce ou adquire uma deficiência, isso será uma fatalidade que ninguém pode mudar. Mas o importante mesmo, será o caminho que essa pessoa tomar. Ela pode se entregar à deficiência, passar a vida se lamentando e se escondendo, ou reagir, buscando uma vida cheia de possibilidades!”

Por uma falta de oxigenação no cérebro durante o seu parto em 1969, Figueira ficou com paralisia cerebral, uma deficiência que causa problemas de coordenação motora no andar, no movimentar e na fala. Fez longos e intensos tratamentos durante a década de 1970 na AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente), em São Paulo.

Precoce, desde muito cedo, Figueira teve uma queda pelas artes, produzindo entre os 2 e 5 anos de idade, inúmeros desenhos e pinturas. Alfabetizado aos 5 anos, aos 7 já escrevia seus primeiros poemas e contos. Aos 11, saia da casa de meus pais em São Paulo, indo morar com seus avós maternos em uma pequena cidade do interior paulista, chamada Guaraçaí. Um ano depois escrevia reportagens para a “Folha de Guaraçaí”; aos 16, fazia o jornal praticamente sozinho, além de colaborar com outras publicações e rádios da região e, aos 18, formou-se em jornalismo técnico.

Emilio Figueira
Hoje, aos 45 anos, Emílio tem uma rotina caseira. Passa os seus dias em sua residência no bairro da Casa Verde, na zona norte de São Paulo, onde em seu escritório escreve seus trabalhos digitando só com um dedo.

Referência em Educação Inclusiva no Brasil, autor de vários livros, consultorias para pedagogos e o MEC. Tornou-se professor de diversas disciplinas no sistema de educação a distância em algumas universidades brasileiras. Convidado para palestras, Emílio tem viajado por todo o país, sempre falando em escolas, universidades, instituições, seminários e congressos para muitas plateias de professores, pedagogos, psicólogos, profissionais em geral, público diverso, famílias e pessoas com deficiência.


Dono de uma vida cheia de experimentações, Emílio participa da Companhia Teatral Olhos de Dentro, no Teatro Ruth Escobar, em um curso de teatro voltado para pessoas com e sem deficiências. Apaixonado por esta experiência, declara: “Eu pensava que o máximo que poderia fazer era ser um autor ou divulgador teatral. Mas descobri que eu, mesmo com paralisia cerebral, e tantas outras pessoas com deficiências também somos capazes de atuar”.

Fontes: Catraca Livre - www.deficienteciente.com.br

Emilio está criando uma lista de pessoas para receberem materiais e informações gratuitamente sobre  educação inclusiva. Inclusive, muitos textos inéditos de sua autoria. Os interessados podem acessar o link www.figueiradigital.net e se cadastrar (Deficiente Ciente).

Tribunal da Europa decide que obesidade pode ser deficiência.

Decisão veio em caso de dinamarquês de 160 kg que foi demitido. Somente pessoas que não podem trabalhar plenamente se enquadram.


Do G1, em São Paulo

Dinamarquês alega que foi demitido por ser obeso
(Foto: Reprodução/Facebook/Karsten Kaltoft)
Dinamarquês alega que foi demitido por ser obeso (Foto: Reprodução/Facebook/Karsten Kaltoft)
A Corte Europeia de Justiça, tribunal de mais alta instância da União Europeia, decidiu na manhã desta quinta-feira (19) que a obesidade pode ser considerada uma forma de deficiência física em determinadas circunstâncias. Com isso, obesos que se enquadrem nessas condições poderiam estar protegidos pelas mesmas regras que outros tipos de deficientes.

A decisão veio em um caso de um funcionário de creche dinamarquês que alegou ter sido demitido por ser obeso demais para realizar seu trabalho. De acordo com informações da rede britânica BBC, o tribunal considerou que, se o sobrepeso de uma pessoa impede "participação total e efetiva" no trabalho, então deve ser considerada uma deficiência. Essa decisão deve ser observada em toda a União Europeia.
O caso julgado é do cuidador de crianças Karsten Kaltoft, que trabalhava há 15 anos no mesmo lugar, quando foi demitido pelas autoridades locais da cidade de Billund quatro anos atrás. Os empregadores alegaram que ele não era mais necessário porque o número de crianças havia diminuído, mas Kaltoft alegou que foi vítima e discriminação por causa de seus cerca de 160 kg.
O próprio dinamarquês não considera que se enquadre como um deficiente físico, pois alega que consegue fazer todas suas atividades profissionais como qualquer outra pessoa. No entanto, a Justiça da Dinamarca vai ter de avaliar se ele se encaixa na decisão da Corte Europeia.
Fonte: g1.globo.com

TJ derruba lei que obriga placas de acessibilidade em prédios públicos.

Marcelo Andrade marcelo.andrade@jcruzeiro.com.br

                                      Imagem Internet Ilustrativa
                                          


O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) derrubou, em liminar, os efeitos e a eficácia da lei municipal que obriga todos os prédios públicos e privados de Sorocaba, que tenham acesso livre ao público em geral, a afixarem na sua entrada, em local visível, placa informando se possuem ou não acessibilidade a pessoas com deficiência motora e usuários de cadeiras de rodas. A lei estava em vigor desde o dia 18 de setembro deste ano e partiu de iniciativa do vereador José Crespo (DEM), após promulgação pelo presidente da Câmara, Cláudio do Sorocaba 1 (PR), depois de receber o veto pelo prefeito Antonio Carlos Pannunzio (PSDB). A derrubada da lei acontece na mesma semana em que a Prefeitura assinou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) na qual se compromete a dotar todos os prédios da administração municipal de dispositivos de acessibilidade.

A decisão do desembargador do TJ e relator do caso, Antonio Carlos Malheiros, atende a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) movida pela Prefeitura contra a lei sob a alegação de que ela fere o princípio da independência entre os poderes e de que sua implementação gera custos não previstos em orçamento, em desacordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal. A Câmara ainda não decidiu se irá recorrer da decisão.

De acordo com o texto da lei derrubada, a obrigatoriedade da afixação da placa informativa sobre a acessibilidade ou não às pessoas com deficiência é estendida a todos os estabelecimentos e recintos fechados destinados ao uso coletivo para reunião de pessoas, entretenimento, recreação, pavilhão de exposições, cinemas, auditórios, teatros, templos religiosos, salões para bailes ou danças, casas de show ou espetáculos, boates, casas noturnas, restaurantes, clubes e similares. A lei previa ainda que o próprio responsável pelo estabelecimento se autoclassifique como acessível ou não. A placa afixada na entrada principal deverá contar com o símbolo internacional de acesso, sendo que caso de não acessibilidade deverá ter uma tarja vermelha diagonal com a frase "prédio não acessível". A multa por descumprimento da lei seria de R$ 500 por dia, sendo que o texto não especifica quem ficaria responsável pela fiscalização.

Confirme destacou o presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, Marcos Mastroiani Bertolaccini, em reportagem publicada pelo Cruzeiro do Sul, no dia 7 de julho, quando a lei foi promulgada pelo presidente da Câmara, esse tipo de medida não resolve a falta de acessibilidade da pessoa com deficiência, já que ela não obriga a adaptação desses locais, mas apenas que eles informem. Além disso, afirma ele, no caso dos deficientes visuais não terá qualquer funcionalidade. Bertolaccini considera que mais importante que uma placa indicativa onde o próprio estabelecimento se denomina acessível ao não seria a promoção de uma campanha para que efetivamente esses espaços se tornassem aptos a receber as pessoas com deficiência. "Não deixa de ser um a provocação legal, mas não é a forma de resolver o problema". Na avaliação do presidente do Conselho, o mais importante é estimar uma maior conscientização de todos sobre a acessibilidade em todos os espaços para que não apenas os portadores de deficiência sejam atendidos, mas também as gestantes, idosos, crianças ou até mesmo outras pessoas com alguma doença que prejudique a sua mobilidade temporariamente.


Fonte: www.cruzeirodosul.inf.br - Imagem Internet Ilustrativa

Aprovada aposentadoria especial para servidores portadores de deficiência.

O Plenário do Senado aprovou, com 53 votos favoráveis e uma abstenção, projeto de lei complementar que define requisitos e critérios especiais para a concessão de aposentadoria aos servidores públicos com deficiência. A matéria (PLS 250/2005segue para análise da Câmara dos Deputados.

Guilherme Oliveira

   Waldemir Barreto/Agência Senado
   


A proposta aprovada nesta terça-feira (17) foi apresentada pelo senador Paulo Paim (PT-RS) e o relator, senador Armando Monteiro (PTB-PE), apresentou substitutivo na CCJ para equiparar os critérios aos garantidos aos segurados do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) pela Lei Complementar 142/2013.
O projeto regulamenta parte do §4º do artigo 40 da Constituição, que reconhece a possibilidade de aposentadoria especial para algumas categorias de servidores públicos, entre as quais estão os portadores de deficiência. De acordo com o texto, o servidor público nessa condição será beneficiado com uma redução no tempo de contribuição exigido para a aposentadoria voluntária, que em regra é de 35 anos para os homens e 30 para as mulheres.
— Esse projeto oferece uma solução definitiva de equidade, já que todos os do Regime Geral já tinham esse benefício e o projeto traz isonomia para colocar fim a uma discriminação — disse Armando Monteiro antes da votação.
A gravidade da deficiência aferida é que vai determinar o tamanho da redução. No caso de deficiência grave, o tempo deve ser de 25 anos para homens e 20 para mulheres. Em hipótese de deficiência moderada, serão 29 anos para homens e 24 para mulheres. Já em caso de deficiência leve, serão 33 anos para homens e 28 para mulheres.
O projeto ressalva que essas reduções não podem ser acumuladas com reduções garantidas por outras circunstâncias, como exercício de atividade de risco ou sob condições que prejudiquem a saúde ou a integridade física.
A idade mínima para se aposentar também sofre modificação. Pelo projeto, será calculada da seguinte forma: a idade estabelecida na Constituição (60 anos para homens e 55 anos para mulheres) menos o número de dias idêntico ao da redução obtida no tempo de contribuição.
Nos casos de servidores portadores de deficiência anterior à vigência da lei, será feita uma primeira avaliação para se determinar a gravidade e a data provável do início da deficiência, a partir das quais serão calculados os benefícios da lei. Se o servidor, após ingressar no serviço público, tornar-se pessoa com deficiência ou tiver seu grau de deficiência alterado, deverá ser feito ajuste proporcional.
O projeto dispõe que um regulamento específico deverá definir quais são as deficiências consideradas graves, moderadas ou leves, além de determinar o procedimento das avaliações médicas cabíveis.
A aprovação do projeto ocorre após mais de oito anos de tramitação. Nesse tempo, teve três outros relatores e chegou a ser arquivado em 2011, mas foi resgatado por um requerimento do autor, Paulo Paim. Ainda neste ano, foi objeto de um requerimento de urgência e de duas manifestações externas de cidadãos que entraram em contato com o Senado, através da Ouvidoria, para pedir rapidez na apreciação do tema.
Ao pronunciar o resultado da votação, o presidente do Senado, Renan Calheiros, falou da importância do projeto e do significado que tem para ele.
— É uma das matérias mais importantes aprovadas aqui. Toda vez que eu trato dessa questão me emociono porque a vida me reservou uma oportunidade que foi a de ter mandado ao Congresso, quando era ministro da Justiça, o projeto que converteu-se na Lei da Acessibilidade (Lei 10.098/2002).

Infecção pode causar amputação e morte; conheça os riscos e saiba se prevenir.

Em novembro, Andressa Urach desenvolveu um quadro de infecção grave após ter sido submetida a uma cirurgia para retirar o hidrogel aplicado há 5 anos nas coxas. Na imagem, registrada em julho, a modelo mostra as reações provocadas em sua perna.

Diana Carvalho do BOL, em São Paulo

Reprodução

Neste ano, a Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou para o aumento da resistência de bactérias, fungos e vírus a medicamentos que estão no mercado. Com isso, infecções que hoje são consideradas simples, no futuro, podem matar em larga escala.




Com tal perspectiva alarmista, aumenta cada vez mais a importância do diagnóstico precoce e do tratamento assertivo em quadros infecciosos. Em novembro deste ano, o caso da modelo e apresentadora Andressa Urach chamou atenção. Após se submeter a uma cirurgia para retirar o hidrogel aplicado há 5 anos nas coxas, a modelo desenvolveu um quadro grave de infecção, a sepse - conhecida como infecção generalizada -, que consiste em um conjunto de manifestações graves em todo o organismo produzidas por uma infecção. Internada há 20 dias, Andressa tem apresentado melhora.

Para esclarecer dúvidas sofre infecção, a reportagem do BOL conversou com o Dr. Reinaldo Salomão, professor titular de Infectologia da Escola Paulista de Medicina (EPM), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e presidente do Instituto Latino-Americano da Sepse (ILAS).
 

Como se caracteriza uma infecção e como percebê-la?
Na maioria das vezes, as infecções são causadas pela presença e multiplicação de bactérias no organismo. "Nós convivemos com bactérias desde o nosso nascimento, e, a partir deste momento, somos colonizados por elas. Ao longo da vida, criamos mecanismos de convivência. No entanto, quando uma bactéria adquire fatores de virulência (que as tornam mais agressivas e capazes de causar danos), acontece a infecção", explica o especialista.

Além dessa situação, ocorre a exposição às novas bactérias, "através, por exemplo, de um alimento mal lavado, ingestão de água contaminada ou o contato com alguma bactéria no ambiente hospitalar", completa. No ambiente hospitalar, há possibilidade de infecção dependendo do procedimento ao qual o paciente é submetido.

Os sintomas gerais são febre, sensação de cansaço e fraqueza. "De acordo com o órgão que está comprometido, há manifestações diferentes. Por exemplo, se for um local visível, como a pele, há sinais de inchaço, vermelhidão, calor e dor. Já em locais internos, como infecção urinária, existe ardência e dificuldades na hora de urinar", aponta o especialista.

Quando a infecção está localizada, o primeiro passo é identificar - através de exames, como o de sangue, e diagnóstico clínico - qual bactéria está causando a disfunção no organismo para começar o tratamento adequado. No caso da infecção urinária, o diagnóstico pode ser feito após um exame de cultura de urina.

"Neste momento, de alguma maneira, nosso sistema de defesa reconhece a existência desta bactéria e monta toda uma defesa que vai para o órgão comprometido e tenta conter a infecção. Nesta situação, a chance de sucesso no tratamento é muito grande, já que o organismo está de forma competente segurando a infecção".


Saiba mais sobre infecção
  • Tipos comuns de infecção
    Na infância, infecções das vias aéreas superiores são as mais comuns, principalmente em crianças que frequentam berçários e creches. Pode haver inflamação da garganta e dos ouvidos. Na vida adulta, infecções também são comuns, e merecem atenção maior infecções na pele, infecções gastrointestinais, respiratórias e urinária, que acontece com mais frequência em mulheres com vida sexual ativa.
  • Tratamento
    O tratamento antimicrobiano é o adequado. No caso de bactérias, por exemplo, é feito com antibióticos.
  • Evolução
    É preciso ficar atento aos sinais iniciais. A infecção pode levar horas ou dias antes de se complicar. "O quadro evoluiu quando nosso organismo deixa de conter a bactéria no local comprometido e ela começa a se expandir e se multiplicar", explica Salomão. Os sintomas podem ser aumento da dor, febre, mal-estar e calafrios, dependendo dos órgãos comprometidos.
 
Sepse

Conhecida como infecção generalizada, a sepse acontece quando o organismo inteiro "sente" aquele processo infeccioso. De acordo com o Dr. Reinaldo Salomão, por vezes, a infecção pode estar localizada em apenas um órgão, como, por exemplo, o pulmão, mas provoca em todo o organismo uma resposta com inflamação numa tentativa de combater o agente da infecção.


"Essa inflamação pode vir a comprometer o funcionamento de vários órgãos do paciente. Isso acontece quando a bactéria adquire capacidade de ser mais mais invasiva e, pode, por exemplo, alcançar a corrente sanguínea. Neste caso, ela consegue se manifestar em qualquer parte do organismo". 

Qualquer pessoa pode ter a sepse. No entanto, pacientes com diabetes, câncer, infecção pelo HIV, tratados previamente com quimioterapia, usuários de corticosteroides ou aqueles que apresentam qualquer forma de imunossupressão - que reduz a atividade ou eficiência do sistema imunológico - , bem como recém-nascidos prematuros e idosos, estão mais suscetíveis às formas mais graves de infecção.

A sepse ocorre normalmente em relação direta com uma infecção aguda. Pode haver sintomas como febre, aumento das frequências cardíaca e respiratória, falta de ar, diminuição significativa da produção de urina, tontura ou alteração do estado mental com confusão, agitação ou sonolência.  A infecção geralmente é confirmada por meio de um exame de sangue.

Durante o quadro séptico, o principal tratamento é administrar antibióticos adequados pela veia. Podem ser necessários medicamentos vasopressores, que ajudam a contrair os vasos e a estabilizar os níveis da pressão arterial. "Nesta fase, o paciente precisa ser hidratado de forma bem generosa", esclarece Salomão.


É possível prevenir a sepse?

Você pode prevenir a sepse prevenindo o risco de contrair infecções. Segundo o ILAS, não existem vacinas para prevenir a sepse, mas existem vacinas disponíveis para determinados agentes patogênicos, tais como pneumococos. Especialmente crianças pequenas, pessoas com mais de 65 anos e os pacientes que não têm baço devem, definitivamente, serem vacinados, porque eles são particularmente suscetíveis ao pneumococo. Também é essencial manter os cuidados básicos de higiene, como lavar as mãos frequentemente, além de evitar a automedicação e o uso desnecessário de antibióticos, para reduzir as chances de desenvolver infecções resistentes ao medicamento.





Taxa de mortalidade
De acordo com o ILAS,  atualmente a sepse é a principal causa de morte nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e uma das principais causas de mortalidade hospitalar tardia, superando o infarto do miocárdio e o câncer. Tem alta mortalidade no país, chegando a 65% dos casos, enquanto a média mundial está em torno de 30a 40%. A  mortalidade da sepse no Brasil é maior que a de países como Índia e a Argentina, segundo levantamento feito pelo estudo mundial Progress.

Sobreviveu à sepse
O estudante paulistano Pedro Pimenta, de 23 anos, teve os braços e as pernas amputados após contrair um tipo fatal de meningite - a meniongococcemia -, e desenvolver a sepse. Em 2009, Pedro deu entrada no hospital Albert Einstein, em São Paulo, e rapidamente foi colocado em coma induzido por uma semana.
Quando acordou, Pedro já estava com braços e pernas gangrenados, com o quadro de sepse bastante evoluído. O estudante ficou um mês nessa situação e então ficou sabendo pelos médicos que a única solução seria amputar os quatros membros.


Joey Clay
Pedro Pimenta teve os braços e as pernas amputados após grave infecção. O jovem de 23 anos lançou o livro "Superar é Viver", em que conta detalhes de sua história.


"Foi um tremendo choque [para a família], principalmente nos primeiros dois meses de internação, quando eu ainda lutava para sobreviver. Para meus pais, por exemplo, ver o filho caçula numa cama de hospital em situação de vida ou morte causou um grande trauma. Porém, me impressionou a maneira forte e positiva com que eles encararam tudo isso", relembra Pedro.

Surpreendendo a todos e também o prognóstico médico, Pedro teve alta após cinco meses e meio de internação hospitalar. O estudante conta sua história no livro "Superar é Viver", da Editora LeYa, lançado em agosto deste ano, que ocupa o 2º lugar em vendas na Livraria Cultura.

Pedro, que passou por diversas clínicas de fortificação muscular no Brasil para que pudesse fazer o uso de próteses, mudou-se para os Estados Unidos para ampliar ainda mais o seu tratamento.

"Muitas coisas me levaram a sair do Brasil, dentre elas a proximidade que comecei a ter com a maior empresa de reabilitação dos EUA, a Hanger Clinic, que me reabilitou. Além da necessidade de atender a eventos pelo país afora e um relacionamento que tive com uma americana que mora na minha cidade", contou.

Atualmente, Pedro estuda economia na Flórida e ministra palestras motivacionais no Brasil e nos EUA, além de servir de mentor a outros amputados.