sábado, 3 de janeiro de 2015

Projeto Dj Sem Barreiras entrega os diplomas para 16 alunos deficientes.

  

Em parceria com a prefeitura de São Paulo através do programa VAI, o projeto DJ sem Barreiras – foram três meses de oficinas gratuitas para 16 alunos deficientes físicos e visuais da escola E-DJS – chega a sua etapa final, a entrega dos diplomas. Destaque para o professor Anderson da Mata que perdeu a visão em 2008 e hoje é um DJ reconhecido, ele fará uma performance especial nos toca-discos.

A ação foi realizada na própria escola, localizada no centro de São Paulo, no dia 13 de dezembro e contou com palestra de Leonardo Castilho, educador surdo do Museu de Arte Moderna de São Paulo e idealizador responsável pela Balada Vibração e Sencity, evento cultural semestral que reúne em torno de mil pessoas surdas de todo o Brasil.

Outro palestrante esperado no dia é Cleuton Nunes, deficiente físico, devido à um acidente de moto, perdeu as duas pernas e tem dificuldade motora em um dos braços. Era faixa preta em taekwondo e ganhou mais de 150 títulos nacionais e internacionais. Nunes é coordenador e treinador técnico do grupo de amputados Bi-laterais do instituto Lucy Montoro.

Para participar das palestras gratuitas basta se inscrever pelo e-mail e-djs@e-djs.com.br ou Telefone: (11) 3331- 0898.

Vai viajar de avião? Veja algumas informações para as pessoas com deficiência e idosos.

As férias chegaram e muitas pessoas estão saindo de viagem, por isso o post de hoje trás algumas informações para as pessoas com deficiência e idosos.

Aproveitem e tenham um boa viagem!!

     

Pessoas com deficiência

Os passageiros com deficiência podem contar com com assistência durante as viagens aéreas, nos aeroportos e nos aviões.

A maioria dos serviços que podem ser usados pelas pessoas com deficiência é gratuito. As informações abaixo são apenas uma lista dos dados mais importantes sobre o transporte aéreo. Informações detalhadas sobre o transporte de pessoas com deficiência são, naturalmente, disponíveis nos regulamentos das companhias aéreas.

Todas as facilidades para os passageiros com deficiência ou com mobilidade reduzida devem obedecer à norma NBR – 14273:Acessibilidade à Pessoa Portadora de Deficiência no Transporte Aéreo Comercial.

A maioria das companhias aéreas oferece os seguintes cuidados especiais para pessoas com deficiência:

- assistência no embarque e desembarque;
- assistência no armazenamento da bagagem;
- assistência no portão de saída;
- utilização de uma cadeira de rodas.

A pessoa com deficiência a viajar sozinha deve ser capaz de fazer o seguinte:

- usar o banheiro de forma independente;
- comer uma refeição sozinha;
- aplicar a medicação apropriada sozinha;
- usar a máscara de oxigênio independentemente.

No caso que nível de deficiência não permita a realização de quaisquer dos pontos acima, o passageiro deve ser acompanhado por outra pessoa que tenha mais do que 16 anos e esteja fisicamente apta.

A posse de um atestado médico adequado confirmando a possibilidade de viajar é necessário:

- no caso de uma deficiência mental, quando o passageiro não é acompanhado por outro passageiro;
- se o estado de saúde e/ou o nível de deficiência não é estável;
- no caso de transporte de seringas cheias ou medicamentos líquidos;
- no caso de uma doença ou cirurgia recente.

Um modelo do certificado, se necessário, é geralmente proporcionado pela companhia aérea. Deve ser preenchido pelo médico da pessoa com deficiência e, em seguida, passado para a empresa. 

Algumas companhias aéreas oferecem descontos para pessoas com deficiência em determinadas rotas.

Lembre-se!

- por razões de segurança, as companhias aéreas limitam o número de pessoas deficientes a bordo, que deve ser de três a cinco passageiros, dependendo da rota e da transportadora. Nesse número estão incluídos passageiros com deficiência viajando com a ajuda de outro passageiro. Por isso, é importante que a reserva seja feita antecipadamente, fornecendo as informações detalhadas sobre a deficiência diretamente para a companhia aérea.
- os passageiros com deficiência, por causa de regulamentos de segurança, não podem ocupar certos assentos na aeronave (por exemplo, ao lado das saídas de emergência). Os funcionários do voo ajudarão aos passageiros a ocupar as posições.
- antes da partida, as pessoas com deficiência devem consultar a opinião do médico sobre a possibilidade de viajar na dada rota.

Notificação da companhia sobre a deficiência do passageiro:

- notifique as companhias aéreas sobre a viagem de uma pessoa com deficiência, pelo menos, 48 ​​horas antes da partida programada.
- dê informações sobre a necessidade de suprimento de oxigênio, marca-passo implantado, medicamentos transportados, etc.

O transporte de cadeiras de rodas

Companhias aéreas permitem que se leve a sua própria cadeira de rodas para a viagem. Nem sempre há possibilidade de levá-la a bordo do avião, devido ao espaço limitado. 

Se a cadeira exceder o tamanho que permita a livre passagem na aeronave, deverá ser despachada gratuitamente como bagagem, e as companhias aéreas oferecem uma cadeira de tamanho adequado dentro do avião.

No caso de o viajante levar a sua própria cadeira de rodas, é recomendável informar sobre o peso e tamanho, bem como se é dobrável. Se a cadeira de rodas é movimentada por um motor elétrico, algumas companhias aéreas podem recusar o transporte, ou podem ser necessárias medidas de segurança adicionais no compartimento de bagagem.

No caso de cadeiras de rodas elétricas é necessário fornecer informações sobre movimentação por baterias secas ou baterias de eletrólito líquido. No caso desse último, não será possível levar a cadeira a bordo do avião.

As companhias, além de cadeiras de rodas, levam gratuitamente muletas, andadores e bengalas.

Uma cadeira de rodas adequada pode ser fornecida gratuitamente também no aeroporto. Em caso de pedido prévio, a cadeira estará numa seção de assistência especial no aeroporto.

Para obter informações detalhadas sobre as companhias aéreas, os tipos de deficiência e as regras relativas ao transporte de cadeiras de rodas ou outros equipamentos de auxilio à mobilidade, verifique nos sites das companhias aéreas.

As pessoas idosas

As empresas oferecem, na maioria dos casos, serviço especial para a terceira idade durante a viagem. 

Dependendo da companhia aérea, se pode contar com ajuda para idosos no check-in, salas de espera especiais nos aeroportos de trânsito, ajuda no processo de escala, no embarque e durante a ocupação do lugar no avião.

Para idosos com dificuldades de locomoção ou que sofrem de doenças, há o fornecimento de uma cadeira de rodas, que possibilitará superar longas distâncias em aeroportos de transferência.

Reserva de bilhetes

A notificação da necessidade de atenção adequada para idosos deve ser feita no momento da reserva, ou logo depois de fazê-la. Se já reservou uma passagem online, por favor, notifique à companhia aérea

Se uma pessoa idosa é obrigada a viajar sozinha, forneça informações durante a conversa com o agente, por exemplo: as línguas que o passageiro da terceira idade fala, as suas possíveis doenças e suas preferências quanto ao tipo de refeição. 

Todas as informações importantes devem ser comunicadas à companhia aérea e aos funcionários do check-in. Assim, complicações e surpresas desagradáveis são evitadas, tanto ​​no aeroporto, quanto no avião.

Lembre-se!

- assegure que o tempo entre os voos esteja devidamente adaptado para as possibilidades de circulação de uma pessoa da terceira idade, em caso de escalas.
- os idosos devem chegar ao aeroporto com antecedência suficiente.
- antes da viagem, os idosos devem consultar um médico quanto às possíveis contraindicações, e levar os medicamentos adequados em sua bagagem de mão.
- por causa da temperatura do ar condicionado durante o voo, idosos devem estar devidamente agasalhadas.
- é também aconselhado aos idosos fazerem exercícios simples e mudarem frequentemente de posição, bem como consumir quantidades adequadas de líquidos durante o voo, o que reduzirá o risco de trombose.

Isenção e desconto em passagens para idosos

Atualmente, o Decreto 5.934/06 prevê descontos e, até mesmo, passagens gratuitas para idosos em transportes rodoviários, ferroviários e aquaviários. 

Porém, este decreto ainda não abrange os transportes aéreos. Por isso, as companhias aéreas não trabalham com descontos e isenção para idosos.

projeto de lei nº 482 de 2011, do Senador Vital do Rego, segue processo de votação na Câmara dos Deputados. Se aprovado, o decreto se estenderá para viagens de avião, e idosos acima de 60 anos e renda inferior a dois salários mínimos terão direito a descontos a partir de 50% e, até mesmo, assentos gratuitos em voos nacionais. Por enquanto, não há tarifas promocionais, isenção ou desconto para idosos.


Isenção de carros para táxis e pessoas com deficiência é emitida por delegacias.

                             

Taxistas e pessoas com deficiência, bem como pais de crianças que possui alguma deficiência, poderão comprar, com mais rapidez e menos burocracia, veículos sem pagar Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A facilidade se deve ao fato de que a Receita Federal permitiu que as delegacias regionais do órgão autorizem a isenção do imposto por meio de assinatura digital. A mudança consta de instrução normativa publicada no Diário Oficial da União.

O benefício já era antigo, mas muito demorado. A partir de agora, os titulares das delegacias da Receita Federal ou das delegacias especiais de Administração Tributária vão emitir a autorização por assinatura eletrônica em nome do beneficiário, com validade de 180 dias.

Segundo o delegado adjunto da Receita Federal, Regional de Uberaba, Sizenando Ferreira, a liberação do benefício está fluindo com bastante rapidez em todo o Estado de Minas Gerais. “No início do ano, quem requeria o benefício em Uberaba tinha o processo analisado aqui mesmo e isso demorava em torno de um mês. Depois surgiu a ideia de fazer em nível regional. O pedido era protocolizado aqui e criou-se um grupo virtual no Estado para fazer as análises. Isso fez o prazo subir de 30 para 60 dias, mas houve um ganho em escala. A equipe aprimorou o processo de análise, eliminou todo o passivo e hoje leva menos de 10 dias, ou seja, está bastante ágil. O pedido pode ser protocolizado em qualquer lugar de Minas Gerais e uma equipe estadual analisa, simplificando a documentação exigida”, avaliou.

De acordo com Ferreira, todas as orientações estão disponíveis na internet na página da Receita Federal (www.receita.fazenda.gov.br). Para o taxista, basta preencher um formulário e protocolizar na Delegacia de Uberaba. No caso da pessoa com deficiência ou com moléstia grave, o delegado adjunto esclarece que é preciso juntar também um laudo fornecido por uma equipe médica de órgão oficial, podendo ser federal, estadual ou municipal. Em Uberaba, quem fornece o laudo é a UFTM e o INSS.

De acordo com o novo texto dado à Instrução Normativa RFB nº 987, de 22 de dezembro de 2009, caberá ao comprador entregar a autorização à concessionária ou distribuidor autorizado, que encaminhará o documento ao fabricante do veículo. Além disso, caberá à indústria verificar a autenticidade do documento, em uma página anexa à autorização, antes de dar saída ao veículo. Desde 2001, taxistas e pessoas com deficiência podem adquirir veículos sem pagar IPI.

Fontes: Jornal da Manhã e Blog do Deficiente Físico - www.fernandazago.com.br

Terapia com laser contra a dor tem eficácia comprovada.

Da Acadêmica, Agência de Comunicação erika@academica.jor.br

    Após a terapia com laser, a sensação da dor foi reduzida em quatro vezes.

O laser terapêutico, ou fototerapia com laser de baixa intensidade, acaba de ser comprovado cientificamente como um tratamento eficaz para a dor. Estudo pioneiro do Instituto de Física (IF) da USP mapeou, pela primeira vez, a ação terapêutica do laser e descobriu que ele age bloqueando a troca de sinais elétricos entre os neurônios. Assim, consegue reduzir drasticamente a sensação da dor. A pesquisa foi realizada como tese de doutorado do físico Marcelo Victor Pires de Sousa, com orientação da professora Elisabeth Mateus Yoshimura.
“A eficácia do laser no tratamento da dor já havia sido observada clinicamente, mas nosso trabalho foi pioneiro no esclarecimento dos mecanismos de ação da modulação da dor devido à interação de luz laser com neurônios”, diz Sousa. O uso da fototerapia com laser é um complemento ao uso de medicamentos para dor, principalmente para a dor crônica, já que esses remédios podem perder o efeito depois de algum tempo de uso. “Não existe um processo adaptativo para as terapias físicas, o paciente não vai criar resistência a elas”, diz.
Pesquisa
Para entender a ação do laser terapêutico contra a dor, foi estudada a região do córtex somestésico primário de camundongos – área do cérebro em que todas as informações sobre dor, em humanos e em animais, são interpretadas. Para fins comparativos, essa região do cérebro está para a terapia com laser do mesmo modo que a orelha está para a acupuntura — ou seja, reúne pontos que têm reflexo em todo o corpo. Quando a terapia a laser é aplicada nessa área, ela pode tratar a dor em qualquer parte do corpo.

Ao aplicar feixes de laser nessa região do cérebro, o pesquisador do Instituto de Física descobriu, então, que ele agia bloqueando a transmissão de impulsos elétricos entre os neurônios, reduzindo a propagação da dor. “Essa é uma técnica que deveria ser difundida e muito usada, porque só traz benefícios ao paciente”, diz Sousa.
Os resultados mostram ainda que após a terapia com laser, a sensação da dor foi reduzida em quatro vezes e o efeito anestésico demorou seis horas para passar. Além disso, não foram identificados marcadores de inflamação e queimadura – o que indica ausência de efeitos colaterais.
Atualmente, o custo para aquisição de um equipamento de terapia a laser de baixa intensidade é de cerca de R$ 8 mil. No entanto, o pesquisador Marcelo Sousa já está trabalhando no desenvolvimento de um equipamento ainda mais acessível.
Foto: Marcos Santos / USP Imagens
Fonte: www.usp.br

Sistema permite a identificação de ambiente pelo som.

Flávia Cayres, da Assessoria de Comunicação NAP-SoL comunicanapsol@gmail.com


Sistema auxilia deficientes visuais em suas atividades diárias

Para auxiliar a realização das atividades diárias de pessoas com deficiência visual, pesquisadores do Núcleo de Apoio à Pesquisa em Software Livre (NAP-SoL), sediado no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, desenvolveram um protótipo de sistema que permite ao usuário fazer a identificação de obstáculo e ambiente por intermédio do som. O programa computacional denominado GuideMe funciona em um dispositivo pequeno, ajustável à roupa e utiliza processamento de imagem e localização através do eco para reconhecer o ambiente. O protótipo desenvolvido alcançou o primeiro lugar no II Concurso Intel de Sistemas Embarcados realizado durante o IV Simpósio Brasileiro de Engenharia de Sistemas Computacionais (SBESC), que aconteceu de 4 a 7 de novembro, em Manaus (AM).
A equipe de pesquisa é formada pelos doutorandos do programa de pós-graduação em Ciências de Computação e Matemática Computacional (PPG-CCMC) Renê de Souza, Heitor Freitas e Luiz Nunes, com a coordenação do professor Francisco Monaco, do Laboratório de Sistemas Distribuídos e Programação Concorrente do Departamento de Sistemas de Computação, todos do ICMC. O sistema, por meio de fones de ouvido, estabelece comunicação com o usuário tanto verbalmente, com o uso de um sintetizador de voz, quanto por meio de sons tridimensionais.
“Imagine o deficiente visual aproximando-se de um balcão para pedir informações; se não houver ninguém para atendê-lo, o sistema diz: “ninguém à vista”. Em outra situação, podemos imaginar o deficiente visual procurando por uma pessoa conhecida em um local público; caso a pessoa seja detectada pela câmera, o sistema aponta para a aproximação dela e pode, inclusive, guiar o usuário até o seu amigo”, explica o professor Monaco.
O professor menciona ainda que, em uma situação na qual o usuário caminhe por um corredor, em linha reta, ele deve ouvir um som (suave) que pareça vir de sua frente. Caso o usuário ande em direção a uma das paredes, o som modifica sua direção e passa a ser ouvido como se viesse do lado da parede. Assim, o usuário pode utilizar essa dica sonora para conhecer a geometria do ambiente e corrigir seus passos.
Visão computacional
O sistema explora duas técnicas inovadoras. Uma é baseada em visão computacional que utiliza um webcam convencional e algoritmos de processamento de imagem para detectar a presença de pessoas e identificar rostos conhecidos. A outra técnica é apoiada em psicoacústica (estudo da relação entre estímulos sonoros e suas sensações decorrentes) e utiliza sensores de ultrassom para localizar obstáculos. Porém, em vez de emitir bipes, como sensores de estacionamento utilizados em veículos, por meio de um algoritmo de geração de áudio 3D, o dispositivo produz um som que aparenta surgir da direção e da distância em que está o obstáculo.

O GuideMe utiliza conceitos de wearable computing (tecnologia portátil como peça de vestuário) e sensor fusion (geração de informação combinando múltiplos sensores) e em sua especificação completa, utilizará sensor GPS, bússola e conexão wireless para prover auxílio à locomoção em áreas abertas. O objetivo inicial do projeto foi de aperfeiçoar os algoritmos que utilizam processamento espacial e de imagem. O protótipo atual foi produzido em um equipamento de hardware fornecido pela empresa de tecnologia Intel.
“Pretendemos migrar para um hardware menor, mais leve e com maior eficiência energética, para que possa ser utilizado por mais tempo com auxílio de bateria. Em longo prazo, pretendemos aprimorar a utilidade do dispositivo a partir da avaliação dos usuários”, explica Monaco. Durante o desenvolvimento a equipe fez testes preliminares utilizando o sistema para guiar-se em corredores com outras pessoas presentes. As funções do dispositivo foram executadas como o esperado. O próximo passo é realizar testes em pessoas com deficiência visual. O programa que foi desenvolvido em software livre será disponibilizado para a sociedade.
“Todas as especificações, artefatos de software e aplicações são livres para beneficiar a população e, sobretudo, às pessoas que possam fazer uso do sistema. Acreditamos nos conceitos de free open source software (software livre e de código aberto) e de free open source hardware (hardware livre de projeto livre e aberto) como facilitadores para que a pesquisa possa virar produto, este evolua livremente e chegue às pessoas a custos acessíveis”, complementa o professor “O sistema de orientação psicoacústico utilizado é baseado em técnicas de processamento de áudio tridimensional estudados por pesquisadores na Alemanha. Em conjunto, pretendemos intensificar as pesquisas”, planeja Monaco.
O  II Concurso Intel de Sistemas Embarcados é destinado a estudantes de graduação e pós-graduação e tem a intenção de promover o desenvolvimento de sistemas inteligentes e inovadores com base em tecnologia embarcada.  A equipe fará uma visita técnica ao laboratório da Intel nos Estados Unidos, como parte da premiação, e integrará o programa Intel Developer Forum, além de estar pré-classificada para a edição de 2015. A proposta apresentada para o concurso foi uma das aprovadas que recebeu uma placa de desenvolvimento (hardware) para produzir um protótipo em três meses. Além da continuidade do projeto, a equipe visa a investir em pesquisa na área de acessibilidade.  Para conhecer os demais projetos ganhadores acesse aqui.
Foto: Marcos Santos / USP Imagens
Fonte: www.usp.br

Ciclista retoma projeto e percorre país divulgando acessibilidade.

No projeto "Cruzada pela Acessibilidade", Zé do Pedal fará trajeto do Monte Caburaí, em Roraima, ao Chuí, no Rio Grande do Sul. Ideia é concluir percurso até julho.

Por Juiz de Fora, MG


                      Zé do Pedal, ciclista em Minas Gerais (Foto: Divulgação)
                        Mineiro empurra cadeira de rodas em campanha a favor da acessibilidade (Foto: Divulgação)
José Geraldo de Souza Castro é aventureiro, ambientalista, ciclista, fotógrafo e humanista. O multifuncional é de Viçosa, na Zona da Mata Mineira, e conhecido como “Zé do Pedal”. O apelido não é por acaso. Há mais de 30 anos, Zé percorre países do mundo realizando aventuras inusitadas. O próximo desafio de 2015 será o recomeço do projeto “Cruzada pela Acessibilidade”, onde fará um percurso entre os extremos das fronteiras do Brasil, entre Monte Caburaí, em Roraima, e Chuí, no Rio Grande do Sul. 

Zé do Pedal vai empurrar uma cadeira de rodas para reforçar o lema do projeto e mostrar problemas de acessibilidade no país. Na primeira sexta-feira do ano, ele embarca para Salvador (BA), onde recomeçará o trajeto. 

Em junho de 2008, o “Cruzada pela Acessibilidade” começou a ser elaborado, quando o ambientalista se deparou com uma jovem em uma cadeira de rodas tentando subir uma rampa que tinha um pequeno degrau.  
– Durante uma viagem que fiz em um kart a pedal, de Paris a Joanesburgo, eu ouvi uma voz feminina dizendo "não posso", quando eu passava pela cidade de León, no caminho francês da rota de peregrinação de Santiago de Compostela. Quando olhei, vi a jovem cadeirante passando pela dificuldade – disse.
Zé do Pedal em Johannesburgo áfrica do sul (Foto: Divulgação)Projeto começou a ser elaborado em 2008
(Foto: Divulgação)
A cena abalou o ciclista que decidiu começar o projeto, para chamar a atenção sobre a questão da acessibilidade no Brasil. A primeira viagem que marcava o início do projeto teve início no dia 10 de fevereiro de 2013. Mas precisou ser interrompida no dia 25 de setembro, quando ele estava no estado da Bahia, por problemas pessoais.  Zé havia percorrido os estados de Roraima, Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. 
– As barreiras naturais são obstáculos para todos. Porém, as arquitetônicas, instaladas em concretos nas calçadas, edificações e ruas de cidades são obras do homem. Se o homem consegue interferir nas obras de Deus, porque não interferir nas “fabricadas por ele mesmo”? – indagou.
Ele pretende chegar ao destino final, no Rio Grande do Sul,  no dia 27 de junho após empurrar a cadeira por 10.700 quilômetros de distância. Durante o trajeto, o humanista prega mais consciência em respeito ao próximo, principalmente aos que não podem andar. 
 Zé do Pedal, ciclista em Minas Gerais (Foto: Divulgação)Além da acessibilidade, Zé do Pedal difunde também o respeito ao próximo (Foto: Divulgação)
 – O sacrifício de cobrir a distância entre os extremos do país, para os chamados “perfeitos”, é muito menor do que o percurso entre dois quarteirões de muitas cidades, para quem depende de uma cadeira de rodas ou de muletas para se locomover – concluiu. 

Zé do Pedal concluirá o percurso passando pelos estados da Bahia, Goiás, Brasília, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e, por fim, Rio Grande do Sul.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Pessoas com deficiência ainda têm participação baixa na PEC.

Homens representam 26,4% da população economicamente ativa, enquanto 20,8% das mulheres ocupam esse espaço.


                         
Quando se fala em mercado de trabalho para pessoas portadoras de deficiência, pode se verificar que a participação desses brasileiros na população economicamente ativa ainda é pequena. Foto: Divulgação

Ao todo, 23,9% da população brasileira - o que equivale a 45,6 milhões de pessoas - tem pelo menos um tipo de deficiência, seja ela auditiva, visual, motora ou intelectual. Quando consideramos deficiência em grau severo - dificuldade para ouvir, enxergar, caminhar e subir escada, entre outros -, esse número é de 12,8 milhões de pessoas, o que correspondente a 6,7% da população total. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Quando se fala em mercado de trabalho para pessoas portadoras de deficiência, pode se verificar que, apesar das leis recentes que abrem vagas nas empresas a pessoas com deficiência, a participação desses brasileiros na população economicamente ativa ainda é pequena. 
Os homens representam 26,4% da população economicamente ativa, enquanto 20,8% das mulheres ocupam esse espaço. Palmas, Brasília e Macapá foram capitais onde as mulheres com deficiência tiveram mais participação no mercado de trabalho. 
Em geral, as mulheres são maioria nas duas faixas de pesquisa: tanto no total de pessoas que apresentam alguma deficiência (25,8 milhões contra 19,8 milhões de homens), quanto na severidade (com 7,1 milhões do total). O Nordeste é onde os índices de deficiência são maiores para ambos os sexos. 
Alguns fatores influenciam na constatação de que mulheres possuem maior número de deficiências que os homens. Um deles, por exemplo, é a maior perspectiva de vida que elas têm em relação a eles. Com isso, as deficiências que aparecem na terceira idade são registradas, em sua maioria, em pessoas do sexo feminino. Segundo o IBGE, mulheres idosas possuem deficiência visual, mental e motora mais severas que os homens. Esses, por sua vez, apresentam maior deficiência auditiva.
Em relação à inserção social de crianças com deficiência, os dados mostram que essa condição não os afasta da escola. Isso porque 86,3% dos meninos e 88,4% das meninas com alguma deficiência em grau severo entre os 6 e os 14 anos de idade estavam na escola em 2010. Os que têm deficiência motora ou intelectual estão entre os que encontram dificuldades para ir à escola seja por falta de estrutura na escola, em casa ou no trajeto.
O estudo indica avanços no Brasil na proteção das pessoas com deficiência, principalmente das crianças, com uma renda estável de um salário mínimo para auxiliar nos gastos com os cuidados necessários, mas adverte que é preciso seguir investindo em estrutura de cuidado e educação para essas crianças, já que, em geral, o papel de cuidadora recai sobre as mulheres que ficam impedidas de acessar o mercado de trabalho. 

Siameses mais velhos do mundo celebram aniversário na Disney.

Os irmãos Galyon nasceram em Ohio, em 1951, e dividem o intestino, pênis e reto.


   
Os dois possuem quatro pernas, quatro braços, dois estômagos e dois corações porém compartilham órgãos vitais da cintura para baixo. Foto: Daily Mail / Reprodução

Com 63 anos, os gêmeos siameses Ronnie e Donnie Galyon se tornaram os mais velhos do mundo, batendo o antigo recorde dos italianos Giacomo e Giovanni Battista Tocci. Para comemorar o aniversário recente, em outubro, e o título confirmado pelo Guinness Book, os irmãos decidiram viajar ao parque de diversões Disney World, além de conhecer o Busch Gardens. As informações são do Daily Mail.
Os irmãos Galyon nasceram em Ohio, em 1951, e dividem o intestino, pênis e reto. Após os siameses nascerem, os médicos estudaram por mais de dois anos a possibilidade de um procedimento cirúrgico para separá-los, porém, não puderam garantir a vida de ambos. Por causa disso, a família preferiu que continuassem do jeito que nasceram. “O bom Deus nos fez assim. Ele é nosso salvador”, diz Ronnie.
Segundo informou o irmão mais novo de Ronnie e Donnie, Jim Galyon, os dois estão felizes pela “fama” – já que conseguiram bater o recorde e receberão o título do Guinness Book em breve. O sonho de conhecer o parque na Flórida foi, finalmente, realizado meses após o aniversário comemorado em outubro. “Nós temos muito que comemorar, eles estão bem e com muita saúde”, afirmou Jim.
Os dois possuem quatro pernas, quatro braços, dois estômagos e dois corações – porém compartilham órgãos vitais da cintura para baixo (intestino, reto, pênis etc). Como não conseguiram seguir os estudos por “distraírem os outros alunos”, segundo diziam seus professores, os irmãos trabalharam até os 39 anos em apresentações de circo e teatro. Depois disso, se aposentaram e vivem, recentemente, com o irmão Jim – quem deu a viagem à Disney de presente de aniversário aos dois.

Acidentes de trânsito matam uma pessoa a cada 12 minutos no Brasil.

Estudo mostrou que Recife é a capital com maior índice de mortes enquanto São Paulo está entre as menos violentas.

  

 Um estudo inédito revela um número assustador: a cada doze minutos, em média, uma pessoa morre num acidente de trânsito no Brasil.
Entre as dez maiores cidades do país, Recife é a que tem o maior índice de mortos em acidentes de trânsito por 100 mil habitantes. A segunda é Fortaleza. Porto Alegre e São Paulo são as menos violentas.

Click AQUI para ver o vídeo:

O que explica que uma cidade como São Paulo, que tem a maior frota de veículos, esteja entre as menos violentas? O rigor da fiscalização.

Usar a seta para indicar mudança de direção, por exemplo.

“Não usa, não usa. Na capital se usa mais. Eu moro no interior, é pior ainda lá”, comenta o gerente financeiro Felipe Gabani.

Tornar a fiscalização mais próxima, passando a responsabilidade para os municípios, é uma das saídas apontadas pelo estudo. A medida, prevista pelo Código Nacional de Trânsito há 17 anos, só foi adotada por uma em cada quatro cidades brasileiras. Outra recomendação é universalizar a educação para o trânsito.

“Desde o início do processo educacional na escola, nos níveis primários, até na melhoria da qualidade de formação do condutor, que é uma deficiência muito grande hoje que o país tem”, destaca Paulo Guimarães, diretor do Observatório Nacional de Segurança Viária.

O estudo aponta que o Brasil tem um dos trânsitos mais violentos do mundo. Quase meio milhão de pessoas morreram em acidentes entre 2001 e 2012; 36% eram motociclistas.

Rodrigo não entrou nesta estatística por muito pouco. Ele sofreu um acidente de moto em uma avenida em São Paulo. Perdeu os movimentos no braço esquerdo e agora sente dor o tempo todo.

“Eu estava vindo em uma mão. De repente, um rapaz surgiu na contramão. Eu estava atrás de uma caminhonete, ele surgiu na contramão e me pegou em cheio”, conta Rodrigo.

Uma situação que, mesmo três anos depois, ainda é possível se repetir.

“O culpado não era eu, foi o rapaz que surgiu na contramão”, concluir Rodrigo, enquanto observa um motociclista cometendo o mesmo erro.

Heitor desbanca pentacampeão dos Cadeirantes e fatura título inédito.

   Fornecido por Gazeta Esportiva Heitor Mariano (de azul) foi o mais rápido na categoria Cadeirantes da SS.

A categoria Cadeirantes da Corrida Internacional de São Silvestre tem um novo campeão. Após o tricampeonato consecutivo de Jaciel Antonio Paulino, Heitor Mariano dos Santos venceu a prova da 90ª edição da mais tradicional Corrida de Rua da América Latina e conquistou o título inédito. O segundo colocado foi justamente Jaciel, que perdeu a chance de se tornar o único com seis conquistas.

Emocionado com a conquista, Mariano comemorou a vitória sobre o favorito Jaciel e ressaltou que não teve tempo hábil para se preparar como gostaria para a corrida do último dia do ano por conta do apertado calendário de 2014. Neste ano, o paratleta de Praia Grande (SP) disputou a Meia Maratona de Oita, no Japão, onde foi o melhor latino-americano, com o 15º lugar.

"É uma glória ganhar do Jaciel, que é um grande atleta, já tem experiência nessa prova", disse Heitor, terceiro colocado em 2011. "Esta éminha segunda competição (na São Silvestre). Estou muito feliz, treinei bastante para esta prova. Na verdade eu não treinei o tempo hábil que eu gostaria, porque eu estava no Japão", completou o paratleta, que superou as subidas do percurso de 15 quilômetros para ser o primeiro a passar pela faixa de chegada.

"A parte onde eu mais senti dificuldade foi nas curvas, que têm subidas. Na subida, eu não tenho tanto tronco para fazer uma força, então ali a cadeira trava e você perde velocidade e ali o Jaciel poderia encostar, mas graças a Deus eu treinei e deu tudo certo", destacou Heitor.

O campeão ainda contou que perdeu amigos cadeirantes por conta da obesidade e aconselhou aqueles que têm o mesmo problema a praticar esportes.

"A mensagem que eu passo é que independente da atividade física que você faça, vá procurar um esporte, uma atividade, uma cadeira de corrida de roda e saia de casa. Faça uma atividade porque faz bem para a saúde", encerrou.

Tricampeã

Entre as mulheres, a melhor foi Aline dos Santos Rocha. Com a vitória desta quarta-feira, a paratleta conquistou o tricampeonato consecutivo da São Silvestre. Ela só fica atrás de Angelina Nascimento da Silva, que édetentora de quatro troféus (2007, 2009, 2010 e 2011).

"É a terceira vez que eu participo e a terceira vez que eu ganho", celebrou Aline. "Eu sofri um acidente aos 15 anos e não fazia nada. Há quatro anos eu conheci o esporte e logo no segundo ano eu participei da São Silvestre e desde a primeira participação foi paixão à primeira vista", contou a paratleta de 23 anos.

"Não importa a sua condição física, sempre é possível fazer alguma coisa", avisou Aline.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Paratleta Lenna Gomes fatura 2º título na Corrida do Ministério Público, no AP

O resultado da prova vem após a prata no Circuito Caixa de Atletismo, em Fortaleza (CE). Ela avalia o bom desempenho em 2014 em diversas modalidades esportivas.

     Foto de Lenna Gomes em sua cadeira sorrindo

paratleta amapaense Lenna Gomes ganhou mais uma façanha para seu currículo esportivo: foi a primeira colocada na categoria cadeirante feminino da Corrida do Ministério Público. A prova aconteceu na manhã de domingo (14), em MacapáSite externo..
O resultado da prova vem após a prata no Circuito Caixa de Atletismo, em FortalezaSite externo. (CE). Além do atletismo, Lenna também é destaque no handebol adaptado e arremesso de dardo. Sobre a corrida do MP, escreveu em sua página na rede social:
- Agradeço a Deus por me ter dado novamente a chance de vivenciar mais uma grande conquista na minha vida e que as dificuldades encontradas no esporte não venham a fazer com que eu desista. Obrigada família e amigos por amor e carinho. E parabéns aos colegas cadeirantes e deficientes visuais pela participação, somos todos vencedores – agradeceu.
É o segundo título de Lenna Gomes na competição. Ela também aproveitou para falar do saldo positivo de conquistas em 2014 e para agradecer a Associação Amapaense de Esporte para Pessoa com Deficiência (AAEPED)Site externo., da qual faz parte.

Mãe e filha fazem curso de Libras para se comunicar com tia surda no AC

Elenice e a filha Beatriz já se sentem capazes de se comunicar por sinais. Curso está sendo oferecido em Cruzeiro do Sul.

  Alfabeto em libras

Para se sentir mais próxima da tia com deficiência auditiva e também facilitar a comunicação, Elenice Maria da Silva de Oliveira, de 33 anos, e a filha Beatriz Oliveira de Souza, de 16, decidiram fazer um curso de Língua Brasileira de Sinais (Libras) no Instituto Federal do Acre (Ifac)Site externo., em Cruzeiro do Sul (AC)Site externo..
A tia mora na zona rural do município, mas Elenice conta que, apesar de não morar com ela, sente a necessidade de aprimorar o conhecimento para se comunicar com mais eficiência também com outras pessoas que tenham a mesma deficiência.
“Eu acho essa linguagem muito linda e interessante. Faço junto com minha filha o curso. Na minha família, tenho uma tia de 50 anos que é surda, mas apesar dela não se comunicar e não entender libras, sei que fazendo esse curso pode ajudar muito, pois são expressões faciais e corporais e muitas outras coisas que aprendemos que vão evoluir esse processo de comunicação entre nós. Ela não mora perto, mas quando ela vir, vou saber falar com ela”, diz.
A filha Beatriz confessa que fez a inscrição no curso motivada pela mãe e logo nas primeiras aulas despertou um grande interesse pelo assunto, já tendo feito até mesmo amizades com pessoas surdas após o início da capacitação.
“No dia a dia já me deparei com pessoas surdas que eu não sabia como me comunicar e fazia sinais simples. Com o curso, eu já vejo diferença, além de ter familiar com essa deficiência, conheci um jovem na locadora e consegui me comunicar com ele. Já viramos amigos”, relata a estudante.
O mediador do curso de libras, Atair Melo, explica que o curso é de fundamental importância para a população em geral, em razão da interação diária com pessoas surdas.
“Mesmo os surdos que nunca aprenderam Libras não têm dificuldade nenhuma, pois essa é a língua natural deles. É o que nasceram aprendendo, da mesma forma que nós aprendemos a falar, eles se comunicam naturalmente dessa forma. Todas as pessoas deveriam aprender a língua de sinais, pois é comum nos depararmos com pessoas surdas que necessitamos manter a comunicação”, falou o professor.
O curso de Libras teve duração de 250 horas.