sábado, 7 de fevereiro de 2015

Após batalha judicial no Brasil, menina é operada nos EUA.

A menina Júlia Marcheti Ferraz é levada para a sala de cirurgia no Saint Louis Children's Hospital, nos EUA, nesta sexta-feira (6). Operação foi bem-sucedida.

Eduardo Schiavoni - Do UOL, em Americana (SP)

      A menina Júlia Marcheti Ferraz é levada para a sala de cirurgia no Saint Louis Children's Hospital, nos EUA, nesta sexta-feira (6). Operação foi bem-sucedida


Após uma batalha judicial, a menina Júlia Marcheti Ferraz, 5, portadora de paralisia cerebral, foi operada na sexta-feira (6) nos Estados Unidos. A cirurgia foi um sucesso e a criança passa bem. A família entrou com uma ação e conseguiu que o SUS (Sistema Único de Saúde) custeasse o procedimento, que custou perto de R$ 150 mil. A cirurgia foi realizada no  Saint Louis Children's Hospital.

Diagnosticada com leucomalácia periventricular nível 3, um tipo de paralisia cerebral que causa rigidez muscular e compromete os movimentos dos membros, Júlia só conseguiria melhorar do problema com a cirurgia feita nos Estados Unidos. No Brasil, o procedimento só é realizado em casos mais severos da doença, a partir do grau 4. A expectativa, agora, é que, com a ajuda de fisioterapia, Júlia recupere boa parte dos movimentos.

"Já recebemos a mensagem que tudo correu bem e que a cirurgia foi um absoluto sucesso. A Júlia já foi para a  sala de recuperação, e nós estamos em estado de êxtase aqui", disse o pai de Júlia, Alexandre Ferraz, em entrevista ao UOL.  O hospital confirmou a informação.


Operação

Júlia entrou em cirurgia por volta das 18h40, horário de Brasília, e o procedimento acabou por perto da meia-noite. Apesar do bom resultado, ainda não há previsão para a alta de Júlia. "Os médicos estão avaliando, não há previsão. Mas torcemos para que a estada seja breve", disse o pai.

A reportagem do UOL falou com Ferraz por volta das 7h40 da manhã de hoje (3h40 no horário dos Estados Unidos). "Acabei de acordar para ajudar a trocar a sonda urinária da Ju. Mas está tudo maravilhosamente bem, nós agradecemos muito toda a corrente positiva que foi feita no Brasil para a nossa filha", disse o pai. "Esperamos, agora, que ela volte a andar em breve", disse.

O caso

A família de Júlia Marcheti Ferraz, que mora em Ribeirão Preto (313 km de São Paulo), ingressou com a ação desde o ano passado na Justiça Federal pedindo que o governo brasileiro bancasse o procedimento, feito exclusivamente nos Estados Unidos.
 
A Justiça concedeu o pedido, mas o governo recorreu, em dezembro, e o dinheiro chegou a ser congelado. Só em janeiro, depois de correr o risco de perder a vaga no hospital norte-americano, os recursos foram definitivamente liberados.



MPE investiga falta de acessibilidade em ônibus.

Conforme denúncias, frota necessita de reparos e cadeirantes sofrem para usar serviço.

DA REDAÇÃO

   Raquel enfrenta problemas ao embarcar com o filho
    Raquel enfrenta problemas ao embarcar com o filho  (Foto: Álvaro Rezende)

O Ministério Público Estadual (MPE) abriu procedimento para investigar a denúncia da falta de acessibilidade nos ônibus do transporte coletivo em Campo Grande, conforme matéria desta segunda-feira (11) no jornal Correio do Estado. Apesar da lei que determina a adaptação da frota para atender os cadeirantes, usuários reclamam que os aparelhos elevadores “vivem emperrando” impossibilitando, assim, o embarque dos passageiros. “Houve reclamação de que os ônibus coletivos necessitam de reparos, reformas, e que alguns elevadores teriam dado problemas com a pessoa caindo e se machucando”, afirma a promotora Jaceguara Dantas da Silva Passos, da 67ª Promotoria de Justiça dos Direitos Humanos.
Moradora no Jardim Aero Rancho, Raquel de Lima, 49 anos, sabe bem das dificuldades enfrentadas com a falta de acessibilidade. Diariamente, ela necessita do transporte público para levar às sessões de fisioterapia o filho Gabriel Vinícius, 15 anos, que sofre de paralisia cerebral. “Cansei de reclamar dos ônibus com elevadores quebrados por falta de manutenção. Os motoristas olham pra gente e dizem que nada podem fazer”, desabafa Raquel. Frente à situação, quando isso acontece, mãe e filho não encontram outra alternativa a não ser a de esperar pelo próximo coletivo, torcendo para que tenham a sorte do elevador funcionar. 

De acordo com a reportagem de Rafael Bueno, a promotora dos Direitos Humanos, Jaceguara Dantas, explica que agora com a denúncia formalizada sobre a falta de acessibilidade, será pedida uma vistoria nos ônibus. Caso encontrada alguma irregularidade no atendimento aos cadeirantes, a Promotoria irá propor um Termo de Ajuste de Conduta (TAC).

Mulher condenada por adotar 39 crianças deficientes.

por João Miguel Ribeiro

  

Nos últimos 40 anos, Kong Zhenian adotou um total de 39 crianças, todas com uma deficiência física ou mental. O problema é que esta caridade foi feita na China, onde as políticas de natalidade são rigorosas. A mulher foi condenada a entregar as propriedades e a ficar sem apoios sociais. 

Kong Zhenian, de 65 anos e que vive em Jiu Jiu, na provínca chinesa deShanxi, tem 39 filhos. Todos foram adotados e estimados como se fossem biológicos, mesmo com o ‘pormenor’ de que todos possuem pelo menos uma deficiência, física ou mental.

“Eu criei 39 crianças com problemas, mas a maioria, na verdade, apenas sofria com a negligência. Custou-me muito dinheiro, mas sempre nos arranjámos”, adiantou a mulher que, nos últimos 40 anos, tem cuidado dos filhos que não deu à luz.

Tudo começou no dia em que Kong Zhenian viu uma menina “abandonada ao lado de uma estrada”, recordou: “Senti tanta pena que tive de fazer algo”. Foi a primeira dos 39 filhos entretanto adotados.

O problema desta mulher é que tem sido uma santa na China, um dos países onde as leis da natalidade são mais rigorosas. O caso de Kong Zhenian chegou ao conhecimento das autoridades, que não tiveram a mesma piedade demonstrada por esta mãe.

A propriedade de 8000 metros quadrados foi confiscada pelo Estado e a mulher está proibida de receber qualquer apoio social. Tudo porque violou a lei que limita as adoções a três crianças por família: afinal, ela recolheu 39 órfãos…

“O mais velho tem agora 27 anos e tem uma vida independente, o mais novo tem apenas um mês. Seis foram para a universidade e outros dois entraram numa escola técnico-profissional”, contou a mulher.

“Tem sido muito duro”, em especial desde que perdeu a propriedade, mas Kong Zhenian não desiste de continuar a apoiar quem mais precisa. “Faço qualquer coisa e as pessoas também ajudam. Quando sabem da minha história mandam dinheiro, roupas e comida. Os meus filhos mais velhos também mandam sempre dinheiro”, explicou. 

“Ainda há muita alma boa neste mundo, por isso o presente não me preocupa”, assumiu Kong Zhenian: “O que me mete medo é o futuro, o que vai acontecer a estas crianças quando eu morrer…”

Mulher cega aos 11 anos de idade volta a enxergar após bater a cabeça em mesa.

Uma mulher que ficou cega aos 11 anos de idade teve sua visão restaurada após bater a cabeça em uma mesa de café. O “milagre” aconteceu 13 anos mais tarde.

Lisa Reid, de Auckland, na Nova Zelândia, ficou cega quando ainda era criança devido a um tumor que pressionava seu nervo ótico. Mas incrivelmente sua visão foi restaurada por completo quando ela, acidentalmente, bateu a cabeça em uma mesa de café.

Lisa inclinou-se para beijar seu cão guia e lhe dar boa noite no dia 15 de novembro de 2000, quando acabou batendo a cabeça.

Mulher que ficou cega aos 11 anos de idade voltou a enxergar após bater a cabeça acidentalmente em uma mesa de centro.

Na manhã seguinte, ela, que tinha 24 anos na época, acordou enxergando novamente.

“Ninguém sabe o que aconteceu,” disse ela, hoje com 38 anos.

Lisa, que possui uma filha chamada Maddison, revelou a história recentemente para aumentar a conscientização das pessoas sobre o problema. Ela pretende chamar a atenção para ajudar os pacientes na Fundação dos Cegos da Nova Zelândia.

Acordo em SP busca inclusão de pessoas com deficiência.

Compromisso entre empresas busca desenvolver mecanismos que reduzam a defasagem no cumprimento da Lei de Cotas.

  

Foi assinado nesta sexta-feira (5) um termo de compromisso para desenvolver ações que estimulem as empresas do setor a aumentar a contratação de pessoas com deficiência e reabilitados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A parceria foi selada entre a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE-SP), o Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação no Estado de São Paulo (SEAC), o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio, Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo (Siemaco-SP) e a Federação dos Trabalhadores em Serviços, Asseio e Conservação Ambiental do Estado de São Paulo (Femaco).

Pelo acordo, as empresas irão desenvolver ações integrativas que contarão com o apoio da SRTE-SP no intuito de criar mecanismos que reduzam a defasagem no cumprimento da Lei de Cotas.

“É um grande avanço, pois as empresas que alegam ter dificuldades para integrar pessoas com deficiência no setor terão o apoio necessário e um prazo determinado para que a Lei seja cumprida na totalidade”, disse o superintendente da SRTE-SP Luiz Antonio Medeiros.

Segundo o auditor fiscal e coordenador do Projeto de Inclusão da Pessoa com Deficiência, José Carlos do Carmo, as ações propostas no documento visam garantir que a Lei de Cotas seja cumprida de forma progressiva para que no prazo máximo de 24 meses possa atingir 100% de cumprimento da cota legal de contratação de pessoas com deficiência.

“Temos um foco nas pessoas de maior vulnerabilidade social, aqueles que estão socialmente mais excluídas”, disse José Carlos.

Para o presidente do Siemaco (SP), José Moacyr Pereira, o acordo assinado “auxilia na busca de alternativas inteligentes e criativas para que as empresas possam avançar no processo de inclusão”. Esta também é a opinião do presidente do Sindicato patronal.

“Muito importante esse acordo para as empresas que enfrentam dificuldades de recrutamento em função do grau de insalubridade e periculosidade do setor. Esse prazo de dois anos dá ao segmento um tempo para encontrar soluções e adaptar as instalações necessárias ao ingresso das pessoas com deficiência”, disse presidente do SEAC, Rui Monteiro Marques.

Representando a Femaco, o deputado federal Roberto Santiago destacou que “essa é uma solução concreta para de fato garantir a inserção da pessoa com deficiência no mercado de trabalho”.

O projeto prevê ainda que as empresas signatárias do Termo de Compromisso assumam responsabilidades que envolvem, além do cumprimento da Lei de Cotas, formação de mão-de-obra e capacitação profissional de pessoas com deficiência, o desenvolvimento de campanhas internas voltadas aos funcionários de combate à discriminação e a divulgação em rede das vagas disponíveis.

Fontes: 
Portal Brasil - Prefeitura de SP - www.fernandazago.com.br

Secretaria concede 69 Selos de Acessibilidade em 2014.

O Selo de Acessibilidade serve como uma corroboração do Certificado de Acessibilidade e e confere um padrão de qualidade maior.

A Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, por meio da Comissão Permanente de Acessibilidade – CPA concedeu 69 selos de acessibilidade em 2014, totalizando 284 desde 2011.

A concessão pode ser feita às edificações novas ou já existentes, públicas ou privadas, espaços, transportes coletivos, mobiliários e equipamentos urbanos que garantam total acessibilidade às pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.

O Selo de Acessibilidade é mais do que uma garantia de que um local foi devidamente vistoriado pela CPA. Ele serve como uma corroboração do Certificado de Acessibilidade (outorgado por Subprefeituras ou pelo Contru para concessão do alvará ou licença de funcionamento) e confere um padrão de qualidade maior.

Entre os locais que já receberam o selo, destaque para o Palácio de Convenções do Anhembi e o Museu do Futebol.

Justiça manda prefeitura cumprir lei da acessibilidade.

Lei existe há 15 anos e, segundo MP, não é cumprida da forma correta.


GABRIEL MAYMONE


  Pessoas portadoras de deficiência enfrentam dificuldades
  Pessoas portadoras de deficiência enfrentam dificuldades  (Foto: Arquivo / Correio do Estado)


A Justiça determinou que o Município de Campo Grande cumpra a Lei Municipal n. 3.670/99 que determina a acessibilidade de pessoas com deficiência em locais públicos e edifícios abertos ao público. A decisão é da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça.
A ação civil pública foi ajuizada pelo Ministério Público, que recebeu diversas denúncias sobre a inadequação dos prédios públicos quanto à lei de acessibilidade.
De acordo com o MP, mesmo depois de 15 anos da publicação da lei que garante acesso apropriado às pessoas com deficiência, o município não observa suas determinações, tampouco tem realizado a fiscalização dos estabelecimentos que deveriam respeitá-la. Segundo a própria lei, o prazo para a adaptação dos que a ela são sujeitos era de 30 meses após sua publicação, e até o momento apenas 62 edificações possuem termo de compromisso de adequação.
A sentença estabelece multa de R$ 38.260,00 por mês, caso haja descumprimento da medida. A prefeitura alegou que cumpria regularmente a lei de acessibilidade e argumentou que, inclusive, implementou diversas medidas nesse sentido.
Para o relator, desembargador Vilson Bertelli, diante de todas as provas trazidas pelo autor, ficou evidenciado que o Município era inerte quanto ao dever de fiscalizar. Segundo o desembargador, “apenas a implantação das medidas (elencadas pelo Município em sua contestação e razões de apelação), por si só, não é suficiente para demonstrar o atendimento da lei. A insuficiência dessas medidas se evidencia nas várias reclamações realizadas perante o parquet”.

Aplicativo criado por brasileiro para filha com paralisia é premiado na ONU.

Sigla de "liberdade em voz alta", o Livox é mais do que um fichário virtual de fotos.


Foto de Carlos, sua esposa e sua filha na premiação
Não bastava para Carlos Pereira, 36, ter convencido investidores estrangeiros a criar em Recife, há quatro anos, uma sofisticada clínica de reabilitação, ideal para a filha Clara, 6, com paralisia cerebral. O pai queria poder falar com ela.


Mas comunicar-se era penoso. Se Clara queria um iogurte, o pai precisava tirar foto do alimento e distribuí-lo em fichas para que ela as apontasse, já que a menina não consegue falar.

O pai negou-se a limitar a filha a uma vida de apontar coisas. Analista de sistemas, deu voz a Clara há três anos, ao criar o Livox, um aplicativo para tablet. O app ganhou na última terça (3), em Abu Dhabi, o reconhecimento da ONU, com o prêmio de melhor aplicativo de inclusão social do mundo.

Sigla de "liberdade em voz alta", o Livox é mais do que um fichário virtual de fotos. Para quem não tem firmeza nas mãos, caso de Clara, teclar "errado" seria corriqueiro e inviabilizaria o app.

Carlos desenvolveu, então, um algoritmo inteligente. Quando a pessoa com deficiência toca na tela, o algoritmo calcula quantos dedos estão teclando, por quanto tempo, se eles se arrastam ou não, e corrige este toque, de forma a "ler" o comando.

'Princesa que não fala'

O app traz seções como "eu estou com...", seguido de respostas "fome", "sono".

Pela voz feminina do Livox, Clara, hoje com seis anos, faz mais do que pedir um iogurte. Alfabetizou-se e escreveu pelo app um texto do livro de sua formatura da pré-escola.

Pelo Livox, Carlos soube qual era a princesa preferida da menina, a sereia Ariel.

"E por que, filha?", perguntou. E ela respondeu, via app: "É que a Ariel também não fala". Na história, a sereia perde momentaneamente a voz.

"Quando a levei na Disney, ela arregalou os olhos feliz ao lado da atriz vestida de Ariel, e me disse pelo Livox que realizei um sonho dela. Eu nunca saberia disso sem o app."

A invenção extrapolou Recife. Hoje já são 10 mil usuários. Carlos deu palestras por todo país e propagou a "cria" em viagens para EUA, Inglaterra e Portugal.

Agora, Carlos quer desenvolver um projeto para que a filha, cadeirante, possa andar. "É segredo, ainda, mas é uma ideia fabulosa."

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Devotes - Pessoas que sentem atração por pessoas com deficiência.

Devoteísmo é um assunto complexo e controverso, no entanto, o debate é necessário. É um tema pouco discutido e pesquisado, talvez por tratar-se de um assunto em que uma discussão poderia cair em uma areia movediça, pois é um tema cheio de incertezas.

Por Veras Garcia do Blog Deficiente Ciente

  




Acredito que muitas pessoas nunca ouviram falar desse termo.


Devotee ou devoto, segundo dicionário americano, significa aquele ardentemente devotado a algo ou a um defensor entusiasta. No dicionário brasileiro significa aquele que denota devoção ou um admirador. Dessa forma, penso que no campo da deficiência significa indivíduo ardentemente devotado ou defensor de pessoas com deficiência. Partindo dessa premissa, enquanto pessoa com deficiência, entendo que meus pais, irmãos, familiares e amigos são devotees. Se essas pessoas devotam um amor tão grande por mim e são defensores desse segmento da sociedade, logo são devotees.

Assim como devotees sentem amor paternal, maternal ou fraternal pela pessoa com deficiência, certamente eles também sentirão atração física ou paixão por essas mesmas pessoas. Então, entendo que meus ex-namorados sem deficiência são devotees. A partir dessa linha de pensamento, concluo que felizmente há milhares de devotees no mundo, que há milhares de pessoas que sentem prazer em se relacionar ou conviver com as diferenças individuais, que há diversas pessoas que apreciam a diversidade humana e as singularidades de cada corpo.

Ao meu ver, devotees sentem atração e desejo como qualquer outra pessoa sente por alguém que esteja fora do padrão de beleza idealizado pela sociedade ou até mesmo por uma questão de dizer não ao conservadorismo. Assim como há homens ou mulheres que sentem atração por pessoas muito altas ou muito baixas, muito gordas ou muito magras ou sentem atração pela pessoa do mesmo sexo, há os devotees que sentem atração por pessoas com deficiência. Acredito que cada pessoa é livre para fazer sua escolha.

Como há devotees interessados na pessoa com deficiência, com a intenção de um relacionamento efêmero ou duradouro, há também devotees interessados somente em satisfazer seus prazeres, seus fetiches, suas obsessões... Esses indivíduos estão interessados mais na deficiência do que na pessoa, certamente são casos patológicos e precisam ser tratados. Nesse caso a própria pessoa com deficiência deve ser cautelosa, a fim de evitar o envolvimento com essa pessoa. Se a pessoa com deficiência gosta de si mesma e se valoriza, certamente ela avaliará cuidadosamente a pessoa com quem pretende se envolver. Isso é muito importante. Quero ressaltar que assim como há devotees obsessivos e compulsivos, há também homens ou mulheres que não são devotees e têm a mesma doença.

Como disse no início do texto, há pouquíssima pesquisa sobre esse tema no Brasil. Entre os que conheço há o estudo da jornalista Lia Crespo. Seria muito interessante se houvesse mais pesquisadores interessados nesse assunto tão pertinente.

Para finalizar, no meu entendimento, não podemos afirmar que todo devotee que sente atração física por uma pessoa com deficiência é um predador, insensível e perverso. Como também acredito que a palavra “devotee” não pode ser rotulada como algo pernicioso. Tudo deve ser devidamente ponderado. Como tudo na vida, precisamos separar o joio do trigo.

E você, caro leitor, o que pensa a respeito disso tudo?

Promotora quer inclusão imediata de criança com Down.

Menor portadora da síndrome teve a matrícula recusada por diretora de escola em Paranatinga.

LUCAS RODRIGUES DA REDAÇÃO


Divulgação

Fachada da Escola Osvaldo Cândido Pereira, que recusou matrícula de criança com Down


O Ministério Público Estadual (MPE), por meio da promotora Solange Linhares Barbosa, requereu a inclusão imediata de uma criança portadora de Síndrome de Down, na Escola Osvaldo Cândido Pereira, em Paranatinga (373 km ao Norte de Cuiabá).

A menor teve a matrícula recusada pela diretora da instituição de ensino, que alegou não haver estrutura para fornecer a educação diferenciada que ela necessitaria.

A recomendação da promotora de Justiça foi endereçada ao secretário de Educação do município, Hildo João Malacarme, à diretora da escola e ao prefeito Vilson Pires.

"As escolas devem reconhecer e responder às diversas necessidades de seus alunos, acomodando formas e linguagens diferentes de aprendizagem, assegurando uma educação de qualidade a todos, inclusive aos portadores de deficiência, através de modificações organizacionais, estratégias de ensino, uso de recursos e parcerias com a comunidade"

O fato foi denunciado ao MPE pela mãe da menor, E.A.D.A, no dia 20 de janeiro passado.

Conforme a promotora, o artigo 208 da Constituição Federal estabelece que o Estado tem o dever de promover “atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino”.

Solange Linhares destacou que esse mesmo artigo também prevê a responsabilização dos gestores que não oferecerem o serviço ou o ofertarem de maneira irregular.

Ela ainda citou a Lei de Diretrizes e Bases para a Educação Nacional (Lei 9394/96), que garante aos portadores de deficiência o atendimento especializado e gratuito nas instituições de ensino.

“As escolas devem reconhecer e responder às diversas necessidades de seus alunos, acomodando formas e linguagens diferentes de aprendizagem, assegurando uma educação de qualidade a todos, inclusive aos portadores de deficiência, através de modificações organizacionais, estratégias de ensino, uso de recursos e parcerias com a comunidade”, diz trecho da recomendação.

Após o recebimento da notificação, o prefeito, o secretário de Educação e a diretora da escola terão 10 dias para responder se acataram ou não o requerimento, sob pena de serem acionados na Justiça.

“Promovam a imediata inclusão da aluna portadora de síndrome de Down M.E.A.A na série respectiva do ensino regular, munindo a unidade de ensino de toda a estrutura material e humana que for necessária ao fornecimento adequado do ensino regular à criança em questão”, diz outro trecho da recomendação.

A síndrome

Segundo artigo do médico Dráuzio Varela, a Síndrome de Down, ou trissomia do cromossomo 21, é uma alteração genética causada por um erro na divisão celular durante a divisão embrionária. Os portadores da síndrome, em vez de dois cromossomos no par 21, possuem três. Não se sabe por que isso acontece.

Essa alteração gera as características de olhos oblíquos semelhantes aos dos orientais, rosto arredondado, mãos menores com dedos mais curtos, prega palmar única e orelhas pequenas.

Os portadores da síndrome também possuem dificuldades motoras, atraso na articulação da fala, comprometimento intelectual e, consequentemente, aprendizagem mais lenta.

Crianças com síndrome de Dowm precisam ser estimuladas desde o nascimento, para que sejam capazes de vencer as limitações que essa doença genética lhes impõe.

Como têm necessidades específicas de saúde e aprendizagem, exigem assistência profissional multidisciplinar e atenção permanente dos pais. O objetivo deve ser sempre habilitá-las para o convívio e a participação social.

O preconceito e a discriminação são os piores inimigos dos portadores da síndrome. O fato de apresentarem características físicas típicas e algum comprometimento intelectual não significa que tenham menos direitos e necessidades.

Cada vez mais, pais, profissionais da saúde e educadores têm lutado contra todas as restrições impostas a essas crianças.

Garoto de 13 anos que inventou impressora braile vai doar exemplar para o Brasil.

Shubham é o inventor da Braigo, uma impressora braile de baixo custo feita com um microcomputador e Lego.

                        Foto da impressora à esquerda e de Shubham à direita

Shubham Banerjee, de 13 anos, chegou a Campus PartySite externo. - o principal evento de tecnologia e internet anual do Brasil - parecendo com qualquer outro menino de sua idade, vestindo calça jeans, tênis e camiseta. A diferença é que além dos traços que revelam suas raízes indianas, estampava na camiseta não algum personagem de videogame ou seu super-herói favorito, mas o nome da própria empresa.
Shubham é o inventor da Braigo, uma impressora braile de baixo custo feita com um microcomputador e Lego, brinquedo com peças pequenas que se encaixam (o nome Braigo é a união das palavras braile e Lego). O garoto belga, com pais indianos e residente de Santa Clara, na Califórnia, é o mais jovem empreendedor a receber investimento no Vale do Silício. Ele recebeu um aporte de valor não revelado da Intel Capital, fundo de venture capital da empresa para criar sua própria startup, a Braigo LabsSite externo.. Foi a primeira vez que o fundo investiu em uma ideia e não em um negócio já em funcionamento, apostando no potencial da invenção do garoto, que deve reduzir o custo de ter uma impressora do tipo de US$ 2 mil para US$ 500, aproximadamente R$ 1.300.
Com olhar tímido e cabeça baixa, Shurbham parecia nervoso e admirado com o próprio sucesso em sua primeira viagem internacional para promover seu negócio. Ao falar da empresa,  mostrou a desenvoltura de um empreendedor experiente: a voz ganhou potência e o olhar mirava fundo nos olhos do interlocutor. Em uma pausa entre uma pergunta e outra, contou discretamente o número de jornalistas presente em sua coletiva de imprensa, uma soma cujo resultado disparou um contido olhar de surpresa.
O primeiro protótipo da impressora de Shurbham foi apresentado no evento e as 20 unidades iniciais devem ficar prontas em julho. Essas impressoras serão doadas para instituições de apoio a pessoas com deficiência visual. Entre elas está a Fundação Dorina NowillSite externo., que Shurbham visitou na manhã de hoje. “Eles têm uma impressora grande e barulhenta lá. Espero ajudá-los com minha impressora”, disse.
Será a partir do feedback dessas instituições que ele fará os últimos acertos para colocar a impressora à venda no mercado, algo que está previsto para este ano. Shurbhan revelou na Campus Party uma novidade: a máquina será lançada junto com um software gratuito que permitirá converter textos inteiros no formato PDF para impressão em braile em apenas 30 segundos.
No palco principal da Campus Party, Shubham contou sua história. Após acompanhar a trajetória de um amigo da família com deficiëncia visual que cursava pós-graduação, questionou os pais como pessoas cegas leem. Eles sugeriram que ele procurasse a resposta no Google. Na pesquisa, ele descobriu que há pelo menos 35 milhões de pessoas com problemas de visão no mundo e que a maioria (90%) vive em países pobres.
Quando pesquisou o preço de uma impressora que imprime em braile, ficou chocado com o que viu: o modelo mais simples custa em torno de US$ 2 mil. Foi o incentivo para ele decidir criar uma impressora com custo menor.
Shubham usou um kit Lego Mindstorm, um tipo especial do brinquedo equipado com um miniprocessador para permitir a construção de um robô, que custa US$ 350, motores elétricos e sensores. “Eu amo Lego desde que eu tinha 2 anos de idade”, diz. “Meu objetivo era construir o hardware da impressora e deixar o design aberto para outras pessoas criarem.”
A repercussão da invenção do garoto, porém, foi tão grande que chamou a atenção de investidores e levou o garoto a expor sua impressora em um evento na Casa Branca, em Washington, com a presença do presidente Barack Obama.
O feedback positivo estimulou o garoto a trabalhar no que chama a versão 2.0 da impressora, um modelo dessa vez sem o Lego, que pudesse ser fabricado em larga escala para venda. Conseguiu manter o baixo custo do produto com um microcomputador Intel Edison, o que acabou chamando a atenção da empresa para financiar a empreitada. Antes disso, porém, Shubham recebeu um “paitrocínio”, como faz questão de dizer em um português embolado.
“Foi tudo criado com 100 linhas de código apenas. Você consegue acreditar nisso?”, me perguntou o pai do garoto, Neil Banerjee, que é engenheiro da Intel, mas garante não ter nada a ver com o apoio da empresa ao filho. “Da primeira vez que vi a impressora achei que era um projeto de escola. Só percebi a importância quando ele começou a receber muitos feedbacks positivos de deficientes visuais”, conta.
Hoje, a Braigo Labs tem dez funcionários. Quem assumiu a diretoria executiva foi a mãe do garoto, já que aos 13 anos e cursando a sétima série, Shubham não pode ser o responsável legal pelo negócio. “Não posso ser CEO porque ainda não tenho 18 anos”, lamenta.
Apesar de não ter criado a impressora com intuito de abrir um negócio, Shurbham parece ter adquirido gosto pelo empreendedorismo. Questionado sobre seus passos futuros, diz que depois de resolver o problema de pessoas cegas, quer trabalhar na criação de soluções para outros tipos de deficiência.

PROJETO GURI EM NOVA ODESSA

                     CARTA-CONVITE - PROJETO GURI


                                       

Recebemos via e-mail esta carta, e estendemos o convite aos jovens de 08 a 18 anos (incompletos) que gostem e estejam interessados a participarem deste projeto,  TOTALMENTE GRATUITO, entrem em contato, mais informações abaixo.
                             

À Associação dos Portadores de Necessidades Especiais


Matrículas 2015


Com mais de 40 mil atendimentos realizados ao ano em todo o Estado de São Paulo, o Projeto Guri é considerado o maior programa sociocultural brasileiro. Desde 1995, oferece continuamente e gratuitamente, nos períodos de contra turno escolar, cursos de iniciação e teoria musical, coral e instrumentos (cordas, madeiras, sopros e percussão). É a principal ação coordenada pela Associação Amigos do Guri, cuja missão é promover, com excelência, a educação musical e a prática coletiva de música, tendo em vista o desenvolvimento humano de gerações em formação.


Para inserção no Projeto Guri o aluno necessita ter de 8 a 18 anos(incompletos) de idade e estar regularmente matriculado no ensino regular. O acesso ao projeto Guri é gratuito, universal e as vagas disponíveis são preenchidas por ordem de chegada. No caso de não haver mais vagas, realizamos uma lista de interessados por vagas. Não é necessário ter instrumento próprio, ofertamos 1 para cada aluno nos dias de aulas.


No município de Nova Odessa, o Projeto Guri desenvolve suas atividades musicais desde 2011, atualmente estando localizado à Av João Bento, 335 – Jardim Rita II, telefone 19- 3466-7832, com horário de funcionamento de 2ª e 4ª feira das 13:30 às 17:30, falar com a Coordenadora Taynã. Neste Polo, oferecemos os cursos de Iniciação Musical, Canto Coral, Violoncelo, Contrabaixo, Violino e Viola.



Com o intuito de ampliarmos o acesso da população aos serviços prestados pelo Projeto Guri, solicitamos o vosso auxílio para divulgarmos a quem possa interessar, o período de matricula do segundo semestre que será de 02/02/2015 à 07/03/2015 das 13:30 às 17:30. Não realizamos matrículas fora do período mencionado.


Desde já agradecemos a sua atenção e nos colocamos a disposição para maiores informações. Atenciosamente,



Eliza Langame Coordenadora Regional de Jundiaí

Apnen de Nova Odessa - www.apnennovaodessa.com

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Como funciona a isenção de impostos para condutores habilitados?

Muitas vezes a própria concessionária oferece o serviço para isenção de impostos sobre veículos novos para pessoas com deficiência. Eu mesma utilizei várias vezes esse tipo de serviço.  Caso prefira providenciar toda a documentação, veja abaixo como funciona. Mas antes de dar início a leitura veja quem tem direito às isenções de impostos: http://migre.me/osio9


Agora vamos para as etapas:
1ª ETAPA
CARTEIRA NACIONAL DE HABILITAÇÃO: A pessoa com deficiência física deve se dirigir a uma auto-escola especializada. Se já possuir uma habilitação comum, deve-se renová-la junto ao DETRAN de sua cidade para que conste a observação de carro adaptado ou automático. (Veja como obter sua carteira de habilitação especial)
2ª ETAPA
LAUDO MÉDICO PARA CONDUTOR: A pessoa com deficiência física deve obter este documento no DETRAN. Nele o médico irá atestar o tipo de deficiência física e a incapacidade física para conduzir veículos comuns. Neste documento estarão indicados o tipo de carro, características e adaptações necessárias.
3ª ETAPA
ISENÇÃO DE IPI E IOF: É necessário apresentar os seguintes documentos na Delegacia Regional da Receita Federal mais próxima de sua residência:
a) Preencher requerimentos de pedido de isenção de IPI fornecidos pela Receita Federal;
b) Laudo médico e carteira de habilitação, (duas) cópias autenticadas pelo DETRAN. Obs.: o laudo médico para fins de requerimento de isenção de IPI/IOF pode ser tanto o laudo emitido pelo DETRAN quanto o laudo cujo modelo consta no site da Receita Federal, devidamente preenchido de acordo com as instruções ali constantes;
c) Duas cópias autenticadas por cartório dos seguintes documentos: CPF, RG e comprovante de endereço preferencialmente em nome do beneficiário que demonstre consumo (luz, água ou telefone fixo);
d) Uma cópia simples das duas últimas declarações de imposto de renda (ano vigente e ano anterior). Obs.: Se não for declarante, apresentar cópia da declaração de Isento (também chamado recadastramento de CPF) ou, se for dependente, levar declaração do responsável legal;
e) Documento que prove regularidade de contribuição a previdência (INSS). Ex: Holerite (destacar campo que informe o valor recolhido para o INSS), Extrato Semestral de Aposentadoria (caso esteja aposentado) ou no caso de (Autônomo, empresário e profissional liberal) declaração do INSS que demonstre recolhimento mensal chamada de DRSCI obtido pela internet no site www.dataprev.gov.br ou direto em uma agência da Previdência Social. Obs.: Caso não se enquadre em nenhuma das situações acima, preencher declaração sob as penas da lei de não contribuinte do INSS. Dica: para conseguir os requerimentos de IPI, acessar internet a página da Receita Federal (instrução normativa 607)
4ª ETAPA
ISENÇÃO DE ICMS : É necessário apresentar os seguintes documentos no posto fiscal da Secretaria da Fazenda da área de sua residência:
a) Kit de requerimento de isenção de ICMS assinado com firma reconhecida, conseguido no posto fiscal da Secretaria da Fazenda estadual. Obs.: o modelo deste requerimento varia a depender do Estado;
b) Uma via do laudo médico emitido pelo DETRAN original e carteira de habilitação autenticada pelo DETRAN;
c) Uma cópia autenticada por cartório dos seguintes documentos: CPF, RG e comprovante de endereço preferencialmente em nome do beneficiário que demonstre consumo (luz, água ou telefone fixo);
d) Carta do vendedor, que será emitida pela montadora que fabrica o carro escolhido. Este documento é fornecido pela concessionária onde será efetuada a compra;
e) Cópia simples da última declaração de Imposto de Renda (ano vigente);
f) Comprovantes de capacidade econômica financeira: Exemplo: Holerite, extrato de poupança, aplicação ou documento do atual veículo que será vendido e usado como parte de pagamento.
5ª ETAPA
ISENÇÃO DE IPVA : Esta isenção só será encaminhada quando veículo zero ou usado estiver devidamente documentado em nome da pessoa com deficiência física. É necessário encaminhar os seguintes documentos no posto fiscal da Secretaria da Fazenda da área de sua residência:
a) Preencher Kit de requerimento em três vias de isenção de IPVA;
b) Laudo médico (uma cópia autenticada ou via original, caso o Detran de seu estado emita vias destinadas a cada finalidade);
c) Uma cópia autenticada do RG, CPF, comprovante de residência (água, luz ou telefone fixo), carteira de motorista, certificado de propriedade e licenciamento do veículo frente e verso, obrigatoriamente em nome do deficiente;
d) Uma cópia da nota fiscal da compra do carro, somente para veículo 0 km;
e) Cópia autenticada da nota fiscal do serviço de adaptação do seu veículo (caso seja necessária alguma adaptação veicular feita por empresa credenciada ao Detran);
f) Declaração que irá possuir apenas um veículo com a isenção de IPVA. Obs.: No caso de possuir mais de um veículo em seu nome, só será aceita a isenção de apenas um veículo, ficando o demais sujeito ao pagamento normal do tributo.
IMPOSTOS
IPI – Imposto Sobre Produtos Industrializados
IOF – Imposto Sobre Operações Financeiras
ICMS – Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços
IPVA – Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores
Fonte Receita Federal