sábado, 14 de fevereiro de 2015

Falta de respeito a pessoas com deficiência visual.

por Carlos Raugust

Ontem estive no Ginásio do Ibirapuera assistindo o Brasilopen- 2015 um campeonato de Tênis, onde se reúnem grandes atletas e personalidades deste esporte.

Um evento sensacional, mais uma falha grande me chamou a atenção. Os gradis de proteção e as barracas da praça de alimentação. Estão montadas em cima do piso tátil.

Procurei pessoas responsáveis pela organização do evento para conversar sobre o assunto, mais sem sucesso.

Lamentavelmente os direitos de ir e vir das pessoas com deficiência visual está sendo desrespeitados.


Rota acessível: trajeto contínuo, desobstruído e sinalizado, que conecta os ambientes externos ou internos de espaços e edificações, e que possa ser utilizado de forma autônoma e seguro por todas as pessoas, inclusive aquelas com deficiência. A rota acessível externa pode incorporar estacionamentos, caçadas rebaixadas, faixas de travessia de pedestres, rampas, etc. 

O Regulamento das Leis nºs 10.048/2000 e 10.098/2000, aprovado pelo Decreto nº. 5.296/2004 - Art. 26.

Veja as fotos abaixo.







































Blog: Apnen/Nova Odessa


Marceneiro cego conta como faz para usar serra elétrica e preservar dedos.

Clay Gurganus é carpinteiro. Mas o que mais surpreende nisso é que ele é cego.

BBC





Gurganus chefia um departamento ligado a finanças de uma universidade médica veterinária.

Click AQUI para ver o vídeo:

Mas ele tem um negócio paralelo chamado "Marcenaria do Cara Cego".

Trinta anos atrás, Clay perdeu a visão devido ao diabetes. Um cão-guia o ajuda a circular pelo mundo, mas não na marcenaria.

Nos últimos três anos, ele mobiliou sua casa, criou obras de arte em madeira e intrincados tabuleiros de xadrez.


Tetraplégico, campeão do Once Caldas teve sonho interrompido.

Luis Fernando Montoya, treinador que venceu a Libertadores pelo time colombiano em 2004, perdeu no mesmo ano os movimentos do pescoço para baixo após levar dois tiros na coluna.


Leandro Miranda Direto de Manizales (Colômbia)
  Foto: Oswaldo Hernández / Divulgação
  

Imagine chegar ao ápice de sua carreira com apenas quatro anos de trabalho. Ser reconhecido em todo o seu país como uma das principais figuras de sua área de atuação. Concorrer à glória máxima de sua profissão. E dias depois, ver tudo isso desabar por uma tragédia que mudaria para sempre a sua vida. Esse é o resumo da história de Luis Fernando Montoya, técnico que comandou o surpreendente Once Caldas no título da Libertadores de 2004, superando Santos, São Paulo e Boca Juniors, e, dias depois de disputar o Mundial Interclubes, ficou tetraplégico após levar dois tiros. 

Foi em 22 de dezembro de 2004 que a vida de Montoya mudou. Ao tentar defender a mulher de um assalto em sua casa em Caldas, na Colômbia, foi alvejado com dois disparos na coluna vertebral. O diagnóstico: quadriplegia incurável. A princípio, a própria sobrevivência era improvável, segundo os médicos. Quando ficou fora de perigo de morte, ele ouviu que teria que passar o resto de seus dias dependente de um ventilador mecânico e de um marca-passo para viver, e dificilmente conseguiria falar. Hoje, aos 57 anos, Luis Fernando vive, fala, não depende de aparelhos e consegue leves movimentos com mãos e pés.

    Foto: Toru Yamanaka / AFP
   Luis Fernando conversa com jornalistas japoneses durante o Mundial Interclubes 2004, dias antes de ser baleado

"Temos que aceitar e considerar que o passado já passou", diz Montoya, que ainda vive na mesma casa de campo, em entrevista ao Terra, por telefone. "Aceitar que agora a vida é totalmente diferente para mim e levá-la bem. Tenho que pensar em minha recuperação. Temos que lutar até o final, com sentimento."

A determinação para superar sua deficiência fez com que o homem apelidado de "Profe" –abreviação de "professor", pelo conhecimento e paixão pelo futebol – ganhasse outra alcunha, hoje até mais relacionada com ele: "El Campeón de la Vida". A melhora contínua e a incapacidade de desistir de Montoya se tornaram inspiração para todas as pessoas que vivem em condições semelhantes na Colômbia. Mas ele minimiza o fato de ser um exemplo a ser seguido.

"Eu sempre considero que tanto os futebolistas quando os diretores dos clubes, e todo o pessoal que tem a ver com futebol, têm que dar um bom exemplo ao público. Têm que sempre fazer o melhor. Porque é todo um país, é todo o futuro de um país que estão representando", afirma o ex-treinador, que não se vê como uma daquelas figuras "super-heroicas" que comumente são criadas no esporte. Hoje, ele encara seu "acidente", como costuma se referir ao fato que mudou sua vida, apenas como mais um episódio. Algo que poderia ter acontecido com qualquer um.  


   Foto: Gerardo Gómez / AFP
 Montoya ganhou o apelido de "Campeão da Vida" por sua luta incessante pela recuperação

Mas é nítido que Luis Fernando se sente bem mais à vontade quando o assunto é sua grande paixão: futebol. Ainda que nos últimos tempos tenha se afastado um pouco do meio – mesmo após a tragédia de 2004, ele chegou a contribuir com análises e artigos para publicações esportivas da Colômbia –, o ex-técnico fala com desenvoltura sobre o jogo, e deixa claro que suas limitações são apenas físicas. Mentalmente, ele é o mesmo "Profe" de sempre.

A atual geração do futebol colombiano? "São jogadores muito bons, mas o mais importante é que possuem o conceito de responsabilidade e compromisso de defender as cores do país". Acha que o futebol sul-americano está atrás do europeu? "Não podemos nos comparar. Somo sul-americanos, nosso futebol é talento, alegria, criatividade, algo que encanta a torcida. Os europeus são mais rápidos e pulsantes, mas contratam os talentos sul-americanos para que deem alegria ao jogo".

Sobre o futebol brasileiro, Montoya é só elogios. Ele tem lembranças boas das vitórias sobre Santos e São Paulo naquela Libertadores de 2004, e não consegue definir qual adversário foi mais difícil na campanha. "O Santos era um time bem talentoso, com craques como Robinho, Diego... e o São Paulo com um grande técnico como Cuca, muito bem dirigido, e com jogadores do nível de Luís Fabiano e Rogério Ceni. Para mim seria impossível escolher um. Mas os dois times me trataram muito bem, e me apaixonei pelo Brasil", recorda.

    Foto: Oswaldo Hernández / Divulgação
   Montoya ainda vive na mesma casa onde ocorreu a tentativa de assalto que o paralisou do pescoço para baixo

Apesar de lidar bem com sua condição atual, Montoya não nega que seus sonhos no futebol foram interrompidos bruscamente. Em 2004, o então treinador tinha apenas quatro anos de carreira – começou em 2001, no Atlético Nacional, e estava desde 2003 no Once Caldas, tendo sido já na segunda temporada campeão colombiano e da Libertadores. Sem ter sido jogador profissional, ele trilhava um caminho que poderia ter culminado em dirigir sua seleção em uma Copa do Mundo.

"Sempre sonhei primeiro em ganhar a Copa Libertadores. Depois disso, pensava em ir para a Europa ou algum país da América do Sul, como Argentina ou Brasil, que me chamavam muito a atenção. Queria aprender mais, atualizar meus conceitos, valorizar tudo que fiz, para então ter as condições de assumir mais tarde uma seleção colombiana. Era um plano que tinha", admite.

Sua última partida como técnico, porém, foi a derrota nos pênaltis para o Porto na final do Mundial de 2004, e hoje suas motivações são outras. A última conquista de Luis Fernando foi voltar a dirigir, sozinho, em um carro especialmente adaptado. Para um homem que já ergueu o cobiçado troféu da principal competição sul-americana, o que o move atualmente são esses pequenos avanços – além dos detalhes da vida que podem passar despercebidos para quem não tem a visão de mundo que hoje tem Montoya.

"(O que me faz viver) é a motivação dar o exemplo ao meu filho, pode dialogar, falar com ele. É poder escutar a minha esposa. Graças a Deus estou vivo, e isso é o mais importante".

Jovem com paralisia cerebral escreve livro com o pé.

garota com paralisia escreve com pé esquerdo.
Garota com paralisia escreve com pé esquerdo.
Hu Huiyuan, uma garota de 22 anos da província de AnHui, na China, foi diagnosticada com paralisia cerebral quando tinha poucos meses de idade, de acordo com reportagem da CNR, e só é capaz de mexer a cabeça e os pés. Mas isso não tirou sua força de vontade de viver.
Não podendo ir para a escola e incapacitada de ter todos os movimentos, ela aprendeu a ler e escrever sozinha e a fazer tarefas com o pé. Aliando tal habilidade com determinação, e não se restringindo pela condição, Huiyuan começou a escrever um livro que já tem 6 capítulos e mais de 60 mil palavras digitadas.
garota com paralisia escreve com pé esquerdo
“Eu não sou genial nem um gênio, mas sou bastante focada. Quando se tem uma inabilidade do tipo, você aprende a ser paciente. Quando assistia televisão na minha infância, aprendia palavras novas com as legendas”, contou à estação de TV local, segundo a Fox News.
Para digitar, ela coloca um cinto preso à cadeira de rodas e à mesa do computador e tecla por volta de 20 a 30 palavras por minuto.
Hu disse que se sentiu inspirada a escrever depois de ouvir as músicas do cantor chinês Huo Zun, uma vez que as músicas despertaram sua imaginação e a beleza da juventude. O livro é escrito como um conto de fadas e fala sobre amor e sobre perseguir seus sonhos.
garota com paralisia escreve com pé esquerdo
Ainda faltam dois capítulos para Hu Huiyuan terminar o livro, mas as outras partes – disponibilizadas online e em chinês – foram bem recebidas pela crítica.
Fontes: http://www.oultimoblog.com.br - www.deficienteciente.com.br

OIT destaca ausência de pessoas com deficiência no mercado de trabalho brasileiro.

Organização Internacional do Trabalho confirma necessidade de políticas e ações inclusivas no Brasil. Estudo constata que, em 2012, um terço dos municípios brasileiros não tinham nenhuma pessoa com deficiência no mercado formal. “A ínfima participação de PCD na estrutura do emprego formal é um traço estrutural do mercado de trabalho brasileiro”, diz OIT.
LUIZ ALEXANDRE SOUZA VENTURA

   Imagem: Reprodução
  Imagem: Reprodução

“Considerando o grande desafio de incluir pessoas com deficiência no mercado formal de trabalho, 31,5% dos municípios brasileiros não tinham nenhuma pessoa com deficiência no mercado formal de trabalho, segundo dados do Ministério do Trabalho de 2012. Em 72% deles a administração pública respondia por mais da metade do emprego formal. Isso quer dizer que, na condição de principais empregadoras do mercado formal nestes municípios, as prefeituras poderiam empreender políticas e ações inclusivas de pessoas com deficiência nos seus quadros funcionais”.
A avaliação divulgada pela OIT (Organização Internacional do Trabalho)tem base no Sistema de Indicadores Municipais de Trabalho Decente, elaborado a partir de informações do Censo 2010 do IBGE. “Trata-se de uma informação bastante inquietante, mesmo levando-se em conta que em alguns municípios não seja obrigatório o cumprimento da cota para PCD”, ressalta o relatório (acesse aqui).
O estudo afirma ainda que “a ínfima participação de PCD na estrutura do emprego formal é um traço estrutural do mercado de trabalho brasileiro, já que na média nacional, no ano de 2012, os vínculos empregatícios ocupados por PCD representavam apenas 0,7% do total”.
Para a OIT, os resultados obtidos confirmam a existência de pessoas com deficiência disponíveis no mercado de trabalho, informação que contraria o argumento apresentado constantemente por empresas e instituições que evitam a contratação de trabalhadores com deficiência. “A Taxa de Desocupação da população com deficiência severa situava-se em 8,7% – o correspondente a 19,5 mil pessoas à procura por trabalho”.
Na avaliação da Organização Internacional do Trabalho, “o estudo desmistifica as teses de que a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC) desestimula a inserção laboral”, ou seja, recusa a afirmação de que pessoas com deficiência que recebem ajuda financeira do governo federal não têm interesse em um emprego formal.
Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução
Outros resultados - No que diz respeito a trabalho decente no Brasil, o estudo da OIT apresenta avaliações sobre outros setores.
Informalidade - Uma das principais revelações do novo Sistema de Indicadores Municipais de Trabalho Decente é que um esforço concentrado em 24 municípios poderia reduzir significativamente o número de trabalhadores e trabalhadoras em situação de informalidade no Brasil. De acordo com os dados, um grupo de apenas 24 municípios com mais de 100 mil trabalhadores e trabalhadoras em situação de informalidade – composto por diversas capitais e grandes centros urbanos – abrigava 6,8 milhões de pessoas ocupadas em trabalhos informais, o correspondente a 20,5% do total nacional (33,2 milhões). É importante destacar ainda que, apesar de terem níveis de formalização maiores, as capitais abrigam um de cada cinco trabalhadores e trabalhadoras informais. Além disso, foi constatado que metade dos municípios com taxa de informalidade acima de 50% eram da região Nordeste.
Também se observou que, ao final de 2013, todos os municípios brasileiros contavam com trabalhadores e trabalhadoras formalizados na condição de Microempreendedor Individual (MEI). Nesta data, um significativo contingente de 3,66 milhões de trabalhadoras e trabalhadores já estava formalizado por intermédio da figura do MEI, o que contribuiu expressivamente para a redução da informalidade laboral. Com efeito, a título apenas de aproximação, este número de ocupados/as formalizados pelo MEI representava 11,0% do total da força de trabalho ocupada em trabalhos informais no país (33,2 milhões) no ano de 2010.
Desocupação - Os menores índices de desocupação entre as capitais foram observados em Curitiba (4,7%) e Florianópolis (4,9%) e os maiores em Salvador (12,9%) e Recife (12,5%). É importante enfatizar que, de um modo geral, a desocupação é maior entre as mulheres e a população negra. Em Salvador, por exemplo, enquanto a taxa de desocupação era de 7,1% entre os homens brancos, ela alcançava 18,0% entre as mulheres negras.
Rendimento - Segundo os dados do Censo 2010, cerca de 75% do rendimento domiciliar no Brasil era proveniente do trabalho, sendo que em 93,4% dos municípios brasileiros o rendimento do trabalho representava mais da metade do rendimento total domiciliar. Isso acontecia até mesmo na região Nordeste – a mais pobre do país e que, consequentemente, conta com um maior volume de transferência de renda oriunda de programas sociais, sobretudo do Bolsa Família – onde o rendimento do trabalho é superior a 50% em 81% dos municípios.
Trabalho doméstico - Vale também destacar um grupo de 68 municípios com percentual de trabalhadoras domésticas com carteira assinada abaixo de 25%, que inclui diversas capitais e municípios de significativo porte populacional das regiões Norte e Nordeste, como Teresina (24,1% de trabalhadores/as domésticos/as com carteira assinada), Macapá (24,5%) e Boa Vista (24,8%), além de Feira de Santana (21,6%) e Vitória da Conquista (19,9%) na Bahia, Petrolina (22,8%) em Pernambuco, Campina Grande (23,2%) na Paraíba, Sobral (9,7%), Juazeiro do Norte(11,7%) e Caucaia (14,2%) no Ceará e Santarém (16,7%) no Pará.
Trabalho forçado - Os dados revelam que, dos 316 municípios brasileiros onde foram flagrados trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão em 2013, 62,3% não possuía programas ou ações de combate ao uso de trabalho forçado.
Trabalho infantil - Das 888,4 mil crianças e adolescentes de 14 ou 15 anos de idade que trabalhavam conforme registrado pelo Censo de 2010, apenas 2,7% fazia isso na condição de aprendiz. Isso significa que o trabalho exercido por 97,3% dos adolescentes dessa faixa etária não era permitido por lei, se enquadrando, portanto, na categoria de trabalho a ser abolido. Além disso, 86,3% dos municípios brasileiros não registravam um aprendiz sequer na faixa etária mencionada no ano de 2010.
Jovens - Um de cada cinco jovens entre 15 e 24 anos de idade no Brasil não trabalhava nem estudava em 2010. Considerando as jovens mulheres, os afazeres domésticos e as responsabilidades associadas à maternidade tem grande relação com isso. Em 2010, 48,3% das mulheres entre 15 e 24 anos que não trabalhavam nem estudavam eram mães.
Educação - Finalmente, com relação ao nível de instrução da população em idade potencial para trabalhar, observou-se que em 81% dos municípios mais da metade da população de 15 anos de idade ou mais não tinha instrução ou tinha o ensino fundamental incompleto.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Atletas paralímpicos se encontram com ex-ginasta Lais Souza durante evento em São Paulo.

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O presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Andrew Parsons, e os atletas Clodoaldo Silva, Dirceu Pinto e Verônica Hipólito participaram nesta terça-feira, 10, de um evento em São Paulo, na sede da Ernst & Young (EY), para celebrar o apoio da empresa aos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro-2016. A cerimônia ainda contou com a presença de Jorge Menegassi, CEO da EY no Brasil e América do Sul, e de Renato Ciuchini, Diretor Executivo Comercial do Comitê Rio 2016.
Durante cerca de duas horas, os atletas tiveram a oportunidade de falar mais sobre suas respectivas histórias. A apresentadora do encontro foi a ex-ginasta Lais Souza, que ficou tetraplégica em 2014, quando praticava o esqui aéreo e treinava para os Jogos Olímpicos de Sochi-2014. Ela fez questão de ressaltar a sua admiração pelos atletas paralímpicos do Brasil.
“Gostaria de dar os parabéns pelo esforço de todos vocês, por estarem aqui e chegarem onde chegaram. A motivação que vocês passam para todos, até para mim, é muito grande. Fico até um pouco sem palavras. Meus parabéns”, diz Lais Souza.
Antes da solenidade, Lais conversou por um longo período com os atletas. Clodoaldo Silva é dono de seis medalhas de ouro na natação em Jogos Paralímpicos. Dirceu Pinto, por sua vez, é quatro vezes campeão paralímpico na bocha. Verônica Hipólito é a atual campeã mundial de atletismo nos 200m, classe T38, e uma das principais promessas para os Jogos de 2016.
A ratificação da parceria entre a Ernst & Young e o Rio 2016 ocorre um dia após de o CPB comemorar o seu vigésimo aniversário. Andrew Parsons comemorou o acordo com a empresa: “A parceria com a EY é um presente para o Movimento Paralímpico, um dia após o aniversário de 20 anos do Comitê Paralímpico Brasileiro. É uma empresa com valores convergentes com o CPB, que respeita as pessoas com deficiências. Parabenizo a EY e o Rio 2016 por este parceiro de valores muito semelhantes aos nossos”, afirma o presidente, que fez aniversário nesta terça-feira e também foi homenageado.

Brasileira com paralisia cerebral fica em pé após cirurgia.

Júlia foi diagnosticada com leucomalácia periventricular nível três, doença que causa um enrijecimento muscular, o que acaba comprometendo os movimentos dos membros.


     

A pequena Júlia Marqueti Ferraz, 5 anos, passou por uma cirurgia na medula no St. Louis Children's Hospital, nos Estados Unidos. A intervenção cirúrgica começou a apresentar resultados quatro dias após a operação.  Júlia, que tem paralisia cerebral, conseguiu ficar em pé pela primeira vez. A tentativa de colocar a menina em pé aconteceu na noite desta segunda-feira (9). O retorno da família Ferraz está marcado para o dia 7 de março. As informações são do portal G1.

A intervenção cirúrgica levou a um impasse com o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, que afirmou ser capaz de realizar a operação. A família de Júlia foi ao Tribunal Regional Federal para que o ministério da Saúde arcasse com os custos da operação, US$ 42 mil, que foi realizado por médico estadunidenses.

Júlia foi diagnosticada com leucomalácia periventricular nível três, doença que causa um enrijecimento muscular, o que acaba comprometendo os movimentos dos membros. A menina depende dos pais para realizar tarefas diárias básicas e usa um andador para poder se locomover.




Mulher com síndrome de Down assume cargo comissionado em secretaria.

Obstinação é a palavra que a mãe de Liane Martins Collares usa para descrever a filha. Não é por menos. A mulher de 51 anos é a primeira pessoa com síndrome de Down a assumir um posto comissionado na Secretaria da Mulher, Igualdade Racial e Direitos Humanos.



      Marcelo Ferreira/CB/D.A Press
 "O que eu mais quero é trabalhar, mexer com os papéis e cuidar da vida profissional dos meus chefes", diz Liane Martins Collares, 51 anos.

A última segunda-feira se revelou muito especial para Liane Martins Collares, 51 anos, com a concretização de um sonho. A comissionada tomou posse na Secretaria da Mulher, Igualdade Racial e Direitos Humanos (SMIDH) como a primeira pessoa com algum tipo de deficiência intelectual a assumir um posto no órgão. O caso da assessora técnica é também raro no serviço público em geral. “É uma emoção muito grande estar aqui, poder trabalhar e ser como eu sou”, diz.

Liane tem síndrome de Down e faz parte da equipe da Coordenação de Promoção de Direitos das Pessoas com Deficiência, um dos braços da Subsecretaria de Direitos Humanos. A indicação veio de Paulo Beck, coordenador da pasta. Ele a acompanha há 20 anos, quando ela fez o primeiro estágio. A funcionária fazia atividades simples de escritório. Aquele tornou-se o primeiro contato dela com o mercado de trabalho e com a vida adulta. Em seguida, ficou 9 anos na creche da Fundação Cruz de Malta. Com orgulho, afirma que cuidava de recém-nascidos e de crianças.

Depois disso, Liane continuou a desenvolver habilidades e expressava a vontade de trabalhar novamente em atividades mais voltadas para o mundo burocrático. Ela deixou a creche e conseguiu uma vaga de secretária no Superior Tribunal de Justiça (STJ), saindo em dezembro para se preparar para a nova empreitada, a posse como funcionária do GDF.

A matéria completa está disponível para assinantes. Para assinar, clique aqui.

Primeira modelo com síndrome de down desfila na Semana de Moda de Nova York.

A atriz Jamie Brewer foi escolhida pela estilista Carrie Hammer para divulgar a nova coleção.

    Twitter/Reprodução
   A estilista Carrie Hammer ao lado da modelo e atriz Jamie Brewer
Jamie Brewer entrou para a história da moda. A atriz norte-americana, conhecida pelo o seu papel no seriado American Horror Story, se consagrou como a primeira modelo com Síndrome de Down a desfilar pela passarela da Semana de Moda de Nova York. Na tarde desta quinta-feira, ela usou uma das peças da nova coleção da designer Carrie Hammer.

Click AQUI para ver o vídeo.

A atriz estava com um vestido preto, rodado, acinturado e feito sob medida -- segundo a estilista, a peça era ideal para o corpo de cintura fina de Jamie. Caminhou distribuindo sorrisos e simpatia. "Crianças e jovens podem olhar para mim e pensar: 'Se ela pode, eu também posso'", revelou em entrevista ao programa americano Today.

Toda temporada, Carrie Hammer escolhe uma profissional fora do mercado de moda -- empresárias, pesquisadoras, ativistas -- para desfilar. Há um ano, por exemplo, convidou uma terapeuta sexual que andava de cadeira de rodas. “Nunca foi minha intenção fazer um grande evento em cima disso, me soa natural fazer esse tipo de parceria com clientes que me inspiram", contou em entrevista à mídia americana.

O nome de Jamie surgiu, após receber um e-mail de uma cliente pedindo a estilista colocar uma mulher com síndrome de down na passarela, pois a filha também tinha e não achava nenhum símbolo de beleza com quem conseguisse se identificar. O resto é história.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Inauguração da 1ª Academia adaptada coberta para Deficientes de Nova Odessa.


Convidamos a todas as pessoas com algum tipo de DEFICIÊNCIA de Nova Odessa, a participar da inauguração da 1ª Academia Adaptada Coberta de Nova Odessa

                     NOVA ODESSA EXERCITANDO A INCLUSÃO.

VENHA PARTICIPAR DO EVENTO QUE MARCA MAIS UMA IMPORTANTE INICIATIVA PARA A NOSSA CIDADE:

A INAUGURAÇÃO DA PRIMEIRA ACADEMIA ADAPTADA COBERTA PARA DEFICIENTES DE NOVA ODESSA.

A NOVIDADE CHEGA PARA PROMOVER A INCLUSÃO SOCIAL ATRAVÉS DO ESPORTE, COM A MELHORIA NA QUALIDADE DE VIDA DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA, FAVORECENDO A REABILITAÇÃO FÍSICA E ESTIMULANDO A PRÁTICA DE EXERCÍCIOS EM EQUIPAMENTOS COMPATÍVEIS COM SUAS NECESSIDADES.

INAUGURAÇÃO DA ACADEMIA ADAPTADA LEONILDO FELIPE BICHOF.

DIA 21 DE FEVEREIRO AS 8H30

NO GINÁSIO DE ESPORTES JAIME NÉRCIO DUARTE (O CARIOBA) SANTA ROSA

RUA JOÃO BASSORA, 543 - JARDIM SANTA ROSA.

VOCÊ É NOSSO CONVIDADO ESPECIAL

TRAGA TODA A FAMÍLIA.

Fonte: Prefeitura Nova Odessa/e-mail.

Casal troca festa de casamento por volta aos EUA praticando boas ações.

por RedaçãoHypeness @hypeness_combr




Mark e Ismini Svensson estavam a um passo do sonho do casamento perfeito: uma grande festa, véu, bouquet de flores, centenas de convidados e uma lua de mel inesquecível. Mas, prestes a organizar tudo, eles repensaram o valor disso e resolveram usar o dinheiro para atravessar os Estados Unidos fazendo boas ações.

O casal, que se conheceu na Georgetown University, em Nova York (EUA) e se aproximou graças ao voluntariado, passou os últimos dois anos viajando pelo país no projeto a que chamaram de “50 Acts of Giving Back” (“50 Atos de Retribuição”, em português), em que iriam passar por 50 estados norte-americanos e fazer 50 boas ações.

Uma das razões para trocar o casamento por fazer o bem para desconhecidos foi o pai de Ismini, filantropo que sempre a ensinou a fazer a diferença e, pouco antes do casamento, faleceu devido a um ataque cardíaco fulminante durante um evento de caridade. “O pai da noiva tem um importante papel no dia do casamento, e eu percebi que meu pai não estaria lá“, disse ela à CNN.

Com o apoio das redes sociais, o casal divulgou o projeto e conquistou milhares de apoiadores. A repercussão foi tão positiva, aliás, que eles decidiram transformar as 50 boas ações em uma ONG chamada StayUNITED, que tem como objetivo dar continuidade às ações positivas e estimular o voluntariado. Não teve bem-casado, mas com certeza trata-se de uma experiência ainda mais inesquecível que o casamento.

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Todas as fotos © StayUNITED

“O sabor da vitoria depende da intensidade da luta”.

IVONEIDE DANTAS

   


Essa frase sempre me perseguiu , faz parte da escola que estudei da quinta a oitava serie nos anos noventa. Quem ousar sonhar vai seus objetivos alcançar, ela quer dizer isso, no meu caso. Traz nas entrelinhas uma verdade fundamental: a vitoria vem, apesar dos obstáculos e da intensa luta. E o que seria da luta se não fossem os obstáculos? Todos nós já temos uma resposta na pontinha da língua. Mas Porque estou argumentando isso?Tenho cá os meus motivos e vou compartilhar-los.

O principal tem haver com meus estudos. Logo cedo na vida estudantil fui impedido (ou quase) de cursar a primeira serie como chamávamos. A justificativa? Lá nos idos de 1985, aluno com deficiência não podia ser matriculado naquela escola chamada de comum. A minha mãe deveria buscar outro lugar “apropriado”. Agora vinha o martírio; estudar sempre pensando que algum viria me buscar. Felizmente nunca aconteceu.

O segundo motivo nos remete quando cursava o segundo grau.Eu tenho lembrança de um professor intransigente que sempre conversava comigo enquanto eu esperava meus irmãos no portão principal de uma escola famosa da minha cidade.Um certo dia com toda a arrogância existente olhou bem seco nos meus olhos e disse:sabia que você não tem “capacidade de passar em um vestibular?”.
Poxa vida ,tantos esforços e sacrifícios nunca valeriam a pena?Pois é, realmente terminei os estudos e parei no tempo. 

Até que um dia conheci uma grande mulher e fui energizado pelo seu entusiasmo. O resultado: estudei para entrar no curso de direito; não consegui, mas fiz um novo para historia e daí cursei a partir de 2004.Nesse ínterim tive um problema com a taxa de isenção, um pequeno erro me deixou fora do vestibular para direito. O pior de tudo: mas uma vez alguém disse que eu não tinha capacidade de entrar no vestibular. Mas essa não me pegou mais...

A minha maior realização acadêmica se chamou pratica de ensino, afinal eu iria por alguns dias assumir uma sala de aula como professor , afinal minha deficiência não era obstaculo.O meu silencio foi a resposta para muitos , inclusive àquele professor mencionado agora pouco.

Pois é caros leitores , o dia 09 de abril de 2010 selou o fim dessa primeira luta:a tão esperada colação de grau.Fica meus sinceros incentivos:lutem por um ideal e acredite nisso.Não importa os obstáculos ,os resultados serão sempre positivos.Muitas pessoas não esclarecidas usarão suas artimanhas para vê-los fraquejar e retroceder.

Mas , afinal se confiarmos plenamente que poderemos dar a volta por cima brilharemos quais estrelas numa noite de luar.O impossível só existe nas mentes de quem não acredita.Pelo menos essa era A nossa Questão.

Empresa é condenada a pagar multa por descumprir cota de deficientes.

Lei estabelece reserva de 5% das vagas para portadores de deficiência.
De 1.335 funcionários da Huawei, apenas dois se enquadram na cota legal.

Do G1 Sorocaba e Jundiaí

Imagem Internet/Ilustrativa

A 1ª Vara do Trabalho de Sorocaba  (SP) condenou nesta terça-feira (10) a Huawei do Brasil, fabricante chinesa de equipamentos para redes e telecomunicações, em R$ 200 mil por danos morais coletivos. Segundo a Justiça, a empresa não cumpre a cota legal de empregados portadores de deficiência, prevista na Lei 8.213/91, que estabelece que empresas com 100 ou mais funcionários reservem de 2% a 5% das vagas para trabalhadores com necessidades especiais.


Por meio de nota, a Huawei informa que a empresa não recebeu a quantidade suficiente de candidaturas compatíveis com as posições abertas na unidade de Sorocaba para portadores de deficiência. Por este motivo, a empresa irá recorrer da decisão de primeira instância. Além disso, frisa que está à disposição para que os interessados em preencher estas vagas entrem em contato com a empresa para que seja feita a avaliação de seus currículos.
O Ministério Público já havia proposto um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), mas não houve negociação com a multinacional. Pelo número total de funcionários da empresa, que gira em torno de 1.335, seriam necessárias 67 pessoas com deficiência, mas apenas duas estão empregadas.
A juíza Maria Cristina Brizotti Zamuner, da 1ª Vara do Trabalho de Sorocaba, determinou que a Huawei contrate empregados com deficiência ou reabilitados no prazo de seis meses, em número estabelecido pela cota legal, sob pena de multa mensal de R$ 1 mil por empregado deficiente não contratado. Caso ainda cabe recurso ao Tribunal Regional do Trabalho de Campinas (SP).
Fonte: g1.globo.com - Imagem Internet/Ilustrativa

11 livros gratuitos sobre Educação Inclusiva.

Mas antes de tudo, você sabe responder o que é Educação Inclusiva!?

Da Redação

           Imagem Internet/Ilustrativa
           

Todo mundo sabe a importância da educação em nossas vidas. O que é uma pessoa sem educação! O que é uma sociedade em educação! Difícil imaginar. Mas existe um outro conceito que vem ganhando força e dedicação de uns tempos para cá: a Educação Inclusiva. Nada mais justo, afinal todos tem direito a terem acesso ao conhecimento. Pensando nisso, trazemos aqui dicas de 11 livros sobre o tema, para download gratuito.

Mas antes de tudo, você sabe responder o que é Educação Inclusiva!

A Educação Inclusiva

É um processo que amplia a participação de todos os estudantes – sem distinguir condições físicas, mentais, sociais, de raça, cor ou credo – nos estabelecimentos de ensino regular. Trata-se de uma reestruturação da cultura, da prática e das políticas vivenciadas nas escolas de modo que estas respondam à diversidade dos alunos. É uma abordagem humanística, democrática, que percebe o sujeito e suas singularidades, tendo como objetivos o crescimento, a satisfação pessoal e a inserção social de todos.

De acordo com o Seminário Internacional do Consórcio da Deficiência e do Desenvolvimento (International Disability and Development Consortium – IDDC) sobre a Educação Inclusiva, um sistema educacional só pode ser considerado inclusivo quando abrange a definição ampla deste conceito, nos seguintes termos:

- Reconhece que todas as crianças podem aprender;

- Reconhece e respeita diferenças nas crianças: idade, sexo, etnia, língua, deficiência/inabilidade, classe social, estado de saúde (i.e. HIV, TB, hemofilia, Hidrocefalia ou qualquer outra condição);

- Permite que as estruturas, sistemas e metodologias de ensino atendam as necessidades de todas as crianças;

- Faz parte de uma estratégia mais abrangente de promover uma sociedade inclusiva;

- É um processo dinâmico que está em evolução constante;

- Não deve ser restrito ou limitado por salas de aula numerosas nem por falta de recursos materiais.

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Galvão Filho
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Fonte: saci.org.br  - Imagem Internet/Ilustrativa