sábado, 21 de fevereiro de 2015

Carro da Câmara é flagrado parado em frente de rampa para cadeirante.

Veículo estava na Avenida Carlos Botelho, em Piracicaba, nesta quinta-feira. Assessoria do Legislativo afirmou que acesso não é para deficientes físicos.

da Redação

  carro preto estacionado na frente de rampa para cadeirantes

Um internauta flagrou um carro oficial da Câmara Municipal de Piracicaba (SP) estacionado bem em frente a uma rampa para cadeirante, na tarde desta quinta-feira (19). Da forma como estava parado, o veículo impedia o acesso à rampa. Segundo o internauta, não havia ninguém no carro, que ficou ao menos 20 minutos parado no local.O Legislativo, por meio de assessoria de imprensa, negou que o acesso mostrado na foto seja para deficientes físicos. 

“É um absurdo. Ainda que fosse usado para desembarcar um cadeirante, tem que fazer isso e tirar o carro de lá. Mas nesse caso, o caro estava estacionado”, relatou o internauta, que não quis ser identificado.

O carro oficial estava parado na Avenida Carlos Botelho, na esquina com a Rua Dona Eugênia. “Decidi fazer a foto porque fiquei chocado com a falta de respeito da cena. Eles têm que dar exemplo”, falou indignado. “Não tem rampa ali perto, então essa tem que ser usada pelo cadeirante mesmo. Já é difícil o acesso para eles e com esses impedimentos, a situação fica pior”, completou.

Câmara
Por meio de assessoria de imprensa, a Câmara negou que o veículo do Legislativo tenha estacionado em local proibido. "Uma rápida observação na foto do internauta mostra que a guia está pintada de branco, o que indica estacionamento permitido. As rampas para acesso de pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida tem uma sinalização específica", destacou a nota.

"Além disso, as vagas exclusivas para pessoas com deficiência tem, além da placa indicativa na calçada, uma sinalização de solo com o símbolo internacional da pessoa com deficiência. No caso em questão, essa rampa pode ter sido feita pelo proprietário do imóvel no sentido de facilitar, por exemplo, o acesso de uma motocicleta", finalizou o documento.

Fontes: G1 - saci.org.br

Chip em teste promete fazer cegos voltarem a enxergar.

 Dispositivo, já testado em animais, substitui células inoperantes da retina.

da Redação                    
                               Imagem Internet
                                

Um chip milimétrico com propriedades similares às de um painel de energia solar poderá devolver a visão a pessoas com problemas de retina, a membrana que fica no fundo dos olhos e é responsável por captar a luz. A técnica teve sucesso com ratos e deve ser testada em humanos dentro de um ano.

Desenvolvido pela Universidade Stanford, da Califórnia, o método foi apresentado nesta sexta no encontro da AAAS (Associação Americana para o Avanço da Ciência), em San Jose. Daniel Palanker, criador da tecnologia, já licenciou sua ideia para a empresa francesa Pixium Vision.

O dispositivo é voltado sobretudo a pessoas que sofrem de degeneração macular –uma doença relativamente comum em idosos– causada por morte de células receptoras de luz da retina. Como essas células fotorreceptoras são parte do sistema nervoso, que não se regenera facilmente, a esperança de cura por medicamentos é virtualmente nula.

A ideia foi substituir as células por pequenos chips de 2 mm, feitos de material similar ao que existe em painéis solares. Quando recebem luz, eles emitem impulsos elétricos que estimulam terminações nervosas da retina e levam informação visual ao cérebro.

Esse tipo de técnica vem sendo desenvolvida por vários grupos de pesquisa há mais de duas décadas, mas vinha esbarrando em problemas como falta de resolução e dificuldade de implante.

Desde 2013, a empresa Second Sight já vende um tipo de retina artificial, mas o aparelho gera uma visão de baixa precisão –próxima ao limiar pelo qual oftalmólogos consideram alguém cego. Além disso, requer que um cabo entre pela lateral do olho e vá até a retina. 

O dispositivo criado agora por Palanker não requer cabos, incisões ou perfurações. A própria luz que incide no chip implantado na retina gera a eletricidade que é transmitida aos neurônios visuais.

O único problema é que, para conseguir essa geração de energia, é preciso uma quantidade muito grande de luz, e os objetos que enxergamos no dia a dia não estão suficientemente iluminados.

O cientista contornou o problema criando um óculos com uma câmera no centro, que projeta as imagens em dois painéis de alto brilho na frente dos olhos.

Essas pequenas telas, porém, só emitem luz infravermelha: invisível ao olho humano comum, mas captada pelo chip de Palanker. Para instalar o dispositivo sob a retina, o cientista usa apenas uma agulha especial. 

Os aparelhos que serão testados no ano que vem pela Pixium possuem 65 micrômetros de largura, uma resolução ainda baixa comparada ao tamanho das células fotorreceptoras naturais do olho humano, com 5 micrômetros.

“Mas nós já estamos conseguindo produzir chips com pixels de 40 micrômetros”, disse Palanker à Folha. “Essa diminuição em tese seria capaz de dar aos pacientes uma resolução suficiente para reconhecer faces e ler livros.”


Fontes: Portal Nacional de Tecnologia Assistiva - saci.org.br -  Imagem Internet

Estudantes desenvolvem bengala para cegos que vibra ao detectar obstáculos.

Equipamento foi desenvolvido por estudantes de mecatrônica de Garça. Dispositivo detecta obstáculos terrestres e aéreos e emite alerta vibratório.

  Foto de Nelson utilizando o dispositivo

Alunos de GarçaSite externo. (SP) desenvolveram um dispositivo em bengalas que alerta pessoas com deficiência visual sobre obstáculos no caminho. Sem a necessidade de um cão guia ou de um cuidador, o professor Nelson Santos Cauneto, cego há 15 anos, conquistou a segurança para andar nas ruas com a ajuda apenas da bengala. “Ela veio para somar, ajudar a gente a ter uma independência de locomoção. É mais um instrumento que com certeza pode nos ajudar bastante no futuro. Hoje já está me ajudando”, diz Nelson.
O equipamento não é uma bengala comum, ela foi melhorada. Um dispositivo preso no começo dela indica à pessoa com deficiência onde existem obstáculos no caminho. O equipamento emite vibrações sensíveis ao toque das mãos.
Em um passeio na praça, Nelson consegue subir e descer escadas, identificar onde estão os bancos, desviar das pessoas e de animais. O cego recebe o sinal de alerta com até três metros de distância de um obstáculo.
Essa bengala adaptada traz ainda outra diferença em relação a comum. O equipamento avisa sobre obstáculos na altura da cabeça, como galhos de árvore, por exemplo, que se não identificados por quem tem deficiência visual e podem até machucá-lo. “Se ele detectar um obstáculo aéreo, vibra a parte de cima. Se detectar um obstáculo terrestre, vibra a parte de baixo”, explica o professor, que agora caminha pelas ruas com mais tranquilidade.
O equipamento inteligente foi desenvolvido no laboratório da Faculdade de Tecnologia de Garça por dois alunos do curso de mecatrônica. “Ver os deficientes usando o equipamento, conseguindo detectar os obstáculos, desviar deles sem acidentes, é uma felicidade muito grande”, conta o estudante Henrique Betoni.
O dispositivo ainda está em fase de testes, mas enche de orgulho o estudante Leandro Nakahata. “A bengala é composta por uma bateria, um controlador, dois sensores e dois motores elétricos”, explica Leandro.
O desafio foi proposto pelo professor do curso de mecatrônica, Gustavo Coraíne, que já tinha visto bengala semelhante à venda no exterior, mas a um preço alto demais. “Todos os dispositivos se encontram no mercado em qualquer loja de eletrônicos, basta uni-los. No exterior, um produto como esse, industrializado, custa R$ 3 mil. É fácil encontrar na internet. Aqui no Brasil nós não temos nada parecido, e a gente consegue desenvolver um desses com facilidade por R$ 500”.
Dados do IBGE mostram que no Brasil mais de 6 milhões de pessoas tem alguma deficiência visual, sendo que dessas, 528 mil são cegas. Agora, com a nova bengala, essas pessoas poderão ter  mais qualidade de vida. “A bengala com o detector dá mais segurança e autonomia também. O que a gente busca na vida é autonomia”, diz Nelson, animado com a novidade.
Depois da fase de testes, os alunos pretendem produzir o dispositivo em grande quantidade e colocá-lo à venda no mercado.

Europa aprova primeira terapia com células-tronco para doença ocular rara.

Reuters

Ben Hirschler
                                                                                                                                                                                              Divulgação
   

A Europa aprovou o primeiro medicamento do mundo ocidental com células-tronco para tratar uma doença rara causada por queimaduras nos olhos, criando um marco no uso desta tecnologia.

O Holoclar, da empresa particular italiana Chiesi, recebeu nesta sexta-feira o sinal verde da Comissão Europeia para ser comercializado para o tratamento da chamada deficiência de célula-tronco do limbo devido a queimaduras físicas ou químicas. Sem tratamento, a moléstia pode cegar.

A terapia com células-tronco é realizada com o produto de tecidos vivos que lembra uma lente de contato e é feita com a biópsia retirada de uma pequena área intacta da córnea de um paciente e cultivado em laboratório.

A autorização comercial condicional era esperada na esteira de uma recomendação positiva da Agência Europeia de Medicamentos em dezembro.

A Chiesi declarou que, com a aprovação, o Holoclar estará disponível ?no futuro próximo? para todos os pacientes apropriados na Europa, incluindo pessoas que sofreram leões nos olhos causadas por solventes, ácidos, agentes químicos e abrasivos.


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

TJ manda prefeitura cumprir lei de 15 anos e garantir acessibilidade.

Justiça manteve sentença que obriga município a cumprir lei de 1999.
Edivaldo Bitencourt
(Foto: Marcelo Calazans)
Justiça manteve sentença que obriga município a cumprir lei de 1999 (Foto: Marcelo Calazans)

O TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) negou recurso e mandou a Prefeitura Municipal de Campo Grande cumprir uma lei aprovada há 15 anos. Todos os prédios públicos devem oferecer acessibilidade sob pena de multa mensal de 2 mil UFERMS, o equivalente a R$ 41.380.

Segundo o MPE (Ministério Público Estadual), a prefeitura teve 30 meses para adaptar os prédios públicos, mas ignorou a determinação prevista na Lei 3.670/99. Até o momento, 62 prédios não possuem adaptações para facilitar o acesso de pessoas com deficiência.
A Justiça determinou o cumprimento da lei em sentença de primeiro grau, mas o município recorreu.
A 2ª Câmara Cível negou provimento ao recurso da Prefeitura da Capital e manteve a sentença.
O desembargador Vilson Bertelli destacou que ficou evidente que a prefeitura “era inerte quanto ao dever de fiscalizar”. Além de não adaptar os prédios, o poder público não vem cobrando o cumprimento da legislação. O MPE destacou que vem recebendo várias reclamações do não cumprimento da lei da acessibilidade.

Prefeitura inicia pintura das lombofaixas (lombadas elevadas).

A lombofaixa é uma travessia elevada de pedestres, mais larga que os redutores de velocidade comuns. Fica na mesma altura das calçadas.


Lombofaixas - Marcos Pertinhes

As lombadas elevadas, também conhecidas como lombofaixas, implantadas em vias com grande circulação de pessoas, próximo a comércios e áreas escolares, foram concluídas esta semana pela Prefeitura de Bertioga, por meio da Diretoria de Trânsito e Transporte.

Com a conclusão da implantação, a Prefeitura já iniciou a pintura dos equipamentos e a instalação da sinalização vertical e horizontal. Além de oferecer segurança aos pedestres, a iniciativa proporcionará acessibilidade aos portadores de mobilidade reduzida.

Este tipo de obstáculo é o que existe de mais moderno com relação à acessibilidade, por se tratar de uma faixa que fica no mesmo nível da calçada. Um cadeirante, por exemplo, terá mais facilidade e segurança ao atravessar a rua.

Os serviços atendem a reivindicações da comunidade, por meio de indicações de vereadores, apresentadas em sessões ordinárias, no Legislativo Municipal. Nesses equipamentos, foram investidos aproximadamente R$ 150 mil – recursos provenientes do Fundo Municipal de Trânsito (Fumat).

A lombofaixa é uma travessia elevada de pedestres, mais larga que os redutores de velocidade comuns. Fica na mesma altura das calçadas, formando uma passarela que liga lado a lado da via, sobre a qual a faixa é pintada e sinalizada para chamar a atenção dos motoristas.

Em Belém, escada rolante de rodoviária não funciona há dois anos.

A falta de acessibilidade dificulta o embarque de passageiros.
Embarque é realizado na parte subterrânea do Terminal Rodoviário.

Do G1 PA

           

As escadas rolantes do Terminal Rodoviário de Belém estão sem funcionar há cerca de dois anos. A falta desse recurso dificulta a acessibilidade e a mobilidade das pessoas que precisam embarcar. A administração do Terminal Rodoviário não se pronunciou sobre o assunto.
Click  AQUI  para ver o vídeo:
A expectativa da Sociedade Nacional de Apoio Rodoviário e Turístico (Sinart) é que mais de 50 mil pessoas embarquem no período de carnaval. O embarque de passageiros do terminal é realizado na parte subterrânea e as duas escadas rolantes que existem no prédio estão quebradas.
“Tem pessoas que têm crianças e podem cair na escada, além de idosas que estão de malas pesadas. Assim fica difícil essa situação”, afirma o entregador Anderson Maués.
A costureira Antônia Gomes desceu as escadas da rodoviária com duas bagagens, a mala maior acabou quebrando na descida. “Se a escada rolante estivesse funcionando, daria para evitar esse sufoco e com certeza não teria quebrado a roda da mala”, diz.
De acordo com o advogado do consumidor Mário Paiva, o Terminal Rodoviário de Belém está violando a lei específica que regulariza e obriga lugares públicos a garantirem a acessibilidade.
Fonte: g1.globo.com

Biblioteca Falada está em construção mas já tem material.

Iniciativa da UNESP é aberta à participação acadêmica.



     

Biblioteca Falada é um projeto de extensão da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP, campus de Bauru) que realiza a transformação de textos literários e/ou jornalísticos do formato impresso para o áudio, a partir dos processos de adaptação de roteiro, locução e sonoplastia/sonorização. Também são realizadas audiodescrições de imagens, fotografias, desenhos, filmes, videoclipes e outros produtos audiovisuais. Os textos convertidos, provenientes de livros, revistas e jornais, internet, bancos de filmes e outras fontes, são escolhidos com base nas demandas e sugestões dos alunos do Lar Escola Santa Luzia para Cegos, de Bauru, e está aberto a todos os interessados.

Tendo em vista a escassa edição de publicações em braile, bem como a dificuldade de acesso a informações por parte dos portadores de necessidades especiais visuais quando se trata de fontes como livros, jornais e revistas, as gravações resultantes do projeto possibilitam, ao público atingido, a oportunidade de contato e conhecimento da produção impressa e de seus autores, bem como de produções audiovisuais.

O formato em áudio apresenta baixo custo, portabilidade e aplicação variada (como CDs, sites, reprodutores de MP3), tornando-o um recurso bastante facilitador da comunicação.

O projeto Biblioteca Falada, portanto, contribui para o desenvolvimento dos deficientes visuais em relação às atividades intelectuais, colaborando ainda para desenvolver as aptidões de audição e aquisição de conhecimentos, fundamentais para a inclusão social e o exercício cidadão.

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AUDIODESCRIÇÃO

Censo Municipal identifica 448 pessoas com deficiência em Nova Odessa.

Texto: Juliano Schiavo

Foto: Osnei Restio

O Conselho Municipal de Direitos da Pessoa com Deficiência de Nova Odessa concluiu o 2º Censo Municipal das Pessoas com Deficiência. Segundo o levantamento efetuado por meio de questionários entre os dias 15 de agosto a 30 de setembro de 2014, foram identificadas 448 pessoas com algum tipo de deficiência, correspondendo a 0,799% da população da cidade.



O levantamento contou com o apoio da Prefeitura de Nova Odessa e Coden (Companhia de Desenvolvimento) e das entidades APNEN (Associação dos Portadores de Necessidades Especiais), Apadano (Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos de Nova Odessa) e Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Nova Odessa). 

Segundo o levantamento, foram identificados 62 pessoas com deficiência auditiva, 143 com deficiência física, 168 intelectual, 32 visual e 33 pessoas com deficiências múltiplas. O presidente do Conselho Municipal de Direitos da Pessoa com Deficiência, Renato Raugust, explicou que o principal objetivo do senso foi identificar quem são as pessoas com deficiência no município e em que lugar moram. 

“No total, foram distribuídos 17 mil questionários, que foram enviados nas contas de água. Para a coleta dos dados, foram disponibilizadas 25 urnas em pontos estratégicos, como as UBS (Unidade Básicas de Saúde), Prefeitura, supermercados, farmácias, hospital, comércios, e também as escolas municipais e estaduais. Recebemos 470 questionários, que foram analisados por tipos de deficiência, bairros e idades. Também comparamos com informações do primeiro censo, cruzando os dados”, ressaltou Raugust.

O presidente do Conselho lembrou que, com as informações obtidas, é possível ter uma mapeamento na cidade, além de auxiliar na elaboração de políticas públicas. “Com base nestas informações, é possível atuar de forma mais concreta, pois o levantamento permite entender as demandas”, explicou.

Aprovado instrumento para avaliar graus de deficiência em segurados do INSS.

INSS usa avaliação médica e funcional para avaliar a concessão da aposentadoria da pessoa com deficiência.

Foto do logotipo do INSS

Uma portaria interministerial publicada no Diário Oficial da União da última segunda-feira (9) aprovou o instrumento destinado à avaliação do segurado da previdência social. O texto também aborda a identificação dos graus de deficiência e define impedimento de longo prazo para os efeitos do Decreto n° 3.048, de 6 de maio de 1999.
Segundo a publicação, compete à perícia própria do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)Site externo., por meio de avaliação médica e funcional, para efeito de concessão da aposentadoria da pessoa com deficiência, avaliar o segurado e fixar a data provável do início da deficiência e o respectivo grau.
Cabe ao Instituto, ainda, identificar a ocorrência de variação no grau de deficiência e indicar os respectivos períodos em cada grau.
A portaria foi assinada pelos Ministérios da Secretaria de Direitos Humanos, da Previdência Social, da Fazenda, do Planejamento, Orçamento e Gestão, e pela Advocacia-Geral da União (AGU).
Ainda de acordo com o texto, a avaliação funcional será realizada com base no conceito de funcionalidade disposto na Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), da Organização Mundial de Saúde, e mediante a aplicação do Índice de Funcionalidade Brasileiro Aplicado para Fins de Aposentadoria (IFBrA).
A avaliação médica e funcional será conduzida pela perícia própria do INSS, a qual engloba a perícia médica e o serviço social. O instrumento de avaliação médica e funcional será objeto de revisão por instância técnica específica instituída no âmbito do Ministério da Previdência Social, no prazo máximo de um ano.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Paraplégico volta a andar depois de transplante inusitado.


(FOTO: MAURO GIRÃO/ EDITORA GLOBO)
 (Foto: Mauro Girão/ Editora Globo)

Há cinco anos, o búlgaro Darek Fidyka, 40 anos, foi esfaqueado e ficou paralisado da cintura para baixo. Dois anos depois, passou por uma inédita cirurgia de transplante de células ner­vosas do próprio nariz para a medula espinhal. Agora ele começa a recobrar os movimentos dos membros inferiores e já dá os primeiros passos para abandonar o andador. É o primeiro caso de recuperação de um rompimento total dos nervos da coluna vertebral.

Enquanto a maior parte do sistema nervoso dos mamíferos (incluindo os humanos, claro) não tem capacidade regenerativa, as células nervosas do nariz (chamadas neurônios receptores olfativos) vivem em constante substituição. Isso porque elas são expostas o tempo todo a diversas substâncias químicas presentes no ar. Para não perdermos a capacidade de sentir cheiros, essas células vivem apenas de seis a oito semanas, e depois disso são substituídas. Foi justamente essa propriedade que foi transferida à lesão medular de Fidyka.

Geoffrey Raisman, professor do Instituto de Neurologia do University College de Londres e responsável pela descoberta da regeneração das células olfativas, explica como funciona o processo: “Nós transplantamos as células para permitir que as fibras nervosas cortadas na medula espinhal cresçam em toda a lesão. É como a reparação de uma estrada: não adicionamos carros, só colocamos uma ponte sobre o problema na estrada para que os carros que estão bloqueados possam atingir toda a área danificada”.

Estão abertas as inscrições para a 2 edição do Curso de Especialização em Acessibilidade Cultural – Parceria MinC- UFRJ.

O Curso de Especialização em Acessibilidade Cultural nasce da parceria entre a Universidade Federal do Rio de Janeiro, através do Laboratório de Arte, Cultura, Acessibilidade e Saúde, do Curso de Terapia Ocupacional, e o Ministério da Cultura, através da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural.                           




                                Curso de Especialização em Acessibilidade Cultural

Esta parceira tem como proposta implementar a formação em acessibilidade cultural para gestores e trabalhadores da área da cultura, com o objetivo de sensibilizar, estimular, capacitar e criar processos inclusivos de fruições estética, artística e cultural nas ações, gestões e políticas culturais para o público de pessoas com deficiência como produtores ou platéia.
O curso apresenta na sua proposta de formação desde a gestão de políticas culturais, passando pelo campo das deficiências e suas especificidades no contexto da legislação, da formação nas diferentes linguagens e nas tecnologias de acessibilidade cultural, bem como a experiência e aplicabilidade dos conteúdos apreendidos. Desta forma, o curso tem como proposta desenvolver parceria com espaços culturais para proporcionar aos alunos o desenvolvimento de novas soluções para a garantia da acessibilidade, além de praticar as tecnologias de acessibilidades já conhecidas.
A proposta do curso é fundamentada na busca de soluções necessárias para uma cultura democrática e inclusiva e na formação de agentes multiplicadores das soluções encontradas.
O que queremos com o curso:
  • Formar especialistas em acessibilidade cultural para atuar no campo das políticas culturais, orientando e implementando conteúdos, ferramentas e tecnologias de acessibilidade que proporcionem fruição estética, artística e cultural para todas as condições humanas a partir do enfoque da deficiência.

  • Oferecer capacitação em acessibilidade cultural a partir de uma grade de conteúdos que proporcione conhecimento desde a gestão em políticas culturais, bem como conhecimento sobre as deficiências, legislação e tecnologias de fruição para a acessibilidade cultural de pessoas com deficiência.

  • Possibilitar a formação e certificação que proporcione atuação profissional no campo das políticas culturais auxiliando e orientando a implementação de acessibilidade cultural para todas as linguagens estéticas e artísticas.

  • Sensibilizar, a partir da formação, gestores culturais a implementação de ações culturais inclusivas no campo da fruição estética e da participação da pessoa com deficiência, nas políticas e programações de atividades culturais.

  • Estimular o debate e a inserção, a partir da formação, da importância de um técnico em acessibilidade cultural nos espaços culturais para plena realização e aplicabilidade da Convenção da Diversidade Cultural, bem como as legislações já citadas no campo dos direitos humanos e da deficiência.   
Mais informações click AQUI

Fonte: www.medicina.ufrj.br

Jogo Cego

Jogo Cego conta história sobre atletas e aspirantes com deficiência visual, promovendo um melhor entendimento sobre diversidade e inclusão.

Imagem internet/Ilustrativa


Data de Lançamento: 2015 

Gênero: Documentário 

Direção de Erick Monstavicius e Cleber Zerbielli


Assista os teasers do filme e um depoimento de quem assistiu com audiodescrição.





Fonte: blogdaaudiodescricao.com.br - Imagem internet/Ilustrativa

Programador cadeirante se destaca com aplicativo para pessoas com deficiência.

João Santiago criou o "Dá pra ir?", aplicativo colaborativo para pessoas que, como ele, possuem alguma deficiência.

Foto de João Santiago sorrindo em sua cadeira de rodas

Quando nasceu, João Santiago foi dado como morto. Só respirou depois de três minutos, quando se entendeu que a rigidez dos membros era resultado de uma paralisia cerebral. Sua mãe sabia que ali começava uma jornada que exigiria coragem do caçula de três filhos, mas não imaginou que ele fosse tomar tanto gosto por superar desafios, especialmente os que aparecem na forma de código fonte na tela do computador.
Aos 23 anos, João foi um dos participantes de uma Maratona de Negócios promovida pelo Sebrae na Campus Party 2015Site externo.. Ele saiu de Fortaleza e acampou com a mãe na São Paulo ExpoSite externo. durante os cinco dias do evento, para competir com o aplicativo que criou para ajudar pessoas que, assim como ele, usam cadeira de rodas. O app Dá para ir?Site externo. é colaborativo e fornece informações sobre a acessibilidade de diferentes estabelecimentos, além de listas com as regiões mais acessíveis de diversas cidades brasileiras.
A ideia surgiu quando João foi convidado por amigos para ir a um bar e ficou receoso por não saber se o local era acessível. Estudante de Ciências da Computação, aprendeu a programar aos oito anos de idade estudando sozinho pela internet. Não parou mais. Nem quando os dedos das suas mãos enrijeceram.
Ele chegou na Campus Party com o aplicativo construído com os códigos que criou apenas com o dedo indicador da mão esquerda. “Gosto muito de programar porque é um desafio a cada projeto. É muito bom ver o que eu criei na tela do computador”, explica, com o sorriso aberto que pontua cada frase e se esparrama pelo corpo em uma gargalhada ofegante.
João chamou a atenção dos organizadores da Maratona de Negócios e de Juliana Glasser, da desenvolvedora de software Carambola, que foi designada pelo Sebrae para ser mentora de João e ajudá-lo em seu projeto. Encantada com a história do garoto, ela fez sua equipe passar a madrugada de quarta para quinta-feira ajudando João a colocar o app no ar.
Os dois não se desgrudaram mais. Desde então, Juliana criou um site e página nas redes sociais para o app, e se tornou a intérprete oficial de João, que tem dificuldade na fala.
Quando ele se expressa, a língua se embola no céu da boca enquanto o corpo acompanha em um movimento retorcido o som abafado de cada palavra.
A deficiência física, no entanto, não afeta sua capacidade mental. Em Fortaleza, ele faz trabalhos como desenvolvedor freelancer e dá aulas em um grupo de estudo na faculdade, mas nunca conseguiu um trabalho porque nas entrevistas sua fala e aparência incomodam.
“As pessoas acham que eu sou retardado por falar diferente”, diz. “Eu tento relevar porque eu sei que eles são limitados e eu tenho um entendimento melhor do que o deles”, diz com um sorriso.
Emocionada com a determinação do pupilo, Juliana ofereceu a ele um estágio como desenvolvedor na sua startup. Apesar da distância – ela está em São Paulo e ele em Fortaleza – ela diz que ele não terá problema em se integrar com a equipe pela internet. “Fiquei encantada porque eu gosto de gente forte, e ele sabe muito bem o que quer”, diz Juliana. “Agora ele vai ter a experiência de trabalhar com outras pessoas e melhorar seu conhecimento.”
Terapia
A mãe de João, Eliza Santiago, conta que em junho o filho amanheceu diferente. Não lembrava do pai, dos irmãos e nem da filha, de seis anos. “Ele só lembrava de mim. Nenhum médico sabe explicar até agora o que aconteceu”, diz. Ele não esqueceu, porém, da paixão por computação. Com a ajuda dos amigos e da família, relembrou aos poucos a linguagem dos códigos. “Gosto de programar porque me relaxa e me ajuda a esquecer dos problemas que, assim como todo mundo, eu tenho”, explica.
A repercussão positiva do aplicativo Dá pra ir? na Campus Party trouxe um sopro de ar fresco para a vida de João, que agora quer criar apps para ajudar pessoas com outras deficiências. Como exemplo, cita a ideia de criar uma plataforma para indicar restaurantes com cardápios em braile a cegos. “Quero ser empreendedor. Tenho muitas ideias de aplicativos e sei que consigo fazer tudo que eu quiser, porque sou igual a todo mundo.”
Como funciona o Dá pra ir?
O aplicativo Dá pra ir? está disponível apenas para o sistema Android. O app foi lançado em uma versão de testes e o link para download está disponível no site oficial da iniciativa e na Google Play Store.
No ar desde a última quinta-feira, o aplicativo depende da colaboração dos usuários para enriquecer suabase de dados, que usa informações do Google Maps e do Foursquare para localizar estabelecimentos de todo o País.
A primeira aba do aplicativo permite buscar estabelecimentos e avaliar a sua acessibilidade em diferentes quesitos, como se possui rampas e calçadas rebaixadas, banheiros adaptados, espaço livre para circulação, piso tátil, corrimão nas escadas e chão com irregularidades.
Em uma segunda aba fica o mapa da acessibilidade, que mostra em quais lugares nas regiões próximas ao usuário se encontram estabelecimentos acessíveis para visitar.
No teste feito pelo Start, o aplicativo ainda apresentou alguns bugs e conta com uma base de estabelecimentos cadastrados pequena, a maioria deles em Fortaleza, região que João conhece em detalhes. O criador do app e a sua mentora Juliana no entanto, afirmam que estão trabalhando no aprimoramento do aplicativo e pedem para que mais pessoas testem e colaborem com o sistema para ampliar as informações do seu banco de dados.

Quedas em piscinas e cachoeiras são as maiores causas de acidentes, lesões e deficiências adquiridas no verão.

 


No calor do verão o corpo pede água. Nos momentos de folga, banhos de piscina, rio e cachoeira são refrescantes naturais e muito bem-vindos. Nadar em águas calmas faz bem para o corpo e para a alma, mas se não houver algumas condições mínimas para que o mergulho seja bem sucedido, o que seria apenas um momento refrescante de lazer pode mudar a vida para sempre.
 
Uma das condições para que um mergulho seja bem sucedido é que haja profundidade na água para que o corpo ganhe espaço para concluir o movimento de dar braçadas (ou pernadas) e subir mais adiante. Outra condição essencial é que não haja obstáculos sob a água, como pedras e bancos de areia, que se deslocam de forma imprevisível. Ou seja, se em um dia não há nada embaixo da água, noutro dia pode haver.
 
Se não houver profundidade suficiente para o mergulho, a pessoa pode bater a cabeça contra algum obstáculo e sofrer lesão no pescoço ou na coluna vertebral, resultando em tetraplegia. Quanto mais alta e grave a lesão nas costas, mais movimentos perdem-se nos membros superiores e inferiores de forma permanente.
 
No ano de 2014, entre os meses de janeiro e março, período de verão, 70% dos pacientes, vítimas de acidentes causados por quedas em piscina, cachoeira e água rasa foram atendidos pela Rede de Reabilitação Lucy Montoro. Os dados, apresentados pela Rede mostram que mais de 90% dos casos resultam em lesão medular com o comprometimento do movimento dos membros superiores e inferiores, a tetraplegia.
 
De acordo com o médico fisiatra da Rede de Reabilitação Lucy Montoro, André Sugawara, a falta de cautela e o consumo de álcool estão entre as principais causas. “A maior incidência dos acidentes acontece com pacientes entre 25 e 35 anos”, analisa o fisiatra.
 
Dicas da Rede Lucy Montoro para evitar acidentes em mergulhos
- os banhistas devem tomar cuidado ao mergulhar em águas desconhecidas, pois podem guardar surpresas desagradáveis.
- ao mergulhar em cachoeiras, observar se está mergulhando em água com mais que o dobro de sua altura.
- evite entrar na água ou mergulhar se estiver embriagado.
- evite participar ou permitir brincadeiras quando estiver nadando ou mergulhando.
- ao mergulhar, sempre que possível, estenda os braços ao lado da cabeça para protegê-la.
- evite saltar de lugares muito altos ou fazer "saltos ornamentais".
 
APROVEITE O VERÃO COM ALEGRIA E RESPONSABILIDADE. CUIDE-SE! PREVINA-SE!

Aprovado no Samu, homem com deficiência não trabalha por erro em edital em MG.

Segundo Cissul, edital do Samu continha erro em número de vagas. Concessionária admite problema, mas homem continua sem trabalhar.

 Foto de Miguel e sua esposa Fabíola

Um homem com deficiência física aprovado no concurso do SamuSite externo.Regional em Varginha (MG) está sem trabalhar por causa de um erro no edital. Miguel de Paulo Carvalho Pinto viu seu futuro se transformar em incerteza após entregar a carteira de trabalho para preencher o sistema de cotas, que previa 2 das 5 vagas para pessoas com deficiência.
Ele recebeu orientações e até fez o exame admissional e passou por uma semana de treinamentos para que pudesse assumir a função, procedimento comum a todos os candidatos. No entanto, quando a unidade de atendimento começou a funcionar, no início deste mês, Miguel foi o único a não ser chamado para assumir o cargo. Para sua esposa, Fabíola Sebastiana Kelly Silva, as limitações do marido não o atrapalhariam no serviço.
"Ele não tem coordenação motora fina, e nós acreditamos que ele poderia executar essa função de auxiliar administrativo, porque ele já trabalhou um ano e seis meses numa empresa de grande porte nessa função. O Miguel também já fez curso de auxiliar administrativo e é muito capacitado pra isso", disse.
Segundo ela, quando a unidade começou a funcionar, a carteira de trabalho do marido foi devolvida, mas o Samu até hoje não deu uma resposta por ele não ter sido chamado.
"Depois que teve a inauguração, nós voltamos lá pra perguntar. Eles pediram uma semana pra poder dar uma justificativa, uma resposta clara. Depois desse período, eles ligaram e simplesmente falaram que queriam devolver a carteira de trabalho dele", contou Fabíola.
Até mesmo o Conselho dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Varginha enviou um ofício pedindo mais explicações, mas foi só quando o Ministério Público também pediu uma resposta, que a concessionária se pronunciou. Segundo o Consórcio Intermunicipal de Saúde da Macro Região do Sul de Minas (CISSUL), um erro teria sido identificado no edital. Somente uma das vagas deveria ter sido reservado às pessoas com deficiência.
Mesmo assim, Miguel foi o único inscrito nessa área. Segundo Marco Antônio Sales, advogado especialista em Direito do Trabalho, a melhor alternativa seria acertar a contratação o quanto antes, evitando também que outros profissionais sejam prejudicados.
"O melhor que se tem a fazer é integrá-lo ao trabalho. Caso contrário, em razão desse problema, pode-se até mesmo anular o concurso, o que seria muito mais grave, não só pelo custo, mas pelo número de pessoas que serão envolvidas e até mesmo prejudicadas pelo fato", explicou o advogado.
O Samu emitiu uma nota onde admite o erro e informou que uma comissão vai ser formada para estudar o caso. A nota diz ainda que, caso o Ministério Público exija a contratação de Miguel, a concessionária não vai se opor à decisão. Enquanto isso, a família só espera que uma solução aconteça o quanto antes. "Eu quero trabalhar", conclui Miguel.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Modelos com deficiência física desfilam na passarela da New York Fashion Week.

Personal trainer Jack Eyers se tornou o primeiro modelo deficiente físico da Semana de Moda de Nova York.

   
  Deficientes físicos desfilam na passarela da New York Fashion Week (Getty Images

A New York Fashion Week está fazendo um papel importante no trabalho de divulgação da inclusão social de deficientes físicos. Neste final de semana, um grupo de modelos portadores de alguma deficiência desfilou no show Made in Italy, organizado por estilistas italianos. 
O personal trainer e modelo Jack Eyers se tornou o primeiro homem com uma perna amputada a desfilar na passarela do evento, considerado um dos mais importantes para a indústria da moda mundial. 
Na sexta-feira, 13, a atriz Jamie Brewer, de American Horror Story, já tinha feito história ao se tornar a primeira mulher com síndrome de down desfilando na New York Fashion Week.

Nós não perdoamos.

Nosso amado filho Alex Schomaker Bastos foi assassinado com sete tiros num ponto de ônibus, às 21h30m do dia 8 de janeiro, no bairro de Botafogo, Rio de Janeiro, em frente ao campus da UFRJ, por dois assaltantes que levaram apenas seu celular.

Por Mausy Schomaker e Andrei Bastos*


   Foto: O Globo
  Os pais de Alex, portando fotos e documentos

             Nós não perdoamos os assassinos nem os governantes.

Não nos perdoamos por não estarmos, magicamente, entre a arma e nosso filho no momento dos disparos. Agora, nos surpreendemos com Mezim Magrah, o curandeiro cívico de “Magic”, o jogo de que Alex tanto gosta, que diz em uma das cartas: “Você pegou alguma coisa passeando em uma noite fria? Não. Eu diria que alguma coisa é que pegou você”.

Não perdoamos o primitivismo dos instintos maus dos rejeitados pela civilização que atiraram em nosso filho. O que eles fizeram está muito além da simples banalização do mal e deixa claro que a barbárie já se instalou em nossa sociedade, e faz com que nos escondamos atrás das grades que cercam nossas casas. Isso não é vida para ninguém e precisamos sair das prisões que construímos para nós mesmos e ocupar as ruas, que esquecemos que são nossas.

As grades não nos protegem. As grades nos enfraquecem como cidadãos e como sociedade. Atrás das grades quem deve ficar são os assassinos de Alex e de tantos outros jovens.

Nós, os pais de Alex Schomaker Bastos, não perdoamos o Estado brasileiro, configurado nos governos federal, estadual e municipal, que pelas mãos dos seus gestores tem marcado sua atuação pela incúria e dolo, chegando ao criminoso corte de verbas prioritárias em Educação, Saúde e Segurança, como os R$ 7 bilhões que o governo federal cortou na Educação, no ano em que adotou o slogan “Brasil, pátria educadora”, ou o R$ 1,37 bilhão cortado do orçamento da Segurança no Estado do Rio de Janeiro.

Esse dinheiro não traz nosso filho de volta à vida, mas será um dinheiro bem aplicado se evitar apenas um assassinato num ponto de ônibus qualquer. Gostaríamos de perguntar ao governador, quanto vale a vida de seus filhos? A do nosso filho não tem preço.0

Nunca encontraremos palavras para expressar nossa dor pela morte de Alex e nosso desprezo pelos nossos governantes. Como diz numa tradução livre de Neil Gaiman, da revista “Sandman”, que nosso filho fez para a abertura do seu memorial descritivo de mestrado, “o Homem não sabe o valor do saber, nem pode encontrá-lo na terra dos vivos… pois o preço da sabedoria está acima dos rubis”.
Nós recebemos o diploma de biólogo e professor de Biologia em nome de Alex, que ama a Biologia, quer estudar doenças raras e ama ser professor. Ele diz: “Quero ser professor, porque como professor eu posso fazer a mudança. Gosto de ver o aluno entrar na sala de um jeito e no final do ano sair de outro”.

Fazemos questão de falar do Alex sempre no presente porque ele nunca morrerá para nós. Ele agora faz parte das estatísticas sobre a violência e crime no Estado do Rio de Janeiro e no Brasil.

No Rio de Janeiro somos proibidos de ficar nos pontos de ônibus, somos proibidos de andar calmamente nas ruas, somos proibidos de nos sentir donos da cidade, pois a violência dos assaltos e as balas perdidas que destroem pela dor inúmeras famílias são resultado, como diz o secretário de Segurança José Mariano Beltrame, “de uma nação de criminosos que se criou no Rio de Janeiro nos últimos 30, 40 anos”.São décadas de descalabro.

A morte de Alex simboliza o desprezo do Estado pelos seus cidadãos, pelos seus professores, seus cientistas, pela educação e pelo desenvolvimento.

Coisas simples como a poda de árvores e a iluminação do local, na rua General Severiano, em frente ao campus da UFRJ, teriam impedido a morte de nosso filho. Será que somos tão desprezados como cidadãos que até coisas simples como iluminação e cuidados com as árvores temos que mendigar? Na “nação de criminosos” da qual nos fala o senhor secretário de Segurança nós incluímos os que permitiram que chegássemos a este ponto.

Mausy Schomaker e Andrei Bastos são os pais do jovem Alex, morto num assalto em Botafogo.

Ex-atleta paraolímpico joga tênis por 24 horas seguidas em cadeira de rodas para contribuir com uma boa causa.

por Redação Hypeness

  

O australiano Dylan Alcott é ex-atleta paraolímpico e campeão mundial de basquete. Há cerca de um ano ele decidiu tentar o tênis e, recentemente, foi convidado a participar de um desafio realmente difícil: para ajudar a levantar fundos para duas instituições que amparam crianças com deficiência, ele precisaria jogar por 24 horas, sem descanso.

O desafio, que aconteceu em dezembro de 2014, contou com a presença de diversos tenistas do mundo e foi um sucesso. Alcott, que apesar de estar há pouco tempo no esporte já é o segundo melhor cadeirante tenista do mundo, afirma que foi uma experiência sofrida, mas que valeu cada segundo na quadra. “Quando fecharam 20 horas, eu olhei para o meu pulso e ele estava quatro vezes o seu tamanho. O final estava me matando“, disse ele, que só teve alguns intervalos para ir ao banheiro e se alimentar, ao Good Men Project.

Além de estimular doações, o evento teve como objetivo mostrar que pessoas com deficiência vivem normalmente e que é preciso integrá-las à sociedade. “Há pessoas deficientes por aí fazendo coisas incríveis, mas infelizmente elas não têm a chance de mostrar isso – elas não saem de casa e não se misturam com o público geral, e quando o fazem, não-raro o público não sabe como lidar com isso“, disse.

Alcott, que nasceu com um tumor na coluna e precisou desde sempre contar com a ajuda de uma cadeira de rodas, conseguiu cumprir o desafio, quebrou um recorde mundial e ajudou a conquistar US$ 100 mil em doações para as instituições. E depois de tudo isso, agora em janeiro, ele foi campeão do Aberto da Austrália. Nada mal, hein?!

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Todas as fotos via Dylan Alcott/Facebook

Fonte: www.hypeness.com.br