sábado, 28 de fevereiro de 2015

Menino com paralisia cerebral luta para levar cão para a escola.

  Menino com paralisia cerebral luta para levar cão para a escola

Uma história que começou mal, mas acabou bem. Anthony Merchante é um menino norte-americano de sete anos com paralisia cerebral que só se consegue movimentar numa cadeira de rodas. O seu ‘guia’ é um cão chamado Stevie, o seu melhor amigo.
Stevie, um Staffordshire Terrier treinado para acompanhar doentes, alerta as pessoas à sua volta quando Anthony está a ter algum problema saltando para um sensor que se encontra na cadeira ou começando a ladrar. Está treinado também para ajudar a estabilizar a cabeça de Anthony caso este tenha uma crise. Para além disso, Stevie usa um colete encarnado que possui toda a medicação de Anthony e um manual de instruções que explica como esta deve ser administrada.
Monica, a mãe de Anthony, queria que Stevie o acompanhasse na escola, mas os directores dos estabelecimentos de ensino recusavam-se a aceitar a presença de um cão no local. Durante quatro meses, foi a própria Monica, mãe solteira, que teve de acompanhar Anthony durante o período de aulas na Nob Hill Elementary School. No entanto, esta mulher garante que o menino estaria seguro com o seu cão.
“Sinto-me completamente segura quando ele está com Stevie, porque sei que o cão vai procurar ajuda se for necessário (…) Ele adora o Anthony e o Anthony adora-o. O Stevie já chegou a salvar-lhe a vida”, disse Monica ao jornal Miami Herald.
Mas esta história tem um final feliz: O tribunal da Florida decretou esta semana que Stevie está finalmente autorizado a acompanhar Anthony na escola. Os dois amigos não podiam ter ficado mais contentes com o desfecho desta batalha judicial.

Câmara aprova projeto com regras para convênios entre governo e ONGs.

Proposta traz regras de transparência para obtenção de repasses.
Texto ainda precisa ser apreciado pelo Senado Federal.

Fernanda Calgaro Do G1, em Brasília

Imagem Ilustrativa
A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (24), por 442 votos a favor, 22 contra e 2 abstenções, um projeto de lei complementar que estabelece regras para repasses de órgãos públicos para organizações não-governamentais (ONGs). A matéria precisa ainda ser apreciada pelo Senado.

O texto, apresentado pelo deputado Esperidião Amin (PP-SC), cria regras de transparência e governança, além de tipificar como crime de responsabilidade fiscal as faltas do administrador público que liberar dinheiro quando forem comprovadas irregularidades em convênios.


Para o autor do texto, a proposta é inovadora porque responsabiliza por eventuais desvios não apenas quem libera os recursos, mas também quem deu parecer pela aprovação da parceria e o responsável pela ONG. O objetivo, diz Amin, é tornar mais transparente e regular o controle da destinação dos recursos.

Ele explicou que o projeto irá complementar a lei aprovada no ano passado que trata da assinatura de contratos entre o setor público e as entidades, conhecida como marco regulatório das ONGs.

Pela proposta aprovada pela Câmara nesta terça, fica proibida a destinação de recursos para ONGs que tenham agentes políticos ou parentes no seu quadro dirigente. A entidade também não poderá ter entre seus diretores pessoas condenadas em órgãos colegiados por crimes contra a administração pública ou o sistema financeiro privado, além de condenados à prisão por conta de crimes eleitorais.

A proposta prevê ainda que, para firmar convênios públicos, a ONG deverá comprovar capacidade gerencial e técnica, e não poderá ter agentes públicos entre os seus quadros. Tampouco poderá funcionar apenas como intermediária de prestação de serviços. A entidade deverá, ainda, divulgar na internet informações sobre todos os projetos executados e em execução, além de dados sobre os dirigentes, com suas atribuições e remunerações.


A proposta aprovada na Câmara determina que o poder público também divulgue na internet a relação das ONGs impedidas de celebrar contratos de repasse, termos de parceria e convênios com entidades da administração pública. Os órgãos de controle interno e externo terão que elaborar um plano anual de fiscalização dos contratos.


Senador cria proposta para inclusão de pessoas com deficiência na lei de cotas.

Redação Bonde/Agência Senado

                                                                                                                                                        Agência Senado
          Agência Senado - Senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
             Senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)


O senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) apresentou esta semana proposta para facilitar o ingresso de pessoas com deficiência nas universidades públicas e nas escolas federais de ensino técnico de nível médio. Para corrigir o que ele considera uma injustiça, o PLS 46/2015 inclui as PCDs na lei que garante cotas a negros, índios e pardos nestas instituições. 

Acho que (a lei) tem um erro de origem, no momento em que se garantiram cotas para negros e índios, já deveria ter sido garantido também para os portadores de deficiência. Então, meu projeto vem para reparar esse equívoco cometido no passado, para que possamos garantir essa reserva de vaga para todos aqueles que são portadores de necessidades especiais — declarou em entrevista nesta última quarta-feira (25). 

Para Cássio, os cidadãos com deficiência podem contribuir para o desenvolvimento social, se receberem as oportunidades que lhes são devidas. 

A proposta altera a Lei 12.711/2012 e estende a proteção da "lógica das cotas" às pessoas com deficiência, além de negros, índios e pardos já previstos. A oferta da cota deve observar ainda o benefício aos estudantes que cursaram o ensino regular em instituições públicas, como também prevê a legislação em vigor. 

As cotas deverão ser aplicadas respeitando a proporção respectiva de negros, pardos, indígenas e de pessoas com deficiência na população da unidade da Federação onde está instalada a instituição, observando dados do último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O instrumento legal prevê ainda revisão desta política de cotas após 10 anos de sua publicação. 

O PLS 46/2015 aguarda emendas e designação de relator na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) e depois segue para análise da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), onde recebe decisão terminativa. 

Matrículas 

De acordo com o Censo da Educação Superior 2013, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) no ano passado, as matrículas de portadores de deficiência em cursos de graduação aumentaram quase 50% nos últimos quatro anos, sendo a maioria em cursos presenciais. Em 2013 eram quase 30 mil alunos, enquanto em 2010 eram pouco mais de 19 mil. Com o benefício das cotas, o número deve crescer mais ainda. 

Existe visivelmente uma discriminação, um espaço mais restrito, e ao garantir a cota, possibilitaremos o acesso dos portadores de deficiência com os mesmos critérios e justificativas que foram usadas para as cotas raciais — acrescentou Cássio Cunha Lima. 

Os dados do Inep mostram que o total de alunos na educação superior chegou a 7,3 milhões em 2013, quase 300 mil matrículas acima do registrado no ano anterior. No período 2012-2013, as matrículas cresceram 3,8%, sendo 1,9% na rede pública e 4,5% na rede privada. 

No país, há 45,6 milhões de pessoas com alguma deficiência, de acordo com o Censo Demográfico de 2010. Isso corresponde a 23,9% da população brasileira, de 203 milhões de cidadãos.

Câmara aprova a criação da Comissão de Defesa das Pessoas com Deficiência.

A comissão deverá ser formada por 20 deputados e tratará de todas as

matérias relativas às pessoas com deficiência.


Reportagem - Eduardo Piovesan  - Edição – Regina Céli Assumpção

Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados



A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (25) a criação da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência. No final da noite, a proposta foi aprovada pelo Plenário e em seguida promulgada, podendo ser instalada quando as demais comissões retomarem as atividades.
A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência é a 23º comissão permanente da Câmara e deverá ser formada por 20 deputados.
O colegiado será responsável por analisar os seguintes temas:

- todas as matérias atinentes às pessoas com deficiência;
- recebimento, avaliação e investigação de denúncias relativas a ameaça ou violação dos direitos das pessoas com deficiência;
- pesquisas e estudos científicos, inclusive aqueles que utilizem células-tronco, que visem melhorar as condições de vida das pessoas com deficiência;
- colaboração com entidades não governamentais, nacionais e internacionais, que atuem na defesa dos direitos das pessoas com deficiência;
- acompanhamento de ações tomadas em âmbito internacional por instituições multilaterais, estados estrangeiros e organizações não governamentais internacionais nas áreas da tutela da pessoa com deficiência;
- acompanhamento da ação dos conselhos de direitos das pessoas com deficiências, instalados nos municípios, estados, Distrito Federal e União.

Dignidade
A proposta consta do projeto de Resolução 20/11, da deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), 3ª secretária da Mesa, e dos ex-deputados Rosinha da Adefal e Walter Tosta.

A eleição deles, em 2010, levou a Câmara a realizar uma série de alterações nas dependências da Casa para garantir a acessibilidade dos parlamentares. Os autores ressaltam que tramitam no Congresso cerca de mil proposições sobre direitos, programas e ações para portadores de necessidades especiais. Esses projetos, segundo eles, poderiam ser analisados pela nova comissão. "Isso comprova a relevância de se criar uma comissão permanente para discutir a temática da pessoa com deficiência de maneira mais aprofundada e criteriosa".
O texto aprovado é o substitutivo do deputado Waldir Maranhão (PP-MA), 1º vice-presidente da Casa.
Maranhão destaca que a criação desse colegiado “é medida que se impõe como condição necessária à efetivação do princípio constitucional da dignidade da pessoa humana”.
Ele ressalta ainda que o Congresso Nacional deve assumir o protagonismo no trato dessa matéria com a criação de “normas que possibilitem a plena e efetiva participação dessas pessoas na sociedade em igualdade de oportunidades com os demais membros do grupo social”.

PrudenExpress apura queda de cadeirante que saía de ônibus.

Empresa afirma que 'plataforma não estava posicionada corretamente'. Usuários registraram momento após incidente no Jardim Aviação.

Stephanie Fonseca Do G1 Presidente Prudente

                     

A Pruden Express, empresa que disponibiliza transporte municipal em Presidente Prudente, iniciou nesta quinta-feira (26) uma apuração interna para investigar o que causou a queda de um cadeirante de um dos ônibus da companhia no momento em que ele desembarcaria do veículo. Segundo o coordenador do Centro de Gerenciamento Operacional (CGO), José Ricardo Góis, o problema ocorreu no Jardim Aviação nesta quarta-feira (25) e foi registrado por outros passageiros em vídeo.

Click AQUI para ver o vídeo.

As imagens foram disponibilizadas pelo pizzaiolo Ítalo Micael de Souza, de 26 anos, que estava no interior do veículo no momento do acidente. Ele relatou ao G1 que o homem estava sozinho no ônibus e, quando foi desembarcar, aparentemente a plataforma travou e causou a queda.

Segundo o pizzaiolo, a vítima sofreu ferimentos no rosto. “Não vi quando ele foi socorrido, pois continuei meu trajeto a pé, porém o motorista solicitou uma troca de veículo”, comentou.

Caso foi registrado nesta quarta-feira (25) (Foto: Ítalo Micael de Souza/Arquivo pessoal)Caso foi registrado nesta quarta-feira (25)
(Foto: Ítalo Micael de Souza/Arquivo pessoal)
De acordo com Góis, o cadeirante foi desembarcar e, neste momento, a trava da plataforma não estava posicionada adequadamente. Por conta disso, ela não suportou o peso e fez com que o usuário caísse em frente a um dos pontos de parada.

“Já foi feito o pedido para levantar se o usuário não esperou ou se foi um problema na trava”, afirmou o coordenador do CGO.

Ainda conforme a empresa, o deficiente recebeu apoio dos funcionários que trabalhavam no momento do incidente. O Corpo de Bombeiros também foi acionado para atender a ocorrência.

Fonte: g1.globo.com

Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência vistoria condições de calçadas em torno da Santa Casa.

 A inspeção tem o objetivo de mapear as condições das vias públicas, visando um melhor aproveitamento do espaço e torná-lo acessível a todas as pessoas, independente de sua condição de mobilidade.

Da Redação     

        Imagem http://www.prefeitura.sp.gov.br/ - Ilustrativa
         

Os engenheiros e arquitetos da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED) estão realizando vistorias nas calçadas em torno da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo durante o mês fevereiro. A inspeção tem o objetivo de mapear as condições das vias públicas, visando um melhor aproveitamento do espaço e torná-lo acessível a todas as pessoas, independente de sua condição de mobilidade.

O mapeamento das calçadas do bairro da Santa Cecília começou após a Secretaria receber diversas denúncias de falta de acessibilidade dos frequentadores da Santa Casa. Por se tratar de uma rota de acesso a um equipamento de saúde pública, a comissão técnica da SMPED estabeleceu quais ruas seriam analisadas, para assim identificar o que deve ser corrigido, conforme as normas técnicas vigentes.

Marianne Pinotti, secretária municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, fala da importância da vistoria: “Precisamos readequar as calçadas e garantir o direito de ir e vir não apenas para pessoas que utilizam cadeira de rodas ou cegos, mas também para idosos, jovens com mobilidade temporariamente reduzida, enfim, para todas as pessoas”, comenta.

Os técnicos analisam as irregularidades das calçadas, como buracos, inclinações das rampas, guias rebaixadas, condições do piso tátil, obstáculos no caminho, falta de sinalização, entre outros. Todas as falhas encontradas são fotografadas e marcadas, e ao final de todo o processo, é feito um relatório com propostas de correções e entregue à Subprefeitura da região, responsável pela notificação aos responsáveis. No caso das calçadas estarem nas rotas acessíveis, a obra é feita pela própria regional.

O bairro onde está localizada a Santa Casa de São Paulo é um dos locais que integrará os 850 mil m² de passeios públicos nas chamadas rotas acessíveis do programa de metas da Prefeitura de São Paulo, apresentada no inicio do governo do prefeito Fernando Haddad. Regiões, como Pinheiros, Aricanduva, Mooca, entre outras, já foram contempladas com as adequações.

Fonte: saci.org.br - Imagem http://www.prefeitura.sp.gov.br/ 

Nova Odessa é primeira cidade do Estado a ter academia adaptada coberta.

Fotos: Osnei Restio

Nova Odessa é a primeira cidade do Estado de São Paulo a ter uma academia adaptada coberta. A obra, feita em parceria com a Secretaria dos Direitos das Pessoas com Deficiência, do Governo do Estado, foi inaugurada no último sábado pelo prefeito Benjamim Bill Vieira de Souza e conta com equipamentos desenvolvidos especialmente para atender as pessoas com deficiência da cidade.


O secretário de Esportes, Ângelo Roberto Réstio, destacou a importância do espaço para o bem estar das pessoas com deficiência. “Nova Odessa é a única cidade do Estado a ter uma academia coberta. Fizemos assim para dar mais conforto para quem for usar os equipamentos”, afirmou. 


A academia, que recebeu o nome de Leonildo Felipe Bichof, possui conjuntos de musculação e ginástica de baixo impacto físico e conta com diversos aparelhos para fortalecimento e tonificação dos membros superiores, como giro de punho, bicicleta de mão, roda dupla, twist, barras para alongamento e equipamentos para bíceps e tríceps. O uso deles auxilia nas capacidades físicas, postura, mobilidade e independência nas atividades da vida diária e proporciona benefícios diretos na melhora da autoestima, autonomia e qualidade de vida. 



Segundo Réstio, além de cadeirantes, pessoas com mobilidade reduzida poderão utilizar o espaço. Para isso, serão disponibilizadas duas cadeiras de rodas para auxiliar nos exercícios. 



Instalada em frente ao Ginásio de Esportes Jaime Nércio Duarte, a academia oferece todo suporte às pessoas com deficiência, como banheiros adaptados e acesso de carro até próximo ao espaço. “Estamos com este projeto fazendo a inclusão social e esportiva e valorizando uma parcela da população que infelizmente ainda é marginalizada pela sociedade”, complementou o secretário.



O profissional de Educação Física Gilvan Gaia, que acompanhará os usuários da academia, ressaltou que além do gasto calórico e fortalecimento muscular, a prática de exercícios físicos ativa os hormônios serotonina e endorfina, responsáveis pelo bem estar. “Os exercícios, claro, auxiliam na perda de peso e fortalecimento, mas há também a questão do sentir-se bem que é proporcionada pela prática de atividades físicas”, disse. Segundo Gaia, o treino será feito atendendo às necessidades do aluno, sempre visando melhora de sua mobilidade. 



Para o presidente da Apnen (Associação dos Portadores de Necessidades Especiais) de Nova Odessa, Carlos Alberto Raugust, o projeto vai beneficiar uma parcela importante de moradores. “Nosso Censo apontou que existem 448 pessoas com algum tipo de deficiência em Nova Odessa e, destas, 162, têm alguma deficiência física. Esta é uma iniciativa que vai ajudar muito estas pessoas”, afirmou.



Raugust destacou ainda a parceria da entidade com a Prefeitura para divulgar o projeto e, com isso, atender o maior número de pessoas. “Nosso papel é incentivar o uso deste espaço”, disse.



Para utilizar a academia, o interessado deverá fazer agendamento prévio. Informações podem ser obtidas no Ginásio de Esportes Jaime Nércio Duarte, que está localizado na Rua João Bassora, 543 – Jardim Santa Rosa. O telefone é o 3498-1561 e 3476-2449.

Fonte: www.novaodessa.sp.gov.br - Diretoria de Comunicação

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Graças a olho biônico, homem cego enxerga sua mulher pela primeira vez em uma década.

por Redação Hypeness


Como seria a sensação de uma pessoa cega poder enxergar novamente? Graças a um olho biônico, Allen Zderad, que perdeu a visão completamente, pôde rever sua esposa depois de uma década. Allen adquiriu uma doença degenerativa chamada retinite pigmentosa, que afeta a retina dos olhos e não tem tratamento eficaz ou cura. Aos 68 anos de idade ele estava totalmente cego, conseguindo enxergar apenas a presença de luzes fortes.

Há dez anos que Allen não vê o rosto de sua esposa Carmen e de seus 10 netos, apenas consegue lembrar o rosto do mais velho e nem chegou a conhecer os mais novos. Um deles, que estava com a mesma doença em estágio inicial, foi a uma consulta médica com Raymond Iezzi Jr., pesquisador e oftalmologista. O médico disse: “Diga ao seu avô que eu gostaria de vê-lo”. Felizmente, descobriu-se que Allen era o paciente ideal para o primeiro ensaio clínico do olho biônico em Minnesota, Estados Unidos.

Conhecido como Second Sight Argus II“, o sistema de prótese de retina permite que cegos enxerguem formas humanas e reflexos de luz.  Allen foi a 15ª pessoa a receber os óculos nos Estados Unidos. A primeira indicação de que o dispositivo funcionou veio na forma de um momento de emoção, quando Allen pulou para abraçar sua esposa. Agarrou-a em seus braços, sorriu de felicidade e depois caiu em prantos. Embora não seja possível ver todos os detalhes dos rostos ou imagens, Allen conseguiu andar por uma sala cheia de pessoas e encontrar quem era sua esposa. “Como a encontrou?” perguntaram ao paciente emocionado. “É fácil, ela é a mais bonita na sala“, respondeu.


Um milagre da tecnologia e uma história de amor. Veja abaixo o vídeo emocionante que mostra a reação de Allen ao ver sua esposa novamente:


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Todas as imagens via Usatoday

Fonte: www.hypeness.com.br

Cientistas criam pílula que permite detectar câncer por meio de um simples exame de sangue.

por Redação Hypeness

                                                                                          Foto © Stanford University
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A luta contra o câncer não é nada fácil e pode ser ainda pior quando a doença é diagnosticada já em fase avançada. Não seria incrível poder identificar um tumor por meio de algo simples como um exame de sangue? Essa é a proposta de um grupo de pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, que criou uma pílula capaz de indicar no sangue a presença de células cancerígenas em qualquer lugar do corpo.

Ao engolir a pílula, ela se dissolve no estômago, liberando diversas partículas que são absorvidas por células cancerígenas e fazem com que essas células soltem no sangue uma proteína específica. Dois dias depois de tomar o comprimido, um exame de sangue comum seria capaz de dizer se você tem ou não câncer e daria, inclusive, uma ideia do tamanho do tumor. “Nós enxergamos um poderoso novo paradigma para gerenciar o câncer, que envolve a detecção do tumor por meio de um exame de sangue, a localização do tumor por meio de um exame genético-molecular e o tratamento desse tumor“, explicou Sanjiv Gambhir, pesquisador que está à frente do projeto durante o World Molecular Imaging Congress.

O estudo, publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences, explica que a pílula consiste em pequenos anéis de DNA adaptado chamados de minicírculos, capazes de serem ativados apenas por células cancerígenas. Testes realizados com ratos em laboratório mostraram que a técnica tem um potencial relevante e poderia ser desenvolvida a ponto de não só indicar a presença das células doentes, mas também monitorar a eficácia de tratamentos e evitar que diagnósticos sejam feitos somente quando o tumor já está em estágio avançado. Estima-se que em até uma década haja um parecer concreto sobre o uso desse tratamento em humanos.

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                          Foto © Stanford University

Comportamento de consumo e lazer das pessoas com deficiência.

por Ricardo Shimosakai

  O Estudo do Perfil de Turistas com Deficiência mostra que a grande maioria das pessoas com deficiência física tem uma vida bastante ativa.

Perfil de Turistas com Deficiência mostra que a grande maioria das pessoas com deficiência física tem uma vida bastante ativa.
Contextualizando dados do IBGE (2010), que apontam para uma grande parcela da população brasileira com algum tipo de deficiência, o objetivo do estudo foi identificar as características, comportamentos de consumo e necessidades dos turistas (reais e potenciais) com deficiência.
A partir dos resultados coletados, o que se propõem é que este conhecimento sensibilize a cadeia produtiva do turismo para a adequação dos serviços oferecidos.
Foram pesquisados dois grupos distintos de pessoas com deficiência: os chamados turistas “reais” e turistas “potenciais”, que residem atualmente nas cidades de Belo Horizonte, São Paulo, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Curitiba.
Os turistas “reais” são aqueles que viajaram a lazer para algum destino turístico brasileiro nos últimos 12 meses. Já os turistas “potenciais” são aqueles que não viajaram no último ano, mas que pretendem viajar a lazer para algum destino turístico nos próximos 12 meses.
O estudo foi realizado com cinco grupos focais, formados por pessoas com os quatro tipos de deficiência (visual, auditiva, física e intelectual); foram feitas também entrevistas em profundidade, entre os dias 13 e 20 de maio de 2013. Os participantes, num total de 80 pessoas, moravam nas cidades de Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre, principais centros emissores de turistas.
Perfil dos turistas
A análise das atividades praticadas nas viagens levou a identificação de perfis organizados diferenciados que foram organizados em quatro segmentos:
Pacatos e receosos – Geralmente suas viagens destinam-se a visitar parentes e familiares. Preferem ficar em casa, assim como fazem em suas cidades de origem. Quando saem, o fazem na companhia dos familiares que lhes prestam toda atenção e auxílio.
Querem conhecer – Viajam para conhecer pontos turísticos específicos. É importante registrar com fotos e filmagens os locais onde estiveram. Gostam de fazer isso na companhia de amigos. Aproveitam também o comércio local (gastronomia, artesanatos, produtos com preços diferenciados).
Históricos e Culturais – Se interessam muito pela parte histórica e cultural das cidades onde vão. Procuram se inteirar sobre tudo que envolve história, cultura e artes. Entre suas atividades, destacam-se idas a museus, teatros, cinemas e marcos históricos.
Ousados e Corajosos – Viajam em busca do novo e do inusitado. Se lançam em busca de atividades que os levem a romper limites. Estão em busca do desafio, mas não o fazem de modo irresponsável, procuram se assegurar de que estarão bem. Entre estes, nota-se a presença daqueles que curtem esportes radicais e ecoturismo.
Resultados
Quando se analisa as atividades realizadas na esfera de consumo e lazer, a pesquisa revela que esse público está envolvido com um grande número de ocupações como visitar a família, ir ao cinema, navegar pela internet, encontrar amigos, estudar, ir ao shopping, participar de eventos voltados para pessoas com deficiência e viajar.
Navegar na internet e viajar são as duas atividades mais presentes na vida dos pesquisados. A investigação sobre os hábitos de mídia trouxe a internet como sendo o canal principal utilizado e que, entre os fatores que motivam suas viagens, estão: conhecer novos lugares, novas culturas, ver novas paisagens ou mesmo, especificamente, ir à praia.
Mas a pesquisa destaca que as pessoas com deficiência procuram planejar bem suas viagens, pois ele minimiza riscos, conferindo mais segurança e tranquilidade na viagem, permitindo também a criação de contingências (para evitar perda de tempo, gastos extras e constrangimentos), e que pesquisas de preço sejam feitas para que se chegue a uma maior economicidade.
As cidades que oferecem melhor acessibilidade no país são: Recife, São Paulo, Socorro (SP), Rio de Janeiro e Curitiba. Aquelas que oferecem menor acessibilidade, na opinião dos participantes, são Manaus, Goiânia, interior de Goiás, Pantanal, praias em geral e Brasília. As que foram avaliadas medianamente são Natal, Fortaleza, Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre.
Os respondentes espontaneamente declaram também que existem cidades onde as pessoas são mais receptivas, atenciosas e prestativas (São Paulo, Recife), assim como existem aquelas onde as pessoas são indiferentes e menos capacitadas (Curitiba, Fortaleza, Rio de Janeiro).

Abertas inscrições para VII Concurso de Moda Inclusiva.

  


A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo realiza o Concurso Moda Inclusiva, há sete anos. A edição de 2015 está com inscrições abertas para estudantes ou profissionais de Moda de todo o país e do mundo.
 
As inscrições para o VII Concurso Moda Inclusiva estão abertas de 26 de fevereiro a 31 de julho e podem ser feitas no site oficial do Concurso. A finalidade é promover o debate sobre a moda diferenciada e acessível, reconhecendo iniciativas que se destaquem em proporcionar funcionalidade ao vestuário e autonomia ao usuário. Para se inscrever, o participante deve preencher a ficha de inscrição disponível exclusivamente no site http://modainclusiva.sedpcd.sp.gov.br/inscricao.
 
Os 20 melhores trabalhos inscritos serão apoiados com tecido para a confecção das roupas e participarão do desfile final em um grande evento no dia 9 de novembro, na capital paulista, durante a Feira+Fórum Reabilitação. Os três melhores colocados serão premiados.

Moda Inclusiva
O Concurso Moda Inclusiva é uma iniciativa da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo e foi o primeiro realizado no Brasil e também inédito no âmbito internacional nesse formato.

O concurso vai ao encontro da Missão da Secretaria e tem o objetivo de contribuir para uma sociedade mais justa e inclusiva, na qual todos tenham acesso igualitário aos produtos, bens e serviços disponíveis. O concurso também pretende incentivar o surgimento de novas soluções e propostas em relação ao vestuário acessível para as pessoas com deficiência.
 
O concurso culmina com os vencedores desfilando sua criação para autoridades e convidados. A primeira edição foi na sede da Secretaria, em 2009; a segunda, no Museu da Língua Portuguesa, em 2010; sua terceira edição foi realizada no Museu da Casa Brasileira, em 2011; e a quarta e quinta edições, no Museu Brasileiro de Escultura – MuBE, em 2012 e 2013. A sexta edição, em 2014, foi na Feira+Fórum, no Centro de Convenções Anhembi e, em 2015, se repete na Feira+Fórum, desta vez no Expo Center Norte.


SERVIÇO
VII Concurso Moda Inclusiva 
Data de inscrições: 26 de fevereiro a 31 de julho de 2015
Regulamento e inscrições: http://modainclusiva.sedpcd.sp.gov.br/

São Paulo é eleito e ocupa cadeira titular no Conade.

                     


Pela primeira vez, o Estado de São Paulo foi eleito e será representado pelo Conselho Estadual para Assuntos da Pessoa com Deficiência – CEAPcD para participar do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – CONADE, órgão da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. A deliberação aconteceu na última segunda-feira, 23 de fevereiro, durante a eleição dos representantes para o biênio 2015-2017.
 
De acordo com a presidente do CEAPcD, Maria Gorete Cortez de Assis, “o objetivo dessa interlocução é fazer a diferença na melhoria das políticas públicas voltadas à pessoa com deficiência, agora em âmbito nacional”. Segundo ela, o que a norteará será a Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência, com o intuito de promover, proteger e assegurar a cidadania plena da pessoa com deficiência, com observância ao lema “nada sobre nós sem nós”.
 
Pelo resultado inusitado, Gorete Assis expressou agradecimento aos apoios recebidos. “Agradecemos aos Estados que nos apoiaram no pleito pois conhecem nossa extensa trajetória de luta na área dos direitos da pessoa com deficiência; ao inestimável apoio da Excelentíssima Dr.ª Linamara Rizzo Battistella, Secretária de Estado (dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo), que apoiou a atual gestão mesmo nos momentos de turbulência institucional atravessado pelo CEAPcD no ano de 2014”.
 
O que é o CONADE?
 
O Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência - CONADE é um órgão superior de deliberação colegiada, criado para acompanhar e avaliar o desenvolvimento de uma política nacional para inclusão da pessoa com deficiência e das políticas setoriais de educação, saúde, trabalho, assistência social, transporte, cultura, turismo, desporto, lazer e política urbana dirigidos a esse grupo social.
 
O CONADE faz parte da estrutura básica da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR).
 
Resultado Final | Entidades Eleitas
 
1.1. Área de Deficiência Visual:
a) Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV);
b) Organização Nacional de Cegos do Brasil (ONCB).
 
1.2. Área de Deficiência Intelectual:
a) Federação Nacional das APAEs (FENAPAE);
b) Federação Nacional das Associações Pestalozzi (FENASP).
 
1.3. Área de Condutas Típicas:
a) Associação Brasileira de Autismo (ABRA).
 
1.4. Área de Deficiência Múltipla:
a) Associação de Pais, Amigos e Pessoas com Deficiência, de Funcionários do Banco do Brasil e da Comunidade (APABB).
 
1.5. Área de Deficiência Física:
a) Associação Brasileira de Ostomizados (ABRASO);
b) Associação Brasileira de Rugby em Cadeira de Rodas (ABRC);
c) Organização Nacional de Entidades de Pessoas com Deficiência Física (ONEDEF).
 
1.6. Área de Deficiência por Causas Patológicas:
a) Federação Brasileira de Associações Civis de Portadores de Esclerose Múltipla (FEBRAPEM);
b) Federação das Associações de Renais e Transplantados do Brasil (FARBRA).
 
1.7. Trabalhadores:
a) Central Única dos Trabalhadores (CUT).
 
1.8. Comunidade Científica:
a) Academia Brasileira de Neurologia (ABN).
 
1.9. Síndromes:
a) Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD).
 
1.10. Área de Deficiência Auditiva:
a) Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (FENEIS).
 
1.11. Empregadores:
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Cientistas criam mão biônica tão hábil quanto mão enxertada.

Três vítimas de acidente tiveram mão amputada para receber prótese. Reconstrução biônica é menos arriscada que o enxerto da mão, diz estudo.

Foto da mão biônica criada

Uma equipe austríaca criou uma mão biônica, comandada pelo cérebro, que dá vantagens comparáveis na vida cotidiana às de um membro enxertado.
A revista médica "The Lancet" revelou nesta quarta-feira que três homens austríacos se beneficiaram com sucesso, entre abril de 2011 e maio de 2014, da técnica desenvolvida pelo professor Oskar Aszmann, da Universidade de Viena.
Até agora, o único exemplo conhecido era o de um lituano de 21 anos, que nasceu com uma má-formação congênita. Seu braço inerte recebeu o implante de uma prótese mecânica. A cirurgia foi realizada pelo professor Aszmann no fim de 2014.

Os três pacientes citados pela revista britânica foram vítimas de graves acidentes, que danificaram seu plexo braquial, um emaranhado de nervos situado na altura do pescoço e que comanda os movimentos dos membros superiores.
Lesões no plexo braquial representam uma espécie de amputação interna, que corta irreversivelmente o vínculo entre a rede nervosa e o membro.
O procedimento de reconstrução biônica implica, por isso, que o paciente aceite previamente uma amputação eletiva da mão.
Segundo o professor Aszmann, a reconstrução biônica é menos arriscada que o enxerto da mão, praticado desde 1997, e que implica o uso de medicamentos imunossupressores muito fortes. Às vezes, pode ser necessário reamputar o membro.
Sem efeitos colaterais
"No caso de perda de uma única mão, acho que a reconstrução biônica traz mais benefícios, porque não tem efeitos colaterais e porque a qualidade da função recuperada é quase tão boa quanto a de um enxerto", explicou o cirurgião austríaco à AFP.
"Não há sensibilidade, não há carne, nem sangue, só plástico e componentes. Mas do ponto de vista funcional, é comparável a um enxerto", informou.
A grande novidade é que essa equipe vienense voltou a criar uma transmissão completa do impulso neurológico até a mão biônica.

A mão está equipada com captores que respondam aos impulsos elétricos que os músculos emitem.
Para consegui-lo, o professor Aszmann enxerta nos antebraços dos pacientes músculos extraídos do interior de seus músculos e, depois, nervos provenientes de outra área da medula espinhal, diferente do plexo braquial.
"A mão está muito longe do cérebro", explicou o médico. "Isto implica regenerar mais de um metro de nervos. A segunda dificuldade é que a própria mão precisa de uma grande quantidade de impulsos enviados pelos nervos para fazer o que pode fazer", completou.
Antes de sua amputação, os pacientes passam por um treinamento cognitivo de vários meses: primeiro, para controlar uma mão virtual representada em vídeo e, então, exercitando-se com uma mão híbrida colada em sua mão de verdade.
"Alguns pacientes, ao final do processo, não podem ser candidatos à reconstrução biônica", explicou Oskar Aszmann, "seja porque não têm nervos suficientes, ou porque não estão prontos psicologicamente, ou por falta de um ambiente adequado", isto é, a possibilidade de cuidar da prótese onde vivem.

Transplante de cabeça pode se tornar realidade em apenas 2 anos, diz médico.

do UOL

Do UOL, em São Paulo
                                                                                                                                                                                                  iStock



Um cirurgião italiano tem planos de realizar o transplante de cabeça de uma pessoa viva para o corpo de um doador e afirma que a tecnologia que permitiria tal procedimento estará disponível em apenas dois anos.

Segundo o médico Sergio Canavero, o projeto que reunirá uma equipe de cirurgiões terá início em junho em Maryland, nos Estados Unidos.

Durante anos, Canavero vem afirmando que a ciência médica avançou ao ponto que um transplante de corpo inteiro é uma possibilidade real. Ele publicou recentemente um artigo no qual explica como seria a cirurgia. Em entrevista à revista "New Scientist", o médico disse que os transplantes de corpo inteiro seriam usados para prolongar a vida de pessoas afetadas por doenças terminais.

"Se a sociedade não quiser algo assim, não vou seguir em frente. Mas se as pessoas não querem essa possibilidade nos Estados Unidos ou na Europa, não significa que não possa ser feito em outro lugar", disse.

Pelo procedimento descrito pelo médico italiano, os cirurgiões iriam resfriar a cabeça do paciente e o corpo do doador, para que suas células não morressem durante a operação. O pescoço seria então cortado, as veias ligadas com tubos bem finos, e a medula espinhal cortada com bisturi bem afiado para minimizar danos aos nervos. A cabeça seria movida e transplantada para o corpo do doador. Para permitir que nervos e medula de um corpo se fundissem a outro, a equipe usaria uma substância chamada glycol polyethyleno. O paciente seria mantido em coma durante semanas, para evitar que se movesse, permitindo a correta ligação. Após sair do coma, Canavero afirma que o paciente seria capaz de falar e mover o rosto, mas considera que seria preciso um ano de fisioterapia para que o paciente voltasse a mover o corpo.

Além da tecnologia, o maior entrave para a realização de uma cirurgia tão radical está na questão moral e ética. Para que pudesse ser realizada, o processo envolveria o uso de primatas em testes, o que poderia levantar a ira de grupos de proteção aos animais. E depois, testes em humanos.

"O maior problema em relação a esse procedimento é mesmo a questão ética", afirmou Canavero à revista "New Scientist". "Será que esta cirurgia deveria ser feita? Muitas pessoas, com certeza, vão discordar".

A ideia de transplantes de corpo inteiro -- ou transplantes de cabeça, dependendo da perspectiva -- já foi tentada anteriormente. Em 1970, Robert White liderou uma equipe na Universide Case Western Reserve em Cleveland, nos Estados, que tentou transplantar a cabeça de um macaco no corpo de outro animal da mesma espécie. Os cirurgiões pararam antes de finalizar a ligação da medula espinhal, então o macaco acabou paralisado, sem conseguir mover o corpo.

No ano passado, pesquisadores da Universidade Médica de Harbin, na China, avançaram nos procedimentos com ratos de laboratório. Eles esperam aperfeiçoar o procedimento do que consideram "um marco na história médica que poderá salvar milhões de pessoas".

Apesar do entustiasmo de Canavero, muitos cirurgiões e neurocientistas acreditam que há dificuldades enormes que não permitiriam que tal cirurgia fosse feita em futuro próximo. O maior entrave é que ninguém sabe como reconectar nervos espinhais e fazê-los funcionar novamente. Se isso fosse possível, pessoas paralisadas devido a acidentes poderiam voltar a andar novamente.

"Não há evidência de que a conectividade de nervos, medula e cérebro poderiam levar ao pleno funcionamento das funções motoras após um transplante de cabeça", afirmou Richard Borgens, diretor do Centro para Pesquisa de Paralisia na Universidade Purdue em Indiana, nos Estados Unidos, à revista "New Scientist".

"As chances deste projeto se realizar são pequenas, pois se trata de um projeto muito grande", afirmou à revista Harry Goldsmith, professor de cirurgia neurológica na Universidade da Califórnia. "Eu não acredito que vá funcionar um dia, há muitos problemas envolvidos nesse procedimento".

Patricia Scripko, uma neurologista no Sistema de Saúde Valley Memorial na Califórnia, também não acredita no sucesso da empreitada, mas admitiu a possibilidade. "Se um transplante de cabeça fosse realizado algum dia, acho que seria um caso isolado. Não creio que vá acontecer porque ninguém acorda e diz 'Estou ficando velho, tenho artrite, talvez eu devesse pegar um corpo que funcione melhor e seja mais bonito'".