sábado, 21 de março de 2015

Combinação de anticoncepcional e cigarro pode causar derrame e trombose.

A agente de trânsito de Brasília que pediu para não se identificar é fumante e usa anticoncepcional. Há quase um ano, ela sofreu um derrame mas não teve sequelas.



"Na verdade eu não falei para o médico que eu fumava. Eu só fumo quando estou bebendo, mas eu não falei para o médico que eu fumava. Eu não falei nada. Posso até na próxima consulta informar né. Você quer saber a verdade mesmo? Eu não penso em falar porque eu não penso em parar, então ele vai me mandar parar. Por isso que eu não penso em falar."
 
O médico pneumologista da Divisão de Controle do Tabagismo do INCA, Instituto Nacional do Câncer, Ricardo Meirelles, explica que o derrame sofrido pela agente de trânsito pode ter sido provocado pela combinação do cigarro com anticoncepcional."Mulheres que fumam e usam pílula anticoncepcional elas têm um risco maior de ter problemas vasculares e ter até trombose, então, tem que ter muito cuidado e ser sempre avaliada pelo seu médico. Então, a associação do anticoncepcional com o tabagismo, propicia um aumento muito grande dessa possibilidade de ter um derrame cerebral, da mulher ter um infarto agudo do miocárdio. Então, se a mulher é fumante e usa o anticoncepcional, ela tem que parar um dos dois. De preferencia o cigarro. Mas ela não pode fumar e usar o anticoncepcional porque ela está usando uma bomba relógio que pode explodir a qualquer momento e ela ter um problema sério de saúde."
 
O Sistema Único de Saúde acolhe as mulheres que usam anticoncepcional e não conseguem parar de fumar. O pneumologista do INCA, Ricardo Meirelles, conta que existem mais de três mil Unidades Básicas de Saúde que oferecem tratamento de graça para quem quer interromper o vício."Tabagismo é uma doença existe um tratamento. Esse tratamento já está colocado na rede SUS há mais de dez anos. Então, existe várias unidades de saúde públicas no seu município que tem profissionais capacitados a prestar o tratamento do tabagismo, através de orientações, através de tratamento individual em grupos de apoio com tratamento específico e com medicamentos que vão diminuir os sintomas da falta de nicotina no cérebro, através de orientações e os medicamentos fazendo com que o fumante entenda como parar de fumar, como resistir à vontade de fumar e principalmente, como viver sem cigarro."
 
O trabalho do Brasil no controle do tabagismo recebeu reconhecimento internacional. O prêmio que atesta a eficiência no Controle Global do Tabaco foi entregue nesta semana durante a 16ª Conferência Mundial Sobre Tabaco ou Saúde em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos. Para saber mais sobre o tratamento gratuito para combater o vício do cigarro, acesse www.inca.gov.br/tabagismo.

Fontes: Diane Lourenço/ Agência Saúde - gestaodelogisticahospitalar.blogspot.com.br

Direito de Ir e Vir é Constitucional.

O artigo 5º da Constituição Federal estabelece o que se convencionou a chamar de direito de ir e vir de todos os cidadãos brasileiros.

  

O artigo 5º da Constituição Federal estabelece o que se convencionou a chamar de direito de ir e vir de todos os cidadãos brasileiros. Ou seja, qualquer pessoa, livre ou não de deficiência ou mobilidade reduzida, deve ter o direito de poder chegar facilmente a qualquer lugar.

A liberdade a que me refiro neste caso, é aquela que possibilitaria com que caminhássemos pelos passeios públicos sem nos deparar com desníveis, buracos, inexistência de ligação entre ruas e calçadas, rampas fora dos padrões, lixeiras, pontos de ônibus, bancas de jornais, bueiros destampados, ambulantes e pisos escorregadios.

Utopia ou não, o fato é que esses casos são ainda muito comuns nas mais diferentes cidades do Brasil. Nos países desenvolvidos a legislação de trânsito prioriza o pedestre facilitando sua travessia e forçando a redução da velocidade dos carros. No Brasil ocorre o contrário.

O privilégio concedido aos automóveis chega a criar barreiras intransponíveis para quem está a pé. Da mesma forma, nossos passeios públicos deveriam facilitar a circulação dos pedestres e possibilitar com que as pessoas com deficiência e seus familiares encontrassem menos ou nenhuma dificuldade para chegar até atendimentos de saúde, cinemas, igrejas, estabelecimentos comerciais, parques públicos, shows artísticos. Locais comuns e que devem ser frequentados por qualquer pessoa, mesmo aquelas sem condições ou com dificuldades de locomoção.

Os passeios sem qualidade e os locais inacessíveis inibem a circulação dessas pessoas, levando-as ao isolamento, forçando-as a se concentrarem em espaços fechados e impedindo-as de sociabilizarem-se.

As calçadas são os ambientes mais democráticos que existem, já que impulsionam as atividades econômicas. Por meio delas chegamos ao trabalho, ao comércio, aos clubes, aos shoppings. A grande questão é que esses espaços, conforme determinam as leis, são de responsabilidade do proprietário do imóvel e talvez por isso nos deparamos com as mais diferentes situações: pisos inadequados, degraus, raízes de árvores, enfim, passeios deteriorados e, o mais grave, inacessíveis.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2000, apontam que mais de 14% dos brasileiros convivem com algum tipo de deficiência definitiva. Esse dado pode aumentar significativamente, se incluirmos aí os idosos, os obesos ou os deficientes temporários, como aqueles que estão com algum membro imobilizado, assim como os milhares que se acidentam diariamente no trânsito de nossas cidades.

Um estudo do Hospital das Clínicas de São Paulo revelou que idosos e mulheres com sapato de salto alto são as duas vítimas mais comuns de acidades nas calçadas. Os Ministérios Públicos e uma parcela significativa das prefeituras municipais têm feito cumprir as legislações que prevêem que prédios de uso público e coletivo possibilitem acesso a todas as pessoas.

Mas, de que adianta ter, por exemplo, um banco com rampas e elevadores acessíveis, se as calçadas, que são a principal forma de acesso a esses locais e aos meios de transportes, são inacessíveis? A calçada acessível deve atender aos critérios contidos na NBR 9050/2004, da Associação Brasileira de Normas Técnicas. Os Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Creas), instituições que fiscalizam o exercício ilegal dessas profissões, há vários anos têm executado ações fiscalizatórias em parceria com os Ministérios Públicos Estaduais.

Essas iniciativas, inclusive culminaram em ações práticas direcionadas a toda a população, como o Guia Prático para a Construção de Calçadas, elaborado pelo Crea de Mato Grosso do Sul, com o apoio de instituições públicas e privadas. De forma prática e, gratuitamente, o guia chega a todas as classes sociais levando informações atualizadas sobre legislações, pisos adequados, rebaixamento de guias, instalação de mobiliários urbanos e até mesmo as espécies de árvores ideais para esse fim.

Enquanto nos couber a obrigatoriedade de construir e reformar nossas calçadas ou enquanto os poderes públicos não colaborarem executando os passeios, assim como se faz com a pavimentação asfáltica, não cometeremos erros alegando ignorância, já que temos à mão mecanismos gratuitos para que respeitemos nosso semelhante.

A questão merece realmente muita atenção. Falamos das cidades que deixaremos para as próximas gerações. As soluções já nos bateram à porta. A construção de ambientes acessíveis deve ser cadeira obrigatória nos cursos de engenharia e arquitetura.

Os órgãos públicos devem fazer cumprir a legislação e, principalmente, os engenheiros e arquitetos são os responsáveis pelos ambientes construídos. Muito nos cabe e já é chegada a hora de se caminhar olhando para o horizonte e não para baixo, desviando dos obstáculos do caminho. 



Mãe espanca o filho e mente que tem Osteogênese Imperfeita.

Um casal foi preso por  brutalizar seu bebê, deixando-o gravemente ferido.


Este casal vai certamente enfrentar tempo na prisão por abuso infantil.

Um casal na Flórida, EUA, Shellie Lee Campbell e Brandon Lauderbaugh, foi preso por causar lesões graves , incluindo uma fratura facial, perna quebrada e hemorragia interna a sua  filha de 1 ano e 7 meses de idade.
A polícia relata que o casal tinha espancado a criança e quando ela sofreu ferimentos graves, eles se recusaram a levar a criança a um hospital.
A polícia foi avisada por vizinhos preocupados então,  primeiro a polícia levou o bebê para o Centro Médico Regional de Lakeland antes dela ser  transferida para o Hospital Geral de Tampa, onde os médicos descobriram uma longa lista de lesões.
O Exame médico revelou que a criança sofreu as seguintes lesões:
  • uma fratura da tíbia esquerda (perna) que é de quatro semanas de idade
  • uma lesão na região proximal da tíbia (perna superior) que é duas a quatro semanas de idade
  • uma fratura temporal direito grande aguda
  • inchaço da testa
  • contusões menores de ambos os olhos
  • contusões no seu maxilar e sob o queixo
  • e hemorragia interna em seu crânio, onde houve outras fraturas
Lauderbaugh e Campbell tentaram encobrir os ferimentos dos médicos, dizendo que a menina sofria de Osteogenesis Imperfecta, uma doença genética em que uma pessoa quebra ossos mais fácil do que o normal, mas os médicos não encontraram nenhuma história clínica da doença.
O casal também disse que a criança tinha caído recentemente fora de uma cama e de um triciclo, mas seus ferimentos não eram consistentes com essa descrição.
Em vez disso, os médicos dizem que os ferimentos foram causados ​​por força bruta.
Campbell e Lauderbaugh agora foram acusados ​​de negligência infantil com grave lesão corporal.

Laudo médico: Perito do Detran ou Médico do SUS?.

Por Michael Streidl (Blog Despnet)

Imagem Internet Ilustrativa


Como escolher o melhor parceiro
Uma vez, um interessado em adquirir um veículo com isenção foi orientado a avaliar seu tipo de deficiência com um médico credenciado do SUS.
A deficiência foi constatada, o laudo emitido, anexado ao processo de IPI com os demais documentos exigidos e protocolado em um posto fiscal.
Após a apreciação do processo, o resultado: INDEFERIDO.
Por que o indeferimento, uma vez que a artrose causou a redução da mobilidade de membros do paciente, o caracterizando assim como PcD? Houve um caso de artrose que foi deferido, por que esse não? Seria o CID? Uma má avaliação ou confecção do laudo? A artrose não é uma deficiência física?
Antes disso, vejamos o que é artrose:
“A osteoartrite (OA), artrose, artrite degenerativa ou ainda doença degenerativa das articulações é uma doença crônica das articulações caracterizada pela degeneração da cartilagem e dos ossos próximos, que pode causar dor, rigidez e redução da funcionalidade das articulações afetadas. São mais comum nas mãos, punho, ombros, cotovelos, joelho e pés.” – Wikipedia.
Não sou médico, mas entendo também que a redução da funcionalidade das articulações do joelho, devido à uma doença crônica, por si só, já caracteriza uma redução da mobilidade de uma pessoa, portanto um tipo de deficiência física.
Daí a pergunta: Todo deficiente físico têm direito à isenção? A resposta é NÃO.
A legislação é bem clara na citação dos tipos de Deficiências Físicas que se enquadram na lei da Isenção para a PcD (vide Lei 8.989/1995 e Decreto 3.298/1999. Citarei aqui apenas as Deficiências Físicas previstas na lei. Ficarão de fora de nosso exemplo a Deficiência Visual, a Deficiência Mental e o Autismo):
– Paraplegia

– Paraparesia
– Monoplegia
– Monoparesia
– Tetraplegia
– Tetraparesia
– Triplegia
– Triparesia
– Hemiplegia
– Hemiparesia
– Ostomia
– Amputação ou ausência de membro
– Paralisia Cerebral
– Nanismo
– Membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções.

Agora, depois de listadas as deficiências que se enquadram na lei, outro exemplo – esse eu peguei de um panfleto da agência da Receita Federal em Brusque/SC, gentilmente cedido pelo nosso parceiro, o Despachante Cunha:
  1. Uma mulher tem Câncer de Mama. Tem direito à isenção? NÃO, pois o nome Câncer não consta na lei;
  2. Uma mulher retirou a mama. Tem direito à isenção? NÃO, pois não possuir a mama é uma deformidade estética;
  3. Uma mulher retirou a mama direita e por isso, perde parte dos movimentos do braço direito. Tem direito à isenção? SIM, pois se trata de uma deficiência física adquirida prevista na lei: Monoparesia.
Segundo alguns autores especialistas no assunto, a retirada da mama em decorrência de um Câncer de Mama, gera perda de no mínimo 3% do movimento do braço. A perda desse movimento caracterizará então uma MONOPARESIA.
Portanto, as mulheres que sofreram mastectomia total ou parcial, em virtude de Câncer, podem pleitear o benefício, pois são consideradas incapacitadas para dirigir um veículo comum.
Então, como deveria ser preenchido o Laudo Oficial (Anexo IX)? Exemplo:
Tipo de Deficiência: Monoparesia de membro superior direito.

Deficiência Física [X]
Código Internacional de Doenças: CID-10
Descrição detalhada da deficiência: Em decorrência da retirada da mama direita e anexos, em tratamento de neoplasia.

A pergunta título deste artigo “Laudo: Perito do Detran ou Médico do SUS?” é para reflexão. Ao orientar o seu cliente, indique um médico que já possua algum conhecimento da lei, pois caso não possua, a Pessoa com Deficiência que teria direito à isenção, não a terá, devido à um Laudo mal confeccionado. Lembre-se sempre que o Auditor da Receita Federal não é médico. Ele não entende da Deficiência. Ele entende da LEI.
No estado de São Paulo, a maioria dos especialistas em isenção, indicam uma clínica credenciada ao Detran, pois os médicos desta clínica (peritos do Detran), acostumados a periciar no primeiro registro ou a alteração de dados da CNH da Pessoa com Deficiência, seriam os profissionais ideais para os laudos de isenção. É muito comum no estado, a parceria entre essas clínicas e Assessores Documentalistas.
Fontes: Artrose (Wikipedia): http://pt.wikipedia.org/wiki/Osteoartrite - Agência da Receita Federal em Brusque/SC - www.deficienteciente.com.br - 
Imagem Internet Ilustrativa

Homem cego e amigo com braços amputados já plantaram mais de 10 mil árvores na China.

   por Redação Hypeness

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10 anos foi o tempo que os amigos Jia Haixia e Jia Wenqi precisaram para plantar 10 mil árvores na China. Haixia nasceu cego de um olho e perdeu o outro em 2000 em um acidente de trabalho, enquanto Wenqi perdeu os dois braços em um acidente quando tinha apenas 3 anos.

Mas as dificuldades físicas não foram empecilho para a dupla começar a reviver o ambiente em torno da vila de Yeli, no nordeste da China. Para que a empreitada fosse possível, eles já arrendaram oito acres de terras do governo e começaram a plantar árvores para proteger a vila de inundações. A motivação é tanta que os dois acordam às sete da manhã todos os dias para plantar novas mudas.

Recentemente, a história de ambos se espalhou por todo o mundo e trouxe boas novidades: diversas pessoas doaram dinheiro para ajudá-los com uma pensão, enquanto Haixia pôde voltar a enxergar com o olho esquerdo graças a uma cirurgia que uma equipe de profissionais da saúde se ofereceu para realizar gratuitamente.

Mais uma daquelas histórias de superação que merece ser compartilhada:

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Fotos via 

sexta-feira, 20 de março de 2015

O Tênis em Cadeira de Rodas.

Imagem Internet/Ilustrativa

Cadeira especial utilizada no tênis em cadeira de rodas.

Descrição e histórico.

O tênis em cadeira de rodas foi criado em 1976, nos Estados Unidos, por Jeff Minnenbraker e Brad Parks. Eles construíram as primeiras cadeiras adaptadas para o jogo e difundiram em seu país. Em 1977 teve o primeiro torneio pioneiro, em Griffith Park, na Califórnia. O primeiro campeonato nacional nos EUA aconteceu em 1980. Oito anos depois, foi fundada a Federação Internacional de Tênis em Cadeira de Rodas (IWTF).

Em 1988, a modalidade foi exibida nos Jogos Paraolímpicos de Seul. Em 1991, a entidade foi incorporada à Federação Internacional de Tênis (ITF), que hoje é a responsável pela administração, regras e desenvolvimento do esporte em nível global. Barcelona (1992), foi o marco para o tênis em cadeira de rodas, pois passou a valer medalhas. Desde então homens e mulheres disputam medalhas nas quadras em duplas ou individual.

O primeiro tenista brasileiro em cadeira de rodas foi José Carlos Morais, em 1985. José Carlos conheceu o esporte quando foi à Inglaterra competir pela seleção nacional de Basquete em Cadeira de Rodas. O Brasil estreou nos Jogos Paraolímpicos, em Atlanta (1996), com Morais novamente como pioneiro e Francisco Reis Junior. Na Paraolimpíadas de Atenas (2004), Mauricio Pommê e Carlos Santos, o Jordan, representaram o país.

Classificação

O único requisito para que uma pessoa possa competir em cadeira de rodas é ter sido medicamente diagnosticada uma deficiência relacionada com a locomoção, em outras palavras, deve ter total ou substancial perda funcional de uma ou mais partes extremas do corpo. Se como resultado dessa limitação funcional a pessoa for incapaz de participar de competições de tênis convencionais (para pessoas sem deficiência física), deslocando-se na quadra com velocidade adequada, estará credenciada para participar dos torneios de tênis para cadeirantes.


Fonte: www.cbtenis.com.br - Imagem Internet/Ilustrativa

Executivo e Legislativo se unem pelos deficientes e idosos.

Vereador e entidade se unem para novo projeto.
A reunião foi para falar da campanha educativa “Estacione Consciente”.

Assessoria de Imprensa

  Uma das discussões foi a respeito das vagas de estacionamento para idosos e deficientes (Foto: Dorival Pinheiro Filho)
Uma das discussões foi sobre vagas de estacionamento para idosos e deficientes (Foto: Dorival Pinheiro Filho) 


O vereador Leandro Palmarini e o titular do Coordenadoria dos Direitos das Pessoas com Deficiência, Reinaldo Fernandes, se reuniram na manhã desta quarta-feira (18), no Paço Municipal, paras discutir o projeto do parlamentar que propõe alteração da Lei 7.286/09 - campanha educativa “Estacione Consciente”.

"Parabenizo o vereador Palmarini por sua iniciativa de se unir a nós da Coordenadoria para buscarmos melhorias para a população. Essa é uma atitude que deve ser compartilhada, afinal é importante que os poderes Executivo e Legislativo trabalhem para o bem comum”, disse Reinaldo.

Durante o encontro foram observados alguns pontos que deveriam ser incluídos no projeto do parlamentar a respeito das vagas de estacionamento para idosos e deficientes. Um deles prevê a obrigatoriedade de sinalização adequada das vagas nos estabelecimentos comerciais.

Para o vereador, poder contar com o apoio do Poder Executivo para debater o projeto é um grande avanço nas políticas públicas. “Queremos implantar a quatro mãos as melhorias para o município. É gratificante ver que uma lei está saindo do papel e fazendo a diferença na vida das pessoas”, disse. Uma próxima reunião deve ocorrer para dar continuidade às discussões.

A votação do projeto na Câmara dos Vereadores foi adiada para 20 de outubro.

Fonte: g1.globo.com

Brasileiras do tênis em cadeira de rodas ficam com a medalha de prata no World Team Cup Americas.

Natalia Mayara ajudou a equipe brasileira a conquistar a medalha de prata.

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As brasileiras Natalia Mayara, Rejane Candida e Meirycoll Silva garantiram a medalha de prata no BNP Paribas World Team Cup Americas Qualification, torneio de tênis em cadeira de rodas, disputado em Barranquilla, na Colômbia. Nesta terça-feira, 17, elas fizeram a final contra as donas da casa e foram superadas por 2 jogos a 1.
Meirycoll Duval abriu o confronto contra a colombiana Maria Angélica Bernal e acabou perdendo por 2 sets a 0 (6/1, 6/0). Em seguida, Natalia Mayara bateu Johana Martinez por duplo 6/2.
A disputa do primeiro lugar foi decidida nas duplas. A equipe brasileira saiu na frente no primeiro set (6/4), mas o segundo, foi para Colômbia (6/1). O terceiro e decisivo set foi duro, com duas oportunidades desperdiçadas pelo Brasil de fechar o confronto. As colombianas, no entanto, aproveitaram os erros brasileiros e fecharam por 13/11, ficando com a medalha de ouro e a vaga no Mundial, que será disputado na Turquia, em maio.
O World Team Cup Americans funciona como a Copa Davis. Os países participantes (Brasil, Bolívia, Equador e Colômbia) se enfrentavam em duas partidas de simples e em uma partida de duplas.
Nesta quarta-feira, 18, começa o Barranquilla Open torneio internacional. A competição é válida para o ranking internacional da modalidade. Jogam no Barranquilla Open Natalia, Meirycoll, Rejane e o compatriota Rafael Medeiros.

Pelo direito ao esporte seguro e inclusivo.

Em evento realizado pelo UNICEF e seus parceiros, adolescentes e jovens entregam a autoridades documento com recomendações para garantia do direito ao esporte e o legado social que a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016 deixarão para o Brasil.

                                     

Brasília/Rio de Janeiro, 12 de abril – O direito de cada criança e cada adolescente a práticas esportivas está garantido pela Convenção sobre os Direitos da Criança e, no Brasil, pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Para ajudar a assegurar esse direito e discutir o legado social que os megaeventos esportivos deixarão para o País, o UNICEF promoveu, nos dias 6 e 7 de abril, no Rio de Janeiro, o Encontro dos Adolescentes pelo Direito ao Esporte Seguro e Inclusivo.

Ao todo, 202 adolescentes e jovens dos Estados do Amazonas, da Bahia, do Ceará, do Mato Grosso, de Minas Gerais, do Paraná, de Pernambuco, do Rio Grande do Sul, do Rio de Janeiro e de São Paulo e do Distrito Federal participaram do evento. Durante o encontro, foram promovidas atividades esportivas e oficinas, em que os adolescentes puderam debater e produzir um documento com suas preocupações e recomendações para a construção do legado social dos megaeventos e de políticas públicas de inclusão social por meio de práticas esportivas e educacionais.

O documento intitulado “Esporte não é só para alguns, é para todos! foi entregue na cerimônia de encerramento para representantes dos governos federal e do Estado e do município do Rio de Janeiro.

“Estamos preocupados com o fato de que serão investidos muitos bilhões nesses megaeventos. Esperamos que eles sirvam não só para o momento dos jogos, mas que também possam ajudar a melhorar as condições de vida das crianças e adolescentes de todo o País”, informa o documento.

Outro importante resultado do encontro foi a criação da Rede Nacional de Adolescentes pelo Direito ao Esporte Seguro e Inclusivo, para garantir que as vozes de jovens e adolescentes sejam ouvidas por toda a sociedade durante a preparação e a realização desses eventos. “Vocês hoje merecem medalha de ouro exercendo seus direitos, comunicando às autoridades o que vocês querem”, comemorou a cantora Daniela Mercury, Embaixadora do UNICEF no Brasil, que participou da cerimônia de encerramento.

Marco Antonio Vollet Marson, 16 anos, é de Ponta Grossa, no Estado do Paraná, e joga basquete nas seleções paranaense e brasileira sub-17. Com o encontro, ele passou a conhecer o esporte a partir de outra perspectiva. “Muitos adolescentes não têm direito ao esporte. Quero conscientizar outras pessoas no meu Estado para que todos possam fazer pequenas ações para mudar esse quadro.”

“Brincar e ter acesso à prática esportiva segura e inclusiva não deve ser um privilégio de poucos, mas um direito fundamental de cada criança e de cada adolescente”, disse Marie-Pierre Poirier, representante do UNICEF no Brasil. “O esporte é uma ferramenta muito importante para crianças e adolescentes aumentarem sua capacidade de solucionar problemas. Além disso, é um aliado no processo educativo, em ações de combate à violência, ao racismo e à discriminação e de inclusão social.”


© UNICEF/BRZ/Ratão Diniz
Durante dois dias, 202 meninas e meninos discutiram, no Sesc Tijuca (Rio de Janeiro) temas relacionados ao direito ao esporte, o legado social e a participação dos adolescentes nos preparativos da Copa de 2014 e das Olimpíadas e Paraolimpíadas de 2016.
Esporte para todos – “É muito importante ver tanta gente mobilizada com esses grandes eventos que vão acontecer no Brasil. Mas temos que aproveitar essas oportunidades para fazer com que as pessoas entendam que é preciso integração entre professores, sociedade, valorização do espaço e conhecimento do espaço”, diz a medalhista olímpica do vôlei e fundadora do Instituto Esporte e Educação (IEE), Ana Moser. “O conceito esporte e educação surgiu para a elite. Hoje é direito de todos”, comemora.

Mas ainda há grandes desafios a ser enfrentados até que o esporte seguro e inclusivo seja garantido a cada criança e cada adolescente. Morador da Cidade de Deus, comunidade do Rio de Janeiro, Landerson Soares, 18 anos, explica que sua realidade reflete a situação de outras cidades do País. “Temos 22 praças na Cidade de Deus. A maioria sofre com o tempo, com o abandono. Faltam investimentos, melhorias e conservação”, diz Landerson. Ele ressalta a importância da fiscalização do uso do dinheiro público na área do esporte. “Espero que os investimentos não fiquem concentrados em áreas mais ricas e nos grandes centros, mas que cheguem ao interior”.

O sentimento de Landerson ilustra bem a frustação que Fabiele Zanquetta, de 17 anos, sentiu ao ter que parar de jogar vôlei por falta de incentivo ao esporte. “Eu sonhava ser jogadora. Quando houve troca de governo em Novo Hamburgo (RS), houve corte no orçamento do clube em que eu jogava. Tive que parar, mas isso me incentivou a lutar pelo direito ao esporte. Posso ser porta-voz sem ser esportista. Se estou aqui hoje, é porque sou uma vitoriosa”, diz a adolescente.

Intercâmbio social e cultural – “Envolvimento, um meio de aproximar as pessoas.” É assim que o paulista de Heliópolis Diego Gomes, 17 anos, define o esporte. Aos 10 anos, ele começou a praticar vôlei e hoje agradece a mudança que a atividade provocou em sua vida. “O esporte me deu liberdade, conheci outras realidades, outras pessoas. Aprendi a me comunicar, conheci outras culturas. A cada dia tento aprender uma coisa nova.”

nde intercâmbio de ideias entre os adolescentes e jovens de diferentes realidades socioculturais, condição física ou pessoal. Um exemplo é o de Aline Czezacki, 16 anos, estudante de Ponta Grossa (PR). Ela afirma que aprendeu muito com seus colegas no encontro e que levará o conhecimento adquirido com essa troca de experiências para seu Estado. “A participação de pessoas de vários Estados é importante, porque todos se comunicam, interagem, trocam ideias. Futuramente, poderemos avaliar o que melhorou e o que ainda precisa ser melhorado”, diz Manuel Sebastian, 17 anos, que representou o Estado do Amazonas.

O evento foi uma iniciativa do UNICEF em parceria com o Ministério do Esporte, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, o SESC Rio, o Centro de Promoção da Saúde (Cedaps), o Instituto Esporte e Educação (IEE) e o Instituto Internacional para o Desenvolvimento da Cidadania (Iidac).


Projeto esportivo inclusivo é lançado no Rio em parceria com Estados Unidos.

Akemi Nitahara - Repórter da Agência Brasil Edição: Stênio Ribeiro 

Imagem Internet/Ilustrativa


Promover saúde e qualidade de vida para pessoas com deficiência, levando à capacitação e ao empoderamento. Este é o objetivo do projeto Sport for All, lançado hoje (18), no Rio de Janeiro, pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), em parceria com a organização não governamental norte-americana BlazeSports Internacional.

Com o lema “Capacitação de pessoas com deficiência para uma vida mais ativa”, o evento de lançamento ocorreu em Deodoro, local que vai receber um dos complexos olímpicos dos Jogos de 2016. A embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, Liliana Ayalde, explica que o programa será desenvolvido até 2016 no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Brasília.

“Hoje estamos lançando o programa Esportes para Todos, com enfoque especial em pessoas com deficiências, utilizando o esporte como maneira de inclusão. Vai ter treinamento, troca de informações e diferentes aspectos de cooperação com o esporte e com as pessoas com deficiência. Com essa parceria inicial, vão ser feitos muitos esforços para poder incluir mais o setor privado e dar mais continuidade aos programas”, enfatizou.

De acordo com o subsecretário de Esporte, Lazer e Eventos, da Secretaria de Estado de Esporte, Lazer e Juventude, Cyro Marques Delgado, a parceria tem o objetivo de ajudar as áreas que têm menos oportunidade.

“A gente está tentando encampar junto algumas ações, vamos tentar utilizar ferramentas que a secretaria tem para poder agregar com investimento que venha da Embaixada americana. Nesse conjunto, com uma empresa de esporte como a que está vindo, americana, que temexpertise para tratar desse tema de atletas com deficiências, é super importante, porque nos faz aprender um pouco mais, já que eles têm experiência de longa data”, acrescentou.

Delgado explica que os valores do projeto ainda não foram definidos, bem como a forma de atuação. O paratleta Wanderson Silva, eleito duas vezes o melhor jogador de futebol de 7 do mundo, diz que sua vida mudou completamente desde que começou a praticar o esporte.

“Hoje eu vivo do esporte, o esporte faz parte da minha vida. Dependo muito do esporte, tudo que eu conquistei na vida foi através do esporte. Futebol foi uma coisa que eu sempre quis, desde pequeno, sempre foi o meu sonho, mas teve momentos que eu fui embarreirado pelo preconceito que ainda existe no mundo do futebol convencional”, disse Wanderson.

Para ele, projetos de incentivo ao esporte adaptado são fundamentais para dar oportunidade às pessoas com deficiência. Segundo ele, muitas pessoas com deficiência não sabem o potencial que têm, "ficam muito em casa, achando que não podem fazer certas coisas, e esse projeto é válido para isso, não só para formar atletas de alto rendimento, mas, de uma maneira geral, ter conhecimento, participar de projetos como esses”.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br - Imagem Internet

O motorista acusado de agredir um jovem autista de 18 anos dentro de uma van escolar em Santa Bárbara d'Oeste, na semana passada, negou a agressão.

Autor: francisco lima netosanta bárbara d'oeste


O motorista acusado de agredir um jovem autista de 18 anos dentro de uma van escolar em Santa Bárbara d'Oeste, na semana passada, negou a agressão. Ele, que se identificou apenas como Daniel, se defendeu dizendo que em algumas situações precisa falar em tom de ameaça, como um pai com um filho adolescente rebelde, para ser respeitado pelos alunos, mas disse que está "acabado, muito triste, sem saber o que fazer" e que se sente "no chão", após o episódio

Em entrevista exclusiva ao TODODIA, Daniel afirmou que sempre tratou as crianças "com muito carinho". Mas foi flagrado em um vídeo, gravado por outra aluna, ameaçando o rapaz.
TODODIA - Gostaria que o senhor desse sua versão sobre o vídeo. O que aconteceu?

Daniel - Imagina você dirigindo um ônibus sozinho. Como vai segurar uma criança atacada? E vem tudo em cima da gente. É assim mesmo, você precisa colocar medo nele. É igual um pai falando com um filho rebelde adolescente. Ele estava rebelde, batendo, xingando, já tinha agredido uma menina, querendo agredir outra. Não saiu na gravação quando eu falei para ele: 'Tem uma viatura ali, vou falar para o guarda falar com você, não pode bater em mulher. Homem não pode bater em mulher'. Ele falou: 'vou bater, vou bater'. Isso não mostra. Eu falei: 'vou te levar lá na Tita'. A estratégia minha e da mãe dele quando ele tá dando trabalho é dizer que vamos levar na Tita, que é uma senhora que tem lá no Cruzeiro, que ele tem medo. Não sei se é parente dela. Ele falava: 'eu fujo Daniel, eu fujo. Eu tô nervoso, eu tô louco, eu tô louco".
É difícil?
Só quem trabalha com isso que sabe. A (cita nome de uma aluna), teve uma vez que eu tive que arrastar ela dentro do ônibus. A mãe dela junto comigo falou: 'Daniel, pode puxar'. Fui colocar na cabecinha pra descer do ônibus, mas ela não queria descer.
Como você está?
Sinceramente, eu tô acabado, chorei pra c.., chorei pra p.., porque eu acho que eu não mereço isso. Eu sempre fui dedicado ao meu serviço, sempre tratei as crianças com carinho. Agora todo mundo me massacra, que eu sou um lixo, eu não sou isso. Falei para a minha família, o primeiro que veio atrás de mim foi você. Eu saio na rua e todo mundo fica olhando como se fosse um cara maldoso. Nem de casa eu tô saindo. Acabou comigo. Eu juro pra você, acabou comigo. Mas tô tocando o barco. A mãe do (cita o aluno) ligou pra mim no domingo à noite e disse: 'Daniel eu não sei o que faço, nunca vi ele chorando desse jeito, não quer mais ir na Apae'. Tem dois que não querem mais ir na Apae. Só iam comigo. Esse (cita aluno) mesmo, nem a família nem o padrasto ele deixa pegar no colo. Só eu pego ele no colo e ele fala: "só o Daniel pode me pegar". Aquela mulher (mãe da menina que gravou o vídeo) falou que foi ameaçada. Eu gostaria de saber por quem. Até agora ela não citou nomes. Essa mulher falou que eu agredi as crianças com uma marreta. Essa mulher tá louca. Ele pegou papel com catarro verde e jogou na menina. Eu falei: 'pega esse papel higiênico'. Ele pegou e comeu.
A mulher falou que o senhor colocou na boca dele.
Essa mulher eu não sei o que ela está querendo. Eu até agora não fiz nada contra ela, não vou fazer nada, não abri boletim. Não existe isso aí. Eu posso abrir um processo contra ela também. Ela tá falando que eu fiz uma coisa que eu nunca fiz contra as crianças. Você acha que eu ia fazer o moleque comer papel higiênico? Pelo amor de Deus.
A mãe dele disse que ele ama o senhor.
O pai e a mãe me ligaram sábado, 7h30, falaram: 'Daniel não sei o que eu faço. A imprensa tá aqui em cima de mim falando pra fazer alguma coisa contra você, mas eu te conheço, sei que você não merece. Nunca fez nada contra meu filho. Nem eu posso com ele. Como é que você ia segurar ele dentro do ônibus, chovendo'.
O que realmente aconteceu?
Aquele dia foi horrível na minha vida, nunca vi ele daquele jeito. Sinceridade, eu nunca vi ele daquele jeito transtornado. Ele tava virado no jiraya. Sempre a gente leva na conversa brincando. É difícil lidar com eles, mas a gente precisa ter jogo de cintura, mas naquele dia ele estava muito agressivo. A mãe da (cita aluna) vai ser minha testemunha. Eu falei: 'Não deu tempo de segurar o (cita o jovem) e ele bateu nela'. E ele falou: 'vou bater nela'. Ela perguntou: 'o que tá acontecendo?'. E ele disse: 'tô nervoso, tô nervoso, vou bater'. Querendo bater na menina lá dentro da chácara. Todos eles moram em chácara. Vou ver até onde vai. Tenho que levar minhas testemunhas para o advogado, gastar R$ 2 mil. Posso perder meu emprego sem merecer, sem eu fazer nada. Vão investigar.
Eu trabalho faz sete anos, nunca tive nada, nenhuma queixa, nunca tive problema nenhum. Eu trabalho com carinho. Eles são agressivos. Você precisa falar num tom mais alto que eles. Você é amigo, eu brinco com eles, dou risada. Tem mãe de aluno meu que tem medo do filho, se tranca. A gente lida com todo tipo de criança.
Quem está por fora, não sabe como é um autista. Um autista, dependendo da hora que ele surta, tem que ter três pessoas para segurar, uma só não segura. Não tem condições. E eles são fortes. Mas vou falar pra você, acabou comigo. Mesmo as pessoas não reconhecendo, todo lugar que você vai parece que tá todo mundo olhando para a sua cara, você fica sem jeito, sem chão. Minha menina veio e perguntou: 'pai quem é aquele lá (do vídeo)?'. Eu tive que falar, 'fui eu filha'. Eu nunca dei um tapa na minha filha, ela tem 8 anos, nunca dei um puxão de orelha na minha filha, jamais vou bater no filho dos outros.
O vídeo não mostra o nosso percurso todo. Não mostra as cinco vezes que eu parei. Só eu sei o que estou passando. Eu estou nessa linha há cinco anos, desde que entrei só eu faço aquela linha. Mas Deus sabe o que faz, está na mão Dele. Estou com a minha consciência limpa. Estou sendo sincero contigo.
Estou triste com o pessoal da Apae porque eles não querem se pronunciar em nada. Um monitor da Apae viu que eu tava com a menininha no colo, levando ela para beber água e a avó chegou e disse para ela: 'não vamos com o Daniel hoje. Vamos no carro que o vô comprou'. O monitor me chamou e mostrou o (cita aluno) batendo na menininha. Eu queria que ele fosse de testemunha porque ele foi o primeiro que viu (o comportamento agressivo).
Saí com o ônibus e quando chegou no Cecil Urbano o sinal abriu, ele levantou e deu um soco na (cita aluna), o sinal abriu, o povo começou a buzinar, motoqueiro xingando. Eu falei: 'senta' e fui tocando até chegar no Sartori, onde eu entrego o cadeirante. Peguei o cadeirante, tirei do banco, deixei ele no degrau. Ele (aluno autista) olhou pra mim e falou 'vou bater vou bater'. Ele queria bater na (cita aluna) e na (cita outra aluna), que tava no banco da frente, foi nela que ele jogou a toalha de catarro. Eu fiquei dois minutos com o cadeirante em pé, falando: 'senta, senta'. Eu peguei o cadeirante no colo, desci com ele, ele (cita aluno autista) xingando eu, querendo bater na (cita aluna), ela chorando. A irmã dele (do cadeirante) presenciou, perguntou o que ele tinha. Ela vai ser minha testemunha.
Saí de lá, antes de entrar na SP-304, tive que encostar o ônibus, ele tinha tirado o cinto, agressivo. Coloquei o cinto nele, toquei o ônibus. Ele foi a viagem toda gritando, nervoso, se mordendo, jogando a toalha e papel higiênico na (cita aluna). Parei cinco vezes por causa dele. Muito agressivo, xingando, querendo bater.
Chegou no Cruzeiro do Sul fui pegar o primeiro aluno, porque eu já levo e pego, o (cita aluno), e na hora que ele foi montar (no ônibus) o pai dele presenciou e perguntou: 'Daniel o que tá acontecendo com ele que está atacado hoje e agressivo?'. Ele jogou o papel higiênico e eu falei: 'pega esse papel higiênico'. Ele pegou e colocou na boca entendeu. Ele comeu o papel higiênico e a mulher falou que foi eu. Isso que eu fico indignado.
Chegou na casa da (cita aluna) encostei o ônibus, desliguei o ônibus para avisar a mãe dela que ele tinha agredido ela, lá no Cruzeiro do Sul, na frente da mãe dela, ele disse que ia bater nela, que tava nervoso. Cheguei à casa dele 13h35. Perguntei pra irmã: 'deu remédio para ele?' e ela disse: 'não sei'.
Eu falei: '(cita aluno autista) pelo amor de Deus, para. Coloquei a mão, mas jamais ia puxar a orelha do moleque. Ele dava risada. O jeito que eu falei com ele é o mesmo jeito que um pai tem que falar com um filho rebelde. Você precisa ter um tom de ameaça para eles te respeitar. Ele tava tão transtornado que ele não parava. Infelizmente acabou com a minha vida. Sinceridade, eu tô no chão. Eu não sei que eu faço. 30 dias de sindicância e pode alongar mais ainda. Eu fiquei muito triste. Liguei para o pai do cadeirante na quarta-feira e ele disse que ele só chora, não quer mais ir na Apae. Na minha época de férias ele não vai. Ele fica em casa.
O senhor está com medo?
Sei lá, (julgar) sem conhecer a pessoa, quem é ela. Eu não merecia. Trabalhei sete anos dedicado. Durante dez anos você pode ser o melhor motorista, gente boa, cuida bem dos alunos, uma coisinha que acontece, os outros sem saber o que é, você já não presta. Aquilo que você fez durante dez anos apaga. Ninguém veio atrás, ninguém quer saber o que eu sinto, saber a verdade.
O que o senhor está sentindo?
Eu me sinto mal pra caramba. Sempre tratei os moleques com carinho, sempre, sempre, sempre. Graças a Deus, o pai e a mãe dele sabem. Graças a Deus isso. Ele me ligou sábado agora, me falou que estavam pressionando pra fazer boletim. Mas que eles não queriam fazer. Falou: 'você não merece, te conheço faz sete anos, quando ele está agressivo em casa nem eu consigo controlar, imagina você dentro do ônibus'. Aquele dia foi tudo errado. Ele estava nervoso, agressivo, sem monitor naquele dia.
Foi uma soma de fatores?
Faz sete anos que eu levo ele. Já teve dias dele estar nervoso. A pessoa com problema dele tem dia que tá nervoso, agitado, mas daquele jeito eu nunca vi, ele tão nervoso e só falando em bater. Eu andei com ele mais de uma hora e ele só falava: 'vou bater vou bater'.
Ele bateu na (cita aluna) porque ela sempre me defende. Ela falou: "fica quieto (cita aluno autista)'. E ele queria sentar na frente, mas eu coloco um dia cada um. Ele vinha quase todos os dias na frente comigo.
Por isso o senhor falava que não ia mais deixar ele ir na frente?
Sim, porque quase todo dia de manhã ele vinha na frente comigo. Ele tava bonzinho de manhã. Quando as crianças me falavam que ele soltou o cinto, eu segurava na perna dele. Na rua da (cita aluna), que é a pior rua para descer, eu desci com uma mão no volante e a outra segurando a perna dele.
O senhor falou com os pais?
Eles me ligaram no sábado dizendo que não queriam fazer nada, não queriam me prejudicar porque eu não fiz nada.
E quando o vídeo mostra que o senhor chegou perto, pegou ele, puxou a orelha, o senhor não o agrediu?
Jamais, eu não agredi, se eu agredisse ele ia chegar cheio de hematoma, pelo amor de Deus. A (cita aluna) tava chorando, dizendo que eu não fiz nada, ela vai ser minha testemunha. Ela não é especial. Ela tem 14 anos, o irmão dela tem 12 e também vai. Eu levo eles há sete anos. Ele estuda no município e ela no Estado.
O que o senhor espera?
Eu peço para Deus que eu possa voltar para o meu emprego. Eu sempre me dediquei ao meu serviço e acho que não devo perder. Pode falar com quem quiser. Sempre tive um carinho enorme por eles. Sou motorista profissional, com curso pelo Senat para transporte escolar.
Mas e para lidar com as crianças?
Com as crianças, não. A minha linha é a rural e eu pego os mais problemáticos da cidade. Tem três irmãos que são cadeirantes, tem um que é muito agressivo, que a mãe não consegue levar no ônibus e a Apae sempre passou pra mim esses alunos que não tinham condições de pegar ônibus de linha. O (cita aluno) mesmo, tem um ônibus especial com rampa, mas ele não quer ir, só comigo. É o carinho que eles pegam na gente.
O que o senhor gostaria que as pessoas soubessem?
Que eu não sou isso (monstro, agressor). Não é essa imagem sabe? Jamais eu ia fazer isso com uma pessoa.

Fonte: portal.tododia.uol.com.br

quinta-feira, 19 de março de 2015

APNEN vai receber repasse de verbas da Prefeitura..



Hoje foi uma manhã muito especial e importante para a Apnen e todos seus dirigentes, voluntários e apoiadores!

Fomos recebidos pelo Prefeito Bill que nos comunicou que estará enviando para a CÂMARA DOS VEREADORES o projeto de Lei que inclui a Apnen no Orçamento Anual da Prefeitura, ou seja que garante a Apnen repasse de verba Municipal a chamada Subvenção.

O valor a ser repassado para a APNEN (sendo a Lei aprovada na Câmara Municipal) será de R$1.500,00 mensais, que daria para mantermos as despesas de aluguel, água, energia elétrica, telefone da nossa sede.

Também fomos surpreendidos pelo Sr. Prefeito que nos prometeu a doação de uma área para podermos construir a nossa sede própria, já estarei protocolando a documentação necessária para se concluir mais este grande benefício.

A Apnen, está na luta a mais de 7 anos procurando fazer o seu melhor para garantir e ampliar os Direitos das Pessoas com Deficiência de Nova Odessa, alem claro de realizar a compra e a doação totalmente gratuita de equipamentos de primeira necessidade que não são encontrados na rede Publica de Saúde como Cadeiras de Rodas de Banho etc.

Estamos muito felizes, sem duvida um dia histórico para Apnen não apenas para está atual direção  mas sim para todos que um dia já fizeram parte da nossa entidade e com certeza deram seu melhor e sua importante contribuição para a gente chegar até onde chegamos.

Nosso  muito obrigado a todos. Obrigado Prefeito Bill por mais este apoio, este recurso mensal será sem duvida de grande valor para a APNEN, um reconhecimento por todos esses anos de serviços prestados a Comunidade de Nova Odessa. Dia histórico para a Apnen, 18 de Maço de 2015, dia em que o prefeito Bill assinou a lei que garante a inclusão da Apnen entre as entidades que tem direito a receber repasses de verbas municipais. Com certeza uma grande conquista, não nossa, mais de toda a população de Nova Odessa, mais um importante passo na realização dos nossos sonhos, e assim poder realizar outro grande sonho, a construção da nossa sede própria.


Obrigado Prefeito Bill, e toda sua equipe, obrigado a todos os envolvidos que fizeram este momento possível, a todos que participaram hoje do ato, infelizmente não foi possível convidar toda a diretoria. Obrigado a toda direção da Apnen, os membros da diretoria de hoje, e os membros da diretoria anterior. Muito obrigado em nome de toda a direção da Apnen.

Carlos Raugust - Presidente