sábado, 28 de março de 2015

Campanha #MudeoImpossível

A campanha #MudeoImpossível foi lançada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro durante o Prêmio Paralímpicos 2014, realizado em dezembro de 2014. O objetivo é mostrar que o atleta paralímpico, com sua garra, força e determinação muda o impossível todos os dias.

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Fonte: cpb.org.br/

Brasileiros faturam três títulos no Barranquilla Open de Tênis em Cadeira de Rodas.

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O Brasil conquistou o título masculino e feminino do Barranquilla Open de Tênis em Cadeira de Rodas. O torneio terminou no último domingo, 22, e teve Rafael Medeiros como campeão entre os homens e Natalia Mayara entre as mulheres.
Campeã em cima da colombiana Johana Martinez, Natalia Mayara faturou o título ao derrotar a adversária por 2 x 0 na decisão, parciais de 6/0 e 6/1. Com o resultado, a brasileira subiu para a 23ª posição do ranking mundial.
Na final masculina, Rafael Medeiros teve pela frente o colombiano Eliecer Oquendo e também venceu por 2 x 0, com 6/4 e 6/1. Ele também subiu no ranking e agora ocupa a 30ª colocação.
Além dos títulos nas chaves de simples, o Brasil também chegou às finais de duplas. Natalia Mayara e Rejane Cândida foram vice-campeãs do Barranquilla Open, enquanto Rafael Medeiros se juntou ao argentino Ezequiel Casco para faturar o título.

Em protesto, homem empurra cadeira de rodas por 6,5 mil km até o DF.

Ativista quer entregar proposta sobre acessibilidade à Câmara Legislativa. Em passeio pela Esplanada, homem enfrenta dificuldades de locomoção.

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O ativista mineiro José Geraldo Castro, conhecido como Zé do Pedal, chegou a Brasília na tarde desta terça-feira (24) empurrando uma cadeira de rodas para alertar as pessoas sobre os problemas com acessibilidade. Ele começou a cruzada em 10 de fevereiro, e de Roraima até o DF percorreu 6,5 mil quilômetros. O homem disse já ter passado por 73 países defendendo a casa.
Castro anda sempre a pé com a cadeira, com a qual testa os obstáculos pelos percursos. Ele diz que pretende entregar uma proposta de projeto de lei sobre a questão à Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Em um passeio pela Esplanada dos Ministérios, o homem percebe as dificuldades provocadas pela falta de rampas nas calçadas em frente à Catedral Metropolitana. Uma das únicas encontradas situa-se no Ministério da Cultura. Há outras cobertas com cimento.
“Tem passeios para todo mundo usar, menos para pessoas com deficiência”, diz. Castro afirma que no país, ao contrário do que ocorre na Europa, a maioria das cidades tem problemas de acessibilidade. “Aqui é tudo igual. Lá talvez tenha 1% dos problemas que temos aqui.”
Os buracos são outros problemas. “Não são só as rodovias da gente que estão em estado ruim. As calçadas também.”

Para Zé do Pedal, a recompensa pela jornada vem por meio declarações de pessoas que conhece. “Eu estava no México, fui fazer uma palestra na escola e após a palestra uma crianças chegou para mim e falou assim: ‘Senhor Castro, obrigado por fazer isso também por mim.’ Então, é isso que te motiva.”

Pais de deficientes auditivos protestam para cobrar repasse do governo.

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal deve R$ 719 mil ao Centro Educacional de Audição e Linguagem Luduvico Pavoni (Ceal), na Asa Norte.

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A Associação de Pais do Centro Educacional de Audição e Linguagem Luduvico Pavoni (Ceal), na Asa Norte, realizaram nesta quinta (26) um protesto em frente à Secretaria de Saúde. Eles cobram do órgão o repasse de mais de R0 mil, que estão atrasados e são necessários para que a Instituição se mantenha.


De acordo com o Padre José Rinaldi, diretor-geral do Ceal, o movimento partiu da Associação de Pais e contou com aproximadamente 120 pessoas. Ele conta que a instituição atende, pelo menos, 100 novos usuários todo mês. “São pessoas de todas as idades, que tenham algum problema de audição”, afirmou o diretor.
O Padre declarou que o Ceal não tem como continuar a funionar sem o repasse. “A Instuição não tem como ir para frente sem essa verba”, desabafou. Ele explica que o dinheiro seria usado para a compra de aparelho auditivos para aproximadamente 500 usuários.
A instituição funciona há 40 anos, conforme comentado pelo diretor. “A gente costumava ‘se virar’, recebíamos doações e ajuda da Secretarias de Educação e de Ação Social”, contou. “Até que, em 2008, deu-se início ao convênio com a Secretaria de Saúde e o Sistema Único de Saúde (SUS)”, concluiu José Rinaldi.
A dívida
Em nota, a Secretaria de Saúde informou que “a dívida do governo passado com a instituição é de R$ 719 mil”. O órgão “firmou o compromisso de reconhecer a dívida, publicar no Diário Oficial do Distrito Federal e realizar o crédito da verba”, que vem do Ministério da Saúde.
O diretor José Rinaldi esclareceu que a falta de repasse é referente aos meses de agosto a dezembro de 2014. A Secretaria declarou que, “em reunião com representantes do Ceal, na manhã desta quinta (26), ficou acordado que o repasse da verba referente à prestação de serviço, pela instituição, em 2014, será realizado até o final da próxima semana”.
O órgão informou, ainda, que “em janeiro de 2015 foram repassados à instituição R$ 156.221,10, referentes ao serviço oferecido no próprio mês”. Deste modo, o pagamento de fevereiro será efetuado tão logo o Ceal apresente a nota dos serviços prestados. E concluiu afirmando que os pagamentos deste ano estão ocorrendo de forma regular.
A Secretaria de Saúde arremtou a nota explicando que tem todo o interesse em resolver as pendências com as empresas prestadoras de serviço e demais fornecedores. Em resposta, o Padre José disse que “espera que as promessas sejam cumpridas”.
Fontes: Jornal de Brasília - pessoascomdeficiencia.com.br

Ignorar a perda auditiva pode levar ao isolamento e à depressão.

Surdez já afeta mais de 10 milhões de brasileiros, segundo o IBGE.

Redação Bonde / Assessoria de Imprensa

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Perceber e aceitar a perda auditiva não é uma atitude fácil. Seja jovem ou idoso, a constatação de que já não se ouve bem é sempre ruim. Por isso, é preciso derrubar as barreiras contra o preconceito que os próprios deficientes auditivos têm a respeito do uso de aparelhos auditivos. 

É comum encontrarmos nas ruas pessoas usando óculos, sem problema algum quanto à deficiência visual. No entanto, apenas 40% das pessoas com perda auditiva reconhecem que ouvem mal. A falta de informação quanto à modernidade das próteses auditivas atuais faz com que a maioria demore, em média, seis anos para tomar uma providência. 


"Não há demérito algum em usar aparelho auditivo. Atualmente, existem diversos tipos de aparelhos, com tecnologia digital, pequenos e quase imperceptíveis, que não ofendem a vaidade de quem os usa. Alguns ficam até mesmo invisíveis, pois são colocados dentro do canal auditivo. Por que então não fazer uso dessa tecnologia para ouvir melhor, sentindo-se mais confiante para conversar com familiares, amigos e colegas de trabalho? O uso do aparelho contribui para melhorar a autoestima e a qualidade de vida", afirma a fonoaudióloga Isabela Carvalho. 


Reprodução
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O que geralmente as pessoas não percebem é que a perda auditiva prejudica também o aspecto psicológico e social. Há casos em que as pessoas, depois de muitos anos sem ouvir direito, quando procuram ajuda já estão em depressão profunda. A privação sensorial causada pela perda auditiva gera um isolamento social devastador, além da diminuição significativa das atividades cerebrais, comprometendo a atenção, o entendimento de fala, a memória e ainda facilitando o aparecimento das demências. 


"A família é fundamental no processo de aceitação da perda auditiva e na recuperação, no resgate dos sons, pois o deficiente auditivo que não usa próteses passa a se isolar, primeiramente, da vida social e, depois, dos familiares. Alguns dos sintomas mais comuns na surdez são irritabilidade e agressividade", destaca a fonoaudióloga. 

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À medida em que você envelhece, as células ciliadas da orelha interna começam a morrer, mas há pessoas que perdem a audição mais cedo e mais rápido do que outras. Muitos começam a sentir dificuldades para ouvir quando estão na faixa etária dos 30 a 40 anos; e pesquisas revelam que quase a metade da população deficiente auditiva ainda é economicamente ativa. 


"Quando a indicação é o uso de aparelho auditivo, alguns se sentem punidos por isso. Infelizmente, muitas vezes, quando a pessoa procura tratamento, o caso já ficou mais grave. Com o decorrer dos anos, a deficiência atinge um estágio mais avançado", explica Isabela Carvalho. 

Reprodução
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Ao sentir alguma dificuldade para ouvir, o melhor é procurar um médico otorrinolaringologista para avaliar a causa, o tipo e o grau da perda auditiva. A partir do resultado dos testes, como o de audiometria, será indicado o tratamento mais adequado. O uso do aparelho auditivo é o suporte necessário nesses casos. 




Fonte: .bonde.com.br

Crise financeira do RJ compromete atendimentos a crianças deficientes.

Entidades estão sem receber recursos há três meses.
Governo diz não ter como cumprir repasses a instituições filantrópicas.

Do G1 Rio



As dificuldades financeiras do Rio deJaneiro chegaram às entidades que cuidam de crianças deficientes. Em audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, a secretaria de Assistência Social Teresa Cosentino admitiu que não tem recursos para pagar os três meses de repasses atrasados.

Click AQUI para ver o vídeo.

Estavam presentes representantes de 134 instituições filantrópicas. A presidente da Associação Pestalozzi de Saquarema, Mara Silveira, se emocionou ao dizer que alguns funcionários se demitiram por falta de pagamento e que a entidade não tem condições de receber novos alunos.

Essa crise afeta também os alunos do Colégio de Aplicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (CAP-Uerj). Depois de adiar o início das aulas quatro vezes, a direção da unidade informou que não tem condições de começar o ano letivo por causa da falta de professores. Dessa vez, o CAP não anunciou uma nova data.

Fonte: g1.globo.com

Cadela acompanha garota com doença rara em escola de SP.

“Que emoção, que emoção! Parece que o meu coração vai explodir”, dizia Gabriel Sprocatti, 9, enquanto a cadela Tiffany, 2, adentrava, como num desfile, a sala de aula.



Danilo Verpa/Folhapress
A euforia do garoto era a síntese da emoção que tomou conta da turma do quinto ano do ensino fundamental do colégio Dante Alighieri, em São Paulo, um dos mais conceituados do país, na manhã desta quinta-feira (26).
Há cerca de um mês, a instituição começou a preparar funcionários, alunos e pais para uma inédita medida de inclusão: aceitar um cão treinado para ajudar uma criança com deficiência.
Tiffany é assistente de Ana Luiza Gaia Folino, 9, função que já exerce fora da escola desde o início do ano.
A menina tem uma doença metabólica rara e progressiva –mucopolissacaridose tipo 6– que afeta parte de sua visão e de sua mobilidade e também a respiração, em razão da falta de produção de uma enzima no corpo.
Semanalmente, ela precisa ir a um hospital para receber seis ampolas artificiais da substância no organismo. Cada unidade do remédio, que hoje é fornecido pelo Estado, custa US$ 1.910 (o equivalente a cerca de R$ 6.100).
Tiffany, que nasceu no Brasil de uma ninhada com dez cães da raça golden retriever, está sendo treinada para auxiliar a menina a abrir portas, sair de muvucas, descer escadas, pegar objetos no chão, carregar parte de seu material escolar e guiar seus passos, quando for necessário. O treinamento de cães como ela pode levar até três anos e custar R$ 60 mil.
“Quem tem perguntas sobre o que pode e o que não pode fazer com a Tiffany?”, disse o adestrador Leonardo Ogata, da ONG Cão Inclusão, que foi à escola para explicar aos alunos que a cadela está ali para trabalhar e atender às necessidades de Ana, e não para brincar.
Dos 32 alunos da sala, 23 levantaram a mão. Do fundo da sala, uma menina loira de cabelos cacheados abriu a sessão, que durou uma hora: “Podemos tirar fotos dela?”. Com a permissão do adestrador, um alvoroço se formou com a molecada toda atrás de seus telefones celulares para clicarem a cachorra.
“Agora não, gente. Ele falou de maneira genérica, não é para tirar fotos dentro da sala”, explicou a professora Cristhiane Ribeiro, que se declara “apaixonada” por cães e entende a presença de Tiffany no colégio como “um passo importantíssimo para a inclusão escolar”.
“A experiência que os alunos tiveram hoje na sala de aula vai repercutir em toda a vida deles”, disse.
Na mesma sala de Ana, desde o maternal estudando no Dante, há uma menina com síndrome de Down, que entendeu que não pode acariciar nem alimentar a cadela a qualquer hora, para não distraí-la da sua função.
“A Ana já fez diversas cirurgias reparadoras e precisa de extrema atenção médica. Se não tivesse acesso a todos esses cuidados, teria uma vida muito regrada”, diz a mãe, Ana Paula Gaia, 38.
“Mas fazemos de tudo para que ela possa realizar o que uma criança comum faz, e isso passa pela independência que a Tiffany irá ajudá-la a ter. O apoio do colégio está sendo incrível”.
REPERCUSSÃO
“Ahhh, ela não vai vir todos os dias?”, perguntam os alunos, em coro.
Por enquanto, a presença de Tiffany na escola é temporária. Ela está se habituando ao espaço, e os estudantes estão aprendendo a conter o entusiasmo com a presença da peluda. A previsão é que, em agosto, ela passe a frequentar as aulas diariamente.
“Informamos todos os pais da medida antecipadamente. As respostas foram extremamente positivas. Recebemos incontáveis mensagens”, afirma a assistente de direção Vânia Barone.
Durante o tempo que passou na sala de aula, Tiffany teve comportamento exemplar: estava calma, obedecia aos comandos e ficava atenta e quieta, sempre ao lado de Ana, que parecia orgulhosa com tanta aceitação e carinho por parte dos colegas.
Fontes: Folha de São Paulo -  maispb.com.br

sexta-feira, 27 de março de 2015

Portador de ELA, médico alagoano é impedido de embarcar em voo internacional.

Cláudia Galvão
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O cardiologista alagoano Hemerson Casado, que é portador de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), uma doença degenerativa, foi expulso de um voo da Alitália, com destino a Roma, nesta quinta-feira, dia 26, no Aeroporto Internacional de Guarulhos. A companhia alegou que não poderia embarcar o médico devido ao seu aparelho anti-ronco.
Casado embarcaria para Roma em busca de novo tratamento na companhia da mulher e de um cuidador, mas foi retirado do voo e alega ter sido destratado por representantes da Alitália e desassistido pelos funcionários da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a quem se reportou para denunciar a irregularidade.
Veja, na íntegra, o desabafo do médico em sua página pessoal no Facebook.
MÉDICO COM ELA É PROIBIDO DE VIAJAR E É EXPULSO DE AVIÃO 
O que é ser um cidadão Brasileiro?
Claro que sei o que é um conjunto de éticas, morais, culturais e legais. Isto vale para todo o indivíduo e para toda nação sem exceção, inclusive, para qualquer estrangeiro que queira morar ou trabalhar no Brasil. Mas onde estão escritas estas regras? Quem as define? Quem as cobre? Quem as aplica?
Inúmeras coisas nas relações humanas de várias naturezas são compreendidas e usadas de forma natural, porém, algumas que são novas, desconhecidas ou que fogem a regra e precisam ser amplamente exigidas e divulgadas, se não recorrermos ao velho truque das letras microscópicas das promoções de comerciais. 
Todos sabem que amo a Itália, tenho sangue Italiano na veia, casei com uma italiana e tenho uma família Italiana enorme. Todos sabem que sofro de uma doença sem cura, mas que vem permitindo que eu mantenha alguma estabilidade clínica que me permite realizar várias coisas como viajar, por exemplo. 
O Governo do Estado me presenteou com três passagens, permitindo que eu tivesse a chance de buscar um tratamento fora do país. Por garantia, sempre levo minha cadeira de rodas, meus remédios, cuidador, minha esposa e um aparelho anti-ronco, que é usado costumeiramente por milhões de pessoas. Nós já viajamos por grandes companhias que compreendem perfeitamente o uso desta máquina. Ninguém pergunta se você vai levar seu celular, ipod, ipad, barbeador elétrico, leptop, secador de cabelo, tudo que funciona em uma corrente baixa. Todas as companhias que possuem aeronaves modernas disponibilizam tomadas abaixo de seus bancos. Hoje fomos de forma arbitraria parcial e ignorante expulsos do vôo da Alitalia para Roma.
Em meio ao desespero de perder o vôo, que posteriormente segue para Israel, tentávamos em vão explicar aos supervisores de terra Adriana e Luige que, por sua vez, tentavam justificar o fato de que permitimos uma empresa falida, com as aeronaves ultrapassadas e com índice de demissão alto refletindo na insatisfação, que causa o mal atendimento. Não teve jeito, fomos expulsos. O que aconteceu posteriormente foi uma completa falta de socorro, não tinhamos a quem recorrer. Procuramos a ANAC, que se reservou a ouvir o supervisor da Alitalia, sem que nos desse a mínima chance de uma apelação, entretanto, de tudo que ocorreu de errado algo me causou um profundo desespero: O fato de que eles disseram que pacientes com ELA não viajam em sua aeronave. Nenhum dos dois supervisores teve a coragem de olhar no meu rosto e falar comigo. Uma atitude de completo desrespeito a vida humana, um total desconhecimento do que a ELA significa.
Não sabem que o nosso cérebro permanece lúcido. Fui tratado como se tratava os excepcionais no século passado, com desprezo e nojo. Parecia que aqueles italianos herdaram do seu aliado, o alemão Adolf Hitler, a vontade de exterminar os especiais. Perdi minha fé e minha razão. Gritei como louco e esperneei como animal que fora mal tratado. Jurei a eles que se eu não conseguisse o meu tratamento eu morreria, mas como justiceiro sanguinário o levaria comigo. Jamais na minha vida imaginei ser tratado daquela forma.
Vou lutar com todas as minhas forças para que a justiça seja feita e que esta empresa aprenda respeitar os pacientes especiais ou então para continuarmos a nos comportarmos como bons e honestos cidadãos precisaremos andar constantemente com o manual.

Superação: piloto, irmão deficiente de Hamilton crava marca.

    
   Nicolas Hamilton, ao lado do irmão Lewis Hamilton

Não é só Lewis Hamilton que dá orgulho para a família. Irmão do piloto da Fórmula 1, Nicolas Hamilton se tornará em 2015, aos 22 anos, o primeiro deficiente a dirigir no Campeonato Britânico de Carros de Turismo, de acordo com o jornal inglês Daily Mail.

Nicolas participará de cinco das dez corridas programadas para o ano no Reino Unido, entre junho e outubro. O irmão de Lewis sofre de paralisia cerebral, mas segue os passos do bicampeão da F1 para quebrar barreiras e preconceitos contra deficientes.

“Quero aprender muito no campeonato e melhorar como piloto. Mas também quero inspirar outros para buscar seus objetivos, seja qual for a sua situação na vida”, disse Nicolas.

O irmão mais novo da família Hamilton já correu na Renault Clio Cup em 2011 e 2012, mas com o convite do chefe da organização do Campeonato Britânico de Carros de Turismo agora terá um novo desafio na carreira, tanto dentro das pistas quanto fora delas.

Fontes: Esportes - Terra - www.fernandazago.com.br

Montadoras fazem disputa acirrada no mercado de carros adaptados.

Redução no preço pode variar de 15% a mais de 30% conforme a marca e modelo. Fábricas e beneficiados reivindicam aumento do teto atual de R$ 70 mil.

Por Paula Carolina (Estado de Minas)

Renault tem série limitada (SL) para portador de necessidade especial
Pessoas com deficiência não são os únicos beneficiados com as isenções de impostos concedidas pelo governo. Montadoras e concessionárias enxergaram na venda para a categoria um grande negócio e hoje a concorrência é acirrada, como em qualquer segmento da venda de veículos zero-quilômetro. Como a negociação é feita pela forma denominada de venda direta (o trâmite legal é feito diretamente entre fábrica e consumidor, apenas com a “ajuda” da concessionária), o gasto é menor, possibilitando que a conta final feche com bom lucro, mesmo com os descontos dados pelas montadoras, além da isenção dos impostos, que obviamente é bancada pelo governo.
Estão incluídas na chamada categoria PCD (Pessoa com Deficiência) pessoas, por exemplo, que tenham limitação nos braços e/ou nas pernas, que tenham sofrido doenças que restringem os movimentos, como o câncer de mama, entre muitas outras limitações que permitem dirigir mediante algum tipo de adaptação no veículo. Além disso, recente conquista da categoria conseguiu a extensão de todas as isenções para os familiares de pessoas com especiais que não podem dirigir, como deficientes visuais ou intelectuais.
No ato da compra, as isenções são do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Para financiamentos, pode haver a isenção do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Além disso, há isenção do Imposto sobre a Propriedade de Veículo Automotor (IPVA) no emplacamento e em todos os licenciamentos enquanto o carro permanecer com o mesmo dono. Só considerando o IPI e o ICMS, já que o IPVA e o IOF não têm valor fixo, a isenção é de 12% relativos ao ICMS mais, conforme a motorização, 3% (veículos 1.0) ou 9% (motores flex entre 1.0 e 2.0) do IPI. E muitas montadoras ainda dão descontos, por conta própria, além do percentual relativo às isenções de impostos, resultando em carros custando até mais de 30% menos do que os vendidos nos salões.
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 R$ 70 MIL
As restrições variam conforme a concessão, mas, de maneira geral, para obter o benefício o carro tem que ser nacional ou produzido em países do Mercosul e custar – com os impostos – até R$ 70 mil (preço sugerido pela fábrica/tabela) para obtenção do ICMS. E esse é o maior entrave atualmente. Uma das maiores necessidades da categoria é o câmbio automático e normalmente há também a necessidade de um porta-malas maior, para o abrigo de uma cadeira de rodas, por exemplo. Motivo pelo qual os modelos mais requisitados são os sedãs do segmento médio. O problema é que atualmente há pouquíssimas opções no mercado dentro desse perfil que custam menos de R$ 70 mil.
“Esses convênios são sempre renovados, mas desde 2009 o teto está em R$ 70 mil. Com isso, os modelos que eram mais procurados estão fora”, afirma o despachante especializado no assunto Jackson de Oliveira. “Se é um direito desse consumidor, deveria poder comprar. Por que limitar em R$ 70 mil se os carros que mais precisam para a locomoção custam mais caro?”, acrescenta o gerente de vendas especiais da Renault Minas France, Derilúcio Martins.
A reivindicação para o aumento do teto é ampla, mas de acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais, a questão ainda está sendo discutida no Conselho de Política Fazendária (Confaz). Apesar de o ICMS ser estadual, como o procedimento é único em todo o país, as decisões são tomadas pelo Confaz.

Campanha mundial Purple Day tem dia de conscientização sobre epilepsia.

Da Agência Brasil

         Supporting epilepsy around the world. Purple day - march 26.

Com o objetivo de divulgar informações e combater o preconceito contra as pessoas que convivem com a epilepsia, associações de pacientes trouxeram para o Brasil a campanha mundial Purple Day, o Dia Lilás. O dia D da causa é hoje (26), mas a semana toda está sendo marcada por ações que chamam a atenção para a epilepsia.

A estimativa da Assistência à Saúde de Pacientes com Epilepsia (Aspe) é que essa condição neurológica atinge cerca de 3 milhões de pessoas no Brasil. A presença, em alguns casos, de crises convulsivas em que o paciente perde a consciência, cai e se debate ainda torna a condição alvo de estigma na sociedade. O que grande parte da população não sabe é que em 80% dos casos a pessoa com epilepsia pode ter uma vida normal, se tratada adequadamente.

A campanha, de origem canadense, está colorindo de roxo a iluminação de prédios importantes, como o Congresso Nacional, a Universidade de Campinas, a sede da Federação da Indústrias do Estado de São Paulo, entre outros. Segundo o embaixador da campanha no Brasil, Eduardo Caminada, a mobilização é uma forma de chamar a atenção para a causa e informar a população sobre a epilepsia.

“É um trabalho de formiguinha contra o preconceito. Com informação, as pessoas vão entender o que é a epilepsia, o preconceito só existe por falta de informação”, disse Caminada.

Pelo menos 20 cidades estão sediando eventos relacionados à campanha. A Câmara Municipal de São Paulo vai promover uma mesa de debate sobre o tema na manhã de hoje. Hoje (27) e depois, a capital de Rondônia, Porto Velho, sediará o 13º Encontro da Federação Nacional de Epilepsia.

No dia 28, três capitais vão ter caminhadas pelo Purple Day. Em Brasília, o movimento vai ocorrer, a partir das 9h, na área próxima à Nicolândia, no Parque da Cidade. Em São Paulo, a caminhada vai ser no Parque do Ibirapuera, às 10h. No Rio de Janeiro, a ação partirá da Estação Cardeal Arcoverde e também começará às 10h.

CPFL abre vagas de emprego para pessoas com deficiência na região.

Ofertas são para área administrativa da companhia, inclusive em Campinas.Número de ofertas não foi divulgado; candidatos devem ter mais de 18 anos.


Do G1 Campinas e Região

Imagem Internet/Ilustrativa
A CPFL Paulista, grupo privado do setor elétrico brasileiro, posssui vagas de emprego para pessoas com deficiência em Campinas (SP) e outras 233 cidades do interior do estado de São Paulo. Entre elas também estão Araraquara (SP), Bauru (SP) e Ribeirão Preto (SP).

O número de postos de trabalho vagos não foi divulgado, mas a companhia informou que não há limite para o recebimento de cadastros para as oportunidades. As chances são para as áreas administrativas da empresa.

A empresa oferece benefícios, mas não divulgou detalhes sobre eles e também sobre a remuneração.

Os interessados devem ter mais de 18 anos e ensino médio completo. Para canditatar-se o interessado deve enviar currículo com laudo e CID para o e-mail: incluindoenergia@cpfl.com.br.

Fonte: g1.globo.com -  Imagem Internet/Ilustrativa

quinta-feira, 26 de março de 2015

Sem carro e sem asfalto, mãe de três cadeirantes sofre para tirá-los de casa.

Do G1





É difícil chegar ao casebre da dona de casa Aparecida Mendes, em Paiçandu, no norte do Paraná. O carro se bate todo, as rodas se enfiam em buracos enormes, a poeira vermelha sobe e sufoca. Se já é difícil de carro, imagine empurrar cadeiras de rodas neste terreno acidentado. Mãe de três adolescentes cadeirantes, Aparecida sequer tem veículo para encarar a ladeira de terra, vizinha a uma linha de trem desativada e a uma penitenciária estadual.

Para levar os meninos a algum lugar, vai a pé mesmo, "no braço". As cadeiras saem aos solavancos da casa e, com dona Aparecida na condução, brigam com as muitas pedras esparramadas pelo caminho. Não é raro quando as rodas enroscam e causam pequenos acidentes. E há um detalhe: quando um dos filhos sai, o outro tem que ficar em casa.


"Eles só conseguem sair se eu paro tudo o que eu 'tô' fazendo e empurro a cadeira. Uma de cada vez, claro. Não tem outro jeito, né? Quando temos que ir até o centro, eu subo tudo isso no braço, na força mesmo. Impossível viver aqui!", diz a dona de casa, com um sorriso sem graça.


Pedro, de 13 anos, Anderson, 18, e Carlos, 19, nasceram com a mesma doença nas pernas, conforme a mãe. Ela não sabe explicar o que é, com detalhes técnicos. Diz apenas que é "um problema nos nervos". Patrícia, de 16, é a única entre os filhos que consegue se locomover normalmente.

A família mora há cerca de quatro anos na casa, alugada por R$ 380 mensais. É a penúltima antes do fim da rua e do começo de um matagal. Para facilitar a saída dos rapazes, não há muros ou portão. Dentro, nenhuma porta, com exceção do banheiro, divide um cômodo do outro.

Criança perde visão e parte do rosto após coceira: 'ninguém sabe o que é'.

Uma menina de 5 anos do sul da Bahia perdeu a visão dos dois olhos e parte do rosto, e a família não consegue descobrir qual a doença da criança nem como tratá-la.

DO G1  BA

 



A mãe de Pyetra Jesus Santana conta que tudo começou com uma coceira. "Começou coçando o olho direito, ela ficou cega. Depois o esquerdo, e ela ficou cega desse olho também. Passou para a boca, nariz e o céu da boca está todo aberto", afirma Adrielle do Santos de Jesus, de 22 anos.

Ela e a filha chegaram a Salvador no início da semana em busca de um médico que aponte a causa do problema e ajude a reconstruir o rosto de menina.

A criança coça bastante a face e já não possui mais dentes. A região do nariz tem uma fenda que atinge o céu da boca e, por isso, ela já não fala e se alimenta por sonda.


Pyetra também não anda, segundo a mãe, pois as pernas já atrofiaram por passar muito tempo deitada. "Levo em clínicas de fisioterapia e quando veem ela, se negam a atendê-la", afirma Adrielle.


Na tentativa de agendar uma consulta pela rede pública de saúde, a mãe, que não possui parentes na capital baiana, está hospedada em um hotel e recebe ajuda financeira de índios – ela integra a tribo Pataxó. Mãe e filha moravam na aldeia Renascer, próximo à cidade de Alcobaça. Adrielle também recebe dos pais ajuda para cuidar de Pyetra.


Problemas de saúde
A criança nasceu quando a mãe ainda tinha 17 anos, na cidade de Itamaraju, também no sul do estado. Quadro dias após o parto, Adrielle descobriu que a bebê tinha doença no coração e que ele crescia rápido demais, afirma.
Meses depois, soube que a menina poderia fazer a cirurgia em Vitória, Espírito Santo, e foi para lá. Morou por um ano e dois meses na cidade e decidiu voltar para a Bahia.

Tinha risco de passar para o outro olho", diz Adrielle. 
Segundo ela, alguns meses depois, a criança começou a coçar o olho esquerdo e acabou ficando cega desse olho também. "Parecia que era algo que comia o olho da minha filha. Enquanto isso, eu ia a um monte de médico e ninguém conseguia descobrir nada. Com o tempo, a coceira passou para a boca e para o nariz", afirma a mãe.

Ela conta que um médico em Teixeira de Freitas fez uma biópsia que não apontou nenhuma causa. "Então ele mandou que eu procurasse um cirurgião plástico, em Salvador, para que pudessem reconstituir o rosto da minha filha."

Especialista
G1 buscou ajuda de uma médica especialista em dermatologia para entender o problema de Pyetra. A médica Cristiana Mendonça afirmou que, mesmo que a biópsia não tenha indicado resultado definitivo, seria necessário continuar com a investigação de outras doenças.
 
"No exame tem descrição que dá noção para que lado o médico deve pesquisar a doença, falando mais a favor de um grupo de doenças. É isso que vai dar o norte ao médico para ele investigar o que pode está acontecendo com o paciente", explica. Como ela não tem acesso ao histórico do paciente, não pôde indicar a origem do caso.

Uma consulta com um médico cirurgião está marcada para o dia 31 de março no Hospital Gesteira, unidade de referência da rede pública especializado em crianças, quando será avaliado se o tratamento poderá ser realizado no local.

A reportagem procurou também uma das unidades no interior baiano em que a criança já tinha sido atendida. De acordo com o local, Pyetra deu entrada para diversos atendimentos a exemplo de episódios de diarreia, anemia, pneumonia e febre. A unidade de saúde, entretanto, afirma que ela já tem um problema de base desde o nascimento, que seria uma espécie de paralisia cerebral e, em decorrência do quadro neurológico, ela se automutila.

Adrielle teme que a fenda no rosto se abra mais e que a menina não aguente as dores. "Eu fui ao cirurgião plástico porque não sei quem pode me ajudar, eu estou indo a tudo. Acho que um cirurgião só poderá me ajudar quando descobrirmos o que ela tem", disse a mãe.

Ela afirma que procura tratamento para as coceiras desde quando a criança tinha um ano de idade. "Só quero que alguém me diga quem devo procurar porque preciso ao menos saber o que minha filha tem", afirmou a mãe.

Brasileiro cria aplicativo que expressa emoções de pessoas com deficiência.

Carlos Edmar Pereira, criador do Livox, acompanhado da filha.

                               Carlos Pereira/ Divulgação
                       Carlos Edmar Pereira, criador do Livox, acompanhado da filha

Inspirado em sua filha que sofre paralisia cerebral, um pai brasileiro desenvolveu um aplicativo que permite que pessoas com deficiências motoras, auditivas e visuais expressem suas emoções através da tela de dispositivos móveis.
Carlos Edmar Pereira explicou à Agência Efe que seu objetivo era melhorar a comunicação com sua filha Clara, de 7 anos. Para isso, criou catálogos de palavras que são reproduzidas em voz alta quando alguém as seleciona, reunindo-as no aplicativo batizado como Livox.
"Existem métodos alternativos para as pessoas que não podem se comunicar e que costumam ser feitos com cartazes. Eu os transformei em um software", afirmou o criador do aplicativo.
Os algoritmos do sistema permitem que o programa, disponível para Android, se adapte à deficiência da pessoa que o utiliza.
Além disso, há vários tipos de licença de uso. O usuário pode assinar o aplicativo por um ou dois anos, em caso de um problema temporário, ou, se necessário, tem a opção de adquirir uma licença vitalícia.
O Livox, que também ajuda na aprendizagem de idiomas e matemática, ganhou recentemente o prêmio como um dos melhores aplicativos do mundo em inclusão social, concedido pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Um reconhecimento que, defende Pereira, "pode desmitificar a visão mundial de que o Brasil não produz tecnologia, apesar de o programa não ter recebido nenhum apoio ou investimento do governo".

Dados do Censo Escolar indicam aumento de alunos com deficiência.

Em 2014, mais de 698 mil estudantes especiais estavam matriculados em classes comuns. Percentual sobe para 93% em escolas públicas.

por Portal Brasil

Divulgação/MEC    
Interação com crianças das classes normais ajuda no desenvolvimento de Ylan Mateus (direita), de 6 anos    Interação com crianças das classes normais ajuda no desenvolvimento de Ylan Mateus (direita), de 6 anos

Dados do Censo Escolar indicam crescimento  expressivo em relação às matrículas de alunos com deficiência na educação básica regular. Estatísticas indicam que no ano de 2014, 698.768 estudantes especiais estavam matriculados em classes comuns.
Em 1998, cerca de 200 mil pessoas estavam matriculadas na educação básica, sendo apenas 13% em classes comuns. Em 2014, eram quase 900 mil matrículas e 79% delas em turmas comuns.
“Se considerarmos somente as escolas públicas, o percentual de inclusão sobe para 93% em classes comuns”, explicou a diretora de Políticas de Educação Especial da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação, Martinha Clarete dos Santos.
Os números reafirmam a importância da inclusão social celebrada no último dia 21 de março: "Dia Internacional da Síndrome de Down". A data remete à luta para a inclusão das pessoas com a deficiência nas escolas, no mercado de trabalho e nas relações sociais.
Inclusão social
A jovem Jéssika Figueiredo, 22 anos, é a prova de que incluir pessoas com a síndrome no ensino regular aumenta as oportunidades de seu desenvolvimento. Durante toda a vida, Jéssica estudou em escolas regulares. Hoje, ela atua como fotógrafa da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e é, também, relações públicas da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down.
“Eu, como pessoa com Síndrome de Down, acredito que aprendi mais estudando no ensino regular. Aprendi com as pessoas, com os professores. Passei a acreditar no meu potencial. Se tivesse sido em uma escola de ensino especial talvez não fosse assim”, opinou Jéssica.
De acordo com diretora de Políticas de Educação Especial, a luta para que crianças e jovens com Síndrome de Down ou qualquer outra deficiência se mantenha na escola é grande. 
“Hoje o MEC apoia técnica e financeiramente estados e municípios na formação de professores e oferecendo recursos tecnológicos de suporte aos deficientes”, afirma Martinha.
Segundo a diretora, 42 mil escolas já receberam recursos multifuncionais para acessibilidade e 57 mil escolas tiveram verbas para adequação da estrutura de forma que atenda melhor às necessidades das crianças.
Formação
Dados do Ministério da Educação (MEC) revelam que também houve um aumento de 198% no número de professores com formação em educação especial. Em 2003, eram 3.691 docentes com esse tipo de especialização. Em 2014, esse número chegou a 97.459.
Na outra ponta, está o pequeno Ylan Mateus, seis anos. Portador da Síndrome de Down, ele acabou de ser matriculado na Escola Classe 413 Sul, em Brasília. A escola, que é regular, já atende a outras seis crianças com necessidades especiais.
Para a diretora da escola, Vera Lúcia Ribeiro, esse tipo de convivência entre as crianças tem trazido resultados relevantes para todos na escola. “Essa interação entre as crianças faz com que aprendam a lidar com as diferenças. Elas se envolvem tanto que acabam protegendo umas às outras. Isso é muito bonito”, disse a professora.
Política afirmativa
Em nota técnica de 18 de março, a Diretoria de Políticas de Educação Especial da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC orienta os sistemas públicos e privados de ensino sobre a negativa de matrícula a estudante com deficiência. De acordo com o documento, esses estudantes têm direito constitucional à educação.
O direito das pessoas com deficiência à matrícula em classes comuns do ensino regular é amparado no artigo 205 da Constituição Federal, que prevê “a educação como direito de todos, dever do Estado e da família, com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.
A Carta Magna também garante, no artigo 208, o direito ao atendimento educacional especializado.
A nota técnica afirma que compete ao MEC reconhecer, credenciar e autorizar as instituições privadas de educação superior e toda rede federal, e que fica sob a responsabilidade da Diretoria de Políticas de Educação Especial, juntamente com o Ministério Público Federal, o acompanhamento dos procedimentos relativos à recusa de matrícula nessas instituições.
Nas esferas municipal, estadual e distrital, esta competência é das secretarias de educação, que devem fazer a análise e emissão de parecer sobre processos alusivos à recusa de matrícula em instituições escolares, públicas e privadas, sob sua regulação.
As instituições públicas e privadas que se negarem a matricular os estudantes com deficiência estarão sujeitas a multa.
com informações do Ministério da Educação
Fontes: Portal Brasil - saci.org.br