sábado, 4 de abril de 2015

Doações realizadas.

A APNEN realizou a compra e a doação de duas cadeiras de rodas, uma Cadeira de Banho, duas rodinhas dianteiras e um braço de apoio para cadeira de rodas, estas doações tiveram um custo de R$2.204,35 com o frete e foi adquirido da Ortopedia Jaguaribe nota fiscal nº 088.995, e forma doadas a um morador do Jardim São Jorge e para uma moradora do Jardim Conceição, Estas doações foram possíveis, graças a população de Nova Odessa, que visitam e consomem em nossas barracas em dias de eventos...Obrigado a todos..

Parabenizamos todos os membros da diretoria por mais esta conquista





Fonte: apnen NovaOdessa

Viver sem Limite e a acessibilidade quase zero.

Samuel de Oliveira, 41 anos, construindo uma rampa de acesso ao prédio da Secretaria de Saúde da cidade mato-grossense.

Por Vera Garcia*

  Foto: Marcelo Guedes/site Metropolitana FM)
Samuel de Oliveira, 41 anos, construindo uma rampa de acesso ao prédio da Secretaria de Saúde da cidade mato-grossense.

Achei um absurdo o caso do cadeirante José Wilson, de Salvador, que precisou comprar material de construção para  tapar buracos e construir rampas nas calçadas de sua cidade. “Tive que construir isso para poder facilitar de andar no passeio. Senão, teria que andar no meio da rua disputando espaço com os carros de alta velocidade, correndo risco o tempo inteiro”, afirmou ele.

Em Cuiabá um cadeirante construiu uma rampa de acesso ao prédio da Secretaria de Saúde da cidade mato-grossense.  Ele afirmou o seguinte para o portal G1 “Não aguento mais passar por isso e estou cansado de esperar pelo poder público. Por isso tomei a iniciativa e não quero mais esperar”.
Um outro caso foi de um cadeirante de Campinas, José Roberto Pedro, que já quebrou várias rampas de calçadas, porque elas eram mal feitas e muito inclinadas, o que dificultaria a locomoção dos cadeirantes. Ou seja, rampas feitas de qualquer jeito pelos donos de lojas, para driblar a fiscalização.
Quantos casos como estes estão acontecendo no Brasil que a mídia não noticiou. Construção de rampas, de piso tátil e outros é responsabilidade do poder público e não do cidadão que apresenta uma deficiência física ou visual.
Pedro, que já quebrou outras rampas na cidade, utilizou uma marreta e uma talhadeira (Foto: Dorinaldo Oliveira/Portal RAC)
Pedro, que já quebrou outras rampas na cidade, utilizou uma marreta e uma talhadeira.
(Foto: Dorinaldo Oliveira/Portal RAC)
Em novembro de 2011, o governo federal lançou o Viver sem Limite – Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Segundo o governo, esse plano é um conjunto de políticas públicas estruturadas em quatro eixos, o qual a acessibilidade está incluída. A presidente Dilma Rousseff através desse programa  prometia aplicar, até o final de 2014, R$ 7,6 bilhões para atender a população com deficiência. Após três anos e poucos meses de implantação desse programa, a questão da acessibilidade continua vergonhosa. Basta ver os exemplos que foram citados no início desse texto.
O nome ‘Viver sem Limite” não condiz com a situação que milhares de pessoas com deficiência física vivem no seu dia a dia. Viver sem limite significa autonomia, independência… Mas como viver em plena cidadania, se o direito de ir e vir dessas pessoas são cerceados, negados através de obstáculos físicos.
Infelizmente a política de acessibilidade arquitetônica brasileira é quase zero. Temos programas,  decretos, Leis, portarias, normas técnicas, contudo projetos e obras são licitados sem a exigência de requisitos de acessibilidade. Não há fiscalização do poder público!
Enquanto as políticas públicas e as iniciativas governamentais forem encaradas, pelos Gestores Públicos, como “uma caridade para pessoas deficientes”, continuaremos sendo desrespeitados como cidadãos. Entretanto, para receberem nossos impostos, não há nenhuma discriminação.
*Vera Garcia: Blogueira, pedagoga, criadora e administradora dos blogs Namoro Poderoso e Deficiente Ciente. Amputada do membro superior direito.

Após ter perna amputada, idoso usa prótese improvisada de madeira.

Do G1 AC

   


O ex-seringueiro Francisco Alves Pedrosa, de 77 anos, mora na estrada da Variante, que liga a BR-364 à cidade de Cruzeiro do Sul, distante 648 km da capital Rio Branco. Aos 25 anos, em 1963, Francisco perdeu parte da perna direita após ter sido picado por uma cobra. Cansado de usar muletas, ele começou a fabricar próteses com madeira da região do Juruá.

A retirada de látex das seringueiras exigia que Francisco ficasse muito tempo na floresta. Ele conta que foi picado outras três vezes por cobra, mas conseguiu atendimento rápido no hospital e ficou sem novas sequelas.


A ideia de usar a madeira partiu do próprio ex-seringueiro. "Durante 20 anos, andei de muleta. Depois, passei a usar a perna de pau, feita de madeira. Passei muitos anos [assim], eu mesmo fazia. A que uso hoje aqui foi um vizinho já falecido, que trabalhava fazendo embarcações, que me presenteou. As primeiras eu mesmo fazia, pegava um pedaço de madeira, cavava com um formão e fazia por conta própria. Para calçar, forrava com pano para evitar calos", explica.
Em 2014, Francisco chegou a ganhar uma prótese de alumínio, mas opta pela de madeira por conta do local onde mora, uma área úmida às margens do Rio Juruá.


"Tenho uma nova, mas não abro mão desta. Aqui é muito molhado, tem muita lama, então procuro usar esta para poupar a nova, que é melhor de andar. Mas, com essa aqui ando bem, ando por toda a cidade. É mais leve", destaca.
De acordo com ele, o material usado para fazer a prótese é aguano, uma espécie de madeira da região. "Foi um amigo que fez pra mim. Quando o pé fica ruim, vou a um carpinteiro, e ele faz outro pé”, finaliza.



Fonte: nandoacesso.blogspot.com.br

 

Nick Vujicic fala sobre amor verdadeiro: "Minha esposa não me vê como o 'Nick Deficiente".

O palestrante motivacional conhecido por sua luta contra a limitação física e o preconceito está lançando um livro, no qual aborda temas como casamento e a busca pelo amor verdadeiro.

Nick Vujicic fala sobre amor verdadeiro: "Minha esposa não me vê como o 'Nick Sem Membros"

Palestrante motivacional internacionalmente conhecido, Nick Vujicic está lançando o livro "Love Without Limits" ("Amor Sem Limites"). Na obra, Nick relata sua jornada para encontrar o amor verdadeiro e os desafios que ele e sua esposa, Kanae têm enfrentado.
Nascido com síndrome de tetra-amelia (doença que impede o desenvolvimento de braços e pernas), desde a sua juventude Nick era atormentado pela seguinte ideia: "nenhuma mulher jamais irá me amar / se casar comigo". O evangelista sérvio nascido na Austrália relatou este temor em um de seus livros "Love With Limbs" ("Amor com Membros"): "Eu tinha muitas dúvidas sobre minha forma física como um marido e um pai".
Mas, como muitos dos adeptos e admiradores de Nick sabe, ele não tinha nada para se preocupar.
Em 2008, Nick e Kanae se conheceram e quatro anos mais tarde, casaram-se. Então, em fevereiro de 2013, Kanae deu à luz Kiyoshi James Vujicic, que compartilha o primeiro nome de seu avô (por parte de sua mãe).
"Love Without Limits", já está à venda nas lojas de diversos países e também na internet. O livro é apresentado em 15 capítulos e cobre grande parte das áreas que se poderia esperar de um livro sobre namoro e relacionamentos / casamento.
Nick, que completa 32 anos em dezembro, escreve que uma vez que ele e Kanae sabiam que eles estavam se encaminhando para o casamento, ele se sentiu compelido a "garantir-lhe que as minhas imperfeições físicas não incluem qualquer coisa que possa impedir ou interferir com a nossa capacidade de ter relações sexuais..."
Ele acrescenta: "Ela não pediu, mas eu queria dissipar quaisquer questões ou dúvidas que possa ter tido. Acredite em mim, eu tenho lidado com essas questões sendo feitas desde a infância até a idade adulta. Eu tenho perguntado a cada tipo de questão pessoal invasiva que você pode imaginar e alguns que nunca iria pensar, eu lhe garanto".
De fato, como Nick passa a se lembrar, durante uma aparição 2012 ao vivo, em uma emissora de Dallas (TX - EUA), uma repórter perguntou-lhe como é que ele e sua esposa foram capazes de fazer um bebê. Em um vídeo da entrevista, já não está disponível on-line, o repórter parece genuinamente curioso como Nick, nascido sem braços ou pernas, pode se tornar um pai.
"Eu estava mais do que um pouco confuso com a pergunta dela. Eu tentei responder a ela, dizendo: 'Bem, a maioria das pessoas sabe que você não precisa de braços e pernas para ter um filho", destacou Nick.
"Isso não pareceu intimida-la. Ela perguntou de novo, dizendo que as pessoas estavam curiosos para saber como eu poderia me tornar um pai. Naquele momento, eu percebi que ela estava falando sério. Eu poderia ter respondido de uma forma que a colocasse no chão por ser uma pergunta que ia longe demais em nossa vida pessoal. Em vez disso, eu reagi com bom humor", contou.
Qual foi a resposta que pôs fim às perguntas invasivas?
"Eu disse: 'Na verdade, eu ouvi que as pernas às vezes só ficam no caminho!'. Acredite em mim, isso pôs fim a suas questões pessoais", escreve Nick.
Recentemente, Nick publicou algumas respostas a questionamentos relativamente comuns, feitos a ele.
Confira logo abaixo:
Nick, estavam preocupados que você nunca iria encontrar uma mulher que poderia amar você. Como essas inseguranças afetam seu relacionamento com Kanae? Como ela te ajuda a superar essas dúvidas?
Todas as minhas inseguranças foram embora pela janela à medida que eu vi como Kanae olhou para mim, me abraçou e percebi o que nós dois sentimos um pelo outro. Não há nada melhor do que um amor correspondido e incondicional. Depois de um relacionamento que não deu certo, eu desejava ter uma noiva cuja família iria me receber em seus corações. O maior teste para nós durante o nosso período de namoro foi quando eu passei por uma crise financeira pessoal. Vendo o compromisso da Kanae em estar ao meu lado sem se importar com a situação foi a mais incrível descoberta de quão profundo o seu amor era para comigo. Ela olha para mim, e eu posso dizer que ela não vê um "Nick Sem Membros / deficiente" [risos] (maneira como muitos o chamam nos países por onde passa).
Como Deus estava trabalhando para prepara-los um para o outro antes mesmo de conhecerem?
Nós dois tivemos relacionamentos que passaram por lutas e dores do coração. Com cada estação de nossas vidas, nós olhamos para trás e vemos que aqueles momentos dolorosos nos ajudaram a descobrir mais sobre nós mesmos e nos ajudaram a nos concentrar mais naquilo que devemos procurar em um futuro cônjuge. A espera daquela 'pessoa certa' foi extremamente difícil às vezes, mas nós dois dizemos que não teria mudado nada nesta história, sabendo como ela realmente nos ajudou a nos tornarmos o que somos hoje. Nós dois sabemos que temos um longo caminho pela frente e casamento é algo que diariamente testa você e te abençoa, ao mesmo tempo. É uma viagem, a vida ... eu simplesmente não posso imaginar a minha sem ela (Kanae) agora.
Que encorajamento você daria para os leitores que tenham desistido de encontrar o amor verdadeiro?
Eu honestamente nunca achei que milagres fossem surgir dos meus pedaços quebrados, e eu estava desativado no medo de que meus sonhos sempre permanecem como sonhos. Não desista de você. Não desista de Deus. Não desista do amor. Tudo o que posso dizer é que, mesmo se Kanae viesse em meus 50, 60 ou 70 anos, seja qual fosse o tempo que teríamos juntos, seria a sensação de uma vida de alegria e felicidade abundante. Ela realmente é mais do que eu jamais poderia ter imaginado. Dê uma folga, tome outro fôlego, um dia de cada vez, mantenha-se fiel a si mesmo e apenas no momento certo eles virão.
Nick Vujicic é autor de vários livros, como o best-seller de 2012, "Unstoppable: The Incredible Power of Faith in Action". O evangelista, que tem falado em escolas, universidades e mega-igrejas, tem inspirado admiradores em todo o mundo, devido ao seu poderoso testemunho de encontrar esperança em Jesus Cristo.
Saiba mais sobre o ministério de Nick em www.lifewithoutlimbs.org .

Fonte: guiame.com.br

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Paralimpíadas Escolares 2015 serão disputadas em Natal, no Rio Grande do Norte, em novembro.

  Guto Marcondes/CPB/MPIX

Natal (RN) será a sede das Paralimpíadas Escolares 2015, maior evento escolar para pessoas com deficiência do mundo. A competição, organizada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), ocorrerá de 23 a 28 de novembro e contará com a participação de mais de mil estudantes de 13 a 17 anos. Os atletas disputarão medalhas em dez modalidades: atletismo, natação, futebol de 5, futebol de 7, goalball, tênis de mesa, bocha, judô, tênis em cadeira de rodas e voleibol sentado.
O acordo que levará a competição a Natal foi celebrado na noite desta terça-feira, 31. Na ocasião, o vice-presidente do CPB, Ivaldo Brandão, reuniu-se com o governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, e a secretária estadual de Habitação, Trabalho e Assistência Social, Julianne Faria. Esta é a primeira vez que as Paralimpíadas Escolares serão disputadas no Nordeste.
“Para o CPB, é importante levar cultura a estes jovens atletas. Queremos que as Paralimpíadas Escolares sejam itinerantes e que isso ajude no desenvolvimento do esporte paralímpico em diversos lugares do país”, ressaltou Ivaldo Brandão.
A última edição das Paralimpíadas Escolares ocorreu em São Paulo. A equipe de Santa Catarina foi a grande campeã. Com 351 pontos, os catarinenses superaram o Rio de Janeiro por um ponto. São Paulo completou o pódio, com 341.
Disputadas desde 2006, as Paralimpíadas Escolares já foram vitrine de alguns dos mais talentosos atletas paralímpicos brasileiros da atualidade. Alan Fonteles, campeão mundial e ouro nos Jogos Paralímpicos de Londres-2012, Lorena Spoladore e Verônica Hipólito, campeãs mundiais de atletismo, Talisson Glock, medalhista mundial da natação, e Leomon Moreno, campeão e artilheiro do último Mundial de Goalball (modalidade exclusiva para cegos), são alguns dos nomes que já passaram pela maior competição estudantil do país.
O CPB organiza as Paralimpíadas Escolares com recursos provenientes da Lei Agnelo/Piva, que prevê que 0,3% da arrecadação bruta das loterias federais do país sejam repassados anualmente ao Comitê Paralímpico Brasileiro.

ONU quer mais empregos para pessoas com autismo.

Secretário-geral está encorajado com o aumento do conhecimento público sobre o problema; Ban Ki-moon fez a declaração para marcar o Dia Mundial da Conscientização do Autismo.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

                                        Imagem: ONU
                                        


O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, quer que as empresas criem mais empregos para as pessoas com autismo. A declaração foi feita para marcar o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, esta quinta-feira 2 de abril.
O tema da campanha deste ano é "Emprego: A Vantagem do Autismo". Ban disse que está encorajado com o aumento do conhecimento público geral sobre o problema.
Tratamentos e Integração
Segundo o chefe da ONU, a data especial não só fornece maior compreensão sobre o assunto, mas também empodera os pais na busca de tratamentos e terapias precoces como busca maior integração das pessoas com autismo na sociedade.
Ban disse ainda que com apoio adequado, os autistas podem e devem frequentar escolas em suas comunidades.
De São Paulo, em entrevista à Rádio ONU, a coordenadora pedagógica da Associação de Amigos do Autista, Carolina Ferreira, falou sobre a dificuldade de se encontrar um emprego para as pessoas nessa condição.
"Nós já tentamos empregos para muitos deles que têm um autismo mais leve, e nós percebemos a grande dificuldade. O Brasil tem a cota para (pessoas) especiais mas não está preparado para receber pessoas com autismo e muitos não conseguem emprego."
A coordenadora pedagógica falou ainda sobre os tipos de trabalho mais apropriados para as pessoas com autismo.
"Olha, as pessoas com autismo executam atividades que sejam mais (ligadas) em linha de montagem, algumas têm facilidade em computação. Eu acho que as profissões ou serviços que lidam muito com pessoas, com o público, são mais difíceis para eles."
Desempregados
Falando sobre emprego, o secretário-geral da ONU convidou as empresas a assumirem um compromisso concreto para contratar pessoas com autismo.
Segundo Ban, 80% dos adultos com autismo estão desempregados. Ele afirmou que essas pessoas têm um potencial enorme, a maioria tem notáveis habilidades visuais, artísticas ou acadêmicas.
Graças ao uso da tecnologia, pessoas que sofrem dessa condição e não conseguem falar podem se comunicar e compartilhar seus conhecimentos e capacidades.

O chefe da ONU pediu a todos que no Dia Mundial da Conscientização do Autismo unam forças para criar as melhores condições possíveis para que essas pessoas possam fazer sua própria contribuição para um futuro mais justo e sustentável.

Associação de bairro em Uberlândia recebe doação de cadeiras de rodas.

Iniciativa faz parte de parcerias de três empresas da cidade.
Mais 12 cadeiras estão previstas para serem doadas.


Do G1 Triângulo Mineiro

                               cadeira de rodas doadas uberlândia (Foto: Reprodução/TV Integração)
                        Cadeiras de roda foram doadas à Abiu em Uberlândia (Foto: Reprodução/TV Integração)A Associação dos Bairros Irregulares de Uberlândia (Abiu) recebeu nesta segunda-feira (30), doações de cadeiras de rodas, resultado da campanha de três empresas parceiras do Integração Bairro, realizado no Morumbi, em Uberlândia, no dia 28 de fevereiro.
A presidente da Abiu, Nadir dos Reis Figueira, falou como as pessoas foram selecionadas para receberem as doações e a expectativa para próximos projetos. “As pessoas eu selecionei. Eu tenho fé que Deus vai nos iluminar e a gente vai ter mais condições de fazer outras coisas pelo nosso bairro”, disse.
Os beneficiados comemoram as cadeiras recebidas. “Que quero ir para a igreja e o pastor tem que vir para a porta da minha casa me levar. Para o supermercado aqui perto eu não vou porque não tem jeito de andar. Agora, que Deus me dê força e que eu possa andar um pouco”, dise Bárbara Maria Silva, de 90 anos.
As doações foram possibilitadas também por meio do projeto Eco-Cebrac, que faz o recolhimento de recicláveis, como latinas e garrafas PET´s. Segundo a coordenadora do projeto, Luciana Guimarães, as pessoas podem procurar a equipe no próximo Integração Bairro para entregar os materias. " Com a troca dos produtos recicláveis recolhidos no Integração Bairro, 12 cadeiras devem ser compradas e doadas", contou.
Fonte: g1.globo.com

O que querem as mulheres com deficiência?

  MULHER COM VESTIDO ROSA E VEU, EM CADEIRA DE RODAS, SEGURA PAPEL ESCRITO #WeWwdWant OPORTUNIDADES IGUAIS.

“Nós, mulheres com deficiência queremos” (#WeWwdWant), é uma campanha da Aliança Internacional da Deficiência (Disability Alliance International – IDA), que convoca as mulheres e meninas com deficiência em todo o mundo para expressar o que elas querem da comunidade internacional para avançar no exercício dos seus direitos.

2015 é um ano com muitas oportunidades para as mulheres e meninas com deficiência participarem como agentes de mudança e firmarem suas posições na agenda global!A IDA, liderada por Maryanne Diamond, o Comitê sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, presidido por Maria Soledad Cisternas, e a Relatora Especial sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, Catalina Devandas, querem levar as mensagens de mulheres e meninas com deficiência de todo o mundo até representantes de alto nível que podem têm poder para promover os direitos destas mulheres na arena internacional.As mulheres com deficiência representam três quartos de todas as pessoas com deficiência em países de renda baixa e média – a maioria vivendo em áreas rurais e remotas de países em desenvolvimento. Eles continuam a ser alvo de discriminação múltipla e intersetorial por conta de seu gênero, deficiência e outros elementos de suas identidades, como a sua idade, classe sócio-econômica, grupo indígena ou étnico, religião ou sexualidade, entre outros.


Vamos mudar isso juntos!

Se você é uma mulher ou menina com deficiência ou defensor de seus direitos, envie uma foto e uma frase, em qualquer idioma, usando a hashtag #WeWwdWant (We Women with disability Want)

Junte-se à campanha on-line no Twitter e Facebook.

O QUE QUEREM AS MULHERES COM DEFICIÊNCIA?
POSTE NOS ENDEREÇOS ABAIXO SUA FOTO E ESCREVA A FRASE, OU ESCREVA A FRASE NUM PAPEL E TIRE UMA FOTO COM ELA, OU ESCREVA A FRASE NA 

FOTO. NÃO ESQUEÇA O HASHTAG#Facebook:www.facebook.com/InternationalDisabilityAllianceIDAIDA 

Twitter:twitter.com/IDA_CRPD_Forum – #WeWwdWant

Contato: tfleury@ida-secretariat.org e vlee@ida-secretariat.orgWebsite:www.internationaldisabilityalliance.org

FONES DE OUVIDO NO ÚLTIMO VOLUME HOJE, APARELHO AUDITIVO AMANHÃ.

Olhem só essa campanha veiculada nos Estados Unidos. Achei sensacional, pois uma imagem fala mais do que mil palavras, certo? Mesmo com tudo o que se publica sobre a prevenção da perda auditiva, a maioria das pessoas não está nem aí, tem aquela atitude de ‘isso nunca vai acontecer comigo‘ e continua com os fones de ouvido no volume máximo.

Por  em 


Captura de tela inteira 11032015 170031.bmp


A perda auditiva é uma epidemia mundial. Antigamente, a surdez estava quase que totalmente relacionada à velhice, mas hoje ela se relaciona com a juventude numa velocidade impressionante. Por isso, fica o apelo: teste a sua audição, faça uma audiometria. E nunca, jamais, use seus fones de ouvido no volume máximo e nem por horas a fio. A nossa audição é sensível e nossas células ciliadas (ainda) não se regeneram!
Alguns fatos…
  • 15% da população americana com idade entre 20-69 anos tem perda auditiva induzida por ruído;
  • 1 em cada 8 pessoas acima de 12 anos tem algum grau de perda auditiva nos Estados Unidos;
  • 30 milhões de americanos são expostos a níveis perigosos de ruído no trabalho e acabam com algum grau de perda auditiva;
  • de todas as causas da perda auditiva, a mais fácil de prevenir é a causada por exposição prolongada ao ruído;
  • a perda auditiva vem sendo relacionada com demência, declínio cognitivo, depressão e doenças cardíacas.
Fonte: naoescuto.com

Caso raro: menina nasce sem os olhos na Inglaterra.

Danielle Davis, de 24 anos, já era mãe de dois filhos e recusou interromper a gravidez quando descobriu que a filha Daisy tinha um cisto no cérebro.

Do BOL, em São Paulo

                                        Reprodução/DailyMail
                              2.abr.2015 - Danielle Davis, de 24 anos, já era mãe de dois filhos e recusou interromper a gravidez quando descobriu que a filha Daisy tinha um cisto no cérebro


Em South Wales, na Inglaterra, a pequena Daisy Smith nasceu com uma doença rara chamada anophthalmia, que impede o desenvolvimento de um ou dos dois globos oculares. A condição é incurável. No entanto, por razões estéticas, Daisy poderá implantar próteses de vidro.

De acordo com o Daily Mail, Danielle Davis, de 24 anos, que já era mãe de dois filhos, recusou interromper a gravidez quando descobriu que a filha Daisy tinha um cisto no cérebro. A mãe levou um susto quando a criança nasceu sem os olhos.

"Foi um choque porque nunca tínhamos ouvido sobre essa doença antes. Mas ela é um bebê lindo e não me arrependo de ter rejeitado o aborto. Queremos que Daisy tenha uma vida normal, na medida do possível, e tenha as mesmas oportunidades que as demais crianças", declarou Danielle.

No final deste mês, Daisy ganhará as próteses de vidro nos globos oculares, que só serão substituídas quando ela completar um ano e meio. Na internet, os pais da criança criaram uma página de arrecadação de fundos para ajudar uma instituição de caridade inglesa que apoia pessoas com deficiências visuais. Segundo a reportagem, o caso de Daisy acontece em um bebê a cada 10 mil no Reino Unido.

Com informações do Daily Mail



quinta-feira, 2 de abril de 2015

Menina de 7 anos ganha mão produzida em impressora 3D.

Faith Lennox teve braço amputado abaixo do cotovelo aos 9 meses de vida. Objeto é avanço na área de próteses leves, baratas e fáceis de usar.


Da Associated Press

   

A garota Faith Lennox, de 7 anos, nunca teve interesse em colocar uma prótese de mão para substituir o membro que perdeu com apenas 9 meses de vida. Até que descobriu que ela poderia criar a própria mão, colocá-la facilmente, pular em sua bicicleta e sair pedalando.

Levou apenas uma noite para que a mão prostética - com dedos azuis, roxos e rosa - fosse impressa por uma impressora 3D. Pouco tempo depois, a garota já tinha colocado o objeto e saído para uma volta de bicicleta ao redor do quarteirão.

"Acho que nunca conseguiremos tirar isso dela", disse a mãe, Nicole, sorrindo com resignação enquanto assistia à filha dar voltas de bicicleta.

Leve e econômica

A prótese que ajudou a garota a pedalar representa um avanço no campo das próteses leves, econômicas e fáceis para crianças usarem. Ela pesa apenas 450 gramas e custa US$ 50 para ser construída. O material é o mesmo usado na fabricação de drones e de partes de automóveis.
Quando Faith crescer um pouco, em seis meses ou um ano, outra prótese similar pode ser feita por um preço parecido, segundo Mark Muller, professor da área de próteses da Universidade do Estado da Califórnia.

Um modelo para adultos, com sensores conectados aos músculos, pode custar entre US$ 15 mil e US$ 20 mil.

Faith manipula sua prótese sem sensores. Em vez disso, ela move a parte superior de seu braço para frente e para trás para conseguir o movimento de abrir e fechar dos dedos. Ela conta que escolheu suas cores preferidas para ornamentarem o objeto.

Síndrome compartimental

Faith Lennox ajusta seu capacete: prótese a ajudou a andar de bicicleta (Foto: AP Photo/Damian Dovarganes)

A mais velha de três irmãos, Faith teve a síndrome compartimental, quando sua posição durante o parto cortou o fluxo de sangue de seu antebraço, provocando um dano irreversível  ao tecido, músculo e osso. Depois de nove meses tentando salvar o membro, médicos determinaram que ele fosse amputado logo abaixo do cotovelo.

Ela já testou outras próteses tradicionais, mas eram muito pesadas e difíceis de usar. Foi quando sua mãe descobriu a empresa Build It Workspace, que trabalha com impressoras de alta tecnologia. Esta foi a primeira vez que a empresa produziu uma mão.

A tecnologia usada no desenvolvimento do membro é chamada de "Cal State" e foi criada e disponibilizada gratuitamente pelo projeto "E-Nable".

Faith mostra para sua mãe, Nicole, sua nova mão feita em impressora 3D (Foto: AP Photo/Damian Dovarganes)





Abraçando a causa- 2 de abril dia mundial do Autismo.

     

Em 2007, a Organização das Nações Unidas (ONU) escolheu o dia 2 de abril como a data oficial para celebrar o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. O objetivo é derrubar preconceitos e impulsionar o compromisso político e a cooperação internacional a favor de maiores  investimentos nos setores sociais, educacionais e laborais das pessoas com a síndrome.

Para os especialistas, quanto mais cedo a criança diagnosticada com autismo começar a receber estimulação adequada, maiores são as suas chances de desenvolvimento e de ganho de autonomia e melhor qualidade de vida no futuro.

O autismo é um transtorno global do desenvolvimento marcado por três características fundamentais: inabilidade para interagir socialmente; dificuldade no domínio da linguagem para comunicar-se ou lidar com jogos simbólicos; padrão de comportamento restritivo e repetitivo. Ainda sem saber ao certo o que causa o autismo, cientistas do mundo inteiro têm trabalhado em conjunto na busca por respostas.

De acordo com o Movimento Orgulho Autista Brasil (Moab), “o número de pessoas atingidas cresce cada vez mais. Em 1990, era um caso para cada 2,5 mil  crianças nascidas. Hoje, a estimativa é de uma criança para cada 88 nascidas (números americanos)”, avalia o Moab.

Abraçando a causa

O ministro Mauro Campbell, que conhece essa realidade bem de perto - ele tem uma sobrinha com autismo -, analisa que a sociedade brasileira não sabe como lidar com os autistas.

A importância do acompanhamento familiar no tratamento do autista também é destacada pelo ministro. “É essencial que os pais e responsáveis possam estar presentes no momento em que são ministradas as terapias de seus filhos autistas. Nossa família é privilegiada por ter um autista e por ter condições socialmente melhores. Quando levamos nosso ente a esses países (mais evoluídos no trato com portadores deste transtorno), constatamos que até nas igrejas há profissionais habilitados para cuidar dos autistas no momento de missas e cultos, algo singelo para exemplificar, mas muito marcante a ensejar que se imprima, também no Brasil, uma guinada no trato desse tema”.

Sobre a Lei 12.764 (Lei Berenice Piana), que instituiu em 2012 a Política Nacional dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, o ministro Mauro Campbell admite ser um avanço na questão, mas pondera que a lei por si nada muda. Somente quando ela se converte realmente em norma jurídica é que se pode sentir seus efeitos. “Os mediadores que deveriam ser disponibilizados nas escolas em que estudam autistas são coisa rara, impondo aos pais o dever de contratá-los e reduzindo às famílias economicamente melhor resolvidas o alcance desse item”, diz.

O ministro alerta: “É importante chamarmos a atenção da sociedade para o fato de que todos devem se engajar nessa luta pela inclusão social dos especiais, tratando-os como pessoas especiais sim, porém nunca com o olhar de piedade ou algo subalterno. Embora ainda carentes de estatísticas confiáveis, no Brasil ainda temos de ver festejos de promulgação de leis, decretos e regulamentos que não normatizam o cotidiano”, diz o ministro Campbell.

Unidos pelo amor

Entidades como a Associação dos Amigos do Autista (AMA) trabalham para proporcionar ao autista uma vida digna com trabalho, saúde, lazer e integração à sociedade, além de oferecer à família da pessoa com autismo instrumentos para a convivência no lar e em sociedade. A organização procura também promover e incentivar pesquisas sobre o autismo, difundindo o conhecimento acumulado por meio de artigos, cursos, palestras, entre outras iniciativas.

Campanha mundial 

Como meio de mobilizar a sociedade, nesta data,  prédios e monumentos pelo mundo recebem iluminação azul, cor escolhida para o autismo, uma vez que é mais comum em meninos do que em meninas.

Em 2015, a campanha Light It Up Blue convoca todas as autoridades públicas a iluminarem de azul a sua cidade no dia 2 de abril, cobrindo as iluminações com filtros ou lâmpadas azuis ou criando uma imagem relacionada ao tema Acenda uma luz para o Autismo. No ano passado, mais de 10 mil edifícios e monumentos de 136 países foram iluminados de cor azul.

O STJ, a partir desta terça (31), também estará de azul. A iluminação fica o mês abril todo.

Faça o bem você também: use azul
Vista-se de azul ou coloque uma toalha dessa cor na sua janela. Você também pode fazer um post no seu Twitter, Facebook ou enviar seus e-mails com letra azul. Neste mês de abril, fale para uma pessoa a cada dia a razão deste azul.

Pesquisa recente e novo produto

Clique aqui e acesse novo estudo sobre o diagnóstico do autismo publicado recentemente pela revista Time.

Você conhece o aplicativo destinado a crianças com autismo? O Look at me foi lançado em dezembro do ano passado pela empresa Samsung.

Para ver de perto

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) realiza nesta semana uma série de atividades para destacar a data.

A programação inclui palestras educativas, visitas mediadas, desfile inclusivo, entre outras ações. A entrada é franca! Clique aqui e confira a programação completa.

Para quem gosta de fotografia, fica em cartaz até o dia 13 de abril no ParkShopping a exposição Anjos Azuis – Um olhar ao desconhecido, do renomado fotógrafo Kazuo Okubo. A mostra traz retratos de crianças autistas do Distrito Federal. Nesta terça (31), no mesmo local, às 19h30, ocorre um bate-papo com mães e especialistas no assunto. A visitação também é gratuita!

Significado do laço colorido

O quebra-cabeça representa o mistério e complexidade do autismo (não se sabe a origem e não descobriram a cura; o que temos são inúmeras formas de tratamento). As diferentes cores e formas representam a diversidade das pessoas e das famílias convivendo com o transtorno.

Informação do site Autismo em Foco.

Muito além da cadeira de rodas - A vida privada de Stephen Hawking.

Ele não é apenas um gênio paralisado. Também é um homem, casado duas vezes. Um aventureiro que viajou o mundo, adora clubes pornô e já apanhou da mulher. Conheça o outro lado do cientista mais famoso do planeta

 SUPER INTERESSANTE
      
                   Imagem: gettyimages.com
                   

Ao completar 72 anos, em janeiro, Stephen Hawking fez uma coisa chocante. Escreveu um artigo dizendo que os buracos negros, elemento central do seu trabalho como físico, não existem da forma que imaginamos. Uma mudança de posição radical - que não diminui nem invalida a obra de Hawking, mas deixou cientistas perplexos e gerou especulações sobre o futuro do físico. Talvez ele não esteja bem de saúde, e tenha começado a divulgar seu legado intelectual definitivo. Essa impressão é reforçada porque, em setembro, Hawking teve duas atitudes suspeitas. Primeiro, defendeu o suicídio assistido (que sempre, e famosamente, considerou "um grande erro"), e lançou uma autobiografia na qual resume a própria vida. É um livro pequeno, de 144 páginas, porque ele está com muita dificuldade de se comunicar - cada vez mais paralisado, hoje só consegue escrever uma palavra por minuto, usando o queixo para selecionar palavras numa tela. Redigir o livro deve ter sido um enorme esforço. Mas, depois de revolucionar a física, Hawking quer contar sua história.

Stephen William Hawking nasceu saudável em Oxford, na Inglaterra, em 9 de janeiro de 1942 - no exato aniversário de 300 anos da morte de Galileu Galilei. O pai era médico, a mãe formada em filosofia, e o pequeno Stephen era o caçula de quatro irmãos numa casa cheia de livros empilhados - e ideias apimentadas. "O que mais me impressionava eram as conversas durante o almoço", conta John MacClenahan, amigo de infância de Hawking. "Eles discutiam coisas que jamais seriam comentadas na minha casa, como sexo e aborto". Quando Hawking tinha oito anos, a família se mudou para a periferia de Londres. Não deu muito certo. Eles eram considerados esquisitos pelos vizinhos, e na escola o menino logo ganhou o apelido de "Einstein". Deve ter sido pela aparência, porque bom aluno Hawking não era: fazia os trabalhos sem capricho e sua caligrafia era um terror. Odiava matemática, que achava fácil demais. Gostava de física e astronomia - porque ajudavam a entender questões existenciais, como de onde viemos e por que estamos aqui. "Eu queria sondar as profundezas do Universo", escreve em seu livro.

Hawking era precoce. Com 17 anos, ganhou uma bolsa para estudar física na Universidade de Oxford. Os colegas eram dois anos mais velhos, e ele se sentiu sozinho e deslocado. Mas, no terceiro ano de faculdade, se inscreveu no clube de remo para tentar fazer amigos. Os barcos navegavam um atrás do outro, e cada timoneiro segurava uma linha para manter a distância correta em relação ao barco da frente. Hawking deu mancada logo na estreia. Deixou a linha escapar, ela se enroscou no leme, o barco saiu de curso - e sua equipe foi desclassificada. Apesar disso, ele conseguiu fazer alguns amigos, e passou a frequentar o que chama de "seu passatempo favorito": as festas estudantis. Estudava bem pouco, uma hora por dia, mas mesmo assim foi aceito no mestrado da Universidade de Cambridge.

Antes de começar, ele teria alguns meses de férias. Resolveu se candidatar a uma bolsa de viagem (com as despesas pagas pela universidade). Para aumentar as chances de ganhar, escolheu um destino distante e impopular entre os alunos: Irã. Deu certo, e Hawking foi passar as férias lá. Péssima escolha. Ele pegou o gigantesco terremoto Bou¿in-Zahra, que arrasou o país e deixou mais de 12 mil mortos. Hawking estava bem perto do epicentro, mas diz que não percebeu nada - pois estava viajando dentro de um ônibus que balançava muito. Em determinado momento, o motorista freou forte e ele foi jogado contra o banco da frente, quebrando uma costela. Como não falava o idioma local, demorou um tempão até descobrir o que tinha acontecido. Só quando a excursão chegou a Istambul, aproximadamente dez dias depois, Hawking soube que havia encarado um megaterremoto - do qual saíra praticamente ileso. Mas o pior ainda estava por vir.

O acidente de patins

De volta à Inglaterra, o jovem físico percebeu que estava ficando cada vez mais desastrado. Caía, derrubava objetos, parecia não controlar direito o que fazia. Um dia, caiu de patins e não conseguiu levantar. Foi levado a um médico, que o diagnosticou com esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença incurável que leva à perda de movimentos - e, segundo o médico, levaria à morte em no máximo três anos. Hawking tinha 21. Ele ficou internado num hospital, onde viu um garoto morrer de leucemia. "Toda vez que fico inclinado a ter pena de mim, me lembro daquele menino", conta.

Teve alta, foi para casa e, pouco tempo depois, conheceu Jane Wilde, amiga de uma de suas irmãs. Namoraram e casaram (ele se apoiou numa bengala durante a festa). Mas Hawking foi piorando, não conseguiu mais cuidar dos filhos e, em 1970, parou de andar. Para se locomover, começou a usar uma cadeira de rodas e um carrinho elétrico de três rodas. Com seu típico bom-humor, conta que às vezes usava o carrinho para dar carona. "Eu transportava passageiros ilegalmente", diz.

Nessa época, Hawking já era um físico conhecido, e foi convidado a trabalhar no Instituto de Tecnologia da Califórnia. Aceitou e a família se mudou para os EUA. Ele e Jane já tinham três filhos, mas o casamento não ia bem. Ela começou a ter um caso com Jonathan Jones, músico e tocador de órgão que conheceu numa igreja local, e acabou convidando o amante para morar junto com a família. Hawking diz que ficou contrariado, mas não se opôs. Ele achava que ia morrer logo, e queria alguém que pudesse sustentar os filhos. O ano era 1979.

Nos anos seguintes, sua saúde piorou muito. Passava longos períodos com falta de ar e, em 1985, durante uma viagem à Suíça, pegou uma pneumonia. Ficou tão debilitado que os médicos sugeriram desligar o respirador artificial que o mantinha vivo. Jane não aceitou e levou o marido de volta para Cambridge. Lá, Hawking foi submetido a uma traqueostomia, cirurgia que colocou um tubo de ar em sua garganta, facilitando sua respiração. Isso salvou sua vida, mas ele nunca mais falou. A partir daí, o físico se comunicaria usando um computador - com a voz eletrônica pela qual é conhecido. De lá para cá, surgiram sintetizadores que produzem um tom de voz mais natural. Mas Hawking prefere continuar soando como robô. "Não vou trocar [de voz]", diz.

Em 1988, veio o grande momento de sua carreira. O físico publicou Uma Breve História do Tempo, livro que fala sobre a origem do Universo. Apesar do tema complexo, Hawking tentou escrever em linguagem simples, para leigos. Acertou em cheio: o livro se tornou um sucesso gigantesco, vendeu 10 milhões de cópias e foi traduzido em mais de 30 idiomas. E Stephen Hawking virou o cientista mais famoso do mundo.

Em 1995, ele pediu o divórcio de Jane e se mudou para outro apartamento, no qual morava com uma de suas enfermeiras, Elaine Mason. Eles se casaram, e Hawking viveu uma vida aparentemente feliz, com direito até a algumas aventuras. Em 2003, ele foi visto na Stringfellow¿s Cabaret, uma casa de striptease em Londres. Hawking estava na cidade comemorando o noivado da filha e, para aproveitar a noite, foi até a boate junto com um assistente e duas enfermeiras. Ele nunca comentou o caso, mas há provas: uma foto sua ao lado de Peter Stringfellow, dono do cabaré, e outra com o cientista rodeado por cinco strippers sorridentes. Hawking teria repetido a dose na Califórnia, onde supostamente frequentou uma boate de sexo. Quando a imprensa descobriu, a Universidade de Cambridge negou, dizendo que ele tinha ido "uma vez apenas".

A vida conjugal de Hawking foi marcada por episódios de violência doméstica. Em 2000, ele foi parar no hospital, com cortes e hematomas, mas negou ter sido vítima de maus-tratos (e não quis dizer como tinha se machucado). Em 2003, Lucy, uma das filhas do cientista, disse que ele apanhava da esposa. Em 2007, uma enfermeira fez a mesma acusação, dizendo que Elaine agredia e humilhava Hawking - batendo em seus braços, fazendo-o engolir água durante o banho e deixando-o sob o sol escaldante por horas. O físico não comentou o caso, mas se separou da mulher naquele mesmo ano. Foi morar numa casa em Cambridge, onde está até hoje, com uma governanta.

A doença pode ter trazido enormes dificuldades, mas não fez Hawking ficar parado. Tirando a Oceania, ele já esteve em todos os continentes. Já andou de submarino, voou num balão e até num voo da empresa americana Zero Gravity, em que o avião faz uma série de manobras para produzir uma situação de gravidade zero. "Me senti livre da minha doença", conta.

Este ano, ele poderá visitar o espaço. Isso porque a empresa Virgin Galactic, que promete começar a fazer voos turísticos suborbitais em 2014, o presenteou com uma viagem. Mas Hawking parece duvidar um pouco dessa possibilidade - talvez porque os voos ainda devam demorar. "Eu sempre sonhei em ir para o espaço, mas como minhas rodas ainda continuam plantadas aqui na Terra, vou continuar sonhando", diz.