sábado, 11 de abril de 2015

Pintor deficiente visual arrecada mais de U$ 1 milhão pra caridade com seus incríveis trabalhos em 3D.

 

Da próxima vez que alguém disser para você não tocar nas obras de arte, você vai lembrar deJeffrey Hanson, um artista que cria telas não apenas para serem vistas, mas também sentidas. Por conviver com uma deficiência visual, o pintor aprendeu a extrapolar os limites da arte, transformando cada quadro em uma verdadeira escultura em 3D.

O processo de criação de Jeffrey começa quando ele passa uma espessa camada de plástico sobre a tela – técnica comum entre pintores com deficiência visual. Assim que esta camada endurece, o artista a reveste com tinta preta e, a partir daí, passa a criar, sendo guiado pela textura. O resultado são obras abstratas que expõem composições complexas e repletas de sensibilidade.

Jeffrey foi diagnosticado com neurofibromatose, doença genética que lhe causou um tumor no nervo óptico, resultando na perda da visão. Por coincidência, foi justamente enquanto fazia quimioterapia, que ele começou a pintar. O que a princípio era um hobby não o abandonou mais e foi transformado em negócio: após cerca de 1.400 trabalhos, o artista já arrecadou mais de U$ 1 milhão (perto de R$ 3 milhões) para causas filantrópicas desde os 19 anos. Hoje, suas obras são responsáveis por cativar até mesmo fãs famosos, como Warren Buffett e Elton John.

O vídeo abaixo conta mais sobre a história do artista (em inglês):



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Feira Reatech é aberta em São Paulo.

    
   stand da Secretaria e do Conselho de São Paulo (CEAPcD), na rua 500 da Reatech

Na tarde desta quinta-feira, 09 de abril, aconteceu no Centro de Exposições Imigrantes a abertura da Feira Reatech, a maior feira da América Latina para reabilitação, acessibilidade e tecnologia. Participaram da abertura o Secretário Adjunto da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Cid Torquato; a Deputada Federal Mara Gabrilli; a Secretária Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marianne Pinotti; o Secretário Nacional de Promoção da Pessoa com Deficiência, Antônio José Ferreira, entre outros.

A Secretaria participa nesta edição junto com o Conselho Estadual para Assuntos da Pessoa com Deficiência de São Paulo (CEAPcD), em um stand na rua 500. A feira acontece de 09 a 12 de abril e, além de exposição de produtos e serviços voltados ao segmento das pessoas com deficiência, acontecerão outras atividades relacionadas à Pasta como o ciclo de debates sobre o combate a violência contra a pessoa com deficiência.

VIOLÊNCIA E DEFICIÊNCIA SÃO DEBATIDAS NA REATECH 2015
Em 11 de abril, a Reatech sediará um debate sobre “Violência e Deficiência”, realizado pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, com apoio da Coordenação de Políticas para a Mulher, da Secretaria de Estado da Justiça e Defesa da Cidadania, e da ONG Casa de Isabel.

O encontro faz parte do Programa Estadual de Prevenção e Combate à Violência contra a Pessoa com Deficiência e visa prevenir ações de violência e ampliar o debate com profissionais ligados ao atendimento de pessoas com deficiência.

Abaixo, mais detalhes sobre cada painel:

• 14h - “Mulheres com Deficiência: empoderamento e enfrentamento de situações de violência”.
O encontro vai discutir formas de prevenir a violência contra este segmento e fortalecer a autonomia de mulheres com deficiência. 

Também serão abordados aspectos como o direito à sexualidade e a adequação das leis e dos serviços públicos (delegacias, hospitais etc.) para atender às características e necessidades específicas desta parcela da população.

• 16h - “O tradutor-intérprete de Libras no contexto policial e judiciário: seu papel atual e perspectivas de atuação”.
A presença de intérpretes de Libras em delegacias de polícia, tribunais e demais instâncias da Justiça é uma antiga reivindicação da comunidade surda, como forma de assegurar o pleno acesso às informações do processo e de manifestar autonomamente sua vontade. O evento discutirá o momento atual dessa relação e qual a perspectiva de ampliação da presença desses profissionais no segmento, tendo como exemplo a recente experiência da Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência.
 
LEI DE COTAS E LEI BRASILEIRA DE INCLUSÃO SÃO TEMAS NA REATECH 
 
Durante a Reatech deste ano também haverá o V Fórum Lei de Cotas e Trabalho Decente, que neste ano tem como tema “O Desafio da Inclusão com Qualidade: Reflexão sobre a Prática”. Realizado pelo Espaço da Cidadania, o encontro acontece no dia 10 de abril, das 10h30 às 13h30.

Neste fórum será colocado em debate o desafio da inclusão com qualidade, refletindo sobre a necessidade de uma mudança cultural que deve envolver o mundo do trabalho, especialmente empresas, sindicatos, entidades públicas e privadas que atuam pelo reconhecimento da dignidade e potencialidade das pessoas com deficiência.

PROGRAMAÇÃO

Há espaço para a contratação: o que dizem os números nacionais.
(Carlos A. Clemente – Espaço da Cidadania)
· O trabalhador com deficiência nas negociações coletivas de trabalho.
(DIEESE)
· Programas de Inclusão das empresas: desafios e soluções.
(3 exemplos: área bancária – Citibank; área educacional- SENAC; e industrial–Toledo do Brasil)
· O cumprimento da lei de cotas: rotatividade e permanência do trabalhador com deficiência na empresa.
(José Carlos do Carmo (Kal) – MTE/SRTE/SP).
· A Lei Brasileira da Inclusão da Pessoa com Deficiência foi aprovada na Câmara dos Deputados. E agora?
(Deputada Federal Mara Gabrilli)
 
SERVIÇO
Reatech – Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade
Data: 09 a 12 de abril de 2015 – quinta a sábado
Endereço: Centro de Exposições Imigrantes - Rodovia dos Imigrantes, km 1,5
Transporte gratuito saindo da Estação Jabaquara do Metrô (Rua Nelson Fernandes, 400 – ao lado do terminal de ônibus)
Entrada gratuita. 


Campanha #MudeoImpossível.

                                                 Mude o Impossível.

A campanha #MudeoImpossível foi lançada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro durante o Prêmio Paralímpicos 2014, realizado em dezembro de 2014. O objetivo é mostrar que o atleta paralímpico, com sua garra, força e determinação muda o impossível todos os dias. Mude você também :



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Estrela solitária’ na sua classe, Alexandre Galgani estreia na I Copa Brasil de Tiro Esportivo.

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Entre os oito atiradores que compõem a Seleção Brasileira de tiro esportivo, um deles se destaca. Alexandre Galgani, 31, é o único atleta paralímpico da classe SH2 – que necessitam de apoio para a arma – a integrar a elite do país. Em Curitiba (PR) para a disputa da I Copa Brasil, que ocorre de sexta-feira, 10, a domingo, 12, ele dá início à temporada que definirá as vagas para os Jogos Paralímpicos do Rio-2016.
Ao todo, 63 atiradores estarão no torneio no estande de tiro montado no Santa Mônica Clube de Campo. Alexandre disputará três provas. Além da R4 – carabina de ar nesta sexta-feira (veja mais abaixo), ele também participa da R5 – carabina de ar, posição deitado e a R9 – Carabina .22, 50m, posição deitado, ambas neste sábado.
Galgani ficou tetraplégico aos 18 anos, quando fraturou o pescoço após mergulhar em uma piscina. Desde então, sempre buscou no esporte a motivação para seguir adiante. Em 2013, começou a praticar o tiro esportivo, no qual colheu frutos rapidamente. No ano passado, esteve na delegação que disputou o Mundial da modalidade, em Suhl, Alemanha.
Apesar de estar no topo da sua classe, ele deseja ver mais atiradores da SH2 chegando à Seleção. “O ideal é que tivéssemos três pessoas pelo menos na equipe, pois aí conseguiríamos brigar também por equipes, o que não pode acontecer no momento. Mas vamos brigar para conseguir as disputas no individual”, afirma Galgani.
“Tenho me preparado há bastante tempo e este ano é o ano da verdade, em termos de vaga para os Jogos do Rio. Tenho treinado de segunda a sábado, duas vezes ao dia, para melhorar a minha pontuação e conseguir a vaga. Esta é a meta”, completa.
PRIMEIRO DIA
A etapa de Curitiba da Copa Brasil teve início na manhã desta sexta-feira com vitória de Geraldo Von Rosenthal. O atirador da ASASEPODE, do Rio Grande do Sul, ficou com a medalha de ouro na P3 – pistola sport 25m, misto (SH1). Ele venceu a disputa com um total de 556 pontos. A prata ficou com Sérgio Vida, que fez 548 pontos. O bronze foi para Débora Campos, que registrou 542.
À tarde, foi a vez de Helcio Perillo faturar sua primeira medalha de ouro na capital paranaense. Com 598,1, ele venceu a R1 – carabina de ar em pé masculino.  Na versão feminina desta prova, contudo, o título e o ouro ficaram para Rosana Clara Urbieta, com 376,5.
A R4 – carabina de ar fechou o programa deste primeiro dia. Rodrigo Vianna venceu a prova mista com 612,5 pontos. Alexandre Galgani ficou com o vice-campeonato, com 609,4.
O calendário nacional de 2015 terá ainda a segunda edição da Copa Brasil, de 25 a 28 de junho, em Brasília, e o Campeonato Brasileiro, no Rio de Janeiro, de 22 a 25 de outubro.
O tiro esportivo paralímpico é disputado por atletas divididos em três classes. As divisões SH1 e SH2 são dedicadas a amputados, paraplégicos, tetraplégicos e pessoas com deficiências motoras. Na SH1, não há necessidade de apoiar a arma, o que ocorre na SH2. Por fim, a SH3 é destinada a atiradores com deficiências visuais.
Serviço:
I Copa Brasil de Tiro Esportivo
Data: 10 a 12 de abril
Local: Santa Mônica Clube de Campo (Rodovia Régis Bittencourt, km 6, Colombo (PR)
Horários: 8h30 às 17h30 (sexta-feira e sábado) e 8h30 às 13h (domingo)

Assessoria de Imprensa do Comitê Paralímpico Brasileiro em Curitiba
Ivo Felipe (ivo.felipe@cpb.org.br )

Pessoas com deficiência enfrentam dificuldades para obter CNH no interior de Goiás.

Serviço especial só é oferecido na capital, tornando processo muito caro. Detran diz que não pode disponibilizar junta técnica para cada município.

                                  Foto de uma CNH

Pessoas com deficiência física que moram no interior de GoiásSite externo.reclamam das dificuldades em tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O serviço é oferecido apenas em Goiânia e, com isso, as despesas com viagem e hospedagem deixam o processo muito mais caro.
Dados da Associação dos Deficientes Físicos de Rio Verde (Adefirv), no sudoeste de Goiás, apontam que na cidade há cerca de 3 mil deficientes necessitam a CNH, mas não têm condições de ir até Goiânia para passar pelos testes. “A pessoa leva em torno de 20 dias para conseguir essa carteira em Goiânia e ela fica muito cara, um preço exorbitante para a pessoa com deficiência”, afirma o presidente da associação, José Carlos Queiroz.
O aposentado Silvio Gomes da Silva é morador de Rio VerdeSite externo. e uma das pessoas que enfrentam o problema. Em 2008, ele perdeu os movimentos do lado esquerdo do corpo após ser baleado. Silvio foi caminhoneiro por cerca de 20 anos e hoje não pode dirigir porque não tem a CNH especial.
Ele chegou a viajar 230 quilômetros e passou três dias na capital para fazer as provas. Os gastos com alimentação, hospedagem e transporte chegaram a R$ 800. Como ele foi reprovado nos testes, terá que repetir todo o processo.“O Detran de Rio Verde tem capacidade. Agora, eu não posso pagar pela deficiência do Detran que não tem uma junta em Rio Verde”, afirma.
Para a secretária Silmara Batista Rodrigues, os transtornos poderiam ser reduzidos se as autoescolas do município tivesse carros adaptados e os funcionários do Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO) na cidade também fossem aptos a realizar os testes. “Fica muito difícil porque fica muito caro. Se tivesse jeito de ter um carro, uma junta médica, uma moto adaptada, a gente também poderia se virar sozinho, sem precisar ser tão dependente de outra pessoa”, afirma.
O presidente da Adefirv afirma que realizou uma reunião com as autoescolas para tentar resolver o problema, mas não houve uma solução.“Foi sugerido até que eles fizessem uma vaquinha e comprassem um carro adaptado. Barrou numa burocracia do Detran que disse que não tinha como mandar uma junta médica para cá”, diz.
O Detran afirma que só na sede do órgão há uma equipe especializada e carro adaptado para atender os usuários com deficiências e argumenta que não consegue atender a todos os municípios do estado com uma junta técnica para tirar a CNH especial.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Chega ao Brasil televisor Panasonic com acessibilidade para cegos.

  

A funcionalidade de voice guidance para televisores da Panasonic tem pontos para melhorar, mas é uma ajuda para quem tem problemas de visão. Permite operar com os comandos do menu e ler textos no browser de Net.

Disponível em português e muitas outras línguas, a voice guidance da Panasonic descreve as possibilidades do menu e indica a selecionada no momento. Permite ainda a leitura de textos a partir do browser da Net. Está incluída nos televisores mais recentes, de 2012 e 2013, da Panasonic, nas séries WT60, ZT60, WT50, VT60, VT50, DT60, GT60, GT50, ET60, ET50, ET5, ST60, ST50, E6, FT60.

Além de vocalizar as opções do menu, a voice guidance também explica como navegar: indica teclas cursoras para selecionar opção e a tecla OK para selecionar, por exemplo.

Esta funcionalidade também é interessante para ler textos no browser de Net. Só tem de mover o cursor (sem clicar) para a zona do parágrafo a ler. O cursor pode ser controlado pelas teclas do comando remoto ou pelo touchpad. O parágrafo é marcado com um contorno colorido e a leitura inicia-se.

Ao contrário das funcionalidades de vocalização de texto existentes, a vocalização de texto da Panasonic em português é claramente perceptível e não tão artificial como é comum nestes sistemas, embora existam problemas nalguns termos.

Leitura em modo estático

Após a primeira utilização do televisor, durante o processo de instalação automática, há uma descrição vocal de algumas funcionalidades, como as possibilidades da plataforma “Smart TV” e as diferentes telas iniciais. Mas, depois disso, a voice guidance é desativada. Se quiser usá-la, tem de ativá-la no menu.

A voice guidance não funciona no menu de configuração, o que era desejável, para ajustes de rede ou de parâmetros do som, entre outros.

A leitura de textos do browser também apresenta limitações: quando a leitura se inicia, tem de deixar o cursor parado, pois, se este sair da área assinalada, a leitura é interrompida imediatamente. Caso volte a colocar o cursor no local, ouvirá de novo o parágrafo em causa desde o início, o que pode ser irritante em parágrafos longos.

Os parágrafos com links podem tornar-se igualmente incomodativos. Se o cursor se posicionar num deles, a leitura é interrompida imediatamente, para dizer o nome do link, e retomando depois no início do parágrafo.

Marcus Vinicios Lira postou no Youtube uma demonstração desse televisor:


Saiba mais sobre televisores acessíveis:





REATECH 2015: lei de cotas é debatida.



Durante a Reatech 2015, de 09 a 12 de abril, haverá o V Fórum Lei de Cotas e Trabalho Decente, que neste ano tem como tema “O Desafio da Inclusão com Qualidade: Reflexão sobre a Prática”. Realizado pelo Espaço da Cidadania com apoio da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, o encontro acontece no dia 10 de abril, das 10h30 às 13h30.

Neste fórum, será colocado em debate o desafio da inclusão com qualidade, refletindo sobre a necessidade de uma mudança cultural que deve envolver o mundo do trabalho, especialmente empresas, sindicatos, entidades públicas e privadas que atuam pelo reconhecimento da dignidade e potencialidade das pessoas com deficiência.

Em vigor desde 1991 no Brasil, a Lei de Cotas estabelece a obrigatoriedade da contratação de pessoas com deficiência por empresas que tenham mais de 100 funcionários. Para este público, a lei tem sido fundamental para garantir o acesso a vagas no mercado de trabalho. Ainda assim, pessoas com deficiência apresentam taxas de ocupação menores que pessoas sem deficiência, principalmente considerando-se o universo de pessoas que trabalham com carteira assinada.

Segundo o Ministério do Trabalho, em 2010, o número de contratações referidas à lei correspondia a 39% do total potencial de vagas da lei de cotas para pessoas com deficiência no Brasil. Nesse contexto, discussões e orientações que esclareçam esse tema ainda são fundamentais.

SERVIÇO

V Fórum Lei de Cotas e Trabalho Decente - O Desafio da Inclusão com Qualidade: Reflexão sobre a Prática
Data: 10 de abril de 2015 – sexta-feira
Horário: 10h30 às 13h30
Local: Reatech - Centro de Exposições Imigrantes


Endereço: Rod. dos Imigrantes, Km 1,5

Deficiente físico é pisoteado no metrô de São Paulo.

   

Um deficiente físico de 51 anos foi empurrado e pisoteado, nesta quinta-feira, quando tentava entrar em um vagão do metrô na Estação Itaquera, Zona Leste da capital. O caso ocorreu no horário de maior movimento do período da manhã.

Depois de ser atropelado pelos outros usuários do transporte, ele ficou estendido no chão e precisou ser socorrido por funcionários de segurança do metrô, que o encaminharam para o Pronto Socorro Santa Marcelina.

De acordo com a assessoria do metrô, o episódio foi relatado pelo próprio homem ferido. Diante do flagrante desrespeito, o metrô afirma que o usuário não estava na área de embarque destinada a passageiros com necessidades especiais. Apesar do ocorrido, o lamentável acontecimento não interferiu na circulação dos trens.

ALL eliminava currículo de candidatos com deficiência física (cadeirante), auditiva, e visual total.

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A Justiça do Trabalho condenou a América Latina Logística Malha Sul S/A (ALL), em Curitiba, a pagar R$ 200 mil de indenização por danos morais coletivos devido à discriminação de candidatos a emprego, conforme o tipo de deficiência, e falhas relacionadas à acessibilidade nas instalações da empresa. A decisão é da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho do Paraná, da qual cabe recurso.
A condenação resultou de uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público do Trabalho a partir de denúncia de um funcionário da ALL que é deficiente físico com problemas de mobilidade.
O Ministério Público constatou que a empresa fazia uma pré-seleção dos currículos dos candidatos deficientes, eliminando antecipadamente os cadeirantes ou deficientes auditivos e visuais totais. Na análise dos procuradores do MPT, a prática era discriminatória e tentava minimizar os problemas de acessibilidade já existentes na ALL.
Uma perícia técnica comprovou a existência de uma série de locais na empresa com falhas de acessibilidade, incluindo o refeitório, os banheiros, a recepção, os elevadores e o estacionamento.
No refeitório, a altura das bandejas estava bem acima dos limites normativos, impedindo que fossem alcançadas por cadeirantes. Nos elevadores, cabines sem dimensões mínimas nem registro sonoro de chamada ou de posição no andar.
Ao analisarem o caso, os desembargadores consideraram legítimos os argumentos do MPT e enfatizaram que a ninguém é dado o direito de estabelecer critérios diferenciados de admissão ao emprego de pessoas com deficiência.
“A discriminação na oferta de vagas de emprego às pessoas com deficiência, revela-se ofensiva e intolerável, e afronta diretamente direitos e princípios constitucionais, tais como a garantia à dignidade da pessoa humana, ao valor social do trabalho, à igualdade, à não-discriminação e à busca do pleno emprego (artigos 1º, III, 3º, IV, 5º, caput e I, 7º, XXX e 170, VII e VIII, da CF)”, ressaltou o relator do acórdão, desembargador Cassio Colombo Filho.
Os magistrados decidiram que o comportamento discriminatório não poderá se repetir, sob pena de multa, para cada descumprimento, de R$ 1.000,00 em favor de uma entidade cuja atuação se destine à tutela de interesses dos trabalhadores com deficiência.
Também foi estabelecido prazo de 12 meses para que a ALL promova a execução das obras necessárias para corrigir os problemas de acessibilidade, cujo descumprimento implicará em multa no valor de R$ 1.000, 00 por dia.
A ALL deverá pagar ainda uma indenização de R$ 200 mil a título de danos morais coletivos a uma entidade que atue na defesa de interesse dos trabalhadores com deficiência, a ser definida pelo Ministério Público.
Fontes: Bem Paraná - pessoascomdeficiencia.com.br

Menor cadeira de rodas motorizada do mundo feita para crianças com deficiência.

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Tanner Jensen tem três anos de idade. Seu irmão, Skyler, tem 20 meses de vida. Ambos nasceram com uma condição genética rara conhecida como Atrofia Muscular Espinhal, o que significa que eles não conseguem andar, rastejar, controlar a cabeça, e nem mesmo levantar os braços. Mas a vida dos jovens irmãos em breve vai melhorar bastante, graças a estudantes da Brigham Young University que criaram uma cadeira de rodas elétrica, pequena e barata.
Cadeiras elétricas motorizadas para crianças pequenas já existem, mas eles podem custar até US$ 15.000, uma quantia que poucas famílias conseguem desembolsar. Para os Jensen, a coisa é pior, já que eles precisam de duas. E frequentemente essas cadeiras são grandes demais e as casas precisam de modificações para recebê-las.
Então cinco estudantes de engenharia mecânica da universidade se desafiaram a criar a menor cadeira de rodas elétrica do mundo para os irmãos Jensen. Após um ano de designs e testes, eles aperfeiçoaram uma cadeira feita com armação de canos PVC que pesa cerca de 10kg e aguenta crianças com até 25kg.
E o preço final, incluindo baterias, rodas, motores, os eletrônicos necessários para o controle e ainda o assento é de US$ 495. Talvez esse seja o maior feito atingido pelos estudantes. E como eles estão postando o projeto da cadeira de rodas em um site chamado The Open Wheelchair Project, qualquer família com uma criança que necessite pode comprar e montar uma dessas cadeiras. [Brigham Young University]
Fontes: Gizmodo - pessoascomdeficiencia.com.br

Seleção Brasileira feminina de goalball é convocada para a I Fase de Treinamento.

 Brasil em disputa contra o Japão, nas Paralimpíadas de Londres, em 2012.

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A I Fase de Treinamento da Seleção Brasileira feminina de Goalball começa nesta sexta-feira,10, quando as atletas e a comissão técnica desembarcam no Rio de Janeiro com destino a ANDEF (Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos), em Niterói, onde ficam concentrados até o dia 20 de abril.
O primeiro trabalho da seleção no ano contará com algumas caras novas, mas a base da equipe que disputou o Campeonato Mundial de 2014, na Finlândia, foi mantida pelo técnico Dailton Nascimento. Das convocadas para a última competição internacional, somente Márcia Santos não estará presente. Entre as novidades, a principal delas é o retorno da ala Denise Souza (APACE/PB).
O Brasil tem os Jogos Parapan-Americanos de Toronto, no Canadá, no mês de agosto, como o principal compromisso do ano. Na última edição da competição, em 2011, a seleção ficou com a medalha de prata.
Veja as convocadas
Alaine Lilian da Silva – URECE/RJ
Ana Carolina Duarte Ruas Custódio – SESI/SP
Denise Daniele Batista de Souza – APACE/PB
Gleyse Priscila Portiolli de Souza – SESI/SP
Jessica de Fátima Rodrigues Alves – URECE/RJ
Jessica Gomes Vitorino – UNIACE/DF
Neusimar Clemente dos Santos – IBC/RJ
Simone Camargo Rocha – SESI/SP
Victória Amorim dos Santos – URECE/RJ

Convênio – Ministério do Esporte
A I Fase de Treinamento da Seleção Brasileira Feminina de goalball é custeada por um convênio entre o Ministério do Esporte e o Comitê Paralímpico Brasileiro.

Com informações da CBDV (Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais)

Pais cobram equipamentos para filhos com deficiência em Vitória, ES.

Em 2014, a promessa era que problema seria resolvido a partir de janeiro. Crefes entrega os materiais gratuitamente, por meio do SUS.

  Foto de uma das próteses entregues pelo Crefes

Pais de crianças com deficiência cobram o recebimento de cadeira de rodas e outros equipamentos ortopédicos gratuitamente, em VitóriaSite externo.. De acordo com eles, a burocracia adotada pelo Centro de Reabilitação Física do Espírito Santo (Crefes) vem provocando problemas e atraso na entrega dos aparelhos. A diretora administrativa do centro informou que a previsão é que a lista de espera seja encerrada até o final de abril.
Uma das pessoas que aguarda o resultado é a dona de casa Jacimara Pratti, que fez o pedido há cerca um ano com a promessa de que tudo seria resolvido em janeiro deste ano. O cinto da cadeira utilizada pelo filho dela, Gustavo, já não fecha mais. "Eu te falo que é muito difícil. Se eu pudesse, eu teria comprado um, mas infelizmente não tenho condições de estar comprando uma cadeira nova", disse.
João Pedro, de sete anos, está na mesma cadeira de rodas há quatro. A mãe dele também espera para poder receber o equipamento e dar mais qualidade de vida para o filho. "A gente percebe que ele sente dor no corpo porque a cadeira não está mais apropriada para ele", declarou a dona de casa Marta Eler.
O Crefes fornece o material necessário para esses pacientes gratuitamente, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Em dezembro de 2014 os pais chegaram a reclamar da demora, e a diretora do centro Rosângela Martins disse que no início deste ano a situação seria solucionada. "A partir do de janeiro as crianças estarão sendo chamadas para fazer a medida e com 30 a 45 dias nós já iniciaremos a entrega", disse na época.
Mesmo assim, a dona de casa Ivone dos Santos contou que só foi chamada para medir a cadeira dois meses depois do prometido. "Agora, em março, dia 26, que eles chamaram para tirar a  medida. Mas devido às reclamações e a insistência", explicou.
Os pais também reclamam da burocracia adotada pelo centro. "Antigamente a gente vinha até o Crefes com os nossos filhos, fazia o pedido, eles agendavam o pedido. Depois ligavam pra nós virmos com os filhos fazer a medida da cadeira para, depois, pegarmos aqui. Só que agora a gente tem que fazer esse pedido no posto do bairro, e é uma burocracia danada", declarou a dona de casa Tânia Sabino.
Outro lado

A diretora administrativa do Crefes, Andrea Giacomin, confirmou que os pedidos devem ser realizados no postos de saúde, mas esclareceu que as unidades vão ser contactados para receber orientação obre o procedimento. Já sobre a demora, Andrea disse que houve um atraso no processo de pedido das cadeiras, mas que até o final de abril essa fila deve ser encerrada.

"A gente já iniciou a medição das cadeiras, inclusive nós medimos 32 e já vamos entregar até o final do mês de abril.  E já temos agendado para os dias 27 e 28 de abril também mais 130 famílias para fazer a medição. A nossa intenção, até o final desse mês, é de finalizar essa lista de espera", concluiu.

Com transporte gratuito, cadeirante retoma tratamento após cinco anos.

'Você consegue acreditar que pode', diz cadeirante de 36 anos. Em Curitiba, um micro-ônibus leva deficientes para consultas e fisioterapia.

  Foto de Cáren em Curitiba



Impossibilitada de andar longas distâncias e com dores frequentes, a cadeirante Cáren Pereira Fischer, de 36 anos, viu o tratamento evoluir depois que conseguiu ingressar em um programa municipal de CuritibaSite externo. que a leva para consultas médicas e para sessões de fisioterapia.
Ter como fazer esse deslocamento representa uma injeção de ânimo e faz com que Cáren tente novamente construir uma vida profissional. “Abre o horizonte da gente. Tendo melhor qualidade de saúde você consegue acreditar que pode melhorar”, comentou.
Aos dois meses de idade, Cáren foi diagnosticada com poliomielite. A doença, também conhecida como paralisia infantil, por si só, já acarreta em problemas motores. Todavia, a situação de Cárem ficou ainda mais delicada com a descoberta tardia de uma hidrocefalia, que é o acúmulo de líquido no cérebro.
Normalmente, a doença provoca inchaço na cabeça do bebê, entretanto, isso não ocorreu com Cáren. Ela sentia fortes dores de cabeça, e a doença foi descoberta quando a curitibana tinha 30 anos.
"Os médicos ficaram surpresos de eu não ter tido nenhum problema, comprometimento cognitivo", disse.
Dentro de casa, Cáren consegue se mover, mas, para sair, a dificuldade aumenta, e ela precisa de cadeira de rodas.
“Dentro de casa eu consigo me locomover apoiando-me na mobília porque eu conheço onde fica cada coisa. Vou me virando, tomo banho sozinha... Essas coisa eu consigo fazer, com um pouco mais de dificuldade, mas consigo fazer”.
Com dificuldade financeira e com a mãe com diversos problemas de saúde, Cáren precisou suspender o tratamento de fisioterapia por cinco anos sem fisioterapia, acentuando os problemas motores e também as dores musculares. Como a prefeitura só dava o transporte para as consultas médicas, o tratamento físico ficou comprometido.
“Nem em casa eu estava conseguindo me mover porque tinha muita dificuldade, muita dor”, lembrou Caren.
A volta às sessões de fisioterapia ocorreu em 2013, quando começou o Programa Acesso, da Prefeitura de Curitiba.
Semanalmente, um micro-ônibus pega Cáren em casa, a leva para a clínica e depois a deixa em casa. O mesmo ocorre para o acompanhamento neurológico e ortopédico, que se dá por meio de consultas agendadas a cada quatro meses.

“Antes era só atendimento médico mesmo [que a prefeitura proporcionava], e fisioterapia nem pensar. Uma vez por semana já ajuda e nós temos orientação para fazer alguns exercícios em casa. E outra situação quando você é orientado”.
Cáren avalia que a abrangência do programa deve ser maior porque, de acordo com ela, não tem atendido toda a demanda. Além disso, ela comenta que até por haver poucos ônibus, às vezes, é necessário trocar horário de consultas. Nada disso, todavia, na visão dela, compromete o benefício que o programa proporciona para as pessoas que necessitam de ajudar.

O futuro
Dia a dia, Caren sente as dores diminuírem e vai ganhando um pouco mais de autonomia para se locomover em casa. Isso faz com que ela volte a acreditar no sonho de ser advogada, que por um tempo ficou em segundo plano.

No ano retrasado, Caren conseguiu uma bolsa de 50% para cursar Direito. O desconto, porém, não foi suficiente e ela não pode arcar. Agora, ela que fazer um curso preparatório para o vestibular. Caso não seja possível fazer a faculdade de Direito, ela já tem segunda opção: Ciências Sociais.
Ela ainda deixa uma sugestão para os agentes políticos. Cáren acredita que a iniciativa deveria ser estendida para a área de educação e, desta forma, proporcionar o deslocamento dos cadeirantes adultos para escolas, cursos e universidades.
“Isso seria para o deficiente acreditar que ele pode melhorar na saúde e que pode expandir o seu conhecimento, ter uma profissão”.
O programa
De acordo com a Prefeitura de Curitiba, nestes dois anos do Programa Acesso, foram realizados 14 mil atendimentos com 746 usuários cadastrados. Cada um dos nove ônibus do programa atende, em média, cem usuários por mês.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Companhias aéreas têm de transportar, de forma gratuita, deficientes carentes.

  Avião

O “passe livre”, que concede o transporte interestadual gratuito a pessoas com deficiência, comprovadamente carentes, não pode excluir os serviços aéreos. O entendimento é da 11ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul que negou Apelação da Azul Linhas Aéreas, condenada a emitir bilhete de passagem a uma advogada paraplégica residente na cidade de Pelotas.
Em recurso à decisão de primeiro grau, a companhia argumentou que a Lei 8.899/94, que legaliza este benefício, excetua de suas disposições o transporte feito por via aérea. Ou seja, não existe regulamentação específica que obrigue as companhias de aviação a prestarem o serviço de forma gratuita aos portadores de necessidades especiais.
De forma didática, o relator, desembargador Luiz Roberto Imperatore de Assis Brasil, explicou que a Lei 8.899/94, em seu artigo 2º, prevê que cabe ao Poder Executivo regulamentá-la. E o decreto regulamentador, de número 3.691/00, por sua vez, diz o seguinte em seu artigo 2º: ‘‘O Ministro de Estado dos Transportes disciplinará, no prazo de até trinta dias, o disposto neste Decreto”. Como se percebe, discorreu no acórdão, a lei federal e seu decreto não especificam a modalidade de transporte. Logo, também não a excluem.
O panorama só ficou mais claro com a edição da Portaria Interministerial 003, editada em 10 de abril de 2001, que limitou o benefício aos modais rodoviário, ferroviário e aquaviário. Entretanto, segundo o relator, diante de regra benéfica, não cabe impor limitações não previstas pelo poder legislador. Isso é, deve-se cumprir a lei — no sentido estrito —, sem impor condições ou restrições não previstas.
Quanto à questão do equilíbrio financeiro, o relator citou precedente do Supremo Tribunal Federal, ao negar a suspensão de liminar que garantia dois assentos numa aeronave da Varig. Na época, o então ministro Joaquim Barbosa afirmou que: ‘‘Como os elementos constantes dos autos indicam o baixo potencial do benefício para onerar a empresa-requerente, aliados à constatação de que as empresas aéreas contam com outras formas de redução de custos ou de aumento dos lucros, não há comprovação, além de dúvida razoável, de que a decisão impugnada poderia tornar insustentável a exploração dos serviços de transporte aéreo de passageiros’’.
Assis Brasil citou também as razões expressas no voto vencido da ministra Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça, nos autos do Recurso Especial 677.872-PR, julgado em 28 de junho de 2005: ‘‘Querer limitar a expressão ‘transporte coletivo interestadual’ aos transportes rodoviário, ferroviário e aquaviário, sem que a regulamentação possa incidir sobre os transportes aéreos, é fazer tábula rasa aos preceitos esculpidos na Constituição Federal, em especial aos direitos fundamentais nela relacionados”. O acórdão da 11ª Câmara Cível do TJ-RS foi lavrado na sessão do dia 1º de abril.
Fontes: conjur.com.br - pessoascomdeficiencia.com.br

MP quer que AMC fiscalize estacionamentos de shoppings.

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O Ministério Público do Estado do Ceará quer que os estacionamentos dos shoppings de Fortaleza sejam fiscalizados pela Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania (AMC). A fiscalização, segundo a promotora Magda Kate Silva Ferreira Lima, será, principalmente, no que se refere ao cumprimento dos estacionamentos regulamentados. Uma audiência pública foi realizada nesta terça, com o objetivo de que os agentes da AMC possam entrar nesses locais para realizar a fiscalização.
Uma nova audiência foi agendada para o dia 30 de abril.
“As vagas são determinadas, pelo Código Brasileiro de Trânsito, em ter 2% delas reservadas às pessoas com deficiência e 5% destinadas aos idosos, é uma lei Federal. Nos shoppings, percebemos que há desrespeito dessa legislação”, aponta a promotora. O que o MP quer, segundo à promotora, é que os shoppings não se oponham à entrada dos agentes da AMC e que possam ser realizadas fiscalização e blitze com os frequentadores, possibilitando, inclusive à aplicação de multas para o caso de descumprimento da legislação de trânsito.
A audiência foi presidida pela promotora titular da 19ª Promotoria de Justiça, Magda Kate Silva Ferreira Lima e contou com a presença do promotor titular da 20ª Promotoria de Justiça, Paulo Roberto Barreto de Almeida, do presidente do Conselho Municipal de Direitos da Pessoa Idosa de Fortaleza (CMDPI), Sérgio Gomes Cavalcante, do presidente do Conselho Estadual de Direitos da Pessoa com Deficiência (CEDEF), Francisco Jacinto Araújo. Também estiveram presentes na audiência representantes dos shoppings Benfica, Via Sul, North Shopping, Pátio Dom Luiz, Shopping Parangaba, Center Um, Iguatemi, Rio Mar Fortaleza, Avenida Shopping, Del Paseo, Reserva Open Mall e Condomínio North Shopping.
No dia 30 de abril será assinado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre as partes para permitir que a AMC promova a fiscalização nos estacionamentos dos shoppings e adote as medidas administrativas previstas no Código de Trânsito Brasileiro.
Fontes: opovo.com.br - pessoascomdeficiencia.com.br

Qual é a diferença entre a síndrome de Asperger e Autismo?

Se considera que a síndrome de Asperger é um transtorno dentro do Autismo.
autismo
Síndrome de Asperger tem se diferenciado muito recentemente do autismo típico e existe pouca informação sobre o prognóstico dessas crianças. Não obstante, considera-se que, comparado com jovens com outras formas de autismo, poderão com maior probabilidade converter-se em adultos independentes, com uma vida absolutamente normal.
Frequentemente, quando são adultos, as pessoas com Asperger têm um trabalho ou profissão relacionados com suas áreas de interesse especial, podendo ser muito competentes.
O que diferencia o autismo de Asperger:
Diferenças entre a síndrome de Asperger e Autismo

Dia Nacional do Braille: primeira-dama destaca linguagem escrita para os deficientes visuais.

Assessoria de Imprensa do Gabinete da Primeira-Dama

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A primeira-dama do Estado, Onélia Maria Leite de Santana, vem dedicando a sua atuação à garantia dos direitos das pessoas com deficiência, além de outras áreas principais como a infância, idosos e artesanato. No Dia Nacional do Braille, comemorado a cada 8 de abril, a primeira-dama reforça apoio ao segmento e destaca a importância da linguagem para os deficientes visuais.

Segundo o Censo IBGE/2010, no Brasil, são 35,7 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência visual. Já no Ceará, 1.497.949 pessoas declaram possuir deficiência visual (desde casos mais leves aos mais severos). “Gostaria de reforçar meu apoio à garantia dos direitos das pessoas com deficiência. Já começamos a construir um Ceará que queremos, com acessibilidade no sentido mais amplo desse conceito, mas precisamos avançar ainda mais", ressaltou a primeira-dama. Ela destacou ainda a importância do braille para os deficientes visuais. “O braille é a maneira que as pessoas com deficiência visual têm de aprender a leitura e a escrita. Embora estejamos na era da modernidade, com todos os avanços tecnológicos, as crianças videntes continuam sendo alfabetizadas na linguagem escrita, e o braille equivale ao escrito para as pessoas que não enxergam", completou.

Já a coordenadora Especial de Políticas Públicas para os Idosos e as Pessoas com Deficiência, Isabele Cavalcante, o Sistema Braille foi um dos grandes responsáveis pela inclusão das pessoas com deficiência visual na sociedade. “Uma vez que por falta de acesso à leitura e ao ensino regular essas pessoas por muito tempo ficaram confinadas em seus domicílios e/ ou em instituições com internos com diversas patologias", pontuou.

Serviços
O Governo do Estado disponibiliza para população os serviços da Gráfica Braille, que agrega sistemas e tecnologias assistivas de informação, contribuindo para a promoção da acessibilidade educacional e cultural de pessoas com deficiência visual. A iniciativa corresponde aos determinantes do Artigo 9º da Convenção Sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência promovendo acessibilidade através da "leitura para todos".

Dentre os serviços disponibilizados estão: transcrição e impressão de textos para braille, transcrição para áudio, com formato a sua escolha (wave, mp3 e outros), podendo a leitura ser feita por meio de aparelhos portáteis como: mp3 player, celular, tablet e etc. Os serviços da gráfica estão disponíveis na Praça Luiza Távora e no Centro de Profissionalização Inclusiva para Pessoas com Deficiência (Cepid), vinculados à Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS).

Para solicitar os serviços da Gráfica Braille, basta enviar os arquivos em textos nos formatos doc, pdf e txt. É importante ressaltar que o serviço realizado é sem fins lucrativos, mas o papel é disponibilizado pelo solicitante e deve ser tipo do A4, 40 kg.

Outro órgão do Estado que possui serviços para o deficiente visual é no Centro de Referência em Educação e Atendimento Especializado do Estado do Ceará (Creaece), onde existe o Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual (CAP), unidade de serviços de apoio pedagógico e suplementação didática garantindo às pessoas cegas e de baixa visão o acesso aos recursos específicos e necessários aos conteúdos curriculares da escola comum, além de promover a capacitação de profissionais e demais recursos humanos da comunidade. Lá também é realizada a produção de livros digitais em áudio e transcrição de livros didáticos para atender alunos com deficiência visual matriculados nas escolas da rede pública de ensino. São atendidas 90 escolas de 36 municípios beneficiando 90 alunos com deficiência visual.

O Creaece promove cursos de formação continuada e de aperfeiçoamento pedagógico nas áreas da educação especial para professores das escolas da rede pública de ensino com alunos incluídos e demais profissionais envolvidos com a causa da inclusão educacional. Entre os cursos, está o de Formação Continuada em Deficiência Visual que inclui Braille e possui duração de 18 meses - é ofertado semestralmente.