sábado, 25 de abril de 2015

Surdo cria braço mecânico com sucata após ser amputado em acidente de trabalho.

A incrível história de José Ari, deficiente de Fortaleza, parece filme. O braço, feito com sucatas de alumínio e cabos de freio de bicicleta, permite até o movimento de dedos.

 José Arivelton construiu o próprio braço há um ano e dois meses (FOTO: Fernanda Moura/Tribuna do Ceará)
José Arivelton construiu o próprio braço há um ano e dois meses (FOTO: Fernanda Moura/Tribuna do Ceará)

Assim como o Homem de Lata, do clássico Mágico de OzJosé Arivelton Ribeiro também tem seu corpo “composto” por lataria. Os dois homens perderam seus membros em um acidente de trabalho. O que os separa é que, ao contrário do personagem, o cearense está longe de precisar de um coração. No caso da vida real, foi ele quem criou o próprio braço mecânico, sem a ajuda de nenhuma Dorothy, e sim da internet.
A fantástica história de José Ari, de Fortaleza, foi descoberta pelo programa Gente na TV, da TV Jangadeiro/Band, que exibiu reportagem na última segunda-feira (20). O cearense, além de deficiente físico, nasceu surdo, depois de um problema durante a gravidez da mãe Maria do Socorro. Tudo culpa de um susto. Assim, ela considera a vida do filho um milagre.
Veja reportagem de Catharina Maia, do Gente na TV clique AQUI para ver os vídeos:
José Ari estudou, terminou o ensino médio e desenvolveu sua linguagem de sinais, mas o ofício de consertar eletrônicos aprendeu com o pai. O cearense cresceu dentro da oficina da família, auxiliando no ajuste de televisões e outros aparelhos. Para o irmão, José Rusivelton, o Homem de Lata cearense sempre foi “inventor”. “Desde criança ele é assim. Enquanto eu brincava, ele gostava de ficar inventando coisa, fazendo réplica de carro, de navio de avião”, relata.
A perda do braço foi decorrente de uma descarga elétrica. Há dois anos e meio, José Ari subiu na laje de sua oficina, na tentativa de solucionar uma queda de energia que tomou conta do local. O rapaz acabou tocando em uma antena e sofreu uma descarga elétrica.
O braço de Ari é feito de latas, panelas, parafusos e até freios de bicicleta (FOTO: Fernanda Moura/Tribuna do Ceará)
O braço de Ari é feito de latas, panelas, parafusos e até freios de bicicleta (FOTO: Fernanda Moura/Tribuna do Ceará)
A mãe conta que, durante sua internação no hospital, José Ari chorava de dor, com o processo de necrose. “Ele pediu pra chamar a enfermeira e, do jeito dele, pediu pra que o braço fosse amputado. Ele me dizia que preferia perder um braço do que a própria vida. Foi a única vez que eu vi meu filho triste”, comenta.
Em uma casa humilde, José Ari, atualmente viúvo, mora junto com a mãe, o irmão e a filha Sara. Os três auxiliam o familiar apenas com a comunicação para quem não sabe a linguagem de sinais. De acordo com a família, o cearense é completamente independente. “Quando não tem gente em casa, ele se vira. Ele não gosta que ninguém fique atrás dele, querendo ajudar”, garante o Rusivelton.
Depois de fazer pesquisas na internet, Ari resolveu construir um braço mecânico, na tentativa de suprir suas necessidades. A peça foi feita há um ano e dois meses, mas ainda será adaptada. A prótese do braço direito pesa 5kg.
Feito peça por peça com sucata, parafusos, ligas de borrachas, panelas velhas e até cabos de freio de bicicleta, o homem se baseou no tamanho do braço do irmão para construir o próprio. Para usar o equipamento, ele utiliza uma meia no braço para se proteger de possíveis ferimentos.
Os movimentos do “braço de lata” foram fundamentados nos ligamentos de um braço de verdade. O sistema é aparentemente simples. Para mexer os dedos, José Ari movimenta os ombros. Se alonga os ombros, a mão abre. Se curva os ombros, a mão fecha. É dessa forma, que ele consegue desenvolver atividades simples, como cortar pão, pegar uma chave e até dirigir seu próprio carro.
O irmão conta que essa não é a sua primeira prótese. Ele já havia feito outra antes, mas não tão desenvolvida. Funcionava como uma espécie de gancho. “Meu irmão nasceu assim e sempre foi difícil pra ele conseguir interagir com a sociedade, mas ele sempre deu um jeito. Eu o uso como uma motivação todos os dias, ele é quem me coloca pra frente”, finaliza.
José Ari consegue levar uma vida normal. Trabalha, faz qualquer tarefa doméstica e ainda encontra uma maneira para jogar vídeo-game. Além do braço, ele cria outros artefatos, como um abajur, feito com garrafas de bebidas alcoólicas encontradas nas ruas. Um belo invento, mas nada como o incrível braço de lata.

Aplicativo feito em Campinas auxilia na tradução entre português e libras.

Ferramenta desenvolvida no Instituto Eldorado está disponível para iOS. Ao digitar uma palavra no sistema, é possível ver com dizê-la com sinais.

Um aplicativo desenvolvido por pesquisadores do Instituto Eldorado, na Unicamp, em Campinas (SP), tem a intenção de facilitar a comunicação de pessoas com deficiência auditiva, e com elas. Segundo os criadores, a ferramenta disponível para celulares, chamada de Uni Libras, consiste em um dicionário da linguagem de sinais. 

Ao digitar uma palavra utilizando o alfabeto em português, o usuário visualiza como ela é representada em libras, por meio de um instrutor que mostra, na tela, como dizê-la em sinais.

Libras-português 

A ferramenta também faz a função contrária, já que é possível escolher sinais na tela e saber como a palavra é escrita em português.

O aplicativo está disponível para smartphones e tablets com sistema operacional iOS e já foi baixado 1,2 mil vezes. Segundo os administradores, em seis meses a ferramenta também será disponibilizada para celulares que funcionam com a plataforma Android. 

Fontes: G1 - www.fernandazago.com.br

Pense Menos, Ame Mais - Sonho de Valsa lança campanha inclusiva.

 Nova campanha do bombom Sonho de Valsa retrata o amor sem preconceitos.         

                   

Em uma iniciativa ousada, a Mondelez, fabricante do bombom Sonho de Valsa lançou nesta semana sua nova campanha Pense Menos, Ame Mais, que retrata diferentes formas de amor. No comercial, de um minuto, vários casais apaixonados se beijam enquanto o locutor discorre algumas reflexões sobre o amor.

Entre os beijos trocados estão um casal de idosos, um rapaz cadeirante com sua namorada (que está sentada em seu colo), uma idosa com um rapaz jovem e um casal de mulheres.     



CLIQUE AQUI para assistir ao comercial!



Fontes: Revista Incluir - www.fernandazago.com.br

Cronologia da Felicidade!

    por            

               


Quando nascemos somos condicionados a seguir regras. Que regras são essas? Regras que nós criamos dentro do nosso mundo limitado. E fingimos segui-las. 

Quando criança aprendemos que pra ser feliz é preciso três coisas na vida: plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho e quem não seguir essa cronologia não alcançará a felicidade. Grande bobagem!  Como uma boa garota e como gosto de contrariar a vida não fiz nada disso. E como mortais,  somos jogados como asteroides aqui na terra, sem tempo, espaço e futuro... Ninguém me avisou sobre tudo isso. Ninguém me avisou quão complicado iria ser. 

Ninguém me avisou que nasceria com uma doença rara.

Ninguém me avisou que andaria dez anos com muletas e por fim ninguém me avisou que definitivamente eu seria uma cadeirante. Quando tinha doze, treze anos imaginava que com 34 meu mundo seria muito diferente de hoje, ingenuidade pura.

Como toda e boa pisciana imaginaria que meu primeiro namorado seria o amor da minha vida e com o mesmo casaria e teria filhos, nós mulheres somos loucas. Loucas pela vida e principalmente pelo amor. Ah! Inconsequente amor, sem nos arriscar de vez em quando, sem nos apaixonar, acho que não conseguiríamos viver. Essa loucura é quando nos sentimos vivas de verdade.

E agora? Bom, agora você vai ter que se virar com todos esses questionamentos e também com essa tal cronologia da sua felicidade. Eu uma pobre mortal, "relis" cadeirante fico sem respostas e sem palavras.  A nossa é realidade é muito outra, e a gente só cresce com as rasteiras que a vida nos dá. Simplesmente eu não acredito nessa cronologia da felicidade, acredito que vivenciamos momentos maravilhosos e não tão bons.

Acredito se tudo fosse fácil de conseguir a vida não teria graça.  E a felicidade é a gente que faz.  Na simplicidade que está a mais autêntica forma de ser feliz. E a gente é feliz por quem somos e o que conseguimos na vida, não estou falando somente de dinheiro, claro que também faz parte do nosso mundo, entretanto há momentos, coisas que superam a vida. Existem muitas coisas que nenhum dinheiro do mundo paga.

Eu quero poucas coisas e muitas coisas ao mesmo tempo, nós, seres humanos somos uma incógnita de complicações, dores e delícias. Espero que você consiga ser o que quer ser, espero que sejas tão feliz nesse caminho chamada vida e também espero que não siga nenhuma cronologia ou script, siga somente uma coisa: o seu coração.

Penso que seguir seus sonhos seja um passo para a simples palavra chamada "Felicidade".

E mais uma coisa, não ligue para que os outros irão pensar e só porque sou cadeirante que eu vou aceitar qualquer coisa, mesmo tendo em déficit as pernas, há uma pessoa além das rodas em cima dessa cadeira. 



Câmara aprova cota para deficientes físicos na lei da terceirização.

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A Câmara dos Deputados aprovou, há pouco, a extensão do sistema de cotas para deficientes físicos para a lei de terceirização (PL 4.330/2004), após emenda proposta pela deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP). Com isso, empresas contratantes e terceirizadas deverão somar o número de funcionários e, caso atinjam o mínimo de cem empregados, deverão adotar o sistema de cotas.
A Lei das Cotas (8.213/1991) determina que empresas que tenham entre 100 a 200 empregados reservem 2% dos postos de trabalho para pessoas com deficiência física. Os valores sobem de acordo com o número de empregados: 201 a 500, a cota é de 3%; de 501 a 1000, de 4%; e acima de 1001, de 5%.

Medicamento que poderia restaurar o movimento de pessoas paralisadas ganha status de “promessa extraordinária”.

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Um medicamento poderia restaurar o movimento de milhões de pessoas paralisadas em acidentes de carro, acidentes esportivos e quedas, de acordo com médicos.
O produto químico tem demonstrado ser uma “promessa extraordinária”, já que, quando testado em ratos com medula espinhal severamente danificadas, mostrou resultado. Alguns animais incapazes de dar um passo sequer, passaram a caminhar quase tão bem quanto criaturas saudáveis. Eles também se tornaram mais ágeis e recuperaram o controle de seus músculos da bexiga.
No geral, 21 dos 26 animais melhoraram sob efeito da droga, ou seja, uma taxa de efetividade surpreendente. O estudo, publicado na revista Nature, foi parcialmente financiado pelo National Institutes of Health, um parceiro de pesquisa de saúde do governo dos EUA.
O pesquisador Jerry Prata, professor de neurociência na Cape Western Reserve University, de Ohio, disse que o medicamento apresenta uma esperança de recuperação sem precedentes. “Cada um dos 21 animais ganharam algo, em termos de funcionalidade. Qualquer paciente com lesão da medula espinhal, hoje, se fosse recuperado, seria considerado um caso extraordinário, independente desse ganho. Estamos muito animados com a possibilidade de que milhares de pessoas poderiam, um dia, recuperar movimentos perdidos devido a lesões da medula espinhal”, declarou.
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O médico Lyn Jakeman, do instituto de pesquisa de saúde do governo dos EUA, acredita que o tratamento possa ser um marco histórico da medicina. “Atualmente, não há terapias medicamentosas disponíveis que auxiliam na recuperação natural de lesões limitadas na medula espinhal. Este é um grande passo para a identificação de um novo agente capaz de ajudar as pessoas na recuperação”, disse.
Medula EspinhalA cada ano, milhares de pessoas ao redor do mundo perdem a capacidade de andar após sofrerem acidentes rodoviários, danificando a medula espinhal, bloqueando a transmissão de mensagens vitais entre o cérebro e as pernas. Outros tantos ficaram paralisados após quedas e acidentes esportivos.
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Inicialmente, muitos desses acidentados teriam uma leve melhora em suas condições, mas a maioria vai ficar com algum tipo de deficiência. Quanto mais grave a lesão, maior a probabilidade de perder a utilização de todos os seus membros, sendo incapaz de respirar sem a ajuda de um aparelho.
O novo fármaco, o qual é conhecido como “peptídeo sigma intracelular”, ou apenas ISP, ajuda as células nervosas danificadas na regeneração, permitindo que as mensagens vitais sejam transferidas aos músculos.
Quando os ratos com medulas danificadas foram testados com a droga, diariamente, por sete semanas, suas capacidades de caminhada, equilíbrio e controle de músculos da bexiga, foram intensificadas.
“Alguns animais reagiram tão bem que eles dificilmente poderiam ser distinguidos de animais normais. Isso é muito promissor. Agora temos um agente que pode trabalhar sozinho ou em combinação com outros tratamentos para melhorar a vida de muitas pessoas”, disse Prata.
Mais pesquisas são necessárias para entender por que a droga funcionou em alguns animais e não em outros. O ISP também está sendo testado em outras condições, em que o tecido cicatrizado dificulta a recuperação, incluindo ataques cardíacos.

I Encontro do Projeto Interlocuções.

Do Desculpe Não Ouvi

                       Realização: Programa Espaço Escuta e Centro de Educação para Surdos Rio Branco Dia: 30 de maio 2015 8h30 às 12h30 Local: Faculdades Integradas Rio Branco Av. José Maria de Faria, 111 - Lapa - São Paulo, SP Com Intérprete de Libras  Público alvo: Familiares de crianças surdas (Implantadas ou não), surdos, deficientes auditivos, profissionais da área e interessados em geral. Programação * Café da manhã * Implante coclear no mundo: possibilidades de atuação e intervenção Palestrantes: DR. Osmar Mesquita Neto, Fonoaudióloga Dra. Maria Cecília de Moura e Fonoaudióloga Cristina Onuki (obs.: a abreviatura de fonoaudióloga é

Durante muito tempo, eu tive a proposta de evitar ao máximo o assunto LIBRAS aqui no blog. Porque, como muita gente sabe, no que se refere a diversidade da deficiência auditiva, existe uma divisão entre Oralização e Língua de Sinais.

Pessoalmente, eu sou a favor do respeito pela oralização e pelo uso de próteses, porque óbvio, sou surda adquirida pós língual. Ou seja, a surdez veio quando eu já tinha uma língua natural muito bem desenvolvida. E por isso, opto por defender principalmente casos iguais ao meu, pois existe muito mais divulgação dos surdos de nascença do que dos adquiridos e pós linguais.

E eu queria divulgar esse grupo ao qual pertenço, simplesmente porque a maioria das pessoas não sabia (e muitos continuam não sabendo) que a deficiência auditiva possui diversos grupos com necessidades distintas. Passei a minha vida toda explicando que não nasci surda e não tenho afinidade com a língua de sinais. Era importantíssimo falar disso e dar ênfase somente neste assunto, já que havia muita gente falando do outro grupo, que não precisavam do meu apoio.

Porém, depois de praticamente 6 anos falando sobre esse assunto, começo a abrir brechas para falar também de LIBRAS, principalmente quando se trata de uní-la ao Implante Coclear. Não como regra, mas como uma possibilidade.

Inclusive porque não sou só eu que venho abrindo espaço para essa discussão, até mesmo Escolas Bilingues para surdos (ou seja, escolas que tem LIBRAS como primeiro idioma e língua portuguesa como idioma auxiliar) estão  dando abertura pra esta abordagem.

É o caso do Colégio Rio Branco de São Paulo, que possui uma unidade bilingue para surdos.

No próximo dia 30 de maio, haverá um encontro sobre Implante Coclear, com a intenção de esclarecer e debater sobre o assunto com familiares de crianças com deficiência auditiva, surdos e profissionais que trabalham com surdez. O projeto é realizado em parceria com o Programa Espaço Escuta, famoso por acolher e orientar famílias com crianças implantadas.

Importante: é necessário inscrição (paga) e as vagas são limitadas.

Candidatos com deficiência serão convocados para Polícia Civil.

Aprovados no concurso devem ser chamados até esta sexta-feira (24). Processo faz parte de uma etapa preparatória.

                           Foto de um homem de costas com a camisa da Polícia Civil

Os candidatos com deficiência que foram aprovados no concurso público da Polícia Civil de Sergipe serão convocados até esta sexta-feira (24), é o que informa a Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag). O processo faz parte de uma etapa preparatória para o curso de formação e avaliação da compatibilidade da deficiência com as necessidades dos cargos em questão.
Segundo o Governo do Estado, esta etapa do concurso está prevista em edital e caso não sendo comprovada a deficiência do candidato, será desconsiderada a classificação na listagem de pessoas com deficiência, sendo considerada somente a classificação na listagem de ampla concorrência.
Nos últimos dias o Governo do Estado divulgou relação oficial do resultado da 1º e 2º fase do concurso com a colocação de todos os candidatos. A convocação do Curso de Formação, etapa seguinte do concurso, que será ministrado na Academia Geral de Polícia de Sergipe (Acadepol), será divulgada posteriormente. Para esta etapa, serão convocadas cinco vezes o número de vagas, para agente de polícia judiciária e para escrivão, conforme previsto em edital.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

INCIDÊNCIA DE QUEDAS EM IDOSOS: Uma questão de saúde Pública.

Texto de William Machado.

William Machado

Imagem Internet/Ilustrativa

O aumento da longevidade na população brasileira tem gerado uma série de situações novas para as famílias, não menos impactante para as políticas públicas de saúde, reabilitação e qualidade de vida de pessoas tão frágeis, como os idosos.

Dados do Censo do IBGE 2010 revelaram que 23,9% da população brasileira residente no país possuíam pelo menos uma das deficiências: visual, auditiva, motora e mental ou intelectual. Ademais, a deficiência, de todos os tipos, teve maior incidência na população de 65 ou mais anos, o que significa a necessidade de maior investimento em serviços públicos para minimizar efeitos da relação do envelhecimento com a perda de funcionalidades. A deficiência visual teve maior prevalência em todos os grupos de idade, sendo bastante acentuada no grupo de acima de 65 anos, ocorrendo em quase a metade da população desse segmento (49,8%).

Desse modo, a associação da deficiência com o envelhecimento contribui para o aumento da incidência de acidentes domésticos, como quedas da própria altura, frequentemente, relacionados à disposição dos móveis, distribuição de tapetes, um ou outro relevo na disposição linear do piso, entre outras barreiras que cerceiam a livre circulação dos idosos dentro de seus próprios lares. Como a maioria dos adultos jovens (filhos, netos, bisnetos e demais entes familiares de outras gerações) costuma se preocupar apenas com a estética dos ambientes domésticos, sem atentar para o fato de que o aparentemente belo pode não corresponder ao seguro e adequado caminhar dos idosos dentro de casa.

Inevitavelmente, os índices de quedas tendem a crescer em graves proporções, e já constituem problema de saúde pública, pelos custos elevados com procedimentos emergenciais de média e alta complexidades, em unidades hospitalares públicas ou privadas. Ainda que o idoso seja atendido na rede hospitalar particular, maioria ocupa leitos destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS), cujos custos da internação e demais procedimentos hospitalares são pagos pelo erário público.

Os fatores responsáveis pela incidência de quedas têm sido classificados como intrínsecos, se relacionados ao indivíduo e decorrentes de alterações fisiológicas do envelhecimento, como limitações nos órgãos dos sentidos, alterações dos reflexos e do aparelho locomotor; sedentarismo, doenças e efeitos causados pelo uso de medicações. E extrínsecos, fatores dependentes de ocorrências sociais e ambientais, que criam desafios ao idoso, como iluminação inadequada, superfícies escorregadias, degraus altos, ausência de corrimãos nos corredores e banheiros e calçados inadequados.

Dependendo do quadro clínico do idoso e do controle das doenças crônicas não transmissíveis (hipertensão arterial, diabetes, artroses, insuficiência cardíaca, doenças pulmonares obstrutivas, entre outras), as complicações respiratórias, cardíacas, renais, entre outras, podem requerer internações em unidades de tratamento intensivo, cujos custos se elevam sobremaneira, por isso uma questão que deveria ser tratada com mais seriedade, cuidado e responsabilidade, além de amparadas em políticas públicas mais eficientes.

Soma-se a isso a progressiva incidência de síndromes demenciais e de doenças neurológicas degenerativas nos idosos, o que requer substantivas mudanças no ritmo de rotinas das famílias. Para não sobrecarregar nenhum membro do núcleo familiar, e quando se dispõe de recursos para arcar com despesas na ordem de R$ 1.300,00 (pagamento de salário mais encargos sociais) mensais, recorre-se à contratação de cuidador de idosos, tornando as rotinas bem menos desgastantes para todos.

Como a renda familiar brasileira ainda é muito baixa, se comparada aos países desenvolvidos, poucas famílias podem recorrer ao trabalho do cuidador de idosos, pelo que representa em termos de custos para o seu orçamento mensal. A saída seria que as políticas públicas sociais e de saúde priorizassem a implantação de Centros Dia para Idosos, unidades com estrutura de equipes profissionais de saúde, esportes, artes, cultura, para que os idosos permaneçam o dia inteiro sob seus cuidados, retornando para suas casas no final do dia.

Priorizar não apenas no discurso, mas por intermédio de atitudes concretas, implementando na prática essa importante estrutura de apoio às famílias. Cabe ao gestor público investir para minimizar a última opção das famílias, através da internação dos idosos nas Instituições de Longa Permanência para Idosos (antigos asilos), cortando vínculos fraternos e retribuindo sem gratidão toda dedicação, amor, carinho e afeto a eles dedicados quando ainda eram indefesas crianças.

Sabemos que um idoso com Síndrome Demencial (Doença de Alzheimer) requer da família muita dedicação, atenção e cuidado, vinte e quatro horas por dia. Por isso, exercícios de leitura, conversas e atividades estimulantes da memória são determinantes para o envelhecimento saudável, em razão de sua associação com a autonomia e independência. As queixas de perda de memória não podem ser avaliadas isoladamente. Os transtornos de humor, ansiedade, isolamento social e outros fatores podem estar presentes na vida do idoso, comprometendo a saúde e favorecendo o declínio cognitivo.

Temos em Três Rios um Centro Dia para Idosos, unidade sob administração da Secretaria Municipal do Idoso e da Pessoa com Deficiência, que desenvolve trabalho e função social em nível de excelência, inclusive, modelo de gestão pública regional, estadual e nacional.

Fonte: saci.org.br

Projeto de lei visa obrigar mercados a ajudar deficientes visuais em compras.

Projeto de lei foi aprovado na quinta-feira (16) em Blumenau, Vale do Itajaí. Lei tem objetivo de garantir auxilio às pessoas com deficiência visual.


Do G1 SC

Pessoas com deficiência visual terão que ter apoio na hora das compras (Foto: Divulgação/RBS TV)Pessoas com deficiência visual terão que ter apoio na hora das compras (Foto: Divulgação/RBS TV)


A Câmara de Vereadores de Blumenau aprovou um projeto de lei para tornar obrigatória a presença de funcionários auxiliando deficientes visuais dentro dos supermercados do município. A medida foi aprovada na quinta-feira (16).

A lei deve obrigar hipermercados e supermercados a disponibilizarem funcionários para auxiliar portadores de deficiência visual durante as compras. Para os estabelecimentos que descumprirem a regra, a multa pode chegar a R$ 500, podendo acarretar na suspensão do alvará de funcionamento do local.

O projeto de lei determina também que esses estabelecimentos estejam munidos de cartazes que informem o cumprimento da lei e o direito do consumidor em questão.

A proposta ainda deve ser sancionada pelo prefeito de Blumenau, Napoleão Bernardes, para que possa valer efetivamente.
Fonte: g1.globo.com

Cadeirantes tem problemas para embarcar em estação de ônibus.

Uma vala mal instalada tem dificultado acesso de cadeirantes e idosos. Estação de ônibus fica no Jardim Aureny III na região sul de Palmas.


Do G1 TO, com informações da TV Anhanguera

     Vala não permite que cadeirantes atravessem para a estação de ônibus no jardim Aureny III (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Vala não permite que cadeirantes atravessem para a estação de ônibus no jardim Aureny III
(Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Uma vala no local de embarque dos passageiros na estação de ônibus que fica no Jardim Aureny III, região sul de Palmas, tem dificultado o acesso de cadeirantes e idosos. A abertura impede quem precisa atravessar a avenida direto para a estação de ônibus e nos dias chuvosos a água esconde o buraco deixando mais perigoso para quem caminha pelo local.
Um desses cadeirantes que reclama da situação é aposentado Severiano Ramos que mora no setor Lago Sul e para resolver algo no centro da cidade ou em Taquaralto tem que embarcar na estação que não é adaptada para quem anda em cadeira de rodas.
O aposentado não consegue atravessar a avenida pela faixa de pedestre onde está a vala e por vezes não resta outra alternativa a não ser dar a volta e atravessar fora da faixa de pedestre pedindo ajuda de outras pessoas. “Para atravessar peço um favor para as pessoas para descer comigo. A gente já é humilhado em uma cadeira de rodas. E tenho que ficar se humilhando mais ainda para cada pessoa pedindo favor para atravessar. Se eu passar ali eu caio dentro”, explica Severino.
Click AQUI para ver o vídeo:
O problema também afeta os idosos que precisam atravessar pelo buraco na faixa de pedestre. A vendedora ambulante Cleide batista conta que já caiu e se machocou por causa da vala. “É fácil de resolver. Basta botar um cano e tapar esse buraco. Eu já cai nele e isso é um perigo principalmente para quem não conhece o local”, afirma ainda.
Para resolver o problema a secretaria municipal de Acessibilidade, Mobilidade de Trânsito e Transporte informou que foi licitado a execução de rampas de acesso nas calçadas existentes para melhorar acessibilidade nas estações de ônibus e pontos, contudo não informou quando os serviços terão um início.
Severino Ramos é um dos cadeirantes que reclamam da situação encontrada (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Severino Ramos é um dos cadeirantes que reclamam da situação encontrada
(Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Fonte: g1.globo.com

Evento em São Paulo reúne os maiores medalhistas paralímpicos do Brasil.

Open Internacional de Atletismo e Natação junta carros-chefe paralímpicos.

   Marcelo Regua/MPIX/CPB
  Daniel Dias, dono de 10 medalhas paralímpicas valoriza a competição em casa


São Paulo - A partir desta quinta-feira (23/4), as principais esperanças de medalha do Brasil nos Jogos Paralímpicos do Rio-2016 enfrentarão o primeiro desafio do ano que antecede o evento. Reunidos em São Paulo, atletas que representam os carros chefe do país nas Paralimpíadas disputam o Open Internacional de natação e atletismo, até sábado, no Conjunto Desportivo Constâncio Vaz Guimarães.

O evento é tido como um teste estratégico na preparação de um ano recheado de competições importantes, como os Jogos Parapan-americanos de Toronto, em agosto, em que o Comitê Paralímpico Brasileiro estipulou como meta ficar na primeira posição do quadro de medalhas. Além do Parapan, 2015 conta com mundiais nas duas modalidades: o da natação, em Glasgow, será em julho e de atletismo, em Doha, está marcado para outubro.

“No primeiro semestre nosso objetivo é fazer bons resultados aqui no Open, já no segundo, é colocar o nome do Brasil no lugar mais alto do pódio no Parapan e no Mundial”, aponta o corredor de Maceió Yohansson do Nascimento, medalhista de bronze nos 100m na categoria T46.

O Open também atrai o interesse de competidores do mundo todo por ser realizado no país sede das próximas Paralimpíadas. São 597 atletas inscritos de 24 países, incluindo o Brasil. Dos 223 estrangeiros, 24 foram medalhistas em Londres-2012. Para não desperdiçar a oportunidade de avaliar o desempenho diante de concorrentes que provavelmente estarão no país no ano que vem, a delegação brasileira foi com uma equipe forte para São Paulo, com 16 atletas que subiram ao pódio na capital inglesa nas duas modalidades.

“Estamos competindo em casa e é muito válido para o atleta brasileiro já ter uma pequena noção do que vai ser 2016”, avalia o nadador Daniel Dias, dono de dez medalhas de ouro paralímpicas. “Claro que não tem como comparar a dimensão de uma Paralimpíada com uma competição dessas, mas já é um bom teste para avaliar nosso trabalho”, emenda a estrela da natação brasileira paralímpica.

No primeiro dia de competições na capital paulista, o mistério fica por conta da participação de Alan Fonteles no atletismo. O corredor que chamou a atenção do mundo em Londres-2012 por vencer a então estrela Oscar Pistorius, nos 200m rasos no T44, chegou a aparecer no complexo desportivo, mas segue como dúvida por conta de problemas com a prótese. 

A repórter viaja a convite do Comitê Paralímpico Brasileiro

Pai criativo clica filho com Síndrome de Down “voando” em projeto encantador.

   

Voar é ou já foi o sonho de muita gente. Com uma câmera na mão e muita criatividade em mente, o diretor de arte e webdesigner Alan Lawrence colocou seu filho William para voar no projeto encantador chamado Wil Can Fly. Portador de Síndrome de Down, o quinto filho da família fazia movimentos engraçados quando engatinhava, como levantar e bater os bracinhos no ar.

Atento, o pai interpretava a ação do garoto como uma vontade de sair voando e assim nasceu não só um pequeno passarinho, mas um projeto fotográfico lindo e interessante. E até mesmo essa ideia voou longe, tornando-se blog e Instagram, e agora quer virar calendário, com ajuda de financiamento coletivo através do site Kickstarter.

O intuito das fotos é não apenas divertir o menino, mas mostrar que existe um lado positivo na irreversível Síndrome. Alan e sua esposa fizeram algumas pesquisas sobre o assunto na Internet logo quando Wil nasceu e não encontraram informações boas, então para encarar a situação com positividade, resolveram criar o projeto e já pensam em expandir a ideia para outros estados norte-americanos, fotografando Wil em novos ares para criar outros quatro calendários – afinal, não é todos os dias que vemos pessoas com Down sendo modelos, quando isso poderia ser encarado como algo normal.

Além das fotos, o pai criou um vídeo mostrando como é a rotina da família com a criança, que vale a pena ser visto:


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Todas as fotos © That Dad Blog


Lar para pessoas com deficiência em Bauru, SP, enfrenta dificuldades financeiras.

Atualmente 70 deficientes visuais que são atendidos pelo lar. Intenção é devolver às pessoas a independência.

Foto das pessoas com deficiência do lar em um coral

O lar Santa Luzia de Bauru (SP)Site externo. vive de doações, mas hoje enfrenta uma fase financeira muito difícil. Eles atendem pessoas com deficiência visual desde 1969, um trabalho longo que sempre teve como principal intenção devolver às pessoas a independência e mostrar que é possível viver e ser produtivo mesmo sem enxergar.
A aposentada Ináh Arruda Ferreira teve que aprender a enxergar o mundo de uma maneira diferente depois de descobrir que havia perdido 90 % da visão. O desespero tomou conta da família inteira, mas foi no lar Santa Luzia que ela percebeu que era possível recomeçar.
“Me informaram que aqui eu tinha condições de continuar a viver. Eu fui muito bem recebida. Quando eu vi essa turma toda trabalhando sem enxergar foi um aviso, algo fora do comum”, lembra.
Ináh é uma dos 70 deficientes visuais que são atendidos pelo lar - pessoas que carregam histórias comoventes. Algumas que nasceram com a deficiência, outras que tiveram que se adaptar à nova condição de vida, como Ricardo D´Avila Araujo. “O começo é muito complicado porque a aceitação é difícil. Primeiro você tem que aceitar a cegueira para depois começar a trabalhar”.
Ricardo perdeu a visão há quatro anos por causa de uma lesão no nervo óptico. Os primeiros passos no escuro foram difíceis, mas hoje realizar atividades básicas não é mais tão complicado. “Normalmente eu faço de tudo. Pago minhas contas. Tenho total independência”, garante.
As aulas de artesanato e as sessões de massoterapia fazem parte da rotina e ajudam a valorizar o tempo. “Aqui a gente faz um monte de coisa. A gente conversa, um ajuda o outro, os professores sempre com a gente”, conta o aposentado Leontino Veronez.
Até quem ensina descobre que também aprende, segundo a professora Ismênia Silva Diniz. “É muito bom você ver seu trabalho reconhecido. Principalmente quando eles levam para casa e a família nem acredita que foram eles que fizeram”, afirma.
Para vencer os desafios do dia a dia, além das atividades oferecidas pelo lar, eles encontraram um espaço especial para música. O que chama a atenção é que novos talentos vem sendo descobertos e a música deles tem emocionado muita gente. O professor de música Estevam Rogério da Silva se realiza com o coral. “Eu tenho formação em música e pra mim é uma satisfação ensinar música principalmente para quem tem a mesma deficiência que eu.”
Foi essa emoção que conquistou o Luiz Henrique Monteiro da Silva. “Esse coral traz uma emoção para o coração da gente, porque a gente vê pessoas com o mesmo problema, igual ao meu. É pureza que eles passam pra gente”, afirma.
O lar Santa Luzia tem 46 anos de existência e para continuar ajudando pessoas como a Ináh, Ricardo e Luiz, eles precisam de doações. Nos últimos anos o número de contribuições diminuiu muito. O espaço é pequeno e pelo menos 40 deficientes visuais aguardam por uma vaga na instituição, que oferece todos esses benefícios sem cobrar.
“São pessoas antigas que ajudavam o lar e os filhos não continuam a ajudar. Os empresários também não. Então precisamos conscientizar para receber ajuda porque nós não fazemos nada sozinhos”, explica a presidente do lar, Nilce Regina Capasso Canavasi.
O lar aceita qualquer tipo de ajuda. Eles precisam, por exemplo, de computadores, alimentos e principalmente dinheiro para conseguir construir uma nova sede para a instituição, que hoje só não atende mais gente, porque falta espaço. Eles realizam eventos para ajudar nas despesas.
O Lar Santa Luzia fica na Avenida Castelo Branco, 24-09. A conta para depósito é Santander 033 agência 4508, conta corrente 13.000092-2.

Anvisa simplifica importação de produtos derivados do canabindol.

Da Agência Brasil, em Brasília

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) definiu nesta quarta-feira (22) novos critérios para simplificar a importação de produtos à base de canabidiol, um dos derivados da maconha, em casos de tratamentos de saúde.
Com a nova norma, a agência passará a adotar uma lista de produtos para os quais a importação será facilitada. Até agora, cinco deles, que representam cerca de 95% das importações já realizadas, fazem parte da lista.

Para esses produtos, não será mais necessária análise da área técnica da Anvisa. Com a decisão, os pedidos apresentados seguirão direto para autorização de importação da agência, o que deve reduzir os prazos para liberação. Para isso, os pacientes deverão estar cadastrados no órgão e renovar o registro anualmente.

A Anvisa também definiu a possibilidade de indicação do intermediário que efetivamente importará o produto, como hospitais, prefeituras ou planos de saúde. Segundo o órgão, a possibilidade de intermediação poderá reduzir os custos para os pacientes.

A quantidade total de canabidiol prevista na receita médica poderá ser importada em etapas, de acordo com a conveniência dos responsáveis pela importação.

Extraído da cannabis sativa (maconha), o canabidiol, também conhecido como CBD, vem sendo usado no combate de convulsões provocadas por diversas enfermidades, entre elas a epilepsia. Em janeiro, a agência reguladora aprovou a reclassificação do canabidiol como medicamento de uso controlado e não mais como substância proibida.

Apesar da liberação, o processo para importar produtos com a substância ainda exige autorização excepcional. A Anvisa já recebeu 696 pedidos de autorização para importação de produtos à base de canabidiol, dos quais 621 já foram autorizados.

Fonte: noticias.bol.uol.com.br - Imagem Internet/Ilustrativa