sábado, 2 de maio de 2015

Regional Centro-Norte de goalball contará com a participação de atletas da Seleção Brasileira.

Seleção Brasileira em ação nas Paralimpíadas de Londres-2012.

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Campo Grande sediará, de 1º a 3 de maio, o Regional Centro-Norte de goalball. A competição será realizada no Ginásio Moreninho, na Universidade Federal do Estado do Mato Grosso do Sul. A etapa vale quatro vagas para a Copa CAIXA Loterias 2015. As equipes finalistas de cada categoria, masculina e feminina, garantem lugar na principal competição da modalidade.
A presença de craques da Seleção Brasileira dão um sabor especial ao torneio. Dentre eles, os irmãos Leandro e Leomon Moreno. Este último eleito pelo público, em 2014, o melhor atleta brasileiro no Prêmio Paralímpicos, do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Do lado de fora da quadra, estarão membros comissão técnica da Seleção Brasileira de goalball. O coordenador Paulo Miranda e o técnico da equipe feminina do Brasil, Dailton Nascimento, vão acompanhar a competição de perto com o objetivo de encontrar novos talentos.
O evento, realizado pela Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais, com apoio do Comitê Paralímpico Brasileiro e ISMAC/MS, contará com a participação de sete equipes no masculino e seis no feminino.
Com informações da CBDV (Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais)

Menino carrega amigo com deficiência nas costas todos os dias para que ele possa estudar.

Reprodução
Reprodução


Todos os dias letivos durante os últimos três anos foram marcantes para o chinês Xie Xu, de 18 anos. Em todos esses dias ele carregou em suas costas Zhang Chi, de 19 anos, amigo que sofre de distrofia muscular. A carona nas costas do colega era a única forma que Chi tinha de ir para a escola e continuar estudando.

A dedicação do amigo tem dado resultado: ao lado de Xu, Chi é o melhor aluno da classe e um dos mais dedicados. Diariamente os amigos fazem seis viagens iguais. De casa para a escola, nos intervalos, mudança de salas e, por fim, no caminho de volta para casa.

Em todos os momentos no colégio os dois estão juntos. A relação emociona colegas de classe e professores e, por isso, foi parar na internet. Prestes a concluir o colégio, os dois devem se separar na faculdade. Mas, dificilmente, irão esquecer dessa prova de amizades que atravessou os anos.


Fonte: br.noticias.yahoo.com

Programa Especial mostra a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

  Programa especial
Em comemoração ao primeiro de maio, Dia do Trabalhador, o Programa Especial, na TV Brasil, traz o exemplo de pessoas que superaram suas deficiências para seguir uma carreira. A atração ainda apresenta o trabalho do Gente Eficiente, programa que promove a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, em São Paulo.

No Recife, o Programa Especial bate um papo com Milton. Ele é responsável pela acessibilidade e pelo monitoramento de redes sociais em uma universidade do Recife. Cego, Milton afirma que desempenha suas atribuições normalmente. “Um leitor de telas transforma todas as informações textuais em áudio através de um sintetizador de voz. Então, com isso, eu consigo utilizar o computador normalmente como os meus colegas de trabalho”, explica.

Realizado pelo Hospital Israelita Albert Einstein, o programa Gente Eficiente tem o objetivo de capacitar e contratar profissionais com deficiência e estimular a inclusão no mercado de trabalho. A equipe de reportagem entrevista a diretora-executiva de Recursos Humanos do hospital, Míriam do Carmo.

Click AQUI para ver o vídeo:

Vietnã ainda sofre com químico jogado por EUA há 40 anos.

Quase 40 anos depois de seu fim, a Guerra do Vietnã continua fazendo vítimas.
Ainda hoje, crianças nascem no Vietnã afetadas pelo agente laranja jogado nos anos 60
Muitas crianças nascem no país com malformação congênita, resultado da contaminação que o país sofreu por agente laranja.
Click AQUI para ver o vídeo:
A substância química foi jogada por Forças Americanas no solo para destruir plantações agrícolas e desfolhar florestas usadas como esconderijo pelos inimigos, mas acabou causando danos e contaminação que duram até hoje.
A Cruz Vermelha diz que 150 mil casos de malformação congênita estão ligados à substância. Os Estados Unidos contestam esses números.
O programa Inside Out, da BBC, acompanhou o trabalho de uma equipe de cirurgiões de Londres que foram para a região de Da Nang realizar plásticas em crianças que ainda hoje nascem com defeitos decorrentes do químico.
Fonte: www.bbc.co.uk

A falta de um braço não atrapalhou este garoto de 16 anos a estrear na Colômbia.

Por: 

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Héctor Castro se eternizou como uma das maiores lendas do futebol uruguaio. O atacante conquistou o ouro nas Olimpíadas de 1928, antes de ser um dos destaques da Celeste na Copa de 1930. Pelo Nacional, ainda levantou a taça do Campeonato Uruguaio por seis vezes. Nada que tenha sido impedido por uma limitação física evidente. “El Divino Manco” era chamado assim por não ter uma das mãos. Aos 13 anos, seu antebraço acidentalmente foi amputado por uma serra elétrica. Mas o talento estava nos pés e a genialidade, na cabeça.

De certa maneira, o mito de Manco Castro ressurgiu nesta semana na América do Sul, quase 55 anos após a morte do uruguaio. O colombiano Lorenzo Orellano é visto como uma das grandes promessas da Uniautónoma, que disputa a primeira divisão do Campeonato Colombiano. Aos 16 anos, o meia fez sua primeira partida pela equipe principal nesta quarta-feira, no empate por 1 a 1 contra o Junior de Barranquilla na Copa da Colômbia. Fez história ao se tornar o primeiro jogador amputado a entrar em campo no futebol do país.

“Jogo como todos os futebolistas. Nasci assim e o braço nunca me fez falta para demonstrar as minhas condições. Nenhum apelido que me dão me incomoda. Em campo, foco na partida e já não penso em nada mais”, afirmou Orellana, em entrevista à revista Semana. Altivez que também se nota dentro de campo, ignorando algo que pode espantar os outros, mas é de sua natureza. Mais notável do que a limitação do garoto deveria ser a precocidade de sua estreia, motivos de elogios do técnico Giovanni Hernández, que destacou seu ótimo nível técnico para garantir a oportunidade.
“A única coisa que se perde é a esperança, por isso nunca me curvei na busca de meus sonhos, que é jogar futebol e ter uma formação profissional”, explica o garoto. Orellana concilia a carreira no futebol com o primeiro semestre do curso de finanças, na Universidad Autônoma do Caribe. Caso não siga no futebol, já terá outro caminho a recorrer.
Difícil saber o quão longe Orellana conseguirá chegar. Por mais que a falta de um braço não atrapalhe em nada seu futebol (exceto em questões secundárias, como proteção e equilíbrio), talvez sofra alguns preconceitos por isso. Mas, se o talento for mesmo tão notável, os obstáculos não deverão pará-lo. Como a história de Manco Castro deixa sempre o exemplo.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Um ano depois, mulher arrastada por 800 m volta a andar de moto.

No dia 17 de abril, Maristela Stringhini voltou a andar de moto em Rio do Sul  no Vale do Itajaí. Há pouco mais de um ano, depois do mesmo evento, um acidente de trânsito mudou a vida dela. Em 2014, a moradora de Lages, na Serra, foi arrastada por cerca de 800 metros embaixo de uma picape.

DO G1-SC



Agora, aos 41 anos, Maristela participou da edição 2015 do evento de motociclismo na cidade. Com um "aperto no coração", ela subiu pela primeira vez na garupa de uma moto, depois do que aconteceu em 13 de abril do ano passado.


Na madrugada daquele dia, ela estava em uma moto com o noivo, quando Julio César Leandro, de 21 anos, motorista de uma Saveiro, desviou subitamente do veículo deles e subiu em uma calçada.

De acordo com a denúncia oficial expedida pelo Ministério Público, o noivo de Maristela aproximou a moto do carro e repreendeu o motorista. Ofendido, o condutor do automóvel bateu na traseira da moto intencionalmente e casal caiu.

A picape passou por cima de Maristela e o capacete dela ficou preso na parte inferior do veículo. Ele a arrastou por cerca de 800 metros e a deixou mutilada. Ela perdeu os dois seios por causa da fricção com o assalto, teve queimaduras graves em várias partes do corpo, sofreu fratura exposta nos joelhos e em um dos braços; e em outras partes teve dilaceração da pele.

Ferimentos
Depois do que aconteceu, Maristela precisou ficar 93 dias no Hospital Regional Alto Vale, em Rio do Sul. Mesmo deixando a unidade, ela precisou voltar outras 55 vezes, destas, cinco para se consultar com o médico e as demais para realizar cirurgias.

Um ano depois, ela segue tratando da saúde. "Perdi 50% do movimento da mão esquerda, estou com várias manchas no corpo, várias cicatrizes", relata. As cirurgias não cessaram. Na próxima semana, a moradora de Lages, na Serra, irá a Rio do Sul novamente para tirar uma "cicatriz grossa do implante de pele". Ela também colocou próteses nos seios.

Os ferimentos a impedem de desenvolver algumas atividades. "Não posso fazer academia, ficar muito tempo em pé", explica. Por causa do acidente, Maristela diz que não pode mais trabalhar.

"Por causa do implante de pele, eu não posso erguer os braços. Com a restrição do movimento da mão, o laudo dos médicos é de que eu não estou apta a trabalhar. Tô em casa, tento levar uma vida normal. Mas preciso de empregada, não consigo segurar a louça direito para lavar", conta.


Alto astral
Apesar das dificuldades, ela procura o lado positivo da situação. "Só tenho que agradecer a Deus e ao meu médico por eu estar viva". Essa é uma característica que Maristela sempre apresentou, desde o tempo em que estava no hospital.


"Eu tento me autoajudar. Faz um ano que não consigo dormir. Não adianta, tu deita, tu pensa.  Não é fácil superar. Tô tentando não tomar nenhum remédio, tô tentando partir para o alto astral. Tu te olhas no espelho e vê que o corpo não é mais o mesmo", desabafa.

Maristela sempre cita a importância do apoio da família no processo de recuperação. "Tenho meu marido do meu lado que sempre me apoia, a minha família, isso é tudo. Olho para a minha filha, não tem como se deixar abater. O pior já passou. Voltar atrás, não volta. Vou ter que aprender a conviver com isso".

Novos amigos
Maristela destaca que, nesse período, passou a receber o afeto vindo de pessoas que ela sequer conhecia. "Do Brasil todo, Rio do Sul e região. Eu digo que se não fosse pela corrente de oração que eles fizeram, eu não teria vencido. Eu devo um pouquinho da minha vida para cada um. Até hoje, é surpreendente o carinho que as pessoas têm comigo, me têm como uma referência de batalha, de superação mesmo", orgulha-se.

"Fiz muita amizade, muita mesmo", conta. Algumas dessas pessoas, ela encontrou pessoalmente. Outras conversam com ela com frequência nas redes sociais. "Me chamam direto para perguntar como eu estou".




Aos olhos de Rita: Jovem de 15 anos com paralisia cerebral cria página contra o preconceito.

Tem 15 anos e paralisia cerebral. Mas isso nunca a impediu de voar. E a sua página de Facebook é uma luta contra o preconceito.

Cesaltina Pinto (artigo publicado na VISÃO

  Ana Rita criou uma página para lutar contra o preconceito
  Ana Rita criou uma página para lutar contra o preconceito Rui Duarte Silva


Ana Rita "era uma bebé de seis meses, ternurenta, com um olhar estrábico e um lindo sorriso de dois dentes" quando a médica informou cuidadosamente os pais que a filha tinha paralisia cerebral. Na cabeça de Paula e Mário Augusto, jornalista especializado em cinema, fez-se "um apagão momentâneo". Ouviram, "perdidos e baralhados", a médica explicar que a evolução seria uma incógnita que só o tempo esclareceria. Quinze anos depois, num encontro casual, a mesma médica dirigiu-se ao pai para lhe dizer "que muita gente lhe falava dos textos de Rita e da vontade, determinação e inspiração que representa para muitos".

Rita tem ainda muita dificuldade em andar e o medo tolhe-lhe a vontade quando pega nas canadianas. Mas tal nunca impediu a sua mente de voar, como uma "borboleta", ou de procurar o lado solar da vida, como um "girassol ". E hoje, quando ainda ouve alguém sussurrar 'coitadinha', limita-se a sorrir. Rita tornou-se há dois anos "figura pública", estatuto concedido pela página que criou no Facebook, com mais de 13 mil "gostos", onde escreve os seus pensamentos e dá inspiração a muitos.

Recentemente, um dos seus textos provocou mais de cem mil mensagens e contactos. De tanto conviver e gostar de ouvir as conversas de adultos, tornou-se já uma "miniadulta", como diz, embora se debata com todas as dúvidas existenciais próprias de uma adolescente.

É uma confidente, que retribui com ânimo e muito boa disposição. A tal ponto que foi convidada para fazer a sua primeira conferência no TEDx Vila Real, a 30 de maio próximo.

Rita quer ser "jornalista e contadora de histórias". Aliás, já escreve, uma vez por mês, para o jornal regional Voz de Esmoriz. É boa aluna e está a terminar o 9.º ano de escolaridade do ensino regular. Tem uma grande consciência de si. "Na verdade, eu era para ter nascido dois meses depois, mas apressei-me e nasci antes do tempo. Por ter chegado mais cedo, passei dez dias fechada numa incubadora, e essa pressa toda fez com que me fosse diagnosticada paralisia cerebral. Dizem-me que foi por falta de oxigenação das células do cérebro. Não se assustem, isso não quer dizer nada de especial, apenas me condiciona a marcha, a minha forma de caminhar." Foi assim que se apresentou na sua página Aos Olhos da Rita. Avisou: "Quero que saibam que estou sempre a sorrir." O Sorriso da Rita dá também nome a uma associação criada pelos pais para angariar fundos que contribuam para a ajuda técnica a outros que sofrem de paralisia cerebral e que não são associados.

'Ao ajudar os outros, também me ajudo'
A aventura da escrita começou quando Rita tinha 13 anos. "Foi uma história muito maluca.

Andava a dar uma volta de canadianas na rua com o meu pai. Estávamos a conversar sobre as coisas da vida. Então o meu pai disse: 'Quando chegares a casa vais escrever um texto sobre este teu passeio, depois ponho na minha página para os meus leitores e logo vemos o que eles acham'. A partir daí, comecei a escrever. " Um texto por dia. Ao fim de uns meses, Mário Augusto criou-lhe a página e deu-lhe um empurrão nas partilhas. E não podia estar mais orgulhoso, ele que sempre tentou não ser demasiado protetor, mas sim dar-lhe a maior autonomia possível. Ensinou-lhe "a palavra mágica" que Rita sempre repete: "De-ter-mi-na-ção".

É com a escrita que Rita se "liberta dos pensamentos menos bons", "deita para fora", liberta as angústias. E assim estrutura o pensamento. "Parece que a sociedade ainda tem medo da diferença e dos diferentes.

Tornou-se egoísta." Mas certas atitudes já não lhe fazem mossa. Ganhou anticorpos, desenvolveu autoestima, gosta de se ver bonita, de estar de bem com a vida. "No início, sofri um bocadinho, mas nunca me revoltei.

Nunca fiquei azeda nem amarga, porque não adianta. O problema já está lá. Porque é que havemos de nos dar mal com as pessoas?", pergunta Rita. É esta forma de ver a vida que quer transmitir. "Há quem me diga: 'Acabei de ler este texto e fiquei logo mais feliz.' Fico contente por isso. Ao ajudar outros, também me ajudo. E vamos buscar forças que nem sabíamos que tínhamos." Lê Alice Vieira e Luis Sepúlveda. Ouve António Zambujo e fez amizade com Rita Redshoes, que dá nome a um projeto que iniciou com uma amiga designer: criar um sapato "giro e adaptado" para quem tem "pé pendente ". O medo de andar de canadianas é um desafio que, garante, irá ultrapassar. Declarou guerra ao "senhor medo", num dos textos que lhe trouxe mais "gostos": "Só me apetece destruir-te, ou ignorar-te, sempre até saíres de vez da minha vida! Tu és uma verdadeira (e ainda por cima, das grandes) pedra no meu sapato!" Para Rita, um problema é "uma maneira de chegar a uma coisa melhor". O segredo é "descobrir sempre o lado positivo, mesmo na desgraça". A felicidade "é uma grande incógnita ", está "nos pequenos momentos".

A dormir, sonha muito com borboletas. Acordada, imagina como será daqui a uns anos.

E tem sempre "medo de falhar em alguma coisa". Mas sabe que os maiores valores da vida são "a amizade, o amor, a esperança e... a determinação, sempre". Assim conquista espaço no mundo.

Nesta forma de ser está, afinal, o milagre que os pais tanto procuraram, após anos de intervenções cirúrgicas, fisioterapias e lutas solitárias por apoios que nunca chegam. A filha, "a coitadinha", ganha asas e voa. E é o pai que desabafa, a propósito do encontro com a médica que lhe deu conta da paralisia de Rita: "Não foi uma má notícia. Foi apenas o princípio de tudo."




quinta-feira, 30 de abril de 2015

Seleção Brasileira de atletismo paralímpico é convocada para 3ª fase de treinamento e avaliação.

  Open Caixa Loterias - São Paulo 2015

O Comitê Paralímpico Brasileiro anunciou nesta quarta-feira, 29, a convocação dos atletas da Seleção nacional de atletismo para a 3ª fase de treinamentos e avaliações. O período de testes será entre os dias 3 e 9 de maio, em São Caetano do Sul (SP), onde fica o centro de referência do atletismo paralímpico brasileiro, no Centro de Treinamento do Clube de Atletismo BM&FBovespa.
Foram chamados ao todo 35 atletas e atletas-guia para esta fase de treinos. Entre eles, nomes como os medalhistas paralímpicos Daniel Mendes da Silva, Terezinha Guilhermina, Felipe Gomes, Yohansson Nascimento, além dos recordistas mundiais, que obtiveram as melhores marcas no Open Caixa Loterias Internacional, no último fim de semana, Mateus Evangelista e Petrucio Ferreira.
O objetivo da fase de treinamento é capacitar os atletas visando os principais eventos desta temporada. Haverá, ainda em 2015, os Jogos Parapan-Americanos de Toronto, no Canadá, em agosto, além do Mundial de Atletismo, em Doha, Catar, em outubro.
Confira abaixo a relação completa dos convocadosAlex Douglas Pires – Atleta
Daniel Mendes da Silva – Atleta
Felipe de Souza Gomes – Atleta
Indayana Pedrina Moia – Atleta
Jerusa Geber – Atleta
Jhulia Karol – Atleta
Lorena Spoladore – Atleta
Mateus Evangelista – Atleta
Odair Ferreira dos Santos – Atleta
Petrucio Ferreira dos Santos – Atleta
Ricardo Costa de Oliveira – Atleta
Sheila Finder – Atleta
Silvania Santos Coelho – Atleta
Tascitha Oliveira Cruz – Atleta
Terezinha Guilhermina – Atleta
Tito Alves de Sena – Atleta
Veronica Hipólito – Atleta
Yeltsin Jacques – Atleta
Edson Cavalcante Pinheiro – Atleta
Flavio Reitz – Atleta
Jonathan de Souza Santos – Atleta
Yohansson Nascimento – Atleta
Claudiney Batista – Atleta
André Luis da Rocha Antunes – Atleta
Wendel de Souza Silva – Atleta-guia
Carlos Antonio dos Santos – Atleta-guia
Eriton de Aquino Nascimento – Atleta-guia
Fabio Dias de Oliveira – Atleta-guia
Guilherme Soares Santana – Atleta-guia
Heitor de Oliveira Sales – Atleta-guia
Jorge Augusto Pereira – Atleta-guia
Laercio Alves Martins – Atleta-guia
Luiz Henrique Barboza da Silva – Atleta-guia
Renato Ben Hur Costa Oliveira – Atleta-guia

RJ: menino deficiente visual supera rejeição de professor de música e aprende a tocar bateria.

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O menino Thiago, de 11 anos, que tem deficiência visual, mora com a família em uma casa simples em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e sonha ser músico profissional. Segundo a família da criança, ele pediu para ser matriculado em uma escola de música particular, mas foi rejeitado por um professor.

— O professor quis cobrar mais caro para ele dar aula, só porque eu não enxergava

Foi quando Thiago conheceu Feliciano, um jovem de 20 anos, que quis dar aula de bateria para o menino.
— Foi um desafio. Eu pensei o que eu tinha que ensinar e como. Mostrei um batuque e ele foi pegando

A família de Thiago descobriu a deficiência do menino logo após o nascimento dele. Segundo os pais, não houve tempo para entender o que estava acontecendo porque foi preciso agir rápido.

— Ele precisava ser tratado com urgência, com 21 dias ele fez a primeira cirurgia

Os pais da criança também contaram que o menino já fez três cirurgias. Na última operação, o glaucoma foi estabilizado. A mãe de Thiago lembra que a médica que cuidou dele foi muito importante. — Ela me falou “ele é normal. Você tem cuidar dele como cuida de sua filha”
Thiago estuda no Instituto Benjamin Constant, na Urca, zona sul do Rio, há 9 anos. Ele chega à instituição na segunda-feira e só volta para casa na sexta. Na unidade o menino recebe acompanhamento psicológico, oficinas diversas, aulas de música e informática, que também faz parte dos planos do menino
Na escola, ele é muito elogiado pelos profissionais. O professor de matemática destaca a dedicação do menino.
— Ele é muito bom em matemática, mas ele é super atencioso, domina o recurso que nós temos para auxiliar e ajuda os colegas

De acordo com a mãe, Thiago pensa em dar aula de informática.
— Ele fala “informática me dá dinheiro, mas é a música que eu gosto”

Quando não está tocando bateria ou no tablet, o menino se diverte no videogame. E mesmo com dificuldades financeiras, pois o pai de Thiago está desempregado, a família faz de tudo para ver a criança realizada.
— Tudo que ele precisa a gente tenta dar

E para quem está desanimado e pensa em desistir dos sonhos, Thiago dá um conselho:
— Não desista dos seus sonhos, uma hora ele vai se realizar. Mesmo que seja muito difícil, não é para desistir.

Cadeirante virtual assusta quem estaciona em preferencial.

Dos flagras que escancaram a falta de senso coletivo no trânsito, grande parte acontece nos estacionamentos.

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As vagas exclusivas para cadeirantes, obrigatórias nestes locais, muitas vezes são usadas por motoristas que ignoram a presença de pessoas com deficiência no trânsito.
Com o objetivo de lembrar os condutores a respeitarem os direitos dos cadeirantes, a ONG Dislife, em Moscou, criou uma campanha nos estacionamentos de shoppings da cidade.
Intitulado como “Mais que um sinal”, a ação criada pela agência Y&R russa ativa a projeção de um cadeirante toda vez que um carro comum tenta estacionar na vaga reservada.
O equipamento instalado continha uma câmera para diferenciar os carros e, assim, sempre que um veículo que não tinham direito a vaga tentava estacionar, o holograma de um cadeirante real aparecia alertando que o espaço era dele por direito.
O objetivo da experiência era provocar mudanças no comportamento dos motoristas que se esquecem das parcelas minoritárias em um tráfego diário.
“Estacionamentos preferenciais não significam nada para muitos motoristas na Rússia. Eles preferem esquecer estas pessoas e deixá-las para trás. É isso que estamos lutando nesse projeto”, disse Yuri Kovalev, fundados da Dislife.
A ideia poderia migrar para outros lugares, inclusive ao Brasil, concordam?
Assista ao vídeo:


Participe de levantamento internacional sobre proteção social e pessoa com deficiência.

                            ONU BRASIL


A Relatora Especial sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, Catalina Devandas, preparou o questionário em anexo sobre o direito das pessoas com deficiência à proteção social, e solicita respostas de você ou sua organização até o dia 20 de maio de 2015.

Sua participação é muito importante, pois o resultado da consulta será apresentado à Assembléia Geral da ONU, levando as vozes das pessoas com deficiência ao mais alto nível internacional.

O questionário contém cinco perguntas e sub-perguntas. Todas as respostas devem ser enviadas eletronicamente, em formatos acessíveis e de preferência em Inglês, Francês ou Espanhol, para sr.disability@ohchr.org. A Relatora Especial pede que as respostas sejam o mais concisas possível e, caso necessário, que sejam enviados documentos em anexo.

Sempre que possível, é favor enviar cópias das leis, políticas, programas, avaliações e qualquer outra informação de seu país ou contexto de trabalho relevante para o assunto. Informações  adicionais sobre o assunto, também serão  bem-vindas.

Informe também caso haja alguma objeção a que suas respostas sejam publicadas no site do Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos.
Mais informações apenas em Inglês, na página
www.ohchr.org/EN/Issues/Disability/SRDisabilities/Pages/SocialProtection.aspx


QUESTIONÁRIO

GABINETE DO ALTO COMISSÁRIO PARA DIREITOS HUMANOS
1211 Palais des Nations GENEBRA 10 SUÍÇA
www.ohchr.org • TEL: +41 22 918 9286 • Fax: +41 22 917 9006 • E-MAIL: sr.disability@ohchr.org

Relatora Especial da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência

Questionário sobre o direito à proteção social das pessoas com deficiência

1. Por favor, informe sobre a existência de legislação e políticas gerais (inclusivas)
e / ou proteção social específica(especial)  relacionadas às pessoas com deficiência, incluindo:

- Instituições responsáveis por sua implementação;

- Medidas legislativas, administrativas, judiciais e / ou outras para garantir o acesso das pessoas com deficiência aos programas gerais (inclusivos) de protecção social (por exemplo. redução da pobreza, segurança social, saúde, emprego, habitação pública);

- Criação de regime específico para as pessoas com deficiência (tais como pensões por invalidez, benefícios para mobilidade, etc);
- Ajustes fiscais ou medidas similares;

2. Indique de que maneira as pessoas com deficiência são consultadas e envolvidas ativamente no desenvolvimento, implementação e monitoramento de programas proteção social.

3. Por favor, informe sobre dificuldades e boas práticas na concepção, implementação e monitoramento de políticas gerais (inclusivas) e / ou específica (especiais) de proteção social relacionadas a pessoas com deficiência, incluindo:
- Condições de acessibilidade e adaptações razoáveis;

- Consideração das necessidades específicas das pessoas com deficiência dentro dos serviços e / ou benefícios dos programas;

- Dificuldades enfrentadas pelas pessoas com deficiência e suas famílias em conformidade com os requisitos e / ou condições de regimes de acesso proteção social;

- Levar em consideração as diferenças de idade, gênero e etnia ou raça;
- Conflitos entre requisitos e / benefícios de programas existentes e exercício de direitos como a capacidade legal para viver de forma independente e ser incluído na comunidade ou no trabalho.

- Atribuição de subvenções em orçamentos pessoais;

- Formação e sensibilização dos funcionários públicos e /ou  parceiros externo sobre deficiência

- Existência de mecanismos de reclamação ou recurso.

4. Por favor, forneça qualquer informação ou dados disponíveis, se possível separado por deficiência, sexo, idade ou etnia, se possível, em relação a:

- Cobertura dos sistemas de proteção social para as pessoas com deficiência;

- Taxas de pobreza entre as pessoas com deficiência;

- Custos adicionais associados à deficiência.

5. Por favor informe sobre os critérios de elegibilidade utilizados para o acesso à proteção social em geral (inclusiva) e / ou específica (especial) relacionados a pessoas com deficiência, incluindo:

- Definição de deficiência e incapacidade avaliações utilizada para determinar a elegibilidade;

- Consistência dos critérios de elegibilidade entre os diferentes regimes de proteção social;

- Utilização de limites de rendimento e / ou pobreza;

- Consideração dos custos adicionais associados à deficiência em percentagem de rendimento.

Tradução: Patricia Almeida – Inclusive

Fontes: http://www.ohchr.org/EN/Issues/Disability/SRDisabilities/Pages/SocialProtection.aspx - www.inclusive.org.br

'Enxergo a beleza pelos sons', afirma jovem cego que toca 7 instrumentos.

Luan Fadel, de 13 anos, mora em Guarapuava e não enxerga desde bebê.Ele pratica esportes, interage na internet e pretende cursar direito.


Alana Fonseca Do G1 PR, em Guarapuava


   Luan toca sete instrumentos. (Foto: Arquivo pessoal)
Exemplo de superação: Luan toca sete instrumentos musicais (Foto: Luan Fadel/Arquivo pessoal)
Dos primeiros dias de vida até hoje, aos 13 anos, Luan Fadel dá exemplos de superação. Cego, o adolescente de Guarapuava, na região central do Paraná, toca sete instrumentos musicais. No piano, sua paixão desde criança, ele vai de Ballade pour Adeline a Avicii. Luan também canta, inclusive em inglês. “Enxergo a beleza através dos sons”, explica.
O adolescente tem quase todos os instrumentos que toca: piano, violão, guitarra, gaita, teclado e bateria. Só falta a gaita de fole. Ele conta que aprendeu a gostar de música com o pai. “Temos em casa três pianos: dois de madeira e um elétrico”, conta. De acordo com Luan, os sons variam de um para outro. O piano preferido é o de madeira que fica em um quartinho no quintal.
Luan pratica judô e natação (Foto: Luan Fadel/Arquivo pessoal)Luan pratica judô, natação e anda de bicicleta
(Foto: Luan Fadel/Arquivo pessoal)
Sem tempo
Apesar de passar boa parte do dia se dedicando à música, ele também gosta de fazer outras atividades.

Ele luta judô, faz natação e ainda anda de bicicleta. Para ele, o esporte é tão importante quanto a música.
O adolescente lamenta não poder jogar futebol com os amigos, mas diz que se contenta em ouvir narrações de partidas pelo rádio.
“Os narradores nos transmitem uma emoção enorme. No rádio, a gente ouve detalhes que a televisão não dá. É como se eu enxergasse por 90 minutos”, explica.
Para a televisão, Luan conta que não dá muita atenção. Quanto a filmes, o adolescente garante que se esforça. “Só não tem condição os filmes do Charlie Chaplin!”, brinca. Mas ele ainda prefere os vídeos do Youtube.
Como qualquer adolescente, Luan passa horas na internet. Ele decorou todas as teclas do celular e do computador. A agilidade é tanta que a voz que sai dos aparelhos - e que deveria guia-lo - chega a se perder. Sem contar que, mesmo sem enxergar, ele consegue tirar fotos quase perfeitas das pessoas.
 Quase todos os dias da semana, ele vai à Associação dos Pais Amigos Deficiente Visual (Apadevi). Lá, ele se dedica ao artesanato, ao teatro, tem reforço escolar e também aprende como realizar atividades do dia a dia sozinho, como arrumar uma cama. Luan frequenta o local desde os sete meses de idade.
"Nós, cegos, sempre damos um jeito de fazer as coisas. A minha deficiência não me impede de fazer quase nada", garante. Dirigir é a única atividade que ele lista como impossível. "Mas meu pai sempre diz que, se eu quiser, posso ser piloto de avião porque no céu não tem no que bater", relata.
Luan toca sete instrumentos musicais; entre eles, o piano (Foto: Alana Fonseca/G1)O piano é o instrumento musical predileto do adolescente de Guarapuava (Foto: Alana Fonseca/G1)
Choque
A mãe, Fátima Grott Arruda, de 42 anos, nem acredita na quantidade de atividades que o filho faz todos os dias. "Ele não para". Quando soube que Luan era cego, logo que o menino nasceu, Fátima teve medo de que o menino não conseguisse levar uma vida normal.

A mãe temeu mais ainda pelo fato de o irmão gêmeo enxergar perfeitamente. Os bebês nasceram antes dos sete meses. O parto prematuro prometia complicações, mas as sequelas acabaram afetando apenas Luan.
Bebês nasceram antes dos sete meses de vida e o parto prematuro trouxe complicações, mas apenas para Luan (Foto: Luan Fadel/Arquivo pessoal)Bebês nasceram antes dos sete meses. Parto prematuro trouxe complicações, mas apenas para Luan (Foto: Luan Fadel/Arquivo pessoal)
Apesar de os recém-nascidos terem ficado quase três meses na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a deficiência física do menino foi notada pelos pais apenas em casa. “Um dia, meu marido colocou os dois em um colchão no sol. O Lucas não conseguia olhar diretamente para a luz, se batia. O Luan, sim. Foi, então, que notamos que havia algum problema com ele”, lembra.
A dona de casa conta que quase entrou em depressão, principalmente porque teve uma gravidez tranquila. “Eu quase me entreguei; fiquei forte depois porque tinha que cuidar dos meus filhos”, explica. Então, aos poucos, Fátima e o marido começaram a aceitar a deficiência de Luan e a tratá-lo da mesma maneira que Lucas. “Eles caminharam sempre juntos”, diz.
Desde pequenos, os dois frequentam a mesma escola. As apostilas de Luan são passadas para braile e ele tem acesso aos conteúdos didáticos em áudio. “Aprendemos a mesma coisa”, explica o irmão Lucas.
Até pouco tempo, uma auxiliar ajudava Luan em pequenas tarefas, como pegar objetos na mochila e levá-lo ao banheiro. “Hoje, tento fazer as coisas mais sozinho. Afinal, uma hora vou para a faculdade e aí quero ser mais independente”, planeja. Mesmo no 9º ano do ensino fundamental, ele já tem o futuro bem definido.
'Eles sempre caminharam juntos', diz a mãe dos gêmeos (Foto: Luan Fadel/Arquivo pessoal)'Eles sempre caminharam juntos', diz a mãe dos gêmeos (Foto: Luan Fadel/Arquivo pessoal)
“Assim como ele, quero mostrar a todos que o cego pode e deve ser mais incluído na sociedade, principalmente em cargos assim. Quero mostrar que nós não temos limites para trabalhar. E nem para viver”, afirma.
Por fim, Luan garante que ainda não tem uma namorada. "Mas vou escolher uma bem bonita", diz. De acordo com ele, a beleza de uma mulher também é medida por sua voz. "Para mim, mulheres bonitas são as que têm voz bonita", explica.
'Quero mostrar que nós não temos limites para trabalhar. E nem para viver”, diz Luan (Foto: Luan Fadel/Arquivo pessoal)'Quero mostrar que nós não temos limites para trabalhar. E nem para viver', diz Luan (Foto: Luan Fadel/Arquivo pessoal)Fonte: g1.globo.com