sábado, 9 de maio de 2015

Três em cada sete brasileiros com artrite não recebem diagnóstico.

Realidade para 43 % dos pacientes brasileiros, a demora no diagnóstico da artrite reumatoide pode acarretar em consequências irreversíveis como deformações e amputação de membros segundo informou hoje um estudo realizado em cinco capitais brasileiras.

  Fabio Manzano EFESaúde
  Três em cada sete brasileiros com artrite não recebem diagnóstico

Realidade para 43 % dos pacientes brasileiros, a demora no diagnóstico da artrite reumatoide pode acarretar em consequências irreversíveis como deformações e amputaçao de membros segundo informou hoje um estudo realizado em cinco capitais brasileiras.
 
“Quanto mais precoce o tratamento, menor é o dano estrutural e menor é a incapacidade física dos enfermos”, disse Cristiano Zerbini, médico e professor da Universidade de São Paulo durante a divulgação da pesquisa em São Paulo.
 
A pesquisa “Não ignore sua dor: pode ser artrite reumatoide” foi encomendada pela farmacêutica Pfizer e ouviu 200 pacientes dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte e Recife, que apontaram a demora no diagnóstico e a falta de informação como maiores dificuldades no combate a doença.
 
“Normalmente, uma dor nas articulações faz as pessoas irem primeiro a um otopedista que acaba tratando a reumatose como um trauma”, explicou Zerbini.
 
O médico afirmou que 1% da população mundial tem artrite reumatoide, no Brasil, afeta a 2 milhões de pessoas, mas há muito “preconceito e discriminação” em relação à doença.
 
Ivone, 64, vive com a doença e relatou sentir, antes do início do tratamento, “fortes dores nas articulações e nos dedos” e lembrou com tristeza que não podia nem ao menos segurar uma xícara de café com a facilidade de hoje, depois do tratamento: “não desejo isso para ninguém”.
 
Segundo relatório da Pfizer, entre fevereiro de 2014 e de 2015, 18.575 pacientes foram internados no Sistema Único de Saúde (SUS) por consequência da doença inflamatória, o que gerou um custo total de R$11,8 milhões.
 
De acordo com a Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED), esta doença atinge de 0,5 % a 1,5 % da população, com maior intensidade para as mulheres, com uma proporção de três mulheres para cada homem.
 
Autoimune, a doença faz com que o organismo, por meio do sistema imunológico, prejudique a ele mesmo.
 
Para que um paciente sofra desta enfermidade, tem que haver uma “pré disposiçao para isso”, explica a reumatologista Rina Giorgi.
 
Sobre os sintomas, a especialista é resoluta: “a mão é o cartão de visitas do paciente com reumatoide”, mas além delas, qualquer dor persistente nas articulações, que durem em torno de um mês, “devem ser avaliadas por um médico”, ressalta a especialista.


Seleção Brasileira de natação é convocada para o Mundial da modalidade, na Escócia, em julho.

 

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) divulgou a lista de atletas convocados para o Mundial Paralímpico de Natação, que será disputado em Glasgow, na Escócia, de 13 a 19 de julho. Os atletas foram convocados de acordo com os critérios técnicos estabelecidos pela comissão técnica para seguir o planejamento de Alta Performance para o Ciclo Paralímpico 2013/2016.
Ao todo, serão 23 nadadores representando o Brasil na competição mais importante do ano na modalidade. Nomes como os multimedalhistas Daniel Dias e Andre Brasil, campeões mundiais e medalhistas paralímpicos estão entre os convocados. Em 2013, em Montreal, a delegação brasileira terminou o Mundial na sexta colocação no quadro geral de medalhas, com 26 medalhas, sendo 11 de ouro, nove de prata e seis de bronze.
Confira, no anexo, a lista de atletas convocados.



Impossível correr 400m em menos de 1 minuto sem ver a pista


                  Campanha #MudeoImpossível

                             

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Veja o vídeo abaixo..




São Paulo recebe terceira etapa regional do Circuito Caixa Loterias de Atletismo e Natação a partir do próximo sábado, dia 16.

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São Paulo receberá no próximo fim de semana, dias 16 e 17 de maio, a penúltima etapa regional do Circuito Caixa Loterias de Atletismo e Natação de 2015. A capital paulista será a sede do evento, que dá vaga nas etapas nacionais da principal competição do esporte paralímpico brasileiro. As disputas ocorrerão no Conjunto Desportivo Constâncio Vaz Guimarães, no Ibirapuera.

O principal atleta inscrito na competição é Edson Cavalcante Pinheiro. O velocista da classe T38 (paralisados cerebrais) destaca-se pelas duas participações em Jogos Paralímpicos – Pequim-2008 e Londres-2012. No Mundial de Atletismo Paralímpico de 2013, em Lyon, França, ele conquistou a principal medalha de sua carreira, um bronze nos 100m.

No ano passado, contudo, teve de se afastar por alguns meses das competições para tratar de uma lesão no calcanhar do pé direito. Seu retorno às pistas ocorreu no Open Internacional Caixa Loterias, onde correu e venceu os 100m em sua classe. De volta ao Ibirapuera, ele correrá novamente a prova mais rápida do atletismo, além dos 200m rasos.

No total, serão 728 atletas relacionados para o torneio. A regional paulista terá o maior número de competidores de um evento deste tipo neste ano. Nas duas primeiras paradas do circuito em 2015, cerca de 400 atletas estiveram presentes.

A primeira foi realizada em Recife (PE), em fevereiro, com atletas das regiões Norte e Nordeste. A segunda foi a etapa Rio-Sul, em Curitiba (PR), em março. Ainda haverá a fase regional Centro-Leste, de 29 a 31 de maio, em Uberlândia. No segundo semestre, as três nacionais serão realizadas em São Paulo. A primeira será disputada de 4 a 5 de julho, a segunda, de 11 a 13 de setembro, e a terceira, de 6 a 8 de novembro.

Para chegar à fase nacional do Circuito, os atletas precisam alcançar a meta estabelecida pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). A marca toma como base recordes mundiais, e os competidores precisam chegar a uma porcentagem especificada destas marcas em suas classes e modalidades para confirmar a vaga entre os melhores do Brasil. Líderes de ranking nacional que já têm o índice mínimo não precisam disputar as regionais e estão automaticamente classificados para as três etapas nacionais.

O Circuito
O Circuito Caixa Loterias é organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro e patrocinado pela Caixa Loterias. Este é o mais importante evento paralímpico nacional de atletismo e natação. Composto por quatro fases regionais e três nacionais, tem como objetivo desenvolver as práticas desportivas em todos os municípios e estados brasileiros, além de melhorar o nível técnico das modalidades e dar oportunidades para atletas de elite e novos valores do esporte paralímpico do país.

Serviço
Circuito Caixa Loterias – etapa regional São Paulo

Data: 16 e 17 de março
Cidade: São Paulo (SP)
Local: Rua Manoel da Nóbrega, nº 1361 – Entrada pela Av. Marechal Estenio Albuquerque de Lima
Horário: Sábado, das 8h às 18h; domingo, das 8h às 12h

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Bruna Alexandre conquista o bicampeonato do Aberto da Eslovênia de Tênis de Mesa Paralímpico.

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Bruna Alexandre conquistou nesta quinta-feira, 7, o bicampeonato individual da classe 10 do Aberto da Eslovênia, evento fator 40, o mais alto do Circuito Mundial de Tênis de Mesa. Danielle Rauen também brilhou e levou a prata na classe 8/9.
Mais cedo, a Seleção Brasileira já havia faturado mais uma medalha, de bronze, com Cátia Oliveira, na classe 2.
Após passar invicta pela fase de grupos, Bruna, terceira colocada do ranking mundial, avançou diretamente às semifinais, por ser a cabeça de chave número um da competição. Para chegar à decisão, a brasileira derrotou a israelense Karmit Dor (18ª) por 3 sets a 0 (11/9, 11/8 e 12/10). Na final, passou pela croata Mirjana Lucic (5ª) por 3 a 1, parciais de 11/6, 11/8, 6/11 e 11/7.
Na classe 8/9, Danielle (7ª) enfrentou a russa Elena Litvinenko (9ª na classe 8) nas quartas, vencendo de virada por 3 a 1 (8/11, 11/4, 11/4 e 11/3). Na semi, a rival poderia ser a compatriota Jennyfer Parinos (9ª). No entanto, a brasileira acabou eliminada pela polonesa Malgorzata Jankowska (3ª na Classe 8) por 3 a 0 (11/8, 13/11 e 11/6).
Danielle deu o troco em Jankowska e garantiu a vaga na decisão com uma vitória por 3 a 1, parciais de 11/5, 4/11, 11/7 e 11/8. Na final, a brasileira lutou, mas acabou superada pela também polonesa Karolina Pek (5ª) por 3 a 0 (11/5, 11/6 e 11/3).
Com o vice-campeonato, Danielle igualou o resultado alcançado na edição passada do Aberto da Eslovênia. Na ocasião, no entanto, a brasileira ainda estava na classe 10.
No masculino, os brasileiros que avançaram ao mata-mata caíram nas oitavas de final. Na classe 7, Paulo Salmin (16º) foi superado pelo israelense Samuel Shur (17º) por 3 a 0 (11/4, 11/7 e 11/4). Luiz Filipe Manara (26º) caiu na 8 diante do ucraniano Viktor Didukh (1º) também em sets diretos (11/5, 15/13 e 11/8). Na 10, Carlos Carbinatti (21º) perdeu para o britânico Kim Daybell (7º) por 3 a 0 (11/7, 11/4 e 11/7).
Ainda nesta quinta, começam as disputas por equipes, que se estenderão até sábado, 9.
A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva (Comitê Olímpico do Brasil e Comitê Paralímpico Brasileiro) – Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal – Ministério do Esporte.
Com informações da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM)

Dia Internacional Paralímpico, no Rio de Janeiro, marcará início da venda de ingressos para os Jogos.

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A praia de Copacabana será palco do Dia Internacional Paralímpico (International Paralympic Day, ou IPD, na sigla em inglês) no dia 7 de setembro. A data vai celebrar o marco de um ano para os Jogos Paraolímpicos Rio 2016 e o início das vendas de ingressos para o evento. O anúncio foi feito após a conclusão da sétima revisão de Projeto do Comitê Paralímpico Internacional (IPC), que aconteceu no Rio de Janeiro entre os dias 5 e 6 de maio.
Também foi divulgado que haverá 3 milhões de ingressos disponíveis para os Jogos Paralímpicos Rio 2016, número superior aos 2,8 milhões vendidos durante Londres 2012. Os preços dos ingressos para os Jogos Paralímpicos serão divulgados no próximo dia 14 de maio.
Presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), vice-presidente do IPC e diretor do Comitê de Integração Paralímpica do Rio 2016, Andrew Parsons destacou a importância do público para o sucesso dos Jogos.
“Muitos recordes serão alcançados pelos atletas durante os Jogos Rio 2016, mas o primeiro deles esperamos que seja batido pelos próprios espectadores. Os brasileiros têm papel principal na superação do recorde de vendas dos Jogos Paralímpicos, mas também contamos com os fãs internacionais para atingir esta meta fantástica”, disse Andrew Parsons.
Chefe-executivo do IPC, Xavier Gonzalez afirmou que o Dia Internacional Paralímpico será uma data marcante para reforçar o engajamento dos fãs.
“A menos de 500 dias para os primeiros Jogos Paralímpicos sul-americanos, esta Revisão de Projetos foi focada em como o Comitê Organizador, seus parceiros e o IPC podem engajar o público do Rio e do Brasil em torno do Programa de Ingressos. O Rio 2016 planeja vender o maior número de ingressos da história dos Jogos Paralímpicos e é importante que este processo comece bem, o que poderá acontecer através do Dia Internacional Paralímpico”, afirmou Xavier Gonzalez.
Durante os dois dias da Revisão de Projeto, também foram apresentadas atualizações sobre força de trabalho, acomodação, finanças, esportes, transmissão de TV, comercial, marketing e comunicação. Os governos municipal, estadual e federal informaram ao IPC sobre os avanços em acessibilidade, transporte e construção de instalações.
Xavier Gonzalez comemorou o encontro: “Em linhas gerais, tivemos reuniões muito positivas com o Comitê Organizador, que continua demonstrando entusiasmo na entrega de Jogos Paralímpicos de grande sucesso. Um planejamento que vem de anos agora começa a ser percebido e estamos confiantes que o Rio irá crescer a partir do sucesso de Londres 2012”.
Os Jogos Paralímpicos Rio 2016 acontecerão entre os dias 7 e 18 de setembro de 2016. Estarão presentes cerca de 4.350 atletas, de mais de 170 países, competindo em 22 esportes.
O primeiro Dia Internacional Paralímpico foi celebrado na cidade de Bonn, na Alemanha, em 2003, e todas as primeiras quatro edições aconteceram naquele país. O primeiro evento fora da Alemanha foi em 2011, em Londres, também para marcar o lançamento do Programa de Ingressos dos Jogos Paralímpicos que viriam a ser realizados no ano seguinte. Na ocasião, mais de 25 mil pessoas compareceram à famosa Trafalgar Square para participar de experimentações esportivas Paralímpicas, com a presença também de grandes atletas mundiais.
Com informações do IPC e do Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016.

No Aberto da Eslovênia de tênis de mesa, Cátia Oliveira sobe ao pódio pela primeira vez no Circuito Mundial.

  

A mesatenista Cátia Oliveira conquistou nesta quinta-feira, 7, seu primeiro pódio individual no Circuito Mundial. A brasileira ficou com o bronze na Classe 2 do Aberto da Eslovênia, evento fator 40 – o mais alto da temporada –, que está sendo realizado em Lasko.
Na primeira fase, a brasileira 9ª colocada do ranking mundial venceu a francesa Florence Sireau (8ª no ranking) por 3 sets a 1, com parciais de 11/7, 11/1, 9/11 e 11/4. Com este resultado, se qualificou para a próxima fase, ficando na segunda posição do Grupo A.
Já nas quartas, Cátia superou a italiana Giada Rossi (10ª no ranking) por 3 a 1, parciais de 11/4, 11/3, 11/13, e 12/10. Na semi-final, a brasileira fez um duelo equilibrado com a irlandesa Rena McCarron-Rooney (11ª no ranking), mas acabou vencida por 3 a 1, com as parciais de 14/12, 9/11, 11/7 e 11/5, levando a medalha de bronze.
No masculino, os dois brasileiros que avançaram às fases eliminatórias se despediram nas oitavas de final. Na Classe 2, Iranildo Espíndola (11º no ranking) passou invicto pelo Grupo H, com três vitórias por 3 a 0. Porém, na primeira rodada do mata-mata, foi batido pelo espanhol Iker Sastre (13º no ranking) por 3 a 2, parciais de 12/14, 11/9, 3/11, 11/2 e 11/4.
Também sem perder na fase de grupos, Claudiomiro Segatto (11º no ranking), da classe 5, chegou às oitavas, mas parou por aí. O brasileiro sofreu o revés para o indonésio Agus Sutanto (14º no ranking) por 3 a 1, parciais de 11/8, 11/2, 10/12 e 11/9.
A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva (Comitê Olímpico do Brasil e Comitê Paralímpico Brasileiro) – Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal – Ministério do Esporte.
Com informações da CBTM (Confederação Brasileira de Tênis de Mesa)

Alto índice de feridos em acidentes com motocicletas preocupa a Sociedade de Trauma Ortopédico.

Em 2014, milhares de pessoas ficaram feridas em acidentes com motos nas Rodovias Federais do Brasil. Segundo estimativas, mais da metade dos leitos públicos da traumatologia no país são ocupados por estas vítimas. Assunto será discutido em Congresso da especialidade, em Belém.

  

O grande número de pessoas feridas em decorrência de acidentes com motocicletas no Brasil preocupa a Sociedade Brasileira de Trauma Ortopédico (SBTO). A atenção dos especialistas se voltou para este tema porque as sequelas em pacientes politraumatizados nestes incidentes se tornaram frequentes e mais da metade dos acidentados necessitam de tratamento cirúrgico. De acordo com a SBTO, 70% dos leitos hospitalares no Brasil são ocupados com pacientes em tratamento decorrentes deste tipo de acidente. O assunto é tão iminente que se tornou tema do 21º Congresso Brasileiro de Trauma Ortopédico (CBTO), que acontece em maio, na cidade de Belém, no Pará.
 
Conforme dados da Polícia Rodoviária Federal, em 2014 foram registrados 30.876 acidentes envolvendo motocicletas nas Rodovias Federais em todo o país. O número de pessoas feridas chegou a 31.730 e, do total, 2.147 vítimas morreram. Entre as principais causas, a falta de atenção aparece em primeiro lugar, contabilizando 11.741 acidentes. Desobediência à sinalização, proximidade ao outro veículo e consumo de álcool somam mais de sete mil registros.
 
De acordo com Dr. Paulo Roberto Barbosa, presidente da SBTO, a gravidade das lesões entre os feridos não para de aumentar e a incidência de fraturas expostas da tíbia dobrou nos últimos cinco anos. O especialista fala, também, sobre o alto custo que este crescimento gera para o Sistema Único de Saúde (SUS) e para a medicina suplementar. “Com a melhoria no socorro, as pessoas pararam de morrer no local do acidente e, consequentemente, o número de pacientes com lesões muito graves nos hospitais aumentou. Isso é bastante positivo para a área dos socorristas e demanda uma dedicação cada vez maior por parte dos médicos”, afirma Paulo Barbosa.
 
Conforme pesquisa realizada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, o Trauma é a maior causa de morte dos 20 aos 40 anos e o principal motivo de incapacidade entre os acidentados. O presidente da SBTO alerta que este é um assunto que envolve não só a saúde pública, como também a economia nacional. “De uma maneira geral estes acidentados, que normalmente são jovens e adultos jovens, fazem parte da população economicamente ativa. Eles perdem dias de trabalho e cria-se, então, um problema econômico muito grande”, observa.
 
Como as soluções para estes casos complexos estão cada vez mais difíceis, é evidente a necessidade de novos treinamentos e especializações constantes por parte dos médicos. O tema será discutido no 21º Congresso Brasileiro de Trauma Ortopédico (CBTO), que acontece em maio, na capital do Pará. Especialistas brasileiros e estrangeiros se encontrarão em Belém para debater técnicas modernas de tratamento desse padrão de lesão, que envolve ortopedia e reconstrução de membros. Mais informações no site www.traumaortopedico.med.br.


Assessoria de Comunicação
Giovanna Fraga 
giovanna.fraga@jinxcomunicacao.com.br

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Professora sem braços aposentada iraniana ensina alunos a pintar e escrever com os pés.

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A iraniana Zohreh Etezadossaltaneh nasceu sem braços, mas isso não a impediu de exercer muitas atividades, da pintura ao tênis de mesa. Aos 52 anos, esta professora aposentada de Teerã tem se dedicado a ajudar os outros com deficiências similares a viver uma vida plena e satisfatória.

“Cada organismo pode ter algumas limitações e deficiências. Mas, se você tem uma alma pura e elevada, o corpo não importa”, diz Etezadossaltaneh.

Quando criança, ela recebeu a educação primária em uma escola especial para crianças com deficiência. Depois Etezadossaltaneh se mudou para o sistema de ensino iraniano regular, fez faculdade e se formou em psicologia.
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Agora, ela trabalha com jovens com deficiências similares. Um de seus alunos é Roohollah Jafar, de 9 anos, que perdeu as duas mãos em um acidente e agora está aprendendo com Etezadossaltaneh a pintar e escrever usando os pés.
A aula para o menino começa com Etezadossaltaneh usando seus próprios pés para massagear os pés de Jafar e orienta-lo sobre a forma de manter e controlar uma caneta entre os dedos.
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Com os pés, Etezadossaltaneh consegue segurar uma raquete de pingue-pongue ou um pincel. Ela já participou de exposições de artes e vendeu até almas de suas obras. “Ela trabalha tão facilmente que eu totalmente esquecido que ela pinta com os pés”, disse o instrutor de pintura Parisa Samavatian.
Quando ao tênis de mesa, a ex-professora diz que leva muito a sério. “Quero representar o meu país em competições no exterior.
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Absurdo: Governo do Estado de SP estipula prazo de 15 anos para prédios escolares se tornarem acessíveis aos alunos com deficiência.

Por Vera Garcia.
Escola sem rampa para aluno deficiente.
Caro leitor,
Todos sabemos da grande necessidade de modificações arquitetônicas nas escolas públicas com o objetivo de atender alunos com deficiência. Os alunos cadeirantes são os que mais sofrem com essa falta de estrutura. No entanto, o Ministério Público do Estado de São Paulo e a Secretaria Estadual de Educação assinaram, em 2014,  um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) onde o Estado teria o prazo de mais 15 anos para tornar as escolas públicas acessíveis aos alunos com deficiência. Isso mesmo: 15 anos! Ou seja, não cumpriram o prazo anterior, no que diz respeito a lei de acessibilidade, e agora querem um prazo de mais 15 anos para que a escola tenha  banheiro adaptado, carteiras adaptadas, larguras corretas nas portas, bebedouro na altura certa, rampas, piso tátil e por aí vai. Quinze anos é um prazo inconcebível! Será que a Secretária Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Linamara Rizzo Batistella e os promotores que assinaram o TC  esperariam 15 anos para ter um aumento de salário?
Alunos com deficiência física, temporária ou definitiva, precisam, urgentemente, ter condições dignas para a frequência ás aulas, sem que sofram prejuízos no processo de aprendizagem. É dever do Estado oferecer  condições igualitária a todos.
Espero que essa posição excludente e desrespeitosa do MP e da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo possa ser revista e modificada. Afinal, caminhamos ou não para uma sociedade inclusiva e democrática?
Carteira AdaptadaAbaixo a matéria que foi publicada no site do Ministério Público  do Estado de São Paulo.
MP e Secretaria da Educação firmam TAC que garante acessibilidade nas escolas paulistas
Estado se obriga a tornar acessíveis todos os prédios escolares no prazo máximo de 15 anos
O Ministério Público do Estado de São Paulo e a Secretaria Estadual de Educação assinaram, na tarde desta quarta-feira (26/02), um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) pelo qual o Estado se compromete a tornar acessíveis todos os prédios escolares da rede estadual de ensino no prazo máximo de 15 anos. De acordo com o TAC, até 2015 deverão estar concluídas as obras de acessibilidade em 220 escolas, de 77 municípios paulistas, conforme cronograma entregue ao MP no ato da assinatura do acordo.

Promotor Júlio César Botelho assina o TAC
Promotor Júlio César Botelho assina o TAC . (Imagem: MPSP)
O TAC foi assinado na sede do Ministério Público pelo Secretário Estadual da Educação, Herman Jacobus Cornelis Voorwald; e pelos Promotores de Justiça Júlio Cesar Botelho, João Paulo Fastinoni e Silva e Michaela Carli Gomes, Maria Izabel do Amaral Sampaio Castro e Sandra Lúcia Garcia Massud. A cerimônia contou com a presença do Procurador-Geral de Justiça, Márcio Fernando Elias Rosa, da Secretária Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Linamara Rizzo Batistella, e outras autoridades.
Pelo acordo, o Estado se obriga a construir rampa de acesso ao edifício escolar, sanitário feminino e masculino acessíveis, com trocador, a implantar piso podo tátil nos ambientes de acesso, de transição e de transposição de eventuais desníveis de piso, e a instalar uma sala de aula no pavimento térreo dos prédios com dois ou mais pavimentos para facilitar o acesso de aluno cadeirante.
Para o cumprimento do TAC serão adotados os critérios de municípios de escola única estadual, municípios sem escola acessível, prédios de único pavimento com prevalência aos de dois ou mais andares, municípios com mais de 50 mil habitantes, devendo existir pelo menos uma escola acessível por área de abrangência num raio de até 2 km entre a escola e a residência dos alunos, e prédios com alunos com dificuldade motora.
No último trimestre de cada triênio, a Secretaria Estadual de Educação apresentará ao MP o cronograma de obras do próximo período. O termo fixa multa diária de R$ 500 por unidade escolar que não for tornada acessível.
A importância do termo foi destacada pelo Procurador-Geral de Justiça, Márcio Elias Rosa, no ato da assinatura. “Esse TAC tem em vista o ser humano como valor fundamental”, afirmou. “Não há defesa da sociedade se não na perspectiva da pessoa humana”, acrescentou, ao falar sobre o papel do Ministério Público.
Para o Secretário de Educação, Herman Voorwald, o acordo é fundamental para o poder público efetivamente garantir na Educação a melhoria na formação das crianças e total acessibilidade. “O Estado tem obrigação de garantir, com trabalho planejado, que as crianças da rede pública de ensino tenham dignidade em sua educação”, afirmou. Ele anunciou a constituição de um grupo de trabalho que acompanhará todas as ações da Secretaria para que se viabilize o que foi compromissado com o MP. 

Presente à cerimônia, a Secretária Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Linamara Rizzo Batistella, afirmou que a atuação do Ministério Público nos últimos anos garantiu “um avanço na articulação política institucional”. “Aqui em São Paulo a inclusão se faz com qualidade e quanto a isso somos devedores do Ministério Público porque sem essa instituição não teríamos alcançado esse patamar”, observou. Segundo a Secretária, o TAC “é mais uma demonstração de que é possível trabalhar com sinergia para a construção de caminhos acessíveis, o que representa avanço no processo civilizatório”.
A viabilização do documento também foi elogiada por Maria Elizabete da Costa, Coordenadora de Gestão da Educação Básica, da Secretaria de Educação. “Estamos buscando atender a legislação oferecendo condições de dignidade aos alunos da rede”, disse.
Também participaram da cerimônia a Procuradora do Estado Telma de Freitas Fontes,Marco Pelegrino, Secretário Adjunto da Pessoa com Deficiência; a coordenadora-Geral do Centro de Apoio Operacional Cível e de Tutela Coletiva (CAO-Cível), Lídia Helena Ferreira da Costa Passos; o Coordenador-Geral Adjunto do CAO-Cível Tiago Cintra Zarif; os Subprocuradores-Gerais de Justiça Nilo Spinola Salgado Filho (Jurídico), Vânia Maria Penteado Ruffini Balera (Institucional) e Sérgio Turra Sobrane (Gestão), os Promotores Maricelma Rita Meleiro, Roberto de Campos Andrade e Fernanda Beatriz Gil da Silva Lopes respectivamente Assessores do CAO-Cível das áreas de Idoso e Inclusão Social, e de Infância, e outras autoridades.
Leia aqui o Termo de Ajustamento de Conduta.

Judô Paralímpico brasileiro segue para os Jogos Mundiais da IBSA na Coreia do Sul.

 
Foto: Karla Cardoso (quimono branco) e Michelle Ferreira (quimono azul) colecionam grandes resultados (Wander Roberto/CBDV/Inovafoto).

Rio de Janeiro/RJ – A Seleção Brasileira de Judô Paralímpico embarca no início da madrugada da próxima quinta-feira (7), para Seul, Coreia do Sul, onde irá participar dos Jogos Mundiais da IBSA (sigla em inglês para Federação Internacional de Esportes para Cegos). O evento é um dos grandes desafios do ano e servirá para o Brasil competir em alto nível como preparação para a disputa dos Jogos Paralímpicos do Rio 2016.
 
O Brasil será representado em todas as categorias, exceto no meio-pesado masculino (-100 kg).  Ao todo são 15 atletas, sendo oito homens e sete mulheres, com destaque para o tetracampeão paralímpico Antônio Tenório (-90 kg), além das também medalhistas paralímpicas, Karla Cardoso (-48 kg), Michelle Ferreira (-52 kg), Lúcia Araújo (-57 kg) e Deanne Almeida (+70 kg).
 
Aliando experiência e juventude o Brasil espera superar o número de medalhas conquistadas na última edição da competição. No último Mundial, na Turquia, em 2011, a seleção canarinho voltou para casa com o ouro de Daniele Silva, a prata de Lúcia Araújo e os bronzes de Antônio Tenório e Giovana Pilla. Para este ano, Tenório e Lúcia podem repetir a dose e subir no pódio mais uma vez.
 
Além dos judocas renomados e com grandes resultados, a comissão técnica aposta também nos novos talentos que surgiram nos últimos anos. Nomes como Abner Nascimento, Alana Maldonado, Arthur Silva, Luiza Oliano, Rayfran Pontes e Wilians Araújo, surgem como novas esperanças para o Brasil atingir os resultados esperados.
 
Algumas dessas apostas já rendem frutos dentro dos tatames. No Campeonato Mundial 2014, nos Estados Unidos, Wilians Araújo conquistou o bronze na categoria pesado, e segue com moral para o evento na Coreia do Sul. Também confiante num grande resultado, Alana Maldonado comentou como se sente às vésperas de sua primeira competição internacional.
 
- Estou confiante, preparada. Estamos fazendo um trabalho bastante intensivo e forte. Vai ser uma novidade enfrentar as atletas lá de fora, mas estou preparada fisicamente e psicologicamente, principalmente – disse Alana, que passou a ser convocada em janeiro deste ano.
 
A Seleção Brasileira de Judô Paralímpico conta com o patrocínio da INFRAERO e o apoio do Governo Federal para se preparar para as competições, principalmente para os Jogos Paralímpicos do Rio 2016.
 


Fonte: cbdv.org.br

Ação de marca de fraldas permite que futuras mães cegas.

O trabalho conta, inclusive, com uma versão da propaganda com audiodescrição, para que pessoas com deficiência visual possam acompanhar a ação.

 Foto de uma mãe sentindo a reprodução do ultrassom

Não bastassem as dificuldades naturais das mães que têm deficiência visual, imagina o quão angustiante pode ser uma simples sessão de ultrassom sem poder ver os detalhes e a formação do bebê? Pensando nisso e com a ajuda da tecnologia, a marca HuggiesSite externo. transformou esse momento delicado em algo absolutamente emocionante.
Criada pela agência Mood, a campanha "Conhecendo Murilo" presta uma homenagem ao Dia das Mães e apresenta a nova linha de produtos Huggies "Primeiros 100 Dias".
No vídeo, a marca apresenta a história real de uma mãe com deficiência visual que toca seu filho pela primeira vez, ainda no momento do ultrassom. Por meio de uma impressora 3D, o rosto do bebê é reproduzido, permitindo que a mãe possa senti-lo e abraçá-lo.
Além do vídeo principal, a campanha traz ainda vídeos de outras mães com deficiência visual que puderam sentir seus filhos. O trabalho conta, inclusive, com uma versão da propaganda com audiodescrição, para que pessoas com deficiência visual possam acompanhar a ação.
Click AQUI para ver o vídeo.

A terceirização e a Lei de Cotas.

Por Carlos Aparício Clemente Coordenador do Espaço da Cidadania

                          Um ponto de interrogação formado por várias pessoas

A terceirização traz riscos à lei de cotas, às CIPAS, aos SESMTS, à aprendizagem profissional e à prevenção de acidentes de trabalho.

A Lei de Cotas que garante reserva de vagas aos trabalhadores com deficiência pode estar com os dias contados para perder seus efeitos, caso for aprovado no Senado o texto do PL 4330 aprovado na Câmara e que escancara a terceirização para qualquer atividade e em qualquer empresa.

E o cálculo é muito simples: atualmente a lei de cotas pode garantir emprego a 1,1 milhão de pessoas com deficiência, já computado o efeito da Lei Brasileira da Inclusão, relatada pela Deputada Federal Mara Gabrilli e aprovada na Câmara dos Deputados em 05/03/2015.

A própria Deputada Mara Gabrilli votou duas vezes contra o projeto da terceirização, no mês de abril quando ele entrou em pauta. Coerente com a defesa da lei de cotas ela viu no PL 4330 um “tiro no pé” dos direitos das pessoas com deficiência, que ficarão mais longe do mercado formal de trabalho.
Como a lei de cotas está baseada em reserva de vagas de acordo com a faixa de trabalhadores diretos das empresas, à medida que os serviços são terceirizados restringe-se a obrigatoriedade da reserva legal, prejudicando toda a coletividade trabalhadora.

Além do prejuízo à lei de cotas, o PL 4330 produz impactos negativos no funcionamento das Comissões Internas de Prevenção de Acidentes de Trabalho – CIPAS, no Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho – SESMTS, cujo dimensionamento estão calculados sobre o número de empregados diretos das empresas, agravando ainda mais os riscos de acidentes de trabalho e doenças profissionais nas empresas brasileiras.

O PL 4330 é tão ruim que provoca efeitos negativos até na formação profissional dos jovens brasileiros, porque como existe uma regra das empresas terem que propiciar aprendizagem profissional (5% a 15%) sobre os trabalhadores cujas profissões exigem formação prévia, na terceirização eles desaparecerão ou diminuirão, deixando as escolas do Sistema “S” (SENAI, SENAC, SENAR, SENAT, SESCOOP) esvaziadas e sem alunos que deveriam estar ali mantidas pelas empresas.

É preciso dizer também que a aprovação do PL 4330/2004 vai contra a Agenda do Trabalho Decente preconizada pela OIT (organização Internacional do Trabalho), a qual também foi aprovada pelo Congresso Nacional, para que o Brasil passasse a ser signatário.


Não é só a lei de cotas que está em risco com o PL 4330. A terceirização fragiliza a negociação coletiva, retira direitos, achata o poder aquisitivo dos trabalhadores e precariza as relações de trabalho.

Cabeleireiro cria salão móvel em van para atender pessoas com deficiência.

Salão de beleza delivery.

Jéssica Nascimento Do UOL, em Brasília



Após ouvir de um cliente cadeirante que era a sexta vez que tentava entrar em um salão de beleza, mas não conseguia --por causa da falta de acessibilidade--, o empresário José Valente, 44, decidiu criar um serviço itinerante para deficientes físicos, o Acessibilidade Cabeleireiro Delivery.
A van adaptada percorre todo o Distrito Federal e conta com equipamentos profissionais que podem ser encontrados em um estabelecimento comum, desde o lavatório até os acessórios. Essa infraestrutura, segundo ele, é o que diferencia seu negócio do serviço prestado por cabeleireiros que atendem nas casas informalmente. Corte, pintura e hidratação são alguns dos serviços oferecidos.
O investimento total foi de R$ 60 mil. Segundo José Valente, o faturamento triplicou em relação ao período em que trabalhava em um salão de beleza. "Atendo cerca de 30 clientes por mês, o que dá R$ 4.500. Não há concorrência, pois sou o único do DF que vai de van até a casa das pessoas para prestar o serviço", diz. No salão, ele faturava R$ 1.500. A van funciona há apenas nove meses.
O cabeleireiro diz que há uma relação de confiança entre ele e os clientes. "Atendo pessoas com diversas deficiências, algumas que não conseguem nem sair da cama. Corto, faço mexas nos cabelos e hidrato. Todo o serviço é feito com muito carinho. Muitas vezes, viro parte da família."
Cadeiras adaptadas, tesouras, secadores, produtos químicos e até um lavatório são levados na van. A água vem de um galão, que também é transportado. "Levamos também um aspirador para limpar os cabelos cortados que ficam no chão. Nossa missão é levar praticidade e conforto para os clientes", afirma. 

Serviço evita situações constrangedoras, diz cliente 

O estudante Leonardo Alencar, 27, é cadeirante há seis anos. Em uma brincadeira com amigos, ele pulou em uma piscina e bateu a cabeça no fundo, fraturando uma vértebra. Desde então, o jovem sofre dificuldades quando precisa ir até um salão de beleza para cortar o cabelo. Ele diz que não há rampas nos estabelecimentos da região.
"Quando tenho que ir sozinho, preciso da boa vontade das pessoas. A maior dificuldade é ter que sair da cadeira de rodas para sentar na do salão. É bem complicado, as pessoas não se preocupam com acessibilidade", diz o jovem.
Quando soube do serviço, Leonardo logo telefonou para Valente. "Achei a iniciativa maravilhosa, nunca tinha pensado nisso. Além de evitar situações constrangedoras, é bem mais confortável cortar e lavar o cabelo dentro da minha própria casa."

Empreendedores delivery devem investir mais em marketing

De acordo com o Sebrae (Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa), levar os serviços de beleza aos consumidores tem se mostrado um novo nicho de mercado. Pessoas com necessidades especiais, executivas, mães com crianças pequenas e idosos são clientes potenciais desses serviços e se mostram interessados na comodidade.
A coordenadora nacional do Sebrae Andrezza Torres, no entanto, ressalta que os empreendedores delivery devem se preocupar mais com a divulgação do serviço, pois, de maneira geral, não há um ponto de atendimento (loja) que facilita a atração de clientes espontâneos, que passam em frente ao local. 
Segundo a consultora, também é necessário cumprir e esclarecer aos clientes todas as normas de segurança seguidas. "Mesmo que o serviço seja realizado na casa ou trabalho do cliente, é necessário que se tenha uma base de operação onde os materiais serão esterilizados e higienizados." 

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Impressora 3D fabrica prótese de traqueia e salva a vida de três crianças.

Leisa Thompson/UMHS via Reuters

Kaiba, Garret e Ian tinham apenas 2 anos quando uma impressora 3D salvou suas vidas.


                  Prótese de traqueia cresce e se adapta ao corpo com o passar do tempo
        Prótese de traqueia cresce e se adapta ao corpo com o passar do tempo.


Os pequenos nasceram com uma rara e grave anomalia nas vias respiratórias. Para salvá-los, tiveram que abrir suas traqueias e lhes enfiar um tubo pelo qual podiam respirar graças a um ventilador mecânico. Três anos depois, os meninos já estão em casa. Tudo graças a uma tala impressa que cresceu com eles até que seus brônquios reduzidos fossem fortes o suficiente.
 
Com um programa de desenho por computador, a fabricação por impressão em camadas oferece a possibilidade de personalizar quase qualquer coisa, um aspecto que a torna muito interessante para a medicina. Mas com as crianças há um problema: elas crescem muito depressa. Para elas, são necessários objetos que possam mudar com o tempo e adaptar-se a seu crescimento. É a quarta dimensão, ou impressão em 4D.
 
Com esse enfoque, um grupo de especialistas americanos liderados pelo professor de otorrinolaringologia pediátrica da Universidade de Michigan Glenn Green esteve testando implantes com biomateriais feitos com uma impressora 3D. Escolheram um poliéster que se degrada com o passar do tempo. Os pesquisadores o testaram em ratos e porcos.
 
Green e seus colegas conseguiram que a Agência do Medicamento dos EUA autorizasse os testes em crianças. Elas haviam nascido com traqueobroncomalácia, uma anomalia que fecha os brônquios cada vez que respiram. Escolheram três cuja vida corria maior perigo. Fizeram-lhes uma traqueostomia -- a colocação de um tubo no pescoço para respirar com ventiladores artificiais.
 
"Mesmo assim, sofriam constantes episódios que exigiam manobras de ressuscitação", acrescenta Green, que, assim como seus colegas, quis investir seu dinheiro para comprovar a eficácia da impressão 4D para tratar crianças doentes.
 
Kaiba tinha só 3 meses quando lhe fizeram o implante. Como os outros dois, não saía da UTI desde que nasceu. O que os pesquisadores fizeram foi escanear sua traqueia para ter uma imagem em três dimensões do problema. Com essa informação, puderam desenhar a tala com as dimensões necessárias para seu caso.
 
A degradação do material usado ao longo do tempo é ideal para crianças com traqueobroncomalácia.
 
O risco desaparece na medida em que a criança cresce. A partir dos 3 anos, os brônquios recuperam a força e são capazes de fazer seu trabalho sozinhos. Assim, trata-se somente de aguentar esse tempo.
 
O problema é que, como explicam na revista "Science Translational Medicine", não há dados sobre o ritmo de crescimento dos brônquios em crianças de tão pouca idade. Por isso precisavam de um material que crescesse com elas. E é outra propriedade da tala que imprimiram. Preso com sutura às paredes externas de cada brônquio, o material seguiu a chamada lei quadrático-cúbica, adaptando sua forma e ampliando seu volume na medida em que as vias respiratórias cresciam.
 
Com três semanas de implante, Kaiba livrou-se do ventilador e pôde voltar para casa. Durante uma série de revisões, os médicos comprovaram que o poliéster primeiro crescia com os brônquios para depois ir desaparecendo. Hoje com 3 anos e meio, Kaiba superou a doença.
 
O desenho digital e a impressão em 4D de biomateriais é questão de dias. É o caso de Garret, que tinha apenas 16 meses quando recebeu o implante. Tinha os dois brônquios afetados, por isso precisou de duas talas. "Nós nos reunimos numa quarta-feira, modificamos o programa e criamos o desenho na quinta e imprimimos na sexta", explica o professor de engenharia biomédica da Universidade de Michigan e responsável pela criação do implante, Scott Hollister.
 
Com Kaiba tendo cumprido seu sonho de ver pessoalmente Mickey Mouse, com Garret, o caso mais complicado, que só precisa se ligar ao ventilador quando vai para a cama, ou mesmo com o pequeno Ian, que acaba de completar um ano após o implante, os pesquisadores acreditam que sua história pode ser só o princípio de algo maior.
 
Fontes: - El País / UOL - gestaodelogisticahospitalar.blogspot.com.br