sábado, 16 de maio de 2015

Cão encontrado na rua com paralisia ganha cadeira de rodas.

        
© Foto: Reprodução/facebook.com/robinhodolixoparaluxo O cãozinho batizado de Robinho ganhou uma cadeira de rodas feita sob medidas por alunos de Engenharia.

Há pouco mais de um mês, um casal de Gravataí, no Rio Grande do Sul, resolveu mudar por completo a vida de um cãozinho encontrado nas ruas da cidade. Com cerca de um mês de vida, o filhote foi visto às margens da rodovia RS-118 e resgatado pelo casal Andreia e Paulo, que além de dar todo o amor e carinho que os cães merecem, ainda lutaram para conquistar uma melhor qualidade de vida para o pet,que nasceu com paralisia nas patas traseiras e tinha dificuldade em se locomover. Na última semana, o casal ganhou uma cadeira de rodas feita sob medida para o cachorrinho - batizado de Robinho.

Cadeira de rodas foi doação de alunos de engenharia


Como sozinhos os tutores do pet não conseguiriam solucionar o problema, eles contaram com a ajuda de dois alunos de engenharia da PUC-RS. André Santos e Leonardo Posser construíram a cadeira de rodas e a doaram a Robinho. A motivação para o presente surgiu após a dupla ler uma matéria publicada no site "Diário Gaúcho", que contava a história do cãozinho. Como André é "pai" de um pet com a mesma deficiência, logo se sensibilizou e resolveu fazer uma surpresa para a família. 

Cãozinho já ganhou outros presentes


O presente foi entregue na nova casa de Robinho no final de abril e a vida do cãozinho não parou de mudar. Além de ganhar uma nova família, o pet agora também tem uma "irmã" de coração, uma cachorrinha vira-lata cega, que também foi encontrada nas ruas da cidade e adotada pelo casal. 

O sucesso do cão motivou o casal a criar também uma página no Facebook para contar a história inspiradora no endereço www.facebook.com/robinhodolixoparaluxo.
Com a fama, Robinho já ganhou presentes vindos de todo o país, além de ter sido apadrinhado pela veterinária Lívia Keunecke, que cuidará dele por toda a vida.


APLICATIVO AUXILIA CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA.

Programa tem como objetivo auxiliar a criança a partir da organização de suas atividades diárias, para que ela ganhe segurança e o máximo de autonomia possível. Professores, terapeutas e familiares têm acesso a relatórios e podem integrar atividades e informações, contribuindo para o desenvolvimento da criança em casa, na escola e em todas as atividades de reabilitação.

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Que a internet revolucionou a maneira como as pessoas se relacionam com a saúde não é novidade. Da precisão do diagnóstico ao acesso à informação, a tecnologia tem trazido mudanças significativas em diversos segmentos. Agora, desenvolvedores investem no segmento de saúde e bem-estar para propor programas cada vez mais inteligentes.
Um exemplo disso é a criança com deficiência. Segundo o censo de 2010, 7,5% das crianças brasileiras de 0 a 14 anos têm alguma deficiência. Com as ferramentas de acessibilidade disponíveis em tablets e celulares, o acesso a livros e outros programas ficou muito mais simples. Atentos à demanda, programadores começam a desenvolver softwares cada vez mais específicos.
Um bom exemplo é o aplicativo para iPads “Minha Rotina Especial”, lançado em abril na App Store, que tem como proposta organizar a rotina e usá-la como um estímulo para o aprendizado e o desenvolvimento da criança com deficiência. Os criadores, o empresário Paulo Zamboni e o terapeuta ocupacional Regis Nepomuceno, explicam que o programa foi desenvolvido considerando as principais demandas de crianças com autismo, síndromes ou déficits motores ou cognitivos O objetivo é oferecer não apenas a organização da rotina, mas estímulos para o desenvolvimento e integração de informações para facilitar a comunicação entre os diferentes profissionais, ou seja, um facilitador para a criança, seus familiares e equipe especializada.
A parceria entre o empresário e o terapeuta ocupacional revela um pouco da alma do aplicativo: a integração de saberes para promover o desenvolvimento de crianças com diferentes perfis. Paulo é empresário e especialista em aplicativos, tem um filho autista que adora tecnologia e conhece bem os desafios da rotina para uma criança que precisa se preparar para cada uma de suas atividades. Já Régis tem ampla experiência em orientação e consultoria na inclusão e estimulação cognitiva, para que tanto no ambiente escolar como em casa as crianças possam participar das tarefas com a maior autonomia possível e se integrar aos diversos ambientes.
Ambos conhecem os desafios dessa rotina especial: o planejamento para tantas atividades, a importância da personalização, a comunicação entre os profissionais que atendem a criança e, não menos importante, o fascínio que a tecnologia exerce e as opções de acessibilidade, para alcançar diferentes públicos.
O conhecimento da família sobre a execução das tarefas, aquilo que a criança mostra mais resistência ou dificuldade para fazer, os interesses e características são informações que nem sempre a escola e os profissionais de reabilitação conseguem acompanhar. Promover o trabalho conjunto e estimular o desenvolvimento da criança são alguns dos objetivos do programa. “Quanto mais as informações estiverem ao alcance de toda a equipe e quanto mais a criança participar dessa rotina, do planejamento à execução das tarefas, melhor será seu desenvolvimento, em todos os ambientes”, defende Régis.
“Se a criança já usa e gosta de um aparelho, nada melhor do que fazer dele um canal de aprendizagem, lúdico e estimulante e oferecer isso para o máximo de famílias, já que tanto a rotina como a integração da comunicação entre os profissionais é um desafio comum a tanta gente”, defende Paulo.
O programa é exclusivo em seu segmento, mas se une a outros que auxiliam deficientes visuais, que trazem informações de mobilidade, prontuários médicos e tantas outras informações de acessibilidade e saúde, em celulares, tablets e, agora até relógios. A cada dia mais, a saúde e as informações ficam ao alcance das mãos. Ou do pulso.

Para saber mais acesse: http://minharotina.com.br/

Quatro atletas brasileiros embarcam para a Itália para a Copa do Mundo de Esgrima em Cadeira de Rodas.

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Quatro atletas brasileiros embarcam na próxima semana para Pisa, Itália, para etapa da Copa do Mundo de Esgrima em Cadeira de Rodas. De 22 a 24 de maio, o brasileiros buscarão medalhas na importante competição internacional.
A Copa do Mundo em Pisa é um dos campeonatos que compõem o ranking da Associação Internacional de Esportes em Cadeira de Rodas (IWAS, sigla em inglês). O objetivo da comissão técnica é melhorar ainda mais a pontuação dos atletas brasileiros.
O grupo chega à Itália com a confiança em alta, depois de uma boa participação no Regional das Américas da modalidade, em Montreal, Canadá. Na ocasião, a delegação brasileira terminou a competição com nove medalhas no total, sendo cinco de ouro, uma de prata e três de bronze.
Confira a lista de convocados:
Atletas
Fábio Luis Damasceno
Jovane Silva Guissone
Sandro Colaço de Lima
Vanderson Luis da Silva Chaves

Comissão técnica
César Augusto Leiria da Silva – Chefe de missão
Eduardo de Vasconcelos Nunes – Técnico
Andrea Jacusiel Miranda – Médica
Henrique Vital Neto – Fisioterapeuta
Ricardo Ferrazzi Junior – Árbitro

Convênio – Ministério do Esporte
A participação brasileira na Copa do Mundo de Esgrima em Cadeira de Rodas, em Pisa (ITA), é custeada por um convênio entre o Ministério do Esporte e o Comitê Paralímpico Brasileiro.

Brasileira com síndrome de Down estrela em Miami peça de teatro escrita por ela própria.

“A Menina dos Meus Olhos” já foi encenada em NY e chega a Flórida para o Festival Internacional de Teatro Hispano em Miami.

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Tathiana Piancastelli que escreveu e atuou em peça teatral.

A vida da brasileira Tathiana Piancastelli, a Tathi, que tem síndrome de Down, vai muito além de uma história de superação. Tathi já atuou nos palcos de New York e agora chega com todo seu talento a Miami. Tathi foi inspiração para o cartunista Mauricio da Sousa, da Turma da Mônica, criar a personagem Tati, uma menina travessa e alegre e que tem a síndrome de Down. Hoje a jovem se orgulha de, aos 30 anos, depois de ter uma peça de teatro que escreveu e protagonizou encenada em New York apresentá-la em Miami durante o 30º Festival Internacional de Teatro Hispano em Miami – o FIFH que acontece de 17 a 19 de julho.
“Menina dos Meus Olhos” ou “Apple of My Eyes” conta a história de Bela, uma adolescente em busca do amor e da aceitação social. Com elenco de dez atores e direção da brasileira Debora Balardini, a peça retrata a luta contra o preconceito e fala de amor, “é um romance e a protagonista Tathiana Piancastelli é a artista presente, adulta, madura e preparada para enfrentar seus próprios demônios e deuses em cena usando seu trabalho como veículo”, explica a descrição da peça. A peça esteve em cartaz em New York com casa lotada em todas as apresentações em 2013.
O pai de Tathi, Fernando Heiderich, de 55 anos, conta que Tathi sempre foi criada como uma criança como qualquer outra. “Temos outras duas filhas e a Tathi sempre teve uma vida normal, estudando e fazendo todas as atividades. Ela sempre gostou de teatro, fez teatro em São Paulo e aqui em Miami também. Um dia disse que queria escrever uma peça, se debruçou sobre o roteiro e passou quase três meses escrevendo”, contou. “Tati sempre nos surpreendeu por não ter limites. Criamos todas da mesma forma, com autoestima, com autoconfiança. Ela é muito guerreira e ainda mais especial”. Em entrevista à Folha de S.Paulo, na época da peça, Tathi questionou: “Era meu sonho. Por que não poderia realizá-lo?”.
Fernando conta que quando a peça estava pronta mostrou para a brasileira diretora de teatro em NY Debora Balardini que se encantou com o texto e decidiu produzi-lo por meio da companhia de teatro Nettles Artists Collective. O resultado foi uma peça de sucesso pela primeira vez escrita por uma jovem com síndrome de Down. Os ensaios para a estreia em Miami em julho já começaram.
“A peça é muito linda, porque a Tathi escreve com o coração, sem filtro. Ficamos muito felizes por ela ter sido montada e apresentada em New York e agora por estreiar em Miami num festival tão importante. Para nós, como pais da Tathi, uma menina tão especial, é motivo de muito orgulho e emoção”, disse.
Fernando e a família se mudaram há três meses para Miami. Eles viveram dois anos em New York e, antes, também moraram na Holanda. Heiderich é funcionário aposentado de uma multinacional e veio para Miami curtir a aposentadoria precoce. Ele que é casado com Patrícia e tem outras duas filhas. Ele e sua esposa ajudaram a criar a ONG “Ser diferente é normal” que tem o apoio da Rede Globo.
O site oficial do Festival Internacional de Teatro Hispano em Miami será lançado em breve. Outras informações sobre Tathiana no site http://tathianapiancastelli.com ou pelo Facebook Tathiana Piancastelli.
Fontes: acheiusa.com - pessoascomdeficiencia.com.br

Programas permitem que cegos naveguem na internet.

Curso oferecido pela Adore capacita profissionais de Orleans, Braço do Norte e Pedras Grandes que trabalham com deficientes visuais.

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Professores que trabalham diretamente com alunos deficientes visuais iniciaram nesta quinta-feira um curso de informática de programa de voz. Oferecido pela Associação de Deficientes de Orleans e Região (Adore), o projeto contempla profissionais de Orleans, Braço do Norte e Pedras Grandes.
O objetivo, segundo o responsável pelas aulas e vice-presidente da entidade, Airton Galvão, é repassar informações sobre os softwares dosvox, jaws e nvda que permite m que o cego leia, escreva e navegue na internet. “Além de conhecimento próprio, através dessas aulas os professores são preparados para transmitir o aprendizado aos seus alunos dentro do ensino regular”, ressalta Galvão.
A professora Alcionir Farias trabalha em salas multifuncionais de Braço do Norte e atende 28 alunos. Em cinco anos trabalhando com crianças especiais, ela está sempre em busca de conhecimento. “Além deste curso, iniciei ainda nesse ano o curso de Braille, tudo isso para contribuir na vida dos meus alunos”, conta.
No primeiro momento as aulas serão ministradas apenas para os professores, mas futuramente pretende-se dar oportunidade para os próprios deficientes visuais. O período do curso ainda segundo Galvão é indeterminado, pois será de acordo com o rendimento de cada um. Esta é uma parceria da Adore e Núcleo de Apoio Pedagógico e Produção Braille (Nappb) e, conta ainda com a participação do Rotary Club de Orleans que doou um computador à entidade para que as aulas pudessem ser realizadas.
Colaboração: Assessoria de Imprensa Adore
Fontes: engeplus.com.br - pessoascomdeficiencia.com.br

Cadeirantes ficam sem transporte público gratuito por falta de atestado.

Deficientes físicos tentam renovação do benefício, mas não conseguem. Segundo a prefeitura, os postos da cidade estão atendendo a população.

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A falta de atendimento médico nos postos de saúde em Itapetininga (SP) tem prejudicado alguns deficientes físicos da cidade. Segundo os cadeirantes, sem o atestado, a carteira que comprova a limitação física não pode ser renovada para que eles tenham direito ao transporte público gratuito. A prefeitura enviou nota nesta manhã de quinta-feira (14) e se limitou a dizer que a unidade da Vila Santana e da Vila Mazzei atendem de segunda à sexta-feira, das 7h às 16h.

“Já me transferiram para diversos postos e em nenhum fui atendida”, afirma a dona de casa Marina da Conceição Ferreira, depois de buscar por atendimento há mais de nove meses.
No entanto, com a presença da reportagem da TV TEM, a moradora conseguiu ser atendida no posto de saúde da Vila Mazzei. “Finalmente, graças a Deus deu certo.”
Com o vencimento da carteira marcado para a próxima segunda-feira (18), a cuidadora Sueli Aparecida de Almeida conta que busca ajuda há muito tempo e teme quando houver a expiração. “Não tenho como conseguir o laudo porque não há médicos nos postos.”
Segundo a cuidadora, a situação demonstra falta de respeito por parte dos órgãos responsáveis. “Me sinto abandonada, isso é um descaso”, completa.
Fontes: g1.globo.com - pessoascomdeficiencia.com.br

Apenas 357 mil das 45 milhões de pessoas com deficiência têm trabalho formal no Brasil.

Setor de serviços e indústria de transformação são os maiores empregadores desse tipo de mão de obra.


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            Edson do Rosário e Gabrielle Carvalho


Num mercado de trabalho tão competitivo como o dos dias atuais, conseguir uma colocação não é fácil. Além do Ensino Superior, o conhecimento de outros idiomas é essencial. Para realizar o sonho de fazer o que gosta, Gabrielle Silva Carvalho, de 33 anos, que nasceu com paralisia cerebral, correu atrás de seus objetivos. Deixou a casa da família em Jandira, na Grande São Paulo, e morou no campus universitário de uma das maiores instituições de ensino do país para concluir os estudos. Hoje é formada em biblioteconomia pela USP e trabalha no Memorial da Inclusão, na Barra Funda, Zona Oeste da capital paulista. ‘Mesmo com as dificuldades, é preciso viver e aproveitar a vida, não utilizando a deficiência como desculpa.’
O otimismo de Gabrielle é exceção entre as pessoas com algum tipo de deficiência. O Brasil tem 45 milhões de pessoas com alguma restrição, mas apenas 357 mil trabalham formalmente. O setor de serviços e a indústria de transformação são os maiores empregadores desse tipo de mão de obra.
Para Gabrielle, a maioria das empresas ainda olha para a deficiência de cada um e não para a qualificação profissional na hora de contratar um funcionário. ‘Muita empresas só querem preencher as vagas.’
No Brasil, a Lei de Cotas para Deficientes prevê que toda empresa com cem ou mais funcionários deve destinar de 2% a 5% dos postos de trabalho a pessoas com alguma deficiência. Na Zona Sul de São Paulo, uma ONG luta para que a norma seja cumprida. Fomos conhecer em Santo Amaro, o Nurap (Aprendizagem Profissional e Assistência Social). Há mais de 27 anos, são oferecidos cursos de capacitação. A entidade funciona como uma ponte entre essas pessoas e as empresas. A gerente de inclusão, Rosemeire Andrade, ressalta que o mercado de trabalho é ainda mais difícil para quem tem alguma restrição. ‘Ainda falta muito. As empresas querem apenas cumprir a Lei de Cotas.’
De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, os homens ocupam 65% das vagas destinadas a pessoas com alguma deficiência, enquanto as mulheres preenchem o restante. Os dados de Instrução do governo federal revelam que o Ensino Médio completo concentra o maior número de vínculos empregatícios.
O revisor de livros em braile Edson Pereira do Rosário, de 35 anos, perdeu totalmente a visão aos 12, depois de sofrer complicações com a retina do olho direito e desenvolver glaucoma. De origem humilde, ele serviu de exemplo para a família ao fazer o magistério no ensino médio e concluir a faculdade de pedagogia.
A superação de Edson é percebida em cada passo que ele avança diariamente. Agora, faz planos para iniciar uma especialização em educação especial e fazer um curso de inglês ou espanhol.
Mas, seguir exemplos como os de Edson, deficiente visual, e de Gabriele, que é cadeirante, não é fácil. A instrutora de orientação e mobilidade do Instituto Dorina Nowill para cegos, Carolina Canavezzi, enfatiza a necessidade dessas pessoas assumirem suas limitações para lutarem por seus direitos.
Um levantamento da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência mostrou que, no estado de São Paulo, os crimes contra a liberdade individual, como ameaças e constrangimento ilegal, são os mais comuns. Desde junho do ano passado, uma delegacia especializada atende esse público, sendo que até abril foram registrados 11 mil casos de violência. A unidade está localizada na Rua Brigadeiro Tobias, número 527, no Centro da capital paulista. De acordo com o secretário adjunto Cid Torquato, o local oferece atendimento especializado para atender a demanda. ‘A ideia é que essa delegacia sirva de exemplo para as demais.’
Atualmente, se uma pessoa precisa da elaboração de um boletim de ocorrência em braile ou de um intérprete da Língua Brasileira de Sinais, conhecida por Libras, as delegacias do estado de São Paulo podem solicitar um profissional na Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência.
Fontes: cbn.globoradio.globo.com - pessoascomdeficiencia.com.br

Câmara aprova emenda à MP 664 que derruba fator previdenciário.

Imagem Internet/Ilustrativa


Brasília – Em uma mudança radical da votação da Medida Provisória 664, os deputados aprovaram, na noite de ontem (13), três emendas que alteram o teor da matéria e já são consideradas a primeira derrota real do governo em relação ao ajuste fiscal. A principal muda as regras do polêmico fator previdenciário (cálculo feito atualmente para concessão de aposentadorias) e dá alternativa ao trabalhador para aplicar a chamada regra 85/95 – que permite aposentadoria integral em vez do fator. A aprovação desta emenda teve 232 votos favoráveis e 210 contrários.
A segunda emenda aprovada, por sua vez, retira do texto o item que repassa para as empresas a responsabilidade de bancar o valor integral do auxílio-doença dos seus trabalhadores. A terceira regulamenta a pensão por morte para pessoas com deficiência.
Com a aprovação das emendas, o prosseguimento da apreciação da MP 664, a partir de hoje, passa a ter um tom diferente em relação ao observado durante a apreciação da MP 665, na última semana, quando os deputados mantiveram o texto original e não aprovaram emendas propostas à matéria. No caso da MP 664, a medida corre o risco de ter o texto bastante fatiado até sua tramitação final no Congresso.
A 664, que integra as matérias legislativas referentes ao pacote de ajuste fiscal do governo, altera as regras de pensão por morte e auxílio doença, impondo carências e tempo de recebimento conforme a faixa de idade do beneficiário (enquanto a 665, atualmente no Senado, altera regras referentes a seguro-desemprego e abono salarial).
Larga margem
Pouco tempo antes da votação da emenda sobre o fator previdenciário, o governo tinha comemorado a aprovação do texto base da MP 664 com uma larga margem de votos. A regra 85/95, que com a emenda poderá ser usada em substituição ao fator previdenciário, prevê que a mulher poderá se aposentar quando a soma de sua idade aos 30 anos de contribuição for de 85 e, no caso do homem, a soma da idade a 35 anos de contribuição somar 95.
Por essa regra, a aposentadoria passa a ser integral em relação ao salário de contribuição, sendo que, para os professores, haverá diminuição de 10 anos nesses totais.
O fator previdenciário, criado no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, reduz o valor do benefício de quem se aposenta por tempo de contribuição antes de atingir 65 anos, nos casos de homens, ou 60, para as mulheres (o tempo mínimo de contribuição para aposentadoria é de 35 anos para homens e de 30 para mulheres).
A medida foi considerada, na época, uma alternativa para ajudar a conter o déficit da Previdência Social e equilibrar as contas públicas, mas ao longo dos anos tem sido criticada por centrais sindicais.
A votação de ontem, no entanto, contou com uma situação inusitada, por ter tido, como os maiores defensores do fim do fator os deputados do PSDB – partido que criou esse instrumento – e mesmo em meio a declarações feitas por FHC de defesa do ajuste fiscal e do fator previdenciário.
“Eles estão mostrando o quanto são oportunistas e não ligam para os trabalhadores nem para as contas da previdência. O que está valendo para esse pessoal que está aqui é apenas derrotar o governo e fazer um discurso demagógico”, reclamou do plenário o líder do PSC, deputado Sílvio Costa (PE), em relação aos oposicionistas. Mas a aprovação da emenda contou, também, com votos da base aliada.
Antes da votação, o líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), pediu aos partidos da base para seguir o compromisso assumido, por meio de negociações com o vice-presidente Michel Temer, de deixar o assunto para ser tratado em 180 dias por meio do fórum multissetorial criado no início de maio – e que reúne representantes das centrais sindicais, Executivo e Legislativo.
Horas antes, Guimarães também tinha ponderado aos colegas que votar medidas semelhantes seria o mesmo que “ajudar a Previdência a quebrar em poucos anos”.
Já o autor da emenda, deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) defendeu seu teor por significar um avanço para o fim do fator. “O fator previdenciário reduz em 40% a aposentadoria dos trabalhadores e tem de acabar porque é uma grande injustiça”, afirmou. A aprovação da emenda teve 232 votos favoráveis e 210 contrários, com duas abstenções.
Auxílio-doença
A segunda emenda, retirou do texto da MP o item que determina que o pagamento do auxílio-doença deverá ser bancado pelas empresas durante 30 dias. Pelas regras de hoje, este pagamento é dividido com o governo que paga os primeiros 15 dias, deixando os demais 15 dias para as empresas. Muitos deputados enfatizaram que, mudar a regra, significaria “colocar os trabalhadores totalmente nas mãos dos empresários nos casos de doença”. A emenda foi aprovada por 229 votos favoráveis contra 220 contrários.
“Algumas microempresas não suportariam essa mudança e entrariam em processo falimentar”, disse o deputado Edmilson Rodrigues (Psol-PA). “É uma falácia o governo dizer que quem quer diminuir o tempo de auxílio-doença pela empresa defende a empresa contra o trabalhador”, acrescentou Edmar Arruda (PSC-PR).
José Guimarães (PT-CE), afirmou que a Medida Provisória do Imposto de Renda (670/15) trará uma mudança para o pagamento do auxílio-doença para a pequena e média empresa. Essas empresas terão de arcar com 20 dias do auxílio-doença em relação aos 30 dias que estavam previstos na MP 664/14. “Nenhum pequeno e médio empresário do Brasil, por essa medida, será prejudicado”, explicou.
Com o resultado, o plenário da Câmara prossegue nesta quinta-feira (14) a votação das 12 emendas que faltam em clima de expectativa e o governo, em estado de alerta. Porque já se sabe que, desta vez, a votação das emendas está sendo um páreo duro entre os que apoiam e os que criticam o ajuste fiscal – e porque muitos deputados que se posicionaram favoráveis ao teor da medida, já mostraram que a apoiam, mas não integralmente.
Fontes: redebrasilatual.com.br - pessoascomdeficiencia.com.br - Imagem Internet/Ilustrativa

Site disponibiliza mais de 300 audiolivros de graça.

Projeto Livro Falado é voltado para pessoas com deficiência visual.

Foto de três capas de livros disponíveis no acervo

Projeto Livro FaladoSite externo. tem em seu acervo mais de 300 audiolivros, com obras de grandes autores nacionais e internacionais. O site é voltado para pessoas com deficiência visual.
Títulos como “O Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry; “Laços de Família”, de Clarice Lispector; e “Morte e Vida Severina”, de João Cabral de Melo Neto, estão na seleção.
Para ouvir as histórias, basta fazer um cadastro simples e depois clicar no livro desejado. Clique AQUI e conheça!

“Universidade diz: aqui não é pra você”,conta cega que concluiu mestrado.

Segundo o IBGE, 22,5% da população estadual possui cegueira ou baixa visão.

Edição: Nayara Felizardo - Por: Paloma Vieira (estagiária)

O Piauí é um dos estados com o maior número de pessoas com deficiência visual. Segundo os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 22,5% da população estadual possui cegueira ou baixa visão. Receber educação com métodos apropriados e uma escola adaptada é um desafio para quem não quer se dar por vencido diante de uma limitação física.
Fotos: Ascom/Ufpi e Uespi














A dificuldade de ensino para pessoas com deficiência está em todos os níveis, seja em escolas públicas, particulares, faculdades ou universidades. Desde os 10 anos de idade, Rogéria Rodrigues começou a perder a visão e, a partir dessa mudança, teve que modificar as técnicas de estudo e investir na própria educação. Conseguiu se tornar a primeira pessoa com deficiência a concluir um mestrado no Piauí.
Rogéria conta que concluiu a graduação na UFPI e, a partir daí, se voltou para a área de pesquisa. “Nos primeiros períodos que entrei na universidade, me ofereceram um monitor para auxiliar na aprendizagem, mas ele quase não dava conta. Diante disso, eu comecei a investir na minha própria inclusão, comecei a adquirir tecnologias, pagava pessoas para ler para mim e assim consegui concluir todas as etapas”, relata Rogéria Rodrigues.
Agora ela é mestre em educação inclusiva, professora da rede municipal e também leciona em uma faculdade de Teresina. A deficiência visual não impediu Rogéria de alcançar seus objetivos. “Eu fazia da educação um apoio para enfrentar a cegueira. Ao contrário da regra, eu não me atrasei nos estudos”, comenta a professora que deseja cursar um doutorado.
Durante a graduação, Rogéria enfrentou muitas dificuldades e até preconceito por parte de professores. “O que se vê na Universidade é um silêncio e uma ausência que transmite uma mensagem: ‘Aqui não é pra você’. É isso que fica no ar. Em algumas disciplinas, o professor nunca falou comigo e eu deixei de assistir aula. No final do período eu estava aprovada. Era uma maneira dele se assegurar, porque ele sabia que estava cometendo preconceito”, comenta a professora Rogéria.
Acep transcreve atividades escolas para braille
Os alunos das escolas públicas e particulares da capital contam com o apoio da Associação dos Cegos de Teresina (ACEP) para transcrever as atividades da escola regular para braille e ter aulas de reforço.  O estudante Adris de Araújo conta que a falta de material adequado atrasa o conhecimento. “Ficamos dependendo de colegas, que copiam para mim. Também uso gravador. Venho à associação todos os dias para poder acompanhar o conteúdo dado na escola regular. Aqui, sim, a gente tem um acompanhamento direito e eu consigo acompanhar”, complementa o estudante do 2º ano de uma escola particular.
Fotos: Marcela Pachêco/ODIA
O mesmo acontece nas escolas públicas. “É muito difícil porque não tem como aprender no mesmo nível que os outros. Eu vou para a ACEP para ter aulas específicas e adequadas”, conta José Luís (foto abaixo), estudante da rede municipal.
Mesmo com projetos e auxílios para ajudar os estudantes com deficiência, os métodos ainda são ineficientes para eles que, muitas vezes, são prejudicadas devido à falta de estrutura física e literária. “Não importa se é pública ou privada, as escolas não atendem às necessidades dos deficientes visuais”, comenta Adris, que deseja entrar na universidade e cursar Direito, embora saiba que as dificuldades devem permanecer no ensino superior.
Ensino técnico de Rádio para deficientes visuais
Teresina é contemplada com um ensino técnico para deficientes visuais que buscam se especializar no ramo de Rádio. No projeto Um Olhar para a Cidadania os alunos que possuem cegueira ou baixa visão estudam técnicas de fala, descrição, toque e ocupação espacial.
Foto: Comradio










O Projeto começou a ser executado em 2010 e hoje conta com mais de 42 pessoas com deficiência visual formadas no Curso Técnico de Rádio. “O nosso curso é reconhecido pelo Ministério da Educação e também pelo do Trabalho. Além da técnica de rádio nós buscamos debater sobre os direitos das pessoas com deficiência, através do teatro e outras atividades”, relata o coordenador do projeto, Jessé Barbosa.
Para participar, os interessados precisam ter concluído o ensino médio. O contato para mais informações é 3221 0775.
Encontro vai reunir mulheres com deficiência visual
Entre os dias 29 e 31 de maio, o instituto Comradio realiza o 1º Encontro Brasileiro de Mulheres com Deficiência Visual, em parceria com o Oi Futuro. O evento vai discutir e propor alternativas sobre temas relevantes ao universo de mulheres cegas.
A proposta surgiu em um grupo do Whatsapp e ganhou espaço entre a comunidade. “Quando demos conta já tínhamos mulheres de todo o Brasil e do exterior participando do grupo. O entusiasmo foi tanto que resolvemos formalizar um encontro presencial para nos aproximarmos, e assim conhecermos melhor cada uma. Em tempo algum aconteceu uma inciativa como esta, onde forças se unem para tratar de assuntos relacionados à questão de gênero e acessibilidade”, conta Denise Santos, coordenadora do encontro.
As inscrições para o evento seguem até o dia 15 de maio.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Mulher sente "barriga vibrar" e descobre celular dentro dela.

Médico esqueceu celular dentro de paciente e mulher só percebeu quando sentiu a barriga vibrar.

  
 Jordaniana disse que houve erro médico durante cesariana

A jordaniana Hanan Mahmoud Abdul Karim, de 36 anos, afirma que um médico esqueceu o aparelho celular dentro dela após a realização de uma cesárea. Ela fez a operação no dia 24 de abril deste ano e, pouco tempo após o nascimento do filho, sentiu a barriga vibrar. As informações são do site DailyMail.
 
A mãe de HananMajeda Abdul Hamid, contou à mídia local que Hanan teve uma menina de quase 5 kg e estava muito bem, por isso foi mandada para casa. Pouco tempo depois de chegar em casa, a mulher percebeu que sua barriga estava vibrando e sentia muitas dores.
 
Minha filha não conseguia nem se mexer de tanta dor!
 
Hanan voltou ao hospital e um exame de raio-x apontou que havia um objeto estranho em seu abdômen. De acordo com a mulher, o hospital atuou rápido para retirar o celular de sua barriga.
 
O porta voz do Ministério da saúde da Jordânia, Hatem Al Azrae , alegou que a história não tem comprovação, mas que o ministério vai acompanhar o caso.


Jovem deficiente supera paralisia cerebral e passa no concurso da ANTT.

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Contrariando o diagnóstico de paralisia cerebral que comprometeu a fala e o movimento dos braços e pernas desde o nascimento, Carlos Henrique Silva ultrapassou as expectativas e hoje é o mais novo técnico administrativo da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT). Sem danos cognitivos, aos 23 anos ele foi aprovado no último concurso da autarquia dentro da cota para deficientes.
Apesar de pertencer a uma família humilde, em que sete irmãos dependiam de um salário mínimo para viver, Carlos não desanimou e estudou sempre. Após terminar o Ensino Médio aos 17 anos, ele passou a conciliar o curso tecnólogo de gestão ambiental e os estudos para concurso público. “Eu tinha conseguido a minha primeira aprovação no TRT da 10ª Região – onde ainda estou no cadastro reserva, mas sem expectativa de ser convocado -, além de ter feito outras provas e quase ter passado. Foi quando saiu o edital da ANTT e vi que dominava o conteúdo da prova. Restavam apenas três semanas para aprender as matérias específicas, e, para completar o edital, gastei seis horas por dia estudando videoaulas”, calcula.
Carlos conta que a prova para deficientes é igual à aplicada aos demais candidatos, com o diferencial de que para ele os testes são sempre orais. “Faço concurso desde os 17 anos, e no começo ficava acanhado de falar em frente a duas ou até cinco pessoas estranhas, principalmente quando tinha redação. Mas, com o tempo, percebi que os próprios aplicadores ficavam às vezes mais nervosos que eu. Foi aí que entendi que transmitir segurança e quebrar o gelo puxando algum assunto variado faz com que os testes sejam mais tranquilos. Foi uma grande experiência, pois aprendi que somos nós que ditamos o ritmo da situação”, constata o servidor, que solicitou o trabalho de um transcritor de gabarito e um ledor de prova para passar na ANTT.
Apesar da confiança, ele afirma que existe preconceito com quem utiliza o sistema de cotas, pois muitos pensam que o concurso é mais fácil. “Tanto na lista geral como nas cotas, os concursos estão cada vez mais concorridos. O problema é que a caminhada para o deficiente é muito mais árdua, desde a inclusão na escola regular até a utilização do transporte público. Os desafios estão em todas etapas, por toda cidade. A cota serve para minimizar essa desigualdade”, acredita. Apesar da aprovação, ele teve que esperar a convocação de 20 candidatos da lista geral para ser nomeado, como estabelece o edital do concurso.
Porém, Carlos garante que a discriminação só existe da porta para fora da ANTT. “Sempre tive a sensação de que é muito mais fácil um deficiente sofrer preconceito na rua, do que quando usa um crachá de servidor público. Infelizmente isso acontece, depois de passar em um concurso a galera tem mais respeito. Por isso eu não esperava ser tão bem recepcionado. Mas em pouco tempo de convívio, tanto eu quanto o pessoal do meu setor entendemos que essa diferença existe para somar e que todos sairíamos ganhando. Estou muito à vontade”, comemora.
A chegada de um deficiente físico também foi uma novidade para os colegas de trabalho. Segundo Cleber Dias, chefe do setor, a primeira reação foi bastante positiva, pois os servidores já demonstraram preocupação em identificar as necessidades dele para antecipar as providências. “Hoje, ele pode contar com o apoio de todos, inclusive para eventuais deslocamentos dentro do prédio. No mais, ele tem contribuído para execução das atividades da área de capacitações dos servidores com muita disposição e compromisso, é mesmo um exemplo de dedicação para todos”.
O trabalho de Carlos é feito basicamente no computador, máquina que já estava acostumado a manusear. Mas, de acordo com a terapeuta ocupacional Luciana Rodrigues, após uma avaliação completa foi necessário fazer alguns ajustes – como a criação de atalhos para facilitar a digitação, além de adaptações estruturais, como uma modificação na porta da sala e o reposicionamento da saboneteira no banheiro. “O objetivo é fazer com que ele se sinta independente para circular quando quiser no ambiente de trabalho, como qualquer servidor. O Carlos me comoveu pela força de vontade, de empenho em estudar, que não é comum. E ele tem potencial de reabilitação, com ajuda pode melhorar os movimentos e a fala”, avalia a profissional.
Ajuda
Para chegar ao trabalho, Carlos precisa acordar às quatro horas da manhã todos os dias. Morador de Brazlândia, cidade a cerca de 50 km da capital, ele depende do transporte público para ir e voltar do Setor de Clubes Sul, onde fica a autarquia. Dessa maneira, pega quatro ônibus e leva aproximadamente quatro horas por dia nesse deslocamento. O trajeto já é complicado para quem consegue andar com as próprias pernas, mas Carlos, além de deficiente físico, também não tem cadeira elétrica.
Para tentar resolver o problema, ele já encaminhou pedido do aparelho a Secretaria de Saúde do DF, mas existe uma lista de espera de mais ou menos seis meses e, até lá, aceita doações.
A guardiã do servidor é dona Letícia, mãe de Carlos, que conduz a cadeira de rodas todos os dias. Quando começa o expediente, ela aguarda do lado de fora da sala durante quatro horas até ele ser dispensado – o horário de Carlos é reduzido devido à deficiência. Mulher de poucas palavras, ele diz que ficou muito feliz com a aprovação do filho, “um orgulho só”.
Para além dos obstáculos físicos, Carlos não desanima e também luta contra o estereótipo de comodidade do funcionalismo público. “Eu vi no concurso público algo que adoro, ser responsável pelo meu futuro. Depois da escola, eu sabia que teria que continuar vencendo desafios, continuar estudando. Isso sem dúvida me ajudaria a crescer, em todos os sentidos. Quando eu soube da aprovação, poderia escolher descansar, mas vou deixar para quando passar em um concurso de nível superior. A meta agora é o Senado Federal”.
Fontes: Correio Braziliense - pessoascomdeficiencia.com.br

Aprovada emenda que prevê regras de pensão por morte para deficientes.

Da Agência Câmara

     Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
     Imagem aérea do plenário, onde se vê os deputados

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou emenda à Medida Provisória 664/14 que remete a um regulamento a disciplina dos casos em que a pessoa com deficiência intelectual, mental ou grave poderá usufruir da pensão por morte mesmo se trabalhar. A iniciativa da emenda foi dos deputados Sibá Machado (PT-AC) e Mara Gabrilli (PSDB-SP).

Gabrilli agradeceu a sensibilidade do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, em ajudar as pessoas com deficiência. “Agora nos ajudou a corrigir o texto, que ia fazer com que as pessoas com deficiência intelectual saíssem do mercado de trabalho”, afirmou.

“Nós construímos uma solução, e o Plenário acatou. Deputada Mara, estejamos sempre juntas em defesa dos acordos internacionais pelas pessoas com deficiência”, disse a deputada Maria do Rosário (PT-RS), que ressaltou a atuação dos líderes do governo e do PT para conseguir o acordo.

Auxílio-doença
Os deputados já aprovaram o texto-base da MP, na forma do relatório do deputado Carlos Zarattini (PT-SP). A medida muda as regras de pensão por morte, impondo carências e tempo de recebimento conforme a faixa de idade do beneficiário.


Está em análise, no momento, destaque do PPS que pretende excluir do texto a mudança no cálculo do valor do auxílio-doença, que, em vez do último salário, passa a ser a média dos últimos 12 salários de contribuição.

Piso tátil que leva a muro e desnível das calçadas atrapalham pessoas cegas em SP.

A CBN acompanhou as condições de acesso das pessoas com deficiência pelas ruas da capital paulista.

                             Foto de duas pessoas que fizeram parte da reportagem

Calçadas quebradas e cheias de buracos. Árvores, postes e sacos de lixo no meio do caminho. Os desafios são inúmeros para os pedestres. No caso da Carina Silva Souza, de 23 anos, as barreiras são ainda maiores. Há apenas um ano, ela utiliza uma bengala para se orientar. A estudante nasceu prematura e com baixa visão. Atualmente, só consegue distinguir quando é dia ou noite.

A reportagem da CBN caminhou com a Carina no bairro Vila Clementino, na região da Vila Mariana, na Zona Sul de São PauloSite externo., por ruas pouco conhecidas por ela. Depois, foi feito o mesmo trajeto com Edson Pereira do Rosário, de 35 anos. O revisor de livros em braile, que já possui mais familiaridade com a bengala, também encontrou dificuldades. ‘Um bueiro aberto, um orelhão e uma entrada de estacionamento deixam a gente atento’, diz.

Na cidade de São Paulo, os responsáveis por imóveis, edificados ou não, são obrigados a executar, manter e conservar os respectivos passeios. A multa para quem está com a calçada danificada ou irregular é de R$ 300 por metro linear. O prazo para adequações é de 60 dias e em caso de não cumprimento da lei, o proprietário recebe novas sanções.
Porém, algumas rotas são definidas pelo Plano Emergencial de Calçadas. É o caso das avenidas Paulista e Brigadeiro Faria Lima. As duas vias são consideradas referência em acessibilidade. Praticamente toda a travessia tem rampa para cadeirantes e piso tátil para pessoas com deficiência.
Encontramos no centro financeiro da cidade Gabrielle Silva Carvalho, formada em biblioteconomia pela USP. Aos 33 anos de idade, ela sempre usou cadeira de rodas para se locomover. ‘Aqui encontramos buraco, não basta ter a rampa, porque elas possuem desníveis’, relata.
Seguindo pela Avenida Paulista no cruzamento com a Rua Augusta, Gabriele sofreu um pequeno contratempo. Uma rampa íngreme a obriga a fazer uma manobra arriscada com a cadeira de rodas.
Apesar do piso plano e das calçadas espaçosas em relação à maioria dos passeios para pedestres, a Avenida Paulista tem outros problemas de acessibilidade que só conhece quem possui alguma limitação. Leonardo Gleison Ferreira, de 27 anos, se orienta de acordo com o piso tátil, mas enfrente problemas pelo fato dele não fazer a conexão com a maioria das estações de Metrô.
O consultor em tecnologia assistiva no Instituto Laramara, Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual, indicou algumas falhas: o piso podotátil praticamente só leva de uma ponta para outra da Avenida Paulista, mas não faz indicações importantes como pontos de ônibus e entradas de estações.
Convidamos Leonardo para uma caminhada na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em Pinheiros, Zona Oeste de São Paulo. Em mais uma via, considerada de alto padrão de acessibilidade, ele nos apresentou erros na calçada.
O mais grave ocorre no cruzamento com a Avenida Eusébio Matoso. A pessoa com deficiência visual é direcionada para uma mureta, em vez de ser conduzida para a rampa de acesso ao semáforo. ‘Esse tipo de erro pode levar alguém a cair’.
Mais uma dificuldade para quem tem algum tipo de deficiência visual foi encontrada na saída da Estação Faria Lima. Seguindo pelo Largo da Batata, não há piso tátil. Em nota, a Subprefeitura de Pinheiros informou que o piso tátil que leva a mureta guia esta de acordo com a norma de acessibilidade.
Em relação à Avenida Paulista, a Subprefeitura da Sé reconheceu os problemas, já que a última reforma das calçadas da avenida foi executada há oito anos e que, em função da demanda gerada ao longo deste período, está em andamento um novo projeto.
Um dos maiores desafios para quem tem mobilidade reduzida é atravessar as ruas. A cidade de São Paulo tem atualmente 6.203 cruzamentos semafóricos, porém apenas 14 equipamentos são sonoros, o que representa 0,22% do total. Os dispositivos ajudam orientar pessoas com deficiência visual.
Leonardo Gleison me acompanhou em um desses pontos, na Rua Conselheiro Brotero. ‘Se tivessem mais deles, facilitaria a nossa vida’, afirma. Mas, nem todos compartilham a mesma opinião. A estudante Carina Silva Souza, por exemplo, que utiliza uma bengala para se orientar há um ano, não se sente segura. ‘É uma ajuda, mas não confio. Não atravessaria com o semáforo sonoro’, afirma.
Veja o vídeo.

O professor de orientação e mobilidade da Laramara (Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual), João Álvaro de Moraes Felippe, explica que os semáforos sonoros auxiliam no deslocamento de quem possui algum tipo de restrição, mas que ainda assim será preciso da orientação de outras pessoas.
‘Fora do país, em muitas cidades, você já tem o semáforo visual e auditivo juntos para o pedestre, o que facilita no caso de um deles quebrar. Em termos de custo, quando você agrega duas funções também é muito útil’, diz.
Em nota, a CET explicou que o semáforo sonoro é um equipamento para dar maior segurança na travessia das pessoas com deficiência visual. Esse dispositivo é instalado em rotas definidas pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida. A Companhia de Engenharia de Tráfego informou que existem três projetos em andamento para instalação de dez botoeiras.


Governo pode permitir cesariana sem presença de pediatra.

Segundo o Ministério da Saúde, o documento, que está em consulta pública até o dia 25 de maio.

Da Agência Brasil



Diretor da Associação Médica Brasileira, José Bonamigo, disse que as entidades médicas entendem que a equipe tem que ter um pediatra Thinkstock

O Ministério da Saúde está estudando a possibilidade de estabelecer diretriz sobre parto cesáreo, dispensando a presença de pediatra na sala de parto quando não houver risco para o bebê e nem para a mãe. Entidades médicas enviaram esta semana uma nota ao Ministério da Saúde repudiando a proposta, que está em consulta pública.
O diretor da Associação Médica Brasileira, José Bonamigo, disse que as entidades médicas entendem que a equipe tem que ter um pediatra, normalmente um neonatologista, pra receber o bebê.
Existem evidencias na literatura de que esse profissional colocado no ambiente do parto melhora os resultados.
Bonamigo reconhece que não é fácil ter um pediatra em cada sala de cirurgia, mas, para o especialista, as diretrizes do governo devem orientar os serviços de parto a terem a melhor situação para gestantes e crianças.
É justo diminuir os custos dos procedimentos, mas não colocando em risco a saúde dos pacientes.
Segundo o Ministério da Saúde, o documento, que está em consulta pública até o dia 25 de maio, reforça a importância da presença de um profissional adequadamente treinado em reanimação neonatal, como pediatra, neonatologista, enfermeiro obstetra, enfermeiro neonatal, entre outros, apenas em cesariana feita sob anestesia geral ou se tiver evidência de sofrimento fetal.
Outro ponto de discordância entre médicos e Ministério da Saúde é a recomendação de que o parto normal é recomendado na maioria das situações para mulheres que já fizeram cesariana. De acordo com Bonamigo, a maior parte das evidências cientificas apontam que a mulher que já fez uma cesariana corre risco de ter rompimento uterino se fizer um parto normal.
Se acontece uma ruptura uterina, a paciente corre sérios riscos. Um caso tratável eletivamente com uma cesárea pode acabar se transformando em uma emergência.
A Associação Médica Brasileira, a Sociedade Brasileira de Pediatria e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia enviaram ofício para o Ministério da Saúde, repudiando a proposta que está em consulta pública.
Segundo as entidades, apesar de terem sido ouvidas, elas não concordaram com o texto final do documento. A proposta de diretriz foi aberta para consulta pública no dia 24 de abril. O prazo para recebimento de sugestões foi prorrogado para dia 25 de maio.