sábado, 23 de maio de 2015

Aprovado projeto sobre doenças neuromusculares e atendimento no SUS.

(Reportagem: Djan Moreno)



Foi aprovado pela Comissão de Seguridade Social nessa quarta-feira (13) substitutivo ao projeto de lei da deputada Mara Gabrilli (SP) que dispõe sobre a prioridade epidemiológica no tratamento de doenças neuromusculares com paralisia motora. Os pacientes acometidos por essas enfermidades necessitam de cuidados especiais e do uso de aparelhos e equipamentos, como os que auxiliam na respiração, tendo em vista que uma das características em comum entre essas doenças é a dificuldade respiratória, causada pela falta de força da musculatura respiratória.

Pelo texto aprovado, as pessoas acometidas por doenças neuromusculares com paralisia motora receberão os medicamentos e equipamentos essenciais para sua sobrevivência do Sistema Único de Saúde (SUS), inclusive aqueles necessários às comorbidades a elas relacionadas.

De acordo com a medida, os medicamentos e equipamentos necessários aos pacientes poderão ser encaminhados para suas residências ou instituições onde são acompanhados, cadastradas pelos órgãos de saúde competentes, sem qualquer ônus para o usuário. Poderá ser firmado convênio entre a autoridade competente do SUS e instituições sem fins lucrativos que comprovadamente atuem na área e tenham certificação de entidade beneficente, para a entrega prioritária dos medicamentos e equipamentos.

A proposta assegura à pessoa acometida por doença neuromuscular com paralisia motora o direito de receber, por escrito, informações acerca da disponibilidade dos medicamentos e equipamentos, por parte da autoridade de saúde responsável por seu fornecimento.

A medida prevê ainda que a União terá que fomentar pesquisas científicas que tenham por finalidade prevenir, tratar e curar doenças neuromusculares que cursem com paralisia motora.



Escolas não podem rejeitar alunos com deficiência. Conheça regras.



Você sabia que o gestor escolar que se recusa a matricular um aluno com deficiência pode ser punido com multa de três a 20 salários mínimos? A Lei nº 12.764/2012, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, prevê a punição.

E tem mais: O valor da multa deve ser calculado tomando como base o número de matrículas recusadas pelo gestor, as justificativas apresentadas e a reincidência. A regra está no decreto nº 8.368/2014, que regulamenta a lei.

Nesta semana, a Revista Época fez uma matéria denunciando que a lei é descumprida. Um dos problemas é que nem todas as escolas recusam o aluno, mas obrigam os pais a pagar taxas excedentes. Algumas aceitam que os pais paguem um profissional que vai auxiliar o aluno. Quem tem recursos financeiros, acaba pagando.


Na tentativa de complementar essa regra, o senador Romário apresentou o projeto de Lei nº 45/2015, que proíbe a cobrança de taxa adicional para alunos com deficiência física ou intelectual em escolas particulares. A proposta também estabelece que os pagamentos feitos acima do valor da mensalidade sejam ressarcidos. O reembolso deve ser o dobro do que foi pago em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais.


O projeto determina ainda que as instituições elaborem uma planilha com os custos da manutenção e desenvolvimento do ensino para assegurar que nenhuma taxa extra seja cobrada. As escolas também devem garantir a educação inclusiva no projeto político e pedagógico, com o intuito de atender as necessidades específicas dos alunos e promover adaptações necessárias.


O que diz a lei:


Lei nº 12.764/2012
 
O gestor escolar, ou autoridade competente, que recusar a matrícula de aluno com transtorno do espectro autista, ou qualquer tipo de deficiência, será punido com multa de 3 (três) a 20 (vinte) salários-mínimos.


Decreto nº 8.368/2014
 
O valor da multa será calculado tomando-se por base o número de matrículas recusadas pelo gestor, as justificativas apresentadas e a reincidência

Garota deficiente visual tem canal de YouTube que ensina a se maquiar sem precisar de espelho.

É incrível perceber o talento que ela desenvolveu para fazer tudo sozinha, desde a base até rímel e delineador.

por Jacqueline Lafloufa




Lucy Edwards é uma vlogueira de beleza britânica que ensina meninas a se maquiarem. Até aí, isso pareceria bem comum, exceto por um fator: Lucy não enxerga.

Devido a uma rara doença, ela perdeu a visão do olho direito aos 11 anos, e ficou completamente cega aos 17, quando o outro globo ocular também foi afetado pela doença.

O fato de não enxergar não impediu Lucy de continuar sua rotina de beleza. Com o auxílio da irmã Alice, ela aprendeu a adaptar o modo de se maquiar, utilizando o tato mais aguçado e técnicas bem particulares para conseguir passar base, sombra, e até mesmo delinear os olhos, passar lápis na linha d’água e rímel nos cílios.

É incrível. Mesmo enxergando, eu não consigo ter a precisão de Lucy, o que me deixa frustradíssima, e ao mesmo tempo me faz admirar ainda mais a técnica dela.



Em entrevista ao BuzzFeed, Lucy conta que a ideia de manter um canal do YouTube com dicas sobre como se maquiar sem ‘precisar’ (ou, no caso, poder usar) um espelho surgiu da dificuldade que ela teve para desenvolver esse aprendizado. Para ela, manter a rotina de maquiagem é um jeito de manter a auto estima – “Como eu não posso me ver em um espelho, eu sinto essa necessidade de cuidar do meu rosto. Quando você fica cega, você passa  depender muito das outras pessoas. E a maquiagem, nesse caso, me ajuda a não ter que sair perguntando para as pessoas se eu estou bonita. Como eu sei que eu apliquei a base de um certo jeito, e que eu criei uma determinada rotina de limpeza e cuidado com a pele, eu sei que meu rosto está com uma boa aparência, mesmo sem poder enxergá-lo no espelho”, contou ela.

“Ou seja, aí eu não preciso perguntar para ninguém se ‘eu estou bonita hoje’, porque eu sei que eu estou”, arremata Lucy.

E alguém tem coragem de dizer o contrário? Tá linda, Lucy!






Novo implante no cérebro permite controlar próteses através do pensamento.

Uma nova prótese neurológica implantada no cérebro permite que um tetraplégico opere um braço artificial com facilidade, pela força do pensamento, anuncia um ensaio clínico publicado na quinta-feira na revista Science.



Pesquisa inovadora! Com chip no cérebro, tetraplégico ergue copo pela 1ª vez em 10 anos.

Tetraplégico levanta copo com braço robótico controlado por chip no cérebro. Pesquisa inovadora se concentrou em parte do cérebro que controla decisões, e não movimentos.

James Gallagher Editor de Saúde da BBC News




Um homem conseguiu controlar um braço robótico por meio de um chip implantado em seu cérebro.

O chip permitiu que Erik Sorto, da Califórnia, bebesse um gole de uma bebida, sem ajuda, pela primeira vez em dez anos.
Os detalhes, publicados na revista científica Science, revelam como sinais elétricos complexos de seu cérebro puderam ser interpretados em comandos para o braço.

Controle da mente
Dois pequenos sensores foram implantados em seu cérebro para monitorar a atividade de cerca de cem neurônios.


Tentativas anteriores de robótica controladas pelo cérebro haviam se concentrado no córtex motor - a região responsável pela ação individual dos músculos.

Mas a equipe americana implantou o chip no córtex parietal posterior - a parte do cérebro que cuida da intenção inicial.

É a diferença entre decidir pegar uma caneca e enviar a mensagem para a sua mão se mover em direção a ela.

A equipe espera que essa abordagem seja mais intuitiva.

"A primeira vez que experimentou o braço robótico, ele conseguiu repetir o gesto de um estudante que estendeu a mão para cumprimentá-lo, como se estivessem apertando as mãos. Para ele, foi uma grande emoção", disse um dos pesquisadores, Richard Andersen, da Caltech.




Com treinamento, ele melhorou o controle até poder levantar o copo levando-o até sua boca e também controlar o cursor em uma tela de computador.

"Brinquei com os caras que eu queria beber cerveja sozinho, para poder fazê-lo no meu próprio ritmo quando quiser tomar um gole da minha cerveja e não ter que pedir a alguém para me dar", disse Sorto.

"Eu realmente sinto falta dessa independência. Acho que se eu fosse seguro, eu gostaria me de arrumar sozinho - fazer a barba, escovar meus dentes. Isso seria fantástico."

Progresso
Pesquisas sobre aproveitar um cérebro saudável para superar as deficiência de um corpo danificado estão avançando rapidamente, principalmente nos Estados Unidos.

Cathy Hutchinson usou um braço robótico para se servir um drink pela primeira vez desde um derrame há 15 anos.

Jan Scheuermann foi capaz de segurar e mover diversos objetos com precisão, como com um braço normal.

Mas os avanços ainda estão restritos aos laboratórios.


O procedimento requer um implante com fios que saem do cérebro, o que pode representar risco de infecção.


Cientistas também querem monitorar ainda mais células para melhorar o controle.

Em um comentário sobre a pesquisa, os pesquisadores Andrew Pruszynski e Jorn Diedrichsen afirmaram: "Os resultados representam mais um passo em direção a fazer o cérebro controlar um membro robótico uma realidade."

"Mas, apesar dos passos impressionantes dados nos últimos 15 anos, essas próteses ligadas a neurônios ainda têm um caminho significativo a percorrer antes de intervenções terapêuticas práticas."

Implantes e ideias ajudam a melhorar dia a dia de quem vive com surdez.

Surdez é a segunda deficiência mais comum no Brasil, mas o país parece não estar preparado para incluir esses cidadãos.



Pelo menos dez milhões de brasileiros sofrem de algum grau de surdez. É a segunda deficiência mais comum entre nós. Mas parece que o Brasil não estar preparado para incluir esses cidadãos.
O “trio ternura” mostrado no vídeo é formado por meninas lindas que nasceram surdas e, antes de completar dois anos, fizeram um implante coclear, uma prótese que devolve a audição. Emilly, Ana e Manoela cresceram ouvindo tudo e deu nisso: cantam e falam pelos cotovelos.
Essa vida é um direito garantido por lei para os mais de 10 milhões de brasileiros com algum grau de surdez. O implante, por exemplo, é fornecido de graça pelo governo desde 1999. Muitas pessoas não sabem disso, e outras não têm dinheiro para pagar viagem e hospedagem, que o SUS não cobre.
“Basta imaginar uma pessoa que mora no interior de um estado grande e fica com essa dificuldade de transporte, entre o interior e a capital”, diz o médico do Hospital das Clínicas Robinson Tsuji.
Sem o implante, a vida de quem não escuta fica muito mais difícil, principalmente porque a nossa sociedade não está preparada para incluir os surdos. Por exemplo, num aeroporto: bem na hora do embarque, o sistema de alto faltantes anuncia: 'O seu embarque mudou do Portão 2 para o Portão 7'. Sem essa informação, você provavelmente perderá o seu voo.
Dentro da escola a consequência da exclusão é mais grave. Os alunos com audição normal conseguem acompanhar a aula toda, mas quem não escuta bem tem dificuldade mesmo com o aparelho no ouvido. Toda vez que a professora se vira para o quadro, o tom de voz fica mais baixa e o aparelho não consegue captar. E essa parte da explicação, já foi perdida.
Existem soluções: um microfone transmite a voz do professor diretamente para o aparelho auditivo. Onde há alunos com surdez profunda, é fundamental a presença de um intérprete de libras, a Língua Brasileira de Sinais. É lei. Mas nem toda escola tem um.
"A secretaria tem que encaminhar para alguma escola que tenha estrutura especializada”, diz o professor de otorrinolaringologia da USP Ricardo Bento.
Silvana sente falta de material visual para os alunos surdos, que passam a vida recebendo menos informação sobre tudo.
“Se não tiver uma explicação pra que serve, por que que usa e o que é aquilo. Tudo, tudo, tudo precisa ser explicado, senão ele não entende”, diz a intérprete de libras Silvana Torres.
Erika está no ensino médio e quer fazer vestibular para Psicologia. Sabe que vai ter dificuldade. Foi assim desde criança. Mas não falta esperança.
Quando a inclusão dos surdos for uma realidade no Brasil, ela afirma, em libras, "a vida vai ficar melhor"
Fontes: Jornal Nacional - cantinhoamigoespecial.blogspot.com.br

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Concessionárias de veículos terão que informar clientes com deficiência sobre isenção de impostos.

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O deputado estadual Barbosinha (PSB) apresentou nesta quarta-feira (19) um projeto de lei, que determina as concessionárias e revendedoras de veículos informem aos clientes com deficiência, sobre as isenções tributárias que devem ser concedidas para essas pessoas.
A proposição destaca que os avisos deverão ser feitos por meio de cartazes afixados em local de fácil visualização, medindo 297x420mm (Folha A3), com escrita legível, informando aos consumidores sobre as isenções de tributos como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e de outros impostos garantidos por lei às pessoas com deficiência ou portadoras de enfermidade de caráter irreversível.
Para se ter uma ideia, a isenção do IPI é um direito adquirido pelas pessoas com deficiência desde 1995, concedido por meio da Lei Federal nº 8.989/95. Já a isenção do ICMS passou a vigorar em dezembro de 2012, após o Conselho Nacional de Política Fazendária (CONFAZ) ter editado o Convênio ICMS nº. 135/2012.
Segundo justificativa do deputado Barbosinha, às pessoas com algum tipo de deficiência tem o direito de saber ao comprar o seu veículo zero quilômetro das isenções e benefícios tributários concedidos pela lei, ainda que não sejam elas as condutoras, porém faça uso sob a responsabilidade de seu tutor ou curador. “Já ouvimos relatos de familiares e deficientes que desconhecem essas leis e adquiriu determinado veículo sem usufruir do benefício, razão que nos motivou a formular essa proposição”, enfatizou o deputado.
Com a aprovação do projeto lei, as concessionárias e revendedoras que não cumprirem a ordem serão notificadas para que os proprietários regularizem a situação em no máximo 30 dias. Caso haja reincidência ou não regularização dentro do prazo estipulado, será aplicada ao infrator multa no valor correspondente de 100 Uferms (Unidades Fiscais Estaduais de Referência), equivalente de R$ 2.127,00.
O deputado Barbosinha, ainda frisou que a fiscalização e a aplicação da lei deverão ser realizadas pelos órgãos de proteção e defesa do consumidor.
Fontes: agorams.com.br - pessoascomdeficiencia.com.br

Implante sem fio ajuda pessoas com paralisia a moverem objetos com a mente.

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Pesquisadores da BrainGate e cientistas de universidades renomadas nos Estados Unidos como Stanford e Brown querem utilizar a conexão sem fio para ajudar pessoas com paralisia a se moverem novamente. O projeto desenvolveu um implante sem fio que pode ser integrado no corpo do paciente para enviar ordens e pensamentos para outros dispositivos. Na prática, ele torna possível ligar a tv, o computador e fazer uma cadeira de rodas se moverem pelo pensamento. “É essencial alcançar este objetivo porque os testes feitos até agora necessitam de um aparelho volumoso com um cabo. A tecnologia sem fio facilitaria a utilização do paciente em casa”, explica Donoghue.
Para que isso se torne possível, em primeiro lugar, é preciso interpretar os desejos do cérebro e os comandos de movimentos que são dados por ele para executar cada ação. A tarefa é muito complexa porque os padrões elétricos que os neurônios desenham ao fazer algo simples como tomar uma bebida variam a cada dia. “Não sabemos exatamente o que causa a mudança. Estar com fome, por exemplo, pode alterar o padrão. O que fazemos é deixar a máquina aprender a interpretar diferentes padrões com o mesmo fim”, explica John Donoghue, um dos líderes do projeto.
Como funciona?
Segundo o pesquisador, o processo é parecido com o da ativação dos pixels de uma TV: “Se você olhasse atentamente para uma TV, veria o flash de um dos pequenos quadrados que formam a imagem. Olhando de perto não faz sentido, mas vendo o quadro inteiro, faz. Nós fazemos exatamente isso: tomamos amostras parciais e, em seguida, reconstruímos o padrão. E surpreendentemente ele é bastante simples. Ele muda quando você deseja mover a mão para cima, para baixo ou para a esquerda”, conta Donoghue.
Depois disso, o impulso cerebral é traduzido na linguagem binária, que pode ser interpretada por um computador, e a ordem é enviada a um dispositivo externo, como um braço robótico ou um exoesqueleto.
Outras aplicações
De acordo com os cientistas, a interface de comunicação entre cérebro e computadores pode ajudar a superar outros tipos de deficiência, como a de pessoas com membros amputados, por exemplo. O líder do projeto aposta que a tecnologia pode chegar ao mercado antes do que se imagina: “Eu sou uma pessoa otimista e acho que em cinco anos, as pessoas com deficiência serão capazes de usar essa tecnologia em casa para e recuperar sua interação com o mundo”

Fontes: olhardigital.uol.com.br - pessoascomdeficiencia.com.br

PF: MPF quer suspender de novo concurso para agente.

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O Ministério Público Federal (MPF) entrou com pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender novamente o concurso para 600 vagas de agente da Polícia Federal (PF). O pedido já está nas mãos do presidente do tribunal, Ricardo Lewandowski, para decisão. Dessa vez, foi feito um pedido de suspensão de liminar concedida em novembro do ano passado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). A decisão garantiu a continuidade do concurso, sem a necessidade de adaptação dos testes físicos às necessidades dos candidatos deficientes, como pretendia o MPF.
Atualmente, a seleção encontra-se no fim da primeira etapa, restando, na sequência, apenas o curso de formação profissional, etapa final do concurso. A seleção já foi suspensa uma vez, em outubro do ano passado, após a Justiça Federal de Uberlândia acatar os argumentos do MPF de que a publicação do edital do concurso sem a previsão de adaptação dos testes físicos feria decisão proferida pela ministra Cármem Lúcia, do STF, no âmbito do Recurso Extraordinário 676.335. A suspensão foi revertida no mês seguinte, por meio da liminar concedida pelo TRF1.
Contradição – Em defesa elaborada pelo Cespe/UnB, organizador do concurso, o centro de seleção argumenta que a adpatação dos testes físicos às necessidade de candidatos deficientes é negada nos concursos do próprio Ministério Público da União (MPU), deste ano, e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), do ano passado. O subitem 5.3.1.2 do edital do MPU, por exemplo, afirma expressamente que “não haverá adaptação dos testes de aptidão física às condições do candidato, com deficiência ou não”. Para o Cespe/UnB, isso “demonstra que a pretensão formulada (…) no presente pedido de suspensão liminar é completamente descabida”.
Consultada quanto a esses argumentos, a Procuradoria Geral da República (PGR) destacou que o edital do concurso do MPU prevê a possibilidade dos candidatos deficientes solicitarem atendimento especial para a realização das provas escritas e testes físicos. Ainda segundo a procuradoria, o documento indica também que “a compatibilidade entre as atribuições do cargo e a deficiência apresentada pelo candidato será avaliada durante o estágio probatório, na forma estabelecida no § 2º do artigo 43 do Decreto nº 3.298/1999 e suas alterações.” O caso teve início em 2012, quando o MPF ajuizou ação civil pública a fim de garantir a reserva de vagas a pessoas com deficiência nos cargos de delegado, perito, agente e escrivão da Polícia Federal.
Novo concurso – A PF trabalha para abrir, se possível, ainda este ano, um novo concurso para 558 vagas de delegado (491 vagas) e perito (67), com remuneração inicial de R$17.203,85. Os cargos têm como requisito o ensino superior completo (bacharelado em Direito para delegado, e diferente área no caso de perito) e a carteira de habilitação na categoria B ou superior. Para delegado, é exigida ainda experiência mínima de três anos em atividade jurídica ou policial.
Fontes: euvoupassar.com.br - pessoascomdeficiencia.com.br

Inclusão: Secretaria de Esportes de Nova Odessa faz aquisição de equipamentos de Goalball.

Com a compra do material, Nova Odessa será uma das seis cidades, de todo o Estado, que trabalhará com a modalidade paralímpica.           

                

Na tarde desta quinta-feira (20/05) a Secretaria de Esportes realizou mais uma importante ação visando a inclusão social através do esporte, que foi a aquisição de equipamentos para a realização da modalidade Goalball. Com a compra do material, Nova Odessa será uma das seis cidades, de todo o Estado, que trabalhará com a atividade na cidade.

As aquisições fazem parte do processo de melhoria da qualidade dos espaços e das modalidades esportivas oferecidas à população. Foram adquiridos duas bolas de borracha moldada, rede de polietileno trançado, protetor para trave confeccionado em espuma, cotoveleira e joelheira de poliamida e óculos de proteção. Tudo no padrão oficial da IBSA (International Blind Sport Federation). O investimento custou R$ 6.036,80.

O GOALBALL
O goalball é praticado por atletas que possuem deficiência visual cujo objetivo é arremessar uma bola sonora com as mãos no gol do adversário. Cada time joga com três jogadores e todos os atletas usam vendas nos olhos, já que o competidor pode ter deficiência total ou parcial.

Nova Odessa tem uma representante na modalidade na Seletiva Estadual de Goalball. É Danielle Vilas Longhini, que tem 14 anos e é estudante do Ensino Fundamental do Colégio Objetivo de Nova Odessa, conta com o apoio da Secretaria de Esportes e da APNEN (Associação dos Portadores de Necessidades Especiais).

E já participou do evento em 2014, que reuniu alunas deficientes visuais, da rede pública e privada, com faixa etária entre 13 e 17 anos, por uma semana de treinamento e ao final, foram selecionadas as seis melhores para competir nas Paralimpíadas Escolares Brasileiras. Em 2014, a novaodessense não se classificou por mudança da regra por parte da organização, que aumentou de 13 para 14 anos a idade mínima para competir no evento nacional. Na ocasião ela ainda tinha 13 anos. Neste ano o evento ainda não tem data definida.

Danielle foi convidada para participar da seletiva após uma apresentação da modalidade feita na escola por Edvaldo Bueno Oliveira, profissional que realiza trabalhos com deficientes visuais. Derli Vilas Longhini é mãe da atleta e explicou que ela superou as expectativas e todos ficaram surpresos com a habilidade dela.

A novaodessense Danielle disse estar confiante, mas ansiosa ao mesmo tempo, porque o número de participantes aumentou e seletiva fica mais difícil. “Treinei bastante e acredito que posso me sair bem neste ano que terá mais gente participando. E com os materiais poderei treinar com uma qualidade melhor”, completo Longhini.

“Estou muito feliz em ver que o goalball vai crescer em Nova Odessa. A prática do esporte é fator fundamental na vida da minha filha e que mais mães possam ver seus filhos nesse tipo de atividade. Agradeço a Secretaria de Esportes, a APNEN e a todos os envolvidos”, disse Derli Vilas Longhini, mãe da Danielle.

José Vicente dos Santos Filho treina Danielle e explicou a importância da compra dos materiais. “É muito importante que seja feito esse trabalho em Nova Odessa, pois aumenta a divulgação, crescendo o número de pessoas que serão incluídas socialmente através do esporte. A Dani já representa a cidade e com os materiais os treinamentos irão melhorar”, completou Vicente.

O secretário de Esportes Angelo Roberto Réstio, o Nenê Réstio também comentou sobre o assunto. “O objetivo da Secretaria de Esportes é promover a prática de modalidades esportivas, aumentando a participação e inclusão dos novaodessenses. Estamos investindo no Goalball para que mais pessoas, assim como a Dani, tenham a oportunidade de estarem inseridas em atividades físicas melhorando a qualidade de vida. Agradeço ao prefeito Bill por acreditar em nosso trabalho e nos dar condições de realizar esses investimentos”, explicou Réstio.

Fonte: Secretaria Municipal de esportes de Nova Odessa

Gigantes de Campinas vencem o Campeonato Brasileiro de Rugby em Cadeira de Rodas, realizado em Guaratuba, no Paraná.

  Disputa da final entre Gigantes de Campinas e Gladiadores Curitiba

No último sábado, 16, foi encerrado em Guaratuba (PR), o Campeonato Brasileiro de Rugby em Cadeira de Rodas – 1ª e 2ª Divisão. A Associação de Esportes e Cultura Superação Gigantes (SP), os Gigantes de Campinas, sagrou-se campeã da 1ª Divisão, vencendo a equipe Gladiadores Curitiba Quad Rugby (PR), por 52 a 50. O terceiro lugar ficou para o Minas Quad Rugby, em quarto a equipe Adeacamp, seguidos pelas equipes BSB Rugby do Distrito Federal e Irefes do Espírito Santo.
Na segunda divisão do brasileiro, a equipe Santer Rugby (RJ) conquistou o título vencendo a equipe dos Titans Colombo Quad Rugby, por 52 a 30, garantindo o direito de jogar na primeira divisão do brasileiro em 2016. A terceira colocação ficou com a equipe do Cefete, do Distrito Federal.
A competição foi organizada pela Associação Brasileira de Rugby em Cadeira de Rodas (ABRC), entidade máxima da modalidade no país, filiada ao CPB e a International Wheelchair Rugby Federation (IWRF). As disputas foram realizadas no Ginásio de Esportes José Richa, com o apoio da Caixa Loterias e Ministério do Esporte, em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e a Prefeitura Municipal de Guaratuba.
O evento reuniu cerca de 110 atletas de seis estados brasileiros – Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Distrito Federal – de nove clubes diferentes. Envolvendo também equipes de classificação funcional, arbitragem, saúde e administração geral da competição.
Luiz Claudio Pereira, presidente da ABRC, ressaltou a importância da competição. “O Campeonato Brasileiro de Rugby em Cadeira de Rodas é para nós muito importante e têm muito significado, pois vimos grandes equipes disputando ponto a ponto, gol a gol. Todas são vencedoras e a equipe Gigantes mostrou sua força conquistando o bicampeonato em um jogo emocionante e muito disputado. Gostaria ainda de parabenizar todos os demais membros da organização – pessoal de saúde, classificação funcional e arbitragem -, que vem trabalhando e classificando novos atletas, revelando cada dia mais talentos. Isso mostra que o alto rendimento está num bom comando, formando novas equipes e atletas para representar o nosso país no futuro, fomentando a renovação”, declarou.
Confira os destaques do campeonato:
1ª Divisão
Melhor Atacante: Alexandre Giuriato – Gigantes (SP)
Melhor Defesa: Gilson Wirzma Jr – Gladiadores (PR)
Artilheiro: Moisés Batista (146 gols) – Gladiadores (PR)
Revelação: Mariana Costa – Adeacamp (SP)

2ª Divisão
Melhor Atacante: Osvaldo Klehm – Titans (PR)
Melhor Defesa: André Castro – Santer (RJ)
Artilheiro: Julio Cezar (114) – Santer (RJ)
Revelação: Julio Cezar- Santer (RJ)

Convocação
Durante a competição, a Comissão Técnica da ABRC anunciou os 12 atletas e demais membros da Seleção Brasileira que irão disputar o Amsterdã Quad Rugby Tournament, de 7 a 14 de junho. Os convocados foram Alexandre Giuriato e Bruno Damaceno, da equipe Gigantes; Luis Cavalli, Lucas França e Alexandre Taniguchi, da Adeacamp; Moisés Batista, Gilson Junior, José Raul e Rafael Hoffmann, dos Gladiadores (PR); José Higino, da equipe BSB (DF); e Guilherme Camargo e Davi Rodrigues, da equipe Minas Quad (MG).

Com informações da Associação Brasileira de Rugby em Cadeira de Rodas (ABRC).

Surfista realiza sonho de homem com deficiência física e é eliminado de etapa.

Cena aconteceu em Mar del Plata, no Circuito Argentino de Surfe.

   Foto de Passeri surfando com Gallegos nas costas

Na primeira etapa do Circuito Argentino de Surfe, em Mar del Plata, uma atitude protagonizada por Martin Passeri, pentacampeão nacional, comoveu o mundo do esporte. Quando estava prestes a iniciar sua bateria, o surfista deu uma lição de compaixão, mesmo que isso tenha custado sua vaga na disputa.
Nicolas Gallegos, de 38 anos, observava a competição da praia. Gallegos ficou paraplégico em um acidente há 20 anos e seu sonho era se tornar surfista profissional, assim como Passeri. Quando ficou sabendo da história, o surfista argentino não pensou duas vezes e ajudou o amigo a realizar o desejo de correr em um campeonato oficial.
Martin Passeri fez questão de conseguir uma prancha maior e, com Gallegos agarrado a seu pescoço, pegou uma onda válida por sua própria bateria. Por conta do gesto, Passeri foi eliminado da etapa, mas, mesmo assim, garantiu: 'Esta foi a melhor onda e maior vitória da minha vida'.
Confira o vídeo da Organização do evento:

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Goleadas de um lado, equilíbrio do outro, assim começa o Nordeste de Futebol de 5.

  
 Foto: Raimundo Nonato marcou quatro gols na vitória de 6 a 0

Recife/PE – O Regional Nordeste de Futebol de 5 começou nesta quarta-feira (20), no Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Pernambuco, em Recife. A primeira rodada foi eletrizante. A atual campeã e vice largaram na frente com uma vitória cada em partidas válidas pelo Grupo A, ao contrário do Grupo B, que nos dois jogos disputados na chave não houve vencedores.
 
O caminho para a defesa do título do ICB-BA começou de forma avassaladora. Com a pontaria afiada, os baianos aplicaram sonora goleada sobre a ACEC-CE: 11 a 0. Jefinho e Cássio foram os grandes destaques da partida com cinco e quatro gols, respectivamente. Selmi completou o placar com mais dois.
 
Também com grande atuação do setor ofensivo, a ADVP-PE venceu o clássico pernambucano contra o IAPQ-PE, por 6 a 0, gols marcados por Raimundo Nonato (4), Romildo e Evandro. Na próxima rodada a equipe de Petrolina enfrenta a ACEC-CE, às 15h30 enquanto o time da capital encara teste difícil contra o ICB-BA, às 14h.
 
Se por um lado, as equipes do Grupo A não economizaram nos gols, por outro as da Chave B sofreram para furar o bloqueio defensivo e, nos dois jogos, não teve bola na rede. Na partida de abertura do Grupo, a APACE-PB bem que buscou a vitória contra o CEDEMAC-MA, mas parou no goleiro Daniel. O mesmo aconteceu com a APADEVI-PB, que não saiu do 0 a 0 com o ESCEMA-MA.
 
Nesta quita-feira (21), a APACE-PB pega o ESCEMA-MA, às 9h, e a APADEVI-PB joga contra o CEDEMAC-MA, às 10h30. As quatro equipes têm chances de classificação, e conquistar os três pontos passa a ser imprescindível para aquelas com grandes ambições na competição.

Fonte: cbdv.org.br


Aplicativo melhora a vida de deficientes visuais.

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Disponível para download em smartphones o aplicativo CPqD Alcance, desenvolvido com recursos do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel), gerido pelo Ministério das Comunicações. O objetivo da ferramenta é facilitar o uso de dispositivos móveis por pessoas com deficiências visuais.


Disponível para smartphones com tela sensível ao toque baseados no sistema operacional Android, a aplicação do CPqD utiliza recurso de narração automática por síntese de voz para facilitar o acesso do usuário às principais funções do aparelho. Essas funções são representadas por ícones na tela touchscreen do smartphone.
Na medida em que a pessoa desliza o dedo sobre a tela, uma voz sintetizada informa a função correspondente àquela área. Com mais um toque, o usuário tem acesso à função: realizar e receber ligações, enviar e receber mensagens de texto (SMS), consultar o histórico de ligações, o nível de bateria, a data e hora e a lista de contatos telefônicos, entre outras.
Além dessas funções básicas, o sistema oferece também algumas funções avançadas, como despertador (com lembrete de voz), localização e auxílio ao deslocamento, tocador de música e leitor de arquivos de texto, por exemplo. O objetivo é dar mais autonomia e privacidade à pessoa com deficiência visual.
O foco inicial do projeto são os mais de 6,5 milhões de deficientes visuais ou com grande dificuldade permanente de enxergar existentes no Brasil, de acordo com o Censo 2010 do IBGE. Mas a aplicação pode beneficiar também outros usuários de smartphones, como pessoas com baixo letramento ou pouco familiarizadas com tecnologia – como idosos, por exemplo.
Para fazer o download gratuito do CPqD Alcance, basta acessar a loja Google Play, no próprio aparelho, e procurar pelo aplicativo.
Fontes: bonde.com.br - pessoascomdeficiencia.com.br

Software criado no AM transforma linguagem de sinais em sons.

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Um software desenvolvido no Amazonas promete melhorar a comunicação feita pela linguagem de sinais. Por meio de sensores instalados nos antebraços, o mecanismo permite transformar os gestos em palavras e frases. Os sons são reproduzidos por celular. Batizado de “Giullia – a mão que fala”, o aplicativo faz homenagem a uma jovem que tinha deficiência auditiva. A invenção foi lançada nesta segunda-feira (18) pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Segundo o idealizador do projeto, um fabricante mundial de aparelhos móveis já demonstrou interesse no projeto.
A pesquisa que resultou no software é realizada há mais de um ano pelo Núcleo de Robótica e Automoção da UEA. Segundo o idealizador do “Giullia”, Manuel Cardoso, a tecnologia é baseada na inteligência artificial e se conecta aos impulsos do corpo para reproduzir os sons.
“Esses sensores pegam os sinais dos músculos do braço, da mão e dos dedos e os transmitem via bluetooth para o celular. No celular, nós embarcamos em uma tecnologia baseada em inteligência artificial, chamadas redes neurais artificiais, que são modelos matemáticos que assimilam a funcionalidade, por exemplo, dos neurônios biológicos, de tal forma que podemos ensinar o programa a reconhecer padrões vindos dos sinais”, explicou o pesquisador.
O principal objetivo do projeto é facilitar a comunicação das pessoas com deficiência, especialmente no mercado de trabalho. “Se um deficiente auditivo está olhado para você e entende o que você fala, ele vai gesticular a resposta e o celular vai traduzir o que ele falou na linguagem de sinais. A mão passa a gerar a voz que não é emitida pelas cordas vocais, por isso o nome: a mão que fala”, disse o idealizador do projeto.
De acordo com Cardoso, nesta terça-feira (19), uma comissão que participou da pesquisa vai embarcar para os Estados Unidos para uma reunião com especialistas norte-americanos. O encontro tem intuito de conseguir verbas para o desenvolvimento de novas pesquisas.
O idealizador do projeto disse ainda que a licença da patente do “Giullia” é negociada com uma fabricante mundial de celulares. “Há pessoas com essa deficiência no mundo todo e o que a gente espera [com a negociação] é fazer a sustentação da continuidade das pesquisas a partir do ganho financeiro”, afirmou.
‘Giullia’
O nome do projeto é uma homenagem a uma jovem que teve as atividades cerebrais prejudicadas em virtude de uma bactéria adquirida ainda na maternidade. Ela foi uma das beneficiadas com o projeto “Mouse Ocular”, que possibilita pessoas com deficiência motora navegar pela internet e escrever textos no computador utilizando sensores conectados ao movimento dos olhos.
Giullia – que também tinha deficiência auditiva – entrou no projeto do “Mouse Ocular” aos sete anos. Ela morreu no ano passado, com 15 anos de idade. “Giullia foi uma inspiração. Costumo dizer que ela partiu, mas vai ficar para sempre conosco”, disse Cardoso.
Fontes: g1.globo.com - pessoascomdeficiencia.com.br

Paratleta adolescente perde prótese e emociona o público ao concluir a prova saltitando.

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    Gabriel Neris, de 15 anos, com a prótese que se desprendeu durante a prova no Ibirapuera.

Nem sempre a história no esporte é marcada por aquele que vence uma prova ou competição. Os momentos de superação e de luta são um capítulo à parte. Uma nova história foi protagonizada no fim de semana pelo rio-pretense Gabriel Neris, 15 anos, durante a prova dos 100 metros do atletismo, no Circuito Paralímpico Caixa, no Ibirapuera, em São Paulo. Quem não se lembra da maratonista suíça Gabrielle Andersen, que cruzou a linha de chegada praticamente se arrastando na Olimpíada de Los Angeles, 20 minutos depois da primeira colocada, em 37º lugar.
Ou do brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima, na maratona dos jogos de Athenas, em 2004. Ele liderava quando foi atacando pelo ex-padre irlandês Cornelius Horan, perdeu dez preciosos segundos, concentração, mas não a gana de correr para ficar com a medalha de bronze. São casos semelhantes ao de Gabriel, que emocionou muita gente em São Paulo. A prótese que substituiu sua perna direita se soltou nos primeiros metros da corrida, a queda foi feia, mas o jovem atleta do Clube Amigos dos Deficientes (CAD/Vetnil/Smel/Novartis) teve a atitude de um verdadeiro campeão.
“Me levantei e pensei que teria de terminar a prova, mesmo que fosse o último a chegar”, disse Gabriel, que saltitou os 85m restantes da prova até a linha de chegada. A comoção geral e lágrimas ofuscaram a chegada do astro paralímpico Alan Fonteles, que é da classe T44, mas dividiu as raias com outros quatro atletas das classes T43 e T42, que só tinha Neris inscrito. “Parecia um comercial de TV, emocionante, todos bateram palmas e vi gente chorando”, disse o treinador Otávio Marques.
O motivo da prótese ter se soltado é simples. Trata-se de uma peça apenas de locomoção e não é usada para a prática esportiva e em competições. “Hoje uma prótese custa R$ 70 mil, dinheiro que daria para comprar dez cadeiras de atletismo ou comprar o material esportivo usado o ano todo pelo CAD”, disse Marques, acreditando que a comoção gerada pelo gesto de Gabriel possa ajudá-lo a ter o material. “Rio Preto tem um empresariado enorme, quem sabe não aparece alguém.”
Hoje, a prótese de Gabriel custa em torno de R$ 18 mil e é repassada a pessoas portadoras de deficiência pela rede Lucy Montoro, através do núcleo de reabilitação municipal. As diferenças estão no material e na articulação do joelho. A que ele usa é feita em alumínio, pesa três quilos e ele tem de usar força do quadril para que tenha o movimento mecânico do joelho. A de competição é feita em fibra de carbono, pesa meio quilo a menos e a alavanca é feita com o próprio peso.
Pratica esportes há 7 anos
Morador de Bady Bassitt, o jovem Gabriel nasceu com uma má formação, tendo o pé colado ao fêmur e sem a articulação. Teve de ser amputado aos dois anos de idade e aprendeu a andar sem o membro inferior. Ativo, sempre gostou de praticar esportes e chegou ao Clube Amigos dos Deficiêntes (CAD/Vetnil/Smel/Novartis) em 2008. Seu grande sonho era jogar futebol de amputados, uma modalidade paralímpica. “Eu disse para ele treinar que a gente definiria a modalidade.
Em 2012 ele começou no atletismo durante os Jogos Escolares”, conta o técnico Otávio Marques. Sete anos depois, Gabriel Neris é uma promessa no atletismo paralímpico. O investimento em uma nova prótese poderia lhe trazer mais benefícios. “Ele tem condições de ser um grande velocista, é magro, está pronto para correr 100m, 200m, 400m”, diz Marques.
E o jovem sonha alto. Se espelha no astro Usain Bolt, o jamaicano mais rápido do mundo. “Com uma prótese melhor seria questão de treino, adaptação, que os resultados viriam”, disse Gabriel, que em São Paulo foi campeão do salto em altura (marcou 1,25m) e vice no salto em distância (2,98m), dez centímetros na frente do seu parceiro de equipe Gregório Maioli Lopes, mas distante de Vinícius Rodrigues, da ADD São Paulo, que ganhou com 4,04m.
Gabriel treina duas vezes por semana com o CAD, na pista do bairro Eldorado, levado por uma van do município. Agora, deve aumentar em um dia o treinamento semanal. Em Bady Bassitt, ele divide seu tempo com a escola e os amigos, numa rotina normal para jovens da sua idade. “Gosto de jogar bola, vídeogame, andar de bike e skate”, finaliza Gabriel.
Fontes: diariodaregiao.com.br - pessoascomdeficiencia.com.br

CET vai instalar 125 semáforos sonoros para cegos em São Paulo.

O programa prevê também a reforma de um milhão de metros quadrados de calçada.

                               Foto de um semáforo sonoro

Prefeitura de São PauloSite externo. vai implantar uma CIL (Central de Intérpretes de Libras) para ampliar o acesso a serviços públicos das cerca de 350 pessoas com deficiência visual e auditiva que vivem na capital paulista.
O contrato com a empresa vencedora da licitação já foi firmado e o local deve começar a operar em, no máximo, 90 dias. A Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida anunciou também a instalação de 125 semáforos sonoros para melhorar a mobilidade das pessoas com deficiência visual.
Antes dos equipamentos começarem funcionar, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) afirmou que vai realizar audiências públicas para definir os cruzamentos mais estratégicos para a colocação dos semáforos. Ainda não há prazo determinado para que os aparelhos estejam em pleno funcionamento.
“A gente precisa construir uma cidade para todas as pessoas que vivem nela. Este plano é um ganho muito grande para as pessoas com deficiência, para as pessoas com mobilidade reduzida e para todos que vivem na nossa cidade”, disse a chefe da pasta da Pessoa com Mobilidade Reduzida, Marianne Pinotti .
O programa prevê também a reforma de um milhão de metros quadrados de calçada.
Ainda segundo a secretária, a central vai dar apoio presencial, in loco e pela internet para todas as pessoas com deficiência visual. O objetivo principal do governo municipal é que todas tenham acesso aos serviços públicos com mais facilidade.
Além dos intérpretes de Libras, os surdo-cegos que vivem na capital também terão o apoio de três guias-intérpretes especializados para auxiliar os deficientes visuais em visitas a locais públicos.  
Como o contrato com a empresa vencedora da licitação já foi formalizado, a Prefeitura garantiu que três meses são suficientes para que o serviço já esteja operando. Inicialmente, ele vai funcionar das 8h às 20h, mas pode ser revisto de acordo com a demanda.