sábado, 30 de maio de 2015

App pernambucano que ajuda jovens com paralisia cerebral é destaque no Google I/O.

POR Paulo Floro

    Foto: Inaldo Lins/PCR.
    O estudante Jhonatan se comunica com o Livox. Foto: Inaldo Lins/PCR

Jhonatan Lins, de 17 anos, aluno do 5º ano da Escola Municipal do Engenho do Meio, no Recife, é um desses casos em que nos orgulhamos do poder transformar da tecnologia. Ele tem paralisia cerebral e se comunica através do aplicativo Livox, criado em Pernambuco. O desenvolvedor do software, Carlos Pereira, foi um dos convidados para o Google I/O, conferência anual do Google voltada ao desenvolvimento de aplicações. - See more at: http://blogs.ne10.uol.com.br/mundobit/2015/05/28/app-pernambucano-que-ajuda-jovens-com-paralisia-cerebral-e-destaque-no-google-io/#sthash.ATyrxYCe.dpuf

O aplicativo, disponível para , permite que pessoas com deficiências motoras, cognitivas e visuais consigam se comunicar com maior facilidade através de tablets. O software tem catálogos de palavras e imagens que são reproduzidas em áudio quando são selecionadas ou digitadas. Os usuários podem relatar emoções, indicar que querem comer, selecionar desenhos, filmes, jogos e músicas. Premiada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a ferramenta também facilita a alfabetização e o estudo de conceitos de disciplinas como a matemática.
O segredo do Livox é que ele usa algoritmos inteligentes que se ajustam à deficiência de quem o utiliza e corrige até mesmo os toques imprecisos das pessoas com deficiências.
O software surgiu da necessidade de Carlos se comunicar melhor com a filha, Clara Costa Pereira, 7 anos, que também tem paralisia cerebral. O aplicativo é usado na Escola Engenho do Meio de forma piloto. A Secretaria de Educação do Recife adquiriu cinco mil licenças do Livox para usar com alunos da Educação Especial e da Educação Infantil em 2016. “Percebemos que a ferramenta também pode auxiliar a alfabetização dos estudantes que não têm deficiência, pois as imagens usadas no software se parecem muito com os cartões gráficos que os professores costumam utilizar em sala de aula para que os alunos associem as figuras às palavras, por exemplo”, explica Francisco Luiz dos Santos, secretário-executivo de Tecnologia na Educação da Secretaria de Educação do Recife.
Estudante teve melhoria no aprendizado depois que passou a usar o app. (Divulgação).  Estudante teve melhoria no aprendizado depois que passou a usar o app. (Divulgação).
O vídeo exibido no evento do Google, traz o momento em que Jhonatan conheceu Carlos na escola, no dia 12 de maio. Na ocasião, o jovem pediu pra dar um abraço em Carlos e lhe agradeceu pelo aplicativo. Através de perguntas cujas respostas eram sim ou não disponibilizadas no Livox, Jhonatan contou que ficou muito feliz depois que começou a usar o software e disse que outras crianças que não conseguem se comunicar também devem usá-lo. O estudante não fala, mas entende o que escuta e também compreende a Língua Brasileira de Sinais (Libras). As pessoas fazem a pergunta e Jhonatan responde com o aplicativo, que exibe figuras e algumas palavras básicas. Ele também está aprendendo a escrever.
Atualmente, cerca de dez mil pessoas utilizam a ferramenta, que está disponível em 25 idiomas. Criado em 2011, o aplicativo funciona apenas em tablets Android, mas, em breve, deve se tornar compatível com Windows e iOS (iPad).
Fonte: blogs.ne10.uol.com.br

Pessoas com deficiência têm dificuldades de se locomover em Centro Histórico de São Luís.

“É um raly de cadeira de rodas porque é complicado não só para o cadeirante como também para o deficiente visual, para o deficiente auditivo. É muito complicado porque tem vários obstáculos”, relatou a cadeirante.

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Considerada Patrimônio Cultural da Humanidade, a cidade de São Luís recebeu o título graças ao valor histórico do conjunto arquitetônico encontrado no bairro da Praia Grande. Mas essa riqueza não está sendo apreciada por todas as pessoas. A pessoas com deficiências enfrentam muitos problemas para se locomover no Centro Histórico. A falta de rampas de acesso aos prédios e calçadas é só um deles.
Pelo menos é o que diz a autônoma Maria de Jesus Rocha. Ela, que é cadeirante, trabalha nas proximidades e afirma que enfrenta uma verdadeira maratona para passar pelo o Centro Histórico. Além de ter que ser obrigada a subir e descer calçadas que não são adaptadas, ela ainda tem que caminhar entre buracos e as péssimas condições nas ruas e calçadas.
Os obstáculos dos cadeirantes ou de quem tem dificuldade de locomoção são antigos e já renderam até uma Ação Civil Pública. No entanto, não é só o cadeirante que enfrenta problemas. Os donos dos estabelecimentos também. Para tornar o lugar mais acessível e colocar uma rampa, por exemplo, só mesmo com a permissão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e tem que apresentar um projeto no órgão e só depois conseguir uma autorização para mudar alguma coisa.
O comerciante Francisco Rego não conseguiu e resolveu fazer por conta própria uma rampa, só pra não perder a clientela que tem algum tipo de deficiência. “Eu avisei e o Iphan não permitiu, mandou que eu tirasse. A Prefeitura mandou que eu colocasse e o Iphan mandou que eu tirasse e eu não tirei. Afinal de contas, aqui a gente não sabe quem obedece: se é o Iphan ou se é a Prefeitura, se é o Estado”, explicou.
Esses problemas são discutidos há anos entre as pessoas com deficiência e o poder público. Agora, o Ministério Público Federal no Maranhão está cobrando uma resposta do município de São Luís através de uma Ação Civil Pública para saber o que aconteceu com o plano de mobilidade e acessibilidade urbana para o centro de São Luís.
A especialista em Acessibilidade Cultural pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (Ufrj), Alessandra Pajama, afirma que o debate em torno desse assunto já dura desde o ano de 2010. “Desde 2010 que houve um Termo de Ajustamento de Conduta que a gente aguarda que tenha um desfecho. Pessoas com baixa mobilidade, que não tem nenhum tipo de deficiência já tem aquela dificuldade de mobilidade por conta das pedras, que é histórico e a gente respeita isso, mas o que a gente quer garantir é o Patrimônio da Humanidade com a humanidade fazendo parte desse patrimônio também. Eu acho importante que a gente tenha esse pensamento inclusivo. Apesar da gente não gostar muito da inclusão. A gente quer é acesso”.
O Iphan, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), vai adaptar 22 casarões e alguns espaços públicos para pessoas com deficiência. Nos prédios vão ter elevadores, rampas, piso tátio e barras de apoio. A Superintendente do Iphan no Maranhão, Kátia Bogéa, afirma que as pessoas com pouca mobilidade serão atendidas, contudo tendo cuidado com o acervo arquitetônico do Centro Histórico de São Luís.
“Dentro do PAC das Cidades Históricas o Iphan já teve essa preocupação. Aliás, não é preocupação, é obrigação porque está na legislação de contratar todos os projetos, dos equipamentos culturais, espaços urbanos que nós estamos intervindo com o programa de acessibilidade. Claro que em alguns momentos a gente tem certas restrições, certos limites. Temos que atender a acessibilidade, mas também temos que olhar para a questão da originalidade do monumento em questão, mas sempre adaptando”, esclareceu.

Empresa de cobranças que não contratou profissionais com deficiência é condenada a pagar indenização de R$100 mil por danos morais coletivos.

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“O artigo 93 da Lei 8.213/91 fixa os critérios do regime de cotas voltado à valorização e à inclusão social das pessoas portadoras de deficiência e dos beneficiários previdenciários reabilitados, por meio da inserção desses indivíduos no mercado de trabalho. E a reiterada conduta da reclamada, que, por anos, insiste em desprezar a citada regra legal, provoca repúdio e desagrado não apenas entre os trabalhadores que, ao arrepio da lei, veem-se excluídos do mercado de trabalho por serem portadores de deficiência, mas entre todos os membros da coletividade que os cerca”. Assim se pronunciou a 7ª Turma do TRT-MG ao confirmar a decisão do juiz sentenciante, que condenou uma empresa a cumprir a cota estabelecida no artigo 93 da Lei 8.213/91 para a contratação de pessoas com deficiência, no prazo de 6 meses contados do trânsito em julgado da decisão, além de pagar indenização por danos morais coletivos no valor de R$100.000,00.
Inconformada com a condenação imposta em 1º grau, a empresa sustentou, em síntese, a incompatibilidade entre as atividades desempenhadas por seus empregados e as aptidões das pessoas com deficiência. Pediu no recurso que seja observada a possibilidade de alteração do percentual de vagas destinadas aos trabalhadores com deficiência, em razão de uma possível alteração do número de empregados da empresa. Protestou também contra a condenação em danos morais coletivos, alegando ser excessivo o valor fixado.
Para defender o seu ponto de vista, a reclamada alegou que as atividades preponderantes da empresa demandam análise de documentos fotocopiados e, posteriormente, escaneados em pdf, seguidas de negociação com o cliente devedor. A reclamada ressaltou que, no exato momento da conversa telefônica, os empregados estratificam o débito bancário, analisam as campanhas diárias dos bancos, e, com o objetivo de recuperar valores com agilidade, após diversas operações matemáticas, concedem descontos ao devedor, a fim de promover a quitação do débito bancário.
Nessa situação, os empregados alternam diversas telas de imagem, dados financeiros e planilhas de cálculo. Com isso, tentou convencer os julgadores de que não há no mercado pessoas com deficiência que tenham aptidão para o cumprimento dessas tarefas. Pelo menos não tantas a ponto de representar 0,5% do quadro de empregados da ré, o que implicaria a contratação de aproximadamente 90 empregados com deficiência.

Mas esses argumentos não convenceram o relator do recurso, desembargador Paulo Roberto de Castro. Ao examinar os documentos juntados ao processo, ele verificou que o extrato do Caged comprova que, em junho de 2013, a reclamada contava com cerca de 2.000 empregados em 16 estabelecimentos, o que, segundo o critério do artigo 93, inciso IV, da Lei 3.213/91, obrigava-a a ter seu quadro de empregados composto por pelo menos 0,5% de beneficiários reabilitados ou pessoas com deficiência. Conforme observou o desembargador, embora a empresa conte com alguns trabalhadores comprovadamente portadores de deficiência, o número de empregados nessa condição não atende à exigência legal. Foi essa a apuração feita pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). O relator destacou que essa situação de infração à lei é evidente desde, pelo menos, setembro de 2009, quando a reclamada firmou um Termo de Compromisso com a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Minas Gerais, comprometendo-se não apenas a preencher a cota do artigo 93 da Lei 8.213/91 no prazo máximo de dois anos, mas também a promover a qualificação de pessoas com deficiência através da aprendizagem e a adequar o ambiente e a organização do trabalho.
Lembrou ainda o magistrado que a ré teve, em novembro de 2012, a oportunidade de firmar Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) perante o MPT. Se firmado, o TAC estabeleceria à ré o prazo de 30 meses para o cumprimento da obrigação legal. Mas a empresa não tomou nenhuma iniciativa para regularizar a situação. Ao contrário, em vez de se empenhar em cumprir a lei, demonstrou desinteresse e discriminação, pois, além de não oferecer um ambiente de trabalho acessível, chegou a impor restrições à contratação que não se relacionam com o desempenho das funções do cargo disponível. Esse fato foi constatado pelo julgador, que, inclusive, citou um documento juntado ao processo, no qual a empresa divulga a oferta de vaga para o cargo de Recuperador de Crédito, mas excetua, expressamente, “o candidato deficiente físico cadeirante”.
Em sua análise, o relator destacou ainda o documento Diagnóstico Funcional do Local de Trabalho, segundo o qual a reclamada conta, em três de suas unidades, com 84 cargos que poderiam ser ocupados por profissionais com deficiência. São cargos no setor administrativo e de contabilidade, departamento de pessoal, financeiro, gestão de pessoas, tecnologia da informação, monitoria, planejamento, recepção, reembolso jurídico, cobrança e operação. Consta ainda do documento uma série de orientações que, uma vez cumpridas, possibilitariam, nas unidades avaliadas, a contratação de trabalhadores com deficiência. “Trata-se, por exemplo, da implantação de sinalização adequada, da acessibilização dos ambientes e da adoção de critérios adequados quando do processo de seleção dos candidatos, de modo a viabilizar o acesso irrestrito e eticamente saudável do profissional com deficiência”, pontuou o desembargador.
Mas, passados quase quatro anos entre a assinatura do Termo de Conduta e o ajuizamento da ação, a ré não chegou a adotar medidas concretas no sentido de viabilizar o cumprimento da cota de contratação de profissionais reabilitados ou pessoas com deficiência, o que, na visão do relator, evidencia que a empresa adotou conduta contrária ao cumprimento da cota, demonstrando seu desinteresse em estabelecer-se de acordo com a regra do artigo 93 da Lei 8.213/91.
A Turma de julgadores considerou razoável a condenação imposta na sentença e determinou que o valor da indenização por danos morais coletivos será revertido para o FAT. Ficou estabelecido na decisão o prazo de 90 dias para a reclamada cumprir o artigo 93 da Lei 8.213/91, contados da publicação do acórdão e foi determinado que, em caso de descumprimento da obrigação de fazer, será aplicada multa no valor de R$1.000,00 por mês e por empregado não contratado.
Fontes: ambito-juridico.com.br - pessoascomdeficiencia.com.br

Pessoas cegas pedem informação em braile em terminal de ônibus em SP.

Situação em Itapetininga (SP) gera reclamações sobre falta de orientação. ‘Acessibilidade é dar autonomia com independência’, ressalta pessoa com deficiência.

                             Foto de um ponto de ônibus com piso tátil

O terminal de ônibus de ItapetiningaSite externo. (SP), localizado no Centro, tem piso tátil, utilizado como guia para pessoas com deficiência visual, porém, falha na falta de um cronograma de ônibus com informações em braile, reclama Wesley Gamaliel, que tem deficiência visual e é presidente do Conselho Municipal das Pessoas com Deficiência.
De acordo com Gamaliel, com a falta de informações as pessoas com deficiência precisam da ajuda de outros usuários para poder pegar o transporte público. “A acessibilidade tem que ser universal. Então, a partir do momento que tenho o piso tátil, mas não tenho a informação braile, para saber qual ônibus pegar no ponto, não é acessibilidade. Acessibilidade é a gente dar autonomia para a pessoa com deficiência, seja intelectual, visual, física, ou auditiva, a fazer o máximo que puder com independência.”
A Prefeitura e a empresa responsável pelo transporte público na cidade, Rosa Turismo, não responderam sobre a reclamação e sugestão do usuário com deficiência até a tarde desta quinta-feira (28).
No município há outras reclamações sobre falta de acessibilidade. O atleta de goalball e deficiente visual, Rafael Tavares, aponta que obstáculos atrapalham o tráfego pelas calçadas no Centro. “Podemos bater a cabeça, machucar o rosto e ferir os joelhos nos bancos. Quando não existe piso tátil os riscos aumentam ainda mais”, afirma.
Para a dona de casa Gisele Caprara, caminhar pela área central é um desafio, afinal, o local é cheio de carros e motos. A deficiente visual lembra que precisa de ouvidos atentos ao atravessar as ruas. “Nem sempre as pessoas estão prontas para ajudar e às vezes é preciso arriscar”, conta.
Desafios dos cadeirantes
Os deficientes físicos também têm muitas dificuldades pra poder circular pelas ruas centrais. As calçadas esburacadas atrapalham o caminho e muitas vezes a cadeira de rodas não passa. O mecânico Joaquim Pi ressalta também que as más condições das rampas tornam o trajeto ainda mais difícil. “A rampa precisa ser mais reta, senão acaba atrapalhando. Fico muito triste com isso porque a gente (deficientes) se sente isolado”, reclama.

A Prefeitura de Itapetininga informa que a Secretaria de Obras conta com nove fiscais que vistoriam se as calçadas estão de acordo com as leis municipais de acessibilidade, ou seja, a calçada não pode ter no sentido transversal degraus e rampas superior a 5%, deve ser revestida com material firme, estável e não escorregadio. A calçada deve obedecer o caimento das guias, diz ainda o Executivo.

Ouvir ou escutar? Qual a diferença?

Muita gente usa essas duas palavras como sinônimos mas na verdade, não são.
Por: Mirella Horiuti


   conversa2

OUVIR  significa ter recebido a informação, ou seja, perceber a existência de um som. De maneira geral, não temos controle sobre o OUVIR (somente se fecharmos nossos ouvidos ou sairmos de algum lugar).Chamamos isso de audibilidade. Com o uso de aparelhos auditivos, devolvemos esta audibilidade aos usuários.
ESCUTAR significa ter atenção ao som e atribuir à ele um significado. Temos total controle sobre o ESCUTAR. Para compreender o som que chega, não basta só detectá-lo, temos que prestar atenção e interpretá-lo.
Logo, para ESCUTAR é necessário OUVIR primeiro.
Como mencionei antes, o uso dos aparelhos auditivos ( bem ajustados, é claro)  devolve a audibilidade ao usuário. E a compreensão? Qual a forma de melhorar o ESCUTAR?
Não existe fórmula mágica e sim algumas dicas que podem ajudar a ESCUTAR:
  • Usar aparelho auditivo nos 2 ouvidos é sempre melhor ( salvo algumas exceções – fale com seu fonoaudiólogo).
  • Use seus aparelhos auditivos  no mínimo 8 horas por dia. Seus ouvidos precisam se habituar a ouvir mais! 
  • Como diz a fonoaudióloga (e grande amiga <3 coutinho="" liana="" nbsp="" strong="" style="box-sizing: border-box;">OUVIR
 é uma ginástica cerebral!” E só treinando que conseguimos melhoras.
  • Lembre-se que para ESCUTAR é preciso OUVIR bem antes!
  • Não desperdice qualquer pista visual! Olhar o rosto do outro facilita o entendimento de fala.
  • Fuja de locais barulhentos na hora da conversa!
  • Leia o post : Como conversar com alguém que usa aparelho auditivo?
  • Fonte: naoescuto.com

    Vendida para o EI, menina era obrigada a recitar o alcorão durante estupros.

    Verdadeiro absurdo..

    Yahoo Brasil 

         Reprodução
      Reprodu&ccedil;&atilde;o


    A cada dia que passa o Estado Islâmico comprova que não possui limites. Uma adolescente de 17 anos, vendida como escrava sexual ao grupo, relatou o desespero dos dias que viveu nas mãos do grupo. Atualmente, ela está grávida de três meses.

    A garota descreveu sua rotina e relatou todo o horror que passava. Ela era estuprada diariamente por seu “dono” e, além disso, era obrigada a satisfazer todas as vontades dele com a ameaça de ser chicoteada. Uma das principais ordens, diz ela, era de recitar o alcorão durante o estupro.

    Quando não realizava todos os desejos sexuais dos estupradores, ela afirma ter sido agredida com chibatadas e com água fervente derramada em suas coxas. De acordo com o relato, ainda, ela diz que sempre seu “dono” convidava um amigo para participar do estupro.

    A jovem de 17 anos foi sequestrada em agosto do ano passado quando o EI invadiu Shingal. Ela foi algemada e mantida em um hotel com outras mulheres, que antes de serem vendidas passavam por um exame para comprovar suas virgindades. 

    O exame era apenas o começo da venda, uma vez que, comprovada a virgindade, as meninas eram enfileiradas em uma sala de 40 homens que as selecionavam pelo cheio. O responsável pela “compra” da jovem que denunciou os abusos levou com ela outras três meninas, sendo uma delas a irmã de apenas 10 anos.

    sexta-feira, 29 de maio de 2015

    Seleção Brasileira masculina de vôlei sentado participa de competição aberta na Bósnia em preparação para Toronto-2015.

                             Seleção Brasileira comemora vitória em partida nos Jogos de Londres

    A Seleção Brasileira masculina de vôlei sentado participa a partir desta sexta-feira, 29, na Bósnia, do Sarajevo Open. A competição vai reunir seleções – Estados Unidos, Holanda, Rússia, Croácia e Azerbaijão – e quatro clubes europeus com tradição na modalidade.
    O grupo brasileiro é o mesmo que vai disputar os Jogos Parapan-Americanos de Toronto-2015. De acordo com Amauri Ribeiro, presidente da Confederação Brasileira de Vôlei para Deficientes (CBVD), a competição será boa para a preparação da Seleção. “É um campeonato com equipes fortes e nosso objetivo é a medalha de ouro. E com o nível que está, podemos usar o evento como preparação para Toronto e também para os Jogos Paralímpicos do ano que vem”, explicou.
    Além de Brasil e das seleções citadas anteriormente, também participam do Sarajevo Open o OKI Fantoni, equipe anfitriã e com jogadores campeões mundiais pela Bósnia, em 2014; Bayer, da Alemanha; Piremon SE, da Hungria; e SDI Hrabi, da Croácia. As partidas se estendem até o domingo, 31.

    Mara Gabrilli quer que SUS distribua cadeiras de rodas que ficam em pé.

    A deputada federal Mara Gabrilli (PSDB-SP) protocolou indicação ao Ministério da Saúde para que o SUS avalie a distribuição de cadeiras de rodas ortostáticas, modelo que permite aos usuários ficar em pé.

      Mara em pé post

    Segundo a parlamentar são muitos os benefícios trazidos aos usuários dessas cadeiras. “Ficar em pé não traz apenas benefícios fisiológicos, como aperfeiçoamento da função circulatória, digestiva e respiratória, mas também melhora a qualidade de vida, com a redução da incidência de escaras, desconfortos por pressões lombares e doenças como a osteoporose”, explica Mara Gabrilli. “Por outro lado, a pessoa com deficiência pode alternar posições e enxergar o mundo sob um ângulo diferente. Por isso, o seu uso também contribui para o aumento da autoestima e da autorrealização”, completa.
    O Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou que existem, no Brasil, 45,6 milhões de pessoas com alguma deficiência (23,91% da população). Desses indivíduos, cerca de 13 milhões (7% dos brasileiros) têm deficiência motora, dos quais 4,4 milhões (2,33% da população total) apresentam níveis severos de limitação.
    De acordo com a publicação Saúde Brasil 2011, do Ministério da Saúde, os eventos externos originadores de morbidade, como os acidentes automobilísticos, quedas e episódios de violência, representam importante causa de internação nos hospitais do Sistema Único de Saúde. No período de 2002 a 2011, por exemplo, a proporção de internações por causas externas apresentou aumento progressivo (de 6,1% em 2002 para 8,6% em 2011), com destaque para maior incidência em indivíduos adultos do sexo masculino (homens representaram 70,4% das internações por essas causas, e as mulheres, 29,6%).
    Já a revista O Mundo da Saúde, do segundo trimestre de 2012, informa que as estatísticas em âmbito mundial demonstram que de 30 a 40 pessoas a cada milhão de habitantes sofrem lesão medular anualmente. No Brasil, de acordo com o Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), que computa as internações nos hospitais próprios ou conveniados, num total de 20 milhões de internações, 20 mil correspondem a lesões da coluna e da medula. Muitas dessas vítimas ficam acometidas por lesão medular permanente, que varia quanto a sua intensidade e leva à perda parcial ou total da função motora, sensitiva e complicações no sistema orgânico.
    Além de proporcionar bem estar ao cidadão, Mara Gabrilli afirma que a cadeira de rodas ortostática pode trazer economia ao SUS. “Alguns agravos como a osteoporose, escaras, complicações digestivas, respiratórias, circulatórias, dentre outros desconfortos que sobrecarregam o SUS, podem ser evitados com a adoção da posição ortostática por essa cadeira especial”, conclui a deputada.

    Mãe paga facilitador para filho com deficiência em escola pública do Rio.

    Sheila Velloso tenta, desde o começo do ano, matricular o filho Pedro, de 8 anos em escola pública.

                                      Foto de um livro em fundo amarelo


    Mães de crianças com deficiência são obrigadas a pagar um "facilitador" para que seus filhos possam acompanhar as aulas em escolas da rede pública municipal do Rio de Janeiro. A denúncia foi feita por Sheila Velloso, que tenta, desde o começo do ano, matricular o filho Pedro, de 8 anos. Ela explica que o filho tem síndrome de Cornélia de Lange, uma doença neurológica rara, e precisa de acompanhamento constante, mas a escola pública em que ele foi matriculado, a Pedro Ernesto, na Lagoa, não oferece o serviço.

    “Fiz a matrícula dele e me falaram que no momento não tinha ninguém para acompanhar o meu filho. Concordei que ele não podia ficar sem ninguém. A diretora me apresentou uma menina que estava chegando e era facilitadora de outra criança. Ela disse que ia todo dia com a criança, e que a mãe paga R$ 1 mil para ficar com ele, orientando. Voltei na regional e me falaram 'no momento não temos ninguém, se você conseguir alguém, ótimo, você traz aqui e a gente faz a fichinha'”.
    Sheila conta que procurou a rede municipal depois de ter a matrícula negada em cinco escolas particulares e uma amiga elogiar o trabalho oferecido pelo município. Há cerca de um mês, ela resolveu dar visibilidade ao caso por meio de um abaixo-assinado virtual que já conta mais de 10 mil apoiadores.
    “O que eu sei é que toda criança tem direito à escola, seja ela deficiente ou não. É o caso do meu filho. Ele é especial, ele precisa de uma orientadora ou facilitadora, e eu fiquei sabendo que na rede municipal tem isso; outras mães têm isso; então eu fui buscar, eu queria isso para o meu filho também. Se tem direito, vamos lá, tem que ter direito, então. O objetivo é conseguir a escola, não quero mais nada”, enfatizou ela.
    Sheila explica que não existe associação no Brasil que reúna parentes de pessoas com síndrome de Cornélia de Lange, apenas grupos de apoio em redes sociais. A doença afeta o desenvolvimento físico e intelectual da criança. “Agora ele fica a semana toda dentro de casa, só faz terapia ocupacional e fono[audiologia], atividades paralelas, mas escola mesmo ele não está frequentando”, acrescentou.
    Fundadora da organização não governamental Escola de Gente, que trabalha com inclusão, a jornalista e escritora Cláudia Werneck ressalta que é obrigação do município garantir acesso à escola para qualquer criança, já que o direito à educação é tão indisponível quanto o direito à vida.
    “Toda criança tem direito à escola, e isso independe de como essas crianças são, se enxergam, se têm uma síndrome genética ou não. Não existe não aceitar uma criança. Nesse caso, a escola condicionou a aceitação da criança à mãe fazer desembolsos particulares de um facilitador, isso também é inconstitucional, a escola pública não pode cobrar nada da família dos estudantes”, ressaltou Cláudia.
    A procuradora Regional da República Eugênia Gonzaga, do Ministério Público Federal em São Paulo, especialista em direitos de pessoa com deficiência, explica que os apoios necessários à inclusão de criança com deficiência fazem parte da obrigação do Estado com a educação.
    Segundo ela, “é ilegal. Não tem previsão em lei isso, e já tem até uma nota técnica do Ministério da Educação falando que isso é irregular. A gente ouve falar isso há anos no Rio de Janeiro, e agora é que os pais começaram a denunciar. Fere o código do consumidor, fere o direito da criança, é uma discriminação indevida da criança com deficiência”.
    De acordo com Eugênia, os pais devem documentar a exigência feita, para comprovar a irregularidade no Ministério Público. “Elas [mães] poderiam comprovar de alguma forma essa exigência da escola, porque às vezes a escola fala isso de boca, mas na hora de colocar no papel não [confirma]. Então, talvez provocar uma resposta por escrito da escola, para que conste essa prova de que a escola está fazendo exigência, e levar isso para o Ministério Público Estadual”, sugere.
    A secretária Municipal de Educação, Helena Bomeny, garante que essa não é a prática da rede. “Eu não sei como chegou essa informação à mãe, porque isso não procede. Nós oferecemos um estagiário, voluntário, para ficar como mediador na sala de aula junto com o professor. Então, eu acho que é um grande mal entendido, porque não se pode cobrar nada”, destaca.
    De acordo com ela, o caso de Pedro Velloso foi o primeiro que ela soube, e a rede tem mais de 1.500 estagiários e voluntários que fazem a mediação de crianças com deficiência nas escolas. “A gente pode entender que em uma determinada escola, como não havia um aluno incluído, na hora não tem [mediador]. Então, a coordenadoria, junto com o Instituto Helena Antipoff, faz o remanejamento profissional para que a escola passe a ter o mediador. Às vezes demora um dia, dois, três dias, porque a escola não tem e vai passar a ter essa necessidade”, disse ela.
    A secretária explica que todas as coordenadorias regionais de Educação têm equipes do instituto, que é uma referência nacional em deficiência e altas habilidades, e que todos os casos de inclusão de criança com deficiência devem ser analisados por especialistas.
    “Quando a gente faz a matrícula de qualquer aluno com deficiência é importantíssimo que o instituto esteja presente, porque junto com os pais é que eles vão decidir onde o aluno deve ficar melhor, se numa classe especial, numa sala especial ou se vai ser incluído. A gente sempre tentar incluir o aluno, porque ele evolui muito melhor”, acrescentou.
    Sheila Velloso relata que só soube do Instituto Helena Antipoff na última segunda-feira (25), quando ligaram para ela marcando reunião para amanhã (28).

    Maioria dos pais não adota criança com deficiência.

    Famílias que levam adiante a adoção admitem um grau de satisfação muito grande quando adotam uma criança com deficiência.

    Foto de símbolos da acessibilidade em fundo verde
    A adoção de crianças com deficiência é restrita por grande número de famílias. De acordo com a assistente social da LaramaraSite externo. - instituição especializada em deficiência visual e um centro de referência na América Latina no desenvolvimento e na pesquisa nesta área, Vera Pereira, o Cadastro de Adoção tem por objetivo de auxiliar os pretendentes à adoção, aproximando-os do adotado. Mesmo sendo grande o número de pessoas que fazem restrição, existe um grau de satisfação muito grande da família quando adota uma criança com deficiência. Muitas dessas família já têm filhos biológicos e o que se observa é a questão de fazer o bem a essas crianças. Para a assistente social, falta informação para as famílias candidatas à adoção de crianças com deficiência.


    Quem quiser mais informações sobre adoção de crianças com deficiência, pode buscar a Laramara - Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual, que funciona em São Paulo, no bairro da Barra Funda, à Rua Conselheiro Lotero, 3318 e o telefone para contato é (11) 3660-6465 e o endereço eletrônico é laramara@laramara.org.br. O email é verapereira.ss@laramara.org.br.

    Uma das medidas implementadas pelo governo para aproximar os dois grupos foi a aprovação da Lei 12.955/14, que estabelece prioridade de tramitação judicial aos processos de adoção envolvendo crianças ou adolescentes com deficiência ou doença crônica. Acompanhe esta entrevista no programa Revista Brasília sobre o assunto, com o jornalista Valter Lima, na Rádio Nacional de Brasília.

    quinta-feira, 28 de maio de 2015

    Cadeirante chegando em garota; Assista o vídeo!.

    Infelizmente a sociedade acredita que por uma pessoa ser cadeirante ela terá mais dificuldade em relação às cantadas, paquera, namoro… Entretanto não é uma cadeira de rodas que será o empecilho para uma paquera, mas sim a insegurança da pessoa. Acredito que o fator principal que faz com que o homem atraia e conquiste mulheres é sem dúvida a CONFIANÇA.
    Abud Sadek e Luis Desiró, do canal do You Tube AbudTV, tiveram a ideia de fazer um vídeo que abordasse essa questão. Eles foram às ruas com uma cadeira de rodas e assim fizeram.  Será que eles conseguiram alguns telefones? Assista o vídeo!



    Fonte: www.deficienteciente.com.br

    França debate o acompanhamento sexual a pessoas com deficiência.

    Com o recente lançamento do livro "En Dépit du Bon Sens" (em português, "Apesar do Bom Senso"), autobiografia de Marcel Nuss, célebre militante pelos direitos das pessoas com deficiência, a França voltou a falar sobre a assistência sexual a pessoas com necessidades especiais. A atividade, que já foi adotada em alguns países europeus, é proibida na França porque é considerada uma forma de prostituição.

    por Daniella Franco

    Cena do filme "As Sessões", de Ben Lewin, no qual Holly Hunt vive Cheryl, a acompanhante sexual de Mark, portador de deficiência física interpretado por John Hawkes.
    Cena do filme "As Sessões", de Ben Lewin, no qual Holly Hunt vive Cheryl, a acompanhante sexual de Mark, portador de deficiência física interpretado por John Hawkes.
    Divulgação

    Marcel Nuss sofre de amiotrofia espinhal, uma doença degenerativa, que compromete gravemente o sistema respiratório e atrofia os músculos. Em seu novo livro, o militante descreve seus sessenta anos de luta, de maus tratos médicos e administrativos. Também denuncia a incompetência de políticos no tratamento de questões relacionadas aos direitos e ao bem-estar das pessoas com deficiência física na França.

    Na obra, Nuss também fala da criação da Associação Para a Promoção do Acompanhamento Sexual (Appas), na cidade de Erstein, no nordeste da França. "A assistência que propomos tem o objetivo de ajudar as pessoas com deficiência a desenvolver sua autoestima e sua confiança. Isso permite que elas descubram seus próprios corpos", disse, em entrevista à RFI.

    A ideia divide os franceses, encontra resistência de muitas organizações e fica estagnada no âmbito político. Entrevistada pelo jornal Libération, a presidente da associação Femmes pour le Dire, Maudy Piot, que milita pelos direitos das mulheres, classifica o trabalho dos acompanhantes sexuais de pessoas com deficiência física como um "comércio do corpo". "Uma prestação sexual com hora e dias marcados! Onde está o desejo? Onde está o amor?", questiona.

    O governo francês lava as mãos quando a questão vem à tona. Em 2011, o deputado do partido UMP Jean-François Chossy apresentou na Assembleia francesa um relatório onde ressalta a necessidade "de todas as pessoas receberem a assistência humana necessária para a expressão de sua sexualidade" e onde faz um apelo por um debate ético e jurídico sobre a questão. Em 2012, o presidente François Hollande prometeu promover um debate sobre o acompanhamento sexual a pessoas com necessidades especiais na sociedade francesa. Em 2013, o Comitê Consultativo de Ética francês se pronunciou sobre a questão se manifestando sobre o "princípio da não utilização comercial do corpo humano". Desde então, a discussão está estagnada.

    Atividade é reconhecida em sete países europeus, EUA e Israel
    A assistência sexual já é uma realidade em Israel e nos Estados Unidos, onde o debate sobre a atividade também é intenso. Em 2012, o longa The Sessions (As Sessões), do diretor Ben Lewin, contribuiu para popularizar a prática no país. Na Europa, a atividade é reconhecida na Alemanha, Holanda, Dinamarca, Suíça, Áustria, Itália e Espanha.



     Embora ilegal, o acompanhamento sexual não deixa de acontecer na França. Várias associações francesas relatam receber pedidos frequentes de pessoas com deficiência física que procuram acompanhantes sexuais. Em muitas organizações, os contatos dos acompanhantes são colocados à disposição dos interessados.

    O trabalho e a militância dos assistentes ajudam a desmistificar a atividade. Em vídeos publicados na internet, Jill Prêvôt-Nuss, assistente sexual da Appas e esposa de Marcel Nuss, define o acompanhamento sexual como uma forma de terapia corporal e psicológica que não pode ser banalizada. "As pessoas com deficiência são geralmente tocadas todos os dias por dezenas de mãos para serem vestidas, lavadas, carregadas, alimentadas, mas nunca acariciadas sexualmente. A sexualidade é um direito fundamental que diz respeito à saúde e a liberdade de cada um", defende.

    Com base no interesse crescente e desafiando a justiça francesa, a Appas promoveu, em março, a primeira formação de assistentes sexuais no país em Erstein, perto de Estrasburgo, no nordeste da França. O evento quase foi cancelado de última hora, depois que a direção do hotel onde seria realizado alegou temer ser processada por proxenetismo. Mas uma decisão do tribunal de Estrasburgo obrigou o estabelecimento a acolher o evento por considerá-lo como uma "formação pela educação sexual geral".

    "O que defendemos é um direito fundamental à vida afetiva e sexual para as pessoas com deficiência. E sobretudo feito por pessoas e para pessoas que fazem essa escolha livremente. É preciso que todos entendam bem isso", explica Jérémy Kolbecher, um dos administradores da Appas.

    No Brasil, ainda é tabu
    Mas, em muitos países, como o Brasil, a assistência sexual não é nem mesmo conhecida. A sexualidade das pessoas com deficiência física, para os brasileiros, ainda é tabu, explica a jornalista e consultora em inclusão e diversidade, Leandra Migotto Certeza. "Há essa ideia de que as pessoas com deficiência são assexuadas. A questão é pouco discutida mesmo no meio acadêmico e entre os militantes", observa.

    Leandra ressalta que o pior preconceito é o que acontece dentro das famílias das pessoas com deficiência. "É preciso que todos estejam cientes que a sexualidade não deixa de existir porque você a pessoa tem uma deficiência. Mesmo estando em uma cadeira de rodas ou com tetraplegia, as pessoas têm desejo sexual", ressalta.

    O psicólogo, fundador do blog Inclusão Diferente e autor do livro Sexualidade e Deficiência, Damião Marcos, conta que muitas famílias resolvem a questão da experiência sexual de parentes com deficiência de forma inapropriada. "Alguns familiares levam seus filhos ou filhas para prostíbulos. Como no Brasil não existe esse acompanhamento sexual para as pessoas com deficiência, as famílias que entendem essa necessidade não têm outra saída", conta.

    Fantasias Caleidoscópicas
    Pensando nesse vácuo sobre a sexualidade das pessoas com deficiência no Brasil, Leandra criou, em parceria com a fotógrafa Vera Albuquerque, o projeto Fantasias Caleidoscópicas, um ensaio fotográfico sensual de pessoas com deficiência física. "O objetivo é desmistificar o tabu da sexualidade da pessoa com deficiência e também de mostrar a realidade dessa beleza e dessa estética."

    A jornalista e consultora em inclusão e diversidade, Leandra Migotto Certeza, idealizadora do projeto Fantasias Caleidoscópicas, ensaio fotográfico que tem objetivo de desmistificar o tabu da sexualidade de pessoas com deficiência.
    Vera Albuquerque/Fantasias Caleidoscópicas
    As fotos são expostas com os relatos dos modelos: homens, mulheres e casais hétero e homossexuais. Além disso, o projeto também conta com um documentário e oficinas educativas interativas sobre saúde sexual.
    Fantasias Caleidoscópicas foi premiado no 6º Congresso Internacional "Prazeres Dês-Organizados – Corpos, Direitos e Culturas em Transformação”, em Lima, no Peru, em junho de 2007. Leandra e Vera trabalham agora na sequência do projeto e buscam patrocínio para a realização dele.

    Bruna Alexandre representa o Brasil no Aberto da Alemanha de tênis de mesa, a partir desta quarta, 27.

     

    A mesatenista Bruna Alexandre inicia nesta quarta-feira, 27, a disputa do Aberto da Alemanha, em Bayreuth. No evento fator 40, o mais alto do Circuito Mundial, a brasileira poderá ter, após quase um ano, a oportunidade de voltar a enfrentar a chinesa Yang Qian, com quem briga pela vice-liderança do ranking mundial da Classe 10.
    Medalhista de bronze no Campeonato Mundial do ano passado, tanto no individual quanto por equipes, Bruna está na terceira posição da lista, com 1.719 pontos – apenas 61 atrás da rival asiática.
    “É sempre um jogo muito disputado com ela. Ganhei a última, mas é muito duro. Ela está melhorando. Jogamos a última vez antes do Mundial. Certamente ela cresceu. Vamos ver no que vai dar”, comentou Bruna.
    Em busca da segunda colocação do ranking, a brasileira chega embalada à Alemanha. Há três semanas, Bruna conquistou o ouro individual e a prata por equipes no Aberto da Eslovênia, vencendo todos os seus jogos da competição.
    Na sequência, Bruna passou por uma semana de treinamentos com a seleção francesa infantil, em Nantes. De lá, a mesatenista seguiu para o Aberto da Croácia, onde disputou as chaves individuais adulta e sub-21, além das duplas femininas.
    “Lá, o nível foi muito forte. Mesmo perdendo alguns jogos, consegui atuar bem. Fiz muitas bolas boas, consegui colocar na mesa tudo o que vinha treinando. O psicológico e o lado físico também estão melhores. Fiquei muito feliz com o meu desempenho”, afirmou.
    O nível seguirá alto na Alemanha. Das dez primeiras colocadas do ranking mundial, seis estarão em Bayreuth: além de Bruna e Yang, também estão na disputa a croata Mirjana Lucic (5ª), a dinamarquesa Sophie Walloe (7ª) e as turcas Turkkan e Merve Demir (10ª).
    A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva (Comitê Olímpico do Brasil e Comitê Paralímpico Brasileiro) – Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal – Ministério do Esporte.
    Com informações da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM).

    Implantes cocleares: tecnologia preenchendo o silêncio com o som da vida.


    Há eventos que passam conhecimentos técnicos de suma importância para a formação profissional. Há outros que passam conhecimentos que vão além do aspecto técnico e tocam a plateia de forma muito singular. Um exemplo é o VI Congresso Iberoamericano de Implantes Cocleares e Ciências Afins – Gicca 2015, que aconteceu no Centro de Convenções Rebouças, de 20 a 23 de maio, e é promovido pelo Centro de Implantes Cocleares do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Trata-se de um evento em que foi demonstrada a importância de coisas simples da vida, como o som do cotidiano.


    Diferentemente de eventos que reúnem pessoas sérias, concentradas e, na maioria das vezes, profissionais já formados e estudantes interessados, neste, além desses, reuniu pacientes atendidos pelo HC, crianças e familiares envolvidos no tema “surdez e implantes cocleares”.

    O implante coclear é uma prótese eletrônica colocada na estrutura coclear do ouvido (órgão responsável pela audição) que capta os sons externos e os transforma em sinal elétrico que é interpretado pelo cérebro como estimulo sonoro.

    A jovem publicitária Lak Lobato tem implante coclear e já lançou o livro “Desculpe, não ouvi”. Ela apresentou seu depoimento sobre como ficou surda e como o implante mudou sua vida, passando de surda oralizada para ouvinte novamente. Foi um momento singular do Congresso!!

    “Um certo dia, aos 10 anos de idade, acordei mergulhada em um silêncio surpreendente. Nenhum barulho, nenhum som, chamei minha mãe, não ouvi minha voz e nem a resposta dela. Não ouvia a obra no terreno da frente da minha janela. Estranhei que não estavam trabalhando na obra naquela manhã. Fui até a janela ver e sim, eles estavam trabalhando normalmente, mas eu não ouvia nada, havia acordado surda e, mesmo 20 anos depois, não havia um diagnóstico conclusivo do que ocorreu: fiquei surda dos dois ouvidos por mais de 20 anos.

    Eu me lembro que eu fiquei encantada quando ouvi o barulho da pipoca, aquele ploc, ploc, ploc estourando na panela, parecia que a pipoca ficou mais gostosa por causa do barulho. O barulho da chuva, ao ouvir o barulho do mar depois de 20 anos de silêncio foi uma grande emoção, o som da abertura da latinha de refrigerante...


    Eu fiquei encantada ao descobrir que quando você passa a mão no cabelo faz barulho, quando você veste algo, faz barulho. Esfregar as mãos faz barulho e eu fiquei encantada. Cada vez que eu ouço o barulho quando esfrego as minhas mãos, eu penso imediatamente no abraço do meu pai.

    Depois de 3 anos ouvindo estou deslumbrada. Sentir o prazer de escutar, é sensacional, traz uma vida sonora para a vida da gente. Após dois implantes cocleares (um em cada lado) consegui ouvir a voz do meu marido. Fiquei muito feliz, estava enfim ouvindo novamente. O implante coclear realmente funciona!”, destacou Lak Lobato.

    O PAPEL DA TECNOLOGIA
    A Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Dra. Linamara Rizzo Battistella, que também é médica especializada em reabilitação, foi convidada a prestigiar o Congresso, e destacou o papel da tecnologia para que os cidadãos tomem seus lugares como protagonistas e sejam cidadãos de direitos, com capacidade de interferir na sociedade e de mudar a história de sua comunidade. “A tecnologia equipara direitos. Nenhum país pode ser verdadeiramente justo se ele não entender a singularidade de cada um de seus cidadãos. É preciso entender o que faz a política, mas é preciso acima de tudo exigir os nossos direitos, políticos e sociais”, destacou a Secretária.

    Dra. Linamara lembrou, ainda, que desde 1946, a Declaração Universal dos Direitos Humanos estabelece a saúde como um direito social, elencado na terceira geração dos direitos humanos. “Como direito universal, a saúde exige cobertura universal. Cada uma das tecnologias que chegam nos permitem afirmar, com estudos econômicos, que há uma sensível redução nos gastos com saúde, ao se multiplicar as oportunidades. Ao se multiplicarem as oportunidades de atendimento, nós estamos levando mais crianças para a sala de aula, estamos formando uma nova geração de trabalhadores que vão devolver na forma de trabalho o que o estado investiu na forma de saúde”.

    Ela ressaltou que se trata de um ciclo de desenvolvimento sustentável. “Este é o modo das nações avançadas encontrarem o seu modelo de desenvolvimento. Todos, juntos, todo mundo dentro da sociedade, todo mundo participando, cada um do seu jeito, cada um com as suas necessidades, mas juntos conquistando um novo modelo de desenvolvimento, onde fraternidade e solidariedade são abraçadas pela tecnologia e são financiadas por esse estado, que arrecada e que olha para cada um dos contribuintes com respeito, com a garantia da igualdade de direitos”, enfatizou.

    A Secretária acrescentou, ainda, que é o ciclo da inovação tecnológica que cria um novo mercado, que dá garantias de mais produção. “Cada um dos senhores como consumidores, estão alimentando a cadeia produtiva, uma cadeia que emprega, que recolhe salários. Portanto, é esse o mundo que nós queremos, o mundo onde as pessoas são atendidas com modernas tecnologias, e essas pessoas ao serem atendidas, estão gerando empregos, gerando desenvolvimento e elas mesmas estão se apropriando de um novo modelo de um novo mundo. Este mundo que nós estamos visualizando, e cada um de nós está tangenciando e vivendo, é o mundo do futuro. É o mundo onde a tecnologia nos aproxima, é o mundo onde a tecnologia nos faz mais eficientes. É preciso garantir que isso seja também abrangente. Não basta que a gente tenha para alguns, é preciso que todos tenham acesso. Esse é o grande desafio, que vai ao encontro da formação de recursos humanos, garantia de cobertura universal. Todos nós sabemos aquilo que é preciso, mas poucos conheceram e experimentaram para poderem escolher. Mas precocemente as crianças com surdez devem ser colocadas em uma situação de avaliação, de diagnóstico que permitam a seus responsáveis escolher o melhor caminho.”

    “Nós só queremos aquilo que conhecemos. As famílias precisam conhecer as opções. Enquanto nós não difundirmos de uma maneira universal todas as oportunidades de tratamento que existem para surdez, nós não estaremos cumprindo o nosso papel. Por isso, num congresso como esse, onde participam luminárias da ciência e aqueles que se beneficiam dos avanços tecnológicos, nós vemos o horizonte da mudança, nós sentimos a oportunidade da mudança.  E o Governo do Estado de São Paulo e o nosso governador Geraldo Alckmin sente muito orgulho de poder de alguma maneira participar, ajudar, apoiar e financiar iniciativas como esta”, afirmou a Secretária.

    PERGUNTAS EM VÍDEOS
    Na parte final do evento, alguns questionamentos de pessoas surdas gravados foram apresentados no telão para que os profissionais da mesa respondessem ou tentassem esclarecer. Um deles é uma pergunta recorrente e quem atua no segmento das pessoas com deficiência a ouve com frequência: “por que aos surdos não são dados os mesmos direitos que são assegurados a quem tem outro tipo de deficiência e por que é necessário ser surdo bilateral (e não em apenas um dos ouvidos) para ter direito a benefícios?” Outra questão comum: “por que o estado oferece o aparelho auditivo mas não oferece as pilhas?”

    A Secretária de Estado, médica e professora da USP, Dra. Linamara Rizzo Battistella, esclareceu:
    “Partindo do pressuposto do controle e avaliação, sob o olhar da gestão, é muito complexo você controlar o descarte e a utilização da pilha. Nós tínhamos que chegar a algum formato de política pública para o segmento dos surdos. Também sabemos que muitas pessoas abandonam o aparelho por falta de pilha ou bateria. Não existe um parâmetro único de uso dos aparelhos auditivos, nem tempo de uso igual para todas as pessoas surdas. O desgaste está relacionado ao tempo de uso, algumas pessoas usam o dia inteiro. Outras pessoas utilizam de forma intermitente e como é que se parametriza isso? Como é que você faz proposta de compra para garantir aos usuários a reposição? Se eu não sei quanto eu vou gastar, eu não sei como preparar o recurso. Esse é um aspecto, mas tem outro aspecto que precisa ser claro: a saúde é uma condição de dupla mão, eu recebo o tratamento mas eu tenho que dar a minha responsabilidade individual.

    Eu posso dar um exemplo bem simples, o indivíduo que tem uma dor nas costas e tem que tomar um remédio, mas ele precisa associar ao exercício, ele precisa fazer o exercício independentemente de estar ou não dentro do hospital. É um compromisso dele para a vida toda. Isso não significa custo? Significa porque ele vai precisar de um tênis e outros itens que o permitam cumprir este compromisso, mas se a gente não tiver um ajuste perfeito entre o que é um compromisso do estado e do cidadão, inviabiliza qualquer conta, inviabiliza qualquer mecanismo de controle. Eu não estou dizendo que nós não devemos oferecer este suporte, manutenção é necessária, estou dizendo que é muito difícil para o estado garantir um controle adequado. Aquilo que a gente não pode controlar para fins de política pública, é melhor não oferecer”.

    Sobre o benefício da equiparação de oportunidades para as pessoas com deficiência de forma igualitária, foi destacado que é preciso observar a funcionalidade da pessoa. Se uma pessoa tem sua funcionalidade comprometida pela deficiência auditiva ela é contemplada pelos direitos assegurados pela legislação. Porém, se a surdez unilateral não a impede de executar tarefas comuns do dia a dia, não há necessidade de condições diferenciadas para o exercício de sua cidadania.

    A Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência é clara ao associar a definição de deficiência à condição presente na sociedade, sendo considerada pessoa com deficiência aquela que tem impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdades de condições com as demais pessoas.



    O INÍCIO
    A cirurgia de implante coclear começou a ser realizada em 1.992, no HCFMUSP, com a finalidade de pesquisar a evolução de cada paciente implantado. "Observamos um resultado altamente satisfatório e quando foi assinada a portaria MS 1287, em 1.999, pelo então Ministro da Saúde, José Serra, foi ampliado o número de cirurgias que atualmente já passa de mil imantes já realizados.

    Realizada em pacientes que nasceram surdos ou perderam a audição por meningite, traumas, utilização de ototóxicos, entre outras causas, no início muitos pacientes infantis foram operados. Com o passar do tempo, jovens e adultos também passaram a fazer parte do quadro de implantados no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, todos com resultados bastante positivos.