sábado, 6 de junho de 2015

Comissão aprova cota para pessoas com deficiência em vestibulares.


foto: www.bonde.com.br


A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência aprovou, na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 485/15, que estabelece reserva de vagas para pessoas com deficiência em vestibulares de universidades federais e em processos seletivos de escolas técnicas federais de nível médio. A proposta, de autoria do deputado Alfredo Nascimento (PR-AM), define uma cota de, no mínimo, 5% das vagas de cada curso.
A relatora na comissão, deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO), defendeu a aprovação do texto. Ela destacou que a medida garante mais oportunidades no mercado de trabalho para os cidadãos com deficiência. “Não acredito em outra condição maior que a educação para combater as desigualdades e as diferenças de chances de emprego”, afirmou a deputada.
Algumas instituições já criaram cotas específicas para pessoas com deficiência – é o caso, por exemplo, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), que implantou essa reserva em 2014. Segundo o coordenador de escolaridade e cadastro de alunos no Enem/Sisu da UFPB, professor João Vanderberg, a implantação das cotas foi um movimento importante para que a universidade atendesse ao que já está previsto na legislação sobre acessibilidade. “Em consequência dessa oferta, hoje nós temos um Comitê de Acessibilidade, que faz o acompanhamento de todos esses candidatos que ingressam na nossa instituição”, declarou.
Lei de Cotas
O texto aprovado pela comissão acrescenta à Lei de Cotas (12.711/12) a previsão de reserva de pelo menos 5% das vagas, em universidades federais e escolas técnicas de nível médio, para candidatos com deficiência.
Atualmente, a legislação prevê que 50% das vagas nessas instituições sejam destinadas a alunos oriundos da rede pública – desse percentual, as cadeiras devem ser preenchidas, por curso e turno, por candidatos autodeclarados pretos, pardos e indígenas, em proporção no mínimo igual à representação dessas etnias na população da unidade da Federação em questão, conforme o último censo do IBGE.
Fontes: www.bonde.com.br - pessoascomdeficiencia.com.br

Cadeirante fica preso em passagem de pedestres em shopping.

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A administradora de empresas Débora Landim, de 36 anos, denuncia uma situação constrangedora que viveu com o marido, João Alexandre, de 42, ao tentar sair do Shopping Flamboyant, em Goiânia. Cadeirante, o homem ficou preso em uma das passagens de pedestres do estabelecimento e, segundo ela, nenhum funcionário os ajudou.
“A gente teve que contar com a solidariedade das pessoas que passavam no local, já que muita gente ficou sem conseguir passar. Felizmente meu marido não se feriu, mas foi muito constrangedor”, contou Débora ao G1.
Em nota, o Shopping Flamboyant lamentou o fato envolvendo João Alexandre e reiterou que “as dimensões da passagem consideram modelos de cadeiras de rodas convencionais, com tamanhos e formatos diferentes da apresentada, que parece ser um modelo especial motorizado”.
O estabelecimento destacou que não há registros de casos semelhantes e que sua equipe “possui todo aparato para prestar apoio especializado, mas como o departamento de segurança não foi acionado, não teve como auxiliar o cliente”.

Transtornos
O caso ocorreu no último dia 1º de maio, mas só agora foi divulgado. Segundo a administradora, ela e o marido foram ao local para ir ao cinema e entraram de carro. Eles compraram os ingressos, mas, como a sessão ainda ia demorar, decidiram deixar o carro estacionado e seguir até a casa de um parente que fica nas proximidades.
“Para não ter o transtorno de sair com o carro e perder a vaga, eu decidi ir a pé e ele na cadeira, que é motorizada. Mas a gente nunca imaginou que não existe uma saída adequada para cadeirantes e que ele ia ficar preso”, disse.
Para sair da passagem, um braço da cadeira precisou ser desmontado. Débora diz que ficou revoltada por ninguém do shopping os ajudar. “As pessoas que ficaram com dó e nos socorreram. Os funcionários de lá até ficaram olhando de longe, mas ninguém veio para retirar ele de lá”, reclamou.
Ela espera que alguma providência seja tomada para evitar que a situação se repita. “Meu marido sofre de uma doença e está perdendo os movimentos. Assim como ele, muita gente, mesmo com a mobilidade reduzida, precisa ir e vir e nem sempre está de carro. Tomara que alguma coisa seja feita”, diz a administradora.
O Shopping Flamboyant informou, ainda, que “visando oferecer inclusão e acessibilidade, cumpre com todas as normas vigentes, respeitando com rigor critérios como número e reserva de vagas, rampas para acesso facilitado e passagens de pedestres”. O estabelecimento ressaltou que é vistoriado pelos órgãos competentes “periodicamente”.
Fontes: g1.globo.com - pessoascomdeficiencia.com.br

Veja como solicitar atendimento especial na prova do Enem 2015.

Pessoas com deficiência devem solicitar no ato da inscrição. Atendimento específico é oferecido para gestantes, idosos e sabatistas.

                               Foto do logo do Enem 2015

Os candidatos com deficiência podem solicitar atendimento diferenciado durante o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)Site externo.em 2015. Para isso, é preciso informar durante a inscrição no site do Inep a condição que motiva o pedido.
As inscrições no exame nacional podem ser feitas até o dia 5 de junho.
Segundo o edital do Enem, o atendimento especial é oferecido para:
- pessoas com deficiência física
- deficiência auditiva
- deficiência intelectual
- surdez
- baixa visão
- cegueira
- autismo e demais condições especiais.

No ato da inscrição na página do Enem, o questionário pede ao candidato que especifique o tipo de auxílio ou recurso que precisará para fazer a prova. Provas em braile, com letra ampliada, salas com acessibilidade e auxílio para leitura são algumas das opções que os candidatos podem escolher.
O participante que declarar possuir deficiência também poderá solocitar um tempo adicional de até 60 minutos para a realização da prova, em cada um dos dias do exame.
Libras e áudio
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) disponibilizou um vídeo com o manual do Enem 2015 em librasSite externo. para pessoas surdas. O vídeo de uma hora e trinta minutos explica todas as regras do exame nacional.
No canal do Inep no Youtube é possível também assistir a vídeos com o passo a passo da inscrição.
A página de inscrição no Enem é acessível a pessoas com deficiência visual em computadores com leitores de tela. A área de validação da inscrição, por exemplo, em vez de apresentar uma série de imagens para seleção oferece a opção do estudar ouvir a uma pergunta e cadastrar a resposta.

Após cirurgias, menino ganha orelhas e usa óculos escuros pela 1ª vez.

BBC

PA
Cirurgiões usaram cartilagens das costelas de Kieran para criar a nova orelha
Cirurgiões usaram cartilagens das costelas de Kieran para criar a nova orelha 

O britânico Kieran Sorkin, de 9 anos, acaba de passar por uma operação e agora pode realizar um sonho antigo: usar óculos de sol pela primeira vez na vida.
O garoto nasceu sem orelhas, devido a uma condição conhecida como microtia, e tinha apenas pequenos lóbulos.

No procedimento pioneiro, cuja segunda fase ocorreu em fevereiro, os cirurgiões usaram cartilagens das costelas do garoto para criar a nova orelha de Kieran, que em seguida foi coberta com pele retirada de seu couro cabeludo. O molde foi a orelha de sua própria mãe.

Antes de uma cirurgia prévia, no ano passado, Kieran disse à BBC que sempre que olhava para seus amigos pensava: "Quero orelhas como as deles".

'Demais!'

Mas foi nessa quinta-feira que Kieran ouviu do seu cirurgião – Neil Bulstrode do Hospital Great Ormond, em Londres.

"Demais!", disse o garoto. "O dr Bulstrode fez meu sonho se tornar realidade."
A mãe do menino disse que não podia ter ficado mais feliz com o resultado. "Kieran foi muito corajoso durante toda essa jornada e o resultado foi incrível", disse.

"Foi a decisão certa e já está fazendo uma grande diferença na confiança e na autoestima dele."

Kieran já conseguia ouvir graças a um implante feito em uma cirurgia realizada anos antes.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Cadeirante realiza sonho ao fazer rapel em BH com o Corpo de Bombeiros.

Andréa Mascarenhas perdeu os movimentos das pernas aos 7 anos depois de um acidente com o carro da família; jovem prepara livro contando sua história.

por Carolina Caetano 

              
Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

O dia era especial, de muita festa. Afinal, Andréa Moreira Cançado Mascarenhas Fontes completava 28 anos. Porém, a jovem não esperava que o aniversário no último sábado (25) teria um gostinho diferente. Cadeirante há 20 anos, a jovem realizou o sonho de praticar rapel. O presente veio de militares do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais e o esporte foi realizado em Belo Horizonte.

“Eu tinha o sonho de escalar uma montanha. Minha amiga, a Laísa, sabia e fez contato com o amigo dela, que é da ONG “Ajudar Não Dói”. Ele logo entrou em contato com o batalhão, contou minha história para o tenente, que gostou e autorizou o rapel”, contou radiante a jovem.

Tudo foi organizado sem o conhecimento da Andréa, e com a ajuda da mãe dela, Lilita Mascarenhas.“Ela não sabia de nada. Falei que sairíamos no sábado e nos arrumamos. Sem que minha filha esperasse, um carro do Corpo de Bombeiros chegou com a sirene ligada e estacionou na nossa porta. Nesse momento, minha filha ficou sabendo que iria ao batalhão”, contou Lilita.

Já na Prontidão de Incêndio do 1º Batalhão, onde aconteceu a surpresa, a cadeirante foi recebida pelo comandante da Academia de Bombeiros Militar (ABM), tenente-coronel Erlon Dias do Nascimento Botelho. Enquanto a estrutura era montada, ela conheceu as instalações do local. Em seguida, a jovem se preparou para a aventura.

“Achei um máximo. Muita adrenalina e não tive medo. Sempre fui apaixonada pela profissão deles. Os bombeiros salvam vidas, e isso é muito bonito”, disse.

Andréa Mascarenhas descendo de rapel auxiliada por um bombeiro.
Além do rapel, que aconteceu na torre de instrução, Andréa subiu na viatura de Autobomba Plataforma Escada (ABPE). “Depois disso tudo, ainda ganhei uma camisa personalizada com o meu nome. Os bombeiros disseram que, agora, eu também faço parte da corporação”, explicou toda orgulhosa.

A alegria da filha é compartilhada pela mãe. Lilita emocionou-se ao contar à reportagem de O TEMPO o carinho e cuidado que os militares tiveram com a jovem. “Foi impressionante ver como eles trataram a minha filha. Ali não existia nada de superioridade de patentes. Eram todos iguais em prol do sonho da Andréa. Ao final, eles disseram que, a cada vida que fossem salvar, levariam o exemplo da dela. Sou grata por tudo que os militares fizeram. Foi um dia inesquecível”, explicou.

A ação contou com a participação de militares da ABM, do 1º Batalhão, do Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta a Desastres (Bemad) e do 3º Batalhão.

“Sou a cadeirante mais feliz do mundo”. 


A alegria de Andréa contagia quem convive com a jovem. Cheia de planos, ela finaliza o livro “Mãe Sem Igual”, onde conta a sua história.

“Sou a cadeirante mais feliz do mundo.Em 2013, realizei o sonho de conhecer o papa Francisco no Rio de Janeiro e receber uma benção dele. Agora, fiz o rapel. O próximo passo é concluir o meu livro, que, além de contar a minha história, e uma homenagem à minha mãe, que esteve comigo em todos os momentos”, disse a cadeirante.

Por sua vez, Lilita afirma que a filha é a responsável pela força que ela tem. “Sem saber, a Andréa me ensina uma coisa diferente a cada dia. É um presente de Deus”, finalizou. 

Acidente. 

Em 1994, com apenas 7 anos, Andréa perdeu os movimentos das pernas após um acidente de carro. A jovem voltava de um evento familiar com os pais e um primo de segundo grau. Na estrada de Cordisburgo, na região Central do Estado, ao fazer uma ultrapassagem, o pai da cadeirante capotou o carro e caiu em uma ribanceira.

Com o impacto do acidente, Andréa foi arremessada para fora do veículo. Ela ficou três meses e meio no coma. Acordou chamando pelo pai e pela mãe e, durante todos esses anos, vem se recuperando com o trabalho de fisioterapia.


Fontes: O TEMPO e BH Legal - www.fernandazago.com.br

Sociedade de geriatria lança campanha de prevenção ao herpes-zóster.

O brasileiro ainda não tem conhecimento completo sobre as complicações de saúde causadas pelo herpes-zóster, uma infecção viral que provoca pequenas bolhas na pele.

            Foto: Reprodução da Internet - Herpes-zóster
         

A conclusão é da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), que lançou ontem (4) uma campanha de esclarecimento da população sobre a doença.
 
A diretora científica da Seção São Paulo da entidade, Maisa Kairalla, informou que a melhor forma de identificar a doença é em uma consulta médica. Como sinais do herpes-zóster, ela apontou lesões vermelhas na pele e, com a evolução da doença, o aparecimento de criação de crostas escurecidas.
 
O atraso no diagnóstico é um dos maiores problemas. “Em geral as pessoas procuram três médicos para fazer o diagnóstico, então há um retardo que prejudica o tratamento. O que a gente gostaria é que as pessoas pensassem realmente que pode ser herpes-zóster, para ser mais bem identificado. A pessoa precisa ter lesão de pele e ela coça e dói. Às vezes, a gente pensa que é um inseto ou uma alergia e, na verdade, são sintomas. No início, ela coça bastante e a pessoa procura um médico por isso. O melhor é procurar um médico”, aconselhou, em entrevista à Agência Brasil.
 
A médica disse que a prevenção pode ser feita por uma vacina que ainda não está disponível na rede pública do Brasil. “Essa vacina é apenas privada, custa em média R$ 450 e ainda não está disponível no sistema público. É nova no Brasil, cerca de um ano, e há quase dez anos [foi] aprovada nos Estados Unidos. É uma vacina com eficácia acima de 70% contra a doença do herpes-zóster e a nossa perspectiva é que no futuro seja adotada por toda a população.”
 
Maisa Kairalla informou que o tratamento é feito à base de antivirais para tentar diminuir a replicação do vírus e a intensidade da doença. “O pior do herpes-zóster é uma consequência que ele traz, que é uma dor causada pela lesão do nervo onde ele se instalou. Isso pode durar anos e piora a qualidade de vida e reduz a funcionalidade do paciente, que muitas vezes fica deprimido porque não consegue nem se vestir. Se for um zóster ocular, pode cegar”, explicou.
 
A médica informou ainda que a doença tem maior incidência em idosos, e é por isso que a vacina é indicada para pessoas a partir dos 50 anos. Segundo ela, pesquisas dos Estados Unidos indicam que uma em cada três pessoas desenvolverá herpes-zóster durante a vida, atingindo 50% entre os indivíduos acima dos 85 anos de idade.
 
A diretora afirmou que no Brasil não existe um controle do número de pacientes, porque não é uma doença de notificação compulsória. “A gente tem muito retardo no diagnóstico ou não tem o diagnóstico, mas a gente estima que a população brasileira seja próxima dessa daí [das pesquisas americanas]”, destacou.
 
A médica espera que a campanha seja um alerta para que o Ministério da Saúde inclua a vacina no calendário oficial do país.
 

São Luís/MA recebe Regional de Goalball com atletas convocados para o Parapan.

  

Rio de Janeiro/RJ – Modalidade no qual o Brasil é o atual campeão mundial e prata paralímpico, o Goalball chega à São Luís, no Maranhão, para mais uma competição do calendário esportivo da CBDV, entre os dias 5 e 7 de junho. O Regional Nordeste 2015 vai colocar frente a frente equipes na disputa do título e das vagas para a Copa CAIXA Loterias, o principal evento do país.
 
Os jogos serão realizados na Escola São José Operário, com a participação de 15 equipes – nove masculinas e seis femininas –, de cinco Estados: Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba e Rio Grande do Norte. O evento irá credenciar os três primeiros colocados (campeão, vice e terceiro) da divisão masculina, mais a vencedora da disputa feminina, às vagas para o campeonato brasileiro da modalidade, que será realizado em Curitiba, no mês de outubro.
 
Craques não vão faltar. Alguns deles, inclusive, da seleção brasileira. Atual bicampeão brasileiro e regional, a APACE-PB conta com Romário Marques e José Roberto, como principais armas, para chegar ao 12º título regional da história. Os atletas foram confirmados, na última segunda-feira (1), na lista de convocação da Seleção Brasileira para a disputa dos Jogos Parapan-Americanos de Toronto, Canadá, de 7 a 15 de agosto.
 
A associação de João Pessoa também vai defender o título no feminino, conquistado duas vezes nos últimos três anos. No entanto, a equipe não terá vida fácil na disputa por mais um troféu. Melhor jogadora do campeonato na conquista da APACE-PB, em 2014, Denise Souza voltou a vestir a camisa da ADEVIRN/RN, onde também foi responsável direta pelo título do time potiguar, em 2013.
 
Além de APACE-PB e ADEVIRN-RN, também estão na disputa: ACEC-CE, APADEVI-PB, CEDEMAC-MA, IAPQ-PE, ICB-BA, ICP-PB e IERC-RN.
 
A competição é uma realização da Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV), com o apoio do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e do CEDEMAC-MA. Será a oportunidade para os atletas inscritos competirem em alto nível, e chamarem a atenção do técnico da seleção brasileira feminina, Dailton Nascimento, e do coordenador da modalidade, Paulo Miranda, que estão presentes durante todo evento.
 
Regulamento
 
As equipes serão separadas em dois grupos, em suas respectivas categorias. No masculino, as equipes são posicionadas conforme o ranking 2014. Por ser a melhor ranqueada, a APACE-PB ficará no grupo com o menor número de equipes, de um total de nove. Aquelas que não estão no ranking (ACEC-CE, APADEVI-PB e ICB-BA) serão sorteadas durante Congresso Técnico, que será realizado nesta quinta-feira (4). As duas melhores se classificam para as semifinais. As vencedoras da fase eliminatória disputam o título, e as derrotas jogam pelo bronze.
 
No feminina as equipes foram divididas em dois grupos de três cada. As primeiras colocadas das chaves avançam automaticamente para as semifinais, enquanto, segundas e terceiras, sem enfrentam na repescagem (2º do A x 3º do B e 2º do B x 3º do A). As vencedoras avançam para as semifinais. Em mais uma partida eliminatória, as vencedoras dos jogos fazem a final, e as perdedoras disputam o terceiro lugar.
 
Clique para conferir a tabela de jogos.
 
Serviço
Regional Nordeste de Goalball 2015
Data: 05 a 07 de junho
Horários: 08h às 18h50 (05/05); (06/06); 08h às 20h30; e 08h às 10h30 (7/06)
Local: Escola São José Operário
Endereço: Avenida Divina Providencia - Unidade 203, 100, Polo Iii - Cidade Operária - São Luís/MA
 
Foto: Romário Marques durante a Copa CAIXA Loterias 2014, em João Pessoa, defendendo arremesso no jogo contra a UNIACE-DF (Wander Roberto/CBDV/Inovafoto)

Fonte: cbdv.org.br
 

Inmetro muda normas para transporte de pessoas com deficiência em coletivos.


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Por determinação do Inmetro, a partir de 31 de março de 2016, veículos de transporte coletivo adaptados para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida não poderão mais ter cadeira de transbordo para embarque e desembarque desses passageiros. Por meio de portaria, o Instituto estabeleceu que o embarque e o desembarque, nesses casos, deverá ocorrer somente por meio da plataforma elevatória veicular certificada. 

A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e outros órgãos gestores do transporte coletivo, sob regime de fretamento e turismo, é que são responsáveis por estabelecer o percentual de veículos acessíveis, equipados com a plataforma.


                             Cadeira de Transbordo
                                      


Conforme o Inmetro, ônibus dobledeck que possuírem piso baixo, rampa de acesso e acomodação para pessoas com deficiência no primeiro piso não precisam instalar a plataforma elevatória.


Outras alternativas para garantir a acessibilidade aos ônibus e vans devem ser submetidas à avaliação técnica do Instituto.
Fontes: cnt.org.br - pessoascomdeficiencia.com.br

Comissão do Senado aprova Estatuto da Pessoa com Deficiência.

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado aprovou o projeto de autoria do presidente do colegiado, Paulo Paim (PT-RS), que cria a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Como a proposta já passou pela Câmara, agora falta apenas a votação pelo Plenário, prevista para a próxima quarta-feira (10), antes de a proposição seguir para sanção presidencial.


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   Senador Romário foi o relator do projeto, que é de autoria de Paulo Paim (direita)

Conhecido como Estatuto da Pessoa com Deficiência, o projeto teve como relator na comissão o senador Romário (PSB-RJ). Ele é pai de uma garota com síndrome de Down, Ivy, fato que diz ter sido a sua maior motivação para entrar na política. Bastante emocionado, ele assim resumiu o significado da aprovação do projeto:
Quis fazer algo concreto para essas pessoas. Por isso, acho que hoje faço o maior gol da minha vida, um golaço — disse, sempre referindo-se à filha caçula, hoje com 10 anos, com expressões como “um presente de Deus” ou “minha princesinha”.
Romário elogiou o autor da proposta, senador Paulo Paim, a quem chamou de “meu ídolo na política”. E destacou que, segundo o mais recente Censo do IBGE (2010), quase 24% da população brasileira sofre de algum tipo de deficiência, seja ela física ou mental.
São quase 47 milhões de pessoas que aguardam ansiosamente a aprovação deste Estatuto. Ele vai ter um efeito prático na vida destas milhões de pessoas afirmou o senador pelo Rio de Janeiro, para quem o estatuto marcará uma “nova era”.
Paulo Paim informou que a votação em Plenário na próxima quarta-feira é o objetivo declarado do presidente do Senado, Renan Calheiros.
A proposta prevê uma série de garantias e direitos às pessoas deficientes.
Pelo texto, fica classificada como “pessoa com deficiência” aquela que tem impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, que podem obstruir a sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.
A tônica do projeto, com mais de 100 artigos, é a previsão do direito de as pessoas com deficiência serem incluídas na vida social nas mais diversas esferas por meio de garantias básicas de acesso, a serem concretizadas por meio de políticas públicas ou de iniciativas a cargo das empresas.
Um dos pontos é o direito ao auxílio-inclusão para a pessoa com deficiência moderada ou grave. Terá direito ao auxílio quem já recebe o benefício de prestação continuada previsto no Sistema Único de Assistência Social (Suas) e que venha a exercer atividade remunerada que a enquadre como segurado obrigatório da Previdência Social.
O FGTS também poderá ser utilizado na aquisição de órteses e próteses.
O texto aprovado proíbe expressamente instituições de ensino privadas de cobrarem mais de alunos deficientes, além de as obrigarem a reservar no mínimo 10% das vagas nos processos seletivos de ensino superior e de formação técnica.
Na área da saúde, proíbe os planos de praticarem qualquer tipo de discriminação à pessoa em razão de sua deficiência.
Os teatros, cinemas, auditórios e estádios passam a ser obrigados a reservar espaços e assentos adaptados. Na área do turismo, os hotéis também deverão oferecer uma cota de 10% de dormitórios acessíveis.
Garante-se, finalmente, o recebimento, mediante solicitação, de boletos, contas, extratos e cobranças em formato acessível.
O texto aprovado estabelece que empresas com 50 a 99 empregados terão de reservar pelo menos uma vaga para pessoas deficientes ou reabilitadas. Atualmente, as cotas devem ser aplicadas pelas empresas com mais de 100 empregados. Os percentuais continuarão variando entre 2% e 5% do total das vagas. As empresas terão três anos para se adaptarem.
Para estimular a contratação de deficientes, a proposta muda a Lei de Licitações (8.666/1993) de maneira a permitir o uso de margens de preferência para as empresas que comprovem o cumprimento da reserva de vagas.
O projeto determina ainda que somente a contratação direta será levada em conta, excluído o aprendiz com deficiência de que trata a Lei da Aprendizagem.
O texto também cria o Cadastro Nacional de Inclusão da Pessoa com Deficiência com a finalidade de coletar e processar informações destinadas à formulação, gestão, monitoramento e avaliação das políticas públicas para as pessoas com deficiência e para a realização de estudos e pesquisas.
Várias prioridades passam a ser garantidas às pessoas com deficiência, como na tramitação processual, recebimento de precatórios, restituição do Imposto de Renda, além de serviços de proteção e socorro.
Fontes: jb.com.br - pessoascomdeficiencia.com.br

Paciente toca violão durante cirurgia no cérebro.

Anthony Kulkamp cantou até música dos Beatles enquanto realizava cirurgia para retirada de um tumor no cérebro. Bem sucedido, o procedimento durou 9 horas e foi realizado em Tubarão (SC)
do BOL, em São Paulo

 Reprodução/Youtube
 3.jun.2015 - Anthony Kulkamp cantou até música dos Beatles enquanto realizava cirurgia para retirada de um tumor no cérebro. Bem sucedido, o procedimento durou 9 horas e foi realizado em Tubarão (SC)


O bancário Anthony Kulkamp, com orientação médica, conseguiu tocar violão durante uma cirurgia realizada no cérebro, em um hospital de Tubarão (SC), para uma retirada de um tumor cerebral. As informações são do portal G1.

Com o violão, o bancário de 33 anos soltou a voz e cantou músicas como Yesterday, dos Beatles, Bem Maior, do Roupa Nova e Telefone Mudo, do Trio Parada Dura. O procedimento, feito no último dia 28, foi bem sucedido e durou quase 10 horas. O catarinense recebeu alta hoje.

De acordo com a reportagem, a equipe médica sugeriu que ele tocasse durante a cirurgia para garantir que nenhuma das funções necessárias, como a coordenação motora e a fala, fossem afetadas enquanto o procedimento era realizado.

Kulkamp descobriu o tumor cerebral duas semanas após o nascimento de seu filho Emanuel, em uma conversa com um tio. "Não consegui falar o nome do meu carro, travou. E na mesma semana eu tinha gaguejado. Fomos ao médico e descobrimos", contou ele, que tocou profissionalmente durante 20 anos e que, hoje, tem a música como hobby.

Durante a cirurgia, a equipe médica instruiu Kulkamp a intercalar as músicas com um período de descanso. Em alguns momentos, um anestesista ajudava o bancário com o peso do violão.

O paciente conta que o único incômodo que sentiu foi na mão. "Toquei seis músicas em determinados momentos. A mão do lado direito estava um pouco fraca por causa do lado onde eles estavam mexendo. Então eu parava e descansava. Fui intercalando as músicas e conversando com eles", afirmou.

Motivo
O anestesista Jean Abreu Machado explicou à reportagem do G1 o motivo de fazer Kulkamp cantar durante o procedimento. Segundo ele, quando o tumor está em áreas próximas da fala e da movimentação (como era o caso), há risco de perda das funções. Então, manter o paciente acordado é importante. "As áreas com funções especiais podem ser monitoradas em tempo real. Assim, são menores as chances de lesão e é possível uma otimização do tratamento."


Kulkamp conta que a música o ajudou no procedimento. "Acredito, inclusive, que isso tudo tenha sido programado, de ter atingido justamente uma área onde tenho meu dom. Deus me deu esse dom para auxiliar na recuperação e fazer a cirurgia com todo sucesso", disse o bancário.

(Com informações do G1)



Cadeirante homenageia moça que o ajudou a tomar sorvete: "já somos amigos"

Renata Tavares Do UOL, em Uberlândia (MG)


   Foto: Renata Tavares/UOL
   Lawane Rodrigues e o cadeirante José Avelino encontraram-se na tarde de hoje: "já somos amigos"
    Lawane Rodrigues e o cadeirante José Avelino encontraram-se na tarde de hoje: "já somos amigos"


A atendente Lawane Rodrigues, 17 anos, e o cadeirante José Avelino, 49 anos, que aparecem em uma foto compartilhada milhares de vezes nas redes sociais nesta semana, voltaram a se encontrar na tarde de hoje. Ele reapareceu no quiosque de sorvetes do McDonald's de um shopping de Uberlândia (537 quilômetros de Belo Horizonte, em Minas Gerais) em que ela trabalha.

José Avelino, que ficou com os movimentos comprometidos depois de ficar sem oxigênio no cérebro na hora do parto e tem dificuldades na fala, entregou um buquê de rosas a Lawane e agradeceu à adolescente por tê-lo ajudado quando precisou. "Estou muito feliz. Ela merece essa homenagem", disse ele.

A adolescente ficou emocionada quando viu José Avelino chegando próximo ao quiosque com as flores no colo. "Embora eu já tenha o visto essa semana, não esperava que ele viesse até aqui. Uma homenagem como essa não se esquece, estou feliz com todo esse reconhecimento", contou Lawane.

Questionados pelo UOL se agora vão ficar amigos, José Avelino sorriu e Lawane completou a frase: "nós já somos [amigos]. Conheci a família dele e sei que são pessoas de bem".  Quem também esteve presente na homenagem foi o professor e músico Thiago Ferreira. Foi ele quem fez a foto de Lawane Rodrigues dando sorvete para José Avelino no dia 31 de maio.

A foto comoveu internautas nas redes sociais. A reportagem do UOL sobre o assunto foi compartilhada por mais de 287 mil pessoas. "Não imaginava que ia fazer tanto barulho. Desde domingo recebi mais de 1,4 mil solicitações de amizades e tem sempre alguém me ligando, parando na rua para falar sobre a foto", conta Thiago Ferreira.

Vida conturbada

Desde o dia em que a foto foi postada,  Lawane viu sua vida mudar de rumo. Ela revela que ainda não teve como trabalhar direito ou se sentar para conversar com amigos e familiares. "O telefone toca o tempo todo. São pessoas e imprensa de várias partes do Brasil querendo falar comigo. Nunca tinha vivido isso e estão acontecendo muitas coisas ao mesmo tempo", disse.

A reportagem acompanhou o trabalho da adolescente no quiosque de sorvetes, por alguns minutos e sempre aparecia alguém para parabenizá-la pelo gesto. Luiz Fernando de Jesus, Sinara Tanashi e Rosele Leão estavam entre essas pessoas.

"É importante reconhecê-la. Hoje as pessoas são muito egoístas, param nas vagas destinadas a deficientes, não respeitam os idosos e quando há um gesto como esse deve ser valorizado", disse Rosele.

A mãe da adolescente, Silvia de Sousa, está orgulhosa e ao mesmo tempo surpresa com o momento em que a filha vive. "Ela sempre foi muito tímida. Quase não fala com as pessoas e quando eu vi a foto dela na rede social, sabia que era de coração. Foi algo que me fez chorar. Estou muito feliz com o reconhecimento que ela tem recebido."

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Pessoas Com Deficiência Também Fazem Sexo.

Por Mara Gabrilli


Muitos são os mitos que ainda rolam sobre a sexualidade da pessoa com deficiência. Dizem que o “corpo” desliga e você é sucumbido à eterna ausência de prazer.


É claro que não é assim: uma das maiores curiosidades despertadas por um cadeirante é, de longe, se ele pode ou não fazer sexo. Normal. Ao sofrer o acidente e ficar tetra, um dos meus primeiros medos foi exatamente esse.

Não por acaso, a primeira vez que fiz sexo depois de perder movimentos foi enquanto ainda estava na UTI. Fiquei tão receosa que resolvi testar no hospital mesmo. E tive uma surpresa (muito boa!). Foi um grande alívio saber que eu ainda ficava lubrificada com o toque do meu namorado.

Quando estou namorando, penso muito em sexo. Como pensava antes do acidente. Isso não mudou. O mais importante continua sendo a comunicação. Tem que rolar uma conversa esclarecedora sobre o assunto antes de rolar qualquer outra coisa. A informação nesse caso é tão importante quanto uma boa preliminar. É importante lembrar que se o corpo passou por mudanças, a principal independe da deficiência e sim da nossa cabeça.

Cada caso é um caso: aliás, como com que não tem limitação física. As mulheres cegas, por exemplo, têm uma grande dificuldade de se relacionar com homens videntes. Isso porque muita gente acredita que elas estão sendo abusadas por não enxergarem e se afastam. Bobagem: a pessoa com deficiência visual tem outros sentidos que podem ser aguçados com o ato sexual e podem ser ótimos parceiros. E sabem muito bem diferenciar intenções.

Comigo, as descobertas foram bem interessantes: descobri novas rotas para o prazer – passei a ter sensações diferentes. Agora, tudo que sinto em meu corpo acontece de outro jeito. O orgasmo vem por outros nervos, que passaram a fazer um percurso diferente até chegar ao “ponto G” (que pode ter mudado de letra também).

A intensidade muda, assim como a excitação e a sensibilidade. Mas isso é bem subjetivo. Amar e buscar prazer depende do quanto nos dispusemos a isso. Eu escolhi ser feliz. Com todos os prazeres que a vida pode oferecer.


Fontes: Vida Mais Livre - cantinhoamigoespecial.blogspot.com.br