sábado, 20 de junho de 2015

Novo gene identificado como uma causa da Osteogênese Imperfeita.

Nova pesquisa liderado pelo Canadá identificou uma causa de uma forma de osteogênese imperfeita, ou doença dos ossos frágeis, um grupo de doenças genéticas associadas com fraturas ósseas frequentes. Ao estudar dois pacientes não relacionados com uma forma de a condição associada com fraqueza muscular, os investigadores identificaram alterações num gene não previamente ligadas com a doença humana.



O gene codifica a proteína segregada,  proteína ácida e rica em cisteína (SPARC), que permite que o colágeno calcifique o osso.O estudo, publicado em 28 de maio na  edição online do American Journal of HumanGenetics, é liderada pelo Hospital for Sick Children (SickKids) e os Shriners Hospitals for Children em Montreal e Portland, e é em colaboração com o Instituto Ludwig Boltzmann de osteologia na Áustria.
Até 90 por cento dos casos de osteogénese imperfeita são devidos a alterações numa proteína chamada colagénio de tipo 1. No entanto, os restantes 10 por cento dos pacientes não apresentam mutações em qualquer um dos genes que se sabe estarem associados com a condição. Esses pacientes apresentam variações em outras proteínas responsáveis ​​pela maturação do colágeno e tornando-o ideal para a resistência óssea. 
Usando o exame de sequenciamento, a equipe de pesquisa se propôs a identificar o defeito genético que causa a doença em duas meninas com diagnóstico clínico de osteogênese imperfeita tipo IV, com sintomas que incluem fragilidade óssea severa e fraqueza muscular. Nenhuma das variantes encontradas nesses pacientes ocorrem em genes previamente demonstrado estar associado com a fragilidade óssea. Em ambos os casos,
a equipe de pesquisa identificou duas variantes em SPARC.
"A descoberta do papel da SPARC no metabolismo ósseo e muscular abre a porta para uma melhor compreensão da fragilidade óssea e fraqueza muscular," diz Dr. Roberto Mendoza Londono, principal autor do estudo, Médico chefe da Clínica de Metabolismo e Genética, e responsável pelo Projeto Investigador  SickKids. "Este conhecimento vai ajudar a apontar-nos para mais tratamentos adaptados para crianças com este tipo específico de osteogênese imperfeita no futuro."
A osteogênese imperfeita é uma das causas mais comuns de fragilidade óssea em crianças, com uma prevalência de sete casos por 100.000 pessoas no Canadá.
A pesquisa foi apoiada pela Genome Canada, Canadian Institutes of Health Research, o Instituto de Genômica de Ontário, do Fundo de Investigação Ontario, Genome Quebec, Hospital Infantil de Eastern Ontario Foundation e Fundação SickKids.
O Hospital for Sick Children (SickKids).

Donos de hotéis de Londrina questionam cota de quartos adaptados a deficientes.

A Lei Brasileira de Inclusão exige 10% de dormitórios nos hotéis acessíveis às pessoas com deficiência, com prazo de dois anos para vigorar.

     

Destinar 10% de todos os leitos de hotéis, pousadas e similares aos deficientes. A determinação é um dos pontos polêmicos no texto substitutivo da Câmara dos Deputados ao projeto da lei de inclusão da pessoa com deficiência, que foi aprovado pelo Senado na semana passada. A obrigação é questionada pelo Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Londrina e Região (Sindhotéis), cujos membros acreditam que a cota é exagerada.

O Hotel Bourbon, localizado na região central de Londrina, é um dos mais movimentados da região. Dos 112 quartos, um é totalmente adaptado. O número parece baixo, mas, de acordo com a direção do hotel, é suficiente para atender a demanda.

"A procura de pessoas com deficiência é muito baixa. A gente tem que destinar o quarto para uma pessoa com deficiência, em média, uma vez a cada 15 dias", afirma o agente de reservas do Hotel Bourbon, Nilo Lamy.

Também localizado na região central de Londrina, o Hotel Crystal apresenta situação parecida. O prédio tem 94 apartamentos. Destes, um é totalmente adaptado aos deficientes e pouco usado. "Sequer há uma estatística precisa, pois a procura de pessoas com deficiência é muito baixa", diz o gerente do Hotel Crystal, Alexandre Ferreira Alves.

A demanda é pequena, mas, se o projeto virar lei, o Hotel Crystal terá que adaptar, por exemplo, mais oito apartamentos. No caso do Hotel Bourbon, a adaptação seria necessária em outros dez quartos. A possível nova legislação afetaria os empresários da área em todo o país.

Uma nova revisão no texto para regulamentar da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência foi discutida por gestores de 63 sindicatos hoteleiros do Brasil no encontro da Federação Nacional de Hospedagem e Alimentação, realizado na semana passada. Após análises, a conclusão é de uma taxa percentual justa na casa dos 3%. O texto agora segue para sanção da presidente Dilma Rousseff.

Fontes: Bonde - www.fernandazago.com.br

Histórias de cadeirantes 01 - Fabíula Silpin.

                                   

"Hoje andando pelo conjunto nacional, num tumulto que como sempre e lá, sem querer minha cadeira pegou no calcanhar de uma idosa. Ela olhou pra mim e falou:  
Presta atenção, se não consegue Andar fica em casa
Quase respondi: Eu não ando, eu desfilo.

Mas como estou seguindo os conselhos do ‪#‎PrLucinho‬ ‪#‎EuNaoRespondoEuQueroPaz‬"

Fontes: Facebook da Fabiula Silpin - www.fernandazago.com.br

Equipes não poupam esforços por uma vaga nas semifinais do Centro-Norte de Fut 5.

  
 Foto: Marcelo foi decisivo para a conquista da vaga do CETEFE-DF

Cuiabá/MT – Definidos os confrontos das semifinais do Regional Centro-Norte de Futebol de 5. Após o término da primeira fase nesta sexta-feira (19), no ginásio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso, em Cuiabá, AMC-MT, ADVIMS-MS, ISMAC-MS e CETEFE-DF continuam sonhando com título. Os jogos acontecem neste sábado (20), a partir das 09h30, horário de Brasília.
 
Emoção não faltou no segundo dia de competição do Regional Centro-Norte de Futebol de 5. Brigando pela liderança do Grupo A, AMC-MT e ISMAC-MS fizeram um jogo movimentado. O time da casa saiu na frente com João Silva, artilheiro da competição com cinco gols, mas os sul-mato-grossenses conseguiram chegar ao empate, num pênalti convertido por Rafael. O resultado de 1 a 1 confirmou a AMC-MT como o primeiro colocado, e o ISMAC-MS em segundo.
 
O adversário dos atuais campeões nas semifinais, que acontece neste sábado (20), às 09h30, horário de Brasília, saiu do clássico entre CETEFE-DF e UNIACE-DF. Com uma derrota cada, as equipes fizeram jogo disputado. O CETEFE-DF dominou grande parte da partida e criou as melhores oportunidades. O gol da vitória saiu após tumulto na zaga da UNIACE-DF. A bola sobrou para Marcelo que empurrou para o fundo do barbante.
 
A segunda semifinal será entre ADVIMS-MS e ISMAC-MS. O clássico do Mato Grosso do Sul será às 11h, também de Brasília. A ADVIMS-MS confirmou a primeira colocação do Grupo B ao vencer o CETEFE-DF, por 2 a 1, com gols de Villalba e Patrick. Marcelo descontou para o time de Brasília.
 
Clique para conferir a tabela completa.

Fonte: cbdv.org.br
 

Brasil começa bem e já garante vagas nas semifinais do Aberto da Espanha de tênis de mesa, em El Prat de Llobregat.

                   

A Seleção Brasileira de tênis de mesa iniciou nesta sexta-feira, 19, as disputas individuais do Aberto da Espanha, em El Prat de Llobregat. O evento é uma etapa fator 20 do Circuito Mundial. Pela manhã, Alexandre Ank e Ecildo Oliveira chegaram às semifinais individuais da Classe 4. Com isso, já garantiram a medalha de bronze.
Com estes dois, o Brasil chegará a 25 pódios no Circuito Mundial nesta temporada. Nas cinco etapas anteriores (Hungria, Itália, Eslovênia, Eslováquia e Alemanha), foram três de ouro, nove de prata e 11 de bronze.
Na primeira fase, pelo Grupo A, Ecildo (38º colocado do ranking mundial) estreou com derrota para o francês Émeric Martin por 3 sets a 0 (11/2, 11/3 e 11/4). No entanto, o brasileiro se recuperou na sequência, batendo o chileno Cristian Astete (47º) por 3 a 2 (11/5, 7/11, 12/10, 8/11 e 13/11).
Ank (33º), que se prepara para a disputa dos Jogos Parapan-Americanos de Toronto 2015, seguiu um roteiro parecido no Grupo B. Sofreu o revés na estreia diante do espanhol Francisco Sayago (23º) em sets diretos (11/8, 11/4 e 11/2), mas garantiu a classificação ao superar o norueguês Sebastian Vegsund também por 3 a 0 (11/4, 11/6 e 11/6).
As semifinais serão disputadas ainda nesta sexta, e os brasileiros enfrentarão justamente seus algozes na fase de grupos. Com Ank enfrentando Émeric Martin, e Ecildo duelando com Francisco Sayado. A decisão também ocorre no dia. As disputas por equipes começam neste sábado, 20.
A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva (Comitê Olímpico do Brasil e Comitê Paralímpico Brasileiro) – Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal – Ministério do Esporte.
Com informações da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM).

Empresa é condenada em R$ 300 mil por descumprir cota para deficientes.

MPT no Pará e Amapá

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Uma liminar da Vara do Trabalho de Tucuruí (PA) obriga a empresa Dow Corning Silício do Brasil e Indústria do Comércio LTDA ao pagamento de indenização de R$ 300 mil por descumprir o percentual legal para contratação de trabalhadores com deficiência ou reabilitados. A decisão, que também determina à companhia o respeito às cotas, estabelece ainda pagamento de multa de R$ 5 mil por cada empregado admitido em desacordo com a legislação. Os valores serão destinados ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
Investigações do MPT apontaram que a então Companhia Brasileira de Carbureto de Cálcio, incorporada pela Dow Corning Silício, não cumpria a cota de contratação de pessoas com deficiência desde 2008 e adotava práticas discriminatórias. Por duas vezes, tentou-se resolver a situação por meio de termos de ajuste de conduta (TAC), o que foi rejeitado pela empresa. Por isso, o MPT ingressou com uma ação civil pública.
De acordo com a liminar, a Dow Corning Silício, foi estabelecido que ela teria um prazo de 6 meses, a partir da assinatura de TAC, para preencher as vagas de emprego existentes ou aquelas que, por ventura, viessem a ser abertas com beneficiários da Previdência Social reabilitados ou pessoas com deficiência habilitadas, até o limite legal mínimo. Houve duas recusas da ré em assinar o documento: primeiramente por necessitar de tempo para analisá-lo e depois porque o então diretor da companhia se encontrava fora do país.
Cotas – O art. 93 da Lei nº 8213/91 determina que as empresas com 100 ou mais trabalhadores preencham o quadro funcional com 2% a 5% de reabilitados ou pessoas com deficiência, na proporção de: 2% para empresas que tenham até 200 funcionários; 3% para aquelas que tenham em seu quadro de 201 a 500 empregados; 4% se a empresa tiver entre 501 e 1000 empregados; e 5% para as que tem a partir de 1001 empregados. O número de funcionários da empresa totaliza 669, desses apenas 11 são pessoas com deficiência, número inferior à percentagem prevista em lei, que deveria ser de aproximadamente 27 empregados.
N° Processo TRT8: 0000528-26.2015.5.08.0110
N° Processo MPT: PAJ 000126.2015.08.002/3 – 43

Fontes: olhardireto.com.br - pessoascomdeficiencia.com.br

Fiscais da Strans apreendem ônibus urbano com porta de acesso a cadeirante quebrada.

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Os fiscais da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito) apreenderam, em circulação, ônibus urbano com porta de acesso a cadeirante quebrada.
A apreensão foi feita nas ruas de Teresina e o ônibus apreendido foi levado para a Strans.
A apreensão foi feita por equipe coordenada por Pedro Moura, da Strans.
O ônibus com a porta de acesso a cadeirantes quebrada é do consórcio de transporte urbano Urbanus, e foi um caso de reincidência.
A Strans notificou o Consórcio Urbanos sobre a apreensão do ônibus no Terminal do Satélite, bairro da zona Leste de Teresina.
O ônibus está apreendido e foi levado para o pátio da Strans, no bairro Tabuleta, na zona Sul de Teresina.
O Consórcio Urbanos foi multado e teve que substituir um ônibus, que estava em sua frota de reserva.
 Fontes: Meio Norte - pessoascomdeficiencia.com.br

Menino de 3 anos é a 1ª criança brasileira a receber prótese de corrida.

Fabiana Marchezi Do UOL, em Campinas (SP)

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Menino de 3 anos é a 1ª criança brasileira a receber prótese de corrida3 fotos

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O menino nasceu com um uma má formação congênita e teve a perna direita amputada, e por isso sempre precisou usar uma prótese Leia mais Divulgação IPO
"Correr e conquistar muitas medalhas". Esse é o sonho do pequeno José Bento Lacerda. Aos 3 anos, ele é a primeira criança brasileira a receber uma prótese de corrida infantil no país. Filho e neto de atletas, mesmo com uma das pernas amputadas, o brasiliense sempre quis seguir o exemplo da família. Com o apoio dos pais, o garoto fez o implante no Instituto de Prótese e Órtese (IPO), em Campinas (SP), na quinta-feira (18).

O menino nasceu com um uma má formação congênita e teve a perna direita amputada, e por isso sempre precisou usar uma prótese. "Ele nasceu sem a fíbula, um osso da perna, e com o pé mal formado, por isso teve a perna amputada do joelho para baixo e desde a cicatrização, quando ele tinha um ano e dois meses, já começou a usar a prótese comum", explicou o diretor do IPO, José André Carvalho.

A lâmina Cheetah -fabricada na Islândia e adquirida pela família por cerca de R$ 15 mil- é semelhante à usada por corredores e deixou o menino ainda mais entusiasmado. Mesmo com a prótese comum, ele já havia conquistado uma medalha em uma competição nos Estados Unidos.

Já nos primeiros momentos com a lâmina nova, Bento ficou muito satisfeito. "Essa perna nova é muito rápida, muito mais rápida que a outra", disse. Segundo Carvalho, o menino deve levar de dois a três dias para se adaptar.

"Ele vai aprender a correr com a prótese. O que vai ser um diferencial tanto para as coisas de rotina quanto para as competições", disse o ortoprotesista.

Família de corredores
Com a coleção de medalhas conquistadas pelo pai e pelo avô, atletas amadores, o garoto se sente ainda mais estimulado. "Ele sempre acompanha o pai nos treinos e corre junto nos primeiros metros. Ele sempre quis seguir o exemplo deles", contou a mãe do garoto, Rosa Mirah Lacerda.

O equipamento pesa 30% menos do que uma prótese convencional – cerca de 800 gramas - e mede 35 centímetros de altura. Ele amortece o impacto quando toca o chão e ajuda a dar impulso para o próximo passo.

"Eles não conheciam a tecnologia, mas sempre deixaram claro o interesse do Bento pela corrida. Por isso, no momento oportuno, eu falei que existia a lâmina lá fora e que poderíamos usar no Bento quando ele atingisse idade e altura ideais para poder correr, pular e fazer o que toda criança na idade dele faz. Eles concordaram e foi possível trazer a prótese", concluiu o ortoprotesista. 








sexta-feira, 19 de junho de 2015

Bancos sem caixas eletrônicos para pessoas com deficiência visual serão multados.

A multa para o descumprimento da notificação baseia-se na tabela estabelecida pela Portaria nº 3, de 4 de julho de 2011, do Procon.

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Foi publicado no Diário Oficial do DF desta quarta (17) o Decreto nº 36.553, de 16 de junho de 2015, que regulamenta a aplicação de penalidades a agências bancárias no Distrito Federal que descumprirem a obrigação de instalar e manter caixas eletrônicos com sinalizações táteis e entrada de áudio para pessoas com deficiência visual — cegas ou com baixa visão. A obrigatoriedade está prevista na Lei nº 5.233, de 10 de dezembro de 2013.
O decreto traz duas novidades: a imposição de advertência e a aplicação de multa diária de R$ 50 para reincidências — que consistem em descumprir a lei novamente no prazo de cinco anos. No primeiro caso, a instituição bancária será advertida por meio de notificação e terá dez dias para apresentar defesa.
De acordo com o decreto, o papel de fiscalizar cabe ao Instituto de Defesa do Consumidor do DF (Procon). Em caso de descumprimento, a sanção é fixada por meio de processo administrativo a ser instaurado pelo diretor-geral — o que já vinha sendo feito, por ser atividade de competência da autarquia.
A multa para o descumprimento da notificação baseia-se na tabela estabelecida pela Portaria nº 3, de 4 de julho de 2011, do Procon. Quando aplicadas as multas por situações reincidentes (com base no decreto publicado hoje e na portaria de 2011), também há o prazo de dez dias para entrar com recurso.
Campanhas
Os valores das multas serão recolhidos ao Fundo de Defesa dos Direitos do Consumidor, destinado especificamente à realização de ações em prol dos consumidores, a exemplo de campanhas institucionais.
Denúncias sobre o descumprimento da Lei nº 5.233 podem ser feitas pelos seguintes meios: o telefone 151, os postos de atendimento do Procon e o aplicativo para smartphones (Procon-DF), disponível na loja Google Play para aparelhos com sistema operacional Android.
Fontes: Agência Brasília - pessoascomdeficiencia.com.br

Projeto brasileiro para deficientes visuais recebe prêmio mundial.

Um projeto realizado por uma equipe de brasileiros está entre os vencedores do prêmio The World Summit Youth Award, competição global entre jovens desenvolvedores. A cerimônia de entrega de prêmios ocorreu na noite dessa quarta-feira (17).                

                 premio-bengala

Desenvolvido por pesquisadores pernambucanos e coordenado pelo cientista da computação, Marcos Penha, o projeto brasileiro é um óculos para pessoas com deficiência visual, que funciona em auxílio à bengala. O acessório conta com protótipo que custou cerca de R$ 45 e identifica obstáculos acima da linha da cintura da pessoa, região que normalmente não é alcançada pela bengala.
Assim que o aparelho detecta um obstáculo, ele emite um sinal que aumenta quando o objeto se aproxima. O sinal é sentido por meio de vibrações de uma pulseira ou colar, como o toque de um telefone em modo vibracall. A intensidade da vibração pode ser regulada de acordo com a sensibilidade de quem usa o aparelho.
“Inicialmente, queríamos desenvolver um óculos que substituísse a bengala-guia. Quando fomos a campo, mudamos o projeto. Os cegos não queriam deixar a bengala. É o senso tátil deles. Por isso, tem um peso psicológico muito grande”, destacou Emily Shuler, que participa da equipe de desenvolvimento.
Testes
A partir de testes com 276 pessoas com deficiências visuais, em sua maioria da Associação Pernambucana de Cegos, os pesquisadores constataram que a bengala não conseguia identificar obstáculos acima da linha da cintura. “Com a bengala, eles reconhecem um pneu, mas acham que é um carro. O carro tem uma certa altura e, se for um caminhão, eles vão em frente e batem. Isso ocorrre também com os orelhões”, explicou Penha, coordenador do projeto.
Os desenvolvedores perceberam que precisavam de um dispositivo barato, já que aparelhos similares, como a bengala eletrônica, que também funciona com sensores, tinha custo muito elevado e tinha de ser importada. “Para um deficiente visual importar, é um processo complicado. Quando avaliamos, os valores chegavam a R$ 3 mil ou R$ 4 mil. E um cão-guia pode custar R$ 25 mil”, lembrou o coordenador.
Produção em escala industrial
Os pesquisadores do projeto brasileiro, denominado Annuitwalk, buscam investidores para conseguir produzir os óculos em escala industrial. “Nosso projeto não é relacionado a uma universidade. Foi algo independente. Cada um com seu conhecimento, com algo a trazer, a contribuir. Foi um projeto bem colaborativo. Já estamos com o sexto protótipo pronto”, informou Marcos Penha.
Para Lucas Foster, fundador da ProjectHub, rede global de economia criativa, parceira do prêmio internacional, o projeto brasileiro vencedor é uma demonstração do potencial inovador do País, principalmente nas áreas da inclusão social, acessibilidade, diversidade cultural e sustentabilidade.
Reconhecimento
A iniciativa premia empreendedores digitais com menos de 30 anos que elaboram projetos na internet e tecnologia móvel baseados nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio das Organizações das Nações Unidas (ONU).
O prêmio recebido pelos brasileiros reconhece projetos com potencial de impacto nas metas da ONU em seis diferentes categorias: luta contra a pobreza, fome e doença, educação para todos, empoderamento das mulheres, valorização da cultura local, meio ambiente e sustentabilidade e busca da verdade.
Fontes: Portal Brasil, com informações da Agência Brasil - pessoascomdeficiencia.com.br

Nasce o filho de surfista que está acostumada a emocionar o mundo.

A havaiana Bethany Hamilton divulgou no início da tarde desta segunda-feira a foto de seu filho Tobias, que nasceu no último dia primeiro de junho. Na imagem, ela está ao lado do marido Adam com Tobias no colo. O nome é uma homenagem ao avô e, segundo a surfista, significa a “A bondade de Deus”.

Por Victor Costa 

         filho-de-bethany

Bethany, de 25 anos, está acostumada a emocionar o mundo com suas histórias de superação. Em 2003, após um ataque de tubarão, ela teve de amputar o braço esquerdo. Mesmo assim, deu a volta por cima ignorando a deficiência, e continuou surfando em alto nível.
Durante a gravidez, ela chegou postar fotos surfando ondas grandes. Os registros dividiram opiniões se era realmente saudável expor a gestação aos riscos do esporte.
Fontes: O Globo - pessoascomdeficiencia.com.br

Sem unidade apropriada, RN mantém mulher com deficiência intelectual presa irregularmente.

Estado não possui unidade psiquiátrica de custódia para mulheres. 
Ana Maria Laurindo está há 9 anos isolada numa cela comum em Natal.


Anderson Barbosa Do G1 RN

Ana Maria Laurindo tem 45 anos, e há quase 10 é mantida isolada em uma das celas do pavilhão feminino do Complexo Penal João Chaves, na Zona Norte de Natal (Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi)
Ana Maria Laurindo tem 45 anos, e há quase 10 é mantida isolada em uma das celas do pavilhão feminino do Complexo Penal João Chaves, na Zona Norte de Natal (Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi)

O sistema penitenciário do Rio Grande do Norte não dispõe de unidades adequadas para o acolhimento de criminosas consideradas inimputáveis, ou seja, não possui nem mantém um local para que as mulheres acometidas de alguma doença psíquica, desenvolvimento incompleto ou retardado intelectual, cumpram adequadamente as medidas de segurança impostas pela Justiça. É o caso de Ana Maria Laurindo. Ela, que tem 45 anos, há quase 10 é mantida isolada em uma das celas do pavilhão feminino do Complexo Penal João Chaves, na Zona Norte de Natal. Superlotada, a unidade mantém 90 mulheres em um espaço construído para receber no máximo 70.

“A Ana Maria ocupa uma cela sozinha. Isso para nós é um incômodo, porque poderíamos receber outras detentas já condenadas pela Justiça. Mas, como ela não tem para onde ir, fica aqui em um espaço que poderia ser utilizado por outras seis ou até sete internas”, observou a agente penitenciária Pascoaliana de Souza Alves, diretora do pavilhão.

Pavilhão Feminino do Complexo Penal João Chaves, na Zona Norte de Natal (Foto: Anderson Barbosa/G1)Pavilhão Feminino do Complexo Penal João Chaves, na Zona Norte de Natal (Foto: Anderson Barbosa/G1)

A assessoria de imprensa da Secretaria de Justiça e da Cidadania (Sejuc), pasta responsável pelas unidades prisionais, informou que o órgão está providenciando um local adequado para a detenta, e garantiu que ela recebe todos os cuidados necessários com medicamentos e assistência médica. 

A Sejuc informou também que, depois das rebeliões de março, a recuperação das unidades é a prioridade, até porque a demanda de presas com problemas mentais não é tão grande. Ainda segundo a secretaria, no pavilhão feminino do Complexo Penal João Chaves, por exemplo, são duas apenadas nessa situação.
Ana Maria tem 45 anos. Em 2004 ela matou o próprio pai com mais de 40 facadas. A mulher chegou ao pavilhão feminino dois anos depois, e desde então o único tratamento que recebe são doses diárias de Zyprexa e Seroquel, medicamentos indicados para esquizofrenia, e os também antipsicóticos Olanzapina e Risperidona, administrados para que ela não machuque outras pessoas nem atente contra a própria vida.

"Se ficar sem tomar os remédios ela enlouquece, fica batendo com a cabeça nas grades, nas paredes, e ninguém consegue segurá-la”, relatou uma das presas da unidade. "Ano passado, Ana Maria foi encaminhada para o Hospital Psiquiátrico João Machado, mas foi devolvida porque quebrou o braço de um enfermeiro", acrescentou o juiz Henrique Baltazar, da vara de Execuções Penais de Natal.


João Batista Ferreira da Costa, de 48 anos (Foto: Anderson Barbosa/G1)João Batista Ferreira da Costa, de 48 anos
(Foto: Anderson Barbosa/G1)


Sem família, sem liberdade

Além do pavilhão feminino, Henrique Baltazar ainda visitou a Unidade Psiquiátrica de Custódia e Tratamento (UPCT), que também faz parte do Complexo Penal João Chaves. A unidade, que é exclusivamente masculina, possui 45 vagas e mantém 45 presos. Como a maioria dos alojamentos (como são chamadas as celas) são individuais, e os internos precisam ser mantidos isolados, não há superlotação. Lá, o problema é outro: os presos não saem. Sem acompanhamento médico, a maioria não evolui. E sem melhora, a medida de segurança é renovada.

“Falta uma equipe técnica adequada para acompanhar os doentes. Os internos não têm laborterapia, não têm o tratamento que deveria ter. É basicamente medicamentoso. Outro problema muito sério são os laudos que são feitos pelo Itep (Instituto Técnico-Científico de Polícia), que só tem um psiquiatra para atender a todo o estado. Então ele não consegue se dedicar aos inimputáveis que estão aqui no UPCT o tempo que seria necessário. Então o médico faz um laudo com base numa avaliação superficial, rápida. E como a unidade não tem uma equipe técnica completa, não há subsídios suficientes para que este médico possa trabalhar. É esta falta de pessoal, dessa equipe técnica fazendo este trabalho, que está resultando nesta situação”, observou o magistrado. “E nós também não vemos uma melhoria na saúde destes internos porque o tratamento é simplesmente feito à base de remédio, medicamentoso. Não tem laborterapia, nenhum tipo de terapia, na verdade, que possa conduzi-los de volta ao convívio da sociedade”, acrescentou Baltazar.

E ainda há casos de internos que não deixam a unidade porque não têm para onde ir. É o caso de João Batista Ferreira da Costa, de 48 anos, que é natural de São Gonçalo do Amarante. Faz um ano e meio que ele foi considerado apto para retornar a uma convivência social, mas sem família e sem ninguém que o acolha, ele permanece ocupando um dos alojamentos. João está no UPCT desde 2009. "O crime ele cometeu em 2000, quando derrubou a porta de uma casa, invadiu o imóvel e matou um homem a pauladas. Isso foi em Imperatriz, no Maranhão", contou o juiz.

“Eu já autorizei a liberdade dele. A perícia médica atestou que João não oferece mais perigo para a sociedade. E como a medida de segurança acabou, ele precisa sair da unidade. Ele está oficialmente desinternado desde janeiro de 2014, mas continua encarcerado”, ressaltou o juiz.

No banheiro masculino, o espaço de um dos vasos sanitários virou depósito para material de limpeza (Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi)No banheiro masculino, o espaço de um dos vasos sanitários virou depósito para material de limpeza (Foto: Anderson Barbosa/G1)

De acordo com Juliane de Souza Soares, vice-diretora da UPCT, a estrutura física é atualmente o maior problema da unidade. “Os banheiros são horríveis, assim como o alojamento dos agentes, que precisa de uma reforma”, afirmou. No banheiro masculino, o espaço de um dos vasos sanitários virou depósito para ferramentas e material de limpeza. No feminino, duas das três pias não têm torneiras. Já no alojamento, as paredes carecem de pintura, os beliches são velhos e os colchões estão mofados. “E ainda tem um problema sério que é a falta d’água, que é constante”, frisou Juliane. “Quando falta, é um transtorno. 

E quando tem, também é um problema. Se abrirmos as torneiras para a água subir para os corredores dos alojamentos, tem um sumidouro aqui que começa a feder e ninguém aguenta o mau cheiro”, acrescentou.

Fonte: g1.globo.com

Projeto proíbe cobrança de taxa adicional nas escolas para alunos com deficiência.

Elina Rodrigues Pozzebom e Marilia Coêlho

Geraldo Magela/Agência Senado


A proibição à cobrança de taxa adicional para alunos com deficiência, em escolas públicas e particulares de todo o país, foi aprovada nesta quarta-feira (17) pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). O texto segue para a Comissão de Educação (CE), onde receberá decisão terminativa.
O texto do PLS 45/2015 determina que as escolas elaborem uma planilha com os custos da manutenção e desenvolvimento do ensino e com o financiamento de serviços e recursos da educação especial, para que nenhuma taxa extra seja cobrada dos pais dos alunos com deficiência.
De autoria do senador Romário (PSB-RJ), a proposta também estabelece que as escolas garantam, no seu projeto político-pedagógico, a educação inclusiva. Além disso, prevê que os estabelecimentos de ensino, em caso de dúvidas referentes à violação de direitos das crianças e dos adolescentes com deficiência, devem encaminhar os casos ao Conselho Tutelar, ao Conselho de Educação competente ou ao Ministério Público.
Em sua justificativa, Romário afirma que a proposta vem de recomendações do Ministério Público da Bahia às instituições de ensino. Ele explica que há recorrentes reclamações de pais de pessoas com deficiência que recebem a notícia de cobrança de taxa extra no momento de fazer a matrícula de seus filhos. As escolas, segundo ele, alegam que precisam se adaptar ao aluno, contratando um auxiliar para acompanhá-lo em sala de aula.
Favorável à proposta, o relator, senador Paulo Paim (PT-RS) apresentou quatro emendas para aperfeiçoamento de redação. Durante a votação, ele lembrou que grande parte do proposto no projeto já está assegurado no Estatuto da Pessoa com Deficiência, prestes a ser sancionado pela presidente Dilma Rousseff.
— Mas como não sabemos o que vai ser vetado ou não, por segurança, vamos aprovar aqui — afirmou.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Pesquisa vai identificar pessoas com deficiência que vivem em favelas.

Ideia é levantar dados para que políticas públicas de acessibilidade também possam atender quem viva nas favelas.





Click AQUI para ver o vídeo:

Fonte: globotv.globo.com

Com doença rara, Guilherme Karan não anda, não fala nem consegue se alimentar pela boca, diz o pai do ator.

Portador de uma doença degenerativa, ator chora ao rever seus trabalhos na TV.

Aurora Aguiar, do R7


Guilherme Karan como Geraldito na novela "América"  Divulgação/TV Globo

Diagnosticado com a síndrome de Machado-Joseph, uma doença neurológica rara e hereditária que faz com que a pessoa perca a capacidade motora, Guilherme Karan está há um ano internado no Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio de Janeiro.
Alfredo Karan, pai do ator e almirante da Marinha Brasileira, contou com exclusividade ao R7 que o filho de 57 anos não consegue mais andar, falar e engolir os alimentos.
O caso é muito triste. Guilherme está com uma doença que só progride e, até o momento, não tem cura. Ele não fala, não anda e perdeu a capacidade de comer pela boca, pois não consegue deglutir os alimentos. Ele correria risco de engasgar e morrer. 
Alfredo contou que, antes da internação, cuidou do ator em casa durante cinco anos. Ele disse que seus quatro filhos são portadores da mesma doença, e herdaram a enfermidade da mãe.
A doença já matou dois filhos meus. Guilherme e a irmã estão sofrendo. Minha filha está na casa dela. Ela não precisou ficar internada. Está com toda a assistência possível. Apesar da doença, ela é uma moça que vive sorrindo, mesmo numa cadeira de rodas. Ela está menos mal que o Guilherme.
Para o pai do ator, o mais triste é que Guilherme Karan está lúcido e, por este motivo, sofre mais. 
O raciocínio é normal. Entrei uma vez no quarto e vi que ele estava assistindo na televisão à reprise de um programa dele com os olhos cheios de lágrimas. Aquilo me cortou o coração. O que se há de fazer?  Deus quis, vamos enfrentar. 
Aos 90 anos de idade, Alfredo Karan diz que visita o filho dia sim, dia não. O almirante, que chegou a ser Ministro da Marinha durante o governo de João Figueiredo, diz que encara a rotina de cuidados como um dever.
Estou cumprindo com o meu dever de pai. Apoio constante. O que eu posso fazer? Entrego a Deus e rezo diariamente para que eles não sofram. 
Alfredo diz ainda que tem esperanças sobre o estado de saúde dos filhos.
Espero que os pesquisadores encontrem um antídoto que, no mínimo, estacione a progressão da doença.
Guilherme Karan na TV Pirata Geraldo Modesto/TVGlobo

O último trabalho de Guilherme Karan na televisão foi na novela América, em 2005. O ator conquistou o carinho do público quando integrou o elenco de TV Pirata.

No humorístico, ele eternizou diversos personagens, como o apresentador da TV Macho, Zeca Bordoada, e o capanga Agronopoulos.