sábado, 25 de julho de 2015

Prótese de braço desmontável permite que crianças brinquem de Lego com ela, diminuindo preconceito.

Quando uma criança recebe próteses, um dos maiores desafios é ensiná-la a usar o seu novo braço ou perna de forma correta.

      Foto:Carlos Arturo Torres
Foto: Carlos Arturo Torres


Embora a maioria das crianças seja incrivelmente adaptável e pode usar um dispositivo protético mais facilmente do que alguns adultos, ensiná-las a superar a vergonha ou o constrangimento de interagir com outras crianças que se sentem desconfortáveis ​​com esta tecnologia pode ser um processo difícil.

Assim, uma equipa liderada por Carlos Arturo Torres Tovar, da Universidade Umeå, na Suécia, decidiu projetar um braço protético que funciona como um brinquedo incrível que tanto o usuário quanto seus amigos podem jogar. Nomeado IKO, o dispositivo se parece com um braço protético regular, exceto pelo fato de ser fácil de usar e ter um design ‘twist-and-lock’, ou seja, que lhes permite montá-lo e desmontá-lo facilmente, substituindo a mão regular de três dedos com personalizadas criações de Lego.

“IKO é um sistema protético criativo concebido para a criança explorar e capacitar sua criatividade de uma forma lúdica, social, e amigável”, dizem os designers em seu site. “E se as crianças pudessem usar a imaginação para criar suas próprias ferramentas de acordo com as suas próprias necessidades? E se as crianças pudessem fazer suas próprias próteses e se divertir ao mesmo tempo? Aprender. Criar. Sendo crianças”, completa o texto.

Andrew Liszewski explica, no portal Gizmodo, que quando a criança tem acesso a criações de Lego, com uma série de kits que lhes dão o software e hardware para criar robôs customizáveis, o anexo pode ser manipulado como uma mão protética. “Mas o movimento não é essencial para a utilidade da IKO”, diz Liszewski. “As crianças adoram Lego, pois ele as ajudam a aflorar a imaginação e mesmo se o laser que elas anexarem à extremidade do braço não disparar de verdade, na mente de uma criança ela ainda vai se sentir como um super-herói”.



A esperança é que, ao dar às crianças com deficiência a oportunidade de transformar seu braço protético em um jogo, elas possam envolver outras crianças na brincadeira e superar quaisquer problemas de autoestima por relacionamento, evitando o sentimento de se sentirem diferentes e isoladas.

Não há um prazo para o início de sua comercialização e as próteses ainda estão em fase de desenvolvimento. A equipe espera um financiamento para tornar a tecnologia amplamente disponível às crianças.

Referência: Jornal Ciência
 Fontes: Science Alert / Gizmodo - www.deficienteciente.com.br

Moradores do Alemão criam crachá temendo que autista seja morto.

Nesta terça-feira, o menino não entendeu a ordem de parar, dada por um policial, correu e só não foi atingido porque uma senhora alertou os militares.

ANDRÉ BALOCCO

Rio -  De novo às voltas com tiroteios diários, os moradores do Complexo do Alemão ganharam mais uma preocupação: evitar que Eduardo de Souza Silva, o Dudu, 21 anos, seja confundido com bandido. Nesta terça-feira, o menino autista não entendeu a ordem de parar, dada por um policial, correu e só não foi atingido porque uma senhora alertou os militares, aos gritos, sobre sua condição. 

Amigos e parentes contam que Dudu não consegue ouvir direito
Foto:  Divulgação
“Vamos fazer um crachá para o Dudu, que é muito querido aqui na Grota mas morre de medo da polícia. Sempre que vê uma operação, sai correndo”, conta o produtor cultural Helcimar Lopes. “Todo mundo aqui conhece ele, mas os policiais não. Então vamos também ao comando das UPPs mostrar o retrato dele.” 

Dudu trabalha no sacolão da Grota, auxiliando os moradores a embalar suas compras, e foi abordado de manhã no Beco da Coruja. No estabelecimento, cativou todos com seu jeito inocente. Reinaldo Guilhermino da Silva, tio do menino, diz que não foi a primeira vez que a abordagem aconteceu. “Tem policial que faz isso de maldade”, afirma Reinaldo, de 37 anos. “Uma vez chegaram a atirar na direção do Dudu para zoar ele. Eu morro de medo que aconteça uma tragédia, porque ele não entende as ordens, ele não escuta direito.

Nesta terça-feira mesmo os moradores criaram uma corrente solidária para distribuir a foto de Dudu pelas redes sociais. Até o início da noite foram 502 compartilhamentos, com mais de mil curtidas. “Resolvi fazer a postagem porque não podemos perder um jovem como Dudu numa tragédia. Não aguentamos mais. Este mês teve cinco tiroteios, todo dia passamos por isso”, encerra Helcimar.

Moradores relatam medo de confrontos constantes 
Sobre o caso de Eduardo, o comando da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Alemão informou que não recebeu nenhuma denúncia relacionada a abordagens ao jovem e nem de que policiais teriam atirado contra ele. Ainda segundo a nota, o comandante da UPP Alemão está à disposição da família do rapaz para qualquer esclarecimento. 

Na região, o clima é tenso. Confrontos com policiais dos batalhões de Operações Especiais e de Choque foram registrados nesta semana. Dia 6, um PM foi baleado durante confronto com traficantes na Fazendinha. O projétil ficou alojado no colete do soldado, que acabou sofrendo apenas uma luxação no tórax. Pelas redes sociais, moradores relatam tiroteios a qualquer horário do dia.

Seleção Brasileira de ciclismo disputa terceira etapa da Copa do Mundo, em Elzach, na Alemanha.

                       Atleta Jady Malavazzi é a esperança brasileira na classe H3
                       Jady Malavazzi é a representante brasileira na classe H3.

A Seleção Brasileira de ciclismo está em Elzach, na Alemanha, onde participa da terceira etapa da Copa do Mundo da modalidade, que tem início nesta sexta-feira, 24, e segue até domingo, 26. O primeiro desafio dos brasileiros será a prova de Contra-Relógio. A equipe compete com sete atletas distribuídos em quatro categorias.
O Brasil será representado por Soelito Gohr e Lauro Chaman, na classe C5, Jady Malavazzi, pela Classe H3, Luciano da Rosa e Edson Rezende, pela Tandem Masculino, e Marcia Fanhani e Mariana Ferreira, pela Tandem Feminino. A comissão técnica é composta pelo técnico Claudio Civatti, o dirigente Romolo Lazzaretti, e o fisioterapeuta Carlos Eduardo Maciel.
Todos os atletas disputam hoje a prova Contra-Relógio. Já a prova de resistência será disputada no sábado, com Jady Malavazzi entre os competidores, e no domingo, com o restante dos ciclistas. “Será uma etapa difícil, mas esperamos conseguir um bom desempenho. Toda a equipe está bem preparada e aguardando ansiosamente o início das provas”, disse Civatti, técnico da Seleção.
Após a disputa da Copa do Mundo em solo alemão, o grupo brasileiro segue diretamente para o campeonato mundial, que acontece na Suíça, de 29 de julho a 2 de agosto. Na sequência disputam os Jogos Parapan-Americanos de Toronto, no Canadá, entre os dias 8 e 13 de agosto.
Com informações da Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC)

sexta-feira, 24 de julho de 2015

A experiência de passar um dia andando de cadeira de rodas por SP.

Muitas barreiras são enfrentadas para quem se locomove em cadeira de rodas, que somente são realmente percebidas quando se tem uma experiência prática.

por Ricardo Shimosakai

          Muitas barreiras são enfrentadas para quem se locomove em cadeira de rodas, que somente são realmente percebidas quando se tem uma experiência prática

O último Censo realizado em nosso país apontou que, entre os 190 milhões de brasileiros, cerca de 45 milhões têm algum tipo de deficiência. Dessa população, mais de 3,6 milhões afirmam ter grandes dificuldades de locomoção. E desses, mais de730 mil simplesmente não conseguem caminhar ou subir escadas de modo algum.
Os dados estão aqui. E é muita gente. Temos mais do que um Uruguai inteiro de pessoas com deficiência motora severa no Brasil. Mas apesar dessa condição atingir uma fatia significativa da população, a causa da acessibilidade ainda parece restrita a quem tem a deficiência e suas redes de familiares e amigos.
Nas últimas décadas houve uns tantos avanços nas políticas públicas e na legislação para contratação de pessoas com deficiência pelas grandes empresas. Ainda assim, as cidades brasileiras não parecem ser tão amistosas com quem tem necessidades especiais de locomoção. Para sentir na pele um pouco do que vivenciam esses nossos conterrâneos, Desafio Hypeness da vez foi dar umas voltas de cadeira de rodas por São Paulo.
Como moro ao lado da Santa Casa e ao redor dela tem uma porção de lojas de artigos ortopédicos, achava que bastaria pegar o elevador, me dirigir a qualquer uma e sair com uma cadeira alugada. Não foi bem assim. Depois de percorrer três delas, percebi que o serviço de locação não é oferecido nas redondezas. Encontrei apenas cadeiras à venda, cujos valores partiam de R$ 300,00. Então busquei no Google e descobri um lugar no bairro da Pompeia. Liguei para confirmar se tinham cadeira disponível – sim, tinham – e lá fui eu.
No trajeto, perguntei ao motorista do Uber como fazem no caso de alguém chamar o carro estando de cadeira de rodas. Ele me disse que não muda nada, pois a orientação da empresa é para atender o passageiro em qualquer necessidade que tiver. O próprio tinha levado uma pessoa com deficiência na semana anterior, colocando a cadeira no porta-malas e dando uma ajuda para entrar no carro. Bom saber. Fim de corrida, muito obrigado, estou na porta do local.
O aluguel não era por diária, e sim por mês. No caso de uma pessoa pesando 80 kg como eu, daria R$ 80,00. Isso e mais a assinatura de uma nota promissória no valor total da cadeira, algo em torno de R$ 500,00.
Ao contar que o objetivo era fazer essa matéria, o senhor que me atendeu ficou com um pé atrás. Seu receio era a peça voltar arruinada. Por outro lado, também achou positivo o tema ganhar publicidade. Eu disse a ele que ia tentar tomar um ônibus. Recebi em troca uma risada sarcástica desejando boa sorte. Documentos e comprovante de residência apresentados, saí na Avenida Pompeia já a bordo da cadeira.
Senti o baque logo nos primeiros movimentos. A força exigida dos braços e ombros não é algo que eu esteja acostumado a empregar. Apesar de oferecer um uso intuitivo, a cadeira também não é assim tão estável. Já experimentou usar uma? Parece ter vida própria. E, para acrescentar um grau de dificuldade, uma chuva fina começou a cair bem nesse momento. De forma persistente e um tanto desajeitada, segui em direção àAvenida Francisco Matarazzo. Mas eu não iria muito longe.
O primeiro cruzamento com que me deparei tinha a rampa de acessibilidade para descer ao asfalto. Ainda assim e talvez por inexperiência, travei com as rodas da cadeira numa pequena fissura ao final dela.
Rebaixamento de guia na Avenida Francisco MatarazzoRebaixamento de guia na Avenida Francisco Matarazzo
Não sabendo direito como proceder, fiquei tentando sair dela no muque. Em menos de um minuto, um cara que vinha no mesmo sentido ofereceu ajuda para atravessar a rua. Aceitei de bom grado. Cortês, ainda me perguntou se precisaria de uma assistência para seguir adiante na avenida. Agradeci e disse que dali eu poderia continuar. Não contei a ele sobre a matéria.
Talvez eu devesse ter aceitado. Porque na sequência a experiência foi se tornando perigosa. Ladeira na descida, calçada molhada, cheia de desníveis e uma ausência completa de habilidade da minha parte. Naquele momento, os jurados me dariam nota zero no quesito evolução. Era grande o risco de cair com a cadeira e quebrá-la, ou até sair desgovernado para o meio da avenida. Com um sentimento de derrota, decidi empurrar minha companheira até um ponto menos íngreme do trajeto.
Se alguém testemunhou o momento em que me levantei, pode ter acreditado que um milagre aconteceu. Ou que estava à frente de um golpista. A real é que só pude fazer isso porque não sou uma pessoa com deficiência física. Quem depende verdadeiramente de uma cadeira de rodas para se locomover não tem essa opção.
Na altura do SESC Pompeia, retomei o desafio. E dessa vez consegui atravessar a rua pelas rampas de acesso sem precisar de ajuda.
Mas, no quarteirão seguinte, uma amostra de como atitudes aparentemente pequenas podem afetar de forma imensa a vida de quem tem necessidades especiais. Está vendo esse fio aí jogado na calçada?
Senti na pele o incômodo de ter que contorná-lo simplesmente porque alguém decidiu se desfazer dele por ali. Quem joga lixo na rua não percebe o efeito borboleta que isso provoca, né? Desde contribuir para enchentes até interferir no direito de ir e vir de uma pessoa com deficiência. Dar a volta no entulho caminhando não é o mesmo que circundar com uma cadeira.
Cruzei a Avenida Pompeia e fui margeando o Shopping Bourbon. Na soma total, eu tinha percorrido pouco mais de 3 quarteirões. Apenas isso e a fadiga já estava batendo.Fiquei imaginando como alguém que tem deficiência deve conviver com dores físicas diárias e de todos os tipos. Dores que se somam à dor mais profunda de viver nessa condição.
Na altura do Palestra Itália, era hora de atravessar a Avenida Francisco Matarazzo até o ponto de ônibus. Havia uma rampa de acessibilidade para descer da calçada, porém a roda travou de novo. Tentei sair sozinho e não consegui. Nisso, o sinal vermelho para pedestres começou a piscar. Tenso. Quando os motoristas dos carros já estavam engatando e eu achando que teria que roubar no jogo usando as pernas novamente, duas mãos surgiram por trás de mim e começaram a empurrar a cadeira. “Vai, vamos nessa!”. Virei e vi um rapaz de boné que não devia ter mais do que 18 anos. Se fosse chutar, diria que sua condição econômica era bem mais humilde que a minha. Me levou até o outro lado sem titubear. Agradeci encarecidamente e algo emocionado.
Já na ilha no meio da avenida, o caminho envolvia uma subidinha. Agradeci novamente e muito quando uma mulher se ofereceu para me levar até lá. Foi quando tive um estalo. De que, ao mesmo tempo em que essa é uma matéria sobre como São Paulo pode ser hostil com quem tem deficiência física, é uma matéria sobre como desconhecidos são capazes de fazer gentilezas sem esperar algo em troca.
Eu tinha certeza que pegar o ônibus seria algo traumático. Que ficaria talvez mais de hora por ali até que algum parasse. Que teria que anotar placas e fazer uma denúncia nesse parágrafo sobre como nosso sistema de transporte público vira as costas quando o passageiro está em uma cadeira de rodas.
Não sei se estava mal informado e com preconceito ou se dei sorte. Porque não levou 5 minutos de espera. O primeiro veículo com símbolo de acesso que passou, parou. E o motorista nem hesitou em sair do seu posto, abrir a rampa de acessibilidade e me levar até o espaço destinado a pessoas com deficiência.
Espaços reservados para cadeirantes em ônibus
Alguns passageiros também foram solícitos, se oferecendo para me ajudar com o cinto de segurança. Que, por sinal, é absolutamente necessário. Senão a cadeira vai e vem a cada freada.
Para descer na Avenida São João, novamente o motorista repetiu o procedimento sem qualquer esboço de incômodo. Por isso faço questão aqui e agora de mandar um salve para o Sr. Moreno, que pilota a linha 8000 Terminal Lapa – Praça Ramos. Muito, muito obrigado pela humanidade demonstrada. Torço para que mais motoristas tenham a sensibilidade do senhor.
Dali peguei a Avenida Duque de Caxias. A intenção era chegar na ciclovia da Amaral Gurgel e Rua das Palmeiras. No caminho cruzei um cocô de cachorro e fiquei imaginando o desprazer que teria sido passar com as rodas por cima dele. Assim como no caso do lixo, o que se passa na cabeça do responsável? Não quero ficar aqui dando sermão, mas só para dizer que é uma contradição se afirmar cidadão de bem sensível com o próximo e ao mesmo tempo tacar lixo na rua, abandonar cocô de cachorro,estacionar nas vagas destinadas a pessoas com mobilidade reduzida ou mesmo ocupar a faixa de pedestres com seu automóvel.
Por fim, através da ciclovia consegui percorrer o resto do caminho até minha casa um pouco mais tranquilamente. O que confirma uma impressão que já tivera quando produziessa matéria aqui: apesar das ciclovias não serem destinadas a cadeiras de rodas, acabam sendo bem-vindas também para seu uso, tendo em vista a situação das calçadas em São Paulo.
Entrei no prédio pela garagem, pois ali há uma rampa de acesso aos elevadores. Que, dada a curvatura, se eu tivesse um real dano na coluna provavelmente não conseguiria subir sem a ajuda dos porteiros ou de algum acompanhante.
Fiquei imaginando também como as pessoas com deficiência fazem para abrir a porta do elevador. A única maneira que consegui sem levantar da cadeira foi usando o pé.
Na manhã seguinte, fui fazer um programa trivial: tomar um café na padaria. Pedi para minha esposa me acompanhar, assim poderia tirar fotos em terceira pessoa e ter uma ajuda caso precisasse.
Essa ajuda acabou sendo bastante necessária, mesmo em um percurso de apenas um quarteirão. Por ser adaptada a pessoas com deficiência, a calçada da Santa Casa me permitiu transitar sozinho. Mas, para chegar até ela, tive que ser retirado do buraco pelo menos três vezes na calçada oposta. Havia rachaduras inclusive em frente a uma daquelas lojas de produtos ortopédicos citadas no início da matéria.
Na porta da padaria, um degrau com cerca de 5 centímetros me impediu de entrar por minha própria conta. Tive que ser empinado por um policial que estava ali em frente. Ocupar uma mesa também foi uma operação complexa. A única viável era a mais perto da entrada, e ainda assim fiquei um pouco na passagem. Enquanto tomava meu café, recebi uma porção de esbarrões na parte de trás da cadeira. Sei que não foram por mal e a equipe do estabelecimento foi solícita. Porém, mais por compaixão do que por treinamento. O lugar não era adequado para pessoas com deficiência física.
Caixa de pagamento da padaria
Caixa de pagamento da padaria
Terminada a experiência, seria muito tentador jogar a conta inteira no colo do poder público. Em grande parte é dele, sim, na medida em que muitas das dificuldades que enfrentei envolveram ruas e calçadas em mau estado. Mas fica difícil atribuir ao Estado a culpa por um estabelecimento comercial em frente a um hospital não oferecer acessibilidade. Fora os obstáculos criados pelo mau comportamento dos próprios moradores da cidade.
Nunca é preto no branco. De modo geral, as pessoas foram prestativas. O que falta é essa colaboração também na estrutura física da cidade, seja no espaço público ou privado. E isso porque transitei por caminhos do Centro Expandido. Mal posso imaginar como é depender de uma cadeira de rodas em uma comunidade mais periférica.
Vale lembrar que pessoas com deficiência são, antes de tudo, pessoas. Assim como eu e você, com nome, sobrenome e muito para contribuir. A causa da acessibilidade não é exclusividade de quem é afetado diretamente por ela: deve ser defendida por todos, com ou sem deficiência física. Porque pode acontecer com qualquer um, sem distinção de cor, credo, local de origem ou condição financeira. Somos todos usuários de cadeira de rodas em potencial.

O carro que não precisa de motorista!!!

carro

O transporte é um dos principais obstáculos que enfrentam as pessoas com deficiência. Apesar das tentativas de transportes públicos eficientes, ainda existem várias dificuldades que as pessoas com deficiência têm que enfrentar a fim de chegar a um local específico (aliás, e isso não é exclusivo para os transportes públicos… até para pegar um táxi adaptado não é simples como deveria ser!). Seja andando, com transporte público ou particular sempre é necessário contar com amigos e familiares, o que termina em dificuldade em tempo integral.
Mas há uma boa notícia para aqueles que vivem essa situação: É o carro que dirige sozinho!!! E ele não é mais um sonho, viu?
O Google lançou recentemente o seu projeto do  Self-Driving Car que está sendo testado nas estradas e ruas da Califórnia.  O Google já tem dois modelos diferentes do carro – uma primeira geração do carro Lexus com computador e sensores de bordo, e uma segunda geração sem volante ou pedais (esse que vocês veem na imagem acima).
Ambos os modelos têm tido a participação de uma variedade de passageiros com deficiência, incluindo pilotos com deficiência visual, tais como Steve Mahan, diretor-executivo dos Santa Clara Valley Blind Center. “Eu sinto falta de dirigir”, disse ele. “Minha experiência com o carro do Google tem sido ótima, e eu quero que isso aconteça. Todos na comunidade cega querem!!”
Como funciona? O Google projetou seu veículo com a tecnologia “push-button”, e se esforça para beneficiar a população com deficiência, tornando “mais fácil, mais seguro e mais agradável se locomover.” O carro é projetado para replicar a resposta humana. Uma matriz na cobertura de sensores detecta a sua localização, os obstáculos fixos e móveis, tais como bicicletas e outros veículos. Os carros se locomovem e obedecem as regras de trânsito através de algoritmos sofisticados e controladores que eliminam qualquer necessidade de contribuição do motorista através de volantes ou freios.
O protótipo de auto condução do Google tem uma tecnologia que não se limita ao carro do Google. Empresas como a Audi, BMW, Ford e Mercedes estão todas trabalhando para desenvolver seu próprio carro que dirige sozinho ou “veículo com direção assistida”. Além dos benefícios para a população com deficiência, existem benefícios ambientais, esses carros podem reduzir o consumo de combustível em até 90%.
E falando em custos, é estimado que esse carro custe a mais cerca de US $ 7.000 a US $ 10.000 que um veículo novo típico.
Embora os veículos com direção assistida já rodem por aí nos testes, ainda há muito a ser feito. Por exemplo, os veículos ainda não são capazes de detectar obstáculos imprevistos, tais como zonas de construção/obras, as mudanças de tempo inesperadas ou semáforos quebrados.
Mas, o fato é que os os esforços para trazer os carros de auto-condução para o público estão acontecendo e trarão muitos benéficios para aqueles com capacidade limitada. Seja para fazer compras, consultas médicas, começar a trabalhar ou visitar a família.
Quer ver o protótipo da segunda geração do carro com direção assistida? Olha aqui!


Fonte:  www.reab.me

Antônio Leme fica com o quarto lugar nas disputas individuais do Boccia World Open, em Seoul, Coreia do Sul.

Duelo brasileiro nas oitavas de final da competição.
     Antônio Leme enfrentando Daniele Martins nas oitavas de final

O atleta Antônio Leme levou o quarto lugar na categoria individual BC3, no Boccia World Open, em Seoul, na Coreia do Sul. Antônio disputou o bronze na madrugada desta quinta-feira, 23, enfrentando a coreana Yejin Choi. A dona da casa conseguiu a vitória por 3 a 2, superando o brasileiro na última bola do tie break.
A Seleção Brasileira de bocha iniciou na última segunda-feira, 20, as disputas individuais da classe BC3. Os atletas Antônio Leme­, Richardson Rocha e Daniele Martins representaram o Brasil.
Os grupos da competição foram definidos através do ran­king da BisFed. No grupo D, Antônio­ foi o cabeça de chave, e teve como adversários o japonês­ Yamashita Tomoko e o australiano Tait J­enkins. No grupo H, Ric­hardson Rocha, também cabeça de chave, e­nfrentou Lim Yu Fei Faye, de Cingapura, e Lieyua­n Dong, da China. Daniele Martins ficou ­no B, enfrentando o coreano Howo­n Jeong e Chen Wei Ju, de China T­aipei.
Na primeira rodada, três vitórias brasileiras. Richardso­n venceu Faye Lim ­por 8 a 0, Antônio derrotou Yamashita, por 10 a 0, e Danie­le Martins fez 6 a 1 em cima de Wei Ju. Na segunda, Antônio fez 6­ a 0 pra cima de J­enkins e Richardson obteve 12 a 0 sobre o chinês Lieyua­n. Daniele acabou perdendo para o coreano Howo­n po­r 8 a 2, mas também se juntou aos dois brasileiros e se classificou para ­as oitavas.
Na fase eliminatória, Antônio e Daniele ­se enfrentaram em uma partida disputada. Antônio pontuou uma vez em cada uma das duas parciais, e Dani empatou em 2 a 2 na terceira. O jogo só foi definido na última bola, quando Antônio conseguiu pontuar para vencer o jogo. Richardson­, também não ficou atrás na emoção, após sair perdendo na primeira parcial por 4 a 0, ele virou o jogo para 5 a 4 na última parcial contra o russo Vasilyev.
Nas quartas de final, Antônio venceu a tailandesa Tanimpat por 4 a 3 no tie break e Richardson perdeu por 8 a 1 para o coreano Hansoo Kim. Nas semifinais, foi a vez de Leme enfrentar o anfitrião número um do mundo. O brasileiro mediu forças com Kim, mas acabou derrotado por 6 a 0.

Para capturar assaltantes de cadeirantes, policial se disfarça e tem uma surpresa..

  cadeirante

Após dois assaltos envolvendo cadeirantes, um policial de Vancouver se disfarçou de cadeirante para pegar os assaltantes.O Sargento Mark Horsley colocou roupas normais e sentou em uma cadeira de roda para resolver o caso.A operação foi nomeada como Operação Cadeira de Rodas pelo departamento de polícia, em que o objetivo era encontrar pessoas que estavam assaltando pessoas que usavam cadeira de rodas.

O policial esperava que alguém iria roubá-lo ou se aproveitar dele, mas ele teve uma surpresa.

Ele conheceu cadeirantes da comunidade e fez amizades e recebeu orações de jovens.

Outro homem parou para conversar sobre a mãe que também estava em uma cadeira de rodas. Nesse encontro o homem arrumou a bolsa de dinheiro do policial o alertando para ele ter cuidado.

Em nenhum momento houve tentativas de assalto, pelo contrário, várias pessoas bondosas vieram para ajudar o policial, e no final do dia ele estava com 24 dólares a mais que ele tinha levado na carteira.

Às vezes a imprensa não nos mostra que ainda há muitas pessoas boas nesse mundo não?!

Click AQUI e assista o vídeo da dessa operação em Vancouver:
Fontes: mundoconectado.net - pessoascomdeficiencia.com.br

Snowboarder conta como aprendeu a conviver com ‘novo cérebro’ após acidente.

Charlie Elmore diz que está desafiando o rótulo do que é ser normal para ser feliz com sua nova vida .

Foto: BBC
atleta

A professora de snowboard Charlie Elmore sofreu um acidente na neve há quatro anos e teve traumatismo craniano. Desde então, ela vem aprendendo a viver e pensar novamente. Leia seu depoimento:
“Um dia, depois de dez anos como instrutora de snowboard em Vervier, na Suíça, acordei em uma UTI após ser colocada em coma induzido.
Depois de um salto de 11 metros, eu aterrissei mal. Os médicos me colocaram em coma para proteger meu cérebro e evitar que ele inchasse ainda mais. Ninguém sabia se eu acordaria nem como o acidente me afetaria se eu acordasse.

Eu não sei se eu estava tentando fazer algo impressionante (na hora do acidente), mas lembro que minha saída foi meio estranha. Quando aterrissei, joguei minha cabeça para trás e depois disso, não lembro mais de nada. Eu tive traumatismo cranioencefálico, mesmo usando capacete.
Eu passei os últimos quatro anos reaprendendo coisas que as pessoas nem dão atenção – e eu mesmo não dava antes do meu acidente. Coisas como andar, comer e falar. Minha vida desde então tem sido aceitar a viver com uma deficiência invisível.
É estranho eu não me lembrar de algo que teve um impacto tão grande na minha vida.
E só me lembro de alguns momentos das seis semanas que passei na cama do hospital. Me lembro dos meus pais do meu lado e eu perguntando a eles em meio a lágrimas ‘vou poder fazer snowboard de novo?’.

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A snowboarder conta que os efeitos do seu acidente, em alguns momentos, foram horríveis e a fizeram se sentir isolada e incapaz; ela agora tem uma marca de roupas para deficientes (Foto: BBC)
Depois de uma reabilitação intensa, consegui voltar para as montanhas em menos de um ano. Nos últimos três invernos, trabalhei como voluntária em escolas suíças que oferecem aulas de snowboard adaptadas – eu adoro fazer isso.
Eu acho incrível passar meu tempo com pessoas com deficiências que querem voltar a praticar o esporte.

Agora, acho que tudo na vida tem de ser apreciado, já que isso faz você ser o que é. Problemas como o meu podem te trazer novidades e revelar novos talentos – aceitar, adaptar, abarcar… eu sempre digo isso.
Mas apesar de eu já ter dito que amava todos os efeitos que o acidente teve em mim, hoje eu posso dizer que minha perspectiva mudou um pouco.
Os efeitos do meu acidente, em alguns momentos, foram horríveis e fizeram me sentir isolada, triste, incapaz e quebrada. Eu perdi alguns amigos porque algumas pessoas não estão dispostas a oferecer o tipo de paciência necessária para ajudar uma pessoas que sofreu traumatismo craniano.
Foi só nos últimos meses que eu percebi isso, já que agora estou em um relacionamento no qual eu sou amada e cuidada.
Eu experimentei novas emoções e estou me redescobrindo. Minha rotina diária começa com o planejamento que faço na noite anterior.

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A snowboarder conta que os efeitos do seu acidente, em alguns momentos, foram horríveis e a fizeram se sentir isolada e incapaz; ela agora tem uma marca de roupas para deficientes (Foto: BBC)
Eu sento com o meu namorado e olho para o que é preciso ser feito no negócio que cofundei para apoiar atletas nos Jogos Paralímpicos e o Invictus Games (competição britânica para militares ou veteranos feridos).
É uma marca de roupas inspirada no capuz que eu usava no momento do acidente e que os paramédicos tiveram de cortar – e que depois eu costurei de volta.

Esse tipo de pré-planejamento me ajuda a garantir que eu tenha menos sobre o que me preocupar durante o dia e isso torna as coisas mais normais.Depois do café da manhã, faço exercícios, o que é ótimo porque meu namorado é um esquiador profissional, então tenho acesso a um ótimo treinamento.
E depois de ajudar com aulas de esqui, eu termino meu dia com uma comida boa, relaxamento, tempo online para me comunicar com a minha família e meus amigos, planejamento para o dia seguinte e, depois, cama.
Recentemente, eu voltei ao Hospital Northwick Park, onde fiquei internada depois do acidente. Enquanto eu estava lá, conheci Hannah Wick, de 30 anos, que começou a reabilitação há nove meses.
Ela ficou parcialmente paralisada e teve danos cerebrais ao cair enquanto estava fazendo compras. Ela foi ajudada por uma pessoa que a encontrou caída na calçada, com o crânio fraturado.
Ela tem problemas de mobilidade e dificuldade para controlar o lado esquerdo do seu corpo, além de problemas que fala. Quando eu a conheci, ela ficava repetindo “obrigado” no final de cada frase. Ela tinha uma boa noção de como havia mudado. ‘Eu quero falar como estou pensando’, ela me disse.
Antes do acidente, ela era responsável pela área de compras de uma grande loja de departamentos de Londres.Conhecer Hannah me trouxe a dura lembrança de como podem ser amplas as consequências de um trauma cerebral, sejam físicas ou mentais.
Ela me disse que eu pareço ótima e ‘como uma pessoa normal’.

Algumas pessoas, inconscientemente, me dizem que pareço normal. Mas, quanto mais eu quero aceitar o que se passa dentro de mim, mais difícil fica fazer comparações com esse rótulo de ‘normalidade’.
Eu estou desafiando esse rótulo para que eu consiga viver a vida e ser feliz comigo mesma do jeito que sou. Mas ao mesmo tempo em que não deixei que isso me definisse, vejo isso como um momento definidor.
* O blog Ouch explora assunto ligados a deficiências. Charlie Elmore participou do documentário Me & My New Brain, transmitido pela BBC, que é parte do projeto “Defying the Label” (“Desafiando Rótulos”), sobre portadores de deficiência.
Fontes: BBC Brasil - pessoascomdeficiencia.com.br

USP desenvolve técnica mais precisa para diagnóstico do mal de Parkinson.

Software processa ressonância e identifica concentração de ferro no cérebro. Exame permite acompanhar a evolução da doença e do tratamento aplicado.

                                 Foto da máquina utilizada no diagnóstico da doença

Aos 52 anos, a aposentada Osmaraci Aparecida Galiardi sofre com os movimentos involuntários do corpo provocados pelo Mal de Parkinson. Ela relembra como foi difícil o diagnóstico da doença, quando ainda tinha 31 anos, e conta que enfrentou por meses os sintomas, sem o tratamento adequado.

“Eu tremia direto. Até o copo chegar na boca (sic), a água já tinha me molhado toda. Não conseguia fazer comida, tomar banho. Chegou uma época em que eu ficava só na cama, nem para andar não dava mais”, diz a aposentada, que hoje tem uma qualidade de vida melhor graças aos 12 remédios que toma diariamente.
Baseando-se em casos como o de Osmaraci, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto (SP) desenvolveram uma técnica capaz de diagnosticar com mais sensibilidade e precisão, o Mal de Parkinson. A técnica permite identificar a presença e a quantidade de ferro no cérebro dos pacientes.
Estudos anteriores já haviam apontado que pessoas com Parkinson apresentam maior concentração de ferro na substância negra, área do cérebro responsável pela produção de dopamina, neurotransmissor que atua no controle dos movimentos. A quantificação só era possível, entretanto, por meio de amostragem de tecido cerebral de cadáveres.
“Nesse novo método, a gente consegue examinar as pessoas vivas e detectar o acúmulo de ferro. Isso é importante por vários motivos: pode ajudar a acompanhar a progressão da doença, verificar se algum tratamento impede o acúmulo de ferro. Essas são algumas perguntas que ainda precisamos responder”, disse o neurologista Vitor Tumas.
Durante dois anos, 30 pessoas saudáveis e 20 pacientes com Parkinson foram avaliados pelos pesquisadores. Os voluntários realizaram exames de ressonância magnética e as imagens foram processadas, posteriormente, por um software desenvolvido na USP com a colaboração de pesquisadores estrangeiros.
O programa de computador é capaz de quantificar a concentração de ferro na imagem. “A implantação do mapa de susceptibilidade magnética nos permitiu quantificar de forma mais direta a concentração de ferro”, explica o físico Jeam Haroldo Oliveira Barbosa, destacando que o exame pode auxiliar no acompanhamento da evolução da doença e apontar os resultados dos tratamentos aplicados.
O trabalho já foi publicado em revistas científicas no exterior e, segundo Barbosa, caso a técnica seja adotada, pode complementar o diagnóstico por imagem convencional e ainda o contribuir com o tratamento de outras doenças, uma vez que também é capaz de identificar a concentração de outras substâncias no organismo, como cobre, alumínio e cálcio.
“Outras patologias poderão ser diagnosticadas ou avaliadas ao longo do avanço da doença. A aquisição da imagem é normal, por meio de ressonância, o tempo do exame é de quatro a cinco minutos. O que difere é o pós-processamento, através do software desenvolvido por nós”, afirma.
Alimentação
Apesar da relação entre o Parkinson e a concentração de ferro no cérebro, o neurologista Vitor Tumas alerta que o consumo de alimentos que contêm o mineral não interfere no surgimento ou evolução da doença.

“Isso não está relacionado com o fato de alguém comer muito ferro e também não significa que deixar de comer ferro vai estar protegido do problema. São mecanismos locais, no cérebro, no tecido nervoso, que fazem com que o ferro se acumule. O hábito diário de ingestão de ferro não é fator de risco para a doença”, conclui.


Tetraplégica realiza sonho de criança e escreve quatro livros com a língua.

Criação do primeiro livro, ainda na máquina de escrever, demorou 5 anos. Hoje, com teclado do computador adaptado, ela prepara outros dois livros.

Foto de Ana Cris digitando com a língua


A paralisia cerebral que provocou a tetraplegia em Ana Cris Ferreira, de Campos dos Goytacazes, no Norte Fuminense, não tirou dela um sonho que carregava desde a infância: escrever os próprios livros. Aos 54 anos, ela conta que conseguiu chegar ao quarto livro publicado teclando com a língua. O primeiro, feito ainda na máquina de escrever, aos 28 anos, demorou cinco anos para ficar pronto. Para publicar a obra, contou com a ajuda de doações. Com o sucesso nas vendas, a escritora conseguiu adquirir um computador, adaptou o teclado, publicou outros três livros e, para 2015, mais dois estão sendo preparados.
Ana, que atualmente reside em Niterói, no Rio de Janeiro, tem uma mobilidade que não permite um controle completo dos movimentos, além de ter a voz um pouco distorcida. De acordo com a escritora, a sequela surgiu no nascimento.
"Passei da hora de nascer. Então, faltou oxigênio  no meu cérebro. O médico disse que eu não passaria dos 4 anos de idade. A maioria confunde esse tipo de deficiência com a deficiência intelectual, por causa da parte motora", destacou Ana Cris.
"Não sou apenas escritora, sou formada em Pedagogia, Psicopedagogia, tenho curso de espanhol. Ser escritora é uma forma de explicar como uma pessoa com a sequela de paralisia cerebral vive, tem suas dificuldades passa por muitos preconceitos, mas com oportunidade pode 'ser alguém'! Ser escritora é a oportunidade de ser porta-voz daqueles colegas que possuem a mesma sequela", declarou a escritora.
Nos livros publicados, Ana Cris escreve sobre superação e a inclusão de pessoas com deficiência. O título de sua primeira obra, “AnAlfaBeta”, escrita na antiga máquina de escrever elétrica, surgiu depois que, ao tirar o documento de identidade, no lugar da assinatura, veio carimbada a palavra “analfabeta”.
Já com o computador, ela conseguiu a segunda publicação, “Transformação”, em que narra sua luta incessante, concentrada num ponto: ser uma pessoa. Em “Lesão Cerebral, Superando os Obstáculos do Dia a Dia”, a escritora explica que uma pessoa com paralisia cerebral, independentemente da sua sequela, pode ser, dentro do possível, uma pessoa cognitivamente normal.  Já em “A Inclusão na Prática, Respeitando a Diferença”, a autora esclarece sobre o tema com palavras simples, diretas e objetivas aos profissionais das áreas de educação e saúde, e também às famílias de pessoas com lesão cerebral. No livro ela conta sua experiência de vida e formação profissional.
“Se nós tivermos oportunidades, sensibilidades e acessibilidades, poderemos ter uma vida, na medida do possível, dentro do normal”, declarou Ana Cris.
Os custos para publicar os livros ficaram por conta da escritora, mas ela ainda contou com alguns apoiadores e amigos. Outro fato interessante é que Ana utiliza nas capas de suas obras uma borboleta, que a autora considera símbolo de transformação.
Projetos futuros
Ana se prepara para escrever mais dois livros. A ideia, segundo ela, é fazer algo para o público infanto-juvenil e outro ligado à sexualidade da pessoa com deficiência. Os temas estão na fase da pesquisa para que depois as obras comecem a ser escritas.


“O livro infanto-juvenil será de vocabulário bem fácil. Uma das personagens será uma criança com paralisia cerebral, ou seja, a minha história. Quero passar para as pessoas como é tornar o impossível em possível. Mostrar que a realização de um sonho é fruto do esforço de cada um.  Além de escritora, também sou palestrante e desenvolvo o tema ‘Como lidar com seu aluno com paralisia cerebral’. Ministro para professores, diretores e coordenadores de escolas”, destacou Ana Cris, que também é graduada em pedagogia e pós-graduada em psicopedagogia.


quinta-feira, 23 de julho de 2015

3 passos para um acompanhante de pessoa com deficiência ter 80% de desconto na passagem aérea.

                             

De acordo com informações retiradas do Portal da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), todas as empresas aéreas oferecem desconto de 80% na passagem aérea de acompanhantes obrigatórios para passageiros com necessidades especiais.

Ou seja, o cadeirante paga 100% do valor da passagem, mas se ele precisa de um acompanhante para viajar, o acompanhante ganha desconto de até 80% de sua passagem.

Para conseguir este desconto, não é tão complicado assim, veja como o que se deve fazer:

1ª Etapa:

Ligue para a empresa aérea que você deseja viajar
Peças para fazer reserva das passagens
Informe-os que você é uma pessoa com deficiência e necessita do MEDIF (Formulário de Informação médica) para preencher.
Pergunte também, para onde você deve enviar os documentos depois que forem preenchidos.

2ª Etapa:

Depois que te enviarem o MEDIF (por e-mail, fax), você deve levar o documento para um médico preencher.
É necessário que peça um laudo do médico também, alegando que você é uma pessoa com deficiência e necessita de um acompanhante para viajar.

3ª Etapa:

Com o MEDIF preenchido e com o laudo médico em mãos, envie os documentos para a sua companhia aérea.

E por último, compre a passagem aérea.

Antes de comprar a passagem é recomendável que você ligue para a companhia aérea e pergunte como comprar a passagem com desconto sendo que já tem os laudos preenchidos prontos.

O desconto é desconhecido por muitos, mas só é efetuado se a pessoa pede, caso o acompanhante não peça, a passagem é cobrada normalmente. 

Fontes: Deficiente Ciente - celialeao.blogspot.com.br

Cego visita pontos turísticos de Brasília e identifica falhas para deficientes.

O turista percebeu a falta de piso tátil no aeroporto, Praças dos Três Poderes e Torre de TV.

                     acessibilidade-em-brasilia

O jornalista Josué Leandro, de 36 anos, morador de Florianópolis, capital de Santa Catarina, desembarcou no Distrito Federal nesta terça-feira (21) e visitou diversos pontos turísticos para testar a acessibilidade nos locais mais visitados de Brasília. O turista perdeu a visão aos 16 anos em decorrência do agravamento de um glaucoma congênito e visitou diversas cidades brasileiras, onde encontrou inúmeras dificuldades.
Viajo em vários lugares do Brasil, já conheci várias cidades e a questão da acessibilidade, que é o livre acesso do cidadão, é uma coisa que interfere bastante no nosso deslocamento. Essa é a parte mais difícil.
No Distrito Federal, o homem percebeu a falta de piso tátil no aeroporto de Brasília, na Praça dos Três Poderes e na Torre de TV. A falta do recurso de orientação de percurso obriga o deficiente visual e inferir os caminho que deve ser seguido.
A gente vai perceber pela elevação da rampa que a gente está chegando próximo de alguma coisa, diz o homem sobre a chegada à Torre de TV.

Isenção do IPI e IOF para Pessoas com Deficiência Física, Visual, Mental severa ou profunda e Autistas Isenção do IPI,

                        insenções-fiscais-para-pessoas-com-deficiencia


                                                                                Informações Gerais

As pessoas com deficiência física, visual, mental severa ou profunda, ou autistas, ainda que menores de 18 (dezoito) anos, poderão adquirir, diretamente ou por intermédio de seu representante legal, com isenção do IPI, automóvel de passageiros ou veículo de uso misto, de fabricação nacional, classificado na posição 87.03 da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (TIPI).
São consideradas pessoas com deficiência:
I) Física: aquelas que apresentam alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções (art. 1º da Lei 8.989/95 e arts. 3º e 4º do Decreto nº 3.298/99).
II) Visual: aquelas que apresentam acuidade visual igual ou menor que 20/200 (tabela de Snellen) no melhor olho, após a melhor correção, ou campo visual inferior a 20°, ou ocorrência simultânea de ambas as situações (§ 2º do art. 1º da Lei nº 8.989/95, com a redação dada pela Lei nº 10.690/2003).
III) Mental severa ou profunda, ou a condição de autista: aquelas que apresentarem os critérios e requisitos definidos pela Portaria Interministerial SEDH/MS nº 2/2003.
Requisitos e Formulários
I) Requerimento de Isenção de IPI – Deficiência Física, visual, mental severa ou profunda, ou autistas;
II) Laudo de Avaliação, na forma do Anexo IX (deficiência física e/ou visual), X (deficiência mental severa ou profunda) ou XI (autismo), emitido por prestador de serviço público de saúde ou serviço privado de saúde, contratado ou conveniado, que integre o Sistema Único de Saúde (SUS);
III) No caso de serviço privado de saúde que integre o SUS, declaração na forma dos Anexos XII ou XIII;
Obs.: A autoridade fiscal poderá dispensar a entrega do laudo de avaliação, desde que o beneficiário tenha comprovado, em aquisição anterior, ser portador de deficiência permanente, nos termos da definição constante do Anexo IX;
IV) Declaração de Disponibilidade Financeira ou Patrimonial compatível com o valor do veículo a ser adquirido;
V) Cópia da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do beneficiário da isenção (caso habilitado) e/ou de todos os condutores autorizados pelo Anexo VIII;
Obs.: A indicação de condutor(es) não impede que a pessoa com deficiência conduza o veículo, desde que esteja apta para tanto, observada a legislação específica.
VI) Cópia da Nota Fiscal relativa à última aquisição de veículo com isenção do IPI ou a via original da autorização anteriormente concedida e não utilizada.
VI) Declaração de não Contribuinte do Regime Geral de Previdência Social – RGPS ou de Regularidade Fiscal (Contribuições Previdenciárias);
Prazos
O direito à aquisição com o benefício da isenção poderá ser exercido apenas uma vez a cada dois anos, sem limite do número de aquisições, observando-se a vigência da Lei 8.989/95.
Em qualquer hipótese, o prazo de dois anos deverá ser obedecido para uma nova aquisição de veículo com isenção do IPI, e terá como termo inicial de contagem a data de emissão da Nota Fiscal da aquisição anterior com a isenção do imposto.
O prazo de validade da autorização para a compra do veículo será de 270 (duzentos e setenta) dias, contados a partir do deferimento pela autoridade fiscal. Na hipótese de não utilização da autorização no prazo estipulado, o contribuinte poderá formalizar novo pedido, nesse caso, a autoridade fiscal, a seu juízo, poderá aproveitar os documentos já entregues à Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB).
Indeferimento do pedido
Verificando-se o descumprimento dos requisitos estabelecidos, o requerente poderá ser intimado para regularizar a situação no prazo de 30 (trinta) dias contados da data da ciência. Transcorrido esse prazo, sem que haja a regularização, o pedido será indeferido.
Penalidades
A aquisição do veículo com o benefício fiscal, realizada por pessoa que não preencha as condições estabelecidas na IN RFB nº 988/2009, bem como a utilização do veículo por pessoa que não seja a beneficiária da isenção, salvo o(s) condutor(es) autorizado(s) conforme o Anexo VIII, em benefício daquela, sujeitará o adquirente ao pagamento do tributo dispensado, acrescido de juros e multa de mora, sem prejuízo das sanções penais cabíveis.
Alienação do veículo
A alienação de veículo adquirido com o benefício, efetuada antes de 2 (dois) anos da sua aquisição, dependerá de autorização do Delegado da Delegacia da Receita Federal do Brasil (DRF) ou da Delegacia Especial da Receita Federal do Brasil de Administração Tributária (Derat).
Para efeitos de transferência para pessoa que satisfaça os requisitos estabelecidos na IN RFB nº 988/2009, o alienante e o adquirente deverão apresentar formulário de requerimento, na forma do Anexo III, bem como apresentar os documentos comprobatórios de que o adquirente satisfaz os requisitos para a fruição da isenção. O alienante deverá, ainda, apresentar cópia das Notas Fiscais emitidas pelo estabelecimento industrial ou equiparado a industrial.
Para a autorização da alienação de veículo adquirido com o benefício, a ser efetuada antes de 2 (dois) anos da sua aquisição, para pessoa que não satisfaça os requisitos estabelecidos na IN RFB nº 988/2009, o alienante deverá apresentar, além de requerimento na forma do Anexo IV, uma via do Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf) correspondente ao pagamento do IPI e cópia da Nota Fiscal emitida pelo estabelecimento industrial ou equiparado a industrial, quando da saída do veículo.
Recolhimento do IPI
No caso de alienação de veículo adquirido com o benefício, efetuada antes de 2 (dois) anos de sua aquisição, para pessoa que não satisfaça os requisitos estabelecidos, o IPI dispensado deverá ser pago:
I) com acréscimo de juros de mora, se efetuada com autorização do Delegado da DRF ou da Derat;
II) com acréscimo de juros e multa de mora, se efetuada sem autorização do Delegado da DRF ou da Derat, mas antes de iniciado procedimento de fiscalização;
III) com acréscimo da multa de ofício de 75% (setenta e cinco por cento) do valor do IPI dispensado (Lei nº 4.502/64), e de juros de mora, se efetuada sem autorização do Delegado da DRF ou da Derat, ressalvado o disposto no item anterior;
IV) com acréscimo da multa de ofício de 150% (cento e cinquenta por cento) do valor do IPI dispensado (Lei nº 4.502/64), e juros moratórios, para a hipótese de fraude.
 Atenção!
Consideram-se representantes legais os pais, os tutores e os curadores, conforme a definição do Código Civil Brasileiro (Lei nº 10.406/2002).
Em caso de falecimento do beneficiário depois de concedida a autorização sem, entretanto, ter adquirido o veículo, extingue-se o direito à isenção do IPI, que não será transferido em qualquer hipótese.
A transferência por sucessão de propriedade de veículo adquirido com benefício fiscal há menos de 2 (dois) anos, sujeitará o sucessor ao pagamento do tributo dispensado, acrescido de juros de mora, salvo se o sucessor enquadrar-se nos requisitos estabelecidos pela IN RFB nº 988/2009.
A alienação fiduciária em garantia de veículo adquirido pelo beneficiário da isenção não se considera alienação, bem como sua retomada pelo proprietário fiduciário, em caso de inadimplemento ou mora do devedor. Considera-se alienação, no entanto, sendo alienante o proprietário fiduciário, a venda realizada por este a terceiro, do veículo retomado.
Não se considera mudança de destinação a tomada do veículo pela seguradora, quando, ocorrido o pagamento de indenização em decorrência de furto ou roubo, e o veículo furtado ou roubado for posteriormente encontrado, exceto no caso de o veículo encontrado ser integrado ao patrimônio da seguradora ou se for realizada a transferência para terceiros que não preencham os requisitos necessários ao reconhecimento do benefício.
A isenção do IPI não se aplica às operações de arrendamento mercantil (leasing).
Isenção do IOF
Informações Gerais
A isenção do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) poderá ser requerida por meio do Requerimento de Isenção de IOF para Pessoas com  Deficiência Física.
Segundo o art. 72 da Lei 8.383/91, estão isentas do IOF as operações de financiamento para a aquisição de automóveis de passageiros de fabricação nacional de até 127 HP de potência bruta (SAE), quando adquiridos por pessoas com deficiência física, atestada pelo Departamento de Trânsito do Estado onde residirem em caráter permanente, cujo laudo de perícia médica especifique:
a) o tipo de defeito físico e a total incapacidade do requerente para dirigir automóveis convencionais;
b) a habilitação do requerente para dirigir veículo com adaptações especiais, descritas no referido laudo.
 Atenção!
A isenção do IOF não alcança pessoas com deficiência visual, mental severa ou profunda, ou autistas por falta de previsão legal.
O benefício só poderá ser utilizado uma única vez.
Fontes: idg.receita.fazenda.gov.br - pessoascomdeficiencia.com.br