sábado, 8 de agosto de 2015

Em PE, app para deficientes chega a escolas públicas e tem 10 mil usuários.

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Um aplicativo criado por um pernambucano está causando uma revolução na vida de cerca de dez mil pessoas. A tecnologia, que ajuda pessoas com deficiência a se comunicarem, se chama Livox e já foi traduzida para 25 idiomas. Nos países de língua árabe, por exemplo, o aplicativo deve ser lançado em dois meses. A ideia também começa a chegar nas escolas públicas do Recife, em fase de testes.
O escolhido para os testes no Recife foi o estudante Jhonatan, de 18 anos. Ele tem paralisia cerebral e não é alfabetizado, mas é louco por internet e tem habilidade com aplicativos no telefone. Com o aplicativo, Jhonatan pode se comunicar melhor e também aumentar o aprendizado na escola. “As questões pedagógicas se iniciam a partir da comunicação. Se eu me faço compreender e faço com que o meu aluno seja compreendido, isso dá uma autonomia pra ele, uma segurança no aprendizado”, explica a professora Jeisy Oliveira.
De acordo com o analista de sistemas Carlos Pereira, criador do aplicativo, a tecnologia tem algoritmos inteligentes que fazem o sistema se adaptar ao usuário, a partir da deficiência dele. “Não importa se a pessoa tem deficiência motora, visual ou cognitiva. Ele se ajusta a cada deficiência”, explica. Exemplo disso é que dois terços dos usuários do aplicativos são pessoas autistas. Carlos criou o aplicativo para ajudar a filha, Clara, que tem paralisia cerebral, a se comunicar.
A filha de Carlos Pereira, Clarinha, de sete anos, teve paralisia cerebral por causa de complicações durante o parto. Ela não consegue controlar os movimentos do corpo mas entende tudo, e o Livox foi criado para ajudá-la a se comunicar.
Os pais de Clarinha não se conformaram em deixá-la viver com total lucidez mas sem capacidade de se expressar. Eles foram até a China, fizeram um tratamento pioneiro com células-tronco e chegaram a abrir uma clínica no Recife, que atende 300 pacientes.
Mas Carlos achou pouco — por isso, criou o sistema. Clarinha, que foi a primeira a usar o Livox, passou a se expressar, contar o que pensa e o que sente. “Hoje eu posso orientar, educar de uma forma mais precisa. Isso é ótimo, porque ela faz até perguntas e eu posso responder”, explica a mãe, Aline Costa Pereira.
O Livox já ganhou o prêmio de melhor aplicativo de inclusão do mundo, pela Organização das Nações Unidades; de inovação tecnológica com maior impacto em 2014, do Banco Interamericano de Desenvolvimento; e foi o primeiro lugar na Copa do Mundo de Tecnologia do Vale do Silício, em junho deste ano. “Eu fico muito feliz com todos esses prêmios, mas o maior prêmio que eu tenho é ver minha filha se comunicar”, conta Carlos Pereira.

Goalball brasileiro entra em ação no primeiro dia dos Jogos Parapan-Americanos.


Toronto,CA - Depois da bela participação do Goalball brasileiro nos Jogos de Guadalajara 2011 - com ouro, no masculino, e prata, no feminino -, a Seleção Canarinho inicia neste sábado (8), em Toronto, Canadá, a caminhada rumo à mais uma campanha vitoriosa em Jogos Parapan-Americanos.


Às 12h30, horário de Brasília, o time masculino brasileiro entra em quadra, no Mississauga Sports Centre, para encarar a Argentina. Foram sete meses de preparação para o principal evento do ano. Campeão na última edição dos Jogos, o Brasil entra com favoritismo de quem é o atual detentor do título mundial e líder do Ranking Internacional.
Um dos destaques da equipe que está em Toronto, o ala Leomon acredita que chegou a hora de colher os frutos dos treinamentos realizados durante o ano. Segundo o craque, a confiança está em alta e o objetivo é começar a competição com uma vitória.
- Estamos confiantes, bem preparados. Nós treinamos firmes nesses primeiros sete meses de 2015, e o treinamento vai valer a pena na competição. É gostoso treinar, mas a competição é muito mais. Esse espírito de competição, está todo mundo unido, bem focado, e queremos começar a competição com o pé direito e ir em busca desse ouro - disse o artilheiro do Mundial 2014.
Pela categoria feminina, o Brasil vai enfrentar parada dura. O adversário na estreia será o Canadá, que contará com o apoio da torcida local. A partida será às 16h15. Nos Jogos de Guadalajara as duas seleções se enfrentaram numa partida decisiva, que garantiu o Brasil nos Jogos Paralímpicos de Londres 2012. A seleção verde e amarela venceu as canadenses na semifinal daquela competição, por 7 a 4.
Convênio – Ministério do Esporte
A participação brasileira nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto é custeada por um convênio entre o Ministério do Esporte e o Comitê Paralímpico Brasileiro. Confira as ações:
- Hospedagem Nacional (concentração);
- Alimentação Nacional (concentração);
- Transporte Nacional (concentração até aeroporto);
- Seguro Viagem;
- Aéreo Doméstico (local de origem até concentração e volta de Toronto até local de origem);
- Aéreo Internacional (concentração até Toronto).
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Foto: Romário Marques, Zé Roberto e Alex Gaúcho foram campeões nos Jogos de Guadalajara 2011 (Divulgação CPB)
Fonte: cbdv.org.br

Deficiente auditivo reclama da falta de filmes legendados em cinema de São Vicente.

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A ausência da exibição de filmes legendados nas salas de cinema da rede Cine Roxy é ponto de crítica por parte do comerciante Fernando Rios, em São Vicente. Deficiente auditivo, ele contou que não pode ir ao cinema na Cidade por só ter longas-metragens dublados.
“Sempre vou ao cinema, mas falta filme legendado. Eu vejo o filme, mas não entendo nada porque falta a legenda. É um absurdo”.
Segundo o comerciante, que possui um box na Praça Coronel José Lopes, no Centro, ele tentou assistir ao filme “Homem-Formiga”, mas não conseguiu pela falta da legenda. Ele relatou que foi orientado a ir ver o longa-metragem na unidade da rede que fica em Santos.
“Falam para ir para Santos. Mas eu não vou a Santos, quero ir aqui mesmo. Falei com o gerente e disse a ele que se não tivesse filme legendado, não iria pagar. Mas ele disse que tem que pagar mesmo assim”.
A Agência Nacional de Cinena (Ancine) colocou em consulta pública até hoje (7), uma Notícia Regulatória e um Relatório de Análise de Impacto (AIR) que discutem ações para regulamentar a promoção da acessibilidade em salas de cinema, com disponibilização de recursos de legendagem descritiva, LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) e audiodescrição que possibilitem a utilização de conteúdo audiovisual por pessoas com deficiência visual ou auditiva.
A ação está prevista na Agenda Regulatória 2015-2016 da Agência e tem correspondência com a diretriz do Plano de Diretrizes e Metas para o Audiovisual que atribui à Ancine o papel de ampliar e diversificar a oferta de serviços de exibição e facilitar o acesso da população ao cinema.
Enquanto isso, Fernando Rios pede para que disponibilizem horários com filmes legendados nas salas de cinema em São Vicente. “Eles não respeitam deficientes auditivos. Todos os filmes são dublados. Eu sou contra o filme dublado”.
Questionada sobre a situação, a assessoria de comunicação do Cine Roxy respondeu, em nota, que a rede procura atuar da maneira mais ampla possível, sem discriminar ou favorecer qualquer grupo específico de pessoas. Dessa forma, em respeito à demanda da maior parte do público, o número de sessões dubladas cresceu na unidade de São Vicente.
A empresa explicou que, entretanto, é possível buscar na programação das unidades a sessão mais apropriada ao gosto do cliente. Com isso, o Cine Roxy disse que procura “devolver” o carinho e a preferência conferidos a ele, respeitando as características regionais de cada unidade.
Segundo o Cine Roxy, só há filmes legendados na unidade de Santos porque, diferente de São Vicente, a demanda por filmes legendados é a preferência do público santista.
Por fim, a rede de cinemas ressaltou que, dependendo da demanda, é possível ter sessões com filmes legendados em São Vicente e que, em breve, todas as unidades do Cine Roxy estarão equipadas para atender aos portadores de deficiência auditiva e visual, conforme determinação da Ancine.
Fontes: diariodolitoral.com.br - pessoascomdeficiencia.com.br

Delegação recorde do Brasil marca presença na abertura dos Jogos Parapan-Americanos de Toronto-2015.

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Agora é para valer: os Jogos Parapan-Americanos de Toronto-2015 tiveram início na noite desta sexta-feira, 7. A Cerimônia de Abertura ocorreu no CIBC Athletics Stadium, em York, Canadá.
Entre fogos de artifício, música local e até a passagem de um avião da força aérea canadense sobre o estádio, destacou-se a maior delegação do evento: os 272 atletas e 19 apoiadores do time nacional fizeram o desfile das delegações e deram a largada para a campanha do Brasil.
Vale ressaltar que o país tenta manter a hegemonia na competição continental, uma vez que liderou o quadro de medalhas do Parapan no Rio, em 2007, e também em Guadalajara, em 2011.
“Foi uma cerimônia incrível, com os traços que marcarão estes Jogos Parapan-Americanos em Toronto. Ver a delegação brasileira como a maior a entrar no estádio é um motivo de orgulho enorme para nós”, disse Andrew Parsons, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro e vice-presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, em inglês).
“Agora é torcer para que honremos a nossa meta de ficar em primeiro lugar no quadro geral de medalhas, fazendo o hino nacional tocar todos os dia”, completou.
O Parapan de 2015 é o maior de todos os tempos. Serão cerca de 1.600 atletas de 28 países. Todos os 15 esportes disputados em Toronto serão classificatórios para os Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. As duas competições no continente são motivo de orgulho para o presidente da Comitê Paralímpico das Américas (APC, em inglês), José Luis Ocampo.
“A Cerimônia de Abertura desta noite será como o tiro inicial para o momento mais importante da história do Movimento Paralímpico nas Américas. Nos próximos 14 meses, Toronto 2015 e o Rio 2016 farão as pessoas repensarem os seus conceitos”, discursou o mandatário da APC.
Em seguida, Jose Luis Ocampo passou a palavra para o governador-geral do Canadá, David Johnston, que declarou os Jogos Parapan-Americanos de Toronto 2015, enfim, abertos.
Convênio – Ministério do Esporte 

A participação brasileira nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto é custeada por um convênio entre o Ministério do Esporte e o Comitê Paralímpico Brasileiro. Confira as ações:
- Hospedagem Nacional (concentração);
- Alimentação Nacional (concentração);
- Transporte Nacional (concentração até aeroporto);
- Seguro Viagem;
- Aéreo Doméstico (local de origem até concentração e volta de Toronto até local de origem);
- Aéreo Internacional (concentração até Toronto).

Fotos em alta resolução: https://www.flickr.com/photos/cpboficial/albums

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Acessibilidade: calçadas mal niveladas e desrespeito com os cadeirantes.

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Não é difícil encontrar calçadas que desrespeitem a acessibilidade em Macapá, basta andar alguns minutos pelas ruas da cidade e observar problemas gravíssimos em relação às calçadas. Ambulantes em local impróprio, nivelamento desproporcional, entulho acumulado e calçadas quebradas são apenas alguns dos problemas enfrentados por cadeirantes, pessoas com mobilidade reduzida e, também, pelo pedestre comum.
As reclamações principalmente por parte dos cadeirantes são constantes, a maioria das calçadas não possui qualquer estrutura para dar acesso às pessoas com deficiência física, muitas chegam a quase um metro de altura dificultando qualquer tentativa do cadeirante se locomover pela cidade.
Além do nivelamento irregular, o entulho é outro problema para quem transita pela capital, restos de materiais de construção ocupam parte das calçadas obrigando os pedestres a trafegarem pela rua. Para o cadeirante a vulnerabilidade é ainda maior, visto que são obrigados a passar pelo meio do trânsito para desviar da obstrução.
Os bairros da Zona Norte são os que possuem os maiores problemas com as calçadas, em alguns casos elas nem sequer existem, como é o caso da Rua Carlos Lins Cortês, no Bairro Infraero II, que, apesar de ser asfaltada, quase não se veem calçadas, obrigando ciclistas, pedestres e motoristas a dividirem o mesmo espaço, o que não é diferente em outros bairros onde as ruas não oferecem nenhuma condição de mobilidade para quem precisa se locomover.
Para a cadeirante Julia Lima, as dificuldades do passeio público de Macapá vão além dos obstáculos presentes nas calçadas, falta preocupação por parte da prefeitura que, apesar de realizar fiscalizações semanalmente na cidade, esquece-se dos bairros mais periféricos. Para ela, que mora no bairro Jardim Marco Zero, na Zona Sul, a dificuldade está na falta de continuidade das calçadas e na obstrução causada pelos próprios moradores.
“Algumas calçadas só existem porque os moradores constroem as próprias calçadas e todas seguem padrões diferentes, quando resolvem fazer alguma obra fica até difícil sair de casa por causa do material de construção que ocupa toda a passagem”, conta.
Outro problema é a comercialização irregular de qualquer tipo de produto nas calçadas. Lojas de materiais de construção e ambulantes, por exemplo, continuam a venda destes produtos desrespeitando a legislação, mesmo conscientes da possibilidade de multa e apreensão do produto.O fato é que mesmo com as ações de fiscalização, por parte dos agentes da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitacional (Semduh), órgão da prefeitura responsável pela preservação do passeio público, a recuperação das calçadas deve continuar sendo, por muito tempo, um dos maiores problemas a se resolver em Macapá.
Mau Exemplo
Um outro fato que vem chamando a atenção dos macapaenses, pelo desrespeito a acessibilidade, é uma imagem de um veículo de fiscalização da Companhia de Trânsito e Transporte de Macapá (CTMac) obstruindo o acesso a uma rampa destinada aos cadeirantes.
A imagem, que circula pelas redes sociais, recebeu inúmeras críticas por parte dos internautas que comentaram de forma irônica o comportamento dos agentes que estacionaram em local proibido.
Fontes: www.jdia.com.br - pessoascomdeficiencia.com.br

Política da pessoa com deficiência: releitura do estado da arte.

Por Jorge Amaro *

A política da pessoa com deficiência é complexa na sua concepção, avaliação e monitoramento, dada às peculiaridades que a envolvem, seja por conta das questões históricas como nas mudanças conceituais no ponto de vista da militância como na academia. Por conta destes fatores, é essencial conhecer seus principais mecanismos. Estabeleceremos inicialmente, de forma simplificada três conceitos iniciais: Políticas Públicas, Acessibilidade e Pessoa com Deficiência.[1]

Políticas Públicas são criadas com a finalidade de oferecer respostas as demandas sociais, materializadas em ações e decisões governamentais, em um formato que permita a conciliação entre o interesse público e privado, cujo produto final seja contemplar o bem-estar social e a coletividade.

Acessibilidade, significa eliminar as barreiras que impeçam determinados segmentos da sociedade a viverem em igualdade de oportunidades com os demais. Não é uma dimensão exclusiva das pessoas com deficiência, mas de todo aquele que encontrar barreiras na sociedade.

Pessoa com Deficiência, conforme a ONU, “são aquelas que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdades de condições com as demais pessoas.

Com base nestas três propostas conceituais, poderíamos dizer que Política da Pessoa com Deficiência seria o conjunto de decisões pactuadas entre governos e sociedade civil que objetivam a garantia da inclusão deste segmento, tendo por princípios fundantes, o protagonismo em sua elaboração, a acessibilidade como meio para a igualdade de oportunidades e a transversalidade em sua execução na perspectiva dos direitos humanos.

Para a internalização na esfera pública desta política a partir destes termos, precisamos de uma estrutura organizacional diferenciada. Hoje, conforme observamos nos Estados,  Distrito Federal e Municípios, há em curso a seguinte configuraçãoorganizativa: Órgão Gestor, Comitê Gestor, Conselho, Comissão Permanente de Acessibilidade e Plano. Nos cabe assim, compreender como se estabelecem e quais as suas formas de funcionamento.

No ponto de vista normativo, estes espaços foram criados para atender o que estabeleceu a Lei nº 7.853, de 24 de outubro de 1989 que dispôs sobre o “apoio às pessoas com deficiência, sua integração social, sobre a Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa com Deficiência – Corde, institui a tutela jurisdicional de interesses coletivos ou difusos dessas pessoas, disciplina a atuação do Ministério Público, define crimes, e dá outras providências. ”

No Brasil as Secretarias Estaduais ou Municipais são órgãos dos poderes executivos estaduais e municipais, servindo de auxílio aos governadores e prefeitos nas suas tarefas de administradores. O órgão gestor que absorva as tarefas a temática da pessoa com deficiência deve estar vinculado à estrutura que responda pelos direitos humanos e faça preferencialmente, um papel de coordenação e articulação das políticas, sendo a execução direcionadas aos responsáveis por cada área setorial. Pode ser uma secretaria, superintendência, diretoria, coordenadoria ou assessoria, e sua estrutura administrativa dependerá do gestor, necessitam de uma lei de criação e orçamento próprio.

Com o advento da Convenção da ONU dos Direitos da Pessoa com Deficiência[2] os órgãos gestores vivem este processo de mudança. A pauta da pessoa com deficiência deu uma guinada do viés assistencialista para o campo dos Direitos Humanos, o que vem se refletido em uma mudança paradigmática no nível desses órgãos. Cada vez mais as prefeituras e governos do estado têm estruturado a pauta das pessoas com deficiência em pastas de Direitos Humanos ou em pastas específicas da temática. Como o momento atual é de transição de modelos, as Secretarias de Assistência Social continuam sendo as principais responsáveis pela política voltada ao segmento. No Brasil, 3 estados possuem secretária específica, 1 está no gabinete do governador, 10 nos direitos humanos e 13 na pasta da assistência social. Esse deslocamento da política da pessoa com deficiência para o campo dos Direitos Humanos e o surgimento de Secretarias próprias para a temática da deficiência não ocorrem a partir de uma mudança estrutural na organização dos governos, mas sim como uma complementação. Portanto, ao mesmo tempo em que surgem como uma nova proposta de organização da política nos governos, elas precisam se estabelecer em uma dinâmica já existente e consolidada de gestão pública, daí os desafios que esses órgãos que devem pautar a transversalidade como um instrumento de gestão. O Rio Grande do Sul (RS) possui uma estrutura fundacional, a qual vincula-se a pasta dos Direitos Humanos.[3]

Já o conselho é um órgão superior de deliberação colegiada, criado para acompanhar e avaliar o desenvolvimento da política para inclusão da pessoa com deficiência e das políticas setoriais de educação, saúde, trabalho, assistência social, transporte, cultura, turismo, desporto, lazer, política urbana dentre outras dirigidas a esse grupo social. São instancias de participação e controle social cujo papel pode ter fundamental relevância na luta por políticas transversais e no diálogo com os demais conselhos. Em sua grande maioria, são paritários, com participação da sociedade civil e governo em igual número, tendo atribuições de consulta, deliberação e fiscalização da política pública com a devida autonomia política, porém com vínculo administrativo ao órgão gestor, que deve garantir sua manutenção e funcionamento.

Nos últimos onze anos, percebemos a ampliação dos espaços de controle social. Hoje, os conselhos de direitos da pessoa com deficiência estão presentes em todos os estados e no Distrito Federal (em 2003 eram apenas 12 estados) e ainda em aproximadamente 580 municípios do Brasil (eram 75 em 2003).[4] O RS possui um Conselho desde 2005 e um conjunto de 76 municípios já tem estes espaços que corresponde a 15% do total de municípios do estado. Em paralelo, convivem instituições com longos percursos na história, que hoje estão em processo de ressignificação de sua atuação frente o novo cenário da política.

Mapa de Conselhos de Direitos da Pessoa com Deficiência no Brasil. Fonte: CONADE
Mapa de Conselhos de Direitos da Pessoa com Deficiência no Brasil. Fonte: CONADE
O Comitê Gestor é um espaço que tem como principal tarefa a implantação e implementação políticas públicas pessoas com deficiência no ponto de vista operacional. Possui como objetivo promover a articulação dos órgãos e entidades envolvidos na implementação das ações relacionadas à inclusão das pessoas com deficiência, assim como de realizar o monitoramento e avaliação dessas ações no âmbito do poder executivo. Desta forma, deve ser constituído por representantes de órgãos estaduais/municipais, em especial nas áreas da saúde, educação, trabalho, assistência social, planejamento, mobilidade urbana e planejamento. Outros órgãos podem participar, pois é a realidade local que vai estabelecer quais os outros setores são importantes compor o comitê gestor. Inclusive a sociedade civil pode participar no papel de colaborador. Mas é necessário ter-se claro que o Comitê é um órgão da administração pública, de caráter executivo, realizando um trabalho técnico e operativo, organizando, implementando e monitorando todas as ações.

Há ainda órgãos que criam comissões permanentes de acessibilidade, que tem como tarefas questões especificas, como adequar espaços físicos, provas de concursos ou sites eletrônicos, por exemplo. É um órgão colegiado que pode ser vinculado à diferentes estruturas da administração pública e composto por representantes de diversas secretarias, órgãos municipais e sociedade civil. Poderá ter um papel consultivo e deliberativo nos assuntos que incluem acessibilidade em edificações, logradouros, mobiliário urbano, transporte e comunicação. Preferencialmente, deve contar com especialistas entre seus membros, podendo realizar vistorias e análise de projetos para a eliminação de barreiras arquitetônicas e de comunicação na cidade.  Empresas, entidades da sociedade, poder legislativo, judiciário e ministério público e outros órgãos podem ter comissões permanentes de acessibilidade. Hoje, temos estes espaços instituídos em órgãos como Prefeitura de São Paulo, Tribunal de Contas da União (TCU), Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por exemplo.

De forma muito genérica, poderíamos estabelecer a seguinte relação de forçar e responsabilidades mediadas: O órgão gestor, coordena e executa a política da pessoa com deficiência. O conselho, monitora, sugere, fiscaliza e principalmente, garante a participação da sociedade. O comitê gestor estabelece o diálogo dentro do executivo entre os diferentes órgãos e instâncias, promovendo a acessibilidade e os direitos humanos na perspectiva da transversalidade. As comissões de acessibilidade, em cada órgão, fazem o papel de implantar a acessibilidade na prática, seja nos quesitos metodológicos, arquitetônicos, comunicacionais, programáticos, instrumentais e atitudinais.

Todos estes instrumentos são criados para que as políticas públicas possam realmente cumprir seu papel. Ambos possuem tarefas distintas, mas complementares na sua ação finalística. Assim, necessitam de colaboração e entendimento de seus atores para que não sobreponham funções e desgastes desnecessários! O avanço de qualquer política pública depende diretamente da sua estrutura organizacional. E sua compreensão pela sociedade é um elemento essencial no seu processo de fortalecimento e consolidação através de um Plano, ou seja, a materialização, como o Viver sem Limites, o primeiro do tipo no âmbito federal.

O Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Viver sem Limite foi lançado em novembro de 2011 (Decreto Nº 7.612) pela presidenta Dilma Rousseff, teve como objetivo de implementar novas iniciativas e intensificar ações que, atualmente, já são desenvolvidas pelo governo em benefício das pessoas com deficiência. O plano contou ações desenvolvidas por 15 ministérios e a participação do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade) em seu monitoramento, e previsão de R$ 7,6 bilhões de investimentos até 2014. Alguns Estados criaram suas versões, como por exemplo, o RS sem Limite (RS), Viver Melhor (AM), Existir (PA), Minas Inclui (MG) e Goiás Inclusivo – Um estado para todos (GO). Os estados da Bahia e de São Paulo já possuíam Planos anteriores ao Federal. Todos os planos têm um desafio comum – exercitar a transversalidade, ou seja, o envolvimento dialógico de diferentes órgãos das unidades federativas, em processos internos e externos na construção de políticas de inclusão social.

Mas qual seria a ordem de prioridades a ser estabelecida em um plano? Quais os temas a serem enfrentados com mais ênfase? Observando aqui, apenas as propostas aprovadas na última conferência nacional[5] onde, saúde e proteção social (32%), acessibilidade (16%), educação (12%), trabalho (10%) e esporte cultura e lazer (4%) foram os temas que mais geraram demandas. Os números podem oferecer diversos elementos. Mas de certa forma, nos dão indicativos de que, primeiro, a pessoa precisa ter qualidade de vida mínima, ou seja, acesso a serviços de reabilitação, órteses, próteses e proteção social básica.

Sem essa condição, jamais chegarão a escola. E com déficit na formação, o mercado de trabalho se fecha, e com a renda reduzida, como ir ao cinema, teatro ou praticar esportes? Todas as políticas precisam ter investimentos, mas precisamos estabelecer quais aquelas cujos recursos serão direcionados com mais intensidade e como será monitorada sua efetividade.

São estas tarefas que as estruturas precisam aprender a decidir de forma democrática e participativa. E é neste cenário que se insere a recém aprovado Lei brasileira da Inclusão – Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146, de 6 de Julho de 2015). Ou seja, o trabalho por direitos segue seu caminho na busca utópica de uma sociedade inclusiva e sustentável!

* Servidor da FADERS; Doutorando em Políticas Públicas – UFRGS.


[1] Este artigo pretende dar um pequeno panorama de forma muito simples e objetiva da estrutura da política da pessoa com deficiência. Poderia aqui, trazer algumas questões provocadas por teses e dissertações, como a reflexão promovida por Gildete Ferreira (UFF), pesquisas como a do IPEA sobre os conselhos nacionais, a MUNIC (IBGE), materiais como o Guia dos Conselhos Nacionais (SG), os quais podem futuramente, fazer parte de uma análise mais abrangente.

[2] Em 2008, o Brasil ratificou a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, adotada pela ONU, bem como seu Protocolo Facultativo. O documento obteve, assim, equivalência de emenda constitucional, valorizando a atuação conjunta entre sociedade civil e governo, em um esforço democrático e possível.

[3] A Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência e Altas Habilidades, em conjunto com a Coordenadoria de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência são responsáveis pela articulação do tema no RS, ambas vinculadas diretamente a Secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos.

[5] A III Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência ocorreu em 2012 e teve como tema central “Um olhar através da Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência, da ONU: novas perspectivas e desafios”. Os dados são do CONADE.

Fonte: www.inclusive.org.br

Mãe cria campanha de volta às aulas para incluir filha com deficiência.

Katie Driscoll fez uma parceria com mais de 100 empresas que se comprometeram a incluir crianças com deficiência em seus anúncios “Back to school”.   

            Foto: Foto: Divulgação
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O esforço de uma mãe para que sua filha com Síndrome de Down também se sentisse incluída na volta às aulas ganhou força e repercutiu internacionalmente. O objetivo era aumentar a visibilidade de crianças e adultos com deficiência na mídia.
A filha de Katie Driscoll, Grace, tem a síndrome e sente dificuldade para se relacionar na escola, o que não acontece com nenhum de seus cinco irmãos. Para Katie, um dos motivos pelos quais isso acontece é o fato de não haver uma representação adequada de crianças com deficiência em veículos de comuniação, como os anúncios publicitários.
Além dos obstáculos para a socialização na escola, a mãe de Grace enxerga mais adiante e teme pelo futuro da filha. Para ela, essas dificuldades podem gerar problemas em relação à confiança e à autoestima. A longo prazo, isso pode até influenciar negativamente a capacidade de encontrar emprego e de buscar independência na vida adulta.
“As crianças com qualquer tipo de diferença permanecem praticamente invisíveis nos meios de comunicação”, disse Katie, em entrevista à emissora de televisão norte-americana ABC News. Não há uma campanha publicitária de volta às aulas que mostre crianças deficientes em meio aos grupos de alunos.
Katie cansou de esperar que esse “buraco” fosse coberto pelas empresas e resolveu arregaçar as mangas sozinha. Ela, que é fotógrafa, organizou uma sessão de fotos com o tema “volta às aulas” e reuniu várias crianças em uma livraria, para fazer os cliques. As imagens foram compartilhadas pelas redes sociais, sem nenhum objetivo financeiro. A ação recebeu o nome de Changing the face of Beauty (“Mudando a cara da beleza”, em uma tradução livre) e é uma tentativa de chamar atenção dos anunciantes, para estimulá-los a usar mais pessoas com deficiência em propagandas. Tudo isso aconteceu em 2014.
Agora, um ano depois, o movimento, que começou com o ideal de uma mãe, se propagou para o mundo inteiro. Tanto, que Katie já firmou parceria com cerca de 100 empresas, que se comprometeram a incluir crianças com deficiência em seus anúncios de volta às aulas. “Eles querem que os consumidores saibam que eles valorizam cada criança. Eles valorizam a mensagem de que todas as crianças são importantes”, comemora Katie.
Foi daí que surgiu a hashtag para a campanha deste ano, #ImGoingToSchoolToo. De acordo com Katie, as empresas com quem ela tem parceria ficaram surpresas por não terem pensado na ideia antes.
Apesar do sucesso, a mãe de Grace tem os pés no chão. Ela ressalta que ainda há um longo caminho a ser percorrido até o dia em que a visibilidade de crianças deficientes chegar a um nível igualitário. Ela imagina um mundo no qual a publicidade inclusiva venha naturalmente. “O melhor cenário seria se não houvesse necessidade disso. Não seria ótimo se nós não precisássemos ter essa conversa?”, encerra.
Fontes: revistacrescer.globo.com - pessoascomdeficiencia.com.br

Artista cria dispositivo que permite que crianças cadeirantes se divirtam pintando no chão.



A arte pode mudar a vida das pessoas de muitas maneiras. Seja expandindo os pontos de vista ou contribuindo para o bem-estar de toda uma comunidade. Se depender de Dwayne Szot, suas obras irão sempre além, sendo capazes de contribuir para uma maior qualidade de vida de crianças cadeirantes.

“Eu sabia que nunca ia ser esse tipo de cara que coloca pinturas na parede em um museu”, contou em uma entrevista ao The Huffington Post. E, se sua arte pode não habitar os museus, uma de suas criações tem o poder de ajudar outras pessoas a desenvolver suas habilidades artísticas.

Se trata de um dispositivo chamado Zot Artz que pode ser acoplado a uma cadeira de rodas para permitir que crianças com deficiências físicas possam expressar sua criatividade pintando. Outra função oferecida pelo aparelho é a de soprar bolhinhas de sabão – uma coisa tão simples, mas que pode ser bastante complexa para quem convive com dificuldades de movimento.

A inspiração para isso vem da infância do artista, vivida no sistema de assistência social, e principalmente de seus irmãos adotivos com deficiência, que sempre precisaram encontrar a melhor maneira de se adaptar ao mundo, apesar das dificuldades. Agora a invenção de Dwayne promete ser um empurrãozinho para que crianças cadeirantes possam viver a infância de uma maneira mais plena, realizando atividades que antes pareceriam impensáveis.


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sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Torção testicular causa forte dor e exige tratamento rápido.

O problema pode acontecer em qualquer idade, mas afeta principalmente crianças e adolescentes.

                             

Quando crianças ou adolescentes sentem uma dor súbita e intensa nos testículos, a principal causa é a torção testicular. Geralmente, o problema vem acompanhado de outros sintomas, como dor abdominal, inchaço no saco escrotal, náuseas e vômito.
 
A torção é considerada uma emergência médica e precisa ser tratada imediatamente, podendo se agravar e até mesmo resultar na remoção de um dos testículos. Por isso, exige atenção e diagnóstico rápido para evitar o comprometimento permanente do órgão.
 
Entenda o que é a torção testicular 
A torção testicular ocorre quando o testículo gira em torno do seu próprio eixo, causando o estrangulamento e obstrução de vascularização, interrompendo o fluxo sanguíneo na área. O problema se manifesta com uma dor súbita no saco escrotal (que envolve os testículos), acompanhada de inchaço no local, aumento da temperatura e vermelhidão.
 
Outros sinais apresentados são náuseas, vômitos e dor abdominal. Em geral, esses sintomas variam de acordo com a idade do paciente.
 
Nos recém-nascidos, há aumento brusco do volume do saco escrotal do lado comprometido, endurecimento do testículo e pouca dor. Nas crianças e adolescentes, o quadro começa com dores abdominais ou inguinais, para depois se localizarem no testículo. No adulto jovem, a dor no testículo é o primeiro sintoma.
 
Pessoas de qualquer idade podem apresentar um caso de torção testicular, mas geralmente crianças e adolescentes entre 10 e 25 anos são os mais afetados. As causas do problema são malformações congênitas, exercícios violentos, traumas, banhos em água muito fria ou uma combinação de vários desses motivos.
 
Tratamentos para o problema 
O diagnóstico da torção testicular é feito através de exame clínico, juntamente com ultrassonografia. A condição é uma emergência. Deve ser procurado um médico imediatamente para que o tratamento necessário seja realizado com rapidez. Caso não seja tratado dentro das primeiras seis horas após a torção, o testículo pode sofrer alterações irreversíveis, obrigando a sua remoção.
 
Após o diagnóstico, o primeiro passo é tentar realizar a distorção manual para voltar o testículo à sua condição normal. Quando não é possível, deve ser realizada então a cirurgia, em que é feita uma incisão no escroto, a distorção do testículo e a fixação do outro testículo não afetado, por meio de suturas na parede do escroto.
 
Nos casos mais graves de torção testicular, em que há o comprometimento permanente de um dos testículos, ele deve ser removido. Isso não deixa sequelas no paciente, pois o outro órgão sozinho é suficiente para manter a fertilidade e produção dos hormônios em níveis normais.
 
Além disso, existem implantes cosméticos que podem ser colocados no local para substituir o testículo removido, conservando a aparência normal no exterior do saco escrotal.
 

Novo tratamento ajuda paraplégicos a recuperar movimentos das pernas sem cirurgia.


© Fornecido por Minha Vida



Lesões na coluna espinhal podem ser fatais, afinal essa estrutura do corpo é responsável por levar os comandos do cérebro para todo o corpo. E mesmo quando essas contusões não matam, muitas vezes podem levar a paralisia das pernas ou mesmo dos braços também. No entanto, um novo tipo de terapia, testado nos Estados Unidos, tem mostrado resultados animadores para a recuperação desse tipo de caso, sem necessidade de cirurgia. Os resultados foram publicados na edição de Agosto do Journal of Neurotrauma. 

Neste estudo, cinco pacientes homens com paralisia dos membros inferiores há mais de dois anos foram submetidos a sessões de treinamento de 45 minutos por 18 semanas. Nessas sessões, eletrodos foram colocados na parte inferior das costas desses pacientes, transmitindo uma série única de correntes elétricas, que não causava desconforto algum aos pacientes. 

No começo do experimento, os pacientes só moviam as pernas quando o estímulo elétrico era forte o suficiente para causar reações involuntárias. Mas, com o passar do tempo, no entanto, era pedido que os pacientes tentassem mover as pernas enquanto esses estímulos elétricos eram aplicados, o que fez com que a gama de movimentos aumentasse significativamente. 

Nas últimas quatro semanas, foi adicionado também ao tratamento o medicamento buspirona duas vezes ao dia. Esse remédio mimetiza a ação do hormônio serotonina e já ajudou a induzir movimentos em ratos com problemas na coluna espinhal. 

No final do estudo, os homens conseguiam mover as pernas sem estimulação elétrica, mas ainda precisavam tomar a buspirona. Os movimentos tinham as mesmas características de quando os pacientes ainda recebiam estimulação elétrica. 

Fonte: www.msn.com




Jovens londrinos criam ‘Tinder para cegos’ em hackathon.

  Participantes da hackathon Londres sem Limites; crédito: Divulgação

Em vez de selfies com as melhores caras e bocas, clipes de vozes caprichadas que descrevem personalidades. É este o foco do primeiro aplicativo de namoro para pessoas com deficiência visual foi produzido após a hackathon London without Limits (Londres sem Limites) organizada pela RLSB (Royal London Society for Blind People), associação britânica que oferece suporte a cegos.

O “Tinder para cegos” ainda é um protótipo, mas já dá para ter uma ideia de como vai funcionar. Ao priorizar a voz em detrimento da imagem, ele ganha muitos pontos em matéria de acessibilidade.

Além disso, cada perfil tem direito a seis segundos de apresentação. Sempre que rolar um “match” (a combinação que acontece quando a pessoa que você curtiu também curte seu perfil), terá início uma conversa. Quanto mais esses usuários conversarem, mais tempo eles ganharão para enviar mensagens.

A hackathon reuniu 20 jovens, alguns deles com deficiência visual, que chegaram a quatro ideias. A equipe Tingle, que desenvolveu o aplicativo vencedor, esse de paqueras por celular, disse no comunicado oficial pós-evento ter sido inspirada por um funcionário cego da RLSB.

“Ele conversou conosco sobre suas experiências de namoro e disse que você se apaixona primeiro pela voz. Que a entonação da voz dá pistas sobre a personalidade de uma pessoa. Para nós, essa parece ser uma ótima maneira de conectar todas as pessoas, não só aquelas que tenham deficiência visual.”

Ao jornal britânico “Guardian” o diretor de serviços da RLSB, Sue Sharp, destacou que as pessoas com deficiências visuais não estão necessariamente procurando relacionamentos com outras pessoas cegas, “e sim com pessoas que compartilham seus interesses”.

“Se eles não podem acessar esses serviços de uso corrente [como aplicativos], estão em desvantagem. Gostaríamos muito que as empresas tradicionais se envolvessem com essas ideias”, afirmou.


Programa habitacional de Curitiba garante moradia acessível para pessoas com deficiência.

Facilidade para entrar e sair de casa agora faz parte da vida do usuário de cadeira de rodas Wanderlei Roberto, de 45 anos.

foto: SMCS
acessibilidade-moradia


Facilidade para entrar e sair de casa agora faz parte da vida do usuário de cadeira de rodas Wanderlei Roberto, de 45 anos. Nesta semana ele se mudou para uma casa adaptada no Residencial Pinheiros, conjunto no Santa Cândida entregue pelo prefeito Gustavo Fruet no último sábado (1). Durante 15 anos Wanderlei viveu em uma moradia precária na vila Parolin.
“Não foram poucas as dificuldades que enfrentei. Eram muitos obstáculos para entrar e sair de casa. Pra chegar na rua eu tinha que passar por um beco com o chão bem irregular. Além disso, para quem usa cadeira de rodas um simples banho acaba se tornando perigo de acidente”, afirma.
Entre as 127 famílias atendidas no Residencial Pinheiros, o serviço social da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) detectou a presença de quatro famílias de pessoas com deficiência. Elas receberam casas adaptadas, com rampa de acesso, portas mais largas, barras de sustentação nos banheiros e pia sem coluna, tudo para garantir maior autonomia ao cidadão com deficiência.
Em pouco tempo na nova moradia, Wanderlei identificou a melhora na qualidade de vida que o local oferece “Aqui tudo é muito melhor. Desde passar por uma porta até precisar andar pela rua, pois ela é bem pavimentada. Pode parecer pouco para muitos mas é uma satisfação poder sozinho lavar as mãos na pia”, destaca.
Quarto
Na antiga casa, ele, a esposa Cristiane, de 29 anos, e a filha Eduarda, de 11, dormiam todos no mesmo quarto, separado do outro cômodo apenas por uma cortina. A situação incomodava principalmente a menina. “Ela vivia chateada porque está chegando em uma idade que precisa ter sua privacidade. O sonho dela era ter um quarto só dela”, conta a mãe.
Na casa nova Eduarda tem o seu próprio quarto. O orgulho da conquista é tão grande que ela colou um aviso na porta para baterem antes de entrar. “Estou muito feliz, agora moramos em uma casa bonita e eu tenho um quarto só pra mim”, comemora a garota.
Empreendimento
O Residencial Pinheiros tem 127 unidades e abriga famílias que moravam em ocupações irregulares: 77 delas na vila Três Pinheiros, no Butiatuvinha; e 50 no Parolin. O investimento para a construção foi de R$ 6,6 milhões, recursos do programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal.
O conjunto conta com completa infraestrutura de redes de drenagem, coleta e tratamento de esgoto, rede elétrica, iluminação pública, ruas pavimentadas e acesso à linha de ônibus.
Com a entrega das 127 casas do Residencial Pinheiros, a gestão do prefeito Gustavo Fruet chega a 6.988 moradias entregues. Outras 1,6 mil unidades estão em obras.
Fontes: bemparana.com.br - pessoascomdeficiencia.com.br

Impressionante: mulher chora cristais brancos por causa de doença rara.

Durante 20 anos ela passou por períodos em que chegou a retirar 30 cristais por dia dos olhos.

Do R7

Foto: Reprodução/DailyMail


A professora de enfermagem Laura Pons, de 35 anos, sofre com uma doença misteriosa que faz com que ela chore cristais brancos. De acordo com o site DailyMail, as placas simplesmente surgem em seus olhos, e assim que ela retira uma delas, outra começa a se formar.

Quando eles aparecem, elas são como um líquido mais pastoso, mas se Laura deixa que elas fiquem no olho por um tempo, por conta do contato com o ar, os cristais começam a endurecer, segundo a mulher.
  
Eu sinto um coágulo se formar e preciso tirar, para que não fique uma placa branca assustadora no meu olho. Sem falar na dor que eu sinto quando tiro ela enrijecida do olho.


Durante 20 anos ela procurou especialistas que pudessem explicar seu caso. 

Procuramos todos os médicos, mas eles não conseguiam dizer o que estava acontecendo. Eu fico muito nervosa quando não consigo ir trabalhar.

Segundo Laura, somente um especialista sugeriu que o olho dela talvez produza queratina em excesso, por isso os cristais são formados. 

Até mesmo os médicos disseram que nunca viram alguma coisa como essa. 
Por enquanto, o médico indicou que Laura passasse gotas de nitrato de prata, para diminuir as infecções. 



Agora eu posso ir trabalhar e espero que descubram a cura para meu problema.