sábado, 15 de agosto de 2015

Ação questiona edital e pede posse de pessoas com deficiência em concurso do Ministério da Saúde.



O Ministério da Saúde adotou uma interpretação incorreta da lei que prevê a reserva de 5% das vagas oferecidas em concursos públicos para pessoas com deficiência. Esse é o entendimento do Ministério Público Federal (MPF) em Brasília, que acaba de propor uma ação civil pública contra o órgão. A ação, a ser analisada pela Justiça Federal, pede que o Ministério seja condenado tomar as providências necessárias para garantir o preenchimento de duas posições do cargo administrador a candidatos com deficiência. O pedido se refere ao concurso realizado em 2013 e que, além do cargo de administrador, ofereceu postos para bibliotecário, contador e economista.

O assunto foi investigado pelo MPF a partir de uma representação que questionava os critérios de convocação e nomeação de concorrentes que disputaram os postos de trabalho por meio da cota destinada a pessoas com deficiência. O edital do concurso estabeleceu que a reserva seria assegurada apenas nos casos em que o número total de vagas por estado fosse igual ou superior a cinco. Com base nesta regra, para o cargo de administrador, foram asseguradas dez vagas, sendo nove no ato da publicação do edital, em 2013, e mais uma no ano seguinte, quando uma portaria autorizou o preenchimento de mais 21 postos de trabalho distribuídos pelos cargos atendidos no concurso.

No entanto, segundo a procuradora da República Ana Carolina Alves Araújo Roman, autora da ação judicial, o total reservado a pessoas com deficiência – no caso do cargo de administrador – deveria ser de 12 e não de 10 vagas. “A reserva constitucional e legal de vagas não traz essa restrição prevista da regra editalícia. A legislação é clara ao prever expressamente que a a garantia será feita em relação ao número total de cargos oferecidos”, detalha um dos trechos do pedido enviado à Justiça Federal.

Na ação, a procuradora frisa que o número total de vagas para o cargo de administrador foi de 239, considerando as abertas no momento do lançamento do edital (172 para Brasília e 52 distribuídas pelos estados) e as 15 restantes, que foram acrescidas em 2014. Aplicando o cálculo de 5% sobre este total, o MPF concluiu que houve desrespeito à legislação.

Antes de levar o caso à esfera judicial, a procuradora enviou recomendação ao Ministério da Saúde com o propósito de garantir que a correção da irregularidade ocorresse de modo extrajudicial. No entanto, o MS alegou entender que não houve irregularidade, uma vez que os concursos da pasta são realizados de forma descentralizada, por núcleos estaduais, os quais possuem administração e gestão de pessoas próprias.

Diante da recusa, o MPF optou pelo caminho judicial como forma de assegurar o direito das pessoas com deficiência que atualmente compõem o cadastro de reserva do concurso cuja validade expira em setembro de 2015. No pedido, a procuradora solicita o preenchimento imediato – decisão liminar - de duas vagas por integrantes dessa lista ou mesmo que a Justiça obrigue o Ministério a separar dois postos de trabalho para garantir o atendimento da demanda, caso a decisão judicial seja favorável ao pedido apresentação na ação.

O caso será analisado pela 17ª Vara Federal. Processo nº0044639-98.2015.4.01.3400


Judô brasileiro encerra participação em Toronto com mais quatro medalhas.



Toronto, CA - No último dia do judô nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto 2015 o Brasil garantiu mais quatro medalhas. Foram duas de prata, conquistadas por Wilians Araújo e Alana Maldonado, e dois bronzes, por Antônio Tenório e Arthur Silva. Com os resultados desta sexta-feira (14), o país sede das próximas Paralimpíadas encerrou a participação na modalidade com sete judocas no pódio.
 
Wilians Araújo começou bem a disputa pela medalha da categoria pesado. Foram três vitórias seguidas: contra William Montero da Venezuela e os americanos Robert Anderson e Steven Mulhern. Na luta pelo o ouro, o brasileiro foi derrotado pelo cubano Yangaliny Jimenez. O caminho de Alana Maldonado foi o inverso para chegar à prata da categoria até 70kg. A brasileira perdeu a primeira luta para a mexicana Lenia Ruvalcaba, mas se recuperou e venceu a venezuelana Naomi Suazo e a americana Christella Garcia.
 
- Uma participação muito boa. Acho que dá para chegar (ouro em 2016). Estou vindo neste ciclo, desde 2013, medalhando em todas as competições internacionais. Esse ano fui bronze no Jogos Mundiais na Coreia e ano passado bronze no Mundial, e essa medalha de prata é fruto de um trabalho que está sendo desenvolvido pelos meus técnicos. A gente vai continuar acreditando no trabalho, até porque é um excelente resultado a prata aqui nos Jogos Parapan-Americanos - vibrou Wilians Araújo.
 
Na divisão dos meio-pesados, o brasileiro Arthur Silva venceu o americano Benjamin Goodrich e ficou com o bronze. Antônio Tenório também fez bonito. Competindo na nova categoria, até 90kg, o tetracampeão paralímpico venceu o venezuelano Hector Espinoza na disputa do terceiro lugar. Além das quatro medalhas desta sexta, o Brasil teve os ouros de Michele Ferreira e Abner Nascimento e o bronze de Harlley Arruda.

Fonte: cbdv.org.br

Futebol de 5 brasileiro é tricampeão dos Jogos Parapan-Americanos.

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Toronto, CA - Foi suado, sofrido, emocionante. Uma final digna de um Brasil e Argentina. Em mais uma decisão de título a Seleção Brasileira supera os hermanos, e garante o tricampeonato dos Jogos Parapan-Americanos. Ricardinho e Jefinho marcaram os gols na vitória de 2 a 1, nesta sexta-feira, 14, na arena montada na Universidade de Toronto.

Depois de um zero a zero morno na penúltima rodada da primeira fase, as duas seleções entraram para a partida decisiva com outro espírito. Com Ricardinho e Jefinho, os dois melhores jogadores do mundo, pela frente, a Argentina buscou neutralizar as ações ofensivas do Brasil. A marcação funcionou até os 7 minutos da primeira etapa. Numa jogada típica de craque, Jefinho arrancou em diagonal e bateu cruzado para abrir o placar.

Com o placar reverso, a Argentina teve que sair para o jogo. Uma postura diferente no segundo tempo, que deu ao Brasil espaço para os contra-ataques. Assim saiu o segundo. Ricardinho aproveitou espaço na defesa, driblou três e, sutilmente, deu um toque por cima do goleiro. A bola ainda bateu na trave antes de entrar: 2 a 0. Para delírio da torcida brasileira.

A desvantagem no placar não abalou os argentinos. Após cobrança de falta, Espinillo mandou uma bomba no ângulo, indefensável para Luan. Um susto para os brasileiros. Com mais quatro minutos por jogar, a Argentina cresceu na partida e passou a ocupar maior parte do terreno ofensivo.

A menos de um minuto para soltar o grito de campeão, um susto para os brasileiros. Mais uma vez, assim como no gol de Ricardinho, o Brasil contou com a ajuda da trave. Espinillo carregou a bola para o meio e chutou de direita. Luan se esticou todo e tocou com a ponta dos dedos na bola, que parou na trave e saiu pela linha de fundo. O lance foi comemorado como um gol pelos jogadores do Brasil, que aguardaram o encerramento do jogo para comemorar o terceiro título em Jogos Parapan-Americanos.

- Foi um jogo muito difícil, que nós saímos na frente com dois gols, mas passamos sufoco. Eles fizeram um de falta, e uma bola que Luan fez um defesão e ainda bateu na trave. Foi no detalhe, mas é mais gostoso assim. Foi maravilhoso. Nós passamos por dificuldades durante a competição. Muitas lesões, jogadores no sacrifício. Mas quero dedicar esse título à minha mãe que faz aniversário amanhã - comemorou o craque Ricardinho.

O Brasil encerrou a participação em Toronto com o título invicto – cinco vitórias e um empate -, e o artilheiro da competição. Mesmo fora das três últimas partidas por conta de uma lesão, Raimundo Nonato marcou sete gols.

Fonte: cbdv.org.br

Delegação brasileira bate recordes de ouros e do total de medalhas no Parapan de Toronto.

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O Brasil​ ​bateu todos os recordes no Jogos-Parapan-Americanos de Toronto. A um dia do fim das competições, os atletas brasileiros chegaram a marca de 255 medalhas, sendo 107 de ouro, 74 de prata e também 74 de bronze. Neste sábado, o país ainda disputa medalhas no basquete (bronze), no goalball (ouro) e no futebol de sete (ouro). No México, em 1999, foram 91 ouros e, no Rio, em 2007, o maior número no total, 221 medalhas.
​As marcas foram quebradas justamente nos esportes que mais medalhas deram ao Brasil na história dos Parapans e também em Toronto. O ouro de número 92 veio com ​Mateus Evangelista, nos 200m rasos T37. O velocista venceu com 22s08. Já o número total geral de medalhas foi superado com um emblemático pódio triplo na natação. As medalhas 229, 230 e 231 foram conquistadas por Vanilton Nascimento, Ruiter Silva e Matheus da Silva, ouro, prata e bronze, respectivamente, dos 100m livre, classe S9.
Tênis em cadeira de rodas
O Brasil encerrou a participação no tênis em cadeira nesta sexta com um ouro e um bronze nas disputas individuais. Natalia Mayara venceu a americana Kaitlyn Verfuerth por 2 sets a 0: 7-6 e 6-2.

Ao fim da partida, além de celebrar a vitória, ela comemorou, também, a escolha da direção técnica do Brasil, que a nomeou porta-bandeira do Brasil na Cerimônia de Encerramento dos Jogos.
Na disputa pelo bronze no torneio masculino, Daniel Rodrigues superou o colombiano Eliecer Oquendo com tranquilidade e fez 2 sets a 0 (6-0 e 6-1).
“Ganhar o primeiro set foi a chave”, explicou a brasileira. “A vida inteira me preparei para um momento como este. É muito bom saber que tudo que a gente faz fora daqui está sendo recompensado”.
Natália ainda se emocionou por ter sido escolhida a porta-bandeiras do Brasil no encerramento dos Jogos. “Nunca esperei isso. Quando a Terezinha Guilhermina foi a escolhida para carregar a bandeira na abertura, fiquei pensando: um dia eu vou conseguir. Um dia eu vou ser importante para isso”, disse a tenista, que havia vencido também a disputa em duplas feminina.
Judô
No último dia da modalidade, o Brasil garantiu mais quatro medalhas. Foram duas de prata, conquistadas por Wilians Araújo e Alana Maldonado, e dois bronzes, por Antônio Tenório e Arthur Silva. Com os resultados, o país encerrou a participação na modalidade com sete judocas no pódio.

Wilians Araújo começou bem a disputa pela medalha da categoria pesado. Foram três vitórias seguidas: contra William Montero da Venezuela e os americanos Robert Anderson e Steven Mulhern. Na luta pelo o ouro, o brasileiro foi derrotado pelo cubano Yangaliny Jimenez. O caminho de Alana Maldonado foi o inverso para chegar à prata da categoria até 70kg. A brasileira perdeu a primeira luta para a mexicana Lenia Ruvalcaba, mas se recuperou e venceu a venezuelana Naomi Suazo e a americana Christella Garcia.
“Uma participação muito boa. Acho que dá para chegar (ao ouro em 2016). Estou vindo neste ciclo, desde 2013, medalhando em todas as competições internacionais. Esse ano fui bronze no Jogos Mundiais na Coreia e ano passado bronze no Mundial, e essa medalha de prata é fruto de um trabalho que está sendo desenvolvido pelos meus técnicos”, vibrou Wilians Araújo.
Na divisão dos meio-pesados, o brasileiro Arthur Silva venceu o americano Benjamin Goodrich e ficou com o bronze. Competindo em nova categoria, até 90kg, Antônio Tenório, tetracampeão paralímpico, venceu o venezuelano Hector Espinoza na disputa do terceiro lugar. Além das quatro medalhas desta sexta, o Brasil teve os ouros de Michele Ferreira e Abner Nascimento e o bronze de Harlley Arruda.

Com ouro no masculino e prata ​no feminino, ​Brasil conquista resultado histórico no vôlei sentado.

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As seleções brasileiras de vôlei sentado conquistaram duas medalhas históricas no Parapan de Toronto. No masculino, o país confirmou seu favoritismo e se sagrou tricampeão da competição. Já na estreia do vôlei feminino em Jogos Parapan-americanos, a equipe brasileira conquistou a prata. Ambos enfrentaram os Estados Unidos na final.
O time masculino do Brasil não teve dificuldades para vencer os americanos na final do Parapan de Toronto e garantir seu terceiro ouro seguido na história da competição. A equipe brasileira, que já havia vencido por 3×1 na fase de grupos, fez 3×0 (25×19, 25×17 e 25×14) na final. “A gente veio do Brasil buscar o que era nosso, a medalha de ouro. O objetivo era não perder nenhum set, a gente perdeu um para os Estados Unidos (na primeira fase) só que hoje na final a gente mostrou para eles porque que a gente foi o segundo melhor time do mundo no M​undial do ano passado e atualmente é o melhor time de voleibol sentado no mundo”, d​isse o atacante Anderson.
Em seu primeiro Parapan, ele diz que essa medalha tem um gosto especial. “Vice-campeão mundial foi legal, mas, hoje, receber essa medalhinha aqui, não teme explicação. Até 2016, essa medalha vai ser a maior conquista.”
Já para Giba, que esteve presente nas três vezes que o Brasil subiu ao lugar mais alto do pódio, a vitória da seleção só confirma o nível alto que o grupo atingiu. “Missão cumprida. A gente tem é que comemorar. Passa um filme na cabeça. Em 2007 Brasil não era favorito, escutamos um monte de coisa que só deixaram a gente mais forte dentro do Brasil… Cada conquista é um gosto diferente. E foi esse lindo jogo, 3×0, para não ter dúvidas do trabalho que estamos fazendo. Estamos num caminho muito forte.”
Mulheres estre​iam com prata
Na estreia do vôlei sentado feminino em Jogos Parapan-A​mericanos, as brasileiras chegaram à final e conquistaram a prata. As meninas do Brasil foram superadas pela equipe dos Estados Unidos por 3×0 (25×20, 25×22, 25×16). “A gente deu um trabalho legal, mas nossa expectativa era de ter ido melhor, de ter brigado pelo menos por um set. Chegamos bem perto, mas infelizmente não foi dessa vez”, avaliou a atacante Suelen Lima.
O time brasileiro já havia perdido para as americanas na primeira fase da competição, por 3×1. “A gente está feliz de todo jeito com a prata. Acho que é uma grande conquista. Agora é treinar cada vez mais para subir no pódio em 2016”, afirmou Suelen.
Mesmo com a derrota, o técnico José Guedes avaliou como positiva a participação brasileira em Toronto. “É um resultado bacana​,​ porque ​na final jogamos com uma equipe que é a segunda força no cenário internacional. Essas meninas dos Estados Unidos estão acostumadas a fazerem todas as finais de Paralimpíadas e campeonatos mundiais nos últimos oito anos. ​Foi nossa primeira final”, explica. “Tecnicamente e taticamente nós fizemos um jogo bastante parelho, mas com momentos oscilando do ponto de vista emocional,​ e isso foi determinante para o resultado final.”
O técnico explica que o objetivo agora é conseguir subir ao pódio no Rio. E que a prata conquistada nesta sexta-feira, 14, mostra que a equipe brasileira tem condições de cumprí-lo. “O primeiro e o segundo sets jogamos de igual para igual, mostrando que o Brasil tem condições técnicas e táticas de alcançar seus objetivos ano que vem”, justifica Guedes.

Seleção feminina conquista ouro no goalball pela primeira vez. Basquete fica com bronze.

  Goalball

A Seleção Brasileira feminina de goalball conquistou nesta sexta-feira, 14, em Toronto, a sua primeira medalha de ouro em Jogos Parapan-Americanos. As meninas venceram os Estados Unidos em um confronto acirrado pelo placar de 7 a 6 e subiram no lugar mais alto do pódio no Mississauga Sports Centre.
Há quatro anos, no Parapan de Guadalajara, as duas equipes também se encontraram na decisão, e na ocasião, os Estados Unidos venceram por 2 a 0. A revanche foi comemorada pela jogadora Victoria Nascimento, artilheira da final com seis gols. “Esse é o meu primeiro Parapan, eu era muito nova em 2011, mas eu sei da história e a cobrança desse vice-campeonato era muito grande. Estou muito feliz por fazer história com essas meninas, é uma sensação muito gostosa de conquista e de superação”, comemorou a atleta de 17 anos, a mais nova do time.
No basquete em cadeira de rodas, a seleção feminina repetiu o desempenho do Parapan de Guadalajara e ficou com a medalha de bronze. Na decisão do terceiro lugar, o Brasil derrotou a Argentina por 49 a 19 (23 a 13). Lia Martins e Perla Assunção foram as cestinhas da partida com 14 pontos cada.
“O resultado foi muito bem-vindo. Demos o nosso melhor em todos os jogos e nessa disputa de terceiro lugar não foi diferente. Demos o nosso máximo e a medalha veio”, disse Lia.
Na outra disputa da medalha de bronze nesta sexta-feira, o rugby em cadeira de rodas foi derrotado pela Colômbia por 50 a 48 e terminou em quarto lugar. Esta foi a estreia da modalidade nos Jogos Parapan-americanos.

Concessionárias terão que informar a clientes com deficiência sobre isenção de impostos.

Caso o projeto de lei 075/15 seja sancionado pelo governador, as concessionárias e revendedoras que não cumprirem a ordem serão notificadas para regularizem a situação em no máximo 30 dias e poderão ser multadas.

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Os deputados estaduais aprovaram durante a sessão ordinária desta quinta-feira (13/08) em 2ª votação, projeto de lei nº 075/15 de autoria do deputado José Carlos Barbosinha (PSB), que dispõe sobre a obrigatoriedade das concessionárias e revendedoras de veículos em informar os clientes com deficiência a respeito das isenções tributárias, um direito garantido a essas pessoas. A proposta segue agora para a sanção ou veto do governador Reinaldo Azambuja (PSDB).
A proposição destaca que os avisos deverão ser feitos por meio de cartazes afixados em local de fácil visualização, medindo 297x420mm (Folha A3), com escrita legível, informando aos consumidores sobre as isenções de tributos como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e de outros impostos garantidos por lei às pessoas com deficiência ou portadoras de enfermidade de caráter irreversível.
A isenção do IPI é um direito adquirido pelas pessoas com deficiência desde 1995, concedido por meio da Lei Federal nº 8.989/95. Já a isenção do ICMS passou a vigorar em dezembro de 2012, após o Conselho Nacional de Política Fazendária (CONFAZ) ter editado o Convênio ICMS nº. 135/2012.
O deputado Barbosinha, defende que às pessoas com algum tipo de deficiência tem o direito de saber ao comprar o seu veículo zero quilômetro das isenções e benefícios tributários concedidos pela lei, ainda que não sejam elas as condutoras. “Já ouvimos relatos de familiares e deficientes que desconhecem essas leis e adquiriu determinado veículo sem usufruir do benefício, razão que nos motivou a formular essa proposição”, enfatizou o deputado.
Caso o projeto seja sancionado pelo governador, as concessionárias e revendedoras que não cumprirem a ordem serão notificadas para que os proprietários regularizem a situação em no máximo 30 dias. Caso haja reincidência ou não regularização dentro do prazo estipulado, será aplicada ao infrator multa no valor correspondente de 100 Uferms (Unidades Fiscais Estaduais de Referência), equivalente de R$ 2.127,00.
O deputado Barbosinha, ainda frisou que a fiscalização e a aplicação da lei deverão ser realizadas pelos órgãos de proteção e defesa do consumidor.
Fontes: acritica.net - pessoascomdeficiencia.com.br

Com 166 medalhas Brasil se mantém na liderança do Parapan de Toronto.

Na estreia do judô, País leva dois ouros e um bronze nos tatames. Atletismo, natação e tênis de mesa também garantiram medalhas.

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O quinto dia de competições no Parapan de Toronto marcou a estreia do judô paralímpico. E o Hino Nacional foi ouvido como tem sido praxe desde o início dos Jogos. Karla Cardoso, na categoria até 48 kg, e Michele Ferreira, na categoria até 52 kg, conquistaram o ouro. Luiza Oliano ficou com o bronze na mesma categoria de Karla. No quadro geral da competição, o Brasil soma 166 medalhas, com 69 de ouro, 48 de prata e 49 de bronze. Em segundo lugar, aparece o Canadá, com 113 pódios e 37 ouros. Confira outros resultados:
Tênis de mesa
Seguindo a boa campanha da modalidade em Toronto, os mesa-tenistas brasileiros conquistaram mais duas medalhas de ouro nesta quarta-feira nas disputas por equipes. Os times das classes 1/2, formado por Iranildo Espíndola, Ronaldo Souza e Guilherme Costa, e da classe 5, com Claudiomiro Segatto, Eziquiel Babos e Ivanildo Freitas, venceram seus confrontos e garantiram o lugar mais alto do pódio.
Com o resultado, a seleção chegou a 12 ouros e quebrou o recorde de títulos em uma única edição do evento. A marca anterior era de 11, alcançada nos Jogos de Guadalajara (11) e do Rio (11).
Os brasileiros poderão conquistar mais quatro ouros nesta quinta, último dia de competições. Serão três finais, nas Classes 6/8 e 9/10 masculinas e 4/5 feminina, e a última rodada do torneio 3/4 masculino, em que o Brasil decidirá o título contra o México. Todas as partidas estão marcadas para as 10h.
Goalball
As Seleções Brasileiras voltaram a vencer. O time feminino entrou em campo primeiro e bateu com facilidade a Guatemala por 10 x 0. Já os homens venceram o Canadá por 12 x 2. Com os resultados, as duas equipes estão classificadas para a semifinal da disputa, que ocorrerá na sexta-feira (14).
Atletismo
A quarta-feira trouxe mais 13 medalhas para o Brasil no atletismo: seis de ouro, quatro de prata e três de bronze. As medalhas douradas vieram com Paulo Ferreira (400m T37), João dos Santos (arremesso de disco F46), Jonas Licurgo Ferreira (arremesso de dardo F53/54/55), Alessandro da Silva (arremesso de peso F11/12), Izabela Silva Campos (arremesso de disco F11/12) e Adriele de Moraes (salto em distância T20/37/38). Na soma, o atletismo já rendeu 47 pódios ao País: 20 ouros, 16 pratas e 11 bronzes, desempenho que garante ao Brasil o topo do quadro de medalhas na modalidade.
O futebol de cinco é a modalidade para atletas com deficiência visual e a seleção do Brasil não perde uma competição desde 2006.
Futebol de 5

Depois de passar por Chile (6 x 0), Colômbia (3 x 0) e Uruguai (4 x 0), o Brasil fez um jogo muitíssimo equilibrado diante da rival Argentina. As duas equipes não conseguiram sair do 0 x 0. Nesta quinta-feira o Brasil volta a campo para a última partida da fase de classificação, diante do México. A bola rola a partir das 21h (de Brasília). Os dois melhores times no somatório dos pontos farão a final no sábado, a partir das 19h (de Brasília).
Futebol de 7
O time brasileiro da modalidade venceu mais uma vez e manteve-se com 100% de aproveitamento. A partida desta quarta foi diante do Canadá e terminou com o placar de 8 x O. O próximo jogo será já nesta quinta-feira (13), contra os Estados Unidos. O duelo vale uma vaga na final, que será disputada no sábado (15).
Tênis
Natalia Mayara colocou o Brasil na decisão da medalha de ouro da chave de simples feminina da modalidade. Em jogo emocionante, ela venceu a americana Emmy Kaiser por 2 sets a 1, com parciais de 6-7, 6-2 e 7-5. Na decisão, que ocorrerá na sexta-feira, 14, ela enfrentará outra americana, Kaitlyn Verfuerth. O outro brasileiro que disputará medalha será Daniel Rodrigues. Ele foi derrotado na semifinal pelo americano Jon Rydberg por 2 sets 0, 6-3 e 6-4. Assim, disputará o bronze também na sexta-feira.
Natação
Os representantes do País conquistaram 14 medalhas na piscina do Parapan Am Aquatics Centre, sendo cinco de ouro, seis de prata e três de bronze. Os destaques do dia foram as três dobradinhas brasileiras e a escalada de Edênia Garcia no ranking mundial da modalidade.
Fontes: www.brasil.gov.br - pessoascomdeficiencia.com.br

Atletas brasileiros no Parapan passam os do Pan em medalhas de ouro.

Um impulso no resultado brasileiro foi dado pelo atletismo, que já faturou 14 ouros.

Foto de Terezinha Guilhermina na prova dos 100 metros

A delegação brasileira nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto ultrapassou na última terça-feira (11), quarto dia de disputas, o total de medalhas de ouro conquistado pelos atletas do Pan: 41 contra 55. O Brasil lidera com folga a competição, da qual é o atual bicampeão.
Um impulso no resultado brasileiro foi dado pelo atletismo, que já faturou 14 ouros. Um deles vindo de Terezinha Guilhermina, a cega mais rápida do mundo, que venceu a prova dos 100 m confirmando seu favoritismo. Com ela, outras duas brasileiras no pódio, Jhulia Karol e Jerusa Geber.
Por outro lado, um dos nomes mais badalados da Paraolimpíada de Londres, em 2012, o do corredor Alan Fonteles, 22, que conseguiu vencer o sul-africano Oscar Pistorius, teve de ceder espaço para um atleta norte-americano Jarryd Wallace, que venceu os 100m na categoria T44 -as categorias são definidas conforme as habilidades dos competidores.
Fonteles, que ficou com a prata, ainda vai disputar os 200m, mas, fora de forma, depois de um ano parado para um "período sabático" e para recuperação psicológica, tem poucas chances de vitória.
"Estou treinando ao máximo para chegar bem no campeonato mundial, que será daqui a dois meses. Infelizmente, não consegui, de novo, ser campeão de um Parapan. Estou correndo abaixo de 11s, o que é bom. Estou motivado, vou mostrar que tenho condições de voltar à plena forma", afirmou.
Fonteles diz que ainda tem ajuste a fazer em sua corrida, mas que vai para vencer na Paraolimpíada do Rio, em 2016.
"A minha largada ainda está um pouco lenta e tenho de melhorar, ganhar mais velocidade. Sabia que não era favorito para ganhar o Parapan, mas agradeço por estar aqui, por ter me recuperado dos problemas que passei. Tive momentos muito difíceis [de depressão], mas estou de volta."
Segundo Ciro Winckler, coordenador do atletismo brasileiro, há tempo suficiente para que Fonteles esteja reabilitado para ser ouro no Rio.
"O Alan fez a opção por um período sabático e, agora, estamos em um período de reconstrução. Voltar não é fácil e ele está pagando o custo por ter parado. Todos os dias, vamos tentar melhorar isso. Vai ser necessário muito treino, mas ele vai evoluir", declarou.

A menina Audrey Nethery tem uma anemia rara e gosta de dançar.

Imagem Internet

Uma menina de seis anos de idade tem feito sucesso na internet com vídeos nos quais aparece dançando os mais variados estilos de música. Mas a vida de Audrey Nethery não é fácil, e ela parece não se abater. A pequena tem anemia rara do tipo Diamante-Blackfan (DBA), doença que faz com que sua medula óssea não produza glóbulos vermelhos de forma suficiente. São os glóbulos que levam o oxigênio para todo o corpo, e ela pode morrer se não passar regularmente por transfusões de sangue.

 Click AQUI para ver o vídeo.

Gol é multada em R$ 31,5 mil por cadeirante que se arrastou para embarcar.

Do UOL, em São Paulo
                                                           Divulgação
                                            

A companhia aérea Gol vai pagar multa de R$ 31,5 mil pelo embarque inadequado de uma passageira com deficiência, que ocorreu em dezembro de 2014, em Foz do Iguaçu (PR). A decisão foi anunciada nesta sexta-feira (14) pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).
O aeroporto paranaense não dispunha do equipamento que facilita o embarque de pessoas com deficiência, e a cadeirante Katya Hemelrijk teve que se arrastar pelas escadas até o avião. A cena foi fotografada e teve grande repercussão nas redes sociais.
Foram aplicadas cinco multas no total, somando R$ 63 mil. Como a companhia aérea assumiu a responsabilidade pelo episódio e decidiu não recorrer da decisão, conseguiu um desconto de 50% desse valor, seguindo as regras da Anac. Agora, a multa de R$ 31,5 mil tem que ser paga em até 30 dias.  
Em nota, a Gol afirmou que "lamenta o ocorrido e que vem tomando as medidas necessárias para evitar que situações como esta voltem a acontecer". A companhia informou, ainda, que "realiza investimentos significativos na questão da acessibilidade, tanto em suas aeronaves quanto no atendimento ao cliente, promovendo revisões constantes em todos os seus procedimentos para aprimorar o atendimento aos passageiros com necessidades de assistência especial".
A Infraero, que opera o aeroporto de Foz do Iguaçu, também foi autuada pelo caso, mas decidiu recorrer em primeira instância. O processo contra a Infraero agora tramita em segunda instância.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Brasil conquista ouro e bronze no segundo dia do Judô em Toronto.


Toronto,CA - O Judô brasileiro entrou em ação novamente nos Jogos Parapan-Americanos, nesta quinta-feira, 13, no Ability Centre, em Toronto, Canadá. Depois de perder a primeira luta, o judoca Abner Nascimento se recuperou com três vitórias e conquistou o ouro da categoria até 73kg. Foi a segunda medalha dourada do Brasil em tatames canadenses. Pela categoria até 81kg, Harlley Arruda conquistou o bronze. No primeiro dia de competições, Michele Ferreira levou o ouro na divisão meio-leve.


O dia não começou bem para o potiguar Abner Nascimento. O judoca da divisão dos leves iniciou a competição com um revés para o venezuelano Maurício Briceño. Mesmo com a derrota, o brasileiro manteve as chances de conquistar o ouro, uma vez que todos os atletas teriam que se enfrentar, e o campeão seria aquele que fizesses mais pontos.

Com mais três lutas para fazer, Abner não decepcionou e arrancou uma sequência de três Ippons nas lutas seguintes. Na primeira delas, o brasileiro precisou apenas de três segundos para derrubar o americano Jeff Mata. Na segunda, a luta mais emocionante do brasileiro. O cubano Gerardo Rodriguez deu muito trabalho, mas Abner Nascimento estava em grande dia, e conseguiu um Wazari seguido de uma imobilização.

Na luta que colocou o Brasil mais uma vez no ponto mais alto do pódio, o judoca venceu o argentino Fabían Ramírez por Ippon. Com o resultado, o segundo medalhista de ouro do Judô brasileiro em Toronto afirma que o primeiro lugar trás mais motivação para buscar um resultado parecido nos Jogos Paralímpicos do Rio.

- Isso é um trabalho de cinco anos e meio. Já que é um sonho chegar no Parapan, o meu primeiro, e conseguir chegar a medalha de ouro. Acho que é o sonho de todos os atletas chegar e conquistar o ouro logo na primeira vez. Agora é trabalhar forte para 2016, e essa medalha vai ser mais um incentivo para poder chegar e buscar mais uma douradinha - comemorou Abner Nascimento.

Pela categoria até 81kg, Harlley Arruda começou bem e venceu a primeira luta contra o americano Ryan Jones. No entanto, na semifinal, o brasileiro foi derrotado pelo mexicano Eduardo Avila. Na disputa do bronze, diante do americano Adnan Gutic, Harlley aplicou um lindo Ippon em apenas 11 segundos, e garantiu a terceira medalha do Judô brasileiro

Outras brasileiras também entraram no tatame. Lúcia Teixeira, da categoria até 57kg, e Victoria Santos, do 63kg, competiram nesta quinta, 13, mas os resultados não foram computados no Quadro de Medalhas, já que as duas categorias não atingiram o número suficiente de competidores. Lúcia venceu as duas lutas, enquanto Victória venceu uma e perdeu outra. Mesmo caso da categoria 48kg, que contou com as brasileiras, Karla Cardoso e Luiza Oliano.

Fonte: cbdv.org.br

Natação brasileira conquista 20 medalhas e supera campanha de Guadalajara um dia antes do fim das competições.


Carlos Farrenberg faturou a medalha número 200 do Brasil.

A quinta-feira, 13, foi especial para a natação brasileira. A um dia do fim das provas da modalidade nos Jogos Parapan-americanos de Toronto, o Brasil superou o número de medalhas conquistadas no Parapan de Guadalajara 2011. A equipe nacional já soma 88 conquistas, sendo 30 de ouro, 24 de prata e 34 de bronze. No México, os nossos nadadores subiram ao pódio 85 vezes (33 ouros, 23 pratas e 29 bronzes).
Só nesta quinta-feira, 13, o Brasil disputou 17 finais e conquistou 20 medalhas, sendo seis de ouro, quatro de prata e 10 de bronze. Os nadadores brasileiros ainda quebraram 3 recordes da competição, com Andre Brasil, Maria Dayanne e Matheus Rheine. “O objetivo é em todas as provas, independente da competição, melhorar muito o tempo. Eu vim pra cá com a ideia de baixar a marca que fiz no mundial. Foi meu segundo melhor tempo da vida. A gente tem que analisar para ver como melhorar ainda mais, mas o ouro foi ótimo, claro”, explicou Matheus.
Para completar, Carlos Farrenberg conquistou a medalha de número 200 do Brasil nos Jogos de Toronto ao vencer os 100m livre S13. O nadador, que teve uma intoxicação alimentar que o deixou de fora da final de ontem, comemorou bastante a conquista. “Não estou 100% ainda mas valeu o esforço. Foi mais sofrido do que deveria. A medalha em si foi ótima, vamos ver o tempo, que não me pareceu bom”, disse Carlão, que espera estar recuperado para buscar mais uma medalha nesta sexta-feira, 14, nos 100m borboleta S13.
Andre Brasil, que já havia conquistado dois ouros e uma prata antes das duas medalhas douradas de hoje, confessou que começou a sentir o cansaço da competição, mas nada que o impedisse a chegar em primeiro nos 100m costas S10 e baixar o recorde Parapan-americano. “Queria ter nadado um pouco melhor a prova, mas com esse tempo eu também teria sido campeão mundial. Não é minha melhor marca, mas aqui estão sendo muito mais provas. Estou cansado, feliz, contente. Falta mais um dia ainda”, disse o nadador que volta à piscina do Parapan Am Aquatics Centre nesta sexta-feira para os 100m livre S10 e para o revezamento 4x100m medley 34 pontos.
Daniel Dias também somou dois ouros à sua coleção (que já contava quatro medalhas douradas) nesta quinta: dos 50m costa S5 e do revezamento 4x100m livre 34 pontos. “A estratégia aqui é de nadar bem as provas e to conseguindo fazer e sair daqui com as conquistas”, explicou o multicampeão que ainda disputa duas provas no último dia, os 200m medley S5 e o o revezamento 4x100m medley 34 pontos.
O Brasil, aliás, encerrou o dia com chave de ouro com o revezamento masculino. Além de Andre (S10) e Daniel (S5), caíram n’água Phelipe Andrews (S10) e Ruiter Silva (S9). A estratégia, de deixar os dois atletas mais jovens e mais descansados forçarem mais deu certo, o time brasileiro venceu com mais de nove segundos de vantagem dos donos da casa. “Eu e o Andre a gente tentou se poupar, mas quando você vê o outro atleta te passando, quer passar”, explicou Dias, que foi o segundo a nadar. “Mas a nossa estratégia foi boa, esse revezamento ainda pode evoluir bastante para o próximo ano”, avaliou. Andre concorda: “Somos atletas que ainda queremos buscar algo diferente. A gente quer buscar essa medalha de ouro no Rio, colocar esse revezamnto em um status diferente.”
Confira todas as conquistas da equipe brasileira nesta quinta-feira:
Ouro
Camille Rodrigues – 100 costas S9 – 1min16s15
Andre Brasil – 100m costas S10 – 1min00s56 (recorde Parapan-americano)
Daniel Dias – 50m costas S5 – 35s97
Carlos Farrenberg – 100m livre S13 – 55s00
Matheus Rheine – 100m livre S11 – 59s85 (recorde Parapan-americano)
Andre Brasil, Daniel Dias, Phelipe Andrews e Ruiter Silva – Revezamento 4x100m livre masculinho 34 pontos – 3min58s53

Prata
Mariana Gesteira – 100m costas S10 – 1min14s24
Talisson Glock – 50m borboleta S6 – 33s10
Esthefany Rodrigues – 50m costas S5 – 1min00s58
Filipe de Abreu – 100m livre S12 – 59s91

Bronze
Rildene Firmino – 150m medley – 3min44s71
Caio Amorim – 100m livre S8 – 1min02s32
Cecília Araújo – 100m livre S8 – 1min11s80
Verônica Almeida – 50m borboleta S7 – 38s74
Letícia Ferreira – 50m costas S5 – 1min01s03
Ronystony Cordeiro – 150m medley SM4 – 3min03s63
Guilherme Batista – 100m livre S13 – 58s26
Alex Viana – 100m livre S11 -
Renato Nunes – 100m livre S12 – 1min03s13
Raquel Viel – 100m livre S12 – 1min09s28

Recorde Parapan-americano 50m borboleta S6 – Maria Dayanne – 41s08*

Com medalha histórica para a dupla feminina, tênis em cadeira de rodas do Brasil leva um ouro e uma prata no Parapan.


Natália (direita) e Rejane comemoram no pódio a medalha de ouro.

Os tenistas brasileiros nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto conquistaram nesta quinta-feira, 13, duas medalhas para o Brasil: uma de ouro e uma de prata. A dourada foi alcançada nas duplas femininas, com Natália Mayara e Rejane Cândida, já a prateada veio no dueto masculino formado por Daniel Rodrigues e Carlos Santos, o Jordan.
A dupla feminina, aliás, entrou na história com a primeira medalha de ouro em Parapans alcançado por mulheres. Em um jogo bem disputado, Natália e Rejane venceram as colombianas Angelica Bernal e Johana Martinez por 2 sets a 1, com parciais 6/2, 2/6 e 10/8.
Para Rejane, que já tinha uma medalha de prata em Parapans (conquistou nas duplas no Rio, em 2007), a sensação de ser a campeã é excelente. “O gosto do ouro é sempre melhor. Sonhei muito em estar no lugar mais alto do pódio e ouvir o hino do meu país. Esperei muito por isso. Cheguei com esse pensamento em Guadalajara-2011, mas não foi possível. Aqui eu vim sabendo que tínhamos a chance, desde que acreditássemos”, contou a tenista.
Natália, por sua vez, debutou em um pódio Parapan-Americano, e da melhor forma possível. Com apenas 21 anos de idade, a atleta quase não conseguiu descrever a sensação que teve ao ver a última bola rebatida pela colombiana caindo fora da quadra. “O sentimento é indescritível. A gente se prepara a vida inteira para um momento como esse. Converso muito com a minha parceira e a gente já tinha jogado contra a Colômbia, já esperávamos um jogo muito difícil. Foi preciso controlar as emoções no final, mas quando vi aquela bola quicando fora, foi como um filme passando na cabeça e eu custei a acreditar. É a maior emoção que já senti e é o melhor dia da minha vida”, resumiu a campeã.
Na disputa masculina, a dupla brasileira Carlos Jordan Santos e Daniel Rodrigues ficou com a medalha de prata. Os brasileiros perderam a decisão para os argentinos Ezequiel Casco e Gustavo Fernandez por 2 sets a 0, um duplo 6/2. Apesar da derrota, Jordan e Daniel gostaram da campanha e do prêmio conquistado.
“Aqui viemos com mais cautela e talvez tenha sido esse o nosso erro. Eles melhoraram muito, principalmente o Casco, que segurou muito bem no fundo e acabou fazendo a diferença. Saio com a sensação de trabalho realizado. Tivemos um ano incrível em resultados em torneios internacionais e esse foi o melhor momento do tênis em cadeira de rodas”, disse Jordan.
“As coisas estão acontecendo no tênis como nunca tinha acontecido. Eu me preparei para vir aqui e conseguir uma medalha, não importa a cor. Como ainda não tinha um pódio em Parapans, esse foi o grande foco na competição”, completou Daniel.
Nesta sexta-feira, 14, o Brasil volta a ter representantes brigando por medalha no tênis em cadeira de rodas. No single feminino, Natália Mayara enfrenta a americana Kaitlyn Verfuerth pelo ouro. No masculino, Daniel Rodrigues briga pelo bronze em partida contra o colombiano Eliecer Oquendo.

Câmara aprova pagamento de auxílio-inclusão para pessoa com deficiência.

Estatuto da Pessoa com Deficiência estabelece duas formas de receber esse benefício.

                
                     Pessoa com Deficiência blog do Milton Jung/flickr


O programa Revista Brasília desta segunda- feira (10) falou sobre auxílio inclusão para pessoa com deficiência, que está previsto no Estatuto da Pessoa com Deficência. Para comentar o assunto, conversamos com a advogada e vice-presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficência da (Oasb-DF), Olívia Danielle. Ela avalia que este é um benefício de grande valia porque é destinado a pessoas com deficência moderada ou grave.
 
A advogada ainda ressalta que o auxílio inclusão vai ajudar o indivíduo a manter o custo de vida, que é alto e exige tecnologia assistida para a pessoa ter qualidade de vida, como por exemplo contratar um cuidador, incentivar o desenvolvimento, para que ela possa se qualificar para o mercado de trabalho e fazer aquisição de produtos que o auxiliem no dia a dia.
 
Olívia Danielle diz que antes do auxílio inclusão o que existia era um benefício chamada de Benefício de Prestação Continuada e que a pessoa deixava de recebê-lo ao ser admitida num emprego. Era de um salário mínimo mensal, ao cidadão que comprovasse ser portador de uma deficiência física, mental, intelectual ou sensorial de longo prazo. Além disso, era necessário que a renda do grupo familiar fosse inferior a um quarto do salário mínimo. Agora, com o auxílio-inclusão, mesmo que a pessoa com deficiência venha a iniciar uma atividade laborativa, ela continua a receber esse auxílio.
 
Saiba mais sobre o Auxílio Inclusão nesta entrevista ao programa Revista Brasília, com o jornalista Miguelzinho Martins, na Rádio Nacional de Brasília.

Médico perde movimentos do corpo após AVC raro e escreve livro.

Renata Tavares Do UOL, em Uberlândia (MG)
                                               
Renata Tavares                     O ortopedista Guilherme Freitas que sofreu um raro tipo de AVC (acidente vascular cerebral)
O ortopedista Guilherme Freitas que sofreu um raro tipo de AVC (acidente vascular cerebral)

Aos 33 anos o ortopedista Guilherme Freitas, hoje com 35, sofreu um raro tipo de AVC (acidente vascular cerebral) que provocou a paralisia dos músculos do corpo. A doença é conhecida como "Síndrome do Encarceramento". Quase três anos depois de ficar praticamente tetraplégico, Freitas apresentou melhoras: consegue comer sozinho, ficar de pé com a ajuda de um aparelho e começou a escrever um livro com sua história.

O livro "O quarto 65 - Uma janela para a vida", cujo título diz respeito ao quarto onde passou os primeiros meses após o AVC, foi escrito com o auxílio de um teclado virtual que facilita a digitação.

"Se eu tenho um problema eu não o fico pensando nele, mas sim nos ganhos e no aprendizado que me trará. Passei a ver a vida de outra forma. Eu sempre pensei em escrever um livro, mas não que ele fosse sobre mim", escreveu.

Os sintomas da doença  se manifestaram quando ele se preparava para uma viagem para o Chile. Logo após arrumar as malas, ainda em casa, sentiu fortes dores de cabeça, perdeu os sentidos e desmaiou. Foi levado imediatamente para o hospital e lá passou 30 dias internado, sendo 17 na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em coma.

O diagnóstico, segundo a mãe Leila Freitas, veio quando Guilherme ainda estava internado e depois de passar por duas cirurgias, a de traqueostomia e trombólise. Segundo a mãe, Guilherme acordou do coma sem falar, comer, respirar e tampouco tomar água sozinho.

"A única coisa que ele fazia era olhar para cima e para baixo com o globo ocular. Nós sentíamos que ele estava angustiado, preso dentro dele mesmo. Foi muito doloroso para todos", relata.

O ortopedista então passou a se comunicar com os olhos. Para isso, a mãe criou uma tabela com as letras do alfabeto do tamanho da palma da mão, que atingia o campo de visão do filho. "Ele apontava as letras, piscava e formava as frases", explica.

Há quase três anos, Guilherme tem uma rotina focada na recuperação dos movimentos do corpo. Faz tratamento com fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e médicos especializados.

Graças a essa dedicação, segundo a mãe e o pai, Luizote de Freitas, o médico tem se recuperado gradualmente.


Gaúcha de 22 anos tem as mãos decepadas pelo marido.

Jovem de 22 anos teve mãos e pés decepados após briga com homem. Caso ocorreu no dia 2 de agosto, em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul.

Paula Menezes Do G1 RS


Jovem teve mãos decepadas pelo companheiro no RS (Foto: Diego Vara/Agência RBS)Jovem teve mãos decepadas pelo companheiro no RS (Foto: Diego Vara/Agência RBS)


Dez dias depois de ter sofrido agressões brutais do marido, Gisele Santos, de 22 anos, relembra os momentos de terror vividos dentro de casa, em São Leopoldo, no Vale do Sinos do Rio Grande do Sul. Ela chegou a ligar para a mãe para se despedir, achando que morreria em instantes. Teve as mãos, o pé esquerdo e parte do direito decepados pelo companheiro. Hoje, amigos e familiares fazem uma campanha para arrecadar fundos para comprar próteses, além de pedir doações de fraldas e lenços umedecidos para a recuperação da jovem.
O caso ocorreu em 2 de agosto, um domingo. Ela lembra que os dois tiveram uma discussão pela manhã, o que viria a causar a tragédia horas depois. Os dois haviam se mudado para uma casa no bairro Vicentina há dois meses. A relação durava quase sete anos, sempre acompanhada por brigas. Decidida a se separar, ela anunciou para o companheiro:
“Ou você sai de casa, ou saio eu”, sentenciou. “Aí, ele começou a chorar e pedir perdão”.
Gisele estava há quase sete anos com companheiro (Foto: Arquivo Pessoal)Gisele estava há quase sete anos com
companheiro (Foto: Arquivo Pessoal)
Sem aceitar, Élton Jones Luz de Freitas, 25 anos, trancou a porta e colocou a chave dentro do bolso. Gisele lembra que, quando tentou ligar para a mãe pela primeira vez para pedir socorro, também teve o celular arrancado das mãos pelo marido. Ela tentou afastá-lo com um chute. Foi quando o homem pegou um facão em cima do armário para agredí-la.
O primeiro golpe foi na cabeça. Incrédula, ela viu que estava sangrando. Em seguida, vieram as demais agressões.
“Eu gritava que perdoava ele, para ser se ele parava. Mas ele continuou. Logo em seguida, tentei me fingir de morta. Só que ele me deu uma facada na barriga e eu gritei. Aí ele disse: ‘está viva ainda, desgraçada’. Eu só gritava que Deus perdoasse ele pelo que estava fazendo”, conta ela. “Aí, ele botou uma jaqueta e saiu, me dizendo: ‘Estou indo dar um beijo na minha mãe, que eu sei que vou ser preso. E você está morta”.
Gisele ficou sozinha, gritando por socorro. Até que uma vizinha teve coragem para entrar no quarto. Naquela hora, achava que iria morrer em poucos instantes. Somente suplicou para telefonar para a mãe para se despedir. O socorro demorou, lembra ela. O atendimento médico só chegou depois que a mãe, que se deslocou de Sapucaia do Sul para São Leopoldo, já estava no local.
A jovem ficou internada na UTI do Hospital Centenário por quatro dias, além de outros dois em um quarto da instituição. Passou por cirurgias para reimplante dos pés, e ainda é preciso esperar para ver se não haverá rejeição. Nas mãos, isso não foi possível.
O homem se apresentou a uma delegacia na mesma data do crime. Ele está no Presídio Central de Porto Alegre. "O meu perdão ele tem. Depois, ele que se acerte com Deus. Só quero que fique longe de mim e da minha família", completa Gisele.
Mãe tenta ajuda

A família conta com o apoio de amigos para lançar uma campanha para ajudar Gisele. Eles planejam um show para arrecadar fraldas e lenços umedecidos, já que ela não consegue ir ao banheiro. A rotina de recuperação não é fácil. Além disso, a mãe, Janete Silva, relata que eles precisaram mudar de cidade, com medo que Élton saia da prisão.

A busca por ajuda também é para arrecadar dinheiro. Segundo pesquisas, cada prótese para as mãos custa R$ 24 mil. Apesar das dificuldades, Janete diz que agradece por a filha ter sobrevivido.
“A gente faz o que pode para amenizar a dor. É uma menina nova que, agora, vai ter que sobreviver sem as mãos”, lamenta. “Desespero foi quando eu cheguei lá e vi ela revirando os olhos e morrendo, sem pés, sem mãos, sangue para tudo quanto é lado. Era uma cena de terror, e eu não acreditava nesse pesadelo”.
Fonte: g1.globo.com