sábado, 22 de agosto de 2015

Débora Benevides leva o bronze e fecha a participação brasileira no Mundial de Paracanoagem, em Milão, na Itália

                             Canoísta Débora comemora o Bronze conquistado no Mundial
                       Débora comemora o Bronze conquistado na Itália


A Seleção Brasileira de paracanoagem encerrou nesta sexta-feira, 21, sua participação no Mundial de Milão, na Itália. A canoísta Débora Benevides conquistou a medalha de bronze na prova VL2 Feminino, coroando a participação do Brasil na modalidade.

Na final da categoria, Débora fechou a prova com o tempo de 1min05s536, ficando atrás da russa Nadezda Andreeva (1min04s289) e da campeã, a australiana Susan Seipel (59s916).

Além do bronze, o Brasil também esteve presente na final B do KL3 Masculino. Os canoístas Caio Ribeiro, em terceiro lugar com 42s831, e Vander Lima, sexto colocado com 43s537, foram os representantes brasileiros em prova vencida pelo neozelandês Scott Martlew com 42s434. Contudo, esta prova é disputada pelo décimo ao decimo oitavo colocados na fase de classificação e não vale medalha.

A Paracanoagem Brasileira se despede de Milão com a sua melhor participação em Mundiais, conquistando sete medalhas e duas vagas para os Jogos Paralímpicos Rio-2016. Para o presidente da Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa), João Tomasini Schwertner, o crescimento da modalidade e os bons resultados são frutos de um longo trabalho rumo as Paralimpíadas do ano que vem. “Esperamos um desenvolvimento ainda maior e mais fortalecimento do CT de São Paulo, com a garantia de um bom resultado no Rio de Janeiro”, ressaltou.

Com informações da Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa).

Seleção Brasileira de Esgrima em Cadeira de Rodas participará da III Fase de Treinamentos e Avaliações (FTA) em Curitiba

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A Seleção Brasileira de Esgrima em Cadeira de Rodas estará na cidade de Curitiba (PR), de 23 a 29 de agosto, para a III Fase de Treinamentos e Avaliações (FTA). O principal objetivo da comissão técnica é a preparação final dos atletas que irão compor a delegação verde e amarela no Campeonato Mundial da modalidade em Eger, na Hungria, a ser realizado de 18 a 23 de setembro.
As atividades dos atletas serão realizadas na Academia de Esgrima Mestre Kato. Além de monitorar os planejamentos individuais de treinamento, os técnicos farão analises dos aspectos técnicos e físicos dos atletas.
Confira abaixo o selecionado que participarão da III Fase de Treinamentos e Avaliações

Jovane Silva Guissone Atleta (ASASEPODE/RS) Categoria B
Sandro Colaço de Lima Atleta (ADFP/PR) Categoria A
Janaina Azevedo Gonzales Aguilera Atleta (APP/PR) Categoria B
Karina Fernandes Maia Atleta (APP/PR) Categoria A
Cesar Augusto Leiria da Silva Técnico CPB
Ivan Marangon Schwantes Técnico CPB

Pesquisas geram 1,5 mil produtos para pessoas com deficiência

Financiados pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e seus parceiros, os estudos produzem itens que tornam mais fácil o cotidiano e promovem a inclusão desse público

por Portal Brasil

Rodolfo Oliveira/ Agência Pará
Produtos são usados para tratamentos clínicos, cuidados pessoas, atividades recreativas, entre outros fins
Produtos são usados para tratamentos clínicos, cuidados pessoas, atividades recreativas, entre outros fins

Financiamentos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTi) promoveram, nos últimos anos, a produção de cerca de 1,5 mil produtos voltados a dar mais independência e qualidade de vida a pessoas com deficiência. Esses produtos são resultados de pesquisas em tecnologia assistiva, termo designado para definir os recursos, serviços, equipamentos e estratégias que contribuem para dar ou ampliar habilidades a esse público.
De acordo com o secretário de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis/MCTI), Eron Bezerra, atualmente há 70 grupos de pesquisa desenvolvidos em tecnologia assistiva. Os produtos são usados para tratamentos clínicos, cuidados pessoas, atividades domésticas, manuseio de objetos e atividades recreativas. São muitas vezes dispositivos simples, mas que facilitam o dia a dia de quem tem a deficiência, familiares e cuidadores, como colheres, barras para pratos, banheiras.

Os produtos estão disponíveis na página http://assistiva.mct.gov.br/ , relacionados no catálogo. Os interessados podem pesquisar tanto por tipo de produto, como para que tipo de público: deficiente visual, deficiente auditivo, deficiência intelectual, física, múltipla ou idoso. Também é possível conhecer as empresas, fabricantes e importadores.

Edital prevê investimentos de R$ 25 milhões
Segundo Eron, para estimular ainda mais os investimentos no setor, deverá ser publicado, nos próximos meses, edital com foco no desenvolvimento de produtos de tecnologia assistiva, com valor previsto de R$ 25 milhões. "Vai ter peso maior na seleção do projeto aquele que oferecer a possiblidade de produtos a serem desenvolvidos", afirmou.

Cerca de R$ 2,7 milhões do total de recursos previstos no edital serão destinados à regulamentação das cadeiras de rodas no Brasil, reprovadas por testes de segurança e qualidade do Inmetro, em 2013. "Todas foram reprovadas pelos testes do Inmetro, então o governo encomendou ao MCTI, junto a outros parceiros, regulamentar essa política de adequação da eficiência das cadeiras de rodas", disse.
O governo federal também já aprovou e selecionou 45 instituições de ensino e pesquisa no Brasil, que vão receber 210 bolsas de mestrado e doutorado para desenvolver pesquisa em tecnologia assistiva, num valor de aproximadamente R$ 20,5 milhões.
São parceiros no MCTi no financiamento das pesquisas, o Ministério da Educação (MEC), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH-PR).
Proteção
Em julho foi instituída a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência), destinada a assegurar e a promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania.
"A política de tecnologia assistiva se destina a atender aproximadamente 40 milhões de brasileiros e brasileiras que tenham algum tipo de necessidade especial. Vai desde o surdo-mudo, cego, cadeirante, ao idoso, que exigem determinadas políticas de tecnologia assistiva", afirmou Eron Bezerra.
Comitê
O Comitê Interministerial de Tecnologia Assistiva é coordenado pela Secis. Fazem parte do comitê a SDH-PR e os ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, da Educação, da Fazenda, do Planejamento, Orçamento e Gestão e da Saúde. Em novembro, a Secis pretende realizar um seminário, em Brasília, que irá mostrar toda a tecnologia assistiva já desenvolvida no País.


Brasil apresenta situação das pessoas com deficiência à ONU na próxima semana

                                ONU BRASIL

Acontece na próxima semana, nas na ONU, em Genebra, a revisão do Brasil apresentado perante o Comitê dos Direitos das pessoas com Deficiência da ONU com relação à implementação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

Desde de que o Brasil adotou a Convenção e seu Protocolo, em 2009, com valor de norma constitucional, o  Estado Brasileiro tem o compromisso de apresentar periodicamente relatórios dando conta do estágio da implementação da CDPD no país.

Bastante atrasado, o governo apresentou o relatório inicial em 2012 e finalmente, este ano, o Comitê sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência da ONU dará início ao processo de revisão do Brasil.

Usualmente, além do relatório oficial, o Comitê recebe também relatórios alternativos da sociedade civil para embasar seus questionamentos e recomendações.

Organizações da sociedade civil criaram um grupo de trabalho para elaborar um relatório que refletisse a real experiência dos brasileiros com deficiência no tocante às políticas públicas.

O documento, firmado pela Associação Brasileira para Ação por Direitos das Pessoas com Autismo (Abraça), Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD), Fraternidade Cristã de Pessoas com Deficiência do Brasil (FCD), Inclusive -Inclusão e Cidadania, Instituto Baresi, Instituto MetaSocial, Movimento Down, Rede Brasileira do Movimento de Vida Independente (Rede MVI-Brasil), RIADIS – Rede Latinoamericana de Organizaçãoes Não-Governamentais de Pessoas com Deficiência e suas Famílias, foi submetido ao comitê em inglês, já que o português não é língua oficial da ONU.Representates da sociedade civil e do governo viajarão à Genebra para apresentar o relatório ao comitê no Palais des Nations nos dias 24, 25 e 26 de agosto.Conheça, abaixo, o teor do documento da sociedae civil, organizado por Alexandre Mapurunga, Rafael Barreto, Regina Atalla, Ricardo Lugon e Stella Camlot Reicher, sob orientação da IDA – International Disability Alliance.

Garoto de 7 anos dá exemplo de superação ao praticar luta olímpica sem pernas


Isaiah Bird dá exemplo de superação. Foto: Reprodução/Instagram


Isaiah Bird é um garoto de 7 anos muito esforçado. Mesmo sem pernas, encontrou um caminho para superar essa dificuldade através do wrestling, a luta olímpica, e vem emocionando a todos no mundo das lutas, inclusive Chris Weidman e Ronda Rousey, campeões do UFC. 

Na verdade, o fato de não ter pernas não foi o maior de seus problemas. O menino cresceu em um abrigo da igreja com sua mãe, já seu pai foi preso por violência doméstica contra sua mãe.

Sem dinheiro para comprar uma cadeira de rodas, ele só se locomovia com as mãos até encontrar o técnico de luta olímpica Miguel Rodriguez, que mora com ele desde então. "Ele precisava saber que ele podia contar com alguém. O wrestling é um esporte em que você não precisa, de fato, das pernas. Então ele pode ser um atleta e competir como qualquer criança“, explicou Rodriguez à ESPN.

O garoto também parece não se importar com a falta dos membros. “Eu não tenho pernas. Mas eu não preciso de pernas. Eu sou um lutador de wrestling. Eu sou um gladiador. Sou mais forte que todo mundo", diz o garotinho, cheio de alegria.

Segundo o técnico, Isaiah Bird não sabe se quer ser profissional. “Ele diz para mim: ‘Técnico, quero ser ir para a faculdade, ser médico. Técnico, quero ser policial.’ Para mim, o importante é ele ser o que quiser. Nós, do wrestling, somos uma família e ele é parte disso”, explicou.




sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Não é o aluno, e sim a escola que é deficiente

por Andrea Ramal

   Imagem internet/Ilustrativa
  

O mapa da acessibilidade das escolas brasileiras é um escândalo. E não é por falta de legislação: a Constituição Federal garante a todos os cidadãos o direito à igualdade, à não discriminação e à educação; e diversas outras leis federais, estaduais e municipais regulamentam os requisitos mínimos de acessibilidade para pessoas com deficiências. Mas basta entrar em três a cada quatro escolas brasileiras para constatar que tudo isso ainda não saiu do papel.


Acessibilidade não é apenas uma questão de rampas, e sim, de dignidade. Uma pessoa com deficiência física depende diretamente do uso de um instrumento, como bengala ou cadeira de rodas, para participar e se integrar no meio social. Nos locais que não consideram essa parcela importante da população, a questão não é de engenharia, mas de cultura e visão de mundo. Essas construções são o resultado de uma atitude de discriminação que é tão “natural” que passa despercebida, a não ser para aqueles que enfrentam uma necessidade especial. 

A falta de acessibilidade na escola não é uma simples omissão, é mais grave. Afinal, é na escola que se pretende ensinar o respeito pelo outro, o direito à igualdade, a responsabilidade social, a ideia de que somos responsáveis pela qualidade de vida para todos, no ambiente que todos compartilhamos. 

Quando os estudantes frequentam uma escola que é planejada apenas para alguns, excluindo outros, passam a considerar natural que, também na cidade em que vivem, possa haver vias públicas repletas de desníveis, transportes que nem todos podem usar, ou edificações inacessíveis. Alunos educados nessas escolas poderão construir um mundo efetivamente inclusivo?

A acessibilidade é apenas a mais básica das etapas. Hoje se fala em design universal, num enfoque em que os ambientes sejam projetados para ser usados, com conforto, pelo maior número de pessoas possível, seja qual for a sua condição ou idade. Esse conceito está ligado ao de uma sociedade inclusiva, e implica que todo o desenho dos espaços seja feito levando em conta dimensões sociais, históricas, antropológicas, etc. e aspectos de usabilidade e ergonomia.

Tal conceito vai além da acessibilidade, porque nele, os espaços deveriam ser projetados não só para o acesso dos deficientes, mas sim para oferecer conforto e segurança a todos. Vale lembrar que professores, funcionários e pais também transitam nas escolas e podem ser pessoas de idade avançada, ou com bengalas, com cegueira ou pouca visão, grávidas, ou com alguma incapacidade temporária.

As escolas poderiam ser um espaço privilegiado para criar ambientes inclusivos, alinhados com o design universal: mais confortáveis e mais seguros não para alguns, mas para todas as pessoas. Sempre que não for assim e alguma criança não frequentar uma sala de aula porque não consegue chegar até ela, tenhamos claro: não é o aluno, e sim a escola que é deficiente.


Fonte:  g1.globo.com/educacao -   Imagem internet/Ilustrativa

Trabalhar em excesso aumenta risco de AVC, diz estudo

O trabalho em excesso está ligado a um maior risco de problemas coronarianos e de acidentes vasculares cerebrais (AVCs), revela um estudo publicado nesta quinta-feira

                   

Um estudo com 600 mil pessoas originárias de Europa, Estados Unidos e Austrália revelou que trabalhar mais de 55 horas por semana aumenta em 33% o risco de sofrer um AVC e em 13% a possibilidade de desenvolver um problema coronariano, em relação a quem trabalha entre 35 e 40 horas por semana.

Os pesquisadores analisaram durante 7 a 8 anos homens e mulheres sem histórico de problemas cardiovasculares até o início do estudo, tendo em conta outros fatores de risco, como tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas e sedentarismo - destaca o trabalho publicado na revista médica britânica The Lancet.

A pesquisa concluiu que o risco de AVC aumenta paralelamente à duração do trabalho: 10% entre as pessoas que trabalham entre 41 e 48 horas, 27% entre as que trabalham entre 49 e 54 horas, e 33% além das 55 horas.

"Os profissionais de saúde deveriam ter consciência de que longos períodos de trabalho estão associados a um risco significativo de sofrer AVC e de desenvolver problemas coronários", disse Mika Kivimäki, professor de epidemiologia da University College de Londres e coordenador do estudo.

O papel do estresse em várias doenças vasculares, como infarto e AVC, já foi objeto de numerosos estudos, ao contrário da carga horária de trabalho, que até o momento não tinha sido analisada a fundo.

Ao comentar a pesquisa, o doutor Urban Janlert, da universidade sueca de Umea, destacou que entre os membros da OCDE (Organização para Cooperação Econômica e de Desenvolvimento) a Turquia responde pelo maior percentual de trabalhadores atuando por mais de 50 horas semanais (43%), e a Holanda está na outra ponta (1%).

Atrás da Turquia, estão México (28,8%) e Coreia do Sul (27,1%). A França ocupa a nona posição (8,7%), segundo números da OCDE.

Fontes: UOL - gestaodelogisticahospitalar.blogspot.com.br

Paracanoístas brasileiros brilham no segundo dia de disputas do Mundial de Milão, na Itália

Luis Carlos Cardoso (centro) e Fernando Fernandes (à direita) representam o Brasil no pódio da categoria KL1
Luis Carlos Cardoso (centro) e Fernando Fernandes (à direita) sobem ao pódio do Mundial

A Seleção Brasileira segue dando show no Campeonato Mundial de Paracanoagem, que está sendo realizado em Milão, na Itália. Nesta quinta-feira, 20, os brasileiros conquistaram mais um ouro e dois bronzes na competição, e de quebra classificaram o Brasil para duas categorias dos Jogos Paralímpicos Rio-2016.
O brasileiro Luis Carlos Cardoso, que na quarta-feira, 19, já havia levado o ouro na prova de VL1, conseguiu repetir a dose no KL1 Masculino. O paracanoísta marcou 50s863 e garantiu mais uma medalha dourada. Na mesma prova, Fernando Fernandes fez 52s970 e levou o bronze. A prata ficou com o polonês Jakob Tokarz com o tempo de 52.533. Com os resultados, o Brasil garante vaga na categoria para os Jogos Paralímpicos do Rio-2016.
Os ouros conquistados por Luis Carlos no mesmo evento são um feito inédito na história do Brasil na modalidade. Em Milão, os seis primeiros colocados nas provas KL1, KL2 e KL3, no masculino e feminino, garantem vaga para seu país nos Jogos de 2016.
Outra atleta que conquistou medalha na competição foi Fernando “Cowboy” Rufino, que garantiu o bronze na final do KL2 Masculino, com o tempo de 43s415. “Após a prova conversei com meus treinadores (Thiago Pupo Fonseca e Luiz Gustavo Santos) para ver onde posso melhorar ainda mais. Sei que até os Jogos do Rio-2016 ainda tem muita coisa para ser trabalhada e eu tenho certeza que temos ainda muita coisa para conquistar”, analisou Cowboy. O ouro ficou com o austríaco Markus Swoboda (42s542) e a prata com o australiano Curtis McGrath (43s185).
Para Carlos Bezerra de Albuquerque, chefe de equipe da Paracanoagem Brasileira, os resultados atingidos na Itália refletem a estrutura e profissionalismo encontrados hoje no Centro de Treinamento da modalidade em São Paulo e o apoio dos patrocinadores que acreditam no esporte. “Sem querer usar clichê, mas missão cumprida. Foi o resultado esperado em virtude do trabalho realizado nesses últimos anos e vimos aqui em Milão o crescimento da modalidade em todo o mundo. Somos referência mundial e espero um crescimento ainda maior nos próximos anos”, ressaltou.
Na decisão do VL2 Masculino, o brasileiro Luciano Meirelles chegou na sexta posição em prova vencida pela Itália seguida por Rússia e Hungria. Alex Pessoa, outro estreante em Mundiais, chegou na terceira colocação da Final B do KL2 Masculino, atrás de canoístas do Uzbequistão e Portugal.
A também brasileira Débora Benevides disputa nesta sexta-feira, 21, a final do VL2 Feminino.

Guarda Municipal: 5% das vagas serão para pessoas com deficiência

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A Prefeitura de Teresina encaminhou para a Câmara Municipal uma mensagem de lei que garante ás pessoas com deficiência 5% das vagas para a Guarda Municipal. O coordenador geral do Grupo de Trabalho de Formação da Secretaria Municipal de Segurança e Defesa Social, Samuel Silveira, esteve conversando com os vereadores para solicitar celeridade na tramitação da matéria.
“Nosso interesse é lançar o edital o mais rápido possível”, disse Samuel, ressaltando que a mensagem também inclui exigência de carteira de habilitação AB para quem for disputar vaga na Guarda Municipal.
Segundo ele, devem ser chamados 100 profissionais inicialmente. “Nossa previsão é que a guarda inicie sua atuação no início de 2016. Trabalhamos para formar uma guarda que esteja realmente preparada para servir a cidade”.
O Grupo de Trabalho que organiza a estruturação da Secretaria Municipal de Segurança e Defesa Social se reúne diariamente, das 15h às 17h, na sede da Secretaria Municipal de Planejamento. Além da Guarda Municipal, a pasta será responsável por gerir a Defesa Civil, Assistência Militar e os conselhos de proteção social.
O papel da Guarda Municipal é garantir a proteção ao patrimônio público, tais como hospitais, escolas, praças públicas e prédios onde funcionam órgãos da administração.
Fontes: cidadeverde.com - pessoascomdeficiencia.com.br

Espanha: Motorista toma multa de € 600 por divulgar foto de viatura em vaga para deficiente

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Uma mulher tomou multa de € 600 na Espanha por divulgar nas redes sociais a imagem de uma viatura da polícia estacionada na vaga para deficiente físico.
Ela foi enquadrada na nova Lei de Segurança dos Cidadãos. Em vigor desde o dia 1º de julho, ela proíbe a divulgação de imagens de policiais que possam comprometer a segurança dos mesmos ou de suas famílias, bem como sigilo de operações policiais.
Na foto, um Nissan Qashqai estava parado em uma vaga para deficiente físico. A polícia alega que estava atendendo uma chamada de vandalismo na região e que o carro precisou ser parado ali.
Como se trata de uma “resposta imediata”, os policiais teriam permissão para parar de forma irregular se preciso. A multa teria sido aplicada pois os policiais alegaram que “sua honra tinha sido atacada”.
Fontes: noticiasautomotivas.com.br - pessoascomdeficiencia.com.br

App fitness para cadeirantes

Empresa cria aplicativo que rastreia movimentos e atividades físicas de cadeirantes.

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Um aplicativo capaz de rastrear os movimentos e atividades físicas de pessoas que utilizam cadeiras de rodas foi desenvolvido pela Chaotic Moon.
O app conta com sensores como giroscópios e acelerômetros que servem para recolher dados dos movimentos feitos com a cadeira. Ou seja, ele detecta a velocidade com que a cadeira se move, a inclinação e declínio das vias e qual a distância e velocidade atingida.
O dispositivo é acoplado à cadeira e pode ser controlado via smartphone ou relógio inteligente. O protótipo, chamado de Free Wheel, pode representar no futuro uma grande ajuda para os usuários, já que a ferramenta poderá mapear áreas que podem ser de difícil acesso aos cadeirantes ou até mesmo aos idosos.

Procon realiza fiscalização em apoio à Semana da Pessoa com Deficiência


Em parceria com a Secretaria da Mulher e Direitos Humanos, ação orientou lojistas sobre a acessibilidade às pessoas com deficiência


Foto: Assessoria
A secretária da Mulher e dos Direitos Humanos, Roseane Cavalcante
A secretária da Mulher e dos Direitos Humanos, Roseane Cavalcante

A Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon/AL), em parceria com a Secretaria da Mulher e dos Direitos Humanos, realizou nesta quarta-feira (19), uma fiscalização em diversos estabelecimentos comerciais da capital. O objetivo principal foi verificar e orientar os lojistas acerca da importância de adaptações para deficientes. A iniciativa é uma colaboração do Procon para as ações da Semana Estadual da Pessoa com Deficiência.
A acessibilidade para cadeirantes, sinalização para os deficientes visuais, medidas de provadores, balcão, cardápio em braile, rampa, altura de vaso sanitário, entre outras adaptações, foram avaliadas pelos fiscais do órgão. De acordo com Roberto Dias, fiscal do Procon, o tamanho dos provadores e a altura de bancada devem estar de fácil acesso, como prevista em lei. “A Lei Estadual 7.388/2012 é clara: o provador para deficientes deve medir 1,20 x 1,50 m. Outra lei (7.387/2012) especifica ainda que os balcões de atendimento devem medir um metro, ou menos.
“Viemos ao shopping e já nos deparamos com os problemas enfrentados. Esse é um dos motivos que nos levam a realizar esse tipo de ação”, disse a superintendente Flávia Cavalcante.
Para a secretária da Mulher e dos Direitos Humanos, Roseane Cavalcante, ações como essa contribuem para despertar na sociedade o comprometimento com a causa da acessibilidade. “Nós já estamos, inclusive, conseguindo nos inserir no mercado de trabalho. Além de tudo, também sermos vistos como público consumidor” destacou a secretária.
“De forma educativa, fomos a diversos locais para orientar os lojistas sobre a necessidade de proporcionar o acesso ao consumidor com deficiência. E, para mostrar na prática, trouxemos conosco três portadores de deficiência, dois cadeirantes e um com baixa visão. O próprio usuário mostra as dificuldades e assim, comprovamos a relevância dessa adaptação”, conclui Flávia Cavalcante.
A fiscalização teve como proposta orientar os lojistas que possuíam irregularidades. Estabelecimentos que não cumpriram as regras foram aconselhados a se adequarem às normas e receberam o auto de constatação.
O órgão deverá voltar aos locais para averiguar se a ordem foi cumprida. “Em caso de locais com maior proporção (shoppings) foram dados 60 dias para adequação. Os estabelecimentos individuais possuem 30”, disse Roberto Dias. Os locais que já haviam sido notificadas anteriormente serão autuados.
Além da superintendente do órgão, as gerentes de atendimento Alexandra Rossiter e Mirella Rego, a secretária Roseane Cavalcante e o superintendente da Pessoa com Deficiência, Jorge Fireman estiveram presentes na ação.

Amazonas é o pior em infraestrutura escolar para o acesso de deficientes

Apenas 7% das escolas, no Estado, têm fácil acesso, segundo dados do Censo Escolar 2014.

Da Redação / portal@d24am.com

Foto: Fabiana Carvalho/MEC

Especialistas defendem adaptação das escolas para garantir fácil acesso aos estudantes com deficiência física.


Manaus O Amazonas é o pior Estado do País em infraestrutura nas escolas - incluindo banheiros - para o acesso adequado de pessoas com deficiência. Só 7% dos colégios no Estado, incluindo os públicos e privados, são acessíveis e apenas 12% têm sanitários de fácil acesso, segundo o Censo Escolar 2014, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Os outros dois Estados piores são Maranhão e Pará, com 11%. Os melhores são Mato Grosso (54%), Goiás (43%) e Rio Grande do Sul (39%).
Com relação apenas às escolas públicas no Amazonas – estaduais, municipais e federais -, só 6% contam com itens básicos de acessibilidade como rampas, corrimãos e sinalização. E só 10% contam com sanitários adaptados para deficientes. O Estado tem 5.247 escolas públicas: 188 com dependências acessíveis e 500 com sanitários adaptados aos portadores de deficiência.
Situação crítica
No caso das 4.536 escolas públicas municipais, a situação é mais crítica: só 2% têm dependências acessíveis às pessoas com deficiência e 7% têm sanitários com acessibilidade. Entre as  696 estaduais, são, respectivamente, 10%  (68) e 26% (184). Entre as escolas particulares do Amazonas, os números são bastante diferentes: 63% (175) contam com dependências acessíveis e 65% (179) têm sanitários para as pessoas com deficiência. 
No Brasil, três em cada quatro escolas não contam com itens básicos de acessibilidade. Dados do portal QEdu indicam que apenas 23 municípios do Brasil contam com todas as suas escolas acessíveis – incluindo banheiros totalmente adequados a deficientes. Os números revelam as barreiras para se cumprir um princípio básico previsto por lei: o direito de todas as crianças de frequentar uma escola.
Adaptação
Manuelina Martins, vice-presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), diz que o dado é preocupante. “A questão da acessibilidade é fundamental. Hoje, há um número significativo de alunos incluídos na rede. É preciso investir na adaptação desses locais”.
 
O presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Eduardo Deschamps, concorda. “Na época, não havia esse tipo de preocupação e de consciência na sociedade de garantir o acesso. Pelo contrário. Isso vem, inclusive, de uma lógica de segregação”, disse.]

De acordo com dados do Censo Escolar, no Brasil há cerca de 700 mil alunos com deficiência matriculados no Ensino Básico – um número que não para de crescer. 
O Ministério da Educação (MEC) diz que, apesar de a Educação Básica ser de responsabilidade dos sistemas estaduais, municipais e do Distrito Federal, oferece um apoio suplementar por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola/Escola Acessível. “Anualmente, são transferidos cerca de R$ 100 milhões aos sistemas públicos de ensino para ampliar a adequação dos prédios escolares”, informou o MEC.
De acordo com o Estatuto da Pessoa com Deficiência, sancionado em julho deste ano, “é dever do Estado, da família, da comunidade escolar e da sociedade assegurar educação de qualidade à pessoa com deficiência, colocando-a a salvo de toda forma de violência, negligência e discriminação”.
A lei afirma ainda que o poder público precisa “assegurar, criar, desenvolver, implementar, incentivar, acompanhar e avaliar”, entre outras coisas, “acessibilidade para todos os estudantes, trabalhadores da educação e demais integrantes da comunidade escolar às edificações e às atividades concernentes às modalidades, etapas e níveis de ensino”.
Fonte: new.d24am.com

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

COMO TIRAR OU TRANSFORMAR SUA CARTEIRA DE MOTORISTA PARA DEFICIENTE.

                                 

As pessoas com deficiência podem tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) desde que tenham aptidão para passar nos exames necessários e a sua limitação não interfira na capacidade de dirigir um veiculo, mesmo que ele necessite ser adaptado para as suas necessidades.

Muitos me perguntam como é possível tirar a CNH pela primeira vez ou como fazer para altera-la para que receba a devida adaptação a condição de deficiente. É importante lembrar que após qualquer um dos dois procedimentos, a carteira de habilitação passa a ter algum ou alguns códigos nas observações que indicam a necessidade de cada pessoa.

Veja abaixo o procedimento para tirar a primeira habilitação.

Procedimentos – 1ª Habilitação

Para requerer a CHN Especial é necessário ter 18 anos completos, ser alfabetizado, apresentar os seguintes documentos:

  • Carteira de Identidade (RG)
  • Cadastro de Pessoa Física (CPF)
  • Comprovante ORIGINAL de endereço em seu nome ou de seus pais (conta de luz,água, banco, telefone fixo ou celular)
  • Duas fotos 3×4 colorida com fundo branco
A única diferença em relação à obtenção da carteira de habilitação “normal” é uma junta médica que examina a extensão da deficiência e desenvoltura do candidato, no lugar do exame médico que avalia os outros candidados.

Para isso é necessário:

  1. Inscrição na Auto-escola
  2.  Pré-cadastro no DETRAN
  3. Exames médico e psicotécnico
  4. Curso teórico (CFC – A) – curso de 45 horas em 9 dias; de segunda a sexta (manhã, tarde ou noite) ou finais de semana (manhã)
  5. Exame Teórico no DETRAN
  6. Curso prático na auto-escola –  é obrigatório fazer o mínimo de 20 aulas práticas
  7. Exame Prático no DETRAN (Antes do exame prático, o carro é vistoriado por um médico perito que checa se as adaptações estão de acordo com a deficiência constatada. Na CNH Especial está especificada a adaptação necessária para que o deficiente dirija em segurança
Procedimentos – Alteração para pessoas habilitadas

O procedimento para a alteração da habilitação é mais simples, mas às vezes exige um exame médico e um teste prático para averiguar se o condutor está apto a dirigir na nova condição com as adaptações necessárias. Vale lembrar que o deficiente que dirige sem atualizar a carteira de habilitação pode ser multado, ter a carteira apreendida e responder criminalmente por acidentes.

O processo pode ser diferente para cada estado, mas normalmente segue a sequência abaixo:

  • Abertura de processo administrativo ou solicitação de renovação
  • Exames médico e psicotécnico
  • Exame pericial ou com junta médica
Benefício de isenção de impostos

Para os deficientes físicos que comprovarem necessidades de adaptação veicular, o DETRAN emite um laudo pericial para que a pessoa com deficiência possa dar entrada na Receita Federal (para o desconto de IPI e IOF), na Receita Estadual (para desconto do ICMS e IPVA) e na Prefeitura (para o cartão de estacionamento).

Eu coloquei a minha experiência para a aquisição da isenção do IPI, no artigo Aquisição do desconto do IPI para Deficientes.

Confira  algumas doenças que poderão se enquadrar nestes benefícios:

Artrite reumatóide, artrose, AVE (acidente vascular encefálico), esclerose múltipla, mastectomia (retirada da mama), quadrantectomia(parte da mama), paraplegia, tetraparesia, amputações, nanismo (baixaestatura), próteses internas e externas, talidomida, paralisia, poliomielite, doenças degenerativas, doenças neurológicas, manguito rotatos, artrodese, renal crônica (fístula), Parkinson, linfomas, neuropatias diabéticas, escolioseacentuada e encurtamento de membros de má formações.