sábado, 12 de setembro de 2015

PAT de Sumaré tem oito vagas para pessoas com deficiência

As oportunidades do posto são para o cargo de operador de caixa.Interessados devem comparecer ao local portando documentos pessoais.


Do G1 Campinas e Região

                            Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) de Sumaré recebe candidatos à vaga de emprego (Foto: Reprodução EPTV)
Candidatos devem comparecer ao posto com RG e CPF para se cadastrar  (Foto: Reprodução EPTV)
O Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) de Sumaré (SP) está com oito vagas de emprego abertas para pessoas com deficiência. As oportunidades são para o cargo de operador de caixa e valem até a terça-feira (15).

O posto oferece ainda uma oportunidade para mecânico de suspensão e uma para motorista vigilante.

Para cadastrar o currículo é necessário comparecer ao local levando Carteira de Trabalho, CPF, RG, cartão do PIS e comprovante de residência com CEP. Já os candidatos com deficiência devem apresentar também um laudo médico.

Serviço
PAT Sumaré
Endereço: Praça das Bandeiras, nº 650, Centro
Horário de funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 8 às 16 horas
Informações: (19) 3399-5642

Nacional de futebol de cegos começa na próxima quarta (16), em Campo Grande/MS



Rio de Janeiro, RJ – A cidade de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, será sede da Copa CAIXA Loterias de Futebol de 5 – Série B. Oito equipes vão entrar na disputa do título e de duas vagas que dão acesso à primeira divisão nacional no ano que vem. A competição acontece de 16 a 20 de setembro, no ginásio Moreninho.
 
Os times garantiram classificação para a disputa da competição nacional nos quatro eventos regionais que aconteceram no primeiro semestre: Centro-Norte, Nordeste, Sudeste e Sul, no qual saíram duas equipes de cada uma das etapas. São representantes dos estados do Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo, além do Distrito Federal.
 
A competição contará com a participação de grandes jogadores, inclusive, com passagens pela seleção brasileira, como Marcos Rogério, atleta do CEDEMAC-MA. O principal nome do time maranhense tem em seu currículo o título dos Jogos Parapan-Americanos de Guadalajara 2011.
 
Ao lado dos maranhenses estão as seguintes equipes: ACEC-CE, ACERGS-RS, ADVC-RJ, ASCEPA-PA, CESEC-SP, CETEFE-DF e UNICEP-ES. Conforme regulamento da competição, as participantes serão divididas em dois grupos, em sorteio que acontece no dia 15 durante Congresso Técnico.
 
A Copa CAIXA Loterias de Futebol de 5 – Série B é uma realização da Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV), apoio do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e patrocínio da instituição que dá nome à competição.

Fonte: cbdv.org.br

Cadeirante realiza sonho e voa de parapente em Passa Quatro, MG

A bala perdida que tirou o movimento das pernas de Rubem Ferreira de Melo, quando ele tinha apenas 18 anos, não o impediu de viver a vida como qualquer outra pessoa. Agora, aos 34 anos, Rubinho, como é conhecido pelos amigos, conseguiu realizar um antigo sonho: voar de parapente.
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“Sou carioca e sempre frequentei ambientes esportivos quando ainda não era cadeirante e o desejo de estar nestes locais não mudou depois do acidente, só aumentou. Acabei me casando com uma mineira e me mudei para Passa Quatro e, há quatro anos, desde que construíram a rampa aqui na cidade, alimentei o desejo de voar”, explicou Rubinho.
E ele voou. O sonho foi realizado no dia 30 de agosto em Passa Quatro (MG), na Serra da Mantiqueira, no Sul de Minas, durante o Encontro de Voo Livre organizado por pilotos e instrutores de voo da cidade e região.
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“Foi um dia encantador. O céu estava lindo e as condições para o voo perfeitas. Não tive nenhum medo ou receio, porque os profissionais que estavam comigo me passaram toda a segurança para a realização do meu sonho. Coragem a gente sempre tem, ainda mais para aquilo que queremos fazer, e foi o que aconteceu, eu voei”, contou o cadeirante.
Como Rubinho é cadeirante, o voo dele necessitava de mais cuidado ainda e o escolhido para essa missão especial foi o experiente piloto e instrutor Eliedson Fernandes, o Camarão.
“Preparamos uma equipe para ajudar na decolagem e também no pouso. Foi um salto bem estudado, porque como preciso da ajuda do passageiro para corrermos na rampa, foi necessária a ajuda de outros dois pilotos que correram junto com a gente, no momento do salto. Depois que estávamos voando foi algo inexplicável. Só quem voa sabe a magnitude que é estar mais próximo do céu e a minha emoção foi tão grande quanto à de Rubinho”, contou o piloto.
Para o piloto, e também instrutor de voo, que há 13 anos está no ramo e já perdeu as contas de quantas horas esteve nos ares, esta também foi uma experiência marcante. “Foi a primeira vez que realizei um voo duplo com um cadeirante e confesso que depois de guardar o equipamento, a primeira coisa que fiz foi agradecer à Deus pela oportunidade e, chorar”, confessou Camarão.
Para Rubem, voar não é uma questão de coragem, é uma questão de determinação, provando que não são as asas que nos fazem voar, mas sim o desejo de ir além.

“Ano que vem quero voar mais uma vez e, quem sabe, até minha esposa realize o primeiro voo dela. Eu costumo dizer que o fato de estar vivo me leva além. Posso até não andar, mas agora sei que já posso voar. É vida que segue e prefiro aproveitar a minha da melhor forma e feliz, sempre agradecendo à Deus por estar vivo”, comemorou Rubinho.
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O parapente é um planador ultra leve flexível que evoluiu do paraquedas. É feito de materiais como o nylon e poliéster não porosos e impermeabilizados, para que o ar que entra não vaze através do tecido, mantendo assim a pressão interna e o material inflado.
Enquadra-se na modalidade de voo livre e pode ser praticado por recreação ou competição, sendo considerado um esporte radical.
Para a prática do esporte é fundamental procurar profissionais habilitados para que o salto seja algo emocionante e realmente seguro dentro de padrões internacionais.

“Sempre fui destemida”, diz primeira piloto de avião sem braços da história

Primeira piloto de avião sem braços em toda a história, a americana Jessica Cox, 32 anos, prova que se adaptou à sua condição e aos olhares de estranhamento com os quais teve de lidar durante toda a vida. Cox, que nasceu sem os membros superiores, também é faixa preta no taekwondo.
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(Foto: Reprodução/ Facebook)
“Sempre fui destemida”, define ela sobre o início do contato com a aviação, que começou logo após ela se formar na faculdade e conhecer um piloto de caça que a perguntou se ela queria voar em um monomotor. “Se você me perguntasse sobre a obtenção de uma licença de piloto antes de 2005, eu diria que você estava louca”, lembrou em entrevista à revista.
O maior medo dela não era o de altura – afinal ela já escalava e gostava de olhar para baixo nesses momentos -, mas perder o contato com o solo.”Decolar não é nada assustador, mas aterrissar, sim. Quando está no ar, você sente aquela sensação de liberdade sem limites”, definiu.
Em seu site, ela lembra de como foi difícil finalmente obter a licença: ”Foram necessários três estados, quatro aviões, dois instrutores de voo e um ano desanimador para encontrar a aeronave certa”. O motivo para a demora estava além do medo e da superação pessoal: era um desafio logístico.
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“Aviões não são projetados para serem pilotados com os pés. Eu voei em um Ercoupe, que é o único sem pedais no leme. Ele não é um avião que foi modificado por mim, ele não foi construído para mim. Eventualmente encontrei um Parrish Traweek com o qual treinei, pois possuía seguro que permitia uso por estudantes”, contou.
De acordo com Cox, aos 11 anos, as próteses se tornaram rotina. “Os médicos diziam que se eu não aprendesse a usá-las enquanto era mais jovem, não havia nenhuma chance de que seria capaz de usá-las na vida adulta”, lembra. Por não se acostumar aos equipamentos, ela acabou os abandonando três anos depois.
Como nasceu sem os braços, pareceu mais natural fazer tudo com os pés. “Senti-me muito estranha com as próteses [...] Elas são pesadas ​​e desconfortáveis. Se alguém lhe dá um abraço, você não quer perder o toque. Elas foram mais como uma gaiola para mim”, definiu.
Fontes: Marie Claire, Correio24horas - pessoascomdeficiencia.com.br

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Especialistas elaboram guia da produção audiovisual acessível



O Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria do Audiovisual (SAv), está apoiando a elaboração de um Guia da Produção Audiovisual Acessível, que servirá de referência para todos os realizadores do audiovisual no Brasil. O documento está sendo produzido por uma equipe formada por professores e mestrandos da Universidade de Brasília (UnB), professores da Universidade Federal do Ceará (UFCE) e profissionais especializados no tema.

Serão abordados no Guia da Produção Audiovisual Acessível temas como audiodescrição, legenda para surdos e a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meios de acesso ao conteúdo audiovisual. O foco da SAv é a acessibilidade de conteúdo para deficientes auditivos e visuais.

A coordenadora de Gestão Estratégica da SAv, Sylvia Bahiense, responsável pelo tema, destaca que esse segmento da população não tem recebido atenção na maioria das produções audiovisuais, que trazem transcrição, e não legenda, que requer técnica e métrica adequadas. “Audiodescrição (para deficientes visuais), então, quase nem existe”, afirma.

A equipe de elaboração do Guia da Produção Audiovisual Acessível pretende orientar os realizadores de obras audiovisuais para que o acesso das pessoas com deficiência seja garantido de forma ampla e objetiva. A partir da divulgação do documento, a avaliação da SAv sobre os projetos passará pelas normas nele sugeridas.

"O acesso aos conteúdos audiovisuais é a mais ampla forma de inclusão, e a SAv está totalmente envolvida e mobilizada nessa meta. A proposta é guiar o cineasta no sentido de garantir a fruição de sua obra", explica Sylvia.

Neste mesmo contexto, a Secretaria do Audiovisual, como fomentadora da produção audiovisual, assumiu o compromisso de inserir nos seus concursos a obrigatoriedade de inclusão de ferramentas de acessibilidade à produção cultural realizada com aporte de recursos da Pasta. A secretaria ainda implantará um Núcleo de Produção Digital (NPD) para a formação e produção de obras audiovisuais acessíveis.

Acessibilidade é lei

É direito das pessoas com deficiência a participação na vida cultural em igualdade de oportunidades. Essa garantia é amparada por dispositivo legal do governo brasileiro – o Decreto n° 6.949, de 25 de agosto de 2009 – quepromulga e ratifica a Convenção Internacional sobre os Direitos das pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo, assinados em 30 de março de 2007, em Nova Iorque. Desde então, o documento passou a ter equivalência de emenda constitucional.

Em seu artigo 30, o Decreto n° 6.949 estabelece que os Estados partes reconheçam esse direito e tomem todas as medidas apropriadas para que as pessoas com deficiência possam ter acesso a bens culturais, como programas de televisão, cinema, teatro e outras atividades, em formatos acessíveis, e ter acesso a locais como teatros, museus, cinemas, bibliotecas, serviços turísticos, monumentos e locais de importância cultural nacional.

Consta ainda do dispositivo que “os Estados Partes tomarão medidas apropriadas para que as pessoas com deficiência tenham a oportunidade de desenvolver e utilizar seu potencial criativo, artístico e intelectual, não somente em benefício próprio, mas também para o enriquecimento da sociedade”, entre outras garantias.


Consumidores com deficiência visual e os rótulos em Braille

Um único passeio pelo supermercado é o suficiente para constatar que a presença de pessoas cegas pelos corredores desses estabelecimentos comerciais só é possível graças à ajuda de alguém para auxiliar nas compras. Embora o Sistema Braille não se configure como estereótipo da cegueira, é através dos rótulos e embalagens que o público consumidor entra em contato com o produto que deseja adquirir, devendo ser assim também para quem não enxerga.
 lasanha sadia brailleFoto: Revista BRF


Não se trata de replicar um “mundo” para os cegos, mas oferecer-lhes condições de consumir produtos com autonomia, possibilitando a esse público identificar as informações mais importantes veiculadas nas embalagens. Isso só será possível a partir da adoção de medidas específicas, tais como inscrição em Braille e embalagens com formatos ou texturas diferenciadas. A embalagem é um fator que complementa uma marca e, por isso, precisa comunicar ao consumidor sua identidade com objetividade e clareza.

As embalagens de caixa do tipo cartucho de papel grosso e papelão – geralmente conhecidas como embalagens secundárias por não entrarem em contato direto com o produto – apresentam as condições ideais para aplicação do Braille e garantem o acesso à informação imparcial e de qualidade. Porém, são raros os produtos que adotam o código em relevo como o diferencial de suas marcas. Entre os fabricantes que já adotam as embalagens acessíveis, destacam-se Natura, Sadia, Nestlé, Melitta, Nutri e produtos do Grupo Pão de Açúcar.

Geralmente, as embalagens informam em Braille o nome do produto, peso ou quantidade em unidades e o número do serviço de atendimento ao consumidor (SAC), pois o espaço disponível nem sempre é suficiente para transcrever outras informações em Braille. Isso acontece porque o código Braille ocupa um espaço grande; suas letras possuem dimensões fixas de aproximadamente 3 mm de altura por 2 mm de largura, além do espaçamento entre elas e também entre linhas. Ficam de fora, então, detalhes relevantes como data de validade e ingredientes, informações estas de extrema importância, principalmente se o consumidor tiver alguma intolerância alimentar.

Embalagens plásticas (flexíveis ou não), metálicas, latas, sachês, sacos, entre outros, já não possuem tal facilitação para impressão do relevo em Braille. Esse problema poderia ser solucionado por meio de etiquetas autoadesivas em conjunto com a diferenciação do exterior das embalagens (formato e/ou textura), obedecendo a critérios estabelecidos por normas técnicas. Apesar disso ser conhecido e reconhecido, ainda não existe uma legislação específica que determine as diretrizes para adequar impressos em relevo em cartuchos ou em adesivos para embalagens. Isso faz com que as iniciativas isoladas de rotulagem em Braille adotem suas próprias normas, trazendo para o mercado alguns símbolos Braille inadequados, como o uso da letra “k” no lugar do sinal indicativo para letra maiúscula, como nas embalagens antigas da Nestlé, por exemplo. A qualidade do relevo também é outro fator bastante questionado. Algumas marcas imprimem o Braille com pouca saliência, que pode ficar ainda mais danificado devido ao transporte e acondicionamento inadequados.

auto adesivo
Foto: alibaba.com

Apesar disso, o Braille tem ganhado popularidade ao sair das prateleiras diretamente para os lares das pessoas, sejam elas cegas ou não. Conviver com a escrita pontográfica é o retrato mais fiel da inclusão, além de uma forma criativa de incentivar o conhecimento da realidade de quem vê com a ponta dos dedos o mesmo que outros veem com os olhos curiosos e, ao mesmo tempo, enigmáticos.

Por outro lado, sem referências em Braille, imaginemos, lado a lado, uma lata de ervilha e uma lata de milho verde. A identificação dos produtos fica prejudicada pela semelhança entre as duas latas, que têm pesos iguais, são confeccionadas usando o mesmo material e possuem formatos idênticos tanto no diâmetro quanto na altura. Também não será possível nos basearmos na textura, já que as ranhuras nas latas apresentam sob o desenho de linhas iguais para ervilha e milho. Se sacudirmos as latas, apenas com muito treino é possível arriscar um palpite. E, por último, as latas bem lacradas não deixam o olfato entrar em ação.

As farinhas são caso à parte. É relativamente fácil diferenciar um saquinho de fubá de um saquinho de farinha de rosca, por exemplo. Por outro lado, não é nada simples encontrar o feijão branco entre todos os outros sacos de feijão nas prateleiras.

Se todas as marcas de café utilizam embalagens semelhantes e todas cheiram à café, como escolher a que queremos? Como diferenciar uma caixinha de amido de milho da de achocolatado, mesmo sendo de cartuchos de papel que poderiam ganhar pontinhos em relevo? Como saber se estamos levando para casa um creme dental ou um creme de barbear, uma gelatina de uva ou de morango? Por sorte, ainda podemos escolher o aroma do sabonete, mas a maioria das marcas de shampoo e condicionador não usa o modelo do frasco invertido para um e outro. Quando usam, diferenciam os produtos apenas pela posição do escrito no rótulo.

Ainda não percorremos todas as sessões de um supermercado, e nem precisa. Já sabemos que quase nada está acessível. Há embalagens muito semelhantes entre si para produtos distintos, confundindo o consumidor que não é atingido diretamente pela publicidade visual. A usabilidade das embalagens vai muito além da rotulagem em Braille para a garantia da correta informação. Assim, empresas também devem se preocupar com a identidade da sua marca, questionando-se sobre como uma pessoa cega poderá identificar seu produto com autonomia e segurança, sem correr o risco de virar um frasco de óleo pensando ser detergente.

Uma iniciativa de sucesso tem sido as embalagens de medicamentos com inscrição em Braille. O Ministério da Saúde, por meio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, publicou em 2009 a Resolução RDC nº 71, um regulamento técnico que estabelece as diretrizes para a rotulagem de medicamentos, incluindo informações em Braille. A resolução pontua as exigências e estabelece que o nome comercial dos medicamentos ou, na sua falta, a denominação genérica do princípio ativo, além da dosagem, devem estar disponíveis em Sistema Braille, sem afetar a legibilidade das demais informações gráficas das embalagens. Por isso, hoje já é comum que medicamentos tragam informações acessíveis para cegos, na sua maioria muito bem impressas em cartuchos de papel cartão. A grande dificuldade, encontrada pelos cegos nas drogarias e farmácias, são os selos de identificação do lojista colocados bem em cima das letras em Braille, como se minimizassem a importância desse poderoso recurso de acessibilidade.


medicamento brailleFoto: Agência Brasil


Conclui-se, portanto, que a acessibilidade será o diferencial de uma marca até que a concorrência também passe a adotar esse recurso, um investimento cujo retorno social vai muito além da quebra da barreira comunicacional. É o reconhecimento da cidadania, é o primeiro passo para que dois tipos de escrita estejam lado a lado em uma mesma embalagem, assim como desejamos que a diversidade conviva em harmonia nos espaços comuns. Embalagens em Braille precisam ser armazenadas adequadamente, assim como a qualidade de impressão influencia muito a legibilidade. Por fim, não deixe que a curiosidade danifique os pontos em relevo de um rótulo; use-a em favor da inclusão, pesquisando mais sobre o sistema Braille e incentivando lojistas, fabricantes e empresas a adotarem em suas embalagens a transcrição das informações em Braille.

Fica aqui um desafio: coloque nos comentários dessa postagem quais os produtos que você conhece que possuem embalagem e/ou rótulo em Braille e vamos construir uma lista de empresas acessíveis. Escreva qual a marca, tipo do produto e em qual estabelecimento encontrou. Certamente sua contribuição ajudará a mapear marcas que ainda não ganharam popularidade entre os cegos, pois talvez a publicidade visual ainda não tenha atingido esse grupo de pessoas.

Luciane Molina – Braillista, pedagoga e pessoa com deficiência visual. É especialista em atendimento Educacional Especilaizado (UNESP – 2012) e em Tecnologias, Formação de Professores e Sociedade (UNIFEI – 2015). Membro da equipe Técnica da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência e do Idoso de Caraguatatuba – SP.

Twitter: @braillu

Fontes: www.braillu.com - www.acessibilidadenapratica.com.br

Seleção masculina de goalball faz jogo de exibição na Arena do Futuro



Rio de Janeiro, RJ – Na presença de diversas autoridades, incluindo o prefeito Eduardo Paes e Sir Philip Craven, presidente do Comitê Paralímpico Internacional, a Seleção Brasileira masculina de goalball fez uma partida de exibição na Arena do Futuro, palco dos jogos nas Paralimpíadas do Rio 2016, nesta terça-feira (8), no Parque Olímpico da Barra da Tijuca.
 
O evento contou também com alguns operários que trabalham nas obras das instalações dos Jogos Paralímpicos. Dois deles puderam ainda vivenciar na prática o que é ser um atleta de goalball, ao lado do prefeito Eduardo Paes (com direito a gol), do secretário chefe da Casa Civil da cidade do Rio Janeiro e de um jornalista.
 
A arena ainda está em fase de construção, mas a apresentação da quadra já mexeu com o sentimento dos atletas. Artilheiro do Mundial da Finlândia, no ano passado, Leomon Moreno falou sobre a experiência de atuar no lugar que pode vir a ser palco da primeira medalha de ouro do Brasil em Jogos Paralímpicos.
 
- Gostamos bastante da quadra. Nossa modalidade precisa bastante de silêncio e aqui também não tem eco. Somos os primeiros do ranking mundial. A Finlândia é o time que mais preocupa, mas eles não vão tomar o ouro da gente dentro de casa – afirmou Leomon.
 
Os Jogos Paralímpicos do Rio 2016 começam no dia 7 de setembro. Os ingressos começaram a ser vendidos na última segunda-feira (7), e podem ser adquiridos pelo site do evento (clique aqui).
 
Foto: Prefeito Eduardo Paes vivenciou na prática a modalidade, com direito a gol (Márcio Rodrigues/MPIX/CPB)
 
Comunicação CBDV
Tadeu Casqueira - (21) 98127-0010 / (21) 98465-0765 - Whatsapp / (21) 2224-5775
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Fonte: cbdv.org.br

Gêmeas idênticas que nasceram com Síndrome de Down comemoraram primeiro dia em uma escola regular

Duas gêmeas idênticas que nasceram com Síndrome de Down passaram a frequentar uma escola regular e comemoraram seu primeiro dia nela.
As gêmeas idênticas, de quatro anos da idade, Abigail e Isobel Parry, nascidas em 2011, foram diagnosticadas com a condição genética três semanas após o nascimento.
As chances de um nascimento ocorrer assim são de apenas uma em cada 2 milhões.
As meninas, que nasceram prematuras, comemoraram um marco que seus pais temiam não acontecer: frequentar uma escola regular.
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Abigail e Isobel Parry, gêmeas idênticas de quatro anos da idade diagnosticadas com Síndrome de Down, comemoraram o primeiro dia em uma escola regular.
As garotas ficaram radiantes em seu primeiro dia no local, e o pai, Matt, contou que quando as meninas nasceram, ele e a mulher, Jodi, não sabia se elas seriam capazes de tal proeza.
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Quando as filhas chegaram ao mundo o casal pensou que a condição seria uma sentença em vida, mas agora dedicam todo o tempo que têm para romper mitos e equívocos sobre a síndrome.
Eles lançaram uma campanha que visa fornecer a futuros pais conselhos sobre a condição e não julgamento.
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“Isso só mostra o quão longe chegamos em nossa própria compreensão da Síndrome de Down. Tivemos equívocos, que muitas pessoas têm, e é isso que estamos tentando resolver”, disse o pai.
Eles reconhecem que as filhas terão desafios na escola, mas disseram ter escolhido “empurrá-las para terem sucesso”.
As irmãs utilizam-se, principalmente, da linguagem de sinais para se comunicarem, e seu vocabulário nesta língua equivale ao de uma criança da mesma idade com vocabulário verbal.
Jodi afirmou que as meninas não são diferentes do outro filho do casal, Finlay, mais velho.
Eles ficaram chocados ao descobrir que 92 por cento das mulheres com um diagnóstico pré-natal de síndrome de Down terminavam s gravidez.
O CEO da Associação Síndrome de Down, Carol Boys, explicou que as atitudes sobre as habilidades de crianças com Síndrome de Down mudaram.
Ela afirmou que no passado acreditava-se que havia muitas coisas que as crianças com a síndrome não poderiam fazer, quando na verdade elas nunca tinham recebido a oportunidade de experimenta-las.
Carol também salientou que as crianças com a condição não apreendem com a mesma velocidade com que os colegas.
Fontes: TheSun, Gadoo - pessoascomdeficiencia.com.br

Três lições do esporte paralímpico que podem servir ao olímpico.

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Apesar da pouca visibilidade, o esporte paralímpico no Brasil acumula resultados expressivos. Com um sétimo lugar no quadro de medalhas da Paralimpíada de Londres em 2012 e um primeiro disparado no Parapan-Americano deste ano, o país é considerado referência mundial nas modalidades para atletas com deficiência.
Com um investimento que não chega à metade do valor destinado aos esportes olímpicos – o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) tem R$ 700 milhões e o CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro), R$ 336,9 milhões –, o esporte paralímpico brasileiro já é considerado “potência mundial” e tem como meta, daqui um ano, em Rio 2016, o quinto lugar no quadro de medalhas.
“Já imaginou se tivéssemos o mesmo investimento (que os esportes olímpicos)? Seríamos os melhores do mundo”, afirmou à BBC Brasil Daniel Dias, atleta da natação paralímpica e o maior medalhista brasileiro da história, com 15 medalhas em Paralimpíadas, sendo 10 de ouro.
A evolução aconteceu principalmente na última década. Na Paralimpíada de Atenas, em 2004, o Brasil ficou em 14º no quadro de medalhas, saltou para 9º em Pequim (2008) e 7º em Londres. Resultados que vieram após um conjunto de ações, segundo o CPB: planejamento, investimento na base e na renovação de talentos e foco na pulverização de medalhas.

Enquanto isso, o esporte olímpico no Brasil ainda luta para alcançar o mesmo sucesso. Nos Jogos de Londres, o Brasil ficou em 22º no quadro de medalhas e agora tem como meta o top 10 em 2016. O investimento tem sido alto, principalmente desde que o Brasil foi escolhido como sede dos Jogos, mas alguns resultados ainda deixam a desejar.
“É difícil fazer esse tipo de comparação”, disse Adriana Behar, ex-jogadora de vôlei de praia e atual gerente de planejamento esportivo do COB.
“O trabalho do CPB é ótimo, trabalhamos em parceria. Eles seguem o nosso conceito. Mas falamos de cenários bem diferentes. A competitividade é diferente, o investimento é diferente. Se olhar o cenário dos outros países dentro do ambiente olímpico tem outros indicadores, características, é mais competitivo.”

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Apesar das conquistas, o esporte paralímpico ainda depende exclusivamente de investimentos públicos, já que empresas não têm demonstrado interesse em patrociná-los. Outro problema é a falta de visibilidade e de divulgação das modalidades paralímpicas – os Jogos Parapan-Americanos, por exemplo, não foram transmitidos no Brasil e apenas a Paralimpíada tem algum espaço nas TVs.

A seguir, três estratégias adotadas pelo esporte paralímpico com sucesso:

Planejamento eficaz
Desde que o Rio de Janeiro foi escolhido como sede dos Jogos de 2016, os investimentos no esporte – olímpico e paralímpico – aumentaram bastante. A partir disso, o CPB traçou as metas a serem atingidas de 2009 até a Paralimpíada em casa.

Em termos gerais, eram quatro: manter a liderança o quadro de medalhas do Parapan-Americano de 2011, passar de 9º para 7º lugar no quadro de medalhas da Paralimpíada de 2012, liderar de novo no Parapan de 2015 e chegar ao top 5 nos Jogos do Rio. Dessas, três já foram cumpridas.

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“Fizemos uma Conferência Nacional do Esporte Paralímpico com todas as nossas confederações para saber qual era a situação em cada modalidade e quais eram as metas, onde a gente pode crescer e como”, explicou à BBC Edilson Alves da Rocha, o Tubiba, diretor técnico do CPB.
Outra estratégia foi copiar bons modelos que já haviam dado certo fora. “Em 2008, ficamos em nono na Paralimpíada e o Canadá ficou em sétimo, que era nossa meta pra 2012. Então fomos aprender com eles, saber o que eles faziam, como faziam. E deu certo”, contou Tubiba.

O planejamento também incluiu mais intercâmbios internacionais. “Fomos enfrentar as melhores equipes do mundo. Assim, eu não enfrento meu ‘bicho-papão’ a cada quatro anos, eu o enfrento todo ano.”
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O COB fez planejamento similar de 2009 a 2016, traçando metas para cada modalidade e investindo mais dinheiro nelas. Mas em alguns casos, os resultados não vieram. No Pan-Americano deste ano, o Brasil até atingiu o objetivo de manter a terceira posição no quadro e o número de medalhas conquistado em 2011, mas obteve um ouro a menos.
O atletismo, que recebeu mais de R$ 100 milhões nos últimos quatro anos, fez a pior campanha no Pan em 44 anos e conquistou só uma medalha no Mundial neste ano. O judô, que também recebe investimento alto, teve o pior desempenho em 16 anos no Mundial realizado em agosto.
“O planejamento estratégico (do COB e do CPB) tem o mesmo modelo. O resultado vem mais rápido de um lado por outras questões internas ou externas. A gente tem um planejamento e ele foi colocado em prática. O resultado vai te orientar se o que foi feito deu certo”, disse Adriana Behar.
Investimento na base

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O esporte paralímpico enfrenta o problema de não ser muito conhecido, nem mesmo pelas pessoas com deficiência. “Eles (atletas) começam principalmente na idade adulta. Eu não tenho base, então o trabalho é redobrado”, afirmou Tubiba.
Uma alternativa foi criar projetos em parceria com o Ministério do Esporte para fomentar o esporte e criar talentos paralímpicos.
“Identificamos que o professor de educação física dispensava criança com deficiência das aulas porque não sabia como trabalhar com elas. Então capacitamos esses professores para que eles incluíssem essas crianças no esporte”, contou.

O Clube Escolar é outro projeto do CPB que visa as crianças. O comitê faz parceria com clubes e repassa até R$ 60 mil para que eles desenvolvam o esporte paralímpico com alunos de nove a 20 anos.
“O CPB não pode repassar dinheiro às escolas. Então aplicamos o recurso no clube para o pagamento de profissional e do próprio local. E os clubes apresentam relatório escolar e comprovam a participação em treino do aluno.”
Equipes técnicas da seleção visitam esses clubes periodicamente em busca de possíveis novos talentos.

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Por último, há a realização das Paralimpíadas Escolares desde 2005, competição que reúne jovens atletas de todo o país. O torneio já revelou “fenômenos”, como Alan Fonteles, que faturou o ouro na Paralimpíada de Londres vencendo Oscar Pistorius. Os jogos viraram referência, e a Grã-Bretanha, também tradicional nos esportes paralímpicos, participa deles como convidada.
No Parapan deste ano, 27% dos pódios foram conquistados por atletas com menos de 23 anos.

Do lado olímpico, a grande crítica de ex-atletas é justamente a falta de investimento na base. O COB alega que “cada um tem sua responsabilidade” e que não é a dele fazer esporte nas escolas. O investimento do comitê nesse sentido é a realização, desde 2004, dos Jogos Escolares, que também já revelaram atletas como Sarah Menezes, ouro no judô em 2012.

“Os Jogos Escolares são um celeiro pra identificar esses talentos e também para estimular a prática esportiva”, disse Behar.

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Pulverização de medalhas
A chave para um país ser considerado potência esportiva é na capacidade de obter resultados em diversas modalidades. O COB, por exemplo, tem como meta conseguir medalhas para pelo menos 15 modalidades, o que tornaria o Brasil, segundo ele, uma “potência olímpica”.
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“Dentro do histórico do Brasil, são oito modalidades de pódio atualmente. O objetivo é chegar a 15 ou 18 modalidades medalhando, que é a média de países no topo”, explicou Behar.
No esporte paralímpico, essa meta foi parcialmente atingida. No Parapan de 2011, o Brasil conquistou 197 medalhas; no deste ano foram 257, crescimento de 60 pódios que veio da distribuição maior de medalhas por mais modalidades.
Vale destacar que a Paralimpíada, apesar de ter menos modalidades que a Olimpíada, tem um maior número de medalhas sendo disputadas, por causa das divisões em categorias por deficiência.
Agora, afirmou Tubiba, “a gente chegou num patamar em que mais difícil vai ser manter do que crescer”.

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Uma forma de crescer seria atrair mais patrocinadores privados e ter mais visibilidade na mídia. “Estou esperançoso, acho que 2016 pode ser um marco para a gente mostrar o valor das pessoas com deficiência”, disse Daniel Dias.
“Vamos mostrar que o Brasil não é o país do futebol, e sim da natação paralímpica”, brincou o recordista de medalhas paralímpicas no país.

Os ingressos para os Jogos Paralímpicos do Rio começaram a ser vendidos nesta segunda. Os preços variam de R$ 10 a R$ 1,2 mil.

Fontes: bbc.com - pessoascomdeficiencia.com.br

Vendas de veículos para deficientes aceleram


Leone Farias Do Diário do Grande ABC


Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Enquanto as vendas totais de veículos zero-quilômetro no País vão de mal a pior, com queda que supera 20% neste ano, em comparação com os números de 2014, e a projeção é de fechar o ano com queda de 23,8% nos licenciamentos, um nicho específico do setor automotivo segue em ascensão. Trata-se de carros destinados a pessoas com deficiência ou seus familiares: o volume comercializado para esse público deve crescer 20% em 2015, alcançando a marca de 100 mil carros, de acordo com projeção da Abridef (Associação Brasileira das Indústrias e Revendedores de Produtos e Serviços para Pessoas com Deficiência).
Pode parecer pouco perto do tamanho do mercado da indústria automotiva no País, que chegou no ano passado a 2,5 milhões de automóveis novos vendidos. Mas o ritmo é expressivo. Em 2012, haviam sido licenciados só 26 mil carros para deficientes no País, número que subiu para 46 mil em 2013 e atingiu 84 mil em 2014. O presidente da Abridef, Rodrigo Rosso, assinala que, não fosse a turbulência econômica, seria possível chegar a 150 mil carros vendidos.
Obter melhores condições de mobilidade é um dos fatores que ajudam a impulsionar essa demanda, apesar da crise. “O carro adaptado me dá muita liberdade”, conta, com satisfação, a jornalista de Santo André Maria Paula Vieira, 22 anos, que possui doença genética que atrofiou seus pés e mãos. Ela comprou seu primeiro automóvel, um Honda Fit, há três anos. Ela acrescenta que vantagens como isenções de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) na primeira compra e de IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores), ajudaram. “Com tanto gasto que já tenho devido à deficiência, ficaria complicado arcar com mais essas despesas.”
A possibilidade de ter autonomia motivou, desde cedo, a diretora de marketing Alice da Silva, 49, de Cotia, que tem paraplegia. “Cresci sem andar, e percebi que precisava cuidar de mim, para trabalhar e estudar”, diz. Ela também assinala: “Com os R$ 10 mil de abatimento do carro, eu gasto com cadeira de rodas e cadeira de banho, por exemplo”. Rosso cita que a economia na compra varia dependendo de cada Estado, mas pode chegar a 28% com esses descontos.
Toda essa economia motiva o aposentado Marcelo de Paula Torres, 42, de Santo André. Ele, que aos 19 foi atropelado e perdeu a perna esquerda, recentemente comprou um automóvel de segunda mão e mandou fazer a adaptação, colocando embreagem manual. Porém, para início de 2016, ele planeja adquirir um carro zero e se beneficiar dos descontos.
FAMILIARES - Outro motivador para impulsionar o mercado foi a mudança da legislação que, a partir de janeiro de 2013, estendeu a isenção de IPI e ICMS a não condutores, ou seja, favoreceu familiares que utilizam o automóvel para transportar o deficiente. A isenção do IOF no financiamento e do IPVA até agora só vale quando o condutor é o deficiente – no caso do IPVA, há Estados que isentam também o familiar, mas não em São Paulo.
Faltam informações sobre isenções e quem pode usufruir delas

A falta de informação ainda é um limitador, que impede o crescimento ainda mais rápido das vendas de veículos para deficientes. No entanto, na avaliação do presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Luiz Moan, o foco das empresas do ramo em atender necessidades específicas da população – como nesse mercado – é uma tendência não só no Brasil, mas no mundo inteiro.
Rodrigo Rosso, da Abridef, cita que muita gente não sabe, mas os carros adaptados, aos quais há direito a isenção, são acessíveis não apenas a deficientes, mas também a pessoas que têm patologias (dependendo do gravidade), como diabetes, câncer de mama, HIV positivo, mal de Parkinson, artrite, artrose e hérnia de disco, entre outras. “Tem também uma parcela enorme da população que tem direito, os idosos que têm problemas no joelho, quadril etc”, assinala.
Para conseguir o desconto, é preciso passar por médicos credenciados pelo Detran. Também é necessário, para dirigir carro adaptado, obter habilitação própria. Miriam Passarelli, diretora da autoescola Javarotti, especializada nesse público, conta que passam, mensalmente, pela unidade de Santo André, de 60 a 80 pessoas com deficiência. Fundada há 22 anos, a rede, hoje com dez filiais, está em expansão. Acaba de abrir unidade em Mauá e está em vias de inaugurar filial em São Caetano.
Além da habilitação, é preciso juntar documentação na compra do carro, como cartas da Receita Federal e da Secretaria da Fazenda do Estado. O processo é trabalhoso e Rosso avalia que compensa contratar despachante especializado. Alice da Silva concorda. “É mais confortável, não preciso perder o dia na Secretaria da Fazenda e na Receita em filas esperando”, diz.
Alice trocou de carro no ano passado e adquiriu um Prisma, da Chevrolet. Ela conta que, entre o tempo de juntar documentos pessoais, holerite, extrato bancário e laudo médico expedido por clínica credenciada do Detran e obter as cartas para o IPI e ICMS, mais a espera para retirar o carro, foram cerca de três meses. Porém, tem gente que demorou bem mais, como foi o caso de Maria Paula Vieira, que esperou seis meses até receber o carro.
EVENTO - Com o apoio da Abridef, será realizado nos dias 19 e 20 o 1º Mobility Show, evento no autódromo de Interlagos, em São Paulo, com entrada e estacionamento gratuitos que concentrará em um mesmo espaço o que é necessário para pessoas com deficiência, familiares, idosos e portadores das mais diferentes patologias se informarem sobre como aproveitar os benefícios.
Haverá desde despachantes, médicos credenciados pelo Detran, montadoras com veículos para test-drives, bancos, seguradoras a outras empresas e instituições.
Será disponibilizado transporte gratuito partindo do Metrô Jabaquara para o local. Mais informações pelo site www.mobilityshow.com.br.